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quinta-feira, 24 de maio de 2012 NBA, outras | 10:27

BASQUETE NÃO É UMA CIÊNCIA EXATA. BOSTON E PHILADELPHIA MOSTRAM ISSO

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Basquete não é uma ciência exata como muitos jornalistas desinformados gostam de pregar quando vão dar exemplos do tipo: “Ah, se futebol fosse igual basquete, onde o melhor sempre ganha…” Estamos, claro, cansados de ler e ouvir essas patacoadas. Sabemos que não é assim. No basquete tem zebra (e várias) e digo que mesmo em melhor de sete surpresas podem acontecer.

Escrevo isso porque estou de olho nesta série entre Boston e Philadelphia (foto Getty Images). O Sixers, a gente bem sabe, só está onde está porque pegou um Chicago estropiado. Derrick Rose se lesionou no primeiro jogo e Joakim Noah no terceiro de uma série que teve seis embates. Não fossem as contusões e o Bulls teria passado pelo Phillies talvez em cinco jogos. A lógica dizia isso.

O Boston está penando contra um adversário que se classificou em oitavo lugar numa conferência reconhecidamente mais fraca e que passou adiante na competição pelos motivos expostos acima. Então, eu pergunto: que chances o C’s teria diante do Miami, por exemplo, numa provável final do Leste? Eu ouso responder: se o time do sul da Flórida se classificar para a decisão da conferência, a chance do Celtics é contar com um bloqueio de LeBron James.

Ontem eu conversei por telefone com Zé Boquinha, comentarista dos canais ESPN. Disse-me ele: “Se o LeBron jogar o que sabe e o que pode, ninguém segura o Miami”. Aí eu disse que concordava e que tinha até proposto no blog que se isso realmente acontecer, LBJ coloca muitos anéis nos dedos e, por conta disso, eu o colocaria na seleção da NBA de todos os tempos no lugar de Larry Bird. “Não há menor dúvida disso: LeBron tem muito mais recursos do que Bird. O problema é que ele não tem os colhões que Bird tinha”.

Assim como Zé Boquinha, eu também acho o Miami um time fortíssimo. Mas o Boston não é — pelo menos não demonstrou até o momento. O C’s é um time muito irregular e que até agora não conseguiu fechar uma série diante de um adversário que só está na festa porque entrou de penetra. E não vai aqui nenhum menosprezo ao Philadelphia, apenas uma constatação dos fatos. Ou alguém aqui ousaria colocar o Sixers como favorito na série diante do Bulls ou mesmo ao título da conferência? Creio que ninguém levantaria o braço neste botequim.

Mas o Sixers está vivo aproveitando-se das brechas que surgem. Primeiro, as lesões do Bulls; agora, a irregularidade do Boston. O sétimo e último jogo deste confronto será amanhã. Não acredito que alguém vai levantar o braço e dizer que aposta no Sixers. Dizer que “acha” que o Sixers leva não vale. Tem que cravar, colocando grana na parada, pois se não houver grana na parada, não há perda, e apostar assim é fácil, pois se errar fica por isso mesmo. Quero ver alguém entrar num site de apostas e colocar grana no Sixers, grana alta, daquelas que machucam o bolso se for perdida.

Pois é disso que eu falo. Desde que começou este enfrentamento, não apareceu ninguém, que eu me lembre, apostando no Sixers. E mesmo assim, o Boston está penando diante deste adversário bem mais frágil. Então, eu volto a perguntar: que chances teria o Boston diante de um Miami numa provável final do Leste?

As chances do Boston seriam as mesmas de o Philadelphia eliminá-lo sábado à noite e a mesma do Indiana diante do Miami. Elas existem, a gente bem sabe disso, porque o basquete, ao contrário do que muitos jornalistas desinformados gostam de pregar, tem zebra sim senhor. Mesmo em uma série melhor de sete, eu acrescento, lembrando o título do Dallas na temporada passada, que pra mim, que não sou desinformado, foi uma surpresa muito grande. Pra mim e pra muitos, diga-se. Basta fazer uma busca na internet e ler os artigos de jornalistas sobre a decisão do título do ano passado.

