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sábado, 29 de setembro de 2012 NBA | 00:46

NBA QUER PUNIR O ‘FLOPPING’ E CAMINHA PARA A ‘FUTEBOLIZAÇÃO’ DA LIGA

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A mídia norte-americana noticia que a NBA vai punir o “flopping”. Ou seja: a simulação. Ou, se você preferir, o teatro.

Traçando um similar com o nosso futebol, seria o que fazem Neymar e Valdívia. Embora Neymar tenha diminuído dramaticamente o “cai-cai” (ele toma porrada mesmo!), o chileno do Palmeiras ainda insiste no “flopping”.

Quem seriam os caras a serem atingidos pela medida? Anderson Varejão está entre eles. E, dizem, encabeça a lista. Eu não vejo assim. Pra mim, o “flopper gangster” da NBA é Manu Ginobili (foto). Mas como o argentino tem grande nome na liga e conta com três anéis, além de jogar no San Antonio, o bucha estoura pro lado do Varejão.

Derek Fisher é outro “flopper”. Luis Scola também. Idem para Shane Battier. Querem mais? Raja Bell, Blake Griffin, Paul Pierce e Kevin Martin. A lista não é grande.

O mestre da simulação foi Vlade Divac. O sérvio era irritante. Quando jogava pelo Sacramento e duelava com o Lakers, o pessoal de Los Angeles ia à loucura com Divac.

Por falar nele, lembro-me que em 2004 eu entrei em um “Johnny Rockets” que fica na Promenade, Santa Monica (Los Angeles), e ele estava lá, sentado em um dos bancos giratórios onde é possível debruçar-se sobre o balcão. Estava só. Bebia uma Coca-Cola. Jogava no Sacramento na época, mas morava em Los Angeles. Entre, vi-o e fui ter com ele. Apresentei-me; disse que era do Brasil. Disse que era amigo de Oscar Schmidt. Contava eu que, com isso, fosse quebrar o gelo. Enganei-me. Divac não deu a menor bola pra mim ou para a minha história. Minha mulher tirou um retrato meu com Divac, eu agradeci e fui comer o meu hambúrguer.

Sujeitinho metido, disse minha mulher. Eu concordei.

Mas voltando à nossa história, dizia que a NBA vai criar regras para proibir o “flopping”. E o que isso significa? Significa que os árbitros terão mais poderes. Sim, pois o “flopping” é algo que pode ser interpretativo. Pra você pode ter sido; pra mim não.

Acho péssimo isso. A NBA está trilhando um caminho perigoso. Ela está se futebolizando — se é que existe esse termo — com certeza não existe, mas eu tomo a liberdade para essa licença poética.

A TNT já tem comentarista de arbitragem. Steve Javie, árbitro aposentado, é o Arnaldo Cesar Coelho da emissora a cabo norte-americana. Ridículo; nunca gostei disso. Arbitragem é algo que tem que passar despercebido, a menos que o erro seja grotesco. E se for, tem que ser abominado.

A NBA nunca teve isso e abre um sério precedente, pois está expondo a arbitragem de maneira covarde, como acontece no Brasil e no mundo do futebol com essas repetições em câmera lenta, onde tudo é falta, pois em câmera lenta tudo parece mesmo ser falta. Onde o tal do “tira-teima” condena um auxiliar num lance de centímetros. Covardia, como disse.

Agora vem essa história do “flopping”. A simulação nunca causou mal algum ao jogo. Nunca decidiu campeonato. Pra que fazer isso? Pra que dar esse poder ao árbitro, que, na verdade, só irá enterrá-lo aos olhos da opinião pública?

Sim, pois, como disse, o “flopping” é interpretativo. E se é interpretativo, pra mim pode ter sido e pra você não. Então, pra que isso? O que a NBA quer de fato? Quer criar polêmica? Quer, com isso, aumentar sua exposição na mídia e na boca dos torcedores?

Realmente, não gosto. Realmente, não aprovo.

É a futebolização da NBA.

Péssimo!

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012 NBA | 00:13

DOC RIVERS DIZ NÃO SE IMPORTAR COM O LAKERS E ESTIMULA O ÓDIO DO BOSTON AO MIAMI

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“Honestamente, eu não me importo com o Lakers… Eu olho diretamente para o Miami (…) Eu quero que eles (jogadores do Boston) os odeiem (jogadores do Heat). Eu quero que eles os vençam. Esse tem que ser o nosso foco”.

A frase, recortada, é do técnico Doc Rivers (foto). Ele já começou a preparar o C’s para esta temporada. Não apenas com treinos técnicos e táticos, mas mentalmente também. E esse tem que ser o trabalho de um treinador. Trabalhar todos os aspectos de um jogo. A gente bem sabe que uma partida de basquete, futebol, ou seja o que for, não se ganha apenas com treinamentos táticos e técnicos. O mental é componente importatíssimo, especialmente quando você vai forjar o caráter de uma equipe.

Ao contrário do resto do planeta, os americanos torcem de maneira diferente; civilizada eu diria. Lá não há os problemas que existem no resto do planeta quando o assunto são os torcedores de futebol.

Se José Mourinho viesse a público e dissesse que espera de seus jogadores ódio ao Barcelona, seria condenado violentamente. O mesmo para Alex Ferguson em relação ao sentimento de seus atletas quanto ao rival Manchester City. Já pensou Tite dizer que está alimentando a cólera em seu elenco ao São Paulo? E Abelão fizesse o mesmo quando o assunto fosse os confrontos contra o Flamengo? Idem para os duelos paranaenses, mineiros, gaúchos, baianos e pernambucanos.

Não dá; nem pensar. Na Europa, o treinador seria multado. Aqui no Brasil, criticado pela mídia, nada além disso, pois vivemos no paraíso da impunidade.

Na América do Norte, o maior problema que a polícia tem é conter a felicidade exacerbada de fãs na comemoração de um título. Derrotas, eliminações e perdas de campeonatos não resultam em nada; absolutamente em nada.

Nos EUA, não existem (pra sorte deles) torcidas organizadas. Essa mazela social e esportiva, além de impedir a convivência pacífica entre os fãs, deu forma às mais variadas manifestações de violência dentro e principalmente fora dos campos de futebol. Lá, eu dizia, por não haver essa praga não há que se garantir um percentual de assentos nos ginásios para torcedores adversários. Ninguém deixa sua cidade em bandos, escoltados pela polícia, para ir torcer no ginásio adversário. Se algum torcedor quiser ver seus times do coração fora de sua praça (ou se for torcedor de time de fora de sua cidade), ele compra ingressos normalmente (via internet) e senta onde o tíquete determina. Senta, vê o jogo, torce e não é molestado em nenhum momento sequer. Se for, é só chamar a segurança que ela põe pra fora do ginásio o animal que tenta inibir os sentimentos do torcedor oponente.

