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sábado, 21 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 18:29

BRASIL PERDEU PARA A FRANÇA, MAS NOSSO SELECIONADO ESCONDEU O JOGO E APROVEITOU PRA TREINAR

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O Brasil perdeu para a França por 78-74. Poderia ter vencido. Não importa; o que importa é que o técnico Rubén Magnano rodiziou seu time como deveria fazer. Mais do que isso: escondeu o jogo.

Não há motivo algum para se jogar tudo o que se pode neste momento. O que interessa é jogar tudo o que se pode nas Olimpíadas. A França deve ter feito o mesmo. Os franceses ganharam porque jogaram em casa, talvez; se fosse no Brasil, muito provavelmente os brasileiros teria vencido; ou não.

Não importa, como eu disse.

O que valeu foi ter colocado Larry Taylor para jogar. E colocá-lo diante de Tony Parker. Isso valeu descanso para Marcelinho Huertas, que ficou um bom tempo no banco. É consenso, Huertas não pode jogar 40 minutos por partida. Se tiver que fazer isso, o Brasil poderá se comprometer no torneio londrino.

Valeu ter visto e comprovado que Leandrinho Barbosa funciona melhor vindo do banco, pois ele saiu como titular e não produziu o que produz quando entra com a bola pingando e bagunça a defesa adversária.

Ver que Guilherme Giovannoni será muito importante para nossa seleção, vindo do banco (como Leandrinho) para adicionar qualidade e muita luta, e bolas de três para mudar a feição do time. E ajudar no descanso dos nossos pirulões, pois ele joga como ala de força e não como ala, como alguns pensam.

E, mais importante de tudo, ver Marquinhos Vieira em ação. Nossa ala, uma de nossas esperanças na seleção, está de volta. Cheguei a ficar preocupado com a contusão. Num primeiro momento achei que era uma lesão muscular. Depois ele, Marquinhos, veio a público para dizer que tinha sido uma porrada na bacia. Alívio; Marquinhos está aí e fará um bem terrível ao time.

Pontos negativos: Marcelinho Machado novamente deixou a desejar; o Brasil continua com dificuldade para marcar o pick’n’roll (contra a Argentina isso ficou evidente) e o corta-luz (hoje Parker deixou e rolou na zaga brasileira).

Acho que é isso. Alguém tem algo a mais para adicionar ao meu falatório?

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sexta-feira, 1 de junho de 2012 NBA | 01:53

OKLAHOMA CITY SURRA SAN ANTONIO E QUEBRA INVENCIBILIDADE DE 20 JOGOS DO ADVERSÁRIO

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Foi na defesa que o Oklahoma City parou o San Antonio na vitória por 102-82. Limitou os texanos a apenas 39,5% de seus arremessos; induziu-os a incríveis 21 erros; Thabo Sefolosha, que não vinha bem na série, tirou a barriga da miséria ao roubar seis bolas dos adversários, além de ter subtraído muito do jogo de Tony Parker; isso tudo sem falar que o OKC trancou o garrafão e permitiu ao SAS apenas 24 pontos, sendo que nos dois jogos anteriores o Spurs tinha anotado, respectivamente, 50 e 42 pontos. E pra finalizar, nos dez jogos feitos até então pelo SAS nestes playoffs, o time tinha uma média de 104,1 pontos por jogo. Nesta quinta-feira anotou apenas 82, como vimos.

Foi na defesa, como disse, mas é claro que não adianta nada defesa forte e ataque estéril. O próprio Sefolosha (foto Getty Images), que ao roubar seis bolas do adversário igualou o recorde da franquia, foi à frente e anotou 19 pontos. Com uma contribuição valiosa e inesperada dessas, Kevin Durant não precisou fazer mais do que 22 pontos. Isso porque Serge Ibaka também ajudou na pontuação e cravou nada menos do que 14 tentos na cesta adversária. Por conta disso também os dez pontos de Russell Westbrook foram suficientes, bem como os 15 pontos de James Harden.

O fato é que o OKC deu uma aula de basquete. Você esperava por isso? Eu não. Vejam: não estou dizendo que não esperava por uma vitória do Thunder; o que eu disse é que não esperava por uma goleada dessas. O placar final da partida, já vimos,  foi 102-82; 20 pontos de diferença. Mas ela chegou a 27, maior diferença da série, diga-se, pois no segundo jogo deste confronto, no Texas, o SAS abriu 22.

No começo de tudo, cheguei a pensar que o Spurs fosse abrir 3-0 neste confronto. O time fez um ótimo primeiro quarto, vencido 24-22. Tudo estava indo bem até que começou o segundo período. Nele, o Oklahoma City fez 32-17 e nunca mais perdeu a vantagem criada.

Tim Duncan, que no jogo passado teve um baixo aproveitamento nos arremessos (2-11), nesta quinta-feira fez 5-15. Ou seja: nos dois últimos jogos, Timmy teve um pobre desempenho 7-26 (26,9%). Foi controlado por Kendrick Perkins, Ibaka, Nick Collison e pela marcação dobrada. Isso tudo ele já enfrentou na vida e na maioria das vezes conseguiu se livrar. Está sendo mais difícil agora. Timmy precisa acordar, caso contrário ficará complicado eliminar o OKC. Nesta partida ele jogou só 26:01 minutos. Espertamente, vendo que a vaca tinha ido pro brejo, Gregg Popovich mandou-o para o banco. No primeiro tempo, Duncan jogou 18:16 minutos. No segundo 7:45, tudo no terceiro quarto, pois no último nem em quadra entrou. Fez certo Popovich, pois, como disse, Timmy é importantíssimo para o sucesso do SAS.

Mas nem tudo foi ruim para o grandalhão do SAS. O bom da história desta quinta-feira foram os cinco tocos que ele deu na partida. Com eles, Timmy passou a ser o jogador que mais tocos deu em toda a história da NBA considerando-se os jogos de playoffs. Chegou a marca de 477, um toco a mais do que Kareem Abdul-Jabbar, até então o líder neste fundamento nesta fase decisiva do campeonato.

Agora, por falar em pivô, o nosso Tiago Splitter não esteve bem. Apenas um ponto e dois rebotes. Nenhum toco, nenhum desarme; mas dois erros. Cometeu rapidamente três faltas e foi para o banco. Por conta disso, jogou só 5:44 minutos no primeiro tempo. Voltou no terceiro quarto e atuou mais 4:15. No último, não jogou. Quem jogou foi DeJuan Blair, que nem em quadra entrou nos dois primeiros cotejos. Blair marcou dez pontos e pegou seis rebotes. Mas não se impressione: ele jogou o “garbage time”; ou seja, enfrentou a baba do OKC. Além disso, o QI de basquete de Splitter é muito superior ao de Blair. E nas jogadas montadas por Popovich para favorecer principalmente a genialidade de Manu Ginobili, Splitter tem papel importante, como já disse, especialmente no corta-luz e também no “pick’n’roll”. Agora, Splitter precisa abrir os olhos, pois se continuar improdutivo como neste terceiro prélio cai em desgraça com o treinador.

