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segunda-feira, 7 de novembro de 2011 basquete brasileiro, NBA | 18:34

HÁ 20 ANOS MAGIC EMOCIONAVA O MUNDO AO ANUNCIAR SER PORTADOR DO VÍRUS HIV

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Há exatos 20 anos, Magic Johnson deixava boquiaberto o mundo do basquete ao anunciar ser portador do vírus HIV. Os que não se ligavam tanto em esportes, mas que tinham o saudável hábito da leitura e da informação, sabiam quem era Magic e, igualmente, ficaram chocados com a notícia.

Naquela época, o mundo estava descobrindo que existia um vírus que era letal. Naquela época, o mundo se assustava ao ver ícones de todas as áreas tombando diante deste mesmo vírus.

Morreram os cantores e compositores Cazuza e Renato Russo; os atores globais Lauro Corona e Thales Pan Chacon e as atrizes Claudia Magno e Sandra Brea; o cartunista Henfil e seu irmão, o sociólogo Betinho; o escritor Caio Fernando Abreu; o estilista Conrado Segreto; o modelo e ator Marcelo Ibrahim. Fora daqui, Fred Mercury, vocalista do grupo de rock Queen, os atores Rock Hudson e Anthony Perkins, e o ex-tenista Arthur Ashe.

Enfim, alguns exemplos de gente famosa que se foi vitimada pelo HIV.

Magic, felizmente, não se curvou ao vírus. Está firme e forte e quase sempre é visto no Staples Center assistindo seu Los Angeles Lakers jogar. É figurinha fácil também em eventos da NBA.

Magic, felizmente, não se curvou ao vírus, que surpreendeu-o há 20 anos.

DECLARAÇÃO

“Por causa do vírus HIV que contraí, vou ter que deixar o Lakers”.

Assim Magic Johnson, aos 32 anos, anunciou ao mundo, naquela quinta-feira, 7 de novembro de 1991, 18h12 locais, que era portador do vírus e que, por isso, deixaria a NBA.

A íntegra da declaração de Magic na coletiva de imprensa no Great Western Forum, o então ginásio do Lakers, você lê a seguir:

“Antes de mais nada, deixe-me dizer boa tarde — um pouco atrasado. Por causa do vírus HIV que contraí, eu vou ter que sair do Lakers hoje. Eu só quero deixar claro, primeiro de tudo, que eu não estou com Aids, mas com o vírus HIV, porque eu sei que muitos de vocês querem saber isso.

Minha mulher está bem. Ela fez o teste e deu negativo. Sem problemas com ela. Eu planejo ir adiante, viver por muito tempo, atormentando vocês, como eu sempre fiz. Vocês vão me ver muito. Tenho planos de ficar com o Lakers e com a liga — tomara que David (Stern) me mantenha por algum tempo —, eu vou continuar minha vida.

Eu acho que agora vou aproveitar o outro lado da vida — digo isso por causa dos campeonatos e dos longos períodos de treinamento. Eu só quero dizer que vou sentir falta de jogar. E eu vou agora me tornar um porta-voz para o vírus HIV porque eu quero que as pessoas, os jovens, percebam que eles podem fazer sexo seguro. E, vocês sabem, algumas vezes se é um pouco ingênuo sobre esse assunto e se pensa que isso nunca pode acontecer com você. Só pensa que isso pode acontecer com outras pessoas e assim vai. E acontece.

Mas eu vou enfrentar isso e minha vida vai continuar. E eu vou estar aqui, aproveitando os jogos do Lakers e todos os outros da NBA no país todo. E a vida vai continuar para mim, eu vou ser um homem feliz.

Perguntas médicas que vocês tenham devem ser feitas ao doutor (Michael) Mellman, que pode responder todas as questões para vocês. Qualquer assunto relacionado ao Lakers, nós temos Jerry West (então gerente geral da franquia) aqui, e eu tenho certeza, é claro, a liga, nós temos nosso comissário, a quem eu desejo agradecer. Eu quero agradecer a todos que estão aqui, assim como meus colegas de time porque eles me apoiaram o tempo todo.

Eu quero agradecer a Kareem (Abdul-Jabbar) por ter vindo aqui. Cara, legal, legal. Nós ficamos lado a lado e vencemos muitas batalhas. Larry Drew (hoje técnico do Atlanta), outro bom amigo com quem joguei. Mas o comissário, David Stern, deu um grande apoio para mim e eu vou continuar, tomara, a trabalhar com a NBA e ajudar da forma que puder.

