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sábado, 29 de setembro de 2012 NBA | 00:46

NBA QUER PUNIR O ‘FLOPPING’ E CAMINHA PARA A ‘FUTEBOLIZAÇÃO’ DA LIGA

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A mídia norte-americana noticia que a NBA vai punir o “flopping”. Ou seja: a simulação. Ou, se você preferir, o teatro.

Traçando um similar com o nosso futebol, seria o que fazem Neymar e Valdívia. Embora Neymar tenha diminuído dramaticamente o “cai-cai” (ele toma porrada mesmo!), o chileno do Palmeiras ainda insiste no “flopping”.

Quem seriam os caras a serem atingidos pela medida? Anderson Varejão está entre eles. E, dizem, encabeça a lista. Eu não vejo assim. Pra mim, o “flopper gangster” da NBA é Manu Ginobili (foto). Mas como o argentino tem grande nome na liga e conta com três anéis, além de jogar no San Antonio, o bucha estoura pro lado do Varejão.

Derek Fisher é outro “flopper”. Luis Scola também. Idem para Shane Battier. Querem mais? Raja Bell, Blake Griffin, Paul Pierce e Kevin Martin. A lista não é grande.

O mestre da simulação foi Vlade Divac. O sérvio era irritante. Quando jogava pelo Sacramento e duelava com o Lakers, o pessoal de Los Angeles ia à loucura com Divac.

Por falar nele, lembro-me que em 2004 eu entrei em um “Johnny Rockets” que fica na Promenade, Santa Monica (Los Angeles), e ele estava lá, sentado em um dos bancos giratórios onde é possível debruçar-se sobre o balcão. Estava só. Bebia uma Coca-Cola. Jogava no Sacramento na época, mas morava em Los Angeles. Entre, vi-o e fui ter com ele. Apresentei-me; disse que era do Brasil. Disse que era amigo de Oscar Schmidt. Contava eu que, com isso, fosse quebrar o gelo. Enganei-me. Divac não deu a menor bola pra mim ou para a minha história. Minha mulher tirou um retrato meu com Divac, eu agradeci e fui comer o meu hambúrguer.

Sujeitinho metido, disse minha mulher. Eu concordei.

Mas voltando à nossa história, dizia que a NBA vai criar regras para proibir o “flopping”. E o que isso significa? Significa que os árbitros terão mais poderes. Sim, pois o “flopping” é algo que pode ser interpretativo. Pra você pode ter sido; pra mim não.

Acho péssimo isso. A NBA está trilhando um caminho perigoso. Ela está se futebolizando — se é que existe esse termo — com certeza não existe, mas eu tomo a liberdade para essa licença poética.

A TNT já tem comentarista de arbitragem. Steve Javie, árbitro aposentado, é o Arnaldo Cesar Coelho da emissora a cabo norte-americana. Ridículo; nunca gostei disso. Arbitragem é algo que tem que passar despercebido, a menos que o erro seja grotesco. E se for, tem que ser abominado.

A NBA nunca teve isso e abre um sério precedente, pois está expondo a arbitragem de maneira covarde, como acontece no Brasil e no mundo do futebol com essas repetições em câmera lenta, onde tudo é falta, pois em câmera lenta tudo parece mesmo ser falta. Onde o tal do “tira-teima” condena um auxiliar num lance de centímetros. Covardia, como disse.

Agora vem essa história do “flopping”. A simulação nunca causou mal algum ao jogo. Nunca decidiu campeonato. Pra que fazer isso? Pra que dar esse poder ao árbitro, que, na verdade, só irá enterrá-lo aos olhos da opinião pública?

Sim, pois, como disse, o “flopping” é interpretativo. E se é interpretativo, pra mim pode ter sido e pra você não. Então, pra que isso? O que a NBA quer de fato? Quer criar polêmica? Quer, com isso, aumentar sua exposição na mídia e na boca dos torcedores?

Realmente, não gosto. Realmente, não aprovo.

É a futebolização da NBA.

Péssimo!

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sábado, 21 de maio de 2011 NBA | 14:50

UM POUCO DO VELHO MAGIC JOHNSON

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Vi que essa questão Magic Johnson x Kobe Bryant despertou interesse em alguns frequentadores deste botequim. Estava relembrando as finais de 1991, a última disputada por Magic. O Lakers, como a gente bem sabe, foi derrotado pelo Chicago, que ganhou ali seu primeiro título de campeão.