Bem, foi apenas mais um jogo. Jogo excelente para o Oklahoma City e péssimo para o San Antonio. Tem muito mais ainda pela frente. A série já garantiu pelo menos cinco partidas. O time texano chora a derrota e a perda de invencibilidade de 20 jogos. Está mordido, ferido. E cutucar times desse gabarito nunca é bom. Por outro lado eu pergunto: o que deveria fazer o OKC? Perder o jogo? Claro que não; o OKC fez o que tinha que ser feito: surrou o todo-poderoso SAS e deixou claro que se for para entregar esta série, não será de mão-beijada.

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quarta-feira, 30 de maio de 2012 NBA, outras | 13:03

SAN ANTONIO FAZ 2-0 NA SÉRIE E DÁ SINAL DE QUE ELA PODE SER CURTA

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Estou começando a achar que a série será curta. O San Antonio passou pelo Oklahoma City com relativa facilidade. A vitória por 120-111 colocou o SAS na frente em 2-0 e, se bobear, poderemos ver o time texano roubando uma vitória do OKC no estado dos tornados e resolver a parada na quinta partida. Já vi manifestações de torcedores falando em varrida. Acho exagero; mas estou começando a achar que a série será curta. Posso estar enganado.

Se no primeiro jogo foi Manu Ginobili quem colocou a bola debaixo do braço e levou o time à vitória, desta vez foi outro estrangeiro, Tony Parker, o dono do jogo. O francês anotou nada menos do que 34 pontos e deu oito assistências. Tomou uma porrada de Russell Westbrook, ainda no primeiro tempo, daquelas porradas que o cara diz que vai na bola, mas aproveita e desce o braço, e que por isso deveria ter tomado uma técnica e não tomou, mas eu dizia que o armador do Spurs apanhou do armador do Thunder e não falou nada. Não passou recibo. Apenas cerrou os dentes e desandou a jogar mais ainda. Gosto de jogador assim: responde na bola as bordoadas que leva.

Foram 34 pontos e oito assistências. O aproveitamento foi incrível: 16-21 (76,2%). E sabem o que é assustador? Que, como disse, Parker (foto AP) é armador e fez a maioria de seus arremessos à meia-distância.

Mas Manu voltou a jogar bem. Aliás, durante o jogo, postei em meu Twitter (@frsormani) que considero Ginobili o maior estrangeiro a ter pisado em uma quadra da NBA. Alguns retrucaram dizendo que foi Hakeem Olajuwon, mas eu respondi dizendo que Hakeem jogou as Olimpíadas de Atlanta-96 com a camisa dos EUA e fez o “college” na Houston University. Teve formação americana. O mesmo vale pra Tim Duncan, que embora tenha nascido nas Ilhas Virgens, jogos Atenas-04 pelos EUA, estudou em Wake Forest e é americano e ninguém pode negar. Os que retrucaram com Drazen Petrovic e Dirk Nowitzki retrucaram bem. Os que falaram em Steve Nash, eu respondi que Nash, assim como Hakeem e Timmy, fez o “college” na universidade de Santa Clara, Califórnia e tem igualmente formação americana.

Manu jogou bem, eu estava dizendo antes desta digressão. Do banco veio e do banco trouxe 20 pontos (7-8 nos lances livres). Ajudou com mais quatro assistências. Timmy, completando o trio de tenores do SAS, desafinou: 11 pontos, com um aproveitamento de 2-11 nos arremessos. E ele é grandalhão e joga perto da cesta.

Mas vejam, mesmo com seu xerife jogando mal, o SAS ganhou. E ganhou, como disse, com relativa tranquilidade. Aí eu pergunto: imagina se ele joga bem também! Teria sido uma lavada? Quem sabe…

Quanto ao OKC, mesmo com Kevin Durant marcando 31 pontos, James Harden anotando 30 e 27 de Russell Westbrook, o time ficou na rabeira do placar o tempo todo, como eu disse. Se a gente considerar que esses três são titulares, o banco do Thunder colaborou com 12 pontos: dois de Thabo Sefolosha (reseva e não titular) e dez de Derek Fisher. Se considerarmos que Manu é titular no SAS, o banco texano respondeu com 28, pois neles eu acrescento os dez de Danny Green, que na verdade é reserva, pois nos momentos cruciais é o argentino quem está em quadra. Então, pra mim, ele é titular e não Green.

E não tem ninguém na NBA no momento que se aproveita melhor dos “pick’n’roll” e corta-luz do que Manu. Sua afinação com Tiago Splitter, por exemplo, é espetacular. E o brasileiro tem se aproveitado desta situação, pois muitas vezes a bola sobra pra ele. Além dos pontos (foram oito), ele tem melhorado o passe (foram três assistências).

Aliás, por falar em Tiago Splitter, não há como não mencionar o “Hack-a-Shaq” do Oklahoma City; ou melhor, de Scott Brooks. Já disse aqui: acho a prática nojenta. Mas se ela for aplicada contra Gregg Popovich, eu acho válido. Popovich precisa provar um pouco de seu veneno. Como disse no Twitter ontem no momento da partida tudo o que for feito contra Popovich eu aprovo. Não gosto dele, já disse aqui. Ele é genial, mas é gênio do mal. É adepto do “Hack-a-Shaq”, manda os caras jogarem sujo (“We need to get more nasty, play with more fiber and take it to these guys”, disse ele no primeiro jogo). Não gosto de gente assim. Popovich, pra mim, não é um desportista na extensão da palavra. Não gosto dele como não gosto do José Mourinho. Mourinho, assim como Popovich, é genial; mas é gênio do mal. Não aprovo as práticas do português. Minha natureza reprova esse tipo de procedimento. Quem acha isso válido, respeito, mas não sou assim.

O “Hack-a-Shaq” foi feito em cima de Tiago Splitter. O brasileiro fez 6-12 nos lances livres. O aproveitamento de 50% é ruim. Isso fez com que ele jogasse apenas 11:20 minutos. E aqui pode residir um problema para o SAS: o descanso de Timmy. Ele tem 36 anos e se a série se alongar (o que eu já estou duvidando, como disse), ele pode ter problemas. Ontem atuou por 36:18 minutos. Na primeira partida foram exatos 35 minutos. Só pra comparar, na série diante do Utah foram 30 minutos e subiu para 34 contra o Clippers. E na fase de classificação, 28 minutos. Claro que ele foi poupado na fase regular pra que Popovich tirasse o couro dele agora. Mas fica uma ponta de preocupação.

Por isso, Tiago Splitter tem que melhorar seu desempenho nos lances livres para ajudar a ele e ao time. Se não o fizer, atrapalhará no descanso de Timmy e pouco estará em quadra nestes playoffs.

Acho que é isso. Será que faltou alguma coisa? Ah, sim: o OKC tem que resolver a questão do “pick’n’roll” e do corta-luz do SAS. Se não o fizer, vai ser surrado neste confronto. E, pra encerrar mesmo: o SAS somou sua 20ª vitória consecutiva. Está invicto nos playoffs depois de dez partidas. Joga mesmo muuuuuuuita bola nestes playoffs.

