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segunda-feira, 20 de agosto de 2012 basquete universitário norte-americano, NBA | 19:02

P&R, PRINCETON OFFENSE: É O LAKERS SE PREPARANDO PARA SER CAMPEÃO NOVAMENTE

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Trapizomba está animadíssimo da silva com o futuro. Afinal, com as contratações de Steve Nash e Dwight Howard, o Lakers se reforçou dramaticamente segundo a maioria e segundo esta mesma maioria o time californiano tem o melhor esquadrão da NBA neste momento.

Trapizomba manda mensagens quase todos os dias e numa de suas últimas missivas ele escreveu lá pelas tantas: “Dwight Freaking Howard (é assim que a gente chama ele, depois da troca, que alguns acham vergonhosa… hm…[eu achei vergonhosa, ele deve estar se referindo a mim; tudo bem]), o melhor pivô no “pick-n-roll”, irá jogar com o melhor armador no “PnR”: Steve Freaking Nash”.

Não sei de onde ele tirou que D12 é o melhor pivô no “P&R” e que Nash é o melhor armador para esse tipo de jogada. Acho que o time que melhor faz isso é o San Antonio, usando Manu Ginobili com Tim Duncan. Mas, é claro, Nash e D12 nunca jogaram juntos e agora em LA podem mesmo fazer o melhor “P&R” do planeta. Acho, volto a dizer, que podem, mas fico com um pé atrás, pois não me lembro de D12 fazer o “P&R” porque o Orlando era o rei das bolas de três e D12, por conta, disso, reclamou dos companheiros e principalmente de Stan Van Gundy, pois, segundo ele, sua função no time era apenas a de pegar rebotes.

Lá pelas tantas Trapizomba também disse: “Rola o boato de que o Lakers implementará a ‘Princeton Offense’, o que eu discordo. Tendo SFN e DFH no mesmo time, deixa a festa rolar. Temos tb o já memorável KFB e PFG. O pau comerá, com certeza”.

Neste momento da conversa, Salerme, outro grande parceiro deste botequim, botou o copo na mesa e pediu um aparte: “Acho que o mais importante no caso do Lakers é o que você (Trapizomba) colocou: o melhor pivô no ‘PnR’ achando o melhor armador. Não tem como não ser uma combinação fatal. Agora, usar a ‘Princeton Offense’ talvez seja uma forma de movimentar o ataque para que o Black Mamba também tenha jogo. Lembro que Gasol também é eficiente no ‘PnR’, qualquer outro time da liga com SFN (Nash), DFH (D12) e PFG (Gasol) viveria só de ‘PnR’; mas com Black Mamba no time, o ataque tem que ser mais que isso. E, pelo que tenho lido, a ‘Princeton Offense’ não irá matar o ‘PnR’, mas garantirá movimentação para que o time tenha ainda jogadas de isolações e ‘low post’, que têm sido o forte do Lakers há alguns anos. Enfim, acho que a utilização da ‘Princeton Offense’ irá abrir o leque ofensivo do time”.

Aqui eu concordo com Trapizomba. Não que a “Princeton Offense” não possa dar certo no Lakers. Claro que pode, pois quatro dos cinco titulares são jogadores habilidosos, rápidos e inteligentes. Aliás, inteligência é fundamental para o uso da “Princeton Offense”. Minha dúvida recai sobre D12. Ele não tem tanta habilidade e seu arremesso não é lá essas coisas. E também tenho dúvidas quanto a capacidade de entendimento dele desta jogada, que para terminar em uma bandeja (o que dificilmente acontece), favorecendo-o, ele terá que se movimentar corretamente por cerca de 15 segundos, que é o tempo que normalmente dura a jogada. Aliás, a “Princeton Offense” usa demais o pivô e o ala-pivô, que frequentemente aparecem para fazer o corta-luz, mas as finalizações se destinam mais ao ala do que ao pivô por conta do posicionamento mais distante do garrafão.

Alguém pode estar boiando nessa história e querendo saber do que se trata a tal da “Princeton Offense”.  A jogada foi criada por Franklin “Cappy” Capoon na longínqua década de 1930, quando dirigiu a Universidade de Princeton. Pete Carril, que foi técnico em Princeton de 1967 a 1996, foi quem aperfeiçoou-a, mas de um jeito que hoje em dia muitos dizem que foi ele quem a inventou. Pode ser usada contra defesas em zona ou individual. Foi criada para favorecer jogadores menos atléticos, que era o caso dos atletas de Princeton, uma escola que jamais foi o objetivo de qualquer jogador que tinha em mente uma bolsa de estudo para jogar e mais tarde acabar na NBA.

Ela consiste na movimentação alucinada dos jogadores, basicamente no perímetro e/ou atrás da linha dos três pontos, longe do garrafão, de modo que não dá para dizer quem é quem na jogada. Posição é o menos importante nesse sistema. Não há armador, alas ou pivô. Todos têm que se movimentar, normalmente agrupados. Todos têm que estar aptos para passar, driblar e arremessar. A movimentação constante visa, evidentemente, criar situações de “mismatch”, ou seja, de vantagem do atacante sobre o defensor e, consequentemente, a possibilidade do arremesso desmarcado (que é o que quase sempre ocorre) ou uma bandeja ou enterrada sem a incômoda presença do marcador (dificilmente termina assim).

Além de cansar a defesa adversária por conta da movimentação dos atacantes, a jogada confunde também, pois vários são os corta-luzes executados (como disse), de modo que o marcador que cai no “screen” de repente não faz a menor ideia de onde se encontra, criando o “mismatch”. Em muitas situações, ele termina com um arremesso atrás da linha dos três. E o Lakers tem em Nash, Kobe, MWP e até mesmo em Gasol jogadores com ótimo aproveitamento neste fundamento.

A função de D12 nesta jogada seria, basicamente, fazer corta-luz e apanhar rebotes se as bolas longas ou mesmo os “mid-range” não entrarem. São poucas as situações de “P&R” com o pivô, usando, neste caso, muito mais o ala de força, que pode se aproveitar também de um “back door”.

Aí eu pergunto: vocês acham que Dwight vai ficar feliz ao ouvir de Mike Brown que o Lakers vai usar a “Princeton Offense”? Ele, Dwight, que tanto resmungou, como disse acima, dos tiros de três na época do Orlando, que acabava por destinar a ele esse mesmo papel de apanhador de rebotes?

Duvido; que me perdoe o Salerme. Nesta, eu estou com o velho Trapizomba.

Abaixo, dois vídeos que eu selecionei na internet com a “Princeton Offense”.

AGRADECIMENTOS

Trapizomba tem sido um grande parceiro deste botequim desde que ele foi aberto. Relaciona-se muito bem com todos os “pau d’águas” desta casa, especialmente com os torcedores do Lakers, como ele. Fez uma sólida amizade com o Salerme, que conheceu o Trapizomba neste botequim. Salerme já esteve em LA, onde mora Trapizomba, e juntos foram ao Staples ver os amarelinhos jogar.

Comunicam-se frequentemente. Outros também já trocaram figurinhas com o Trapizomba. E como eu gosto de observar essa troca de figurinhas, acabo também a) por aprender; b) encontrar temas para este blog.

Obrigado a todos mais uma vez pela grande contribuição.

