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sexta-feira, 9 de março de 2012 NBA | 13:00

O CHICAGO ESTÁ EM UMA SINUCA DE BICO

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O Chicago está numa enrascada danada. E ela atende pelo nome de Luol Deng.

Nos últimos dias comentou-se que o Bulls poderia fazer uma troca com o Orlando envolvendo Joakim Noah e ele próprio na qual o time da Flórida mandaria para a Cidade dos Ventos Dwight Howard e Hedo Turkoglu, mais compensações a serem discutidas.

Acontece que Luol não está bem. Sua munheca esquerda, lesionada no começo deste ano, voltou a incomodar o sudanês naturalizado britânico.

Havia a possibilidade de uma cirurgia, mas fosse esta a opção Deng ficaria três meses do lado de fora. Assim como Kobe Bryant, que faz qualquer coisa para não entrar na faca e desfalcar o time, Luol optou por descansar e evitar ser operado.

Acontece que o punho doente não melhora. E aí reside o problema.

Na derrota de ontem para o Orlando em pleno United Center, diante de 22.127 torcedores, Deng foi um desastre. Anotou apenas cinco pontos, fruto de uma cesta de três e dois lances livres convertidos.

Seu desempenho foi o seguinte: arremessou nove bolas (apenas nove) durante a partida e encestou só uma, exatamente a de três mencionada acima. Dessas nove, cinco foram triplas. E os dois lances livres convertidos foram os únicos cobrados durante a partida. Muito pouco.

Importante: dos últimos 41 arremessos, Luol (foto AP) converteu apenas 14, o que dá um aproveitamento modesto de 34,1%.

“Não gosto de falar sobre meu pulso, mas vou ter uma conversa com o staff médico (do Bulls) e com Thibs (Tom Thibodeau)”, disse o ala depois da derrota. E o que ele vai falar com estas duas entidades da franquia? Que ele quer descansar alguns jogos porque… Ora, porque o pulso está doente muito!

Por isso o Chicago está numa enrascada.

Hoje, Luol não passaria em um exame médico rigoroso e seria vetado pelos doutores do Orlando em uma possível troca com D12. E hoje Deng não poderia executar o papel que a ele Thibs impõe durante as partidas, que é o de ser o fiel escudeiro de Derrick Rose.

Por conta disso, do péssimo basquete jogado por D-Rose e do grande basquete jogado por Howard o Orlando venceu a partida de ontem à noite no United Center por 99-94. Com isso, colocou um ponto final em uma sequência de oito vitórias do tricolor de Illinois.

Resta saber o que o futuro reserva a Luol Deng.

Uma troca envolvendo o jogador, creio eu, está descartada. Se eu fosse GM ou dono de uma franquia não pegaria o ala do Chicago nessas condições.

O futuro do time no campeonato não está descartado, pois o descanso desejado por Luol pode ser benéfico e mesmo que funcione como um paliativo, seu efeito pode ter a duração desejada, fazendo com que o jogador suporte as dores até o final da temporada para fazer a cirurgia nas férias.

Mas pode não funcionar. Afinal, o comprometimento dos ligamentos do pulso esquerdo surgiu no começo de janeiro. Luol ficou de fora algumas partidas. Voltou. Suportou um mês e meio de trabalho. Agora abre o bico. Será que vai dar certo?

O Bulls está mesmo numa enrascada.

OPOSTOS

Derrick Rose fez uma de suas piores partidas com a camisa 1 do Chicago Bulls. Marcou apenas 17 pontos, frutos de um aproveitamento de 6-22 (27,3%) de seus arremessos, sendo que foram 2-6 (33,3%) nas bolas triplas. Deu nove assistências, é verdade, mas o papel de D-Rose não é este. Seu papel é pontuar e conduzir o time em quadra. Dar assistências é o papel que cabe, por exemplo, a Rajon Rondo, que não tem aptidão para pontuar.

Rose foi um desastre ainda maior do que Luol Deng, que tinha a desculpa da munheca adoentada.

Não dá para jogar bem todas as noites, já dizia Michael Jordan. E não dá mesmo. Jogar mal faz parte do jogo. Mas o problema é que D-Rose pareceu medrar diante da defesa adversária. Passou-me esta impressão, pois esteve receoso de encontrar-se com o gigante Dwight Howard dentro do garrafão do Orlando Magic.

Por falar em D12, o pivô do Orlando fez de seus marcadores gato-e-sapato. Fiquei com pena de Omer Asik.

D12 terminou a partida com 29 pontos e 18 rebotes. Tocos? Só três. Achou pouco? Eu também. Mas olhando a partida a gente pôde ver que não apenas D-Rose evitou as infiltrações, temeroso de levar um tapão de Howard, os outros jogadores do Chicago também. Por isso, apenas três todos.

Uma observação: aquela jogada em ponte-aérea entre ele e Jameer Nelson (o baixinho bate pra dentro, finge que vai fazer a bandeja e levanta a bola para a enterrada de D12) é espetacular. Dá para fazer muitas e muitas vezes. Não sei por que não é executada com assiduidade.

Se fosse, o Orlando ganharia com ela. E nós também.

CRONÔMETRO

Na capa da seção de esportes da edição eletrônica do diário “Orlando Sentinel” há um cronômetro que faz a contagem regressiva até a 0h do dia 16 de março, horário de Nova York.

E por que esse dia? Porque a NBA não permitirá mais trocas após as 24h de 15 de março.

Desta forma, angustiados com a possibilidade de perder seu maior jogador desde Shaquille O’Neal, todos em Orlando estão de olho no relógio.

A contagem regressiva mostra que faltam seis dias, tantas horas, tantos minutos e tantos segundos para o fim do “deadline” estabelecido pela liga.

D12 fica ou não em Orlando?

Esta é a grande questão a ser respondida neste momento na NBA.