Por isso, Doc Rivers pode vir a público e dizer que está estimulando o ódio de seu elenco em relação ao Miami. Isso não se transfere jamais para as arquibancadas. Doc, aliás, disse já ter feito isso na temporada passada. E o resultado foi visto nos playoffs do Leste, quando o C’s foi caminhando, caminhando, caminhando e chegou à final da conferência. E, nela, vendeu caro o título ao Miami, entregando-o apenas no último e derradeiro confronto.

Mas, como disse acima, não é apenas estimulando a ira que Doc vai fazer do Boston uma ameaça ao reinado do Miami. O time tem que jogar também. É como aquela piada da mãe que foi ver o filho, lutador de boxe, numa luta decisiva. Ela sentou-se e viu que a seu lado havia um padre. O filho estava tomando uma surra e ela, desesperada, virou-se para o padre e disse: “Padre, por favor, reze para o meu filho sair dessa enrascada!” No que o padre respondeu: “Sim, eu rezo, mas seria bom se ele começasse a lutar também”.

Muitos entendem que o alviverde de Massachusetts está melhor nesta do que na temporada passada. Se não há mais Ray Allen, há o instinto matador de Jason Terry. Ele pode não ter a mão tão certeira quanto a de Allen, mas o mental de Terry é mais forte. Além disso, Jet não se incomoda nem um pouquinho sequer em sair do banco durante os jogos, papel que Doc Rivers tinha reservado a Ray-Ray e este não gostou nadinha, nadinha. Os dois “guards” do Celtics são Rajon Rondo (foto) e Avery Bradley. Jet entrará para o descanso de ambos e estará em quadra “down the stretch”, com certeza.

Além disso, há Courtney Lee também, que ajudará a formar um quarteto de “guards” para machucar o Miami e quem a aparecer pela frente. De que modo? Tirando o “front court” adversário de sua zona de conforto.

Na temporada passada, foi exitosa (desculpem o neologismo) a mudança de posição de Kevin Garnett. Por conta da contusão de Jermaine O’Neal e da falta de boas opções, Doc passou KG da ala de força para o pivô. E foi um sucesso. KG saía da área pintada e trazia consigo o pivô adversário, abrindo espaço para o jogo não apenas de Brandon Bass, que tornou-se o PF titular, mas também e principalmente do pessoal do “back court”.

Doc fará o mesmo nesta temporada. Abrirá não apenas KG, mas Bass também. E os armadores encontrarão espaços para infiltrar e pontuar. Dos quatro armadores do Boston, apenas Bradley não teve um duplo dígito de média na pontuação na temporada passada. Mas, não se esqueçam, ele foi entrando aos poucos no time por conta da lesão de Allen. Nesta temporada, com mais tempo de quadra, seguramente atingirá a meta.

Outro aspecto importante nessa tática é fazer os pixotes sofrerem faltas. Além de eles normalmente serem eficientes na linha fatal, bater lances livres, várias vezes, é tudo o que Rivers quer, pois, com isso, ele conseguirá posicionar sua defesa para o ataque adversário.

E não se esqueçam que Jeff Green está de volta depois da cirurgia no coração. Será o descanso que Paul Pierce tanto vai precisar nesta temporada. Um reserva que pode desempenhar o papel de titular quando Doc bem entender. Bola pra isso Green tem. E pode fazer um 2 e um 4 numa boa também. Um “swing player” dos bons!

Darko Milicic, recém-contratado do Wolves, o brasuca Fab Melo, o também novato Jared Sullinger e o veterano Chris Wilcox vão ajudar KG e Bass. E eu espero que Melo saiba aproveitar as chances que irão aparecer. Num primeiro momento, o primeiro reserva a entrar em quadra será Milicic.

O C’s, eu já disse isso, pra mim fará a final do Leste contra o Miami. Não acredito que o New York o faça e muito menos o Brooklyn Nets. E o Chicago sem Derrick Rose não terá forças também. O Boston é um time maduro, experiente. Conhece o caminho das pedras. É assíduo frequentador das finais. E, além disso, consegue mexer com o emocional do Miami. Paul Pierce não se intimida com LeBron James. Jet sabe o que fazer diante de Dwyane Wade. E Chris Bosh vai sofrer nas mãos de KG.

Este é o time que vai incomodar o Miami. Mas enquanto a bola não sobe, acho que o Boston, apesar de toda a sua ira e de sua competência tática e técnica, não passará de um incômodo para o time do sul da Flórida. Vai vender novamente caro o título do Leste; mas venderá. Isso, volto a dizer, antes de a bola subir.

Portanto, vamos aguardar. Pra encerrar, eu grito: volta NBA, volta logo!

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terça-feira, 28 de agosto de 2012 NBA | 19:08

SAIBA QUAIS SÃO OS DEZ JOGADORES QUE MAIS FATURARAM NA HISTÓRIA DA NBA

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O site da NBCSports postou um ranking que vai dar o que falar e que vai comprovar o que eu tenho dito aqui: A NBA tem que ser dividia em duas partes, antes de David Stern e depois de David Stern.

O ranking é com os salários dos jogadores ao longo de suas carreiras. Alertado pelo Gustavo Malaquias e pelo Salerme, esse ranking, volto a dizer, mostra quais são os jogadores que mais ganharam dinheiro na história da NBA. Apenas das franquias; não inclui publicidade.

O ranking é este:

1º) Kevin Garnett — US$ 328.562.398,00
2º) Shaquille O’Neal — US$ 292.198.327,00
3º) Kobe Bryant — US$ 279.738.062,00
4º) Tim Duncan — US$ 224.709.155,00
5º) Dirk Nowitzki — US$ 204.063.985,0
6º) Joe Johnson — US$ 198.647.490,00
7º) Jason Kidd — US$ 193.855.468,00
8º) Ray Allen — US$ 181.127.360,00
9º) Chris Webber — US$ 178.230.218,00
10º) Paul Pierce — US$ 169.486.218,00

Você está sentindo falta de Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird, certo? Pois bem, Jordan faturou ao longo de sua carreira com o Chicago e dois anos com o Washington um total de US$ 90.235.000,00. Magic amealhou ridículos US$ 18.042.860,00 e Bird menos ainda: US$ 16.270.000,00.

Por que isso acontece? Porque a NBA movimenta hoje muito mais dinheiro do que no passado. Por isso eu disse que a liga tem que ser dividida em duas partes. Stern é o grande responsável por esta abundância de dinheiro que existe no basquete profissional norte-americano.

Michael entrou na NBA na mesma época em que David Stern foi guindado ao cargo de comissário da liga. Aproveitou-se muito pouco da genialidade e da capacidade administrativa de Stern, pois este império não foi construído do dia para a noite. Magic e Bird, coitados, passaram seus dias de glória longe da administração David Stern.

