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sexta-feira, 25 de maio de 2012 NBA | 12:00

D-WADE E LEBRON ANIQUILAM INDIANA E LEVAM MIAMI À FINAL DO LESTE

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Mesmo sem Chris Bosh e seu substituto imediato, Udonis Haslem, o Miami eliminou o Indiana em 4-2 com a vitória de ontem à noite em Indianápolis por 105-93. Venceu porque conta com dois dos melhores jogadores da atualidade: Dwyane Wade e LeBron James. Quando os dois jogam em alto nível, como têm jogado ultimamente, fica difícil para qualquer adversário.

Depois de se ver em desvantagem na série em 2-1, o Heat fez três vitórias consecutivas e liquidou o adversário. E liquidou por causa, repito, de seus Dois Magníficos. Neste trio de vitórias, Dwayne marcou 99 pontos e LBJ 98. Os dois combinaram para 197 tentos, o que deu uma média de 65,7 por partida. Nestes três jogos, o Miami fez um total de 321 pontos, o que deu uma média de 107 por contenda disputada. Ou seja, D-Wade e LBJ fizeram 61,4% dos pontos da equipe.

Ontem, ambos anotaram 69 tentos. Mas 41 deles saíram da mão de D-Wade. Wade jogou muito. Estava inspiradíssimo. Driblava feito Neymar e ninguém conseguia contê-lo. Marcação individual era moleza. Na dupla, não teve dificuldades. E nas poucas vezes em que três jogadores foram para cima dele, D-Wade encontrou solução para o problema armado pelo adversário.

O que chama atenção também foi a performance do ala-armador do Miami. Dwyane fez 17-25, o que deu um extraordinário aproveitamento de 68,0%. Boa parte desses pontos veio de infiltrações, que foram desenhadas depois de dribles à la Messi, deixando adversários para trás e saindo de ciladas armadas pela frente.

D-Wade teve uma das maiores atuações individuais desta temporada. Será que não foi a maior? Se alguém se lembrar de um desempenho deste naipe neste campeonato, por favor, conte-nos. Mas tem que ser em jogo assim, importante, contra adversário difícil, que marca bem. Jogo moleza, contra os Torontos e Sacramentos da vida não conta.

O jogo ofensivo do Miami, ontem, privilegiou isso, com isolações e corta-luzes sem pick’n’roll (até porque os pivôs, os grandalhões do Miami não têm muito intimidade com a cesta), que deixaram o caminho livre para Dwyane pontuar. E ele pontuou de tudo quanto é jeito e de tudo quanto é canto da quadra. Só não arriscou bolas de três. Nem precisava, pois entrar no garrafão do Indiana estava uma moleza.

Miami na final do Leste. Fica agora à espera da decisão entre Boston e Philadelphia, que amanhã à noite fazem o sétimo e derradeiro confronto em Boston. O Heat, com isso, terá dois dias a mais de descanso em relação ao Celtics, por exemplo, um time mais velho e com pernas não tão leves assim.

Favorito para esta decisão?

Se der Philadelphia, as chances do Miami são maiores. O Boston é mais complicado por conta da rivalidade e da experiência de seus jogadores. Além disso, o jogo interior do C’s é intenso e sem Bosh as dificuldades aumentam, mesmo com Joel Anthony se esforçando demais para não deixar a peteca cair. Aliás, diga-se, o jogo defensivo do canadense na vitória de ontem foi muito bom. Segurou Roy Hibbert em 12 pontos (apenas oito bolas arremessadas em quase 40 minutos de jogo) e não o deixou pegar mais do que oito rebotes. Vai ter que ser assim contra o C’s, de Kevin Garnett e desse interessante “rookie” chamado Greg Stiemsma, que ajuda bem no descanso de KG. Isso sem falar em Brandon Bass, que tem feito uma série muito boa diante do Sixers.

Dos 89,8 pontos por jogo nesta série diante do Sixers, o Boston marcou 34,3 dentro do garrafão. Ou seja: quase 40% dos pontos do Celtics são feitos próximo à cesta. Por aí o Celtics pode machucar o Miami.

Mas vamos aguardar. O Heat já está na final. Amanhã saberemos contra quem ele vai jogar.

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segunda-feira, 21 de maio de 2012 NBA | 00:48

LEBRON JAMES E DWYANE WADE ACABAM COM INDIANA E MIAMI EMPATA A SÉRIE EM 2-2

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O Miami bateu o Indiana fora de casa por 101-93 e empatou a série em 2-2. Com isso, recuperou a vantagem de quadra. Há mais três partidas disponíveis, sendo que duas deles serão no sul da Flórida.

O Miami bateu o Pacers em Indiana neste domingo graças a seus dois principais jogadores: LeBron James e Dwyane Wade (foto AP). Os dois combinaram para 70 pontos e anotaram nada menos do que 69% dos pontos do Heat.

LBJ beirou a perfeição. Só não foi perfeito porque ficou a uma assistência de um “triple-double”. King James justificou o apelido ao anotar 40 pontos, 18 rebotes e nove assistências. Roubou ainda duas bolas e deu igual número de tocos. Creio ter sido a melhor apresentação de um jogador nestes playoffs. Se alguém se lembrar de outra, por favor, conte-nos para que possamos cotejá-las e discutir a questão.

D-Wade teve os seguintes números: 30 pontos, nove rebotes e seis assistências. Seu desempenho no terceiro quarto, quando o Miami iniciou sua corrida rumo à vitória, foi espetacular. Wade fez 14 pontos, tendo acertado todos os seus arremessos, sendo que um deles foi triplo. Sua performance no período só não foi perfeita porque ele fez 1-3 nos lances livres.

Detalhe: LBJ e D-Wade fizeram 38 pontos seguidos. Foi a partir de 2:30 para o final do segundo quarto até 1:50 para o fim do terceiro. Um show.

Mas, como disse acima, nem sempre foi assim. O Miami perdeu o primeiro tempo por 54-46. Chegou a estar 11 pontos atrás. No segundo (terceiro quarto), o Pacers abriu dez pontos (61-51), mas não conseguiu controlar a volúpia do “Big Two”. LBJ marcou 21 pontos e pegou 13 rebotes na etapa final. D-Wade anotou 22 (10-13) e deu cinco assistências. Os dois, é bom que se diga também, contaram com valiosa colaboração de Udonis Haslem, que no último quarto, na hora do aperto, mesmo com o supercílio aberto por conta de uma cotovelada de Louis Amundson, anotou oito importantíssimos pontos.

A série está 2-2. O próximo confronto será na terça-feira, em Miami. A partida seguinte, a sexta, volta a ser jogada no Bankers Life Fieldhouse, na quinta-feira. E a derradeira, se preciso, novamente na Flórida, no sábado.

