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terça-feira, 25 de setembro de 2012 NBA | 18:36

AS CRAVADAS EM CIMA DE PATRICK EWING E O ANIVERSÁRIO DE SCOTTIE PIPPEN

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A princípio pode soar como uma baita sacanagem pra cima desse que é um dos maiores pivôs da história do basquete mundial. Mas uma coisa tem que ser dita: Patrick Ewing era um “bobão” quando tentava evitar uma enterrada.

Como vocês vão constatar o vídeo abaixo, a galera fazia Ewing de gato e sapato quando o encarava dentro do garrafão. A enterrada derradeira do vídeo, eleita obviamente a melhor de todas, é realmente espetacular.

O assunto me veio à mente ontem, quando eu postei o vídeo do Hakeem (vocês sabiam que no princípio era Akeem e depois ele mudou para Hakeem?). Tem um monte de enterradas de The Dream na fuça de Ewing.

PRIMAVERAS

Há pouco, olhando os TTs, vi Ben Osborne, repórter da “SLAM”, dizer que sua enterrada favorita de todos os tempos é exatamente esta última do vídeo em cima de Patrick Ewing. E sabem por que ele até postou uma foto (que reproduzo)? Porque é uma cravada de Scottie Pippen em cima do ex-pivô do New York. Scottie Pippen, o aniversariante do dia. Osborne homenageia Pip por conta de seus 47 anos.

Pippen é o Coutinho do basquete. Ele foi para Michael Jordan o que Coutinho foi para Pelé. Era impossível imaginar um sem o outro.

Claro que a relação de MJ com Pip foi mais duradoura e nada tumultuada, ao contrário do relacionamento entre Pelé e Coutinho. Este era cascudo, vivia brigando com Pelé. Cortaram relações. Coutinho é um cara amargurado. No filme do centenário do Santos foi o único que não participou, pois exigiu grana para isso.

Pip nunca foi assim. Pip adorava MJ. Nunca se incomodou em ganhar menos do que o Pelé do basquete, porque sabia exatamente qual era a sua posição dentro da franquia.

Por isso, achei muito estranho quando ele, ano passado, declarou que LeBron James poderia se tornar o maior jogador de basquete de todos os tempos. Primeiro, que isso não deverá se concretizar, pois assim como jamais aparecerá outro Pelé, jamais aparecerá outro Michael Jordan. Segundo, mesmo que se fosse verdade, em nome da amizade entre eles, Pip jamais deveria ter dito o que disse.

JORNALZINHO

Assim como MJ, vi Pippen ao vivo em 16 oportunidades. Ele era espetacular. Assim como era difícil falar com MJ, era difícil falar com ele. Pip gozava do mesmo prestígio de MJ. A mídia o requeria com a mesma intensidade.

Lembro-me que certa vez, em Chicago, depois de uma partida, eu estava no vestiário. Fiz uma pergunta a ele. Eu segurava um gravador com a mão direita e na esquerda tinha uma edição do “NBA News”, um jornalzinho mensal que a NBA distribuía gratuitamente para os jornalistas. Pip respondeu a pergunta e olhou para o jornal. E perguntou para mim: “Onde eu acho um desses?” Eu disse: na sala de imprensa, mas pelo que vi, não tem mais. E ele apenas balbuciou: “Hum…”

Randy Brown, que era o armador reserva do Chicago naquela época, viu a cena. Virou-se para mim e disse: “Pip quer o jornal”. Eu disse: mas eu só tenho esse! Ele insistiu: “Mas ele quer”. E eu entreguei-o a Pippen, que agradeceu, sorrindo.

Nunca mais vou me esquecer desse acontecido. Vejam que há dois momentos nessa história. A reverência e o respeito de Brown a Pippen e a minha capitulação. Mas não havia como negar aquele jornalzinho a este que me deu muitas alegrias ao longo dos tempos.

Pip, feliz aniversário, meu velho! Mas não se esqueça: Michael Jordan era, é e sempre será o maior de todos.

MUNDO QUE GIRA

Vejam vocês aonde eu fui parar. Estava falando que Ewing era um “bobão”, pois cansou de levar cravadas na fuça e acabei desembocando no aniversário de Scottie Pippen porque ele foi o responsável pelo maior “in your face” em cima de Ewing.

O vídeo está aí. Creio que vocês vão curti-lo.

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terça-feira, 14 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 19:24

CONFIRA O RANKING DOS ‘DREAM TEAMS’ DESDE BARCELONA-92

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Depois que os EUA ganharam a medalha de ouro nos Jogos de Londres, vale a pena a gente avaliar o que Kobe Bryant disse sobre esse time e o Dream Team de Barcelona-92. O que disse exatamente Kobe?

Num primeiro momento, que o time atual venceria o DT. Depois, pressionado pela opinião pública, que o condenou com veemência, recuou e desdisse o que disse. Ou melhor: disse que disse que o time atual, numa série melhor de sete, talvez vencesse uma partida e não acabaria sendo varrido.

Mas vamos fazer o seguinte? Vamos deixar pra lá Kobe Bryant.

