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sexta-feira, 27 de abril de 2012 NBA | 20:14

CONFIRA OS FAVORITOS PARA OS PLAYOFFS DA NBA

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Times classificados, cruzamentos definidos, nada melhor do que a gente “palpitar”. Quem vai levar a melhor? Haverá surpresas? Sempre há, nós bem sabemos disso. Ano passado, por exemplo, o San Antonio, segunda melhor campanha da liga (como agora), foi surpreendido e ficou no meio do caminho ao perder para o Memphis logo na primeira rodada. Acontecerá de novo?

Não se esqueça: os playoffs começam amanhã. Sem mais delongas, vamos aos confrontos:

LESTE

CHICAGO x PHILADELPHIA
Dono da melhor campanha entre os 30 times que disputaram o campeonato na fase inicial, o Bulls é favorito neste embate diante do Sixers. Na temporada regular, o time da cidade dos ventos venceu a série por 2-1. A vitória do Phillies aconteceu exatamente na primeira etapa do campeonato, quando o time chegou a ser vice-líder da conferência. Depois, caiu dramaticamente e falou-se até em complô de alguns jogadores para derrubar o técnico Doug Collins. Mesmo com Derrick Rose ainda sem o melhor de sua forma e sem o ritmo de jogo ideal, o Bulls deve passar. Placar: Chicago 4-1 Philadelphia.

MIAMI x NEW YORK
O Heat é favorito, mas o Knicks tem que ser olhado com atenção. Afinal de contas, time que tem Carmelo Anthony, Amar’e Stoudemire e um defensor como Tyson Chandler, não pode ser ignorado de jeito nenhum. Mas o fato é que o Miami, quando põe suas cartas na mesa, elas são melhores: Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh. Temporada passada, quando os playoffs chegaram, o time do sul da Flórida se transformou e só perdeu o pique na final diante do Dallas. Durante a fase de classificação, o Heat fez 3-0. Mas nestes playoffs a série será mais disputada. Placar: Miami 4-2 New York.

INDIANA x ORLANDO
Na temporada regular, com Dwight Howard em quadra, o Magic fez 3-1 no Pacers. Sem D12 o Orlando não oferecerá resistência ao Indiana, e disso deve se aproveitar o pivô Roy Hibbert. O Orlando é um time sem identidade quando não conta com Howard. Além disso, o técnico Stan Van Gundy perdeu o comando da equipe. Já o Indiana, com a adição de Leandrinho Barbosa, melhorou seu arsenal. Além disso, George Hill passou a jogar melhor na segunda metade da temporada e não seria surpresa vê-lo em quadra mais tempo do que Darren Collison. Placar: Indiana 4-1 Orlando.

BOSTON x ATLANTA
O Celtics terminou em quarto lugar, mas o Atlanta teve melhor campanha. O C’s ficou em quarto por conta do regulamento da NBA, que determina o seguinte: o vencedor de uma divisão não pode ficar abaixo do quarto lugar. No Leste deu, pela ordem, Chicago, Miami, Indiana, Atlanta e Boston nas cinco primeiras posições. Mas o Celtics passou para o quarto lugar por ter vencido a Divisão do Atlântico. Mas por ter melhor campanha, o Hawks terá vantagem de quadra. Na fase de classificação, o Boston fez 2-1. Mesmo em desvantagem de mando, o alviverde de Massachussets é favorito diante de um time que não deverá contar com um de seus principais jogadores: Al Horford, lesionado, está de fora. Placar: Boston 4-1.

OESTE

SAN ANTONIO x UTAH
Segundo melhor time na fase de classificação da NBA, o San Antonio talvez seja a equipe a ser batida nesta reta final. Seus Três Tenores estão intactos e o elenco de apoio é irrepreensível. O SAS funciona como uma máquina muitíssimo bem azeitada. Quem entra não deixa o ritmo cair. O Utah classificou-se na “bacia das almas”. Na temporada regular, perdeu a série por 3-1. A única vitória veio quando Gregg Popovich resolveu poupar suas principais estrelas. Caso contrário, o Spurs teria varrido o Jazz. Placar: San Antonio 4-1 Utah.

OKLAHOMA CITY x DALLAS
Esta é a série mais intrigante destes playoffs. O Dallas capengou na fase regular por conta de ter perdido jogadores importantes. Enquanto isso, o Thunder encantou a todos a maior parte da competição, com seu duo formado por Kevin Durant e Russell Westbrook muitas vezes não deixando pedra sobre pedra em muitos confrontos realizados. Na fase de classificação deu OKC por 3-1. Lavada novamente? É impossível, no entanto, a gente não se lembrar da frase do técnico Rudy Tomjanovic: “Jamais subestime o coração de um campeão”. Isso será suficiente para igualar a série e, quem sabe, fazer do Dallas o vencedor? Poucos acreditam. Não estou entre eles. Placar final: Oklahoma City 4-2.

LAKERS x DENVER
Em que pese o fato de o Lakers ter tido altos e baixos durante a competição e não poder contar com Metta World Peace nesta série por conta da suspensão de sete partidas (a menos que haja um sétimo jogo), o time é favorito. Na fase regular o Lakers venceu o confronto por 3-1. Kobe Bryant está descansado e focado nos playoffs. Andrew Bynum e Pau Gasol formam um dos melhores garrafões da NBA na atualidade. Denver mudou de feição e busca nova identidade. Por conta disso, não deve ser páreo para o Lakers. Placar: Lakers 4-1 Denver.

MEMPHIS x CLIPPERS
O time de Los Angeles chegou a ser sensação no começo da temporada. Com o passar do tempo, o time caiu de produção, especialmente depois da saída de Chauncey Billups (contundido, não jogará mais esta temporada) e da irregularidade de Caron Butler, que tanto pode marcar 30 pontos numa partida quanto sair de quadra com um simples dígito na pontuação. Na fase regular venceu o duelo por 2-1. Mas o Memphis é um time que cresce nesta fase do campeonato. E mais: ao contrário do ano passado, quando não pôde contar com Rudy Gay (contundido), desta vez ele estará em quadra. Série muito equilibrada e o fator quadra poderá determinar o vencedor. Placar: Memphis 4-3 Clippers.

