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sexta-feira, 24 de agosto de 2012 NBA | 13:45

LEANDRINHO PODE ACABAR AO LADO DE VAREJÃO OU NENÊ NA PRÓXIMA TEMPORADA DA NBA

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Samara Felippo, mulher de Leandrinho Barbosa, postou na manhã desta sexta-feira em seu Twitter uma foto intitulada: “Meus amores, minhas felicidades…”

O retrato (que reproduzo), provavelmente fruto da sensibilidade de Samara, é belíssimo. Mostra LB e a filha, Alicia, flagrados de costas, com um rio a frente deles, em uma cena bucólica. Parecem estar no Brasil. Os três vivem naquele instante momento idílico; levam a vida que todos pedimos a Deus.

A vida que todos pedimos a Deus, todavia, é intangível. A realidade é outra, bem diferente. E nela, entre outras coisas, a gente tem que trabalhar.

HORIZONTE

LB está desempregado no momento. Na temporada passada ele fez US$ 7,6 milhões jogando pelo Toronto e Indiana. Claro que ele sonha com algo semelhante ou até mesmo um pouquinho mais.

O único time da NBA, nesta temporada, que pode oferecer o mesmo que LB ganhou ou até mesmo um pouco mais é o Cleveland, além do Phoenix, que poderia igualar o que o brasileiro faturou no certame anterior.

O Cavs tem US$ 11,15 milhões para torrar, pois sua folha de pagamento para esta temporada está em US$ 46,88 milhões, sendo que o “cap” é de US$ 58,04 milhões. Acontece que o time de Anderson Varejão acabou de pinçar do universitário o ala-armador Dion Waiters, que veio como quarta escolha da primeira rodada, jogador produto de Syracuse e que muitos falam maravilhas. E o time ainda tem C.J. Miles. Difícil, mas não impossível, pois LB poderia funcionar apenas como desafogo do time em momentos chaves do jogo. Neste caso, não creio que o Cavs daria a ele os mesmos US$ 7,6 milhões da temporada passada.

Quanto ao Phoenix, a franquia tem Shannon Brown e acabou de contratar Wesley Johnson (ex-Wolves). LB deixou amigos e as abertas no Arizona, mas não vejo muita chance de ele voltar ao Suns, especialmente se Dan Fegan, seu agente, bater o pé nos US$ 7,6 milhões. Por menos, creio que pode dar samba. Mas quanto seria este “menos”?

Entre os times que já estouraram o “cap”, mas que podem usar a “Mid-Level Exception”, o Washington é a melhor possibilidade para LB. O Wizards é o único time da NBA que pode usar a totalidade da MLE: US$ 5 milhões.

O Washington, porém, acabou de selecionar na terceira posição da primeira rodada Bradley Beal (Florida), que joga exatamente na posição de Leandrinho e é tido como uma das maiores promessas deste recrutamento. Mas a gente bem sabe que o brasuca sempre funcionou vindo do banco. Há, portanto, espaço para ele na capital dos EUA. E seria uma boa vê-lo ao lado de Nenê Hilário. Acho que Leandrinho cairia como uma luva no Wizards.

O Milwaukee tem US$ 4,35 milhões também da MLE. E aqui igualmente pode ser uma boa parada para LB. Embora conte com Monta Ellis, o brasileiro poderia perfeitamente vir do banco (que é o seu cartão de visita, nunca é demais lembrar) e ajudar no rodízio de descanso de Ellis e servir como arma letal nos finais e momentos importantes das partidas, quando o Bucks precisar de pontos.

Outros dois times que podem usar a MLE para contratar Leandrinho são o Denver e o Oklahoma City. Ambos têm para gastar US$ 3,3 milhões. O Denver conta com Wilson Chandler e, principalmente, Corey Brewer — este um empecilho para a contratação de LB. No OKC não há espaço para Barbosa, pois o vice-campeão da NBA tem Thabo Sefolosha e James Harden. Isso sem falar que Scott Brooks usa às vezes Russell Westbrook como “shooting guard”.

De resto, o que sobra são times com merreca pra oferecer pra LB — a menos que eu tenho deixado passar alguma franquia que ainda tem dinheiro em caixa.

Sacramento, Portland e Philadelphia têm US$ 2,57 milhões. Mas é duro registrar na carteira de trabalho um salário 60% menor do que na temporada anterior.

CONCORRÊNCIA

LB não é o único “shooting guard” disponível no mercado. Isso tem que ser levado em conta também por ele e por seu agente.

Mickael Pietrus está sem contrato, o mesmo para Marquis Daniels, seu ex-companheiro de Boston. Pietrus pode ser visto como ala, mas eu o vejo mais como ala-armador por conta de seus tiros de três e de seu tamanho (1,98m).

O veterano Michael Redd também está igualmente à procura de emprego. Não fossem seus joelhos debilitados, estaria empregado e nem seria adversidade para LB.

Outros “shooting guards” desempregados são Chris Douglas-Roberts e Maurice Evans. Mas estes dois Leandrinho coloca-os no bolso.

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domingo, 19 de agosto de 2012 NBA | 15:06

RENOVAÇÃO DE IBAKA COM OKC PODE SER A PONTA DE UM ICEBERG DE PROBLEMAS

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O Oklahoma City renovou o contrato de Serge Ibaka (foto) por mais quatro anos em troca de US$ 48 milhões. Eu contei isso a vocês no post de ontem. Os torcedores ficaram eufóricos, mas os dirigentes estão apreensivos.

Isso porque, com a renovação do congolês naturalizado espanhol, o OKC tem comprometido nada menos do que US$ 42,35 milhões com apenas três jogadores: Ibaka, Kevin Durant e Russell Westbrook. E se formos adicionar a esse número o salário de Kendrick Perkins, ele pula para US$ 50,65 milhões.

Essa quantia está apenas US$ 7,39 milhões abaixo do “salary cap” desta temporada, que é de US$ 58,04 milhões. Ou seja: o OKC compromete gorda quantia de seu “cap” com apenas quatro jogadores.

E aí entra uma questão que tem tirado o sono dos dirigentes, como eu disse acima: haverá dinheiro para renovar com James Harden?

O ala-armador do Thunder tem contrato garantido até o final da próxima temporada, mas neste ano derradeiro ele será um “qualifying offer” que (até onde eu entendo esse troço do “QO” no novo CBA), o jogador escolhe se aceita ou não o último ano do contrato. Se aceitar, Harden (foto abaixo) tem direito a um aumento na ordem de 125%. Isso elevaria seu salário dos atuais US$ 7,63 milhões para US$ 17,1 milhões para a próxima temporada. E ele se tornaria um agente livre restrito, ou seja, o OKC tem o direito de igualar qualquer oferta feita a ele.

O problema é que com esses US$ 17,1 milhões, o “cap” do Thunder no ano que vem ficaria absurdamente elevado, pois somando essa quantia aos US$ 50,65 milhões já gastos com KD, West, Ibaka e Perkins, ela chegaria a US$ 67,75 milhões. Isso com apenas cinco jogadores!

A pergunta que se faz é: o OKC conseguirá fazer frente a essas despesas?

