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domingo, 23 de setembro de 2012 Basquete europeu, NBA | 14:40

“SHAQSHEIMEIR” ASSINA COM O REAL MADRID DE OLHO NA NBA

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Alertado pelo parceiro GuiZo, vejo no site do “Marca” (diário oficial do Real Madrid) que o bravo Rafael Hettsheimeir assinou contrato com a equipe madrilenha. Rafa atuou no ano passado pelo Zaragoza.

O acordo foi firmado por apenas uma temporada. Os merengues estariam preocupados com a cirurgia que “Shaqsheimier” fez no joelho poucos dias antes das Olimpíadas de Londres, que acabou por deixá-lo de fora do torneio londrino. Em seu Twitter, Rafa escreveu no dia 14 passado: “Estou na reta final de minha recuperação. Em 20 dias estarei à disposição”.

Essa, pelo menos, é a leitura que se faz num primeiro momento. Num segundo, podemos entender que foi Rafa quem pediu um acordo anual, pois tem em mente jogar na NBA na próxima temporada. Ele fez uns “tryouts” com o Dallas neste verão norte-americano, mas não vingou. Talvez os texanos tenham pedido a ele uma temporada no Madrid para depois contratá-lo; quem sabe?

Isso ou aquilo, não importa. O que interessa é que Rafa está com os joelhos saudáveis e vai jogar em uma equipe de ponta do basquete europeu. O “Marca” anuncia que Hetts torna-se o primeiro jogador brasileiro a atuar no Real Madrid. Mas Marcia Melsohn, minha ex-companheira de “Folha de S.Paulo”, basqueteira de primeira linha, faz a correção: segundo Marcia, na década de 1970, Ciço, morto precocemente, jogador do Continental, atuou pelo Real Madrid; ele sim, o primeiro brasuca a jogar pelos merengues.

O técnico Pablo Laso já avisou: será o pivô titular dos merengues.

Rafael Hettsheimeir está com 26 anos. Chegaria à NBA com 27. Ótima idade, já maduro e personalidade esportiva praticamente formada.

Seu grande adversário, no entanto, é o tamanho. Hetts tem 2,08m, mas ele é forte pra chuchu, diga-se. Mas se ele tivesse uns três centímetros a mais duelaria de igual para igual com qualquer pivô do planeta. Mas, sei não, sua atitude, sua bravura são tamanhas que mesmo com esses três centímetros a menos dá pra cravar que Rafa vai duelar, no futuro, de igual para igual com qualquer pivô do planeta. Até mesmo Dwight Howard.

Discorda?

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011 NBA, Seleção Brasileira | 21:29

VAREJÃO E LEANDRINHO DE FORA: QUAL SERIA A SOLUÇÃO PARA O SELECIONADO BRASILEIRO?

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E começa a acontecer o que a gente temia: a seleção brasileira parece mesmo que terá desfalques para o Pré-Olímpico de Mar del Plata. O torneio argentino será disputado de 30 de agosto a 11 de setembro e será classificatório para os Jogos Olímpicos de Londres, ano que vem.

Anderson Varejão fará uma cirurgia no tornozelo direito neste próximo sábado. Será em Charlotte, Carolina do Norte. Tempo de recuperação: três a quatro meses. Leandrinho Barbosa declarou em Toronto que está cansado. Precisa descansar. Por isso, não deverá comparecer ao Pré-Olímpico.

Bem, sobre Varejão (foto Fiba) não há mesmo o que fazer. Vai ter que entrar na faca. Não tem jeito. Mas eu, se fosse ele, faria a cirurgia no Brasil. Nossa medicina esportiva é avançadíssima. Nossos cirurgiões manejam o bisturi como poucos e nossos fisioterapeutas sabem a dose correta do remédio pós-operatório.

Por isso, creio que se ele optasse por fazer a cirurgia aqui, retornaria antes do tempo. Além disso, estaria em casa, ao lado da família.

Por que não aqui? Sei lá, isso me cheira a imposição do Cleveland.

Varejão poderia fazer sua recuperação no São Paulo ou no Santos. Ou mesmo no Cruzeiro ou no Atlético Paranaense. Isso sem falar no Internacional e no Grêmio.

Enfim, aqui seria muito melhor.

De todo o modo, o tempo previsto parece, matematicamente falando, suficiente para ele jogar o Pré-Olímpico. Entra na faca no dia 12 de fevereiro e se o tempo estimado for de quatro meses (o máximo), no dia 12 de junho ele estará tinindo. Teria um mês e meio para recuperar a forma e participar do Pré.

