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quarta-feira, 18 de julho de 2012 NBA | 15:58

UMA ANÁLISE DOS BRASILEIROS NAS ‘SUMMER LEAGUES’ E QUESTÕES QUE PRECISAM SER RESPONDIDAS

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Enquanto o planeta basquete está de olho nos Jogos Olímpicos de Londres, vendo amistosos e torneios de seleções que estarão nas Olimpíadas, a NBA não para. As “summer leagues” seguem a todo o vapor e depois de Orlando agora estamos em Las Vegas.

Na capital norte-americana do jogo os três brasileiros estão em ação, o que não ocorreu em Orlando, quando Paulo Prestes, pivô do Minnesota, e Scott Machado, armador do Houston, não atuaram. Em Vegas, os dois e Fab Melo, do Boston, tentam impressionar os treinadores para conseguir assinar um contrato e garantir uma vaga na maior liga de basquete do planeta.

Paulão — como nós brasileiros o chamamos — é o que tem se destacado mais. Em dois jogos disputados no torneio, o paulista de Monte Aprazível, que na última temporada atuou no basquete da Lituânia, acumulou médias de 9,5 pontos e 7,5 rebotes. Prestes (foto) tem aproveitamento de 57,1% dos arremessos. E uma permanência em quadra de 25,0 minutos. E dos três, é o único com o status de titular.

Por falar nisso, Machado, que começou no banco os três primeiros confrontos do Houston em Vegas, ganhou o posto de “stater” na última partida — vitória por 99-88 diante do Portland — por conta de sua ótima atuação frente ao Sacramento, quando o Rockets venceu por 113-91. Neste jogo, Scott atingiu seu primeiro duplo dígito em um fundamento: foram dez assistências. O brasileiro filho de gaúchos, mas nascido no bairro do Queens, em Nova York, tem medidas de 5,0 pontos e 5,5 assistências. Fica cerca de 24 minutos em quadra por partida.

Finalmente, Melo, que dos três foi o único recrutado na primeira rodada — Paulão apareceu na segunda em 2010 (45ª posição) e Scott, como sabemos, não foi selecionada por nenhum time da NBA. Melo, no entanto, não tem sido muito aproveitado pelo C’s. Nos dois jogos disputados nesta liga de verão em Nevada, o mineiro de Juiz de Fora ficou em média exatos 16 minutos por partida. Muito pouco. Por conta disso, empilhou os seguintes números: 6,0 pontos e 3,5 rebotes. E não foi titular do Boston em nenhuma partida.

E isso me chama a atenção, pois Melo foi escolhido na primeira rodada e veio de uma escola que tem tradição de revelar bons jogadores. Além disso, nos dois anos em que ficou em Syracuse, Melo foi treinado por Jim Boeheim, atualmente um dos assistentes técnicos de Mike Krzyzewski, o Coach K, na seleção dos EUA que disputará as Olimpíadas.

Esperava, confesso, mais; muito mais. Em Orlando, por exemplo, Melo atuou quase 16 minutos por partida. Teve médias de 1,8 ponto e 4,8 rebotes. Seu melhor momento se deu na partida da sexta-feira da semana passada, quando o Boston venceu o Orlando por 94-73 e Melo anotou seu primeiro e único duplo dígito nos rebotes: foram dez.

O que ajuda — e muito — Melo (foto) é o seu tamanho. Ele tem 2,13m de altura e pesa 115,7 quilos — o que não é pouco. Defende bem e tem tudo, com um biotipo desses para fazer carreira na NBA.

Scott faz o que eu realmente esperava. Seu 1,85m de altura surge, num primeiro momento, como um fator negativo para ele. Os “scouteiros” da NBA acham difícil um jogador com esse tamanho vingar na liga. A menos que seja genial. Machado, por melhor que seja e por mais forte que bata o nosso coração brasileiro, não é genial — pelo menos num primeiro momento. Mas é rápido, hábil e sabe fazer o time jogar. Rubén Magnano, eu já contei pra vocês, disse-me que ele se parece com armador europeu. Ou seja: joga para o time; depois pensa em si próprio. Bem diferente do que temos visto ultimamente na NBA, onde os armadores não fazem essa distinção. Jogadores como Derrick Rose e Russell Westbrook, principalmente, fazem o que o jogo indica e não o que se convencionou através dos tempos, o que acabou (e ainda acaba) por engessar muitos talentos.

Quanto a Paulão, a altura, num primeiro momento, também pode ser um obstáculo a mais pra ele vingar na NBA. Ele mede 2,08m e joga como pivô. Seus 125 quilos, todavia, ajudam-no a ganhar espaço no garrafão e a expulsar da área pintada seus inimigos. E com a bola nas mãos ele é eficiente.

Algumas perguntas que carecem resposta no momento são:

1) Os três conseguirão contratos na NBA?
2) Não? Então, quem conseguirá?
3) Quem será o primeiro a ser contratado?
4) Nenhum dos três jogará a próxima temporada.

Eu responderia da seguinte maneira:

1) Sim, os três conseguirão contrato na NBA;
2) Paulão será o primeiro a assinar.

