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quinta-feira, 16 de agosto de 2012 NBA | 00:33

FUTURO SERÁ DE JOGADORES DE MÚLTIPLAS FUNÇÕES COMO MIAMI E A SELEÇÃO DOS EUA MOSTRARAM

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A discussão ainda é tímida nos EUA, mas pode aumentar ao final da próxima temporada se o Lakers não for campeão e o Miami bisar o feito. E qual é a discussão? Se de fato tamanho é documento.

Depois que o Miami foi campeão jogando sem pivô, com LeBron James e Shane Battier fazendo o papel do ala de força sem serem ala de força e com Chris Bosh jogando no pivô sem ser pivô, agora foi a vez de a seleção dos EUA mostrar isso nos Jogos Olímpicos.

O selecionado norte-americano levou apenas Tyson Chandler para Londres. Mas pouco usou-o. Usou-o, aliás, como o Miami usou Joel Anthony e Ronnie Turiaf. Ou seja: colocou-os em quadra apenas em casos extremos.

Miami e a seleção dos EUA trocaram os brutamontes por jogadores talentosos, rápidos e versáteis. O Miami superou o Oklahoma City de Kendrick Perkins e Serge Ibaka, enquanto que os EUA bateram a Espanha do mesmo Ibaka e dos irmãos Gasol.

E por que o Lakers pode contrariar essa tendência? Porque acabou de apostar em um pivô de ofício: Dwight Howard. Se o time californiano ganhar o título desta temporada e D12 tiver papel importante, se for dominante e decisivo para a conquista, poderá abafar essa discussão que começa a ganhar corpo.

Quem frequenta esse botequim sabe o que eu penso. Sabe que estou cantando essa bola há algum tempo. Jogador com função limitada em quadra estará em desuso num futuro não muito distante. Mesmo que o Lakers ganhe o campeonato e D12 seja decisivo ao lado de Kobe Bryant, ainda manterei minha opinião de que o basquete moderno reservará espaço apenas para os jogadores de múltiplas funções em quadra.

Sempre menciono a situação dos armadores. Esse tipo de jogador, que foge da cesta, que se engana ao achar que sua função única é organizar o jogo, esse jogador também tenderá a desaparecer no futuro. Organizar o jogo os talentosos e versáteis também o farão. Vejam o caso do próprio Miami, que usa LeBron na armação, ele e Dwyane Wade, reservando a Mario Chalmers e Noris Cole, os dois armadores do time, espaço mais reduzido.

Rajon Rondo cresceu dramaticamente de produção na temporada passada por quê? Exatamente porque entendeu que esse negócio de fazer três pontos e dar 17 assistências não é muito produtivo. Jogador tem que pontuar, dar assistência e pegar rebotes, tudo isso num nível semelhante, com intensidade, como fazia Magic Johnson no passado e agora Rajon faz no presente. Ele e LeBron James.

Por que LBJ está sendo olhado e cotado para ser o maior jogador depois da era Michael Jordan? Exatamente por conta disso, exatamente porque ele faz de tudo em quadra e com muita intensidade: pontua, dá assistência, pega rebotes, defende, ataca e joga em quatro posições — talvez nas cinco se for preciso. É o exemplo mais bem acabado do jogador talentoso, rápido e versátil.

A discussão, como disse, ainda é tímida, mas creio que será amplificada com o tempo. Pois acredito piamente que o futuro será dos jogadores talentosos, rápidos e versáteis.

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domingo, 17 de junho de 2012 NBA, outras | 12:47

MIAMI TENTA A PARTIR DESTA NOITE CONTRARIAR ESTATÍSTICA DA NBA

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Às 21h de Brasília a bola sobe para o terceiro jogo da série melhor de sete entre Miami e Oklahoma City. Desta vez — e nos dois outros jogos também —, o confronto será no sul da Flórida. Se o Heat, diante de seus fãs, vencer essas três contendas, faz 4-1 no embate e sagra-se campeão pela segunda vez em sua curta carreira como franquia da NBA.

Não é fácil. Desde que o formato 2-3-2 foi adotado, em 1985, em apenas duas ocasiões o time da casa venceu as três partidas: o Detroit em 2004 e o próprio Miami dois anos depois. E ambos os times ganharam o campeonato. Ou seja, em 26 ocasiões, em apenas duas delas o time da casa venceu seus três compromissos. Percentualmente: 7,7%.

Como disse, não é fácil. Mesmo dentro de casa. Em finais, não existe grande disparidade técnica entre as equipes e do mesmo jeito que se perde em casa, ganha-se fora. O OKC, creiam, estatisticamente está vivo; estatística e tecnicamente, pois o time é muito forte.

MUDANÇAS

Como disse no texto de ontem, o Thunder precisa fazer alguns ajustes no seu time. O principal deles passa por sacar Kendrick Perkins do time. Ele tem que ser opção de banco, para o descanso de companheiros ou mesmo para alguma mudança tática durante o cotejo. Perkins como titular, como foi explicado no post passado, não está funcionando.

A saída de Perkins, a mim, significaria a entrada de James Harden, passando Kevin Durant para a ala de força quando o time estivesse defendendo. Desta forma, os chutes de três de Shane Battier seriam marcados, pois, como bem disse nosso parceiro Rodolfo, “com Perkins em quadra, a defesa de Battier fica com o (Serge) Ibaka, que fica mais preocupado em fechar o garrafão para as infiltrações de (Dwyane) Wade e LeBron (James) e em dar tocos, e acaba esquecendo Battier livre na linha dos três pontos”. Perfeito.

Some-se a disso o fato de que Durant, RW0 e Harden (foto Getty Images) jogaram juntos, nestes dois primeiros jogos, apenas 10:14 minutos dos 96 disponíveis. Ou seja, 10,5% do tempo. Isso foi limitado por problemas de faltas, mas também tem a ver com decisões de Brooks. Um equívoco. Os três, tidos como o sustentáculo da equipe, têm que estar juntos, em quadra, o maior tempo possível.

Outro dado importante para mandar Perkins para o banco: com um time mais baixo (com Perkins de fora), o OKC venceu o Miami por 127-103.

Vendo esta situação eu me lembro de uma frase do falecido presidente Vicente Matheus, que governou o Corinthians durante muitos anos, distribuídos em oito mandatos. Dizia Matheus: “Técnico não ganha jogo; mas perde”.

ESTILO

Russell Westbrook está no olho do furacão. Ou, se você preferir, na berlinda. Tudo por conta de seu estilo agressivo, de seu olhar fixo na cesta adversária. Ou, se você preferir, pelo seu estilo “fominha” de ser.

Nestes dois primeiros jogos finais, RW0 arremessou 50 bolas contra a cesta do Miami. Quatro a mais do que LeBron James, oito a mais do que Kevin Durant (cestinha das três últimas temporadas da NBA) e dois a menos do que James Harden, Thabo Sefolosha, Serge Ibaka e Derek Fisher juntos.

West arremessou 25 bolas no primeiro jogo e mais 25 no segundo. Dado interessante e importante: quando ele chuta 25 bolas em uma partida (incluindo os playoffs), o OKC tem um recorde de 7-7. Quando arremessa menos de 25, o recorde é de 53-16.

“Não vou mudar meu estilo de jogo, não importa o que as pessoas achem e não importa o que vocês (jornalistas) achem”, disse Westbrook na sessão de mídia de ontem à tarde, já em Miami. “O que eu vou continuar fazendo é dar 110% de mim em todos os jogos, como sempre fiz”.

Além de sacar Perkins do time, Scott Brooks precisa ter uma conversa séria com Westbrook. Não para pedir para ele arremessar menos, mas para pedir para ele ler com mais atenção as partidas.

TRANQUILIDADE

Enquanto o OKC queima a pestana para resolver seus problemas, o Miami navega em mares tranquilos.

LeBron James, apesar da queda de produção nos últimos quartos, tem tido um desempenho notável não apenas neste “NBA Finals”, mas em todos os playoffs também. Neles, LBJ tem médias de 30,8 pontos, 9,5 rebotes, 5,0 assistências e 2,0 desarmes. Diante do OKC, suas médias são 31,0 pontos, 8,5 rebotes, 4,5 assistências e 2,5 roubos de bola.