Mas aí entra o Cleveland novamente. E eu pergunto: será que os caras vão liberar Varejão para o torneio? Sei não. O capixaba vai receber no próximo campeonato US$ 7,7 milhões. É um dos principais jogadores da franquia. Quando o time entra em quadra, ele é o último a ser apresentado, numa clara demonstração de seu prestígio.

Por tudo isso, sinceramente, acho que o Cavs vai vetar a participação de Anderson no Pré da Argentina.

Quanto a Leandrinho, ele tem todo o direito de descansar. Jamais recusou uma convocação. Sempre esteve presente, dando o melhor de si. Não tem férias regulares há um bocado de tempo.

Vejam só: ano passado participou do Mundial da Turquia; este ano terá o Pré-Olímpico; e o ano que vem, tomara, os Jogos Olímpicos. Ou seja: três anos sem poder dar descanso ao corpo.

E não se esqueçam de uma coisa: assim como Nenê Hilário, Barbosa tem a opção de exercer ou não seu contrato na próxima temporada com o Raptors. Tem garantido US$ 7,6 milhões. Mas pode colocar seu agente pra trabalhar e tentar arrumar algo melhor. Um contrato mais longo e um time melhor.

Portanto, este verão norte-americano é um verão importante para Leandrinho.

O mesmo vale para o Nenê. Fala-se que o New York o quer. O Denver não se manifestou até o momento. Há indecisão, portanto.

CONVERSA

Falei esta manhã com Rubén Magnano. Por telefone a gente não consegue precisar o estado emocional da pessoa. Mas pelo tom de voz eu senti uma ponta de decepção da parte dele quanto a situação dos nossos principais jogadores.

“Da situação do Varejão eu sei, mas nada ouvi do Leandrinho”, disse-me Magnano. “Viajo nesse dia 28 (de fevereiro) para os EUA. Vou conversar com os três, como fiz no ano passado. Vou mostrar a eles o que tenho em mente, para eles e para a seleção. Enfim, nosso projeto”.

E ao mesmo tempo, contou-me Magnano, vai tentar persuadir Leandrinho da ideia de não jogar o Pré-Olímpico. “Quero ouvir isso (pedido de dispensa) da boca dele”, falou Magnano. “Se eu me disser que quer mesmo descansar, vou dizer a ele que eu tenho planos para ele e que ele é muito importante para a seleção”.

Magnano disse-me também que não perde nem uma rodada sequer do campeonato espanhol, a ACB. Por isso, tem cartas no bolso do colete caso nossos pivôs não possam jogar. “Estou vendo o Paulão (Prestes)”, falou Magnano. “Ele o Rafael Hettsheimeir e o Caio Torres”.

SOLUÇÃO

O trio europeu seria uma boa opção, mas não é o que temos de melhor. Esses três jogadores tiveram passagens relâmpago pelo nosso selecionado. Não têm experiência com a camisa da seleção. Ainda por cima em um Pré-Olímpico.

Por isso mesmo, Tiago Splitter ficaria sobrecarregadíssimo no torneio. Magnano não daria folga ao nosso pivô que joga (?) no San Antonio. Nem pode.

E quanto a Leandrinho? Quem o substituiria? Se temos gente grande para as vagas de Varejão e Nenê, não temos para a vaga de Leandrinho.

Marcelinho Machado e Alex Garcia teriam que se revezar. Mas Marcelinho tem sido importante ultimamente vindo do banco. Como titular eu acho que ele não rende tão bem.

Quem seria esse reserva de Leandrinho? Não temos. A menos que a naturalização de Shamell Stallworth saia. Aí ficaria perfeito, pois Shamell (foto divulgação) joga como ala-armador.

Marcelinho Huertas
Shamell Stallworth
Alex Garcia
Guilherme Giovannoni
Tiago Splitter

Este seria o nosso quinteto titular.

No banco teríamos:

Vitor Benite (a surpresa da convocação)
Raulzinho Neto
Marcelinho Machado
Marquinhos Vieira
Murilo Becker
Paulão Pretes
A definir

Essa a definir poderia ser:

1) Guilherme Giovannoni caso Nenê apresente-se para o Pré-Olímpico (o que eu acho que não vai acontecer);
2) Rafael Hettsheimeir;
3) Caio Torres.

É, não seria tão ruim assim. E com Rubén Magnano no comando, começo a achar que continuamos com grandes chances de conseguir a vaga olímpica.

VIVA!

Comecei o texto deprimido; termino o texto eufórico.

Ainda bem.

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