Oklahoma City, como se sabe, é um “small market”.  Não tem a força de Nova York, Los Angeles, Chicago e até mesmo Miami. O preço de um tíquete por lá é bem mais barato do que em NYC ou LA. O valor que a TV local paga pela exclusividade dos jogos da equipe no cabo é infinitamente inferior do que o Lakers fatura. E como Oklahoma City é uma cidade com apenas 1,2 milhão de habitantes em sua região metropolitana e como o time não tem a popularidade de um Lakers, Chicago ou Boston, o faturamento na venda de produtos licenciados é bem menor se comparado com as grandes franquias. Além disso, a grana levantada com a venda do “naming rights” para a Chesapeake Energy, que batizou a arena local, é de cerca de US$ 3 milhões por ano, uma merreca se comparado com os US$ 20 milhões anuais que o Nets vai ganhar da Barclays.

E tem mais; sim, tem mais: tem a “Luxury Tax”, que é a penalidade que uma franquia paga por estourar o “salary cap”. A partir da próxima temporada (2013-14), ela será de US$ 1,50 a mais por cada (desculpem a cacofonia) US$ 1,00 que exceder o “cap”. Como vimos, com apenas cinco jogadores o OKC já estoura o teto salarial em US$ 9,71 milhões. Só com eles o Thunder teria que pagar US$ 14,56 milhões de multa. Mas há um bônus de acordo com o CBA que permite uma franquia ultrapassar o “cap” em US$ 14 milhões sem ter que pagar a “Luxury Tax”. Desta forma, dá para o OKC renovar com Harden sem ter que pagar qualquer penalidade por isso.

Ma se formos levar em conta o complemento do grupo, essa quantia, que está em US$ 67,75, pode chegar a US$ 90 milhões. Como uma franquia começa a pagar a “Luxury Tax” a partir de US$ 72 milhões, esses US$ 90 milhões pulam para US$ 117 milhões, se eu não errei nas contas.

Volto a perguntar: o OKC tem como fazer frente a essa gastança toda? A realidade do Thunder, como vimos acima, não é das melhores.

Sam Presti, o GM do Thunder, é um gênio. Montou um timaço do nada, apenas recrutando jogadores do “college” ou do exterior. Mas à medida que o tempo passa, o time se valoriza e a gastança começa.

Lembro-me de um amigo que ganhou uma grana de herança do avô. Ele pegou o dinheiro e comprou uma BMW. Pagou-a à vista.

Veio a primeira revisão e meu amigo quase caiu de costas. Na segunda, quase foi à falência. Não houve terceira: ele vendeu o carro.

Será que o OKC vai ter um dia que abrir mão de seus jogadores por inadimplência? Se tiver, será uma pena. E isso deixará claro que o campeonato da NBA é mesmo um campeonato espanhol, onde apenas dois ou três têm grana pra gastar, enquanto que os outros se divertem apenas chupando pirulito.

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quinta-feira, 19 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 19:57

EUA MASSACRAM A GRÃ-BRETANHA EM AMISTOSO NA INGLATERRA

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O time masculino dos EUA bateu há pouco a Grã-Bretanha, que está na chave do Brasil (Grupo B) nos Jogos de Londres. O cotejo foi disputado em Manchester e o placar final mostrou uma goleada em favor dos norte-americanos: 118-78. Foram nada menos do que 40 pontos de vantagem.

Normal.

Anormal foi a dificuldade que os EUA tiveram para vencer o Brasil na última segunda-feira, quando nos bateram por apenas 11 pontos de diferença: 80-69.

Isso mostra o quê? Que o Brasil, de fato, como disse no texto sobre a partida, está mais do que preparado para os Jogos Olímpicos; está preparadíssimo. Com o que mostramos frente aos norte-americanos, ganhamos o respeito do mundo. “O Brasil foi, de fato, um adversário para nós”, disse o presidente da USA Basketball, Jerry Colangelo, depois da partida, ainda impactado pelo que viu.

Voltando à partida desta quinta entre Grã-Bretanha e EUA, os 16.979 torcedores que estiveram presentes na Manchester Arena presenciaram um passeio dos norte-americanos, como disse. Deron Williams foi o cestinha com 19 pontos. A seguir vieram LeBron James (16) e Russell Westbrook (15).

Se você não sabe, Luol Deng, do Chicago Bulls, atua pelos britânicos. O ala anotou 25 pontos e foi o artilheiro do confronto.

Foi a terceira vitória dos EUA em três partidas. Anteriormente, antes de bater o Brasil, eles haviam vencido a República Dominicana por 113-59. Vejam como eles passearam diante dos dois outros oponentes.

O Brasil também está na Europa, mas no norte da França. Nosso time masculino prepara-se para a etapa final de seu treinamento visando os Jogos Olímpicos. Encontra-se na cidade de Estrasburgo, onde no sábado e no domingo terá dois jogos dificílimos pela frente. No sábado enfrenta os franceses, um dos favoritos a medalha. França que conta com o armador Tony Parker, não se esqueça. No dia seguinte o adversário será a Austrália, que também está no grupo do Brasil em Londres. Ótima oportunidade para medirmos um pouco de nossas forças e, se vencermos, acabar com essa história de que o nosso jogo não se encaixa com o jogo dos australianos.

“O time hoje está com cerca de 70% do que vai render nas Olimpíadas e será muito importante e bom jogar contra Austrália e França”, disse Alex Garcia. “Uma (Austrália) vamos enfrentar na estreia e a outra (França) pode ser adversária na fase seguinte, dependendo do cruzamento. Será bom para cada um conhecer seu adversário, como ele joga, saber quem vai marcar dentro de quadra. Isso pode facilitar para nós num jogo decisivo nas Olimpíadas”.

Estamos em contagem regressiva. Até o momento, nenhuma seleção nos deixou de queixo caído. Todas já atuaram e deixaram bem claro que dá para encará-las de frente.

Menos os EUA, é claro.

Apesar das dificuldades que os norte-americanos encontraram diante do nosso selecionado nas duas últimas apresentações (Mundial da Turquia e amistoso em Washington), sinceramente, quando o negócio for pra valer, eu acho que ninguém será páreo para eles.

De resto, acho que se encaixarmos um bom jogo, tudo pode acontecer. Até mesmo diante da Espanha.

Confesso, estou esperançoso, ao contrário de domingo passado, lembram-se?

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terça-feira, 3 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 17:35

EUA DEFINEM NOVE DOS 12 JOGADORES QUE IRÃO A LONDRES

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Os EUA começam a definir o time que vai disputar os Jogos de Londres. Ontem, segunda-feira, o presidente da USA Basketball, Jerry Colangelo, afirmou que nove dos 12 jogadores que vão defender o título olímpico dos EUA já foram definidos. A saber:

REMANESCENTES DE PEQUIM
LeBron James
Kobe Bryant
Carmelo Anthony
Chris Paul
Deron Williams

REMANESCENTES DA TURQUIA
Kevin Durant
Russell Westbrook
Kevin Love
Tyson Chandler

Segundo o “chairman” da entidade norte-americana, os outros três jogadores serão definidos na próxima sexta-feira. Brigam pelas vagas seis jogadores: Blake Griffin, Andre Iguodala, Rudy Gay, James Harden, Eric Gordon e Anthony Davis. Sim, Anthony Davis.

