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quinta-feira, 20 de setembro de 2012 NBA | 01:43

CHRIS PAUL DIZ QUE PREFERIU SER TROCADO COM O CLIPPERS AO INVÉS DO LAKERS

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Vixi, vocês viram o que eu vi? Ou melhor: vocês leram o que eu li? Em entrevista ao magazine “GQ”, Chris Paul disse que preferiu ser trocado com o Clippers ao invés do Lakers. E explicou: “Eles tinham as melhores peças. Além disso, ser campeão com o Clippers será fabuloso”.

Uau.

Segundo CP3, ser campeão com o Clips será inesquecível. Terá um gostinho muito mais saboroso do que colocar um anel no dedo sendo jogador do Lakers.

CP3 tem razão: ganhar com quem corre por fora, ganhar vestindo os trajes da Cinderela ou cruzar a linha final galopando sobre um animal listrado tem mesmo um gosto diferenciado. Ser campeão com o Chicago é mais deleitoso do que ser campeão com o Lakers. Ser campeão com o San Antonio é mais prazeroso do que ser campeão com o Boston. Ser campeão com o Miami é igualmente incomparável. Como foi inesquecível ter sido campeão com o Dallas e será inacreditável ser campeão com o OKC se alguém um dia o for.

Ganhar títulos em franquias tradicionais, que investem os tubos, que têm dinheiro a rodo, que gastam sem dor na consciência, que não se importam com a Luxury Tax é muito mais fácil. O caminho se abre. O dinheiro torna tudo mais fácil. É quase que obrigação ganhar títulos com essas franquias.

Ser campeão com times que correm à margem é escrever o nome na história usando tintas vibrantes. É colocá-los no mapa da NBA. Como Michael Jordan fez com o Chicago, Tim Duncan com o San Antonio e Dirk Nowitzki com o Dallas. É certo que a reunião de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh tornou a missão do Miami mais fácil, mas Carmelo Anthony, Amar’e Stoudemire e Chauncey Billups não conseguiram com a camisa do New York. Por isso, ser campeão com o Miami é muito mais significativo do que com o Lakers ou o Boston.

É claro que ser campeão com o Lakers e com o Boston tem um sabor delicioso. Lógico que sim! Pergunte aos jogadores que foram campeões por lá. Mas esses times representam para a NBA o que Barcelona e Real Madrid representam para o campeonato espanhol. É legal ser campeão com a camisa de um deles? Claro que é. Mas é muito mais significativo ser campeão com a camisa do Sevilla ou do Valência.

É verdade que o Boston deu uma caída. E se formos considerar isso (e devemos!), podemos dizer que o campeonato da NBA não é o espanhol: é, isto sim, uma espécie de campeonato alemão. Lá é o Bayern de Munique e outro. A NBA é praticamente o Lakers e um outro qualquer.

O time californiano tem 16 títulos. Um a menos do que o Boston. Mas tem 15 vice-campeonatos. Ou seja: chegou a 31 finais em 66 anos de existência da liga norte-americana. É quase: ano sim, ano não, Lakers na final. Por isso eu digo que o Lakers é a maior franquia da história da NBA.

Voltando ao tema inicial de nossa conversa, Chris Paul ganhou pontos consideráveis comigo. Ele dá pinta de que quer  desafios ao invés do caminho mais fácil. O dinheiro do Lakers transforma o caminho da equipe menos espinhoso do que as demais.

Vejam o caso do OKC: eles vivem um dilema, pois pretendem renovar com James Harden, mas não sabem se terão dinheiro para isso. E a franquia tem até 31 de outubro para fazê-lo. Caso contrário, o barbudo se transforma em agente livre restrito. Ou seja: ele poderá receber propostas de outras franquias e o OKC tem o direito de igualá-las. Mas se não tiver dinheiro, como fazê-lo? Aparece um time e dá a Harden um contrato de quatro anos e quase US$ 100 milhões, mas será que o OKC terá dinheiro para isso?

Esse cenário não existe para o Lakers. O time vai gastar US$ 130 milhões nesta temporada. Esse dinheiro não existe em Oklahoma City.

Vejam só o que vai acontecer com o Lakers na temporada 2014-15: apenas um jogador tem contrato com o Lakers, Steve Nash. Ele vai receber US$ 9,7 milhões. Mas se Dwight Howard renovar seu acordo, vai pegar nessa temporada algo em torno de US$ 22,3 milhões. Ou seja: com apenas dois jogadores o Lakers estará torrando nada menos do que US$ 32 milhões.

E dizem que Kobe renovará nesta temporada pela indecente quantia de US$ 33 milhões. Se isso ocorrer mesmo, o Lakers terá comprometido US$ 65 milhões com apenas três jogadores! E numa época em que a Luxury Tax estará cobrando US$ 1,50 de penalidade por US$ 1,00 gasto além do salary cap, que será de US$ 58 milhões. Vejam: com apenas três jogadores o Lakers estará estourando o cap! E alguém liga para isso? Nenhum pouco!

Então, quando CP3 vem a público e diz que ser campeão com o Clips seria incrível, ele tem razão. Isso porque ser campeão com o Lakers (eu adiciono) chega a ser blasé, pois é tudo mais fácil.

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terça-feira, 11 de setembro de 2012 NBA | 11:54

SLAM ELEGE OS 500 MAIORES JOGADORES DE TODOS OS TEMPOS NA NBA. ADIVINHA QUEM FICOU EM PRIMEIRO?

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A “SLAM”, uma espécie de bíblia do basquete dos EUA, acabou de postar um ranking com os 500 maiores jogadores da história da NBA. Clique aqui e veja o ranking completo.

O magazine levou em consideração jogadores que tenham atuado ao menos cinco anos na NBA. Levou em conta média de pontos, assistências, rebotes, desarmes, tocos, minutos jogados, percentual de acerto dos arremessos no geral, de três, de lances livres e o que eles batizaram de “win share” (percentual de vitórias obtidas por partidas disputadas) e “win share/48” (percentual de vitórias obtidas por minutos jogados). Os dados são do site Basketball Reference.

Adianto os dez primeiros:

1º Michael Jordan
2º Wilt Chamberlain
3º Bill Russell
4º Shaquille O’Neal
5º Oscar Robertson
6º Magic Johnson
7º Kareem Abdul-Jabbar
8º Tim Duncan
9º Larry Bird
10º Kobe Bryant

Aguardo ansiosamente pelas mensagens.

