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segunda-feira, 18 de junho de 2012 NBA | 11:43

PERKINS E IBAKA REAGEM E OKC MOSTRA QUE PODE VENCER EM MIAMI

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Não houve necessidade alguma de Scott Brooks sacar Kendrick Perkins do time. A mudança veio com o próprio jogador. Mais ativo e atento no ataque, o pivô do Oklahoma City anotou oito pontos no primeiro tempo (igualou a pontuação dos dois jogos anteriores), pegou sete rebotes (quatro deles no ataque) e, com isso, o Thunder não se viu encaixotado pelo Miami no início da partida (como havia acontecido nos dois jogos anteriores). Levou o jogo no pau até o soar definitivo da buzina.

E mais: Serge Ibaka marcou mais em cima Shane Battier, esquecendo-se um pouco da ajuda a Perkins no garrafão. E o resultado foi que Battier, ao invés dos 17 pontos que fez em cada um dos dois jogos anteriores, anotou nove. No primeiro jogo da final arremessou quatro bolas de três; no segundo, cinco. Ontem, só duas.

A mudança de comportamento desses dois jogadores fez com que o OKC disputasse em pé de igualdade a partida do começo ao fim, ao contrário do que ocorreu nos dois jogos anteriores, quando o Thunder foi um desastre nos dois quartos iniciais. Um pivô que entrou em quadra com o ego machucado depois de ter lido e ouvido críticas a respeito de sua produtividade ofensiva. Um ala de força envergonhado por estar perdendo a batalha diante de um jogador que atua improvisado na posição.

Isso, apenas isso, repito, fez o OKC mudar da água para o vinho. Ontem, finalmente, pudemos ver um Thunder bem mais próximo daquele Thunder que passou por cima de Dallas, Lakers e San Antonio e chegou com méritos a esta final.

Perdeu, é verdade, perdeu por 91-85, mas deixou claro que pode recuperar o mando de quadra em um dos dois próximos jogos em Miami. O Heat vai ter que fazer ajustes para não passar o sufoco que passou ontem à noite, quando chegou a ficar dez pontos atrás no marcador durante o terceiro quarto.

Ótimo! A série estará garantida.

NÚMEROS

Ontem Russell Westbrook não arremessou 25 bolas contra a cesta adversária. Foram 18. Sete a menos. Mesmo assim o OKC perdeu. Kevin Durant arremessou 19 bolas, uma a menos do que no jogo um e três a menos do que no jogo dois. Mesmo assim, o OKC perdeu.

E por que perdeu? Muito pode ser explicado pelo baixo aproveitamento do OKC nos lances livres: 15-254 (62,5%). Enquanto isso, o Miami fez 31-35 (88,6%).

Mas tem mais: Kevin Durant jogou 6:19 minutos no terceiro quarto. Jogou menos do que o habitual porque cometeu sua quarta falta a 5:41 minutos do final. O OKC vencia a partida por 60-54. Daquele momento até o final, o Heat fez uma corrida de 15-7, recuperou-se no jogo, fechou o terceiro período na frente em 69-67 e entrou embalado no último quarto, vencendo-o por 22-18, fechando a partida em 91-85.

Foi o segundo jogo consecutivo que Durantula tem problemas com as faltas. Isso é grave, pois o OKC precisa dele em quadra e não sentado no banco de reservas, carregado de faltas.

COLAPSO

A falência do OKC no jogo se dá exatamente a partir da saída de Kevin Durant do jogo a 5:41 minutos do final do terceiro quarto. Somando esse tempo aos 12 minutos do quarto derradeiro, o Thunder teve um desempenho muito ruim. Além de ter perdido a vantagem de dez pontos no marcador (64-54, atingido logo depois de KD ir para o banco), a equipe anotou apenas 21 pontos em 16:30 minutos, com um aproveitamento de 7-25 nos arremessos (28,0%). Além disso, cometeu sete erros nesse espaço de tempo.

Convenhamos, não dá para vencer com um desempenho desses no momento crucial da partida, por mais que Kendrick Perkins e Serge Ibaka tenham mudado seus comportamentos.

MAGINÍFICOS

Novamente os Três Magníficos do Miami brilharam.

Novamente LeBron James (foto Getty Images) voltou a se destacar. LBJ marcou 29 pontos e foi o cestinha do time e do jogo. Pegou incríveis 14 rebotes, cinco deles de ataque.

Novamente Dwyane Wade jogou num nível que dele se espera. Fez 25 pontos, quatro a menos que LBJ, e ajudou ainda com seus sete rebotes e sete assistências. Nos dois últimos jogos, ou seja, nas duas últimas vitórias do Miami, D-Wade acumula médias de 24,5 pontos, 6,5 rebotes e 6,0 assistências. Números consistentes.

Novamente Chris Bosh voltou a mostrar que a contusão no abdômen é fato que pertence ao passado. Ontem foram dez pontos (3-12, esse foi o problema) e 11 rebotes, quatro deles ofensivos. Teve ainda dois tocos. Jogou 37:06 minutos. Nos dois últimos cotejos, quando recuperou o status de titular do time, CB1 ficou em quadra uma média de 39:04 minutos.

Os três juntos anotaram 64 dos 91 pontos do Miami. Ou seja, 70,3%.

EXTRA

No jogo passado, vitória em Oklahoma City, o banco do Miami fez oito pontos. Ontem, dobrou a pontuação. O maior responsável por isso foi James Jones, que ajudou com meia dúzia. Jones tem entrado aos poucos no time e tem correspondido. Em OKC foram apenas 5:35 minutos; ontem, 12:14. A continuar assim, merecerá mais minutos no jogo de amanhã, o que possibilitará a LBJ e D-Wade entrarem mais descansados no último quarto, quando tudo se resolve na maioria dos casos. E ontem, descansado, LBJ jogou os 12 minutos finais em cima KD e limitou o ala do OKC a apenas quatro pontos, ele que tinha marcado 17 no primeiro jogo e 16 no segundo.

XADREZ

Esta série final tem sido como um jogo de xadrez. Erik Spoelstra tem sido mais esperto que Scott Brooks, pois mexe melhor suas peças. Ontem, o técnico do OKC deu sinais de que não está derrotado.

Aguardemos, pois, pelos próximos capítulos.

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sábado, 16 de junho de 2012 NBA | 14:21

KENDRICK PERKINS COMPROMETE OKLAHOMA CITY NESTE ‘NBA FINALS’.

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O mundo está criticando Russell Westbrook por conta de seu desempenho no segundo jogo da série contra o Miami. Quem puxa a fila é Magic Johnson. Comentei o tema ontem (se você não leu, clique aqui). Meu xará Fabio Balassiano também fala com propriedade sobre o assunto. Vai igualmente na linha de Magic (clique aqui).

Embora ambos não tenham dito taxativamente que West foi o responsável pela derrota, atribuíram a ele boa dose de culpa pelo revés. Eu, no entanto, vejo a questão sob outro prisma. Creio que a discussão não deva ser feito em cima do armador do OKC, que tem médias de 27,0 pontos, 9,0 assistências e 8,0 rebotes nestas finais. Quase um “triple-double”. A discussão, a meu ver, tem que ser em cima de outro jogador que, discretamente, tem comprometido o Thunder. E nos dois jogos. Seu nome? Kendrick Perkins.

O pivô do OKC (foto Getty Images) tem sido um desastre até o momento na série final da NBA. Nesta decisão, tem médias de 4,0 pontos, 7,5 rebotes e 0,0 assistência. Com ele em quadra, o OKC perde para o Miami. E isso tem ocorrido por conta dos inícios dos prélios.

No primeiro quarto do jogo 1 desta série final, o Heat fez 24-15 com Perkins no jogo. Ele saiu a 2:44 minutos (jogou 9:16 minutos) do final. No segundo quarto, atuou 6:01 minutos e o OKC fez 17-13. No terceiro, Perkins jogou mais 9:25 minutos e quando saiu, a 2:34 minutos do final, o OKC tinha feito 19-17. No último quarto, com o OKC na frente em 74-73, Perkins não jogou. E o Thunder fez 31-21 para fechar a partida em 105-94. Resumo da ópera: com Perkins jogando o Miami venceu o OKC por 54-51, sendo que o quarto inicial foi o responsável por essa debacle.

