Publicidade

Posts com a Tag Tiago Splitter

domingo, 29 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 09:32

APESAR DOS ERROS, BRASIL VENCE A AUSTRÁLIA

Compartilhe: Twitter

O Brasil começou com o pé direito os Jogos Olímpicos. Venceu num sufoco danado a Austrália, que não é nenhuma brastemp. Mas vamos dar um desconto: foi a estreia nas Olimpíadas; e depois de 16 anos. A vitória por 75-71 certamente dá moral ao grupo. O próximo jogo será na próxima terça-feira, diante da Grã-Bretanha, às 12h45 de Brasília. O Brasil tem tudo para fazer sua segunda vitória na competição.

A corrida de 16-4 no início do terceiro quarto (Leandrinho Barbosa teve papel importantíssimo neste momento) foi fundamental para a vitória brasileira. Com ela, o nosso selecionado chegou a abrir uma vantagem de 13 pontos e nunca mais perdeu o controle do jogo. A vantagem caiu para dois pontos no finalzinho da partida (73-71), mas nosso time conseguiu pontuar graças a dois lances livres cobrados por Marcelinho Huertas, frutos de uma defesa errada da Austrália, quando um de seus jogadores colocou o pé na bola e deu ao Brasil a chance de ter a jogada derradeira.

Quanto ao jogo, algumas observações:

1) O Brasil exigiu demais de seus armadores. Marcelinho Huertas (foto Gaspar da Nóbrega/Inovafoto/Divulgação) e Larry Taylor tiveram sempre a missão de armar o jogo, principalmente Huertas. Penso que esse trabalho deva ser feito também por outro jogador em quadra e não fique concentrado apenas nas mãos do armador. Isso, além de cansá-lo, deixa óbvio e mais fácil a defesa adversária;

2) Alex Garcia é tido como nosso principal marcador. Mas não vem marcando bem há algum tempo. No amistoso contra a Argentina, em Buenos Aires, vigiando Manu Ginobili cometeu três faltas no primeiro tempo. O vilão de então foi a arbitragem; hoje não havia quem culpar. Alex cometeu duas de suas três faltas no primeiro tempo quando passou a marcar Patrick Mills, o armador australiano, por determinação de Magnano, pois Marcelinho Huertas não podia se cansar porque, como disse acima, sempre que esteve em quadra teve que armar o jogo;

3) Marcelinho Machado foi um desastre no jogo. Péssimo nos arremessos (1-8 nas bolas de três) e no final do jogo tomou um “back door” ridículo que propiciou à Austrália encostar em dois pontos como foi dito acima;

4) A Austrália fez bem o “pick’n’roll” e o corta-luz. Sempre que isso ocorria o Brasil (por determinação de Magnano, creio eu) fazia a troca. Isso criou o “mismatch” e os australianos aproveitaram para pontuar ou então ficar com o rebote de ataque;

5) A marcação pressão dos australianos surpreendeu os brasileiros. A contrapartida não aconteceu;

6) Nenê foi muito mal usado por Magnano. Ao lado de Huertas, ele é o nosso principal jogador. No final da partida, com tudo indefinido, ele não poderia ter ficado no banco de reservas.

O Brasil venceu a Austrália depois de quatro jogos com derrotas. Venceu porque é melhor. Perdia porque era pior. Como disse, a Austrália não é nenhuma brastemp. Nos tempos de ouro do nosso basquete e na época de Oscar Schmidt e Marcel Souza, eles dificilmente venciam. Portanto, essa história de que o nosso jogo não encaixa com o jogo deles eu não engulo. Volto a dizer: o Brasil ganhou porque é mais time. E sempre que tiver mais time que a Austrália, vai vencer.

Números do jogo:

1) Huertas foi o único jogador em quadra com um “double-double”: 15 pontos e dez assistências;

2) Leandrinho foi nosso cestinha com 16 pontos, seguido de Huertas com 15;

3) Nenê e Splitter foram nossos melhores reboteiros: sete ressaltos pra cada um;

4) Por falar em rebotes, perdemos o duelo por 41-38. Isso é preocupante, pois o tamanho de nossos jogadores é uma das vantagens do nosso selecionado em relação aos rivais nestas Olimpíadas.

Começamos com vitória. E isso era fundamental. O primeiro passo foi dado. Que venha o seguinte. Um de cada vez, como dizia Michael Jordan.

Autor: Tags: , , , , , , ,

domingo, 22 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 16:42

BRASIL BATE AUSTRÁLIA POR 16 PONTOS DE DIFERENÇA EM JOGO PARA DAR MORAL AO GRUPO

Compartilhe: Twitter

O Brasil acabou de vencer a Austrália por 87-71. Infelizmente, nenhuma emissora de tevê a cabo mostrou a partida. Tiago Splitter foi o cestinha do time brasileiro com 17 pontos. Nenê Hilário e Marquinhos Vieira fizeram 12 cada um. E Anderson Varejão pegou 13 rebotes. Clique aqui e veja o “box score”.

A vitória foi muito importante para dar moral ao grupo. Afinal, os australianos serão nosso primeiro adversário em Londres. E tem aquela história de que não conseguimos ganhar dos oceânicos.

Uma pena que o jogo não tenha sido mostrado. Foi o último amistoso da nossa seleção antes do debute.

Animador!

Autor: Tags: , , ,

terça-feira, 17 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, NBA, Seleção Brasileira | 17:54

SAÍDA DE MARCELINHO HUERTAS DO BARCELONA PARA A NBA NÃO É TÃO COMPLICADA ASSIM

Compartilhe: Twitter

A mídia norte-americana e os fãs do basquete se derreteram em elogios a Marcelinho Huertas (foto AFP) depois do jogo de ontem à noite do Brasil contra os EUA. E não foi para menos; afinal de contas, o armador brasileiro deu um banho de bola em cima dos armadores norte-americanos na derrota diante dos EUA por 80-69, em Washington, com a presença ilustre do presidente Barack Obama em uma das cadeiras de pista do ginásio Verizon Center.