EPÍLOGO

Como se vê, não consegui detectar nenhuma zebra em curso. De todo o modo, se o Dallas passar pelo OKC, ela terá dado o ar da graça.

Como eu costumo dizer, depois que o Dallas foi campeão, tudo pode acontecer na NBA. Até mesmo o Dallas voltar a ser campeão.

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 Sem categoria | 16:28

NENÊ RENOVA COM O DENVER E FRUSTRA EXPECTATIVAS

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Nenê Hilário renovou com o Denver. Assinou ontem à noite um contrato de cinco anos num valor total de US$ 67 milhões, o que dá algo em torno de US$ 13,4 milhões por temporada.

Fiquei decepcionado. Esperava por Nenê em outro time, em uma equipe forte, que brigasse pelo título.

Imaginei muitas vezes Nenê (foto) com a camisa do Miami ou do Boston. Cheguei até a cogitar vê-lo com a regata 31 do New Jersey Nets ao lado de Dwight Howard.

Infelizmente, ficou tudo na fantasia.

Nenê continuará no Denver. E em Denver deverá encerrar sua carreira sem jamais colocar um anel de campeão no dedo.

GRANA

Durante o locaute, Nenê declarou que dinheiro não era problema pra ele. O que ele queria, na verdade, era ser campeão.

Agora, ao vê-lo assinando com o Nuggets, fico pensando: por que ele fez isso?

Há algumas possibilidades:

1) Não apareceu nada de concreto e Nenê foi superestimado ao ser colocado com o melhor “free-agent” deste mercado;
2) O dinheiro falou mais alto pro são-carlense, que, na verdade, está mais preocupado em cuidar do futuro dele e da família do que em colocar um anel no dedo;
3) Seu empresário, Dan Fegan, guloso como todos os empresários, pressionou-o a assinar com o Nuggets por conta do montante financeiro, o que dará uma comissão maior a ele;
4) Sua mulher é de Denver e deve tê-lo pressionado para assinar com o Nuggets e, com isso, continuar na cidade, ao lado dos familiares.

Não consigo imaginar outra justificativa para a renovação de contrato de Nenê com o Denver além dessas. Não acredito que Nenê tenha carimbado um novo acordo com o Nuggets achando que vai ser campeão.

Como disse, esse time não tem chance nenhuma de ganhar um título, pois além de mediano, o Denver não tem vocação para ganhar campeonatos. Carmelo Anthony percebeu isso na temporada passada e se mandou.

POSICIONAMENTO

Nenê deverá jogar a maior parte do tempo como ala-pivô. Quem garantiu isso foi o técnico George Karl.

Nenê será o ala de força do time, enquanto que Timofey Mozgov jogará como pivô titular. O russo, disse Karl, melhorou muito e foi muito bem no Europeu de seleções.

Não vi; nada posso dizer.

REFORÇOS

Antes de fechar com Nenê, o Denver acertou a contratação de dois jogadores que vieram do Dallas: o polivalente Rudy Fernandez e o ala Corey Brewer. Em troca, o Denver cedeu ao Mavs um futuro draft de segunda rodada!

Muito esquisito; especialmente em se tratando de Fernandez (foto), um jogador muito interessante. Por que o Dallas estaria soltando um jogador que nem sequer vestiu sua camisa e que é visto como um “swingman”?

Tem coisa aí.

FOCO

O próximo jogador que o Denver pretende colocar em suas fileiras é o ala-armador Aaron Aflalo. Segundo o gerente geral do Nuggets, Masai Ujiri, o acordo está próximo de acontecer e Aflalo, como Nenê, deverá renovar com o Nuggets.

TIME

Se Aflalo renovar mesmo, o time ficará ajeitadinho. Mas ajeitadinho para brigar por uma vaga nos playoffs. Ganhar a conferência? Acho muito pouco provável.

O Denver não tem mais time que Dallas, Oklahoma City, Lakers, Memphis e San Antonio.

Só se der zebra — como deu na final do ano passado.

NA QUADRA

Andre Miller
Aaron Aflalo
Rudy Fernandez
Nenê
Mozgov

Esse deve ser o quinteto titular do Denver.

Do banco vêm Ty Lawson, Corey Brewer, Danilo Galinari, Al Harrington, Chris Andersen e outros menos expressivos que tentarão ajudar George Karl a deixar o time competitivo.

Não acredito.

EPÍLOGO

Como disse acima, fiquei decepcionado. Esperava coisa melhor para Nenê a partir desta temporada.

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011 NBA | 17:20

ESPECULAÇÕES COMEÇAM NA NBA: NENÊ PODE IR PARA O GOLDEN STATE OU INDIANA

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Os agentes livres desta temporada só vão poder conversar com equipes a partir do dia 9 de dezembro. Antes disso, nada feito. Portanto, os times terão apenas 16 dias para montar seus elencos.

Lá nos EUA é igual aqui no Brasil: a mídia adora especular. Os rumores, portanto, começam a ganhar corpo e já se fala sobre quem fica, quem sair e pra a aonde vai.

Nenê Hilário (foto), por exemplo, que figura na maioria das listas como o principal “free-agent” desta temporada, pode: 1) Renovar com o Denver; 2) Assinar com o Golden State; 3) Ir para o Indiana.

Desses três times, acho que Nenê deveria assinar com o Denver. Mas se fosse ele procuraria uma equipe melhor. Os três não são dignos, neste momento, de seu basquete.

O Indiana, dizem, se não fisgar Nenê correrá atrás de Paul Millsap, do Utah Jazz. Duas outras opções do Pacers: Carl Landry (New Orleans) e David West (New Orleans).

Já o Golden State, se não conseguir o são-carlense, vai atrás de: 1) Marc Gasol (Memphis); 2) Tyson Chandler (Dallas); 3) DeAndre Jordan (Clippers); 4) Sam Dalembert (Sacramento).

Mais do GSW: o time da Bay Area quer Brandon Roy (Portland).

Por falar no pivô haitiano naturalizado canadense, o New York também estaria interessado em Dalembert. Miami e Houston também teriam demonstrado vontade de contratá-lo.

O que eu acho? Furo n’água; Dalembert é preguiçoso, não vale o investimento.