Eu também quero agradecer a Jerry West por tudo que ele fez. Doutor (Robert) Kerlan, doutor Mellman que — ele vai dizer a vocês quem são os outros médicos que estão me cuidando — tem sido como um pai para mim.

Bom, é claro que eu vou sentir falta das batalhas, das guerras e de vocês.

Mas a vida continua”.

RETORNO 1

Sim, felizmente, a vida continua para Magic Johnson. Mesmo portador do vírus HIV, Magic não sossegou, não se deprimiu, não se entregou; ao contrário, seguiu sua vida.

Voltou ao basquete três vezes.

Primeiro, para participar do “All-Star Game” de Orlando, em fevereiro de 1992. Apenas três meses depois de ter feito o anúncio de que se retiraria das quadras por ser portador do vírus HIV.

Como Magic anunciou sua aposentadoria com a temporada já tendo iniciado, seu nome estava impresso nas cartelas de votação para o “All-Star Game” espalhadas pelas arenas e lojas de materiais esportivos dos EUA e Canadá. Acabou sendo escolhido para o quinteto titular do Oeste. E a NBA permitiu que ele jogasse.

E jogou uma barbaridade. Com 25 pontos e nove assistências, Magic comandou a vitória de seu time por 153-113. Seu último arremesso foi pouco depois do meio da quadra, a 14,5 segundos do final da partida, que teve endereço certeiro.

Fim de jogo e Magic foi para o centro da quadra e acabou abraçado por todos os seus confrades; do Leste e do Oeste. E levantou o troféu de MVP da partida.

Foi, seguramente, o momento mais memorável da história do Jogo das Estrelas.

Poucos meses depois, Magic foi chamado para integrar o Dream Team que disputaria o Torneio Pré-Olímpico em Portland. Foi a primeira aparição desta que foi a maior seleção de basquete de todos os tempos.

Os EUA, claro, passaram por cima de todos os times do continente. Venceram Cuba (136-57), Canadá (105-61), Panamá (112-52), Argentina (128-87), Porto Rico (119-81). Pegaram a Venezuela na final.

O Brasil de Oscar e Marcel, que tinha a segunda melhor equipe da competição, afinou e perdeu para os venezuelanos nas semifinais por um pontinho apenas: 122-121. Com isso, deixou de fazer a final do torneio e não teve o gostinho de jogar contra o Dream Team.

Foi uma baita frustração para nós, brasileiros.

Os venezuelanos, comandados por Carl Herrera, ala-pivô bicampeão com o Houston Rockets, tiveram a honra, pois, de decidir o Pré diante do Dream Team. Honra no papel, claro, pois em quadra os EUA demoliram os sul-americanos: 127-80

Já em Barcelona, novo passeio do Dream Team, que venceu Angola (116-48), Croácia (103-70), Alemanha (111-68), Brasil (127-83), Espanha (122-81), Porto Rico (115-77), Lituânia (127-76) e na final, novamente a Croácia (117-85).

Magic participou de seis destas oito partidas. Em cinco delas, como titular. Teve exatos oito pontos e 5,5 assistências de média. Divertiu-se mais do que jogou.

REJEIÇÃO

Karl Malone fazia parte do Dream Team. Em outubro daquele mesmo ano, Malone declarou que temia ter de enfrentar Magic em quadra.

O ala-pivô do Utah Jazz demonstrava seu temor porque Magic estava considerando a possibilidade de voltar ao Lakers.

Num jogo da pré-temporada de 1992, Magic estava com o Lakers em Chapel Hill e cortou o antebraço. A apreensão foi geral. Dentro e fora das quadras.

O sangue estava à vista e Gary Vitti, médico do Lakers, colocou luvas de borracha para fazer o curativo. Magic voltou ao jogo, mas nada mais foi igual, pois o temor dos jogadores era visível e o constrangimento daqueles que assistiam à partida era manifesto.

Logo em seguida, Magic convocou uma segunda conferência de imprensa para dizer que não iria voltar à NBA.

RETORNO 2

Magic acabou voltando a vestir a camisa 32 do Lakers. Foi na temporada 1995-96.

O mundo já tinha mais informações sobre a doença e o preconceito e o temor tinham diminuído dramaticamente.

A camisa era a mesma, mas o jogador, não. Magic voltou para jogar de ala-pivô e não de armador. Não tinha mais a mesma habilidade e agilidade do passado.

