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domingo, 17 de junho de 2012 NBA, outras | 12:47

MIAMI TENTA A PARTIR DESTA NOITE CONTRARIAR ESTATÍSTICA DA NBA

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Às 21h de Brasília a bola sobe para o terceiro jogo da série melhor de sete entre Miami e Oklahoma City. Desta vez — e nos dois outros jogos também —, o confronto será no sul da Flórida. Se o Heat, diante de seus fãs, vencer essas três contendas, faz 4-1 no embate e sagra-se campeão pela segunda vez em sua curta carreira como franquia da NBA.

Não é fácil. Desde que o formato 2-3-2 foi adotado, em 1985, em apenas duas ocasiões o time da casa venceu as três partidas: o Detroit em 2004 e o próprio Miami dois anos depois. E ambos os times ganharam o campeonato. Ou seja, em 26 ocasiões, em apenas duas delas o time da casa venceu seus três compromissos. Percentualmente: 7,7%.

Como disse, não é fácil. Mesmo dentro de casa. Em finais, não existe grande disparidade técnica entre as equipes e do mesmo jeito que se perde em casa, ganha-se fora. O OKC, creiam, estatisticamente está vivo; estatística e tecnicamente, pois o time é muito forte.

MUDANÇAS

Como disse no texto de ontem, o Thunder precisa fazer alguns ajustes no seu time. O principal deles passa por sacar Kendrick Perkins do time. Ele tem que ser opção de banco, para o descanso de companheiros ou mesmo para alguma mudança tática durante o cotejo. Perkins como titular, como foi explicado no post passado, não está funcionando.

A saída de Perkins, a mim, significaria a entrada de James Harden, passando Kevin Durant para a ala de força quando o time estivesse defendendo. Desta forma, os chutes de três de Shane Battier seriam marcados, pois, como bem disse nosso parceiro Rodolfo, “com Perkins em quadra, a defesa de Battier fica com o (Serge) Ibaka, que fica mais preocupado em fechar o garrafão para as infiltrações de (Dwyane) Wade e LeBron (James) e em dar tocos, e acaba esquecendo Battier livre na linha dos três pontos”. Perfeito.

Some-se a disso o fato de que Durant, RW0 e Harden (foto Getty Images) jogaram juntos, nestes dois primeiros jogos, apenas 10:14 minutos dos 96 disponíveis. Ou seja, 10,5% do tempo. Isso foi limitado por problemas de faltas, mas também tem a ver com decisões de Brooks. Um equívoco. Os três, tidos como o sustentáculo da equipe, têm que estar juntos, em quadra, o maior tempo possível.

Outro dado importante para mandar Perkins para o banco: com um time mais baixo (com Perkins de fora), o OKC venceu o Miami por 127-103.

Vendo esta situação eu me lembro de uma frase do falecido presidente Vicente Matheus, que governou o Corinthians durante muitos anos, distribuídos em oito mandatos. Dizia Matheus: “Técnico não ganha jogo; mas perde”.

ESTILO

Russell Westbrook está no olho do furacão. Ou, se você preferir, na berlinda. Tudo por conta de seu estilo agressivo, de seu olhar fixo na cesta adversária. Ou, se você preferir, pelo seu estilo “fominha” de ser.

Nestes dois primeiros jogos finais, RW0 arremessou 50 bolas contra a cesta do Miami. Quatro a mais do que LeBron James, oito a mais do que Kevin Durant (cestinha das três últimas temporadas da NBA) e dois a menos do que James Harden, Thabo Sefolosha, Serge Ibaka e Derek Fisher juntos.

West arremessou 25 bolas no primeiro jogo e mais 25 no segundo. Dado interessante e importante: quando ele chuta 25 bolas em uma partida (incluindo os playoffs), o OKC tem um recorde de 7-7. Quando arremessa menos de 25, o recorde é de 53-16.

“Não vou mudar meu estilo de jogo, não importa o que as pessoas achem e não importa o que vocês (jornalistas) achem”, disse Westbrook na sessão de mídia de ontem à tarde, já em Miami. “O que eu vou continuar fazendo é dar 110% de mim em todos os jogos, como sempre fiz”.

