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Posts com a Tag Thabo Sefolosha

sábado, 1 de setembro de 2012 Sem categoria | 20:22

CARDÁPIO DA NOITE DE SÁBADO ESTÁ ABERTO. ESCOLHAM O PRATO

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Boa noite aos frequentadores deste botequim. O cardápio oferece o seguinte:

1) Jerry Colangelo diz que continua na presidência da USA Basketball;
2) San Antonio abriu as portas para Brian Butch e Warren Carter treinarem e ver se dá pra aproveitá-los;
3) Sasha Vujacic não é mais namorado de Maria Sharapova;
4) Contrato de Darius Songaila com o BC Donetsk acabou e ele pode voltar para a NBA;
5) Andray Blatche, que jogou pelo Washington na temporada passada, está em conversação com o Brooklyn Nets, que também negocia com Eddy Curry;
6) Blake Griffin diz que a cirurgia no joelho foi muito bem-sucedida e ele está pronto para voltar;
7) Jacque Vaughn, novo treinador do Orlando, finalizou a comissão técnica com as contratações de James Borrego, Wes Unseld Jr., Brett Gunning, Laron Profit, Brett Gunning e Gordon Chiesa;
8) Josh Howard pode assinar com o New York Knicks;
9) Brian Scalabrine pode ser um dos assistentes de Tom Thibodeau nesta temporada;
10) Nick Collison, Thabo Sefolosha, Cole Aldrich e Serge Ibaka estão na África com o programa “Basketball Sem Fronteiras” da NBA;

Foi o que eu encontrei. Creio que até amanhã o cardápio será o mesmo.

Pergunto: qual tema vocês gostariam que eu abordasse? Ou, se eu deixei passar algo importante, me informem, por favor. Poderei falar sobre ele amanhã. Ou hoje mesmo se o assunto for de suma importância.

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012 NBA | 13:45

LEANDRINHO PODE ACABAR AO LADO DE VAREJÃO OU NENÊ NA PRÓXIMA TEMPORADA DA NBA

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Samara Felippo, mulher de Leandrinho Barbosa, postou na manhã desta sexta-feira em seu Twitter uma foto intitulada: “Meus amores, minhas felicidades…”

O retrato (que reproduzo), provavelmente fruto da sensibilidade de Samara, é belíssimo. Mostra LB e a filha, Alicia, flagrados de costas, com um rio a frente deles, em uma cena bucólica. Parecem estar no Brasil. Os três vivem naquele instante momento idílico; levam a vida que todos pedimos a Deus.

A vida que todos pedimos a Deus, todavia, é intangível. A realidade é outra, bem diferente. E nela, entre outras coisas, a gente tem que trabalhar.

HORIZONTE

LB está desempregado no momento. Na temporada passada ele fez US$ 7,6 milhões jogando pelo Toronto e Indiana. Claro que ele sonha com algo semelhante ou até mesmo um pouquinho mais.

O único time da NBA, nesta temporada, que pode oferecer o mesmo que LB ganhou ou até mesmo um pouco mais é o Cleveland, além do Phoenix, que poderia igualar o que o brasileiro faturou no certame anterior.

O Cavs tem US$ 11,15 milhões para torrar, pois sua folha de pagamento para esta temporada está em US$ 46,88 milhões, sendo que o “cap” é de US$ 58,04 milhões. Acontece que o time de Anderson Varejão acabou de pinçar do universitário o ala-armador Dion Waiters, que veio como quarta escolha da primeira rodada, jogador produto de Syracuse e que muitos falam maravilhas. E o time ainda tem C.J. Miles. Difícil, mas não impossível, pois LB poderia funcionar apenas como desafogo do time em momentos chaves do jogo. Neste caso, não creio que o Cavs daria a ele os mesmos US$ 7,6 milhões da temporada passada.

Quanto ao Phoenix, a franquia tem Shannon Brown e acabou de contratar Wesley Johnson (ex-Wolves). LB deixou amigos e as abertas no Arizona, mas não vejo muita chance de ele voltar ao Suns, especialmente se Dan Fegan, seu agente, bater o pé nos US$ 7,6 milhões. Por menos, creio que pode dar samba. Mas quanto seria este “menos”?

Entre os times que já estouraram o “cap”, mas que podem usar a “Mid-Level Exception”, o Washington é a melhor possibilidade para LB. O Wizards é o único time da NBA que pode usar a totalidade da MLE: US$ 5 milhões.

O Washington, porém, acabou de selecionar na terceira posição da primeira rodada Bradley Beal (Florida), que joga exatamente na posição de Leandrinho e é tido como uma das maiores promessas deste recrutamento. Mas a gente bem sabe que o brasuca sempre funcionou vindo do banco. Há, portanto, espaço para ele na capital dos EUA. E seria uma boa vê-lo ao lado de Nenê Hilário. Acho que Leandrinho cairia como uma luva no Wizards.

O Milwaukee tem US$ 4,35 milhões também da MLE. E aqui igualmente pode ser uma boa parada para LB. Embora conte com Monta Ellis, o brasileiro poderia perfeitamente vir do banco (que é o seu cartão de visita, nunca é demais lembrar) e ajudar no rodízio de descanso de Ellis e servir como arma letal nos finais e momentos importantes das partidas, quando o Bucks precisar de pontos.

Outros dois times que podem usar a MLE para contratar Leandrinho são o Denver e o Oklahoma City. Ambos têm para gastar US$ 3,3 milhões. O Denver conta com Wilson Chandler e, principalmente, Corey Brewer — este um empecilho para a contratação de LB. No OKC não há espaço para Barbosa, pois o vice-campeão da NBA tem Thabo Sefolosha e James Harden. Isso sem falar que Scott Brooks usa às vezes Russell Westbrook como “shooting guard”.

De resto, o que sobra são times com merreca pra oferecer pra LB — a menos que eu tenho deixado passar alguma franquia que ainda tem dinheiro em caixa.

Sacramento, Portland e Philadelphia têm US$ 2,57 milhões. Mas é duro registrar na carteira de trabalho um salário 60% menor do que na temporada anterior.

CONCORRÊNCIA

LB não é o único “shooting guard” disponível no mercado. Isso tem que ser levado em conta também por ele e por seu agente.

Mickael Pietrus está sem contrato, o mesmo para Marquis Daniels, seu ex-companheiro de Boston. Pietrus pode ser visto como ala, mas eu o vejo mais como ala-armador por conta de seus tiros de três e de seu tamanho (1,98m).

O veterano Michael Redd também está igualmente à procura de emprego. Não fossem seus joelhos debilitados, estaria empregado e nem seria adversidade para LB.

Outros “shooting guards” desempregados são Chris Douglas-Roberts e Maurice Evans. Mas estes dois Leandrinho coloca-os no bolso.