A performance de Dwyane Wade no segundo jogo diante do Thunder foi de lembrar o velho D-Wade. Anotou 24 pontos, com um aproveitamento de 10-20 nos arremessos. Ajudou também com mais seis rebotes e cinco assistências.

E Chris Bosh confirmou também neste segundo embate que não tem qualquer limitação física por conta da lesão muscular no abdômen. Foi titular pela primeira vez desde que saiu do departamento médico e jogou por 40:23 minutos. Marcou 16 pontos e pegou 15 rebotes, sete deles no ataque.

Se esses três jogadores atuarem em um nível de excelência, por mais que os três do OKC joguem no seu máximo, na somatória do desempenho o trio do Miami leva a melhor, pois é melhor, apesar da grandeza de Kevin Durant. Se isso acontecer, o Miami pode (repito: pode) fazer três vitórias em casa.

Isso tudo, no entanto, é teoria e teoria se encaixa bem no papel. Na quadra são outros quinhentos.

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sábado, 16 de junho de 2012 NBA | 14:21

KENDRICK PERKINS COMPROMETE OKLAHOMA CITY NESTE ‘NBA FINALS’.

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O mundo está criticando Russell Westbrook por conta de seu desempenho no segundo jogo da série contra o Miami. Quem puxa a fila é Magic Johnson. Comentei o tema ontem (se você não leu, clique aqui). Meu xará Fabio Balassiano também fala com propriedade sobre o assunto. Vai igualmente na linha de Magic (clique aqui).

Embora ambos não tenham dito taxativamente que West foi o responsável pela derrota, atribuíram a ele boa dose de culpa pelo revés. Eu, no entanto, vejo a questão sob outro prisma. Creio que a discussão não deva ser feito em cima do armador do OKC, que tem médias de 27,0 pontos, 9,0 assistências e 8,0 rebotes nestas finais. Quase um “triple-double”. A discussão, a meu ver, tem que ser em cima de outro jogador que, discretamente, tem comprometido o Thunder. E nos dois jogos. Seu nome? Kendrick Perkins.

O pivô do OKC (foto Getty Images) tem sido um desastre até o momento na série final da NBA. Nesta decisão, tem médias de 4,0 pontos, 7,5 rebotes e 0,0 assistência. Com ele em quadra, o OKC perde para o Miami. E isso tem ocorrido por conta dos inícios dos prélios.

No primeiro quarto do jogo 1 desta série final, o Heat fez 24-15 com Perkins no jogo. Ele saiu a 2:44 minutos (jogou 9:16 minutos) do final. No segundo quarto, atuou 6:01 minutos e o OKC fez 17-13. No terceiro, Perkins jogou mais 9:25 minutos e quando saiu, a 2:34 minutos do final, o OKC tinha feito 19-17. No último quarto, com o OKC na frente em 74-73, Perkins não jogou. E o Thunder fez 31-21 para fechar a partida em 105-94. Resumo da ópera: com Perkins jogando o Miami venceu o OKC por 54-51, sendo que o quarto inicial foi o responsável por essa debacle.

No segundo jogo o cenário foi devastador. O Miami iniciou com um 21-6 até Scott Brooks tirar Perkins de quadra, a 3:40 do final (atuou por 8:20 minutos). Ficou todo o segundo no banco, que terminou empatado em 28 pontos. No terceiro, Perkins jogou 11:03 minutos e o OKC fez 22-21. No último período, ele só entrou a sete segundos do final, quando LeBron James bateu os dois lances livres que confirmaram a vitória do Miami. Nele, igualmente sem Perkins, o OKC venceu o Heat por 29-22. Ou seja: no segundo jogo, com Kendrick em quadra, o Heat venceu o Thunder por 42-28.

O que mais compromete, como disse, são os inícios dos jogos. Nos dois confrontos realizados até agora, o Miami fez 45-21. No primeiro embate, o Thunder encontrou fôlego para reverter o marcador; no segundo, faltou ar.

Por que Perkins compromete? Porque não faz absolutamente nada no ataque. É peso morto.

No primeiro jogo, no quarto inicial, quando o Miami fez a tal da corrida em 24-15 com Perkins jogando 9:16 minutos, o pivô do OKC zerou na pontuação e pegou três rebotes defensivos. No segundo, nos 8:20 minutos em que participou da partida no quarto inicial, novamente não pontuou, embora tenha pegado seis rebotes (três deles ofensivos).

Como digo sempre, jogador tem que pontuar. Jogador que não pontua, não adianta. Limita a ação ofensiva de seu time, pois o adversário tem que marcar quatro ao invés de cinco jogadores.  Costuma flutuar em cima dele, facilitando a dobra nos outros quatros atletas.

O Miami não tem pivô. Às vezes joga com Chris Bosh e Udonis Haslem juntos. Em outras situações, com um dos dois e LeBron James ou Shane Battier como ala de força. Mesmo assim, Perkins não consegue tirar proveito de seu tamanho e de sua força diante dos “baixinhos” do Miami. Terminou o primeiro jogo com apenas quatro pontos; no segundo, repetiu a dose. E no jogo 2, não foi de grande valia nem na defesa, que, dizem, é seu forte. O Heat fez 48-32 nos pontos no garrafão.

FUTURO

Assim como no futuro, a meu ver, vão desaparecer os armadores obtusos, aqueles que acham que sua função é primeiro servir para depois pontuar (não existe ordem nenhuma durante uma partida. O armador tem que sentir o jogo e ver o que tem que ser feito: ou pontuar ou armar. O desenho do embate é que vai dizer isso. O que o armador tem que ter é sensibilidade para fazer a leitura correta do jogo), assim como no futuro vão desaparecer os armadores obtusos, esses pivôs que não sabem atacar, que apenas marcam, tenderão a desaparecer também.

Volto a dizer: jogador que não sabe o que fazer com a bola nas mãos não serve. É como relógio que atrasa: não adianta. Jogador de basquete, como está sempre no ataque e na defesa (ao contrário do futebol), tem que saber jogar no ataque e na defesa. Defender é importante; atacar também. Mas jogador que está na NBA e que participa de time que está na final da liga, tem que saber fazer as duas coisas. Perkins não consegue. Faz apenas corta-luz e briga por rebotes. Muito pouco.

O Miami ataca sempre com cinco jogadores. Os que estão em quadra sabem pontuar. O Heat não tem um jogador desses, como Perkins, que não sabe o que fazer quando tem a bola nas mãos e tem o dever de encestá-la, pois o horizonte se abre a ele.

Para valer a pena um jogador desses jogando, ele tem que fazer coisas extraordinárias. Ano passado, o limitado Tyson Chandler (foto Getty Images) defendeu muito. Ajudou nos “screens” e pontuou algumas vezes aproveitando-se do “pick’n’roll”. Mas o que Chandler fez mesmo foi compensar sua inabilidade ofensiva com muita defesa. Perkins, até o momento, não consegue ser o Tyson Chandler do OKC. Como vimos, pois com ele em quadra o Miami está à frente no marcador.

Desta forma, se eu fosse Scott Brooks, começaria o jogo deste domingo (21h de Brasília) com Kendrick Perkins no banco. Sairia com West, Thabo Sefolosha, James Harden, KD e Serge Ibaka. Colocaria Nick Collison no rodízio quando o Miami escalar Chris Bosh e Udonis Haslem ao mesmo tempo. E usaria Derek Fisher no rodízio dos alas. Faria como o Miami, que usa basicamente sete jogadores: Mario Chalmers, Dwyane Wade, Shane Battier, LeBron James, Chris Bosh, Udonis Haslem e Norris Cole.

O Heat parece ter achado sua formação ideal. Quase venceu o primeiro jogo destas finais e ganhou o segundo. O OKC tem que fazer o mesmo. Caso contrário, pode se complicar na busca do título inédito depois do novo batismo.