Acho que a série será mesmo longa. Creio que teremos um sétimo jogo. A menos que este “Big Two” jogue as duas próximas partidas neste elevado nível técnico. Se assim for, por mais que o Indiana se esforce, não terá como controlá-los e, consequentemente, ao Miami.

DECEPÇÃO

Os dois grandalhões do Indiana desapontaram. Se enrolaram com as faltas, é verdade (cada um cometeu cinco), mas quando estiveram em quadra não foram efetivos. David West anotou apenas oito pontos e pegou só seis rebotes. Roy Hibbert fez dez pontos e capturou nove rebotes. Os dois, juntos, marcaram 18 pontos e 15 rebotes. Comprometeram o time.

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sexta-feira, 18 de maio de 2012 NBA | 12:48

MIAMI: FIM DE UM SONHO?

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Mais uma temporada indo para o espaço? E se for mesmo, o que isso significará? Fim de um projeto que tinha tudo para decolar? Que tinha tudo para transformar em anéis a reunião de três grandes jogadores e transformar o Miami em um time inesquecível na rica história da NBA?

A resposta nós não temos ainda. Mas que tudo caminha para desembocar em um final trágico, decepcionante, frustrante, isso tem. A derrota de ontem do Heat para o Pacers, em Indianápolis, não foi apenas um revés de jogo, daqueles que acontecem porque estamos em semifinal de playoffs e nesta fase a tendência é de jogos equilibrados. A derrota de ontem por 94-75 foi emblemática em quase todos os sentidos.

O time voltou a mostrar fragilidade em quadra. Voltou a mostrar debilidade de um de seus principais jogadores. E, mais do que isso, Dwyane Wade, o atleta em questão, teve uma reação explosiva com o técnico Erik Spoelstra daquelas que indicam que há muito mais coisas entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia pode imaginar. Brigas de jogo ocorrem, mas o jeito que D-Wade tratou e desafiou Spo deixou claro que o técnico não goza de prestígio e respeito junto aos jogadores.

Aliás, desde que esse time se juntou no sul da Flórida, muitos têm cantado essa bola. Muitos disseram que Spo não tinha estofo para dirigir e comandar um time com D-Wade, LeBron James e Chris Bosh (fotoAP). E por ser jovem demais, seria tratado como tal. Ontem foi D-Wade; ano passado foi LBJ (lembram-se?) que desafiou a autoridade do treinador ao dar uma ombrada violenta em Spo num pedido de tempo.

Sempre achei que com Spo ou com outro qualquer o Miami seria campeão. Sempre achei que a importância de um treinador é limitada, pois ele não entra em quadra. Sempre achei que um time com três craques, cercados por bons coadjuvantes teria tudo para ganhar vários anéis. Cheguei a prever quatro anéis para esse time levando-se em conta o contrato de cinco anos que eles firmaram com a franquia.

Começo a achar que me enganei. Mas por que eu me enganei? Creio que isso tem a ver, claro, com os jogadores e com o treinador. Esses jogadores do Miami me parecem fracos de caráter. Não aguentam um tranco forte e não conseguem se reagrupar na adversidade. E o treinador, além de não ter muito conhecimento da matéria, não consegue motivar o grupo, pois o grupo não acredita nele.

Mas só o treinador e os jogadores são os culpados? Claro que não. Pat Riley, presidente da franquia, o homem que arquitetou esse time, tem grande culpa no cartório. Ele está lá dentro, sabe o que acontece dentro do vestiário do time. E não faz nada para mudar a situação. A impressão que dá é que Riley tornou-se um turrão. Não quer dar o braço a torcer, por exemplo, na questão do treinador. Sim, pois quando Spo foi escolhido por ele para comandar o time, alguns ficaram surpresos, outros riram, e uma minoria achou que seria mesmo interessante apostar em um novo técnico.

Isso não está dando certo. Todo mundo está vendo. Menos Pat Riley? Claro que não; ele está vendo. Mas, como disse, ele parece ter se transformado em um homem turrão, que ao invés de tornar-se sábio com o passar dos anos, com a idade que avança, está se tornar um obtuso. E, por conta disso, não tenta consertar o que precisa ser consertado.

Quanto ao relacionamento entre os jogadores, não consigo detectar mau relacionamento entre eles. Nada li a respeito. Então, o problema parece mesmo estar com o treinador. Só pode ser isso. O que mais seria? Salários atrasados? Brincadeira, né?, isso não existe na NBA. Desfalque de Chris Bosh? Pode ser, claro, pois o Miami não é um time forte no garrafão e CB1 segura essa onda sozinho faz tempo. A saída dele do time fragilizou o setor.

Ontem, por exemplo, o Pacers pegou 52 rebotes contra 36 do Heat. Roy Hibbert, um jogador comum, pegou nada menos do que 18. E ainda marcou 19 pontos. David West, apesar de não ter cravado um “double-double” como Hibbert, transformou-se no xerife do time nesta série. Fala grosso e ninguém retruca. Fala grosso, bate o pé e os forasteiros de Miami saem correndo. Com Bosh, provavelmente, seria bem diferente.

Ok, concordamos então que Bosh faz falta. Mas atribuir à ausência dele a corrida desconcertante que o Pacers fez no segundo tempo de ontem (51-32) é tentar tapar o sol com a peneira. Atribuir à ausência de Bosh o momento em que o Miami vive é mesmo tentar tapar o sol com a peneira. Há muito mais do que isso.

D-Wade não rende. Mas não rende por quê? Boa pergunta. Talvez esteja externando seu descontentamento com Spo, algo que ele estava tentando conter, mas que agora, vendo que a debacle será inevitável, já não faz questão de esconder. Wade parece viver no mundo da lua. Ontem, por exemplo, terminou o primeiro tempo zerado. Acabou a partida com cinco pontos (2-13), cinco rebotes e apenas uma mísera assistência.

LeBron faz o que pode. Mas sozinho não vai levar o time a lugar nenhum. Além disso, o que ele pode fazer não é tudo o que a equipe precisa. LBJ sente claramente a pressão dos finais das partidas e isso é um grande problema.

CB1 está fora lesionado, D-Wade se rebelou, LBJ briga sozinho. No meio disso tudo está o grupo. Os jogadores, aqueles que deveriam ser o suporte para que os Três Magníficos brilhassem e conquistassem títulos, esses jogadores estão assustados. A gente vê isso com muita clareza. E assustados o que eles podem fazer? Muito pouco. Ontem, Mario Chalmers fez 25 pontos. Mas Shane Battier zerou, Udonis Haslem zerou, Noris Cole zerou, Dexter Pittman zerou e Mike Miller e James Jones combinaram para apenas oito pontos. Patético.