Por conta dessa genialidade administrativa de Stern, a gente vê barbaridades salariais. Por exemplo: Joe Johnson. O atual ala-armador do Brooklyn Nets aparece em sexto lugar na lista dos dez maiores milionários da história da NBA. Ray Allen, que não é nenhuma brastemp, e que está na história por conta de ser recordista em bolas de três encestadas e por ter ganhado (até o momento) um anel com o Boston, está na oitava posição. Mesmo Dirk Nowitzki, pra mim, é uma aberração figurar na quinta posição. Mas ele ainda ganhou um campeonato, levando nas costas o Dallas, tudo bem — mas não é para tanto! Mas pior do eu ele é Chris Webber: o que fez Web para aparecer na nona posição?

Aliás, pra ser sincero, desta lista escapam Shaq, Kobe e Timmy. Nem mesmo KG (foto). Garnett em primeiro lugar é simplesmente ridículo. O que ele fez para ter ganhado tanto dinheiro assim? Aliás, ele passou Shaq por conta de seu último contrato com o Boston, que vai render-lhe US$ 34 milhões em três temporadas.

Entre os primeiros devem aparecer os fora-de-série, os gênios, os mitos. Dos dez, repito, Shaq, Kobe e Timmy podem fazer parte do panteão dos maiores de todos os tempos da NBA e consequentemente entre os milionários da história da liga. Os demais, que me desculpem eles próprios e os fãs, entre os dez, jamais!

Trapizomba adora imputar a David Stern culpa por tudo o que acontece de ruim na NBA. Neste caso, ele tem razão: não fosse por Stern, não veríamos uma lista desta de jeito nenhum.

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domingo, 10 de junho de 2012 NBA | 11:30

MIAMI VENCE O BOSTON, VAI À FINAL CONTRA O OKC E UMA NOVA RIVALIDADE PODE SURGIR NA NBA

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Estava dando a impressão de que o Miami iria perder novamente em casa depois de LeBron James ter carregado nas costas o time em Boston, na vitória da última quinta-feira por 98-79. Estava dando esta impressão porque LBJ fez um primeiro tempo muito abaixo do que dele se esperava (havia anotado 45 pontos no jogo passado dentro do TD Garden de Boston) e Dwyane Wade seguia apagado. E o Boston, mesmo sem jogar um grande basquete, mantinha-se na frente do marcador e o jogo ia se encaminhando para o seu final.

Aí veio o quarto decisivo. O Miami, que fazia um jogo de recuperação, conseguiu empatar a partida em 73 pontos quando a buzina estridente soou indicando que o terceiro período havia terminado. LBJ acumulou 20 pontos nestes 36 minutos, mas mostrava um aproveitamento ruim nos arremessos se comparado com o que havia feito em Massachusetts: 41,6% (5-12). É bom dizer que a defesa do C’s teve muito a ver com o desempenho de LeBron. Doc Rivers, como havia prometido, mudou o marcador: ao invés do cansado Paul Pierce (o que fazer com um cara que tem garantido US$ 16,8 milhões na próxima temporada e que na hora de a onça beber água teve média de 18,0 pontos por jogo e aproveitamento de apenas 34,4% nos arremessos?), ao invés de Pierce o ala-pivô Brandon Bass foi designado para marcar LBJ. O fez a maior parte do tempo, tendo contado com auxílio de Mickael Pietrus quando foi preciso descansar. Doc talvez tenha encontrado a fórmula tarde demais; não fosse isso, talvez a derrota de Massachusetts tivesse sido evitada. Talvez; não sabemos.

Mas eu relatava que o quarto decisivo estava por vir. LBJ já somava 20 pontos, o jogo estava empatado em 73 depois de o Miami ter ficado atrás no marcador o tempo todo. O quarto decisivo veio, o Boston sentiu o peso da idade, o Miami não. O Big Three do Boston, quando a partida ia ser decidida, anotou apenas sete pontos e teve um desempenho nos arremessos de 3-10 (30,0%), com 1-5 (20,0%) nos tiros longos. Pior: mostrando fragilidade, não bateu nenhum lance livre. Era praticamente Rajon Rondo contra a rapa. O armador do C’s, que terminou a partida com um “triple-double” (22 pontos, 14 assistências e 10 rebotes), fez seis pontos neste quarto (3-6; 50,0%).

Enquanto isso, os Três Magníficos do Miami anotaram nestes 12 minutos finais, quando a parada foi resolvida, nada menos do que 28 pontos (10-17; 58.8%). O Miami venceu o quarto por 28-15 e fechou a contenda por 101-88 e classificou-se, pelo segundo ano consecutivo às finais da NBA. E sempre é bom lembrar que há dois anos o trio foi reunido no sul da Flórida. Muitos, quando isso aconteceu, apostaram que não iria dar certo porque o time a) não tem técnico; b) não tem armador; c) não tem pivô; d) faltariam bolas para os três em quadra; e) outras coisas mais que eu já não me lembro; f) o ódio por LeBron James era (como ainda é) grande demais.

LeBron James , disparado o melhor jogador do Heat nesta final do Leste, encerrou a partida com 31 pontos e 12 rebotes. Dwyane Wade deu um pouco mais o ar da graça ao apresentar os seguintes números: 23 pontos, seis rebotes e igual número de assistências. E Chris Bosh, mostrou que está definitivamente curado da distensão no abdômen: 19 pontos (3-4 nas bolas de três; 75,0%) e oito rebotes. Quanto as bolas de três, a performance de ontem à noite foi a melhor da carreira. Até então, com a camisa 1 do Miami, tinha feito 13-56 (23,2%).

O Miami ganhou a série por 4-3 porque LeBron James (foto acima Getty Images) jogou como um MVP tem que jogar. Desta vez não houve bloqueio mental. E sem bloqueio mental seu jogo fluiu, pois confiança não era artigo em falta em sua prateleira. Terminou estas finais com médias de 33,6 pontos e 11,0 rebotes. Não fosse LBJ e o Miami teria sucumbido neste enfrentamento diante do Celtics. Repito: King James jogou estas finais o tempo todo com o cetro na mão e a coroa na cabeça.

Do lado oposto, como já disse, o peso da idade foi companheiro inseparável da equipe. Enquanto o trio do Miami fez 73 pontos no jogo de ontem, o Big Three do Boston ficou em 48. Enquanto o trio do C’s fez 79 pontos nos dois últimos e decisivos jogos da série, LeBron James, sozinho, marcou 76. Os três juntos, neste duo decisivo de contendas, anotaram nada menos do que 142 pontos. Ou seja, 63 pontos a mais. Muita coisa; muita diferença.

O Boston sucumbiu por conta do peso da idade de seus principais jogadores. O San Antonio provou do mesmo dissabor na série diante do Oklahoma City. O OKC valeu-se da jovialidade e do talento de seu trio avassalador (Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden). O Miami também. Filosofia barata à parte, é importante dizer que a vida é assim mesmo: tudo tem começo meio e fim. É a ordem de tudo, é a lei da vida quando o assunto envolve seres humanos e não baratas, essa praga que ninguém consegue acabar e que habita esse mundo desde que ele é mundo. Não posso afirmar que os trios de Boston e San Antonio estão no fim, mas que estão perto do fim, isso eles estão. Quanto tempo mais eles vão durar eu não sei, mas dure enquanto durar, dificilmente terão condições de suplantar a energia dos trios de Oklahoma e da Flórida. O Boston provocou pelo segundo ano consecutivo esse contratempo. O SAS sentiu na pele pela primeira vez.

