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terça-feira, 25 de setembro de 2012 NBA | 18:36

AS CRAVADAS EM CIMA DE PATRICK EWING E O ANIVERSÁRIO DE SCOTTIE PIPPEN

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A princípio pode soar como uma baita sacanagem pra cima desse que é um dos maiores pivôs da história do basquete mundial. Mas uma coisa tem que ser dita: Patrick Ewing era um “bobão” quando tentava evitar uma enterrada.

Como vocês vão constatar o vídeo abaixo, a galera fazia Ewing de gato e sapato quando o encarava dentro do garrafão. A enterrada derradeira do vídeo, eleita obviamente a melhor de todas, é realmente espetacular.

O assunto me veio à mente ontem, quando eu postei o vídeo do Hakeem (vocês sabiam que no princípio era Akeem e depois ele mudou para Hakeem?). Tem um monte de enterradas de The Dream na fuça de Ewing.

PRIMAVERAS

Há pouco, olhando os TTs, vi Ben Osborne, repórter da “SLAM”, dizer que sua enterrada favorita de todos os tempos é exatamente esta última do vídeo em cima de Patrick Ewing. E sabem por que ele até postou uma foto (que reproduzo)? Porque é uma cravada de Scottie Pippen em cima do ex-pivô do New York. Scottie Pippen, o aniversariante do dia. Osborne homenageia Pip por conta de seus 47 anos.

Pippen é o Coutinho do basquete. Ele foi para Michael Jordan o que Coutinho foi para Pelé. Era impossível imaginar um sem o outro.

Claro que a relação de MJ com Pip foi mais duradoura e nada tumultuada, ao contrário do relacionamento entre Pelé e Coutinho. Este era cascudo, vivia brigando com Pelé. Cortaram relações. Coutinho é um cara amargurado. No filme do centenário do Santos foi o único que não participou, pois exigiu grana para isso.

Pip nunca foi assim. Pip adorava MJ. Nunca se incomodou em ganhar menos do que o Pelé do basquete, porque sabia exatamente qual era a sua posição dentro da franquia.

Por isso, achei muito estranho quando ele, ano passado, declarou que LeBron James poderia se tornar o maior jogador de basquete de todos os tempos. Primeiro, que isso não deverá se concretizar, pois assim como jamais aparecerá outro Pelé, jamais aparecerá outro Michael Jordan. Segundo, mesmo que se fosse verdade, em nome da amizade entre eles, Pip jamais deveria ter dito o que disse.

JORNALZINHO

Assim como MJ, vi Pippen ao vivo em 16 oportunidades. Ele era espetacular. Assim como era difícil falar com MJ, era difícil falar com ele. Pip gozava do mesmo prestígio de MJ. A mídia o requeria com a mesma intensidade.

Lembro-me que certa vez, em Chicago, depois de uma partida, eu estava no vestiário. Fiz uma pergunta a ele. Eu segurava um gravador com a mão direita e na esquerda tinha uma edição do “NBA News”, um jornalzinho mensal que a NBA distribuía gratuitamente para os jornalistas. Pip respondeu a pergunta e olhou para o jornal. E perguntou para mim: “Onde eu acho um desses?” Eu disse: na sala de imprensa, mas pelo que vi, não tem mais. E ele apenas balbuciou: “Hum…”

Randy Brown, que era o armador reserva do Chicago naquela época, viu a cena. Virou-se para mim e disse: “Pip quer o jornal”. Eu disse: mas eu só tenho esse! Ele insistiu: “Mas ele quer”. E eu entreguei-o a Pippen, que agradeceu, sorrindo.

Nunca mais vou me esquecer desse acontecido. Vejam que há dois momentos nessa história. A reverência e o respeito de Brown a Pippen e a minha capitulação. Mas não havia como negar aquele jornalzinho a este que me deu muitas alegrias ao longo dos tempos.

Pip, feliz aniversário, meu velho! Mas não se esqueça: Michael Jordan era, é e sempre será o maior de todos.

MUNDO QUE GIRA

Vejam vocês aonde eu fui parar. Estava falando que Ewing era um “bobão”, pois cansou de levar cravadas na fuça e acabei desembocando no aniversário de Scottie Pippen porque ele foi o responsável pelo maior “in your face” em cima de Ewing.

O vídeo está aí. Creio que vocês vão curti-lo.

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012 NBA | 17:40

MIAMI CONTRATA HARRELLSON E SE APRONTA PARA ENFRENTAR O LAKERS QUE NÃO SE PREPARA PARA O MIAMI

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Aquele pivô de Kentucky que jogou a temporada passada pelo New York e que eu não me lembrava do nome é o Josh Harrellson (foto). Pois bem: Harrellson acabou de assinar contrato com o Miami.

Agora são três os brutamontes do time do sul da Flórida: Joel Anthony (2,06m e 111 kg), Dexter Pittman (2,11m e 130 kg) e Josh Harrellson (2,08m e 125 kg).

