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terça-feira, 28 de agosto de 2012 NBA | 19:08

SAIBA QUAIS SÃO OS DEZ JOGADORES QUE MAIS FATURARAM NA HISTÓRIA DA NBA

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O site da NBCSports postou um ranking que vai dar o que falar e que vai comprovar o que eu tenho dito aqui: A NBA tem que ser dividia em duas partes, antes de David Stern e depois de David Stern.

O ranking é com os salários dos jogadores ao longo de suas carreiras. Alertado pelo Gustavo Malaquias e pelo Salerme, esse ranking, volto a dizer, mostra quais são os jogadores que mais ganharam dinheiro na história da NBA. Apenas das franquias; não inclui publicidade.

O ranking é este:

1º) Kevin Garnett — US$ 328.562.398,00
2º) Shaquille O’Neal — US$ 292.198.327,00
3º) Kobe Bryant — US$ 279.738.062,00
4º) Tim Duncan — US$ 224.709.155,00
5º) Dirk Nowitzki — US$ 204.063.985,0
6º) Joe Johnson — US$ 198.647.490,00
7º) Jason Kidd — US$ 193.855.468,00
8º) Ray Allen — US$ 181.127.360,00
9º) Chris Webber — US$ 178.230.218,00
10º) Paul Pierce — US$ 169.486.218,00

Você está sentindo falta de Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird, certo? Pois bem, Jordan faturou ao longo de sua carreira com o Chicago e dois anos com o Washington um total de US$ 90.235.000,00. Magic amealhou ridículos US$ 18.042.860,00 e Bird menos ainda: US$ 16.270.000,00.

Por que isso acontece? Porque a NBA movimenta hoje muito mais dinheiro do que no passado. Por isso eu disse que a liga tem que ser dividida em duas partes. Stern é o grande responsável por esta abundância de dinheiro que existe no basquete profissional norte-americano.

Michael entrou na NBA na mesma época em que David Stern foi guindado ao cargo de comissário da liga. Aproveitou-se muito pouco da genialidade e da capacidade administrativa de Stern, pois este império não foi construído do dia para a noite. Magic e Bird, coitados, passaram seus dias de glória longe da administração David Stern.

Por conta dessa genialidade administrativa de Stern, a gente vê barbaridades salariais. Por exemplo: Joe Johnson. O atual ala-armador do Brooklyn Nets aparece em sexto lugar na lista dos dez maiores milionários da história da NBA. Ray Allen, que não é nenhuma brastemp, e que está na história por conta de ser recordista em bolas de três encestadas e por ter ganhado (até o momento) um anel com o Boston, está na oitava posição. Mesmo Dirk Nowitzki, pra mim, é uma aberração figurar na quinta posição. Mas ele ainda ganhou um campeonato, levando nas costas o Dallas, tudo bem — mas não é para tanto! Mas pior do eu ele é Chris Webber: o que fez Web para aparecer na nona posição?

Aliás, pra ser sincero, desta lista escapam Shaq, Kobe e Timmy. Nem mesmo KG (foto). Garnett em primeiro lugar é simplesmente ridículo. O que ele fez para ter ganhado tanto dinheiro assim? Aliás, ele passou Shaq por conta de seu último contrato com o Boston, que vai render-lhe US$ 34 milhões em três temporadas.

Entre os primeiros devem aparecer os fora-de-série, os gênios, os mitos. Dos dez, repito, Shaq, Kobe e Timmy podem fazer parte do panteão dos maiores de todos os tempos da NBA e consequentemente entre os milionários da história da liga. Os demais, que me desculpem eles próprios e os fãs, entre os dez, jamais!

Trapizomba adora imputar a David Stern culpa por tudo o que acontece de ruim na NBA. Neste caso, ele tem razão: não fosse por Stern, não veríamos uma lista desta de jeito nenhum.

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sábado, 7 de julho de 2012 NBA | 18:01

JASON TERRY NO BOSTON E RAY ALLEN NO MIAMI. BOM PARA OS DOIS

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O Boston trocou Ray Allen por Jason Terry. O Miami contratou Ray Allen. Se formos levar em conta a idade, Jet, com 35, tem dois anos a menos do que Ray-Ray. Muda alguma coisa? Claro que muda, pois, nesta idade, dois anos fazem boa diferença. Isso sem falar do fato de que Allen acabou de fazer uma cirurgia no tornozelo e não sabe se ele estará tinindo como antes. Em contrapartida, Jet não tem em seu currículo (ao que me lembre) nenhuma contusão que mereça um grifo.

Na quadra, o Boston não deverá sentir tanto a mudança. Jet pode não ter a mão calibrada de Allen, mas é também um terror para as defesas adversárias com seus chutes longos, especialmente nos finais das partidas. Aliás, Terry tem um aproveitamento nas bolas de três de exatos 38% ao longo da carreira que já dura 13 temporadas. Seu melhor momento foi na temporada 2006-07 quando encestou 43,8% de seus tiros. Allen tem um desempenho bem melhor: 45,2% nos 16 anos em que desfila seu talento nas quadras da NBA. Na temporada retrasada, com 44,4%, teve sua performance na liga.

E é bom frisar: Ray-Ray é o recordista de bolas de três encestadas na história da NBA.

Dito isso, de resto, não vejo qualquer diferença entre eles. Até na personalidade ambos se parecem: são ranzinzas, ranhetas ou cascudos se você preferir. Gostam do jogo falado, provocado, gostam de encarnar no adversário. E não se escondem “down the stretch”. Ambos são “clutchers”. Jogo está difícil? Pode jogar na mão deles que eles podem resolver a parada. Desta forma, não vejo prejuízo algum do C’s nessa troca.

O que fica é que agora tudo é história em Boston. O “Big Three”, que na temporada 2007-08 levou o Celtics a um título depois de 21 anos, já não existe mais. Ray Allen resolveu se mandar e deixou para trás Kevin Garnett e Paul Pierce. Mas é sempre bom frisar: Allen ficou P da vida ao saber da contratação de Jet, pois, no entender dele, seu personagem na próxima temporada da NBA seria um personagem menor, sem muito destaque, daqueles que nem Oscar de coadjuvante ganharia.

Danny Ainge, gerente geral do C’s, ofereceu US$ 12 milhões para Ray-Ray por duas temporadas e prometeu a ele uma conversa sobre seu papel no time. Allen agradeceu, disse não e acertou com o Miami.

Acertou com o Heat para ganhar… a metade do salário! Ou seja: US$ 3 milhões por temporada num contrato igualmente de dois anos. Isso era o que o Miami tinha pra oferecer, dinheiro esse fruto da “mini mid-level exception”.  E por que Allen fez isso? Quer outro anel; foi o que ele disse. Ou seja: se ele acha que em Miami ele pode ganhar um anel e em Boston não, eu fico pensando: o cara estava lá dentro, conhece o time e sabe muito bem das possibilidades dele; quer dizer: na avaliação de Ray Allen, o Heat é mais time que o Celtics. Uau.