E vocês, o que pensam?

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sábado, 14 de julho de 2012 NBA | 02:35

AS LIGAS DE VERÃO, OS BRASUCAS E AS LEGENDAS DO JAZZ

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Estou aqui curtindo John Coltrane (foto abaixo) tocando “Naima”, navegando pela internet. Passa da 1h30 da madrugada deste sábado. Faz um frio delicioso onde moro, meio que no alto, entre árvores e um céu onde as estrelas não têm vergonha de se assanhar. Frio cortante que, já disse, civiliza. Navego pela internet e, de repente, entre uma página aberta aqui, outra ali, vejo que meu xará Fabio Balassiano postou um texto em seu ótimo blog sobre a estreia de Scott Machado com a camisa do Houston na Summer League de Vegas.

Olhando para o desempenho do armador brasuca, filho de gaúchos, nascido no Queens, Bala assustou-se, não sem razão: Scott marcou apenas dois pontos em 18:42 minutos, frutos de um desempenho medíocre nos arremessos: 1-6. As cinco assistências foram camufladas pelos quatro erros. E Bala escreveu: “Precisa mostrar mais caso queira um contrato com alguma equipe da NBA”.

A faixa acaba. Sai “Naima” e “Moanin’” de Charles Mingus entra sem pedir passagem. Agressiva, sufocante; a orquestra ao fundo. Mingus regendo, o contrabaixo de lado, como ele sempre fazia enquanto regia. E eu olhando para o desempenho de Scott Machado e para as palavras do meu xará Fabio Balassiano. De repente a metaleira se levanta; sobe, estridente. E dita o ritmo. O naipe de sax desfila. Primeiro o barítono, depois o tenor e finalmente o alto. Tudo sob o comando de Mingus. E eu olhado para o desempenho de Scott Machado: dois pontos em 18:42 minutos, frutos de um desempenho medíocre nos arremessos. As cinco assistências, como disse, foram camufladas pelos quatro erros.

“Moanin’” se foi; agora é a vez de “Blue Monk”. Com quem? Ora, precisa perguntar? Se precisa, eu respondo: com Thelonius, my friend. E a advertência do Bala na minha cabeça: “Precisa mostrar mais caso queira um contrato com alguma equipe da NBA”. De fato, Scott Machado precisa melhorar se quiser um contrato na NBA. Mas Bala, calma, meu velho, foi apenas o primeiro jogo do garoto de Iona. Tem mais pela frente. E o Houston venceu o Toronto por 93-81, o que acaba sendo um bom negócio.

Sigo lendo o texto do Bala. E a música segue no mesmo compasso, mas não quantitativamente, em grupos. A música segue seu caminho: sai uma, entra a outra. Monk se foi; agora é a vez de Miles Davis com a canção “Autumn Leaves”, de Joseph Kosma e Jacques Prevért, um standard que ganhou um sem número de versões nas mãos de um sem número de jazzistas. Bala segue também no mesmo compasso, mas não quantitativamente, em grupo, mas sim num movimento cadenciado de andamento regular. Ou seja: sai de um tema e entra no outro. Na verdade, o tema é o mesmo: os brasileiros nas ligas de verão da NBA.

Bala deixou de lado Scott e seu foco agora está em Fab Melo. O pivô brasileiro do Boston não vem com bom desempenho. Mas na vitória do C’s sobre o Orlando, nesta sexta-feira, por 94-73, Bala nos conta que Fab jogou 22:44 minutos e marcou só cinco pontos. É, Bala, mas pegou dez rebotes, meu velho. Isso mesmo: uma dezena de ressaltos. E Melo está lá para isso: defender.  Foi a segunda vez que o pirulão mineiro saiu como titular do Boston nesta liga de Orlando, mas foi a primeira vez que ele teve um duplo dígito em um fundamento. E foi também a primeira vez que Melo jogou mais de 20 minutos. Melhora a cada dia que passa.

Por falar em passar, Miles se foi. Agora é a vez de Art Blakey subir ao palco com seu Jazz Messenger. O tema é “Two of a Kind”. Cavalar. Acompanhado por piano, contrabaixo, dois sax, um trumpete e um trombone. Cavalar, já disse; mas não custa repetir.

Paulão Prestes — que mania ridícula de nós, brasileiros, usarmos esse maldito aumentativo para jogadores de basquete e o diminutivo para jogadores de futebol! Na Itália Adriano era o Imperador; na Espanha Luis Fabiano era o Fabuloso. Na NBA, Karl Malone era The Mailman, Julius Erving era Dr J. e Earvin Johnson era Magic. Aqui, Paulo Prestes virou Paulão, e eu ia dizer que ele será o próximo brasuca a estrear na Summer League de Las Vegas. Bala nos conta que será nesta segunda-feira contra o Clippers. Paulão — eita nóis! — estará com a camisa do Minnesota. E a gente com ele, à distância.

Fab Melo melhora a cada jogo. Scott deve seguir o mesmo caminho. Os dois são talentosos. Os três, eu diria. E eu agora vou dormir.