O três vão se revezar na pancadaria pra cima de Dwight Howard. Isso foi ensinado por Phil Jackson nos tempos de Chicago Bulls. O tricolor de Illinois nunca teve um pivô decente. Quando o time enfrentava principalmente o New York Knicks de Patrick Ewing os três sempre saíam com seis faltas. Mas desgastavam demais Ewing.

O único pivô que pode competir de igual para igual com D12 é Andrew Bynum, que não é do Miami, mas sim do Philadelphia. Tyson Chandler também não se intimida diante do novo Super-Homem de Los Angeles, mas ele é do New York e não do Heat.

Assim, Pat Riley, o homem que pensa o basquete no Miami, deve ter concluído: preciso de mais um brutamonte para ajudar no trabalho de contensão a Dwight.

Serão 18 faltas à disposição. Isso pode significar um tempo de jogo. Ou mais. A missão dos três será machucar D12.

Começa com Anthony; carregou em faltas? Entra Pittman; carregou em faltas? Entra Harrellson; carregou em faltas? Volta Anthony; ficou pendurado? Volta Pittman; ficou pendurado? Retorna Harrellson; ficou pendurado? Anthony retorna; saiu eliminado? É a vez de Pittman; foi excluído? É com Harrellson; cometeu a sexta falta? Bem, quando isso acontecer, Dwight estará com o corpo dolorido.

Vai ser assim em pelo menos quatro jogos. Vai dar certo?

Nos tempos de Chicago sempre deu. E Patrick Ewing era muito mais jogador do que D12. Ewing, além de forte, tinha recursos. Era bom pra burro. Dwight é forte, mas seus atributos técnicos deixam a desejar.

O Miami não dorme no ponto. Pelos seus movimentos, ele espera mesmo encontrar com o Lakers na decisão do título.

REVERSO

O time de Los Angeles, todavia, não dá mostras de se preparar para enfrentar o Miami. Em seu elenco tem apenas Metta World Peace para marcar o melhor jogador de basquete do planeta. Quando MWP tiver que descansar ou estiver enrolado com as faltas, quem é que vai controlar LeBron James (foto)?

Os torcedores amarelinhos falaram em Devin Ebanks. Tomam como referência seu trabalho diante de Kevin Durant nas semifinais do Oeste na temporada passada.

Mas eu pergunto: quanto terminou a série? Resposta: 4-1 para o Oklahoma City. Qual foi a média de pontos de KD neste embate? Resposta: 26,8. Qual foi sua média na temporada regular? Resposta: 28,0. Conclusão: MWP e Ebanks não subtraíram nada do jogo de KD. Pergunto: o que leva os torcedores do Lakers achar que os dois vão conter LBJ?

LBJ é mais jogador que KD, queiram os fãs de KD ou não.

O Lakers tem que se preparar para LeBron James. Caso contrário, se o time chegar à final da próxima temporada diante do Miami, poderá sucumbir.

Exatamente porque não soube se preparar para King James, ao contrário do Miami, que está mais do que preparado para enfrentar o Lakers e suas estrelas.

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quinta-feira, 29 de março de 2012 NBA | 12:55

ATRÁS DE JEREMY LIN

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NOVA YORK — O Knicks passeou diante do Magic. Quem acompanhou o jogo viu isso. Passeou especialmente nos segundo e terceiro quartos. Nesses dois períodos, o New York fez uma corrida de 65-30 e aniquilou o Orlando.

E eu, no North Press Box, de olho em Jeremy Lin. Confesso, não dei sorte nos dois jogos que assisti. Em Chicago, não vi Derrick Rose jogar; ontem, fiquei privado de Jeremy Lin. Mas Lin estava lá, no banco do Knicks (foto Getty Images). Sabia que não ia jogar, mas contava em vê-lo no vestiário do time, depois da partida.

Depois da partida vem mais pra frente, porque o jogo transcorria enquanto eu via Lin lá do North Press Box. O espaço a mim reservado, deixe-me contar a vocês, a mim e a toda a mídia internacional (italianos, franceses e japoneses dividiram o mesmo recinto), esse espaço ficava no segundo lance das arquibancadas do Madison Square Garden, atrás do banco de reservas. Meu lugar era bem na linha que divide o meio da quadra. Estava muito bem posicionado e vi o jogo de maneira privilegiada. Não era como estar na quadra, onde fica a mídia norte-americana, mas foi bem melhor do que no confronto Chicago x Toronto.

Aliás, por falar em mídia, havia o dobro de jornalistas cobrindo esta partida em comparação com a contenda da cidade dos ventos. Não dá para comparar: Nova York é mesmo a capital do mundo. Tudo o que aqui acontece ganha uma grande dimensão.

E a partida de ontem tinha uma grande dimensão. Tanto que todos os 19.763 ingressos colocados à venda foram vendidos. O Garden, se você não conhece, fica em uma das avenidas mais movimentadas da cidade, a Sétima, entre as ruas 33 e a 32. A uma quadra dali fica a loja de departamentos Macy’s. E muitos escritórios. E gente do mundo inteiro andando por ali.

