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Posts com a Tag Pan 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 19:06

A ELIMINAÇÃO DO PAN É EMBLEMÁTICA: SE O BRASIL QUISER ALGO EM LONDRES TEM QUE LEVAR OS MELHORES.

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No masculino foi pior que o feminino. No masculino, o Brasil nem sequer se classificou para a fase aguda da competição.

É o que muito de nós achamos: há jogadores no selecionado brasileiro que são leões no NBB, mas que em nível internacional são gatinhos. São os casos de Nezinho Santos e Murilo Becker. Menciono os dois porque ambos têm boa bagagem na seleção brasileira e não conseguem fazer com a camisa verde e amarela o que fazem com a camisa de seus times.

Marcelinho Machado é outro que é gênio com a camisa do Flamengo, mas que com a camisa da seleção funciona dentro de um sistema, tendo ao lado jogadores como Marcelinho Huertas e Alex Garcia, por exemplo. Hoje, veterano, não tem mais o vigor do passado e não consegue mais ser o elemento catalisador do nosso selecionado.

E Guilherme Giovannoni não pode ser julgado, pois, sozinho e cansado, não conseguiu mesmo render o que poderia render se estivesse descansado e contando com o costumeiro elenco de apoio.

Não quero e nem vou falar sobre os mais jovens. Nem seria justo da minha parte. São jovens, como disse, e ainda têm um longo caminho pela frente.

O fato é que o Brasil voltou a perder como perdeu para os EUA. Novamente dominava o jogo e novamente teve um apagão em quadra.

Entrou o último quarto vencendo por 69-56, 13 pontos de vantagem. Chegou, neste terceiro período, a abrir 18 pontos de frente: 64-46. Quando veio o último quarto, no entanto, como aconteceu contra os norte-americanos, os brasileiros não viram mais a cor da bola.

Perdeu o quarto por 29-8!!! E para o time B da República Dominicana.

O resultado final chocou: 85-77.

No final das contas, o que aconteceu em Guadalajara foi emblemático e serve de alerta. A lição que se tem que tirar do torneio é: nossos jogadores, de uma maneira geral, são fracos em nível internacional.

Os melhores, reunidos e bem treinados, formam um time competitivo, como se pôde ver em Mar del Plata durante o Pré-Olímpico, quando ficamos em segundo lugar e nos garantimos nas Olimpíadas do ano que vem.

Portanto, resta saber o que se quer fazer em Londres: apenas participar ou participar e tentar uma posição honrosa.

Se a segunda alternativa for a escolhida, o Brasil tem que levar TODOS os seus jogadores. Repito: TODOS! Inclusive Nenê Hilário, que, queiram os raivosos ou não, é nosso melhor jogador.

Se vamos fazer bonito com Nenê a gente não sabe, mas se Nenê não for convocado a gente sabe que bonito não vamos fazer.

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basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 12:36

BRASIL ENTRA EM PÂNICO E PERDE PARA O “OITAVO” TIME DOS EUA

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O Brasil perdeu ontem um jogo para os EUA que poderia ter vencido. Aliás, ganhava a partida com relativa tranquilidade até que tudo mudou a partir da metade do terceiro quarto até o final.

O nosso selecionado fez uma corrida de 17-6 e levou o marcador para 55-38. Quatro minutos e dez segundos separam o terceiro quarto de seu final.

Os norte-americanos, a partir de então, imprimiram um ritmo alucinante à contenda e, como se diz popularmente, o Brasil não viu mais a cor da bola. Os EUA fizeram uma corrida de 50-22 e quando a buzina soou pela última vez o que se viu no telão central do ginásio de Guadalajara foi: EUA 88-77 Brasil.

O que aconteceu com o Brasil? O time entrou em pânico. Faltou experiência. Alguém que pudesse controlar o jogo e não deixasse a equipe se precipitar, como aconteceu.

Rubén Magnano, nosso treinador, fez o que pôde. Pediu tempo, tentou arrumar a casa, mas ele não entra em quadra.

Ficou claro que o Brasil, sem seus principais jogadores, é frágil demais. Jogamos contra o oitavo time dos EUA e tomamos um chocolate incrível.

É como eu sempre tenho dito aqui neste botequim: se quisermos fazer bonito em Londres, todos, repito, TODOS, os nossos melhores jogadores terão que estar nas Olimpíadas.

Caso contrário, vamos disputar do nono ao 12º lugar.