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terça-feira, 28 de agosto de 2012 NBA | 19:08

SAIBA QUAIS SÃO OS DEZ JOGADORES QUE MAIS FATURARAM NA HISTÓRIA DA NBA

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O site da NBCSports postou um ranking que vai dar o que falar e que vai comprovar o que eu tenho dito aqui: A NBA tem que ser dividia em duas partes, antes de David Stern e depois de David Stern.

O ranking é com os salários dos jogadores ao longo de suas carreiras. Alertado pelo Gustavo Malaquias e pelo Salerme, esse ranking, volto a dizer, mostra quais são os jogadores que mais ganharam dinheiro na história da NBA. Apenas das franquias; não inclui publicidade.

O ranking é este:

1º) Kevin Garnett — US$ 328.562.398,00
2º) Shaquille O’Neal — US$ 292.198.327,00
3º) Kobe Bryant — US$ 279.738.062,00
4º) Tim Duncan — US$ 224.709.155,00
5º) Dirk Nowitzki — US$ 204.063.985,0
6º) Joe Johnson — US$ 198.647.490,00
7º) Jason Kidd — US$ 193.855.468,00
8º) Ray Allen — US$ 181.127.360,00
9º) Chris Webber — US$ 178.230.218,00
10º) Paul Pierce — US$ 169.486.218,00

Você está sentindo falta de Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird, certo? Pois bem, Jordan faturou ao longo de sua carreira com o Chicago e dois anos com o Washington um total de US$ 90.235.000,00. Magic amealhou ridículos US$ 18.042.860,00 e Bird menos ainda: US$ 16.270.000,00.

Por que isso acontece? Porque a NBA movimenta hoje muito mais dinheiro do que no passado. Por isso eu disse que a liga tem que ser dividida em duas partes. Stern é o grande responsável por esta abundância de dinheiro que existe no basquete profissional norte-americano.

Michael entrou na NBA na mesma época em que David Stern foi guindado ao cargo de comissário da liga. Aproveitou-se muito pouco da genialidade e da capacidade administrativa de Stern, pois este império não foi construído do dia para a noite. Magic e Bird, coitados, passaram seus dias de glória longe da administração David Stern.

Por conta dessa genialidade administrativa de Stern, a gente vê barbaridades salariais. Por exemplo: Joe Johnson. O atual ala-armador do Brooklyn Nets aparece em sexto lugar na lista dos dez maiores milionários da história da NBA. Ray Allen, que não é nenhuma brastemp, e que está na história por conta de ser recordista em bolas de três encestadas e por ter ganhado (até o momento) um anel com o Boston, está na oitava posição. Mesmo Dirk Nowitzki, pra mim, é uma aberração figurar na quinta posição. Mas ele ainda ganhou um campeonato, levando nas costas o Dallas, tudo bem — mas não é para tanto! Mas pior do eu ele é Chris Webber: o que fez Web para aparecer na nona posição?

Aliás, pra ser sincero, desta lista escapam Shaq, Kobe e Timmy. Nem mesmo KG (foto). Garnett em primeiro lugar é simplesmente ridículo. O que ele fez para ter ganhado tanto dinheiro assim? Aliás, ele passou Shaq por conta de seu último contrato com o Boston, que vai render-lhe US$ 34 milhões em três temporadas.

Entre os primeiros devem aparecer os fora-de-série, os gênios, os mitos. Dos dez, repito, Shaq, Kobe e Timmy podem fazer parte do panteão dos maiores de todos os tempos da NBA e consequentemente entre os milionários da história da liga. Os demais, que me desculpem eles próprios e os fãs, entre os dez, jamais!

Trapizomba adora imputar a David Stern culpa por tudo o que acontece de ruim na NBA. Neste caso, ele tem razão: não fosse por Stern, não veríamos uma lista desta de jeito nenhum.

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012 NBA | 11:32

LEBRON JAMES FOI O JOGADOR DA NBA QUE MAIS FATUROU NA TEMPORADA PASSADA

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Pra descontrair, já que a semana de trabalho começa hoje, segunda-feira, publico a lista dos dez jogadores de basquete mais bem pagos do planeta. A lista refere-se à temporada passada, é bom frisar. Foi divulgada pela revista norte-americana “Forbes”, a bíblia da economia.

Coloco os vencimentos de seus respectivos times e dos patrocinadores.

LeBron James (foto), como vocês vão conferir, foi o jogador mais bem pago da NBA. Ele levou uma vantagem de apenas US$ 700 mil em relação a Kobe Bryant. Mas nesta temporada ele deverá ser ultrapassado, pois KB, que ganhou US$ 20,3 milhões do Lakers no último campeonato (20% de seu salário foram cortados por conta do locaute, que diminuiu a temporada de 82 para 62 jogos), vai amealhar neste US$ 27,8 milhões, enquanto que LBJ receberá do Miami US$ 17,5 milhões. Ou seja, US$ 10,3 milhões a menos.

Não se sabe ainda como será o faturamento de ambos nesta temporada quando o assunto for publicidade. LBJ fatura mais do que Kobe. Achou estranho? Pois é, King James ganhou US$ 8 milhões a mais do que seu rival por conta de seus patrocinadores. O ala do Miami, o melhor jogador de basquete do planeta no momento, tem como principais patrocinadores a Nike, McDonald’s, Coca-Cola e State Farms. Kobe, por causa da acusação de estupro em 2003, no Colorado (da qual foi inocentado), perdeu alguns patrocínios importantes, como o do McDonald’s e Gatorade.