O pivô do New Orleans Hornets, atual melhor jogador do basquete universitário, campeão da NCAA com Kentucky, lesionou o tornozelo recentemente. Mas Colangelo disse que ele continua nos planos.  Se for convocado e não se recuperar, ainda dará tempo de fazer o corte.

Alguém sentiu falta de Lamar Odom? Ele abandonou o barco ontem. Deixou a todos perplexos, pois Lamar, até segunda-feira, estava no grupo e dizia que jogaria em Londres.

Com Lamar de fora, aumentou para sete os desfalques do selecionado norte-americano. Primeiro foi Chauncey Billups; depois, Dwight Howard. E na sequência foram abandonando o barco — por lesão, é bom que se diga — Derrick Rose, LaMarcus Aldridge, Dwyane Wade e Chris Bosh.

“Estou muito confiante”, disse Colangelo sobre o time olímpico apesar dos desfalques. Ao analisar as três vagas restantes, declarou: “Se precisarmos de um arremessador, tem James Harden. Precisamos de um defensor? Temos Andre Iguodala. E Rudy Gay é versátil. Ele jogou de pivô pra gente no Mundial da Turquia”.

É por aí mesmo. Achar que os EUA vão ter problemas por conta destes desfalques é normal. Mas achar que os EUA vão perder o ouro olímpico por causa destas ausências, não é normal.

O time titular é espetacular. E qual seria o time titular?

Chris Paul ou Deron Williams na armação? Kevin Durant vai ficar no banco de LeBron James ou será o ala de força? Ou o contrário? Tyson Chandler será titular no pivô ou Coach K vai com Kevin Love?

Aí entra outra questão pra gente discutir: Blake Griffin, pra mim, está dentro. Os EUA já perderam D12 e CB1. Está apenas com Chandler e Love pra jogar no garrafão. Mesmo que Carmelo faça um pivô na defesa por zona, ainda assim eu acho que vai faltar pelo menos mais um jogador. Por isso eu cravo em Griffin.

Sobrariam, pois, duas vagas. Creio que Rudy tem grande chance. A outra? Davis, com Iguodala de sobreaviso.

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quarta-feira, 20 de junho de 2012 NBA | 01:41

COMANDADO POR MARIO CHALMERS, MIAMI VOLTA A VENCER E PÕE MÃO E MEIA NA TAÇA

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O Miami está a uma vitória da conquista do título. Venceu o Oklahoma City por 104-98 e tem uma mão e meia na taça. Jamais, em toda a história da NBA, um time saiu de uma desvantagem de 1-3 para ganhar o campeonato. O score é este: 30-0. Nem mesmo conseguiu levar a série para o sétimo jogo; no máximo no sexto.

Como se costuma dizer no futebol, matematicamente a série ainda está aberta. Mas do jeito que se encontra o cenário, é muito difícil que o Miami deixe escapar a oportunidade na próxima quinta-feira. Está embalado, com moral elevado; e confiante. Confiança, costumam dizer os entendidos do esporte, é uma palavrinha mágica para se fazer de um jogador e de um time campeões. O Miami está transbordando confiança. E joga em casa, diante de seus torcedores, inflamados. E joga no conforto do lar, sabedor de que se não fechar a série neste próximo jogo, terá duas partidas fora de casa. Vai entrar em quadra como se fosse o sétimo jogo, como disse Dwyane Wade depois da partida.

O OKC, por seu lado, não se comporta como um time. No jogo desta terça-feira, Russell Westbrook foi o destaque com seus 43 pontos. Encestou 20 bolas, igualando o feito de Michael Jordan, nas finais de 1993, e de Shaquille O’Neal, em 2000. Em compensação, Kevin Durant voltou a desaparecer no último quarto: anotou apenas seis pontos, bem marcado que foi especialmente por LeBron James, que deixou o jogo, no finalzinho (foto Reuters), por conta, ao que parece, de cãibras. E James Harden, novamente, desapontou em que pese os dez rebotes: anotou apenas oito pontos (2-10). De Harden não se esperam rebotes; de Harden se esperam pontos, pois ele é um pontuador. Nos dois últimos jogos, no sul da Flórida, ele anotou 13 pontos. Sua média no campeonato foi de 16,6 pontos. Decepciona.

Decepciona assim como KD desapontou a mim, apesar de seus 28 pontos. Passou o primeiro tempo marcando os armadores do Miami, Mario Chalmers e Norris Cole. Tática de Scott Brooks para poupá-lo das faltas. Uma vergonha; jogador do nível, do status dele, não pode aceitar isso. Se repetir a dose no jogo desta quinta-feira, poderá ficar marcado por ser um molengão na marcação, um fraco que precisa ser escondido pelos companheiros. Como se dizia no interior de São Paulo quando lá eu morava em minha infância e adolescência, isso é coisa de “pozinho”. Não sabe do que se trata? Explico: coisa de menininha. Durant não pode deixar que isso se repita no próximo jogo. Tem que marcar LBJ do começo ao fim do jogo, como fez a partir do terceiro quarto, quando Harden ficou carregado em faltas. Durantula tem que marcar LBJ ou D-Wade. Esta é a sua missão nestas finais.

O Miami, em contrapartida, foi um time. Quatro jogadores tiveram um duplo dígito na pontuação. Embora LBJ tenha feito 26 pontos, 12 assistências e nove rebotes (quase um “triple-double”), embora D-Wade tenha voltado a jogar bem com seus 25 pontos e embora Chris Bosh tenha ajudado uma vez mais com seus 13 pontos, o nome do time e do jogo foi Mario Chalmers. O armador anotou inacreditáveis 25 pontos Sua atuação foi tão importante que a pontuação conjunta de KD e RW0, que combinaram para 71 pontos (56,9% de aproveitamento), contra 51 de LBJ e D-Wade (46,2%), acabou não sendo impactante.

Como disse Magic Johnson depois do jogo, Chalmers não foi importante por ter feito 25 pontos, mas sim quando ele fez a maioria desses 25 pontos. Dois deles foram emblemáticos e definiram o marcador: a 44,6 segundos do final, com o Miami sem LeBron em quadra, Chalmers fez uma infiltração espetacular e elevou o placar a 101-96, quando o OKC pressionava e o ataque do Heat mostrava-se vacilante.

O Miami jogou do começo ao fim como se fosse o sétimo jogo. E, por favor, não culpem RW0 pela derrota por conta da falta que ele fez em Chalmers a 13 segundos do final com o placar em 101-98 para o Miami. O Heat tinha apenas mais cinco segundos de posse de bola e West fez falta em Chalmers, achando que o relógio, depois do pulo-bola de Udonis Haslem e Thabo Sefolosha, tinha voltado aos 24 segundos. “Foi um vacilo meu”, admitiu West depois do jogo. Não foi; foi um vacilo de todos, especialmente do banco, do treinador, que deveria ter alertado a todos.

Enfim, esses vacilos acontecem. Mas, volto a dizer, não foi por causa dele que o OKC perdeu. O OKC perdeu porque, volto a dizer, o Miami jogou o quarto jogo da série como se fosse o sétimo.