O que eu acho? Não sei; sinceramente, não sei.

DALLAS

No Arizona, o Dallas continuou sua história de altos e baixos na temporada. Perdeu para o Phoenix por 96-94.

A derrota confirmou-se no fim. Depois de Grant Hill ter perdido um par de lances livres, o Mavs teve a chance de empatar e mandar a partida para a prorrogação, mas Rodrigue Beaubois falhou na última bola arremessada.

Escrevo o que li, pois a partida não vi (ops!).

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009 NBA | 13:28

O CAMPEÃO VOLTOU

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Foi uma festa em Los Angeles. E nem poderia ser diferente; afinal, pela primeira vez nesta temporada Phil Jackson pôde contar com seu quinteto titular.

Pau Gasol voltou. E voltou em grande estilo.

Depois de ficar sentado os 11 primeiros jogos do Lakers, o espanhol debutou nesta temporada com 24 pontos e 13 rebotes. Disparado, o melhor jogador em quadra na vitória dos amarelinhos diante do Chicago por 108-93.

Gasol/ AFP“Eu estava com saudades [de jogar]”, disse Gasol depois da partida. E veio com fome de bola, como vimos. “É muito legal estar na quadra com a rapaziada e jogar diante de nossa torcida. Não esperava ser tão efetivo como fui, mas meus companheiros me acharam várias vezes durante a partida e tudo ficou mais fácil”.

A festa de Los Angeles não foi celebrada apenas pelo retorno de Gasol. Kobe Bryant, ao bater um par de lances livres no terceiro quarto, ultrapassou Kareem Abdul-Jabbar e transformou-se no segundo maior artilheiro da história do time de Los Angeles.

Tem agora 24.182 pontos. Kareem ficou a ver navios com seus 24.176 tentos; é o terceiro colocado.

O grande artilheiro da franquia segue sendo Jerry West, o único jogador na história da NBA a ser eleito o MVP das finais mesmo com seu time tendo sido derrotado (1972, Boston campeão). West, ao longo de suas 14 temporadas com a camisa do Lakers anotou 25.192 pontos.

Mais uma temporada e Black Mamba ultrapassa West e entra para a história como o maior pontuador da história do Los Angeles Lakers.

No jogo de ontem fez 21 pontos (aproveitamento muito ruim nos arremessos: 7-21), nove rebotes e oito assistências.

Pode tornar-se o maior de todos na história da franquia? Longe disso; o maior de todos jamais será superado: Earvin Magic Johnson.

AUSENTE

Não vi Magic Johnson em sua habitual poltrona no Staples Center — atrás da cesta do lado esquerdo, bem próximo ao banco de reservas do Lakers. Deve ter tido um compromisso e tanto para perder um jogo de seu time do coração.

Ou será que ele achou que a partida era barbada? — como foi. Pode ser.

É, pode ser, pois a vitória de ontem foi a quinta seguida do Lakers diante do Chicago. A última do Bulls diante do Los Angeles foi em 2006.

Rose observou depois da partida que o Chicago se matava em quadra para atacar e defender; o Lakers, ao contrário, fazia tudo com muita tranquilidade. “Eles fazem isso [o jogo] parecer muito fácil”.

Pro Lakers é mesmo, pois o time é o mais forte da NBA. Para os outros… bem, se eles tivessem o que os amarelinhos têm, tudo ficaria muito mais fácil também.

Pelo jogo de ontem, com o quinteto completo, é que eu cravo na bolsa de apostas: o campeão da temporada será o Lakers.

CALIBRE

Qual é o verdadeiro Derrick Rose, o do primeiro tempo ou do segundo?

Na etapa inicial, D-Rose teve o seguinte desempenho: 2-11. Na final, 7-9.

Terminou a partida com 20 pontos e seis assistências, mas foi um desastre no primeiro tempo, comprometendo os planos do time para a partida. O Bulls virou atrás em 11 pontos (53-42).

Rose entortou o aro com seus arremessos imprecisos. Nem mesmo uma simples bandejinha ele acertou.

Qual é o verdadeiro Derrick Rose?

GUERREIRO

Joakim Noah fez 12 pontos e pegou 15 rebotes. Foi sua décima noite, das últimas onze, que ele teve um duplo dígito nos ressaltos.

Lidera o campeonato neste fundamento, com uma média de 12.6 por prélio disputado.

Um guerreiro. Calou a boca de muitos — inclusive a minha.

Não dava um tostão furado para o filho de Yannick Noah. Mas ele tem provado neste início de temporada que é o melhor jogador do Chicago.

Ou alguém duvida?

TABU

Caiu em San Antonio. O Utah venceu o Spurs, no Texas, pela primeira vez desde 1999!

Havia, portanto, uma década que o time da cidade do lago salgado não conseguia dobrar o alvinegro texano em território inimigo. Traduzindo em partidas: 20 jogos sem ganhar.

O San Antonio, é bom frisar, está em pandarecos. Joga sem Tony Parker e Manu Ginobili.

Por mais que Richard Jefferson se esforce em quadra, ele ainda carece de entrosamento com o resto do time. Fez 16 pontos, ajudou muito, mas, como disse, o San Antonio está em pandarecos neste momento.

Tim Duncan, sozinho, não aguenta a parada. Timmy já é veterano e sente o peso da idade — tanto que até já cogita a aposentadoria.

O San Antonio perdeu sua terceira partida seguida. Dos últimos sete encontros, curvou-se ao oponente em cinco deles.

Do jeito que o barco navega, o Spurs pode comprometer sua temporada. Mesmo ela tendo acabado de começar.

TRIVIA

O Phoenix perdeu para o New Orleans! New Orleans que está de técnico novo (nem sei o nome dele de tão inexperiente que é), sem Chris Paul e que vinha de uma campanha de quatro vitórias e sete derrotas, fora do G-8 do Oeste.

