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sexta-feira, 20 de novembro de 2009 NBA | 13:28

O CAMPEÃO VOLTOU

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Foi uma festa em Los Angeles. E nem poderia ser diferente; afinal, pela primeira vez nesta temporada Phil Jackson pôde contar com seu quinteto titular.

Pau Gasol voltou. E voltou em grande estilo.

Depois de ficar sentado os 11 primeiros jogos do Lakers, o espanhol debutou nesta temporada com 24 pontos e 13 rebotes. Disparado, o melhor jogador em quadra na vitória dos amarelinhos diante do Chicago por 108-93.

Gasol/ AFP“Eu estava com saudades [de jogar]”, disse Gasol depois da partida. E veio com fome de bola, como vimos. “É muito legal estar na quadra com a rapaziada e jogar diante de nossa torcida. Não esperava ser tão efetivo como fui, mas meus companheiros me acharam várias vezes durante a partida e tudo ficou mais fácil”.

A festa de Los Angeles não foi celebrada apenas pelo retorno de Gasol. Kobe Bryant, ao bater um par de lances livres no terceiro quarto, ultrapassou Kareem Abdul-Jabbar e transformou-se no segundo maior artilheiro da história do time de Los Angeles.

Tem agora 24.182 pontos. Kareem ficou a ver navios com seus 24.176 tentos; é o terceiro colocado.

O grande artilheiro da franquia segue sendo Jerry West, o único jogador na história da NBA a ser eleito o MVP das finais mesmo com seu time tendo sido derrotado (1972, Boston campeão). West, ao longo de suas 14 temporadas com a camisa do Lakers anotou 25.192 pontos.

Mais uma temporada e Black Mamba ultrapassa West e entra para a história como o maior pontuador da história do Los Angeles Lakers.

No jogo de ontem fez 21 pontos (aproveitamento muito ruim nos arremessos: 7-21), nove rebotes e oito assistências.

Pode tornar-se o maior de todos na história da franquia? Longe disso; o maior de todos jamais será superado: Earvin Magic Johnson.

AUSENTE

Não vi Magic Johnson em sua habitual poltrona no Staples Center — atrás da cesta do lado esquerdo, bem próximo ao banco de reservas do Lakers. Deve ter tido um compromisso e tanto para perder um jogo de seu time do coração.

Ou será que ele achou que a partida era barbada? — como foi. Pode ser.

É, pode ser, pois a vitória de ontem foi a quinta seguida do Lakers diante do Chicago. A última do Bulls diante do Los Angeles foi em 2006.

Rose observou depois da partida que o Chicago se matava em quadra para atacar e defender; o Lakers, ao contrário, fazia tudo com muita tranquilidade. “Eles fazem isso [o jogo] parecer muito fácil”.

Pro Lakers é mesmo, pois o time é o mais forte da NBA. Para os outros… bem, se eles tivessem o que os amarelinhos têm, tudo ficaria muito mais fácil também.

Pelo jogo de ontem, com o quinteto completo, é que eu cravo na bolsa de apostas: o campeão da temporada será o Lakers.

CALIBRE

Qual é o verdadeiro Derrick Rose, o do primeiro tempo ou do segundo?

Na etapa inicial, D-Rose teve o seguinte desempenho: 2-11. Na final, 7-9.

Terminou a partida com 20 pontos e seis assistências, mas foi um desastre no primeiro tempo, comprometendo os planos do time para a partida. O Bulls virou atrás em 11 pontos (53-42).

Rose entortou o aro com seus arremessos imprecisos. Nem mesmo uma simples bandejinha ele acertou.

Qual é o verdadeiro Derrick Rose?

GUERREIRO

Joakim Noah fez 12 pontos e pegou 15 rebotes. Foi sua décima noite, das últimas onze, que ele teve um duplo dígito nos ressaltos.

Lidera o campeonato neste fundamento, com uma média de 12.6 por prélio disputado.

Um guerreiro. Calou a boca de muitos — inclusive a minha.

Não dava um tostão furado para o filho de Yannick Noah. Mas ele tem provado neste início de temporada que é o melhor jogador do Chicago.

Ou alguém duvida?

TABU

Caiu em San Antonio. O Utah venceu o Spurs, no Texas, pela primeira vez desde 1999!

Havia, portanto, uma década que o time da cidade do lago salgado não conseguia dobrar o alvinegro texano em território inimigo. Traduzindo em partidas: 20 jogos sem ganhar.

O San Antonio, é bom frisar, está em pandarecos. Joga sem Tony Parker e Manu Ginobili.

Por mais que Richard Jefferson se esforce em quadra, ele ainda carece de entrosamento com o resto do time. Fez 16 pontos, ajudou muito, mas, como disse, o San Antonio está em pandarecos neste momento.

Tim Duncan, sozinho, não aguenta a parada. Timmy já é veterano e sente o peso da idade — tanto que até já cogita a aposentadoria.

O San Antonio perdeu sua terceira partida seguida. Dos últimos sete encontros, curvou-se ao oponente em cinco deles.

Do jeito que o barco navega, o Spurs pode comprometer sua temporada. Mesmo ela tendo acabado de começar.