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segunda-feira, 28 de maio de 2012 NBA | 11:03

SAN ANTONIO ANIQUILA OKLAHOMA CITY NO ÚLTIMO QUARTO E ABRE 1-0 NA FINAL DO OESTE

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Em primeiro lugar, devemos ressaltar que foi um jogo de cavalheiros. Não houve provocação de nenhuma das partes. Os atletas se respeitaram em quadra. Venceu quem jogou melhor, na bola, sem trapaças. Que assim seja até o final desta série, pois quem ganha é o esporte, no caso o basquete.

Por conta disso, a vitória do San Antonio por 101-98 foi incontestável. O time texano abre 1-0 na série e se fizer nova vitória, amanhã (22h de Brasília), a situação do Oklahoma City ficará muito difícil.

Alguns pontos que têm que ser ressaltados no jogo de ontem:

1) Foi um jogo de cavalheiros porque Gregg Popovich não usou sua tática vil, torpe, do “Hack-a-Shaq”. Talvez não tenha usado por temor de que o OKC fizesse o mesmo em cima de Tiago Splitter e, com isso, não pudesse descansar Tim Duncan, que aos 36 anos de idade não pode ficar 40 minutos em média por partida numa série que tem tudo para ser definida em sete jogos. E o fato de não ter recorrido a tão reprovável método deixou claro que o SAS e ele próprio não precisam disso para vencer. E venceram um adversário que para muitos é o melhor time da NBA no momento e, repito, sem a nojenta tática do “Hack-a-Shaq”.

2) Com a vitória, o San Antonio somou seu nono triunfo consecutivo nestes playoffs. Foram duas varridas anteriormente a esta contenda: 4-0 no Utah e 4-0 no Clippers. Será que teremos nova varrida? Como disse acima, não creio. Creio, isto sim, em uma série longa. Em tempo: foi a 19ª vitória consecutiva do time contando, obviamente, jogos da fase de classificação.

3) Manu Ginobili, quando entrou em quadra pela primeira vez, a 6:31 do final do primeiro quarto, deu a impressão que não teria uma boa noite. Deu um passe que foi interceptado por Thabo Sefolosha, perdeu uma bola para James Harden e tomou dois tocos de Kevin Durant. Estava zerado no jogo e de bom tinha pegado um rebote defensivo e roubado uma bola de Harden. Mas, com a laranjinha nas mãos, não conseguia jogar. Mas tudo começou a mudar a 51 segundos do final, quando “El Narigón” anotou seus primeiros dois pontos, da meia direita do ataque alvinegro. Na sequência, uma bandeja. E finalizou o quarto encestando uma espetacular bola de três no estouro do cronômetro. Dali para frente, teve uma atuação notável, terminando a partida com 26 pontos (9-14; 3-5 nas bolas de três). Pra mim, Manu Ginobili (foto AP) foi o dono do motorrádio; ou seja: o melhor jogador em quadra.

4) Ainda sobre Manu Ginobili: o OKC precisa encontra uma maneira de marcá-lo. Caso contrário perde a série sem oferecer muita resistência ao adversário. O caso Ginobili me lembra o caso do cobertor curto. Scott Brooks, o treinador do OKC, quando coloca em quadra Derek Fisher, passando Kevin Durant para ala-pivô, fica sem um marcador ideal para o argentino. O cara, a gente bem sabe, tem que ser Thabo Sefolosha. Ou mesmo KD. Mas nesta formação, Harden e Fish se revezam na marcação e os dois não têm estofo defensivo para isso. Ou seja: com Fish em quadra aumenta o arsenal ofensivo do Thunder, mas defensivamente o time se fragiliza. O que fazer?

5) Em exatos 35 minutos, Tim Duncan anotou 16 pontos e pegou 11 rebotes. Foi fundamental na briga pelos pontos no garrafão, onde o SAS bateu o OKC por 50-26. No quarto final, onde tudo foi resolvido, o Spurs fez nada menos do que 16-2.

6) Por falar no quarto final, o SAS anotou 39-27. E é bom lembrar que o time texano entrou neste período com uma desvantagem de sete pontos: 71-64. Quando Tony Parker (18 pontos e seis assistências) anotou dois pontos e levou o marcador a 75-74, a 6:54 do final, o SAS não perdeu mais a dianteira da partida.

7) Durant (27 pontos e dez rebotes) tinha que ter levado Kawhi Leonard mais para o “low post”. A diferença de tamanho e envergadura é grande demais. São 2,06m contra 2,01m. Sem contar que KD arrasta os braços pelo chão, de tão longo que eles são. Mas pouco utilizou essa jogada, preferindo os arremessos longos ou os “mid-rang”.

8) Russell Westbrook foi um desastre: 7-21 nos arremessos, apenas 17 pontos e cinco assistências.

9) Tiago Splitter fez nove pontos e pegou seis rebotes. Mas foi um embaraço na linha do lance livre: 1-5. Num desses tiros da linha fatal, deu “air-ball”. Constrangedor.

Alguém tem mais a destacar? Se tiver, fique à vontade, a casa, ou melhor, o botequim é nosso.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012 NBA | 11:41

AFINADÍSSIMOS, LEBRON E D-WADE COMANDAM SHOW DO MIAMI DIANTE DO INDIANA

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Ontem postei no meu Twitter (@frsormani) o seguinte: Falem o que quiserem, mas quando LeBron James e Dwyane Wade estão inspirados, não tem “fast break” mais bonito de se ver em toda a liga. E adiciono agora: não tem mesmo.

E os dois, ontem, estavam inspirados. A alegria parece ter voltado ao convívio do Heat. O chilique de D-Wade com o técnico Erik Spoelstra, ao que tudo indica, faz parte do passado. Por conta disso, o time do sul da Flórida voltou a jogar bem.

Isso ficou claro na vitória de ontem diante do Indiana por 115-83. Esses 32 pontos chegaram a 37. O Pacers jamais conseguiu a dianteira do jogo. Esteve atrás o tempo todo.

É certo que o Pacers sentiu a subtração do jogo de Danny Granger e David West. Os dois se contundiram durante a partida e não puderam ser úteis ao técnico Frank Vogel como deveriam.

Granger foi quem mais sofreu por conta de uma torção no tornozelo esquerdo. Jogou apenas 20:29 minutos. Contundiu-se na metade do segundo quarto. Saiu e só retornou quando o terceiro começou. Voltou a sentir dores no local. Jogou apenas 3:11 minutos. Quando deixou a quadra, o Pacers perdia a partida por 56-45. Depois disso, o Miami fez uma corrida de 59-38 e liquidou a fatura.

West ficou de fora todo o quarto derradeiro. Quando o terceiro terminou, o Miami vencia por 76-57. Joelho; esse foi o grande vilão da história para West.

O Heat, claro, nada se solidarizou com o adversário. Ao contrário; deve ter rido da situação. Sim, pois a série está quente por conta do mau comportamento de alguns jogadores do Indiana, especialmente Granger, que insiste em provocar LBJ e D-Wade, numa tentativa de desestabilizá-los emocionalmente — principalmente a LeBron. Isso criou um clima ruim. West também tem dado umas bordoadas desnecessárias e até mesmo Tyler Hansbrough, filho de North Carolina, onde essas cafajestadas não são ensinadas e sim repudiadas, ontem deu uma porrada em Wade que chamou a atenção. Minutos depois, levou o troco de Udonis Haslem.