CALENDÁRIO

Risco no calendário os dias quando vou dormir. Não vejo a hora de esta temporada começar. Quero muito ver o Lakers em ação. É o time do momento.

Isso vai me custar boas horas de sono por causa do maldito fuso horário. Mas o que fazer? O Lakers vai me fazer perder boas horas de sono; o Dallas jamais.

Aliás, qual foi o legado que o Mavs deixou depois de ter sido campeão da NBA? Nenhum.

Ganhei horas de sono ao não me preocupar com o time texano. Ganharei aprendizado vendo o Lakers jogar — assim espero, pois vou dormir menos horas por noite.

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terça-feira, 24 de julho de 2012 Basquete europeu, Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 23:51

EUA MUDAM SISTEMA E GOLEIAM A ESPANHA NO ÚLTIMO TESTE ANTES DAS OLIMPÍADAS

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Deixe-me contar a vocês, meus grandes amigos de botequim: estarei comentando alguns eventos olímpicos para a Record em cinema 3D. Eles serão exibidos na rede Cinépolis. Por conta disso e por estar também na Rádio Jovem Pan, como vocês bem sabem, passei esta terça-feira trabalhando. Na rádio e na Record; na Record, gravando pilotos para o dia da estreia das Olimpíadas, na sexta-feira, quando estaremos exibindo a cerimônia de abertura. Estarei o tempo todo ao lado do narrador e apresentador Reinaldo Gottino, meu velho e grande amigo. Tudo sob a batuta do igualmente amigo e excelente Johnny Martins, que vai comandar todo o esquema, com apoio inestimável do Fernando Simões.

Desta forma, não pude ver ao vivo o embate entre Espanha e EUA. E o que fiz eu? Gravei o jogo. Acabei de ver a contenda há alguns minutos. E fiquei impressionado com o que vi.

Primeiro, ao ver o baile que a Espanha estava dando no selecionado norte-americano até mais ou menos dois terços do primeiro quarto. Os da terra do Tio Sam estavam atordoados. Mas foi só o Coach K tirar de quadra o trapalhão Tyson Chandler (que esconde sua limitação com a desculpa que sabe defender), foi só Chandler sair de quadra (dizem que foi por causa da terceira falta, mas eu opto pela questão técnica), Foi só Chandler dar lugar a Carmelo Anthony, para os EUA começarem a jogar basquete.

Até então, com quatro jogadores em quadra e enfrentando um adversário poderosíssimo como é a Espanha, os EUA levavam nítida desvantagem. Melo entrou, foi para o pivô e teve a companhia de LeBron James no jogo interior. Mas quando atacava, Melo jogava aberto, com LBJ fazendo as vezes do pivô. Melo deitou e rolou: fez 23 de seus 27 pontos no primeiro tempo (o resto do time norte-americano anotou 25 nesta etapa inicial), meteu 5-6 nas bolas de três e a diferença em favor dos espanhóis, que beirou a casa decimal, foi para o espaço.

Os ibéricos ainda terminaram o primeiro quarto na frente em 23-21. Mas foram para o vestiário atrás em 48-40. Tudo, repito, por causa do jogo ofensivo de Carmelo Anthony.

Óbvio que a defesa foi muito importante: os EUA apertaram a marcação e dificultaram a ação ofensiva da Espanha, que não encontrava mais a mesma facilidade do início do jogo para fazer seus arremessos.

Com a casa em ordem, mas com Kevin Durant zerado no jogo, veio o terceiro quarto. KD (foto), então, resolveu encestar bolas daqui e dali. Anotou nada menos do que dez pontos nos 3:30 minutos iniciais deste período final e comandou o marcador que ficou em favor dos norte-americanos em 21 pontos.

Aí foi a vez de Sergio Scariolo, técnico italiano que comanda a Espanha, mostrar que também conhece o jogo: mudou, quase que na metade do terceiro quarto, a defesa espanhola de individual para zona e com isso freou o ímpeto ofensivo dos americanos. Essa diferença de 21 pontos caiu para 12. E quando todo mundo esperava que a reação continuasse, veio o quarto período e com ele os espanhóis ressuscitaram a defesa individual. E isso favoreceu os EUA.

A diferença de 12 pontos foi aumentando, aumentando e quando a buzina soou pela última vez ela estava na casa dos 22. A vitória dos EUA por 100-78 acabou sendo incontestável porque a Espanha bobeou. Não encontrou resposta para o jogo ofensivo dos EUA sem um homem centralizado e abriu mão da defesa zona quando ela estava desconcertando o adversário.

A Espanha, das grandes seleções que enfrentaram os EUA, foi a única que tomou cem pontos. O Brasil permitiu 80 e a Argentina 86. Como se vê nosso selecionado foi quem melhor segurou os norte-americanos. E jogando em Washington, ao contrário dos espanhóis, que atuaram em casa.

É certo que os EUA jogaram pra vencer. Eles nunca jogam sem se importar com o marcador. Terminaram esta fase preparatória com um recorde de 5-0. Mas, creia, Coach K não mostrou todas as suas cartas.

A Espanha também fez o mesmo. Marc Gasol, por exemplo, continuou do lado de fora, poupado que foi por causa de uma contusão no ombro.

Outros destaques do jogo: LeBron James, 25 pontos e sete assistências; Pau Gasol, 19 pontos, cestinha dos espanhóis.

Depois deste embate eu continuo confiante de que o Brasil pode mesmo aprontar nestas Olimpíadas.

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quinta-feira, 5 de julho de 2012 NBA | 00:03

LAKERS ASSINA CONTRATO DE TRÊS ANOS COM STEVE NASH, 38 ANOS

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O Lakers acabou de contratar Steve Nash. O armador canadense vai dar o toque de qualidade que o time californiano precisava para a posição. Mais do que isso: adicionará experiência. E muita qualidade ofensiva. Aqueles que gostam do basquete a partir da defesa não devem ter aprovado o negócio: Nash é um péssimo defensor; como dizia meu saudoso pai, “não desarma nem arapuca”.

O jogo de Nash (foto Getty Images) é ofensividade pura. Pontua e dá assistências com maestria. Ao lado de Kobe Bryant vai bagunçar as defesas adversárias. Sorte do pessoal do Leste; azar da rapaziada do Oeste.

Nash, Kobe, World Peace, Pau Gasol e Andrew Bynum. Um timaço. Mas há dois problemas: 1) Kobe quer Gasol fora do Lakers; 2) O time ainda continua sem banco e, por conta disso, há que se contratar mais. Alguém sugeriu Gasol por Josh Smith e algo mais pra lá e pra cá. Seria muito bom para os dois times. Gostei da sugestão. Mas aí seria trocar um pelo outro. É preciso mais, pois, como disse, o banco continua mediano.

Quanto ao negócio, Nash foi trocado por drafts e o Lakers vai usar a “trade exception” de Lamar Odom para pagar os salários do canadense. Nash vai ganhar algo em torno de US$ 27 milhões por três anos de contrato. Ele tem 38 anos. Em seu último ano estará com 41 e terá direito a US$ 9 milhões. Não houve exagero? Será que Nash, aos 40, 41 anos, estará rendendo o mesmo basquete que sempre rendeu? É verdade que o canadense não tem um histórico importante de lesões. E se cuida. E é leve. Os joelhos não gemem. Isso é bom.