TRIVIA

O Phoenix perdeu para o New Orleans! New Orleans que está de técnico novo (nem sei o nome dele de tão inexperiente que é), sem Chris Paul e que vinha de uma campanha de quatro vitórias e sete derrotas, fora do G-8 do Oeste.

E mais: David West, um dos pilares da equipe, passou parte do jogo no banco por causa das faltas.

Mesmo assim, o Phoenix perdeu.

Pergunto: acidente de percurso ou o time voltou à sua realidade?

ACOMODADO

Assim está Leandrinho Barbosa no Phoenix. Pouco joga, não é mais a primeira alternativa para o treinador resolver seus problemas ou mesmo descansar seus titulares.

Jogou apenas 17 dos 48 minutos disponíveis. Anotou 11 pontos, mas marcou sua presença em quadra pelos três roubos de bola.

Um desperdício; poderia estar em outro lugar.

Ninguém me tira da cabeça: Leandrinho acomodou-se em Phoenix. Vive confortavelmente no deserto, é figura querida na comunidade local, dá-se bem com todos na franquia; enfim, mudar pra quê?

Respondo: pra encontrar seu basquete, que está adormecido no Arizona.

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009 Sem categoria | 12:49

TRIO DE FERRO

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Não teve jogo ontem em Orlando; LeBron James não deixou. Shaquille O´Neal e Mo Williams também não.

LBJ anotou 36 pontos e Williams 28. Juntos marcaram 64 dos 102 pontos do Cleveland. Ou seja: 62.7% da produção ofensiva do Cavs.

Shaq anotou apenas dez pontinhos e pegou só quatro rebotes. Mas enlatou Dwight Howard, o melhor jogador do Magic. O Super-Homem marcou inexpressivos 11 pontos e confiscou apenas sete rebotes.

DH, é bom lembrar, antes do jogo de ontem tinha médias de 19.3 pontos e exatos 11 rebotes por partida.

Com tantos pontos da dupla LeBron/Williams e com Howard controlado por Shaq , o Cleveland fechou com facilidade a partida de ontem da Flórida e venceu por 102-93.

O que nos leva a pensar: se os três jogarem a maioria das partidas desta maneira, o Cleveland poderá encarar o Boston de igual para igual numa possível final de conferência. Caso contrário, se jogar o que vinha jogando, esquece: o Cavs não será páreo para o pessoal das bandas de Massachusetts.

Portanto, vamos esperar. Só o tempo vai nos dizer qual o caminho o Cavs vai escolher para trilhar nesta temporada.

LeBron James passa por Mickael Pietrus na vitória do Cavs sobre o Magic (foto: Getty Images)

LeBron James passa por Mickael Pietrus na vitória do Cavs sobre o Magic (foto: Getty Images)

MULEQUE!

Alguém viu Oklahoma City x Clippers em Los Angeles? Se não viu, perdeu outro show de Kevin Durant.

O “muleque” do Thunder fez de tudo um pouco – e é assim que os grandes jogadores se comportam. Anotou 30 pontos, sendo que acertou 12 de seus 20 arremessos (60.0%). Nas bolas de três, foi econômico nas tentativas: três; mas acertou uma delas.

Pegou dez rebotes, deu quatro assistências, fez dois desarmes e deu um toco.

Mais ainda: jogou um balde de água fria pra cima dos angelinos quando faltavam 38 segundos para o final e mandou uma bola certeira da ponta esquerda do ataque, abrindo dois pontos de vantagem, que foi ampliada com dois certeiros lances livres cobrados pelo veterano Kevin Ollie.

Final: Thunder 83-79 Clippers.

Quem ainda não viu Durant em ação, reserve um tempinho, pois vale mais do que a pena.

DERBY

Em San Antonio, no clássico do Texas entre Spurs e Dallas, novamente o time da casa jogou sem dois de seus tenores. Tim Duncan e Tony Parker, lesionados, viram a partida em trajes civis.

Mas Richard Jefferson, uniformizado, compensou a ausência do duo. Fazendo finalmente um jogo consistente, o ala anotou 29 pontos (11-23) e foi um tormento para a defesa do Cavs.

Manu Ginobili? Vindo do banco, cravou apenas 13 pontos, bem abaixo dos 36 anotados na partida anterior diante do Toronto.

Acho que o veneno do morcego perdeu a eficácia. É bom alguém vasculhar cavernas nos arredores da cidade, apanhar mais um mamífero voador e soltá-lo no AT&T Center e torcer para que o argentino seja mordido.

Brincadeiras à parte, resultado justo, que deixa o San Antonio em 4-0 em casa e anima os torcedores do alvinegro, pois Jefferson fez um jogo consistente, como disse.

E muito se espera dele nesta temporada.

Quanto ao Dallas, depois de ter feito 30 pontos nos dois primeiros jogos que marcaram seu retorno, ontem Josh Howard não foi bem: só oito pontos. E ainda deixou o jogo com dores no tornozelo.

Problema? Os próximos dias dirão.

O desempenho dos outros titulares, excetuando Dirk Nowitzki, foi muito ruim: anotaram juntos 25 pontos, contra 29 do alemão.

Velho Dallas, velhos problemas, tudo nas costas do velho Nowitzki.

RODADA

Os demais jogos em não acompanhei. Quem os viu e quiser nos contar, somos todos ouvidos aqui no botequim.