Desses desfalques se aproveitou o Miami para construir essa vitória humilhante. LeBron e Dwyane combinaram para 58 pontos, 13 rebotes e dez assistências. LBJ, aliás, poderia ter terminado com o “triple-double” se não tivesse sido sacado do jogo quando ainda faltavam 4:18 minutos para o final. Acabou a pugna com 30 pontos, dez rebotes e oito assistências. Dwyane ficou com 28 pontos, mas poderia ter terminado com mais de 30 se não tivesse tido um aproveitamento de 7-13 nos lances livres. Na série tem 31-45, o que dá um desempenho ruim de 68,9%. E o que a gente pode deduzir disso? Se o San Antonio passar pelo Oklahoma City na final do Oeste e pegar o Miami na final da NBA, a vítima do “Hack-a-Shaq” de Gregg Popovich já foi escolhida.

Outros jogadores do Miami merecem ser mencionados neste nosso bate-papo: Shane Battier, 13 pontos e 4-5 nas bolas de três; Mário Chalmers, oito pontos e 11 rebotes; Udonis Haslem, dez pontos e seis rebotes; Joel Anthony, sete pontos e quatro tocos.

O próximo jogo da série está marcado para amanhã à noite (21h de Brasília) em Indianápolis. O Pacers vai precisar muito de Granger e West. Se eles não jogarem ou jogarem baleados, o Miami tem tudo para fechar o confronto. Caso contrário, poderemos ver um sétimo jogo.

VERDADE

Um texto que eu publiquei aqui neste blog no ano passado, quando o San Antonio foi eliminado pelo Memphis, está sendo resgatado por algumas pessoas que aparecem aqui no botequim apenas para reclamar do colarinho do chope.

Nele eu digo que Tony Parker correu sozinho na série contra o Memphis e que ele teria que liderar uma nova geração a partir da eliminação do San Antonio na primeira rodada dos playoffs. E acrescentei: se o Spurs não quiser morrer, tem que, com cuidado, aos poucos, respeitando Timmy e Manu, colocando-os de lado e substituindo-os por George Hill e Tiago Splitter. Hill, aliás, é agora jogador do Indiana por opção própria, pois quis voltar pra casa.

Disse também que a vida é assim mesmo. Que tudo tem começo, meio e fim e que o San Antonio está chegando ao fim com sua geração genial.

E, por fim, critiquei Gregg Popovich dizendo que ele não teve planejamento algum para Tiago Splitter e que soltou o brasileiro às feras nos playoffs, quando viu que o barco estava afundando. Tanto é verdade que durante a fase de classificação Tiago teve uma média de 12,3 minutos por jogo; nos playoffs, pulou para 16,7. Um jogador que mal entrou em quadra na fase regular. Foi no desespero, sem saber o que fazia, que Popovich fez isso. Sua atitude motivou comentários críticos por parte da mídia norte-americana à época.

Nos três primeiros jogos dos playoffs contra o Memphis, Splitter não jogou. E nem podia mesmo, pois não tinha ritmo de jogo, entrosamento e nem experiência. Esperava-se que fosse assim até o final do embate diante do Grizz. Mas surpreendentemente Tiago começou a jogar. No quarto jogo do confronto, Splitter atuou por 22 minutos; no quinto, 15; e no derradeiro, 14.

Por fim, disse: Fora Popovich!

Hoje a história é outra. O San Antonio é favorito para ganhar o título e Popovich foi eleito o melhor treinador da temporada. Por conta desta realidade, o pessoal que entra no botequim para reclamar da temperatura do chope começou a orquestrar um movimento no sentido de me ridicularizar, lembrando esse texto, que você pode ler na íntegra clicando aqui.

Estava eu errado ou Popovich? Alguns números podem ajudar-nos a responder essa pergunta. Vamos a eles…

Na temporada passada, Gregg Popovich usou a abusou de seus Três Tenores. E o preço pago foi alto demais, pois na última partida da fase de classificação, sem chance mais de ficar com o primeiro lugar geral e já classificado em primeiro no Oeste, Popovich mandou a quadra seu time titular diante do Phoenix e logo com dois minutos de jogo Manu Ginobili machucou o cotovelo. Mais tarde, soube-se que ele teve microfraturas no local e isso comprometeu todo seu jogo na série diante do Memphis. Nesta temporada, nos dois últimos jogos nenhum componente dos Três Tenores entrou em quadra.

E mais: Manu Ginobili, que teve média de 30,3 minutos na temporada passada, nesta caiu para 23,3 nesta. Parker jogou menos nesta temporada e Timmy também.

Vendo que o que ele fez no campeonato anterior poderia destruir sua equipe, Popovich, esperta e competentemente, montou dois times em um só. Tanto assim que todos concordam que o San Antonio tem a melhor segunda unidade da liga.

Popovich mudou. Mudou porque chegou à óbvia conclusão que se ele continuasse tirando o couro de seus Três Tenores como fez na temporada passada e se continuasse ignorando seus jogadores reservas, o time não teria futuro nesta competição. Mudou e está se dando bem, a ponto de a maioria entender que o Spurs é o grande favorito ao título desta temporada.

Portanto, eu pergunto: quem estava errado nessa história, Popovich ou eu?

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terça-feira, 22 de maio de 2012 NBA | 13:13

OKC ELIMINA O LAKERS, QUE TERÁ MUITO O QUE FAZER NESTE VERÃO NORTE-AMERICANO

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Era esperado. Confesso que contava com uma série um pouco mais longa, mas não foi surpreendente esse 4-1 que o Oklahoma City enfiou no Lakers nas semifinais do Oeste. Com a vitória de ontem por 106-90, dentro de casa, o OKC se classificou para as finais da conferência e agora terá pela frente o San Antonio, o grande favorito da maioria.

Pelas manifestações aqui no botequim, muitos de vocês acharam que a série só não foi mais longe porque o Lakers pecou nos detalhes. Eu diria que o Lakers vacilou nos momentos decisivos. O time californiano não teve poder de fogo “down the strecht”. Num confronto tão igual, saber jogar o último quarto era decisivo. O Lakers não soube; o Thunder sim.

Além disso, Kobe Bryant jogou praticamente sozinho a série ofensivamente falando. Ficou tudo em seus ombros. Ontem ele anotou 42 pontos. Terminou o embate diante do OKC com média de 31,2 pontos. Pau Gasol, outra arma do Lakers, teve comprometedores 12,0 tentos de média, enquanto que Andrew Bynum foi um pouco melhor: 16,6. Ou seja: os dois juntos não chegaram à pontuação média de Kobe. Assim, fica difícil bater um oponente tão forte como o Thunder.