Fez 32 partidas, saindo nove delas como titular. Teve médias de 14,6 pontos, 6,9 assistências e 5,7 rebotes.

Sua última aparição foi contra o Houston Rockets, no dia 2 de maio de 1996, em Los Angeles. O Lakers perdeu por 102-94. Perdeu o jogo e a série por 3-1 (naquela época, a primeira rodada dos playoffs era em melhor de cinco). Magic fez oito pontos, deu cinco assistências e pegou igual número de rebotes.

Foi seu último ato em uma quadra de basquete profissional.

SAÚDE!

Hoje, como disse, faz 20 anos que Magic Johnson anunciou ao mundo ser portador do vírus HIV. Felizmente, a doença não se manifestou.

Magic, aos 52 anos, está gordo, forte, sadio; e feliz da vida.

Não só ele: nós também.

Não é seu aniversário, Magic, mas eu te digo: saúde!

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sábado, 1 de outubro de 2011 Basquete europeu, NBA, outras | 15:49

O PRIMEIRO TÍTULO DE MARCELINHO HUERTAS E O EXEMPLO DE JUAN CARLOS NAVARRO

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Marcelinho Huertas ganhou há pouco seu primeiro título com a camisa 9 do Barcelona. Bateu na final da Supercopa da Espanha sua ex-equipe, o Caja Laboral, por 82-73.

O paulistano anotou dez pontos e deu três assistências nos 30:21 minutos em que esteve em quadra. Aí eu vejo que ele teve 10 em valoração.

Por favor, se alguém puder me explicar o que isso significa, eu agradeço.

A valoração de Huertas (foto Liga ACB) foi a terceira melhor do Barça, que conquistou sua terceira Supercopa consecutiva. Ficou atrás do pivô nigeriano Boniface Ndong (24 de valoração; 12 pontos e dez rebotes) e de Juan Carlos Navarro, que teve 26.

Continuo curioso para saber o que isso significa e como é que se chega a esse número.

Valoração à parte, Navarro jogou pra burro. Anotou 27 pontos e 3/5 nas bolas de três. Foi eleito merecidamente o MVP do torneio.

Mas Huertas não ficou atrás. Com um mês de casa, joga como se estivesse no Barcelona há muito tempo. É um tormento para o adversário com seu basquete rápido e inteligente.

Agora leiam o que o jornalista Daniel Barranquero escreveu sobre Marcelinho no site da ACB: “Huertas faz cestas como se masca chicletes”.

Sensacional, não é mesmo?

NBA

Juan Carlos Navarro jogou apenas uma temporada na NBA: 2007/08. Participou das 82 partidas que o seu Memphis Grizzlies fez durante a fase de classificação. O time, no entanto, não chegou aos playoffs: foi o terceiro pior da competição.

“La Bomba”, como é chamado pelos companheiros, começou devagar, mas aos poucos foi se encontrando com a camisa 2 do Memphis. Ao final da temporada, teve médias de 11 pontos por jogo e quase 26 minutos em quadra.

Jogava ao lado de Pau Gasol e muitos acreditavam que isso pudesse deixá-lo à vontade para fazer seu jogo decolar.

Navarro não foi mal, longe disso, tanto que anotou ao longo do campeonato 156 bolas de três, duas a menos do que Kerry Kittles cravou na temporada 1996/97, estabelecendo o recorde para um “rookie”. O espanhol ainda entrou para o segundo time dos novatos e esteve no “All-Star Weekend” atuando pelo time dos “rookies” contra os sophomores.

Recrutado originalmente pelo Washington Wizards em 2002, “La Bomba” preferiu continuar no Barcelona por mais cinco anos. Ao final deste período, anunciou que iria para a NBA, mas seus direitos eram do Memphis, que o tinha negociado com o Washington.

Mas depois de uma temporada na terra de Elvis Presley, Navarro voltou para a Espanha onde assinou novo contrato de cinco anos com o Barça. Contrato este que estará vencendo ao final da temporada 2012-13.

Navarro está feliz em Barça e na Espanha. Adora jogar os torneios da ACB e a Euroliga.

Ele não precisa da NBA para ser feliz. Ele se realiza na Europa.

Vejo o caso de Navarro e ele me remete ao futebol. Neymar se realiza no Santos. No momento, ele não precisa da Europa para se completar.

Quando digo realizar, falo em bola e não em dinheiro. Mas mesmo em se tratando de dinheiro Neymar ganha aqui no Brasil quase o que o Real Madrid está oferecendo a ele por um contrato que ainda não foi assinado.