A pressão da mídia e dos torcedores do Miami é grande demais neste momento. Muitos lá, como cá neste botequim, pedem a intervenção de Pat Riley, como ele fez em 2006 ao demitir Stan Van Gundy, assumir o time e levá-lo ao título. Mas na época Riley (foto AP) tinha 61 anos. Hoje está com 67. Diz não ter mais energia para dirigir uma equipe durante toda uma temporada.

Mas nós não estamos nos playoffs? Pois é, a temporada ficou quase que todinha para trás. Riley teria que assumir o time e dirigi-lo em alguns poucos jogos. Mas, como disse, ele parece ter se transformado em um turrão. Não vai fazer isso, pois fazer isso seria assinar atestado de burrice.

Será mesmo que é isso o que ele pensa? Mas não seria burrice maior não intervir no time neste momento?

MARES TRANQUILOS

Enquanto isso, o San Antonio segue firme e forte em sua série diante do Clippers. Venceu ontem por 105-88. Pegou mais rebotes (35-32; Blake Griffin pegou apenas um!), mais rebotes ofensivos (6-1), marcou mais pontos no garrafão (50-18), cometeu menos erros (11-18; Chris Paul cometeu oito!) e fez mais pontos de contra-ataque (15-9).

O SAS vai muito bem, obrigado. Esse parece mesmo estar na final do Oeste. E, ao que tudo indica, será mesmo diante do Oklahoma City.

A menos que o Lakers reaja. E se for reagir, que trate de começar esta noite.

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quarta-feira, 9 de maio de 2012 NBA | 11:30

INDIANA SE CLASSIFICA E LAKERS VOLTA A VACILAR

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O Indiana foi o único time na rodada de ontem que se classificou para as semifinais dos playoffs. Esperava que fossem dois. O Lakers deveria estar nessa relação também. Ao contrário do Pacers, que deu apenas um pequeno vacilo na série, perdendo o primeiro jogo em casa, o time californiano vem titubeando demais. Tivesse o Nuggets um time melhor e mais experiente poderíamos ter uma surpresa neste confronto.

Jogando em casa, o Indiana, ao contrário do Lakers, não deixou escapar a oportunidade de avançar na competição. Fez incontestáveis 105-87 e mostrou uma vez mais que o revés da primeira partida foi apenas um acidente de trabalho, como eu disse aqui neste botequim aos parceiros que falaram em “decepção”. Playoff é assim mesmo. Muitas vezes um time com a vantagem de quadra perde um jogo em casa e se recupera logo na sequência. Lembro-me que nas finais de 1991, o Chicago tinha melhor campanha que o Lakers e fez o primeiro jogo em seu extinto Chicago Stadium. Perdeu. Muita gente achou que não tinha como reverter diante de uma equipe que contava com Magic Johnson, James Worthy e Byron Scott. Mas o Chicago era mais time que o Lakers e venceu os quatro jogos seguintes, três deles em Los Angeles.

Playoff, como disse, é assim mesmo. A menos que seja uma série como a do Memphis contra o Clippers. Há muita igualdade. Uma vitória roubada na casa do inimigo pode determinar o classificado. Não é o caso do confronto entre Lakers e Denver e nem era na série Indiana x Orlando. O Lakers vacila — e isso é algo que deve preocupar a todos que estão ligados à franquia, seja afetiva ou profissionalmente.

SURPRESA

O confronto contra o Denver era para estar resolvido. Mas o time angelino, como se diz por aí, tem dado um mole danado, volto a dizer. Por mole danado podemos entender a fragilidade de Andrew Bynum em alguns jogos desta série. Ontem o pivô do Lakers voltou a hesitar. Disso se aproveitou JaVale McGee, um jogador mediano, que tornou a deitar e rolar em cima de Bynum, tido por muitos (inclusive por mim), como um dos melhores da posição na atualidade.

É inadmissível Bynum deixar McGee anotar 21 pontos e pegar 14 rebotes, seis deles no ataque. Não bastasse isso, Kenneth Faried pegou nove ressaltos. Faried tem 9,8 rebotes de média nesta série é de responsabilidade de Pau Gasol. Que o espanhol é soft, isso a gente sabe. Os longos cabelos de Faried, aos olhos de Gasol, devem transformá-lo numa espécie de Sansão, impossível de ser dobrado. Deve ser isso.

O que quero dizer é que Bynum e Gasol não podem tomar um vareio de bola de McGee e Faried. McGee, como disse, é um jogador mediano; Faried, já falei, é apenas um “rookie”, com muito potencial, é certo, mas ainda assim um novato.

Os dois, Bynum e Gasol (ou McGee e Faried, depende de sua leitura), são os maiores responsáveis por esta série ainda não estar resolvida.

DIFERENÇA

Tendo um adversário fragilizado pela frente, desfalcado de Dwight Howard, seu principal jogador, o Indiana liquidou a fatura e agora descansa à espera do vencedor da série entre Miami e New York, que deve ser definida esta noite, com vitória do Heat no sul da Flórida.

Mas eu dizia que o Indiana deu um pequeno tropicão, mas nada que tirasse o time do eixo. Ontem, comandado mais uma vez por Danny Granger (25 pontos; foto Gety Images), o time liquidou a fatura. Leandrinho fez apenas sete nos 20:29 minutos em que ficou em quadra. Atirou apenas quatro bolas contra a cesta adversária (pouco para o potencial dele), mas ajudou nos rebotes, por incrível que possa parecer: pegou seis.

Por falar em rebotes, a decepção desta série, pra mim, foi o pivô Roy Hibbert. Selecionado para o “All-Star Game” desta temporada, cantado em prosa e verso por muitos frequentadores deste botequim, indicado por mim mesmo como um dos candidatos para ocupar a vaga de Dwight Howard na seleção dos EUA que vai a Londres, Hibbert fraquejou diante de Glen Davis, o substituto de D12. Davis terminou a série com médias de 19,0 pontos e 9,2 rebotes. Mesmo tendo 2,06m de altura, impôs-se diante dos 2,18m de altura de Hibbert, que terminou este confronto passando-nos a impressão de ser um molengão. Teve médias de 11,0 pontos (só isso?) e 10,8 rebotes. Alguém pode apontar o dedo para os tocos que ele deu neste embate: 3,8 de média. Realmente, extraordinário. Mas aí eu aponto o dedo novamente para a altura de Hibbert: 2,18m.

FELICIDADE

Fiquei feliz com a classificação do Indiana. Feliz por Frank Vogel, que parece despontar como um dos melhores treinadores desta nova safra da NBA. E feliz porque o Pacers jogou basquete e não se preocupou em baixar o sarrafo, como fez no ano passado na série diante do Chicago.

É claro que muito disso tem a ver com a aposentadoria do obtuso Jeff Foster.

IRONIA

Coisas da vida, muitos costumam dizer nesta situação. E é verdade: o melhor jogador do Boston foi o responsável pela derrota do time ontem diante do Hawks.