Labica, mais uma cerva, por favor!

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terça-feira, 10 de novembro de 2009 NBA | 16:35

LEI DE MURPHY

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Parece a tal da “Lei de Murphy”…

Dez da noite, conectei o laptop no League Pass. Cliquei no jogo do Phoenix contra o Philadelphia e… estava horrível!

O jogo passou todinho em “slow motion”! Não tinha como assistir a partida daquele modo. Resultado: vi pouco do jogo.

E o pior é que as outras partidas chegavam limpinhas pelo League Pass. Sem qualquer problema.

Logo ontem que eu iria me concentrar no jogo do Phoenix — o que eu ainda não fiz nesta temporada. Iria deliciar-me com o “gun and run” dos ensolarados, na definição perfeita do Daniel Sanches, parceiro frequente deste botequim.

E mais: queria ver Steve Nash, que vários companheiros têm garantido que está jogando um basquete que vai garantir a ele a disputa pelo MVP desta temporada. Mas não deu certo.

Como disse, a tal da “Lei de Murphy” deu o ar da graça e eu pouco vi da sensacional virada do Suns pra cima do Sixers. No intervalo da partida, os anfitriões venciam por 12 pontos: 66-54 — isso eu vi.

Perderam, ao que tudo indica, a inspiração e o fôlego no segundo tempo. Sim, pois o Phoenix, no período derradeiro, sapecou 65-49 no Philadelphia e calou os 10.205 torcedores que foram ao Wachovia Center (pouca gente, concordam?).

Sapecou 65-49 porque, como disse, conseguiram impor o “run and gun” e no “run and gun” não tem time que consiga conter o Phoenix.

Desta forma, o Sixers ao perder a inspiração (no caso de valorização da bola e arremesso equilibrado), possibilitou o contra-ataque ao Suns e, sem fôlego, foi comido pelo adversário.

Phoenix 119-115 Philadelphia. Resultado justo.

Pena que eu não tenha tido a oportunidade de ver o jogo na íntegra. Mas não faltarão oportunidades para isso.

DESTAQUES

Claro que Steve Nash merece todas as honras. Marcou 21 pontos e deu 20 assistências!

Demais; não é pra qualquer um.

Informação pra quem não sabe: foi a primeira vez desde a temporada 2005/06 que o canadense registrou 20 ou mais pontos e assistências numa mesma partida. No dia 2 de janeiro de 2006, Nash fez 28 pontos e 22 assistências em Nova York diante do Knicks.

As 22 assistências referidas representam, até hoje, recorde na carreira do menino do país bilíngue.

É o “Pistol Steve” desta geração. Alguém discorda?

BRASUCA

Leandrinho Barbosa, pelo que pude ver, está voltando aos poucos. Jogou 21 minutos, é verdade, mas não teve o volume de jogo habitual.

Foram apenas cinco bolas arremessadas durante o tempo em que esteve em quadra. Uma dupla e quatro triplas; acertou uma das duplas e duas das triplas.

Terminou a partida com oito pontos e um rebote. E mais nada. Nem lance livre bateu.

Como disse, Leandrinho está voltando aos poucos depois da lesão.

GOELA

Tim Duncan, lesionado, não jogou; o mesmo para Tony Parker. Mas a potência vocal do outro tenor texano compensou. Manu Ginobili só não fez chover ontem em San Antonio.

O argentino marcou 36 pontos (14-16 nos lances livres, de dar inveja aos brasileiros) nos 34 minutos em que ficou em quadra, mostrando que está bem das pernas. Sim, pois o jogo esteve no pau até os últimos cinco minutos.

E foi no quarto decisivo que o argentino foi grande. Manu acertou todas as suas quatro bolas triplas; jogou muito.

Resultado: o Spurs venceu o Toronto por 131-124, num jogo emocionante de se ver.

Gostei, pois o alvinegro do Texas fez ontem o que o Lakers vem fazendo: mesmo desfalcado, em casa quem canta de galo são eles.

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009 NBA | 11:52

OS DRAMAS DE CLEVELAND E SAN ANTONIO

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A temporada mal começou e em apenas seis jogos o Cleveland já perdeu dois deles em casa, exatamente o mesmo número de vezes em que foi dobrado diante dos fãs em toda a temporada passada. Nos outros 39 embates em sua Q Arena, o Cavs foi para o vestiário carregado nos braços da torcida.

Para que isso ocorra novamente, o time de LeBron James não pode mais perder em seus domínios. É possível que isso ocorra?

Improvável, mas não impossível.

Mas não é isso o que interessa. O que importa é falarmos do jogo do Cavs, que realmente decepciona neste início de competição.

O time não funciona em quadra. A contratação de Shaquille O’Neal pouco ou quase nada adicionou ao time.

Talvez tenha-o deixado mais lento em quadra. Exatamente o que ocorreu em Phoenix.

Shaq, infelizmente, envelheceu. É vítima do tempo, como todos nós.

Tem freado o ritmo alucinante que LBJ imprime à equipe quando o time joga em casa e, com defesa consistente parte para a transição e nocauteia o oponente pela velocidade e eficiência de seu jogo.

Isso não tem sido visto como se via no campeonato passado. Shaq defende mal e é lento.