Chegou a final que muitos queriam e esperavam: OKC x Miami. Essas duas equipes podem fazer o que Boston e Lakers fizeram por muito tempo e dominar a cena da NBA por mais de meia década. O time do OKC é jovem e terrivelmente espetacular; a equipe do Miami é igualmente sensacional, e embora mais velha demonstra ter energia de sobra em seu tanque de combustível. Boston e SAS, como vimos, envelheceram, enquanto o Lakers apoia-se em Kobe Bryant, um jogador que está igualmente entrando na fase do envelhecimento e que, por conta disso, não sabemos se terá forças para ajudar na reconstrução da franquia. E o Chicago tornou-se um grande ponto de interrogação por conta da contusão de Derrick Rose. OKC e Miami, ao contrário, friso uma vez mais, são times bem mais jovens. Por isso, a tendência é de se ver criar uma rivalidade que vai durar algumas temporadas.

E quem vai levar a melhor nesta primeira final entre eles? O time da terra dos tornados tem a vantagem de quadra por ter feito a melhor campanha, seria favorito por isso? Ou é favorito porque Durant é melhor que LBJ? Ou não é? LBJ é melhor, pois é o MVP? E quem tem o trio mais gabaritado? E a experiência de já ter disputado uma final poderá ter peso importante na balança em favor do Miami? E no banco, quem tem o treinador mais esperto? E o banco melhor, é de quem?

São perguntas que começarão a ser respondidas a partir da próxima terça-feira, 22h de Brasília. Façam suas apostas!

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sábado, 9 de junho de 2012 NBA | 13:33

DOC RIVERS PERDE O SONO PARA TENTAR CONTER LEBRON JAMES

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LeBron James é a preocupação do Boston; LeBron James é a esperança do Miami. Nas mãos e no emocional de King James está a sorte dessas duas equipes, que vão decidir, a partir das 21h30 de Brasília, o título do Leste e, consequentemente, o segundo finalista desta temporada.

Doc Rivers perdeu horas de sono e de repouso. Dormir e repousar agora pra quê? Não faz sentido. O momento é de estudo, de traçar planos, de encontrar a melhor maneira de segurar LBJ (foto Getty Images).

“Vocês verão quando o jogo começar”, disse Rivers em resposta a uma pergunta sobre se algo diferente será feito nesta noite para conter LeBron James. “Não vamos fazer muita coisa (diferente), mas temos que defender melhor. Aliás, não fizemos muito do que tínhamos planejado para marcá-lo (no jogo passado). Essa é a primeira coisa que temos que mudar”.

O maior problema do jogo passado, segundo Doc, não foram os 45 pontos de LeBron, mas sim como ele conseguiu fazer 45 pontos. “Se LeBron fez 45 pontos e perdeu sete, oito arremessos, aí fica difícil vencer”, disse o treinador do Boston. “Mas se ele precisar de 45 arremessos para fazer 45 pontos, aí nós temos uma chance de vencer”.

LBJ esteve impecável no primeiro tempo. Anotou 30 pontos e errou apenas dois de seus 14 arremessos. No segundo, marcou outros 15 pontos e acertou sete de seus 12 arremessos. Terminou o confronto com 19-26; ou seja: 73,1% de aproveitamento. Errou apenas sete arremessos durante todo o jogo. Muita coisa.

Na série, LBJ está com média de 34,0 pontos. Apenas em uma oportunidade nesta série o Boston segurou LeBron abaixo dos 30. Foi no jogo quatro, quando o ala do Miami foi excluído da contenda, já na prorrogação, por ter cometido seis faltas. Na ocasião, LBJ marcou 29 pontos. E o Boston venceu. Mas isso também não significa muito, pois na outra vitória, em Miami, no quinto jogo deste embate, LBJ anotou 30 pontos; um a mais. É, apenas um pontinho a mais. Talvez não deixar LBJ superar a marca dos 30 pontos seja decisivo no jogo desta noite.

“Acho que a gente ainda não o marcou como devemos marcá-lo”, finalizou Rivers.

Doc não dá pistas, não sabemos quem ou como será feita a marcação em LeBron James. O que sabemos é que Paul Pierce não tem cacife para isso. “The Truth” tem sido uma mentira até agora na tentativa de conter LBJ. Tanto não tem conseguido que, além dos números mostrarem isso, as faltas que ele comete também são um indicativo de sua falência defensiva. Em três dos seis jogos desta série Pierce foi excluído do jogo com seis faltas.

Portanto, num primeiro momento, esse cara não pode ser Pierce. Ele pode até ajudar, mas não pode ser o único e nem o principal defensor do Boston. E, pra piorar, PP não consegue machucar LBJ ofensivamente falando. O ala do Boston tem sido um fiasco na série, com média de apenas 17,8 pontos e um aproveitamento de 33,6% de seus arremessos.

Alguém sugeriu Brandon Bass. O biotipo de Bass é bem semelhante ao de LBJ. Têm o mesmo tamanho (2,03m), mas o ala-pivô do Celtics é mais leve: 113 quilos contra 116 de LeBron. Essa diferença de peso poderia indicar um ligeiro favorecimento a Bass, mas não é bem assim. Esses três quilos a mais não são de gordura, mas de massa muscular, o que torna LBJ mais forte do que Bass. Mais forte e mais ágil, pois enquanto LeBron é um jogador de múltiplas, que corre por todos os cantos da quadra, o jogo de Bass é limitado ao garrafão basicamente, onde movimenta-se muito pouco e a defesa é feita sem muita necessidade de locomoção. Bass pode ajudar na marcação, claro, mas não pode ser a primeira opção. Pode fazer isso quando LBJ jogar como ala de força, o que ele tem feito muito nesta série.

Rajon Rondo é um tremendo defensor, mas ele leva muita desvantagem em relação a LeBron por causa do seu tamanho. Rajon mede apenas 1,85; tem quase 20 cm a menos. Numa situação dessas (“mismatch”), LBJ levaria Rajon para o “low post” e tiraria proveito disso. Ou pontuando ou fazendo o passe em caso de dobra na marcação. Com esta segunda opção, alguém sobraria livre para um arremesso curto, longo ou mesmo para uma bandeja. E LeBron, todos nós sabemos, tem ótimo passe.

Mickael Pietrus surge, para mim, como a melhor alternativa. Com ele em quadra, Ray Allen passaria para o banco e Pierce marcaria Dwyane Wade. O francês é mais agressivo, tem melhor jogo de pernas e mãos nervosas. Eu começaria o jogo desta maneira. Com o desenrolar, faria as modificações necessárias para: 1) descansar Pietrus; 2) responder a possíveis alterações táticas do Miami, que deverão ocorrer.