Mas eu acho três anos de contrato para um jogador de 38 anos muito tempo. Nash é uma boa contratação para esta próxima temporada, com o Lakers tendo o direito de optar pela sequência do contrato ou não. Isso seria o correto. Do jeito que foi feito, achei um equívoco.

É o que eu disse no Twitter (@FRSormani), depois o Lakers se arrepende (se é que vai mesmo se arrepender, estou apenas fazendo uma suposição), depois o time angelino se arrepende, tenta empurrá-lo pra algum trouxa, a NBA veta e neguinho fica na bronca com David Stern.

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sábado, 23 de junho de 2012 NBA | 15:49

COM O CAMPEONATO DECIDIDO, COMEÇA TEMPORADA DE RUMORES NA NBA

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Agora que tudo se definiu, começa a temporada de rumores. O “NBA Draft” será na próxima quinta-feira, dia 28. E haja rumores até por conta de quem será recrutado, se alguém vai trocar “draft” por jogador etc e tal.

Alguns fatos me chamaram a atenção nesses dias. Vamos a eles? Claro que sim.

O que me fez quase cair da cadeira foi a declaração de Jim Buss, filho de Jerry, dono do Lakers. Jim, o homem que protege Andrew Bynum e evita trocá-lo usando para isso a força do cargo, declarou o seguinte esta semana: “Com o elenco que temos podemos ser campeões”. Repito: quase caí da cadeira.

O que isso significa? Que o Lakers não vai contratar ninguém de peso? Que os reforços que chegarão serão reforços apenas para compor o elenco? Se for isso, sinceramente, temo pelo Lakers na próxima temporada. Em que pesem as presenças de Kobe Bryant, Pau Gasol e Andrew Bynum (todos grandes jogadores, sem dúvida), o Lakers tem um problema com esse trio: química. São grandes jogadores, mas há problemas de relacionamento entre eles. Isso é claro. Especialmente entre Kobe e Gasol. Isso sem falar que a própria franquia tenta, a todo o momento, trocar o espanhol. Não é legal trabalhar assim. Então eu volto ao início do tema para deduzir: será que Jim pensa mesmo que esse time tem força para ser campeão ou tenta proteger seus jogadores, especialmente Pau Gasol? Se for isso, Ufa, alívio; ok. Se não for, volto a dizer: temo pelo Lakers na próxima temporada. Se reforços não vieram, dificilmente o time ganha a conferência. O Lakers de hoje não tem time para encarar o Oklahoma City.

Outro assunto que me chamou a atenção refere-se a Steve Nash. O canadense, sem contrato com o Phoenix, ou seja, livre na praça, considera a possibilidade de mudar de equipe e não renovar com o Suns. Seu coração se derrete por quem? New York Knicks. Nash, fora da temporada, mora em Nova York, assim como Dwyane Wade mora em Chicago. Seria, pois, unir o útil ao agradável. Disse ele em resposta a uma pergunta feita por Walt Frazier, ex-jogador do Knicks e hoje comentarista da TV do time: “”The Knicks are a great franchise and I live in New York City (each summer), so I’d definitely consider them if they were interested”. Ou seja: o Knicks é uma grande franquia e eu moro em Nova York (no verão), então eu vou mesmo considerar essa possibilidade se eles tiverem interesse (em Nash).

Seria espetacular. Nash voltaria a jogar ao lado de Amar’e Stoudemire, seu ex-parceiro de Phoenix Suns. E, creio eu, amadureceria Carmelo Anthony. E ensinaria segredos do basquete e Jeremy Lin, que deve renovar com a franquia nova-iorquina.

Nash, aliás, se você não sabe, é um amigão de Neymar. Isso mesmo, Neymar Jr, o atacante santista. Vejam o que eu pesquei no Twitter de Nash: “I want to see you play at Santos soon! RT @Njr92: I’ll be busy Steve, but thanks for the invitation! When you come to Brasil? RT @SteveNash”. Nash convidou Neymar pra alguma balada, mas o melhor jogador do futebol brasileiro diz estar ocupado. A data do evento (qual evento? Não sei) é quarta-feira próxima. Vejam o twitt inicial: “@SteveNash Bring neymar!!(@Njr92 are you busy June 27 irmao?! Caralho!)”. Isso motivou a resposta acima.

Outro assunto relevante pra este sábado modorrento: o Golden State disse estar conversando com Brandon Roy. O ex-armador do Portland Trail Blazers abandonou o basquete por conta de uma séria lesão no joelho. O PTB usou a “amnesty clause” com ele. Roy passou a última temporada do lado de fora. Mas ficou treinando. Visitava regularmente o médico. E o fisioterapeuta particular ajudava-o a treinar. Roy sente-se bem; quer voltar. E o Warriors considera a possibilidade de oferecer-lhe um contrato. Se der certo, seria legal para Roy e para o GSW, que perdeu Monta Ellis e está com a vaga aberta.

Agora vamos falar de grana. Vocês sabem quanto a NBA distribuiu em prêmios para as equipes que chegam aos playoffs? US$ 13 milhões. Isso mesmo, essa merreca menciona na frase anterior. Isso deu ao Miami, por ter sido campeão, US$ 3,37 milhões; ao OKC, por ter sido vice, US$ 2,6 milhões. Por que tão pouco? Não faço ideia. Num comparativo, o Chelsea, campeão da Champions League, embolsou cerca de US$ 38 milhões! E o campeão da Libertadores (Corinthians ou Boca, alguém se atreve a responder?) ficará com US$ 3,2 milhões, pouca coisa menos que o Miami recebeu. Pode?

E por falar no Miami, Dwyane Wade disse depois da final contra o OKC que pode ficar de fora dos Jogos Olímpicos. O torneio londrino começa no dia 28 próximo e D-Wade disse que seus joelhos doem demais. “Vou ver o que é melhor para os meus joelhos”, disse o campeão. “Ir aos Jogos é algo que eu quero muito, mas eu tenho que considerar algumas possibilidades, até mesmo uma cirurgia se for o caso”. D-Wade disse que vai procurar o mesmo médico alemão que cuidou dos joelhos de Kobe Bryant. Tomara que não haja necessidade de cirurgia e que Wade possa estar em Londres para o bem do torneio.

É isso, rapaziada. Se algo importante aparecer até o final do dia, eu posto no blog. Estejam, pois, atentos. Nesta época, como disse, os rumores são muitos.

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terça-feira, 22 de maio de 2012 NBA | 13:13

OKC ELIMINA O LAKERS, QUE TERÁ MUITO O QUE FAZER NESTE VERÃO NORTE-AMERICANO

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Era esperado. Confesso que contava com uma série um pouco mais longa, mas não foi surpreendente esse 4-1 que o Oklahoma City enfiou no Lakers nas semifinais do Oeste. Com a vitória de ontem por 106-90, dentro de casa, o OKC se classificou para as finais da conferência e agora terá pela frente o San Antonio, o grande favorito da maioria.

Pelas manifestações aqui no botequim, muitos de vocês acharam que a série só não foi mais longe porque o Lakers pecou nos detalhes. Eu diria que o Lakers vacilou nos momentos decisivos. O time californiano não teve poder de fogo “down the strecht”. Num confronto tão igual, saber jogar o último quarto era decisivo. O Lakers não soube; o Thunder sim.