O que eu quero propor é: em que lugar se situaria esse time de Londres num ranking envolvendo apenas os selecionados compostos por jogadores da NBA?

Domingo, almoçando com meu filho e tendo meu netinho a nos distrair por conta de suas traquinagens, a gente concluiu que o time atual não é nem o segundo melhor de todos os tempos desde que os profissionais passaram a competir nas Olimpíadas.

Vocês querem saber como ficaria o ranking, certo? Desde Barcelona, não se esqueçam, já foram seis selecionados. De acordo com a minha avaliação, eles ficam assim situados:

6º) EUA-2004 — Em sexto e último lugar, claro, pois foi o único time de profissionais que não conseguiu conquistar a medalha de ouro olímpica. O time, se olhado agora, era extraordinário, mas estava repleto de garotos, entre eles LeBron James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony. Os três tinham acabado de jogar sua primeira temporada na NBA e não tinham qualquer experiência profissional e muito menos internacional. Sobrou tudo nas costas de Tim Duncan, Allen Iverson e Stephon Marbury, que não aguentaram o rojão. E Larry Brown, que comandou o time, acabou sucumbindo por conta de um projeto muito mal montado por parte da USA Basketball.

5º) EUA-2000 — Esse time por pouco não foi batido pela Lituânia nas semifinais. O armador Sarunas Jasikevicius, na época jogador do Barcelona e que mais tarde passou por Golden State e Indiana, mandou uma bola de três, no estouro do cronômetro, que bateu no aro. Se tivesse entrado, o placar teria sido de 86-85 para os lituanos e não 85-83 para os norte-americanos. Eu vi tudo, ao vivo, lá no ginásio, bem de perto, com a mão na cabeça, certo de que aquela bola entraria. Aquele jogo foi emblemático, pois deixou claro para o mundo que os profissionais da NBA poderiam ser batidos. Esse time tinha jogadores de qualidade bem discutível, como Vin Baker, Antonio McDyess e Shareef Abdur-Rahim, muito embora contasse com Vince Carter, Kevin Garnett, Gary Payton, Jason Kidd, Tim Hardaway e Alonzo Mourning.

4º) EUA-2012 — Esse time que foi campeão em Londres não fica nem entre os três melhores desde que os profissionais passaram a competir. Foi campeão de forma invicta, mas mostrou dificuldades. Venceu a Lituânia na fase de classificação por apenas cinco pontos (99-94) e na final, diante da Espanha, o jogo foi muito parelho e acabou com a vitória dos EUA por apenas sete pontos: 107-100. Claro que faltaram aos norte-americanos jogadores como Dwight Howard, Dwyane Wade, Chris Bosh e Derrick Rose. Se todos estivessem em terras da Rainha, certamente o nível da equipe seria outro. Talvez ficasse em terceiro lugar no ranking de todos os tempos envolvendo os profissionais nos Jogos Olímpicos. Foi a primeira Olimpíada de Kevin Durant, que terminou o torneio como segundo melhor cestinha da competição com média de 19,5 pontos por jogo (o líder foi o australiano Pat Mills, do San Antonio, com 21,2). Foi também a Olimpíada de LeBron James, o melhor jogador do time norte-americano. Kobe Bryant também deu sua contribuição, mas em um nível inferior aos dois mencionados.

3º) EUA-2008 — Esse selecionado foi batizado como “Redeem Team”. Ou seja, o time da redenção. Isso porque ele teve a missão de resgatar o ouro olímpico e o orgulho norte-americano. Jerry Colangelo, presidente da USA Basketball, como disse acima, manteve o técnico Mike Krzyzewski, que não conseguiu levar o time ao título do Mundial do Japão, dois anos antes, pois foi derrotado pela Grécia por 101-95. Foi, aliás, a única derrota do Coach K à frente do selecionado norte-americano. Em Pequim, os EUA ganharam o ouro olímpico novamente de forma invicta, comandado em quadra por Kobe Bryant, que teve a coadjuvá-lo LeBron James, Carmelo Anthony, Dwyane Wade e Dwight Howard. Na entrevista coletiva depois do jogo contra a Grécia (92-69), eu, sentadinho numa das poltronas da sala de imprensa, ouvi Chris Paul dizer: “A gente se sente como se fossemos os Beatles”. Foi exatamente assim que aquele time foi tratado em Pequim: como uma banda de rock do calibre dos ingleses de Liverpool. E mereceu toda a paparicação.

2º) EUA-1996 — Indiscutivelmente esse foi o segundo melhor time. Dá só uma olhada na galera que esteve em Atlanta: Charles Barkley, Scottie Pippen, David Robinson, Karl Malone, John Stockton (todos remanescentes do time de Barcelona), Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Reggie Miller, Grant Hill, Gary Payton, Anfernee Hardaway e Mitch Richmond. Como vimos, nada menos do que cinco jogadores desse grupo fizeram parte do Dream Team de 1992. Só isso já faz desse grupo um grupo espetacular. Mas adicione a ele Shaq e Hakeem e pronto: ninguém colocará em dúvida que este é mesmo o segundo melhor selecionado dos EUA desde que os profissionais passaram a competir nos Jogos Olímpicos. Venceu os adversários por uma média de 32 pontos. Foi treinado por Lenny Wilkens. Como os jogos foram realizados no Georgia Dome, nada menos do que um total de 258.106 torcedores assistiram a todos os oito cotejos da equipe no torneio, o que deu uma média de 32.2633 pagantes por partida.