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terça-feira, 20 de setembro de 2011 basquete brasileiro, Basquete europeu, Seleção Brasileira | 19:09

SURPRESAS MARCAM CONVOCAÇÃO DO BRASIL PARA O PAN DE GUADALAJARA

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Rubén Magnano, o mago, “Magonano”, como já li e ouvi, convocou nesta terça-feira os jogadores para disputar os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que acontecem de 14 a 30 de outubro próximo. A novidade ficou por conta da presença de Tiago Splitter.

O pivô do San Antonio Spurs, que está no Texas, treinando sozinho, não quer ficar parado por causa do locaute da NBA. Tanto que negocia com times brasileiros e europeus. O Pinheiros ofereceu um contrato pequeno para Splitter disputar o Sul-Americano de clubes, nos dias 6, 7 e 8 de outubro, aqui em São Paulo.

Mas Marcelo Maffia, agente do catarinense, garantiu-me: “Isso não interessa”.

E o que interessa?

Respondeu Maffia: “Queremos um contrato como o do Leandrinho, por exemplo. Se o locaute durar um mês, esse contrato tem duração de um mês, mas se durar um ano, terá duração de um ano”.

Se não for assim, Splitter (foto) não assina com nenhum clube brasileiro. Além do Pinheiros, conforme já contei aqui para vocês, Flamengo, Brasília e Franca estão interessados também. E na Europa tem o Caja, ex-time de Splitter. “O presidente do Baskonia (Caja) tem um carinho especial por ele (Splitter)”.

E Maffia completou: “Os times brasileiros estão lentos demais”.

Notícia de última hora: recebi informação de que o Flamengo desistiu nesta terça-feira de Splitter.

SELEÇÃO

Mas a gente falava da convocação da seleção brasileira que vai disputar o Pan-Americano de Guadalajara. Tiago foi convocado e ao lado dele aparecem seis outros heróis de Mar del Plata: Guilherme Giovannoni, Alex Garcia, Marcelinho Machado, Vitor Benite, Caio Torres e Nezinho Santos.

As novidades ficaram por conta dos chamamentos de Murilo Becker (São José), Bruno Irigoyen (Minas), Davi Rosseto (Pinheiros), Cristiano Felício (Minas) e Betinho Duarte (Paulistano).

Estranhei a ausência de Marquinhos Vieira. Dos que jogam no Brasil ele foi o único a não aparecer na lista de Magnano. E machucado Marquinhos não está.

Talvez nosso treinador queira testar outro jogador na posição; pode ser. Mas continuo achando esquisito.

O que eu achei da convocação? Acho que Magnano deveria ter convocado só molecada. Daria cancha a eles.

Os Jogos Pan-Americanos, infelizmente, perderam toda a sua importância. Não há motivo algum para cansar os jogadores que acabaram de conquistar a vaga olímpica.

CIRURGIA

Nesta conversa com Marcelo Maffia, perguntei a ele sobre Paulão Prestes (foto), jogador que ele também agencia. E fiquei sabendo que nosso pivô, que atua no Unicaja da Espanha, vai ser submetido a uma cirurgia de joelho.

“Coisa simples, menisco”, disse-me Maffia. “Vai fazer a cirurgia na Espanha e usará o seguro que a CBB pagou, pois a lesão se deu enquanto ele treinava com a seleção para o Pré-Olímpico”.

E Maffia completou: “Paulão só foi cortado por causa da contusão”. Nova versão, pois o que fiquei sabendo é que ele tinha sido limado do time que foi ao Pré-Olímpico por causa da balança.

Maffia revelou-me, também, que o contrato de Paulão com o Unicaja termina ao final desta temporada. Acaba, ele é livre para ir pra onde quiser.

Minnesota Timberwolves?

“O Minnesota passou um programa de treinos para ele ganhar massa muscular e se adaptar ao jogo da NBA”, relatou-me Maffia. “E ele está fazendo a lição de casa. Já contratou um ‘personal trainer’ que vai monitorar todo o trabalho”.

Depois de encorpado e livre do contrato com o Unicaja, Paulão irá para os EUA participar das ligas de verão do ano que vem. “Se fizer um bom trabalho e for aprovado, o Minnesota oferece um contrato pra ele”, explicou-me Maffia.

Se não der certo, Paulão pode voltar para a Europa ou jogar no Brasil.

Outro time da NBA? Não pode, pois os direitos são do Wolves, a menos que a equipe de Minneapolis abra mão de seus direitos, como o Atlanta fez com Arvydas Sabonis, que acabou contratado pelo Portland Trail Blazers.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 11:28

UM DESEMPENHO PREOCUPANTE DE SPLITTER E DO BRASIL CONTRA DOMINICANA

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O Brasil venceu ontem à noite a República Dominicana por 70-64 pelo torneio Tuto Marchand que está sendo disputado em Foz do Iguaçu (PR). A vitória, no entanto, foi abafada por erros grosseiros mostrados por nossa seleção.