Essa marcação a LBJ, claro, não pode ser individualizada o tempo todo. A zona que o Boston tem usado nesta série tem que ser requisitada, especialmente se as bolas de LeBron não caírem e ele procurar o jogo de aproximação com a cesta. Essa marcação a LBJ tem que ser feita sempre me maneira agressiva, de modo a tirá-lo de seu espaço preferido, de seu conforto, empurrando-o para os cantos da quadra de modo a vir a dobra numa situação em que o passe será feito de maneira dificultosa.

Agora, é evidente que Erik Spoelstra está preparado em caso de o Boston tentar e conseguir subtrair o jogo de LeBron James. Sua melhor alternativa é D-Wade, mas Chris Bosh também será muito usado. Sem falar nos tiros longos de Mario Chalmers, James Jones, Shane Battier e Mike Miller. Lembre-se que LeBron estará sendo marcado com o que o Boston tem de melhor e muitas vezes em dobras. Isso, consequentemente, trará certo alívio na marcação dos demais jogadores do Heat.

Enfim, teremos uma grande partida esta noite. Daquelas imperdíveis, em que a patroa vai esbravejar porque é sábado à noite, mas que ela tem que entender que o embalo será mesmo dentro de casa, com tevê ligada, um tira-gosto ao alcance da mão e uma cerveja geladinha.

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sexta-feira, 8 de junho de 2012 NBA | 12:16

LEBRON JAMES ANIQUILA O BOSTON E DECISÃO DO LESTE FICA PARA ESTE SÁBADO EM MIAMI

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Por que LeBron James não joga sempre assim? Porque é impossível jogar sempre assim. OK, concordo, mas por que LeBron não joga 90% do tempo assim? Essa é uma boa questão.

Se LBJ quer mesmo entrar para a história da NBA como um dos maiores de todos os tempos, ele tem que jogar 90% das partidas neste nível. Os grandes fizeram isso. Michael Jordan era assim. Bill Russell, dizem, era assim. Kareem Abdul-Jabbar era assim. Wilt Chamberlain, atestam, era assim também. Bem como Magic Johnson, Larry Bird e mais recentemente Kobe Bryant eram assim.

King James (foto AP) pode justificar a alcunha. Tem potencial físico e técnico para isso. Já disse aqui várias vezes que se ele jogar tudo o que seu potencial físico e técnico lhe permite, o ala do Miami Heat entra na minha seleção de todos os tempos na vaga que atualmente pertence a Larry Bird.

Mas LBJ não joga sempre assim. Os motivos, a maioria diz (eu entre ela), são de fundo emocional. É psicológico; é doença dos nervos.

LeBron acabou com o jogo ontem à noite em Boston. Com seus 45 pontos e 15 rebotes aniquilou o Celtics empatando a série final do Leste em 3-3, levando a decisão da conferência para amanhã à noite, em Miami. A vitória do Heat por 98-79 foi incontestável. Doc Rivers, técnico do C’s, jogou a toalha quando apenas um terço do último quarto tinha se transcorrido, mandando à quadra os reservas para poupar os titulares já pensando no jogo deste sábado.

O alviverde de Massachusetts não encontrou em nenhum momento resposta para o jogo agressivo de LBJ. Tentou marcá-lo com Paul Pierce; não deu certo. Buscou ajuda com Mickael Pietrus, também não surtiu efeito. Ninguém consegue marcar LeBron se ele jogar do jeito que jogou ontem à noite. Anotem aí: não tem ninguém na NBA capaz de marcar LBJ se ele jogar neste nível.

Virei fã de carteirinha de Kevin Durant. O ala do Oklahoma City é, pra mim, hoje em dia o melhor jogador de basquete do planeta. É o melhor jogador de basquete do planeta porque LeBron não sustenta esse nível de ontem. Se sustentar, coloca Durantula no posto abaixo. A diferença entre eles, com os dois jogando tudo o que podem jogar, não é gigantesca, mas é considerável.

No jogo de ontem, Doc Rivers, como sempre, mandou Paul Pierce marcar LeBron. Pierce não é um grande marcador. É molão, tem braços pesados e um corpanzil que o impede de fechar os espaços do adversário, pois falta-lhe agilidade. Marcado por Pierce, LBJ anotou 33 de seus 45 pontos.

Quando Doc mandava Pierce para o banco para descansar, a espinhosa missão passava para as mãos de Mickael Pietrus. Diante do francês James marcou dez pontos. (E os dois restantes foram feitos já no final da partida vigiado que foi por Marquis Daniels.)

Os números indicam que Pietrus é melhor marcador e deveria ser o jogador indicado para essa missão? Acho que sim, mas devemos observar que: 1) Pierce marcou LBJ 30:44 minutos dos 44:49 que o ala do Miami ficou em quadra; 2) Pietrus vigiou-o por 9:33 minutos apenas. O tempo restante ele foi marcado por Rajon Rondo ou Marquis Daniels.

Pietrus, a meu ver, é mais ágil, tem mãos nervosas e gosta mais do contato corporal. Além disso, sabe fechar os espaços melhor do que Pierce. Essa facilidade pode ser explicada por conta da forma física dos dois: enquanto Pierce pesa 106 quilos, Pietrus quando sobe na balança ela indica 97 quilos. Além disso, embora tenha 1,98m de altura contra 2,01m de Pierce, o francês tem mais impulsão do que o americano. Seria, a meu ver, mais indicado para tentar evitar os “mid-range” e os “jumpers” de longa distância de LBJ, que mede 2,03m.

Mas o problema é que se Rivers trocar Pierce por Pietrus, o Boston perde: a) liderança em quadra; b) pontuação; c) força no final da partida.

A saída, a meu ver, seria trocar Ray Allen por Mickael Pietrus. Com isso, Pierce passaria a marcar Dwyane Wade. E Ray-Ray, convenhamos, não está jogando mais naquele nível que enlouquecia defesas adversárias. Vindo do banco, poderia ser de utilizado como arma vindo do banco, descansado, talvez melhorando seu rendimento em quadra.

Discutimos tudo isso pra tentar encontrar uma medida para conter LeBron James. Doc Rivers e seus assistentes vão ter que queimar a pestana para resolver esta equação. Mas se LBJ jogar como jogou ontem em Boston, este problema talvez não tenha solução.

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quarta-feira, 6 de junho de 2012 NBA | 11:38

BOSTON VENCE EM MIAMI E COLOCA UM PÉ NA FINAL DA NBA

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Sinceramente? Acho que esta série acabou. Depois da vitória de ontem em Miami, diante do Heat por 94-90, pra mim o Celtics tem a faca e o queijo na mão para vencer novamente amanhã à noite, em Boston, e ir para a sua terceira final nos últimos cinco anos.