Abaixo, a lista da “Forbes” com os dez milionários da NBA:

1º LeBron James: US$ 53 milhões — US$ 13 mi (salário) — US$$ 40 mi (publicidade)

2º Kobe Bryant: US$ 52,3 milhões — US$ 20,3 mi (salário) — US$ 32 mi (publicidade)

3º Dwight Howard: US$ 25,6 milhões — US$ 14,6 mi (salário) — US$ 11 mi (publicidade)

4º Kevin Durant: US$ 25,5 milhões — US$ 12,5 mi (salário) — US$ 13 mi (publicidade)

5º Dwyane Wade: US$ 24,7 milhões — US$ 12,7 mi (salário) — US$ 12 mi (publicidade)

6º Carmelo Anthony: US$ 22,9 milhões — US$ 14,9 mi (salário) — US$ 8 mi (publicidade)

7º Amar’e Stoudemire: US$ 22,7 milhões — US$ 14,7 mi (salário) — US$ 8 mi (publicidade)

8º Kevin Garnett: US$ 21,1 milhões — US$ 17,1 mi (salário) — US$ 4 mi (publicidade)

9º Chris Paul: US$ 19,2 milhões — US$ 13,2 mi (salário) — US$ 6 milhões (publicidade)

10º Tim Duncan: US$ 19,1 milhões — US$ 17,1 mi (salário) — US$ 2 mi (publicidade)

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terça-feira, 14 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 19:24

CONFIRA O RANKING DOS ‘DREAM TEAMS’ DESDE BARCELONA-92

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Depois que os EUA ganharam a medalha de ouro nos Jogos de Londres, vale a pena a gente avaliar o que Kobe Bryant disse sobre esse time e o Dream Team de Barcelona-92. O que disse exatamente Kobe?

Num primeiro momento, que o time atual venceria o DT. Depois, pressionado pela opinião pública, que o condenou com veemência, recuou e desdisse o que disse. Ou melhor: disse que disse que o time atual, numa série melhor de sete, talvez vencesse uma partida e não acabaria sendo varrido.

Mas vamos fazer o seguinte? Vamos deixar pra lá Kobe Bryant.

O que eu quero propor é: em que lugar se situaria esse time de Londres num ranking envolvendo apenas os selecionados compostos por jogadores da NBA?

Domingo, almoçando com meu filho e tendo meu netinho a nos distrair por conta de suas traquinagens, a gente concluiu que o time atual não é nem o segundo melhor de todos os tempos desde que os profissionais passaram a competir nas Olimpíadas.

Vocês querem saber como ficaria o ranking, certo? Desde Barcelona, não se esqueçam, já foram seis selecionados. De acordo com a minha avaliação, eles ficam assim situados:

6º) EUA-2004 — Em sexto e último lugar, claro, pois foi o único time de profissionais que não conseguiu conquistar a medalha de ouro olímpica. O time, se olhado agora, era extraordinário, mas estava repleto de garotos, entre eles LeBron James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony. Os três tinham acabado de jogar sua primeira temporada na NBA e não tinham qualquer experiência profissional e muito menos internacional. Sobrou tudo nas costas de Tim Duncan, Allen Iverson e Stephon Marbury, que não aguentaram o rojão. E Larry Brown, que comandou o time, acabou sucumbindo por conta de um projeto muito mal montado por parte da USA Basketball.

5º) EUA-2000 — Esse time por pouco não foi batido pela Lituânia nas semifinais. O armador Sarunas Jasikevicius, na época jogador do Barcelona e que mais tarde passou por Golden State e Indiana, mandou uma bola de três, no estouro do cronômetro, que bateu no aro. Se tivesse entrado, o placar teria sido de 86-85 para os lituanos e não 85-83 para os norte-americanos. Eu vi tudo, ao vivo, lá no ginásio, bem de perto, com a mão na cabeça, certo de que aquela bola entraria. Aquele jogo foi emblemático, pois deixou claro para o mundo que os profissionais da NBA poderiam ser batidos. Esse time tinha jogadores de qualidade bem discutível, como Vin Baker, Antonio McDyess e Shareef Abdur-Rahim, muito embora contasse com Vince Carter, Kevin Garnett, Gary Payton, Jason Kidd, Tim Hardaway e Alonzo Mourning.

4º) EUA-2012 — Esse time que foi campeão em Londres não fica nem entre os três melhores desde que os profissionais passaram a competir. Foi campeão de forma invicta, mas mostrou dificuldades. Venceu a Lituânia na fase de classificação por apenas cinco pontos (99-94) e na final, diante da Espanha, o jogo foi muito parelho e acabou com a vitória dos EUA por apenas sete pontos: 107-100. Claro que faltaram aos norte-americanos jogadores como Dwight Howard, Dwyane Wade, Chris Bosh e Derrick Rose. Se todos estivessem em terras da Rainha, certamente o nível da equipe seria outro. Talvez ficasse em terceiro lugar no ranking de todos os tempos envolvendo os profissionais nos Jogos Olímpicos. Foi a primeira Olimpíada de Kevin Durant, que terminou o torneio como segundo melhor cestinha da competição com média de 19,5 pontos por jogo (o líder foi o australiano Pat Mills, do San Antonio, com 21,2). Foi também a Olimpíada de LeBron James, o melhor jogador do time norte-americano. Kobe Bryant também deu sua contribuição, mas em um nível inferior aos dois mencionados.

3º) EUA-2008 — Esse selecionado foi batizado como “Redeem Team”. Ou seja, o time da redenção. Isso porque ele teve a missão de resgatar o ouro olímpico e o orgulho norte-americano. Jerry Colangelo, presidente da USA Basketball, como disse acima, manteve o técnico Mike Krzyzewski, que não conseguiu levar o time ao título do Mundial do Japão, dois anos antes, pois foi derrotado pela Grécia por 101-95. Foi, aliás, a única derrota do Coach K à frente do selecionado norte-americano. Em Pequim, os EUA ganharam o ouro olímpico novamente de forma invicta, comandado em quadra por Kobe Bryant, que teve a coadjuvá-lo LeBron James, Carmelo Anthony, Dwyane Wade e Dwight Howard. Na entrevista coletiva depois do jogo contra a Grécia (92-69), eu, sentadinho numa das poltronas da sala de imprensa, ouvi Chris Paul dizer: “A gente se sente como se fossemos os Beatles”. Foi exatamente assim que aquele time foi tratado em Pequim: como uma banda de rock do calibre dos ingleses de Liverpool. E mereceu toda a paparicação.