O jogo começou às 19h. Uma hora antes o pessoal já chegava. Coincidia com a segunda metade da hora do “rush”. E se você não sabe, ao lado do Garden fica a Penn Station, a estação de trem mais movimentada da Big Apple.

O que eu quero dizer a vocês é que mesmo encontrando-se num lugar de grande afluxo de pessoas, numa quarta-feira que garoava no final do dia e o trânsito estava enlouquecedor, mesmo assim não havia muvuca nas ruas. Os torcedores chegam de metrô, de trem, a pé ou seja de que forma for. Chegavam ordeiramente. Não havia bandos gritando palavras de ordem, proferindo palavrões ou insultando pessoas; não havia bandos ameaçando ninguém e, por isso mesmo, não havia bandos escoltados por policiais.

Completamente diferente do que vemos no Brasil quando grandes partidas são realizadas e as cidades entram em pânico por causa desses bandos que existem e crescem a cada dia que passa porque o Poder Público não cumpre o seu papel; Poder Público que existe porque nós, cidadãos de bem, pagamos impostos que pagam o salário dessa gente amedrontada e incompetente.

Atrás de mim, dois torcedores com a camisa 12 do Orlando torceram até onde deu, pois o New York tratou de acabar com o Orlando rapidamente. A dupla (dois chatos, diga-se) torceu à vontade e ninguém os reprimiu. Dá pra imaginar uma cena dessas no Brasil? Nem pensar; impossível. Esses dois torcedores, como disse, calaram-se, no entanto, na metade do segundo quarto quando o Knicks iniciou sua corrida de 65-30.

E eu de olho em Jeremy Lin.

O jogo foi indo, foi indo, as bolas de três do NYK enlouqueciam os torcedores, o Orlando ameaçou uma reação na segunda metade do terceiro quarto e início do último, quando fez uma corrida de 23-3, mas o fôlego faltou no final. Ou seja: a defesa do Orlando começou a jogar tarde demais. Por isso, o time da Flórida resignou-se e aceitou a derrota por 108-86.

Os torcedores, que ficaram até o final (ao contrário do que a gente vê na maioria das arenas norte-americanas), comemoram a vitória, que mantém o time na oitava posição do Leste, dentro dos playoffs, portanto. Eles foram para casa de maneira ordeira, sem algazarra, sem depredar nada e sem ameaçar ninguém. Nem mesmo os dois torcedores do Orlando.

E eu de olho em Jeremy Lin.

CORRIDA

Finda a partida, arrumei minhas coisas, coloquei o laptop na mochila, peguei a escada rolante e rumei para a sala de imprensa. Lá tem uma escada interna que dá acesso aos vestiários. Saí na boca do gol. Contígua à sala de imprensa, onde há um restaurante e por US$ 8,00 você pode jantar (em Chicago era gratuito), ao lado da sala de imprensa há a sala de coletivas, onde o técnico Mike Woodson conversou com a mídia. Dei apenas uma espiada, pois estava de olho em Jeremy Lin.

Corri até o vestiário do Knicks. Cheguei lá e um senhor vestindo o uniforme dos funcionários do Garden, disse-me que os aposentos do New York estavam ainda fechados. Fiquei, pois, à espera da abertura da porta. Pensando em Jeremy Lin.

Sabia que nesta mesma situação Derrick Rose se mandou assim que o jogo acabou. Lin faria o mesmo?

Enquanto esperava a porta ser aberta, li pela enésima vez o aviso que a NBA coloca na porta dos vestiários. E que diz o seguinte em letras garrafais vermelhas:

NOTICE
TEAM DRESSING ROOMS MUST BE OPENED TO THE MEDIA 90 MINUTES BEFORE THE GAME BEGINS AND WILL BE CLOSED 45 MINUTES BEFORE THE GAME BEGINS. TEAM DRESSING ROOMS MAY BE OPENED 10 MINUTES, OR EARLIER, BUT NOT LATER 15 MINUTES AFTER A GAME.
NO AUTOGRAPHS ALLOWED DURING MEDIA ACCESS PERIODS. NO MEDIA MAY USE CELL PHONE TO PLACE CALLS OR RECIVE CALLS INSIDE TEAM DRESSING ROOMS.
DAVID J. STERN
COMMISSIONER
NATIONAL BASKETBALL ASSOCIATION

Ou seja: pelas minhas contas, em pouco mais de cinco minutos o vestiário do Knicks seria aberto. E eu poderia saber se Jeremy Lin estaria lá ou não.

O vestiário foi aberto cinco minutos depois, mas estava solitário. Sim, vazio, pois os jogadores banhavam-se ainda. Foram entrando aos poucos. Primeiro Steve Novak; depois Iam Shumpert. Na sequência Baron Davis, depois Jerome Jordan e Tyson Chandler. E nada de Jeremy Lin. Esses jogadores entravam, se trocavam e depois falavam com a mídia, que a tudo via. Mas eu não via Jeremy Lin.

Os demais atletas foram entrando e eu percebi que Lin não estaria mesmo entre eles. Ele fora embora, assim como Derrick em Chicago. Ouvi, desapontado, uma palavra aqui, outra ali, nada que me interessasse e pudesse trazer algo de novo a vocês. E nenhum daqueles jogadores do NYK me despertava interesse para que eu pudesse perguntar algo diferente para contar a vocês.