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sábado, 9 de junho de 2012 NBA | 13:33

DOC RIVERS PERDE O SONO PARA TENTAR CONTER LEBRON JAMES

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LeBron James é a preocupação do Boston; LeBron James é a esperança do Miami. Nas mãos e no emocional de King James está a sorte dessas duas equipes, que vão decidir, a partir das 21h30 de Brasília, o título do Leste e, consequentemente, o segundo finalista desta temporada.

Doc Rivers perdeu horas de sono e de repouso. Dormir e repousar agora pra quê? Não faz sentido. O momento é de estudo, de traçar planos, de encontrar a melhor maneira de segurar LBJ (foto Getty Images).

“Vocês verão quando o jogo começar”, disse Rivers em resposta a uma pergunta sobre se algo diferente será feito nesta noite para conter LeBron James. “Não vamos fazer muita coisa (diferente), mas temos que defender melhor. Aliás, não fizemos muito do que tínhamos planejado para marcá-lo (no jogo passado). Essa é a primeira coisa que temos que mudar”.

O maior problema do jogo passado, segundo Doc, não foram os 45 pontos de LeBron, mas sim como ele conseguiu fazer 45 pontos. “Se LeBron fez 45 pontos e perdeu sete, oito arremessos, aí fica difícil vencer”, disse o treinador do Boston. “Mas se ele precisar de 45 arremessos para fazer 45 pontos, aí nós temos uma chance de vencer”.

LBJ esteve impecável no primeiro tempo. Anotou 30 pontos e errou apenas dois de seus 14 arremessos. No segundo, marcou outros 15 pontos e acertou sete de seus 12 arremessos. Terminou o confronto com 19-26; ou seja: 73,1% de aproveitamento. Errou apenas sete arremessos durante todo o jogo. Muita coisa.

Na série, LBJ está com média de 34,0 pontos. Apenas em uma oportunidade nesta série o Boston segurou LeBron abaixo dos 30. Foi no jogo quatro, quando o ala do Miami foi excluído da contenda, já na prorrogação, por ter cometido seis faltas. Na ocasião, LBJ marcou 29 pontos. E o Boston venceu. Mas isso também não significa muito, pois na outra vitória, em Miami, no quinto jogo deste embate, LBJ anotou 30 pontos; um a mais. É, apenas um pontinho a mais. Talvez não deixar LBJ superar a marca dos 30 pontos seja decisivo no jogo desta noite.

“Acho que a gente ainda não o marcou como devemos marcá-lo”, finalizou Rivers.

Doc não dá pistas, não sabemos quem ou como será feita a marcação em LeBron James. O que sabemos é que Paul Pierce não tem cacife para isso. “The Truth” tem sido uma mentira até agora na tentativa de conter LBJ. Tanto não tem conseguido que, além dos números mostrarem isso, as faltas que ele comete também são um indicativo de sua falência defensiva. Em três dos seis jogos desta série Pierce foi excluído do jogo com seis faltas.

Portanto, num primeiro momento, esse cara não pode ser Pierce. Ele pode até ajudar, mas não pode ser o único e nem o principal defensor do Boston. E, pra piorar, PP não consegue machucar LBJ ofensivamente falando. O ala do Boston tem sido um fiasco na série, com média de apenas 17,8 pontos e um aproveitamento de 33,6% de seus arremessos.

Alguém sugeriu Brandon Bass. O biotipo de Bass é bem semelhante ao de LBJ. Têm o mesmo tamanho (2,03m), mas o ala-pivô do Celtics é mais leve: 113 quilos contra 116 de LeBron. Essa diferença de peso poderia indicar um ligeiro favorecimento a Bass, mas não é bem assim. Esses três quilos a mais não são de gordura, mas de massa muscular, o que torna LBJ mais forte do que Bass. Mais forte e mais ágil, pois enquanto LeBron é um jogador de múltiplas, que corre por todos os cantos da quadra, o jogo de Bass é limitado ao garrafão basicamente, onde movimenta-se muito pouco e a defesa é feita sem muita necessidade de locomoção. Bass pode ajudar na marcação, claro, mas não pode ser a primeira opção. Pode fazer isso quando LBJ jogar como ala de força, o que ele tem feito muito nesta série.

Rajon Rondo é um tremendo defensor, mas ele leva muita desvantagem em relação a LeBron por causa do seu tamanho. Rajon mede apenas 1,85; tem quase 20 cm a menos. Numa situação dessas (“mismatch”), LBJ levaria Rajon para o “low post” e tiraria proveito disso. Ou pontuando ou fazendo o passe em caso de dobra na marcação. Com esta segunda opção, alguém sobraria livre para um arremesso curto, longo ou mesmo para uma bandeja. E LeBron, todos nós sabemos, tem ótimo passe.

Mickael Pietrus surge, para mim, como a melhor alternativa. Com ele em quadra, Ray Allen passaria para o banco e Pierce marcaria Dwyane Wade. O francês é mais agressivo, tem melhor jogo de pernas e mãos nervosas. Eu começaria o jogo desta maneira. Com o desenrolar, faria as modificações necessárias para: 1) descansar Pietrus; 2) responder a possíveis alterações táticas do Miami, que deverão ocorrer.

Essa marcação a LBJ, claro, não pode ser individualizada o tempo todo. A zona que o Boston tem usado nesta série tem que ser requisitada, especialmente se as bolas de LeBron não caírem e ele procurar o jogo de aproximação com a cesta. Essa marcação a LBJ tem que ser feita sempre me maneira agressiva, de modo a tirá-lo de seu espaço preferido, de seu conforto, empurrando-o para os cantos da quadra de modo a vir a dobra numa situação em que o passe será feito de maneira dificultosa.

Agora, é evidente que Erik Spoelstra está preparado em caso de o Boston tentar e conseguir subtrair o jogo de LeBron James. Sua melhor alternativa é D-Wade, mas Chris Bosh também será muito usado. Sem falar nos tiros longos de Mario Chalmers, James Jones, Shane Battier e Mike Miller. Lembre-se que LeBron estará sendo marcado com o que o Boston tem de melhor e muitas vezes em dobras. Isso, consequentemente, trará certo alívio na marcação dos demais jogadores do Heat.

Enfim, teremos uma grande partida esta noite. Daquelas imperdíveis, em que a patroa vai esbravejar porque é sábado à noite, mas que ela tem que entender que o embalo será mesmo dentro de casa, com tevê ligada, um tira-gosto ao alcance da mão e uma cerveja geladinha.

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sábado, 2 de junho de 2012 NBA | 12:44

BOSTON JOGA MUITO, VENCE MIAMI E MOSTRA QUE ESTÁ MAIS VIVO DO QUE NUNCA

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O Boston fez como o Oklahoma City: não deixou a peteca cair. Uma derrota ontem diante do Miami, em casa, e a série teria acabado. Não do ponto de vista matemático, claro, mas do ponto de vista histórico (nunca um time reverteu uma série final em 0-3) e principalmente emocional. A vitória de 101-91, portanto, além de justa, dá-nos a certeza de que este confronto ainda vem capitaneado por um grande ponto de interrogação.

O jogo no garrafão foi fundamental para a vitória do C’s. O alviverde de Massachusetts pegou 44 rebotes contra 32 do time do sul da Flórida. E anotou 58 de seus 101 pontos lá dentro, próximo à cesta, enquanto que o oponente ficou nos 46. E foi definido também na energia defensiva dos jogadores do Boston. Os caras correm de lá pra cá; de cá pra lá. Não deram espaços para o adversário. Sempre que vinha um corta-luz, havia a troca ou mesmo a recuperação de quem era bloqueado.

O Miami sente demais a falta de Chris Bosh. O jogo fica muito sobrecarregado para Udonis Haslem e LeBron James, que tem jogado muito como ala de força. Até mesmo Shane Battier vem sendo usado nesta posição por Erik Spoelstra. Rony Turiaf continua mal nesta decisão; o mesmo vale para Joel Anthony.