Quem acompanhou o jogo de Atlanta viu Rajon (foto Getty Images) interceptar um lateral cobrado por Josh Smith a pouco mais de dez segundos para o final e o placar mostrando os definitivos 87-86 a favor do time da casa. E o que fez Rondo? Nada; ou melhor, atrapalhou-se com a bola, indo para o canto da quadra depois de Kevin Garnett ter feito o corta-luz em cima de Smith, que o marcava. Armou para si mesmo uma armadilha, pois ao ir para o canto da quadra, facilitou a marcação de Al Horford, que apareceu em socorro a Josh Smith. Rajon se enroscou com a marcação e o ataque que poderia ter dado a vitória e a consequente classificação ao Celtics, não existiu.

Coisas da vida, digo eu agora. Rajon Rondo tem uma gorda poupança no C’s. Pode errar que não dá pra reclamar dele.

DIFERENÇA

Al Horford fez ontem seu segundo jogo nesta série. Marcou 19 pontos e pegou 11 rebotes. Deu ainda três tocos e igual número de assistências e desarmes.

Ficou muito claro que com ele desde o início o Celtics teria muitas dificuldades para reverter a série como reverteu.

O próximo confronto está marcado para quinta-feira, agora em Boston. Não acredito que o C’s vai dar o mesmo vacilo que o Lakers deu em Los Angeles.

MUDANÇA

O Chicago saiu da UTI. Está agora no quarto. Venceu ontem o Philadelphia em seu United Center por 77-69 e prolongou a série. Quinta-feira os dois times volta a se enfrentar, desta feita na Pensilvânia. O Sixers deve liquidar a fatura neste jogo.

O Bulls faz o que pode. Enfrenta problemas sérios como a contusão de seu melhor jogador e a ausência de seu principal pivô. Derrick Rose, o comandante do time, não volta mais nesta temporada. Joakim Noah, que mais uma vez ficou no banco em trajes civis e com o pé engessado, quem sabe possa jogar amanhã à noite.

Some-se a isso o fato de o Chicago ser um time completamente sem noção quando ataca. Não consigo detectar nenhuma jogada ensaiada. Os jogadores jogam por instinto. A única coisa que eu ouço Tom Thibodeau dizer é: “Move the ball!”. OK, vamos rodar a bola, mas em que direção? Pra quem? Pra onde?

Thibs é um excelente técnico, todos nós sabemos. Mas ele sofre de miopia ofensiva. Quando o time não tem D-Rose e quando Luol Deng não está inspirado, fica difícil vencer. A direção do Chicago deveria pensar seriamente em contratar Mike D’Antoni para treinar o time ofensivamente. Se isso acontecer, o Bulls vai sofrer bem menos quando não puder contar com D-Rose e quando Luol estiver com bloqueio de criatividade.

Fica a sugestão.

REFORÇOS

Muitos torcedores do Bulls dizem, e com razão, que o time precisa ser reforçado. Eu mesmo já disse isso e até sugeri, ao final da temporada passada, que se fizesse uma troca com o Orlando mandando para a Flórida Joakim Noah e Luol Deng por Dwight Howard. Hoje eu mesmo não colocaria mais Luol, mas Joakim sim. Quem sabe ele e Carlos Boozer, neste caso com o Chicago pegando o mico do Hedo Turkoglu.

Outros tantos parceiros reclamam do time e pedem o fim de tudo. Discordo. Esse time já mostrou que tem valor. Já mostrou que se bem conduzido é utilíssimo. Que o Bulls tem que arrumar outra estrela eu concordo, mas desfazer-se desse time eu discordo. Não se pode desfazer uma equipe que mostrou ser competente e competitiva da noite para o dia sem pagar um alto tributo por isso. Sim, pois a remontagem de uma equipe demanda tempo de maturação. Esse time está maturado, precisa apenas de alguns ajustes para fazer o “upgrade” rumo ao título.

Volto a dizer: o Bulls precisa de um assistente técnico que ensine o time a atacar e fazer uma troca pegando um apoio de ouro para D-Rose. Se tiver que abrir mão de dois importantes jogadores, que se abra. Caso contrário, vai continuar sempre assim: melhor campanha na fase de classificação, debacle nos playoffs.

FADA

A menos que desça em Chicago a mesma fada que esteve em Dallas na temporada passada e que com sua milagrosa varinha de condão transforme o Chicago, mesmo sem D-Rose, em um time campeão, como ela fez com o Mavs.

Eu nunca acreditei em conto de fadas, mas depois do que aconteceu na temporada passada eu já não duvido de mais nada.

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quinta-feira, 3 de maio de 2012 NBA, outras | 11:37

INDIANA RECUPERA O MANDO DE QUADRA AO ATROPELAR O ORLANDO NA FLÓRIDA

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Quando o Indiana perdeu em casa a primeira partida da série para o Orlando, muitos disseram neste botequim terem ficado decepcionados com o resultado, pois esperavam mais do terceiro colocado do Leste. Até porque enfrentava o sexto, e esse sexto jogava sem seu principal jogador — e um dos principais da atual geração — o pivô Dwight Howard. Disse na época: o Pacers vai beliscar uma vitória na Flórida e vai se classificar na série.

Dito e feito; ontem o Indiana ganhou do Orlando fora de casa, fez 2-1 no confronto e pulou na frente pela primeira vez nesta contenda. Ganhou é pouco para dizer o que o time do técnico Frank Vogel fez: o Indiana machucou demais o Orlando ao vencer por uma vantagem de 23 pontos: 97-74.

O diferencial em favor do Pacers foi a atuação Roy Hibbert (foto AP). Disse outro dia que o desempenho ofensivo do pivô era de corar seu mais fanático seguidor, pois mesmo diante de um baixote como Glen Davis, ele tinha dificuldades para pontuar. Ontem, ao contrário, contribuiu com 18 pontos e fez o que dele se espera na série: encestou oito bolas, quase que o dobro das cinco acertadas nos dois confrontos anteriores.

Marcar é preciso, mas atacar também. Um jogador com status de “all-star”, que é um dos pilares da equipe, não pode se limitar apenas a defender quando tem pela frente uma clara situação de “mismatch”; ou seja: vantagem brutal em relação ao seu marcador, no caso de altura. Hibbert mede 2,18m enquanto que Davis tem apenas 2,06m. Hibbert é pivô, Davis é um ala-pivô que está no pivô porque D12 está fora do campeonato por conta da cirurgia nas costas.

Desta forma, espera-se que além de Danny Granger e sua mão calibrada, Hibbert também faça a diferença. Que Hibbert tenha sempre um duplo dígito na pontuação e que ela esteja mais perto das duas dezenas e não da simples dezena.