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segunda-feira, 18 de junho de 2012 NBA | 11:43

PERKINS E IBAKA REAGEM E OKC MOSTRA QUE PODE VENCER EM MIAMI

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Não houve necessidade alguma de Scott Brooks sacar Kendrick Perkins do time. A mudança veio com o próprio jogador. Mais ativo e atento no ataque, o pivô do Oklahoma City anotou oito pontos no primeiro tempo (igualou a pontuação dos dois jogos anteriores), pegou sete rebotes (quatro deles no ataque) e, com isso, o Thunder não se viu encaixotado pelo Miami no início da partida (como havia acontecido nos dois jogos anteriores). Levou o jogo no pau até o soar definitivo da buzina.

E mais: Serge Ibaka marcou mais em cima Shane Battier, esquecendo-se um pouco da ajuda a Perkins no garrafão. E o resultado foi que Battier, ao invés dos 17 pontos que fez em cada um dos dois jogos anteriores, anotou nove. No primeiro jogo da final arremessou quatro bolas de três; no segundo, cinco. Ontem, só duas.

A mudança de comportamento desses dois jogadores fez com que o OKC disputasse em pé de igualdade a partida do começo ao fim, ao contrário do que ocorreu nos dois jogos anteriores, quando o Thunder foi um desastre nos dois quartos iniciais. Um pivô que entrou em quadra com o ego machucado depois de ter lido e ouvido críticas a respeito de sua produtividade ofensiva. Um ala de força envergonhado por estar perdendo a batalha diante de um jogador que atua improvisado na posição.

Isso, apenas isso, repito, fez o OKC mudar da água para o vinho. Ontem, finalmente, pudemos ver um Thunder bem mais próximo daquele Thunder que passou por cima de Dallas, Lakers e San Antonio e chegou com méritos a esta final.

Perdeu, é verdade, perdeu por 91-85, mas deixou claro que pode recuperar o mando de quadra em um dos dois próximos jogos em Miami. O Heat vai ter que fazer ajustes para não passar o sufoco que passou ontem à noite, quando chegou a ficar dez pontos atrás no marcador durante o terceiro quarto.

Ótimo! A série estará garantida.

NÚMEROS

Ontem Russell Westbrook não arremessou 25 bolas contra a cesta adversária. Foram 18. Sete a menos. Mesmo assim o OKC perdeu. Kevin Durant arremessou 19 bolas, uma a menos do que no jogo um e três a menos do que no jogo dois. Mesmo assim, o OKC perdeu.

E por que perdeu? Muito pode ser explicado pelo baixo aproveitamento do OKC nos lances livres: 15-254 (62,5%). Enquanto isso, o Miami fez 31-35 (88,6%).

Mas tem mais: Kevin Durant jogou 6:19 minutos no terceiro quarto. Jogou menos do que o habitual porque cometeu sua quarta falta a 5:41 minutos do final. O OKC vencia a partida por 60-54. Daquele momento até o final, o Heat fez uma corrida de 15-7, recuperou-se no jogo, fechou o terceiro período na frente em 69-67 e entrou embalado no último quarto, vencendo-o por 22-18, fechando a partida em 91-85.

Foi o segundo jogo consecutivo que Durantula tem problemas com as faltas. Isso é grave, pois o OKC precisa dele em quadra e não sentado no banco de reservas, carregado de faltas.

COLAPSO

A falência do OKC no jogo se dá exatamente a partir da saída de Kevin Durant do jogo a 5:41 minutos do final do terceiro quarto. Somando esse tempo aos 12 minutos do quarto derradeiro, o Thunder teve um desempenho muito ruim. Além de ter perdido a vantagem de dez pontos no marcador (64-54, atingido logo depois de KD ir para o banco), a equipe anotou apenas 21 pontos em 16:30 minutos, com um aproveitamento de 7-25 nos arremessos (28,0%). Além disso, cometeu sete erros nesse espaço de tempo.

Convenhamos, não dá para vencer com um desempenho desses no momento crucial da partida, por mais que Kendrick Perkins e Serge Ibaka tenham mudado seus comportamentos.

MAGINÍFICOS

Novamente os Três Magníficos do Miami brilharam.

Novamente LeBron James (foto Getty Images) voltou a se destacar. LBJ marcou 29 pontos e foi o cestinha do time e do jogo. Pegou incríveis 14 rebotes, cinco deles de ataque.

Novamente Dwyane Wade jogou num nível que dele se espera. Fez 25 pontos, quatro a menos que LBJ, e ajudou ainda com seus sete rebotes e sete assistências. Nos dois últimos jogos, ou seja, nas duas últimas vitórias do Miami, D-Wade acumula médias de 24,5 pontos, 6,5 rebotes e 6,0 assistências. Números consistentes.

Novamente Chris Bosh voltou a mostrar que a contusão no abdômen é fato que pertence ao passado. Ontem foram dez pontos (3-12, esse foi o problema) e 11 rebotes, quatro deles ofensivos. Teve ainda dois tocos. Jogou 37:06 minutos. Nos dois últimos cotejos, quando recuperou o status de titular do time, CB1 ficou em quadra uma média de 39:04 minutos.

Os três juntos anotaram 64 dos 91 pontos do Miami. Ou seja, 70,3%.

EXTRA

No jogo passado, vitória em Oklahoma City, o banco do Miami fez oito pontos. Ontem, dobrou a pontuação. O maior responsável por isso foi James Jones, que ajudou com meia dúzia. Jones tem entrado aos poucos no time e tem correspondido. Em OKC foram apenas 5:35 minutos; ontem, 12:14. A continuar assim, merecerá mais minutos no jogo de amanhã, o que possibilitará a LBJ e D-Wade entrarem mais descansados no último quarto, quando tudo se resolve na maioria dos casos. E ontem, descansado, LBJ jogou os 12 minutos finais em cima KD e limitou o ala do OKC a apenas quatro pontos, ele que tinha marcado 17 no primeiro jogo e 16 no segundo.

XADREZ

Esta série final tem sido como um jogo de xadrez. Erik Spoelstra tem sido mais esperto que Scott Brooks, pois mexe melhor suas peças. Ontem, o técnico do OKC deu sinais de que não está derrotado.

Aguardemos, pois, pelos próximos capítulos.

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domingo, 17 de junho de 2012 NBA, outras | 12:47

MIAMI TENTA A PARTIR DESTA NOITE CONTRARIAR ESTATÍSTICA DA NBA

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Às 21h de Brasília a bola sobe para o terceiro jogo da série melhor de sete entre Miami e Oklahoma City. Desta vez — e nos dois outros jogos também —, o confronto será no sul da Flórida. Se o Heat, diante de seus fãs, vencer essas três contendas, faz 4-1 no embate e sagra-se campeão pela segunda vez em sua curta carreira como franquia da NBA.

Não é fácil. Desde que o formato 2-3-2 foi adotado, em 1985, em apenas duas ocasiões o time da casa venceu as três partidas: o Detroit em 2004 e o próprio Miami dois anos depois. E ambos os times ganharam o campeonato. Ou seja, em 26 ocasiões, em apenas duas delas o time da casa venceu seus três compromissos. Percentualmente: 7,7%.