No primeiro confronto, realizado em Chicago, pois o Bulls teve melhor campanha, o Lakers venceu por 93 a 91, com uma cesta de três de Sam Perkins no estouro do cronômetro. Perkins, que era o melhor amigo de Michael Jordan em North Carolina, fez 22 pontos, assim como James Worthy. Foram os cestinhas do time. Agora vejam os números de Magic: 19 pontos, 11 assistências e 10 rebotes; um “triple-double”.

No segundo jogo da série, também em Chicago, o Bulls se recuperou e venceu facilmente por 107 a 86. Jordan, que havia feito 36 pontos na primeira peleja, cravou mais 33 e 13 assistências e novamente foi o cestinha da contenda. Agora vejam os números de Magic Johnson: 14 pontos, 10 assistências e 7 rebotes.

Com a série empatada em 1 a 1, o confronto deixou Illinois e foi para a Califórnia, mais precisamente para o Forum de Inglewood, então lar do Lakers, pois o Staples Center não existia. O Lakers, depois de tirar a vantagem de quadra do Chicago, era tido como favorito. Afinal de contas, tinha em seu grupo, além de Magic, Worthy, Perkins e Byron Scott. E Vlade Divac, um jovem pivô sérvio (na época iugoslavo) que muito sucesso fazia no basquete europeu. E tinha muito mais camisa que o Chicago, que se valia do talento de Michael Jordan, pois Scottie Pippen ainda não gozava da fama que adquiriu posteriormente a esta decisão.

No terceiro embate, o Chicago voltou a vencer: 104 a 96. Com isso, recuperava o mando de quadra. Jordan voltou a ser o cestinha do combate, com 29 pontos, recheados com nove assistências e nove rebotes. Raspou a trave quanto a um “triple-double”.

Magic anotou 22 pontos, 10 assistências e 6 rebotes. Só não foi o cestinha do Lakers porque Perkins anotou 25.

Já sem a pressão da final, recuperando o mando de quadra, o Chicago foi para o quarto jogo da série mais tranquilo, com Pippen fazendo um grande trabalho defensivo em cima de Magic. Sim, Pippen defendia muito e era alto. Phil Jackson incumbiu-o de marcar o principal jogador do Lakers, num revezamento perfeito com MJ (foto Reprodução).

O Bulls voltou a vencer: 97 a 82. Magic anotou novamente um “double-double”: 22 pontos e 11 assistências. Completou seus números com mais seis rebotes. MJ cravou novamente um DD: 28 pontos e 13 assistências. Adicionou cinco rebotes a seus números.

Divac apareceu bem na série pela primeira vez quanto a pontuação: 27 tentos; e mais 11 rebotes. Perkins, Worthy e Scott tiveram uma pálida participação: juntos anotaram apenas 19 pontos.

Era mesmo Magic contra a rapa.

No último confronto, que garantiu o título ao Bulls, Scott e Worthy, contundidos, não jogaram. A certeza de nova vitória e a consagração eram fortes dos lados do Chicago.

Mas Magic não queria de jeito nenhum que isso acontecesse. Deu tudo de si, buscou no fundo d’alma forças que talvez ele não tivesse naquele momento, e anotou 16 pontos, 20 assistências e 11 rebotes. Novo “triple-double”, mas insuficiente para evitar o tombo derradeiro do gigante californiano: Chicago 108 x 101 Lakers. Bulls campeão pela primeira vez na NBA.

Magic terminou a série com médias de 18,6 pontos, 12,4 assistências e 8,0 rebotes. Como disse acima, jogou praticamente sozinho, pois Worthy, Perkins e Scott negaram fogo em pelo menos dois jogos e Worthy e Scott, como vimos, não entraram em quadra no confronto final.

Magic tinha 32 anos. Foi sua última aparição em uma decisão de título.

Mais pra frente eu conto como foi a primeira aparição de Magic em um “NBA Finals”. Aparição esta que consagrou-o com apenas 20 anos. Tornou-se o MVP da final diante do Philadelphia de Julius Erving e Daryl Dawkins.

Essa história, que eu ainda vou contar, é imperdível. E aos mais emotivos, de derramar lágrimas.

Aguardem.

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011 NBA | 17:32

LAKERS JÁ PENSA EM FAZER TROCAS

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Mitch Kupchak, gerente geral do Lakers, o homem que pensa o time, que contrata, que faz as trocas, não está feliz. Está, isto sim, insatisfeito com o que tem visto. E disse que alguma coisa tem que ser feita para que o Lakers volte ao caminho das vitórias; para que o Lakers volte a pensar em ganhar o título desta temporada.

Esta insatisfação leva-o, neste momento, a considerar a possibilidade de trocas. Sim, trocas; mas ele não disse se está conversando com outras equipes para fazer negócios.