Basquete é um jogo de ataque e defesa. Os melhores times, os melhores jogadores, são aqueles que combinam as duas coisas. Não adianta só defender e pouco produzir no ataque, como também não adianta apenas pontuar e comprometer na defesa.

Apenas alguns puderam se dar ao luxo de ser um “descompensado” em quadra. Não é o caso de Hibbert.

RECUPERAÇÃO

Quando o Los Angeles Clippers venceu o Memphis no primeiro confronto da série, fiquei pensando cá com os meus botões: o time angelino pulou à frente, mas esta série é complicada, muito igual. Não sei se o Grizzlies vai recuperar o mando de quadra, convicção que tive no confronto entre Indiana e Orlando. Mas esta é uma série aberta.

Os dois times são muito parelhos e mesmo o time da terra de Elvis Presley mostrando dificuldades para suplantar um oponente que é dirigido por Vinnie Del Negro e que perdeu uma de suas principais peças, o ala Caron Butler, mesmo com o time da terra de Elvis Presley tendo jogado os dois primeiros jogos em casa, mesmo assim eu acho que em LA tudo pode acontecer. O Clips pode vencer as duas partidas; o oposto também pode ocorrer; bem como cada time obter uma vitória.

Não é “muretar”, é simplesmente constatar que esta série é muito parelha mesmo e é difícil ter alguma convicção. Talvez seja a série mais parelha destes playoffs.

Ontem a vitória ficou com o time da casa: 105-98. O.J. Mayo foi o destaque do Grizzlies com seus 20 pontos, dez deles no quarto final. Foram 20 pontos vindo do banco de reservas, compensando o baixo aproveitamento de Marc Gasol, que anotou míseros oito tentos e sete ressaltos. O espanhol, aliás, vem tendo uma série apagada. Soma média de 11,0 pontos e 6,5 rebotes. Estou atento a isso, pois Marc é um dos caras que têm que fazer a diferença neste embate para que o Grizzlies avance na competição.

A jogada da noite foi a seguinte: sozinho, em um contra-ataque, Tony Allen enterrou (não fez mais que a obrigação) e soltou um grito à la John Weissmuller. Parecia que tinha feita a enterrada da temporada, num grau de dificuldade monstruoso. Na jogada seguinte, tomou uma cravada de DeAndre Jordan que ultrapassou a humilhação. Allen ficou feito cachorro em dia de mudança, sem saber pra onde ir e o que fazer. Deu pena.

ATROPELAMENTO

Alguém anotou a placa do caminhão em cores preta e branca, que atropelou um fusquinha colorido com chapa de Salt Lake City?

Os que viram o tal caminhão alvinegro disseram que ele pegou a I-10 em direção ao Oeste. Testemunhas dão conta de que ele passou pelo Estado de New Mexico. A última informação é que ele está na fronteira com o Arizona e, ao que tudo indica, está rumando para Utah.

O serviço ainda não está completo.

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terça-feira, 1 de maio de 2012 NBA | 11:47

FICOU DIFÍCIL, MAS O DALLAS AINDA ESTÁ VIVO NA SÉRIE DIANTE DO OKC

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Novamente uma grande partida. Novamente derrotado. A situação do Dallas ficou difícil depois de perder ontem à noite para o Oklahoma City por 102-99, no finzinho do jogo, como ocorreu na primeira partida.

A história diz que apenas 22% dos times que estavam atrás em 0-2 conseguiram dar a volta por cima. O Houston campeão da NBA em 1995 entre eles. Na época, o técnico do Rockets, Rudy Tomjanovic, deu uma declaração que tornou-se um mais maiores aforismos do esporte: “Jamais subestime o coração de um campeão”. E o Houston deu a volta por cima e foi campeão da NBA.

O Dallas, claro, se apega nisso. Mas muito mais que em palavras, o Dallas acredita que isso é possível por causa do ótimo basquete que vem jogando. Perdeu os dois confrontos em Oklahoma como poderia ter vencido. O time do técnico Rick Carlisle tem conseguido frear Kevin Durant. Ontem, a estrela do OKC deixou a quadra com 26 pontos, mas 14 deles vieram da linha do lance livres. KD teve um aproveitamento muito ruim em seus arremessos: 5-17 (29,4%).

Shawn Marion e Vince Carter se revezaram na marcação a Durant e tiveram grande desempenho. Esperam repetir a dose na próxima quinta-feira, com a série se transferindo para o Texas.

Em solo texano, pressionado pelo barulho da torcida, com a arbitragem mais permissiva quanto ao contato na marcação, o Dallas crê que Durant não vá visitar tantas vezes a linha do lance livre. Consequentemente, esperam que o rendimento ofensivo do jogador caia. E se isso ocorrer, a chance de empatar a série é grande, pois o OKC teria que se socorrer novamente de Russell Westbrook (foto AP), que ontem anotou 29 pontos e no primeiro jogo 28 e é o cestinha do Thunder neste confronto com média de 28,5 contra 25,5 de KD. E uma andorinha, como se sabe, não faz verão, até porque James Harden não fez até agora um jogo de estardalhaço, o que teria que acontecer se KD for controlado por Marion e Carter, o que não parece ser impossível.

LÓGICA

Nos outros dois jogos da rodada deu a lógica. O Indiana se recuperou da derrota na primeira partida diante do Orlando e empatou a série em 1-1 ao vencer o time da Flórida por 93-78.

Leandrinho Barbosa terminou o cotejo com dez pontos. Mas, mais importante do que a pontuação, foi o fato de que o técnico Frank Vogel acreditou no brasileiro e deixou-o em quadra praticamente todo o quarto final.

Roy Hibbert vem tendo dificuldades para pontuar diante de Glen Davis. Chama a atenção, pois a diferença de altura é grande. No entanto, o pivô do Pacers faz um grande trabalho defensivo. Se tem apenas seis pontos de média nos dois confrontos, exibe orgulhosamente 13,0 rebotes e 5,5 tocos.

Por falar no “baleinha”, Davis aloprou o Pacers no primeiro tempo, ao anotar 14 pontos e oito rebotes. Hibbert mudou o comportamento na etapa final e limitou o adversário a quatro pontos e dois rebotes. Aí está o segredo do sucesso da vitória do Indiana.

A série muda agora para Orlando. Serão dois jogos. Acredito que o Indiana vença um deles e recupere o mando de quadra.

Em Miami, o Heat passou novamente pelo New York. Desta vez com um pouco mais de dificuldade: 104-94.

A nota que merece destaque ficou por conta do chilique que Amar’e Stoudemire teve depois da partida: irritado com mais uma derrota, ele deu um murro na caixa de vidro que protegia um extintor de incêndio. Consequência: cortou a mão e teve que levar vários pontos. Resultado: é dúvida para o jogo de quinta-feira. Stats deixou a American Airlines Arena com o braço em uma tipoia (foto AP).