Dois baixinhos que estarão livres no mercado são Jamal Crawford (Atlanta) e J.J. Barea (Dallas). O Lakers, dizem, namora os dois. Jamal, no entanto, pode voltar para o New York.

Uma coisa é certa: Crawford não fica na Geórgia.

Por falar em Lakers, o time de Los Angeles espera tirar proveito da nova lei de anistia do CBA que permite aos times cortar um de seus jogadores sem que esse contrato fique atrelado ao “salary cap”.

Rashard Lewis (Washington) e Baron Davis (Cleveland) são fortíssimos candidatos a serem dispensados por conta de seus altos salários. Rashard tem o segundo maior pagamento da NBA na atualidade (US$ 22,1 milhões por temporada, atrás apenas de Kobe Bryant, US$ 25,2 milhões), enquanto que Baron Davis não fica atrás (US$ 13,9 milhões).

Tudo indica que Washington e Cleveland vão dispensar os dois. Neste caso, eles ficariam com uma mão na frente e outra atrás. Ou seja: na rua da amargura.

Davis faz sentido, pois o time de Los Angeles precisa mesmo de um armador, pois Derek Fisher está velho. Mas para o lugar de Rashard há Lamar Odom. A menos que Lewis seja efetivado finalmente em sua verdadeira posição: ala.

Com a irregularidade e as maluquices de Ron Artest (ou Metta World Peace?), faz sentido.

Mas parece que o Lakers quer mesmo um ala de força. Tanto assim que os rumores também levam Andre Kirilenko para LA.

Por falar nesta nova lei de anistia da NBA, Gilbert Arenas é outro que deverá receber um pé nos fundilhos. Ele tem contrato que garante a ele US$ 62,4 milhões nos próximos três anos. Acho difícil que o Orlando não o dispense.

NA MÃO

Os times europeus que fizeram investimentos e estardalhaços ao contratar jogadores na NBA agora estão numa situação complicada.

Deron Williams (foto) deixará o Besiktas da Turquia e voltará para o New Jersey. Nicolas Batum dará adeus ao Nancy da França e voltará para o Portland. Omri Casspi fará o mesmo com o Maccabi Tel Aviv e regressará ao Cleveland, mesma atitude tomará Boris Diaw em relação ao JSA Bordeaux aterrissando em Charlotte. Danilo Galinari voltará imediatamente ao Denver depois de ter tido o gosto de jogar novamente na Itália (Olimpia Milano). E por falar em Denver, outro reforço do time colorado será Ty Lawson, que estava no Zalgiris Kaunas da Lituânia. Andrei Kirilenko, como vimos, não mais jogará pelo CSKA de Moscou, mas ainda não tem futuro definido na NBA.

Tyreke Evans nem chegou a vestir a camisa do Roma italiano: terá de regressar ao Sacramento com o fim do locaute.

Um jogador, no entanto, está inclinado a ficar na Europa: Rudy Fernandez. O ala, que acertou com o Dallas no final da temporada passada, joga agora no Real Madrid.

Rudy está feliz na capital espanhola. Por conta disso, os dirigentes merengues vão conversar com Mark Cuban e tentar convencê-lo a dispensar o jogador, usando exatamente a nova lei de anistia da NBA.

Não será fácil, pois Rudy é ótimo jogador e o Dallas o quer de qualquer maneira. Rudy, aliás, foi um pedido do técnico Rick Carlisle.

EPÍLOGO

Vamos aguardar pelos próximos passos. Muitas novidades vão surgir; muitas especulações ocorrerão.

É a vida voltando ao normal; felizmente.

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011 Basquete europeu | 19:02

HUERTAS COMANDA BARCELONA NA VITÓRIA SOBRE REAL MADRID

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O Barcelona bateu o Real Madrid por 74-70 e classificou-se para a final da Supercopa da Espanha. Vai pegar o Caja Laboral, que venceu o Bizkaia Bilbao por 93-88.

A 3:30 minutos do final da contenda, o time catalão perdia por 65-60. Foi então que Marcelinho Huertas tomou o controle do jogo e comandou uma corrida de 10-0 (ele fez quatro pontos), colocando o Barça na frente em 70-65, a 14 segundos do final da partida.

O jogo acabou em 74-70, como disse, mas a corrida de 10-0 foi fundamental. Como fundamental foi Huertas, que está na capa da edição eletrônica do jornal madrilenho “Marca”. E eu reproduzo a foto para vocês.

Juan Carlos Navarro fez dez de seus 12 pontos neste quarto final e ao lado de Huertas foi a sensação da partida. Huertas acabou com 13 pontos, mas o cestinha do Barça foi o esloveno Erazem Lorbek: 15 tentos.

Como escrevi no meu Twitter (@FRSormani) ao final da partida: nem no basquete o Real Madrid consegue bater o Barcelona. Que coisa! Ah, sim, importante: Rudy Fernandez, contundido, desfalcou os merengues.

A final será amanhã, às 13h, com transmissão ao vivo do BandSports.

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011 Sem categoria | 18:28

ESPANHA RECEPCIONA SEUS HERÓIS. O BRASIL? ORA, SOMOS BURROS DEMAIS PARA PENSAR NISSO

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Afeito ao futebol, o brasileiro, de um modo geral, está se lixando para outros esportes. Disse de um modo geral; não generalizei.

Felizmente, aqui neste botequim, nós gostamos de futebol, é verdade, mas gostamos (e muito) de basquete. E se eu me propuser a falar da quase classificação do nosso time de tênis em Kazan, na Rússia, pela Copa Davis, sei que muita gente vai falar sobre esse assunto e dar opiniões distintas.

Por isso, aliás, eu gosto deste botequim: somos ecléticos. Nossos horizontes são amplos, não temos visão míope quando o assunto é esporte.

Tim-tim pra nós — esta rodada é por minha conta, Labica!

Bem, digo isso porque estava acompanhando a recepção da seleção espanhola pelas ruas de Madri na tarde desta segunda-feira. A Espanha, todos nós sabemos, mas não custa lembrar, foi bicampeã europeia ontem, na Lituânia, ao bater na final a França. Com o resultado, ao lado dos franceses, garantiu-se nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem.