1º) DREAM TEAM — Contrariando o título, esse é o único selecionado que pode ser chamado de “Dream Team”. Dizer o que mais sobre um time que tinha Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird? O que dizer de um time que foi guindado ao Hall da Fama de Massachusetts? O que dizer de um time que 12 dos 11 jogadores acabaram no mesmo salão da fama de Springfield? Não há mais nada a falar sobre ele. Quem viu, viu; quem não viu, que se divirta com documentários e vídeos. Ao vivo, no entanto, foi simplesmente espetacular.

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segunda-feira, 5 de março de 2012 NBA | 19:54

ARMADORES PUROS SUMIRÃO NUM FUTURO NÃO MUITO DISTANTE

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O parceiro Gustavo Malaquias mandou a seguinte mensagem há pouco: “Muitos falam a mesma coisa: consideram Derrick Rose (foto Getty Images) um “shooting guard” e não um “point guard”. Mas eu tenho uma outra opinião. Para mim, D-Rose é o típico “point guard” moderno – muito atlético, explosivo, com bom arremesso, ótimo controle de bola e grande visão de jogo. Você não encontra essas qualidades em muitos “shooting guards”. E a tendência é que a nova safra dominante de armadores tenham essas qualidades, vide John Wall, Kyrie Irving, Kemba Walker e o próprio Russell Westbrook, que possui um jogo parecidíssimo com o do Rose e você não o retirou de sua lista”.

Era uma resposta a algum comentário de outro parceiro deste botequim.

É exatamente isso o que eu penso e já me manifestei aqui sobre o assunto em outras ocasiões.

Em uma conversa que tive pelo Twitter com o meu xará Fabio Balassiano disse isso a ele e ele também concordou. E o nosso papo (fiquei feliz por isso) motivou-o a escrever um texto muito bom sobre o assunto (clique aqui para ler).

A opinião de Gustavo vem ao encontro do que eu penso. Sem querer posar de sabichão ou sabe-tudo, a meu ver a maioria das pessoas se guia por um conceito antigo de que armador tem que passar a bola em primeiro lugar. Isso está ficando para trás. Armador moderno tem que armar o jogo e pontuar — e muito, de preferência.

Magic Johnson, aliás, já fazia isso na década de 1980. Também por isso Earvin entrou pra história como um dos maiores de todos os tempos.

Eu já disse aqui algumas vezes: os armadores puros, do tipo Rajon Rondo e Jason Kidd (atual), vão sumir com o passar do tempo. Jogador tem a obrigação de saber levar a bola, ler o jogo e fazer escolhas corretas sob quaisquer circunstâncias do jogo.

Então, pra que um “point-guard”?

Num futuro breve, todos serão “shooting guard”. E os alas também terão que saber conduzir o jogo. Scottie Pippen, por exemplo, fazia isso nos tempos do Chicago de Michael Jordan — que também sabia levar a bola.

Aliás, no segundo “Three Peat” do Bulls, o “armador” era Ron Harper, que nunca foi armador. Ele era um ala-armador como Michael Jordan. Steve Kerr (que era um armador, mas que estava mais para ala-armador), entrava apenas nos momentos chaves das partidas.

No Lakers de Phil Jackson, o que Derek Fisher menos fazia era levar a bola e armar o jogo. Isso ficava a cargo de Kobe Bryant e Lamar Odom.

No Miami atual, Mario Chalmers ocupa um papel semelhante ao de Fish: finge-se de morto e sempre aparece aberto para os arremessos de três, servido que é por LeBron James e Dwyane Wade, por exemplo.

Assim serão os times de basquete no futuro. Futuro, diga-se, que está em nossa frente, mas que muitos ainda não estão conseguindo enxergar.

Os times do futuro terão jogadores como Derrick Rose, Kobe Bryant, LeBron James, Dwyane Wade, Russell Westbrook, Deron Williams, Tony Parker e Jeremy Lin. Terão John Wall, Kyrie Irving e Kemba Walker.

Assim será; podem me cobrar.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011 NBA | 19:03

OS MELHORES DA NBA NAS TRÊS ÚLTIMAS DÉCADAS

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Dia desses, um parceiro aqui do nosso botequim (que eu não consigo lembrar quem foi e desde já eu me desculpo com ele), pediu para que eu escalasse o meu quinteto titular da NBA na década de 1980.

Disse a ele que precisava pensar. Pensei e escalei não apenas o quinteto titular, mas fiz uma seleção. E mais: ampliei para as décadas de 1990 e 2000.

Certamente eu deixei de fora alguns nomes. Vamos ver o que vocês têm a dizer.

Ah, sim: não coloquei LeBron James, Dwayne Wade e Carmelo Anthony na seleção da década de 2000 porque vou considerá-los como década de 2010. E mais pra frente a gente fala sobre ela.