2º) EUA-1996 — Indiscutivelmente esse foi o segundo melhor time. Dá só uma olhada na galera que esteve em Atlanta: Charles Barkley, Scottie Pippen, David Robinson, Karl Malone, John Stockton (todos remanescentes do time de Barcelona), Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Reggie Miller, Grant Hill, Gary Payton, Anfernee Hardaway e Mitch Richmond. Como vimos, nada menos do que cinco jogadores desse grupo fizeram parte do Dream Team de 1992. Só isso já faz desse grupo um grupo espetacular. Mas adicione a ele Shaq e Hakeem e pronto: ninguém colocará em dúvida que este é mesmo o segundo melhor selecionado dos EUA desde que os profissionais passaram a competir nos Jogos Olímpicos. Venceu os adversários por uma média de 32 pontos. Foi treinado por Lenny Wilkens. Como os jogos foram realizados no Georgia Dome, nada menos do que um total de 258.106 torcedores assistiram a todos os oito cotejos da equipe no torneio, o que deu uma média de 32.2633 pagantes por partida.

1º) DREAM TEAM — Contrariando o título, esse é o único selecionado que pode ser chamado de “Dream Team”. Dizer o que mais sobre um time que tinha Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird? O que dizer de um time que foi guindado ao Hall da Fama de Massachusetts? O que dizer de um time que 12 dos 11 jogadores acabaram no mesmo salão da fama de Springfield? Não há mais nada a falar sobre ele. Quem viu, viu; quem não viu, que se divirta com documentários e vídeos. Ao vivo, no entanto, foi simplesmente espetacular.

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terça-feira, 10 de julho de 2012 NBA | 19:28

FUTURO DE DWIGHT HOWARD DEVE SER DEFINIDO NESTA QUARTA-FEIRA

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A situação de Dwight Howard segue indefinida. Mas há quem aposte que nas próximas horas o jogador acabará no Nets. O negócio envolveria nada menos do que dez jogadores, quatro drafts, grana e quatro equipes; Cleveland e Clippers além de Orlando e Brooklyn.

A proposta é a seguinte: Brook Lopez, Luke Walton, Damion Jones, Shelden Williams, Armon Johnson e três drafts de primeira rodada (dois do próprio Nets e um [protegido] do Clips) para o Orlando. D12, Jason Richardson, Chris Duhon e Earl Clark para o BK. O Kris Humphries, Quentin Richardson, Sundiata Gaines, um draft de primeira rodada do BK e US$ 3 milhões para o Cavs. E o time angelino receberia MarShon Brooks.

Na noite de ontem, o Orlando solicitou que Lopez visitasse o médico num claro indício de que o negócio pode ser mesmo fechado a qualquer momento se o atual pivô do Nets for aprovado nos exames. Se você não se lembra, Lopez jogou apenas cinco partidas na temporada passada, pois teve uma fratura no pé.

Mas não foi apenas o Orlando quem pediu exames médicos. O BK também quer saber como foi a cirurgia de hérnia de disco que D12 se submeteu em maio passado. Tudo correu bem? O jogador está mesmo curado? Há sequelas? Enfim, preocupações justificáveis para quem vai investir uma bolada neste que é o melhor pivô de sua geração.

Mas há quem veja empecilhos nesta negociação. Por exemplo: Humphries pode dizer não ao Cavs e não assinar contrato com o Nets e com isso não teria como haver o “sign-and-trade”. Não apenas ele, mas também James, Johnson, Williams e Gaines.

Da minha parte, não vejo motivos para Humphries dizer não ao Cavs. O time de Ohio tem Kyrie Irving em seu segundo ano, Anderson Varejão ratificando seu status de um dos melhores reboteiros da liga e ainda recrutou Dion Waiters, um ala-armador muito bom de bola e exímio pontuador. Ele próprio, Humphries, adicionaria ainda mais qualidade a um time que tem um grande treinador: Byron Scott.

Quanto aos outros jogadores mencionados, um cala-boca aqui, outro ali, e pronto, tudo se resolve.

Mas há o outro lado da moeda: Lakers e Houston seguem na briga.

O time de Los Angeles oferece Andrew Bynum — e isso é tentador. Bynum, embora indolente, é muito bom jogador. Já disse aqui: empolgado, ele joga de igual para igual com D12. O problema é que o pivô do Orlando disse a amigos íntimos que não quer jogar no Lakers por causa de Kobe Bryant. No entender de D12, Kobe é o dono do time e ele não quer ser um complemento. Dwight quer ser o “franchise player” de seu futuro time. Ele não deixaria o Orlando, onde ocupa essa posição, para jogar na sombra de Kobe. Problema, pois.

Quanto ao Houston, lá vive Hakeem Olajuwon, mentor esportivo de D12. E o Rockets oferece Kyle Lowry e seus drafts recrutados em junho passado: o armador Jeremy Lamb, o ala de força Royce White e o ala Terrence Jones. Tudo molecada, pro futuro e pra deixar o “cap” do Magic aliviado e, consequentemente, uma folha de pagamento enxuta, de modo a evitar que o time invada a “Luxury Tax”. Hoje, se você não sabe, o Orlando tem uma folha de pagamento de US$ 68,6 milhões. Neste negócio com o Houston ela cairia dramaticamente na próxima temporada.

Dizem os especialistas que de amanhã não passa. Dizem os especialistas que amanhã todos nós saberemos onde D12 vai jogar nesta próxima temporada.

Alguém arrisca um palpite?

NEGOCIAÇÕES

Tim Duncan renovou com o San Antonio: US$ 34 milhões por três anos de contrato. Timmy tem 36 anos, mas vale cada centavo investido… Boris Diaw foi outro que renovou com o SAS: US$ 9,2 milhões por duas temporadas… Rashard Lewis será anunciado a qualquer momento como novo jogador do Miami. Lewis vai receber o salário mínimo: US$ 1,35 milhão. Só? Sim, é pouco, mas Rashard está com US$ 13,7 milhões no bolso fruto da multa contratual paga pelo New Orleans. Contrato de apenas uma temporada… O Atlanta perdeu Joe Johnson para o Brooklyn, mas acertou com Lou Williams, ala-armador FA do Philadelphia…

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sábado, 30 de junho de 2012 NBA | 18:46

GARNETT RENOVA COM O BOSTON E FAB MELO PODE SAIR NO LUCRO

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O único assunto digno de registro neste sábado é a renovação de contrato de Kevin Garnett com o Boston. Segundo o jornal “Boston Herald”, o pirulão do Celtics vai assinar um acordo de três anos, onde em troca ele vai receber US$ 34 milhões. Isso dá uma média de US$ 11,3 milhões por temporada.

Bom pra ele, que vai faturar um “trocadinho” a mais; bom para o Boston que não perde um importante jogador; e bom também para Fab Melo.