O mais assustador foi o desempenho de Tiago Splitter nos lances livres: 2/11, o que deu um percentual de acerto de insignificantes 18,1%. Splitter sempre teve um desempenho ruim nos tiros da linha fatal, mas ontem ele passou dos limites.

Com uma performance dessas, fica impossível ganhar dos melhores adversários. Rubén Magnano não pode abrir mão de seu tamanho e de sua experiência. E os adversários não vão abrir mão de fazer faltas nele nos momentos cruciais das partidas.

Shaquille O’Neal era um péssimo arremessador dos lances livres. Mas fazia 25, 30 pontos por jogo. Ia para a linha fatal quase sempre depois de fazer a cesta e sofrer a falta.

Não é o caso do Splitter. O brasileiro é muito mais fraco que o americano e não é difícil desequilibrá-lo no momento em que ele tenta a cesta. Desta forma, não consegue pontuar e ter o bônus do lance livre.

Tiago está fora de forma e sem ritmo de jogo, isso é verdade. Está parado há quase uma temporada, pois foi sacaneado por Gregg Popovich no San Antonio e agora com a seleção teve uma distensão muscular que o impediu de treinar.

Esse quadro pode justificar a falta de rebotes (pegou apenas cinco), mas para os lances livres não conta.

O reflexo do mau desempenho de Splitter nos lances livres é que a performance brasileira foi de apenas 13-28, o que deu um percentual de acerto de 46,4%. Ridículo.

LOUCURA

O que também preocupou foram os 20 arremessos de três durante a partida. Se considerarmos que um jogo tem 40 minutos e metade do tempo a bola é de uma das equipes, isso dá um arremesso de três por minuto. Ou seja: ataque sim, ataque não, bola de três!

Como nossos jogadores são mãos-de-pau (nos lances livres e nos chutes longos), nosso selecionado acertou apenas sete destas duas dezenas de tiros longos, o que deu um aproveitamento de 35,0%.

Foram arremessadas 38 bolas duplas contra o aro dominicano, sendo que destas, apenas 18 entraram (47,3%). Mas quem viu o jogo observou: 90% delas foram de infiltrações.

Praticamente, nosso único jogador que arrisca arremessos dentro do arco dos três é Marcelinho Huertas, aliás, o nosso cestinha com 16 pontos. Mas Huertas deu apenas três assistências.

O número baixo de assistências do nosso armador se explica: o mau aproveitamento do time brasileiro, que no total (bolas de dois e de três) fez 25-58, o que deu um aproveitamento de 43,1%.

Ao ver isso, Marcelinho fez como Derrick Rose faz no Chicago: mandou ver ele mesmo, caso contrário, o time seria derrotado.

TOCOS

A ingenuidade de alguns jogadores nos arremessos também chamou a atenção. Isso se refletiu em seis tocos do time adversário (o Brasil deu apenas um). Tocos que foram dados sem muita dificuldade, como um em cima de Guilherme Giovannoni no segundo tempo da partida.

REBOTES

Deixei para o fim o fundamento que mais me preocupou: os rebotes. Os dominicanos pegaram 48 e os brasileiros apenas 28. Foram 20 ressaltos a mais para os caribenhos!

Por isso, eu disse aqui neste botequim que Magnano deveria preservar Paulão Prestes e cortar um dos nossos armadores. Paulão, infelizmente, não estava em forma e acabou ele mesmo se cortando.

REFLEXÃO

Assim como não dava para se empolgar com a vitória sobre o Canadá, também não é para se ficar deprimido com esses números.

Esse torneio Tuto Marchand é preparatório para o que vale: o Pré-Olímpico de Mar del Plata. O Brasil tem que estar preparado para este momento.

GRANDE MÍDIA

Abro os dois principais jornais de São Paulo à cata de leitura sobre a seleção brasileira e do torneio Tuto Marchand. Abro “O Estado de S.Paulo” e “Folha de S.Paulo” atrás de notícias da seleção brasileira que está às portas do Pré-Olímpico de basquete de Mar del Plata.

E nada; nenhuma linha. É entristecedor.

Ligo para um amigo que é assinante de “O Globo” e pergunto: alguma notícia da nossa seleção, do torneio em Foz do Iguaçu?

“Nenhuma linha”, responde-me ele.

Como disse, entristecedor.

Não sou, não quero ser e nem tenho vocação para desempenhar o papel de ombudsman da mídia. Até acho falta de caráter ficar criticando colegas de profissão publicamente, mas que chama a atenção a falta de sensibilidade desses três jornais para com o nosso selecionado, isso chama.

Espero ter olhado com distração estes três gigantes e receber logo mais um puxão de orelhas de um deles.

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terça-feira, 23 de agosto de 2011 Basquete europeu, Seleção Brasileira | 17:28

FORA DE FORMA, PAULÃO PRESTES É CORTADO DO GRUPO QUE VAI A MAR DEL PLATA

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Paulão Prestes foi cortado no começo da tarde desta terça-feira do grupo que vai a Mar del Plata participar do Pré-Olímpico. Fora de forma, não tinha como o pivô ficar entre os 12 inscritos.