No segundo jogo o cenário foi devastador. O Miami iniciou com um 21-6 até Scott Brooks tirar Perkins de quadra, a 3:40 do final (atuou por 8:20 minutos). Ficou todo o segundo no banco, que terminou empatado em 28 pontos. No terceiro, Perkins jogou 11:03 minutos e o OKC fez 22-21. No último período, ele só entrou a sete segundos do final, quando LeBron James bateu os dois lances livres que confirmaram a vitória do Miami. Nele, igualmente sem Perkins, o OKC venceu o Heat por 29-22. Ou seja: no segundo jogo, com Kendrick em quadra, o Heat venceu o Thunder por 42-28.

O que mais compromete, como disse, são os inícios dos jogos. Nos dois confrontos realizados até agora, o Miami fez 45-21. No primeiro embate, o Thunder encontrou fôlego para reverter o marcador; no segundo, faltou ar.

Por que Perkins compromete? Porque não faz absolutamente nada no ataque. É peso morto.

No primeiro jogo, no quarto inicial, quando o Miami fez a tal da corrida em 24-15 com Perkins jogando 9:16 minutos, o pivô do OKC zerou na pontuação e pegou três rebotes defensivos. No segundo, nos 8:20 minutos em que participou da partida no quarto inicial, novamente não pontuou, embora tenha pegado seis rebotes (três deles ofensivos).

Como digo sempre, jogador tem que pontuar. Jogador que não pontua, não adianta. Limita a ação ofensiva de seu time, pois o adversário tem que marcar quatro ao invés de cinco jogadores.  Costuma flutuar em cima dele, facilitando a dobra nos outros quatros atletas.

O Miami não tem pivô. Às vezes joga com Chris Bosh e Udonis Haslem juntos. Em outras situações, com um dos dois e LeBron James ou Shane Battier como ala de força. Mesmo assim, Perkins não consegue tirar proveito de seu tamanho e de sua força diante dos “baixinhos” do Miami. Terminou o primeiro jogo com apenas quatro pontos; no segundo, repetiu a dose. E no jogo 2, não foi de grande valia nem na defesa, que, dizem, é seu forte. O Heat fez 48-32 nos pontos no garrafão.

FUTURO

Assim como no futuro, a meu ver, vão desaparecer os armadores obtusos, aqueles que acham que sua função é primeiro servir para depois pontuar (não existe ordem nenhuma durante uma partida. O armador tem que sentir o jogo e ver o que tem que ser feito: ou pontuar ou armar. O desenho do embate é que vai dizer isso. O que o armador tem que ter é sensibilidade para fazer a leitura correta do jogo), assim como no futuro vão desaparecer os armadores obtusos, esses pivôs que não sabem atacar, que apenas marcam, tenderão a desaparecer também.

Volto a dizer: jogador que não sabe o que fazer com a bola nas mãos não serve. É como relógio que atrasa: não adianta. Jogador de basquete, como está sempre no ataque e na defesa (ao contrário do futebol), tem que saber jogar no ataque e na defesa. Defender é importante; atacar também. Mas jogador que está na NBA e que participa de time que está na final da liga, tem que saber fazer as duas coisas. Perkins não consegue. Faz apenas corta-luz e briga por rebotes. Muito pouco.

O Miami ataca sempre com cinco jogadores. Os que estão em quadra sabem pontuar. O Heat não tem um jogador desses, como Perkins, que não sabe o que fazer quando tem a bola nas mãos e tem o dever de encestá-la, pois o horizonte se abre a ele.

Para valer a pena um jogador desses jogando, ele tem que fazer coisas extraordinárias. Ano passado, o limitado Tyson Chandler (foto Getty Images) defendeu muito. Ajudou nos “screens” e pontuou algumas vezes aproveitando-se do “pick’n’roll”. Mas o que Chandler fez mesmo foi compensar sua inabilidade ofensiva com muita defesa. Perkins, até o momento, não consegue ser o Tyson Chandler do OKC. Como vimos, pois com ele em quadra o Miami está à frente no marcador.

Desta forma, se eu fosse Scott Brooks, começaria o jogo deste domingo (21h de Brasília) com Kendrick Perkins no banco. Sairia com West, Thabo Sefolosha, James Harden, KD e Serge Ibaka. Colocaria Nick Collison no rodízio quando o Miami escalar Chris Bosh e Udonis Haslem ao mesmo tempo. E usaria Derek Fisher no rodízio dos alas. Faria como o Miami, que usa basicamente sete jogadores: Mario Chalmers, Dwyane Wade, Shane Battier, LeBron James, Chris Bosh, Udonis Haslem e Norris Cole.

O Heat parece ter achado sua formação ideal. Quase venceu o primeiro jogo destas finais e ganhou o segundo. O OKC tem que fazer o mesmo. Caso contrário, pode se complicar na busca do título inédito depois do novo batismo.

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quarta-feira, 13 de junho de 2012 NBA | 11:40

KEVIN DURANT VENCE PRIMEIRO DUELO CONTRA LEBRON JAMES E OKC ABRE 1-0 NA DECISÃO DA NBA

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O jogo foi decidido no último quarto. Quando o terceiro acabou, o Oklahoma City tinha vencido o período por 27-19 e passado pela primeira vez na frente no marcador, levando o placar geral para 74-73.

Veio o último quarto. Kevin Durant tinha 19 pontos e LeBron James 23. Os dois (lembram-se do texto de ontem?) catalisavam (como vão catalisar) as atenções de todos. Não apenas dos 18.203 torcedores que lotaram a Chesapeake Arena, mas de fãs que se espalhavam pelo mundo e estavam petrificados diante do aparelho de tevê.

Como seriam aqueles 12 minutos finais? Quem levaria vantagem? Os times montaram seus estratagemas tentando subtrair o máximo possível do jogo de cada um deles. E quem acabou levando a melhor? OKC e Kevin Durant (foto Reuters).

O ala do OKC marcou nada menos do que 17 de seus 36 pontos neste quarto final e liderou o Thunder a uma corrida de 31-21. Com isso, o OKC fechou o primeiro jogo destas finais da NBA em 105-94 e abriu 1-0 na série decisiva. O próximo jogo está marcado para amanhã, quinta-feira, igualmente às 22h de Brasília.

KD esteve impossível no quarto derradeiro. Fez 6-10 nos arremessos, tendo acertado todos os quatro lances livres. Foi marcado por Shane Battier, que fez de tudo, mas não conseguiu conter a fúria ofensiva de Durantula.

LeBron James desapontou. Anotou apenas sete pontos no período (2-6) e não foi o jogador que todos esperavam e que vinha nos encantando até então com os 23 pontos já destacados. LBJ acabou sendo presa da marcação de Thabo Sefolosha, uma vez mais destacado por Scott Brooks (o treinador do OKC) para marcar o jogador mais importante do time adversário no momento derradeiro da partida (foi assim com Tony Parker, armador do San Antonio).

Agora, quero dizer o seguinte: por mais que Thabo seja um excelente marcador (e ele é mesmo), ele é Thabo Sefolosha. Um jogador como LeBron James, que pretende legitimamente ter seu nome vinculado aos grandes da história da liga, um jogador como LBJ não pode ser dominado por Thabo Sefolosha no momento mais importante da partida. Ora, faça-me o favor! Se isso ocorrer nesta série (como ocorreu no ano passado diante do Dallas, quando ele foi humilhado por DeShawn Stevenson, um dos muitos “manes” que existem na NBA), se isso ocorrer, repito, a gente tem que começar a rever o conceito que damos a LeBron James. Ontem, durante a partida, conversando com amigos pelo Twitter, postei o seguinte: “Sefolosha está anulando LeBron ou LeBron está se anulando?” Ou seja: até aonde o desempenho ruim de LBJ no último quarto tem a ver com a marcação de Sefolosha? Será que não tem mais a ver com o bloqueio de LeBron “down the stretch”? Ontem, durante a partida, conversando com amigos pelo Twitter, Charles Nisz postou o seguinte: “Média de LBJ no 4º quarto em playoffs: 8 pontos; em finais: 5”.