Como disse, não é fácil. Mesmo dentro de casa. Em finais, não existe grande disparidade técnica entre as equipes e do mesmo jeito que se perde em casa, ganha-se fora. O OKC, creiam, estatisticamente está vivo; estatística e tecnicamente, pois o time é muito forte.

MUDANÇAS

Como disse no texto de ontem, o Thunder precisa fazer alguns ajustes no seu time. O principal deles passa por sacar Kendrick Perkins do time. Ele tem que ser opção de banco, para o descanso de companheiros ou mesmo para alguma mudança tática durante o cotejo. Perkins como titular, como foi explicado no post passado, não está funcionando.

A saída de Perkins, a mim, significaria a entrada de James Harden, passando Kevin Durant para a ala de força quando o time estivesse defendendo. Desta forma, os chutes de três de Shane Battier seriam marcados, pois, como bem disse nosso parceiro Rodolfo, “com Perkins em quadra, a defesa de Battier fica com o (Serge) Ibaka, que fica mais preocupado em fechar o garrafão para as infiltrações de (Dwyane) Wade e LeBron (James) e em dar tocos, e acaba esquecendo Battier livre na linha dos três pontos”. Perfeito.

Some-se a disso o fato de que Durant, RW0 e Harden (foto Getty Images) jogaram juntos, nestes dois primeiros jogos, apenas 10:14 minutos dos 96 disponíveis. Ou seja, 10,5% do tempo. Isso foi limitado por problemas de faltas, mas também tem a ver com decisões de Brooks. Um equívoco. Os três, tidos como o sustentáculo da equipe, têm que estar juntos, em quadra, o maior tempo possível.

Outro dado importante para mandar Perkins para o banco: com um time mais baixo (com Perkins de fora), o OKC venceu o Miami por 127-103.

Vendo esta situação eu me lembro de uma frase do falecido presidente Vicente Matheus, que governou o Corinthians durante muitos anos, distribuídos em oito mandatos. Dizia Matheus: “Técnico não ganha jogo; mas perde”.

ESTILO

Russell Westbrook está no olho do furacão. Ou, se você preferir, na berlinda. Tudo por conta de seu estilo agressivo, de seu olhar fixo na cesta adversária. Ou, se você preferir, pelo seu estilo “fominha” de ser.

Nestes dois primeiros jogos finais, RW0 arremessou 50 bolas contra a cesta do Miami. Quatro a mais do que LeBron James, oito a mais do que Kevin Durant (cestinha das três últimas temporadas da NBA) e dois a menos do que James Harden, Thabo Sefolosha, Serge Ibaka e Derek Fisher juntos.

West arremessou 25 bolas no primeiro jogo e mais 25 no segundo. Dado interessante e importante: quando ele chuta 25 bolas em uma partida (incluindo os playoffs), o OKC tem um recorde de 7-7. Quando arremessa menos de 25, o recorde é de 53-16.

“Não vou mudar meu estilo de jogo, não importa o que as pessoas achem e não importa o que vocês (jornalistas) achem”, disse Westbrook na sessão de mídia de ontem à tarde, já em Miami. “O que eu vou continuar fazendo é dar 110% de mim em todos os jogos, como sempre fiz”.

Além de sacar Perkins do time, Scott Brooks precisa ter uma conversa séria com Westbrook. Não para pedir para ele arremessar menos, mas para pedir para ele ler com mais atenção as partidas.

TRANQUILIDADE

Enquanto o OKC queima a pestana para resolver seus problemas, o Miami navega em mares tranquilos.

LeBron James, apesar da queda de produção nos últimos quartos, tem tido um desempenho notável não apenas neste “NBA Finals”, mas em todos os playoffs também. Neles, LBJ tem médias de 30,8 pontos, 9,5 rebotes, 5,0 assistências e 2,0 desarmes. Diante do OKC, suas médias são 31,0 pontos, 8,5 rebotes, 4,5 assistências e 2,5 roubos de bola.

A performance de Dwyane Wade no segundo jogo diante do Thunder foi de lembrar o velho D-Wade. Anotou 24 pontos, com um aproveitamento de 10-20 nos arremessos. Ajudou também com mais seis rebotes e cinco assistências.

E Chris Bosh confirmou também neste segundo embate que não tem qualquer limitação física por conta da lesão muscular no abdômen. Foi titular pela primeira vez desde que saiu do departamento médico e jogou por 40:23 minutos. Marcou 16 pontos e pegou 15 rebotes, sete deles no ataque.

Se esses três jogadores atuarem em um nível de excelência, por mais que os três do OKC joguem no seu máximo, na somatória do desempenho o trio do Miami leva a melhor, pois é melhor, apesar da grandeza de Kevin Durant. Se isso acontecer, o Miami pode (repito: pode) fazer três vitórias em casa.

Isso tudo, no entanto, é teoria e teoria se encaixa bem no papel. Na quadra são outros quinhentos.

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sábado, 16 de junho de 2012 NBA | 14:21

KENDRICK PERKINS COMPROMETE OKLAHOMA CITY NESTE ‘NBA FINALS’.

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O mundo está criticando Russell Westbrook por conta de seu desempenho no segundo jogo da série contra o Miami. Quem puxa a fila é Magic Johnson. Comentei o tema ontem (se você não leu, clique aqui). Meu xará Fabio Balassiano também fala com propriedade sobre o assunto. Vai igualmente na linha de Magic (clique aqui).

Embora ambos não tenham dito taxativamente que West foi o responsável pela derrota, atribuíram a ele boa dose de culpa pelo revés. Eu, no entanto, vejo a questão sob outro prisma. Creio que a discussão não deva ser feito em cima do armador do OKC, que tem médias de 27,0 pontos, 9,0 assistências e 8,0 rebotes nestas finais. Quase um “triple-double”. A discussão, a meu ver, tem que ser em cima de outro jogador que, discretamente, tem comprometido o Thunder. E nos dois jogos. Seu nome? Kendrick Perkins.

O pivô do OKC (foto Getty Images) tem sido um desastre até o momento na série final da NBA. Nesta decisão, tem médias de 4,0 pontos, 7,5 rebotes e 0,0 assistência. Com ele em quadra, o OKC perde para o Miami. E isso tem ocorrido por conta dos inícios dos prélios.

No primeiro quarto do jogo 1 desta série final, o Heat fez 24-15 com Perkins no jogo. Ele saiu a 2:44 minutos (jogou 9:16 minutos) do final. No segundo quarto, atuou 6:01 minutos e o OKC fez 17-13. No terceiro, Perkins jogou mais 9:25 minutos e quando saiu, a 2:34 minutos do final, o OKC tinha feito 19-17. No último quarto, com o OKC na frente em 74-73, Perkins não jogou. E o Thunder fez 31-21 para fechar a partida em 105-94. Resumo da ópera: com Perkins jogando o Miami venceu o OKC por 54-51, sendo que o quarto inicial foi o responsável por essa debacle.

No segundo jogo o cenário foi devastador. O Miami iniciou com um 21-6 até Scott Brooks tirar Perkins de quadra, a 3:40 do final (atuou por 8:20 minutos). Ficou todo o segundo no banco, que terminou empatado em 28 pontos. No terceiro, Perkins jogou 11:03 minutos e o OKC fez 22-21. No último período, ele só entrou a sete segundos do final, quando LeBron James bateu os dois lances livres que confirmaram a vitória do Miami. Nele, igualmente sem Perkins, o OKC venceu o Heat por 29-22. Ou seja: no segundo jogo, com Kendrick em quadra, o Heat venceu o Thunder por 42-28.