O Boston tem que se aproveitar disso. Tem que usar e abusar de Kevin Garnett. KG anotou 24 pontos e pegou 11 rebotes no jogo de ontem e além de jogar muito, até flexão fez em quadra, oito no total, para dizer que não tinha sentido o humilhante tombo que levou de Haslem numa disputa de bola. Não precisava. KG é veterano; isso é coisa de “rookie”. Talvez a marra tenha guiado seu intelecto. Bobagem, repito. O lance valeu apenas para a TV e o YouTube.

Com KG em quadra e o Miami jogando com quatro abertos e apenas um no pivô, o Boston fez 115-87 no Heat. Esta situação foi vista em 55 minutos desses três primeiros jogos. Portanto, o C’s tem que continuar usando e abusando de KG e o Miami não pode querer marcá-lo com apenas um grandalhão. Há que se aumentar o tempo de quadra de Turiaf e Anthony ao menos para que eles possam dificultar o trabalho de KG.

Lembro-me do Chicago de Michael Jordan. Nunca teve grandes pivôs. Mas os que lá jogavam, jogavam apenas para sobrecarregar o jogo do pivô adversário. Eram três contra um cara bom do adversário. Era assim que o Bulls subtraía o jogo de Patrick Ewing, por exemplo. Era assim que o Chicago diminuía a produção de Alonzo Mourning. E é assim que o Miami tem que fazer em mais momentos da partida.

Ao lado de Rajon Rondo, KG (foto AP) segura a onda do Boston nesta série. Isso porque Paul Pierce, se jogou muito ontem como mostram seus 23 pontos, não tem sido regular na série. É preciso que “The Truth” encontre um jeito de se manter num mesmo nível do começo ao fim para que o C’s consiga manter novamente seu mando de quadra e surpreender na Flórida na partida seguinte.

Ah, sim, vale registrar, claro: Ray Allen, aos pouquinhos, vem melhorando e contribuindo mais. E vale falar agora do jogo de Rajon: 21 pontos, dez assistências e seis rebotes. É inacreditável a melhora nos arremessos de média e longa distância de Rajon. Vale matéria. Não vi em nenhum site nenhuma matéria neste sentido. Como foi que Rondo melhor tanto seus arremessos? Treinou no verão? Se sim, com quem treinou? Quantas horas por dia? Quantos dias por semana? Mudou o posicionamento da mão no ato do arremesso? Enfim, como é que um jogador melhora tanto seu desempenho de um ano para o outro? E não apenas nos arremessos com a bola em movimento. Os arremessos com a bola parada, o tal do lance livre, esses também tiveram uma melhora dramática.

Li dia desses, acho que na coluna do Sam Smith, que o Boston ainda pensa em trocar Rajon. Não entendo. Por quê? O que acontece? Será que o cara é tão ruim assim de vestiário? O problema é outro? Qual seria? Não compreendo. É certo que Danny Ainge sempre vem a público dizer que isso não é verdade. Temos que acreditar no cara. Aliás, isso parece a novela da venda do Neymar para o futebol europeu. Agora houve uma trégua nessa história, mas quando a metade do ano chegar, janela europeia aberta, novamente as notícias da venda de Neymar ganharão destaque na mídia nacional e estrangeira. Com Rajon é assim também: fim de temporada e o nome do armador do Boston aparece entre os “negociáveis” do Celtics.

Se o Boston quer mesmo negociá-lo, uma troca que me parece boa seria por Chris Bosh. CB1 daria uma sobrevida a KG e Rajon faria o jogo de LBJ e Dwyane Wade crescer dramaticamente. Que tal?

Por falar em LBJ, ontem King James anotou 34 pontos. Junte-se a eles oito rebotes e cinco assistências. Coloque também mais duas roubadas de bola e dois tocos. Voltou a jogar muito. Tem sido o cara do Miami nesta série até o momento, com médias de 33,3 pontos, 10,3 rebotes, 5,0 assistências e 2,0 tocos. Um gigante.

Voltando a falar do jogo, além da soberania defensiva do Boston e da força de seu garrafão, a contenda foi resolvida na somatória dos segundo e terceiro quartos. Nestes dois períodos, o C’s fez um placar de 55-36 e liquidou a fatura.

E pra quem achava que o time iria sentir as pernas cansadas por conta dos dois primeiros jogos; pra quem achava que Rajon não iria produzir tanto por ter jogado 53 minutos na noite anterior; pra quem achava isso e aquilo e diminuía o Celtics, o que eu digo é: o Boston está vivo. E a série está mais viva do que nunca.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012 NBA | 11:41

AFINADÍSSIMOS, LEBRON E D-WADE COMANDAM SHOW DO MIAMI DIANTE DO INDIANA

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Ontem postei no meu Twitter (@frsormani) o seguinte: Falem o que quiserem, mas quando LeBron James e Dwyane Wade estão inspirados, não tem “fast break” mais bonito de se ver em toda a liga. E adiciono agora: não tem mesmo.

E os dois, ontem, estavam inspirados. A alegria parece ter voltado ao convívio do Heat. O chilique de D-Wade com o técnico Erik Spoelstra, ao que tudo indica, faz parte do passado. Por conta disso, o time do sul da Flórida voltou a jogar bem.

Isso ficou claro na vitória de ontem diante do Indiana por 115-83. Esses 32 pontos chegaram a 37. O Pacers jamais conseguiu a dianteira do jogo. Esteve atrás o tempo todo.

É certo que o Pacers sentiu a subtração do jogo de Danny Granger e David West. Os dois se contundiram durante a partida e não puderam ser úteis ao técnico Frank Vogel como deveriam.

Granger foi quem mais sofreu por conta de uma torção no tornozelo esquerdo. Jogou apenas 20:29 minutos. Contundiu-se na metade do segundo quarto. Saiu e só retornou quando o terceiro começou. Voltou a sentir dores no local. Jogou apenas 3:11 minutos. Quando deixou a quadra, o Pacers perdia a partida por 56-45. Depois disso, o Miami fez uma corrida de 59-38 e liquidou a fatura.

West ficou de fora todo o quarto derradeiro. Quando o terceiro terminou, o Miami vencia por 76-57. Joelho; esse foi o grande vilão da história para West.

O Heat, claro, nada se solidarizou com o adversário. Ao contrário; deve ter rido da situação. Sim, pois a série está quente por conta do mau comportamento de alguns jogadores do Indiana, especialmente Granger, que insiste em provocar LBJ e D-Wade, numa tentativa de desestabilizá-los emocionalmente — principalmente a LeBron. Isso criou um clima ruim. West também tem dado umas bordoadas desnecessárias e até mesmo Tyler Hansbrough, filho de North Carolina, onde essas cafajestadas não são ensinadas e sim repudiadas, ontem deu uma porrada em Wade que chamou a atenção. Minutos depois, levou o troco de Udonis Haslem.

Desses desfalques se aproveitou o Miami para construir essa vitória humilhante. LeBron e Dwyane combinaram para 58 pontos, 13 rebotes e dez assistências. LBJ, aliás, poderia ter terminado com o “triple-double” se não tivesse sido sacado do jogo quando ainda faltavam 4:18 minutos para o final. Acabou a pugna com 30 pontos, dez rebotes e oito assistências. Dwyane ficou com 28 pontos, mas poderia ter terminado com mais de 30 se não tivesse tido um aproveitamento de 7-13 nos lances livres. Na série tem 31-45, o que dá um desempenho ruim de 68,9%. E o que a gente pode deduzir disso? Se o San Antonio passar pelo Oklahoma City na final do Oeste e pegar o Miami na final da NBA, a vítima do “Hack-a-Shaq” de Gregg Popovich já foi escolhida.

Outros jogadores do Miami merecem ser mencionados neste nosso bate-papo: Shane Battier, 13 pontos e 4-5 nas bolas de três; Mário Chalmers, oito pontos e 11 rebotes; Udonis Haslem, dez pontos e seis rebotes; Joel Anthony, sete pontos e quatro tocos.

O próximo jogo da série está marcado para amanhã à noite (21h de Brasília) em Indianápolis. O Pacers vai precisar muito de Granger e West. Se eles não jogarem ou jogarem baleados, o Miami tem tudo para fechar o confronto. Caso contrário, poderemos ver um sétimo jogo.