Tem gente perguntando: Allen será titular no Miami? Esse negócio de titular e reserva em time de basquete, já disse, é muito relativo. Ray-Ray pode muito bem começar no time reserva e terminar as partidas. Exatamente como ocorreu com Shane Battier em muitos jogos da temporada passada. Allen pode ver Mario Chalmers, Dwyane Wade, LeBron James, Shane Battier e Chris Bosh sendo apresentados pelo “public announcer” (locutor) do ginásio do Miami ou do adversário. O que conta mesmo são os minutos jogados e em que momento eles foram concedidos. Allen pode começar no banco, mas se tiver média entre 30 e 35 minutos por jogo e estiver em quadra nos momentos decisivos, pra mim ele é titular.

Agora, alguém pode perguntar: isso acontecerá? Eu respondo: tenho dúvidas; pelo menos num primeiro momento. Acho que Ray-Ray terá função específica. E qual seria? De entrar nos jogos para machucar a defesa adversária. E isso será feito em um tempo muito inferior ao mencionado acima. E, sim, ele poderá estar em quadra nos momentos decisivos, mas será daqueles jogadores que entram depois de um pedido de tempo e que, por conta disso, estavam no banco de reservas.

Posso estar enganado, mas com 37 anos, uma cirurgia no tornozelo que não se sabe se deu certo, acho que no começo assim deve pensar Erik Spoelstra sobre o papel de Allen no time. Com o passar do time, se ele mostrar-se ativo, lépido, saudável, ele poderá mudar este cenário. Mas sair jogando, acho difícil. No lugar de quem ele entraria? Na vaga de Battier? Se isso ocorrer, o Miami fica frágil fisicamente e perde em estatura também, pois Allen (1,96m) tem sete centímetros a menos que Battier (2,03m).

De todo o modo, gostei dessas mudanças. O Boston com Jet e o Miami com Allen.

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domingo, 10 de junho de 2012 NBA | 11:30

MIAMI VENCE O BOSTON, VAI À FINAL CONTRA O OKC E UMA NOVA RIVALIDADE PODE SURGIR NA NBA

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Estava dando a impressão de que o Miami iria perder novamente em casa depois de LeBron James ter carregado nas costas o time em Boston, na vitória da última quinta-feira por 98-79. Estava dando esta impressão porque LBJ fez um primeiro tempo muito abaixo do que dele se esperava (havia anotado 45 pontos no jogo passado dentro do TD Garden de Boston) e Dwyane Wade seguia apagado. E o Boston, mesmo sem jogar um grande basquete, mantinha-se na frente do marcador e o jogo ia se encaminhando para o seu final.

Aí veio o quarto decisivo. O Miami, que fazia um jogo de recuperação, conseguiu empatar a partida em 73 pontos quando a buzina estridente soou indicando que o terceiro período havia terminado. LBJ acumulou 20 pontos nestes 36 minutos, mas mostrava um aproveitamento ruim nos arremessos se comparado com o que havia feito em Massachusetts: 41,6% (5-12). É bom dizer que a defesa do C’s teve muito a ver com o desempenho de LeBron. Doc Rivers, como havia prometido, mudou o marcador: ao invés do cansado Paul Pierce (o que fazer com um cara que tem garantido US$ 16,8 milhões na próxima temporada e que na hora de a onça beber água teve média de 18,0 pontos por jogo e aproveitamento de apenas 34,4% nos arremessos?), ao invés de Pierce o ala-pivô Brandon Bass foi designado para marcar LBJ. O fez a maior parte do tempo, tendo contado com auxílio de Mickael Pietrus quando foi preciso descansar. Doc talvez tenha encontrado a fórmula tarde demais; não fosse isso, talvez a derrota de Massachusetts tivesse sido evitada. Talvez; não sabemos.

Mas eu relatava que o quarto decisivo estava por vir. LBJ já somava 20 pontos, o jogo estava empatado em 73 depois de o Miami ter ficado atrás no marcador o tempo todo. O quarto decisivo veio, o Boston sentiu o peso da idade, o Miami não. O Big Three do Boston, quando a partida ia ser decidida, anotou apenas sete pontos e teve um desempenho nos arremessos de 3-10 (30,0%), com 1-5 (20,0%) nos tiros longos. Pior: mostrando fragilidade, não bateu nenhum lance livre. Era praticamente Rajon Rondo contra a rapa. O armador do C’s, que terminou a partida com um “triple-double” (22 pontos, 14 assistências e 10 rebotes), fez seis pontos neste quarto (3-6; 50,0%).

Enquanto isso, os Três Magníficos do Miami anotaram nestes 12 minutos finais, quando a parada foi resolvida, nada menos do que 28 pontos (10-17; 58.8%). O Miami venceu o quarto por 28-15 e fechou a contenda por 101-88 e classificou-se, pelo segundo ano consecutivo às finais da NBA. E sempre é bom lembrar que há dois anos o trio foi reunido no sul da Flórida. Muitos, quando isso aconteceu, apostaram que não iria dar certo porque o time a) não tem técnico; b) não tem armador; c) não tem pivô; d) faltariam bolas para os três em quadra; e) outras coisas mais que eu já não me lembro; f) o ódio por LeBron James era (como ainda é) grande demais.

LeBron James , disparado o melhor jogador do Heat nesta final do Leste, encerrou a partida com 31 pontos e 12 rebotes. Dwyane Wade deu um pouco mais o ar da graça ao apresentar os seguintes números: 23 pontos, seis rebotes e igual número de assistências. E Chris Bosh, mostrou que está definitivamente curado da distensão no abdômen: 19 pontos (3-4 nas bolas de três; 75,0%) e oito rebotes. Quanto as bolas de três, a performance de ontem à noite foi a melhor da carreira. Até então, com a camisa 1 do Miami, tinha feito 13-56 (23,2%).

O Miami ganhou a série por 4-3 porque LeBron James (foto acima Getty Images) jogou como um MVP tem que jogar. Desta vez não houve bloqueio mental. E sem bloqueio mental seu jogo fluiu, pois confiança não era artigo em falta em sua prateleira. Terminou estas finais com médias de 33,6 pontos e 11,0 rebotes. Não fosse LBJ e o Miami teria sucumbido neste enfrentamento diante do Celtics. Repito: King James jogou estas finais o tempo todo com o cetro na mão e a coroa na cabeça.

Do lado oposto, como já disse, o peso da idade foi companheiro inseparável da equipe. Enquanto o trio do Miami fez 73 pontos no jogo de ontem, o Big Three do Boston ficou em 48. Enquanto o trio do C’s fez 79 pontos nos dois últimos e decisivos jogos da série, LeBron James, sozinho, marcou 76. Os três juntos, neste duo decisivo de contendas, anotaram nada menos do que 142 pontos. Ou seja, 63 pontos a mais. Muita coisa; muita diferença.