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 16:46

IZIANE DESEMBARCA EM SP E DIZ QUE RESPEITOU DECISÃO DE ÊNIO AO DEIXÁ-LA NO BANCO

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Iziane desembarcou na manhã desta quinta-feira junto com a delegação brasileira no aeroporto de Cumbica, Guarulhos, Região Metropolitana de São Paulo. Entre outras respostas dadas a jornalistas que foram “cobrir” a chegada da seleção feminina, medalha de bronze no Pan de Guadalajara, Iziane declarou:

“Sofri muito no banco de reservas, mas acatei a decisão do técnico (Ênio Vecchi) em deixar-me no banco. Foi uma opção dele, mas minha vontade era de estar na quadra”.

Pra quem não sabe, Iziane (foto Vipcomm) ficou no banco todo o último quarto do jogo em que o Brasil perdeu para Porto Rico e acabou de fora da decisão da medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos.

Voltando no tempo, em 2008, quando o Brasil participava do Pré-Olímpico Mundial em Madri, Espanha, o então treinador, Paulo Bassul, fez o mesmo com Iziane numa partida contra a Belarus. Mas veio uma prorrogação — ao contrário do confronto diante de Porto Rico. Bassul, na metade do tempo extra, chamou Iziane para o jogo e ela se recusou a entrar.

Bassul afastou a jogadora, que, punida, deixou de ir aos Jogos de Pequim.

A pergunta que fica é: será que ela teria feito o mesmo se Vecchi a chamasse para entrar nos segundos finais da derrota diante de Porto Rico?

Jamais teremos esta resposta, porque Ênio perdeu uma excelente oportunidade para sabatinar Iziane.

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 18:34

BRASIL DEBUTA COM VITÓRIA DIANTE DO URUGUAI NO PAN DE GUADALAJARA

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A preparação para o Jogos de Guadalajara não foi adequada e o objetivo do Brasil neste ano já foi atingido: ir aos Jogos Olímpicos de Londres do ano que vem. Descontando-se isso, a vitória do nosso selecionado diante do Uruguai por 80-71 foi absolutamente dentro do “script”.

Na estreia brasileira na competição, seis jogadores terminaram com um duplo dígito na pontuação: Guilherme Giovannoni, cestinha do jogo com 15 pontos, Nezinho Santos, 14, Artur Belchor, 13, Marcelinho Machado, 12, Guilherme Hubner (surpresa do time e do jogo), 11, e Murilo Becker, 10.

Giovannoni ainda pegou oito rebotes e ajudou demais o Brasil a suplantar o Uruguai neste fundamento por 31-27.

Como sempre tem um porém em se tratando de basquete masculino brasileiro, eu pergunto: onde foi o porém? Exatamente: nas insistentes bolas de três.

Foram 20 arremessadas durante a partida e apenas cinco delas atingiram o alvo. Aproveitamento de 25%.

Que coisa! Por que insistimos tanto em jogar um jogo que não sabemos?

Nezinho deu nos nervos: 0-5. Artur foi menos ruim: 0-3.

De resto, nada a reclamar.

SURPRESA

A Argentina deu folga para os seus principais jogadores e levou uma seleção B para o Pan e dançou em sua primeira partida na competição: perdeu para o Canadá por 83-79.

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terça-feira, 25 de outubro de 2011 Sem categoria | 22:22

BRASIL FICA COM O BRONZE QUANDO NA VERDADE DEVERIA TER FICADO COM O OURO

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A seleção feminina acabou de ganhar da inexpressiva Colômbia por 87-48. Com o resultado, conquistou a medalha de bronze no Pan de Guadalajara.

Não fez mais que a obrigação.

Ou melhor: fez menos do que deveria ter feito. O que o time comandado por Ênio Vecchi no banco e por Érika de Souza e Iziane Castro em quadra deveria ter conquistado o ouro.

O nível do campeonato foi baixíssimo.

Cuba, que poderia ser um adversário de peso, preferiu priorizar a preparação para o Pré-Olímpico Mundial e nem sequer apareceu para o torneio. Nem mesmo com uma equipe sub qualquer coisa. Idem para a Argentina, que também jogou desfalcada.

O Brasil decepcionou. Nunca é demais lembrar e frisar.

Essa derrota pode ter sido boa visando os Jogos Olímpicos do ano que vem em Londres. Pode ter sido boa para nos mostrar que esse time tem muito o que fazer se quiser uma posição honrosa.

E que Érika e Iziane compreendam que as duas são boas jogadoras, nada além disso. Estão longe de ser o que no passado foram Paula, Hortência e Janeth.