Observação feita, temos que deixar bem claro o seguinte: foi apenas o primeiro jogo. Não podemos tomá-lo pelo todo. Tem ainda muita coisa pela frente e esta série, concordamos, tende a ser longa. LBJ quer e pode se recuperar. A debacle no quarto final pode ser apagada nas próximas partidas. O que aconteceu ontem não significa que irá acontecer nas demais. Mas, é claro, uma vez mais eu e muitos ficaremos com um pé atrás, pois o que ocorreu no último quarto deixou-me preocupado e fez-me esquecer, momentaneamente, tudo o que de importante LBJ fez nas séries do Leste. Aliás, puxando pela memória, LeBron fez exatamente isso no ano passado: arrebentou nas séries do Leste e sucumbiu vergonhosamente na decisão diante do Dallas.

COMPLEMENTO

Russell Westbrook (foto Getty Images) não fez um bom primeiro tempo em se tratando de pontuação. Terminou o período com apenas nove pontos, tendo errado sete de seus dez arremessos. Em compensação, deu seis assistências no período.

Mas aí veio o segundo tempo e West começou a desequilibrar, auxiliando Kevin Durant na árdua missão de reverter o curso da partida, que estava todinho desembocando nas águas do Miami. O armador do OKC fez 12 pontos e liderou o time no terceiro quarto, vencido por 27-19, como vimos acima. No último deles, West contribuiu com mais seis pontos. No total nesta segunda metade da partida, Russell fez 18 pontos, seis rebotes e cinco assistências. Terminou a partida com 27 pontos, 11 assistências e oito rebotes. Por pouco, como vemos, não cravou um “triple-double”.

DEFESA

O basquete não é um esporte coletivo, todos nós sabemos. Além das atuações individuais, o coletivo do OKC no segundo tempo foi excelente. Especialmente na defesa.

No primeiro tempo, o Miami teve um aproveitamento de 51,2% nos arremessos de um modo geral, sendo que fez 6-10 nas bolas de três (60,0%). Veio o segundo tempo e tudo mudou. O OKC apertou a marcação e limitou o Heat a apenas 40,0%. Nas bolas de três, que desequilibraram o jogo em favor do time do sul da Flórida no primeiro tempo, como vimos, o desempenho do Miami foi decepcionante: 2-9 (22,2%). O melhor momento do OKC não foi nem no último quarto, quando Thabo Sefolosha anulou LeBron James. O melhor momento foi no terceiro, quando o Heat teve um aproveitamento de apenas 33,3% nos chutes (6-18) contra 47.1% do quarto derradeiro.

O resultado disso é que o OKC venceu o segundo tempo por 58-40. Isso mesmo, o Miami, depois de ter marcado 54 pontos no primeiro tempo, fez apenas 40 no segundo. Detalhe: Kevin Durant e Russell Westbrook, juntos, marcaram 41 nestes dois últimos quartos. No jogo, combinaram para 63 pontos.

SURPRESA

Não há como deixar em branco a atuação de Shane Battier. Além de ter se desgastado na marcação de Kevin Durant (decepcionou-me o fato de LeBron James não ter ido para o combate), o ala do Miami fez 17 pontos, com ótimo aproveitamento nas bolas de três: 4-6 (66,7%).

Embora Dwyane Wade tenha feito 19 pontos e dado oito assistências, Battier foi o melhor parceiro de LBJ na partida de ontem, pois, repito, além dos pontos, foi o responsável pela marcação de Durantula.

ESTATÍSTICA

Dos times que ganharam o primeiro jogo das finais, 72,7% venceram o campeonato.

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quarta-feira, 30 de maio de 2012 NBA, outras | 13:03

SAN ANTONIO FAZ 2-0 NA SÉRIE E DÁ SINAL DE QUE ELA PODE SER CURTA

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Estou começando a achar que a série será curta. O San Antonio passou pelo Oklahoma City com relativa facilidade. A vitória por 120-111 colocou o SAS na frente em 2-0 e, se bobear, poderemos ver o time texano roubando uma vitória do OKC no estado dos tornados e resolver a parada na quinta partida. Já vi manifestações de torcedores falando em varrida. Acho exagero; mas estou começando a achar que a série será curta. Posso estar enganado.

Se no primeiro jogo foi Manu Ginobili quem colocou a bola debaixo do braço e levou o time à vitória, desta vez foi outro estrangeiro, Tony Parker, o dono do jogo. O francês anotou nada menos do que 34 pontos e deu oito assistências. Tomou uma porrada de Russell Westbrook, ainda no primeiro tempo, daquelas porradas que o cara diz que vai na bola, mas aproveita e desce o braço, e que por isso deveria ter tomado uma técnica e não tomou, mas eu dizia que o armador do Spurs apanhou do armador do Thunder e não falou nada. Não passou recibo. Apenas cerrou os dentes e desandou a jogar mais ainda. Gosto de jogador assim: responde na bola as bordoadas que leva.

Foram 34 pontos e oito assistências. O aproveitamento foi incrível: 16-21 (76,2%). E sabem o que é assustador? Que, como disse, Parker (foto AP) é armador e fez a maioria de seus arremessos à meia-distância.

Mas Manu voltou a jogar bem. Aliás, durante o jogo, postei em meu Twitter (@frsormani) que considero Ginobili o maior estrangeiro a ter pisado em uma quadra da NBA. Alguns retrucaram dizendo que foi Hakeem Olajuwon, mas eu respondi dizendo que Hakeem jogou as Olimpíadas de Atlanta-96 com a camisa dos EUA e fez o “college” na Houston University. Teve formação americana. O mesmo vale pra Tim Duncan, que embora tenha nascido nas Ilhas Virgens, jogos Atenas-04 pelos EUA, estudou em Wake Forest e é americano e ninguém pode negar. Os que retrucaram com Drazen Petrovic e Dirk Nowitzki retrucaram bem. Os que falaram em Steve Nash, eu respondi que Nash, assim como Hakeem e Timmy, fez o “college” na universidade de Santa Clara, Califórnia e tem igualmente formação americana.

Manu jogou bem, eu estava dizendo antes desta digressão. Do banco veio e do banco trouxe 20 pontos (7-8 nos lances livres). Ajudou com mais quatro assistências. Timmy, completando o trio de tenores do SAS, desafinou: 11 pontos, com um aproveitamento de 2-11 nos arremessos. E ele é grandalhão e joga perto da cesta.

Mas vejam, mesmo com seu xerife jogando mal, o SAS ganhou. E ganhou, como disse, com relativa tranquilidade. Aí eu pergunto: imagina se ele joga bem também! Teria sido uma lavada? Quem sabe…

Quanto ao OKC, mesmo com Kevin Durant marcando 31 pontos, James Harden anotando 30 e 27 de Russell Westbrook, o time ficou na rabeira do placar o tempo todo, como eu disse. Se a gente considerar que esses três são titulares, o banco do Thunder colaborou com 12 pontos: dois de Thabo Sefolosha (reseva e não titular) e dez de Derek Fisher. Se considerarmos que Manu é titular no SAS, o banco texano respondeu com 28, pois neles eu acrescento os dez de Danny Green, que na verdade é reserva, pois nos momentos cruciais é o argentino quem está em quadra. Então, pra mim, ele é titular e não Green.

E não tem ninguém na NBA no momento que se aproveita melhor dos “pick’n’roll” e corta-luz do que Manu. Sua afinação com Tiago Splitter, por exemplo, é espetacular. E o brasileiro tem se aproveitado desta situação, pois muitas vezes a bola sobra pra ele. Além dos pontos (foram oito), ele tem melhorado o passe (foram três assistências).

Aliás, por falar em Tiago Splitter, não há como não mencionar o “Hack-a-Shaq” do Oklahoma City; ou melhor, de Scott Brooks. Já disse aqui: acho a prática nojenta. Mas se ela for aplicada contra Gregg Popovich, eu acho válido. Popovich precisa provar um pouco de seu veneno. Como disse no Twitter ontem no momento da partida tudo o que for feito contra Popovich eu aprovo. Não gosto dele, já disse aqui. Ele é genial, mas é gênio do mal. É adepto do “Hack-a-Shaq”, manda os caras jogarem sujo (“We need to get more nasty, play with more fiber and take it to these guys”, disse ele no primeiro jogo). Não gosto de gente assim. Popovich, pra mim, não é um desportista na extensão da palavra. Não gosto dele como não gosto do José Mourinho. Mourinho, assim como Popovich, é genial; mas é gênio do mal. Não aprovo as práticas do português. Minha natureza reprova esse tipo de procedimento. Quem acha isso válido, respeito, mas não sou assim.