O Boston sucumbiu por conta do peso da idade de seus principais jogadores. O San Antonio provou do mesmo dissabor na série diante do Oklahoma City. O OKC valeu-se da jovialidade e do talento de seu trio avassalador (Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden). O Miami também. Filosofia barata à parte, é importante dizer que a vida é assim mesmo: tudo tem começo meio e fim. É a ordem de tudo, é a lei da vida quando o assunto envolve seres humanos e não baratas, essa praga que ninguém consegue acabar e que habita esse mundo desde que ele é mundo. Não posso afirmar que os trios de Boston e San Antonio estão no fim, mas que estão perto do fim, isso eles estão. Quanto tempo mais eles vão durar eu não sei, mas dure enquanto durar, dificilmente terão condições de suplantar a energia dos trios de Oklahoma e da Flórida. O Boston provocou pelo segundo ano consecutivo esse contratempo. O SAS sentiu na pele pela primeira vez.

Chegou a final que muitos queriam e esperavam: OKC x Miami. Essas duas equipes podem fazer o que Boston e Lakers fizeram por muito tempo e dominar a cena da NBA por mais de meia década. O time do OKC é jovem e terrivelmente espetacular; a equipe do Miami é igualmente sensacional, e embora mais velha demonstra ter energia de sobra em seu tanque de combustível. Boston e SAS, como vimos, envelheceram, enquanto o Lakers apoia-se em Kobe Bryant, um jogador que está igualmente entrando na fase do envelhecimento e que, por conta disso, não sabemos se terá forças para ajudar na reconstrução da franquia. E o Chicago tornou-se um grande ponto de interrogação por conta da contusão de Derrick Rose. OKC e Miami, ao contrário, friso uma vez mais, são times bem mais jovens. Por isso, a tendência é de se ver criar uma rivalidade que vai durar algumas temporadas.

E quem vai levar a melhor nesta primeira final entre eles? O time da terra dos tornados tem a vantagem de quadra por ter feito a melhor campanha, seria favorito por isso? Ou é favorito porque Durant é melhor que LBJ? Ou não é? LBJ é melhor, pois é o MVP? E quem tem o trio mais gabaritado? E a experiência de já ter disputado uma final poderá ter peso importante na balança em favor do Miami? E no banco, quem tem o treinador mais esperto? E o banco melhor, é de quem?

São perguntas que começarão a ser respondidas a partir da próxima terça-feira, 22h de Brasília. Façam suas apostas!

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sábado, 2 de junho de 2012 NBA | 12:44

BOSTON JOGA MUITO, VENCE MIAMI E MOSTRA QUE ESTÁ MAIS VIVO DO QUE NUNCA

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O Boston fez como o Oklahoma City: não deixou a peteca cair. Uma derrota ontem diante do Miami, em casa, e a série teria acabado. Não do ponto de vista matemático, claro, mas do ponto de vista histórico (nunca um time reverteu uma série final em 0-3) e principalmente emocional. A vitória de 101-91, portanto, além de justa, dá-nos a certeza de que este confronto ainda vem capitaneado por um grande ponto de interrogação.

O jogo no garrafão foi fundamental para a vitória do C’s. O alviverde de Massachusetts pegou 44 rebotes contra 32 do time do sul da Flórida. E anotou 58 de seus 101 pontos lá dentro, próximo à cesta, enquanto que o oponente ficou nos 46. E foi definido também na energia defensiva dos jogadores do Boston. Os caras correm de lá pra cá; de cá pra lá. Não deram espaços para o adversário. Sempre que vinha um corta-luz, havia a troca ou mesmo a recuperação de quem era bloqueado.

O Miami sente demais a falta de Chris Bosh. O jogo fica muito sobrecarregado para Udonis Haslem e LeBron James, que tem jogado muito como ala de força. Até mesmo Shane Battier vem sendo usado nesta posição por Erik Spoelstra. Rony Turiaf continua mal nesta decisão; o mesmo vale para Joel Anthony.

O Boston tem que se aproveitar disso. Tem que usar e abusar de Kevin Garnett. KG anotou 24 pontos e pegou 11 rebotes no jogo de ontem e além de jogar muito, até flexão fez em quadra, oito no total, para dizer que não tinha sentido o humilhante tombo que levou de Haslem numa disputa de bola. Não precisava. KG é veterano; isso é coisa de “rookie”. Talvez a marra tenha guiado seu intelecto. Bobagem, repito. O lance valeu apenas para a TV e o YouTube.

Com KG em quadra e o Miami jogando com quatro abertos e apenas um no pivô, o Boston fez 115-87 no Heat. Esta situação foi vista em 55 minutos desses três primeiros jogos. Portanto, o C’s tem que continuar usando e abusando de KG e o Miami não pode querer marcá-lo com apenas um grandalhão. Há que se aumentar o tempo de quadra de Turiaf e Anthony ao menos para que eles possam dificultar o trabalho de KG.

Lembro-me do Chicago de Michael Jordan. Nunca teve grandes pivôs. Mas os que lá jogavam, jogavam apenas para sobrecarregar o jogo do pivô adversário. Eram três contra um cara bom do adversário. Era assim que o Bulls subtraía o jogo de Patrick Ewing, por exemplo. Era assim que o Chicago diminuía a produção de Alonzo Mourning. E é assim que o Miami tem que fazer em mais momentos da partida.

Ao lado de Rajon Rondo, KG (foto AP) segura a onda do Boston nesta série. Isso porque Paul Pierce, se jogou muito ontem como mostram seus 23 pontos, não tem sido regular na série. É preciso que “The Truth” encontre um jeito de se manter num mesmo nível do começo ao fim para que o C’s consiga manter novamente seu mando de quadra e surpreender na Flórida na partida seguinte.

Ah, sim, vale registrar, claro: Ray Allen, aos pouquinhos, vem melhorando e contribuindo mais. E vale falar agora do jogo de Rajon: 21 pontos, dez assistências e seis rebotes. É inacreditável a melhora nos arremessos de média e longa distância de Rajon. Vale matéria. Não vi em nenhum site nenhuma matéria neste sentido. Como foi que Rondo melhor tanto seus arremessos? Treinou no verão? Se sim, com quem treinou? Quantas horas por dia? Quantos dias por semana? Mudou o posicionamento da mão no ato do arremesso? Enfim, como é que um jogador melhora tanto seu desempenho de um ano para o outro? E não apenas nos arremessos com a bola em movimento. Os arremessos com a bola parada, o tal do lance livre, esses também tiveram uma melhora dramática.