E vale o investimento em Damiris do Amaral. Ela é grande, tem velocidade e tem fundamentos. Vale todo o investimento nela, pois se tem alguém nesse time que pode ser no futuro importante para nós é ela.

E temos que procurar rapidamente uma armadora. Quem? Realmente, não sei.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 18:19

PERDER PRA PORTO RICO É DOSE PRA MAMUTE!

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Não dá para ganhar todas as noites. Verdade, não dá para ganhar todas as noites, mas perder para Porto Rico realmente é dose pra mamute.

Sim, a seleção feminina foi batida na semifinal do Pan-Americano de Guadalajara pelas porto-riquenhas por 69-68 e agora tem que se contentar com no máximo uma medalha de bronze, quando o ouro deveria ser a cor obrigatória dada a fragilidade das adversárias.

Foi uma partida para ser esquecida. Nosso selecionado marcou muito mal.

Individualmente, Érika de Souza, nossa principal jogadora, foi um fiasco. Pegou 15 rebotes, é verdade (também, com 1,97m diante das baixinhas porto-riquenhas, era obrigação), mas fez apenas dois pontos. De seus 12 arremessos, todos eles com o beiço grudado na cesta, acertou apenas um. Um desastre.

Iziane Castro, que se considera uma das maiorais do basquete moderno, ficou o último quarto todinho no banco de reservas. Por quê? Porque forçou o jogo e jogou apenas pra ela e nunca para o time. Anotou 14 pontos, com um aproveitamento de 6/13 (46%) nas bolas de dois e 0/2 (0%) nas de três.

Além delas, a armadora Babi Queiróz, que vinha fazendo um bom Pan-Americano, foi outro desastre: jogou pouco mais de seis minutos, não deu nenhuma assistência e fez uma falta desnecessária no final da partida, diminuindo ainda mais as chances de o Brasil vencer o jogo.

Tassia Carcavalli, a armadora reserva, que ficou mais tempo em quadra, esteve perdida o tempo todo. Sem imaginação, limitou-se: 1) a forçar o jogo quando deveria cadenciar; 2) a dar passes laterais quando deveria ser audaciosa.

Palmira Marçal, que defende muito bem, fez água: não desarmou ninguém. Pior: insistiu nas bolas de três, tendo acertado apenas uma em nove! (11%). Desconfiômetro pra ela!

Ainda creditando a derrota a erros individuais, vamos agora falar do técnico Ênio Vecchi: por mais que Iziane estivesse mal, no fim do jogo ela tinha que estar em quadra. Sua experiência, sua vivência em momentos como este seriam importantes. Mas, inexplicavelmente, Ênio deixou-a no banco.

Do ponto de vista coletivo, a seleção acertou apenas 59% de seus lances livres: 19/32. Se tivesse derrubado duas bolas a mais, teria vencido a partida. Nos chutes de três, 3/20 (15%): ridículo.

E em todo o jogo nosso selecionado deu apenas sete assistências.

Enfim, aquele time que nos encantou no Pré-Olímpico de Neiva (Colômbia), não foi visto em quadra.

Como disse, não dá para jogar bem todas as noites, mas perder para Porto Rico é realmente dose pra mamute.

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domingo, 23 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 20:42

BRASIL BATE A COLÔMBIA E TEM A OBRIGAÇÃO DE VENCER PORTO RICO E DECIDIR O OURO

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Como era de se esperar, o Brasil se classificou em primeiro lugar no Grupo B dos Jogos de Guadalajara. Bateu no começo da tarde deste domingo a Colômbia por 86-53 e agora terá pela frente Porto Rico, que venceu a Argentina por 73-70, ficando em segundo lugar no Grupo A.

O jogo semifinal está marcado para esta segunda-feira, às 16h (Brasília). Eu só espero que a Record transmita a partida. Só isso.

No jogo deste domingo — mais uma moleza deste Pan-Americano —, novamente o técnico Ênio Vecchi rodiziou nossas meninas. Mas bem menos do que na vitória diante da Jamaica.

Iziane Castro foi a cestinha do jogo com 25 pontos. Érika de Souza cravou mais um “double-double”: 15 pontos e 13 rebotes. Nossa pirulona ainda deu quatro tocos. Gostei mais uma vez da nossa armadora Babi Queiróz: seis pontos, sete rebotes, quatro assistências e dois roubos de bola.

De resto, nada mais a se destacar.