VERDADE

Um texto que eu publiquei aqui neste blog no ano passado, quando o San Antonio foi eliminado pelo Memphis, está sendo resgatado por algumas pessoas que aparecem aqui no botequim apenas para reclamar do colarinho do chope.

Nele eu digo que Tony Parker correu sozinho na série contra o Memphis e que ele teria que liderar uma nova geração a partir da eliminação do San Antonio na primeira rodada dos playoffs. E acrescentei: se o Spurs não quiser morrer, tem que, com cuidado, aos poucos, respeitando Timmy e Manu, colocando-os de lado e substituindo-os por George Hill e Tiago Splitter. Hill, aliás, é agora jogador do Indiana por opção própria, pois quis voltar pra casa.

Disse também que a vida é assim mesmo. Que tudo tem começo, meio e fim e que o San Antonio está chegando ao fim com sua geração genial.

E, por fim, critiquei Gregg Popovich dizendo que ele não teve planejamento algum para Tiago Splitter e que soltou o brasileiro às feras nos playoffs, quando viu que o barco estava afundando. Tanto é verdade que durante a fase de classificação Tiago teve uma média de 12,3 minutos por jogo; nos playoffs, pulou para 16,7. Um jogador que mal entrou em quadra na fase regular. Foi no desespero, sem saber o que fazia, que Popovich fez isso. Sua atitude motivou comentários críticos por parte da mídia norte-americana à época.

Nos três primeiros jogos dos playoffs contra o Memphis, Splitter não jogou. E nem podia mesmo, pois não tinha ritmo de jogo, entrosamento e nem experiência. Esperava-se que fosse assim até o final do embate diante do Grizz. Mas surpreendentemente Tiago começou a jogar. No quarto jogo do confronto, Splitter atuou por 22 minutos; no quinto, 15; e no derradeiro, 14.

Por fim, disse: Fora Popovich!

Hoje a história é outra. O San Antonio é favorito para ganhar o título e Popovich foi eleito o melhor treinador da temporada. Por conta desta realidade, o pessoal que entra no botequim para reclamar da temperatura do chope começou a orquestrar um movimento no sentido de me ridicularizar, lembrando esse texto, que você pode ler na íntegra clicando aqui.

Estava eu errado ou Popovich? Alguns números podem ajudar-nos a responder essa pergunta. Vamos a eles…

Na temporada passada, Gregg Popovich usou a abusou de seus Três Tenores. E o preço pago foi alto demais, pois na última partida da fase de classificação, sem chance mais de ficar com o primeiro lugar geral e já classificado em primeiro no Oeste, Popovich mandou a quadra seu time titular diante do Phoenix e logo com dois minutos de jogo Manu Ginobili machucou o cotovelo. Mais tarde, soube-se que ele teve microfraturas no local e isso comprometeu todo seu jogo na série diante do Memphis. Nesta temporada, nos dois últimos jogos nenhum componente dos Três Tenores entrou em quadra.

E mais: Manu Ginobili, que teve média de 30,3 minutos na temporada passada, nesta caiu para 23,3 nesta. Parker jogou menos nesta temporada e Timmy também.

Vendo que o que ele fez no campeonato anterior poderia destruir sua equipe, Popovich, esperta e competentemente, montou dois times em um só. Tanto assim que todos concordam que o San Antonio tem a melhor segunda unidade da liga.

Popovich mudou. Mudou porque chegou à óbvia conclusão que se ele continuasse tirando o couro de seus Três Tenores como fez na temporada passada e se continuasse ignorando seus jogadores reservas, o time não teria futuro nesta competição. Mudou e está se dando bem, a ponto de a maioria entender que o Spurs é o grande favorito ao título desta temporada.

Portanto, eu pergunto: quem estava errado nessa história, Popovich ou eu?

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sexta-feira, 13 de abril de 2012 NBA | 11:33

O GRANDE PECADO DO MIAMI QUE POSSIBILITOU A VITÓRIA DO CHICAGO

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O Chicago ganhou o jogo de ontem ou foi o Miami quem perdeu? Vale a discussão, pois o final do tempo normal indicava que o time do sul da Flórida sairia vencedor de quadra. Não saiu. Não saiu por um motivo muito simples: o time falhou na marcação da bola derradeira do Chicago no tempo regulamentar.

Sei que muita gente hoje vai criticar LeBron James pelo lance livre errado a 11 segundos do final, o que possibilitou a bola de três lançada por CJ Watson. Sei que muita gente vai criticar LBJ por ele ter zerado na prorrogação. Mas não foi apenas ele quem saiu de quadra sem pontuar no tempo extra. Aliás, os dois únicos pontos do Miami no tempo adicional foram frutos de lance livre: um de Chris Bosh e outro de Dwyane Wade, que falharam no outro que completaria o par.

Vocês bem sabem que eu critico a postura de LeBron. Aliás, sou um dos primeiros (se não for o primeiro) a ver esse “bloqueio mental” de King James nos finais dos jogos. Mas ontem ele não teve nada a ver com a derrota. Os quatro últimos pontos do Heat no tempo regulamentar saíram de suas mãos.

O problema foi o erro de marcação na última bola do Chicago. Vamos relembrar? Vejam o vídeo abaixo e depois a gente discute a questão:

Vamos lá, então, aos erros:

1) Três jogadores marcando Kyle Korver: exagero. Dois teriam imposto dificuldade ao ala do Chicago;

2) Com três em cima de Korver, dois jogadores do Bulls ficaram livres. Aí a gente tem que dar os parabéns a Kyle, que fez o passe correto, para Carlos Boozer. Sim, pois se ele jogasse para Luol Deng, Chris Bosh já estava pronto da dar o bote e dificultar o arremesso Luol. O outro erro do Miami aparece agora: Shane Battier passou ao lado de Booz e não fez a falta! Com ela, Boozer teria dois lances livres e a vantagem do Miami era de três pontos;

3) D-Wade flutuou mal na jogada. Ficou muito em cima de Richard Hamilton (1-2 nas bolas de três). Deveria ficado a uma distância maior, de modo a dar um bote mais bem dado em cima de CJ Watson (2-3 nas bolas triplas), que estava quente no jogo ao contrário de Rip. Com isso, Wade teria dificultado o movimento de CJ, que não teve dificuldade alguma em dar um drible para em seguida arremessar.

Três erros. Três erros cometidos pelos jogadores, a princípio. Não creio que o técnico Erik Spoelstra tenha mandado fazer uma marcação tripla em cima de Korver. Foram os jogadores, creio eu, que decidiram isso, no calor do jogo, na rapidez do lance. Mas decidiram mal. Tanto decidiram mal que o Chicago empatou a partida em 84 pontos e levou o jogo para a prorrogação.

TEMPO EXTRA

Sobre a prorrogação, não há muito que se falar: só deu Chicago. O time da cidade dos ventos venceu por 12-2. Os dois pontos do Heat vieram em dois lances livres, um convertido por D-Wade, que errou o primeiro e acertou o segundo, o outro por CB1, que acertou o primeiro e errou o segundo.

O Miami foi um fiasco em seus tiros de quadra: fez 0-5. LBJ errou dois, CB1 também e D-Wade falhou em um.

Em contrapartida, o Chicago, embalado pelo momento vivido, embalado pelo fato de ter conseguido levar para a prorrogação uma partida que parecia perdida, deitou e rolou em quadra. O Miami, abatido pelo momento vivido, deprimido pelo fato de não ter conseguido vencer uma partida praticamente ganha, não foi nem cheiro daquele time que deu uma aula defensiva no primeiro tempo da partida.

Nesse período, o Heat limitou o adversário a um aproveitamento de apenas 37,5% de seus arremessos (15-40), deixando-o fazer apenas 36 pontos. Nesse período, o Miami deu cinco tocos que bloquearam a feitura de pontos do adversário. Nesse período, o time da Flórida forçou o Bulls a cometer nove erros (o Chicago é um dos que menos erram no campeonato, com uma média de 14 por partida). Foi um período perfeito.