E por conta da zebra, o Sixers pode chegar à final e o Pacers também. E por conta da zebra, o Boston pode bater o Miami se ambos decidirem o título. E por conta da zebra, o Celtics pode ser campeão da NBA num cotejo diante de San Antonio ou Oklahoma City.

Ao contrário do que muitos jornalistas desinformados gostam de pregar, o basquete tem zebra. E agora ela deu pra dar as caras em séries melhor de sete, o que até então era impensável.

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011 basquete brasileiro, NBA, Sem categoria | 17:45

PERSONALIDADES OPINIAM SOBRE O CASO NENÊ-LEANDRINHO

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Conversei nesta segunda-feira com algumas personalidades do nosso basquete sobre o assunto que mais gera polêmica no momento: convocar ou não Nenê e Leandrinho para os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem.

A pergunta que fiz foi: você convocaria os dois? Vejam o que eles disseram:

OSCAR SCHMIDT (ex-jogador) – “Claro que não! Em 1995, o Ary Vidal me fez voltar à seleção juntamente com o Israel e o Maury. Conseguimos a vaga para os Jogos Olímpicos de Atlanta com as calças nas mãos. Aí os dois não foram chamados para as Olimpíadas. Eu fui egoísta, pensei apenas no fato de que iria disputar minha quinta Olimpíada, mas eu não deveria ter ido. Falei um monte para o Ary, que é meu amigo, mas não deveria ter ido. Convocar agora Nenê e Leandrinho é uma bofetada na cara dos jogadores que conquistaram a vaga em Mar del Plata. E tem mais: sabe o que eu fiquei sabendo? Que o Leandrinho estava na balada na hora do jogo. Ou seja: nem se interessou em ver a partida. Claro que com o Nenê a nossa foto é outra, mas ele também não merece ser convocado”.

HORTÊNCIA MARCARI (ex-jogadora e atual dirigente da CBB) – “Não convocaria, porque no momento mais importante, mais crucial, que mais precisou, eles não foram. Há uma diferença do caso deles do caso da Iziane, que está com um contrato terminando com seu time na WNBA e em meio a um campeonato. Nenê e Leandrinho estão de férias. Os outros jogadores da NBA estão disputando o Pré-Olímpico na Europa. Por que eles não vieram? Gosto muito do Leandrinho, quero o bem dele, mas pergunto: ele não estava machucado? Mas aí eu o vejo treinando no Flamengo, batendo bola e pronto pra jogar. Não entendi. Temos que ir bem nas Olimpíadas? Lógico que sim. É óbvio que os dois são importantes. Mas quem tem que decidir isso é o Magnano. Ele é inteligente e experiente. A decisão que ele tomar nós na CBB vamos acatar. E não tem que ouvir o grupo: o Magnano é quem tem que decidir. O grupo, pode ter certeza, quer ser campeão”.

MARCEL SOUZA (ex-jogador) – “Fácil, convocaria os dois sim. Porque não tem reserva de mercado para o sucesso. Convoco e deixo a bomba nas mãos dos dois. Pra termos chances de medalha nas Olimpíadas temos que levar nossos melhores jogadores. Só por que eles não foram ao Pré-Olímpico? Imagina o Brasil com mais três jogadores de nível. No basquete moderno, um jogador não pode ficar em quadra 40 minutos, como aconteceu com o Alex e o Huertas na final contra a Argentina. Então, você tem que ter opção para isso. Temos que jogar as Olimpíadas no estilo do Barcelona, campeão da ACB. Eu acompanhei todo o campeonato. Entre no site e veja: quem jogou mais, jogou 19 minutos por partida. A média ficou entre 14, 15, 16 minutos. Ninguém teve 25 minutos. É assim que tem que ser, pois hoje em dia o basquete é no pau! E pra se fazer isso tem que ter opção”.

MAGIC PAULA (ex-jogadora) – “Não convocaria. A convocação deles quebraria a harmonia do grupo. Além disso, eu nunca vi um treinador ter os 12 jogadores na mão. Em toda a história do basquete brasileiro, nem no masculino e nem no feminino, eu nunca vi um treinador dominar o grupo como o Magnano fez com esse time. Ninguém estava com o saco cheio de estar no banco. Esse time funciona coletivamente. Alguém pode dizer que ele conseguiria o mesmo com Nenê e Leandrinho. Mas eu acho que não vale a pena chamá-los, pois eles são coadjuvantes em seus times na NBA. Perderam a capacidade de decidir o jogo, perderam a capacidade de liderar. Veja o caso do Marcelinho Huertas: estou impressionada com ele. Esses caras da NBA não têm isso que o Huertas tem”.