Li dia desses, acho que na coluna do Sam Smith, que o Boston ainda pensa em trocar Rajon. Não entendo. Por quê? O que acontece? Será que o cara é tão ruim assim de vestiário? O problema é outro? Qual seria? Não compreendo. É certo que Danny Ainge sempre vem a público dizer que isso não é verdade. Temos que acreditar no cara. Aliás, isso parece a novela da venda do Neymar para o futebol europeu. Agora houve uma trégua nessa história, mas quando a metade do ano chegar, janela europeia aberta, novamente as notícias da venda de Neymar ganharão destaque na mídia nacional e estrangeira. Com Rajon é assim também: fim de temporada e o nome do armador do Boston aparece entre os “negociáveis” do Celtics.

Se o Boston quer mesmo negociá-lo, uma troca que me parece boa seria por Chris Bosh. CB1 daria uma sobrevida a KG e Rajon faria o jogo de LBJ e Dwyane Wade crescer dramaticamente. Que tal?

Por falar em LBJ, ontem King James anotou 34 pontos. Junte-se a eles oito rebotes e cinco assistências. Coloque também mais duas roubadas de bola e dois tocos. Voltou a jogar muito. Tem sido o cara do Miami nesta série até o momento, com médias de 33,3 pontos, 10,3 rebotes, 5,0 assistências e 2,0 tocos. Um gigante.

Voltando a falar do jogo, além da soberania defensiva do Boston e da força de seu garrafão, a contenda foi resolvida na somatória dos segundo e terceiro quartos. Nestes dois períodos, o C’s fez um placar de 55-36 e liquidou a fatura.

E pra quem achava que o time iria sentir as pernas cansadas por conta dos dois primeiros jogos; pra quem achava que Rajon não iria produzir tanto por ter jogado 53 minutos na noite anterior; pra quem achava isso e aquilo e diminuía o Celtics, o que eu digo é: o Boston está vivo. E a série está mais viva do que nunca.

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terça-feira, 29 de maio de 2012 NBA | 12:55

MIAMI VENCE FÁCIL, MAS NÃO SE DEIXE ENGANAR: O BOSTON JOGA MAIS DO QUE JOGOU ONTEM

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O Miami fez 1-0 na série ao bater o Boston, ontem à noite, no sul da Flórida, por 93-79. Não se deixe levar pelo placar e nem pelo domínio do Heat em ¾ do jogo. A série tem tudo para ser igual — e consequentemente longa. No que eu me pego para afirmar isso? Pelo histórico dos times, pela rivalidade, pela qualidade dos elencos.

É certo que o Miami é um time bem mais jovem e com um vigor muito maior. Mas num confronto desses, tudo se iguala, porque o mental tem uma importância grande demais. Os jogadores do Boston, quando veem pela frente LeBron James e Dwyane Wade se revitalizam e deixam no vestiário o peso da idade.

Mas ontem não foi assim.

LeBron teve uma atuação destacável. Foram 32 pontos (13-22). No primeiro quarto, ele marcou 13 e o Boston 11. E tem mais: ao longo da contenda, ele amealhou 13 rebotes. E em 43:53 minutos em quadra, a maior parte do tempo com a bola nas mãos, LBJ cometeu apenas três erros. Ah, sim, como eu podia esquecer! Deu três tocos no jogo, o último deles em cima de Rajon Rondo, como se estivesse defrontando um juvenil dada a ingenuidade do armador do Boston na jogada.

Por falar nos tocos, o Miami atropelou: 11-1. Isso mesmo, o C’s deu apenas um toco em toda a partida! E estamos falando de playoffs, onde a intensidade do jogo é muito maior. O que aconteceu com o Celtics?

Mas vamos particularizar novamente a conversa. LBJ encontrou em Dwyane o parceiro ideal. O ala-armador do Heat fez 22 pontos no jogo, mas dez deles no último quarto. Mas o melhor no jogo de D-Wade (foto AP) foi o fato de que ele bateu seis lances livres e acertou todos. Ele que vinha claudicante neste fundamento.

Os dois, calculadora em mãos, fizeram 54 dos 93 pontos do time. Ou seja: 58,1%. Encestaram de tudo quanto é canto dentro do arco dos três, pois fora dele LBJ teve 0-3 e Dwyane 0-1. Mas dentro do arco dos três, como dizia, os dois foram um tormento para a zaga alviverde. Em determinado momento do segundo tempo, Doc Rivers mudou a defesa. Passou a marcar zona, tentando evitar os pontos próximos à cesta. Não deu certo. E além de não dar, expôs Kevin Garnett, que chegou a ser humilhado pelos dois, especialmente por D-Wade.

O Miami fez nada menos do que 42 de seus 93 pontos dentro do garrafão. Percentualmente, o Heat marcou 45,1% deles “in the paint”. E olha que o Miami está jogando sem Chris Bosh. Se tivesse, seria muito pior; tudo indica.

E o que isso significa? Significa que o Boston tem que cuidar de seu garrafão nos próximos jogos. Melhorar a defesa. Se quiser marcar zona novamente, que se marque, mas que seja uma zona melhor, mais compactada e agressiva. A zona do Celtics no jogo de ontem lembrou a zona feita por muitos times brasileiros: marcação feita apenas para o descanso dos jogadores.

Além disso, Paul Pierce e Ray Allen precisam jogar mais. Os dois fizeram juntos apenas 18 pontos. Ray-Ray (seis pontos) foi uma catástrofe: 1-7 nos arremessos, sendo que nas bolas de três foi 1-4. Agora atentem para isso: nos lances livres, 3-7. Isso mesmo, 42,8% para um jogador que tem 90% de aproveitamento ao longo da carreira.

Vejam só o desempenho do quinteto titular do Celtics no jogo:
– Paul Pierce: 5-18
– Brandon Bass: 4-11
– Ray Allen: 1-7
– Rajon Rondo: 8-20
– Kevin Garnett: 9-16

KG foi quem se salvou. Somou 23 pontos e pegou dez rebotes. Mas brigou com as faltas (cometeu cinco) e por isso jogou 30:41 minutos.

Mas, sozinho, KG não foi levar o Celtics à decisão do título. Os outros precisam jogar o seu normal e não se deixar levar pela marcação adversária. Rajon, por exemplo, não fez nem sequer um “double-double”: 16 pontos, nove rebotes e sete assistências. Aparentemente, bons números, mas as sete assistências são poucas para o papel que ele desempenha em quadra.

Amanhã tem mais. Novamente em Miami. 21h30 de Brasília. O que eu disse para o Oklahoma City vale para o Boston: se o Heat vencer novamente, a situação do C’s ficará dramática na série.

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domingo, 27 de maio de 2012 NBA | 00:39

RAJON RONDO LEVA O BOSTON À FINAL DO LESTE

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O Boston está na final do Leste. Está na final por causa de Rajon Rondo. O armador alviverde foi o “key factor” do C’s “downt the strecht”, quando o time ficou sem seu “clutch player”, o cara que nos momentos decisivos pega a batuta e rege o time de Massachusetts.