O “Hack-a-Shaq” foi feito em cima de Tiago Splitter. O brasileiro fez 6-12 nos lances livres. O aproveitamento de 50% é ruim. Isso fez com que ele jogasse apenas 11:20 minutos. E aqui pode residir um problema para o SAS: o descanso de Timmy. Ele tem 36 anos e se a série se alongar (o que eu já estou duvidando, como disse), ele pode ter problemas. Ontem atuou por 36:18 minutos. Na primeira partida foram exatos 35 minutos. Só pra comparar, na série diante do Utah foram 30 minutos e subiu para 34 contra o Clippers. E na fase de classificação, 28 minutos. Claro que ele foi poupado na fase regular pra que Popovich tirasse o couro dele agora. Mas fica uma ponta de preocupação.

Por isso, Tiago Splitter tem que melhorar seu desempenho nos lances livres para ajudar a ele e ao time. Se não o fizer, atrapalhará no descanso de Timmy e pouco estará em quadra nestes playoffs.

Acho que é isso. Será que faltou alguma coisa? Ah, sim: o OKC tem que resolver a questão do “pick’n’roll” e do corta-luz do SAS. Se não o fizer, vai ser surrado neste confronto. E, pra encerrar mesmo: o SAS somou sua 20ª vitória consecutiva. Está invicto nos playoffs depois de dez partidas. Joga mesmo muuuuuuuita bola nestes playoffs.

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terça-feira, 22 de maio de 2012 NBA | 13:13

OKC ELIMINA O LAKERS, QUE TERÁ MUITO O QUE FAZER NESTE VERÃO NORTE-AMERICANO

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Era esperado. Confesso que contava com uma série um pouco mais longa, mas não foi surpreendente esse 4-1 que o Oklahoma City enfiou no Lakers nas semifinais do Oeste. Com a vitória de ontem por 106-90, dentro de casa, o OKC se classificou para as finais da conferência e agora terá pela frente o San Antonio, o grande favorito da maioria.

Pelas manifestações aqui no botequim, muitos de vocês acharam que a série só não foi mais longe porque o Lakers pecou nos detalhes. Eu diria que o Lakers vacilou nos momentos decisivos. O time californiano não teve poder de fogo “down the strecht”. Num confronto tão igual, saber jogar o último quarto era decisivo. O Lakers não soube; o Thunder sim.

Além disso, Kobe Bryant jogou praticamente sozinho a série ofensivamente falando. Ficou tudo em seus ombros. Ontem ele anotou 42 pontos. Terminou o embate diante do OKC com média de 31,2 pontos. Pau Gasol, outra arma do Lakers, teve comprometedores 12,0 tentos de média, enquanto que Andrew Bynum foi um pouco melhor: 16,6. Ou seja: os dois juntos não chegaram à pontuação média de Kobe. Assim, fica difícil bater um oponente tão forte como o Thunder.

A dupla de pivôs do Lakers foi a grande decepção do time nestes playoffs, especialmente nesta série diante do OKC. Podem ter certeza: Mitch Kupchak de tudo fará para trocá-los neste verão norte-americano. Se não conseguir trocar os dois, talvez abra mão do contrato de Bynum para sobrar algum em caixa e fazer alguma contratação impactante. O ideal seria pegar Deron Williams. Mas duvido que D-Will saia do Brooklyn neste momento. O bairro nova-iorquino está na moda; fala-se mais nele do que em Manhattan, onde fica o Knicks. Sem contar que o faltariam uns US$ 6 milhões para que o Lakers ao menos equipare o que D-Will vai ganhar nesta temporada com o Nets.

Falo na contratação de Deron porque o Lakers precisa de um armador pra ontem. É claro que agora que a série acabou e o Lakers foi eliminado, fica mais fácil falar. Mas, convenhamos, reforçar-se com o armador reserva de um dos piores times da liga é dose pra mamute. Num primeiro momento, achei boa a contratação de Ramon Sessions. Com o passar dos jogos e o afunilamento do campeonato, viu-se que Sessions não passa mesmo de um armador reserva de um time como o atual Cleveland.

Tão importante quanto ter um condutor em quadra para ajudar Kobe nesta missão é ter um comandante fora dela. Mike Brown não funcionou. Ele chegou a Los Angeles com o carimbo de desaprovação de Kobe Bryant. E quando o principal jogador do time não vai com a cara do treinador, não tem jeito. Mike Brown, embora tenha assinado um contrato de quatro anos, penso eu, não deverá comandar o time na próxima temporada. Se isso se confirmar, eu pergunto: quem viria para o seu lugar?

Jerry Sloan? Ótimo nome. Brian Shaw? Ótima aposta. Um dos irmãos Van Gundy? Nem pensar. Tentar seduzir novamente Mike Krzyzewski? Duvido que ele deixe o comando de Duke. Phil Jackson? Seria um sonho.

O Lakers tem muito a fazer a partir de agora. Tem que trocar seus dois pivôs e arrumar um treinador de verdade. E tem que encontrar um parceiro para Kobe dentro de quadra. E outro jogador para ajudar a fechar o triângulo. Este pode ser num nível um pouco inferior, mas tem que ser contratado também.

FINAL DO OESTE

Quanto ao OKC, também há muito o que fazer pela frente. Sim, pois o time terá que enfrentar agora a coqueluche da NBA no momento, o San Antonio Spurs. Para a esmagadora maioria, o grande favorito ao título desta temporada porque tem três jogadores extraordinários, dois times em seu elenco e um treinador que é considerado por muitos como o melhor treinador da NBA na atualidade, cotado para substituir o Coach K no comando do time dos EUA depois dos Jogos Olímpicos de Londres.

Mas o Thunder tem uma segunda unidade muito interessante também. Quando Scott Brooks coloca em quadra Derek Fisher, James Harden, Nick Collison, Daequan Cook e Nazr Mohammed não há comprometimento no jogo do time. Mas, é bom dizer, esses cinco nunca estão em quadra ao mesmo tempo. Sempre tem um titular com eles, ou Kevin Durant ou Russell Westbrook — sem contar que Harden, embora vindo do banco é um titular, como provam seus 30 minutos de média por partida.

Por falar nos minutos, Durant está com média de 40 por jogo e West quase 36. Se comparado com os Três Tenores do San Antonio, vemos que Tim Duncan joga 36 minutos, Tony Parker pouco mais de 37 e Manu Ginobili, 28.

Vantagem do SAS? Não, pois embora o “Big Three” do OKC jogue mais tempo, ele é muito mais jovem; portanto, não há desgaste a mais. E nestes playoffs, diga-se, o OKC jogou apenas um jogo a mais que o Spurs. Ou seja: tudo igual.

E os “matchups” deste confronto, como ficariam? Quem leva a melhor, Parker ou Westbrook? O OKC teria antídoto para Manu? E Timmy, será marcado por quem? Resposta: Manu, claro, será marcado por Thabo Sefolosha, que terá o apoio de Harden. Timmy será problema de Kendrick Perkins, bom marcador, diga-se.

Agora eu inverto a pergunta: Quem marcará Westbrook? Acho que ele travará um duelo interessante com Parker; não dá para dizer que vai se dar melhor. Harden? Manu será o vigia, claro, contando com apoio de Kawhi Leonard e Danny Green. E Durant, quem marcará? Green? Leonard? Manu? Stephen Jackson? Boris Diaw, deslocado para a missão? Vejo dificuldades para o SAS marcar Durantula. Disse que vejo “dificuldade” e não que o SAS não conseguirá marcar.

Aqui pode estar a chave deste confronto.