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quarta-feira, 20 de junho de 2012 NBA | 01:41

COMANDADO POR MARIO CHALMERS, MIAMI VOLTA A VENCER E PÕE MÃO E MEIA NA TAÇA

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O Miami está a uma vitória da conquista do título. Venceu o Oklahoma City por 104-98 e tem uma mão e meia na taça. Jamais, em toda a história da NBA, um time saiu de uma desvantagem de 1-3 para ganhar o campeonato. O score é este: 30-0. Nem mesmo conseguiu levar a série para o sétimo jogo; no máximo no sexto.

Como se costuma dizer no futebol, matematicamente a série ainda está aberta. Mas do jeito que se encontra o cenário, é muito difícil que o Miami deixe escapar a oportunidade na próxima quinta-feira. Está embalado, com moral elevado; e confiante. Confiança, costumam dizer os entendidos do esporte, é uma palavrinha mágica para se fazer de um jogador e de um time campeões. O Miami está transbordando confiança. E joga em casa, diante de seus torcedores, inflamados. E joga no conforto do lar, sabedor de que se não fechar a série neste próximo jogo, terá duas partidas fora de casa. Vai entrar em quadra como se fosse o sétimo jogo, como disse Dwyane Wade depois da partida.

O OKC, por seu lado, não se comporta como um time. No jogo desta terça-feira, Russell Westbrook foi o destaque com seus 43 pontos. Encestou 20 bolas, igualando o feito de Michael Jordan, nas finais de 1993, e de Shaquille O’Neal, em 2000. Em compensação, Kevin Durant voltou a desaparecer no último quarto: anotou apenas seis pontos, bem marcado que foi especialmente por LeBron James, que deixou o jogo, no finalzinho (foto Reuters), por conta, ao que parece, de cãibras. E James Harden, novamente, desapontou em que pese os dez rebotes: anotou apenas oito pontos (2-10). De Harden não se esperam rebotes; de Harden se esperam pontos, pois ele é um pontuador. Nos dois últimos jogos, no sul da Flórida, ele anotou 13 pontos. Sua média no campeonato foi de 16,6 pontos. Decepciona.

Decepciona assim como KD desapontou a mim, apesar de seus 28 pontos. Passou o primeiro tempo marcando os armadores do Miami, Mario Chalmers e Norris Cole. Tática de Scott Brooks para poupá-lo das faltas. Uma vergonha; jogador do nível, do status dele, não pode aceitar isso. Se repetir a dose no jogo desta quinta-feira, poderá ficar marcado por ser um molengão na marcação, um fraco que precisa ser escondido pelos companheiros. Como se dizia no interior de São Paulo quando lá eu morava em minha infância e adolescência, isso é coisa de “pozinho”. Não sabe do que se trata? Explico: coisa de menininha. Durant não pode deixar que isso se repita no próximo jogo. Tem que marcar LBJ do começo ao fim do jogo, como fez a partir do terceiro quarto, quando Harden ficou carregado em faltas. Durantula tem que marcar LBJ ou D-Wade. Esta é a sua missão nestas finais.

O Miami, em contrapartida, foi um time. Quatro jogadores tiveram um duplo dígito na pontuação. Embora LBJ tenha feito 26 pontos, 12 assistências e nove rebotes (quase um “triple-double”), embora D-Wade tenha voltado a jogar bem com seus 25 pontos e embora Chris Bosh tenha ajudado uma vez mais com seus 13 pontos, o nome do time e do jogo foi Mario Chalmers. O armador anotou inacreditáveis 25 pontos Sua atuação foi tão importante que a pontuação conjunta de KD e RW0, que combinaram para 71 pontos (56,9% de aproveitamento), contra 51 de LBJ e D-Wade (46,2%), acabou não sendo impactante.

Como disse Magic Johnson depois do jogo, Chalmers não foi importante por ter feito 25 pontos, mas sim quando ele fez a maioria desses 25 pontos. Dois deles foram emblemáticos e definiram o marcador: a 44,6 segundos do final, com o Miami sem LeBron em quadra, Chalmers fez uma infiltração espetacular e elevou o placar a 101-96, quando o OKC pressionava e o ataque do Heat mostrava-se vacilante.

O Miami jogou do começo ao fim como se fosse o sétimo jogo. E, por favor, não culpem RW0 pela derrota por conta da falta que ele fez em Chalmers a 13 segundos do final com o placar em 101-98 para o Miami. O Heat tinha apenas mais cinco segundos de posse de bola e West fez falta em Chalmers, achando que o relógio, depois do pulo-bola de Udonis Haslem e Thabo Sefolosha, tinha voltado aos 24 segundos. “Foi um vacilo meu”, admitiu West depois do jogo. Não foi; foi um vacilo de todos, especialmente do banco, do treinador, que deveria ter alertado a todos.

Enfim, esses vacilos acontecem. Mas, volto a dizer, não foi por causa dele que o OKC perdeu. O OKC perdeu porque, volto a dizer, o Miami jogou o quarto jogo da série como se fosse o sétimo.

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terça-feira, 19 de junho de 2012 NBA | 11:27

LEBRON: ‘ESTOU ME LIXANDO SE VAMOS SER CAMPEÕES JOGANDO UM BASQUETE FEIO’

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Jogadores e o técnico Erik Spoelstra foram bombardeados ontem pelos jornalistas. Motivo: os erros cometidos pelo time e o baixo aproveitamento nos arremessos no terceiro jogo da série. O jogo em questão foi vencido pelo Miami por 91-85, o que colocou o time do sul da Flórida na frente desta disputa pelo título da temporada em 2-1. Mas foram nove equívocos mostrados no último quarto (um deles, de Dwyane Wade, quase complicou a vitória) e um aproveitamento nos arremessos, ao longo de todo o cotejo, de apenas 37,8%.

“Nesta altura do campeonato, nem sempre os jogos vão ser bonitos”, disse o técnico Erik Spoelstra na sessão de mídia de ontem em Miami.

“À medida que a série caminha, fica cada vez mais difícil pra gente fazer as coisas que nós estamos acostumados a fazer”, adicionou Dwyane Wade.

LeBron James (foto AP) foi absolutamente sincero: “Estou me lixando para a maneira com que vamos vencer. Pode ser uma vitória de 32-31. Não importa como vamos chegar a quatro vitórias”.

O fato é que são dois times com os nervos à flor da pele; não apenas o Miami. A série caminha e não sabemos ainda se estamos perto do fim. O Heat ainda tem vivo na memória a debacle do ano passado diante do Dallas. O OKC lida pela primeira vez com o fato de estar disputando um título da NBA.

Exigir jogos de alto nível técnico do começo ao fim da série, penso eu, é exigir demais de seres humanos. Afinal de contas, como tenho dito aqui, não estamos tratando de partidas de videogames, como, aliás, muitos analisam hoje em dia um jogo de basquete. Os que assim o fazem deixam de lado talvez o componente mais importante de uma decisão: o emocional.

Por isso, quando me perguntam por que hoje eu penso assim e ontem eu pensava assado, eu respondo: porque lidamos com seres humanos e não com bonequinhos de videogames.