Além de sacar Perkins do time, Scott Brooks precisa ter uma conversa séria com Westbrook. Não para pedir para ele arremessar menos, mas para pedir para ele ler com mais atenção as partidas.

TRANQUILIDADE

Enquanto o OKC queima a pestana para resolver seus problemas, o Miami navega em mares tranquilos.

LeBron James, apesar da queda de produção nos últimos quartos, tem tido um desempenho notável não apenas neste “NBA Finals”, mas em todos os playoffs também. Neles, LBJ tem médias de 30,8 pontos, 9,5 rebotes, 5,0 assistências e 2,0 desarmes. Diante do OKC, suas médias são 31,0 pontos, 8,5 rebotes, 4,5 assistências e 2,5 roubos de bola.

A performance de Dwyane Wade no segundo jogo diante do Thunder foi de lembrar o velho D-Wade. Anotou 24 pontos, com um aproveitamento de 10-20 nos arremessos. Ajudou também com mais seis rebotes e cinco assistências.

E Chris Bosh confirmou também neste segundo embate que não tem qualquer limitação física por conta da lesão muscular no abdômen. Foi titular pela primeira vez desde que saiu do departamento médico e jogou por 40:23 minutos. Marcou 16 pontos e pegou 15 rebotes, sete deles no ataque.

Se esses três jogadores atuarem em um nível de excelência, por mais que os três do OKC joguem no seu máximo, na somatória do desempenho o trio do Miami leva a melhor, pois é melhor, apesar da grandeza de Kevin Durant. Se isso acontecer, o Miami pode (repito: pode) fazer três vitórias em casa.

Isso tudo, no entanto, é teoria e teoria se encaixa bem no papel. Na quadra são outros quinhentos.

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domingo, 7 de novembro de 2010 NBA, outras | 13:07

A FRASE DO SAUDOSO VICENTE MATHEUS

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O saudoso Vicente Matheus, que presidiu o Corinthians por muitos anos e que fincou seu nome não só no Timão, mas no futebol brasileiro também por suas frases marcantes, cortantes e muitas vezes folclóricas, costumava dizer: “Técnico não ganha jogo; mas perde”.

Um exagero, uma hipérbole talvez. Há técnicos geniais e que ganham não apenas jogos, mas campeonatos. Na NBA, Phil Jackson, Gregg Popovich e Doc Rivers são exemplos mais do que bem acabados de que treinador ganha jogos e campeonatos.

Mas não há como negar que a frase de Matheus traz uma boa carga de verdade. Há treinadores que não sabem muito bem o que fazem. Na NBA eles existem também. A gente acha que não, pois são americanos, estudiosos, mas eles existem também. Algumas barbaridades já foram cometidas neste começo de temporada.

Ontem, em Washington, Flip Saunders, inventado no cargo por Kevin McHale na época em que ele presidia o Minnesota Timberwolves, Flip Saunders, dizia eu, ontem em Washington, fez o seguinte: tirou do time o ala Al Thornton, que tinha 23 pontos no jogo e era o cestinha do Wizards, e colocou-o no banco nos últimos nove minutos do quarto final do jogo contra o Cleveland. Para ser exato, faltavam 9:18 minutos para a contenda acabar quando Thornton foi para o banco para a entrada de John Wall.

O placar mostrava uma vantagem magra do Cavs: 79 a 76. O Washington já tinha em quadra Gilbert Arenas e Kirk Hinrich, dois armadores. Entrou, como vimos, o terceiro. Não deu certo; o time perdeu por 107 a 102.

Depois da partida, Saunders (na foto AP com Hinrich), que tem olhar de peixe morto, disse o seguinte: “Cometi um erro”. Foi digno, admitiu que errou, o que não ocorre, por exemplo, com nossos treinadores de futebol, que se sentem como deus, infalíveis, incapazes de se desculpar quando erram.

Mas isso são outros quinhentos. Os quinhentos que interessam são os que Saunders põe à mesa neste momento. Admitiu que cometeu um erro. Admissão pública. Mais do que isso, leiam: “Ele se desculpou por isso”, disse Thornton. Digno; Saunders pode ser meia-boca, mas tem caráter.