A dupla de pivôs do Lakers foi a grande decepção do time nestes playoffs, especialmente nesta série diante do OKC. Podem ter certeza: Mitch Kupchak de tudo fará para trocá-los neste verão norte-americano. Se não conseguir trocar os dois, talvez abra mão do contrato de Bynum para sobrar algum em caixa e fazer alguma contratação impactante. O ideal seria pegar Deron Williams. Mas duvido que D-Will saia do Brooklyn neste momento. O bairro nova-iorquino está na moda; fala-se mais nele do que em Manhattan, onde fica o Knicks. Sem contar que o faltariam uns US$ 6 milhões para que o Lakers ao menos equipare o que D-Will vai ganhar nesta temporada com o Nets.

Falo na contratação de Deron porque o Lakers precisa de um armador pra ontem. É claro que agora que a série acabou e o Lakers foi eliminado, fica mais fácil falar. Mas, convenhamos, reforçar-se com o armador reserva de um dos piores times da liga é dose pra mamute. Num primeiro momento, achei boa a contratação de Ramon Sessions. Com o passar dos jogos e o afunilamento do campeonato, viu-se que Sessions não passa mesmo de um armador reserva de um time como o atual Cleveland.

Tão importante quanto ter um condutor em quadra para ajudar Kobe nesta missão é ter um comandante fora dela. Mike Brown não funcionou. Ele chegou a Los Angeles com o carimbo de desaprovação de Kobe Bryant. E quando o principal jogador do time não vai com a cara do treinador, não tem jeito. Mike Brown, embora tenha assinado um contrato de quatro anos, penso eu, não deverá comandar o time na próxima temporada. Se isso se confirmar, eu pergunto: quem viria para o seu lugar?

Jerry Sloan? Ótimo nome. Brian Shaw? Ótima aposta. Um dos irmãos Van Gundy? Nem pensar. Tentar seduzir novamente Mike Krzyzewski? Duvido que ele deixe o comando de Duke. Phil Jackson? Seria um sonho.

O Lakers tem muito a fazer a partir de agora. Tem que trocar seus dois pivôs e arrumar um treinador de verdade. E tem que encontrar um parceiro para Kobe dentro de quadra. E outro jogador para ajudar a fechar o triângulo. Este pode ser num nível um pouco inferior, mas tem que ser contratado também.

FINAL DO OESTE

Quanto ao OKC, também há muito o que fazer pela frente. Sim, pois o time terá que enfrentar agora a coqueluche da NBA no momento, o San Antonio Spurs. Para a esmagadora maioria, o grande favorito ao título desta temporada porque tem três jogadores extraordinários, dois times em seu elenco e um treinador que é considerado por muitos como o melhor treinador da NBA na atualidade, cotado para substituir o Coach K no comando do time dos EUA depois dos Jogos Olímpicos de Londres.

Mas o Thunder tem uma segunda unidade muito interessante também. Quando Scott Brooks coloca em quadra Derek Fisher, James Harden, Nick Collison, Daequan Cook e Nazr Mohammed não há comprometimento no jogo do time. Mas, é bom dizer, esses cinco nunca estão em quadra ao mesmo tempo. Sempre tem um titular com eles, ou Kevin Durant ou Russell Westbrook — sem contar que Harden, embora vindo do banco é um titular, como provam seus 30 minutos de média por partida.

Por falar nos minutos, Durant está com média de 40 por jogo e West quase 36. Se comparado com os Três Tenores do San Antonio, vemos que Tim Duncan joga 36 minutos, Tony Parker pouco mais de 37 e Manu Ginobili, 28.

Vantagem do SAS? Não, pois embora o “Big Three” do OKC jogue mais tempo, ele é muito mais jovem; portanto, não há desgaste a mais. E nestes playoffs, diga-se, o OKC jogou apenas um jogo a mais que o Spurs. Ou seja: tudo igual.

E os “matchups” deste confronto, como ficariam? Quem leva a melhor, Parker ou Westbrook? O OKC teria antídoto para Manu? E Timmy, será marcado por quem? Resposta: Manu, claro, será marcado por Thabo Sefolosha, que terá o apoio de Harden. Timmy será problema de Kendrick Perkins, bom marcador, diga-se.

Agora eu inverto a pergunta: Quem marcará Westbrook? Acho que ele travará um duelo interessante com Parker; não dá para dizer que vai se dar melhor. Harden? Manu será o vigia, claro, contando com apoio de Kawhi Leonard e Danny Green. E Durant, quem marcará? Green? Leonard? Manu? Stephen Jackson? Boris Diaw, deslocado para a missão? Vejo dificuldades para o SAS marcar Durantula. Disse que vejo “dificuldade” e não que o SAS não conseguirá marcar.

Aqui pode estar a chave deste confronto.

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sábado, 12 de maio de 2012 NBA | 17:02

LEBRON JAMES FOI MESMO O MVP DESTA TEMPORADA?

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LeBron James foi eleito o MVP da temporada regular da NBA (foto Getty Images). Bem, pra começo de conversa, quero deixar clara a minha opinião: o MVP que conta é o das finais. Esse da fase de classificação é importante até a página nove. Sim, pois se o cara brilha na “regular season” e depois murcha nos playoffs, é claro que ele não pode ser considerado o melhor jogador da temporada. O melhor da temporada é aquele que brilha quando separa-se os homens dos meninos.

Mas, de todo o modo, é um prêmio aguardado. E a pergunta que vocês querem que eu responda é: foi justo ou não?

Bem, antes de mais nada, quero deixar claro também o que penso sobre LeBron James. Pra mim, LBJ é o jogador que tem tudo para figurar no quinteto dos maiores de todos os tempos da NBA, ocupando a vaga que no meu time é de Larry Bird. Meu quinteto desde sempre (os que me acompanham sabem) é formado por Magic Johnson, Michael Jordan, Larry Bird, Bill Russell e Wilt Chamberlain. Mas LBJ, repito, pode entrar nesse time na vaga de Bird.

King James é um jogador completo tecnicamente falando. É o único desta geração que pode jogar em todas as posições. E joga não para quebrar o galho. Joga com qualidade e naturalidade. Já disse outras vezes e repito: a seu modo, LeBron é como Magic Johnson. Magic, assim como LeBron, jogava em todas as posições.

A história de Earvin no último jogo da final disputada no primeiro ano de sua carreira — isso mesmo, como “rookie” — é inesquecível e uma das páginas mais lindas da história do basquete mundial. Vale a pena relembrarmos.

Era o ano da graça de 1980. Kareem Abdul-Jabbar tinha sido eleito o MVP da temporada regular e era a figura central do Lakers. Tinha sido rejuvenescido pela chegada de Magic Johnson a Los Angeles. Kareem havia conquistado o título de campeão com o Milwaukee ao lado de Oscar Robertson na temporada 1970-71, quando o Bucks bateu na final o Baltimore Bullets (atual Washington Wizards) por 4-0. Kareem foi eleito o MVP das finais. Três anos depois, voltou novamente à decisão da NBA. A final diante do Boston foi no pau, decidida apenas no último jogo. E o Celtics sagrou-se campeão ao vencer o jogo derradeiro por 102-87. Foi o último campeonato de Big O, que se aposentaria ao final daquela temporada, entristecido pela perda do título, é claro. Kareem tornou-se estrela solitária na franquia de Wisconsin, que na ocasião jogava pela Conferência Oeste. Não aguentou o tranco. Jogou apenas mais um campeonato com o Bucks e foi para Los Angeles para trajar-se com a camisa 33 do Lakers. Foram mais três anos de seca; nem em final da liga Kareem conseguiu levar o Lakers.

