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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010 NBA | 13:13

NOITE RUIM DOS BRASUCAS

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Nenê, destaque do desfalcado Nuggets na derrota para o Sixers dentro de casa

Nenê, destaque do desfalcado Nuggets na derrota para o Sixers dentro de casa

A noite de ontem não foi dos brasucas. Cleveland e Denver perderam seus jogos — ambos em casa — e deixaram de somar importante vitória da tabela de classificação.

O Cavs perdeu surpreendentemente para o Charlotte (91-88) em sua Q Arena; o Nuggets foi batido pelo Philadelphia (108-105).

A derrota do Denver tem desculpas — e das boas. Dois de seus principais jogadores, Chauncey Billups e Carmelo Anthony, lesionados, não puderam jogar. Some-se a isso a contusão que Chris Andersen sobre no segundo quarto da contenda de ontem e teremos três desfalques.

Nenê Hilário bem que tentou evitar o colapso. Não conseguiu apesar de seus 24 pontos e 15 rebotes.

Esses números são emblemáticos, pois mostram bem quem é o são-carlense. Sem Billups e Melo, o jogo teve de gravitar ao seu redor; e ele fez 24 pontos e apanhou 15 rebotes.

Ou seja: fosse mais explorado pelos companheiros e seus números seriam superiores aos atuais14.2 pontos e 8.4 rebotes. Nas três partidas que o Denver fez sem o duo referido, Nenê teve médias de 23.6 pontos e 9.3 rebotes por jogo.

Será que alguém ainda consegue criticar Nenê? Será que alguém ainda tem dúvidas quanto ao seu potencial?

Ah, havia me esquecido: Nenê está em primeiro lugar no ranking de roubos de bola entre os pivôs com 1.62 desarmes por partida.

Espero que as críticas diminuam, pois o cenário atual deixa claro de que temos um representante que nos orgulha na NBA.

Alguém pode argumentar: por que ele não faz isso também com Billups e Melo em quadra? É preciso responder?

Quanto a Varejão, ele pelejou com as faltas e, por isso mesmo, jogou apenas 22 minutos. Fez só dois pontos e pegou surpreendentes quatro rebotes.

Mas o jogo de ontem deixou bem claro que os coadjuvantes não seriam mais do que coadjuvantes ontem à noite em Ohio. LeBron James e Mo Williams fizeram, juntos, 56 pontos. Os demais anotaram 32 pontos.

A bola, como se vê, ficou mesmo nas mãos dos dois melhores jogadores do time. Assim, só restou aos demais ver a partida — e em posição privilegiada: dentro da quadra.

ENTENDIMENTO

Jordan Farmar encara Kris Humphries

Farmar encara Humphries

Alguém consegue entender o Lakers? Pena para vencer equipes frágeis, quando pega o Dallas, segundo colocado no Oeste, aplica-lhe uma goleada estonteante: 131-96.

E o time, uma vez mais, não pôde contar com Ron Artest. Mas contou com Jordan Farmar, que (talvez contagiado pelo prenome) anotou 24 pontos e encerrou o jogo como cestinha do Lakers e do prélio.

Se alguém for perguntar, eu já respondo: Kobe Bryant fez modestos 15 pontos. Mas Kobe está nos calcanhares de Jerry West na briga pela artilharia suprema do Lakers em todos os tempos.

West fez 25.192 pontos; Kobe está com 24.815. O cálculo mostra que, se mantiver suas médias da atual temporada, KB ultrapassa JW em 13 partidas.

RODADA

Os demais resultados da rodada de ontem mostraram os seguintes resultados:

New York 132-89 Indiana

Toronto 91-86 San Antonio

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domingo, 22 de novembro de 2009 NBA | 15:32

ADMIRADO POR TODOS

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Nenê Hilário voltou a jogar bem com a camisa 31 do Nuggets. Na vitória de ontem sobre o Chicago por 112-93, o são-carlense fez dez pontos e apanhou nove rebotes.

Mais do que isso: limitou Joakim Noah a apenas oito rebotes, quebrando uma sequência de oito jogos do filho de Yannick com um duplo dígito nos ressaltos.NENE

Aliás, o respeito que jornalistas, torcedores e o povo de Denver — e também do Colorado — têm para com o brasuca é empolgante.

Nenê (foto Reuters em jogada contra Joakim Noah) é sempre focalizado pelas câmeras de tevê, é aplaudido quando surge a oportunidade e respeitado por todos os companheiros. No prélio de ontem, quando saiu para descansar, Scott Hastings, ex-jogador do próprio Denver, comentarista da Altitude Television, falou: “Sem Nenê o Denver perde em intensidade em seu jogo interior”.

E perde mesmo.

Kenyon Martin e Chris Andersen não têm a qualidade de jogo de Nenê. São guerreiros — especialmente Birdman —, mas tecnicamente não se comparam ao são-carlense.

Ao lado de Chauncey Billups e Carmelo Anthony, forma o pilar que sustenta a franquia nesses últimos anos. Basquete vistoso, eficiente e admirado por todos.