Marcelo Huertas encara Carmelo Anthony no jogo EUA x Brasil

O Brasil perdeu, mas Huertas venceu sua batalha particular. Além de ter feito um “double-double” ao anotar 11 pontos e 13 assistências. O jornalista John Schuhmann, que escreve para o site da NBA, postou em seu Twitter na hora do almoço desta terça-feira o seguinte: “O Brasil marcou 79 pontos por 40 minutos com Huertas em quadra e 39 pontos por 40 minutos com ele no banco”. E acrescentou: “O Brasil teve vantagem de três pontos (60-57) com Huertas em quadra e uma desvantagem de 14 (9-23) com ele no banco”.

Chris Sheridan, do site sheridanhoops.com, mencionou os 29 anos de Marcelinho e afirmou que o valor de sua multa com o Barcelona (clube onde o brasileiro joga e tem ainda mais três anos de contrato) é de € 7 milhões. “Ele me disse isso”, afirmou Sheridan, referindo-se a uma conversa que teria tido com Marcelinho depois da partida.

Conversei há pouco com Vinícius Fontana, dono da Basket Brasil, que trabalha para a U1st, empresa europeia que agencia Huertas na Espanha. Vinícius me informou que o valor mencionado por Sheridan não é verdadeiro. “É muito menos do que isso”, afirmou. “É algo em torno de € 2 milhões”. Esse dinheiro, convertido para o dólar americano seria próximo a US$ 2,5 milhões.

Como a NBA libera aos clubes o pagamento de no máximo US$ 500 mil para se quebrar um contrato de um atleta no exterior, Huertas teria que pagar do próprio bolso cerca de US$ 2 milhões para deixar o Barcelona e jogar em alguma equipe da NBA.

Isso, aparentemente, inviabilizaria o negócio, mas Vinícius alertou: “O que os times costumam fazer é colocar esse valor no contrato do jogador”.

O fato de Marcelinho não ter sido draftado ajuda-o neste processo de uma possível transferência para a NBA neste momento. Ele não cai na regra salarial dos “rookies” que foram recrutados no “NBA Draft”, segundo informou Vinícius. Marcelinho chegaria à liga norte-americana como “free agent”. E para esse tipo de jogador não há regras limitando o salário.

Huertas ganha atualmente € 2 milhões livres de impostos por temporada no Barcelona. Ou seja, US$ 2,5 milhões. Mas, como disse, esse dinheiro é livre de impostos. Nos EUA, um salário de US$ 2,5 milhões é taxado em torno de 40%. Sendo assim, US$ 2,5 milhões significam, na verdade, US$ 1,5 milhão.

Para Marcelinho deixar o Barcelona e ir para a NBA ele teria que receber uma oferta de uns US$ 7 milhões por temporada, que descontados sobrariam US$ 4,2 milhões, que traduzidos para o euro daria algo em torno de € 3,4 milhões. Aí valeria a pena, pois haveria um ganho salarial.

Mas, não se esqueçam, os US$ 2,5 milhões da multa teriam que ser diluídos neste salário. Digamos que Huertas aceite um contrato de três anos com alguma equipe da NBA, mesmo tempo que resta para encerrar seu compromisso com o Barça. Esse contrato teria que ser de no mínimo US$ 25 milhões. Menos do que isso, como disse, não compensa.

“Para o Marcelinho deixar o Barcelona e ir para a NBA não pode ser pelo mesmo salário”, disse Vinícius. “Se houver empate de salários, ele opta por permanecer na Espanha”. O sonho de jogar na NBA, que todo garoto tem, segundo Vinícius, Huertas não tem mais.

E não é apenas o dinheiro que vai contar nesse caso. “Ele não deixaria o Barcelona, um dos times tops da Europa, onde é titular e adorado pela torcida para ser banco em uma equipe da NBA”, afirmou Vinícius, que adicionou: “Marcelinho não abandonaria uma cidade como Barcelona para passar frio em Minnesota ou Toronto”.

Pois bem, é sempre assim: toda vez que Huertas enfrenta o selecionado norte-americano ou um time da NBA, as especulações aparecem. Infelizmente pra gente que curte a liga profissional da América do Norte isso nunca se confirmou. “New York, Dallas e Portland já sondaram, mas nunca houve uma proposta concreta”, disse Vinícius.

Eu mesmo já contei a vocês que conversei com Marcelinho em 2010, em Nova York, quando a seleção brasileira se preparava para o Mundial da Turquia. Na época, ele jogava pelo Caja. E me disse que gostaria muito de jogar na NBA e falou: “O Tiago Splitter está tentando convencer o pessoal do San Antonio a me contratar”. Mas não rolou nada.

Marcelinho, no final daquela temporada deixou o Caja e foi para o Barcelona. Hoje, tirá-lo da Espanha custa um dinheiro, pelo que vimos. Dinheiro que, naquela época, não era nem a metade do que é hoje.

Vale pagar esta quantia para Marcelinho? Claro que vale! Huertas é hoje não apenas um dos melhores armadores da Europa, mas sim um dos melhores armadores do mundo. Na NBA ele iria fazer crescer qualquer equipe. E ele não teria dificuldade por conta da língua, pois, quando adolescente, Huertas morou um ano nos EUA quando estudou no “high school” (nosso ensino médio).

No começo eu achava impossível. Hoje acho que não chega a tanto. Se o Brasil brilhar em Londres, como todos esperamos, e Marcelinho for o maestro do nosso selecionado, o sonho de vê-lo com a camisa de um time da NBA seguramente vai se tornar realidade.

Autor: Tags: , ,

sexta-feira, 13 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 00:04

UMA NOITE INESQUECÍVEL: BATEMOS A ARGENTINA NA BOLA E NO TAPA

Compartilhe: Twitter

Não foi um jogo tecnicamente brilhante. Não foi porque, infelizmente, mais uma vez, a Argentina tentou bagunçar o jogo porque ela sentia que não tinha condições, na bola, de bater o Brasil. Eles sempre fazem isso, não importa a modalidade: jogo está apertado? Vamos bagunçá-lo.