Quando Paul Pierce deixou o jogo por conta de uma falta de ataque em cima de Thaddeus Young, a sexta no jogo, a 4:16 minutos do final e com o placar em 71-68 para os mandantes, confesso que vi a viola em cacos. O jogo estava parelho, no pau, e o Celtics acabava de perder seu jogador mais importante, aquele que gosta de jogar nos momentos em que a cortina está para ser cerrada.

Mas aí apareceu quem? Não foi Kevin Garnett e nem Ray Allen. Foi Rajon Rondo. O armador do Boston estava zerado no quarto até então. Fez nada menos do que 11 pontos na reta final e levou o C’s à sua terceira final de conferência nos últimos cinco anos ao comandar o time na vitória por 85-75. Rajon jogou demais. Anotou seu nono “triple-double” em playoffs ao cravar 18 pontos, 10 rebotes e 10 assistências.

Claro que os 18 pontos e os 13 rebotes de KG foram importantes, da mesma forma que as duas bolas de três que Ray-Ray acertou neste quarto período (tinha errado, até então, todas as cinco bolas triplas arremessadas). E não se pode esquecer dos 15 pontos e nove rebotes de Pierce e os 15 tentos de Brandon Bass.

Mas o cara foi Rajon Rondo.

Rajon não tem carisma — nem liga pra isso. Sua cabeça parece estar em outro planeta. Parece que ele vive no mundo da lua. Não sabe e nem quer se aproveitar dos holofotes que o mundo da NBA proporciona para as estrelas. Ele não quer ser uma delas. Parece que Rajon quer fazer o que mais gosta de fazer e ir pra casa ou sei lá pra onde for; whatever. O que eu sei é que ele não faz pose como KG e Paul Pierce. E nem tem uma mãe sendo uma coadjuvante do lado de fora das quadras chamando a atenção das câmeras de televisão. Rajon não é esse cara. Rajon é assim: “low profile”. Isso basta pra ele, se é que ele está considerando isso. A realização se dá por si mesmo. Ele não precisa do aval de ninguém. Ele parece ser um cara muito bem resolvido. Gostam de mim?, ok; tanto melhor. Não gostam?, pouco me importo.

É esse cara que tem sido o sustentáculo do C’s nos momentos importantes.

O Boston está perdendo neste momento Ray Allen. Seus tornozelos ardem, doem, incomodam. Ele, velhote que é, em muitos momentos perde a batalha para a dor. Mas não tem importância; não tem importância porque o C’s tem Rajon.

Rajon era um cara de miolo. Mas hoje ele reluz como porcelana chinesa. Não entendeu? Hoje ele tem o brilho dos grandes jogadores. Hoje ele brilha quando os holofotes reluzem em intensidade. Não que ele ligue pra isso, como disse. Ele brilha neste momento porque o time agora precisa dele. Até então o “Big Three” reluzia e ele curtia à sua maneira. Curtia na forma de vitórias e não de mídia.

Rajon é assim: diferente das grandes estrelas, embora ele seja uma delas. É um cara recluso. E essa reclusão faz bem à saúde dele.

Que assim seja.

FRANCHISE PLAYER

O Philadelphia fez uma série e tanto diante do Boston. Vendeu caro a vitória. Levou a semifinal até seu sétimo cotejo.

O que faltou ao Sixers?

Faltou ao Phillies ao que faltou ao Indiana: um “franchise player”. Assim como Danny Granger não é esse cara para o Pacers, Andre Iguodala também não o é para o Phillies.

O time está pronto, à espera de um cara pra fazer a diferença. Mas esse cara dificilmente virá. Não virá porque um Dwight Howard da vida, que poderia fazer a diferença, jamais jogará no Philadelphia e nem no Indiana. E não virá porque esses dois times são times de semifinais de playoffs e, por conta disso, jamais conseguirão pegar um moleque bom de bola no draft porque são times de playoffs.

Não há o que fazer.

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sábado, 26 de maio de 2012 NBA | 15:39

MIAMI CONHECE HOJE SEU ADVERSÁRIO NA FINAL DO LESTE

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Hoje conheceremos o último finalista de conferência. Enquanto no Oeste San Antonio e Oklahoma City passaram por cima de Clippers e Lakers, respectivamente, no Leste apenas o Miami se garantiu depois de despachar o Indiana com um 4-2. Já o Boston, apontado como favorito no confronto diante do Philadelphia, que está na semifinal por ser abelhudo, o Boston está penando para eliminar o intruso.

Doc Rivers terá um sério desfalque nesta e nas próximas partidas se o C’s se classificar. O ala-armador Avery Bradley, contundido no ombro, passou por uma cirurgia no local e não joga mais esta temporada. Bradley fará muita falta. Não apenas pelo que vinha jogando, mas porque seu substituto, Ray Allen, um dos componentes do “Big Three”, está sentindo as pernas pesadas e os braços também. Não é nem sombra daquele jogador decisivo, que atemorizava as defesas adversárias. Ray-Ray vai ter que ir pro pau a partir de agora. Ele conhece os atalhos de uma quadra de basquete e isso poderá ajudá-lo. Mas se pernas e braços continuarem pesados, os atalhos não o levarão a lugar nenhum.

O Sixers está completinho. E embalado pelo resultado de 82-75 da última quarta-feira, quando empatou a série em três. O maior problema do Celtics atende pelo nome de Andre Iguodala. Ele é o cara que tem que ser controlado. Mas é bom o C’s ficar atento também a Lou Williams, um armador bom de bola, que vem do banco, e sempre bagunça o time adversário. Além dos dois, Doc Rivers não pode olhar de soslaio Evan Turner. O “moleque” do Phillies amadureceu muito nesta temporada.

Quem ganha? Quem vai enfrentar o Miami na final do Leste? Hoje à noite, a partir das 21h, a gente vai começar a saber o final dessa história. Mas se você quiser opinar, mãos à obra!

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sexta-feira, 11 de maio de 2012 NBA | 12:48

DENVER CAMINHA PARA SER O DALLAS DESTA TEMPORADA?

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O Denver arrebentou o Lakers ontem à noite no Colorado. Os 17 pontos que marcaram a diferença do marcador em 113-96 em favor do Nuggets não revelam o que aconteceu em quadra. O time das montanhas rochosas poderia ter vencido por 30 ou mais pontos. Como disse, o Denver triturou o Lakers.

A pergunta que martela a minha cabeça é: estaremos diante de um novo Dallas?

O Dallas foi campeão na temporada passada mais ou menos assim. Ninguém dava nada por ele. Foi comendo pelas beiradas e acabou campeão. Todos falavam em San Antonio e Lakers. Sem contar o Miami. E no final deu Dallas.