Por que será bom para o brasuca, que acabou de ser recrutado pelo C’s neste “NBA Draft” da última quinta-feira? Bom porque, assim como Tiago Splitter tem um professor ao lado em Tim Duncan, Melo terá esse privilégio também. Se ele for humilde, encostar em KG, perguntar os segredos do jogo e se mostrar aberto para aprender, com certeza vai aprender. KG (foto) é um dos maiores nomes de todos os tempos na posição.

Melo tem um potencial defensivo enorme. Poderá melhorá-lo ao lado de KG. Melo não tem um grande potencial ofensivo. Poderá desenvolvê-lo ao lado de KG.

Está nas mãos de Melo. Vamos ver o que ele fará com essa dádiva que o destino colocou em seu caminho. O Boston e KG.

TROCAS

Lamar Odom acertou mesmo com o Clippers. Nessa troca, Mo Williams foi para o Utah Jazz, o Clips mandou para o Houston Furkan Aldemir, o turco recrutado na última quinta-feira, e o Dallas vai ficar com drafts futuros do Jazz e grana do Houston.

Achei excelente para o time angelino a contratação de Lamar. Ao lado de Chris Paul, Blake Griffin e DeAndre Jordan, Odom tem tudo para recuperar o basquete dos tempos do Lakers, que ele não levou a Dallas. E se recuperar, o Clips ficará ainda mais forte na próxima temporada.

Quanto a Mo Williams no Utah, sinceramente, não vejo nenhuma vantagem nisso. Williams nunca passou de uma promessa na NBA.

RUMOR

Jason Kidd está jogando golfe neste final de semana com Deron Williams. Nos Hamptons, região demasiadamente chique ao norte de Nova York, onde J-Kidd acabou de comprar uma casa.

Os dois, além de jogarem golfe, seguem planejando o que vão fazer do futuro. Ou se unem no Brooklyn, para defender as cores do Nets, ou se juntam em Dallas, onde D-Will fez o “high school”.

Tramam do mesmo jeito que LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh tramaram e, por isso, foram jogados na fogueira.

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sexta-feira, 22 de junho de 2012 NBA | 02:26

COM ATRASO DE UM ANO, MIAMI É O CAMPEÃO DA NBA

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Miami é o campeão da NBA. O título veio com um ano de atraso, mas veio. O Heat era para ter sido campeão na temporada passada. Perdeu para o Dallas por N motivos que não vale mais a pena a gente ficar debatendo.

A tunda aplicada em cima do Oklahoma City por 121-106 confirmou que o time do sul da Flórida é de fato o melhor da NBA neste momento. Fechou a série em 4-1; poderia ter varrido o OKC se não tivesse bobeado no primeiro jogo. Rajon Rondo postou em seu Twitter: “A verdadeira final foi entre Miami e Boston”. Concordo com ele. O Thunder não foi páreo para o Heat.

Quando esse time foi montado, no verão de 2010, fui um dos poucos (senão o único) que apostou que ele ganharia não apenas um, mas alguns campeonatos. Falei em três, talvez quatro. Muitos rebateram minhas previsões. Disseram que o time não tinha um técnico, que faltava um armador, que não havia pivôs e que a fogueira das vaidades iria arder até o final do contrato de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh e, consequentemente, iria consumir a todos.

Rebati dizendo que com um time desses, com LBJ, D-Wade e CB1, não era preciso ter exatamente um Phil Jackson para conduzi-lo, que os jogadores, em quadra, resolveriam a parada. Claro que não foi bem assim, pois o trabalho de Erik Spoelstra, o tempo mostrou, é muito bom. Eu mesmo cheguei a duvidar, nesta temporada, acho que na série contra o Boston, da capacidade de Spo, mas o tempo mostrou que a minha primeira impressão era a correta. Muitos criticam o Miami por conta do “isolation” e da falta de “screens” e “pick’n’roll”.  De fato, o Heat não joga do jeito que muitos gostariam. O Heat faz a bola correr de mão em mão no ataque, mas ela sempre acaba nas mãos de quem está bem posicionado para o arremesso. De fato, alguns “picks” seriam importantes para facilitar a vida de LBJ e D-Wade. Quem sabe na próxima temporada?

Quanto a falta de armadores e pivôs, disse que apenas a seleção dos EUA era perfeita de cabo a rabo. Afirmei que D-Wade e principalmente LeBron James dariam conta de armar o jogo e que Mario Chalmers seria de grande valia. Foi a partir de então que eu comecei a defender a tese de que o futuro do basquete não teria lugar para armadores de ofício. O mesmo vale para os pivôs. Lembrei que CB1 seria o dono do garrafão do Miami e que Udonis Haslem lá estava para ajudar e muito. E que mais um grandalhão resolveria a parada.

Sobre a fogueira das vaidades, isso jamais ocorreu. A química, principalmente, entre LBJ e D-Wade sempre foi perfeita. Nunca houve um senão entre eles. Eles convivem como se fossem irmãos. E o discurso de Wade, depois do jogo, no pódio, confirma tudo isso: ele admitiu, uma vez mais, ter aberto mão do status de líder e dono do time, em favor de LeBron, para ganhar outro anel. Simples, sem vaidade alguma, reconhecendo que LBJ é mesmo o cara.

E CB1, o menos brilhante dos Três Magníficos, sempre foi um apoio para os dois. E em muitas situações segurou a onda, especialmente quando LBJ e D-Wade estavam mal.

Hoje, um ano mais velho, um ano mais experiente, com seus ferimentos cicatrizados, o Miami foi conduzido ao topo do pódio. E conduzido por LeBron James, que finalmente ganhou seu primeiro campeonato, depois de ter batido na trave em duas oportunidades, uma delas com o Cleveland. Com seu troféu de MVP das finais na mão, perguntado por Stuart Scott, da ESPN, qual a diferença entre o LeBron do ano passado para o LeBron deste ano, ele foi claro como a água: “Ano passado eu jogava com ódio, tentando provar uma série de coisas para as pessoas. Mas eu percebi que não tenho que provar nada a ninguém. Passei a jogar com amor”.