Não deu certo desta vez. Não deu certo porque eles apanharam no tapa e depois na bola. Foi muito bom. Tem que ser sempre assim. Nossa arma para o jogo é a bola; se a deles é o tapa, que assim seja. E a presença intimidadora de Nenê Hilário foi muito importante para que os argentinos enfiassem a viola no saco e ficassem quietinhos. O tranco que Nenê deu em Juan Ignacio Jasen, no momento em que Leo Gutierrez grudou no pescoço de Marcelinho Machado, foi espetacular. Abriu-se um clarão. Luis Scola, branco feito lua cheia em céu estrelado, apavorado com a força descomunal de Nenê, pedia calma ao são-carlense.  O outro Gutierrez, o Juan, o pivô, colocou a mão em Nenê e tomou um soco no braço.

A partir daí, tudo se acalmou. Marcelinho e Gutierrez foram expulsos. Melhor, claro, para o Brasil, pois o gringo é muito bom de bola. O tiro, desta vez, saiu pela culatra, porque além de apanharem, eles ainda perderam um jogador importante.

Quanto ao jogo, vitória indiscutível. O Brasil sobrou em relação à Argentina e fez jus aos 91-75. Foi um passeio, especialmente no último quarto, quando nosso selecionado venceu por 25-14. Neste quarto, Tiago Splitter (Foto Collin Foster/CBB) jogou o que jogava em seus inesquecíveis tempos de basquete espanhol.  Splitter foi o cestinha brasileiro com 19 pontos. Pegou ainda oito rebotes, três deles no ataque.  Anderson Varejão veio a seguir com 17 pontos e formou ótima dupla com o catarinense. Marcelinho Huertas, eleito o MVP do Super 4 de Foz do Iguaçu (ah, sim, o Brasil foi o campeão!), foi responsável por 14 pontos e sete assistências. Disparado nosso melhor jogador na atualidade.

Mas a maior surpresa mesmo ficou por conta do norte-americano Larry Taylor. Naturalizado brasileiro, o armador nascido em Chicago fez 16 pontos e finalmente justificou toda a expectativa em cima dele. Finalmente jogou o basquete que sempre jogou com a camisa do Bauru. Fez 2-3 nas bolas de três. Mais do que pontuar, Larry foi importante na marcação também, especialmente porque Rubén Magnano, corretamente, poupou Alex Garcia, que ainda sente dores no tornozelo direito. Que não tenha sido apenas uma atuação passageira, que tenha sido uma atuação pra encorpar Larry e dar confiança a ele. Até este jogo, LT está inseguro, era nítido.

Voltemos a falar de Nenê: não foram apenas pernadas a três por quatro. Ele jogou também. Não como a gente sabe que ele pode jogar, mas colaborou com quatro pontos e quatro rebotes. E um tocaço em cima de Scola (que a estatística não computou), no primeiro tempo, que foi de regozijar. Mas o mais importante é que Nenê jogou 20:56 minutos. Ontem foram quase 18. É nítido que ele ainda não está no melhor de sua forma. Mas é assim mesmo que tem que ser: na raça, com muita garra, com dedo em riste para a dor, dizendo a ela: não, você não vai me superar, você não vai me vencer, eu quero ir a Londres jogar as Olimpíadas, experiência que será inesquecível, para eu contar para meus filhos e meus netos, que dinheiro nenhum no mundo paga.

Agora, pra finalizar, algumas observações:

1) Precisamos jogar mais com os pivôs. Nosso ataque está muito viciado nas bolas de três;
2) Jogamos mal contra a defesa zona da Argentina. É preciso encontrar alternativa para esse tipo de jogo, pois os selecionados europeus sabem e vão usar muito esse tipo de defesa;
3) Não conseguimos marcar o “pick’n’roll” argentino, que quase sempre favorecia Luis Scola. Isso é o básico do basquete hoje em dia. É preciso, pois, treinar mais a defesa nesta jogada. Com troca ou sem troca? Magnano decide;
4) Fomos batidos nos rebotes (27-24) por um time mais baixo. Isso é problema e tem que ser corrigido;
5) Lances livres: temos que ter um aproveitamento, como time, de uns 85%. Contra a Argentina foi de 74% (26-35). O ideal era ter ficado em 30-35.

Acho que é isso. Gostei, de uma maneira geral, do que vi. Afinal de contas, como disse acima, vencemos a Argentina. Na bola e no tapa. E não tem nada melhor do que isso.

Autor: Tags: , , , , ,

quinta-feira, 12 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 11:32

NENÊ VOLTOU! REFLEXÃO SOBRE A ARBITRAGEM NO JOGO DESTA NOITE CONTRA A ARGENTINA

Compartilhe: Twitter

Não consegui ver o jogo do Brasil ontem contra a Espanha B do jeito que eu queria. Comentava a partida do Corinthians contra o Botafogo na Jovem Pan. Então, era um olho no futebol e outro no basquete.

O que chamou a atenção foi que nosso selecionado venceu com muita facilidade (101-68) um adversário que vendeu caro a vitória à Argentina no Super 4 de Buenos Aires, semana passada. Os argentinos fizeram 93-81; ou seja, venceram por apenas 12 pontos de diferença e em vários momentos do jogo houve equilíbrio.

Ontem o Brasil foi soberano praticamente do começo ao fim do jogo, salvo um aperto ibérico aqui e outro bem lá adiante.

Esqueçam os 23 pontos de Marcelinho Machado (Foto Colin Foster/Divulgação), os 15 de Leandrinho Barbosa ou os 14 de Guilherme Giovannoni. O que mais importou na partida de ontem não foi nem sequer o placar dilatado (33 pontos de vantagem). O que mais importou na contenda desta quarta-feira que já é passado foi a presença de Nenê Hilário em quadra.

O pivô do Washington Wizards, que não atuou no torneio argentino por conta da contusão no pé, ontem voltou a jogar. Não ficou tanto tempo em quadra assim; foram 17:33 minutos. Mas deu pra ver que ele vai jogar, que ele vai estar em Londres. Ótimo! A mim, pelo menos, ficou esta impressão. Nenê correu, pegou rebotes, fez bloqueios, deu assistências e pontuou. Pra deixar mais fácil o entendimento: foram quatro pontos, quatro rebotes e duas assistências. Mais do que tudo isso, ele jogou!