E mais: David West, um dos pilares da equipe, passou parte do jogo no banco por causa das faltas.

Mesmo assim, o Phoenix perdeu.

Pergunto: acidente de percurso ou o time voltou à sua realidade?

ACOMODADO

Assim está Leandrinho Barbosa no Phoenix. Pouco joga, não é mais a primeira alternativa para o treinador resolver seus problemas ou mesmo descansar seus titulares.

Jogou apenas 17 dos 48 minutos disponíveis. Anotou 11 pontos, mas marcou sua presença em quadra pelos três roubos de bola.

Um desperdício; poderia estar em outro lugar.

Ninguém me tira da cabeça: Leandrinho acomodou-se em Phoenix. Vive confortavelmente no deserto, é figura querida na comunidade local, dá-se bem com todos na franquia; enfim, mudar pra quê?

Respondo: pra encontrar seu basquete, que está adormecido no Arizona.

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terça-feira, 10 de novembro de 2009 NBA | 16:35

LEI DE MURPHY

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Parece a tal da “Lei de Murphy”…

Dez da noite, conectei o laptop no League Pass. Cliquei no jogo do Phoenix contra o Philadelphia e… estava horrível!

O jogo passou todinho em “slow motion”! Não tinha como assistir a partida daquele modo. Resultado: vi pouco do jogo.

E o pior é que as outras partidas chegavam limpinhas pelo League Pass. Sem qualquer problema.

Logo ontem que eu iria me concentrar no jogo do Phoenix — o que eu ainda não fiz nesta temporada. Iria deliciar-me com o “gun and run” dos ensolarados, na definição perfeita do Daniel Sanches, parceiro frequente deste botequim.

E mais: queria ver Steve Nash, que vários companheiros têm garantido que está jogando um basquete que vai garantir a ele a disputa pelo MVP desta temporada. Mas não deu certo.

Como disse, a tal da “Lei de Murphy” deu o ar da graça e eu pouco vi da sensacional virada do Suns pra cima do Sixers. No intervalo da partida, os anfitriões venciam por 12 pontos: 66-54 — isso eu vi.

Perderam, ao que tudo indica, a inspiração e o fôlego no segundo tempo. Sim, pois o Phoenix, no período derradeiro, sapecou 65-49 no Philadelphia e calou os 10.205 torcedores que foram ao Wachovia Center (pouca gente, concordam?).

Sapecou 65-49 porque, como disse, conseguiram impor o “run and gun” e no “run and gun” não tem time que consiga conter o Phoenix.

Desta forma, o Sixers ao perder a inspiração (no caso de valorização da bola e arremesso equilibrado), possibilitou o contra-ataque ao Suns e, sem fôlego, foi comido pelo adversário.

Phoenix 119-115 Philadelphia. Resultado justo.

Pena que eu não tenha tido a oportunidade de ver o jogo na íntegra. Mas não faltarão oportunidades para isso.

DESTAQUES

Claro que Steve Nash merece todas as honras. Marcou 21 pontos e deu 20 assistências!

Demais; não é pra qualquer um.

Informação pra quem não sabe: foi a primeira vez desde a temporada 2005/06 que o canadense registrou 20 ou mais pontos e assistências numa mesma partida. No dia 2 de janeiro de 2006, Nash fez 28 pontos e 22 assistências em Nova York diante do Knicks.

As 22 assistências referidas representam, até hoje, recorde na carreira do menino do país bilíngue.

É o “Pistol Steve” desta geração. Alguém discorda?

BRASUCA

Leandrinho Barbosa, pelo que pude ver, está voltando aos poucos. Jogou 21 minutos, é verdade, mas não teve o volume de jogo habitual.

Foram apenas cinco bolas arremessadas durante o tempo em que esteve em quadra. Uma dupla e quatro triplas; acertou uma das duplas e duas das triplas.

Terminou a partida com oito pontos e um rebote. E mais nada. Nem lance livre bateu.

Como disse, Leandrinho está voltando aos poucos depois da lesão.

GOELA

Tim Duncan, lesionado, não jogou; o mesmo para Tony Parker. Mas a potência vocal do outro tenor texano compensou. Manu Ginobili só não fez chover ontem em San Antonio.

O argentino marcou 36 pontos (14-16 nos lances livres, de dar inveja aos brasileiros) nos 34 minutos em que ficou em quadra, mostrando que está bem das pernas. Sim, pois o jogo esteve no pau até os últimos cinco minutos.

E foi no quarto decisivo que o argentino foi grande. Manu acertou todas as suas quatro bolas triplas; jogou muito.

Resultado: o Spurs venceu o Toronto por 131-124, num jogo emocionante de se ver.

Gostei, pois o alvinegro do Texas fez ontem o que o Lakers vem fazendo: mesmo desfalcado, em casa quem canta de galo são eles.

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009 NBA | 20:26

O FUTURO ESPERA POR THUNDER E DURANT

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Hoje foi daqueles dias que o dia tem que ter mais de 24 horas. Suo em bicas enquanto escrevo, pois não consegui parar nem um minuto sequer.

Suo, escrevo e como; tudo ao mesmo tempo. Aliás, vocês estão servidos?

Obrigado, mas vamos ao que interessa — mesmo atrasado.

Deu pena ver o Oklahoma City perder para o Lakers na prorrogação. O time jogou muito no tempo normal e poderia ter vencido. Apresentou volume de jogo para isso.

Mas veio o tempo extra e aí os homens foram separados dos meninos. E o Lakers venceu.

E por que venceu? Porque Kevin Durant, que anotou 28 pontos no tempo normal, zerou na prorrogação. Arremessou quatro bolas e não acertou nenhuma.

Seu desempenho no tempo adicional limitou-se a uma assistência.