Claro que há diferenças. O Mavs tinha um Dirk Nowitzki e o Denver não tem ninguém que chegue perto dele. O Mavs tinha um armador de talento, rodado e experiente em Jason Kidd. Ty Lawson parece ter um grande futuro, mas ainda é uma promessa, e Andre Miller já rodou muito, mas não é J-Kidd. E não vejo no Denver um cara como Jason Terry, vindo do banco e destruindo defesas, pois não creio que Al Harrington possa fazer isso.

De qualquer maneira, como a ordem das coisas foi subvertida na temporada passada, eu já começo a achar que o Denver pode eliminar o Lakers, depois o Oklahoma City e na final bater, por exemplo, o San Antonio. Afinal de contas, o Dallas não fez isso no torneio passado, contrariando todos os lúcidos prognósticos?

SINTOMA

O Lakers hoje se comporta como time médio — pra não dizer pequeno e ferir suscetibilidades. Se enrosca com um adversário bem mais fraco e Kobe Bryant termina os jogos com montanhas de pontos. Podem olhar: quando os pontos de um time ficam sempre nas costas de um jogador, esse time está desequilibrado.

PERGUNTA

Até onde esse time do Denver pode ir? Do jeito que está, tem grande chance de eliminar o Lakers amanhã à noite em Los Angeles. E depois? Depois eu acho que não passa pelo OKC. E se passar, eu acho que para no SAS. Mas se passar também, não creio que ganhe do Miami, por exemplo, na final, Miami que é o favorito da maioria no Leste. Mas se ganhar do Heat, o Denver será o campeão!!!

Isso pode mesmo acontecer?

Diante dos meus olhos o Denver é apenas um time apenas mediano participando dos playoffs. Mas esse time mediano está engrossando a série diante do poderoso Lakers e, já disse, tem grande chance de eliminá-lo. E se isso acontecer, esse time pode se encorpar, ganhar moral, confiança, e aí, sai debaixo! Pode se tornar o novo Dallas.

ANÁLISE

Quanto ao jogo, Ty Lawson foi a estrela da noite: 32 pontos. George Karl acertou em cheio ao conceder-lhe o status de dono da posição em detrimento do experiente Andre Miller. Kenneth Faried voltou a se destacar com um duplo-duplo: 15 pontos e 11 rebotes.

Por falar em Gasol… O que dizer de seus míseros três pontos? O que dizer de um jogador internacional que faz apenas 1-10 sendo marcado por Faried, um “rookie” que nem está sendo cotado para ganhar o troféu “Rookie of the Year”?

ADIANTE

Abri nossa conversa com o Denver e não com os classificados Boston e Philadelphia porque o Nuggets, repito, pode se tornar o Dallas desta temporada. Mas não posso fechar os olhos para os dois classificados de ontem à noite: Boston e Philadelphia.

C’S

O Boston fez o que dele se esperava: eliminou um adversário mais fraco e que passou parte da série desfalcado. Mas eliminou com dificuldades, o que me deixou assustado. A vitória de ontem por 83-80 foi novamente no final, no bico do corvo. O que eu acho que isso significa? Significa que o Boston não aparenta ter, no momento, time para eliminar o Miami numa final. Digo Miami porque, concordamos, o Heat é o time mais forte do Leste.

Mas a gente bem sabe que o Celtics é um time experiente e tinhoso. Conhece o caminho das pedras, já esteve em outras finais. Vai fazer um jogo mental muito forte numa provável decisão contra o Heat. Desequilibrar emocionalmente LeBron James é a primeira missão do C’s. E isso Paul Pierce sabe fazer. Intimidar Chris Bosh: isso Kevin Garnett (foto AP) o fará sem o menor problema. Acuar Dwyane Wade: deixem a missão para Ray Allen, pois ele é do ramo.

Ao contrário do Denver, o Boston é um time campeão, tem história e uma camisa muito forte. E conta com quatro jogadores que fazem parte da nata do momento: o Big Three e Rajon Rondo. Sendo assim, se esse time passar por cima do Miami, na bola e no mental, não me causaria nenhuma surpresa.

O Denver, sim; se o Denver for campeão do Oeste eu ficaria surpreso. Aliás, quer saber, eu não ficaria surpreso. Afinal, o Dallas não fez o mesmo na temporada passada? Por que eu haveria de me surpreender novamente? Ora, faça-me o favor, Sr. Sormani… Nem parece que o senhor tem a idade que tem!

SIXERS

O Philadelphia aproveitou-se de um adversário desfalcado para seguir adiante na competição. Venceu o Chicago por 79-78 e, repito, só venceu porque o Bulls não pôde contar com Derrick Rose e Joakim Noah. Não creio, por isso, que o Phillies possa seguir surpreendendo. Não creio que passe pelo Boston.

Mas o Dallas não foi campeão assim na temporada passada? É, verdade… Então eu apago o que disse acima e escrevo: tudo pode acontecer.

ERRO

Sobre a eliminação do Chicago:

1) A 12 segundos do final do jogo, como é que C.J. Watson passou a bola para o horroroso do Omer Asik, um jogador medíocre quando o assunto é fazer cesta? Por que C.J. não ficou com a bola nas mãos à espera da falta que o levaria aos lances livres? Ele, e não Omer.

2) Por que Tom Thibodeau não foi econômico nos pedidos de tempo, a ponto de não ter nenhum disponível naqueles 12 segundos derradeiros?

3) Se alguém tiver algo mais a dizer, que diga.

BLOQUEIO

Já disse: Tom Thibodeau é um grande treinador, mas ele comete muitos equívocos. Ele parece ser o LeBron James dos treinadores. Quando os playoffs chegam ele parece sofrer um bloqueio mental.

REFLEXÃO

Será mesmo verdadeira a frase de que em série melhor de sete o melhor sempre vence?

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sábado, 5 de maio de 2012 NBA | 12:20

BOSTON E LAKERS: DUAS DECEPÇÕES DA RODADA DE ONTEM DA NBA

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Houve um tempo, não muito distante dos dias atuais, em que a gente afirmava categoricamente que este é melhor que aquele e ponto final. O fato de este ser melhor que aquele significava que este seria o vencedor diante daquele. Não haveria surpresa alguma.

Hoje esta ordem parece ter sido subvertida. Digo “parece” porque ainda não estou totalmente convencido de que realmente há uma nova tendência no mundo do basquete profissional norte-americano, uma tendência, digamos, importada do futebol, quando vemos, por exemplo, o Guarani disputando a final do Campeonato Paulista.

Vejamos o que aconteceu na rodada de ontem dos playoffs da NBA: de três jogos, dois tiveram resultado surpreendente, contestando o bom senso. Quando digo bom senso, não quero dizer que houve insensatez nos resultados dessas duas partidas que iremos abordar brevemente. Quando falo em falta de bom senso, quero dizer que o placar final dessas duas partidas foi surpreendente. Portanto, nada tem a ver com insensatez.