Seus números na derrota de ontem para o Chicago por 86-85 foram bons apenas nos rebotes: dez. Mas a pontuação foi mediana para que se valha a pena tê-lo em quadra: 14 pontos.

Anderson Varejão, por exemplo, teve números semelhantes: 12 pontos e 13 rebotes. Mas o jogo não fica concentrado no capixaba e ele, ao contrário de Shaq, não deixa o time em “slow motion”.

E mais: Shaq em quadra, atualmente, não é preocupação para o adversário. Dificilmente você vê o oponente fazer um “double team” (marcação dobrada) em cima do grandalhão.

Apenas um jogador é suficiente.

Será que Shaq vai naufragar também em Cleveland?

Bulls Cavaliers BasketballFELICIDADE

Em contrapartida, o Chicago levou às nuvens os seus torcedores. Ninguém, em sã consciência, poderia imaginar que o Bulls fosse vencer o Cavs — ainda mais em Cleveland.

Mas não é que o time venceu?

O final foi dramático. O tal do “double team” que eu disse há pouco que ninguém mais faz em Shaq, foi feito em LeBron James nos segundos finais da partida.

E o ala, ao tentar a bandeja para dar a vitória aos anfitriões, encontrou a porta fechada por Luol Deng e Joakim Noah (foto AP). Perfeito.

LBJ deixou a quadra reclamando de falta — que significaria a cobrança de dois lances livres. Mas foi choro de mal perdedor.

O que eu vi foi uma defesa perfeita em cima de um dos maiores jogadores de basquete da atualidade. Isso King James deveria dizer e reconhecer o trabalho da dupla adversária.

Vitória justa de um time que não se deixou intimidar em nenhum momento pela força do adversário e nem pelo barulho da torcida. Vitória justa de um time que acreditou até o fim que era possível vencer.

Chicago 86-85 Cleveland. Inacreditável!

IRREGULAR

O San Antonio também não empolga neste início de competição. Perdeu seus dois principais compromissos até o momento: Bulls, em Chicago, e Utah, em Salt Lake City.

Suas duas únicas vitórias em quatro partidas até o momento aconteceram no Texas: New Orleans e Sacramento. E, cá pra nós, dois times do bloco intermediário para baixo, o que não empolga ninguém.

A derrota de ontem na cidade do lago salgado por 113-99 preocupa os torcedores texanos. Afinal, o Jazz vinha de uma campanha de 1-3, com derrota até mesmo para o Houston (sem T-Mac e Yao Ming) em sua EnergySolutions Arena.

Carlos Boozer estava marcado pela torcida. Pegava na bola e era vaiado.

Até o jogo de ontem.

Na noite passada, Booz marcou 27 pontos, apanhou 14 rebotes, deu três assistências e dois tocos e ainda roubou duas bolas. E, mais importante de tudo, ajudou a controlar Tim Duncan, um dos maiores power foward da história da NBA.

A quinta-feira foi realmente atípica: os favoritos perderam; as zebras se deram bem.

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domingo, 1 de novembro de 2009 basquete brasileiro, NBA | 17:01

PORTLAND, A DECEPÇÃO DO MOMENTO

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A rodada de ontem da NBA poderia ter sido jogada numa segunda-feira. Poucos jogos empolgantes. Rodada de sábado tem que ser atraente aos olhos dos torcedores.

Não foi o que aconteceu.

Na verdade, apenas uma contenda me chamou a atenção: o Houston bateu o Portland, no Texas, por 111-107. Foi o grande jogo da noite.

Trail Blazers Rockets BasketballFoi também um jogo que me deixou decepcionado, pois eu esperava mais do Blazers. Afinal, muitos o colocam na final do Oeste diante do Lakers — não é o meu caso, mas é algo perfeitamente cabível.

Em quadra, o time, todavia, não tem justificado esta predileção. Eu sei, eu sei, foram apenas três partidas, mas se a gente não puder falar agora o que pensa, eu fecho as portas do botequim e reabro-a daqui a um mês.

É isso que vocês querem? Claro que não — e nem é o que eu quero.

Então, vamos lá. Labica, mais uma cerveja pra mim (Labica é o garçom do nosso botequim).

Como gosto de falar pelos cotovelos, digo: o Portland é uma das grandes decepções neste começo de temporada.

Por mais que tenha jogado fora de casa, pegou um Rockets que não arranca suspiros de muitos — eu entre eles. E os texanos, pior ainda, jogaram sem seus dois principais jogadores: Tracy McGrady e Yao Ming.

Mesmo sem eles, vazou a defensiva do Oregon em 111 tentos. Muita coisa.

Tenho certeza de que Nate McMillan, treinador do Blazers, e um fanático por defesas sólidas, deve ter perdido o sono na madrugada deste domingo. 111 pontos do Houston, mesmo sem Yao e T-Mac é coisa de doido.

De seu lado, Brandon Roy (foto AP) anotou 42 pontos. Acertou os 13 lances livres que bateu. Nas bolas de três, fez 5-7. Apanhou ainda seis rebotes, deu quatro assistências e fez um desarme.

O Portland não pode deixar acontecer com ele o que Mike Brown deixou acontecer com o Cleveland. O Cavs sofre de “lebrondependência”; o Blazer tem que evitar uma “roydependência”.