E com Nenê em quadra o jogo é outro. Já disse e repito: seu QI de basquete é muito superior ao dos demais, à exceção de Marcelinho Huertas. Com Nenê em quadra o adversário passa a olhar nosso selecionado de outra maneira. Com Nenê em quadra, nossos jogadores sentem-se mais confiantes e protegidos. Nenê tem poderes pra fazer tudo isso.

Portanto, mais importante do que os 25 pontos de MM, dos 15 de LB e dos 14 de Gui Giovannoni, bem como os oito rebotes de Tiago Splitter, muito mais importante do que isso foram os 17:33 minutos de Nenê Hilário com a camisa 13 do Brasil.

IMPERDÍVEL 1

Hoje o bicho vai pegar; hoje tem a argentina pela frente. E queremos a Argentina completa, com Pablo Prigioni e Manu Ginobili.

21h de Brasília, no SporTV. Imperdível. E como hoje não é sexta-feira, não precisamos driblar o mau humor da patroa.

IMPERDÍVEL 2

O trio que apitou o jogo do Brasil contra a Argentina no Super 4 de Buenos Aires era argentino. A atuação dos três foi repugnante. Eles apitaram com a camisa da Argentina por debaixo do uniforme. Foi uma vergonha. Tivessem sido imparciais, como a profissão exige, como o bom caráter manda, como a lealdade ordena, o Brasil poderia ter vencido o jogo. Mesmo sem Nenê Hilário e Marquinhos Vieira. E dentro de um Luna Park lotado.

Hoje a CBB, que organiza o Super 4 de Foz do Iguaçu (PR), deveria dar o troco. Não acredito que faça; mas deveria. Deveria responder na mesma moeda. Ou seja: escalar árbitros brasileiros e nem sequer pensar em colocar o argentino Alejandro Ramallo para fazer parte do trio.

Arbitragem brasileira nos moldes da arbitragem argentina, semana passada, em Buenos Aires. Em outras palavras: carregar Luis Scola em faltas logo no primeiro quarto e fazer o mesmo com Manu Ginobili, exatamente como eles fizeram com Alex Garcia, que marcava Manu e teve que deixar o jogo ainda no primeiro quarto por conta das infrações. E marcar faltas, faltas e mais faltas contra os argentinos, como eles fizeram lá. Levar o Brasil para a linha do lance livre, escandalosamente, como eles fizeram lá em favor da Argentina.

E se o jogo estiver apertado no fim, fazer o Brasil ganhar, como eles fizeram lá com a Argentina, que ganhou por causa da arbitragem.

Vocês me conhecem muito bem e sabem que eu não gosto disso. Que eu abomino a trapaça e nem gosto de falar de arbitragem, pois sei que arbitrar é muito difícil. Mas, repito, a arbitragem da semana passada foi uma vergonha. Portanto, é legítimo o Brasil se valer da “Lei do Talião”; ou seja: olho por olho, dente por dente. Há limites para tudo na vida.

O jogo de hoje tem que ser imperdível.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 9 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 13:16

DEU ZEBRA NOVAMENTE NO BASQUETE: NIGÉRIA ESTÁ EM LONDRES. COMO FICARAM OS GRUPOS?

Compartilhe: Twitter

Definidos os últimos três selecionados masculinos que vão participar dos Jogos Olímpicos. E mostrando uma vez mais que eu basquete também há zebras a Nigéria tomou uma das vagas que seriam dos europeus. Ninguém em sã consciência poderia imaginar que os africanos fossem eliminar Macedônia, Grécia e finalmente República Dominicana.

O jogo chave que determinou o trajeto dos nigerianos foi contra a Grécia. No último arremesso do jogo, uma bola de três atirada por Vasileios Spanoulis teve endereço errado por conta de uma falta escandalosa do armador nigeriano Ade Dagunduro. O grego teria à disposição três arremessos e se encestasse dois deles a Grécia, e não a Nigéria, teria avançado na competição. Mas, é certo, a gente não sabe se Spanoulis iria acertar os três tiros. Mas o que também é certo é que a falta deveria ter sido marcada e não foi.

Outra partida que mereceu asterisco na competição envolveu também os nigerianos. Foi no turno de classificação, quando eles venceram a Lituânia por 86-80 num confronto onde os lituanos se comportaram de maneira duvidosa, perdendo uma partida que desclassificou a Venezuela, anfitriã do torneio. Os europeus estavam injuriados com os sul-americanos por conta de desentendimento no jogo da noite anterior, partida que teve de tudo, até sopapos.

De todo o modo, na disputa pelo terceiro posto, aquela que indicou o derradeiro classificado para Londres, os africanos foram extremamente competentes e eliminaram os dominicanos. O jogo foi ontem à noite e o placar final mostrou 88-73, sem que ninguém ousasse fazer qualquer observação nesta pugna.

Ike Diogu (foto Fiba), ex-companheiro de Tiago Splitter no San Antonio, foi o grande nome da partida: 25 pontos e dez rebotes. Al Horford, o destaque dos caribenhos, não foi bem: 12 pontos e sete rebotes. Brigou mais com as faltas (4) do que com os africanos.

Bem, dito isso, parabéns aos nigerianos e, agora, bola pra frente. Definidos os 12 classificados, os grupos também foram confirmados.

GRUPO A
EUA
Argentina
França
Lituânia
Tunísia
Nigéria

GRUPO B
Brasil
Espanha
Rússia
Grã-Bretanha
Austrália
China

No grupo A, a lógica manda aposta na classificação dos europeus e dos argentinos, com os africanos do lado de fora. Mas depois do que aconteceu neste Pré-Olímpico, alguém ousa apostar todas suas fichas nestes classificados? Eu não me atrevo.

Os nigerianos estão embalados, empolgados, confiantes. Podem muito bem voltar a surpreender. E por que não tomar vaga de Argentina ou França? Ou mesmo da Lituânia. Agora, se eles vencerem os EUA, aí é sinal e que o mundo vai mesmo acabar em 21 de dezembro próximo, como sugere o calendário dos Maias.