A seleção e a torcida brasileira aguardam ansiosamente por sua chegada, Nenê. Ano que vem, na Turquia, você terá a missão de comandar esse time em quadra.

VAREJÃO

Nosso outro brasuca na NBA teve atuação tímida na rodada deste sábado. Ontem, na vitória do Cleveland sobre o Philadelphia por 97-91, foram quatro pontos e sete rebotes; mas houve dois tocos também, que a gente não pode e nem deve desprezar.

Ficou 27 minutos em quadra; J.J. Hickson jogou 32. Hickson, que tomou conta da posição, marcou 14 pontos.

Pontuar é muito importante no Cavs. Tira um pouco da pressão em cima de LeBron James.

Não é fácil ficar o tempo todo tendo a responsabilidade de pontuar. Pontuar, pontuar, pontuar; não deve ser fácil interpretar esse papel.

Por isso, Hickson tomou a vaga de Varejão. Desde que isso aconteceu, a média do ex-pivô de North Carolina State passou de 2.5 pontos para 15.7 pontos por jogo.

Os números justificam a predileção de Mike Brown por Hickson neste momento.

Mas a temporada está apenas começando. Varejão tem ótimos serviços prestados pela franquia.

Aliás, todos reconhecem isso. Não fosse assim, não o Cavs não estaria pagando US$ 6.36 milhões para o capixaba jogar esta temporada.

CONSTRANGEDOR

É de dar pena, é de partir o coração o momento em que vive o New Jersey. É a única franquia que não conseguiu vencer no campeonato.

Foram 13 jogos e 13 derrotas. Perdeu seis jogos em casa e sete fora. O pior início na história da franquia.

Ontem o time foi dobrado pelo New York (isso mesmo, pelo New York!) dentro de casa, por 98-91. É de dar pena, é de partir o coração.

O Nets cai na estrada a partir de terça-feira. Serão quatro jogos longe do Garden State. Na ordem: Denver, Portland, Sacramento e Lakers.

Alguém aposta em vitória do New Jersey?

Se o Nets ganhar um jogo, eu pago a próxima rodada. Já avisei o Labica.

Wizards Spurs BasketballALELUIA!

JP e a galera que torce pelo San Antonio deve estar de ressaca neste domingo. Tomaram todo o estoque de cerveja do nosso botequim.

O time voltou a vencer depois de três derrotas consecutivas! E a vítima não pode ser desprezada: Washington (106-84).

Colocar 22 pontos em cima do Wizards, com Gilbert Arenas, Antawn Jamison e Caron Butler não é mole não; e foi o que aconteceu.

Os Três Tenores só não estiveram afinadíssimo porque Manu Ginobili, contundido, ficou com trajes civis vendo a partida do lado de fora. Em compensação, Tony Parker (fotro AP) cravou 17 pontos, oito assistências e seis rebotes, enquanto que Tim Duncan marcou 16 pontos, nove rebotes e sete assistências.

Uma dupla da pesada, que provocou muito barulho no AT&T Center.

Richard Jefferson aos poucos vai se entrosando com o time e com o sistema de jogo de Gregg Popovich. Marcou 15 pontos, mas o mais importante é que anulou Butler, que ficou limitado a míseros oito pontos, ele que tinha 17.7 pontos de média por partida.

Foi a quinta vitória do Spurs na temporada. Todas elas dentro de casa.

Isso preocupa.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009 Sem categoria | 11:53

MONITOR DEFINE VITÓRIA

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Seguramente foi o final mais emocionante desta temporada. Infelizmente, vítima do apagão que vitimou 12 Estados (entre eles São Paulo) da nação mais o Distrito Federal, não assisti ao vivo; vi agora pela manhã.

Valeu ou não valeu? A bola ainda estava nas mãos de Brad Miller ou não?

Creio que ainda estava. Portanto, o trio agiu muito bem ao anular a cesta milagrosa de Miller e “tirar” a vitória do Chicago e passá-la para o Denver.

Mas que foi doído, isso foi.

Quem ainda não conhece a história, vamos a ela.Nuggets Bulls Basketball

Faltava 1:55 minuto para o final do jogo quando Kenyon Martin, ao receber um passe de JR Smith (que voltou após suspensão de sete partidas), enterrou e aumentou a vantagem do Denver para quatro pontos: 87-83.

No ataque seguinte, Luol Deng tentou uma bandeja, mas tomou um toco de Nenê, que ainda pegou o rebote. No ataque colorado, o são-carlense cometeu um equívoco ao andar com a bola, isso a 1:19 do fim.

Dez segundos depois, Kirk Hinrich encestou uma bola dupla: 87-85 para o Nuggets.

O mesmo Hinrich desarmou Chauncey Billups quando o cronômetro mostrava que faltavam 56 segundos para o fim da partida. Tempo do Chicago.

O ataque seguinte ao tempo solicitado pelo Bulls foi emocionante: John Salmons errou um chute de três; Hinrich pegou o rebote e entregou a bola para Joakim Noah, que tentou a bandeja, mas tomou um toco de Martin; Derrick Rose ficou com a sobra e empatou o jogo em 87 pontos.

Faltavam 33 segundos para o final.