Quanto ao jogo, o Miami segue soberano em relação ao NYK. O time funciona como um time. Não há ninguém fazendo 30 pontos, como foi o caso de Carmelo Anthony, que, diga-se, recuperou-se da má jornada na primeira partida. No Heat, Dwyane Wade fez 25 pontos, Chris Bosh 21, LeBron James 19 (que partida LBJ jogou!), Mario Chalmers 13 e com 11 apareceram, do banco, Mike Miller e Shane Battier. Ou seja: nada menos do que seis jogadores do Heat tiveram duplo dígito na pontuação.

Ao contrário do Dallas, que a meu ver ainda está vivo na série, não creio que o New York vá fazer parte do contingente de 22% de times que um dia viraram uma série em 0-2 para seguir em frente na competição.

A menos que…

Deixa pra lá.

PERGUNTA

Por que Tyson Chandler não consegue ficar em quadra? Por que ele passa tanto tempo no banco de reservas?

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sexta-feira, 27 de abril de 2012 NBA | 20:14

CONFIRA OS FAVORITOS PARA OS PLAYOFFS DA NBA

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Times classificados, cruzamentos definidos, nada melhor do que a gente “palpitar”. Quem vai levar a melhor? Haverá surpresas? Sempre há, nós bem sabemos disso. Ano passado, por exemplo, o San Antonio, segunda melhor campanha da liga (como agora), foi surpreendido e ficou no meio do caminho ao perder para o Memphis logo na primeira rodada. Acontecerá de novo?

Não se esqueça: os playoffs começam amanhã. Sem mais delongas, vamos aos confrontos:

LESTE

CHICAGO x PHILADELPHIA
Dono da melhor campanha entre os 30 times que disputaram o campeonato na fase inicial, o Bulls é favorito neste embate diante do Sixers. Na temporada regular, o time da cidade dos ventos venceu a série por 2-1. A vitória do Phillies aconteceu exatamente na primeira etapa do campeonato, quando o time chegou a ser vice-líder da conferência. Depois, caiu dramaticamente e falou-se até em complô de alguns jogadores para derrubar o técnico Doug Collins. Mesmo com Derrick Rose ainda sem o melhor de sua forma e sem o ritmo de jogo ideal, o Bulls deve passar. Placar: Chicago 4-1 Philadelphia.

MIAMI x NEW YORK
O Heat é favorito, mas o Knicks tem que ser olhado com atenção. Afinal de contas, time que tem Carmelo Anthony, Amar’e Stoudemire e um defensor como Tyson Chandler, não pode ser ignorado de jeito nenhum. Mas o fato é que o Miami, quando põe suas cartas na mesa, elas são melhores: Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh. Temporada passada, quando os playoffs chegaram, o time do sul da Flórida se transformou e só perdeu o pique na final diante do Dallas. Durante a fase de classificação, o Heat fez 3-0. Mas nestes playoffs a série será mais disputada. Placar: Miami 4-2 New York.

INDIANA x ORLANDO
Na temporada regular, com Dwight Howard em quadra, o Magic fez 3-1 no Pacers. Sem D12 o Orlando não oferecerá resistência ao Indiana, e disso deve se aproveitar o pivô Roy Hibbert. O Orlando é um time sem identidade quando não conta com Howard. Além disso, o técnico Stan Van Gundy perdeu o comando da equipe. Já o Indiana, com a adição de Leandrinho Barbosa, melhorou seu arsenal. Além disso, George Hill passou a jogar melhor na segunda metade da temporada e não seria surpresa vê-lo em quadra mais tempo do que Darren Collison. Placar: Indiana 4-1 Orlando.

BOSTON x ATLANTA
O Celtics terminou em quarto lugar, mas o Atlanta teve melhor campanha. O C’s ficou em quarto por conta do regulamento da NBA, que determina o seguinte: o vencedor de uma divisão não pode ficar abaixo do quarto lugar. No Leste deu, pela ordem, Chicago, Miami, Indiana, Atlanta e Boston nas cinco primeiras posições. Mas o Celtics passou para o quarto lugar por ter vencido a Divisão do Atlântico. Mas por ter melhor campanha, o Hawks terá vantagem de quadra. Na fase de classificação, o Boston fez 2-1. Mesmo em desvantagem de mando, o alviverde de Massachussets é favorito diante de um time que não deverá contar com um de seus principais jogadores: Al Horford, lesionado, está de fora. Placar: Boston 4-1.

OESTE

SAN ANTONIO x UTAH
Segundo melhor time na fase de classificação da NBA, o San Antonio talvez seja a equipe a ser batida nesta reta final. Seus Três Tenores estão intactos e o elenco de apoio é irrepreensível. O SAS funciona como uma máquina muitíssimo bem azeitada. Quem entra não deixa o ritmo cair. O Utah classificou-se na “bacia das almas”. Na temporada regular, perdeu a série por 3-1. A única vitória veio quando Gregg Popovich resolveu poupar suas principais estrelas. Caso contrário, o Spurs teria varrido o Jazz. Placar: San Antonio 4-1 Utah.

OKLAHOMA CITY x DALLAS
Esta é a série mais intrigante destes playoffs. O Dallas capengou na fase regular por conta de ter perdido jogadores importantes. Enquanto isso, o Thunder encantou a todos a maior parte da competição, com seu duo formado por Kevin Durant e Russell Westbrook muitas vezes não deixando pedra sobre pedra em muitos confrontos realizados. Na fase de classificação deu OKC por 3-1. Lavada novamente? É impossível, no entanto, a gente não se lembrar da frase do técnico Rudy Tomjanovic: “Jamais subestime o coração de um campeão”. Isso será suficiente para igualar a série e, quem sabe, fazer do Dallas o vencedor? Poucos acreditam. Não estou entre eles. Placar final: Oklahoma City 4-2.

LAKERS x DENVER
Em que pese o fato de o Lakers ter tido altos e baixos durante a competição e não poder contar com Metta World Peace nesta série por conta da suspensão de sete partidas (a menos que haja um sétimo jogo), o time é favorito. Na fase regular o Lakers venceu o confronto por 3-1. Kobe Bryant está descansado e focado nos playoffs. Andrew Bynum e Pau Gasol formam um dos melhores garrafões da NBA na atualidade. Denver mudou de feição e busca nova identidade. Por conta disso, não deve ser páreo para o Lakers. Placar: Lakers 4-1 Denver.

MEMPHIS x CLIPPERS
O time de Los Angeles chegou a ser sensação no começo da temporada. Com o passar do tempo, o time caiu de produção, especialmente depois da saída de Chauncey Billups (contundido, não jogará mais esta temporada) e da irregularidade de Caron Butler, que tanto pode marcar 30 pontos numa partida quanto sair de quadra com um simples dígito na pontuação. Na fase regular venceu o duelo por 2-1. Mas o Memphis é um time que cresce nesta fase do campeonato. E mais: ao contrário do ano passado, quando não pôde contar com Rudy Gay (contundido), desta vez ele estará em quadra. Série muito equilibrada e o fator quadra poderá determinar o vencedor. Placar: Memphis 4-3 Clippers.