Dia 4 de novembro passado aconteceu outra barbaridade na NBA. O Chicago hospedava o New York em seu United Center. Perdia o jogo por 17 pontos (104 a 87), quando Tom Thibodeau, a quem a mídia norte-americana imputa a criação da forte defensiva do Boston Celtics (e eu desconfio muito da veracidade desta informação), dizia eu que Tom Thibodeau ia fazer alguma coisa. E fez: sacou Derrick Rose do time. Sacou do time simplesmente o melhor jogador do time e a 9:30 minutos do final!

Ninguém entendeu nada. Thibodeau abandonou um jogo quando faltavam 9:30 minutos para ele acabar! Rose tinha 24 pontos e 14 assistências na partida. Que barbaridade!

Mas as barbaridades de Thibodeau não pararam por aí. Teve mais neste jogo: Joakim Noah, que ao lado de Rose é o outro grande jogador do Chicago, ficou o último quarto todinho no banco de reservas, assistindo a partida. Ele que tinha 12 pontos e 13 rebotes.

Thibodeau, após o jogo, justificou-se dizendo que os dois titulares mais Luol Deng, que também ficou de fora os 12 minutos restantes, não vinham bem na partida e que os reservas tinham consigo uma dose de energia que poderia mudar a partida. Não deu certo, pois o Chicago perdeu por 120 a 112. Thibodeau, ao contrário de Saunders, não foi humilde. Não admitiu o erro e nem se desculpou, mesmo com os 21.203 torcedores que lotaram o ginásio de Chicago esgoelando: “We want Rose!”

Deng tirou o seu da reta quando perguntado sobre a atitude do treinador. “Os reservas entraram e jogaram melhor do que nós (titulares)”, disse o sudanês naturalizado inglês. Talvez eu fizesse o mesmo – eu, hein!

Vicente Matheus era um espanhol de Zamora que imigrou para o Brasil no começo do século passado. Morreu em São Paulo em 1997. Sempre me dei muito bem com ele. Eu o chamava de “seu” Vicente. Ele parecia gostar de mim – e eu gostava muito dele.

Gostava de seu jeito simplório e sincero. E de seus “insights”. Técnico não ganha jogo; mas perde. Jamais vou me esquecer disso, especialmente quando os Flip Saunders e Tom Thibodeau da vida estiverem dirigindo um time de basquete.

RODADA

Flip Saunders à parte, o Cleveland ganhou mais uma partida, como vimos. Anderson Varejão não teve um duplo dígito na pontuação, mas o teve nos rebotes. Foram oito pontos e 11 ressaltos. O nome da vitória do Cavs sobre o Washington por 107 a 102, no entanto, foi Mo Williams: 28 pontos.

Outro brasuca em quadra na noitada deste sábado foi Leandrinho Barbosa. Ele foi com o seu Toronto até Portland e perdeu mais uma: 97 a 84. O paulistano fez uma dúzia de pontos em 21 minutos jogados. Mas zerou nas bolas de três: 0-3. Brandon Roy, aquele que Kobe Bryant disse que joga mais que Kevin Durant, fez 26 pontos e comandou o time do Oregon.

Agora, o melhor jogo da noite envolvendo brasileiros (e talvez da rodada) aconteceu em San Antonio. O Spurs precisou de uma prorrogação pra bater o Houston: 124 a 121. Tiago Splitter, tadinho, jogou apenas 11 dos 53 minutos que duraram a partida. Teve tempo de marcar apenas dois pontos e pegar dois rebotes. O jogo foi marcado pelos argentinos Manu Ginobili e Luis Scola. “El Narigón” comandou os anfitriões com 28 pontos e uma roubada de bola no final que decidiu a partida; Scola fez 20, mas foi intenso no final da partida, com cestas, assistências e rebotes. Os dois, um show à parte.

O Denver, uma vez mais, não contou com Nenê Hilário, lesionado na virilha direita. Mesmo sem ele, foi a Dallas e bateu o Mavericks por 103 a 92. Carmelo Anthony anotou 27 pontos. Mas foi o banco do Nuggets o responsável pela vitória: de lá vieram 40 pontos.

Finalmente, Miami e Orlando venceram. O Heat penou um pouco no início contra o New Jersey, mas fechou a partida em 101 a 89. O Orlando, fora de casa, ao contrário do Miami, venceu apertadamente: 91 a 88 no Charlotte.

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