O Denver bateu o fundo bola e 20 segundos depois de tomar a cesta que empatou o prélio, Carmelo Anthony, da ponta esquerda do ataque colorado, encestou uma bola de dois: 89-87.

Treze segundos para o final da partida; tempo de 20 segundos para o Chicago.

Billups faz falta em D-Rose no ataque tricolor e o “muleque” do Bulls acerta os dois tiros, mostrando uma frieza impressionante para quem está há pouco mais de uma temporada na NBA. Jogo empatado novamente: 89-89.

Dez segundos para o final, o Denver bate o fundo bola e Hinrich faz falta em Billups. O armador do Denver vai para a linha do lance livre com o cronômetro marcando 0.6 segundo para o final.

Billups acerta o primeiro e coloca o Nuggets na frente em 90-89. Erra o segundo propositalmente para que o relógio corresse, certo de que quando Noah segurasse o rebote o tempo estaria zerado.

Não zerou; falta ainda 0.3 segundo para o fim do jogo.

Tempo do Chicago.

Lateral bola no ataque. Hinrich passa para Miller, que pega e arremessa: bingo!

A bola entrou, os jogadores do Bulls e os 21.409 torcedores que lotaram o United Center abraçavam-se como se o time tivesse conquistado o campeonato. Mas o trio de arbitragem, corretamente, recorreu ao monitor para ver se a cesta valeu ou não.

Depois de dez minutos debruçados diante da tela, Matt Boland, Mark Wunderlich e Eric Dalen constataram que a bola ainda estava nas mãos de Miller quando o cronômetro zerou.

Denver 90-89 Chicago.

Foi doído, mas foi o correto.

Por hoje é só.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009 NBA | 12:14

A NOITADA DE MELO E NENÊ

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Carmelo AnthonyO Denver construiu ontem à noite sua terceira vitória na temporada. Bateu o Memphis por 133-123; não foi fácil.

O time do Tennessee vendeu caro a vitória. OJ Mayo esteve impossível em quadra: anotou 40 pontos para o Grizzlies; poderia ter roubado a vitória do Denver.

É, mas do outro lado havia Carmelo Anthony. O ala do Denver marcou nada menos do que 42 pontos e comandou o time colorado.

Melo é o cestinha do campeonato até o momento com uma média de 37.7 pontos por jogo! Muita coisa.

Nas três partidas disputadas até agora, sua menor produção foi na contenda de estréia, quando marcou “apenas” 30 pontos frente ao Utah. Na sequência, anotou 41 contra o Portland, fora de casa — e fez 42 ontem, como vimos.

ECO

É claro que a vitória do Denver não se resumiu aos 42 pontos de Carmelo Anthony. Seu jogo reverberou em seus companheiros.

Outros quatro atletas do Nuggets terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. A saber: Chauncey Billups 22, Nenê Hilário 18, Kenyon Martin 16 e Chris Andersen 12.

Mais do que isso: o Denver foi um time solidário em quadra. Fez 36 assistências contra 27 do Memphis.

BRASUCA

Nenê realizou uma grande partida. Não apenas pelos 18 pontos marcados, mas também pelo seu aproveitamento nos arremessos: acertou os seis tentados (100%).

Além disso, apanhou nove rebotes e deu seis assistências. Quase um “triple-double”? Não, ficou um pouco longe.

Mas quase saiu mais cedo do jogo: cometeu cinco faltas. Nenê precisa resolver esta questão, pois, como sempre digo, ele é importante para o time em quadra e não sentado no banco.

DEFESA

Kobe Bryant fez 41 pontos na vitória do Lakers diante do Atlanta por 118-110. Mas o nome do jogo foi Ron Artest.

Phil Jackson, ao ver Joe Johnson anotar 18 pontos no primeiro quarto do jogo, chamou Artest e disse que ele teria que conter o avanço inimigo.

Não deu outra: nos três quartos seguintes, com Artest fungando no cangote, JJ anotou apenas nove pontos.

E assim o Lakers construiu sua segunda vitória na competição.

Se alguém tinha dúvida se a troca de Artest por Trevor Ariza foi boa ou não, creio que depois do que foi mostrado ontem no Staples Center de Los Angeles essa dúvida dissipou-se.

VITÓRIA

Vocês se lembram do Toronto, que na segunda rodada deu uma sova no Cleveland em seu Air Canadá Centre? Pois bem: ontem, no mesmo palco, o Orlando, outro dos favoritos ao título, foi lá e venceu.

E mesmo sem Vince Carter, lesionado no tornozelo.

A vitória tem que ser creditada para os armadores do time: Jameer Nelson e JJ Redick. O primeiro fez 30 pontos, o segundo, 27.

Ah, sim, o Orlando jogou não apenas sem Carter, mas também sem Rashard Lewis, que segue suspenso pela NBA.

Quando esses quatro estiverem ao mesmo tempo em quadra, sai debaixo.

Os que apontaram o Orlando como um dos favoritos ao título do Leste, esfregam as mãos neste momento. O Magic, realmente, encanta com seu jogo sólido e equilibrado.