ZÉ BOQUINHA (comentarista da ESPN Brasil) – “O momento é de muita euforia. Não podemos decidir nada com paixão, com o coração. Agora é o momento de curtir a conquista da vaga. Vamos dar um tempo. Daqui seis meses, sem paixão, sem euforia, toma-se uma decisão. Mas, analisando os fatos, o que a gente tem que dizer é que o Leandrinho sempre esteve à disposição; o Nenê é que vinha arrastado. Além disso, quando todos estiveram juntos, sempre houve confusão, pois não havia liderança. Veja que nesse grupo não tem isso. Ao mesmo tempo, eu penso: temos que ser profissionais, não podemos abrir mão de nossas estrelas. Uma coisa é ganhar a vaga para as Olimpíadas, outra coisa é jogar as Olimpíadas”.

LULA FERREIRA (ex-treinador da seleção) – “A única pessoa que pode falar sobre o assunto é o Rubén Magnano. Somente ele sabe exatamente o que aconteceu no pedido de dispensa do Nenê e do Leandrinho. Ele tem os motivos reais das ausências. O que a gente ouve falar nem sempre é o que de fato aconteceu. Mas eu digo que uma decisão dessas tem que estar acima de vaidades pessoais. Ela tem que ser tomada para o bem do nosso basquete. Rubén tem que formar o melhor time no seu entender. Não estou com isso dizendo que se tem que levar os dois, pois nem sempre os melhores jogadores formam o melhor time”.

CLÁUDIO MORTARI (ex-treinador da seleção brasileira) – “O momento não favorece os dois, mas temos um ano pela frente, pra pensar. De repente, as coisas caminham de um jeito que a gente não esperava. Temos que saber como o elenco reagiu à negativa do Nenê e do Leandrinho. Isso é importante. Mais ainda: precisamos saber como essa conquista repercutiu no grupo. Portanto, agora, temos que raciocinar, ter cautela. E, acima de tudo, procurar saber quais são as verdades nesse caso todo”.

DANILO CASTRO (comentarista do BandSports) – “Eu perguntaria para o grupo. A opinião dos jogadores é muito importante. Tecnicamente o Nenê e o Leandrinho acrescentam? Claro que sim. Mas se eu convocá-los o grupo pode rachar? Temos que saber isso. Veja que os jogadores estão muito unidos. Você viu o corte de cabelo deles? Isso demonstra união. A opinião dos jogadores tem que ter o peso maior nesse caso. O Magnano precisa ouvir o Marcelinho Huertas, o Machado, Tiago Splitter, Guilherme Giovanni e o Alex Garcia”.

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sexta-feira, 18 de junho de 2010 NBA, outras | 03:20

LAKERS, JUSTO CAMPEÃO

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Foi um dos jogos finais mais fracos da história da NBA. Mas foi também um dos mais emocionantes, decidido no fim, quase que na última bola.

No final, deu Lakers: 83-79. Lakers campeão, o 16º. título na história desta que é a mais popular, a mais rica e a mais charmosa franquia da NBA.

Com esse troféu, o time de Los Angeles fica agora apenas um atrás do Boston, seu arqui-rival, que soma 17. Mas ainda continua longe do Celtics na disputa entre eles em decisões.

Foi a 12ª. vez que ambos se encontraram em uma final. O Boston leva vantagem em 9-3.

Foi também a quinta vez que esses dois times chegaram ao sétimo jogo decisivo. E o Boston também está na frente: 4-1

Estas duas franquias são um capítulo à parte na história da NBA. Juntas, conquistaram 33 dos 64 campeonatos disputados até hoje na história desta que é a principal liga de basquete do planeta, pois é a mais organizada e a mais difícil, porque nela se concentra a esmagadora maioria dos melhores jogadores de basquete do planeta.

Quem quer ser grande, tem que vencer lá. Quem quer ser rei, tem que reinar lá.