Uma recepção de gala, como comprova uma das fotos que eu “surrupiei” do jornal “Marca” e posto aqui em uma das paredes do nosso botequim para que vocês babem com a consciência esportiva dos espanhóis.

Recepção de gala: ruas cheias, torcedores inflamados, os heróis espanhóis sendo festejados com devida justiça. Um povo culto esportivamente falando, que sabe dimensionar o tamanho da conquista do time dos irmãos Gasol, de Juan Carlos “La Bomba” Navarro, de Rudy Fernandez, do novato Serge Ibaka, e dos veteranos José Calderón e Ricky Rubio.

Aí eu me lembro que há uma semana, ou seja, na segunda-feira da semana passada, nossos bravos jogadores chegaram à noite de Mar del Plata com a vaga olímpica na bagagem. Vaga olímpica, diga-se, que não vinha desde 1996.

Festa para nossos heróis? Que nada, eles voltaram separadamente: um tanto desembarcou em São Paulo, outro tanto no Rio de Janeiro.

Nos aeroportos, apenas a mídia, familiares e amigos. Torcedores? Nenhum.

Por que isso aconteceu? Ora, porque a CBB, hum… não programou nada! Nadinha de nada. Não fez nem uma vagabunda homenagem para os nossos heróis de Mar del Plata; homenagens, aliás, que eles mereciam.

Reconheço que o estardalhaço feito pelos espanhóis não teria cabimento aqui no Brasil, pois, como disse, somos um povo burro esportivamente falando. Mas uma homenagem, pequena que fosse, isso a CBB poderia ter feito.

Nem mesmo “cavar” uma visita ao Palácio do Planalto o presidente Carlos Nunes, da CBB, conseguiu. Nem ele e nem seu silencioso departamento de marketing.

Algumas sugestões para o marketing da CBB: 1) A CBB poderia ter marcado a chegada para uma das capitais, São Paulo ou Rio, e lá ter feito a homenagem, conclamando os torcedores para recepcionar nossos jogadores; 2) Ou mesmo para as duas cidades, interligadas, onde os jogadores pudessem interagir no momento da comemoração, como numa teleconferência; 3) Visita a Brasília, como disse, para que o grupo fosse recepcionado pela presidente Dilma Rousseff; 4) Desfile de jogadores, neste domingo, em São Paulo, no Pacaembu, antes do clássico Corinthians x Santos e, no Rio, no Engenhão, antes de Botafogo x Flamengo; 5) E por aí vai.

É só pensar. É só botar a cabeça pra funcionar.

Mas não, a CBB e seu departamento de marketing nada fizeram para capitalizar até este momento, um momento que chega a ser histórico.

O que mais se falou depois da conquista da vaga foi se Nenê e Leandrinho deveriam ser chamados para atuar em Londres, no ano que vem. E a CBB, vendo esta discussão na mídia e em vários fóruns na internet, nada fez para reverter a situação.

Ela está calada, como se nada tivesse acontecido.

Infelizmente, somos mesmo um povo burro quando se trata de esportes.

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domingo, 18 de setembro de 2011 Basquete europeu | 19:23

ESPANHA: UM TIME IMBATÍVEL? PERTO DISSO…

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Não dá para ganhar da Espanha. E a Espanha é o único selecionado que pode ameaçar o reinado dos EUA, desde que os norte-americanos contem com Kobe Bryant, LeBron James e Dwyane Wade. Se os estadunidenses aparecerem com um selecionado sem essas estrelas, corre o risco de colocar a prata no peito.

Não dá mesmo pra ninguém da Europa ganhar da Espanha. Na metade do terceiro quarto da final da Euroleague, bem que a França tentou reagir. Encurtou uma desvantagem que estava em 13 pontos, baixou-a para seis, depois que Joakim Noah acertou um “jump shot” (60-54).

Mas aí apareceu o MVP do torneio. Juan Carlos Navarro acertou uma pedrada de três; depois, Tony Parker perdeu a posse de bola e no contra-ataque espanhol José Calderón fez mais dois e a diferença voltou para 11 pontos.

Não tem jeito; não dá mesmo para ganhar da Espanha. Os ibéricos foram um time poderoso. Têm Navarro, Calderón, Ricky Rubio. Quer mais? Têm os irmãos Gasol, Pau e Mark, além de Serge Ibaka. Não está satisfeito ainda? Pois não: que tal Rudy Fernandez?

Um timaço; uma baita seleção. Venceu a França na decisão da Euro por 98-85 e foi bi europeu com muitos méritos.

E olha que os franceses formam um selecionado igualmente poderoso. Olhem o time francês: Tony Parker, Florent Pietrus (irmão mais velho de Mickael Pietrus, do Orlando Magic, que não participou deste Pré-Olímpico), Nicolas Batum, Boris Diaw e Joakim Noah. À exceção de Pietrus, os outros quatros jogam e se destacam na NBA.

Foi um legítimo vice-campeão. Igualmente um timaço; uma baita seleção.

Mas não dá para ganhar da Espanha.

DESTAQUES

Juan Carlos Navarro foi o cestinha do jogo com 27 pontos, seguido por Tony Parker, com 26. O reboteiro da partida foi Pau Gasol: dez. Serge Ibaka justificou o apelido de “Rei dos Tocos”: foram cinco nesta final. Boris Diaw deu sete assistências e terminou na frente de todos. José Calderón fez quatro desarmes e foi o ladrão do jogo.

Agora um destaque negativo: lembram-se que eu falei que Parker perdeu uma bola que possibilitou um contra-ataque aos espanhóis, que fizeram mais dois pontos e levaram a vantagem para 11 pontos? Pois é: o francês foi o jogador que mais erros cometeu no confronto: cinco.

Voltemos aos destaques positivos; um, na verdade: os lances livres cobrados pelos espanhóis. Foram 24, com 22 encestados, o que deu um excelente aproveitamento de 91.7%.

Que os nossos jogadores (especialmente Tiago Splitter) vejam e revejam este jogo e se atenham a este fundamento: lance livre. Foi uma aula espanhola.