Trocas; é realmente disso que o Lakers precisa neste momento para tentar se reencontrar na temporada. Do jeito que está, todo mundo já notou, não dá.

“Talvez eu cogite fazer trocas, mas não estou dizendo com isso que estou conversando com outros times”, afirmou Kupchak. “Não temos jogado em nosso nível e eu não sei por quê. Talvez seja complacência. Não tenho certeza”.

E prosseguiu: “Nós de fato temos muitos talentos e quando contratamos (Matt) Barnes e (Steve) Blake, eu pensei: temos agora um time melhor ainda. Mas neste momento não estamos jogando um bom basquete. E eu penso que a gente deveria estar jogando um basquete bem melhor”.

O Lakers tem a folha de pagamento mais alta entre todos os times da liga: US$ 91 milhões. Por isso, fazer trocas não vai ser fácil. Isso porque os salários têm que encaixar. Caso contrário, a NBA veta o negócio.

Não adianta, por exemplo, o Lakers oferecer Pau Gasol por Nenê. A conta não fecha. Gasol ganha US$ 17.822.187,00; Nenê US$ 11.360.000,00. Há uma diferença de US$ 6.462.187,00. O Denver teria que dar outro jogador ao Lakers para fechar a conta. J.R. Smith, por exemplo.

É assim que funciona.

Não vai ser fácil o Lakers ir às compras, embora não se deva duvidar da habilidade de Kupchak. Ele é um legítimo sucessor de Jerry West, o homem que levou Shaquille O’Neal para Los Angeles e trocou Kobe Bryant por Vlade Divac. Kupchak livrou-se de Shaq quando este envelheceu e pegou Lamar Odom e foi ele também quem levou Gasol para a franquia e desequilibrou o Oeste, para irritação de Gregg Popovich.

Hábil Kupchak é. Mas mágico eu não sei se ele é.

DESEMPENHO

A campanha do Lakers contra os times de ponta desta temporada mostra: uma vitória (Chicago) e cinco derrotas (Chicago, Miami, Boston, San Antonio e Dallas). Mas não são apenas os revezes que incomodam. Perder faz parte.

O que deixa Kupchak inquieto é o jeito que o time está perdendo. A saber: 16 pontos para o Miami, 15 para o San Antonio, 13 para o Boston, nove para o Dallas e quatro para o Chicago.

Dos últimos sete jogos, perdeu quatro, dois deles para Clippers e Sacramento, ambos dentro do Staples Center.

Eu disse aqui neste botequim que o Lakers começaria a ser testado de meados de janeiro até o fim de fevereiro. Mais precisamente a partir do confronto contra o Clippers.

O retrospecto até o momento é: três vitórias e quatro derrotas. Ou seja: aproveitamento de 42,8%. Tivesse um desempenho desses ao longo do campeonato, o Lakers estaria agora na décima primeira posição, à frente apenas de Golden State, Clippers, Sacramento e Minnesota.

Vamos aguardar pelos próximos movimentos. Eles serão decisivos quanto ao futuro do time nesta temporada.

DESESPERO

Se a situação do Lakers é complicada, a do Cleveland é desesperadora. Agora já não se trata apenas de abandonar o campeonato para pegar um bom “draft” para a próxima temporada.

O que se discute agora é recuperar a dignidade. O time perdeu a dignidade. A situação é humilhante; é vexatória.

A derrota de ontem para o Miami por 117 a 90 (27 pontos de diferença), foi a 24ª seguida fora de casa, a 21ª consecutiva e a 31ª dos últimos 32 jogos. O recorde do time em janeiro foi 0-16. O time é o último colocado nesta temporada com uma campanha de oito vitórias e 40 derrotas.

Ainda bem que Anderson Varejão não está mais neste barco. Não está em termos, pois ele faz parte do grupo. Tenho certeza que está se sentindo também humilhado e sofre do mesmo jeito, pois o capixaba é jogador de grupo, é parceiro, não se esconde jamais.

O que fazer para mudar esta situação? “Continuar lutando”, disse o técnico Byron Scott (foto Getty Images). “Isso é tudo o que a gente pode fazer. É lutar ou desistir. Mas não acho que nossos rapazes são de desistir”.

Mas aonde encontrar ânimo para entrar em quadra? “Tenho vergonha de sair na rua”, disse Mo Williams. “Eu nunca senti tanta vergonha na minha vida”, completou Antawn Jamison.

O jeito é continuar lutando. Tem muito campeonato pela frente. Há possibilidade de recuperação e passar o bastão da última colocação para outra equipe.

Mas não vai ser fácil. LeBron “Magic” James está agora em Miami.

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