Se der a lógica, teremos a seguinte classificação no Grupo A:
1º EUA
2º França
3º Lituânia
4º Argentina

No grupo brasileiro apareceram os russos. Alguém perguntou: dá pra ganhar? Claro que dá, mas dá pra perder também. Pra não fugir à resposta, eu digo: o Brasil tem tudo para vencer qualquer um dos adversários do grupo, menos a Espanha. A não ser que o Brasil incorpore a Nigéria e sapeque os espanhóis também.

Se der a lógica, teremos a seguinte disposição no Grupo B:
1º Espanha
2º Rússia
3º Brasil
4º Austrália

Mas gostaria de fazer uma observação: não ficaria surpreso em caso de troca de lugares entre australianos e britânicos. A Austrália não me convence tanto e a Grã-Bretanha jogará em casa, não se esqueçam. E virá liderada por Luol Deng, ala espetacular do Chicago, que cresceu demais de produção na última temporada da NBA.

Em caso de acontecer tudo o que eu imagino que vá acontecer, o Brasil terá que fazer ao menos três vitórias na próxima fase se quiser brigar por medalha. Dos EUA não dá pra ganhar, mas se encaixar um bom jogo contra França e Lituânia, vence. Da Argentina eu estou contando com vitória; isso eu nem discuto. Se o Brasil não vencer a Argentina, aí esquece, não deverá brigar por medalha.

Em que pese a genialidade de Manu Ginobili, não gostei do que vi da Argentina nos últimos jogos. Não brilhou no Pré-Olímpico de Mar del Plata, ganhou do Brasil na última sexta-feira numa partida em que nosso selecionado não pôde contar com Nenê Hilário e Marquinhos Vieira e contou para isso com o auxílio da arbitragem, um escândalo que fez corar até o mais milongueiros dos milongueiros.

O que acabei de escrever é tudo suposição, evidentemente. Palpite puro. E palpitar é sempre gostoso. E vocês, vão palpitar ou não?

Autor: Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 2 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 22:14

NEZINHO E BENITE SÃO CORTADOS. QUEM SERÁ O ÚLTIMO A SER RISCADO DE LONDRES?

Compartilhe: Twitter

O técnico Rubén Magnano anunciou na tarde desta segunda-feira os cortes de Nezinho Santos e Vitor Benite. Agora são 13 os jogadores no grupo. A saber:

ARMADORES
Marcelinho Huertas
Larry Taylor
Raulzinho Neto

ALAS-ARMADORES
Marcelinho Machado
Leandrinho Barbosa
Alex Garcia

ALA
Marquinhos Vieira

ALAS DE FORÇA
Guilherme Giovannoni
Augusto Lima
Anderson Varejão

PIVÔS
Nenê Hilário
Tiago Splitter
Caio Torres

O Brasil parte para a Argentina com esse grupo para o Super 4 de Buenos Aires, que será disputado nos dias 5 e 6 de julho, quinta e sexta desta semana. Na sequência, volta para o Brasil para jogar o mesmo torneio, mas em Foz do Iguaçu (PR) nos dias 11 e 12, quarta e quinta da semana que vem.

Na sequência, Magnano faz o último corte e embarca para os EUA e depois para a Europa. A pergunta que fica é: quem será o jogador a ser cortado?

Num primeiro momento eu pensei em Caio Torres. E explico abaixo…

O Brasil já tem três grandalhões, jogadores peso-pesados, em Nenê, Varejão e Splitter. Pra que mais um? O Miami acabou de mostrar que dá pra ganhar um campeonato sem um jogador dessa estirpe. É certo que Magnano pensa em usar Varejão como ala de força, mas ele pode jogar como “center” se a situação exigir em caso de corte de Caio Torres. Aliás, o capixaba atuou como pivô em toda a temporada passada na NBA. Como ala, Magnano tem o próprio Varejão, como disse, Guilherme Giovannoni e Augusto Lima. Dos três, Giovannoni e Lima são alas de força que sabem jogar aberto. Varejão não tem muita característica para esse tipo de jogo.

Desta forma, a seleção ficaria:

ALAS DE FORÇA
Guilherme Giovannoni
Augusto Lima

PIVÔS
Nenê Hilário
Tiago Splitter

POLIVALENTE
Anderson Varejão

Ou seja: cinco jogadores para duas posições. Pouco? Não acho. Por outro lado, Augusto Lima jogou apenas 3:45 minutos no torneio de São Carlos (todo esse pequeno tempo na partida contra a Nigéria), enquanto que Caio atuou por 33:26 minutos. Desta forma, não faz muito sentido cortar um jogador que foi aproveitado e deixar outro que mal pisou na quadra. Por isso, há que se ver o que Magnano vai fazer nos dois próximos torneios; ou seja, nos próximos quatro jogos.

Mas digamos que ambos fiquem. Quem seria então o cortado?

Pensei em Raulzinho Neto. O garoto tem apenas 20 anos e é naturalmente imaturo por conta da pouca idade e da tímida experiência internacional. Além disso, mostrou-se indeciso e nervoso no torneio de São Carlos. Quando pressionado pela marcação grega, perdeu bolas bobas.

Pode ser ele o cortado. Se o for, o Brasil ficaria assim em seu “back court”:

ARMADORES
Marcelinho Huertas
Larry Taylor

ALAS-ARMADORES
Leandrinho Barbosa
Marcelinho Machado
Alex Garcia

Ou seja: cinco jogadores para a função, sendo que deles, apenas MM não tem o hábito de levar a bola. Os demais levam numa boa. E, numa emergência, Marquinhos Vieira também pode ser usado para fazer o serviço.

Disse acima que o Miami mostrou que dá para ganhar um campeonato sem pivôs. Os EUA ganharam os Jogos de Pequim apenas com Dwight Howard como pivô de ofício. Quando ele descansava ou estava carregado em faltas, Chris Bosh jogava e fazia o que fez nestas finais da NBA. E quando Coach K queria marcação em zona, usava Carmelo Anthony para fazer a função de pivô.  Em Londres será Tyson Chandler o Carmelo de ontem. E quando os EUA forem marcar individualmente, acho pouco provável que Chandler esteja em quadra.