ROTINA

Boston Celtics

O Boston venceu novamente. Chegou a seu quarto triunfo nesta temporada, onde permanece invicto.

Diante dos fãs em seu TD Garden, o Celtics impôs-se ao New Orleans ao fazer 97-87.

Deem uma olhada nas pontuações: Paul Pierce 27, Ray Allen 17, Kevin Garnett 14 e Kendrick Perkins e Rasheed Wallace com 12 pontos cada um.

Podemos chamar isso de socialismo alaranjado?

Creio que sim.

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terça-feira, 16 de junho de 2009 NBA, Seleção Brasileira | 13:01

NENÊ DEVE DESFALCAR A SELEÇÃO

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Nene Hilario

Nos jogos que tem comentado pelo SporTV pelas finais do Campeonato Brasileiro, Leandrinho Barbosa deixa claro que vai jogar pela seleção brasileira a Copa América. Ótimo, resta-nos saber, agora, qual será o comportamento de Anderson Varejão e Nenê Hilário em relação ao torneio que será disputado em Porto Rico em agosto próximo.

Navegando pela internet, visitei a edição eletrônica do “Denver Post”. Há uma longa entrevista com George Karl.

Entre as muitas perguntas feitas ao treinador do Nuggets, uma delas se refere ao são-carlense. Vamos reproduzí-la:

P – O que você pode dizer sobre o antebraço esquerdo de Nenê, contundido no final da partida [contra o Lakers]?

R – Ele quebrou um osso de seu braço e isso levará um certo tempo para curar. Isso vai limitar um pouco seus movimentos, mas ele estará apto para a pré-temporada.

P – Ele vai jogar pelo Brasil no verão [Copa América]?

R – Não, acho que não.

Sempre há um problema – e não desculpa. Nenê de fato quebrou o braço, como há dois anos lutava contra o câncer testicular.

Tudo indica que ele vai mesmo ficar de fora da Copa América. O DM do Denver deve vetá-lo, preocupado com a recuperação do jogador e consequentemente com a próxima temporada.

Pois bem, resta então saber o que Varejão vai decidir. Ele, assim como Nenê, tem um problema e tanto pela frente, não de contusão, mas de contrato.

Seu acordo com o Cleveland prevê mais uma temporada com o time. Mas ele tem o direito de testar o mercado; ou seja, ver se aparece outra equipe disposta a pagar mais do que os US$ 6.2 milhões que ele tem garantido com o Cavs.

Tem, como disse, mais um ano de contrato. Um novo acordo com nova equipe – ou mesmo com o Cavs – pode ampliar seu horizonte em termos salariais.

Com certeza, Varejão estará concentrado nisso. Isso não se resolve do dia para a noite; leva tempo.

Será que ele estará na Copa América?

Usando as mesmas palavras de George Karl, eu digo: não, acho que não.

E a pergunta que fica é a seguinte: qual seria a disposição de Leandrinho em vestir a camisa da seleção novamente, mas sem Nenê e Varejão? Será que ele estaria disposto de ser a estrela solitária da companhia e absorver toda a carga de cobranças que virá de todos os lados em caso de insucesso da seleção?

Para esta pergunta eu não tenho resposta.

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sábado, 30 de maio de 2009 NBA | 02:24

A FORÇA DE UM FINALISTA

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Pela trigésima vez em sua história o Lakers chega a uma final da NBA. É o time que mais vezes esteve decidindo um título da maior liga profissional de basquete do planeta.

Chega encorpado pela vitória contundente diante do Denver por 119-92. Pra ninguém botar defeito e/ou contestar.

Pela primeira vez nestes playoffs o Lakers jogou como um campeão. Pela primeira vez nestes playoffs o Lakers mostrou que pode ganhar o título.

Até esta partida contra o Denver só havia dúvidas. A boa vitória do jogo passado foi conquistada em Los Angeles; por isso mesmo deixou uma ponta de dúvida em todos nós.

Além disso, à exceção de Kobe Bryant e Pau Gasol – às vezes –, ninguém tinha dado ainda a cara pra bater. Um jogo aqui, outro ali, os outros apareciam – mas não com a eficiência de um candidato ao título.

Nos dois últimos jogos tudo foi diferente. O Lakers jogou como um time, comandado por um grande jogador.

Kobe foi decisivo, letal, como são os jogadores diferenciados. Anotou 35 pontos, deu 10 assistências e apanhou seis rebotes.

Mas não jogou sozinho. O espanhol, como já destaquei, voltou a jogar como um pivô dominante: 20 pontos, 12 rebotes e seis assistências. Apareceu também como o jogador que mais desarmes fez na partida: três.

Foi a companhia que todo craque quer ter – e precisa. Companhia que LeBron James ainda não encontrou nestes playoffs.

Como disse no começo desta nossa conversa, não foram apenas os dois que brilharam. O Lakers jogou como um time.

Lamar Odom veio do banco e adicionou 20 pontos e oito rebotes; Trevor Ariza contribuiu com mais 17 tentos, sendo que dez deles foram produzidos no primeiro quarto; e Luke Walton presenteou o time com uma dezena importante de pontos, ajudando nos momentos chaves da peleja.