O confronto desta segunda-feira não deverá apresentar problemas para o nosso selecionado. Pelo time que tem, pela fragilidade dos adversários, o Brasil tem a obrigação de bater Porto Rico e se qualificar para a final do torneio.

O jogo decisivo está marcado para as 23h desta terça-feira.

DECEPÇÃO

Os EUA perderam os dois jogos disputados até agora no Pan de Guadalajara.  O selecionado norte-americano foi batido em seu primeiro jogo pela Argentina (58-55), fato inédito na história dos confrontos entre as duas seleções. Depois, apanharam de Porto Rico (75-70) — acho que isso também jamais havia ocorrido.

Logo mais, às 23h de Brasília, as americanas devem ser batidas pelo México, que se destaca no Grupo A e joga em casa. Com isso, terminaria o torneio com três jogos e três derrotas.

Eu não me lembro de isso ter acontecido um dia com um time de basquete dos EUA. Uma vergonha.

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sábado, 22 de outubro de 2011 Basquete europeu, Seleção Brasileira | 16:41

CBB REVELA PROJETO DE REPATRIAR NOSSAS JOGADORAS VISANDO LONDRES-12

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O melhor da rodada deste sábado do basquete feminino no Pan de Guadalajara foi a notícia publicada no iG dando conta da intenção de Érika de Souza e Iziane Castro de voltarem a jogar no Brasil. Iziane quer montar um time em São Luís, no Maranhão.

“Já temos até patrocinador fechado, mas não posso revelar a empresa”, disse Iziane. “Se tudo der certo, durante o recesso na WNBA jogo no Brasil e pelo Maranhão”.

Iziane corteja Érika. Ela quer que sua companheira de Atlanta Dream, da WNBA, continue a seu lado, jogando no Maranhão. ‘’É muito tempo fora do país, são dez anos já”, disse Érika. “E tem também a seleção; seria muito bom poder ter as principais jogadoras próximas para preparar bem o time para a disputa dos Jogos Olímpicos’’, completou Érika.

Pra complementar esta notícia alvissareira, Magic Paula (está dando um show nos comentários pela Rede Record) disse que a CBB tem um projeto de repatriar todas as nossas meninas. A entidade quer que elas fiquem no Brasil no ano que vem, ano dos Jogos Olímpicos de Londres.

Se conseguir, não só os nossos torneios internos ganham força, como a seleção também. Ênio Vecchi, que tem se revelado um excelente treinador de moças, poderá reunir com mais frequência as jogadoras, trocar figurinhas com elas e montar um projeto em busca de uma medalha.

Tenho dito que nossa realidade é a disputa do nono ao 12º lugar em Londres se tudo caminhar normalmente e talvez do 5º ao 8º lugar se jogarmos nosso melhor basquete.

Mas se o projeto da CBB vingar e pudermos treinar pra valer e entrosar o grupo, acho que o Brasil pode montar uma seleção para brigar pelo bronze.

Caramba!, que notícia boa! Bem que poderia dar certo.

PRIMITIVISMO

O jogo de nada valeu. Ou melhor: valeu para colocar nossas reservas em atividade.

Quem menos jogou foi a ala Silvia Gustavo: 13:13 minutos. Depois, a pivô Carina de Souza: 14:22 minutos.

Ninguém atingiu os 20 minutos em quadra. Quem mais tempo trabalhou foi a armadora Babi Queiróz: 19:20 minutos. Depois veio nossa pirulona Érika de Souza: 19:01 minutos.

Nada menos do que seis jogadoras tiveram duplo dígito na pontuação: Érika (22 pontos, cestinha do time e do jogo), Gilmara Justino (19), Iziane Castro (12), Damiris do Amaral e Jaqueline Silvestre (11 cada uma) e Tássia Carcavalli (10).

Érika pegou 15 rebotes e cravou novo “double-double”. Clarissa capturou 11 ressaltos.

Babi chamou a atenção para as nove assistências e três roubadas de bola.

Houve, no entanto, defeitos: tomamos muitos pontos de um adversário primitivo e as bolas de três não caíram como deveriam: 4/15 (27%). Palmira Marçal, que mostrou mão calibrada no primeiro jogo diante das canadenses, foi mal desta vez: 1/6 (17%).

Não vou falar que limitamos as caribenhas a 20% (11/55) do total de seus arremessos e nem vou mencionar que elas erraram todas as suas três bolas triplas. Não vale a pena, pois, como disse, elas praticam um basquete primitivo.