Mas o San Antonio não vive a mesma situação e eu disse que a série ainda não está findada? A diferença do Miami para o SAS é grande. Enquanto o time texano é forte mentalmente, tem jogadores experientes, com vários anéis de campeão no dedo, e um treinador que dispensa comentários quanto aos seus conhecimentos do jogo, o Miami é o oposto. É um time fraco mentalmente, seus jogadores não têm tanta experiência assim, apenas dois têm apenas um anel de campeão, e seu treinador não tem o respeito do grupo.

Diante de um quadro desses, fica difícil bater um adversário que não é o Indiana Pacers. O Boston é o Boston. Vencê-lo diante de seus fãs é muito difícil. O torcedor do Boston é um torcedor cevado com títulos. Muitos viram pouco; mas poucos já viram muito. E esses poucos contaram para muitos como esse time venceu ao longo de sua história, sendo o maior campeão da história da NBA.

Pressionar a arbitragem é com os torcedores do C’s. Eles sabem como fazer isso. Pressionar o time adversário é com eles também. E incentivar o time, do começo ao fim, é uma prática que eles tanto adoram, pois o amor pelo time é grande demais.

É esse o clima que o Miami vai encontrar amanhã em Boston. O TD Garden estará uma vez mais com todos os seus 18.624 lugares tomados por torcedores eufóricos. Em quadra, eles verão um time não eufórico, mas confiante, pois ontem no sul da Flórida foi dado o passo mais importante do time até agora nestes playoffs.

A NBA tem nos revelado surpresas ao longo dos últimos tempos. A maior delas foi o título conquistado pelo Dallas na temporada passada. Costumo dizer que depois que o Dallas foi campeão qualquer coisa pode acontecer. A NBA dos últimos tempos tem até contrariado a máxima de que em sete jogos o melhor vence. Por conta disso, eu digo que se o imponderável der as caras amanhã em Boston, o Miami vence e leva novamente para sua American Airlines Arena a decisão do título do Leste. O imponderável, repito, e não LeBron James e Dwyane Wade. É nele, agora, que o Miami tem que se apegar.

GIGANTE

Novamente Kevin Garnett foi um gigante em quadra. Defendeu seu garrafão com unhas e dentes, feito um leão ferido. E no ataque, esteve igualmente soberbo. Anotou 26 pontos. Pegou 11 rebotes. E no final da partida encestou dois lances livres a 8,8 segundos do final com uma frieza que apenas os campeões costumam mostrar neste momento. Eu disse “campeões”, não se esqueçam. Por isso KG derruba esses arremessos e LeBron James, por exemplo, não consegue. KG é um campeão, LBJ ainda não é. Talvez venha a ser no futuro. Mas quando será este futuro? Ele está próximo ou ainda distante?

COMPLEMENTOS

Kevin Garnett não jogou sozinho. Teve ótimos complementos. O melhor deles, como tem sido nos últimos tempos, foi Rajon Rondo. O armador do Boston deu 13 assistências, complementadas por sete pontos e seis rebotes. Mickael Pietrus fez 13 pontos e ajudou pra burro. Suas duas bolas de três, no último quarto, ajudaram a aniquilar o Miami. E Paul Pierce (foto Getty Images) foi importante por conta também de uma bola de três, igualmente nos estertores. Ele, que vinha muito mal nos arremessos, não afinou, e diante de LeBron James disparou o tiro certeiro, a 52,9 segundos do final do jogo vitorioso.

ESTATÍSTICA

A NBA informa que apenas 16% dos times em desvantagem em 2-3 na série conseguiram revertê-la. Pouco, convenhamos. 84% deles seguem em diante. Neste caso, torna-se campeão da conferência e vai disputar o título da temporada.

MIAMI

O que dizer do Miami? Magic Johnson, depois da partida, comentou na ESPN que o Heat não parece um time. Quando há um pedido de tempo, cada um vai para um lado. O Boston, não; o Boston está sempre agrupado, os jogadores sentindo o jogo, querendo vencer.

Parece que falta ao Miami um líder. Não sei se dentro ou fora da quadra. Mas falta-lhe um líder. E onde arrumar esse líder? Se as vitórias aparecerem, ele estará inserido neste contexto.

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segunda-feira, 4 de junho de 2012 NBA | 12:26

LEBRON JAMES E DWYANE WADE FALHAM E BOSTON VENCE MIAMI NO TEMPO EXTRA

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O Miami teve o jogo nas mãos em duas oportunidades. A primeira delas, no final do tempo normal; a segunda, no final da prorrogação. Em ambas o time vacilou. E o resultado disso foi uma derrota por 93-91 que poderia ter sido vitória e o decreto do final desta série. Tivesse vencido e aberto 3-1 neste confronto, babau; dificilmente o Boston teria estofo para vencer duas partidas no sul da Flórida. Mas a vitória não veio.

Não veio porque no final do tempo normal, com a partida empatada em 89 pontos, numa jogada toda enrolada, LeBron James fez um passe meia-boca para Udonis Haslem tentar o último arremesso. Ele saiu, mas todo torto, e, claro, nem aro deu. No final da prorrogação, com o C’s na frente em dois pontos (93-91), foi Dwyane Wade quem tentou o tiro que daria a vitória ao Heat. Bateu no aro e caiu do lado de fora. Vitória do Boston. E a primeira derrota do Miami em sua história em uma prorrogação de uma contenda de playoffs.

No primeiro lance, a impressão que dá é que a jogada foi armada para a definição de Haslem. Com o corte da meia esquerda para o meio e a marcação dobrada (leia-se Kevin Garnett), Haslem ficaria livre. E foi o que aconteceu. Mas a marcação não dobrou, ela triplicou. LBJ teve dificuldade para fazer o passe e KG se recuperou. Deu no que deu.

No segundo lance, a jogada foi mesmo armada para um tiro de três. Tanto que D-Wade, se tivesse projetado seu corpo à frente no corpo de Marquis Daniels, que o marcava, poderia ter cavado a falta para os dois lances livres. Mas ele preferiu a finta e o tiro de três que não foi certeiro.

Quanto ao jogo, chamou a atenção a debacle do Celtics no segundo tempo. Depois de um primeiro tempo primoroso, quando marcou 61 pontos e abriu 18 de vantagem, o time sumiu na etapa final. Anotou apenas 28 e quase viu escapar entre os dedos uma vitória que parecia tranquila. O time, que na etapa inicial teve um aproveitamento de 48,9% (22-45) em seus arremessos (43,8% nas bolas de três; 7-16), definhou no período final. Fez 12-24 (35,3%) nos tiros de um modo geral e 2-8 (25,0%) nos lançamentos de três pontos.

Qual foi o motivo dessa queda? A defesa do Miami, quando o Boston fazia o corta-luz para Rajon Rondo, dobrava no armador alviverde, dificultando a finalização da jogada. Tanto assim que no primeiro tempo Rajon (foto Getty Images) teve dez assistências, fundamento este cortado pela metade na etapa final. No improviso na maior parte do tempo, os ataques que eram proveitosos no primeiro tempo deixou de sê-lo no segundo.