O que mais compromete, como disse, são os inícios dos jogos. Nos dois confrontos realizados até agora, o Miami fez 45-21. No primeiro embate, o Thunder encontrou fôlego para reverter o marcador; no segundo, faltou ar.

Por que Perkins compromete? Porque não faz absolutamente nada no ataque. É peso morto.

No primeiro jogo, no quarto inicial, quando o Miami fez a tal da corrida em 24-15 com Perkins jogando 9:16 minutos, o pivô do OKC zerou na pontuação e pegou três rebotes defensivos. No segundo, nos 8:20 minutos em que participou da partida no quarto inicial, novamente não pontuou, embora tenha pegado seis rebotes (três deles ofensivos).

Como digo sempre, jogador tem que pontuar. Jogador que não pontua, não adianta. Limita a ação ofensiva de seu time, pois o adversário tem que marcar quatro ao invés de cinco jogadores.  Costuma flutuar em cima dele, facilitando a dobra nos outros quatros atletas.

O Miami não tem pivô. Às vezes joga com Chris Bosh e Udonis Haslem juntos. Em outras situações, com um dos dois e LeBron James ou Shane Battier como ala de força. Mesmo assim, Perkins não consegue tirar proveito de seu tamanho e de sua força diante dos “baixinhos” do Miami. Terminou o primeiro jogo com apenas quatro pontos; no segundo, repetiu a dose. E no jogo 2, não foi de grande valia nem na defesa, que, dizem, é seu forte. O Heat fez 48-32 nos pontos no garrafão.

FUTURO

Assim como no futuro, a meu ver, vão desaparecer os armadores obtusos, aqueles que acham que sua função é primeiro servir para depois pontuar (não existe ordem nenhuma durante uma partida. O armador tem que sentir o jogo e ver o que tem que ser feito: ou pontuar ou armar. O desenho do embate é que vai dizer isso. O que o armador tem que ter é sensibilidade para fazer a leitura correta do jogo), assim como no futuro vão desaparecer os armadores obtusos, esses pivôs que não sabem atacar, que apenas marcam, tenderão a desaparecer também.

Volto a dizer: jogador que não sabe o que fazer com a bola nas mãos não serve. É como relógio que atrasa: não adianta. Jogador de basquete, como está sempre no ataque e na defesa (ao contrário do futebol), tem que saber jogar no ataque e na defesa. Defender é importante; atacar também. Mas jogador que está na NBA e que participa de time que está na final da liga, tem que saber fazer as duas coisas. Perkins não consegue. Faz apenas corta-luz e briga por rebotes. Muito pouco.

O Miami ataca sempre com cinco jogadores. Os que estão em quadra sabem pontuar. O Heat não tem um jogador desses, como Perkins, que não sabe o que fazer quando tem a bola nas mãos e tem o dever de encestá-la, pois o horizonte se abre a ele.

Para valer a pena um jogador desses jogando, ele tem que fazer coisas extraordinárias. Ano passado, o limitado Tyson Chandler (foto Getty Images) defendeu muito. Ajudou nos “screens” e pontuou algumas vezes aproveitando-se do “pick’n’roll”. Mas o que Chandler fez mesmo foi compensar sua inabilidade ofensiva com muita defesa. Perkins, até o momento, não consegue ser o Tyson Chandler do OKC. Como vimos, pois com ele em quadra o Miami está à frente no marcador.

Desta forma, se eu fosse Scott Brooks, começaria o jogo deste domingo (21h de Brasília) com Kendrick Perkins no banco. Sairia com West, Thabo Sefolosha, James Harden, KD e Serge Ibaka. Colocaria Nick Collison no rodízio quando o Miami escalar Chris Bosh e Udonis Haslem ao mesmo tempo. E usaria Derek Fisher no rodízio dos alas. Faria como o Miami, que usa basicamente sete jogadores: Mario Chalmers, Dwyane Wade, Shane Battier, LeBron James, Chris Bosh, Udonis Haslem e Norris Cole.

O Heat parece ter achado sua formação ideal. Quase venceu o primeiro jogo destas finais e ganhou o segundo. O OKC tem que fazer o mesmo. Caso contrário, pode se complicar na busca do título inédito depois do novo batismo.

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sexta-feira, 15 de junho de 2012 NBA | 12:34

MIAMI FAZ MUDANÇAS, VENCE O OKLAHOMA CITY E EMPATA A SÉRIE FINAL DA NBA EM 1-1

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O Miami venceu o Oklahoma City por 100-96 na noite desta quinta-feira que passou. Empatou a série em 1-1. Poderia ter aberto 2-0. Jogou muito no primeiro confronto deste “NBA Finals” e entregou a vitória aos anfitriões, como bom visitante, no fim, exaurido e mal planejado. Na verdade, exaurido porque foi mal planejado. Ontem, a história teve outro desfecho porque o esquema foi mais bem engendrado.

Erik Spoelstra, o treinador do Miami que é odiado na mesma proporção de LeBron James, ontem acertou em suas decisões. Primeiro, porque colocou seus reservas para jogar. Com isso, poupou os titulares. Segundo, porque deve ter batido o pau na mesa e dito: vamos trabalhar jogadas, fazer “screens” e “pick’n’roll”, de modo a facilitar a vida de vocês mesmos.

Ninguém me tira da cabeça que esse jeito “peladeiro” de jogar do Miami é fruto das exigências de LeBron James. LBJ não jogou no “college”. Foi direto do “high school” para a NBA. O basquete universitário, além de ensinar fundamentos, disciplina o jogador. Ensina táticas do jogo para ele.

Jogadores que se dedicam ao basquete da NCAA têm fundamentos e leem a partida. Os demais gostam do jogo de playground, que é vistoso, mais agradável de ser visto, mas que quando encurralado dificilmente encontra soluções para arapucas armadas. Vejam a diferença entre Tim Duncan e LeBron. Timmy jogou quatro anos em Wake Forest. Se fosse deslumbrado como muitos que pulam para a NBA com apenas uma temporada no universitário, talvez não fosse esse jogador completo que a gente se acostumou a ver e a admirar.

Ontem, Spo bateu o pau na mesa, imagino eu. Imagino, pois não privei da intimidade do vestiário do Heat e nem vi os treinamentos. Mesmo se lá estivesse, não teria visto, pois os treinos são fechados para a mídia. Apenas os 15 minutos finais são liberados. Os jornalistas ficam na sala de imprensa, dentro do ginásio, e os quatro cantos que são acesso à quadra são obstaculizados por cortinas pretas. Ouve-se tudo, mas não se vê nada.

Mas, dizia eu, ocorreu ontem com o Miami o que não vinha ocorrendo até então: o jogo solidário, de ajuda ofensiva. Uma cesta a pouco menos de um minuto para o final do jogo foi emblemática: LBJ faz o “screen” (corta-luz) em cima de Thabo Sefolosha e Wade, desmarcado, infiltra e faz o passe em ponte-aérea para a enterrada de Chris Bosh, que levou o placar a 98-91 para o Heat.