A organização do Pan-Americano tem que olhar com atenção para isso. Um time como a Jamaica não pode participar desta competição.

O placar final (Brasil 116 x 34 Jamaica) diz como foi o jogo—se é que podemos chamar aquilo de jogo.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 17:29

SELEÇÃO FEMININA TRITURA O CANADÁ NA ESTREIA EM GUADALAJARA

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Não deu pra ver o jogo direito, pois a Record mesclou a vitória brasileira do nosso selecionado feminino de basquete com lances da natação e do vôlei de praia. Mas deu pra ver que a seleção está no caminho certo.

Novamente fez um grande jogo defensivo e levou à loucura as meninas canadenses. Muito por conta disso e muito também por conta da nossa fluidez ofensiva e do talento individual de algumas de nossas moças, o Brasil venceu o Canadá em seu debute nos Jogos Pan-Americanos por incontestáveis 78-53.

Limitamos as norte-americanas a um aproveitamento de apenas 44% dos tiros duplos (15/34) e a 22% nos triplos (4/18).

É bem verdade que nossas meninas erraram bolas fáceis. Perderam bandejas quando estavam desmarcadas; tomaram tocos quando com uma finta teriam evitado o vexame. É bem verdade que nosso aproveitamento de dois pontos não foi bom (35%; 22/63), mas nosso volume foi muito grande. Arremessamos 19 bolas duplas a mais do que o Canadá. Por isso, mesmo com um aproveitamento menor, somamos mais pontos.

Nas bolas de três, o aproveitamento brasileiro foi melhor: 35% (6/17). Embora o percentual seja o mesmo, os tiros de três são longos e a chance de se errar é muito maior.

Individualmente, destaque para nossas duas meninas que atuam na WNBA. Iziane Castro (Foto Vipcomm) foi a cestinha do time e do jogo com 16 pontos. Mas Érika de Souza realçou-se demais: 15 pontos e 10 rebotes, única jogadora na partida a cravar um “double-double”.

Dez também foram os rebotes de Clarissa dos Santos, mas nossa ala de força parou nos oito pontos. Nas bolas de três, Palmira Marçal foi nossa estrela: 3/5 (60%). Resultado: 13 pontos. Palmira roubou ainda três bolas — vale destaque. Outra que teve duplo dígito na pontuação foi Damiris do Amaral: 11 pontos.

Depois do jogo, Érika admitiu que sentiu um “friozinho na barriga” no começo da partida. Depois, soltou-se em quadra e arrebentou uma vez mais.

O Brasil saiu-se muito bem. Estreia é sempre complicado. Ainda mais quando se tem pela frente o seu maior adversário da chave. O Brasil, pra quem ainda não sabe, está no Grupo B e os outros dois oponentes são Colômbia e Jamaica.

Amanhã, novamente às 13h30 de Brasília, o adversário será a Jamaica. Nova vitória será adicionada ao nosso cartel, não tenho dúvidas disso.

E se tudo caminhar dentro da normalidade, o Brasil estará na final diante dos EUA. Também não tenho dúvidas disso.

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 20:28

BRASIL SURRA EUA NO FEMININO EM JOGO-TREINO EM GUADALAJARA

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A seleção feminina acabou de vencer os EUA em um jogo-treino realizado em Guadalajara. Foi um passeio: 73-50.

O Brasil é, disparado, o maior candidato à medalha de ouro. Como disse em outro post, o time norte-americano treina há apenas duas semanas e é formado por 11 jogadoras de universidades sem muita expressão no basquete da NCAA e uma menina do “high school”, o nosso ensino médio.

Esse ouro me parece barbada. Mas o ouro de Fabiana Beltrame também era e acabou vindo uma prata.

No basquete, ao contrário do que afirmam os que não conhecem o esporte, zebras também acontecem.

Mas estou muito confiante na equipe treinada por Ênio Vecchi. Até porque está reforçada por Iziane Castro, sem dúvida alguma nossa melhor jogadora.

Iziane não participou da conquista do título do Pré-Olímpico das Américas, que valeu ao nosso selecionado uma vaga para os Jogos Olímpicos de Londres. Na época, participava das finais da WNBA, quando seu Atlanta Dream foi batido pelo Minnesota Lynx.

Agora com ela, nosso time ganha importante opção ofensiva. Espero que Izy (como ela é chamada pelas companheiras), tenha também comprometimento defensivo.

Como se sabe, Iziane não gosta muito de defender. E defesa é a marca registrada desse novo time brasileiro.

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