Não sei o que pensa Magnano. Não sei se ele acha importante ter gente peso-pesado no time por conta dos enfrentamentos contra os europeus, que têm muita gente grande. O Brasil de hoje não é o Brasil de ontem. O Brasil de hoje é um time mais europeu; o Brasil de ontem era uma equipe mais americana.  Se jogamos à la europeia, temos que ter gente grande. Por isso, acho que Caio Torres pode ficar.

Além disso, dá para abrir mão de pivôs de ofício quando se tem alas hábeis e grandes. Não é o caso do Brasil. Nossos alas não podem ser comparados com os alas de força norte-americanos. Por isso, pensando, pensando e pensando, eu acho que a batata do Raulzinho vai assar.

Mas não se esqueça que Larry Taylor, até agora, não jogou absolutamente nada. Se continuar assim, pode sobrar pra ele o corte.

Autor: Tags: , , , , , , , , , ,

NBA | 17:18

LEANDRINHO DIZ QUE AGENTE APOSTA EM DWIGHT HOWARD NO BROOKLYN NETS

Compartilhe: Twitter

Como relatei há pouco no Twitter (@FRSormani), estive com Leandrinho Barbosa em evento da NBA com a Netshoes realizado aqui em São Paulo. Papo vai, papo vem, perguntei a ele sobre o futuro. Ele me disse que está nas mãos do agente. Perguntei quem era e ele me disse: “Dan Fegan”. Caiu a ficha rapidamente e lembrei-me que Fegan é também o agente de Dwight Howard (foto). Aí eu perguntei: e D12, vai mesmo pro Nets?, é o que estão dizendo. E LB respondeu: “Acho que sim”. Eu repliquei: você falou com ele? “Não, falei com Fegan e ele me disse que o Dwight deve mesmo se transferir para o Brooklyn”.

Uau, é isso aí, rapaziada. Já pensaram Deron Williams e Dwight Howard juntos? No Brooklyn, onde tudo acontece atualmente em Nova York? O Brooklyn é o lugar da moda. Jay-Z, o rapper # 1 do planeta é dono da franquia. Um dos, é bom que se diga. Está se mexendo pra tentar melhorar o time. Tentou LeBron James, seu grande amigo, mas não obteve sucesso. Agora, pelo que me disse Leandrinho, o final será feliz.

Aproveitei e perguntei se não haveria uma boquinha pra ele também no Nets. “Ora, seria bem legal”, respondeu. “É mais perto de casa. Um voo só para o Brasil. Seria muito legal se desse certo”, dando a entender que o Nets é uma opção. Existem outras, disse-me Leandrinho. “São sete equipes interessadas em mim. fiquei feliz em saber que o meu mercado está bom”, afirmou. Perguntei: quais são os times? “Não posso falar”. De quais conferências?, insisti. “Das duas”. Alguém perguntou: pode voltar ao Phoenix? “Não, pro Phoenix não. Aliás, meu grande parceiro está saindo de lá”. O grande parceiro é Steve Nash, que recebeu uma proposta milionária do Toronto. Contei a LB: US$ 36 milhões por três anos de contrato. “Se ele não pegar… Tá louco, é muito dinheiro!”

Leandrinho afirmou que pro Toronto não volta. Falou que sua preferência é ficar no Indiana. “Não sou um cara de ficar mudando de lugar”, explicou. “Além disso, gostei muito de lá. O time é muito bom, os técnicos são excelentes. É grande a possibilidade de eu ficar no Pacers”. Alguém perguntou se ele está ansioso por conta desta indefinição. “Pra caramba!”, respondeu.

LB é o único brasileiro que está com o futuro ainda incerto. Mas deverá acertar brevemente com alguma franquia. Bola pra isso ele tem. E mais: melhorou na temporada passada sua defesa nas mãos de Frank Vogel e seus assistentes. Na série contra o Miami marcou Dwyane Wade sempre que esteve em quadra. Treinador nenhum coloca um mané para marcar um dos melhores do adversário. E LB foi designado para essa tarefa porque não é um mané. Tem jogo ofensivo forte e melhorou sua defesa.

Como disse, é questão de tempo ele se ajeitar na NBA.

ANIMADO

Outro que estava bem animado era Nenê Hilário (foto) . Contou que está feliz em Washington e com o Washington. “O time é do John Wall”, respondeu a uma pergunta que fiz sobre sua importância na remontagem da franquia. Ele disse isso, mas a gente sabe que ele terá papel preponderante na reconstrução da franquia. “Pegamos o Bradley Beal”, analisou, “um jogador muito bom. Estaremos fortes para a próxima temporada”.

Aliás, por falar nela, perguntei por e-mail a Sharon Lima, brasileira que trabalha no escritório da NBA em Nova York, quando sai a tabela da próxima temporada. E ela respondeu: “Provavelmente no fim de julho ou em agosto. Abs. Sharon”.

Voltando a falar do Washington, perguntei a Nenê se o time está forte a ponto de voltar aos playoffs e ele respondeu: “Estamos sonhando, estamos indo devagarzinho. Deixa quieto, não gosto de falar muito. Vocês vão ter uma surpresa”. Nenê não conseguiu conter a euforia por conta da equipe, que deverá começar os jogos com o seguinte quinteto: John Wall, Bradley Beal, Trevor Ariza, Emeka Okafor e ele, Nenê.

Perguntei se ele prefere jogar como ala de força ou pivô. “Disseram que eu ia jogar com ala-pivô na temporada passada e eu voltei para o pivô, pra mim tanto faz”, disse. Apertei: mas você sempre jogou de pivô, não é esta a sua preferência? “Sim, fiz minha carreira na NBA como pivô, se puder escolher, prefiro”.

Aí eu aproveitei e perguntei a ele sobre qual conferência tem os melhores pivôs. A resposta veio sem rodeios: “A Oeste. Ainda bem que eu saí de lá (risos). Foram nove anos. Meu corpo está todo marcado”.

RESSENTIMENTO

Não há nenhum entre Tiago Splitter e Gregg Popovich. Foi o que me disse o catarinense quando perguntei a ele sobre o episódio no jogo final contra o Oklahoma City, quando o brasileiro foi tratado, ou melhor, foi destratado pelo treinador do San Antonio em público. “Não foi a primeira e nem será a última vez que eu serei repreendido por um treinador”, afirmou Splitter, muito consciente de sua profissão. “Aliás, o Tony recebeu uma bronca parecida com a minha e ninguém falou nada”.