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domingo, 20 de maio de 2012 NBA | 13:36

DURANT ACABA COM KOBE E CONDUZ OKC NA VITÓRIA DIANTE DO LAKERS EM LOS ANGELES

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O Oklahoma City fez ontem 3-1 na série diante do Lakers ao vencer o confronto em pleno Staples Center por 103-100. Poderia ter feito 4-0 e varrido o oponente. Se Scott Brooks tivesse colocado Kevin Durant em cima de Kobe Bryant (como fez ontem) nos momentos finais da partida de sexta-feira, o OKC teria vencido o cotejo passado também. Mas Brooks optou por James Harden e Derek Fisher e Kobe deitou e rolou.

Ontem, Brooks fez o óbvio: mandou Durant grudar em Kobe no último quarto e o ala-armador do Lakers não conseguiu jogar. Fez 2-10 nos arremessos, mostrando uma vez mais que, com o peso da idade e o aperto do calendário (dois jogos decisivos seguidos), tem muita dificuldade para enfrentar uma marcação cerrada feita por um jogador mais alto (1,98m contra 2,06m). Fico imaginando uma final entre Lakers e Miami. Marcado por LeBron James, Kobe corria o risco de ficar abaixo dos 20 pontos na maior parte dos jogos.

Mas isso é apenas um exercício de imaginação. Não precisamos dele porque temos um fato concreto à nossa frente: Durant acabou com Kobe no último quarto e, ainda por cima, derrubou uma bola de três, a 13 segundos do final (foto Getty Images), que determinou a vitória do OKC. Marcou Kobe e anotou 11 pontos nestes 12 minutos restantes, vencido pelo Thunder (sob a batuta de Durant) por 32-20. Marcou Kobe, anotou 11 pontos e impediu que a bola de três arremessada por Bryant, a nove segundos do final, empatasse a partida.

Kevin Durant foi um gigante em quadra. Volto a dizer: pra mim, o MVP do campeonato e o jogador mais preparado para assumir o cetro e a coroa que no momento ainda está nas mãos de Kobe Bryant.

CORRIDA

O Lakers entrou no quarto quarto, vamos lembrar, com uma vantagem de nove pontos. Liderava em 80-71. A diferença pulou para 13, quando a 8:02 minutos de zerar o cronômetro Jordan Hill anotou mais dois pontos para o Lakers. Aí o Thunder fez uma corrida de 25-9 e liquidou a fatura.

Sei que muitos torcedores do Lakers vão reclamar do passe mal dado por Pau Gasol a 33 segundos do final, interceptado por Kevin Durant (olha ele aí de novo), o que possibilitou a posse de bola para o OKC que culminou na cesta de três de KD. Não apenas do passe errado há que se reclamar, mas da falta de agressividade do espanhol também, que saiu zerado de quadra no último quarto. Uma vergonha. É justo também reclamar e Gasol e não deixar o peso da derrota apenas nas costas de Kobe.

“GIGANTE”

O desempenho ofensivo de Russell Westbrook foi notável. Ele fez nada menos do que 37 pontos. Reggie Miller, comentarista da TNT, informou que Westbrook é o líder entre os armadores em pontos feitos dentro do garrafão. E o que isso quer dizer? Que o baixinho (1,91m) não tem medo de grandalhão. Westbrook pontua de tudo quanto é canto da quadra.

SUBTRAÇÃO

Kevin Durant anotou 31 pontos no jogo de ontem. Na série tem 27,3 pontos de média. Metta World Peace não está conseguindo subtrair o jogo de KD, que teve exatos 28 pontos de média durante a fase regular, o que valeu-lhe o status de artilheiro da competição pelo terceiro ano consecutivo.

CONTA

Há mais três jogos disponíveis neste confronto, que tem o OKC na frente em 3-1 como já vimos. Se Metta World Peace conseguir frear Durant, o Lakers passa a ter chances. Mas não é só isso. Kobe Bryant tem que entrar em cena também como marcador feroz que é e fazer com Westbrook o que Durant fez com ele. Se isso não for possível, o OKC liquida a série na próxima segunda-feira, 22h30 de Brasília.

QUÍMICA

Russell Westbrook e Kevin Durant. A química entre eles é perfeita. Além de se entenderem muito bem em quadra, um não tem ciúme do outro.

PARÁGRAFO

No texto que contém o relato do jogo de ontem, Berry Tramel, jornalista do “News OK”, periódico de Oklahoma City, escreveu o seguinte no segundo parágrafo: “Kevin Durant is the NBA’s King Closer. Kobe Bryant no longer is”.

JUSTIFICA

Foi o terceiro dos oito jogos do Oklahoma City nestes playoffs que Kevin Durant garante a vitória para seu time. Foi assim contra o Dallas, no primeiro jogo da série, com uma cesta no estouro do cronômetro, e também na segunda partida deste confronto contra o Lakers, em Oklahoma City, quando Durant encestou a 18,6 segundos do fim da contenda.

Jerry West era conhecido como “Mr. Clutch”. A facilidade com que derrubava bolas decisivas nos finais dos jogos impressionava. Valeu-lhe, pois o apelido. Estaria nascendo nestes playoffs um novo “Mr. Clutch”?

COMPARAÇÃO

O mesmo Tramel comparou Kevin Durant a George Gervin, ala-armador do San Antonio que jogou nas décadas de 1970 e 80. Gervin foi eleito um dos 50 maiores jogadores da história da NBA e é membro do Salão da Fama do Basquete de Springfield, Massachusetts. Era conhecido como “Ice Man”.

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terça-feira, 15 de maio de 2012 NBA | 11:37

PRENÚNCIO DE VARRIDA EM OKLAHOMA?

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Assim que acabou o massacre do Oklahoma City diante do Lakers (119-90), antes de desligar o computador, fui dar uma olhada na caixa de mensagens do blog. Encontrei uma que me chamou a atenção. Veio do nosso parceiro Marcão. Dizia ela: “nooooooooooooooossa, LAL vai ser varriiiiiiiiiiiiiidooooooooooooo!!!!!!!”

Foi mesmo este o sentimento que nos invadiu a todos depois da debacle californiana em terras de ventos muitíssimos fortes, que provocam destruição e levam desolação a muitas pessoas. No caso de ontem, o tornado vitimou o Lakers, deixando a todos, jogadores, comissão técnica, dirigentes, proprietários e torcedores desorientados, aturdidos, desamparados.

A pergunta que se faz no momento é: o Lakers tem time para encarar o OKC? O Lakers tem time para reverter o que aconteceu ontem à noite?

Num primeiro momento, eu diria que não. O Lakers não encontrou resposta para nenhuma das armadilhas propostas pelo adversário.

Ontem, por exemplo, Kobe Bryant fez o que deveria ter feito no último jogo da série contra o Denver: saiu logo de cara marcando Russell Westbrook (foto AP). Não conseguiu. Foi tragado pelo armador “sooner”. Westbrook marcou 27 pontos, deu nove assistências, pegou sete rebotes, fez dois desarmes e cometeu apenas um erro. Prova inconteste da incapacidade de Kobe na partida de ontem. Mas, sejamos justos, Metta World Peace também foi destacado para vigiar Russell em alguns poucos momentos e igualmente foi devorado pelo camisa 0 do Thunder.

Por falar em MWP, o ala do Lakers chegou cheio de prosa e energia a Oklahoma City. Imaginava ter vigor e estofo técnico para marcar Kevin Durant e disse que não iria se importar com os gritos do lado de fora da quadra. Também foi derrotado neste embate. MWP foi engolido por KD, que marcou 25 pontos, pegou oito rebotes e deu quatro assistências.

Os dois, Kobe e MWP pouco contribuíram também do ponto de visto ofensivo. O velho Ron-Ron marcou 12 pontos (4-10), mas Kobe voltou a ter uma atuação pífia com a bola nas mãos. Anotou 20 pontos, mas errou 11 de seus 18 arremessos. Não fez nenhum desarme. Ou seja, não impactou o jogo de Westbrook, como já vimos, e nem machucou o adversário como se esperava.