Os demais, se não tiveram um duplo dígito na pontuação, não desperdiçaram suas oportunidades. Tanto que o Lakers teve um aproveitamento muito bom nos seus arremessos de quadra: 57.3% (43-75).

Deles, 9-16 foram atrás da linha dos três: 56.3%.

Quer o melhor? Pois não: nos lances livres os angelinos acertaram todos os 24 cobrados!

Com números assim não perde mesmo – como não perdeu.

A vantagem prosseguiu nos rebotes (38-27) e nas assistências (28-14). Neste último fundamento, ficou claro o jogo solidário da equipe californiana.

“A gente sabia que iria vencer, porque usamos todas as nossas armas, evitando concentrar o jogo em Kobe ou em mim”, disse Gasol. “Nós temos realmente um grande time e temos que usar todos os nossos jogadores. E é isso o que estamos fazendo para vencer”.

E foi isso mesmo o que ocorreu. Mas, é bom que se frise, uma vez mais, o que Gasol declarou vale para os dois últimos jogos.

A comemoração, depois da partida, existiu. Mas foi contida (foto AP); afinal, todos sabem que o mais importante está por vir.

A decisão começa na quinta-feira. Em Los Angeles, se o Orlando se classificar; em Cleveland. se der Cavs na final.

De terça, não passa. A partir daí uma nova história começará a ser escrita.

PROGRESSO

O Denver ficou; infelizmente para nós brasileiros. Creio que a maioria torceu para o Nuggets ganhar esta série pela presença de Nenê.

E o brazuca de São Carlos não decepcionou seus torcedores nesta temporada. Foi, ao contrário do que muitos pensavam, um jogador chave na equipe colorada.

Contribuiu e muito para o time se classificar para os playoffs. Na fase decisiva, se voltou a se enrolar com as faltas, quando esteve livre delas mostrou que é um jogador decisivo.

Nenê, como o Denver, aprendeu muito nesses playoffs.

Tenho certeza que esse time, na próxima temporada, com um ajuste aqui, outro ali, voltará a ser força na Conferência Oeste.

Neste campeonato, chegou comendo pelas beiradas. Poucos acreditavam que o time pudesse chegar aonde chegou – eu mesmo não apostava nem um níquel sequer na equipe.

Quebrei a cara. Mas livro-me da condenação porque a adição de Chauncey Billups foi fundamental para o time mudar a cara nesta temporada. E ela ocorreu com o torneio em andamento.

Billups, Carmelo Anthony, Kenyon Martin e Nenê estão garantindo para o próximo campeonato. O Denver precisa arrumar um “shooting guard” – esse jogador não é Dahntay Jones e nem J. R. Smith.

Ir às compras, no verão norte-americano, é preciso. Encontrar a porta certa para bater é mais importante ainda.

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sexta-feira, 29 de maio de 2009 Sem categoria | 21:59

VAMOS PALPITAR?

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Após o treino desta manhã em Denver, o técnico George Karl disse que o Nuggets tem que resolver três graves problemas apresentados no jogo passado, em Los Angeles, se quiser vencer a partida de logo mais diante do Lakers.

A saber:

1) melhorar o aproveitamento nas bolas de três (J. R. Smith fez 1-10 no último encontro!);

2) calibrar os lances livres (23-30 na partida passada);

3) manter Nenê em quadra e não no banco por causa das faltas.

Penso que ele está mais do que correto; está corretíssimo. Esses foram realmente os problemas que o Denver encontrou no jogo de quarta.

E o Lakers, o que tem de ajustar para a partida de logo mais no Colorado?

1) manter acesa a chama de Lamar Odom;

2) Pau Gasol tem que continuar sendo importante suporte de Kobe Bryant;

3) o camisa 24 do Lakers tem que manter a inteligência do jogo anterior e fazer o time jogar como um todo.

O Lakers quer resolver a questão esta noite, mesmo sabendo que tem a vantagem de decidir em casa se vier a ser derrotado daqui a pouco. Ninguém quer dar sopa para o azar, mesmo sabendo que nos jogos 7 os times visitantes têm um recorde de apenas 21-83.

Phil Jackson, Kobe e o grupo tomam o exemplo do Orlando nestes playoffs, que foi a Boston e venceu o Celtics no jogo 7. Quer dizer, difícil para quem está “on the road” é, mas não é impossível.

Vamos palpitar? Torço demais pelo Denver e principalmente por Nenê, vocês sabem disso, mas acho que o Lakers liquida a fatura logo mais.

E vocês, o que pensam?

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terça-feira, 26 de maio de 2009 NBA | 12:58

LAVADA NO COLORADO

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Nene e MArtinFoi uma batalha desigual; por isso mesmo, o jogo mais desequilibrado destes playoffs. Os números não me deixam mentir: Denver 120-101 Lakers.

Poderia ter sido de muito mais. A diferença de 19 pontos chegou a 21. E lá ficaria – ou progrediria – se os jogadores não fossem poupados em quadra.

Kobe Bryant anotou 34 pontos para o Lakers. Mas foram insuficientes para evitar o vexame.