Foi então que Earvin Johnson Jr chegou a Los Angeles.

O Lakers fez a segunda melhor campanha daquela temporada com um recorde de 60-22, atrás apenas do Boston, que marcou 61-21. Por conta de ter sido o melhor do Oeste, o Lakers já entrou direto nas semifinais da conferência (era assim que funcionava naquela época). Pegou o Phoenix e venceu o confronto por 4-1. Na final do Oeste, bateu o Seattle (atual Oklahoma City) pelo mesmo marcador. Do outro lado, o Philadelphia de Dr J, Darryl Dawkins, Mo Cheeks (auxiliar de Scott Brooks no OKC) e Lionel Hollins (técnico do Memphis) dobrou o Boston do também novato Larry Bird, Cedric Maxwell, David Cowens, Nate Archibald e do já veterano Pete Maravich por 4-1. Com isso, foi à final da NBA.

No primeiro jogo do “NBA Finals”, em LA, o Lakers fez 109-102. Kareem anotou 33 pontos. No segundo, também na Califórnia, o Sixers venceu: 107-104. Kareem cravou 38 insuficientes pontos. A série mudou-se então para a Pensilvânia e no primeiro jogo em terra estranha o Lakers recuperou o mando de quadra a bater o Phillies por 111-101. Kareem fez 33 pontos. Veio o jogo cinco e o Sixers empatou o confronto em 2-2 ao bater o Lakers por 105-102. Kareem estabeleceu 23 pontos e foi superado por Magic, com 28. O confronto voltou para a Califórnia e no jogo cinco o Lakers pulou à frente em 3-2 vencendo a contenda no inesquecível Forum de Inglewood por 108-103. Kareem marcou nada menos do que 40 pontos e acumulava média de 33,4 pontos por jogo nas finais.

Aconteceu, então, o que ninguém esperava: Kareem torceu o tornozelo durante a partida. Saiu de quadra por alguns minutos, mas voltou no último quarto, quando marcou 14 pontos. O preço disso tudo, todavia, foi cobrado no dia seguinte, quando o pivô do Lakers apresentou-se com o tornozelo do tamanho de uma bola de basquete. A sexta partida da série seria realizada dois dias depois na casa do adversário, uma sexta-feira à noite. Kareem ficou em Los Angeles e não viajou com o time. Não tinha a menor condição de colocar o pé no chão; quanto mais de jogar.

“Estávamos prestes a embarcar no voo para a Filadélfia quando fomos informados que Cap (como Kareem era chamado pelos companheiros) não viajaria”, contou Magic em seu livro “Minha Vida”. Paul Westhead, técnico do Lakers, chamou Earvin de lado, no aeroporto internacional de Los Angeles, e disse ao seu novato armador: “Vamos precisar de um pivô”. E Magic, sem titubear, disse ao treinador: “Não tem problema, joguei de pivô na universidade”. Westhead não tinha procurado Magic para dizer a ele que ele tinha que jogar de pivô. Westhead queria era dividir sua preocupação com Magic, que embora novato já era um líder do time e já dava mostras de seu alto QI de basquete. Mas Magic, sem vacilar, respondeu que jogaria de pivô.

Ao entrar no avião, Magic sentou-se na poltrona que era reservada para Kareem. A primeira do lado esquerdo da aeronave. Ela tinha mais espaço para que as longas pernas de Kareem não sofressem tanto. De repente, Magic levantou-se, virou-se para os apreensivos companheiros, que estavam mais atrás e disse: “Não tenham medo. E.J. está aqui”. Todos riram.

No dia seguinte, à noite, na quadra do Spectrum, os companheiros de Magic tiveram que engolir a risada debochada. Magic Johnson realizou talvez sua maior partida como jogador profissional na NBA. Com seus 42 pontos, 15 rebotes e sete assistências, conduziu o Lakers ao título na vitória de 123-107, calando o ginásio da Filadélfia.

Magic era assim. Jogava de amador, fazia um armador que arremessava, atuava de ala quando preciso, de ala de força (encerrou sua carreira no Lakers jogando nesta posição na temporada 1995-96) e até de pivô, como vimos.

Contei essa inesquecível e maravilhosa história uma vez mais pra dizer que LeBron James pode fazer isso que Magic fez. LBJ já atuou em todas as posições com a camisa do Cleveland e do Miami. Mas falta a LeBron exatamente uma partida como essa que Magic fez contra o Philadelphia na final de 1980. Ele ainda não o fez não porque não tenha condições técnicas e físicas para isso. King James ainda não fez uma partida dessas porque falta-lhe preparo mental. Depois de encolher-se em várias oportunidades nesta temporada em momentos decisivos de algumas partidas, LBJ começou a mudar o curso dessa história. De uns tempos até esta parte, o camisa 6 do Miami não tem se curvado ao peso da decisão, não tem se curvado à pressão que naturalmente recai sobre os grandes jogadores. Mas, como disse, em muitos momentos desta temporada ele “pipocou” nos finais de partidas e foi até alvo de caçoadas por parte de alguns jornalistas, muitos deles ex-jogadores, diga-se.

Kevin Durant jamais pipocou. Tony Parker também. Durant capitaneou o Oklahoma City a uma grande campanha. No final é que o time não suportou a correria do San Antonio e acabou cedendo seu primeiro posto ao time de Parker.

O francês fez uma temporada exemplar. Esqueçam os números. Nem vou dizer que ele teve médias de 18,3 pontos e 7,7 assistências. Nem vale a pena mencionar que o Parker ficou em quadra 32 minutos comandando o time enquanto Tim Duncan e Manu Ginobili descansavam a maior parte do tempo por causa da idade avançada. Nem vou dizer que ele chefiou uma trupe de garotos e deu-lhes confiança e experiência. E nem vou dizer que em muitos jogos decisivos, foi ele, e não Timmy e nem Manu, que levou a equipes às vitórias. Tony Parker jogou muito e em momento algum murchou ou fraquejou.

KD terminou sua terceira temporada como cestinha da NBA. Desta feita com exatos 28 pontos de média. Deu a impressão de que iria perder a disputa para Kobe Bryant. Mas não perdeu. Ao contrário de Parker, KD não tem um elenco de apoio onde se possam ler os nomes de Duncan e Ginobili. Seu elenco de apoio é mesmo um elenco de apoio, constituído por dois nomes que saltam aos olhos: Russell Westbrook e James Harden. Mas no OKC, quem dá as ordens é Durant. No OKC, quem tem sempre a missão de separar homens de meninos é exatamente KD. Seu fardo é muito mais pesado que o de Parker, que tem a comandá-lo um homem exigente e experiente, que moldou um time que pode entrar para a história da NBA sendo uma espécie de divisor de águas (e sobre isso eu falo mais pra frente). Gregg Popovich é muito mais técnico do que Scott Brooks, que está completando apenas sua quarta temporada. A expertise de Popovich, Brooks não tem. Por isso mesmo, muitas vezes é KD quem ajuda a resolver os problemas. Prato pronto no OKC não existe.