Decidi então ir ao vestiário do Orlando.

RESPEITO

Ao pegar o corredor rumo aos aposentos do Orlando, vi Patrick Ewing. Ex-jogador do Knicks, com a camisa levantada no teto do Garden, Ewing (foto Getty Images) foi ovacionadíssimo em um pedido de tempo durante o segundo quarto. O locutor do ginásio destacou-o e os torcedores, em pé, aplaudiram o ex-pivô. Dwight Howard inflamava os fãs do Knicks ao erguer os dois imensos braços pedindo para que a ovação não cessasse. E o público obedecia. Foi realmente impressionante. Ewing, meio sem jeito, agradeceu e sorriu timidamente.

No corredor do vestiário do Magic ele estava com uma moça que tinha idade para ser sua filha. E era mesmo. Estava acompanhada de outra, que provavelmente era uma amiga, pois era branca e não afro-americana.

Fui até Ewing para um papo que seguramente renderia uma boa entrevista. Iria perguntar a ele sobre memórias dele quanto ao Brasil (ele aí esteve há mais de dez anos e jogou no ginásio do Corinthians contra Oscar Schmidt), sobre a emoção de ver e ouvir as manifestações carinhosas dos torcedores, queria saber dele sobre planos para um dia se tornar um técnico principal; enfim, tinha muito o que perguntar.

Aproximei-me dele e disse: Mr. Ewing, eu sou do Brasil, posso fazer algumas perguntas ao senhor? E ele respondeu: “I’m sorry. I’m exhausted. I’m talking to my daughter. I’m sorry”. Disse-me isso com um meio-sorriso, demonstrando respeito por minha pessoa, mas negando meu pedido. Fiquei feliz e triste ao mesmo tempo. Feliz pelo respeito que ele demonstrou por mim, triste porque meus planos foram por água abaixo pela segunda vez.

CONVERSAÇÃO

Cheguei ao vestiário do Orlando e já não havia mais ninguém. Todos os jogadores tinham ido embora. Todos menos Dwight Howard. Ele e Glen Davis conversavam com um cara que eu não conheço.

Sussurravam; o assunto devia ser importante. Fiquei do lado de fora, esperando pelo final da conversa. Davis vestia-se como todo cara de sua idade: calça jeans, tênis branco e uma camisa xadrez azul (acho que é moda, pois se parecia muito com a de Luol Deng) pra fora da calça.

Mas D12 estava de terno. Ele é um cara “old school”. Quando eu comecei a cobrir jogos da NBA, os caras, todos, se vestiam assim: de terno, muitíssimo bem cortado; bem elegantes. Hoje já não se vê mais ninguém assim. Apenas Dwight. Por isso ele é “old school”.

Depois de uns 20 minutos, ele saiu. Aproximei-me, disse que era do Brasil. Disse que era do Brasil porque, certa vez, Bruno Laurence, repórter da Rede Globo, me disse que conversou com D12 e ele falou que gostava do nosso país e que admirou-se ao ver o filme “Central do Brasil”, tornando-se um fã da película do diretor Walter Salles. Perguntei a ele se conhecia o Brasil e se sim, o que ele poderia destacar. Ele me disse que nunca esteve no Brasil e que pouco conhece sobre o nosso país.

Dwight (foto AP) estava de cara amarrada. Compreensível, pois levou um vareio de bola de Tyson Chandler. Terminou a partida com 17 pontos e apenas cinco rebotes! Suas respostas eram monossilábicas. Perguntei algo sobre o jogo e ele respondeu algo não muito interessante. Quis saber dele sobre as Olimpíadas (fugir do trivial era minha tática para ver se ele se interessava sobre o assunto de modo a se interessar pela entrevista), mas ele não deu muita importância ao fato. Disse-me que está focado na NBA e que não pensa muito em Londres. Destacou os times de sempre (Espanha, França, Lituânia e Grécia, sendo que esses dois últimos nem estão classificados, pois vão participar do Pré-Mundial da Venezuela, em junho próximo) e falou, respondendo a uma pergunta minha, que o Brasil também estará entre os favoritos, pois conta com os jogadores que atuam na NBA.

Estendeu-me a mão, eu retribuí o gesto. Dwight é magro. Forte, mas magro. Sua mão é comprida, mas não é daquelas que envolvem completamente a sua. A mão de Patrick Ewing é bem maior. Mas ao contrário de Ewing, mesmo cansado, D12 trocou algumas palavras comigo. Foram monossílabos, como disse, mas ele falou.

Fui embora do Garden pensando em Jeremy Lin. Até porque enquanto eu esperava pela saída de Dwight, um repórter de Taiwan fazia o mesmo. Conversei com o camarada e ele lamentou pela minha falta de sorte. “Lin é um dos caras mais atenciosos que eu conheço”.

Fica pra próxima.