Além disso, Kobe Bryant jogou praticamente sozinho a série ofensivamente falando. Ficou tudo em seus ombros. Ontem ele anotou 42 pontos. Terminou o embate diante do OKC com média de 31,2 pontos. Pau Gasol, outra arma do Lakers, teve comprometedores 12,0 tentos de média, enquanto que Andrew Bynum foi um pouco melhor: 16,6. Ou seja: os dois juntos não chegaram à pontuação média de Kobe. Assim, fica difícil bater um oponente tão forte como o Thunder.

A dupla de pivôs do Lakers foi a grande decepção do time nestes playoffs, especialmente nesta série diante do OKC. Podem ter certeza: Mitch Kupchak de tudo fará para trocá-los neste verão norte-americano. Se não conseguir trocar os dois, talvez abra mão do contrato de Bynum para sobrar algum em caixa e fazer alguma contratação impactante. O ideal seria pegar Deron Williams. Mas duvido que D-Will saia do Brooklyn neste momento. O bairro nova-iorquino está na moda; fala-se mais nele do que em Manhattan, onde fica o Knicks. Sem contar que o faltariam uns US$ 6 milhões para que o Lakers ao menos equipare o que D-Will vai ganhar nesta temporada com o Nets.

Falo na contratação de Deron porque o Lakers precisa de um armador pra ontem. É claro que agora que a série acabou e o Lakers foi eliminado, fica mais fácil falar. Mas, convenhamos, reforçar-se com o armador reserva de um dos piores times da liga é dose pra mamute. Num primeiro momento, achei boa a contratação de Ramon Sessions. Com o passar dos jogos e o afunilamento do campeonato, viu-se que Sessions não passa mesmo de um armador reserva de um time como o atual Cleveland.

Tão importante quanto ter um condutor em quadra para ajudar Kobe nesta missão é ter um comandante fora dela. Mike Brown não funcionou. Ele chegou a Los Angeles com o carimbo de desaprovação de Kobe Bryant. E quando o principal jogador do time não vai com a cara do treinador, não tem jeito. Mike Brown, embora tenha assinado um contrato de quatro anos, penso eu, não deverá comandar o time na próxima temporada. Se isso se confirmar, eu pergunto: quem viria para o seu lugar?

Jerry Sloan? Ótimo nome. Brian Shaw? Ótima aposta. Um dos irmãos Van Gundy? Nem pensar. Tentar seduzir novamente Mike Krzyzewski? Duvido que ele deixe o comando de Duke. Phil Jackson? Seria um sonho.

O Lakers tem muito a fazer a partir de agora. Tem que trocar seus dois pivôs e arrumar um treinador de verdade. E tem que encontrar um parceiro para Kobe dentro de quadra. E outro jogador para ajudar a fechar o triângulo. Este pode ser num nível um pouco inferior, mas tem que ser contratado também.

FINAL DO OESTE

Quanto ao OKC, também há muito o que fazer pela frente. Sim, pois o time terá que enfrentar agora a coqueluche da NBA no momento, o San Antonio Spurs. Para a esmagadora maioria, o grande favorito ao título desta temporada porque tem três jogadores extraordinários, dois times em seu elenco e um treinador que é considerado por muitos como o melhor treinador da NBA na atualidade, cotado para substituir o Coach K no comando do time dos EUA depois dos Jogos Olímpicos de Londres.

Mas o Thunder tem uma segunda unidade muito interessante também. Quando Scott Brooks coloca em quadra Derek Fisher, James Harden, Nick Collison, Daequan Cook e Nazr Mohammed não há comprometimento no jogo do time. Mas, é bom dizer, esses cinco nunca estão em quadra ao mesmo tempo. Sempre tem um titular com eles, ou Kevin Durant ou Russell Westbrook — sem contar que Harden, embora vindo do banco é um titular, como provam seus 30 minutos de média por partida.

Por falar nos minutos, Durant está com média de 40 por jogo e West quase 36. Se comparado com os Três Tenores do San Antonio, vemos que Tim Duncan joga 36 minutos, Tony Parker pouco mais de 37 e Manu Ginobili, 28.

Vantagem do SAS? Não, pois embora o “Big Three” do OKC jogue mais tempo, ele é muito mais jovem; portanto, não há desgaste a mais. E nestes playoffs, diga-se, o OKC jogou apenas um jogo a mais que o Spurs. Ou seja: tudo igual.

E os “matchups” deste confronto, como ficariam? Quem leva a melhor, Parker ou Westbrook? O OKC teria antídoto para Manu? E Timmy, será marcado por quem? Resposta: Manu, claro, será marcado por Thabo Sefolosha, que terá o apoio de Harden. Timmy será problema de Kendrick Perkins, bom marcador, diga-se.

Agora eu inverto a pergunta: Quem marcará Westbrook? Acho que ele travará um duelo interessante com Parker; não dá para dizer que vai se dar melhor. Harden? Manu será o vigia, claro, contando com apoio de Kawhi Leonard e Danny Green. E Durant, quem marcará? Green? Leonard? Manu? Stephen Jackson? Boris Diaw, deslocado para a missão? Vejo dificuldades para o SAS marcar Durantula. Disse que vejo “dificuldade” e não que o SAS não conseguirá marcar.

Aqui pode estar a chave deste confronto.

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domingo, 20 de maio de 2012 NBA | 13:36

DURANT ACABA COM KOBE E CONDUZ OKC NA VITÓRIA DIANTE DO LAKERS EM LOS ANGELES

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O Oklahoma City fez ontem 3-1 na série diante do Lakers ao vencer o confronto em pleno Staples Center por 103-100. Poderia ter feito 4-0 e varrido o oponente. Se Scott Brooks tivesse colocado Kevin Durant em cima de Kobe Bryant (como fez ontem) nos momentos finais da partida de sexta-feira, o OKC teria vencido o cotejo passado também. Mas Brooks optou por James Harden e Derek Fisher e Kobe deitou e rolou.

Ontem, Brooks fez o óbvio: mandou Durant grudar em Kobe no último quarto e o ala-armador do Lakers não conseguiu jogar. Fez 2-10 nos arremessos, mostrando uma vez mais que, com o peso da idade e o aperto do calendário (dois jogos decisivos seguidos), tem muita dificuldade para enfrentar uma marcação cerrada feita por um jogador mais alto (1,98m contra 2,06m). Fico imaginando uma final entre Lakers e Miami. Marcado por LeBron James, Kobe corria o risco de ficar abaixo dos 20 pontos na maior parte dos jogos.

Mas isso é apenas um exercício de imaginação. Não precisamos dele porque temos um fato concreto à nossa frente: Durant acabou com Kobe no último quarto e, ainda por cima, derrubou uma bola de três, a 13 segundos do final (foto Getty Images), que determinou a vitória do OKC. Marcou Kobe e anotou 11 pontos nestes 12 minutos restantes, vencido pelo Thunder (sob a batuta de Durant) por 32-20. Marcou Kobe, anotou 11 pontos e impediu que a bola de três arremessada por Bryant, a nove segundos do final, empatasse a partida.

Kevin Durant foi um gigante em quadra. Volto a dizer: pra mim, o MVP do campeonato e o jogador mais preparado para assumir o cetro e a coroa que no momento ainda está nas mãos de Kobe Bryant.