Navarro deve ganhar um bom dinheiro na Espanha. Não faço a menor ideia do valor. Na NBA, ele teria tudo para ganhar boa grana também, mas não sei se seria muito maior do que ele ganha no Barça.

Então, pra que deixar o conforto do lar, o carinho dos amigos e parentes para jogar na NBA? Só se este for realmente o desejo de Navarro; mas não é. Por isso, “La Bomba” voltou para a Espanha.

Se Neymar tiver o mesmo pensamento de Navarro, ele não deixará o Santos.

Portanto, que o exemplo de Navarro seja seguido não apenas pela joia santista, mas também pelo seu companheiro Paulo Henrique Ganso, pelo são-paulino Lucas e pelos colorados Leandro Damião e Oscar. E também por outros moleques que estarão aparecendo futuramente.

Jogar futebol na Europa tem um preço que pode ser caro demais. Jogar na NBA também. Há os que estão dispostos a pagar por isso e começa a aparecer, mesmo que timidamente, os que não estão dispostos.

Estou muito curioso para ver o que o futuro vai nos revelar.

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011 basquete brasileiro, NBA, Sem categoria | 17:45

PERSONALIDADES OPINIAM SOBRE O CASO NENÊ-LEANDRINHO

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Conversei nesta segunda-feira com algumas personalidades do nosso basquete sobre o assunto que mais gera polêmica no momento: convocar ou não Nenê e Leandrinho para os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem.

A pergunta que fiz foi: você convocaria os dois? Vejam o que eles disseram:

OSCAR SCHMIDT (ex-jogador) – “Claro que não! Em 1995, o Ary Vidal me fez voltar à seleção juntamente com o Israel e o Maury. Conseguimos a vaga para os Jogos Olímpicos de Atlanta com as calças nas mãos. Aí os dois não foram chamados para as Olimpíadas. Eu fui egoísta, pensei apenas no fato de que iria disputar minha quinta Olimpíada, mas eu não deveria ter ido. Falei um monte para o Ary, que é meu amigo, mas não deveria ter ido. Convocar agora Nenê e Leandrinho é uma bofetada na cara dos jogadores que conquistaram a vaga em Mar del Plata. E tem mais: sabe o que eu fiquei sabendo? Que o Leandrinho estava na balada na hora do jogo. Ou seja: nem se interessou em ver a partida. Claro que com o Nenê a nossa foto é outra, mas ele também não merece ser convocado”.

HORTÊNCIA MARCARI (ex-jogadora e atual dirigente da CBB) – “Não convocaria, porque no momento mais importante, mais crucial, que mais precisou, eles não foram. Há uma diferença do caso deles do caso da Iziane, que está com um contrato terminando com seu time na WNBA e em meio a um campeonato. Nenê e Leandrinho estão de férias. Os outros jogadores da NBA estão disputando o Pré-Olímpico na Europa. Por que eles não vieram? Gosto muito do Leandrinho, quero o bem dele, mas pergunto: ele não estava machucado? Mas aí eu o vejo treinando no Flamengo, batendo bola e pronto pra jogar. Não entendi. Temos que ir bem nas Olimpíadas? Lógico que sim. É óbvio que os dois são importantes. Mas quem tem que decidir isso é o Magnano. Ele é inteligente e experiente. A decisão que ele tomar nós na CBB vamos acatar. E não tem que ouvir o grupo: o Magnano é quem tem que decidir. O grupo, pode ter certeza, quer ser campeão”.

MARCEL SOUZA (ex-jogador) – “Fácil, convocaria os dois sim. Porque não tem reserva de mercado para o sucesso. Convoco e deixo a bomba nas mãos dos dois. Pra termos chances de medalha nas Olimpíadas temos que levar nossos melhores jogadores. Só por que eles não foram ao Pré-Olímpico? Imagina o Brasil com mais três jogadores de nível. No basquete moderno, um jogador não pode ficar em quadra 40 minutos, como aconteceu com o Alex e o Huertas na final contra a Argentina. Então, você tem que ter opção para isso. Temos que jogar as Olimpíadas no estilo do Barcelona, campeão da ACB. Eu acompanhei todo o campeonato. Entre no site e veja: quem jogou mais, jogou 19 minutos por partida. A média ficou entre 14, 15, 16 minutos. Ninguém teve 25 minutos. É assim que tem que ser, pois hoje em dia o basquete é no pau! E pra se fazer isso tem que ter opção”.