Kevin Garnett voltou a ser um gigante. Anotou 17 pontos e pegou 14 rebotes. Além disso, foi o dono do garrafão defensivo. Com ele em quadra LeBron e D-Wade não conseguiram infiltrar para bandejas ou enterradas. Com KG fora, isso foi possível.

Paul Pierce fez 23 pontos, mas pela terceira vez nesta série deixou o jogo mais cedo. Isso é problema. Ontem o time venceu, mas poderia ter perdido.

O Miami segue sentindo falta de Chris Bosh. O ala-pivô, um dos Três Magníficos, está se recuperando de uma distensão no abdômen. Com ele de fora, em muitas oportunidades o Heat joga com quatro abertos (LBJ ou Shane Battier como ala de força) e Udonis Haslem no pivô. Com esta formação, a estatística do jogo mostra que o Celtics teve 17 segundas oportunidades de pontuar, recorde da franquia nestes playoffs. O bom da história é que CB1 pode voltar na próxima partida, marcada para amanhã, em Miami.

LBJ (29) e D-Wade (20) foram novamente os cestinhas. Assim como Paul Pierce, LeBron deixou o jogo mais cedo. Foi a primeira vez, diga-se, desde que se transferiu para a franquia da Flórida, que LeBron deixou uma partida com seis faltas. Fez falta nos instantes finais da prorrogação? Pode ser, mas do jeito que LBJ se limita nos momentos decisivos, talvez não tenha feito tanta falta assim. Se bem que, a bem da verdade — e sejamos justos —, no final do tempo normal ele acertou uma bola de três que empatou o jogo em 89 definitivos pontos e cavou a falta de ataque de KG, que deu ao Miami (e a ele, no caso) a chance de definir a partida no tempo regulamentar.

Pra finalizar, Haslem merece ser citado por conta de seus 12 pontos e 17 rebotes. Com CB1 de volta (se voltar mesmo), o Miami cresce e Haslem terá oportunidade de descansar mais, o que não tem acontecido nesta série porque Joel Anthony e Rony Turiaf (ontem nem jogou) têm sido figuras praticamente nulas.

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sábado, 2 de junho de 2012 NBA | 12:44

BOSTON JOGA MUITO, VENCE MIAMI E MOSTRA QUE ESTÁ MAIS VIVO DO QUE NUNCA

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O Boston fez como o Oklahoma City: não deixou a peteca cair. Uma derrota ontem diante do Miami, em casa, e a série teria acabado. Não do ponto de vista matemático, claro, mas do ponto de vista histórico (nunca um time reverteu uma série final em 0-3) e principalmente emocional. A vitória de 101-91, portanto, além de justa, dá-nos a certeza de que este confronto ainda vem capitaneado por um grande ponto de interrogação.

O jogo no garrafão foi fundamental para a vitória do C’s. O alviverde de Massachusetts pegou 44 rebotes contra 32 do time do sul da Flórida. E anotou 58 de seus 101 pontos lá dentro, próximo à cesta, enquanto que o oponente ficou nos 46. E foi definido também na energia defensiva dos jogadores do Boston. Os caras correm de lá pra cá; de cá pra lá. Não deram espaços para o adversário. Sempre que vinha um corta-luz, havia a troca ou mesmo a recuperação de quem era bloqueado.

O Miami sente demais a falta de Chris Bosh. O jogo fica muito sobrecarregado para Udonis Haslem e LeBron James, que tem jogado muito como ala de força. Até mesmo Shane Battier vem sendo usado nesta posição por Erik Spoelstra. Rony Turiaf continua mal nesta decisão; o mesmo vale para Joel Anthony.

O Boston tem que se aproveitar disso. Tem que usar e abusar de Kevin Garnett. KG anotou 24 pontos e pegou 11 rebotes no jogo de ontem e além de jogar muito, até flexão fez em quadra, oito no total, para dizer que não tinha sentido o humilhante tombo que levou de Haslem numa disputa de bola. Não precisava. KG é veterano; isso é coisa de “rookie”. Talvez a marra tenha guiado seu intelecto. Bobagem, repito. O lance valeu apenas para a TV e o YouTube.

Com KG em quadra e o Miami jogando com quatro abertos e apenas um no pivô, o Boston fez 115-87 no Heat. Esta situação foi vista em 55 minutos desses três primeiros jogos. Portanto, o C’s tem que continuar usando e abusando de KG e o Miami não pode querer marcá-lo com apenas um grandalhão. Há que se aumentar o tempo de quadra de Turiaf e Anthony ao menos para que eles possam dificultar o trabalho de KG.

Lembro-me do Chicago de Michael Jordan. Nunca teve grandes pivôs. Mas os que lá jogavam, jogavam apenas para sobrecarregar o jogo do pivô adversário. Eram três contra um cara bom do adversário. Era assim que o Bulls subtraía o jogo de Patrick Ewing, por exemplo. Era assim que o Chicago diminuía a produção de Alonzo Mourning. E é assim que o Miami tem que fazer em mais momentos da partida.

Ao lado de Rajon Rondo, KG (foto AP) segura a onda do Boston nesta série. Isso porque Paul Pierce, se jogou muito ontem como mostram seus 23 pontos, não tem sido regular na série. É preciso que “The Truth” encontre um jeito de se manter num mesmo nível do começo ao fim para que o C’s consiga manter novamente seu mando de quadra e surpreender na Flórida na partida seguinte.

Ah, sim, vale registrar, claro: Ray Allen, aos pouquinhos, vem melhorando e contribuindo mais. E vale falar agora do jogo de Rajon: 21 pontos, dez assistências e seis rebotes. É inacreditável a melhora nos arremessos de média e longa distância de Rajon. Vale matéria. Não vi em nenhum site nenhuma matéria neste sentido. Como foi que Rondo melhor tanto seus arremessos? Treinou no verão? Se sim, com quem treinou? Quantas horas por dia? Quantos dias por semana? Mudou o posicionamento da mão no ato do arremesso? Enfim, como é que um jogador melhora tanto seu desempenho de um ano para o outro? E não apenas nos arremessos com a bola em movimento. Os arremessos com a bola parada, o tal do lance livre, esses também tiveram uma melhora dramática.

Li dia desses, acho que na coluna do Sam Smith, que o Boston ainda pensa em trocar Rajon. Não entendo. Por quê? O que acontece? Será que o cara é tão ruim assim de vestiário? O problema é outro? Qual seria? Não compreendo. É certo que Danny Ainge sempre vem a público dizer que isso não é verdade. Temos que acreditar no cara. Aliás, isso parece a novela da venda do Neymar para o futebol europeu. Agora houve uma trégua nessa história, mas quando a metade do ano chegar, janela europeia aberta, novamente as notícias da venda de Neymar ganharão destaque na mídia nacional e estrangeira. Com Rajon é assim também: fim de temporada e o nome do armador do Boston aparece entre os “negociáveis” do Celtics.