Mas a bonança não teve vida eterna; veio a tempestade. E ela veio devastadora na prorrogação: Chicago 12-2. Taj Gibson (cinco pontos e três rebotes), CJ Watson (dois pontos e três assistências) e Kyle Korver (três pontos fruto de sua única bola de três) se destacaram no tempo extra. Final: Chicago 96-86 Miami.

Venceu o Chicago ou perdeu o Miami?

OPOSTOS

CJ Watson era para jogar pouco, mas jogou muito. Quando falo que CJ jogou muito, não me refiro aos 27:17 minutos em que ele permaneceu em quadra. Falo da bola que o armador do Bulls jogou. CJ excedeu.

Não falo apenas da bola de três que ele encestou e levou o jogo à prorrogação. Falo principalmente do fato de ele ter se transformado ontem na resposta para o grande problema do time: o péssimo jogo de Derrick Rose.

CJ jogaria seus habituais 10, 15 minutos, que é o que ele joga quando D-Rose está em quadra. Em quadra e em forma. Mas Derrick não estava em forma. Como Tom Thibodeau disse, Derrick está “enferrujado”.

D-Rose fez uma partida para se jogar no lixo. Apenas dois pontos (seu recorde de menos pontos na carreira). Dois pontos vindos de um aproveitamento de patéticos 1-13 (7,7%). Errou todos os três arremessos triplos tentados e não bateu nenhum lance livre. Em 25:28 minutos, cometeu três erros. Uma atuação para se jogar no lixo, como disse. Mas, como falou Thibs, Derrick está “enferrujado” por conta da inatividade.

O Chicago precisa lubrificar rápida e novamente Derrick Rose. O armador é o atual MVP da liga e o principal jogador do time. Se o Bulls quiser o título desta temporada, vai precisar de D-Rose em forma. CJ jogou muito ontem, mas ontem foi uma noite atípica. CJ não joga tudo isso. O ordinário de CJ é o trivial, é o arroz com feijão. Com o trivial de CJ, o Chicago não tem condições de ganhar o título. A menos que CJ incorpore D-Rose. Como isso me parece quase que impossível, é bom o Chicago lubrificar Derrick o mais rápido possível. Caso contrário, teremos surpresa quanto ao vencedor da Conferência Leste.

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 NBA | 12:28

EM NOITE DE GALA DE LEBRON JAMES, MIAMI VENCE LAKERS E MANTÉM TABU

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Foi o terceiro embate entre Lakers e Miami desde que o Miami dos “Três Magníficos” foi criado. E o Lakers perdeu pela terceira vez consecutiva. O Lakers jamais ganhou do Miami de LeBron James.

Na temporada passada, o primeiro encontro foi marcado para o dia de Natal. Em Los Angeles; final: Miami 96-80 Lakers. Naquela tarde californiana, LBJ barbarizou anotando um “triple-double”: 27 pontos, 11 rebotes e 10 assistências. Kobe, por seu turno, não foi nada bem: 17 pontos apenas, com um aproveitamento de 6-16 nos arremessos (1-3 nas bolas triplas).

O segundo clássico veio no dia 10 de março, desta vez no sul da Flórida. Final: Miami 94-88 Lakers. Naquela noite, LBJ teve novamente uma atuação destacada, ficando próximo de um novo “triple-double”: 19 pontos, nove assistências e oito rebotes. Kobe anotou 24 pontos, mas teve aproveitamento de 8-21 nos arremessos, o que provocou ira nele, que ficou em quadra depois da partida treinando arremessos por cerca de uma hora.

E ontem, finalmente, o terceiro encontro entre eles. Novamente noturno e no sul da Flórida. Final: Miami 98-87 Lakers.

Um pequeno tabu, que pode ser quebrado na próxima partida entre ambos, no dia 4 de março, desta vez em Los Angeles. Até lá, os californianos terão que curtir esta derrota, em cotejo que LeBron James (foto Getty Images), uma vez mais, barbarizou pra cima de Kobe Bryant.

MENSAGEM

O Miami entrou todo de negro. Uniforme novo, impactante, belíssimo. Como belíssima foi a atuação de LeBron James: 31 pontos, oito rebotes oito assistências e quatro roubos de bola.

E ele ainda estava gripado; quase não jogou. No treino de arremessos da manhã, LBJ não apareceu: ficou em casa repousando, resguardando-se para o jogo da noite, que ele não queria perder por nada neste mundo.

Foi a noite da redenção. Foi a noite que LBJ escolheu para responder a seus críticos. Foi a noite que LBJ escolheu para dizer a seus detratores: “Aguardem-me”.

Esta foi a mensagem depois do jogo que ele nos deu.

COMPARAÇÃO

LBJ foi comparado por Kobe com Oscar Robertson. Kobe nunca viu Big O jogar. Nem eu. Kobe ouvir falar de Big O; eu também. Por ter ouvido falar e estar vendo LBJ jogar, Kobe chegou à conclusão que LeBron pode ser comparado com Big O.

Talvez esta seja mesmo a melhor comparação.

Eu vi Magic Johnson jogar. Já cheguei a dizer aqui que o jogo dos dois se assemelha porque é baseado em todos os fundamentos e não apenas em um só.

Mas Magic era mágico; LeBron não é. Talvez Big O não fosse mágico, mas era genial. Como LBJ, em muitas ocasiões (como ontem, por exemplo), se mostra genial.

Big O (foto) terminou a carreira com médias de 25,7 pontos, 9,5 assistências e 7,5 rebotes. LBJ acumula médias, até o momento, de 27,7 pontos, 7,1 rebotes e 7,0 assistências.

Números que quase se assemelham.

(Abro este parêntese para dizer que Oscar Robertson é único jogador na história da NBA a ter um “triple-double” de média em uma temporada. Foi em 1961-62, quando, com a camisa do Milwaukee, ele anotou 30,8 pontos, 12,5 rebotes e 11,4 assistência. Fecho aqui o parêntese.)

CONFIANÇA

LBJ parece ter recuperado a confiança. Se isso realmente aconteceu e se ele mantiver esse nível até o final da competição, o Miami recupera o status de favorito ao título e LeBron pode sonhar em um dia ocupar uma cadeira na academia dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos.

Mas vamos dar tempo ao tempo e ver como será daqui para frente.

CARÁTER

Kobe Bryant pisou no impecável parquete da American Airlines Arena (20.004 pagantes) como o cestinha da temporada até o momento. Por conta disso e de seu basquete magnífico, o técnico Erik Spoelstra designou Shane Battier para vigiar seus passos.

É importante dizer que Battier é um marcador duro, mas é legal. Dos marcadores de Kobe, é dos poucos que não descem maldosamente o braço no ala-armador do Lakers tentando intimidá-lo e desestabilizá-lo.

E de maneira limpa, jogando basquete, Battier permitiu a Kobe 24 pontos. Não é pouco, é verdade, mas o aproveitamento foi de apenas 38,1% de seus arremessos (8-21), o mesmo aproveitamento que irritou-o em março do ano passado.

COMPORTAMENTO

Como disse, Shane Battier é um cara leal. Bem diferente, por exemplo, de Metta World Peace, que sempre foi sujo ao marcar Kobe. Diferente de Matt Barnes, que também sempre foi desleal quando enfrentou KB.

Aliás, o Lakers reuniu três cafajestes em seu elenco: World Peace, Barnes e Josh McRoberts.

Vocês viram a cotovelada covarde que ele deu em LeBron James no final do primeiro quarto? Deveria ter sido expulso, mas não foi.

Aliás, não foi surpresa pra mim a atitude de McRoberts. Ele veio do Indiana, um time com um bando de animais que nos playoffs da temporada passada passou toda a série dando bordoadas nos jogadores do Chicago tentando ganhar no braço uma série que era impossível ganhar na bola.

ELEGÂNCIA

Ao final do jogo, suando em bicas, LeBron James foi entrevistado por Craig Sager, o espalhafatoso repórter da TNT.

Pediu uma toalha para o pessoal do banco de reservas. Enxugava o rosto para apresentar-se dignamente diante das câmeras e para não respingar seu suor em Sager. São poucos os jogadores que fazem isso.