LBJ de fato sobrou neste campeonato como um todo. Se na fase de classificação Kevin Durant rivalizou com ele, nestas finais não teve pra ninguém. E mostrou na quadra, jogando, ou melhor, calou na quadra, jogando, seus críticos que insistiam que ele sofria de “bloqueio mental” nos finais das partidas. E sofria mesmo. Curou-se; hoje isso é passado. Curou-se; jogando e não vociferando. LBJ Anotou seu oitavo “triple-double” em playoffs, o primeiro nesta temporada, diga-se, ao cravar 26 pontos, 13 assistências e 11 rebotes. Iguala-se a Tim Duncan, James Worthy Larry Bird e Magic Johnson (duas vezes) que anotaram TD no último jogo das finais.

E tem mais: LBJ tornou-se também o terceiro jogador na história da NBA a liderar o time campão no “NBA Finals” em pontos, rebotes e assistências. Juntou-se a Tim Duncan e Magic Johnson.

Tornou-se também o décimo jogador na história da NBA a ganhar o MVP durante a fase de classificação e nas finais. Está agora ao lado de Tim Duncan, Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Magic Johnson, Moses Malone, Kareem Abdul-Jabbar, Willis Reed, Larry Bird (duas vezes) e Michael Jordan (quatro vezes).

Digo uma vez mais: se o futuro vier do jeito que o presente se mostra, LBJ entrará para o rol dos maiores jogadores de todos os tempos da NBA. Digo uma vez mais: coloco-o no meu quinteto favorito na vaga de Larry Bird, ao lado de Magic Johnson, Michael Jordan, Bill Russell e Wilt Chamberlain.

LBJ joga muito. Domina todos os fundamentos do basquete. Por isso mesmo, pode jogar em todas as posições. É forte como um touro; sua saúde é de ferro. Vai ser dominante por alguns anos. Quando a idade começar a cobrar tributos, vamos ver como ele vai se renovar, como ele vai reconstruir seu jogo. Vamos ver se ele será capaz de se reinventar, como Michael Jordan e Kobe Bryant fizeram.

Quanto ao jogo, ele foi na verdade uma clínica. Se você preferir, uma aula de basquete. O Miami dominou o OKC de cabo a rabo. Além de LeBron, há que se destacar os 20 pontos e oito rebotes de D-Wade; os 24 pontos e 11 ressaltos (quatro de ataque) de CB1; os 11 pontos de Shane Battier e os dez de Mario Chalmers, que deu ainda sete assistências. Mas o cara que ajudou a fazer a diferença foi Mike Miller. Vindo do banco, anotou 23 pontos e acertou sete de seus oito tiros de três.

Finalmente, não há como não mencionar Pat Riley. Presidente da franquia, ele foi o mentor desse time e o homem que apostou em Erik Spoelstra. Sofreu um bocado no ano passado quando o Heat perdeu para o Dallas. Teve que ouvir um monte. Que montou mal o time e que apostou no técnico errado. Esta era a questão que mais o incomodava: Spo. O tempo mostrou que ele estava certo. Spo fez um grande trabalho. Liderar um time com três estrelas não é fácil. Ele sofreu no primeiro ano. Amadureceu no segundo e tornou-se melhor. E mais: segundo quem o circunda, Spo está sempre aberto a aprender. E tem que ser assim mesmo, pois tem apenas 42 anos. Phil Jackson ganhou seu primeiro campeonato aos 46 anos.

Veio com um ano de atraso, mas veio. O Miami é o legítimo campeão da NBA. O futuro promete ser promissor. Se ele vai ganhar mais dois ou três campeonatos, como previ, realmente não dá para saber. Até porque do outro lado surgiu um time que quando eu fiz a previsão dos títulos do Heat, esse time ainda não existia. Falo, obviamente, do Oklahoma City Thunder.

FUTURO

O futuro, já disse aqui, tende a colocar esses dois times frente a frente em outras finais. O OKC pagou pela inexperiência. Aliás, o time da terra dos tornados vem dando um passo de cada vez, como nos ensinou Michael Jordan em seu livro “Nunca Deixe de Tentar” (Editora Sextante, traduzido para o português).

Em 2010, em seu primeiro playoff, perdeu na primeira rodada para o Lakers. Ano passado, perdeu a final do Oeste para o Dallas. Este ano, perdeu a final para o Miami. Ano que vem, quem sabe, possa ganhar o título? Não tem ninguém com contrato encerrando. Portanto, o grupo será o mesmo para a próxima temporada. O mesmo, mas mais velho e mais experiente.

E virá com a faca nos dentes, com sangue nos olhos, tentando conquistar o que não conseguiu: o título de campeão.

A entrada dos jogadores no vestiário foi comovente. Kevin Durant, assim que pegou o corredor rumo aos aposentos do time, apareceu com lágrimas nos olhos. Quando viu a mãe e o irmão, abraçou-os e chorou feito criança. Kendrick Perkins, um título de campeão em 2008 com o Boston, veio logo atrás, chorando também. Idem para Serge Ibaka.

Ano passado, foram Chris Bosh, LeBron James e Dwyane Wade que choraram. Hoje eles sorriem. Amanhã, quem sabe, o riso possa ser ouvido no vestiário do OKC.

ESCLARECIMENTO

Depois do jogo, no ótimo debate que a ESPN promove, Jon Barry afirmou que não importa quantos anéis LeBron James venha conquistar, talvez fique nesse apenas, ele disse, para completar: eu o coloco no mesmo nível dos grandes jogadores, no mesmo nível de Michael Jordan.

A seu lado, Magic Johnson quase caiu da cadeira. Falou algo que os demais riram e eu não consegui entender (alguém entendeu?). E completou: “Nós vimos Michael Jordan dominar seis finais, três vezes seguidas em duas oportunidades. LeBron James não está no mesmo território de Michael Jordan. Kevin Durant também não. Nem mesmo Kobe Bryant está no nível de Michael Jordan”.

Desculpem-me os torcedores do Miami. Sei que a festa é de vocês. Mas este final era necessário.

FESTA

Dá-lhe Miami!

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terça-feira, 5 de junho de 2012 NBA | 11:48

OKLAHOMA CITY BATE SAN ANTONIO NO TEXAS E ASSUME A DIANTEIRA NA FINAL DO OESTE

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O San Antonio é tão forte quanto o Oklahoma City para ir ao ginásio do adversário e fazer com ele o que ele fez em seu AT&T Center: ganhar uma partida. É apenas isso que o Spurs precisa para empatar a série (3-2 no momento para o OKC), confirmar o sétimo jogo em seus domínios e tentar, nele, ganhar o título da Conferência Oeste e brigar pelo anel de campeão desta temporada.