Uma pena, porque, dizem (escrevo dizem porque eu o vi atuar raríssimas vezes), Paulão é um talento. Infelizmente, assim como Nenê Hilário, ele tem sempre um problema e acaba ficando de fora.

Recrutado pelo Minnesota Timberwolves, tenho realmente dúvidas quanto ao aproveitamento de Paulão pelo time da NBA. Ele parece ser um jogador relaxado e sem aplicação.

Como é que um cara não entra em forma depois de um mês e meio de treinamentos? É de se espantar.

Uma pena, pois, como disse, dizem que ele tem talento.

Só espero que Tiago Splitter esteja realmente recuperado da lesão muscular na coxa direita. Se ele sentir a contusão, esquece: não tem como brigar nem mesmo para chegar entre os quatro primeiros.

A seguir, o grupo brasileiro que estará em Mar del Plata brigando por uma das duas vagas disponíveis para os Jogos de Londres do ano que vem:

Armadores
Marcelinho Huertas
Nezinho Santos
Rafael Luz

Alas
Marcelinho Machado
Alex Garcia
Vitor Benite
Marquinhos Vieira
Guilherme Giovannoni

Pivôs
Tiago Splitter
Caio Torres
Augusto Lima
Rafael Hettsheimeir

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sábado, 13 de agosto de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 18:05

MAGNANO TEVE SEUS MOTIVOS PARA CORTAR RAULZINHO

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Ruben Magnano cortou o armador Raulzinho Neto do grupo que vai participar do Pré-Olímpico de Mar del Plata.

Num primeiro momento, a gente pode pensar: caramba, por que o Raulzinho? Ele tem potencial, é novinho da silva e mais uma competição internacional daria mais cancha pra ele. Temos que pensar no futuro, isso e aquilo.

Mas isso é o máximo que eu posso dizer. Mas posso dizer também que este não é o momento para dar cancha a qualquer jogador. Há um objetivo em jogo e o nosso futuro também estará. Magnano sabe disso.

Não tenho visto os treinos da seleção brasileira e o jogo deste sábado contra o México (bem como o de quinta-feira) não serviu para nada. O mesmo vale para o torneio Super 4 que foi disputado na Venezuela.

Não sei, portanto, como anda Raulzinho (foto Divulgação). Esstaria ele bem? Estaria ele confiante? Seria ele uma opção para Marcelinho Huertas?

Confio 100% na capacidade e na honestidade do técnico Rubén Magnano. Se ele cortou o armador do Minas Tênis, teve seus motivos.

Portanto, respeito o corte e nada tenho a dizer além disso.

NOVO CORTE

Sobraram 13 jogadores. Uma dúzia vai compor o elenco brasileiro que participará da competição em Mar del Plata. Resta, desta forma, mais um corte a se fazer.

Vai sobrar pra quem?

No momento, o grupo é este:

Armadores
Marcelinho Huertas
Nezinho Santos

Ala-Armadores
Vitor Benite
Rafael Luz
Marcelinho Machado

Alas
Marquinhos Vieira
Alex Garcia

Ala-Pivôs
Augusto Lima
Guilherme Giovannoni

Pivôs
Tiago Splitter
Paulão Prestes
Caio Torres
Rafael Hettsheimeir

Creio que vai sobrar para Rafael Luz ou Vitor Benite. Não acredito que Magnano corte um dos pivôs. Isso porque ninguém sabe em que condições chegará Splitter na Argentina.

O pivô brasileiro que joga no San Antonio da NBA está com uma lesão muscular na coxa. Não participou até agora de nenhum jogo amistoso do nosso selecionado.

Pode entrar em quadra e sentir a contusão. E aí, como fica?

Por isso, Rafael Luz ou Vítor Benite. Um dos dois será cortado.

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domingo, 7 de agosto de 2011 basquete brasileiro, NBA, Seleção Brasileira | 22:19

HAWKS É VENDIDO MAS NÃO SAI DE ATLANTA

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A agência de notícias Associated Press divulgou neste domingo que o Atlanta Hawks será vendido. O comprador é um empresário do ramo alimentício e que controla o grupo La Pizza Loca, baseado na Califórnia e que tem mais de 50 lojas franqueadas.

O dono da empresa, Alex Meruelo, confirmou a compra ao jornal “Atlanta Journal-Constitution”. E afirmou com todas as letras: “Eu sou uma pessoa que não desiste jamais; vou levar um campeonato para a cidade de Atlanta”.

Com essas palavras, garantiu que a franquia não sai da Geórgia, o que tranquilizou os torcedores locais. Afinal de contas, em 31 de maio passado, Michael Gearon Jr e Bruce Levenson, donos do Hawks, venderam o Atlanta Trashers (hóquei) e a equipe mudou-se para Winnipeg, Canadá.

O anúncio será feito nesta segunda-feira. Meruelo compraria não apenas o Hawks, mas teria o controle do ginásio Philips Arena também. O valor não foi divulgado, mas seguramente será muito maior do que os US$ 170 milhões que custaram o Trashers.