CORRIDA

O Lakers entrou no quarto quarto, vamos lembrar, com uma vantagem de nove pontos. Liderava em 80-71. A diferença pulou para 13, quando a 8:02 minutos de zerar o cronômetro Jordan Hill anotou mais dois pontos para o Lakers. Aí o Thunder fez uma corrida de 25-9 e liquidou a fatura.

Sei que muitos torcedores do Lakers vão reclamar do passe mal dado por Pau Gasol a 33 segundos do final, interceptado por Kevin Durant (olha ele aí de novo), o que possibilitou a posse de bola para o OKC que culminou na cesta de três de KD. Não apenas do passe errado há que se reclamar, mas da falta de agressividade do espanhol também, que saiu zerado de quadra no último quarto. Uma vergonha. É justo também reclamar e Gasol e não deixar o peso da derrota apenas nas costas de Kobe.

“GIGANTE”

O desempenho ofensivo de Russell Westbrook foi notável. Ele fez nada menos do que 37 pontos. Reggie Miller, comentarista da TNT, informou que Westbrook é o líder entre os armadores em pontos feitos dentro do garrafão. E o que isso quer dizer? Que o baixinho (1,91m) não tem medo de grandalhão. Westbrook pontua de tudo quanto é canto da quadra.

SUBTRAÇÃO

Kevin Durant anotou 31 pontos no jogo de ontem. Na série tem 27,3 pontos de média. Metta World Peace não está conseguindo subtrair o jogo de KD, que teve exatos 28 pontos de média durante a fase regular, o que valeu-lhe o status de artilheiro da competição pelo terceiro ano consecutivo.

CONTA

Há mais três jogos disponíveis neste confronto, que tem o OKC na frente em 3-1 como já vimos. Se Metta World Peace conseguir frear Durant, o Lakers passa a ter chances. Mas não é só isso. Kobe Bryant tem que entrar em cena também como marcador feroz que é e fazer com Westbrook o que Durant fez com ele. Se isso não for possível, o OKC liquida a série na próxima segunda-feira, 22h30 de Brasília.

QUÍMICA

Russell Westbrook e Kevin Durant. A química entre eles é perfeita. Além de se entenderem muito bem em quadra, um não tem ciúme do outro.

PARÁGRAFO

No texto que contém o relato do jogo de ontem, Berry Tramel, jornalista do “News OK”, periódico de Oklahoma City, escreveu o seguinte no segundo parágrafo: “Kevin Durant is the NBA’s King Closer. Kobe Bryant no longer is”.

JUSTIFICA

Foi o terceiro dos oito jogos do Oklahoma City nestes playoffs que Kevin Durant garante a vitória para seu time. Foi assim contra o Dallas, no primeiro jogo da série, com uma cesta no estouro do cronômetro, e também na segunda partida deste confronto contra o Lakers, em Oklahoma City, quando Durant encestou a 18,6 segundos do fim da contenda.

Jerry West era conhecido como “Mr. Clutch”. A facilidade com que derrubava bolas decisivas nos finais dos jogos impressionava. Valeu-lhe, pois o apelido. Estaria nascendo nestes playoffs um novo “Mr. Clutch”?

COMPARAÇÃO

O mesmo Tramel comparou Kevin Durant a George Gervin, ala-armador do San Antonio que jogou nas décadas de 1970 e 80. Gervin foi eleito um dos 50 maiores jogadores da história da NBA e é membro do Salão da Fama do Basquete de Springfield, Massachusetts. Era conhecido como “Ice Man”.

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sábado, 19 de maio de 2012 NBA | 13:00

EM NOITE RUIM, LANCES LIVRES LIVRAM A CARA DE KOBE E LAKERS VENCE OKC

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O Lakers respira. Respira graças à mão calibrada de Kobe Bryant quando o assunto foram os lances livres. Kobe (foto Getty Images) foi um gigante no final da vitória de ontem diante do Oklahoma City por 99-96. De seus últimos dez pontos, oito foram feitos na linha fatal. KB colocou a bola debaixo do braço no ocaso da partida e disse: o jogo é meu,  vou ganhá-lo pra vocês. E com ela debaixo do braço chamou as faltas que queria, para bater os lances livres que o time precisava. Com isso, o Lakers venceu e diminuiu o déficit em relação ao OKC, que agora lidera a série por 2-1. Foi, aliás, a primeira derrota do Thunder nestes playoffs.

O desempenho de Kobe ao longo do cotejo, no entanto, não foi bom. Tomou seis tocos e cometeu muitos erros. A estatística da contenda fala em dois equívocos e quatro tocos, mas quem viu o jogo viu também que Kobe errou muito mais do que isso e foi barrado nos arremessos mais do que este quarteto de vezes.

Eu já falei sobre isso aqui neste botequim: não confio muito na estatística da NBA. Ela, como os árbitros, protege os grandes jogadores. O conceito de assistência, por exemplo, é muito vago. Um protegido passa a bola para o companheiro, esse recebe-a, sai da marcação e arremessa acertando o alvo: assistência contada. Se é um mané que passa a bola e o companheiro faz o mesmo, a estatística não conta.

Em 2004, em Oakland, vendo um jogo entre Golden State e Denver (Erick Dampier e Nenê Hilário quase saíram no tapa), fui seguindo Nenê. Ao final da peleja, tinha computado um número X de rebotes para ele. Quando recebi o “box score” do jogo, vi que ele tinha dois rebotes a menos. Estranhei. No vestiário, conversando com o são-carlense, comentei o assunto. E perguntei: será que os caras mudam os números? Nenê preferiu não responder, mas deu um sorriso maroto revelador.

Ontem aconteceu o mesmo em relação a Kobe. Em determinado momento do jogo, eu estava aflito, pois KB não conseguia atacar. Levava toco ou perdia a bola. Na estatística, como disse, aparecem quatro tocos levados durante a partida. Eu computei seis. Será que dois deles a estatística entendeu que foram “air ball”? Sei lá. E os erros? Onde foram parar os outros enganos de Kobe? Sei lá.

Kobe ganhou o jogo, mas uma vez mais foi mal nos arremessos de quadra. Fez 9-25, exatamente a mesma marca da segunda partida da série, em Oklahoma City. Neste confronto, está com aproveitamento de 36,7% nos arremessos, pois errou 43 de suas 68 tentativas.

Kobe poderia ter tido mais dificuldades no final e o OKC poderia ter vencido se Scott Brooks tivesse deixado Kevin Durant em sua marcação nos momentos derradeiros. Quando Durant desempenhou esse papel, o aproveitamento de KB foi muito ruim. Quando James Harden ou mesmo Russell Westbrook estavam marcando, Kobe se deu melhor. Thabo Sefolosha teria sido outra boa alternativa. Mas o suíço ficou no banco todo o quarto final.