EPÍLOGO

Como se vê, não consegui detectar nenhuma zebra em curso. De todo o modo, se o Dallas passar pelo OKC, ela terá dado o ar da graça.

Como eu costumo dizer, depois que o Dallas foi campeão, tudo pode acontecer na NBA. Até mesmo o Dallas voltar a ser campeão.

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sexta-feira, 20 de abril de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 11:56

COMO FICAM OS EUA SEM DWIGHT HOWARD NOS JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES?

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A notícia é fresquinha, fresquinha: Dwight Howard será submetido a uma cirurgia para resolver um problema de hérnia de disco e não jogará mais esta temporada. E mais: está fora dos Jogos Olímpicos de Londres, que começam no final de julho próximo.

Com D12 (foto AP) fora, a pergunta que fica é: os EUA ainda são favoritos para conquistarem a medalha de ouro olímpica?

Os norte-americanos têm problemas com seus pivôs, ao contrário dos selecionados europeus, que esbanjam grandalhões pelas quadras. Sem Dwight Howard, sobrou apenas Tyson Chandler como jogador da posição. Os outros “big fellas” do time são Chris Bosh, Kevin Love e Blake Griffin, todos ala-pivôs.

Dá pra encarar com esses quatro? Pode ser, até porque em Pequim apenas D12 era o único pivô de ofício. Bosh e Carlos Boozer (que mal entrou em quadra) completaram o garrafão, que contou com o auxílio de Carmelo Anthony em muitas oportunidades, especialmente quando os EUA marcavam zona. Melo, nesses casos, chegou a jogar até de pivô.

Mas caso Mike Krzyzewski queira substituir Dwight, há três alternativas: Andrew Bynum, Roy Hibbert e Kendrick Perkins. A melhor alternativa, com certeza, é Bynum que eu, como já disse, joga de igual para igual com D12.

Bynum é tão forte como Howard e tem muitos recursos ofensivos. Lembra, guardadas as devidas proporções, Shaquille O’Neal, que foi um jogador que se notabilizou na NBA pelo seu jogo ofensivo, muito mais que o defensivo. Bynum é um artilheiro nato. E na defesa, embora não seja um grande marcador, pega muitos rebotes, o que ajuda pra burro. É, sem dúvida, a melhor alternativa a Dwight Howard.

Embora jovem e inexperiente, Hibbert tem tamanho, físico e razoável técnica, sendo eficiente ofensivamente, assim como Bynum. Perkins é um jogador limitado no ataque, mas é muito bom na defesa. Some-se a isso o fato de ele ter mais experiência. Os dois surgem como alternativas caso Bynum não aceite a convocação.

Se Bynum não aceitar, quem eu chamaria? Como Perkins se aproxima mais de Chandler, eu apostaria numa convocação de Hibbert, que surge como uma alternativa, o que não ocorre com o pivô do OKC. Quando o perímetro estiver sufocado, bem marcado, e precisar jogar no pivô, com Hibbert isso é possível; com Perkins, não.

Mas vamos aguardar pelas novidades. Vamos ver se Jerry Colangelo, presidente da USA Basketball, o homem que faz as convocações e não o Coach K, como muitos imaginam, vamos ver o que Colangelo vai fazer — se é que vai fazer.

Com Bynum no time os EUA não ficam comprometidos. Se ele não for a Londres, os EUA perdem um pouco o seu poder de força, mas não a ponto de comprometer o ouro olímpico.

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domingo, 12 de fevereiro de 2012 NBA | 12:52

O RECONHECIMENTO A ANDERSON VAREJÃO

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Anderson Varejão fraturou o pulso da mão direita. Deve ficar quatro a seis semanas do lado de fora, voltando apenas no final do mês de março. Perderá algo em torno de 20 a 25 partidas.

Cleveland e o Cavs choram sua ausência. Sem ele o time já foi batido duas vezes, ambas em casa: Milwaukee, jogo em que se contundiu, e ontem diante do Philadelphia (99-84). Com tantos confrontos do lado de fora, a chance de o Cavs se classificar para os playoffs diminui dramaticamente.

Uma pena.

Varejão vinha fazendo uma campanha espetacular nesta temporada, a ponto de muitos acreditarem em sua participação no “All-Star Game” do dia 26 próximo em Orlando. Eu entre eles.

Varejão está machucado e mesmo que fosse selecionado, não participaria da grandiosa festa marcada para Orlando. Mas o que se discute é o fato de que Varejão foi preterido primeiro pelos torcedores (o que é compreensível), depois pelos treinadores do Leste (o que é incompreensível).

Muita gente importante chiou pela ausência do capixaba no ASG. E gente importante.

Não vou mencionar todos os contrariados, jogadores e treinadores entre eles. Quero falar apenas de uma personalidade esportiva norte-americana: Bill Simmons.

Bill Simmons trabalha para a ESPN e edita o site Grantland.com, que pertence à empresa a cabo pioneira em esportes nos EUA. Tem 42 anos e há quase duas décadas trabalha como jornalista esportivo.

Eu não sabia, mas vim a descobrir a partir de um link mandado por um parceiro deste botequim que Simmons foi um dos quatro jornalistas selecionados pela NBA para escolher os 120 jogadores (60 de cada conferência) que compuseram a cédula onde os fãs escolheram os dois quintetos titulares.

Simmons não é um curioso e nem passava em frente ao Olympic Tower da Quinta Avenida, onde fica o escritório da NBA em Nova York, e foi chamado por David Stern para fazer parte deste distinto jurado. Não, a NBA escolhe a dedo seu júri com base em alguns quesitos, entre eles (o mais importante), o conhecimento do jogo e da liga.

Pois bem, Simmons mostrou-se desgostoso e inconformado com a ausência de Varejão no “All-Star Game”. Segundo ele, o brasileiro deveria ser titular (isso mesmo, TITULAR) da seleção do Leste. Seu time, ele escreveu, seria: Derrick Rose, Dwyane Wade, LeBron James, Anderson Varejão e Dwight Howard.

Simmons não é brasileiro, não é Pacheco, não é parcial e não é ufanista. Simmons é americano e apenas analisa o jogo — e com conhecimento. Enxerga o óbvio, que Varejão faz uma temporada espetacular e que merecia estar no ASG.