O time de Los Angeles foi um poço de equívocos. Mal nos rebotes, cometeu muitos erros, desempenho ruim nos arremessos de três, pouco solidário em quadra.

Enfim, uma atuação para ser esquecida.

Em contrapartida, o Nuggets foi o oposto. Tudo o que o Lakers fez de errado, o time colorado fez certo.

A briga pelos rebotes, por exemplo, foi desigual: 58-40 em favor dos anfitriões. Nos ofensivos, então, nem se fala: 20-9.

Este foi talvez o fundamento que levou o time da casa à vitória. Se um jogador errava um arremesso, aparecia alguém para apanhar o rebote e reiniciar o ataque.

E nesse aspecto do jogo Nenê foi muito importante: apanhou 13, sete deles no ataque – o jogador em quadra com melhor desempenho nos rebotes ofensivos. Kenyon Martin colaborou com mais 15 e Chris Andersen com outros 14.

Muita gente tendo um duplo dígito neste importante fundamento. Time que possibilita isso ao adversário não pode mesmo querer ganhar a partida.

Do lado do Lakers, Pau Gasol foi solitário nesta batalha inglória: apanhou uma dezena. Os demais não chegaram a um duplo dígito.

Além disso, sete jogadores do Denver terminaram a partida com dez pontos ou mais. Chauncey Billups e J. R. Smith fizeram, cada um, 24 pontos. Carmelo Anthony, 15; Nenê, 14; Martin, 13; Dahntay Jones, 12; e Linas Kleiza, 10.

Do lado californiano, apenas quatro atingiram tal marca: Kobe com 34; Gasol, 21; Andrew Bynum 14; e Jordan Farmar, 10.

O desespero de Kobe em quadra, tentando diminuir a diferença com insistentes e incompreensíveis chutes de três pontos, foi outro retrato irretocável da debacle angelina. Kobe fuzilou dez vezes o aro colorado: acertou o alvo apenas duas vezes (20.0%); não teve desconfiômetro.

Foi o principal colaborador para a performance pífia do time neste fundamento: 9-31 (29.0%).

Outro que mais uma vez irritou os torcedores foi Derek Fisher: 1-5 nas bolas triplas (20.0% também). Fisher em quadra é algo que realmente não dá para se entender.

Finalmente, outro aspecto importante do jogo foi o comportamento dos reservas. Quarenta e dois pontos saíram do banco do Denver, enquanto que apenas 24 vieram das poltroninhas do Lakers.

Banco, alguém já disse aqui nesse botequim, ganha jogo.

GOLEADA

Kobe Bryant

Foi uma lavada; ninguém discute isso. O jogo que o Denver apresentou foi de encher os olhos – perdoem-me pela fragilidade da frase, mas não encontrei nada melhor.

Carmelo Anthony, a grande estrela do time, ontem foi mal. Bem, mas Chauncey Billups e J. R. Smith estiveram sensacionais.

Compensaram a má noitada do parceiro de time, que teve motivos para não ter mantido sua média: Melo jogou com dores estomacais e ainda por cima torceu o tornozelo direito durante a partida. Terminou o combate noturno com apenas 3-16 nos arremessos (18.7%), sendo que errou suas dez primeiras tentativas.

Tudo bem, pois, como disse, Chauncey e J. R. livraram a cara do amigo, principalmente Smith, que encestou quatro de seus nove tiros de três e com eles jogava sempre um balde de água fria sempre que o Lakers pensava em reagir.

A principal mensagem que o Denver passa para seus adversários é: há vida sem Carmelo Anthony.

Isso não ocorre em Los Angeles e nem em Cleveland.

Orlando sabe do que o Denver fala.

COMPORTAMENTO

Vocês observaram o comportamento de Nenê nos rebotes? Ao contrário do que fez em todo o campeonato, desta vez ele fazia um bloqueio no pivô adversário (Gasol ou Bynum) e ia com furor atrás do ressalto.

Nos jogos que antecederam o embate de ontem, o são-carlense se atracava com o grandalhão adversário e se esquecia de pular na bola. Por isso, teve médias de menos de oito rebotes por partida na temporada regular.

Ontem, com posicionamento correto, apanhou 13, como vimos.

O que será que houve para Nenê mudar de atitude? Quem foi o responsável por isso?

Não importa, mais pra frente, quem sabe um dia, a gente descobre. O que vale é que, com esta nova postura Nenê vai melhorar e muito sua performance em quadra.

Ganham ele e o Denver, que está vivíssimo nesta série.

Ganhar em Los Angeles não é coisa de outro mundo. O Nuggets já fez isso uma vez.

Por que não repetir o feito?

SUJEIRA

O que ocorre com Dahntay Jones? Será que ele acredita que sendo sujo em quadra ele vai desestabilizar Kobe Bryant? Tirá-lo do eixo?

Se a idéia for essa, pra mim é repugnável. Só espero que o trio de arbitragem esteja mais atento nos próximos jogos.

Não faço parte da turma que quer ganhar a qualquer custo. Gosto da ética e do “fairplay”.