PRÊMIOS

A seleção do campeonato, escolhida pelos jornalistas que cobriram o evento, foi esta: Tony Parker (França), Juan Carlos Navarro (Espanha), Bo McCalebb (Macedônia), Andrei Kirilenko (Rússia) e Pau Gasol (Espanha).

O troféu de MVP, como já disse, acabou nas mãos de Navarro, apelidado “La Bomba”. Nem precisa explicar, convenhamos.

PRÉ-MUNDIAL

Ainda bem que o Brasil se livrou desse abacaxi. Serão três vagas para 12 selecionados que vão participar do Pré-Mundial, entre junho e julho do ano que vem, em local ainda não definido.

Rússia, Macedônia, Lituânia e Grécia vão representar os povos do Velho Continente. Um desses três vai sobrar. Acho que sobra a Grécia.

Rússia, Macedônia e Lituânia devem se classificar para os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem. Não acredito que nenhuma outra seleção no planeta tenha condições de roubar uma dessas vagas.

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 NBA | 19:21

NEGÓCIOS NÃO PARAM ATÉ QUINTA

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LOS ANGELES — Muita coisa ainda vai acontecer na NBA até quinta-feira. Nesta quinta a NBA estipulou o “deadline” das trocas. Horário derradeiro: 18h de Nova York. Depois desta data, nenhuma troca pode mais ocorrer.

E o que se comenta aqui nos EUA é que o Denver não vai ficar com dois jogadores que o New York enviou a ele na troca por Carmelo Anthony e Chauncey Billups. São eles: Danilo Gallinari e Raymond Felton. Gallo (foto AP) estaria indo para o LA Clippers; quanto ao futuro de Felton, não se sabe. O que se sabe é que o armador titular do Denver, agora, é Ty Lawson.

“Fiquei mais triste do que feliz”, disse George Karl sobre a negociação. Karl não participou de nada. Ela foi feita pelos dirigentes das duas franquias. Treinadores não palpitam. Eles são pagos pra trabalhar. Recebem o material e ponto final. Se não estão satisfeitos, que peçam as contas.

Muito diferente do futebol, não é mesmo? No futebol, tem treinador que decide contratação e indica jogador. Se bem que, é verdade também, há treinadores que acumulam a função de GM. Gregg Popovich é um deles. Quando o San Antonio vai fazer negócios, ele participa. Mas são poucos os que têm dupla função.

“Nem tive com Melo”, disse Karl, visivelmente abatido, na manhã desta terça-feira, em Denver. Ou seja: o negócio foi feito, Karl não foi ouvido e nem teve tempo de apertar as mãos de Melo, Billups, Renaldo Balkman e Anthony Carter.

Mas, como dizia, muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte.

O Boston está atrás de Shane Battier. O ala do Houston seria a opção ideal de reserva para Paul Pierce. É o que acha o técnico Doc Rivers. Mas o problema é que o Celtics não tem nada para oferecer para o Rockets. Pode não sair.

Outro negócio engatilhado: troca de Devin Harris por Rudy Fernandez. O espanhol do Portland há muito vem dizendo que quer deixar o Oregon para jogar. E no Nets ele vai jogar. Será titular e terá muitos minutos à disposição.

Essa troca me faz lembrar de Drazen Petrovic. O sérvio não jogava nem a pau no Blazers com Rick Adelman. Foi para o Nets e tornou-se um dos maiores estrangeiros na história da NBA. Pode acontecer com Rudy.

Quanto a Harris, ele tem potencial para jogar em time melhor. No Portland, sob o comando de Nate McMillan, deverá crescer ainda mais e, quem sabe, fazer do Blazers um time competitivo novamente.

Finalmente o Chicago: o que se comenta por aqui, também, é que o Bulls está negociando com Houston e Cleveland. Do Rockets ele quer Courtney Lee; do Cavs, Anthony Parker. Com certeza, Keith Bogans entrará no negócio. Mas não se sabe ainda quem o Bulls vai oferecer a mais às duas franquias para ter esses dois jogadores.

Como eu disse, muita coisa ainda vai acontecer por aqui.

AH, SIM

Antes de eu parar de falar, digo o seguinte: já pensaram um time com Baron Davis, Eric Gordon, Danilo Gallinari, Blake Griffin e qualquer mané no pivô?

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sexta-feira, 2 de abril de 2010 NBA | 16:10

VITÓRIA! ATÉ QUE ENFIM

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Era a vitória que o Denver precisava. Depois de uma desastrosa excursão ao Leste americano e de ter perdido para o Milwaukee em casa, era a vitória que o Denver precisava.

E ela chegou com muito esforço e dificuldade. Bater o Portland ontem à noite por 109-92 foi muito mais difícil do que o placar sugere.

O primeiro tempo terminou com uma magérrima vantagem para o Nuggets: 56-55. Os 19.155 torcedores que lotaram o Pepsi Center temiam que o time pudesse acrescentar ao seu cartel a terceira derrota consecutiva ou a sexta nos últimos sete jogos.

Mas veio o segundo tempo e com ele uma mudança de cenário radical. O Denver fez uma corrida de 53-37 e venceu a partida, deixando praticamente o Portland para trás na briga pelas posições no Oeste.

Isso porque faltam apenas seis jogos para o Nuggets encerrar sua participação na temporada regular. O time colorado tem 27 derrotas contra 30 do Blazers. Acontece que no confronto entre ambos o Denver fez 3-1. Ou seja: o Denver teria que perder quatro de seus últimos seis prélios para ficar atrás do Portland.

Pra mim, já era; o Blazer ficou para trás nesta corrida.

Quanto ao jogo, a vitória veio mesmo com Carmelo Anthony se enrolando com as faltas e tendo ficado de fora praticamente três quartos do jogo. E mais: Melo cometeu nove erros na peleja.

No último quarto, no entanto, tirou a barriga da miséria. Foi neste período derradeiro que ele marcou 13 de seus 25 pontos.

Chauncey Billups foi muito mais importante para o Denver do que Carmelo. Mr. Big Shot foi espetacular no terceiro período, quando anotou dez pontos, três rebotes e três assistências.

Foi exatamente neste terceiro quarto que o Nuggets resolveu a parada ao marcar 31-21 no Blazers. Nocauteou ali o adversário.