Mesmo entrevistados por mulheres, a maioria não se dá ao trabalho de se enxugar em sinal de respeito. LeBron, ao contrário, preocupa-se com isso, pois preocupa-se com o próximo.

Na entrevista, falando sobre Kobe Bryant, disse que ganhar dele tem sempre um sabor especial. Sabem por quê? Disse LBJ: “Porque Kobe é um dos maiores jogadores de todos os tempos e o maior da atualidade”.

CARÁTER

No segundo quarto, LeBron James tentou evitar um lateral bola e este esforço custou-lhe cair em um torcedor que estava acomodado em uma cadeira de pista da primeira fileira. LBJ rapidamente segurou a cadeira e não deixou o espectador espatifar-se no chão, correndo o risco de bater a cabeça no solo e, Deus nos livre, ocorrer um traumatismo craniano.

A cena foi espetacular pelo cuidado mostrado por LBJ, que mais tarde foi informado por Craig Sager ser David P. Samson, presidente do Miami Marlins, time de beisebol, rival do New York Yankees, time do coração de LBJ.

Nova demonstração de caráter de LBJ.

(Aqui eu abro outro parêntese para dizer que nestas situações Metta World Peace costuma mergulhar nos torcedores, pouco se importando com o que posso acontecer com eles. Dito isso, fecho o parêntese.)

QUEDA

Depois de anotar, respectivamente, 48 pontos (Phoenix), 40 (Utah), 42 (Cleveland) e 42 (Clippers) e ter um desempenho de 61-121 (50,4%), nos dois últimos jogos Kobe Bryant fez 15-43 (34,9%).

Nos dois últimos jogos, KB (foto Getty Images) somou apenas 38 pontos.

O JOGO

Além da partida espetacular de LeBron James e da marcação ferrenha de Shane Battier em cima de Kobe Bryant, outros fatores determinaram a vitória do Miami sobre o Lakers.

1) Ao final do primeiro tempo, o Heat vencia por 52-37 e tinha acertado nada menos do que 8-13 nas bolas de três;
2) O desempenho de Matt Barnes na partida foi comprometedor. Além de não conseguir marcar LBJ, fez apenas três pontos, fruto de uma bola longa. Terminou a partida com 1-6 nos arremessos;
3) Derek Fisher, uma vez mais, comprometeu o time: dois pontos (1-5) e uma assistência;
4) Os pivôs titulares do Lakers salvaram-se. Juntos, Pau Gasol (26) e Andrew Bynum (15) anotaram 41 dos 87 pontos do time angelino; juntos, pegaram 20 dos 38 rebotes da equipe (12 de Bynum, que foi o único jogador do Lakers e da partida a cravar um “double-double”);
5) As bolas de três dos californianos não encontraram a cesta como eles pretendiam: 6-20 (30,0%);
6) Em contrapartida, o desempenho do Miami nos tiros longos foi muito bom: 9-18 (50,0%);
7) No duelo dos bancos de reservas, o Miami venceu por 24-17 e nos rebotes foi 15-6;
8) Os lances livres continuam a tirar o sono do técnico Erik Spoelstra: 13-18 (72,2%); 8)

CURIOSIDADES

O Miami venceu seu quinto jogo sem Dwyane Wade; não perdeu nenhum com ele do lado de fora… O jogo foi resolvido nos três primeiros quartos, quando o Miami fez 77-56 e permitiu ao time um aproveitamento de apenas 37,9% de seus arremessos… A campanha do Lakers fora de casa é de 1-5. A única vitória foi conquistada diante do Utah, na prorrogação, por 90-87… Eddy Curry jogou com a camisa do Miami pela primeira vez: seis pontos e três rebotes em seis minutos… Leiam este parágrafo do relato do jogo feito pelo jornal “LA Times”: “The Lakers locker room was quiet after de game, but there were fireworks at halftime, couch Mike Brown loudly telling players to trust their defense. The problem, however, is the offense”… Do lado de fora, vendo a partida, lado-a-lado estiveram Pat Riley e Magic Johnson. Ah, tempos inesquecíveis do “Showtime”, um basquete que encantava mesmo aqueles que não se ligavam tanto na modalidade. E no banco de reservas do Miami, outro componente daquele time: Bob McAdoo, hoje assistente de Erik Spoelstra.

RECADO

Mensagens agressivas serão mandadas direto pra lixeira. Como vocês bem sabem, uma das bandeiras deste botequim é preservar a cordialidade e a amizade entre nós. Discutam, discordem, provoquem se for o caso, mas não percam a compostura jamais.

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011 Sem categoria | 18:15

MIAMI ACERTA COM SHANE BATTIER. TYSON CHANDLER ESTÁ PERTO DE ASSINAR COM O NEW YORK

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Shane Battier postou em seu Twitter que acertou com o Miami. Baita contratação, pois Battier é uma espécie de Metta World Peace sem grife.

Tyson Chandler acabou de receber uma proposta de US$ 60 milhões em quatro anos do New York e parece que vai para o Knicks. O time da Big Apple usaria a cláusula de anistia dispensando Chauncey Billups (US$ 14,2 milhões). Esse dinheiro seria oferecido a Chandler.

Se isso acontecer, o Knicks não teria espaço em seu “cap” para tentar contratar Chris Paul. E então a gente se pergunta: pra onde vai CP3? Afinal, ele não condicionou sua ida ao Clippers e ao Golden State à contratação de Chandler?

FORÇA

Mas vamos falar de Shane Battier. O jogador, que pode jogar de ala e ala-armador, será de grande valia ao técnico Erik Spoelstra. Ele tanto pode descansar Dwyane Wade quanto LeBron James.

Mas é na defesa que Battier (foto) será importante. Em determinado momento do jogo, o Heat pode estar em quadra com D-Wade, Battier, LBJ, Chris Bosh e um mané qualquer. Ficaria muito forte.

Se CB1 for para o pivô, Mike Miller pode entrar no time e LBJ passaria para a ala de força. Ou então Mario Chalmers pode armar o jogo, D-Wade ficaria na posição 2, Battier na 3 e LBJ fazendo pivô com Bosh.

Enfim, como disse, uma baita aquisição do Miami.

Muito contribuiu para isso a participação do presidente do Miami, Nick Arison, filho do dono, Mick Arison. Nick era gerente do time de basquete da universidade de Duke quando Battier lá jogava, incluindo a temporada de 2001, quando a escola da Carolina do Norte foi campeã nacional.

Battier, que jogou a temporada passada pelo Memphis Grizzlies, postou em seu Twitter que o locaute foi importante, pois ele pôde refletir sobre a carreira e, consequentemente, para a vida. “Nas últimas semanas eu analisei vários cenários e vi que tudo apontava para que uma direção: a de vencedor”.

E pra ser vencedor e ganhar um anel, Battier escanteou propostas do Memphis, Houston e OKC e optou pelo Miami.

OBS

Mario Chalmers é “free-agent”, mas é restrito e não irrestrito. Ou seja: se o jogador receber uma proposta, o Miami tem o direito de igualá-la e ficar com seu armador.

Outro jogador que é FA restrito é Jeff Green, do Boston Celtics.

DESAPONTAMENTO

O Clippers imaginou que pudesse contratar Tyson Chandler e com ele Chris Paul. Como Chandler praticamente se acertou com o New York Knicks, o time angelino deve renovar com DeAndre Jordan e formar o núcleo de seu time nele, Eric Gordon e Blake Griffin.

NEGÓCIO FECHADO

Mas Caron Butler acabou de se acertar com o time angelino. Vai jogar três temporadas no primo pobre de Los Angeles e receberá em troca US$ 24 milhões.

Butler vale tudo isso? A gente nem sabe como ele está, pois sem Butler o Dallas foi campeão da NBA na temporada passada. Sim, sem ele, porque uma grave contusão no joelho obrigou-o a jogar apenas 29 partidas no campeonato anterior.

Depois, os donos de franquias reclamam que os times estão no prejuízo. Por conta de atitudes desse tipo que os times se afundam.