Aliás, Durant atirou oito bolas de três (uma delas na prorrogação) contra o aro do Lakers e não encestou nenhuma.

Já Kobe Bryant, que terminou os quatro quartos com 27 pontos, fez mais quatro na prorrogação e foi determinante para a vitória por 101-98.

Como disse acima, a prorrogação encarregou-se de separar os homens dos meninos.

O Thunder tem um grande potencial, mas é para o futuro. O presente pertence a Lakers e Boston.

MASSACRE

E por falar em Boston… O que dizer de sua quinta vitória no torneio? Vitória, vírgula, foi um massacre pra cima do Philadelphia: 105-74.

O Celtics deste início de temporada parece muito com aquele Celtics de há duas temporadas quando ganhou o título da NBA.

A vitória de ontem veio na defesa — os números mostram isso. O Sixers acertou apenas 36.6% de seus tiros de quadra (29-80), sendo que apresentou insignificante, pífio, ridículo (escolham o adjetivo) percentual de três pontos: 06.3% (1-16).

Goleada mesmo com Kevin Garnett marcando apenas três pontos e Ray Allen anotando cinco.

Ou seja: mesmo na podre o time é forte demais.

Dá para dizer que é o melhor da NBA no momento? Não, vamos esperar um pouco pelo cruzamento dos confrontos. Quero ver o Celtics “on the road” e jogando principalmente contra os times do Oeste.

RESUMO

Nos outros jogos, destaque para Nenê Hilário na vitória do Denver sobre o Pacers por 111-93. O são-carlense marcou 16 pontos e apanhou 13 rebotes (quatro no ataque). Foi seu primeiro “double-double” da temporada.

Outro brasuca que anotou duplo-duplo foi Anderson Varejão no suado triunfo do Cleveland sobre o Washington por 102-90. O capixaba marcou dez pontos e confiscou igual número de rebotes.

Quem também merece — e muito — destaque é Luol Deng. O ala do Chicago arrebentou com o jogo no United Center ao anotar 24 pontos e apanhar 20 rebotes na apertadíssima vitória por 83-81 do Bulls diante do Milwaukee.

Leandrinho Barbosa, contundido, nem se trocou para a partida em que o seu Phoenix bateu o Heat, em Miami, por 104-96. É dúvida para o jogo desta noite diante do Orlando, também fora de casa.

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sábado, 31 de outubro de 2009 NBA | 12:45

MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM

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Nossos meninos brilharam na rodada de ontem da NBA.

Anderson Varejão (foto AP) foi muito importante na primeira vitória do Cleveland nesta temporada, depois de duas derrotas consecutivas. O capixaba fez seu primeiro “double-double” neste campeonato ao anotar 13 pontos e apanhar 11 rebotes (quatro deles ofensivos).Cavaliers Timberwolves Basketball

Ajudou e muito o Cavs no largo triunfo de 104-87 diante do Minnesota no Target Center de Minneapolis, quase em solo canadense.

Sua atuação só não veio em letras garrafais porque LeBron James não deixou. LBJ cravou 24 pontos na cesta alheia, confiscou nove rebotes e deu sete passes que resultaram em cestas.

Bem mais ao Sul dos EUA, Leandrinho Barbosa foi o cestinha da partida onde o Phoenix ganhou do Golden State por 123-101. O paulistano cravou 24 pontos no aro californiano e ajudou a computar a segunda vitória em dois jogos do Suns na competição.

Só não deixou a quadra do US Airways Center sob os holofotes da mídia e os olhares contemplativos dos torcedores porque Steve Nash não deixou. O canadense deu 20 assistências e marcou 18 pontos no deserto do Arizona.

Bom para os dois brasucas, bom pra todo mundo. As vitórias, tanto do Cleveland quanto do Phoenix, estavam no script da rodada.

SURPRESA

O que não estava no roteiro foi a derrota do Lakers para o Dallas. Partida em Los Angeles, tabu em jogo (havia seis jogos que o Mavs não vencia os amarelinhos), eu não esperava por isso.

Ah, mas o Lakers jogou sem Pau Gasol. Verdade; mas os texanos atuaram sem Josh Howard.

Derrota indesculpável, mas previsível dentro de um campeonato longo e com jogos quase que diários.

Pra variar, Dirk Nowitzki foi o destaque dos visitantes: 21 pontos e 10 rebotes. Kobe Bryant marcou 20 pontos e pegou seis rebotes.

MJREALEZA

Com Michael Jordan (foto Reuters ao lado do técnico Larry Brown) vendo tudo de sua poltrona ao lado do banco de reservas, o Charlotte Bobcats bateu o New York por 102-100 depois de duas prorrogações. O final foi emocionante, com DJ Augustin derrubando dois lances livres a dois segundos do final da partida.

Mas o destaque do jogo foi mesmo o armador Raymond Felton, que um dia ganhou uma camisa do Palmeiras do técnico Caio Junior em visita ao CT alviverde, há dois anos. Felton, produto de North Carolina, marcou 22 pontos, deu nove assistências e pegou oito rebotes.

Quanto ao New York, enquanto não trocar o treinador, esquece. Pior do que isso: com este cenário, duvido que LeBron James considere a possibilidade de jogar na Big Apple no ano que vem.

Mesmo com todo o glamour da cidade que nunca adormece.

ALARME

Vince Carter pregou um baita susto nos torcedores do Orlando. No segundo quarto da partida de ontem contra o New Jersey, deixou a quadra lesionado no tornozelo esquerdo.

Era, até então, o cestinha do jogo com 16 pontos. Era, também, seu primeiro jogo diante de sua ex-equipe em seu antigo lar.

Estava impossível.

Imprevisto surgido, time em perigo, Super-Homem entrou em ação. Dwight Howard foi até a cabine telefônica mais próxima, tirou seu traje civil e entrou em cena.