Caso contrário, vai acabar como o Cleveland: o time do “quase”.

AGENTE 0

Gilbert Arenas marcou 32 pontos na vitória do Washington diante do New Jersey por 123-104. Deve ter sido uma pelada.

Está completamente fora de moda jogos com placares dilatados. Isso é coisa do passado, quando se amarrava cachorro com linguiça, como gosta de dizer Luis Felipe Scolari.

De qualquer maneira, o Wizards chama a atenção neste início de temporada. Quando Antawn Jamison voltar, o time ficará mais forte ainda, pois Jamison, todos nós sabemos, é um dos vértices do triângulo do time de Flip Saunders ao lado do Agente 0 e de Caron Butler.

BATMAN

É Manu Ginobili. O argentino pegou um morcego com as mãos no jogo de ontem em San Antonio!

Louco de pedra; não se pega morcegos com as mãos. Está certo que era um “baby bat”, mas era um morcego!

“Ele sempre faz coisas malucas”, garantiu Tony Parker.

Nem precisa dizer, Tony, as imagens falam por si.

Ah, sim, o Spurs bateu o Sacramento por 113-94.

NBB

Começou neste domingo o NBB. Acordei mais cedo e me preparei para assistir Pinheiros x Brasília.

Os dois times entraram em quadra para disputar a contenda mais importante da primeira rodada.

Entraram e jogaram em uma quadra de vôlei…

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sexta-feira, 30 de outubro de 2009 NBA | 13:00

NOITADA INESQUECÍVEL

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Derrick Rose em ação (Reuters)

Derrick Rose em ação (Reuters)

Foi uma noite de expectativas para os torcedores do Bulls. Na noite de estréia, como o time se comportaria diante de uma das forças da NBA na atualidade? Como se comportaria sua maior estrela, incomodada com uma dor no tornozelo direito que o deixou de fora praticamente de toda a “Pre-Season”?

Duas horas e meia depois de a bola ter subido pela primeira vez, e os 21.412 fãs espalhados pelas confortáveis poltronas do United Center, mais os milhões (milhões? creio que sim, só na China…) esparramados pelo resto do planeta respiraram aliviados; e esperançosos.

O Chicago promete esta temporada. Pelo menos de levarmos em consideração o que vimos ontem à noite.

Sim, pois dobrar o San Antonio do jeito que dobrou é para poucos. Limitou o time texano a cerca de 80 pontos (chegou a 85 por relaxo do tricolor de Illinois nos segundos finais) e se não encontrou antídoto para conter Tim Duncan (o que, convenhamos, poucos conseguem), limitou o jogo dos demais.

Tony Parker anotou míseros oito pontinhos (4-11 nas bolas de dois; nenhum arremesso de três), Richard Jefferson a nove (está devendo neste início de campeonato), Michael Finley a seis (está velho) e fez Roger Mason zerar — o que é muito raro de ocorrer.

Manu Ginobili foi o único, além de Timmy, a ter um duplo dígito nos pontos. Chegou a dez, mas também não foi aquele jogador encantador que a gente conhece: acertou apenas três de seus 11 tiros.

E mais: o Chicago foi melhor nos rebotes (52-44), nas assistências (20-15), nos tocos (9-5) e errou menos (9-13).

Por tudo isso, o resultado final de 92-85 para o Bulls foi absolutamente justo

MULEQUE!

O Daniel Sanchez escreveu “muleque” ao invés de moleque referindo-se a Derrick Rose — ou foi a Ty Lawson? Não importa; o que nosso parceiro de botequim fez foi, como se diz, permitir-se uma licença poética.

Mas gostei do muleque. Daqui para frente, se o Daniel permitir é claro, quando escrever muleque ao invés de moleque ao me referir principalmente a Derrick Rose, por favor, considerem também como uma licença poética.

É carinhoso, pois o termo é muitas vezes pejorativo.

D-ROSE

Derrick Rose jogou muita bola. O muleque anotou apenas 13 pontos, mas recheou sua atuação com sete assistências e igual número de rebotes.

Roubou uma bola e ainda deu um toco!

Em 33 minutos em quadra, mostrou por que foi eleito o melhor novato da temporada passada. Sabe jogar e fazer seus companheiros jogarem.

É hábil, seu “cross-over” faz-me lembrar os de Tim Hardaway (ele quase fez Tony Parker torcer o tornozelo no último quarto), suas investidas são no melhor estilo de Chris Paul e sua inteligência lembra-me a de Magic Johnson… tudo bem, exagerei, exagerei, eu sei. Deve ter sido fruto da empolgação de torcedor.

Mas que Derrick Rose joga muita bola, disso ninguém duvida. O muleque promete mais shows desses durante a temporada.

Hoje à noite ele visita Boston. E espera rodar o filme dos playoffs passados, principalmente na primeira partida no TD Banknorth Garden, quando destruiu o Celtics.

Um teste e tanto, pois o Boston é um dos melhores (se não o melhor) times da temporada.

A noitada está garantida. Pelo menos para nós, torcedores do Bulls — bem como os do Celtics, é claro.

<i>Nenê entre Greg Oden e Brandon Roy</i>

Nenê, Greg Oden e Brandon Roy (Reuters)

MADURO

Carmelo Anthony destruiu o Blazers ontem à noite em Portland. Creio que foi nosso parceiro Pedro Mota quem reclamou da falta de reconhecimento ao jogo de Melo.