 

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domingo, 24 de maio de 2009 NBA | 11:08

LADRÃO PROFISSIONAL

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Travor Ariza na marcação de NenêE não é que ele estava lá novamente? Foi a repetição da história do primeiro jogo entre Lakers e Denver.

A roubada de bola de Trevor Ariza depois do lateral liquidou com a esperança do Nuggets em vencer a partida. Faltavam apenas 36 segundos para o fim do cotejo e desta vez, ao contrário do primeiro encontro em Los Angeles, quem cobrou a reposição de bola foi Kenyon Martin e não Anthony Carter.

Ou seja, um gigante e não um baixinho – e de nada adiantou.

“Trevor é muito astuto, tem grande envergadura, é bem rápido, é um ladrão de bolas”, definiu Kobe Bryant após a partida.

O que aconteceu foi o seguinte – se é que você não sabe: o Lakers vencia a partida por 97-95 a pouco mais de meio minuto para o final. Lateral para o Denver; K-Mart na bola.

O passe era para Carmelo Anthony, mas Ariza fez a leitura correta da jogada inimiga. Tomou a bola de Melo e recebeu a falta na sequência.

Foi até a linha do lance livre, acertou o par de arremessos e colocou o Lakers na frente em quatro pontos: 99-95.

Isso liquidou com as pretensões do Denver, como disse anteriormente.

Mesmo com a diferença caindo para dois pontos após dois lances livres de Carter terem atingido o alvo, Bryant fez o mesmo com quatro deles, colocando números finais no marcador em 103-97.

Mais um jogo emocionante deste que é, seguramente, um dos mais emocionantes playoffs dos últimos anos na NBA.

DIFERENÇA

A jogada de Trevor Ariza deu o tom final da partida. Mas o cara – como diz Romário – foi Kobe Bryant. O armador do Lakers anotou 41 pontos e destruiu a defensiva inimiga.

Recebeu marcação de um punhado de gente adversária, mas ninguém encontrou a medida exata para contê-lo em quadra. O camisa 24 fez nada menos do que oito dos dez pontos do Lakers no final da contenda.

Assim como LeBron James no Cleveland, Kobe Bryant carrega o Lakers nestes playoffs. Mas é claro que ele conta com ajuda.

O lance de Ariza, mencionado anteriormente, foi uma delas. Exímio ladrão de bolas “down the strecht”, o ala do Lakers também contribuiu com 16 pontos.

E não dá para esquecer o que Pau Gasol fez em quadra: 20 pontos e 11 rebotes.

O resto do time? Bem, Kobe jogou por ele.

Kobe Bryant

VANTAGEM

Com o resultado, o Lakers recupera a vantagem de quadra, pois abre 2-1 na série e joga mais pressão pra cima do Denver. Sim, pois nos dois primeiros embates, o Nuggets entrou sem qualquer responsabilidade: a obrigação de vencer era do Lakers, que atuava em seu ginásio.

Com a vitória no segundo encontro, o Denver voltou para casa pressionado pela necessidade de vencer os dois prélios seguintes para não devolver a vantagem de quadra para o time californiano.

Fracassou na primeira tentativa. Agora tem que vencer para sobreviver; a pressão aumentou ainda mais.

Se o time colorado voltar a perder amanhã à noite em seu Pepsi
Center adeus viola. O Lakers poderá fazer 4-1 na partida da quarta-feira e se qualificar para as finais desta temporada.

Portanto, vencer amanhã é fundamental para o Denver continuar vivo nesta série.

NÚMEROS

Depois de 16 jogos invictos em seu Pepsi Center, o Nuggets perdeu. Foi também a primeira derrota do time do brasileiro Nenê em casa nestes playoffs.

Por falar em Nenê, o são-carlense fez um ótimo primeiro tempo. Marcou 13 pontos e apanhou quatro rebotes.

Na etapa final… Bem, pegou mais dois rebotes e não marcou ponto algum. Enrolou-se uma vez mais com as faltas e ficou boa parte no banco de reservas.

Confesso que esperava mais de Nenê nos momentos decisivos. Quase sempre ele está do lado de fora.

E isso é emblemático; vai ao encontro do que disse Oscar Schmidt, se não estou enganado. Segundo ele, nossos jogadores da NBA não têm a responsabilidade de decidir partidas. Assim, quando estão na seleção brasileira e têm esta missão, não sabem o que fazer, pois, como disse, não estão acostumados a ela.

POBREZA

Já disse aqui neste botequim: o sucesso de um time ou outro passa pelo freio imposto ao principal jogador adversário.

Ontem a defensiva do Lakers conteve Carmelo Anthony, que tinha estraçalhado nos dois primeiros jogos. Depois de ter anotado 39 e 34 pontos respectivamente, na noite passada Melo marcou apenas 21 pontos.

Deles, apenas três foram no segundo tempo. No total, acertou só quatro de seus 13 arremessos.

Mesmo que você não consiga conter o principal jogador adversário, sua estrela precisa estar no nível da estrela inimiga. Foi o que ocorreu no segundo jogo da série, em Los Angeles.

Na noite de quinta-feira passada, Kobe marcou 32 pontos, mas Carmelo estava com a mão na forma, bem calibrada. Equilibrou o confronto.