MAGIC PAULA (ex-jogadora) – “Não convocaria. A convocação deles quebraria a harmonia do grupo. Além disso, eu nunca vi um treinador ter os 12 jogadores na mão. Em toda a história do basquete brasileiro, nem no masculino e nem no feminino, eu nunca vi um treinador dominar o grupo como o Magnano fez com esse time. Ninguém estava com o saco cheio de estar no banco. Esse time funciona coletivamente. Alguém pode dizer que ele conseguiria o mesmo com Nenê e Leandrinho. Mas eu acho que não vale a pena chamá-los, pois eles são coadjuvantes em seus times na NBA. Perderam a capacidade de decidir o jogo, perderam a capacidade de liderar. Veja o caso do Marcelinho Huertas: estou impressionada com ele. Esses caras da NBA não têm isso que o Huertas tem”.

ZÉ BOQUINHA (comentarista da ESPN Brasil) – “O momento é de muita euforia. Não podemos decidir nada com paixão, com o coração. Agora é o momento de curtir a conquista da vaga. Vamos dar um tempo. Daqui seis meses, sem paixão, sem euforia, toma-se uma decisão. Mas, analisando os fatos, o que a gente tem que dizer é que o Leandrinho sempre esteve à disposição; o Nenê é que vinha arrastado. Além disso, quando todos estiveram juntos, sempre houve confusão, pois não havia liderança. Veja que nesse grupo não tem isso. Ao mesmo tempo, eu penso: temos que ser profissionais, não podemos abrir mão de nossas estrelas. Uma coisa é ganhar a vaga para as Olimpíadas, outra coisa é jogar as Olimpíadas”.

LULA FERREIRA (ex-treinador da seleção) – “A única pessoa que pode falar sobre o assunto é o Rubén Magnano. Somente ele sabe exatamente o que aconteceu no pedido de dispensa do Nenê e do Leandrinho. Ele tem os motivos reais das ausências. O que a gente ouve falar nem sempre é o que de fato aconteceu. Mas eu digo que uma decisão dessas tem que estar acima de vaidades pessoais. Ela tem que ser tomada para o bem do nosso basquete. Rubén tem que formar o melhor time no seu entender. Não estou com isso dizendo que se tem que levar os dois, pois nem sempre os melhores jogadores formam o melhor time”.

CLÁUDIO MORTARI (ex-treinador da seleção brasileira) – “O momento não favorece os dois, mas temos um ano pela frente, pra pensar. De repente, as coisas caminham de um jeito que a gente não esperava. Temos que saber como o elenco reagiu à negativa do Nenê e do Leandrinho. Isso é importante. Mais ainda: precisamos saber como essa conquista repercutiu no grupo. Portanto, agora, temos que raciocinar, ter cautela. E, acima de tudo, procurar saber quais são as verdades nesse caso todo”.

DANILO CASTRO (comentarista do BandSports) – “Eu perguntaria para o grupo. A opinião dos jogadores é muito importante. Tecnicamente o Nenê e o Leandrinho acrescentam? Claro que sim. Mas se eu convocá-los o grupo pode rachar? Temos que saber isso. Veja que os jogadores estão muito unidos. Você viu o corte de cabelo deles? Isso demonstra união. A opinião dos jogadores tem que ter o peso maior nesse caso. O Magnano precisa ouvir o Marcelinho Huertas, o Machado, Tiago Splitter, Guilherme Giovanni e o Alex Garcia”.

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quarta-feira, 11 de agosto de 2010 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 16:14

UM DIA INESQUECÍVEL, MAS NEM TANTO

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Recebi a seguinte mensagem de Paula de Lima Maciel, filha do inesquecível Ubiratan Maciel, que nesta sexta-feira será imortalizado no Hall of Fame de Springfield, Massachussets.

Leiam:

SR FABIO.

ESTOU EM SPRINGFIELD PARA RECEBER POR MEU FALECIDO PAI, UBIRATAN PEREIRA MACIEL, SUA INCLUSÃO NO HALL OF FAME DO BASKETBALL. E COMO UM AMANTE DO BASKETEBALL GOSTARIA QUE O SR COMENTASSE E FIZESSE UMA MATERIA SOBRE ISSO.

SÓ PARA O SR TER UMA IDEIA, RECEBEMOS TODA AJUDA PARA PARTICIPARMOS DO EVENTO VIA EUA. NO BRASIL, CBB, MINISTÉRIO DOS ESPORTES, ETC NÃO NOS AJUDARAM EM NADA.