FALTAS

O problema das faltas em excesso de Kevin Durant tem tirado o sono não apenas do próprio jogador, mas de todo o OKC também. Segundo o técnico Scott Brooks, KD é um jogador muito agressivo. Por muito agressivo entenda-se, creio eu, um jogador que não consegue controlar seus impulsos quando tem que defender LeBron James.

Das 12 faltas cometidas por Durantula nestas finais, seis delas (a metade) foram em cima de LBJ. Será que Brooks vai tirar KD desta missão para evitar que ele volte a ficar boa parte do jogo no banco de reservas? Tirar Durant da marcação de LBJ e deixar a missão para Thabo Sefolosha?

Eu não acho que isso deva ocorrer. Um grande jogador também é conhecido por seu poder defensivo e não apenas ofensivo. Um grande jogador é conhecido por seu poder ofensivo, não apenas defensivo.

É o que eu tenho dito há anos aqui neste botequim: equilíbrio; ataque e defesa equilibrados. Este é o principal componente de um grande jogador. Ele tem que conhecer a arte de atacar e defender.

Michael Jordan era assim; Kobe Bryant é assim. LeBron James caminha para isso; Kevin Durant precisa encontrar esse caminho.

HISTÓRIA

Desde que em 1985 o formato 2-3-2 foi adotado, de 27 séries disputadas, em 13 delas o confronto abriu em 3-1. Dos últimos 12 vencedores, 11 ficaram com o título. O que isso quer dizer? Que o jogo desta noite pode determinar o campeão desta temporada.

Se der Miami, o moral do OKC vai lá pra baixo. O Thunder teria que fazer três vitórias seguidas em um adversário mais experiente e que tem uma das melhores defesas da NBA e um trio, no papel, melhor que o seu. Se der Miami, o moral de seus jogadores vai lá pra cima e, impulsionado também pela empolgação dos torcedores, a chance de vencer o quinto jogo da série, em casa, é grande demais.

Se der OKC, o moral de seus jogadores eleva-se às alturas. Afinal, empata a série em 2-2 e terá recuperado o mando de quadra. E terá recuperado também o psicológico da série. Precisaria fazer duas vitórias para chegar ao título, sendo que dois jogos serão em Oklahoma. Se der OKC, o moral dos jogadores do Miami praticamente desaparece, pois o time se veria pressionado a vencer o quinto jogo em casa e ainda teria que buscar nova vitória em território alheio.

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sábado, 16 de junho de 2012 NBA | 14:21

KENDRICK PERKINS COMPROMETE OKLAHOMA CITY NESTE ‘NBA FINALS’.

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O mundo está criticando Russell Westbrook por conta de seu desempenho no segundo jogo da série contra o Miami. Quem puxa a fila é Magic Johnson. Comentei o tema ontem (se você não leu, clique aqui). Meu xará Fabio Balassiano também fala com propriedade sobre o assunto. Vai igualmente na linha de Magic (clique aqui).

Embora ambos não tenham dito taxativamente que West foi o responsável pela derrota, atribuíram a ele boa dose de culpa pelo revés. Eu, no entanto, vejo a questão sob outro prisma. Creio que a discussão não deva ser feito em cima do armador do OKC, que tem médias de 27,0 pontos, 9,0 assistências e 8,0 rebotes nestas finais. Quase um “triple-double”. A discussão, a meu ver, tem que ser em cima de outro jogador que, discretamente, tem comprometido o Thunder. E nos dois jogos. Seu nome? Kendrick Perkins.

O pivô do OKC (foto Getty Images) tem sido um desastre até o momento na série final da NBA. Nesta decisão, tem médias de 4,0 pontos, 7,5 rebotes e 0,0 assistência. Com ele em quadra, o OKC perde para o Miami. E isso tem ocorrido por conta dos inícios dos prélios.

No primeiro quarto do jogo 1 desta série final, o Heat fez 24-15 com Perkins no jogo. Ele saiu a 2:44 minutos (jogou 9:16 minutos) do final. No segundo quarto, atuou 6:01 minutos e o OKC fez 17-13. No terceiro, Perkins jogou mais 9:25 minutos e quando saiu, a 2:34 minutos do final, o OKC tinha feito 19-17. No último quarto, com o OKC na frente em 74-73, Perkins não jogou. E o Thunder fez 31-21 para fechar a partida em 105-94. Resumo da ópera: com Perkins jogando o Miami venceu o OKC por 54-51, sendo que o quarto inicial foi o responsável por essa debacle.

No segundo jogo o cenário foi devastador. O Miami iniciou com um 21-6 até Scott Brooks tirar Perkins de quadra, a 3:40 do final (atuou por 8:20 minutos). Ficou todo o segundo no banco, que terminou empatado em 28 pontos. No terceiro, Perkins jogou 11:03 minutos e o OKC fez 22-21. No último período, ele só entrou a sete segundos do final, quando LeBron James bateu os dois lances livres que confirmaram a vitória do Miami. Nele, igualmente sem Perkins, o OKC venceu o Heat por 29-22. Ou seja: no segundo jogo, com Kendrick em quadra, o Heat venceu o Thunder por 42-28.

O que mais compromete, como disse, são os inícios dos jogos. Nos dois confrontos realizados até agora, o Miami fez 45-21. No primeiro embate, o Thunder encontrou fôlego para reverter o marcador; no segundo, faltou ar.

Por que Perkins compromete? Porque não faz absolutamente nada no ataque. É peso morto.

No primeiro jogo, no quarto inicial, quando o Miami fez a tal da corrida em 24-15 com Perkins jogando 9:16 minutos, o pivô do OKC zerou na pontuação e pegou três rebotes defensivos. No segundo, nos 8:20 minutos em que participou da partida no quarto inicial, novamente não pontuou, embora tenha pegado seis rebotes (três deles ofensivos).

Como digo sempre, jogador tem que pontuar. Jogador que não pontua, não adianta. Limita a ação ofensiva de seu time, pois o adversário tem que marcar quatro ao invés de cinco jogadores.  Costuma flutuar em cima dele, facilitando a dobra nos outros quatros atletas.

O Miami não tem pivô. Às vezes joga com Chris Bosh e Udonis Haslem juntos. Em outras situações, com um dos dois e LeBron James ou Shane Battier como ala de força. Mesmo assim, Perkins não consegue tirar proveito de seu tamanho e de sua força diante dos “baixinhos” do Miami. Terminou o primeiro jogo com apenas quatro pontos; no segundo, repetiu a dose. E no jogo 2, não foi de grande valia nem na defesa, que, dizem, é seu forte. O Heat fez 48-32 nos pontos no garrafão.

FUTURO

Assim como no futuro, a meu ver, vão desaparecer os armadores obtusos, aqueles que acham que sua função é primeiro servir para depois pontuar (não existe ordem nenhuma durante uma partida. O armador tem que sentir o jogo e ver o que tem que ser feito: ou pontuar ou armar. O desenho do embate é que vai dizer isso. O que o armador tem que ter é sensibilidade para fazer a leitura correta do jogo), assim como no futuro vão desaparecer os armadores obtusos, esses pivôs que não sabem atacar, que apenas marcam, tenderão a desaparecer também.