Kobe Bryant é atualmente o maior jogador de basquete do planeta porque desfila com seu cetro e sua coroa pelas quadras da NBA. Exatamente por isso, acabou levando o troféu de MVP das finais; seu segundo.

Mas ele não jogou nada ontem à noite. Nem de longe lembrou suas performances anteriores.

Muito menos as de Michael Jordan, com quem alguns fãs teimosamente insistem em compará-lo. Não há a menor comparação entre eles.

Embora Kobe lembre muito Jordan no jeito de jogar e na liderança em quadra, MJ deixa KB no chinelo. O verdadeiro Pelé do basquete nunca teve uma atuação desastrosa em uma final como Kobe teve ontem à noite, ao contrário. Além disso, Jordan nunca perdeu uma decisão — Kobe já perdeu duas.

Como se diz popularmente, parecia Kobe que tinha comido uma feijoada antes de entrar em quadra. Acabou anulado por Ray Allen.

Seu aproveitamento nos arremessos foi pavoroso: 6-24 (25.0%). Nas bolas de três, chutou meia dúzia e errou todas (0%). Visitou 15 vezes a linha do lance livre e encestou 11 bolas (73.3%).

Terminou a peleja com 23 pontos. Tivesse em um de seus dias normais, com seus 43.2% nesta série diante do Boston nos seis jogos anteriores, teria passado dos 30.

Compensou uma noite ruim com vontade, esforço e gana em quadra. Por isso mesmo, pegou 15 rebotes.

Foi eleito o MVP, como também já falei, mas levou o troféu para casa pelo conjunto da obra. Terminou a série final com médias de 28.6 pontos e exatos oitos rebotes.

Mas ontem à noite… Se o troféu tivesse ficado com Pau Gasol não seria nenhuma surpresa.

O espanhol foi um gigante em quadra. Anotou 19 pontos e apanhou 18 rebotes, sendo que a metade deles foi no ataque.

Na série teve médias de 18.5 pontos e 11.5 rebotes, bem inferiores às de Kobe, mas ontem à noite o ibérico foi um gigante. Foi um gigante no jogo mais importante. Não fosse ele e talvez o Boston tivesse ficado com o título.

Ele e Ron Artest, é bom que se diga.

O maluco ala do Lakers, que abraçou a repórter Doris Burke, da ABC/ESPN, ao final da partida, lembrou o velho Maguila. Mandou abraços pra todo mundo, em particular para sua psiquiatra. “Ela realmente me deixou muito relaxado”.

Não para esta final, mas para a vida, quis dizer Artest. Sem dúvida, pois ele esteve “pianinho” nesta temporada; nem de longe lembrou aquele jogador tresloucado que a gente se acostumou a ver em quadra.

Ontem, Artest (Foto Getty Images) teve uma daquelas noites que são a exceção que confirma a regra: jogou muito. Nem de longe lembrou o mão-de-pau que ele é.

Foram 20 pontos. Duas dezenas de tentos e uma bola de três sensacional que ele meteu quase que no final da partida, quando faltava um minuto para o jogo findar e que trouxe alívio para o Lakers.

Sim, pois Rasheed Wallace tinha acabado de encestar uma bola tripla, baixando a diferença para três pontos: 76-73. Com coragem e sangue-frio, Artest deu o troco levando novamente a vantagem do Lakers para seis tentos: 79-73.

Um gigante, assim como Gasol.

Aliás, o final da partida foi permeado por lances que merecem registro.

Além da bola de três de Artest, Gasol pegou um rebote de mais um tiro torto de Kobe quando o cronômetro mostrava que faltavam 27 segundos para o final e o placar estava em 79-76 para o Lakers.

O espanhol jogou a bola para KB, que sofreu falta de Sheed. Kobe foi para a linha do lance livre e acertou o par de arremessos.

O terceiro lance que vale registrar ficou a cargo de Sasha Vujacic. O esloveno entrou em quadra a 11 segundos do final. O placar mostrava 81-79 para o Lakers. Coube a ele a missão de receber a bola, segurá-la, sofrer falta e encaixar os dois lances livres que levaram a vantagem do Lakers para os definitivos 83-79.

Lakers campeão, justo campeão.