Terminou a partida com 20 pontos, 22 rebotes e quatro tocos. Homem, ou melhor, super-homem do jogo.

Orlando 95-85 New Jersey.

RAJONQUARTETO

Se a noite retrasada foi inesquecível, a passada foi pra se esquecer. O Chicago tomou uma aula de basquete ontem à noite em Boston.

Foi surrado pelo Celtics por 118-90. Não viu a cor da bola.

O alviverde de Massachusetts somou seu terceiro triunfo na competição. Está invicto até o momento.

E dá mostras claras, com contornos bem definidos, de que realmente é um dos times a ser batidos nesta temporada.

Paul Pierce (22 pontos), Ray Allen (20) e Kevin Garnett (16) fazem mesmo a diferença, ninguém questiona isso. Mas está mais do que na hora de colocarmos Rajon Rondo no mesmo patamar do Big Three.

Rajon (foto Reuters entre Garnett e Allen) marcou dois míseros pontinhos, os relutantes podem dizer. Sim, é verdade, mas ele distribuiu 16 assistências e pegou oito rebotes.

Em meia hora desfilando seu talento no TD Banknorth Garden, cometeu apenas dois erros — o que para um armador é expressivo, pois ele tem a bola nas mãos a maioria do tempo.

Que tal substituirmos o Big Three por Quarteto Fantástico?

Já o Chicago… O que dizer? O time foi um fiasco.

Derrick Rose foi um fiasco: duas assistências e uma dezena de pontos. Tyrus Thomas foi um desastre na linha do lance livre: 4-9. Luol Deng só quatro pontos e dois acertos nas oito bolas atiradas contra o aro adversário.

E o que dizer de John Salmons? 2-14 nos arremessos!!!

Aliás, por falar nisso, olhem só o aproveitamento do Chicago nas bolas de três: 2-15 (13.3%).

Com números assim fica impossível destruir uma das fortalezas desta temporada.

Salvou-se apenas Joakim Noah com seus 16 pontos e dez rebotes. Lutou com um “bull” do começo ao fim do jogo.

Jogo, aliás, para ser esquecido.

COMPARAÇÃO

Fiquei pensando dia desses: não parece a vocês que LeBron James é a versão no basquete do tenista Andy Roddick?

Pensem nisso.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009 NBA | 13:23

UM TIME REFÉM DE UM JOGADOR

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Na rodada de abertura da NBA foram 38 pontos e oito assistências. Ontem veio um “triple-double”: 23 pontos, 12 assistências e 11 rebotes.

LeBron James (foto AP) segue jogando muito — e o Cleveland segue com os seus problemas: dependente até o último fio de cabelo do desempenho de LBJ.

Cavaliers Raptors BasketballDepois de ser derrotado em casa pelo Boston no primeiro jogo da temporada (95-89), o Cavs voltou a se curvar diante do oponente. Ontem, cruzou a fronteira canadense e tombou no Air Canada Centre frente ao Raptors: 101-91.

Já é tempo de preocupação? Claro que não, o campeonato nem engatinha ainda, pois apenas duas rodadas aconteceram.

Mas a campanha atual do Cleveland é o avesso da passada.O que acontece com o Cavs?

Até agora não funcionou como time. Um dos principais problemas é a falta de encaixe no jogo de Shaquille O´Neal.

Ontem, Big Daddy jogou apenas 25 minutos. Nos instantes derradeiros do prélio, ficou no banco, vendo tudo acontecer em quadra.

Este é o grande reforço para a temporada? Deveria ser — mas até agora não é.

Eu ainda o vejo com paletó e gravata. Ou seja: está mais para um ex-jogador em atividade do que para alguém que possa dar ao Cleveland aquele salto de qualidade, capaz de colocar o time em situação de superioridade em relação aos seus dois grandes concorrentes nesta conferência: Boston e Orlando.

E a oscilação dos demais jogadores também contribui para o rendimento paupérrimo do Cavs neste começo de trabalho.

A prudência manda que a gente aguarde para ver como serão os contornos definitivos desse time. Afinal, o que vemos até o momento são esboços — e desanimadores.

Vamos, pois aguardar.

RODADA

Nenê Hilário debutou ontem; Leandrinho Barbosa também. E os dois deixaram a quadra vencedores.

O Denver bateu o Utah, em seu Pepsi Center, por 114-105. O são-carlense anotou 16 pontos, fisgou seis rebotes (três de ataque), fez dois desarmes e deu um toco.

Mas deixou a partida prematuramente, pois cometeu seis faltas. As faltas têm sido um grande adversário para Nenê; infelizmente, em muitas ocasiões ele se deixa vencer por esse temível inimigo.

Já Leandrinho e o seu Phoenix foram até a Califórnia e bateram o Clippers no Staples Center por dois pontinhos apenas: 109-107. Não importa, pois, ao contrário dessa bobagem do futebol que leva em consideração gols marcados e sofridos, o que conta é a vitória.

O paulistano saiu como titular. Antou 17 pontos e teve 50% de aproveitamento nas bolas triplas: 3-6.

Como sempre, não se intimidou em quadra. Quando a brecha surgiu, bola pra cesta!

A personalidade de Leandrinho no Phoenix é uma; na seleção brasileira é outra, vocês concordam?

CAPIXABA

Ao contrário do que ocorreu no jogo de estréia diante do Boston (nove pontos e sete rebotes), ontem diante do Toronto Anderson Varejão fez apenas dois pontos e apanhou dois rebotes.

Mas o toco que ele deu em Chris Bosh, quase ao final da partida, fez-me pular do sofá e dar um soco no ar, como Pelé fez pela primeira vez na Rua Javari na década de 1960, gesto que acabou copiado pelo resto do planeta — inclusive por Michael Jordan, naquela vitória inesquecível diante do Cavs, em Cleveland.