O uso do banco, já disse, foi igualmente importante. Não do banco como um todo, mas sim de Norris Cole. O “rookie” jogou 13:17 minutos. Aparentemente pouco. Mas com ele em quadra Spo pôde descansar melhor sua dupla LBJ-Wade. Com Mike Miller, usado no confronto anterior, isso não foi possível por conta de Miller ser um ala. O Heat precisa de Norris, porque com ele Spo pôde descansar LBJ usando D-Wade e Shane Battier e Battier e LBJ como duplas nas alas. E ainda deixá-lo em quadra junto com Mario Chalmers, que faz um ala de arremesso e isso possibilita o descanso de Battier. James Jones também foi importante neste apoio com seus 5:35 minutos. Enfim, com Norris (principalmente) ficou mais fácil poupar as estrelas do time. Aqui pode estar a chave de um possível sucesso do Miami nestas finais.

Outro aspecto importante do jogo vitorioso do Miami foi o desempenho de Shane Battier. O “faz-tudo” do Heat (que posição ele joga?, diga-me?) está em todos os cantos da quadra. Ora marcando o armador; ora o ala-armador. Muitas vezes é visto vigiando o ala, para logo em seguida estar grudado no ala de força. Só não foi notado ainda marcando Kendrick Perkins. Mas se for preciso…

Além de ser um cão feroz na defesa do Heat, Battier tem sido importantíssimo no ataque. Suas bolas de três começaram a cair no momento exato. Ou seja: nestas finais. Ele tem 9-13 nas bolas de três nestas duas partidas contra o OKC, o que dá um excelente percentual de aproveitamento de 69,2%. Num comparativo, na final do Leste diante do Boston, Battier acertou 35,0% (14-40); na semifinal frente ao Indiana, 27,3% (6-22); e na primeira rodada, contra o New York, 31,8% deles (7-22).

Quando Battier foi contratado, no começo desta temporada, disse aqui neste botequim que o Miami se reforçava dramaticamente. Muitos disseram: que é isso? Esse cara não é isso tudo. É sim. Produto da Universidade de Duke, cunhado por Coach K, Battier conhece os fundamentos do jogo. Assim como Timmy, Shane ficou em Duke quatro anos. Ganhou um título universitário em 2001. “Sou daqueles jogadores que ninguém se importa”, disse ele no intervalo da primeira partida. “Gosto disso, pois, quando ninguém espera, eu meto minhas bolas de três”.

Pois é, parece que a ficha ainda não caiu do lado do OKC. Battier tem que ser marcado. Ele tem uma média de 17,0 pontos nestas finais contra 7,1 diante do Boston, 3,8 frente ao Indiana e 6,0 contra o NYK. Battier surge do nada aos olhos atentos do “staff” técnico do Thunder, que não imaginava ter que se preocupar com ele. O OKC concentra suas forças — corretamente — em LBJ e D-Wade. Mas isso não pode significar o esquecimento dos demais. E é o que vem ocorrendo no caso de Battier. Os números, como vimos, mostram isso.

“Ele tem sido muito importante para o nosso time”, disse LBJ sobre Battier. “Shane está chutando muito bem da linha dos três. Está fazendo jogadas tanto ofensivamente como defensivamente. Vamos precisar dele, pois esta série vai ser apertada”.

Vai mesmo. Por isso, é bom dizer que nada está perdido. A série tende a ser longa, como eu disse. O time da terra dos tornados perdeu seu primeiro jogo nestes playoffs diante de seus apaixonados torcedores, mas pode se recuperar no sul da Flórida. É muito difícil ganhar três partidas seguidas mesmo dentro de casa. E se isso ocorrer, o Miami faria uma corrida de 4 vitórias a zero diante do OKC. Não é fácil; não acredito.

O principal ajuste que o Thunder precisa fazer, aos meus olhos, é entrar mais rapidamente no jogo. Nas duas primeiras partidas, o Miami abriu grande vantagem no primeiro quarto. Na primeira, o OKC conseguiu se recuperar; na segunda, não teve jeito. Se isso voltar a ocorrer em Miami, nesses três próximos jogos, diante de sua inflamada torcida, pode ser fatal.

No primeiro embate, o Heat chegou a estar 13 pontos na frente no primeiro tempo. Fez 10-2, depois 20-10, pra em seguida marcar 24-13. No segundo quarto, abriu 37-24.

Ontem, o Miami fez incríveis 18-2 a 4:39 minutos do final do primeiro quarto. No início do segundo, 33-17. A pouco mais de dois minutos do fechamento da cortina no primeiro tempo, a vantagem pulou para 17 pontos: 51-34.

Ao contrário do primeiro confronto, quando no intervalo a vantagem do Miami era de apenas sete pontos (54-47), ontem ela era de 12 (55-43). O desgaste do OKC foi grande no primeiro embate e maior ainda no de ontem. Por isso, não teve forças para a reação final, que quase veio. A nove segundos do final da partida, Kevin Durant tentou um arremesso da zona morta canhota, marcado por LeBron James. O placar marcava 98-96 para o Miami. A bola não caiu. KD reclamou de falta, mas a arbitragem nada marcou. LBJ pegou o rebote e sofreu falta. Cobrou seus dois últimos lances livres na partida e mandou o marcador para definitivos 100-96.

LBJ terminou o jogo com 32 pontos, oito rebotes e cinco assistências. Converteu todos os 12 lances livres cobrados. No último quarto, anotou seis pontos. Um a menos do que no quarto final do primeiro cotejo. Kevin Durant marcou 16, um a menos do que nos 12 minutos finais do jogo inicial desta série decisiva. Desta vez o dedo não será apontado para LBJ; afinal, o Miami venceu. Venceu porque ontem Dwyane Wade foi mais companheiro de LeBron do que no primeiro jogo. Ontem Wade deixou 24 pontos na redinha do OKC, contra 19 da primeira partida. Foi fundamental porque Battier voltou a marcar os mesmos 17 pontos do jogo inicial e Chris Bosh, corretamente escalado como titular (este foi outro dos acertos de Spo), marcou 16 pontos e ainda ajudou com 15 rebotes.

Ou seja: LeBron tem mesmo que assumir o controle do jogo e do time. Mas, como muitos parceiros disseram, é fundamental que ele encontre eco nos companheiros, principalmente em Dwyane Wade.

NÚMEROS

Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden combinaram para 80 pontos, enquanto que LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh fizeram juntos 72. Nos rebotes, o trio do OKC pegou 15 e o do Miami ficou com 29. Nas assistências, foram 10 do Thunder contra 11 do Heat.

Se o banco do OKC colaborou com 23 pontos (21 deles de James Harden), os reservas do Miami adicionaram apenas oito. Em compensação, os titulares do Thunder anotaram 73 pontos e os do Heat cravaram 92.

IRA

Magic Johnson disse ter ficado desapontado com Russell Westbrook (foto Getty Images). O armador do OKC (que para os tradicionalistas não é armador de ofício e sim um armador de arremesso) fez 27 pontos, pegou oito rebotes e deu sete assistências. Como reclamar de um desempenho desses? Simples: West foi muito mal nos arremesso: 10-26 (38,4%). E muitas vezes forçou o jogo, com arremessos desnecessários e infiltrações infrutíferas. A reclamação de Earvin procede, embora West tenha cometido apenas dois erros durante a partida.