Vão lá os meus selecionados e seus respectivos quintetos:

DÉCADA DE 80
Armadores
Magic Johnson
Isiah Thomas
Dennis Johnson

Alas-armadores
Joe Dumars
Dr. J

Alas
Larry Bird
Cedric Maxwell

Alas-pivôs
James Worthy
Kevin McHale

Pivôs
Kareem Abdul-Jabbar
Robert Parish
Moses Malone

Quinteto titular
Magic Johnson
Dr. J
Larry Bird
James Worthy
Kareem Abdul-Jabbar

DÉCADA DE 90
Armadores
John Stockton
Tim Hardaway

Alas-armadores
Michael Jordan
Clyde Drexler

Alas
Scottie Pippen
Reggie Miller

Alas-pivôs
Karl Malone
Charles Barkley
Dennis Rodman

Pivôs
Hakeem Olajuwon
Patrick Ewing
Alonzo Mourning

Quinteto titular
John Stockton
Michael Jordan
Scottie Pippen
Karl Malone
Hakeem Olajuwon

DÉCADA DE 00
Armadores
Jason Kidd
Steve Nash
Allen Iverson

Alas-armadores
Kobe Bryant
Manu Ginobili

Alas
Paul Pierce
Dirk Nowitzki

Alas-pivôs
Tim Duncan
Kevin Garnett
Robert Horry

Pivôs
Shaquille O’Neal
Yao Ming

Quinteto titular
Allen Iverson
Kobe Bryant
Paul Pierce
Tim Duncan
Shaquille O’Neal

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quinta-feira, 16 de junho de 2011 NBA | 23:54

O MAIOR TIME DA HISTÓRIA DA NBA

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Alertado pelo sóbrio Daniel Sanchez, um dos mais antigos parceiros deste botequim, o site do Chicago na NBA traz uma matéria mostrando que a revista norte-americana “Sporting News” ouviu jogadores e treinadores que se retiraram e ainda estão na ativa, além de jornalistas, para saber deles o seguinte: qual foi o maior time da história da NBA?

Deu o óbvio: o Chicago Bulls da temporada 1995/96. E o que aquele time tinha de especial? Primeiro, Michael Jordan; segundo, jogadores extraordinários que gravitaram ao redor de MJ; terceiro, Phil Jackson e Tex Winter e uma comissão técnica maravilhosa; quarto, uma raposa que sabia montar times chamada Jerry Krause, o GM do Bulls, que depois chutou o balde cheio de leite ao brigar com Jordan, Pippen, P-Jax, Rodman, enfim, com meio mundo, a ponto de acabar no ostracismo.

Dentre os grandes jogadores que gravitaram ao redor de MJ estão Scottie Pippen, seu fiel escudeiro, Dennis Rodman, um gênio da marcação e dos rebotes, e Tony Kukoc, um croata que viveu o maior momento de sua carreira naquela temporada, a ponto de ter sido eleito o melhor sexto homem do campeonato.

Ah, sim, tinha também Steve Kerr, um cara que vinha do banco para matar bolas de três e bagunçar a defesa adversária. E ajudava também no descanso de Ron Harper, um ala-armador que jogava como armador, porque nos times de Phil Jackson não havia de fato um armador no seu quinteto titular, fórmula que ele repetiu depois no Lakers cinco vezes campeão em suas mãos.

Aquele Chicago detém até hoje o recorde da história da NBA na fase de classificação. Foram 72 vitórias e apenas dez derrotas. Foi também o melhor ataque daquela temporada, com média de 105,2 pontos, e a segunda defesa menos vazada, com média de 88,5 pontos contra por partida.

Além disso, Jordan terminou o campeonato com média de 30,4 pontos. Nos playoffs, essa média subiu para 31,5.

“Aquele time se recusava a perder”, disse Jim Cleamons, um dos assistentes de P-Jax. Era isso mesmo: aquele time não aceitava derrotas.

A lista foi completada assim:

2º Lakers (1971/72)
3º Lakers (1986/87)
4º Boston (1985/86)
5º Boston (1964/65)
6º Philadelphia (1966/67)
7º Philadelphia (1982/83)
8º Milwaukee (1970/71)
9º Chicago (1991/92)
10º Detroit (1988/89)

Com o passar dos dias eu vou falando um pouco sobre os outros times também.

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sábado, 28 de maio de 2011 NBA | 11:55

POR QUE MICHAEL JORDAN É O MAIOR DE TODOS

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Vamos seguir discutindo esta declaração polêmica de Scottie Pippen, que disse que LeBron James pode vir a ser melhor que Michael Jordan e, com isso, tornar-se o maior jogador da história do basquete.

O que eu acho é que o que torna Michael Jordan incomparável é que ele caiu em uma franquia mediana e dominou a liga e o jogo.

Magic Johnson foi extraordinário, mas caiu no Lakers de Kareem Abdul-Jabbar e depois teve craques como James Worthy, por exemplo, a seu lado. Larry Bird caiu no Boston Celtics e jogou com Kevin McHale, Robert Parish e Nate Archibald. Bill Russell era do Celtics, numa época em que não havia o “salary cap” e podia-se contratar quem quisesse — e todos queriam jogar no Boston ou no Lakers.