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sábado, 7 de janeiro de 2012 Sem categoria | 16:28

UM DIA NO MADISON SQUARE GARDEN

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Thiago Simões é um jornalisa desta nova safra de jornalistas que não é obtusa. Simões, ou Ti, como o chamamos, tem horizontes largos e se interessa por esporte — e não apenas por futebol. Conhece futebol, mas fala também com conhecimento sobre basquete, tênis, vôlei, atletismo e principalmente hóquei, uma de suas maiores paixões.

Esta paixão, aliás, lhe valeu um posto entre os comentaristas dos canais ESPN, que prima por ter um quadro de experts que nos deixa orgulhosos de pertencer a classe dos jornalistas esportivos.

Conheci Ti na Rádio Jovem Pan. A amizade formou-se rapidamente por conta, é claro, do esporte. E, no caso, da NBA. Como vocês vão ver no texto que ele escreveu e que publico logo abaixo,  ele tem uma queda e tanto pelo New York Knicks.

Ele relata a história de seu relacionamento idílico com o Knicks (que é muito bacana), bem como sua emoção ao ver uma partida de seu time favorito dentro de casa, o Madison Square Garden, a arena mais famosa do planeta.

No final do texto vocês vão ver um vídeo que Ti fez no momento da apresentação do NYK e do Boston Celtics. Isso mesmo: Simões esteve no jogo entre New York e Boston na abertura da temporada, no dia de Natal.

Tenho certeza que vocês vão curtir o relato do meu amigo jornalista Thiago Simões:

AMOR À PRIMEIRA VISTA

Me lembro como se fosse ontem. Em 1992, tive meu primeiro contato com a NBA, após instalarem a TV à cabo na residência dos meus pais. Na TV, estavam em quadra Knicks e Celtics, com o quinteto que eu aprendi a decorar com o tempo: Doc Rivers, John Starks, Charles Smith, Charles Oakley e Patrick Ewing. Desde então, o amor à primeira vista foi amadurecendo. Um dos grandes responsáveis por isso foi o diretor Spike Lee. Sempre gostei de seus Knicks.

Muitos anos se passaram e chegamos ao dia 25 de dezembro de 2011. Natal, um verdadeiro presente de Papai Noel para este que vos escreve. Ironia do destino, meu primeiro jogo em um ginásio da NBA foi um Knicks x Celtics. Mas te digo. Não foi fácil chegar até aí. E será nas linhas abaixo que eu vou descrever um pouco da sensação de participar de um jogo da NBA, pois é assim que você se sente, um participante e não um mero espectador.

TUDO FUNCIONA

Chegamos ao Madson Square Guarden 30 minutos antes do início da partida. Como estava hospedado a dois quarteirões do ginásio, não tive dificuldade para chegar no local de jogo, porém, era notório a facilidade para se chegar ao evento para quem veio de longe. Não havia trânsito na rua e muito menos aquele empurra, empurra característico dos estádios brasileiros. Agora, se você acha que não é possível fazer a comparação, reflita: os ginásios norte-americanos levam, em média, mais torcedores do que os estádios brasileiros durante uma temporada. Atualmente, no Brasil, um clássico regional dificilmente chega a 20 mil pagantes.

Ao entrar no Madson Square Garden, uma pequena fila nos aguardava e em menos de 5 minutos já estávamos em nossos assentos, que mesmo sendo em um dos lugares mais baratos do ginásio (140 dólares cada ingresso) era muito confortável, com bastante espaço e com cadeiras acolchoadas. Sim, você não precisa levar aquela almofada para sentar em bancos duros, como nos estádios brasileiros. Antes de sentar, um funcionário pegou nossos bilhetes e nos informou o lugar marcado para o nosso assento. Muito educado e prestativo.

Como já é da sabedoria de muitos, os torcedores ficam misturados. Durante o jogo, até ocorrem provocações entre os torcedores, mas sempre com o respeito esperado por todos nós, o que faz da partida um evento sadio para crianças e jovens, que desde cedo aprendem a se portar em um jogo.

SHOW É COM ELES

Não é novidade para os apaixonados em esporte que os norte-americanos sabem transformar um simples jogo em um evento inesquecível e não poderia ser diferente na primeira partida da temporada.

Em momento algum você se sente ocioso durante o jogo, mesmo com o longo intervalo e as paradas técnicas. Brincadeiras com o público e a presença de estrelas no ginásio fazem do telão central (que é maravilhoso, por sinal) um entretenimento à parte.

Antes da apresentação dos jogadores do Knicks, um dos momentos mais espetaculares do jogo. Um pano branco foi colocado sobre a quadra, tranformando-a em uma grande telão, com imagens dos últimos confrontos entre as equipes. Tudo para motivar os jogadores e torcedores. Durante o intervalo de partida, tivemos até um pedido de casamento! Vale destacar também o sistema de som do Madson Square Garden. O som do ginásio é algo à parte. Parece que estamos em um show musical, tamanha é a qualidade.

MAKE SOME NOISE!