E ele tem razão; pouco se fala do ala do Denver.

Ontem à noite, como eu disse, ele destruiu o Blazers em Portland. Marcou 19 de seus 41 pontos no último quarto e levou o Nuggets à sua segunda vitória na temporada: 97-94.

Coloquei nas minhas previsões o Denver na final do Oeste contra o Lakers. Muitos apostam no San Antonio (ótima aposta também), mas eu acho esse time do Denver bem redondinho.

Nenê Hilário fez sete pontos (2-7, ruim), mas contribuiu com 11 rebotes (três no ataque, muito bom). Mas mais uma vez deixou a quadra com seis faltas.

Nenê precisa se controlar.

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sábado, 3 de outubro de 2009 NBA, Seleção Brasileira | 16:23

PESO DA IDADE INCOMODA DUNCAN

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Tim Duncan está chegando ao fim da linha. Foi ele mesmo que admitiu isso em San Antonio, onde o time se ajeita para a próxima temporada.

“A janela está se fechando para mim”, disse Timmy. “E em direção ao fim de minha carreira”.timmy

Timmy revela que está sentindo o peso da idade. Mas ele não é tão veterano assim, pois completou 33 anos em 26 de abril passado.

Mas a gente sabe como são os grandes atletas: exigentes. Duncan sente que já não é mais o mesmo em quadra.

“E tudo isso é verdade”, completa, referindo-se ao fato de que quanto mais o tempo passa, as coisas ficam mais difíceis.

Pensando mais em não sofrer durante a temporada do que em prolongar sua brilhante carreira, o pivô apresentou-se ao Spurs sete quilos mais magro. Espera, com isso, aliviar o corpo.

Para ajudar nesse processo de se poupar Duncan em quadra, a franquia contratou outro grandalhão: Antonio McDyess. Com McDyess no grupo, Duncan vai sofrer menos.

Os dois poderão jogar juntos, revezando-se nas posições 4 de 5, ou então McDyess pode dar um refresco para Timmy durante as partidas. Theo Ratliff, veteraníssimo (14 temporadas na NBA, 36 anos), é outro que chega para ajudar no revezamento.

BRASUCA

Os olhos de Gregg Popovich brilham quando o nome de Tiago Splitter é pronunciado. O treinador espera poder contar com o catarinense para a temporada 2010/11.

Splitter bem que poderia já estar em San Antonio. Preferiu ganhar uns trocados agora na Europa.

Subtraiu um ano de seu provável convívio com Duncan para amealhar US$ 10 milhões, dinheiro esse que ele recuperaria facilmente jogando na NBA.

Por isso, eu jamais faria a escolha que Tiago fez.

Splitter, pra mim, foi mal orientado. Pensou curto. Não percebeu que a carreira de Timmy encurta a cada ano que passa.

Splitter tem que aproveitar Timmy. Para muitos, o melhor ala/pivô da história da NBA.

Não tem professor melhor, atualmente, para ensinar a Tiago os segredos do garrafão. Era nisso que o brasuca deveria pensar.

sashaSARGENTÃO

Phil Jackson chamou Sasha Vujacic em seu escritório assim que os jogadores do Lakers se apresentaram para essa temporada.

“Sente-se”, disse P-Jax ao esloveno. “Preste atenção no vídeo”.

Acionou a tecla “play” e Sasha se viu em várias cenas da temporada passada. Em todas aparecia o armador correndo com ou sem a bola, mas sempre arrumando o cabelo, onde alguns fios rebeldes teimavam em escapar da fitinha preta que tinha a missão de controlar a todos.

“Você passou a maior parte do tempo em quadra arrumando o cabelo do que pensando no jogo”, disse Phil.

“Verdade”, admitiu Sasha, vendo e revendo as jogadas, completamente batido pelos lances apresentados no vídeo.

“Portanto, assim que acabar o treino de hoje, procure um barbeiro e corte esse cabelo”.

Sasha acatou a ordem do chefe.

EXEMPLOS

Kobe Bryant e Derek Fisher foram os dois jogadores do Lakers que se apresentaram em melhores condições físicas. “São exemplos para o grupo”, disse Phil Jackson.

E são mesmo.

Kobe, aliás, pela primeira vez desde que chegou à NBA, há 13 temporadas, ficou dois meses sem tocar na laranjinha. Descansou com a família (foi a Paris passear) e cumpriu compromissos agendados pela NBA (esteve na China).

Antes de pegar na bola, arrumou a mala e desarrumou-a em Houston. Foi atrás de Hakeem Olajuwon.

Muitos dos frequentadores desse botequim conhecem a história, mas relato para os que não sabem.

Michael Jordan era conhecido (também) por ter um arsenal incontável de jogadas. Sempre que uma temporada começava, MJ vinha com uma novidade. E isso atormentava ainda mais seus marcadores.

Kobe foi até Hakeem (um dos maiores pivôs da história da NBA) atrás de alguns segredos da posição. Mas por que, se ele não é pivô?

Pergunta pertinente. Eis a resposta: Kobe joga muito próximo ao garrafão, quer ter a vida facilitada.

Procurou o professor certo.