Aliás, faço apenas esta singela observação, pois quem sou eu para discordar deste que é o maior jogador da história talvez do maior time da história da NBA?

Eu, hein!

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quarta-feira, 13 de junho de 2012 NBA | 11:40

KEVIN DURANT VENCE PRIMEIRO DUELO CONTRA LEBRON JAMES E OKC ABRE 1-0 NA DECISÃO DA NBA

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O jogo foi decidido no último quarto. Quando o terceiro acabou, o Oklahoma City tinha vencido o período por 27-19 e passado pela primeira vez na frente no marcador, levando o placar geral para 74-73.

Veio o último quarto. Kevin Durant tinha 19 pontos e LeBron James 23. Os dois (lembram-se do texto de ontem?) catalisavam (como vão catalisar) as atenções de todos. Não apenas dos 18.203 torcedores que lotaram a Chesapeake Arena, mas de fãs que se espalhavam pelo mundo e estavam petrificados diante do aparelho de tevê.

Como seriam aqueles 12 minutos finais? Quem levaria vantagem? Os times montaram seus estratagemas tentando subtrair o máximo possível do jogo de cada um deles. E quem acabou levando a melhor? OKC e Kevin Durant (foto Reuters).

O ala do OKC marcou nada menos do que 17 de seus 36 pontos neste quarto final e liderou o Thunder a uma corrida de 31-21. Com isso, o OKC fechou o primeiro jogo destas finais da NBA em 105-94 e abriu 1-0 na série decisiva. O próximo jogo está marcado para amanhã, quinta-feira, igualmente às 22h de Brasília.

KD esteve impossível no quarto derradeiro. Fez 6-10 nos arremessos, tendo acertado todos os quatro lances livres. Foi marcado por Shane Battier, que fez de tudo, mas não conseguiu conter a fúria ofensiva de Durantula.

LeBron James desapontou. Anotou apenas sete pontos no período (2-6) e não foi o jogador que todos esperavam e que vinha nos encantando até então com os 23 pontos já destacados. LBJ acabou sendo presa da marcação de Thabo Sefolosha, uma vez mais destacado por Scott Brooks (o treinador do OKC) para marcar o jogador mais importante do time adversário no momento derradeiro da partida (foi assim com Tony Parker, armador do San Antonio).

Agora, quero dizer o seguinte: por mais que Thabo seja um excelente marcador (e ele é mesmo), ele é Thabo Sefolosha. Um jogador como LeBron James, que pretende legitimamente ter seu nome vinculado aos grandes da história da liga, um jogador como LBJ não pode ser dominado por Thabo Sefolosha no momento mais importante da partida. Ora, faça-me o favor! Se isso ocorrer nesta série (como ocorreu no ano passado diante do Dallas, quando ele foi humilhado por DeShawn Stevenson, um dos muitos “manes” que existem na NBA), se isso ocorrer, repito, a gente tem que começar a rever o conceito que damos a LeBron James. Ontem, durante a partida, conversando com amigos pelo Twitter, postei o seguinte: “Sefolosha está anulando LeBron ou LeBron está se anulando?” Ou seja: até aonde o desempenho ruim de LBJ no último quarto tem a ver com a marcação de Sefolosha? Será que não tem mais a ver com o bloqueio de LeBron “down the stretch”? Ontem, durante a partida, conversando com amigos pelo Twitter, Charles Nisz postou o seguinte: “Média de LBJ no 4º quarto em playoffs: 8 pontos; em finais: 5”.

Observação feita, temos que deixar bem claro o seguinte: foi apenas o primeiro jogo. Não podemos tomá-lo pelo todo. Tem ainda muita coisa pela frente e esta série, concordamos, tende a ser longa. LBJ quer e pode se recuperar. A debacle no quarto final pode ser apagada nas próximas partidas. O que aconteceu ontem não significa que irá acontecer nas demais. Mas, é claro, uma vez mais eu e muitos ficaremos com um pé atrás, pois o que ocorreu no último quarto deixou-me preocupado e fez-me esquecer, momentaneamente, tudo o que de importante LBJ fez nas séries do Leste. Aliás, puxando pela memória, LeBron fez exatamente isso no ano passado: arrebentou nas séries do Leste e sucumbiu vergonhosamente na decisão diante do Dallas.

COMPLEMENTO

Russell Westbrook (foto Getty Images) não fez um bom primeiro tempo em se tratando de pontuação. Terminou o período com apenas nove pontos, tendo errado sete de seus dez arremessos. Em compensação, deu seis assistências no período.

Mas aí veio o segundo tempo e West começou a desequilibrar, auxiliando Kevin Durant na árdua missão de reverter o curso da partida, que estava todinho desembocando nas águas do Miami. O armador do OKC fez 12 pontos e liderou o time no terceiro quarto, vencido por 27-19, como vimos acima. No último deles, West contribuiu com mais seis pontos. No total nesta segunda metade da partida, Russell fez 18 pontos, seis rebotes e cinco assistências. Terminou a partida com 27 pontos, 11 assistências e oito rebotes. Por pouco, como vemos, não cravou um “triple-double”.

DEFESA

O basquete não é um esporte coletivo, todos nós sabemos. Além das atuações individuais, o coletivo do OKC no segundo tempo foi excelente. Especialmente na defesa.

No primeiro tempo, o Miami teve um aproveitamento de 51,2% nos arremessos de um modo geral, sendo que fez 6-10 nas bolas de três (60,0%). Veio o segundo tempo e tudo mudou. O OKC apertou a marcação e limitou o Heat a apenas 40,0%. Nas bolas de três, que desequilibraram o jogo em favor do time do sul da Flórida no primeiro tempo, como vimos, o desempenho do Miami foi decepcionante: 2-9 (22,2%). O melhor momento do OKC não foi nem no último quarto, quando Thabo Sefolosha anulou LeBron James. O melhor momento foi no terceiro, quando o Heat teve um aproveitamento de apenas 33,3% nos chutes (6-18) contra 47.1% do quarto derradeiro.

O resultado disso é que o OKC venceu o segundo tempo por 58-40. Isso mesmo, o Miami, depois de ter marcado 54 pontos no primeiro tempo, fez apenas 40 no segundo. Detalhe: Kevin Durant e Russell Westbrook, juntos, marcaram 41 nestes dois últimos quartos. No jogo, combinaram para 63 pontos.

SURPRESA

Não há como deixar em branco a atuação de Shane Battier. Além de ter se desgastado na marcação de Kevin Durant (decepcionou-me o fato de LeBron James não ter ido para o combate), o ala do Miami fez 17 pontos, com ótimo aproveitamento nas bolas de três: 4-6 (66,7%).

Embora Dwyane Wade tenha feito 19 pontos e dado oito assistências, Battier foi o melhor parceiro de LBJ na partida de ontem, pois, repito, além dos pontos, foi o responsável pela marcação de Durantula.

ESTATÍSTICA

Dos times que ganharam o primeiro jogo das finais, 72,7% venceram o campeonato.

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