Aí eu fico pensando: será que Magic Johnson teria sido campeão da NBA jogando no Cleveland ao lado de Mo Williams e Anthony Parker? Será que Larry Bird teria sido o que foi jogando ao lado de Daniel Gibson e Zydrunas Ilgauskas? Será que Bill Russell teria conquistado dez títulos ao lado de Sasha Pavlovic e J.J. Hickson?

Esta é a questão.

LBJ teve que procurar um Kareem, um McHale, o que Magic e Bird não tiveram. E ambos, Magic e Bird, caíram em times grandes.

LBJ e MJ não caíram. Ambos pousaram em times médios, talvez pequenos.

MJ conseguiu ser seis vezes campeão (poderia ter sido oito, todos nós concordamos, se ele não tivesse ido brincar de jogar beisebol). Fez de Scottie Pippen um jogador fantástico, eleito que foi para o time dos “50 Maiores Jogadores da NBA”.

E não me venham dizer que Pippen era gênio, porque outro dia eu disse aqui que Pippen era melhor que LeBron (insanidade minha, admito) e todos neste botequim me chamaram de louco e disseram que Pippen só foi o que foi por causa de Michael Jordan.

LBJ, ao contrário de MJ, não conseguiu ser campeão em uma franquia pequena e nem conseguiu criar um Scottie Pippen. Teve que procurar um apoio, que Magic, Bird e Russell sempre tiveram.

Só isso basta, a meu ver, para provar que esse tipo de comparação, entre Jordan e James, é incabível.

E o mesmo vale para Kobe Bryant. Kobe foi recrutado pelo Charlotte Hornets — hoje New Orleans. Se lá ele tivesse conquistado cinco títulos como ator principal, se lá ele tivesse criado um Scottie Pippen para ajudá-lo, aí sim eu iria pensar em compará-lo a MJ.

Mas não: Kobe foi para o Lakers, um time grande, e teve em seus primeiros anos de liga Shaquille O’Neal (um dos maiores de todos os tempos) a seu lado. Depois, sem Shaq, não ganhou nada e a franquia teve que ir atrás de Pau Gasol para ele ajudar Kobe a vencer.

No Lakers, isso mesmo, no Lakers, Kobe não conseguiu criar um Scottie Pippen. A franquia, repito, teve que comprar um Pippen no supermercado ao lado para ajudar Kobe a vencer, pois, volto a repetir, Kobe não conseguiu criar um Scottie Pippen para si.

Kobe, Magic e Bird sempre jogaram em times grandes. Sempre tiveram gente grande a seu lado. Ser campeão com a camisa de um time grande é muito mais fácil; ser campeão ao lado de craques é muito mais fácil.

LeBron teve que procurar apoio, como Magic teria que procurar para aflorar o Magic Johnson e o mesmo para Larry Bird, Bill Russell e Kobe Bryant. Todos teriam que fazer isso; Michael Jordan não precisou.

Ele foi campeão em um time pequeno e criou um jogador fantástico para ajudá-lo a conquistar títulos e se transformar no maior jogador de basquete de todos os tempos. Quando alguém fizer o mesmo, volto a dizer, podemos pensar em compará-lo a MJ.

Como vimos, esse não é o caso de LeBron James.

Next question, please.

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sexta-feira, 27 de maio de 2011 NBA | 18:51

LBJ MELHOR QUE JORDAN?

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A declaração de Scottie Pippen à ESPN Radio de Chicago, na manhã desta sexta-feira, está causando alvoroço não só neste botequim, mas creio que em todo o planeta. Por aqui, alguns parceiros já começaram a se manifestar.

O que disse Pippen? Pippen disse o seguinte:

“Michael Jordan is probably the greatest scorer to play the game. But I may go as far as to say LeBron James may be the greatest player to ever play the game because he is so potent offensively that not only can he score at will but he keeps everybody involved”.

Traduzindo para o bom português temos o seguinte:

“Michael Jordan é provavelmente o maior fazedor de pontos (vamos diferenciar de cestinha, pois o que Pippen quis dizer são coisas diferentes) da história do basquete. Mas eu posso ir mais longe e dizer que LeBron James pode via a ser o melhor jogador de todos os tempos porque ele tem uma grande força ofensiva que não apenas o permite pontuar, mas manter seus companheiros envolvidos”.

Foi isso o que Pippen disse. E o que ele disse? Que LeBron PODE vir a ser o maior jogador de todos os tempos. Ele não disse que LeBron É o maior jogador de todos os tempos.

E prosseguiu, justificando seu ponto de vista, dizendo que o mesmo perigo ofensivo que LBJ causa aos adversários ele provoca defensivamente: “Ele não só domina o lado ofensivo, mas também na defesa, o que faz com que o pacote seja completo”.

Houve uma prudência saudável por parte de Pippen em sua declaração. Colocou no condicional. Mas jogou lenha na fogueira. Hoje todos estão comentando a declaração do melhor companheiro e maior amigo que MJ teve nas quadras da NBA.