RODADA

Não vi todos os jogos de ontem — seria impossível. Portanto, sou todo ouvidos para ouvir relatos de quem viu, por exemplo, a importante vitória do San Antonio diante do New Orleans ou a estréia triunfante do Orlando frente ao Philadelphia. Vale destaque também a visita vitoriosa do Detroit a Memphis.

Mãos à obra, rapaziada!

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terça-feira, 4 de agosto de 2009 NBA | 21:18

TABELA DA NBA FAVORECE O LAKERS

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Já é público: a NBA divulgou nesta terça-feira a tabela da temporada 2009/10. O campeonato começa no dia 27 de outubro com quatro partidas: Cleveland x Boston, Dallas x Washington, Portland x Houston e Lakers x Clippers.

Ao todo serão 1.230 contendas. A fase de classificação chega ao fim no dia 14 de abril do ano que vem.

Nesta primeira noite, a atração, por mais que o campeão Lakers entre em quadra, ficará por conta da estréia de Shaquille O’Neal com a camisa do Cavs, ao lado do capixaba Anderson Varejão. A curiosidade e a expectativa de vê-lo junto com LeBron James são grandes demais.

E a NBA, aliás, boba que não é, escolheu o adversário a dedo: o Boston, de Kevin Garnett e Rasheed Wallace – o que vai proporcionar um duelo e tanto dos dois contra Shaq (foto AP).

Claro que o Lakers em ação é destaque também. Até porque o oponente, o Clippers, vem com o draft número um desta temporada, o pivô Blake Griffin.

Lakers e Griffin são garantias de audiência, com certeza. Como estarão os amarelinhos agora com Ron Artest?

Acho que o Lakers estará mais forte; Artest é mais jogador que Trevor Ariza.

DIA SEGUINTE

Nenê e Leandrinho Barbosa debutam no dia 28 de outubro.

O são-carlense jogará no conforto do lar diante do Utah, enquanto que o paulistano viajará até Los Angeles para enfrentar o Clippers.

EXPECTATIVA

É grande quanto ao Cleveland e a Anderson Varejão. Ao lado de Shaquille O’Neal, Varejão tem tudo para amadurecer ainda mais seu jogo.

Com Shaq no time, o Cavs tem grande chance de ganhar a conferência e decidir novamente o título da NBA. Ele ajudará a tirar a pressão em cima de King James, que deverá ser inteligente e explorar ao máximo o veterano pivô.

Nenê e o Denver pouco mudaram. O time manteve o núcleo da temporada passada, mas adicionou o talento do armador Ty Lawson, campeão universitário com North Carolina.

A qualidade do grupo e o entrosamento serão fatores importantes na caminhada do Nuggets para tentar repetir a temporada passada, quando disputou o título do Oeste contra o Lakers.

Lakers, aliás, que será o grande problema do Denver – mais do que San Antonio, Houston, Portland, Dallas, Phoenix…

O Suns, infelizmente, é o mais fraco dos três times que contam com brasileiros. Seu treinador não tem carisma e seu grupo é deficiente.

Pior: o time foi montado em cima de Steve Nash, um jogador que está mais pra lá do que pra cá. Espero estar errado e ver Phoenix e Denver disputando o título da conferência.

Mas, cá pra nós, isso me parece impossível.

ESQUISITICES

Algumas esquisitices fazem parte do calendário.

Por exemplo: o Lakers joga 17 de suas primeiras 21 partidas dentro de seu Staples Center. Outra: o Houston atua em território alheio 22 de seus primeiros 36 embates.

Não gosto disso; já abordei o assunto no campeonato passado.

Por mais que o Lakers venha disputar 25 jogos da segunda metade do torneio na quadra inimiga, com certeza nesta época os amarelinhos já acumularam gordura suficiente do ponto de vista psicológico.

Ao jogar 17 de suas primeiras 21 partidas dentro de casa, o time, fortíssimo, atual campeão da NBA, tem tudo para fazer – por que não? – 17 vitórias diante de seus torcedores.

Com isso, não só o psicológico do time cresce, mas o emocional também.

Em contrapartida, o Houston, sem Yao Ming, pode mergulhar em uma crise com uma série de derrotas em seus primeiros 36 confrontos. E o time corre o risco de se desestabilizar, pois é duro trabalhar na adversidade.

Uma vantagem e tanto para o Lakers; uma desvantagem e tanto para o Houston.

MULTA

A temporada nem começou, mas Cleveland, Houston e Minnesota serão multados pela NBA. Motivo: vazaram a tabela antes de a entidade tê-la divulgado.

O valor da multa ainda não foi estabelecido, mas deverá ser salgado.

Bem feito; apressado como cru.

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segunda-feira, 20 de julho de 2009 NBA | 20:10

DEPOIS NÃO RECLAMA

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Minha avó costumava dizer que quem corre por gosto não cansa.

O Phoenix acabou de renovar o contrato de Steve Nash por mais duas temporadas. O jogador receberá em troca US$ 22 milhões – US$ 11 milhões por ano.

O novo acordo, é bom que se diga, começa a valer a partir do campeonato 2010/11. Sim, pois o canadense ainda tem vínculo com o Suns por mais uma temporada, quando receberá US$ 13.1 milhões.

Ou seja: Nash, duas vezes eleito o MVP da temporada regular da NBA (05 e 06) vai amealhar nos próximos três anos US$ 35.1 milhões.

A grana não é minha; portanto, que se lasque Robert Sarver, o dono da franquia. Se ele quer rasgar dinheiro, o problema é dele – desde que não rasgue o meu, é claro.

Nash (foto AP) goza de um prestígio na NBA incompreensível para o meu gosto. Jamais disputou um título e em quadra é um autêntico peladeiro; que me desculpem seus fãs.