Se existe um fator que me desapontou durante todo o jogo foi a torcida. Por mais que ela incentivasse a equipe em alguns momentos, a impressão que dava é que ela só se manifestava conforme o DJ do ginásio se comportasse, seja tocando uma música ou pedindo para incentivar a equipe. Creio que isso se deve muito a cultura dos norte-americanos, que não possuem em sua raiz o sangue latino, por mais que New York tenha muitos imigrantes. Eu até tentei fazer uma reflexão sobre o assunto, levando em consideração que ginásios são diferentes de estádios, porém, veio me à mente o feito pela torcida brasileira em jogos da seleção masculina de vôlei.

Após o término da partida, a sensação que temos é de que as 2 horas e meia de jogo ocorreram em pouco mais que meia hora. Quando você menos percebe, a partida termina e a sensação de quero mais bate forte em sua mente. Por mais que o ingresso seja caro, vale cada centavo gasto!

Bem, espero ter conseguido passar um pouco da experiência que eu tive em um ginásio de basquete nos Estados Unidos. Antes de finalizar, gostaria de agradecer o espaço cedido pelo companheiro Fábio Sormani e espero ter contribuído com a grandeza que o seu blog representa no mundo do basquete. Espero que tenham gostado! Um excelente ano para todos vocês e com muitas bolas na cesta!

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011 Basquete europeu, NBA | 21:06

UMA NOITE QUE DEVERIA SER APENAS DE ARVYDAS SABONIS

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Logo mais à noite, 22h de Brasília, a classe de 2011 será adicionada ao Salão da Fama do Basquete (Basketball Hall of Fame). A cerimônia acontecerá em Springfield, Massachusetts, onde o basquete foi criado na YMCA local no longínquo ano de 1891.

Já visitei o local em duas oportunidades. Pra nós que gostamos de basquete é um prato cheio.

Bem, mas dizia eu, logo mais à noite a classe de 2011 será adicionada ao HOF de Springfield. Os nomes são estes:

Chris Mullin — Medalha de ouro com os EUA nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984 e Barcelona, 1992;

Dennis Rodman — Cinco vezes campeão da NBA;

Artis Gilmore — Campeão da ABA (que foi encampada pela NBA) em 1975 com o Kentucky Colonels;

Tara VanDerveer — Quatro vezes eleita melhor treinadora da NCAA;

Teresa Edwards — Quatro vezes medalha de ouro nos Jogos Olímpicos;

Herb Magee — Treinador mais vitorioso na história da NCAA;

Tom “Satch” Sanders — Oito vezes campeão da NBA com o Boston Celtics;

Tex Winter — O inventor do sistema dos triângulos, que fez a fama de Phil Jackson;

Reece “Goose” Tatum — ex-jogador do Harlem Globetrotters.

Deixei de colocar o nome de outro homenageado desta noite. A não-inclusão foi proposital, pois, na minha opinião, ele deveria o centro das atenções da cerimônia desta sexta-feira.

Mas seguramente não será, pois o evento acontecerá nos EUA e os americanos não fazem muita ideia do que Arvydas Sabonis significou para o basquete.

INÍCIO

Sabonis nasceu em Kaunas, Lituânia, no dia 9 de dezembro de 1964. Começou a carreira no Zalgiris, um dos mais famosos e populares times do país. Tinha apenas 17 anos quando entrou em quadra pela primeira vez jogando entre os adultos.

Foi tricampeão soviético com o Zalgiris. Sim, soviético, pois na época em que Sabonis nasceu, cresceu, aprendeu a jogar e desenvolveu seu basquete a Lituânia era uma das 15 repúblicas da União Soviética.

Sabonis ficou no Zalgiris até 1989, quando transferiu-se para o basquete da Espanha. Tinha sido, no entanto, recrutado pela NBA em 1985.

GUERRA FRIA

Arvydas Sabonis foi selecionado pelo Atlanta Hawks na 77ª posição, numa época que não havia o limite de duas rodadas no “NBA Draft”. O recrutamento de Sabonis, no entanto, foi invalidado, pois ele não tinha completado 21 anos e a NBA exigia isso.

No ano seguinte, mesmo tendo rompido dramaticamente o tendão de Aquiles, foi selecionado pelo Portland na 24ª posição. As autoridades soviéticas, no entanto, proibiram Sabonis ir para os EUA.

A Guerra Fria já dava sinais de arrefecimento, mas ainda vigorava. Sabonis ficou no meio deste fogo-cruzado e não pôde ir para a NBA quando mais queria.

Acabou na Espanha.

EUROPA

O primeiro time de Sabonis na Espanha foi o Valladollid. Lá ficou por três temporadas.

Transferiu-se para o Real Madrid em seguida. No time merengue, foi bicampeão espanhol e em seu derradeiro ano no time da capital espanhola tornou-se campeão europeu ao bater na final o Olympiakos da Grécia por 73 a 61.

Na decisão, Sabonis anotou 23 pontos e foi eleito o MVP das finais. Mas não foi seu único prêmio individual. Foi eleito o melhor jogador europeu em oito de suas 14 temporadas europeias antes de ir para a NBA.