Quando a gente viu que o Atlanta continuaria sem Al Horford e Zaza Pachulia (seus dois principais pivôs) e que não contaria também com Josh Smith, um dos pilares da franquia, o que o bom senso mandava dizer? Ora, mandava dizer que jogando sem esses três jogadores e no TD Garden de Boston, o time não teria a menor chance diante do Celtics, Celtics que teria de volta Ray Allen, um dos “Big Three”. Isso sem falar no peso da camisa, que é desigual. Tudo conspirava para uma vitória tranquila do time da casa.

Quando a gente viu que o Lakers abriu 2-0 na série diante do Denver e teria que jogar no Colorado, mesmo assim, o bom senso indicava que o time iria somar sua terceira vitória, ou pelo menos jogaria de igual para igual, pois o Nuggets não passa de um time aplicado, carente ainda de identidade e personalidade de vencedor — nem vou falar em personalidade de campeão, porque não me entra na cabeça a possibilidade de o Denver ser campeão ao menos da Conferência Oeste.

Mas como há uma subversão da ordem esportiva, subversão essa que teve seu apogeu no campeonato passado, quando o Dallas bateu o Miami na final e levantou o troféu, como há uma subversão da ordem esportiva, de repente o Denver ganha o campeonato e ninguém vai conseguir explicar coisa alguma. Claro que muitas pessoas vão se apegar nos números e nas estatísticas para tentar explicar o Denver campeão. Vão analisar a série como se estivessem analisando um jogo de vídeo game, aproveitando-se de números que dizem respeito apenas a jogos de vídeo game e que nada têm a ver com o que acontece em quadra, quando seres humanos estão competindo.

Ontem em Boston, o Celtics penou para ganhar de um Atlanta desfalcado de seus principais jogadores. De um Atlanta que não passa de um time mediano e que é dirigido por um técnico que cumpre apenas seu segundo ano de trabalho e que ainda é um “rookie”. Larry Drew pode vir a ser um dos maiores desde sempre, mas ainda não é. O Boston, como disse, penou para ganhar de um adversário fracote. Teve que levar o jogo para a prorrogação contra um adversário que improvisou um ala-armador (Joe Johnson) para marcar o principal jogador do oponente (Paul Pierce, um ala maior e mais forte).

O Celtics venceu por 90-84, mas a mim não convenceu. A mim apenas decepcionou. Claro que eu esperava mais. Esperava pelo deslanchar dessa equipe, de modo a imaginarmos um esquadrão que venha causar algum estrago no Miami numa provável final de conferência. Mas não foi o que vimos.

O Boston abriu 2-1 na série. Mas decepcionou.

Em Denver, o Lakers também decepcionou. Passou o jogo todo atrás, correndo feito criança perdida pela mão da mãe. Correu, correu, correu, mas não encontrou nada. O aproveitamento do time nos arremessos foi uma desgraça: 29-78 (37,2%). Kobe Bryant (foto AP), o principal jogador do time, estava, uma vez mais, com a mão descalibrada: 7-23 (30,4%). Ainda por cima, cometeu seis erros. Além disso, o banco contribuiu com apenas nove pontos. Um vexame. A humilhação torna-se ainda maior ao constatarmos que os reservas do Denver ajudaram com 39!

A fragilidade do Lakers foi tamanha e incontestável a ponto do trapalhão JaVale McGee, talvez impulsionado pelos gritos de Pam, a mãe, do lado de fora da quadra, essa fragilidade californiana foi tamanha que McGee fez nada menos do que 16 pontos e 15 rebotes.

O Denver venceu a partida por 99-84.

E o Lakers também decepcionou. E a série agora está 2-1 a seu favor.

INSENSATEZ

Na Filadélfia, o Sixers também penou para ganhar do Chicago por 79-74. Achei que não conseguiria. No quarto final o Bulls chegou a abrir 14 pontos de vantagem. Mas o tempo foi passando, passando e o Philadelphia foi encostando, encostando e o Chicago não tinha a quem recorrer, pois Derrick Rose, seu melhor jogador e um dos melhores da atualidade, não jogará mais esta temporada e, por isso, não estava em quadra.

Pressionado, foi fraquejando, fraquejando e cedeu a vitória ao Sixers. O time ficou desorientado nos minutos finais ao ver sua vantagem escapar pelos dedos, a ponto de Luol Deng, um dos mais experientes do time, tentar um arremesso de três a 20 segundos do estouro do cronômetro, num lance sem o menor cabimento. O Sixers, com isso, abriu 2-1 na série e se mantiver o mando, vence o confronto por 4-2.

Alguém disse aqui que o Chicago passaria pelo Philadelphia nesta série mesmo sem D-Rose. Duvidei. O Bulls é um time sem identidade, um time completamente diferente daquele time da fase de classificação, que mesmo sem D-Rose vencia. Mas vencia porque sabia que quando os playoffs chegassem, Rose estaria ao lado de todos, pegaria um a um pela mão e os guiaria para as vitórias. Agora, sem esta liderança, os jogadores não estão suportando a pressão e estão desnorteados. C.J. Watson e Kyle Korver saíram zerados de quadra e são o melhor exemplo deste cenário de conturbação. E conturbada também estava a cabeça de Tom Thibodeau. O técnico deixou em quadra um Joakim Noah que não tinha a menor condição de jogar e, pior do que isso, correndo o risco de ver agravada a sua situação. Depois de torcer violentamente o tornozelo esquerdo, Noah deveria ter ido para o vestiário iniciar naquele momento o tratamento do tornozelo lesionado. Mas Thibs deu provas, uma vez mais, que não tem bom senso. Neste caso, falo de insensatez.

RECORDE

O Boston decepcionou, mas Rajon Rondo não. O armador alviverde (foto Getty Images) tornou-se ontem o primeiro jogador na história dos playoffs da NBA a marcar 17 pontos, 14 rebotes, 12 assistências e quatro desarmes. Foi o sétimo jogo de playoff de Rajon que ele cravou um “triple-double”.

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quarta-feira, 18 de abril de 2012 NBA | 11:37

SAN ANTONIO DÁ O TROCO EM CIMA DO LAKERS E SEGUE PASSEANDO PELAS QUADRAS DA NBA

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Parece coisa combinada. Você ganha hoje e eu ganho amanhã.

Do mesmo jeito que o Lakers passeou diante do Spurs no Texas, há três semanas (“Fizemos o pior jogo da temporada”, disse Gregg Popovich depois daquela partida), o San Antonio deu o troco em Los Angeles (“O Lakers teve uma noite semelhante àquela que tivemos quando eles nos destruíram”, comparou Popovich, ontem à noite).

Foi um festival de horrores por parte do time californiano, que parou sempre diante das arapucas defensivas armadas pela equipe texana. O Lakers teve um aproveitamento de inexpressivos 20,0% em seus arremessos de três (2-10), cometeu 20 erros contra dez do adversário e mostrou que sem Kobe Bryant o time não tem chance de ganhar o campeonato. Pode até fazer uma campanha honrosa nos playoffs, mas ganhar a conferência e depois o título parece-me quase que impossível.