TIVEMOS ATENÇÃO DO OSCAR, PAULA, MARCEL, CARIOQUINHA. A CBB E O MINISTRO DOS ESPORTES NEM SEQUER NOS RESPONDERAM SE ENVIARIAM ALGUÉM REPRESENTANDO ESSAS ENTIDADES.

INFELIZMENTE, A MEMÓRIA DA MAIOR PARTE DOS BRASILEIROS É CURTA E ESQUEÇO MUITAS VEZES QUE ESTAMOS NO PAÍS DO FUTEBOL. GOSTARIA DE SABER TB SE ALGUM CANAL DE TV A CABO TRANSMITIRÁ A CERIMONIA.

OBRIGADO E UM GRANDE ABRAÇO.

CORDIALMENTE,

FAMILIA PEREIRA MACIEL.

Pois é, este é o melhor país do mundo. Um país que vira as costas para suas crianças e seus idosos. Um país que não tem memória e não dá a mínima para tentar preservá-la.

Hoje à noite eu estarei com algumas pessoas ligadas à CBB (Confederação brasileira de Basquete), pois, como vocês sabem, estou em Nova York, a convite da Nike, cobrindo a seleção brasileira. Prometo, Paula, que vou tentar descobrir se a nossa entidade maior vai estar presente num evento tão grandioso e tão importante para o nosso país.

Paula, sobre transmissão ao vivo para o Brasil, esquece; acho pouco provável. Afinal, estamos falando de basquete num país de monocultura esportiva.

Seria mesmo este o melhor país do mundo?

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009 NBA, outras, Seleção Brasileira | 23:44

O PODER DOMINICANO

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A Copa América começa nesta quarta-feira. A estréia do time brasileiro será extremamente indigesta: República Dominicana.

O time caribenho é treinado por Julio Toro, que por muitos anos dirigiu Porto Rico e cansou de ganhar dos brasileiros; em pé, deitado e sentado. Toro conhece bem o nosso basquete.

Talvez não conheça o nosso jogo atual, pois nosso treinador é um espanhol e a filosofia mudou. Nosso sotaque agora é outro.

Assim, pelo menos, nós esperamos.

Mas falava eu do nosso oponente de quarta-feira. Os dominicanos não participam de um Mundial desde 1978.

Pra quem não se lembra, abro um parêntese para contar que o Mundial de 78 aconteceu em Manila, capital das Filipinas. E é de feliz lembrança para nós brasileiros.

Com um time que contava com Carioquinha, Marquinhos, Adilson, Oscar e Marcel, entre outros, o Brasil acabou em terceiro lugar. Bateu a Itália na decisão pelo bronze com uma cesta incrível de Marcel no último segundo.

Os italianos venciam a partida por 85-84, quando Marcel, pouco depois da metade da quadra, lançou, desesperadamente, a bola contra a cesta adversária. E a bola entrou!

E o cronômetro zerou.

Naquela época, não havia a linha dos três pontos e o resultado final foi Brasil 86-85 Itália. Foi a última vez que o Brasil subiu no pódio.

Mas falava eu do nosso oponente de quarta-feira. Os dominicanos têm tudo para voltar a disputar um Mundial.

O time é forte e é treinado por Julio Toro, eu já disse. E sabe quem joga por lá?

Vocês sabem, é claro, mas não custa reavivar a memória: Charlie Villanueva (Detroit), Francisco Garcia (Sacramento) e Al Horford (Atlanta).

Há outros jogadores de intenso calibre, como o armador Franklin Western, que fez toda a sua carreira no basquete universitário norte-americano. Western jogou em Providence e muitos apostavam em uma carreira sólida na NBA.

Não vingou.

O mesmo para Luis Flores, o outro armador do time. Também formado no “college” (Rutgers e depois Manhattan College), Flores não conseguiu, igualmente, espaço na NBA.

Mas os dois são muito bons de bola. Esses cinco devem formar o quinteto titular da Dominicana: Flores, Western, Cisco, Charlie e Al.

O time mais forte na história do país, orgulham-se os dominicanos. E deve ser mesmo.

O Brasil que se cuide. Abrir a Copa América com uma derrota seria desastroso.

Mas não vamos pensar nisso; nosso time é forte também. Dá para encarar os dominicanos numa boa.

Será um jogaço!

Quarta-feira, 17h de Brasília, com SporTV e ESPN Brasil.

Imperdível.

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