Mas vamos deixar os números de lado, pois deles já falamos um pouco — e creio ter sido o suficiente. Vamos falar do que a gente viu e os nossos olhos não nos traíram: o Lakers de ontem, se for o Lakers da série, será varrido pelo OKC. Em momento algum ofereceu a mínima resistência. Foi vítima do jogo veloz e bem pensado do adversário. Foi presa fácil de seus grandes jogadores. E, pior, quando James Harden estava em quadra, o Lakers não tinha ninguém para marcá-lo, pois Kobe ficou em Westbrook e MWP em Durant. Disse “ficou”, pois o que os dois fizeram não foi nada além de “estar perto”. Uma coisa, rapaziada, é marcar Ty Lawson, outra é marcar Westbrook; uma coisa é marcar Danilo Gallinari, outra é marcar Durant.

Costumo dizer que quando você está bem e pega um time fraco, você varre o adversário. Quando você está mal, pega um time fraco e vence no bico do corvo. Foi o que aconteceu na série contra o Denver. Eu disse desde o início que esta era uma série para o Lakers golear, não disse varrer; mas golear. O time angelino, no entanto, só liquidou-a no sétimo jogo, numa clara demonstração de que não estava bem. Muitos pensaram ser o Nuggets o responsável pelos sete jogos, muitos disseram que o time colorado é que mostrou qualidades, isso e aquilo. Não foi nada disso: foi o Lakers que se enrolou, dada a sua fragilidade, diante de um oponente que, sempre disse, está ainda em formação, à procura de uma identidade e que tem apenas jogadores medianos.

Ontem, diante de um time pronto, com três jogadores extraordinários, foi batido em apenas três quartos. Voltemos aos números: neste terceiro período, o Thunder fez 39-24, tendo acertado 12 de seus 17 arremessos, o que significou um aproveitamento extraordinário de (70,6%). A diferença final foi de 29 pontos; chegou a 35 no terceiro quarto. Se Scott Brooks, treinador do OKC, não tivesse transformado o último quarto em “garbage period”, esta diferença poderia ter sido de mais de 40; quem sabe 50 — não exagero. A diferença do Lakers para o OKC foi gigantesca.

Jogo acabado, Pau Gasol e Andrew Bynum (o único que se salvou com seus 20 pontos e 14 rebotes) ficaram alguns minutos sentados no banco de reservas conversando. Provavelmente, tentando entender de onde veio a ventania que varreu a todos os californianos. Tentando encontrar abrigo para suportá-la se ela voltar a varrer a tudo e a todos. Do jeito que foi ontem, é isso mesmo o que o Lakers tem que fazer: encontrar abrigo para não ser varrido, porque não sobrará pedra sobre pedra.

ALERTA

No entanto, é sempre bom deixar claro três coisas:
1) Cada jogo é um jogo e o seguinte pode ser diferente do primeiro;
2) A camisa do Lakers é poderosa demais para não ser levada em conta;
3) Kobe Bryant pode não ser o velho Black Mamba, mas ainda é um jogador com veneno letal.

Amanhã tem mais: 22h30 de Brasília. Imperdível. Poderemos saber o que significou o jogo de ontem.

SURPRESA?

O Philadelphia surpreendeu ontem o Celtics ao vencê-lo em Boston por 82-81. Na verdade, o placar foi de 82-78. A cesta derradeira de Kevin Garnett, no estouro do cronômetro, foi fruto de um arremesso desmarcado, com os jogadores do Sixers se abraçando em quadra por conta da vitória.

Terminou a série? Claro que não. Este é um confronto que me lembra Indiana x Orlando. O Magic venceu em Indianápolis e muitos disseram que o Pacers havia decepcionado. Eu disse: rapaziada, playoff é assim mesmo. Há combates onde se perde em casa, recupera-se fora dela e outros que ao se perder em casa perde-se a série. Não acredito ser esta a fórmula deste confronto. Do mesmo jeito que o Sixers venceu em Massachusetts, o C’s pode ganhar na Pensilvânia.

Importante: foi a primeira do Sixers em Boston desde o jogo sete das finais da Conferência Leste de 1982.

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domingo, 6 de maio de 2012 NBA | 12:20

OKC VARRE O DALLAS E É O PRIMEIRO TIME CLASSIFICADO PARA AS SEMIFINAIS DO OESTE

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Como faço todos os domingos, rapidinho, porque logo mais às 14h, a bola já sobe para esta rodada dominical. Se você não está com a tabela em mãos, eu conto:

14h – Philadelphia x Chicago (Sixers lidera por 2-1)
16h30 – New York x Miami (Heat lidera por 3-0)
20h – Boston x Atlanta (Celtics lidera por 2-1)
10h30 – Denver x Lakers (LA lidera por 2-1)

Ontem tivemos o primeiro time classificado para as semifinais de uma conferência. De maneira surpreendente, o Oklahoma City varreu os atuais campeões da NBA. Venceu a partida por 103-97, fazendo um jogo espetacular no último quarto, com o técnico Scott Brooks “matando” a defesa texana ao colocar em quadra um “lineup” baixo (Derek Fisher, Russell Westbrook, James Harden, Kevin Durant e Serge Ibaka), imprimindo velocidade ao jogo, matando o adversário, que ressentiu-se da lentidão e do peso da idade de Jason Kidd e principalmente de Dirk Nowitzki.

Brooks deixou Harden na armação, provocou o “isolation”, criando o um contra um contra Jason Terry, que não prima pela boa marcação e era batido com muita facilidade. O técnico Rick Carlisle demorou para reagir e trocar a marcação e colocar J-Kidd (embora mais lento, marca muito melhor que Jet) em cima de Harden e deixar Jet vigiando Westbrook, que jogava como ala-armador e não tinha a missão de conduzir o jogou ou desafiar a defesa adversária naquele momento, pois estava mal na partida. Carlisle demorou também para tirar Ian Mahinmi de quadra, pois ele não tinha qualquer função com o “lineup” proposto e imposto por Brooks. Tirou Mahinmi quando faltavam 2:52 minutos para o final, mas o OKC tinha feito uma corrida de 25-11, pulado na frente no marcador em 96-92 e contava a seu favor não apenas com o placar, mas com o psicológico também.

Por isso, quando a buzina soou pela última vez e o telão central mostrou a vitória do Thunder diante do Mavericks por 103-97, a mim não foi surpresa alguma o resultado. Carlisle foi lento, não viu o jogo, não enxergou o desafio proposto por Brooks e deixou o barco afundar.

Harden foi o destaque da partida com seus 29 pontos. Mas Durant esteve espetacular. Contribuiu com 24 pontos; duas bolas de três no último quarto que desestruturaram o mental do Mavs.

Não foi a noite de Westbrook, disse acima. Ele teve um aproveitamento muito ruim nos arremessos: 3-12 (25,0%). Mas quando Russell vai mal, aparece Harden que vai bem. Se é Durant que não está com a mão calibrada, é Westbrook que apura o jogo. Enfim: o OKC tem um arsenal ofensivo que desafia qualquer defesa bem postada e que prima pela eficiência. E, note-se, este arsenal bélico vem do lado de fora, não no garrafão. Seu trio é terrível, rápido, mortal. Não é fácil marcar Westbrook, Harden e Durant (foto AP).

Não à toa os três estão no time dos EUA que treinará par os Jogos Olímpicos de Londres.

EMOÇÃO

Será que foi a chance do Memphis recuperar a vantagem de quadra? Realmente não sabemos. Mas que o Grizzlies teve a chance de bater o Clippers, em Los Angeles, isso teve.

Liderou o último quarto em vários momentos, mas entrou nos segundos finais atrás em seis pontos: 86-80. Baixou essa diferença para três depois de uma cesta tripla de Rudy Gay, viu a desvantagem pular para quatro depois que Eric Bledsoe fez um de seus dois lances livres. No ataque seguinte, encostou o marcador com outro tiro de três de Gay: 87-86. Faltavam oito segundos para o final e O.J. Mayo fez falta novamente em Bledsoe, que errou os dois tiros livres. Gilbert Arenas pegou o rebote e tratou de ser rápido e entregar a bola para Gay, que estava com a mão quente. Desta vez o ala do Memphis não conseguiu encestar seu tiro de três. Viu a bola bater no aro e ouviu a sirene tocar pela última vez: Clips 87-86 Grizz.

O time angelino abriu 2-1 na série.