Outra observação: Andrew Bynum fez 2-13. Assim como Kobe, conseguiu um duplo dígito na pontuação por conta dos lances livres: 11-12. Pergunto: o que Kendrick Perkins fazia em quadra no quarto final? Marcando um jogador que não estava levando o menor perigo quando tinha a bola nas mãos? Por outro lado, vale a resposta: Bynum estava mal exatamente porque Perkins não o deixava jogar. Valia fazer um teste e deixar Perkins de fora por alguns minutos e ver como Bynum se comportaria sendo marcado por Serge Ibaka, com Durant vigiando Pau Gasol. Com isso, Derek Fisher ou mesmo Sefolosha poderia estar no jogo e serviriam de opção ofensiva ao OKC. Perkins, ofensivamente falando, é quase nulo. Marcou apenas quatro pontos no quarto final, sendo que dois deles saíram de lances livres e os dois derradeiros nos segundos finais, quando Bynum correu em cima de Durant para dobrar a marcação e Perkins ficou sozinho. Além disso, o pivô do OKC não pegou nenhum rebote no último quarto. Perkins terminou a partida com seis pontos e dois rebotes. Deu quatro tocos, é bom registrar, pois o número é significativo e importante. Mas, resumo da ópera, creio que seria válido Brooks pensar no OKC em jogos como este sem Perkins em quadra nos momentos derradeiros, pois ele, como disse, é nulo atacando.

Em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, no último domingo, Rubén Magnano, um dos maiores da atualidade, técnico (felizmente) da nossa seleção, disse o seguinte: “Sou um treinador cujo foco maior é o aspecto defensivo. Quando eu era mais jovem, diziam que o basquete era 70% defesa e 30% ataque, ou 80% e 20%. Não, basquete é 50% e 50%”. É isso mesmo: se não houver equilíbrio, não tem jeito. De que adianta ter um cara como Kendrick Perkins em quadra se ele não sabe pontuar? Ou: de que adianta ter um cara em quadra que não sabe defender? A menos que sejam gênios, como foram Dennis Rodman e Oscar Schmidt.

Perkins não é gênio. É apenas um bom marcador, mas que deixa o time com quatro atletas em quadra quando ele ataca. E no ataque, seus corta-luz, se bem observado pela arbitragem, são quase todos faltosos. Se marcados, comprometeria muito a ofensiva da equipe.

Hoje tem mais. Isso mesmo, hoje tem mais: 23h30 de Brasília. Dois jogos seguidos. Alguém perguntou: como o Lakers, um time mais velho que o OKC, se comportou quando jogou seguidamente? Foram 24 jogos nesta situação e o desempenho foi de 12-12. Portanto, nada a temer, muito embora em playoff o desgaste seja muito maior.

Hoje é dia novamente para irmos dormir lá pelas 3h da madrugada. E espero que seja como ontem, com os times trocando liderança no marcador a cada ataque. Que seja como ontem, quando o jogo parecia estar sendo jogado seguindo um roteiro de Hollywood.

Por causa de partidas como a desta madrugada que eu digo sempre que quem criou o bordão “I Love This Game” é um gênio. Neste caso, no ataque e na defesa.

IGUALDADE

O Philadelphia igualou a série diante do Boston com a vitória de 92-83. Esta quarta partida, no entanto, em seu começo dava a entender que os verdinhos sairiam vencedores novamente. Mas o C’s parece ter gastado toda sua munição no primeiro quarto, quando fez 24-12. Fechou o primeiro tempo na frente em 46-31. Mas veio o segundo tempo e como os caras do Sportscenter gostam de dizer, “second half: different half, different history”.

O Sixers fez uma corrida de 61-37 e venceu o jogo. Venceu impulsionado por Andre Iguodala (foto Getty Images) e Lou Williams, este vindo do banco. Ambos anotaram 26 pontos, divididos igualmente durante o período. Venceu porque esteve bem no aproveitamento dos chutes nesta etapa final (22-43; 51,2%), venceu porque pegou mais rebotes nestes 24 minutos derradeiros (28-17), venceu porque foi um time mais solidário (14-9 nas assistências), venceu porque errou menos (4-8) e venceu principalmente porque seu banco foi muito mais profícuo, vencendo o duelo contra os reservas do Boston por 34-7.

O confronto, como disse, está empatado em 2-2. A série volta para Boston. Depois retorna para a Filadélfia e, se preciso, termina em Massachusetts. Vai ser mesmo preciso?

REFLEXÃO

O ótimo site “Jumper Brasil” escreveu um texto ontem dizendo, entre outras coisas, que se o Miami perder seus Três Magníficos torna-se um time comum. Mas eu perguntei a eles: e os outros não ficam também?

Se tirarmos Kobe Bryant, Pau Gasol e Andrew Bynum, o que sobra do Lakers? Se tirarmos Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden, o que resta do OKC? E se tirarmos Rajon Rondo, Paul Pierce e Kevin Garnett, o que podemos aproveitar do Boston? Se subtrairmos Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker, o que ficará do SAS? No Chicago, nem precisa tirar três, tira-se Derrick Rose e Luol Deng, o que podemos aproveitar? E o Clippers sem Chris Paul e Blake Griffin, como fica?

Portanto, mais do que o elenco de apoio, os “Big Three” têm que funcionar. Se eles funcionarem, os que gravitam a seu redor tornam-se importantes aos olhos de todos. Se não funcionarem, viram porcarias.

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terça-feira, 15 de maio de 2012 NBA | 11:37

PRENÚNCIO DE VARRIDA EM OKLAHOMA?

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Assim que acabou o massacre do Oklahoma City diante do Lakers (119-90), antes de desligar o computador, fui dar uma olhada na caixa de mensagens do blog. Encontrei uma que me chamou a atenção. Veio do nosso parceiro Marcão. Dizia ela: “nooooooooooooooossa, LAL vai ser varriiiiiiiiiiiiiidooooooooooooo!!!!!!!”

Foi mesmo este o sentimento que nos invadiu a todos depois da debacle californiana em terras de ventos muitíssimos fortes, que provocam destruição e levam desolação a muitas pessoas. No caso de ontem, o tornado vitimou o Lakers, deixando a todos, jogadores, comissão técnica, dirigentes, proprietários e torcedores desorientados, aturdidos, desamparados.

A pergunta que se faz no momento é: o Lakers tem time para encarar o OKC? O Lakers tem time para reverter o que aconteceu ontem à noite?

Num primeiro momento, eu diria que não. O Lakers não encontrou resposta para nenhuma das armadilhas propostas pelo adversário.

Ontem, por exemplo, Kobe Bryant fez o que deveria ter feito no último jogo da série contra o Denver: saiu logo de cara marcando Russell Westbrook (foto AP). Não conseguiu. Foi tragado pelo armador “sooner”. Westbrook marcou 27 pontos, deu nove assistências, pegou sete rebotes, fez dois desarmes e cometeu apenas um erro. Prova inconteste da incapacidade de Kobe na partida de ontem. Mas, sejamos justos, Metta World Peace também foi destacado para vigiar Russell em alguns poucos momentos e igualmente foi devorado pelo camisa 0 do Thunder.

Por falar em MWP, o ala do Lakers chegou cheio de prosa e energia a Oklahoma City. Imaginava ter vigor e estofo técnico para marcar Kevin Durant e disse que não iria se importar com os gritos do lado de fora da quadra. Também foi derrotado neste embate. MWP foi engolido por KD, que marcou 25 pontos, pegou oito rebotes e deu quatro assistências.