Deixou a Europa aos 31 anos. Depois de cruzar o Oceano Atlântico, desembarcou nos EUA para atuar pelo Portland.

Mas não era mais aquele menino cheio de sonhos e seus dois tendões já haviam sido operados. Foram duas contusões graves. E os joelhos também o traíam.

Mesmo assim, a expectativa era grande nos EUA. Afinal de contas, além dos títulos pelo Zalgiris e Real Madrid e dos oito prêmios de melhor jogador da Europa, com a camisa da União Soviética Sabonis havia conquistado o campeonato mundial de 1982 (Colômbia), o europeu em 1985 (extinta Alemanha Oriental) e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1988 (Seul).

Além desses ouros, houve uma prata no Mundial da Espanha em 1982 e dois bronzes dos europeus disputados na França (1983) e na extinta Iugoslávia (1989).

LIMITADO

Como disse, Sabonis chegou à NBA com 31 anos. Chegou com os tendões comprometidos e os joelhos doendo demais. Segundo os que o acompanhavam, Sabonis chegou à NBA jogando apenas 30% do que jogava no auge de sua carreira na Europa.

Mesmo assim, em seu primeiro ano com o Portland, ajudou a levar a equipe aos playoffs. Na primeira rodada, o time do Oregon pegou o Utah Jazz: foi batido por 3-2 (naquela época, a primeira rodada dos playoffs era em melhor de cinco), mas mesmo derrotado, Sabonis deixou o confronto com médias de 23,6 pontos e 10,2 rebotes por partida.

Mesmo atuando apenas um terço do que podia, Sabonis impactou a NBA em seu primeiro ano. E aos 31 anos, ironicamente acabou eleito para o time dos “rookies”.

Foi motivo de piadas, claro; mas todas numa boa, zoando apenas a idade e não o jogador.

BEBIDA

Na mesma proporção em que fazia cestas, pegava rebotes e dava tocos, Sabonis bebia. E bebia feito um gambá.

Adorava vodka. E no verão, sua bebida favorita era a cerveja.

Nas ocasiões em que estive nas finais da NBA, conversando com jornalistas espanhóis, eles me contaram que Sabonis chegava para os treinos do Real Madrid carregando aquelas caixinhas de seis cervejas. Uma em cada mão.

Deixava a bebida em uma das geladeiras do vestiário. Quando o treino acabava, tomava todas. Não repartia com ninguém.

Na premiação nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, Sabonis não conseguiu subir no pódio para receber a medalha de bronze. Estava completamente bêbado.

Isso porque a partida que definiu o terceiro colocado foi antes da decisão entre o Dream Team e a Croácia. “Era muito tempo para ele esperar”, disse Donnie Nelson, filho de Don Nelson, que trabalhou como assistente técnico da Lituânia em Barcelona.

Sabonis comemorou a valer a vitória por 82-78 diante da CEI (o que restou da União Soviética). Sabonis não apenas celebrou o bronze, mas o fato de ir ido à forra diante do regime que o impediu de jogar na NBA no auge de sua forma, impediu-o de realizar seu grande sonho, numa época em que, para muitos, ele era o maior pivô do planeta.

MAIOR DE TODOS?

Certa vez, conversando com Claudio Mortari, ex-treinador da seleção brasileira e daquele timaço do Sírio que foi campeão do mundo, ele me disse: “Sabonis foi o maior pivô da história do basquete”.

Isso foi no final dos anos 1980. Patrick Ewing estava no auge; David Robinson também.

Maior do que Ewing e Robinson?, cutuquei Mortari. “Não tenha dúvida disso”, respondeu ele, convicto de que seu depoimento não o faria cair no ridículo.

“Ele jogava muito mais do que esses caras, porque eu vi, ninguém me contou; eu vi”, disse-me Marcel Souza, um dos maiores jogadores da história no nosso basquete. “Vi o Sabonis acabar com esses caras no mano-a-mano”, completou Marcel, que chegou a enfrentar Sabonis em algumas ocasiões com a camisa da seleção brasileira.

“A primeira vez que eu vi o Sabonis jogar foi no Mundial de 1982, na Colômbia”, recorda-se Marcel. “Ele tinha apenas 22 anos e era reserva do (Vladimir) Tkachenko. Não jogava muito, mas quando entrava em quadra, barbarizava”.

Oscar Schmidt também jogou contra Sabonis. Não apenas com a camisa da seleção, mas também quando estava na Europa jogando pelo Caserta e o Sabonis no Real Madrid.

“Era um craque”, definiu este outro gênio do basquete brasileiro. “Se não tivesse tido problema nos dois tendões e tivesse ido cedo para a NBA, teria sido seguramente o maior pivô de todos os tempos, maior do que (Kareem Abdul) Jabbar, (Wilt) Chamberlain, (Bill) Russell, (Patrick) Ewing, maior do que todos esses”, decretou Oscar.

Bill Walton, certa vez, definiu assim Sabonis: “É o Larry Bird com 2,21m”.

E o que ele quis dizer com isso? Que Sabonis sabia fazer de tudo em quadra: apanhar rebotes, dar tocos, enterrar, pontuar dentro do garrafão, arremessar de meia e de longa distância. Suas bolas de três pontos eram mortais.