O que eu acho? Acho que temos que ser prudentes. Aguardar o andar da carruagem e ver o que LBJ vai fazer nos próximos anos.

Acho difícil aparecer alguém melhor do que MJ. Como acho difícil aparecer alguém que jogue melhor que Pelé.

HOJE, King James não é melhor que Jordan. AMANHÃ, quem sabe? Como disse, acho difícil; mas quem sabe?

Suponhamos, todavia, que LBJ realmente comande uma dinastia em Miami. Que o Heat consiga conquistar cinco títulos seguidos, que é o tempo de contrato dele com o time da Flórida.

Se isso ocorrer e for do jeito que Pippen diz que PODE ser, aí não tem o que falar. Um fazedor de pontos como Michael Jordan e um Pelé da defesa. Sim, se esse cara existir, ele é o maior de todos os tempos, sem dúvida.

Mas isso me parece uma história de ficção.

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sábado, 21 de maio de 2011 NBA | 14:50

UM POUCO DO VELHO MAGIC JOHNSON

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Vi que essa questão Magic Johnson x Kobe Bryant despertou interesse em alguns frequentadores deste botequim. Estava relembrando as finais de 1991, a última disputada por Magic. O Lakers, como a gente bem sabe, foi derrotado pelo Chicago, que ganhou ali seu primeiro título de campeão.

No primeiro confronto, realizado em Chicago, pois o Bulls teve melhor campanha, o Lakers venceu por 93 a 91, com uma cesta de três de Sam Perkins no estouro do cronômetro. Perkins, que era o melhor amigo de Michael Jordan em North Carolina, fez 22 pontos, assim como James Worthy. Foram os cestinhas do time. Agora vejam os números de Magic: 19 pontos, 11 assistências e 10 rebotes; um “triple-double”.

No segundo jogo da série, também em Chicago, o Bulls se recuperou e venceu facilmente por 107 a 86. Jordan, que havia feito 36 pontos na primeira peleja, cravou mais 33 e 13 assistências e novamente foi o cestinha da contenda. Agora vejam os números de Magic Johnson: 14 pontos, 10 assistências e 7 rebotes.

Com a série empatada em 1 a 1, o confronto deixou Illinois e foi para a Califórnia, mais precisamente para o Forum de Inglewood, então lar do Lakers, pois o Staples Center não existia. O Lakers, depois de tirar a vantagem de quadra do Chicago, era tido como favorito. Afinal de contas, tinha em seu grupo, além de Magic, Worthy, Perkins e Byron Scott. E Vlade Divac, um jovem pivô sérvio (na época iugoslavo) que muito sucesso fazia no basquete europeu. E tinha muito mais camisa que o Chicago, que se valia do talento de Michael Jordan, pois Scottie Pippen ainda não gozava da fama que adquiriu posteriormente a esta decisão.

No terceiro embate, o Chicago voltou a vencer: 104 a 96. Com isso, recuperava o mando de quadra. Jordan voltou a ser o cestinha do combate, com 29 pontos, recheados com nove assistências e nove rebotes. Raspou a trave quanto a um “triple-double”.

Magic anotou 22 pontos, 10 assistências e 6 rebotes. Só não foi o cestinha do Lakers porque Perkins anotou 25.

Já sem a pressão da final, recuperando o mando de quadra, o Chicago foi para o quarto jogo da série mais tranquilo, com Pippen fazendo um grande trabalho defensivo em cima de Magic. Sim, Pippen defendia muito e era alto. Phil Jackson incumbiu-o de marcar o principal jogador do Lakers, num revezamento perfeito com MJ (foto Reprodução).

O Bulls voltou a vencer: 97 a 82. Magic anotou novamente um “double-double”: 22 pontos e 11 assistências. Completou seus números com mais seis rebotes. MJ cravou novamente um DD: 28 pontos e 13 assistências. Adicionou cinco rebotes a seus números.

Divac apareceu bem na série pela primeira vez quanto a pontuação: 27 tentos; e mais 11 rebotes. Perkins, Worthy e Scott tiveram uma pálida participação: juntos anotaram apenas 19 pontos.

Era mesmo Magic contra a rapa.

No último confronto, que garantiu o título ao Bulls, Scott e Worthy, contundidos, não jogaram. A certeza de nova vitória e a consagração eram fortes dos lados do Chicago.

Mas Magic não queria de jeito nenhum que isso acontecesse. Deu tudo de si, buscou no fundo d’alma forças que talvez ele não tivesse naquele momento, e anotou 16 pontos, 20 assistências e 11 rebotes. Novo “triple-double”, mas insuficiente para evitar o tombo derradeiro do gigante californiano: Chicago 108 x 101 Lakers. Bulls campeão pela primeira vez na NBA.

Magic terminou a série com médias de 18,6 pontos, 12,4 assistências e 8,0 rebotes. Como disse acima, jogou praticamente sozinho, pois Worthy, Perkins e Scott negaram fogo em pelo menos dois jogos e Worthy e Scott, como vimos, não entraram em quadra no confronto final.