Mas não vai ser fácil. O OKC, em sua Chesapeake Energy Arena, 18.203 lugares, é um time difícil de ser dobrado. Nestes playoffs, ainda não perdeu em casa e é o único time a manter a invencibilidade diante dos fãs nesta fase decisiva do campeonato. O SAS perdeu-a nesta noite passada e Miami e Boston já foram derrotados em seus domínios.

Portanto, a derrota de ontem por 108-103 (a bola final de Stephen Jackon não valeu) significou também a perda da invencibilidade do time texano em casa nos playoffs. Se ele ganhar o título desta temporada, não será mais de maneira invicta, como muitos chegaram a supor.

INÍCIO

A impressão inicial era de que o San Antonio não perderia. Abriu uma vantagem de 11-5 logo de cara e via no Oklahoma City um time perdido em quadra, que não conseguia encaixar seus ataques e não defendia com a eficiência habitual. Mas à medida que o tempo foi passando e as bolas do OKC começaram a cair. Com isso, os nervos retomaram o lugar de sempre. E com isso, a segurança reapareceu e o talento dos jogadores foi frutificando naturalmente.

Volto a frisar: o domínio do SAS durou apenas cinco minutos. Pouco para se decretar o vencedor de uma partida. Mas, repito, o que me dava essa impressão era o fato de que o OKC estava com os nervos em frangalhos no começo do jogo. O time errou nada menos do que seus sete primeiros arremessos. Demorou quase quatro minutos para o Thunder pontuar. E, ainda por cima, Serge Ibaka deixou o jogo prematuramente com duas faltas cometidas. Por prematuramente vamos ler 45 segundos. Isso mesmo, o congolês naturalizado espanhol jogou apenas 45 segundos no primeiro quarto.

Ibaka de fora, bolas que não caíam, o time foi se sustentando na defesa. Os cinco primeiros pontos do SAS foram feitos de lance livre. Isso porque os texanos também não estavam acertando o cesto adversário: errou seus três primeiros arremessos, sendo que o quarto nem no aro chegou porque Tim Duncan tomou um toco de Nick Collison, que entrou na vaga de Ibaka.

O jogo estava nervoso, ruim, cheio de erros e com raros acertos. Aos poucos, como disse acima, os nervos não apenas do OKC voltaram ao lugar de sempre, mas do SAS também.

Com isso, passamos a ver basquete.

TÁTICA

O Spurs começou o jogo de ontem com uma modificação no seu “lineup”. Ao invés de Danny Green o técnico Gregg Popovich (foto Getty Images) colocou Manu Ginobili. Certamente, Popovich não queria correr riscos logo de cara, risco do tipo ficar atrás no marcador e não ter pernas para recuperar-se no jogo. Não deu certo. Não deu porque com 5:18 para o final do quarto inicial, Popovich tirou o argentino de quadra, pensando, claro, em suas pernas envelhecidas. O SAS vencia por 15-10. Sem Ginobili, o OKC fez uma corrida de 13-4, tomou a dianteira em 23-19. Manu voltou a 1:16 minuto do final deste primeiro quarto. Não adiantou nada, pois o Thunder seguiu na dianteira do jogo.

Apostar em Ginobili foi uma tática correta. Com ele em quadra desde o início, o SAS torna-se um time muito mais poderoso — e experiente. Neste momento do campeonato, como dizia Michael Jordan, começa a se separar homens de meninos. E Danny Green ainda é um menino. Manu não é.

Mas Manu já dá ares de estar mesmo sentindo o peso da idade. Embora tenha jogado 38:26 minutos, sua produção diminui no momento decisivo da partida, o que era natural.

No primeiro quarto, com as pernas lubrificadas pelo tônico da juventude, Manu, em 7:58 minutos, fez sete pontos (2-3). No segundo quarto, ainda vigoroso, em 8:53 minutos anotou os mesmos sete pontos (2-4). No terceiro, voltando do descanso do intervalo, Ginobili jogou 9:35 minutos e teve seu melhor momento: 13 pontos (5-6). Mas no último quarto, tendo que suportar os 12 minutos totais, mostrou-se cansado: marcou sete pontos, é verdade, mas fez 2-8 nos arremessos.

Manu está às portas de completar 35 anos (28 de julho próximo). A planificação de Popovich para seus dois veteranos (Tim Duncan tem 36 anos) foi perfeita. Mas quando eles têm que sair do habitual, do dia-a-dia, o preço cobrado pode ser caro, como foi ontem, quando o time perdeu seu primeiro jogo nestes playoffs e está agora em desvantagem no marcador, tendo que jogar a próxima partida fora de casa e vencer para não ser eliminado.

Como disse no começo de nossa conversa, o SAS é tão forte quanto o OKC para fazer o que o OKC fez com ele SAS em pleno Texas. O SAS tem forças para ir a Oklahoma e vencer. Vencer, recuperar o mando de quadra e no último jogo tentar triunfar novamente para chegar à sua quinta final de NBA.

Seria um prêmio e tanto para uma geração que nos encantou a todos neste tempo que, inexoravelmente, vai ficando para trás.

TRIO

Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden combinaram para 70 dos 108 pontos do Oklahoma City. Foram os três únicos jogadores a ter duplo dígito na marcação. West foi muito mal nos arremessos (9-24), mas deu nada menos do que 12 assistências, o que acabou por compensar — e muito — seu baixo aproveitamento nos chutes. KD e Harden, ao contrário, foram profícuos nos tiros: 10-19 para Durantula e 6-11 para o barbudo.

Quando não era um, era outro. Não é fácil marcar um time assim. São três caras para se tentar anular. E quando se consegue (um pouco), como no jogo passado, vem a turma do fundão e ajuda. Ontem, Serge Ibaka não conseguiu jogar por causa das faltas, mas participou com nove pontos. Kendrick Perkins fez só quatro pontos, mas pegou dez rebotes, muito embora tenha deixado o confronto mais cedo por causa das seis faltas. Se Derek Fisher não pontuou tanto assim (seis), Daequan Cook fez oito, duas bolas de três no segundo quarto que foram importante para frear uma reação que o SAS ameaça fazer.