“A saída de contra-ataque dele, depois de pegar o rebote, era uma das coisas mais lindas que eu vi como jogador de basquete”, disse-me Oscar. “O passe longo que ele dava era perfeito”.

“Ele jogava como se tivesse apenas dois metros”, definiu Marcel.

EPÍLOGO

Arvydas Sabonis, infelizmente, enfrentou problemas ao longo de sua carreira. Seus dois tendões não deram sossego ao longo de toda a sua carreira. E o regime totalitário soviético, lamentavelmente, impediu-o de chegar à NBA no melhor momento de sua carreira.

Mas quem o viu jogar não vai esquecê-lo jamais. Quem o viu jogar no auge, a maioria dessas pessoas, garante que ele foi o maior pivô da história do basquete mundial.

Eu nunca vi Sabonis ao vivo; lamento muito por isso. Em Atlanta, 1996, onde trabalhei como repórter do SporTV, não consegui ver nenhum jogo da Lituânia.

Mas não vou me esquecer jamais do único momento em que Sabonis esteve a poucos metros de mim: foi no aeroporto internacional de Atlanta, eu voltando para o Brasil e Sabonis para a Lituânia. Sabonis passou bem do meu lado, acompanhando de Sarunas Marciulionis, que era armador do Golden State Warriors e também o seu melhor amigo.

Parei de empurrar o meu carrinho com as duas malas que abrigava roupas dos mais de 30 dias em que “morei” em Atlanta. Fiquei alguns minutos olhando para Sabonis, quase que petrificado, mal podendo acreditar que estava a alguns metros desta lenda do basquete mundial.

Parece que foi ontem.

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quinta-feira, 16 de junho de 2011 NBA | 12:33

OS “PÉ-FRIOS” DA NBA

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O canal de basquete do iG postou nesta quinta-feira excelente matéria assinada pelo repórter Luís Araújo sobre grandes jogadores da história da NBA que nunca foram campeões.

A lista não é pequena. Por isso, quando mencionamos neste botequim que Charles Barkley, Reggie Miller, Patrick Ewing, Steve Nash, Karl Malone e John Stockton nunca foram campeões apesar de serem fantásticos, há outros atletas espetaculares que nunca colocaram um anel de campeão no dedo.

Vale a pena ler a matéria com atenção. E olhando com atenção a gente pega jogadores do passado que não imaginava que não tinham sido campeões. Exemplo? Elgin Baylor.

Tivesse ele jogando nos dias de hoje, seria chamado de “amarelão” ou pé-frio. Jogou apenas no Lakers; e no Lakers foi vice-campeão em sete oportunidades. Foram seis derrotas para o Boston e uma para o New York.

Baylor (foto Reprodução) é um dos 50 maiores jogadores da história da NBA. Jogava com a camisa 22 e ela foi retirada pela direção da franquia. Mesmo sem jamais ter sido campeão.

Nate Thurmond também faz parte dessa lista. Em 18 de outubro de 1974, jogando com a camisa do Chicago, anotou o primeiro “quadruple-double” da história da NBA na vitória do Bulls diante do Atlanta por 120 a 115. Foram 22 pontos, 14 rebotes, 13 assistências e 12 tocos.

É mais um nome que aparece na lista dos 50 maiores jogadores da história da NBA. Além do Bulls, jogou também no antigo San Francisco Warriors, hoje Golden State.

Na Califórnia, chegou a duas finais, mas foi derrotada em ambas. A primeira deles em 1964 diante do Boston e três anos depois foi batido pelo Philadelphia. Sua camisa 42 foi levantada pela direção do Golden State.

Não vi Baylor e nem Thurmond em ação. Mas vi Dominique Wilkins. Dominique foi vítima de Michael Jordan, assim como Barkley, Ewing, Stockton e Malone.

Dominique tinha muita força física e uma impulsão espetacular. E sabia pontuar. Numa época em que o torneio de enterradas do “All-Star Game” não tinha essas papagaiadas de hoje, que os caras tinham que mostrar criatividade diante da cesta sem nenhuma “muleta”, Wilkins duelava de igual para igual com Michael Jordan.

Deixou MJ para trás em duas oportunidades: em 1985, em Indianápolis, e cinco anos depois, em Miami.

Dominique marcou sua carreira no Atlanta, e lá teve sua camisa 21 levantada pela franquia. Mas jogou também no Clippers, Boston, San Antonio e Orlando. Passou pelo basquete grego (Panathinaikos) e italiano (Bologna).

O máximo que conseguiu na carreira foi chegar a três semifinais. Doc Rivers, hoje técnico do Boston, era seu fiel escudeiro no Hawks.

Por que digo tudo isso? Porque fiquei pensando: será que LeBron James vai fazer parte dessa lista permanente?

Ele ainda tem muito chão pela frente para percorrer. Acho que ele ainda vai ganhar um campeonato. E acredito que no próprio Miami.

Mas, como disse o outro, “o futuro a Deus pertence”.

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