Muruelo é um hispano-americano audacioso e que estende seus tentáculos em várias frentes. Recentemente, abriu o cofre e pegou US$ 42,5 milhões para comprar o Grand Sierra Resort and Casino, que fica em Reno, Estado de Nevada.

Se o negócio for confirmado pela liga (o que deve acontecer), Muruelo vai se tornar o primeiro hispano-americano a controlar uma franquia da NBA. E com sua tenacidade, pelo seu tino comercial, os torcedores do Hawks estão começando a se animar.

TÍTULO

O Brasil conquistou neste domingo o título do torneio “Super 4”, que neste ano foi disputado na Venezuela. Venceu os anfitriões por 78 a 63, com 19 pontos de Guilherme Giovannoni (foto Divulgação).

Anteriormente a este jogo diante dos venezuelanos, o Brasil de Rubén Magnano havia vencido Panamá (84 a 48) e Cuba (81 a 60).

Os resultados mostram a fragilidade dos adversários. Até porque o Brasil não pôde contar com Marcelinho Huertas, Tiago Splitter e Paulão Prestes (esse é outro que nunca joga pelo Brasil).

Quer dizer: mesmo com um time reserva, nosso selecionado conquistou o título com o pé nas costas.

O que dizer do torneio? Que ele serviu apenas para movimentar nossos jogadores, melhorar o entrosamento e dar ritmo de jogo ao grupo.

E nada mais.

Não dá para saber se o grupo evoluiu ou regrediu, se um jogador está adquirindo a melhor forma, que esse e aquele atleta são opções desta ou daquela maneira.

Só não podemos dizer que o torneio foi pura perda de tempo, pois, como disse, movimentou nossos jogadores, melhorou o entrosamento e deu ritmo de jogo ao grupo.

Então, eu me pergunto: pra que participar desses jogos? Será que não daria para arrumar nada mais proveitoso?

E para minha estupefação, leio no site da CBB que o Brasil fará dois amistosos contra o México. México? A troco?

Serão dois confrontos: o primeiro na próxima quinta-feira, dia 11, às 20h, na Hebraica. O segundo será no sábado, às 12h, no Paulistano.

Espero estar errado e que todos esses jogos possam ser de grande valia para o técnico Magnano. E mais: que os três ausentes possam jogar, o que tornaria as pelejas mais proveitosas.

SORRY

Esse domingo foi de amargar. Perdoem-me a pobreza de nossa conversa.

Fico em dúvida se algum comentário aparecerá ao final do texto. Se não aparecer, entendo o motivo.

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sábado, 2 de julho de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 17:39

O SEGURO E O TORNEIO PRÉ-OLÍMPICO

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Conversei há pouco com Marcelo Maffia, responsável pela carreira de Tiago Splitter e Paulão Prestes, entre outros jogadores. Conversamos sobre pontos importantes, como o locaute na NBA e o Pré-Olímpico. E, claro, sobre Paulão.

Sobre o locaute na NBA, Maffia disse-me que os seguros que os jogadores terão de fazer para jogar o Pré não são tão altos como eu imaginava. “Deve ser algo em torno de US$ 50 mil”, disse Maffia.

Ou seja, quando Dirk Nowitzki pagou do próprio bolso um seguro para participar do Pré-Olímpico que definiu seleções para os Jogos de Pequim, deve ter gasto algo em torno de US$ 5 mil. Na época, o alemão tinha acabado de amealhar US$ 16,3 milhões do Dallas.

Mesmo esses US$ 50 mil de seguro para participar do Pré-Olímpico não é muito se cotejado com os salários astronômicos que as estrelas ganham na NBA.

Não é o caso, é bom que se diga, de Splitter, que apenas terminou seu primeiro ano na liga norte-americana e faturou apenas US$ 3,4 milhões. “Apenas”, claro, se comparado por exemplo com os US$ 17,2 milhões que Nowitzki faturou em sua bem-sucedida temporada, quando conquistou seu primeiro título de campeão.

Se quiserem, disse eu a Maffia, as estrelas milionárias da NBA podem pagar do próprio bolso esse seguro. “Duvido que isso aconteça”, respondeu ele.

Maffia acredita, isto sim, que as confederações paguem os seguros de suas estrelas. No caso da CBB, o investimento seria apenas em Leandrinho Barbosa e Tiago Splitter. Anderson Varejão está lesionado e não tem condições de jogar, enquanto que Nenê Hilário pediu dispensa.

Não seria um absurdo tal “investimento”, pois se o Brasil conseguir uma das duas vagas para Londres-12, ficará mais fácil, por exemplo, renovar o patrocínio com a Eletrobrás e o Bradesco, seus dois únicos parceiros onde o relacionamento envolve dinheiro. E ficará mais fácil também encontrar outros parceiros.

Vale, portanto, o investimento.

PREOCUPAÇÃO

Patrick Baumann, secretário da Fiba, disse neste sábado estar preocupado. Isso porque ele teme que as confederações não banquem esses seguros.