Por favor, me entendam: não estou dizendo que Caron não seja um grande jogador; não é isso. O que estou dizendo é que o ala é uma incógnita. E pagar US$ 8 milhões por temporada para um jogador que é um grande ponto de interrogação realmente não me parece nada inteligente.

CP3

O Boston não desistiu do jogador. Danny Ainge, gerente geral da franquia, pretende oferecer ao New Orleans Rajon Rondo, Jeff Green (assina e coloca no negócio) e dois drafts do ano que vem da primeira rodada.

Esses drafts são do próprio Celtics e outro que o time de Massachusetts adquiriu via Los Angeles Clippers.

Mas há um problema: esses dois drafts podem não ter peso algum, principalmente se o Clippers ficar entre os times que vão atingir os playoffs do lado do Oeste, neste momento fragilizado se comparado com o Leste.

Bem, mas esse é um problema do NOH. Quanto ao Boston, como Ainge pretende persuadir Chris Paul? Da seguinte maneira:

1) Mostrando a ele que Kevin Garnett, Ray Allen e Paul Pierce, juntos, ainda têm lenha pra queimar em uma temporada curta e, com isso, ganhar seu primeiro anel nesta temporada;

2) Mostrando a CP3 que na próxima temporada haverá um espaço no “cap” do time no valor de US$ 31,2 milhões, exatamente o montante dos salários de KG e Allen, que devem se aposentar assim que esta temporada terminar. Esse dinheiro seria usado para contratar Dwight Howard, que na cabeça de Danny Ainge disputaria esta temporada pelo Orlando e no ano que vem sairia com o passe na mão, usando linguajar do futebol.

Será que Ainge conseguirá convencer CP3?  E D12 também?

CENÁRIO

Leio na internet que o Houston Rockets não pretende gastar dinheiro nem com Tyson Chandler e nem com Nenê Hilário. Os dirigentes da franquia preferem pegar um pivô barato: Samuel Dalembert.

Pra onde irá Nenê?

Do jeito que as coisas estão caminhando, creio que ele vai ficar mesmo no Denver Nuggets. Uma pena.

ACORDOS

Atenção para os “free-agents” que já se acertaram para a próxima temporada:

Caron Butler — Assinou com o Los Angeles Clippers. Contrato de três anos em troca de US$ 24 milhões.

Tayshaun Prince — Renovou com o Detroit Pistons. Assinou contrato de quatro anos em troca de US$ 27 milhões.

Shane Battier — Assinou com o Miami Heat. Valores ainda não disponíveis.

Greg Oden — Renovou com o Portland Trail Blazers. Contrato de um ano em troca de US$ 8,9 milhões.

Tracy McGrady — Acertou com o Atlanta Hawks por uma temporada. Receberá o salário mínimo para veteranos: US$ 1,3 milhão.

Jonas Jerebko — Renovou com o Detroit Pistons. Vai receber US$ 16 milhões em quatro anos.

Jason Kapono — Assinou com o Lakers. Contrato de um ano em troca de US$ 1,3 milhão, o salário mínimo para veteranos.

Eddy Curry — Acertou com o Miami Heat. Um ano de contrato e vai ganhar igualmente o salário mínimo para veteranos: US$ 1,3 milhão.

TJ Ford — Vai para o San Antonio Spurs. Um ano de contrato e US$ 1,3 milhão (o mínimo veterano).

Mike Dunleave — Acordou contrato de duas temporadas com o Milwaukee Bucks. Valores não disponíveis.

Shannon Brown — É o mais novo jogador do Phoenix Suns. Assinou por US$ 3,5 milhões por apenas uma temporada.

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010 NBA | 17:55

O VOO DE ÍCARO DO LAKERS

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LeBron volta hoje a Cleveland. É o assunto do dia. Sobre isso, a gente fala mais pra frente. Isso porque, agora, é o momento de falarmos sobre o Lakers.

De novo?, alguém pode perguntar, irritado, especialmente se não for torcedor dos amarelinhos. Sim, de novo, pois o time angelino faz um voo de Ícaro neste momento e preocupa.

EMBICANDO

Sim, o Lakers está embicando. Perdeu seus últimos quatro jogos – todo mundo já sabe. Isso não acontecia desde março de 2007 – todo mundo já sabe. Aliás, desde que Pau Gasol chegou à franquia, em fevereiro de 2008, o Lakers não tinha perdido quatro jogos seguidos – isso todo mundo já sabe.

E sabe o que mais todo mundo já sabe? Que isso ocorre porque o time está cansado. Mente cansada pensa mal. Foi o que aconteceu com Derek Fisher no final do jogo de ontem.

O Lakers tinha três pontos de desvantagem no marcador (102 a 99) quando Shane Battier (foto AP), que já tinha derrubado duas bolas de três e feito uma de dois, tentou novo tiro triplo. Mas estava muitíssimo bem marcado, com Ron Artest na ajuda. Sabem o que Fish fez? Tentou dar um tapa na bola. Acertou a mão de Battier.

Conclusão: o ala-armador do Houston foi para a linha do lance livre, derrubou os três arremessos, passou a diferença para seis pontos (105 a 99) e acabou a história e morreu a vitória – como se diz no interior deste Brasilzão.

ERRO

Mitch Kupchak, gerente geral do Lakers, o homem que pensa o time, deveria ter pensando melhor quando contratou Theo Ratliff. Não pensou direito e contratou um veterano de 37 anos que está contundido.

Contundido sobrecarrega Pau Gasol e Lamar Odom – já falei sobre isso no post de ontem.

Sabe o que Kupchak deveria ter feito e não fez? Quando ele percebeu que Andrew Bynum não iria se recuperar rapidamente e que Ratliff está envelhecido e contundido, deveria ter pagado o resto do contrato do Ratliff (US$ 1,35 milhão) e ter dispensado o jogador.

Pegaria outro US$ 1,35 milhão (que é o mínimo a ser pago para um veterano) e ter oferecido a Erick Dampier. Enlouqueci? Acho que não.

Dampier pode ser Érica aas vezes (como gosta de brincar nosso parceiro Ricardo Camilo), mas poderia ser muito útil, utilíssimo, eu diria, neste revezamento para dar descanso a Gasol e Lamar.

Estava na praça; na praça ficou um bom tempo. E há um bom o Lakers desgasta Gasol (principalmente) e Lamar (que participou do Mundial da Turquia e não teve férias).

Derrick Caracter, o “rookie” de Texas El-Passo, é novato e é baixo: 2,06m. A altura até que não é o problema, ele é franzino, precisa ganhar corpo.

E o que tem feito Phil Jackson para tentar compensar a falta de gente grande no time? Tem usado Caracter e improvisado Ron Artest, Matt Barnes e o fraquíssimo Luke Walton.

Quando eles entram no time, o time embica.

POSIÇÃO

O Lakers é no momento o quarto colocado do Oeste. Já soma seis derrotas. Havia muito tempo que não perdia tanto no início de temporada. Está atrás do San Antonio, Dallas e Utah.

A sorte do Lakers é que o Spurs perdeu para o Clippers.

ZEBRA

E foi mesmo. Ou não foi? Claro que foi; afinal, o líder perder para o lanterninha é zebra. Mesmo com o jogo sendo disputado na casa do rabeira da competição.

Uma vez mais Blake Griffin arrebentou: 31 pontos e 13 rebotes. De Griffin eu já falei: não passa mais de três temporadas com o Clippers. Uma pena; a franquia do lado pobre de Los Angeles só vai ser rica se se mandar de lá.

Deveria voltar para San Diego. Lá teria um tratamento melhor da mídia. E time sem mídia não vai – bem como jogador.

Aliás, Chris Bosh disse que este foi um dos motivos que o tiraram do Toronto e o mandaram para Miami. “Por mais que eu fizesse em Toronto, ninguém via”.

Não é bem assim, mas CB1 tem razão: as estrelas precisam de mídia. E Griffin já me parece uma estrela.

CHICAGO

Não vou falar; o time me tirou o humor ontem à noite. Do Orlando? Também não vou falar nada: aqueles caras encestando bolas de três, uma atrás da outra, também tiraram o meu humor.

Vão acertar cestas de três assim lá na…

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