Por tudo isso, muito dividido entre Durant e Parker, eu acabei me decidindo por Kevin Durant. Pra mim ele foi o melhor jogador desta temporada regular. Parker foi o segundo melhor jogador. LeBron James? O terceiro. Ótima posição. Bronze para LBJ, mas ouro, de jeito nenhum.

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terça-feira, 1 de maio de 2012 NBA | 18:35

COM JUSTIÇA, POPOVICH É ELEITO O MELHOR TREINADOR DA TEMPORADA

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Gregg Popovich foi eleito “Coach of the Year” desta temporada. Ou seja: o melhor entre todos. Tom Thibodeau ficou em segundo lugar. Na terceira vaga apareceu Frank Vogel.

Não há o que se discutir. Pop poderia ter perdido o troféu para Thibs. Poderia; não perdeu. E, cá entre nós, a decisão dos jornalistas foi justa. O San Antonio Spurs fez uma campanha espetacular. Mais do que isso: Popovich conseguiu montar dois times dentro de seu time. Poupou suas estrelas (Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker) — o que ele não fez na temporada passada, jogando-a no lixo com a contusão desnecessária de Ginobili —, deu ritmo e confiança aos demais jogadores e por conta disso o SAS aparece como o mais forte candidato ao título desta temporada por ter um quinteto fortíssimo e a segunda unidade mais forte de todos os times da liga.

Quem me acompanha neste botequim sabe muito bem que eu desaprovo algumas atitudes de Popovich (foto Getty Images). A que mais me incomoda é o fato de ele não dar mais minutos a Tiago Splitter. O catarinense poderia estar mais afiado nesta altura do campeonato. Pop limitou o tempo de quadra de Splitter. Mas ele deve saber (com certeza sabe) o que está fazendo.

No ano passado, ele fez o mesmo com Tiago e nos playoffs, desesperado frente à eminente eliminação diante do Memphis, enfiou Splitter em quadra nos jogos finais sem que o brasileiro tivesse maturidade para assumir tamanha responsabilidade. Por essa atitude, Popovich foi muito criticado pela mídia e por torcedores do SAS.

Mas isso ficou no passado. O que passou, passou. A temporada é outra. O San Antonio está na ponta dos cascos. E o maior responsável por isso tem um nome: Gregg Popovich. Galardão justo.

Esta é a segunda vez que o treinador do SAS ganha o troféu. A primeira premiação foi na temporada 2002-03.

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quinta-feira, 26 de abril de 2012 NBA | 20:41

AND THE OSCAR GOES TO… O BOTEQUIM ELEGE OS MELHORES DA TEMPORADA. CONFIRA!

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Falta ainda a rodada desta noite, desta quinta-feira à noite, mas não há mais nada a se fazer, adicionar ou subtrair. A gente já tem opinião formada sobre quem é quem nesta temporada. Por conta disso, vamos premiar os jogadores aqui no botequim? Vamos lá, então.

MVP — Kevin Durant
O ala do Oklahoma City termina a temporada como cestinha do campeonato. E pelo terceiro ano seguido. E a cada campeonato disputado, KD melhora seu nível técnico e mental. Como muita gente diz aqui, ele tem tudo para ser o substituto de Kobe Bryant, quando o astro do Lakers se aposentar. LeBron James poderia ficar com o cetro e a coroa se não se encolhesse tanto em momentos decisivos. Os números de LBJ, aliás, são até melhores do que os de Durant, mas um jogador não se mede apenas pela frieza dos números. Por isso, eu elejo o ala do Oklahoma City como o melhor jogador da temporada regular.

ROY — Kyrie Irving
O armador do Cleveland Cavaliers jogou esta temporada como se fosse a segunda ou mesmo a terceira. Não pareceu um novato à procura de identidade em quadra. Em muitos momentos decidiu partidas para o Cavs, ora pontuando, ora servindo os companheiros. Não fosse a contusão de Anderson Varejão, o Cavs poderia, ter conseguido uma vaga para os playoffs. É bem verdade que Kyrie teve sua tarefa facilitada por conta da contusão do espanhol Ricky Rubio, do Minnesota Timberwolves. Desde que Rubio parou de jogar, o Wolves travou, o que mostra o potencial e a importância de Rubio para o time. A briga seria intensa até este final, mas a lesão do ibérico facilitou a escolha de Kyrie.

MIP — Jeremy Lin
Sei que muita gente vai torcer o nariz, pois Lin jogou uns dois meses desta temporada. Mas o que ele jogou foi algo fora do normal. Ele transformou o New York. O time saiu do buraco e ganhou notoriedade graças a Lin. Ele alavancou o Knicks. O time ganhou mídia, ganhou torcida e ganhou confiança. Enfim, o time cresceu graças a ele — e num momento em que Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire estavam machucados. Depois foi a vez de Lin lesionar o joelho e não jogar mais. Mas ele já tinha “enfeitiçado” os companheiros, que apenas seguiram jogando do jeito que passaram a jogar quando Lin pegou o NYK, um dos últimos colocados da conferência, levou-o ao G8 e transformou sua campanha negativa em positiva. Lin, fácil, o jogador que mais evoluiu não só nesta temporada.

SIXTH MAN — James Harden
Esta escolha é uma das maiores barbadas da temporada. Não creio que algum outro jogador chegará perto do ala-armador do Oklahoma City quando os votos dos jornalistas norte-americanos forem abertos. Terceira escolha do “NBA Draft” de 2009, Harden, no começo, deixou a todos desconfiados e muitos chegaram a dizer que o OKC tinha “queimado” um draft. Mas Sam Presti mostrou, mais uma vez, que é um dos melhores GMs da NBA na atualidade: a escolha de Harden foi acertadíssima, sim senhor. O OKC cresce não apenas nas mãos de Kevin Durant e Russell Westbrook. Cresce também por conta do crescimento de James Harden.

MELHOR DEFENSOR — Serge Ibaka
O congolês naturalizado espanhol deu uma aula de como se deve defender nesta temporada. Rei dos tocos já no campeonato passado, Ibaka repetiu a dose neste. Melhorou também os fundamentos defensivos. Só não leva o troféu se a mídia puxar a brasa pra sua sardinha. Ou seja: escolher Dwight Howard ou LeBron James por eles serem norte-americanos. Se isso não ocorrer, Ibaka fica com o troféu.

COY — Tom Thibodeau
Não sei se Thibs vai levar este ano novamente. E não sei se ele leva exatamente porque seria um bicampeonato. A mídia norte-americana parece não gostar muito disso, pois nunca um treinador bisou a escolha. Some-se a este fato o excelente trabalho que Gregg Popovich fez no segundo turno do campeonato, quando o San Antonio mostrou ser um time e não um quinteto. Mas o que o Chicago fez sem poder contar com Derrick Rose, o atual MVP da NBA, seu cérebro, sua consciência e sua fortaleza em quadra, foi algo fora do normal. Some-se a isso o fato de que Luol Deng também se lesionou e não pôde participar de algumas partidas. O SAS não foi lesado como o Chicago. Mesmo com todas essas adversidades, o Bulls acabou a fase de classificação em primeiro lugar pelo segundo ano consecutivo. Por isso, Thibs, para mim, é o melhor treinador do campeonato.