Volto a dizer: jogador que não sabe o que fazer com a bola nas mãos não serve. É como relógio que atrasa: não adianta. Jogador de basquete, como está sempre no ataque e na defesa (ao contrário do futebol), tem que saber jogar no ataque e na defesa. Defender é importante; atacar também. Mas jogador que está na NBA e que participa de time que está na final da liga, tem que saber fazer as duas coisas. Perkins não consegue. Faz apenas corta-luz e briga por rebotes. Muito pouco.

O Miami ataca sempre com cinco jogadores. Os que estão em quadra sabem pontuar. O Heat não tem um jogador desses, como Perkins, que não sabe o que fazer quando tem a bola nas mãos e tem o dever de encestá-la, pois o horizonte se abre a ele.

Para valer a pena um jogador desses jogando, ele tem que fazer coisas extraordinárias. Ano passado, o limitado Tyson Chandler (foto Getty Images) defendeu muito. Ajudou nos “screens” e pontuou algumas vezes aproveitando-se do “pick’n’roll”. Mas o que Chandler fez mesmo foi compensar sua inabilidade ofensiva com muita defesa. Perkins, até o momento, não consegue ser o Tyson Chandler do OKC. Como vimos, pois com ele em quadra o Miami está à frente no marcador.

Desta forma, se eu fosse Scott Brooks, começaria o jogo deste domingo (21h de Brasília) com Kendrick Perkins no banco. Sairia com West, Thabo Sefolosha, James Harden, KD e Serge Ibaka. Colocaria Nick Collison no rodízio quando o Miami escalar Chris Bosh e Udonis Haslem ao mesmo tempo. E usaria Derek Fisher no rodízio dos alas. Faria como o Miami, que usa basicamente sete jogadores: Mario Chalmers, Dwyane Wade, Shane Battier, LeBron James, Chris Bosh, Udonis Haslem e Norris Cole.

O Heat parece ter achado sua formação ideal. Quase venceu o primeiro jogo destas finais e ganhou o segundo. O OKC tem que fazer o mesmo. Caso contrário, pode se complicar na busca do título inédito depois do novo batismo.

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quarta-feira, 13 de junho de 2012 NBA | 11:40

KEVIN DURANT VENCE PRIMEIRO DUELO CONTRA LEBRON JAMES E OKC ABRE 1-0 NA DECISÃO DA NBA

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O jogo foi decidido no último quarto. Quando o terceiro acabou, o Oklahoma City tinha vencido o período por 27-19 e passado pela primeira vez na frente no marcador, levando o placar geral para 74-73.

Veio o último quarto. Kevin Durant tinha 19 pontos e LeBron James 23. Os dois (lembram-se do texto de ontem?) catalisavam (como vão catalisar) as atenções de todos. Não apenas dos 18.203 torcedores que lotaram a Chesapeake Arena, mas de fãs que se espalhavam pelo mundo e estavam petrificados diante do aparelho de tevê.

Como seriam aqueles 12 minutos finais? Quem levaria vantagem? Os times montaram seus estratagemas tentando subtrair o máximo possível do jogo de cada um deles. E quem acabou levando a melhor? OKC e Kevin Durant (foto Reuters).

O ala do OKC marcou nada menos do que 17 de seus 36 pontos neste quarto final e liderou o Thunder a uma corrida de 31-21. Com isso, o OKC fechou o primeiro jogo destas finais da NBA em 105-94 e abriu 1-0 na série decisiva. O próximo jogo está marcado para amanhã, quinta-feira, igualmente às 22h de Brasília.

KD esteve impossível no quarto derradeiro. Fez 6-10 nos arremessos, tendo acertado todos os quatro lances livres. Foi marcado por Shane Battier, que fez de tudo, mas não conseguiu conter a fúria ofensiva de Durantula.

LeBron James desapontou. Anotou apenas sete pontos no período (2-6) e não foi o jogador que todos esperavam e que vinha nos encantando até então com os 23 pontos já destacados. LBJ acabou sendo presa da marcação de Thabo Sefolosha, uma vez mais destacado por Scott Brooks (o treinador do OKC) para marcar o jogador mais importante do time adversário no momento derradeiro da partida (foi assim com Tony Parker, armador do San Antonio).

Agora, quero dizer o seguinte: por mais que Thabo seja um excelente marcador (e ele é mesmo), ele é Thabo Sefolosha. Um jogador como LeBron James, que pretende legitimamente ter seu nome vinculado aos grandes da história da liga, um jogador como LBJ não pode ser dominado por Thabo Sefolosha no momento mais importante da partida. Ora, faça-me o favor! Se isso ocorrer nesta série (como ocorreu no ano passado diante do Dallas, quando ele foi humilhado por DeShawn Stevenson, um dos muitos “manes” que existem na NBA), se isso ocorrer, repito, a gente tem que começar a rever o conceito que damos a LeBron James. Ontem, durante a partida, conversando com amigos pelo Twitter, postei o seguinte: “Sefolosha está anulando LeBron ou LeBron está se anulando?” Ou seja: até aonde o desempenho ruim de LBJ no último quarto tem a ver com a marcação de Sefolosha? Será que não tem mais a ver com o bloqueio de LeBron “down the stretch”? Ontem, durante a partida, conversando com amigos pelo Twitter, Charles Nisz postou o seguinte: “Média de LBJ no 4º quarto em playoffs: 8 pontos; em finais: 5”.

Observação feita, temos que deixar bem claro o seguinte: foi apenas o primeiro jogo. Não podemos tomá-lo pelo todo. Tem ainda muita coisa pela frente e esta série, concordamos, tende a ser longa. LBJ quer e pode se recuperar. A debacle no quarto final pode ser apagada nas próximas partidas. O que aconteceu ontem não significa que irá acontecer nas demais. Mas, é claro, uma vez mais eu e muitos ficaremos com um pé atrás, pois o que ocorreu no último quarto deixou-me preocupado e fez-me esquecer, momentaneamente, tudo o que de importante LBJ fez nas séries do Leste. Aliás, puxando pela memória, LeBron fez exatamente isso no ano passado: arrebentou nas séries do Leste e sucumbiu vergonhosamente na decisão diante do Dallas.

COMPLEMENTO

Russell Westbrook (foto Getty Images) não fez um bom primeiro tempo em se tratando de pontuação. Terminou o período com apenas nove pontos, tendo errado sete de seus dez arremessos. Em compensação, deu seis assistências no período.

Mas aí veio o segundo tempo e West começou a desequilibrar, auxiliando Kevin Durant na árdua missão de reverter o curso da partida, que estava todinho desembocando nas águas do Miami. O armador do OKC fez 12 pontos e liderou o time no terceiro quarto, vencido por 27-19, como vimos acima. No último deles, West contribuiu com mais seis pontos. No total nesta segunda metade da partida, Russell fez 18 pontos, seis rebotes e cinco assistências. Terminou a partida com 27 pontos, 11 assistências e oito rebotes. Por pouco, como vemos, não cravou um “triple-double”.