O San Antonio, ao contrário, mostrou que é um fortíssimo contendor neste campeonato. Recuperou-se com maestria da derrota em casa diante deste poderoso oponente. Chegou a estar 26 pontos na dianteira da partida, para fechá-la em 112-91. Foi um time perfeito de cabo a rabo.

45 desses 112 pontos vieram do banco de reservas (o banco do Lakers colaborou com apenas 24). Cinco jogadores alvinegros tiveram duplo dígito (Tony Parker 29, Tim Duncan 19, Manu Ginobili 15, Daniel Green 11 e Gary Neal 10). O time funcionou como um relógio suíço, que me perdoem os amigos pelo surrado clichê, mas foi mesmo. Aliás, diga-se, é bom creditar esta atuação de gala ao técnico Popovich, que no jogo anterior do SAS contra o Golden State (goleada de 120-99), limitou Timmy a 11 minutos e Parker e Ginobili a 15. Os três voaram pela quadra do Staples Center ontem à noite, especialmente Duncan, que atuou 35:04 minutos.

Uma vitória para mostrar a os incrédulos que o time vai brigar com muita força pelo título. E segue em seu propósito de acabar a fase de classificação em primeiro lugar. O SAS ainda depende de duas derrotas do Chicago e vencer todos os seus jogos para conseguir isso. Boa parte do caminho foi trilhada ontem à noite. Restam mais seis cotejos para o Spurs: três em casa e três fora. O mais difícil será contra esse mesmo Lakers, sexta-feira próxima, em San Antonio.

E nessa partida… “Definitivamente, estarei de volta neste jogo”, disse Kobe Bryant ontem à noite, no Staples Center.

Esse pode ser o grande problema do SAS para vencer e não deixar o Bulls acabar em primeiro lugar na fase regular deste campeonato que está empolgante demais.

FIASCO

Ou papelão. Defina como quiser. Ou se você preferir ser suave, escolha o substantivo “decepção”. Pode ser também, por que não? Depende do estado de espírito de cada um e/ou do grau de tolerância ou até mesmo de cordialidade.

O fato é que a noite do San Antonio para nós, brasileiros, só não foi perfeita porque Tiago Splitter não esteve nada bem. Enrolou-se com as faltas, não foi agressivo, não soube marcar Pau Gasol e nem Andrew Bynum e por isso mesmo ficou em quadra apenas 18:27 minutos. Marcou apenas cinco pontos e pegou só três rebotes. Cometeu quatro faltas neste curto espaço de tempo.

Parecia que ia ser uma grande noite, pois Splitter saiu como titular, com a missão de marcar Gasol e Timmy a Bynum. Fiquei imaginando, no sofá de casa, como seriam os embates. E achando que Tiago poderia colocar Gasol no bolso.

Doce ilusão.

SUCESSO

Se Tiago Splitter desapontou, Tony Parker (foto Getty Images) segue sendo um jogador muito bem sucedido nesta temporada. Não foi apenas o cestinha do time e do jogo com 29 pontos, mas distribuiu igualmente 13 assistências.

O francês não tem mídia. Aliás, é duro ter mídia estando em San Antonio, um mercado pequeno, que fica no fim do mundo e que só recebe holofotes nas fases decisivas ou em clássicos imperdíveis, como o de ontem.

Tivesse Parker a mídia que outros jogadores têm, ele certamente seria mais falado nesta temporada. Não digo a ponto de brigar para ser o MVO do campeonato, mas ser mais falado. É disso que eu falo.

Tenha certeza: muito dos 59,5% (50-84) de aproveitamento nos arremessos do San Antonio na contenda de ontem tem a ver com o jogo de Tony Parker.

MÃO QUENTE

O confronto entre New York e Boston tinha tudo para ser um confronto parelho, disputado ponto a ponto, nervoso, daqueles que a gente não consegue sair da frente da TV nem para ir ao banheiro. Tinha tudo para ser assim, mas não foi.

Não foi porque Carmelo Anthony não deixou. O ala do Knicks anotou seu segundo “triple-double” na carreira ao marcar 35 pontos, 12 rebotes e 10 assistências. Seguramente o melhor jogador em quadra.

Não foi porque o New York acertou nada menos do que 19 bolas de três nas 32 tentadas (lembrou o time de Mike D’Antoni em vários momentos da partida), o que deu um aproveitamento de 59,4%! Excelente!

Não foi porque Steve Novak fez seu melhor jogo da temporada. Marcou 25 pontos (seu recorde), tendo encestado oito das dez bolas de três que arremessou. Se você não sabe, Novak é o jogador que tem o melhor aproveitamento de três na temporada: 47,2%.

Não foi porque a defesa do Boston foi um desastre no primeiro tempo da partida, quando levou nada menos do que 72 pontos. Neste período do jogo o NYK acertou 14 de suas 19 bolas de três. Fechou a etapa inicial em 72-53 e simplesmente administrou o segundo tempo, dando-se ao luxo de perdê-lo por 57-46 e, mesmo assim, sair de cabeça erguida de quadra, ganhando o confronto por 118-110.

Não foi porque o banco do Celtics esteve irreconhecível: dois pontos em todo o jogo?!?!?! Eles saíram das mãos de Keyon Dooling. Enquanto isso, o banco do Knicks contribuiu com expressivos 55, 25 deles de JR Smith, que, assim como Novak, foi um terror para a defesa do C’s nas bolas de três: 7-10. Detalhe: ao final do primeiro tempo, o banco do New York fez 39-0 nos reservas do Boston.

Não foi porque Ray Allen fez muita falta. Mesmo veterano, mesmo limitado pela idade, Allen tem cumprido bem seu papel vindo do banco. Poderia ter sido a resposta que o Boston tanto precisou para as bolas de três do NYK que tanto desconcertaram o alviverde de Massachusetts.

FUTURO

Carmelo Anthony (foto Getty Images) tem jogado muito bem e conduzido o New York em quadra. Neste mês de abril, quando começou a barbarizar, tem média de 32,1 pontos por jogo. Mais do que os 28,1 de Kobe Bryant, que o transformam em cestinha do campeonato.

Neste mês de abril Amar’e Stoudemire não entrou em quadra nenhuma vez. Está lesionado. A previsão de volta é para esta sexta-feira, diante do Cleveland, em Ohio.

A pergunta que fica é: como vai ser quando Stats voltar? O time está do jeito que Melo gosta: ele não tem a obrigação de passar a bola pra ninguém. Quando Jr Smith e Steve Novak estão em quadra, arremessam suas bolas de três, é certo, mas elas não subtraem os arremessos de Melo.

Com Stats será diferente. Melo vai ter que socializar a bola. Como vai ser com Stats em quadra? O jogo de Carmelo continuará o mesmo? Como vai ser essa briga de egos?

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