NORMALIDADE

Nos outros dois jogos do sábado, nenhuma surpresa. Mesmo em Orlando, o Indiana voltou a mostrar que é mais time e bateu novamente o Magic, desta feita por 101-99, no bico do corvo, como se gosta de dizer. Abriu 3-1 na série e deve fechar o confronto na próxima terça-feira, diante de seus torcedores. Em Salt Lake City, o San Antonio voltou a dobrar o Utah, mas com menos facilidade: 102-90. Tem agora 3-0 na série e deverá varrer o Jazz na próxima segunda-feira, novamente fora de casa. Em não acredita que o time da cidade do sal consiga evitar o “pneu”.

Quanto aos brasileiros, atuação apagada de Leandrinho, que anotou apenas sete pontos apesar de ter jogado quase meia hora. Nos momentos decisivos, ao contrário do jogo passado, foi para o banco. Tiago Splitter jogou bem menos, 18 minutos, mas fez bem mais: dez pontos e oito rebotes.

Ainda fico imaginando Splitter num outro time, onde ele possa jogar mais, desenvolver seu jogo, ser mais admirado por todos e escrever seu nome com tintas mais reluzentes e não opacas com as que ele vem usando por imposição de um certo senhor que é muito competente no que faz, mas que não é deus e comete seus erros. Este, entre eles.

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domingo, 8 de abril de 2012 NBA | 11:31

PITACOS DA RODADA DE SÁBADO, POIS A DE DOMINGO COMEÇA DAQUI A POUCO

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Um pitaco rapidinho sobre a rodada de ontem, pois às 14h de hoje, horário de Brasília, começa a deste domingo, com o jogão Knicks x Bulls, em Nova York, cidade onde o Chicago adora jogar.

Mas vamos à rodada de ontem:

1) O Lakers que se cuide, pois do jeito que vai, o time pode acabar a fase de classificação entre os times que jamais terão vantagem de quadra nos playoffs. No momento, com a derrota de ontem para o Suns, em Phoenix (125-105), os amarelinhos somam 22 derrotas. Mantém o terceiro posto no Oeste, mas aparece com muita nitidez na alça de mira do Clippers (mesmas 22 derrotas, mas está atrás por causa do confronto direto), Memphis (23) e Houston (25). O time jogou ontem sem Kobe Bryant (foto AP), com uma inflamação nos tendões da canela esquerda. Pau Gasol (30 pontos/13 rebotes) e Andrew Bynum (23 pontos/18 rebotes) fizeram de tudo para levar o time à vitória. Não contavam, porém, com a atuação soberba de Michael Redd, que veio do banco e fez 23 pontos. Nos últimos quatro jogos, Redd, que fez parte do time olímpico dos EUA que ganhou a medalha de ouro em Pequim-08, teve duplo dígito na pontuação e acumulou média de 18,2 pontos. Ótima notícia pra gente que gosta do jogo bem jogado, pois Redd sempre foi um cara acima da média. Ficou praticamente dois anos parados por causa de uma grave lesão nos joelhos e parece estar voltando. Completa 33 anos em agosto próximo e pode ainda ter lenha pra queimar, vide o caso Grant Hill. “Nosso departamento médico cura qualquer um”, elogiou o técnico Alvin Gentry.

2) Depois de perder duas partidas seguidas (San Antonio e Chicago), o Boston fez importante vitória ontem à noite diante do Pacers, em Indianápolis: 86-72. Bom para sua recuperação, claro, mas ainda falta ao C’s vitórias sobre adversários de peso. Perdeu seus dois jogos contra o Oklahoma City, o par de partidas diante do Lakers, a única peleja feita diante do San Antonio, no confronto contra o Bulls está em desvantagem em 2-1 e tem 1-0 frente ao Miami ao vencê-lo em casa, sendo que na próxima terça-feira joga na Flórida. O Celtics é um time com jogadores experientes, acostumados a jogos decisivo e tem uma camisa forte. Mas precisa mostrar em quadra que é merecedor do status de favorito. Magic Johnson, em um de seus comentários na TNT, colocou o C’s entre seus preferidos. Eu tendo a aguardar um pouco mais, exatamente porque diante dos times poderosos ele tem um retrospecto de 2-7 (22,2%). A defesa que o alviverde de Massachusetts mostrou ontem diante do Pacers (26-74; 35,1%) tem que ser mostrada também contra as fortalezas da competição. Quanto ao Indiana, a derrota colocou um ponto final em uma sequência de quatro vitórias. Mesmo com o revés, mantém-se na terceira posição no Leste, à frente exatamente do Boston, com 22 derrotas contra 24. Efeméride: Rajon Rondo completou seu 16º jogo seguido com duplo dígito nas assistências. Ontem foi dada uma dúzia.

3) O ridículo Stan Van Gundy escalou novamente Dwight Howard, ontem na vitória frente ao Philadelphia, fora de casa, por 88-82. D12, que segundo o treinador trama nos bastidores para derrubá-lo, anotou 20 pontos e 22 rebotes. Van Gundy deve ser adepto da filosofia de que os fins justificam os meios. Ou então é um banana de marca maior — fico com a segunda opção. Com o resultado, o Sixers somou sua terceira derrota seguida e dos últimos sete jogos só venceu dois. Espero que a rapaziada dê um tempo com essa história de dar o COY para Doug Collins. Não tem o menor cabimento. Tom Thibodeau, Gregg Popovich e Scott Brooks, nesta ordem, são os meus favoritos ao galardão. Correndo por fora aparecem Frank Vogel e Doc Rivers.

4) O Memphis vem encostando no terceiro posto, disse acima. Isso graças também à vitória de ontem diante do Dallas, em casa, por 94-89. Dos últimos nove embates, venceu sete. Temporada passada o time cresceu exatamente na segunda metade da competição. Nos playoffs, no oitavo posto, surpreendeu o líder San Antonio e eliminou-o (4-2), para em seguida ser batido pelo Oklahoma City (4-3). A diferença desta para a temporada passada é que naquela ocasião o melhor jogador do time, Rudy Gay (foto AP), com o braço quebrado não pôde participar dos playoffs. Agora, saudável, comanda a equipe em quadra. Ontem anotou 25 pontos. Zach Randolph, que perdeu 37 partidas por causa de uma contusão no joelho, voltou e em excelente nível. Ontem, vindo do banco, marcou 15 pontos e pegou 11 rebotes. Quanto ao Dallas, o time vem de duas derrotas seguidas e neste abril fez quatro jogos e venceu só um. Mesmo com o revés mantém-se no G8 do Oeste, ocupando a sétima posição, com 26 derrotas, mesmo número do Denver, mas leva vantagem no critério de desempate. Mas se não abrir os olhos e Dirk Nowitzki não voltar a jogar o que sabe (ontem fez 5-16 nos arremessos; 31,2%), o atual campeão da NBA fica de fora dos playoffs, pois o Phoenix vem crescendo (27 derrotas). Depois do “All-Star Game”, o time do deserto vem com uma campanha de 15-7 (68,1%, que o colocaria na terceira posição da conferência). Outra coisa: eu ouvi bem? Alguns “malucos” falam em Shawn Marion para melhor defensor da temporada?

5) E o Minnesota, hein? Perdeu ontem para o pobrezinho do New Orleans (99-90) e somou sua quinta derrota consecutiva. Dos últimos dez jogos, só venceu dois. Está praticamente fora dos playoffs. A contusão de Ricky Rubio: assim a gente explica a dramática queda do Wolves na competição. Desde que o espanhol lesionou os ligamentos cruzados do joelho direito, o time de Minneapolis fez 17 partidas e venceu apenas quatro.

6) Não vi o jogo, mas o duelo entre Blake Griffin e DeMarcus Cousins, pelos números, deve ter sido de arrepiar, embora um não tenha vigiado o outro a maior parte do jogo, pois atuam em posições diferentes, mas jogam dentro do garrafão. Griffin, o sujo, anotou 27 pontos e pegou 14 rebotes; Cousins, o problemático, fez 15 pontos, mas pegou 20 rebotes, seis deles ofensivos. No final, jogando em Los Angeles, o Clips venceu por 109-94, resultado que o deixa, como disse acima, no encalço do Lakers.