ALEGRIAKOBE E RON

Mark Cuban, o desmiolado dono do Dallas, declarou recentemente no Texas que aprovou a contratação de Ron Artest pelo Lakers. “Ele vai destruir o ambiente”.

Com isso, imagina Cuban, o Lakers vai sofrer nesta temporada e não será nem sombra do time que foi no campeonato passado, quando ganhou o título.

Será mesmo que Artest destruirá o ambiente interno do Lakers? Penso que não; Artest não é mais louco do que Dennis Rodman.

Quando “The Worm” quando chegou ao Chicago, muitos apostavam nesse cenário também. Mas Phil Jackson, Michael Jordan e Scottie Pippen domaram o tresloucado jogador.

Kobe não é MJ, mas é o MJ desta geração. Tem moral entre os boleiros e é o cara mais respeitado entre todos na liga.

E P-Jax continua sendo P-Jax – e mais durão ainda, basta ver o caso mencionado acima envolvendo Sasha Vujacic.

Sem contar no poder de persuasão e na fala mansa de Derek Fisher, um cara que é venerado até pelos adversários pelo seu histórico na NBA.

Como disse acima, se Artest (na foto Reuters ao lado de Kobe) tentar colocar as asinhas de fora, elas serão podadas rapidamente pelo trio.

INÍCIO

A “Pre-Season” já começou. Dois jogos já foram realizados.

Na quinta-feira, o Denver foi a Salt Lake City e levou uma sova do Utah: 103-87. Nenê jogou apenas 17 minutos, brigou mais contra as faltas do que contra os pivôs adversários.

Fez cinco e ficou boa parte do jogo no banco. Está, também, recuperando-se aos poucos da fratura no braço, que impediu-o de se juntar à seleção brasileira que venceu a Copa América em Porto Rico.

Nos 17 minutos em quadra, anotou quatro pontos, pegou três rebotes e fez uma dupla de assistências e desarmes.

Ontem foi a vez de Indiana e Chicago debutarem nesta temporada. O prélio foi em Indianapolis, mas o Bulls não se intimidou: venceu por 104-95.

O que me impressionou foram os números do novato Taj Gibson, recrutado da USC. Gibson atuou meia hora; marcou 19 pontos (cestinha do Chicago), apanhou nove rebotes (cinco no ataque), deu uma assistência e um toco também.

Fiquei empolgado! Que seja sempre assim durante a temporada (falo agora com os torcedores do Chicago, desculpem-me, pois, os que me conhecem, sabem da minha preferência pelo tricolor de Illinois).

Luol Deng, rapaziada, também jogou bem: 15 tentos, cinco rebotes, três assistências e igual número de desarmes também. Que ótimo; se ele jogar como no início de sua carreira na NBA…

John Salmons também anotou 15 pontos.

Outro que deixou a quadra do Conseco Fieldhouse com um duplo dígito na pontuação foi Derrick Byars, outro “rookie” do Bulls para essa temporada. Marcou 12 pontos.

Que não seja fogo de palha!

PROSSEGUIMENTO

Hoje à noite tem mais um jogo programado. O Denver volta à quadra para enfrentar o Partizan Belgrado, da Sérvia.

Pena que a gente não pode ver os jogos.

NOVIDADE

A TNT vai mostrar os jogos da NBA nesta temporada. Soma-se à ESPN.

É tevê a cabo também, mas é uma opção a mais para a galera.

E quanto ao NBA League Pass, está escrito na capa do site: “Coming Soon”. Ou seja: em breve a liga estará disponibilizando o pacote.

RECADO

Respondi boa parte dos comentários postados no texto de ontem sobre a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Agradeço a todas as mensagens, respeito o ponto de vista de todos, mas não irei mais debater o assunto, pois ele me parece interminável. Cada lado tem seus argumentos; e eles são fortes.

Bola pra frente e que tudo de bom ocorra para o país e para o Rio de Janeiro, em especial, até a abertura da Olimpíada.

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009 NBA | 23:47

IVERSON E O VOO DE ÍCARO

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Allen Iverson assinou contrato com o Memphis. O acordo é por uma temporada, onde ele vai ganhar a merreca de US$ 3.5 milhões.

Na temporada passada, jogando primeiro pelo Denver e depois pelo Detroit, “The Answer” faturou quase US$ 21 milhões. Como disse, jogou primeiro no Denver e depois no Detroit.

Agora vai ganhar uma ninharia e vai vestir a camisa do pobre Grizzlies. Iverson (foto AP) iniciou a segunda parte do voo de Ícaro.

Embicou em direção ao solo. Despenca a olhos vistos.

Joga pelo dinheiro ou pela ilusão de que pode fazer alguma coisa ainda nas quadras da NBA?

Pobre ele não está. Ganhou pouco mais de US$ 150 milhões nesses 15 anos de profissionalismo.

O que ele quer então?

Jogar; está na cara. Ainda sente amor pelo jogo,

Mas do jeito que ele joga, não seria melhor encarar um playground no Brooklyn, já que está milionário e não precisa (aparentemente) do dinheiro? Creio que sim.

Veterano, sem a mesma velocidade e habilidade de outrora, Iverson pouco deve acrescentar ao Memphis. Num primeiro momento, achei que ele poderia ser útil; hoje tenho dúvidas.