Magic tinha 32 anos. Foi sua última aparição em uma decisão de título.

Mais pra frente eu conto como foi a primeira aparição de Magic em um “NBA Finals”. Aparição esta que consagrou-o com apenas 20 anos. Tornou-se o MVP da final diante do Philadelphia de Julius Erving e Daryl Dawkins.

Essa história, que eu ainda vou contar, é imperdível. E aos mais emotivos, de derramar lágrimas.

Aguardem.

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sábado, 2 de abril de 2011 NBA | 01:07

DENNIS RODMAN, O MALUCO-BELEZA DA NBA

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O Detroit Pistons levantou o número 10. A partir de agora, ninguém mais usa a camisa 10. Greg Monroe, que começou a temporada com a 10, vai até o fim. Mas depois disso, ninguém mais ousará a pedir a camisa 10.

Ela foi imortalizada. Imortalizada por um dos maiores jogadores que já pisou em uma quadra da NBA: Dennis Rodman.

Maluco, louco de pedra, extravagante, excêntrico. Adjetive Dennis do jeito que você quiser, mas, por favor, não use adjetivos elegantes e suaves. Dennis nunca fez parte desta elite. Dennis fez parte da outra elite. Dennis era maluco de pedra.

Era maluco-beleza. Nunca houve ninguém como ele em uma quadra de basquete de todo o planeta — e jamais haverá. Ele faz parte de uma casta rara, de jogadores que são produzidos a cada cometa que corta o firmamento e desce incandescente a causar estragos e espantos. E encantos.

Até Dennis Rodman colocar seus pés em uma quadra da NBA, Larry Bird, um dos maiores jogadores que o basquete já produziu, nunca tinha encontrado alguém que o diminuísse em quadra. Alguém que soubesse seus segredos. Alguém que o limitasse.

Esse alguém surgiu quando Dennis Rodman pisou pela primeira vez em uma quadra da NBA. Pergunte a Larry Bird: quem você não gostaria de ter enfrentado? Dennis Rodman é a resposta.

Jogava para o time e não para ele. “Foi o mais esperto jogador que eu treinei”, disse Tom Thibodeau, técnico do Chicago e que era assistente do San Antonio quando Dennis lá jogou. “É um herói para mim”, afirmou Joakim Noah, pivô do Chicago Bulls.

Dennis fazia múltiplas funções em quadra. Com apenas 2,01 de altura liderou a NBA em rebotes por sete temporadas. Marcou Shaquille O’Neal e seu corpanzil de 2,16m.

Nunca afinou pra ninguém. Nunca disse não a um treinador.

Foi o maior ala-pivô que eu vi jogar. Maior do que Tim Duncan, Kevin Garnett ou Karl Malone. Não olhe apenas para o jogo de Dennis, que não era pequeno. Olhe para Dennis e seu jogo mental também.

Foram poucos na história do jogo que tiveram um mental tão forte. Dennis tirava seu marcador do jogo. Dennis tirava quem ele marcava do jogo.

Fez isso com Karl Malone, Charles Barkley, Patrick Ewing, Larry Johnson e Alonzo Mourning e Shaquille O’Neal. E também com Scottie Pippen e até mesmo com Michael Jordan. E com quem aparecesse em sua frente.

Dennis fazia parte da canalha do esporte. Viveu do jeito que quis. Ninguém impôs limites a ele. Andou com grandes mulheres, como Madonna e Carmem Electra. Frequentava cassinos nas vésperas dos grandes jogos. Bebia e fumava como se fosse um adolescente deslumbrado com os encantos da maioridade.

Nunca temeu ninguém. Nem mesmo Michael Jordan. Jordan o respeitava; e admirava também. MJ sabe muito bem que sem Dennis o segundo triunvirato não teria acontecido.

Dennis, no entanto, cometeu equívocos. Seus maiores pecados foi ter vestido as camisas de San Antonio, Dallas e Lakers. Ele não tinha nada a ver com essas franquias. Dennis pertenceu ao Detroit e ao Chicago.

Que o Bulls faça o mesmo que o Pistons: aposente em breve a camisa 91. Ninguém, jamais, em tempo algum, terá o direito de usar a 10 do Detroit. E que ninguém, jamais, em tempo algum, venha a ter esse direito com a 91 do Chicago.

Elas pertenceram e sempre pertencerão a Dennis Rodman. O maior ala-pivô de todos os tempos que eu vi em uma quadra de basquete.

OBS: na foto AP, Dennis Rodman e sua filha Trinity levantando o banner com o número 10.

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sábado, 12 de março de 2011 NBA | 14:58

EMOÇÃO ESTA NOITE EM CHICAGO

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OBullscomemora hoje os 20 anos de sua primeira conquista na NBA. A cerimônia ocorrerá durante o intervalo da partida desta noite diante do Utah Jazz, em Chicago.

Ex-jogadores, entre eles Michael Jordan e Scottie Pippen, estarão no evento. O assistente técnico Johnny Back também. Phil Jackson e Jim Cleamons estarão em Dallas neste sábado com o Lakers e estarão ausentes.