7) Finalmente, quero falar do Denver. Com a derrota de ontem para o Golden State (112-97), fora de casa, o time do Colorado está ameaçado no Oeste. Caiu para a oitava posição e tem agora 26 derrotas, uma a menos que Phoenix e Utah. Na época de Nenê Hilário não era assim: o time se classificava com os pés nas costas para os playoffs. Tudo bem que havia Carmelo Anthony e Chauncey Billups — mas havia Nenê também. O time o trocou por JaVale McGee (foto AP) e apostou em Kenneth Faried. McGee é banco e de lá saiu na derrota de ontem para anotar seis pontos e pegar igual número de rebotes; Faried marcou apenas um ponto e pegou só três rebotes. O ala-pivô, que vinha causando sensação no começo da temporada, tem médias de 9,4 pontos e 7,1 rebotes. McGee, com a camisa do Denver, tem 7,7 pontos e 5,9 rebotes. Ou seja: ou o Denver avaliou mal e equivocou-se ao trocar Nenê ou tinha informações seguras de seu departamento médico de que o brasileiro está lesionado seriamente e não terá mais sequências de jogos satisfatórias. Sim, pois desde que foi para o Washington, o brasileiro participou da metade dos confrontos que poderia ter jogado: seis em 12. Acumulou médias de 13,5 pontos e 9,3 rebotes. Vamos aguardar pelos fatos futuros para vermos o que de fato significou para Nenê e o Denver sua saída do Colorado.

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domingo, 1 de abril de 2012 NBA | 20:18

OKLAHOMA CITY JOGA O MELHOR BASQUETE DA NBA NO MOMENTO

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NOVA YORK — Primeiro foi o Oklahoma City; depois o Boston. O Thunder liquidou o Chicago no terceiro quarto e o Celtics fez o mesmo diante do Miami no período referido. Foram dois massacres.

A impressão deixada pelo OKC foi contundente demais. O time de Kevin Durant e Russell Westbrook mostrou uma intensidade defensiva e ofensiva nesses emblemáticos 12 minutos que eu não via havia muito tempo.

O Boston também fez um jogo espetacular. Marcou muito, Rajon Rondo distribuiu a bola com perfeição (anotou seu quinto “triple-double” da temporada: 16 pontos, 14 assistências, 11 rebotes), Avery Bradley anotou oito de seus 13 tentos nesse período e Kevin Garnett jogou muito. Aliás, justiça seja feita, nosso parceiro Reirom tem alertado para isso: KG está jogando como se tivesse no esplendor de sua idade.

Fez 31-12 no Miami nesses 12 minutos referenciais, limitou o oponente a apenas 26,3% de aproveitamento de seus arremessos duplos (5-19) e 0% nos triplos (0-4). Com isso levou o placar, que no intervalo estava em 49-44, a 80-56. Impressionante.

Mas, repito, o que o OKC fez diante do Chicago neste terceiro período, não se faz. Limitou o time da cidade dos ventos a um aproveitamento de apenas 23,8% de seus arremessos (5-21), permitindo ao Bulls anotar apenas 12 pontos, mesma quantidade marcada por KD.

Teve ponte-aérea, enterrada de Russell Westbrook na cara de Omer Asik (foto AP), bolas de três, de dois, de lance livre, de roubada de bola. Teve cesta de tudo quanto é jeito. O OKC humilhou o Bulls nesses emblemáticos 12 minutos, quando levou o placar para 80-51.

Mas aí o OKC parou. Scott Brooks, como comandante do time, colocou os reservas pra jogar no último quarto e a contenda acabou. O Bulls fez 27-12 nessa dúzia de minutos, que virou um “garbage period” por conta da preferência de Brooks em repousar seus jogadores. Mas não houve comprometimento da vitória, que veio por 92-78.

O Celtics, não; o Celtics, ao contrário do OKC, não parou no quarto período. Não parou porque o Miami não é o Bulls. O Bulls estava retalhado. O Heat estava completo. Qualquer vacilo e o time do sul da Flórida poderia voltar à partida e fazer uma reviravolta histórica.

Por isso, Doc Rivers não vacilou. Mandou seu quinteto titular para o banco apenas na metade deste quarto derradeiro, quando Erik Spoelstra, o comandante do Heat, percebeu que nada mais havia a fazer a não ser digerir mais uma derrota: 91-72.

DUO
Como disse, a vitória do OKC foi emblemática. Sim, emblemática porque o time, neste momento, joga o melhor basquete entre todas as 30 equipes da NBA. E vem de uma sequência de vitórias marcantes.

Não perde há cinco partidas e nelas passou por cima Clippers (114-91), Miami (103-87), Portland (109-95), Lakers (102-93) e Chicago (92-78), tendo dificuldades apenas diante do Minnesota, quando precisou de duas prorrogações para vencer por nove pontos: 149-140.

Durant e Westbrook formam a melhor parceria da liga no momento. Os dois marcaram 53 pontos diante do Bulls; 57 frente ao Blazers, mesma pontuação contra o Lakers; 41 versus o Miami; no duelo frente ao Wolves, com duas prorrogações, relembro, fizeram 85; e finalmente no embate contra o Clips, o duo deixou 51 tentos na cesta californiana. Estão com média de 68,8 pontos nessas cinco partidas. Uau!

O parceiro Trapizomba disse outro dia: “Pra segurar o OKC é só marcar os dois”. No que eu respondi: e pra marcar?

Além disso, há James Harden, um ala-armador que vem do banco e colabora com uma média de 17,1 pontos por partida e que, pra mim, deve ser eleito o sexto homem desta temporada.

Dia desses, recebi um e-mail de meu filho, torcedor fanático do Lakers. Disse ele: “Estou começando a achar que o OKC tem chances de levar o título esse ano. O time está entrosado, tem dois foras de série (KD e Westbrook), outro grande jogador (Harden) e jogadores que complementam bem o time. O jogo que eles fizeram contra o Miami foi quase perfeito. É o meu palpite pra campeão esse ano”.

Nas casas de apostas muitos estão indo no mesmo palpite de meu filho.

EMBLEMÁTICO
Diria que não apenas a vitória do OKC diante do Chicago foi emblemática; os cinco triunfos também. O Thunder, repito, está afinado neste momento, momento que antecede a chegada dos playoffs.

O Miami, ao contrário, cai de produção. No mês de março fez uma campanha muito ruim: 10-6. E iniciou abril perdendo; e perdendo feio.

O Heat sempre foi o meu favorito para conquistar o título desta temporada, mas começo a achar que meu prognóstico pode não se confirmar.

Dia desses, aqui em Nova York, comprando um suvenir, um afro-americano me atendia. No crachá que ele usava dizia que o nome dele era Knowles. Knowles Paul. Perguntei se ele era nova-iorquino. Disse-me que não, que era de Miami. Torcedor do Heat? Ele sacudiu a cabeça afirmativamente, mas fez uma ressalva: “Não gosto do LeBron”. Perguntei se era da pessoa ou do jogador. Ele respondeu: “Do jogador. Ele não tem força mental para suportar as grandes partidas. Se o time entra apertado no último quarto, ele desaparece; se entra liderando com folga, ele joga bem. Não acredito no time por causa dele”.

Essa é a opinião de muitos não só no Brasil, mas aqui nos EUA também. E essa prostração de LBJ nos momentos decisivos parece estar contagiando a equipe. O Heat não tem mais a força do começo da temporada, quando a maioria não tinha se tocado para esse defeito de LBJ, que a mídia e a liga ainda insistem em transformar no sucessor de Kobe Bryant.

EPÍLOGO
Com um Miami se diluindo, com um Chicago que não pode contar com seu melhor jogador (Derrick Rose), com um Lakers que não se encontra e um Dallas que oscila demais, tudo realmente converge no sentido de vermos um campeão em uma cidade inédita na NBA. Será?

VIAGEM
Retorno ao Brasil nesta segunda-feira. Na terça pela manhã estarei no conforto do lar novamente. E o botequim volta a funcionar normalmente.

Espero que vocês não tenham se importado com os dias em que este estabelecimento ficou fechado pra balanço.

Eu precisava deste repouso.

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