O time que ele conduz se parece mais com um bando correndo daqui pra lá e de lá pra cá do que com uma equipe bem estruturada e organizada. Sempre foi assim.

Nash está atualmente com 35 anos. Quando seu contrato com o Phoenix se encerrar ele estará com 38 anos.

A idade é o que menos importa; desde que o jogador esteja sadio. Este é o caso de Nash.

Suas pernas não parecem dar sinais de cansaço. Assim, a correria tende a continuar; daqui pra lá e de lá pra cá.

Seu entendimento do jogo é curto. E se Nash não aprendeu até hoje como conduzir um time, não vai ser agora, quase balzaquiano (será que eu posso usar o termo com marmanjos?) que ele vai aprender.

Steve Kerr, GM da franquia, o mesmo que demitiu Mike D’Antoni e contratou o horroroso Terry Porter, vendeu a idéia a Sarver de que a franquia tem que ser reconstruída em torno de Nash. Sarver acreditou na história de Kerr.

Quer dizer então que um cara que basicamente só sabe correr em quadra e que nos momentos decisivos e de pressão (leia-se playoffs) invariavelmente toma decisões erradas (não fosse assim ao menos um título de conferência ele teria) vai ser o professor de quem vem por aí?

OK, então não reclame no futuro. Não foi o Phoenix quem decidiu renovar o contrato do jogador?

Como dizia minha avó, quem corre por gosto não cansa.

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quinta-feira, 25 de junho de 2009 NBA | 18:17

REFORÇO DE PESO

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Já vi que muitos de vocês tomaram conhecimento e alguns já comentaram o negócio desta quinta-feira: Shaquille O’Neal deixou o Phoenix e foi para o Cleveland.

Em troca, o Cavs mandou para o Suns Sasha Pavlovic, Ben Wallace, US$ 500 mil e o primeiro “draft” do ano que vem, desde que não esteja entre os 40 primeiros. Se isso ocorrer, o Suns fica com a segunda escolha do Cleveland.

O que isso quer dizer?

Que o Cleveland não mediu esforços para continuar sonhando com o título na próxima temporada. Enfiou a mão no bolso e pegou Shaq.

Sim, pois o superpivô tem garantido para esta próxima temporada US$ 20 milhões. De outra parte, Sasha antecipou US$ 3.450 milhões deste último ano de seu contrato, o que lhe garante para a próxima temporada apenas US$ 1.5 milhão – que serão pagos pelo Suns – e não os US$ 4.950 milhões a que ele teria direito.

Além disso, como o time do Arizona estava com o “cap” estourado, outros US$ 3.450 milhões serão adicionados à economia da franquia, que não terá de pagar de multa à NBA por ter estourado o teto da “Luxury Tax”.

Isso sem contar que Big Ben pode se aposentar, o que, se ocorrer, desobriga o Phoenix de pagar os US$ 14 milhões a que ele tem direito na próxima temporada. E a possibilidade é grande, apesar da vultosa quantia em questão.

Mas esqueçamos as cifras e vamos falar de basquete.

Com Shaq no time, o Cleveland ganha muita força em seu jogo interior. Mesmo com 37 anos, o grandalhão teve médias de 17.8 pontos e 8.4 rebotes por partida na última temporada.

Se não empolgou tanto foi porque ele jamais casou com o estilo de jogo do Phoenix. No começo, Terry Porter até que tentou, mas depois que foi demitido e Alvin Gentry assumiu o comando da equipe, ela voltou à correria dos tempos de Mike D’Antoni.

Agora ao lado de LeBron James (foto AP), sobrará espaços para Shaq atacar, o que é o forte de seu jogo. Isso porque a marcação adversária dobra o tempo todo pra cima de LBJ, pois, se não o fizer, o craque enche o picuá adversário de cesta.

Dobrando em King James, Shaq vai ter, como disse, folga ofensiva. E se ele encontrá-la, vai também encher o picuá adversário de cesta.

Além disso, defensivamente, ele vai ajudar na briga contra os grandalhões adversários. E quando falo em grandalhões adversários me refiro ao pessoal do Boston e do Orlando – principalmente Dwight Howard.

Shaq não tem um histórico de contusões graves, é experiente e ainda tem amor pelo jogo. Além disso, é boa praça e não bagunça vestiário; ao contrário, ajuda a melhorar o ambiente do grupo.

Ainda por cima, vai adicionar a experiência que o time tanto precisou nos momentos decisivos da última temporada. Afinal de contas, ele tem quatro anéis de campeão.

Quanto ao Phoenix, bem, o Suns pensou apenas no dinheiro. Vê-se que a franquia não tem projeto de alçar grandes voos no próximo campeonato.

Se o tivesse, teria procurado algum jogador útil para o time – e não um atleta que só pensa em se aposentar e um estrangeiro que até hoje não entendeu direito como é que funciona o jogo na NBA.

DRAFT

Hoje à noite, 20h de Brasília, acontece em Nova York o “NBA Draft”. Não me emociona nenhum pouco, pois não teremos neste recrutamento nenhum Kobe Bryant, LeBron James ou Tim Duncan.

Dizem os especialistas que é uma das mais fracas seleções dos últimos tempos.

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quinta-feira, 2 de abril de 2009 NBA | 15:12

ERRO GROTESCO

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Eu me pergunto: do que adiantou tudo o que o Charlotte fez em um tempo normal e em uma prorrogação? Nos segundos finais do segundo tempo extra, a defesa do Bobcats ficou completamente perdida no contra-ataque armado pelo Boston depois de Raymond Felton ter errado um arremesso a 11 segundos do fim.

O erro pior foi do ala Gerald Wallace, que tentou tomar a bola de Paul Pierce e deixou Ray Allen livre. Sabe o que aconteceu? Claro que vocês sabem, é público: Allen derrubou a bola tripla e colocou o Celtics na frente em 111-109 (placar final) e disse não ao adversário, que pretendia – e podia – ganhar a partida.