Se o Boston quer mesmo negociá-lo, uma troca que me parece boa seria por Chris Bosh. CB1 daria uma sobrevida a KG e Rajon faria o jogo de LBJ e Dwyane Wade crescer dramaticamente. Que tal?

Por falar em LBJ, ontem King James anotou 34 pontos. Junte-se a eles oito rebotes e cinco assistências. Coloque também mais duas roubadas de bola e dois tocos. Voltou a jogar muito. Tem sido o cara do Miami nesta série até o momento, com médias de 33,3 pontos, 10,3 rebotes, 5,0 assistências e 2,0 tocos. Um gigante.

Voltando a falar do jogo, além da soberania defensiva do Boston e da força de seu garrafão, a contenda foi resolvida na somatória dos segundo e terceiro quartos. Nestes dois períodos, o C’s fez um placar de 55-36 e liquidou a fatura.

E pra quem achava que o time iria sentir as pernas cansadas por conta dos dois primeiros jogos; pra quem achava que Rajon não iria produzir tanto por ter jogado 53 minutos na noite anterior; pra quem achava isso e aquilo e diminuía o Celtics, o que eu digo é: o Boston está vivo. E a série está mais viva do que nunca.

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quinta-feira, 31 de maio de 2012 NBA | 13:03

MIAMI VENCE BOSTON, ABRE 2-0 NA SÉRIE E CANDIDATA-SE A FINALISTA DESTA TEMPORADA

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Agora ficou difícil para o Boston; mas não impossível. Vencer quatro dos últimos cinco jogos restantes, não é mole não. Ainda mais em um time que tem uma defesa forte. Não se pegue pelo placar de ontem. Na fase de classificação, o Miami teve a quinta defesa menos vazada com média de 87,0 pontos contra por jogo. Enquanto isso, o Boston foi apenas o 10º melhor ataque, com média 89,0.

Mas, quanto ao jogo de ontem, a derrota do Boston por 115-111 (com direito a uma prorrogação) poderia ter sido uma vitória. No primeiro tempo (eu sei que tinha ainda muito tempo) o time abriu 15 pontos (47-32). No segundo, quando o Miami reagiu, passou oito pontos na frente (81-73 a seis segundos do final do terceiro período), o C’s fez uma corrida espetacular de 19-8, pulou na frente no marcador em 94-89, isso a pouco mais de três minutos do final. Parecia ter o controle técnico e emocional do jogo. Não tinha. Deixou o Heat encostar novamente, pular na frente em quatro pontos. Mas encontrou forças para reagir e empatar a partida, levando-a à prorrogação.

O problema todo, durante a prorrogação, é que Paul Pierce não pôde jogar. Fez sua sexta falta a 47 segundos do final do tempo normal e deixou o time na mão. Pierce é fundamental para o sucesso do Boston, especialmente “down the stretch”, quando ele corriqueiramente põe a bola debaixo do braço e quase sempre se dá bem e, consequentemente, o Celtics também. Mas não foi o caso do jogo de ontem. Com seis faltas, viu tudo do banco de reservas e nada pôde fazer.

Em compensação, a noite de Rajon Rondo. O armador do Boston teve uma das atuações mais espetaculares desta temporada e, fico pensando, a mais pomposa destes playoffs. Foram 44 pontos (recorde na carreira não importa a fase do campeonato, com desempenho de 16-24), dez assistências e oito rebotes. Como pontuou demais, deu pouca assistência; normal. Agora atentem para o fato: Rajon jogou o tempo todo. Ou: ficou em quadra os 53 minutos que durou a partida! Isso, diga-se, jamais tinha ocorrido em sua carreira. E na prorrogação, marcou todos os 12 pontos do Boston.

Aliás, por falar em Rajon, um lance foi muito comentado. A 1:35 minutos do final, com o placar igualado em 105 pontos, o armador do Boston tentou uma bandeja, passando por debaixo da cesta, e foi claramente acertado no rosto por Dwyane Wade. Ninguém marcou falta. Se marcada, Rondo teria ido à linha do lance livre. Ele estava com a mão quente (10-12), poderia ter colocado o C’s na frente. As reclamações dos jogadores, comissão técnica e torcedores do Boston foram grandes. E justificáveis, pois houve falta. Mas atribuir a derrota a esse lance é tentar, a meu ver, tapar o sol com a peneira. Como tenho dito, os árbitros são seres humanos e erram. Mas erram para os dois lados. No terceiro quarto, Mario Chalmers fez uma cesta do jeito que Rajon queria fazer e foi claramente atingido por Greg Stiemsma. A arbitragem nada marcou. Deveria ter marcado. Isso acontece, é do jogo. Atribuir a derrota a esse lance é se esquecer que Kevin Garnett perdeu uma bola no ataque seguinte, desarmado que foi por Chalmers. É se esquecer que o mesmo KG, malucamente, arremessou uma bola de três a 46 segundos do final e que deu “air-ball”. Esses dois lances foram comprometedores. Então, eu pergunto: por que apenas imputar à arbitragem a derrota de ontem? Não entro nessa.

Voltando ao tema “Rajon Rondo”, os 53 minutos dele em quadra são frutos do fato de que o Boston está sem Avery Bradley, que se contundiu e não joga mais nesta temporada. Com isso, Doc Rivers exigiu o máximo de Rajon. Ele correspondeu, todos vimos. Mas fica a pergunta: haverá sequelas físicas para o próximo jogo? Vamos aguardar — tomara que não.

LeBron James também se destacou na partida. Anotou 34 pontos, pegou dez rebotes e deu sete assistências. No final do tempo normal, errou o arremesso que poderia ter evitado a prorrogação. Muitos disseram que ele afinou. Não, LBJ não afinou e nem pipocou. LeBron simplesmente errou o arremesso, como muitos erram também. O importante foi que ele não se omitiu. Foi pro pau. Não deu certo, mas não se escondeu.

Udonis Haslem, disse ontem no Twitter (@FRSormani), durante a partida, que a ausência de Chris Bosh tem sido benéfica pra ele. Parece que Udonis está reencontrando parte daquele basquete de qualidade que ele jogou durante muito tempo no Miami, tendo, inclusive, sido figura de destaque na conquista do título de 2006. No confronto de ontem, anotou 13 pontos e pegou 11 rebotes, quatro deles ofensivos. Isso tudo vindo do banco.

Aliás, por falar em banco, isso fez a diferença também no jogo de ontem. Os reservas do Heat anotaram nada menos do que 25 pontos, enquanto que os do C’s contribuíram com apenas sete.     E aqui entra novamente em cena Avery Bradley. Com ele no time, os 13 pontos de Ray Allen durante o jogo teriam sido computados para os reservas.

Amanhã tem mais. 21h30 de Brasília, agora em Boston. A pressão será enorme pra cima do C’s. Não pode perder seus dois próximos jogos como mandante. Se perder um deles, babau.

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