Melo recuperou-se no último quarto, Billups foi grande no terceiro, mas Nenê Hilário esteve bem em todos os períodos. Pelo seu conjunto da obra deixou a quadra do Pepsi Center como o melhor jogador da partida.

Seus números: 22 pontos, cinco rebotes, cinco assistências e três tocos e uma roubada de bola.

Como disse, o melhor jogador em quadra.

(Nenê precisa treinar mais arremessos de meia distância; seu aproveitamento não anda bom.)

FRAQUEZA

Em contrapartida, o Portland frustrou seus torcedores no segundo tempo. Mas alguns jogadores merecem ser analisados individualmente.

Brandon Roy, por exemplo, fez 3-13 nos arremessos. Foi completamente anulado por Aaron Aflalo.

Aflalo, aliás, foi para mim o segundo melhor jogador da partida. Teve a missão de vigiar o melhor atleta do adversário e deu-se muito bem nesta empreitada.

Rudy Fernandez foi outro com atuação pífia. O espanhol segue seu calvário quanto aos arremessos. Fez ontem 1-8, sendo que nas bolas de três anotou 1-4. Nos últimos seis prélios, 6-32. Um horror.

Andre Miller acabou como o cestinha do Portland com 24 pontos. Mas sabem quantas assistências o armador do Blazers deu? Uma…

Finalmente, se o Portland é a pedra no sapato do Lakers, o Denver é o enrosco do Blazers. Dos últimos 14 confrontos realizados no Pepsi Center, o Nuggets venceu 13.

BOMBARDEIO

No Texas, o Dallas conheceu o poderia do Orlando. O time da Flórida atropelou os texanos e venceu a batalha com sua artilharia tripla.

O Magic acertou nada menos do que 14 bolas de três durante a partida. Foram 14 de 24, o que deu um percentual de aproveitamento de 58.3%.

Enquanto isso, os anfitriões lançaram dez bolas a menos e encestaram só quatro (28.6%). Quer dizer: tentaram dar o troco na mesma moeda, mas o cofre estava vazio.

Mickael Petrus foi um terror nas bolas longas. Acertou todas as seis atiradas contra o aro inimigo.

Além do sucesso nos chutes atrás do arco, o Orlando utilizou-se uma vez mais de seu Super-Homem. Dwight Howard foi um monstro em quadra: 17 pontos, 20 rebotes e cinco tocos.

Com as bolas de três caindo e com DH jogando uma barbaridade, só restou mesmo aos texanos aplaudir o adversário e reconhecer que o placar final de 97-82 foi absolutamente justo para os forasteiros.

BRIGA

Tem gente neste botequim dizendo que o Orlando vai acabar na frente do Lakers na campanha geral desta temporada. O Magic tem 22 derrotas, enquanto que o Los Angeles tem 21.

(O primeiro lugar será do Cleveland.)

Dos sete jogos restantes do time da Flórida, três serão fora: San Antonio (esta noite), Cleveland e Indiana. O jogo em Ohio pode ser uma prévia do que poderá ocorrer nos playoffs. As pelejas de San Antonio e Indianápolis eu creio que o Magic vence.

Em casa terá de enfrentar Memphis, Washington, New York e Philadelphia. Creio que ganha todas.

Ou seja: o risco do Orlando é perder apenas para o Cleveland, o que o jogaria para 23 derrotas.

Já o Lakers também terá de entrar em quadra em sete oportunidades. Assim como o Orlando, fará três jogos fora e quatro em casa. Na verdade, fará apenas dois jogos fora de Los Angeles, pois a partida final da temporada regular será contra o Clippers, no Staples Center.

Visita apenas o Denver e o Minnesota. Pode perder para o Denver; impossível ser derrotado pelo Wolves.

Diante dos fãs enfrenta Utah, San Antonio, Portland e Sacramento. Há dois jogos difíceis: Utah e Portland. Deve passar por Spurs e Kings.

Ou seja: os amarelinhos podem somar três derrotas. Se isso ocorrer, o Lakers vai para 24 revezes, ficando, assim, atrás do Orlando.

Portanto, os que dizem que os californianos ficarão atrás também do pessoal da terra de Mickey Mouse não podem ser taxados de maluco de jeito nenhum.

DESEMPATE

Caso Orlando e Lakers terminem a fase de classificação com o mesmo número de derrotas, o primeiro critério de desempate é o confronto entre eles. Há um empate em 1-1 — e eles não vão mais se enfrentar.

Depois vem o desempenho dentro da conferência. O Orlando tem 34-13 no Leste, enquanto que o Lakers tem 32-13 no Oeste.

Caso o empate persista, será levado em conta a performance contra a outra conferência. O Magic, tem um cartel de 19-9 contra os times do Oeste e o Los Angeles tem 21-8 frente às equipes do Leste.

Como se vê, esta é uma briga que deve terminar apenas no dia 14 de abril, quarta-feira, quando será realizada a última rodada da temporada regular.

LAR DOCE LAR

Mais Orlando: Tracy McGrady quer voltar a jogar pelo Magic.

Perguntado sobre o assunto, ele disse abertamente que gostaria, pois ele mora em Orlando. “Eu odiei ter deixado a franquia [há seis anos], pois eu me estabeleci aqui e aqui fiz o meu nome”.

E culpou o ex-GM do Magic John Weisbrod por ter ido para o Houston.

Mas em Orlando há uma corrente que não quer o jogador de volta e diz que foi ele que deu um pé nos fundilhos do time. Pior: diz que ele é preguiçoso e bagunça vestiário.

Some-se a tudo isso o fato de que o jogador não tem mais condições atléticas para jogar em alto nível.

Segundo a mídia local, o atual GM do Magic, Otis Smith, pensa da mesma maneira. Ou seja: T-Mac terá de encontrar outra porta para bater.

QUIZ

Eu não senti muita empolgação da parte de vocês com o quiz sobre os gêmeos da NBA. De todo o modo, lanço mais um: há dois jogadores que disputam esta temporada cujos pais jogaram no Brasil. Quem são eles?

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sexta-feira, 12 de março de 2010 NBA | 13:22

MR. DIRTY PLAYER APRONTA DE NOVO

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No dia 3 de março passado, uma pesquisa feita pela revista “Sports Illustrated” colocou o brasileiro Anderson Varejão entre os cinco jogadores mais sujos da NBA. Ou seja: que jogam deslealmente.