Ok, não se fala mais nisso então. Página virada, a seguinte apareceu com um questionamento: e o futuro? “Tenho mais uma temporada de contrato com o San Antonio”, respondeu. “Depois o time tem o direito de exercer mais um ano e eu tenho o direito de dizer sim ou não. Se eu disser não, vou ao mercado e se aparecer um time que me dê US$ 100 milhões, por exemplo, o San Antonio tem o direito de igualar”.

Splitter, pelo que me falou, não tem intenção de deixar o Texas. Falou que está muito bem adaptado à cidade, tanto que sua mulher trouxe ao mundo Benjamin, seu primeiro filho, exatamente em San Antonio, onde se encontra no momento (“Ele é muito pequenininho para viajar”.). Por isso, tudo fará para permanecer no Spurs. O que eu acho? Vocês sabem o que eu acho.

Perguntei a ele se ele pretende conversar com Popovich para ter mais minutos em quadra na próxima temporada e ele respondeu, rindo: “Não existe essa de conversar com o Popovich sobre esse assunto. Nem eu e nem ninguém fala com ele sobre isso. Ele é quem manda e ninguém questiona nada”. E aproveitou para emendar: “Estou lá para ajudar no descanso do Tim Duncan. Ele é um ícone no time e na cidade. Respeito muito ele. Estou feliz com os meus minutos”.

Ok, não se fala mais nisso então.

ALEGRE

Anderson Varejão é a alegria em pessoa. Tanto que foi o orador dos quatro no evento (foto Wander Roberto/Inovafoto). Falou pouco, é verdade, quase nada para ser mais preciso, mas ele foi o escolhido para dizer algo. Sempre com um sorriso, brincando, atendeu a todos no mesmo tom.

Perguntei a ele sobre sair do Cleveland, pois isso foi cogitado na época do draft. “Ninguém (da franquia) me falou nada, apenas os amigos me ligavam perguntando”, afirmou. Perguntei se ele se surpreendeu com o boato. “Não; tudo pode acontecer na NBA”. Exatamente, jogador tem que estar preparado para isso: ser trocado a qualquer momento.

Isso ocorreu com Nenê na temporada passada e pode acontecer com qualquer um. Nenê me falou, por exemplo, que não irá comprar uma casa na capital dos EUA. “Minha casa é eu Denver”, explicou. “Em Washington eu vou alugar uma”. Mas contou-me que ficou entusiasmado com a cidade: “Foram apenas três meses, mas foi surpreendente, porque eu esperava algo como LA ou Nova York. Mas Washington é tranquila. Tem uma vida cultural muito boa, parques. Enfim, gostei”.

Anderson Varejão e Nenê, nossa dupla de garrafão para Londres. Disse ao capixaba: você jogou toda a temporada da NBA como pivô e na seleção Rubén Magnano está usando-o como ala de força, isso o incomoda? “Se eu pegar menos rebotes, sim”, respondeu, zombando, como sempre. Depois, sério, respondeu: “Como ala-pivô eu defendo mais fora do garrafão, jogo mais aberto. Isso vai me deixar mais longe da cesta. No ataque isso também pode acontecer, mas não como na defesa. Mas tudo bem, não tem problema algum. Estou aqui (na seleção) pra ajudar”.

E ele, assim como Leandrinho e Splitter (Nenê não quis falar sobre a seleção porque, segundo ele, o evento era da NBA e não se devia desviar o foco), entendem que o Brasil tem grande chance em Londres. “Acho que dá medalha”.

Que passe um anjo e diga amém.

SERVIÇO

O evento, como disse acima, foi para marcar a parceria entre a NBA com a Netshoes. Segundo Roni Bueno (foto Wander Roberto/Inovafoto), diretor de marketing da empresa brasileira, esta é a terceira parceria da NBA no gênero, a segunda fora dos EUA. “Antes da gente, eles foram à China”.

Perguntei a Phillipe Moggio, vice-presidente da NBA para a América Latina, por que o Brasil foi escolhido, se isso tem a ver com a venda de produtos da NBA por aqui e se a venda do pacote NBA League Pass teve também interferência na decisão. Ele respondeu que o Brasil é um grande mercado e todo grande mercado interessa para a NBA. Pedi números. “Nossa política é de não falar sobre números”.

O que significa a parceria entre a NBA e a Netshoes? “Facilidade para se comprar produtos da NBA”, respondeu Bueno. “Pretendemos trazer para o Brasil mais de mil itens”. Ou seja: mochilas, bolsas, bonés, bolas da Spalding, camisas, calções, meias; enfim, toda a linha de alta performance da NBA, além do que eles chamam de moda casual (polos, jaquetas, t-shirts etc.).

Ou seja: acabou a tortura. Quem quiser comprar algo da NBA não precisa mais ficar esperando alguém ir para lá ou ficar apreensivo para saber se a encomenda feita pela internet diretamente dos EUA vai chegar ou não. Agora é tudo feito por aqui.

Negócios à parte, finalmente alguém perguntou sobre um jogo da NBA no Brasil. Moggio respondeu: “Antes dos Jogos do Rio vamos fazer uma partida no Brasil”. Onde? Não se sabe ainda. Mas essa conversa eu já ouço há muito tempo.

Autor: Tags: , , , , , , , , , ,

sábado, 30 de junho de 2012 NBA | 18:46

GARNETT RENOVA COM O BOSTON E FAB MELO PODE SAIR NO LUCRO

Compartilhe: Twitter

O único assunto digno de registro neste sábado é a renovação de contrato de Kevin Garnett com o Boston. Segundo o jornal “Boston Herald”, o pirulão do Celtics vai assinar um acordo de três anos, onde em troca ele vai receber US$ 34 milhões. Isso dá uma média de US$ 11,3 milhões por temporada.

Bom pra ele, que vai faturar um “trocadinho” a mais; bom para o Boston que não perde um importante jogador; e bom também para Fab Melo.