“Temo que os atletas resolvam não participar dos torneios (Pré-Olímpico) e que as federações não consigam bancar os custos adicionais”, disse Baumann. “Espero que esta situação não tenha efeito negativo em nossos torneios. Faremos tudo o que for possível para ajudar os jogadores e as federações em seu desejo de classificação para Londres”.

PAULÃO

Voltando ao papo com Maffia, ele me contou que Paulão Prestes acabou de participar de treinamentos com o Minnesota treinando. Houve até treinos especiais para o pivô brasileiro, que deverá estar em Mar del Plata.

Esses treinos foram para Paulão para ganhar mais corpo, melhorar agilidade; enfim, os treinadores do Wolves investiram em Paulão.

Mas não será agora que este paulista de Monte Aprazível estará jogando na NBA. “Com a questão do locaute, Paulão vai ficar mais uma temporada na Espanha”, disse Maffia.

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011 NBA, Seleção Brasileira | 21:29

VAREJÃO E LEANDRINHO DE FORA: QUAL SERIA A SOLUÇÃO PARA O SELECIONADO BRASILEIRO?

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E começa a acontecer o que a gente temia: a seleção brasileira parece mesmo que terá desfalques para o Pré-Olímpico de Mar del Plata. O torneio argentino será disputado de 30 de agosto a 11 de setembro e será classificatório para os Jogos Olímpicos de Londres, ano que vem.

Anderson Varejão fará uma cirurgia no tornozelo direito neste próximo sábado. Será em Charlotte, Carolina do Norte. Tempo de recuperação: três a quatro meses. Leandrinho Barbosa declarou em Toronto que está cansado. Precisa descansar. Por isso, não deverá comparecer ao Pré-Olímpico.

Bem, sobre Varejão (foto Fiba) não há mesmo o que fazer. Vai ter que entrar na faca. Não tem jeito. Mas eu, se fosse ele, faria a cirurgia no Brasil. Nossa medicina esportiva é avançadíssima. Nossos cirurgiões manejam o bisturi como poucos e nossos fisioterapeutas sabem a dose correta do remédio pós-operatório.

Por isso, creio que se ele optasse por fazer a cirurgia aqui, retornaria antes do tempo. Além disso, estaria em casa, ao lado da família.

Por que não aqui? Sei lá, isso me cheira a imposição do Cleveland.

Varejão poderia fazer sua recuperação no São Paulo ou no Santos. Ou mesmo no Cruzeiro ou no Atlético Paranaense. Isso sem falar no Internacional e no Grêmio.

Enfim, aqui seria muito melhor.

De todo o modo, o tempo previsto parece, matematicamente falando, suficiente para ele jogar o Pré-Olímpico. Entra na faca no dia 12 de fevereiro e se o tempo estimado for de quatro meses (o máximo), no dia 12 de junho ele estará tinindo. Teria um mês e meio para recuperar a forma e participar do Pré.

Mas aí entra o Cleveland novamente. E eu pergunto: será que os caras vão liberar Varejão para o torneio? Sei não. O capixaba vai receber no próximo campeonato US$ 7,7 milhões. É um dos principais jogadores da franquia. Quando o time entra em quadra, ele é o último a ser apresentado, numa clara demonstração de seu prestígio.

Por tudo isso, sinceramente, acho que o Cavs vai vetar a participação de Anderson no Pré da Argentina.

Quanto a Leandrinho, ele tem todo o direito de descansar. Jamais recusou uma convocação. Sempre esteve presente, dando o melhor de si. Não tem férias regulares há um bocado de tempo.

Vejam só: ano passado participou do Mundial da Turquia; este ano terá o Pré-Olímpico; e o ano que vem, tomara, os Jogos Olímpicos. Ou seja: três anos sem poder dar descanso ao corpo.

E não se esqueçam de uma coisa: assim como Nenê Hilário, Barbosa tem a opção de exercer ou não seu contrato na próxima temporada com o Raptors. Tem garantido US$ 7,6 milhões. Mas pode colocar seu agente pra trabalhar e tentar arrumar algo melhor. Um contrato mais longo e um time melhor.

Portanto, este verão norte-americano é um verão importante para Leandrinho.

O mesmo vale para o Nenê. Fala-se que o New York o quer. O Denver não se manifestou até o momento. Há indecisão, portanto.

CONVERSA

Falei esta manhã com Rubén Magnano. Por telefone a gente não consegue precisar o estado emocional da pessoa. Mas pelo tom de voz eu senti uma ponta de decepção da parte dele quanto a situação dos nossos principais jogadores.

“Da situação do Varejão eu sei, mas nada ouvi do Leandrinho”, disse-me Magnano. “Viajo nesse dia 28 (de fevereiro) para os EUA. Vou conversar com os três, como fiz no ano passado. Vou mostrar a eles o que tenho em mente, para eles e para a seleção. Enfim, nosso projeto”.