O capixaba apareceu em quarto lugar na eleição feita com 173 jogadores que estão em atividade na liga.

Reggie Evans, do Toronto, foi o mais sujo de todos, seguido de Ron Artest (Lakers) e do argentino Andres Nocioni (Sacramento).

Kobe Bryant complementou a lista ficando em quinto lugar.

E Dwight Howard? Não apareceu por quê?

Tem jogador mais desleal e/ou sujo do que ele atualmente na NBA? Na minha opinião, não tem.

O pivô do Orlando, além de desleal, é xenófobo. Já disse isso aqui neste botequim. Sempre que ele joga contra um pivô que não é norte-americano, ele arruma confusão; provoca o jogador.

Já se atritou algumas vezes com Pau Gasol, Nenê Hilário e Varejão. Que eu me lembre. Não vejo todos os jogos do Orlando, mas ele já deve ter arrumado encrenca com Andrew Bogut (australiano), Zaza Pachulia (georgiano) e/ou Andris Biedrins (letão).

Falo tudo isso porque na partida de ontem em Orlando, Mr. Dirty Player (vou passar a chamá-lo assim também daqui para frente) deu uma peitada desleal em cima de Derrick Rose que acabou por tirar o jogador do Bulls da partida (Foto AP).

Em 10 de fevereiro passado, em Chicago, aconteceu uma jogada semelhante, que acabou também por tirar D-Rose do jogo.

Nesta, como da outra vez, nada aconteceu com Mr. Dirty Player. Ele continuou no jogo como se nada tivesse ocorrido.

No final da contenda, no vestiário desolador do Chicago, D-Rose isentou DH do ocorrido, talvez temeroso do que possa ocorrer no futuro e não querendo ser desleal como o jogador do Orlando, Disse o armador do Bulls:

— É coisa do jogo. Não existe nada entre nós. Ele é um cara legal. Ele fez o que tinha que ser feito.

Perguntado novamente se existe algo mal parado entre ambos, D-Rose voltou a dizer que não:

— A gente se encontrou no “All-Star Game” e não há nada sério entre nós.

A pergunta seguinte foi: da próxima vez, você terá receio de fazer uma infiltração diante de Dwight Howard?

— Não, não, não, não. Vou continuar fazendo o meu jogo. Meu trabalho é atacar [a cesta adversária]. Mas da próxima vez serei mais cauteloso.

Cauteloso seria um eufemismo para temeroso?

Tomara que não, pois um jogador do nível técnico de D-Rose, se jogar amedrontado, vai matar sua carreira rapidamente. É só os outros grandalhões se aperceberem disso.

SUJO

Mas voltemos ao que realmente interessa. Como é que Dwight Howard passa ileso por uma pesquisa dessas? Como é que ele não aparece entre os cinco mais desleais da liga?

Realmente, não compreendo. Por isso mesmo, ela não tem validade para mim.

Qualquer um, por mais ingênuo que seja, percebe que o pivô do Orlando é sujo. Depois do jogo de ontem, Mr. Dirty Player declarou:

— Eu odeio ver alguém se machucar.

É mesmo? Você, Mr. Dirty Player, não gosta de ver jogador se machucar? Então, por que joga pesado contra os pequenos e com os cotovelos abertos contra os grandes?

E prosseguiu com seu embuste:

— Como um jogador grande você nunca deve tentar machucar ninguém que invada o garrafão.

Não diga? Então, por que você faz isso, Mr. Dirty Player?

Depois, tentando ocultar ainda mais seu lado sujo, ele sugeriu que D-Rose deveria chegar mais consistente para o lance. Ou seja: saltar com os dois pés para manter o equilíbrio — o que não vem ocorrendo, segundo visão de DH.

— Desta forma ele salvaria muitos anos de sua carreira.

Balela.

Não verdade, Mr. Dirty Player, ele salvará muitos anos de sua carreira se você deixar de ser sujo quando enfrentá-lo.

Leia aqui o que mais Dwight Howard falou sobre o lance.

JOGO

Quanto ao jogo, o Orlando mostrou uma vez mais que vive um grande momento. Somou sua sétima vitória consecutiva. Deve fincar pé na segunda posição do Leste, pois a primeira deve mesmo ser do Cleveland.

Assim como o Milwaukee, o Magic tem apenas duas derrotas depois do “break” do “All-Star Game”. O líder segue sendo o Dallas, que apanhou apenas uma vez.

No confronto de ontem, o time da terra de Mickey Mouse não tomou conhecimento do Bulls. Fez 111-82.

Foram 29 pontos que poderiam ter sido mais de 40. Chegou a 34.

O Orlando nem precisou se esforçar tanto para isso. Além de ter enfrentado um oponente fraco, esse mesmo oponente fraco jogou sem dois de seus titulares, Luol Deng e Joakim Noah, e ainda perdeu Derrick Rose, conforme abordamos acima.

Meu destaque fica para Vince Carter: 23 pontos, 5-5 nos lances livres.

Agora, vejam só o que ocorreu com o Chicago: os titulares fizeram 36 pontos, enquanto que os reservas marcaram 46.

Há, no entanto, uma explicação para isso: D-Rose contribuiu com apenas três tentos, pois teve que abandonar a partida com apenas 12 minutos trabalhados.

CLASSIFICAÇÃO

Com a derrota, o Chicago caiu para a nona posição no Leste. Acabasse hoje a fase de classificação e o time estaria fora dos playoffs; o time não ganha há seis rodadas.

E tem gente dizendo neste botequim que o Bulls vai chegar às semifinais da conferência.

Pago pra ver.

TABU

Caiu um tabu em Oakland. Na região da Bay Area de São Francisco, o Portland foi enfrentar o Golden State e venceu.

Venceu por 110-105.

E essa vitória foi história para Brandon Roy, o nome do jogo com 41 pontos. Histórica porque Roy jamais havia deixado a quadra da Oracle Arena com os “três pontos”.