NBA ALL FIRST TEAM
Rajon Rondo
Tony Parker
Kevin Durant
Kevin Love
Andrew Bynum

MELHOR TIME DEFENSIVO
Rajon Rondo
Kawhi Leonard
LeBron James
Serge Ibaka
Tyson Chandler

ROOKIE TEAM
Ricky Rubio
Kyrie Irving
Kawhi Leonard
Kenneth Faried
Greg Stiemsma

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sábado, 21 de abril de 2012 Jogos Olímpicos de Londres | 12:10

SAN ANTONIO É O BARCELONA DA NBA

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O San Antonio é o Barcelona da NBA. Hoje, ninguém ganha do alvinegro texano. O Spurs atropela seus adversários como o time espanhol. É impiedoso como a equipe catalã. Domina o jogo com os grenás fazem, sufocando, aos poucos, seus oponentes. O San Antonio é mesmo o Barcelona da NBA.

Como aconteceu com o Barça, isso não surgiu do nada; não caiu do céu. O San Antonio é o que é hoje por conta de um planejamento (com o qual eu discordo em alguns pontos, já disse aqui) elaborado pelo técnico Gregg Popovich e sua comissão técnica. E o maior segredo dele é a rotação de seus jogadores.

No jogo de ontem, em San Antonio, quando trucidou novamente o Lakers, desta vez por 121-97 (na última terça-feira, em Los Angeles, venceu por 112-91), quem mais tempo ficou em quadra foi Tony Parker. O armador francês jogou 27:46 minutos. Tim Duncan e Manu Ginobili, que completam os Três Tenores (foto AP), atuaram, respectivamente, 26:03 e 25:00 minutos. Os outros sete jogadores (Kawhi Leonard, Tiago Splitter, Danny Green, Matt Bonner, Stephen Jackson, Gary Neal e Boris Diaw), que participaram da contenda dentro do sistema de rotação do time, ficaram em quadra em média pouco mais de 20 minutos.

Ou seja: o San Antonio utilizou nada menos do que dez jogadores durante a partida, mantendo-os em quadra praticamente o mesmo tempo. O Lakers usou sete, sendo que quatro dos cinco titulares (entre eles Kobe Bryant, que voltava ao time depois de sete partidas de fora por causa de uma lesão na perna direita) jogaram em média 30 minutos.

Quando os EUA enfrentavam a extinta URSS ou a igualmente defunta Iugoslávia, seus grandes adversários, os jogos eram no pau enquanto os adversários tinham fôlego. De repente, os treinadores americanos tiravam de quadra o quinteto que iniciava a partida e um novo time entrava no jogo. O adversário não conseguia fazer o mesmo por falta de jogadores do nível semelhante. Este sempre foi um dos grandes segredos dos selecionados norte-americanos em competições internacionais, especialmente Olimpíadas: a rotatividade de seus jogadores. Com o passar do tempo, havia o desgaste natural dos inimigos. E os americanos, ao contrário, estavam intactos do ponto de vista físico. O cronômetro tiquetaqueava, tiquetaqueava, e os EUA davam o bote final, aliando o vigor físico à indiscutível qualidade técnica.

Ontem o San Antonio fez o mesmo diante do Lakers. Ontem, vírgula, o Spurs tem feito isso. Bruno Pongas, nosso parceiro e meu companheiro jornalista, mostrou isso com muita clareza numa mensagem pregada na porta deste botequim há alguns dias. Os oponentes não conseguem fazer o mesmo, pois não contam com um elenco tão homogêneo e de grande qualidade como é o grupo texano.

O SAS é o retrato mais bem definido do basquete norte-americano desde seus primórdios: quinteto titular forte, composto de três estrelas que desequilibram, e elenco poderoso, possibilitando ao treinador usar os 12 jogadores se assim o desejar. Como disse, ninguém tem isso. Nem Lakers, nem Chicago, nem Miami, nem Oklahoma City.

O San Antonio é o grande favorito ao título desta temporada. Mas, é sempre bom frisar, o fato de ser favorito não significa que vá ganhar. O imponderável não pode ser desprezado jamais.

O Barcelona era favorito para ganhar o título espanhol; pode perdê-lo para o Real Madrid. O Barcelona era favorito para ganhar a Champions League; pode ser eliminado pelo Chelsea na semana que vem.

Mas como eu acho que não tem time no mundo para vencer os espanhóis, acredito que eles darão à volta por cima na Champions. E se houvesse umas três rodadas a mais no espanhol, o Barça faria o mesmo no torneio doméstico, um campeonato que foi deixado de lado pelo pessoal da Catalunha, que pensa em igualar e depois ultrapassar seu grande rival em conquistas da Champions.

O San Antonio não disputa duas competições ao mesmo tempo. O SAS disputa apenas a Champions League do basquete, que é o campeonato da NBA (ou seria o contrário, a Champions é a NBA do futebol?). Seu jogo impressiona, a maneira com que aniquila seus oponentes também; exatamente como faz o Barcelona. O San Antonio é mesmo o Barça do basquete: vence e não deixa a menor sombra de dúvidas sobre quem é o melhor no campo de jogo.

OLIMPÍADAS

Perguntado se teria interesse em participar dos Jogos Olímpicos de Londres na vaga de Dwight Howard, Andrew Bynum disse que não. Motivo: nas férias, vai tratar dos joelhos na Alemanha, com o mesmo médico que vem cuidando de Kobe Bryant.

“Eu preciso me preocupar com minhas pernas quando a temporada acabar”, disse Bynum. “Planejei algumas coisas para os meus joelhos… Tenho que tratá-los e vou para o exterior cuidar deles”.

Portanto, se a USA Basketball quiser um novo pivô para a vaga de D12, como disse ontem, há duas alternativas: Roy Hibbert e Kendrick Perkins.

RECADO

Se alguém quiser saber mais sobre a rodada de ontem basta acessar o site da NBA ou da ESPN gringa. Os dois são ótimos. Isso aqui é um blog e não um site noticioso. Se alguém quiser comentar algo sobre outras partidas, é só postar a mensagem.

PERGUNTA

Se eu tivesse dito que torcia para o San Antonio, quantos diriam que eu escrevi o post acima com o coração de torcedor?

FOTO DO DIA

Vale o registro este retrato tirado pela AP de Metta World Peace se aquecendo para o jogo de ontem. Uma pintura. A sensibilidade do artista (que infelizmente não teve o nome revelado pela agência noticiosa) não aflora a todo o instante neste pessoal de grande valor que fem registros fotográficos que deixam jogos e atletas para a posteridade. Não aflora a todo o instante porque se isso ocorresse encontraríamos Robert Doisneau a cada esquina dobrada.

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