AI funcionaria num time onde ele não fosse o “number one”. Lakers, por exemplo. Num time onde houvesse um treinador para domá-lo; Lakers por exemplo.

Quem mais? Ora, Boston.

Quem mais? San Antonio, claro.

Quem mais? Hum… Talvez o Orlando – e mais ninguém, com certeza.

Mas vai ser legal vê-lo em quadra mais uma temporada. Ao mesmo tempo será constrangedor.

Cabe a ele calar a boca dos críticos.

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sexta-feira, 31 de julho de 2009 NBA | 20:01

O VELHO DILEMA

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Temporada passada foi Manu Ginobili; será que agora a bola da vez é Tony Parker?

Pois é, o armador francês, jogando pelo seu país a EuroBasket, torceu o tornozelo direito. Nem entrou em quadra na peleja de ontem diante da Hungria (vitória apertada por 70-69).

Ao tomar conhecimento da notícia, o San Antonio ordenou ao seu empregado que pegasse o primeiro avião e voasse até o Texas. Isso, mesmo com o acompanhamento dos médicos da franquia “in loco” para ver o tornozelo enfermo.

O que o Spurs quer é tirar o jogador do campeonato europeu de seleções – ta na cara – e deixá-lo descansando ao lado de Eva Longoria, um espumante a acompanhá-los e o tempo passando, passando e passando – se é que vocês me entendem; e eu tenho certeza que sim, vocês me entendem.

Com essa vida boa, um pouco de fisioterapia aqui, outra ali, a lesão desaparece rapidamente e o jogador entra zero bala para a próxima temporada.

E a velha questão volta à pauta: quem tem prioridade para o jogador, time ou país?

O San Antonio vai pagar ao francês, nesta temporada, US$ 12.6 milhões. Não se incomoda nenhum pouco se vê-lo em quadra o tempo todo; ficará incomodado se acontecer com ele o que ocorreu com Manu Ginobili no campeonato passado.

Por outro lado, é legítimo o anseio do atleta em defender sua pátria.

Como se vê, ocorre com Tony o que já ocorreu com os nossos.

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domingo, 26 de julho de 2009 basquete brasileiro, NBA, Seleção Brasileira, WNBA | 13:41

QUASE UM “DOUBLE-DOUBLE”

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Não vi a partida, mas, pelo resultado, deve ter sido uma pelada. Aliás, todo “All-Star Game” é assim; no masculino e/ou no feminino.

Os jogadores extravasam seu lado “globetrotter” e não estão nem aí com a partida. São poucos os embates desse tipo que valem a pena ser visto.

A vitória do Oeste sobre o Leste por 130-118, ontem à tarde em Uncasville (Connecticut), deve ter sido um jogo desses. Deixo-o de lado, pois, para falar da nossa Érika de Souza.

A brasuca (na foto AP de camiseta branca), segunda jogadora a representar o país num Jogo das Estrelas, atuou apenas 14 minutos. Tempo suficiente para mostrar todo o seu talento.

A carioca esteve perfeita nos arremessos: atirou cinco bolas contra a cesta adversária e encestou todas; bateu dois lances livres e foi igualmente feliz.

Deixou a quadra com 12 pontos. Poderia ter sido mais se tivessem disponibilizado a ela mais minutos.

Como poderia ter feito um “double-double” se atuasse mais tempo. Nos 14 minutos (na verdade 13:59) correndo de lá pra cá e de cá pra lá, Érika confiscou nove dos 48 rebotes apanhados pela seleção do Leste.

Tudo bem, foi ótimo, porque, como eu disse, ela deixou bem claro que é boa de bola. Aliás, tem mostrado isso com a camisa do Atlanta Dream; caso contrário não teria sido convocada para o “All-Star Game”.

Bem, vamos ver agora com a seleção brasileira. Há três anos Érika não veste a amarelinha; sempre aparece um probleminha para impedi-la de jogar pelo Brasil.

Ela disse estar saudosa de representar nosso país. Pois bem, ano que vem acontecerá o Mundial na República Tcheca.

Hora, portanto, de matar a saudade.

RUMORES

Leio na internet que Lamar Odom está perto de acertar com o Miami. Duro golpe para o Lakers, porque o time californiano ficará a ver navios.

Não creio que Joe Smith vá resolver o problema se for contratado para a vaga de Lamar. Isso dará uma bela desestruturada nos angelinos.

O outro lado desta moeda diz respeito a Dwyane Wade. Dizem que ele está fazendo a cabeça de Lamar para ele mudar de praia.

Se for verdade e isso ocorrer, a chance de D-Wade sair do Miami e ir para o Chicago desaparece.

Também a internet me informa que Drew Gooden acertou um contrato de um ano com o Dallas. O Mavs tem se reforçado e não pode ser desprezado como uma das forças do Oeste.

Recentemente, acertou com Shawn Marion, não se esqueçam.

Por isso mesmo, o San Antonio foi atrás de Theo Ratliff. O veterano ala/pivô não tem mais o fôlego de antes.

Quanto estava novinho, era um tormento para quem ousasse invadir o seu garrafão; distribuía tocos pra tudo quanto é lado. Hoje não é mais assim.

Vamos esperar por esta segunda-feira e ver no que vai dar esses rumores.

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