DEFESA

O basquete não é um esporte coletivo, todos nós sabemos. Além das atuações individuais, o coletivo do OKC no segundo tempo foi excelente. Especialmente na defesa.

No primeiro tempo, o Miami teve um aproveitamento de 51,2% nos arremessos de um modo geral, sendo que fez 6-10 nas bolas de três (60,0%). Veio o segundo tempo e tudo mudou. O OKC apertou a marcação e limitou o Heat a apenas 40,0%. Nas bolas de três, que desequilibraram o jogo em favor do time do sul da Flórida no primeiro tempo, como vimos, o desempenho do Miami foi decepcionante: 2-9 (22,2%). O melhor momento do OKC não foi nem no último quarto, quando Thabo Sefolosha anulou LeBron James. O melhor momento foi no terceiro, quando o Heat teve um aproveitamento de apenas 33,3% nos chutes (6-18) contra 47.1% do quarto derradeiro.

O resultado disso é que o OKC venceu o segundo tempo por 58-40. Isso mesmo, o Miami, depois de ter marcado 54 pontos no primeiro tempo, fez apenas 40 no segundo. Detalhe: Kevin Durant e Russell Westbrook, juntos, marcaram 41 nestes dois últimos quartos. No jogo, combinaram para 63 pontos.

SURPRESA

Não há como deixar em branco a atuação de Shane Battier. Além de ter se desgastado na marcação de Kevin Durant (decepcionou-me o fato de LeBron James não ter ido para o combate), o ala do Miami fez 17 pontos, com ótimo aproveitamento nas bolas de três: 4-6 (66,7%).

Embora Dwyane Wade tenha feito 19 pontos e dado oito assistências, Battier foi o melhor parceiro de LBJ na partida de ontem, pois, repito, além dos pontos, foi o responsável pela marcação de Durantula.

ESTATÍSTICA

Dos times que ganharam o primeiro jogo das finais, 72,7% venceram o campeonato.

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sexta-feira, 1 de junho de 2012 NBA | 01:53

OKLAHOMA CITY SURRA SAN ANTONIO E QUEBRA INVENCIBILIDADE DE 20 JOGOS DO ADVERSÁRIO

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Foi na defesa que o Oklahoma City parou o San Antonio na vitória por 102-82. Limitou os texanos a apenas 39,5% de seus arremessos; induziu-os a incríveis 21 erros; Thabo Sefolosha, que não vinha bem na série, tirou a barriga da miséria ao roubar seis bolas dos adversários, além de ter subtraído muito do jogo de Tony Parker; isso tudo sem falar que o OKC trancou o garrafão e permitiu ao SAS apenas 24 pontos, sendo que nos dois jogos anteriores o Spurs tinha anotado, respectivamente, 50 e 42 pontos. E pra finalizar, nos dez jogos feitos até então pelo SAS nestes playoffs, o time tinha uma média de 104,1 pontos por jogo. Nesta quinta-feira anotou apenas 82, como vimos.

Foi na defesa, como disse, mas é claro que não adianta nada defesa forte e ataque estéril. O próprio Sefolosha (foto Getty Images), que ao roubar seis bolas do adversário igualou o recorde da franquia, foi à frente e anotou 19 pontos. Com uma contribuição valiosa e inesperada dessas, Kevin Durant não precisou fazer mais do que 22 pontos. Isso porque Serge Ibaka também ajudou na pontuação e cravou nada menos do que 14 tentos na cesta adversária. Por conta disso também os dez pontos de Russell Westbrook foram suficientes, bem como os 15 pontos de James Harden.

O fato é que o OKC deu uma aula de basquete. Você esperava por isso? Eu não. Vejam: não estou dizendo que não esperava por uma vitória do Thunder; o que eu disse é que não esperava por uma goleada dessas. O placar final da partida, já vimos,  foi 102-82; 20 pontos de diferença. Mas ela chegou a 27, maior diferença da série, diga-se, pois no segundo jogo deste confronto, no Texas, o SAS abriu 22.

No começo de tudo, cheguei a pensar que o Spurs fosse abrir 3-0 neste confronto. O time fez um ótimo primeiro quarto, vencido 24-22. Tudo estava indo bem até que começou o segundo período. Nele, o Oklahoma City fez 32-17 e nunca mais perdeu a vantagem criada.

Tim Duncan, que no jogo passado teve um baixo aproveitamento nos arremessos (2-11), nesta quinta-feira fez 5-15. Ou seja: nos dois últimos jogos, Timmy teve um pobre desempenho 7-26 (26,9%). Foi controlado por Kendrick Perkins, Ibaka, Nick Collison e pela marcação dobrada. Isso tudo ele já enfrentou na vida e na maioria das vezes conseguiu se livrar. Está sendo mais difícil agora. Timmy precisa acordar, caso contrário ficará complicado eliminar o OKC. Nesta partida ele jogou só 26:01 minutos. Espertamente, vendo que a vaca tinha ido pro brejo, Gregg Popovich mandou-o para o banco. No primeiro tempo, Duncan jogou 18:16 minutos. No segundo 7:45, tudo no terceiro quarto, pois no último nem em quadra entrou. Fez certo Popovich, pois, como disse, Timmy é importantíssimo para o sucesso do SAS.

Mas nem tudo foi ruim para o grandalhão do SAS. O bom da história desta quinta-feira foram os cinco tocos que ele deu na partida. Com eles, Timmy passou a ser o jogador que mais tocos deu em toda a história da NBA considerando-se os jogos de playoffs. Chegou a marca de 477, um toco a mais do que Kareem Abdul-Jabbar, até então o líder neste fundamento nesta fase decisiva do campeonato.

Agora, por falar em pivô, o nosso Tiago Splitter não esteve bem. Apenas um ponto e dois rebotes. Nenhum toco, nenhum desarme; mas dois erros. Cometeu rapidamente três faltas e foi para o banco. Por conta disso, jogou só 5:44 minutos no primeiro tempo. Voltou no terceiro quarto e atuou mais 4:15. No último, não jogou. Quem jogou foi DeJuan Blair, que nem em quadra entrou nos dois primeiros cotejos. Blair marcou dez pontos e pegou seis rebotes. Mas não se impressione: ele jogou o “garbage time”; ou seja, enfrentou a baba do OKC. Além disso, o QI de basquete de Splitter é muito superior ao de Blair. E nas jogadas montadas por Popovich para favorecer principalmente a genialidade de Manu Ginobili, Splitter tem papel importante, como já disse, especialmente no corta-luz e também no “pick’n’roll”. Agora, Splitter precisa abrir os olhos, pois se continuar improdutivo como neste terceiro prélio cai em desgraça com o treinador.