Se no jogo passado Durantula (foto AP) foi o homem do último quarto, ontem foi a vez de James Harden. O barbudão marcou nada menos do que 12 pontos e fez 3-3 nas bolas triplas. A última delas, a 28 segundos do final, com o placar em 103-101 para o OKC, foi fundamental para a vitória dos forasteiros. “A jogada foi desenhada para Kevin definir, mas ele não conseguiu sair da marcação, o tempo foi passando e eu senti confiança para arremessar e arremessei”, disse Harden depois da partida.

Arremessou e encestou.

ALERTA

Derek Fisher, as câmeras mostraram, assim que terminou a partida, reuniu o grupo em quadra e falou algumas palavras. Todos ouviram atentamente. Não deu pra saber o que ele disse, mas deve ter dito: rapaziada, foi só um jogo. O mais importante é o próximo. Se perdermos, de nada valerá o que fizemos hoje aqui.

Fish, pra quem não sabe, tem cinco anéis de campeão.

PRÊMIO

Se o título para o SAS seria um prêmio para uma geração espetacular, o troféu de campeão teria o mesmo efeito para uma moçada que está mostrando o seu valor. Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden formam a base da futura geração do basquete norte-americano e, consequentemente, da NBA.

Como disse Gregg Popovich, Durant é o melhor jogador de basquete do planeta na atualidade.

E é mesmo.

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domingo, 3 de junho de 2012 NBA | 13:28

KEVIN DURANT ATROPELA O SAN ANTONIO NO ÚLTIMO QUARTO E OKC EMPATA A SÉRIE EM 2-2

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Foi o jogo de Kevin Durant; ou melhor, foi o quarto de KD. O último. Ele marcou nada menos do que 18 de seus 36 pontos neste período e liquidou com a defesa do San Antonio. E esses 18 tentos significaram também recorde na carreira do ala em se tratando de último quarto de um jogo de playoff.

O jogo estava duro, disputado, no pau, com o SAS no espelho retrovisor do OKC, procurando uma brecha pra tomar a dianteira. Mas Durantula não deixou. Sozinho, com seu talento, sem esquema tático nenhum, apenas a expressão pura de seu talento, nada além disso, ele foi lá e resolveu. Pedia a bola. Recebia. Driblava. Arremessava. E pontuava.

Kevin Durant (foto Getty Images) ganhou o jogo para o Oklahoma City Thunder. A vitória de 109-103 tem que ser atribuída a ele.

TÁTICA

Gregg Popovich armou uma tática muitíssimo interessante para tentar surpreender o OKC. Apertou a marcação em Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden, contando que os outros não dariam conta do recado. Mas eles deram.

Serge Ibaka esteve soberbo. Marcou nada menos do que 26 pontos e acertou 11 de seus 11 arremessos. Kendrick Perkins fez 15 pontos! Isso mesmo, 15 pontos; dá pra acreditar? E os oito de Nick Collison foram igualmente importantes. Os três combinaram para 49 pontos, acabando com a estratégia de Popovich.

Nos três primeiros quartos, KD, West e Harden fizeram, juntos, 26 pontos. Ibaka, Perkins e Collison tinham 43.

Mas aí veio o último quarto…

PERIGO 1

Russell Westbrook está rateando nesta final de conferência. Nos quatro primeiros jogos tem média de apenas 15,2 pontos. Mas o ruim da história é o seu aproveitamento: 34,3%; 24-70.

Na série contra o Lakers, o aproveitamento de West foi de 48,5% e diante do Dallas foi de 45,3%.

Sinal de alerta tem que estar ligado. Se West melhorar seu aproveitamento, o OKC pode surpreender o SAS fora de casa. Caso contrário, fica difícil.

HISTÓRIA

Aos mais jovens eu conto uma rápida história.

Tim Duncan, há alguns anos, tinha trauma de ir à linha de lance livre. Era muito ruim seu aproveitamento. Seu pior momento foi na temporada 2003-04: 59,9%. Foi aí que começou seu bloqueio. Mas Timmy, persistente que é, não parava de treinar. Por isso, na temporada seguinte o desempenho melhorou: 67,0%. Mas continuava ruim. Em 05-06, caiu novamente: 62,9%. Os treinamentos não estavam surtindo efeito. Ou será que era o pavor de ir à linha de lance livre que o incomodava? Em 06-07 ele fez 63,7%. Foi então que Timmy mudou seu posicionamento na linha fatal: fechou os pés, encontrando os bicos, formando um ângulo de uns 45 graus. Posicionamento horrível do ponto de vista estético. Mas ele começou a acertar os lances livres. Seu melhor momento foi no campeonato seguinte, quando teve aproveitamento de 73,0%. De lá pra cá, fica mais ou menos em torno disso.

História contada, voltemos ao presente. No jogo de ontem, Timmy foi muito mal na linha do lance livre: 3-7 (42,8%). Desempenho digno de DeAndre Jordan ou Reggie Evans.

Por conta disso, acho que Scott Brooks poderia tentar um “Hack-a-Shaq” em cima de Tim Duncan no próximo jogo em San Antonio se o OKC estiver em desvantagem ou vendo sua vantagem ser ameaçada. Se o desempenho de ontem foi fruto de novo trauma, a tática pode surtir efeito.

SHOW

A cada jogo que passa eu fico mais fã de Kawhi Leonard. O “rookie”, descoberta do GM R.C. Bufford, fez 17 pontos. E ajudou na marcação de Kevin Durant, anulando o ala do OKC em boa parte do jogo. No final, não obteve sucesso, pois KD fez o que fez, como sabemos. Mas não foi apenas Kawhi quem fracassou no final: Durantula foi marcado também por Manu Ginobili e Stephen Jackson.

Mas, volto a dizer, sou fã de carteirinha de Kawhi, 15ª escolha no draft passado.

PERIGO 2

Tiago Splitter foi novamente um fiasco. Jogou apenas 5:34 minutos. Saiu zerado de quadra. Perdeu tempo de quadra para DeJuan Blair, que jogou 9:36. Nos dois primeiros jogos da série, Blair esquentou o banco o tempo todo.

Se o catarinense não melhorar, será ele — e não Blair — a esquentar o banco do SAS nos próximos jogos.

E tinha gente neste botequim que dizia que Splitter era melhor que Nenê e Varejão.

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