Os dois, Kobe e MWP pouco contribuíram também do ponto de visto ofensivo. O velho Ron-Ron marcou 12 pontos (4-10), mas Kobe voltou a ter uma atuação pífia com a bola nas mãos. Anotou 20 pontos, mas errou 11 de seus 18 arremessos. Não fez nenhum desarme. Ou seja, não impactou o jogo de Westbrook, como já vimos, e nem machucou o adversário como se esperava.

Mas vamos deixar os números de lado, pois deles já falamos um pouco — e creio ter sido o suficiente. Vamos falar do que a gente viu e os nossos olhos não nos traíram: o Lakers de ontem, se for o Lakers da série, será varrido pelo OKC. Em momento algum ofereceu a mínima resistência. Foi vítima do jogo veloz e bem pensado do adversário. Foi presa fácil de seus grandes jogadores. E, pior, quando James Harden estava em quadra, o Lakers não tinha ninguém para marcá-lo, pois Kobe ficou em Westbrook e MWP em Durant. Disse “ficou”, pois o que os dois fizeram não foi nada além de “estar perto”. Uma coisa, rapaziada, é marcar Ty Lawson, outra é marcar Westbrook; uma coisa é marcar Danilo Gallinari, outra é marcar Durant.

Costumo dizer que quando você está bem e pega um time fraco, você varre o adversário. Quando você está mal, pega um time fraco e vence no bico do corvo. Foi o que aconteceu na série contra o Denver. Eu disse desde o início que esta era uma série para o Lakers golear, não disse varrer; mas golear. O time angelino, no entanto, só liquidou-a no sétimo jogo, numa clara demonstração de que não estava bem. Muitos pensaram ser o Nuggets o responsável pelos sete jogos, muitos disseram que o time colorado é que mostrou qualidades, isso e aquilo. Não foi nada disso: foi o Lakers que se enrolou, dada a sua fragilidade, diante de um oponente que, sempre disse, está ainda em formação, à procura de uma identidade e que tem apenas jogadores medianos.

Ontem, diante de um time pronto, com três jogadores extraordinários, foi batido em apenas três quartos. Voltemos aos números: neste terceiro período, o Thunder fez 39-24, tendo acertado 12 de seus 17 arremessos, o que significou um aproveitamento extraordinário de (70,6%). A diferença final foi de 29 pontos; chegou a 35 no terceiro quarto. Se Scott Brooks, treinador do OKC, não tivesse transformado o último quarto em “garbage period”, esta diferença poderia ter sido de mais de 40; quem sabe 50 — não exagero. A diferença do Lakers para o OKC foi gigantesca.

Jogo acabado, Pau Gasol e Andrew Bynum (o único que se salvou com seus 20 pontos e 14 rebotes) ficaram alguns minutos sentados no banco de reservas conversando. Provavelmente, tentando entender de onde veio a ventania que varreu a todos os californianos. Tentando encontrar abrigo para suportá-la se ela voltar a varrer a tudo e a todos. Do jeito que foi ontem, é isso mesmo o que o Lakers tem que fazer: encontrar abrigo para não ser varrido, porque não sobrará pedra sobre pedra.

ALERTA

No entanto, é sempre bom deixar claro três coisas:
1) Cada jogo é um jogo e o seguinte pode ser diferente do primeiro;
2) A camisa do Lakers é poderosa demais para não ser levada em conta;
3) Kobe Bryant pode não ser o velho Black Mamba, mas ainda é um jogador com veneno letal.

Amanhã tem mais: 22h30 de Brasília. Imperdível. Poderemos saber o que significou o jogo de ontem.

SURPRESA?

O Philadelphia surpreendeu ontem o Celtics ao vencê-lo em Boston por 82-81. Na verdade, o placar foi de 82-78. A cesta derradeira de Kevin Garnett, no estouro do cronômetro, foi fruto de um arremesso desmarcado, com os jogadores do Sixers se abraçando em quadra por conta da vitória.

Terminou a série? Claro que não. Este é um confronto que me lembra Indiana x Orlando. O Magic venceu em Indianápolis e muitos disseram que o Pacers havia decepcionado. Eu disse: rapaziada, playoff é assim mesmo. Há combates onde se perde em casa, recupera-se fora dela e outros que ao se perder em casa perde-se a série. Não acredito ser esta a fórmula deste confronto. Do mesmo jeito que o Sixers venceu em Massachusetts, o C’s pode ganhar na Pensilvânia.

Importante: foi a primeira do Sixers em Boston desde o jogo sete das finais da Conferência Leste de 1982.

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domingo, 13 de maio de 2012 NBA | 11:45

LAKERS EVITA VEXAME E BOSTON SAI NA FRENTE NA SÉRIE DIANTE DO SIXERS

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Bem, vamos bem rapidinho, pois hoje é Dia das Mães e não há tempo a perder. O Lakers se classificou às duras penas diante de um Denver à procura de identidade e entrosamento. E o Boston, também às duras penas, passou pelo Philadelphia, o que eu cheguei a achar que não aconteceria, um Philadelphia que só está onde está porque pegou um Chicago arrebentado e disso por pouco não se aproveitou.

Em Boston, Rajon Rondo (Foto AP) foi novamente um gigante. Fez um “monster game”, como dizem os americanos. Anotou seu oitavo “triple-double” em playoffs ao atingir marcas de 17 assistências, 13 pontos e 12 rebotes. No quarto final, com a bola nas mãos, bem no finalzinho do jogo, foi um terror para o Sixers ao ter marcado seis pontos e dado cinco assistências. Mas não foi apenas Rajon: Kevin Garnett esteve igualmente notável. Fez 29 pontos, sua maior pontuação desta temporada. Adicione mais 11 rebotes à estatística e o pacote ficará completo.

Rajon e KG, os responsáveis pelo marcador de 92-91 em favor do Celtics e o 1-0 nesta série semifinal do Leste.

Em Los Angeles, o Lakers penou, mas passou. Pau Gasol foi o cara do jogo: 23 pontos e 17 rebotes. Tivesse feito isso na maioria dos jogos desta série e o Lakers teria varrido o Denver. Mas não se apegue apenas Gasol: Metta World Peace foi genial. Depois de 20 dias distante das quadras por causa da suspensão de sete partidas (deu uma cotovelada em James Harden), MWP impactou o time no ataque e principalmente na defesa. Anotou 15 pontos, pegou cinco rebotes e fez quatro desarmes. Depois do jogo, perguntado sobre a recepção que espera ter em Oklahoma City nesta série (Harden joga no OKC), MWP respondeu: “Não estou preocupado com isso. Estou preocupado em jogar basquete”. Que assim seja. Sem sujeira, jogo limpo. A gente sabe que ele é capaz de fazer isso.

Gasol e MWP, os responsáveis pela vitória de 96-87 diante do Denver, vitória esta que finalizou a série em 4-3 para o Lakers. Surpreendente, mas assim foi.

(Andrew Bynum fez 16 pontos e pegou 18 rebotes. Dele eu falo mais pra frente. Jogador que me decepcionou nesta série por conta de sua soberba, preguiça, indolência e relaxo.)

RECLAMOS

Os fãs de Kobe Bryant vão reclamar. E Kobe, não teve participação importante na vitória do Lakers? Não fez uma cesta de três que desafogou o time no minuto final do jogo? Não fez isso e aquilo? Como sempre, os fãs de Kobe vão reclamar. Nem todos, é claro, a maioria. E essa maioria faz um barulho danado. Mas eu, como MWP, não estou preocupado com isso. MWP está preocupado em trabalhar. Eu também.