Bem, foi apenas mais um jogo. Jogo excelente para o Oklahoma City e péssimo para o San Antonio. Tem muito mais ainda pela frente. A série já garantiu pelo menos cinco partidas. O time texano chora a derrota e a perda de invencibilidade de 20 jogos. Está mordido, ferido. E cutucar times desse gabarito nunca é bom. Por outro lado eu pergunto: o que deveria fazer o OKC? Perder o jogo? Claro que não; o OKC fez o que tinha que ser feito: surrou o todo-poderoso SAS e deixou claro que se for para entregar esta série, não será de mão-beijada.

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quarta-feira, 30 de maio de 2012 NBA, outras | 13:03

SAN ANTONIO FAZ 2-0 NA SÉRIE E DÁ SINAL DE QUE ELA PODE SER CURTA

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Estou começando a achar que a série será curta. O San Antonio passou pelo Oklahoma City com relativa facilidade. A vitória por 120-111 colocou o SAS na frente em 2-0 e, se bobear, poderemos ver o time texano roubando uma vitória do OKC no estado dos tornados e resolver a parada na quinta partida. Já vi manifestações de torcedores falando em varrida. Acho exagero; mas estou começando a achar que a série será curta. Posso estar enganado.

Se no primeiro jogo foi Manu Ginobili quem colocou a bola debaixo do braço e levou o time à vitória, desta vez foi outro estrangeiro, Tony Parker, o dono do jogo. O francês anotou nada menos do que 34 pontos e deu oito assistências. Tomou uma porrada de Russell Westbrook, ainda no primeiro tempo, daquelas porradas que o cara diz que vai na bola, mas aproveita e desce o braço, e que por isso deveria ter tomado uma técnica e não tomou, mas eu dizia que o armador do Spurs apanhou do armador do Thunder e não falou nada. Não passou recibo. Apenas cerrou os dentes e desandou a jogar mais ainda. Gosto de jogador assim: responde na bola as bordoadas que leva.

Foram 34 pontos e oito assistências. O aproveitamento foi incrível: 16-21 (76,2%). E sabem o que é assustador? Que, como disse, Parker (foto AP) é armador e fez a maioria de seus arremessos à meia-distância.

Mas Manu voltou a jogar bem. Aliás, durante o jogo, postei em meu Twitter (@frsormani) que considero Ginobili o maior estrangeiro a ter pisado em uma quadra da NBA. Alguns retrucaram dizendo que foi Hakeem Olajuwon, mas eu respondi dizendo que Hakeem jogou as Olimpíadas de Atlanta-96 com a camisa dos EUA e fez o “college” na Houston University. Teve formação americana. O mesmo vale pra Tim Duncan, que embora tenha nascido nas Ilhas Virgens, jogos Atenas-04 pelos EUA, estudou em Wake Forest e é americano e ninguém pode negar. Os que retrucaram com Drazen Petrovic e Dirk Nowitzki retrucaram bem. Os que falaram em Steve Nash, eu respondi que Nash, assim como Hakeem e Timmy, fez o “college” na universidade de Santa Clara, Califórnia e tem igualmente formação americana.

Manu jogou bem, eu estava dizendo antes desta digressão. Do banco veio e do banco trouxe 20 pontos (7-8 nos lances livres). Ajudou com mais quatro assistências. Timmy, completando o trio de tenores do SAS, desafinou: 11 pontos, com um aproveitamento de 2-11 nos arremessos. E ele é grandalhão e joga perto da cesta.

Mas vejam, mesmo com seu xerife jogando mal, o SAS ganhou. E ganhou, como disse, com relativa tranquilidade. Aí eu pergunto: imagina se ele joga bem também! Teria sido uma lavada? Quem sabe…

Quanto ao OKC, mesmo com Kevin Durant marcando 31 pontos, James Harden anotando 30 e 27 de Russell Westbrook, o time ficou na rabeira do placar o tempo todo, como eu disse. Se a gente considerar que esses três são titulares, o banco do Thunder colaborou com 12 pontos: dois de Thabo Sefolosha (reseva e não titular) e dez de Derek Fisher. Se considerarmos que Manu é titular no SAS, o banco texano respondeu com 28, pois neles eu acrescento os dez de Danny Green, que na verdade é reserva, pois nos momentos cruciais é o argentino quem está em quadra. Então, pra mim, ele é titular e não Green.

E não tem ninguém na NBA no momento que se aproveita melhor dos “pick’n’roll” e corta-luz do que Manu. Sua afinação com Tiago Splitter, por exemplo, é espetacular. E o brasileiro tem se aproveitado desta situação, pois muitas vezes a bola sobra pra ele. Além dos pontos (foram oito), ele tem melhorado o passe (foram três assistências).

Aliás, por falar em Tiago Splitter, não há como não mencionar o “Hack-a-Shaq” do Oklahoma City; ou melhor, de Scott Brooks. Já disse aqui: acho a prática nojenta. Mas se ela for aplicada contra Gregg Popovich, eu acho válido. Popovich precisa provar um pouco de seu veneno. Como disse no Twitter ontem no momento da partida tudo o que for feito contra Popovich eu aprovo. Não gosto dele, já disse aqui. Ele é genial, mas é gênio do mal. É adepto do “Hack-a-Shaq”, manda os caras jogarem sujo (“We need to get more nasty, play with more fiber and take it to these guys”, disse ele no primeiro jogo). Não gosto de gente assim. Popovich, pra mim, não é um desportista na extensão da palavra. Não gosto dele como não gosto do José Mourinho. Mourinho, assim como Popovich, é genial; mas é gênio do mal. Não aprovo as práticas do português. Minha natureza reprova esse tipo de procedimento. Quem acha isso válido, respeito, mas não sou assim.

O “Hack-a-Shaq” foi feito em cima de Tiago Splitter. O brasileiro fez 6-12 nos lances livres. O aproveitamento de 50% é ruim. Isso fez com que ele jogasse apenas 11:20 minutos. E aqui pode residir um problema para o SAS: o descanso de Timmy. Ele tem 36 anos e se a série se alongar (o que eu já estou duvidando, como disse), ele pode ter problemas. Ontem atuou por 36:18 minutos. Na primeira partida foram exatos 35 minutos. Só pra comparar, na série diante do Utah foram 30 minutos e subiu para 34 contra o Clippers. E na fase de classificação, 28 minutos. Claro que ele foi poupado na fase regular pra que Popovich tirasse o couro dele agora. Mas fica uma ponta de preocupação.

Por isso, Tiago Splitter tem que melhorar seu desempenho nos lances livres para ajudar a ele e ao time. Se não o fizer, atrapalhará no descanso de Timmy e pouco estará em quadra nestes playoffs.

Acho que é isso. Será que faltou alguma coisa? Ah, sim: o OKC tem que resolver a questão do “pick’n’roll” e do corta-luz do SAS. Se não o fizer, vai ser surrado neste confronto. E, pra encerrar mesmo: o SAS somou sua 20ª vitória consecutiva. Está invicto nos playoffs depois de dez partidas. Joga mesmo muuuuuuuita bola nestes playoffs.