“Eu adoro o jeito que Varejão está jogando esta temporada”, disse Simmons em seu artigo no site Grantland.com. “Se você curte caras que fazem 11 pontos e pegam 12 rebotes todas as noites, que pega cada baita rebote em um garrafão congestionado, fazendo isso a todo momento, pontuando em cima dos grandalhões, você deveria escolhê-lo”. E prosseguiu: “Além disso, Varejão tem sido mais do que um jogador impactante este ano — ele é o melhor no que ele faz e isso quer dizer muita coisa. Você ganha com o que ele faz”.

Ou seja: Varejão tem o poder, segundo Simmons, de fazer, a partir de seu jogo, equipes ganharem. E o Cavs, mesmo com um time limitado, construiu vitórias importantes na temporada, como diante do Minnesota, Phoenix e Boston, fora de casa; e New York, Dallas e Clippers, em casa.  Vitórias que foram construídas com muita dose de suor e dedicação por parte do capixaba.

Varejão, infelizmente, quebrou a munheca e vai ficar de quatro a seis semanas do lado de fora das quadras. Mesmo que fosse escolhido, não iria ao ASG.

Mas isso não importa. O que importa é que o brasileiro ganha o reconhecimento por parte de gente importante.  Gente que não nasceu no Brasil, não é Pacheco, não é parcial em suas análises e nem é ufanista.

Varejão ganha o reconhecimento de quem consegue analisar o jogo com conhecimento e profundidade. Brasileiro ou não.

LESÃO

Nenê é outro que ficará alguns jogos do lado de fora por conta de contusão. Não tanto tempo como Varejão, mas talvez umas quatro partidas.

Ele lesionou-se na vitória de ontem do Denver em Indiana diante do Pacers por 113-109. Jogou apenas 22 minutos e anotou 11 pontos e cinco rebotes. Mas enquanto esteve em quadra, Roy Hibbert foi completamente dominado pelo paulista.

Perde-se aqui, ganha-se ali. Nenê (foto AP) contundiu-se, mas o Denver voltou a vencer depois de cinco derrotas seguidas.

NÚMERO

Cinco também é o número a ser mencionado. Mas, no caso, o assunto é outro. O assunto é: Jeremy Lin.

O sino-americano voltou a encantar. Na rodada de ontem, o New York foi até Minnesota enfrentar o Wolves e venceu pela quinta vez consecutiva: 100-98.

Lin não repetiu a dose da vitória diante do Lakers, quando anotou 38 pontos. Ontem, foram 20. Mas ele completou o quinto jogo marcando 20 ou mais pontos.

E de quebra ainda saiu vencedor no duelo particular com Ricky Rubio. E, importante, dizer, o espanhol tem uma experiência que Lin não tem. Já participou de Mundial, Olimpíada, Euroleague e tem muito mais minutos em quadra na NBA do que Lin.

Mesmo assim, Jeremy não tomou conhecimento e bateu Rubio no duelo individual e coletivo.

O confronto entre eles mostrou:

Jeremy Lin
20 pontos
6 rebotes
8 assistências
3 desarmes
0 toco
6 erros

Ricky Rubio
12 pontos
2 rebotes
8 assistências
3 desarmes
1 toco
2 erros

Quatro dos seis erros de Lin foram produzidos no segundo tempo, quando deu sinais de cansaço. Afinal, jogou 38:53 minutos; 38:53 minutos depois de ter jogado, na noite anterior, diga-se, 38:34 minutos, anotado 38 pontos e conduzido o Knicks à vitória diante do Lakers.

Mal teve tempo de descansar, pois logo na manhã de ontem, poucas horas depois de ter derrotado Kobe Bryant, pegou o avião rumo a Minneapolis.

O domingo será sem-graça; o New York não participará da rodada. Segunda-feira será modorrenta; o New York não participará também da rodada. Mas terça-feira haverá luz: o NYK volta a jogar.

Vai a Toronto enfrentar o Raptors às 22h de Brasília. E com Jeremy Lin, desta vez descansado.

Noite para 40 pontos?

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 NBA | 00:36

VAREJÃO É BARRADO NO BAILE DO ‘ALL-STAR GAME’

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Não foi desta vez que um brasileiro vai participar do “All-Star Game”. Os treinadores do Leste optaram por Roy Hibbert e Anderson Varejão ficou de fora.

Justa a escolha? Pra mim, não.

Varejão jogou até o momento mais do que Hibbert. E tem números melhores. Além disso, é mais vibrante, exatamente como pede o evento. Seus cabelos encaracolados, seu jeitão estabanado tem muito mais a ver com o jogo das estrelas do que o basquete pragmático de Hibbert, um jogador apenas correto e que cumpre bem suas funções.

A escolha em favor do americano, a meu ver, se deu por conta da campanha dos times. Enquanto o Indiana de Hibbert é o quarto colocado do Leste com um desempenho de 17-8 (68,0%), o Cleveland está fora do G8, pois ocupa a décima posição na conferência com um recorde de 10-14 (41,7%).

Se o show e os números individuais fossem levados em conta, Varejão teria sido o escolhido. Mas não foi.

Hibbert aparece com 13,6 pontos (50,9%) e 9,9 rebotes. Varejão exibe 11,0 tentos (50,7%) e 11,8 ressaltos. Como se vê, um “double-double” de média, o que não ocorre com o pirulão do Indiana.

Além disso, o capixaba é o quarto melhor reboteiro do campeonato num universo, como costumo sempre lembrar, de cerca de 120 jogadores, enquanto que Hibbert é apenas o 14º. E quando o assunto são os rebotes ofensivos, Varejão é um espetáculo à parte: tem 4,5 de média e lidera a NBA neste quesito; Hibbert nem aparece entre os melhores.

Foi o segundo ano consecutivo que um brasileiro é barrado no baile. Ano passado foi Nenê; agora foi Varejão.

Quem sabe ano que vem essa escrita seja quebrada. Eu, de minha parte, torço muito para que isso aconteça.

SELECIONADOS

Os reservas selecionados são os seguintes:

Leste
Deron Williams (New Jersey Nets)
Joe Johnson (Atlanta Hawks)
Paul Pierce (Boston Celtics)
Andre Iguodala (Philadelphia 76ers)
Luol Deng (Chicago Bulls)
Chris Bosh (Miami Heat)
Roy Hibbert (Indiana Pacers)

Oeste
Steve Nash (Phoenix Suns)
Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder)
Tony Parker (San Antonio Spurs)
Dirk Nowitzki (Dallas Mavericks)
Kevin Love (Minnesota Timberwolves)
LaMarcus Aldridge (Portland Trail Blazers)
Marc Gasol (Memphis Grizzlies)

AUSÊNCIAS

Dois gigantes estarão de fora deste ASG. Kevin Garnett, do Boston Celtics, ficou de fora depois de 14 convocações seguidas. Tim Duncan, do San Antonio Spurs, também se ausentará do evento após ter enfileirado 13 escolhas.

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