Além da festa particular de Roy, Rudy Fernandez também teve motivos de sobra para celebrar. O espanhol fez 12 pontos, mas na reta final do jogo, quando o Blazers fez uma corrida de 17-3 e definiu a partida, Fernandez anotou duas decisivas cestas triplas.

A primeira delas diminuiu a vantagem do GSW para três pontos, pois o placar mostrava vitória dos anfitriões por 102-96.

Na sequência, Stephen Curry errou o troco e no contra-ataque Rudy meteu mais uma de três, empatando a peleja em 102 tentos.

O jogo foi complicado para o Blazers, que passou a maior parte dos 48 minutos atrás no marcador. Entrou, aliás, no último quarto, perdendo por 96-83.

No final, tudo deu certo para os visitantes, que se mantêm na oitava posição do Oeste, certos de que vão fazer novamente os playoffs.

O Warriors tem agora que se preocupar com o futuro; ou seja: com a próxima temporada.

GARANTIDO

O Cleveland é o único time entre os 30 participantes do campeonato que já garantiu matematicamente a vaga para os playoffs. Ajudado, é claro, pela fragilidade dos times do Leste, que mais perdem que ganham.

Garantiu vaga mesmo jogando sem LeBron James, que passou os dois últimos jogos vendo tudo do lado de fora, em trajes civis (Foto Reuters). Cansado de ser espectador, ‘Bron deve voltar a vestir o uniforme do Cavs esta noite.

Pobre Philadelphia.

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terça-feira, 17 de novembro de 2009 NBA | 12:13

O MULEKE É APENAS UM MENINO

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O muleke é peitudo, não tem medo de cara feia, não sente pressão, gosta de se arriscar, já é líder do time, mas… ainda carece amadurecer.

Falo de Brandon Jennings. Quem viu o jogo de ontem diante do Dallas há de concordar comigo.

Jennings (foto Reuters) teve a bola do jogo em duas oportunidades: ao final do tempo normal e ao final da prorrogação. Falhou nos dois momentos.JENNINGS

Resultado: o Bucks perdeu uma partida (115-113) que poderia ter vencido.

Do outro lado, Dirk Nowitzki, o alemão matador do Mavs, quando teve sua chance, não negou fogo. Esta é uma das diferenças entre homens e meninos.

Dirk = homem.

Jennings = menino.

ERRO

Onde foi que Brandon Jennings errou?

Foram dois erros.

O primeiro, perdoável. A um segundo do final do tempo normal, com o placar igual em 104 pontos, o muleke tentou matar o jogo com uma bola de três pontos, mas falhou.

Poderia ter buscado a infiltração ou o arremesso mais curto, próximo à redinha adversária, mais seguro, portanto, e com mais chances de a bola cair. Mas não: optou pelo tiro longo, mais arriscado; falhou, mas é do jogo.

O segundo… Bem, no segundo faltou-lhe tutano e maturidade para ludibriar a defesa adversária e deixar para que um companheiro decidisse.

Faltavam três segundos para o final da prorrogação e o jogo empatado novamente, agora em 113 tentos. Foi então que Jennings lascou outra pedrada tripla contra o aro texano; falhou novamente.

Poderia ter deixado para um companheiro decidir. Estava muito na cara que ele seria o responsável pelo ato derradeiro.

O turco Ersan Ilyasova estava muito bem no jogo. A bola deveria ter sido dada a ele, mas não foi.

ATENUANTE

Pode ser que o técnico Scott Skiles tenha armado a jogada para que Brandon Jennings decidisse. Mas o muleke poderia ter observado ao treinador: “Coach, ta na cara que a jogada será armada para eu decidir. Não seria melhor o Ersan definir?

Mas para fazer isso ele precisaria de mais maturidade. E isso ele ainda não tem.

O que é normal e compreensível.

Portanto, vamos devagar com o andor. Jennings mostra que tem muito potencial, é peitudo não tem medo de cara feia, não sente pressão, gosta de se arriscar, já é líder do time, mas… ainda carece amadurecer.

É fortíssimo candidato ao ROY desta temporada — se não for o mais forte de todos.

Mas ainda é um menino.

OTTrail Blazers Hawks Basketball

Não foi apenas o jogo de Wisconsin que terminou necessitando de um tempo adicional. O mesmo aconteceu na Georgia; e lá também foi emocionante.

O armador Joe Johnson tinha acabado de acertar seus dois lances livres e levado o marcador a 85-82 em favor do Atlanta. Mas o Blazers tinha Rudy Fernandez.

Com muita frieza, o espanhol bateu o lateral bola, recebeu a pelota de volta, saiu da marcação e mandou um balaço certeiro: bingo!

Jogo igual em 85 pontos; prorrogação.

No tempo extra, Johnson (foto AP) anotou oito de seus 35 pontos e marcou a vitória com o carimbo do Atlanta: 99-95.

CONCLUSÃO

Rudy Fernandez = homem

Joe Johnson = homem

Brandon Jennings = menino

ESTRÉIAS

No último jogo da noitada de ontem, o Charlotte estreou Stephen Jackson, que foi trocado com o Golden State por Raja Bell e Vladimir Radmanovic — Rad talvez seja o maior mico da NBA na atualidade.

Jackson foi muito mal: 4-14 nos arremessos; 1-4 nas bolas de três. Anotou 13 pontos.

Ajudou, no entanto, nos rebotes: nove.

A troca foi boa para o Cats. Jackson tem lenha da boa para queimar.

A derrota de ontem para o Orlando por 97-91 é perfeitamente aceitável, dada a diferença entre as duas equipes.

AIAh, sim: o Magic estreou na temporada Rashard Lewis, que estava suspenso por doping. Lewis atuou por 34 minutos; seus números: 10 pontos (0-6 nas bolas de três, seu cartão de visita), dois rebotes, uma assistência, um desarme, nenhum toco, três erros e cinco faltas.

Normal.

FIM

Aconteceu o que todos esperavam: Allen Iverson, 34, divorciou-se do Memphis. Depois de três partidas com a camisa 3 do time do Tennessee, acabou o idílio — se é que um dia existiu.

Triste fim deste que foi um dos maiores jogadores de basquete que vi jogar. Ao vivo e pela televisão.

(Acima, uma de suas poucas imagens com a camisa do Memphis em foto AFP)

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