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segunda-feira, 28 de maio de 2012 NBA | 11:03

SAN ANTONIO ANIQUILA OKLAHOMA CITY NO ÚLTIMO QUARTO E ABRE 1-0 NA FINAL DO OESTE

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Em primeiro lugar, devemos ressaltar que foi um jogo de cavalheiros. Não houve provocação de nenhuma das partes. Os atletas se respeitaram em quadra. Venceu quem jogou melhor, na bola, sem trapaças. Que assim seja até o final desta série, pois quem ganha é o esporte, no caso o basquete.

Por conta disso, a vitória do San Antonio por 101-98 foi incontestável. O time texano abre 1-0 na série e se fizer nova vitória, amanhã (22h de Brasília), a situação do Oklahoma City ficará muito difícil.

Alguns pontos que têm que ser ressaltados no jogo de ontem:

1) Foi um jogo de cavalheiros porque Gregg Popovich não usou sua tática vil, torpe, do “Hack-a-Shaq”. Talvez não tenha usado por temor de que o OKC fizesse o mesmo em cima de Tiago Splitter e, com isso, não pudesse descansar Tim Duncan, que aos 36 anos de idade não pode ficar 40 minutos em média por partida numa série que tem tudo para ser definida em sete jogos. E o fato de não ter recorrido a tão reprovável método deixou claro que o SAS e ele próprio não precisam disso para vencer. E venceram um adversário que para muitos é o melhor time da NBA no momento e, repito, sem a nojenta tática do “Hack-a-Shaq”.

2) Com a vitória, o San Antonio somou seu nono triunfo consecutivo nestes playoffs. Foram duas varridas anteriormente a esta contenda: 4-0 no Utah e 4-0 no Clippers. Será que teremos nova varrida? Como disse acima, não creio. Creio, isto sim, em uma série longa. Em tempo: foi a 19ª vitória consecutiva do time contando, obviamente, jogos da fase de classificação.

3) Manu Ginobili, quando entrou em quadra pela primeira vez, a 6:31 do final do primeiro quarto, deu a impressão que não teria uma boa noite. Deu um passe que foi interceptado por Thabo Sefolosha, perdeu uma bola para James Harden e tomou dois tocos de Kevin Durant. Estava zerado no jogo e de bom tinha pegado um rebote defensivo e roubado uma bola de Harden. Mas, com a laranjinha nas mãos, não conseguia jogar. Mas tudo começou a mudar a 51 segundos do final, quando “El Narigón” anotou seus primeiros dois pontos, da meia direita do ataque alvinegro. Na sequência, uma bandeja. E finalizou o quarto encestando uma espetacular bola de três no estouro do cronômetro. Dali para frente, teve uma atuação notável, terminando a partida com 26 pontos (9-14; 3-5 nas bolas de três). Pra mim, Manu Ginobili (foto AP) foi o dono do motorrádio; ou seja: o melhor jogador em quadra.

4) Ainda sobre Manu Ginobili: o OKC precisa encontra uma maneira de marcá-lo. Caso contrário perde a série sem oferecer muita resistência ao adversário. O caso Ginobili me lembra o caso do cobertor curto. Scott Brooks, o treinador do OKC, quando coloca em quadra Derek Fisher, passando Kevin Durant para ala-pivô, fica sem um marcador ideal para o argentino. O cara, a gente bem sabe, tem que ser Thabo Sefolosha. Ou mesmo KD. Mas nesta formação, Harden e Fish se revezam na marcação e os dois não têm estofo defensivo para isso. Ou seja: com Fish em quadra aumenta o arsenal ofensivo do Thunder, mas defensivamente o time se fragiliza. O que fazer?

5) Em exatos 35 minutos, Tim Duncan anotou 16 pontos e pegou 11 rebotes. Foi fundamental na briga pelos pontos no garrafão, onde o SAS bateu o OKC por 50-26. No quarto final, onde tudo foi resolvido, o Spurs fez nada menos do que 16-2.

6) Por falar no quarto final, o SAS anotou 39-27. E é bom lembrar que o time texano entrou neste período com uma desvantagem de sete pontos: 71-64. Quando Tony Parker (18 pontos e seis assistências) anotou dois pontos e levou o marcador a 75-74, a 6:54 do final, o SAS não perdeu mais a dianteira da partida.

7) Durant (27 pontos e dez rebotes) tinha que ter levado Kawhi Leonard mais para o “low post”. A diferença de tamanho e envergadura é grande demais. São 2,06m contra 2,01m. Sem contar que KD arrasta os braços pelo chão, de tão longo que eles são. Mas pouco utilizou essa jogada, preferindo os arremessos longos ou os “mid-rang”.

8) Russell Westbrook foi um desastre: 7-21 nos arremessos, apenas 17 pontos e cinco assistências.

9) Tiago Splitter fez nove pontos e pegou seis rebotes. Mas foi um embaraço na linha do lance livre: 1-5. Num desses tiros da linha fatal, deu “air-ball”. Constrangedor.

Alguém tem mais a destacar? Se tiver, fique à vontade, a casa, ou melhor, o botequim é nosso.

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sábado, 19 de maio de 2012 NBA | 13:00

EM NOITE RUIM, LANCES LIVRES LIVRAM A CARA DE KOBE E LAKERS VENCE OKC

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O Lakers respira. Respira graças à mão calibrada de Kobe Bryant quando o assunto foram os lances livres. Kobe (foto Getty Images) foi um gigante no final da vitória de ontem diante do Oklahoma City por 99-96. De seus últimos dez pontos, oito foram feitos na linha fatal. KB colocou a bola debaixo do braço no ocaso da partida e disse: o jogo é meu,  vou ganhá-lo pra vocês. E com ela debaixo do braço chamou as faltas que queria, para bater os lances livres que o time precisava. Com isso, o Lakers venceu e diminuiu o déficit em relação ao OKC, que agora lidera a série por 2-1. Foi, aliás, a primeira derrota do Thunder nestes playoffs.

O desempenho de Kobe ao longo do cotejo, no entanto, não foi bom. Tomou seis tocos e cometeu muitos erros. A estatística da contenda fala em dois equívocos e quatro tocos, mas quem viu o jogo viu também que Kobe errou muito mais do que isso e foi barrado nos arremessos mais do que este quarteto de vezes.

Eu já falei sobre isso aqui neste botequim: não confio muito na estatística da NBA. Ela, como os árbitros, protege os grandes jogadores. O conceito de assistência, por exemplo, é muito vago. Um protegido passa a bola para o companheiro, esse recebe-a, sai da marcação e arremessa acertando o alvo: assistência contada. Se é um mané que passa a bola e o companheiro faz o mesmo, a estatística não conta.