Por que será bom para o brasuca, que acabou de ser recrutado pelo C’s neste “NBA Draft” da última quinta-feira? Bom porque, assim como Tiago Splitter tem um professor ao lado em Tim Duncan, Melo terá esse privilégio também. Se ele for humilde, encostar em KG, perguntar os segredos do jogo e se mostrar aberto para aprender, com certeza vai aprender. KG (foto) é um dos maiores nomes de todos os tempos na posição.

Melo tem um potencial defensivo enorme. Poderá melhorá-lo ao lado de KG. Melo não tem um grande potencial ofensivo. Poderá desenvolvê-lo ao lado de KG.

Está nas mãos de Melo. Vamos ver o que ele fará com essa dádiva que o destino colocou em seu caminho. O Boston e KG.

TROCAS

Lamar Odom acertou mesmo com o Clippers. Nessa troca, Mo Williams foi para o Utah Jazz, o Clips mandou para o Houston Furkan Aldemir, o turco recrutado na última quinta-feira, e o Dallas vai ficar com drafts futuros do Jazz e grana do Houston.

Achei excelente para o time angelino a contratação de Lamar. Ao lado de Chris Paul, Blake Griffin e DeAndre Jordan, Odom tem tudo para recuperar o basquete dos tempos do Lakers, que ele não levou a Dallas. E se recuperar, o Clips ficará ainda mais forte na próxima temporada.

Quanto a Mo Williams no Utah, sinceramente, não vejo nenhuma vantagem nisso. Williams nunca passou de uma promessa na NBA.

RUMOR

Jason Kidd está jogando golfe neste final de semana com Deron Williams. Nos Hamptons, região demasiadamente chique ao norte de Nova York, onde J-Kidd acabou de comprar uma casa.

Os dois, além de jogarem golfe, seguem planejando o que vão fazer do futuro. Ou se unem no Brooklyn, para defender as cores do Nets, ou se juntam em Dallas, onde D-Will fez o “high school”.

Tramam do mesmo jeito que LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh tramaram e, por isso, foram jogados na fogueira.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 29 de junho de 2012 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 00:53

BRASIL BATE A GRÉCIA E SALDO DO TORNEIO DE SÃO CARLOS FOI POSITIVO

Compartilhe: Twitter

O torneio de São Carlos não foi nenhuma brastemp. Valeu mesmo pelo jogo desta quinta-feira diante da Grécia. Os outros dois, frente a Nova Zelândia e Nigéria, serviram para mostrar que diante de galinhas mortas o Brasil vai treinar e não jogar. Ou seja: não vai se complicar quando esbarrar com esses adversários fracos, o que acostumava acontecer num passado não muito distante. Contra os gregos, nosso selecionado teve que trabalhar pra valer, caso contrário poderia perder. A vitória de 78-71 mostra isso.

Mas é certo também que Rubén Magnano, nosso magnífico treinador, estava mais preocupado em ver o comportamento do time e dos jogadores do que com o resultado. Por isso, ele rodiziou muito novamente. Isso, é claro, tira um pouco o ritmo de jogo da equipe. Mas foi importante para colocar em quadra algumas formações que poderão ser úteis no futuro.

Nenê Hilário com Guilherme Giovannoni; Gui com Tiago Splitter; Marcelinho Huertas com Larry Taylor; Raulzinho Neto com Marcelinho Machado; Marcelinho com Marquinhos Vieira; Larry e Marquinhos. Etc e tal.

Enfim, Magnano movimentou muito o time, mas deu pra ver que Nenê vai jogar ao lado de Anderson Varejão. Deu pra ver que Guilherme será mesmo um ala de força e não um ala, como jogou muito tempo na seleção nas mãos de Lula Ferreira. E deu pra ver duas coisas que me deixaram empolgadíssimo: 1) Nenê está completamente à vontade e integrado ao grupo brasileiro. Seu QI de basquete é altíssimo e os demais irão tirar proveito disso. Magnano deve estar vibrando com o que está vendo de Nenê; 2) Finalmente temos um ala, o que não ocorria desde os tempos de Rogério Klafke. Marquinhos está confiante e jogando pra burro! Terminou este torneio com média de 15,3 pontos por jogo e foi o cestinha da competição. Está pontuando de tudo quanto é canto da quadra. E com seus 2,07m de altura, vai ajudar muito na batalha pelos rebotes.

Some-se a isso o fato de que Marcelinho Machado solidificou seu lugar no nosso selecionado. Virá sempre do banco e do banco pode adicionar muitos pontos para nosso time. Na vitória diante dos gregos, MM anotou 22 pontos, tendo feito 5-6 nas bolas de três. Esse é o seu principal papel: entrar em quadra e machucar o adversário com essas bolas.

A preocupar: 1) O jogo de Larry Taylor. Até agora, nada. Nem de longe parece aquele jogador atrevido, insinuante, do Bauru. Vamos dar um pouco de tempo a ele. Mas que ele reaja rapidamente, senão, seu processo de naturalização terá sido em vão; 2) Raulzinho Neto, quando pressionado, perdeu bolas bobas. Isso pode ter um preço alto nas Olimpíadas. Em outras palavras: Huertas pode ficar exaurido em Londres se não tiver um substituto.

Pra finalizar: nossa defesa continua soberba, muito embora, que eu tenha reparado, não vi o Brasil pressionar a saída de bola da Grécia em nenhum momento, como ocorreu nos dois cotejos anteriores. De qualquer maneira, segurar a Grécia em 71 pontos foi muito bom. E o nosso ataque melhora a cada apresentação. A movimentação melhora a cada partida, nesta quinta já deu pra ver alguns “pick’n’roll” e os corta-luzes têm funcionado mais e mais. E Nenê e Splitter seguem sendo nossos dois homens para jogar no “low post”.

E pra finalizar mesmo: tudo isso sem colocar em quadra Leandrinho Barbosa. Quando ele estiver apto, a tendência é melhorar ainda mais.

Vamos agora para a Argentina jogar o Super 4. E enfrentar “Los Hermanos”. O que é sempre muito bom, seja pela tradição, seja pela qualidade da esquadra vizinha.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. 10
  8. Última