Tex Winter, o homem que fez a fama de P-Jax ao criar o “Sistema dos Triângulos”, está velhinho. Sofreu um AVC e parece que não sai mais de casa.

Mas seria emocionante se todos aparecessem em Chicago esta noite.

A campanha do Bulls, só pra relembrar, foi a seguinte na fase de classificação: 61 vitórias e 21 derrotas (74,4%). Nos playoffs, incluindo a decisão contra o Lakers, foi de 15-2 (88,2%).

As duas únicas derrotas na pós-temporada vieram diante do Philadelphia, nas semifinais do Leste, e contra o Lakers, no primeiro jogo da decisão, dentro do extinto Chicago Stadium.

O Lakers venceu por 93 a 91, com Sam Perkins acertando uma bola de três no estouro do cronômetro.

As demais partidas foram vencidas pelo Bulls que marcou:

3 a 0 – New York
4 a 1 – Philadelphia
4 a 0 – Detroit

A “varrida” que o Chicago deu no Detroit impulsionou o time ao título. O Bulls era complexado com o Pistons.

Um ano antes, em 1989/90, perdeu a decisão do Leste para o Detroit numa batalha de sete jogos.

Em 1988/89, a mesma história: o Bulls perdeu a decisão do Leste para o Pistons por 4 a 2.

Em 1987/88, o Chicago tombou nas semifinais diante do Pistons: 4 a 1.

Foi exatamente nesta temporada que Scottie Pippen chegou à franquia.

O Bulls era traumatizado com o Detroit. Michael Jordan e companhia perdiam na bola e no tapa. Nunca um time de basquete da NBA levou tantos sopapos como o Chicago levou do Detroit.

Todo mundo apanhava; de Chico a Francisco.

Eram batalhas homéricas — perdoem o lugar-comum. Mas eram mesmo. O Chicago tentando jogar basquete e o Detroit, quando não conseguia, apelava e distribuía bordoadas.

Naquela época, a arbitragem não era como hoje. Hoje, encostou é falta. Naquela época o jogo era muito mais físico. O pau comia.

Foi por conta disso que MJ afirmou, recentemente, que se jogasse hoje faria 100 pontos. A arbitragem, corretamente, nos dias de hoje, protege quem sabe jogar.

Por isso mesmo, quando o Chicago varreu o Detroit na decisão do Leste, a comemoração foi maior do que a do título da NBA.

É o que todos comentam em Chicago. Ganhar do Detroit teve mais sabor do que bater o Lakers na final. Exagero? Sei não, tenho dúvidas. Eu me lembro muito bem como foi ganhar do Detroit.

E impulsionado, como disse, pela “varrida” no Pistons, o Chicago chegou cheio de moral para a decisão. Talvez isso justifique a derrota para o Lakers na primeira partida.

Relaxamento natural de um time que conseguiu passar por cima de seu maior rival depois de três tentativas frustradas.

A rivalidade era tanta que quando o Detroit perdeu os jogadores saíram da quadra antes de o jogo terminar. Faltavam uns dez segundos. E foi em Detroit!

Isiah Thomas encabeçou o corso. Uma vergonha. Nunca isso havia acontecido. Os jogadores do Bulls, nos três anos anteriores em que se curvaram ao Pistons, sempre cumprimentaram os vencedores.

Mas desta vez isso não ocorreu.

Tanto que Magic Johnson, que era o melhor amigo de Isiah na NBA, pegou o telefone e ligou para o armador do Detroit, no dia seguinte, repreendendo-o pela atitude.

Aquele time do Chicago não foi o melhor dos Chicagos. O segundo time, que conquistou os três últimos títulos era melhor. Era melhor porque tinha Dennis Rodman, que era odiado por Jordan e Pippen.

Tanto que quando o Bulls o contratou, Jerry Krause, que era o gerente geral da franquia, antes de bater o martelo chamou em sua sala P-Jax, MJ e Pip. E disse aos três: “Estou com o Rodman no bolso. Posso contratá-lo a qualquer momento. O que vocês acham?”

A resposta não veio de imediato. Os três conversaram durante dias. Quando amadureceram a ideia de jogar ao lado do detestável rival, pediram, antes, uma reunião com Rodman. Os três mais Dennis. Depois de muita conversa eles disseram sim.

E formou-se o maior time de basquete que eu vi jogar.

Mas isso é outra coisa; não é isso o que se discute no momento. O que se homenageia são aqueles heróis que conquistaram o primeiro troféu da NBA.

E bater o Lakers na decisão, embora não tivesse o mesmo peso emocional da vitória diante do Detroit, foi igualmente espetacular.

Afinal de contas, era o Lakers de Magic Johnson. Magic, James Worthy, Byron Scott, Sam Perkins, AC Green e do menino Vlade Divac.

Estavam em quadra Michael Jordan, James Worthy e Sam Perkins. Os três foram campeões universitários, juntos, com a camisa de North Carolina em 1982. Agora iriam duelar separadamente.

Vencer o Lakers, bicho-papão de títulos da NBA, na final contou muito, claro que contou. Mas, repito, a final mesmo foi diante do Detroit.

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