E ao mesmo tempo, contou-me Magnano, vai tentar persuadir Leandrinho da ideia de não jogar o Pré-Olímpico. “Quero ouvir isso (pedido de dispensa) da boca dele”, falou Magnano. “Se eu me disser que quer mesmo descansar, vou dizer a ele que eu tenho planos para ele e que ele é muito importante para a seleção”.

Magnano disse-me também que não perde nem uma rodada sequer do campeonato espanhol, a ACB. Por isso, tem cartas no bolso do colete caso nossos pivôs não possam jogar. “Estou vendo o Paulão (Prestes)”, falou Magnano. “Ele o Rafael Hettsheimeir e o Caio Torres”.

SOLUÇÃO

O trio europeu seria uma boa opção, mas não é o que temos de melhor. Esses três jogadores tiveram passagens relâmpago pelo nosso selecionado. Não têm experiência com a camisa da seleção. Ainda por cima em um Pré-Olímpico.

Por isso mesmo, Tiago Splitter ficaria sobrecarregadíssimo no torneio. Magnano não daria folga ao nosso pivô que joga (?) no San Antonio. Nem pode.

E quanto a Leandrinho? Quem o substituiria? Se temos gente grande para as vagas de Varejão e Nenê, não temos para a vaga de Leandrinho.

Marcelinho Machado e Alex Garcia teriam que se revezar. Mas Marcelinho tem sido importante ultimamente vindo do banco. Como titular eu acho que ele não rende tão bem.

Quem seria esse reserva de Leandrinho? Não temos. A menos que a naturalização de Shamell Stallworth saia. Aí ficaria perfeito, pois Shamell (foto divulgação) joga como ala-armador.

Marcelinho Huertas
Shamell Stallworth
Alex Garcia
Guilherme Giovannoni
Tiago Splitter

Este seria o nosso quinteto titular.

No banco teríamos:

Vitor Benite (a surpresa da convocação)
Raulzinho Neto
Marcelinho Machado
Marquinhos Vieira
Murilo Becker
Paulão Pretes
A definir

Essa a definir poderia ser:

1) Guilherme Giovannoni caso Nenê apresente-se para o Pré-Olímpico (o que eu acho que não vai acontecer);
2) Rafael Hettsheimeir;
3) Caio Torres.

É, não seria tão ruim assim. E com Rubén Magnano no comando, começo a achar que continuamos com grandes chances de conseguir a vaga olímpica.

VIVA!

Comecei o texto deprimido; termino o texto eufórico.

Ainda bem.

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sábado, 26 de junho de 2010 NBA, Seleção Brasileira | 10:15

O FUTURO DE PAULÃO NO WOLVES

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Paulão Prestes foi draftado pelo Minnesota. Não falei até agora sobre o assunto, mas vi que muitos parceiros deste botequim ficaram entusiasmados com o recrutamento.

Não é para tanto. Paulão nem esteve no Garden de Nova York na noite de quinta-feira quando a cerimônia foi realizada. Ele foi a 45ª. escolha, ou seja, fez parte da lista dos jogadores selecionados na segunda rodada.

Isso não garante a ele um contrato. Prestes teria que participar de algumas “summer leagues”, mostrar serviço para tentar arrancar um contrato com o Wolves.

Não sei o que Paulão (foto ao lado) vai fazer. O que sei de momento é que ele pediu dispensa da seleção brasileira que se prepara para o Sul-Americano de Neiva, na Colômbia, que será disputado de 26 a 31 de julho. Motivo: recupera-se ainda de uma lesão no tornozelo, fruto da intensa temporada espanhola.

Esta ausência neste primeiro momento do trabalho de Rubén Magnano pode ter consequências futuras. Será que o argentino vai chamá-lo para se integrar ao grupo que vai se preparar para o Mundial da Turquia, entre 28 de agosto e 12 de setembro próximos?

Não sabemos.

Se ele ficar de fora da lista de Magnano, encontrará tempo para participar das “summer leagues” norte-americanas, onde tentará mostrar serviço para o “staff” técnico do Minnesota.

Não sei também quais são os planos do time e do jogador.

Pode ser que o Wolves queira que Paulão, 22 anos, fique mais algumas temporadas no basquete da Espanha, a melhor liga do planeta depois da NBA. Lá ele continuaria ganhando maturidade e desenvolvendo seus fundamentos.

Mas, penso eu, seria interessante ele deixar o Murcia, um time pequeno e que ficou em último lugar na temporada passada. Deixar o Murcia e ir, por exemplo, para o Caja Laboral ocupar a vaga que era de Tiago Splitter, que vai jogar a próxima temporada (finalmente!) pelo San Antonio.

No Caja, no Barcelona, no Real Madrid ou mesmo no Unicaja ou no Valência. Lá ele estaria ao lado de jogadores de um nível melhor, o que iria melhorar o seu basquete.

Paulão também pode estar pensando da mesma maneira e queira ficar mais umas duas, três temporadas na Europa. Desta forma, quando atingisse seus 25 anos, mais maduro e preparado, arrumaria as malas e desembarcaria em Minneapolis.

Eu faria isso, mas não sei o que o Minnesota e o jogador vão decidir. Vamos, pois, aguardar os fatos.

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