Kobe cometeu um grande pecado no jogo: ter deixado Ty Lawson nas mãos de Steve Blake. Talvez tenha sido determinação de Mike Brown. Se foi, Kobe, líder que é, dono do time que é, deveria ter dito: coach, negativo: de Ty cuido eu.

Kobe só foi marcar Lawson no último quarto. Até então o armador do Denver tinha feito um estrago na defensiva californiana com seus 24 pontos. O terceiro quarto terminou com o Lakers na frente em apenas um ponto: 69-68. Ty tinha anotado 13 pontos e ajudado o Nuggets a fazer uma corrida espetacular no período, quando o time saiu de um déficit de 16 pontos.

Foi então que KB resolveu arregaçar as mangas e ir ao trabalho. Passou a marcar o armador do Nuggets. Sabem quantos pontos Ty Lawson marcou no último quarto? Zero; isso mesmo, zero ponto.

Por conta disso, desta falta de sensibilidade, de liderança, não posso colocar Kobe como um dos responsáveis pela classificação do Lakers. O que eu posso dizer é que Kobe quase foi o responsável pela eliminação do Lakers ao ter se omitido em quadra quanto a marcação de Lawson. Tivesse ele continuado seu preguiçoso trabalho e Ty poderia ter levado o Denver à surpreendente vitória e consequente eliminação do Lakers nestes playoffs.

CONGRATS

A todas as Mamães dos frequentadores deste botequim eu mando um beijo carinhoso e um abraço caloroso. E que todas tenham um dia muito feliz.

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sábado, 12 de maio de 2012 NBA | 02:18

E DOS DOIS TIMES DE LOS ANGELES, CANDIDATOS AO TÍTULO, PODEM FICAR CHUPANDO O DEDO

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Quando o campeonato começou, não foram poucos os jornalistas e foram muitos os torcedores que apontaram os dois times de Los Angeles no mínimo como semifinalistas do Oeste da NBA. Pois bem, o tempo passou e os dois times de Los Angeles estão na marca do pênalti. Os dois times de Los Angeles estão a ponto de ser eliminados nas quartas-de-final dos playoffs da NBA.

Depois de o Lakers ter apanhado do Denver na quinta-feira, o que deixou a série diante igual em 3-3, ontem foi a vez de o Clippers perder a vantagem obtida no primeiro jogo da série diante do Memphis, quando foi no Tennessee venceu o Grizzlies espetacularmente após uma recuperação inacreditável no quarto final. Ontem, como dizia, o Clips jogando dentro de seu Staples Center perdeu para o time da terra de Elvis Presley por 90-88 e deixou escapar por entre os dedos a classificação. O confronto, agora, assim como o de seu primo rico, está igual em 3-3.

E agora? — vocês podem perguntar. E agora, eu digo, o Memphis está cheio de moral e tem tudo para encerrar a série neste domingo, diante de seus fãs, fazendo uma festa danada, repetindo a performance da temporada passada, quando passou igualmente para as semifinais.

E muito disse tem que ser creditado a seus dois postes. Zach Randolph (foto AP) jogou um bolão no segundo tempo, quando marcou 15 de seus 18 pontos. Cinco deles, diga-se, “down the strecht”, no momento crucial da partida. Marc Gasol foi igualmente um gigante em todos os sentidos. Anotou 23 pontos e à medida que o tempo passa e os jogos se transcorrem, o espanhol cresce dramaticamente de produção. Nesta sexta-feira, Marc voltou a anotar 23 pontos, como no jogo passado. Marc, aliás, torna-se neste momento o orgulho da família Gasol, pois Pau tem sido um fiasco com a camisa 16 do Lakers. Mas vamos deixar Pau de lado e vamos falar de Marc, ou melhor, do Grizz, que tem a faca e o queijo na mão (desculpem o clichê, mas nesta madrugada de sábado eu não encontrei nada melhor, pois minha criatividade está adormecendo, confesso), o Memphis tem tudo para vencer a série e se classificar para as semifinais do Oeste, já disse, para enfrentar quem? O San Antonio, o time que ele eliminou no torneio passado, produzindo uma das maiores surpresas dos playoffs daquele ano. Sim, pois no torneio passado o Memphis veio da oitava posição para enfrentar o todo-poderoso alvinegro texano. E o que aconteceu? O Grizz mordeu uma vitória em San Antonio no primeiro jogo do confronto e não perdeu mais seu mando de quadra, o que o Clips não conseguiu fazer neste ano.

Não fez por causa dos dois postes do Memphis, eu dizia. Contei que Z-Bo fez 18 pontos, 15 deles no segundo tempo, e que Marc voltou a anotar 23 pontos, 46, portanto, nos dois últimos jogos. Mas tem mais: Zach pegou nada menos do que 16 rebotes, seis deles ofensivos. O cara leva muito jeito pra coisa. Esse tal de Randolph, que às vezes mexe com minhas memórias e me faz lembrar de Dennis Rodman, um deus dos rebotes, um dos maiores desde sempre, o cara que mexe com meus sentimentos, pois eu vi pessoalmente Rodman barbarizar em três finais da NBA. Eu vi pessoalmente Dennis em mais de uma dúzia de vezes acabar com seus rivais, numa delas quando ele humilhou nada menos do que Karl Malone diante de seus fãs. Z-Bo não tem o jogo mental de Dennis, mas tem um imã nas mãos que ele deve ter furtado de “The Worm” quando o verme resolveu guardar suas coisas e ir para casa. Marc não foi tão intenso quanto Zach nos rebotes, mas ajudou com nove, quatro deles no ataque.

E vejam vocês, pra encerrar essa questão dos rebotes, que o Grizz pegou 48, enquanto que o Clips ficou com os outros 32 que sobraram na partida. Muito da vitória do time do Tennessee se explica neste embate deste fundamento.

Outra parte a gente explica com a opaca atuação dos dois principais jogadores do time californiano. Chris Paul e Blake Griffin foram um desastre. CP3 anotou apenas 11 pontos, enquanto que BG ficou nos 17. Os dois, até então, tinham feito em média 42,8 pontos por jogo. Ontem, fizeram 28. Aliás, confesso, esperava mais de CP3 nesta série. Pensei que ele fosse colocar a bola debaixo do braço e resolver essa parada. Mas não é isso o que eu vi até o momento. Tem uma média de apenas 6,5 assistências por jogo e 3,4 “turnovers” por partida, superior aos 2,5 de sua carreira que chega à sua sétima temporada.

Domingo, como disse, tem mais. É o embate derradeiro. Como também disse, o Memphis tem o emocional a seu favor. E no confronto dos times, eles se equivalem. Mas o Grizz tem o emocional e a quadra a seu favor. Por conta disso, tudo indica que o pessoal do Tennessee vai enfrentar novamente a tropa da cidade dos Alamos.

MVP

Mais tarde eu volto pra falar sobre o prêmio concedido a LeBron James.

DOCUMENTÁRIO

Mais adiante eu falo sobre o filme que conta a história do “Dream Team” e que alguns tolos estão dizendo que a desmistifica este que foi o maior time de basquete de todos os tempos.

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