O VICE

Quanto ao Boston, uso um clichê do esporte para dizer que ele caiu em pé. Vendeu caro a vitória ao Lakers.

Não sei se este foi o ocaso desse time. Acho muito difícil que o Big Three volte em forma para a próxima temporada.

Ray Allen, Kevin Garnett e Paul Pierce estarão um ano mais velho. Mais velho e mais cansados.

Além disso, Doc Rivers, o homem que arquitetou esse time que chegou pela segunda vez em uma decisão nos últimos três campeonatos (ganhou em 2008), pode cair fora.

Ele ainda não tomou a decisão final, mas pode parar. Acho bobagem; deveria ficar. Ficar e remontar esse time, que tem camisa, tradição e muita história.

Há jogadores interessantes no time e que são jovens e bons de bola. Falo de Rajon Rondo, Kendrick Perkins e Glen Davis.

Além disso, o contrato de Allen acabou e sobram agora US$ 19.7 milhões para o time contratar alguém de alto calibre. O mercado estará saboroso a partir de 1º. de julho.

Por tudo isso, acho que Rivers não deveria deixar o barco. Ele tem talento e energia para refazer esse time.

REBOTE

Ofensivo. Sim, o rebote ofensivo foi o responsável pela vitória do Lakers. Graças a ele o time de Los Angeles pôde arremessar 12 bolas a mais do que o Boston e ter visitado a linha do lance livre 20 vezes mais do que o Celtics.

Sim, pois com um aproveitamento de 32.5% nos arremessos (20.0% nas bolas de três) e 67.6% nos lances livres, o time não teria jamais condições de bater um adversário que teve um desempenho de 40.8% nos arremessos (37.5% nas bolas longas) e 88.2% nos lances da linha fatal.

O Lakers pegou nada menos do que 23 rebotes de ataque, contra apenas oito do Celtics. No geral, foram 53 a 40.

Pat Head Summit, uma das mais vitoriosas treinadoras de basquete dos EUA, mulher que comanda brilhantemente o time universitário do Tennessee, certa vez disse o seguinte: “Ataque vende ingressos, defesa ganham jogos e rebotes ganham campeonatos”.

O jogo de ontem mostrou que Pat Summit está coberta de razão.

FRASE 1

“Seguinte, vamos dar crédito ao Lakers. Eles foram sensacionais” — Doc Rivers, técnico do Boston.

Gesto grandioso de uma pessoa educada e bem preparada. Um exemplo que deveria ser seguido por muitos treinadores, principalmente aqui no Brasil; especialmente no futebol brasileiro.

FRASE 2

“Este [título] é de longe o mais saboroso de todos, porque são eles [Boston]” — Kobe Bryant.

Deve ter sido mesmo, especialmente para um jogador que ganhou seus primeiros três troféus diante de Indiana, Philadelphia e New Jersey, quando desempenhou brilhante papel de coadjuvante de Shaquille O’Neal. Quando pegou a batuta, ganhou um título diante do Orlando, uma franquia sem história na NBA.

RECORDES

Phil Jackson conquistou seu 11º. título de campeão. Espaça em dois sua vantagem em relação a Red Auerback, o patriarca do Boston, considerado pela esmagadora maioria da crítica norte-americana como o maior treinador da história da NBA.

Além disso, P-Jax nunca perdeu uma série melhor de sete quando ele ganha o primeiro jogo. Seu recorde, agora é de… Esqueci!

Também, pudera, às 3h30 da madrugada, minha cabeça já não funciona direito. Preciso postar este texto e ir dormir. Se alguém se lembrar quantas séries P-Jax venceu sempre que ganha o primeiro jogo, por favor, me fale.

Mas antes de ir dormir, quero fazer um agradecimento.

AMIGO

Eduardo Agra, excepcional comentarista da ESPN, mencionou esse botequim na transmissão de ontem. Mandou-me um abraço, mas ele foi extensivo a todos vocês, creiam.

Quero retribuir o carinho do amigo Agra e abraçar também Zé Boquinha, a quem também admiro e gosto muito.

E parabenizá-los pelo trabalho que fizeram nesta temporada, tornando mais compreensível um jogo que para muitos é bem misterioso.

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