Em 2004, em Oakland, vendo um jogo entre Golden State e Denver (Erick Dampier e Nenê Hilário quase saíram no tapa), fui seguindo Nenê. Ao final da peleja, tinha computado um número X de rebotes para ele. Quando recebi o “box score” do jogo, vi que ele tinha dois rebotes a menos. Estranhei. No vestiário, conversando com o são-carlense, comentei o assunto. E perguntei: será que os caras mudam os números? Nenê preferiu não responder, mas deu um sorriso maroto revelador.

Ontem aconteceu o mesmo em relação a Kobe. Em determinado momento do jogo, eu estava aflito, pois KB não conseguia atacar. Levava toco ou perdia a bola. Na estatística, como disse, aparecem quatro tocos levados durante a partida. Eu computei seis. Será que dois deles a estatística entendeu que foram “air ball”? Sei lá. E os erros? Onde foram parar os outros enganos de Kobe? Sei lá.

Kobe ganhou o jogo, mas uma vez mais foi mal nos arremessos de quadra. Fez 9-25, exatamente a mesma marca da segunda partida da série, em Oklahoma City. Neste confronto, está com aproveitamento de 36,7% nos arremessos, pois errou 43 de suas 68 tentativas.

Kobe poderia ter tido mais dificuldades no final e o OKC poderia ter vencido se Scott Brooks tivesse deixado Kevin Durant em sua marcação nos momentos derradeiros. Quando Durant desempenhou esse papel, o aproveitamento de KB foi muito ruim. Quando James Harden ou mesmo Russell Westbrook estavam marcando, Kobe se deu melhor. Thabo Sefolosha teria sido outra boa alternativa. Mas o suíço ficou no banco todo o quarto final.

Outra observação: Andrew Bynum fez 2-13. Assim como Kobe, conseguiu um duplo dígito na pontuação por conta dos lances livres: 11-12. Pergunto: o que Kendrick Perkins fazia em quadra no quarto final? Marcando um jogador que não estava levando o menor perigo quando tinha a bola nas mãos? Por outro lado, vale a resposta: Bynum estava mal exatamente porque Perkins não o deixava jogar. Valia fazer um teste e deixar Perkins de fora por alguns minutos e ver como Bynum se comportaria sendo marcado por Serge Ibaka, com Durant vigiando Pau Gasol. Com isso, Derek Fisher ou mesmo Sefolosha poderia estar no jogo e serviriam de opção ofensiva ao OKC. Perkins, ofensivamente falando, é quase nulo. Marcou apenas quatro pontos no quarto final, sendo que dois deles saíram de lances livres e os dois derradeiros nos segundos finais, quando Bynum correu em cima de Durant para dobrar a marcação e Perkins ficou sozinho. Além disso, o pivô do OKC não pegou nenhum rebote no último quarto. Perkins terminou a partida com seis pontos e dois rebotes. Deu quatro tocos, é bom registrar, pois o número é significativo e importante. Mas, resumo da ópera, creio que seria válido Brooks pensar no OKC em jogos como este sem Perkins em quadra nos momentos derradeiros, pois ele, como disse, é nulo atacando.

Em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, no último domingo, Rubén Magnano, um dos maiores da atualidade, técnico (felizmente) da nossa seleção, disse o seguinte: “Sou um treinador cujo foco maior é o aspecto defensivo. Quando eu era mais jovem, diziam que o basquete era 70% defesa e 30% ataque, ou 80% e 20%. Não, basquete é 50% e 50%”. É isso mesmo: se não houver equilíbrio, não tem jeito. De que adianta ter um cara como Kendrick Perkins em quadra se ele não sabe pontuar? Ou: de que adianta ter um cara em quadra que não sabe defender? A menos que sejam gênios, como foram Dennis Rodman e Oscar Schmidt.

Perkins não é gênio. É apenas um bom marcador, mas que deixa o time com quatro atletas em quadra quando ele ataca. E no ataque, seus corta-luz, se bem observado pela arbitragem, são quase todos faltosos. Se marcados, comprometeria muito a ofensiva da equipe.

Hoje tem mais. Isso mesmo, hoje tem mais: 23h30 de Brasília. Dois jogos seguidos. Alguém perguntou: como o Lakers, um time mais velho que o OKC, se comportou quando jogou seguidamente? Foram 24 jogos nesta situação e o desempenho foi de 12-12. Portanto, nada a temer, muito embora em playoff o desgaste seja muito maior.

Hoje é dia novamente para irmos dormir lá pelas 3h da madrugada. E espero que seja como ontem, com os times trocando liderança no marcador a cada ataque. Que seja como ontem, quando o jogo parecia estar sendo jogado seguindo um roteiro de Hollywood.

Por causa de partidas como a desta madrugada que eu digo sempre que quem criou o bordão “I Love This Game” é um gênio. Neste caso, no ataque e na defesa.

IGUALDADE

O Philadelphia igualou a série diante do Boston com a vitória de 92-83. Esta quarta partida, no entanto, em seu começo dava a entender que os verdinhos sairiam vencedores novamente. Mas o C’s parece ter gastado toda sua munição no primeiro quarto, quando fez 24-12. Fechou o primeiro tempo na frente em 46-31. Mas veio o segundo tempo e como os caras do Sportscenter gostam de dizer, “second half: different half, different history”.

O Sixers fez uma corrida de 61-37 e venceu o jogo. Venceu impulsionado por Andre Iguodala (foto Getty Images) e Lou Williams, este vindo do banco. Ambos anotaram 26 pontos, divididos igualmente durante o período. Venceu porque esteve bem no aproveitamento dos chutes nesta etapa final (22-43; 51,2%), venceu porque pegou mais rebotes nestes 24 minutos derradeiros (28-17), venceu porque foi um time mais solidário (14-9 nas assistências), venceu porque errou menos (4-8) e venceu principalmente porque seu banco foi muito mais profícuo, vencendo o duelo contra os reservas do Boston por 34-7.

O confronto, como disse, está empatado em 2-2. A série volta para Boston. Depois retorna para a Filadélfia e, se preciso, termina em Massachusetts. Vai ser mesmo preciso?

REFLEXÃO

O ótimo site “Jumper Brasil” escreveu um texto ontem dizendo, entre outras coisas, que se o Miami perder seus Três Magníficos torna-se um time comum. Mas eu perguntei a eles: e os outros não ficam também?

Se tirarmos Kobe Bryant, Pau Gasol e Andrew Bynum, o que sobra do Lakers? Se tirarmos Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden, o que resta do OKC? E se tirarmos Rajon Rondo, Paul Pierce e Kevin Garnett, o que podemos aproveitar do Boston? Se subtrairmos Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker, o que ficará do SAS? No Chicago, nem precisa tirar três, tira-se Derrick Rose e Luol Deng, o que podemos aproveitar? E o Clippers sem Chris Paul e Blake Griffin, como fica?

Portanto, mais do que o elenco de apoio, os “Big Three” têm que funcionar. Se eles funcionarem, os que gravitam a seu redor tornam-se importantes aos olhos de todos. Se não funcionarem, viram porcarias.

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