Eu me pergunto: como alguém pode deixar, segundos que sejam, um jogador como Ray Allen livre no momento decisivo (foto AP)? Ele já havia empatado a partida nos segundos finais da primeira prorrogação (101-101) e – o mundo está careca de saber –, é a principal opção ofensiva do Boston “down the strecht”.

Wallace deveria ter deixado Pierce no mano a mano com Boris Diaw, que contava ainda com uma provável ajuda do pivô Emeka Okafor. Diaw estava bem posicionado na marcação a Pierce e a chance de ele errar não era desprezível.

Mas Wallace optou pela ação do desarme e deu no que deu. A decisão do ala do Cats surpreendeu até mesmo Allen, que, após a partida, se disse surpreso ao se ver livre para o arremesso que destruiu o adversário.

“Eu realmente não esperava que Wallace me deixasse livre”, admitiu Allen depois do embate.

Inconformado, o técnico Larry Brown, do Charlotte, não conseguia entender por que não foi feita a falta em Pierce. “Tínhamos mais uma falta para fazer”, disse Brown.

E com três segundos para o final, depois de um pedido de tempo do Boston, o Cats voltaria com uma defesa mais bem posicionada, o que dificultaria o arremesso final.

A derrota representou um ponto final na sequência de vitórias do Charlotte. O time havia batido Philadelphia, fora, e Knicks e Lakers, em casa.

Estava empatado com o Chicago em número de derrotas. Agora tem 41, uma a mais que Bulls, que agradece Gerald Wallace.

PATINADA

Outro time que pisou na bola foi o Houston. Tudo bem que o jogo contra o Phoenix foi no Arizona; mas o Suns hoje é um time desfalcado no garrafão com a ausência de Amaré Stoudemire.

E os texanos têm um jogo interior forte com Yao Ming e Luis Scola. Por isso, não consigo entender a derrota por 114-109.

A partida foi muito igual; os números mostram isso. Shaquille O’Neal e Ming se anularam.

O problema é que Scola não conseguiu levar vantagem diante de Matt Barnes, seu marcador, na verdade um ala improvisado de ala de força, que mede apenas 2m01 de altura e não está acostumado à posição.

Baixo, como se vê, para a posição, cinco centímetros a menos que Scola, ala/pivô de ofício, acostumado às intempéries do garrafão.

A derrota do Rockets se deu exatamente aí.

DUELO

Dwight Howard e Chris Bosh, os dois pivôs do time dos EUA nos Jogos de Pequim, se encontraram ontem à noite em Orlando. Howard comportou-se como um ótimo anfitrião e estendeu um tapete vermelho para Bosh.

Esperto, o pivô do time canadense aproveitou-se das boas vindas e anotou 24 pontos e apanhou 12 rebotes. O ponto alto da gentileza de Dwight aconteceu quando faltavam 23 segundos para o final da partida.

Com uma marcação bem meia boca para quem é considerado o melhor pivô do mundo, Dwight possibilitou um arremesso para Bosh levar a vantagem do Raptors para três pontos: 98-95.

E o Magic não teve forças – e principalmente tempo – para reverter o marcador e ganhar uma partida que todos na franquia davam como favas contadas.

O prejuízo foi enorme, pois, com a vitória do Celtics diante do Bobcats, o Orlando perdeu a segunda posição no Leste para o Boston, que tem um melhor aproveitamento.

E é aquilo que a gente tem dito: a chance do Orlando num possível embate nas semifinais do Leste é ter a vantagem de quadra. Caso contrário, o Boston decidirá o título da conferência com o Cleveland.

ROTINA

O Lakers fez as pazes com a vitória ao bater o Milwaukee (foto AP) por 104-98. Mas não foi sossegado.

O time californiano esteve atrás no marcador no terceiro quarto, iniciou o último também em desvantagem, para tomar a dianteira quando faltavam 7:52 minutos para a buzinada final.

Dali para frente, não perdeu mais o controle do jogo. Mas voltou a mostrar aquela mesma indolência que tem marcado seus últimos jogos.

O primeiro tempo do Lakers foi preocupante do ponto de vista defensivo. Possibilitou ao adversário um aproveitamento de 56.8% de seus arremessos.

Mas esqueçamos os problemas do jogo de ontem. Vamos nos concentrar na notícia que vem de Los Angeles: Andrew Bynum está se recuperando mais rápido do que esperava de sua contusão no joelho.

E garantiu: volta nos últimos jogos da fase de classificação. Ou seja: daqui a uns dez dias no máximo.

Ele falou em duas semanas ao responder uma pergunta de uma fã que o encontrou na rua, ontem, após posar para uma fotografia.

Perguntou ela: “Quando você volta?”; respondeu Bynum: “Duas semanas”, para acrescentar, em seguida: “Tomara”.

E sorriu; para a fã e para sua boa situação.

APOSENTADORIA

Allen Iverson disse ontem que cogita se aposentar ao final desta temporada. Iverson já não é mais o mesmo, todo mundo sabe disso.

Mas ele ainda pode jogar em alto nível na NBA. Claro que não a ponto de levar nas costas – como fez no Philadelphia – uma equipe para disputar o título.

A decisão se deve ao fato de ele não querer se tornar gerente de banco. Ego inflado, quer ser titular.

Até aí tudo bem. O problema é que ele quer ser titular de um time de ponta.

Não dá mais.

Iverson pode ser “starter” de times que vão, no máximo, brigar pela oitava posição em sua conferência. Mesmo assim, se divertiria em quadra e ganharia mais dinheiro para uma velhice sossegadíssima – não dele, mas da quarta geração a partir dele, óbvio.

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