Se o adversário contém seu principal jogador e você não faz o mesmo com o dele, não tem jeito.

E foi o que aconteceu ontem em Denver.

GARANTIDO

O próximo jogo, como disse, será amanhã à noite no Pepsi Center. Havia uma colisão de datas com um espetáculo (sic) de luta livre.

Mas os artistas (sic) briguentos foram deslocados para o Staples Center de Los Angeles e o Pepsi Center estará desocupado e a quadra de basquete continuará intacta.

FRASES

“Preciso de mais tempo em quadra”—Andrew Bynum.

“Você os terá se jogar melhor”—Phil Jackson.

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sexta-feira, 22 de maio de 2009 NBA | 11:59

UMA VITÓRIA E TANTO

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Kobe BryantDe heróis a vilões.

Trevor Ariza, que deixou a quadra do Staples Center, terça-feira passada, celebrado pela roubada de bola final diante de Chauncey Billups, ontem foi desarmado por Nenê a 15 segundos da última buzinada e perdeu a chance do ataque. O Lakers perdia por 103-101.

Derek Fisher, que no primeiro confronto da série acertou três bolas triplas e anotou um total de 13 pontos, ontem fez só três, fruto da única bola tripla que atingiu o alvo das cinco tentadas. Fish ainda arremessou mais quatro vezes, estes de dois pontos, todos equivocados.

Este foi o sentimento da torcida ontem ao deixar o Staples com o telão central do belíssimo ginásio de Los Angeles estampando a vitória do Denver por 106-103. Com ela, o Nuggets quebrou um tabu de 11 triunfos consecutivos do Lakers em playoffs e empata a série decisiva do Oeste em 1-1.

O próximo jogo está marcado para amanhã à noite, em Denver, às 21h30 de Brasília. O Nuggets não perde em seu ginásio desde o dia nove de março passado, tendo enfileirado um total de 16 vitórias.

Como o time colorado venceu? Alguns fatores foram importantes, entre eles a defesa em cima de Kobe Bryant (acima, em foto Getty Images).

O camisa 24 do Lakers anotou 40 pontos no primeiro jogo; ontem, marcou 32. O volume de jogo de Bryant na partida inaugural da série foi também muito maior.

Kobe arremessou um total de 28 bolas na terça-feira; ontem, caiu para 20. Isso foi fruto da ótima defesa exercida pelo Denver especialmente no último quarto.

É certo que Kobe fez nove pontos no período referido, mas eles foram frutos de duas bolas de três e uma de dois. Sabe quantas vezes ele visitou a linha do lance livre no quarto final?

Isso mesmo, nenhuma.

O Denver soube trancar a porta de seu garrafão, afastou Kobe do lance livre, o que foi uma esperteza e tanto, pois o jogador tinha acertado todos os dez arremessos da linha fatal.

Kobe é um gigante quando o jogo está para se encerrar. Na primeira partida, marcou 18 pontos no último quarto. Teve um volume muito grande; bateu nove lances livres e acertou todos.

Ontem, como vimos, isso não aconteceu.

Foi o que eu disse: se o Denver quiser vencer a série, precisa tirar um pouco do volume de jogo de Kobe Bryant. Especialmente no final das partidas.

Ontem, como vimos, isso aconteceu.

GIGANTES

Nene e Paul Gasol

Carmelo Anthony foi grande novamente. No primeiro jogo, anotou 39 pontos; ontem, 34.

Ao contrário do primeiro jogo, quando teve de levar o time nas costas, ontem Melo encontrou eco em Chauncey Billups. O armador, que tinha feito 18 tentos no embate de terça, anotou 27 na noite passada.

Ajuda e tanto.

Além dos dois, não há como não mencionar o trabalho de Nenê (acima, em foto Getty Images). O são-carlense foi igualmente um gigante em quadra.

Se não pontuou como o habitual, foi muito bem nos rebotes. Além disso, fez o desarme final que foi muito significativo também.

Nenê terminou a partida com seis pontos, nove rebotes, seis assistências (o líder do time na partida de ontem), três tocos e um desarme.

Palmas para o nosso brazuca!

Finalmente, Linas Kleiza surge do nada e acrescenta 16 pontos e oito rebotes. Esse tipo de surpresa, quando acontece, o adversário vai a nocaute.

Foi o que aconteceu com o Lakers ontem.

MOEDA

O que o Lakers tem que fazer para ganhar em Denver? Ora, aplica-se ao time de Los Angeles o mesmo que tenho dito sobre Kobe Bryant: é preciso diminuir o volume de jogo de Carmelo Anthony.

Mas aí pode surgir Chauncey Billups.

O que fazer?

Este é o problema: Kobe tem se desdobrado na marcação dos dois. Ontem Ariza ficou mais em Melo e Bryant em Billups.

Derek Fisher está velho e não consegue marcar o armador do Denver. Se Kobe gruda em Billups, Ariza tem que fazer o mesmo em Melo.

Enfim, seja quem for o parceiro de Kobe na marcação, este precisa ser mais eficiente e, como disse, diminuir o volume de um ou de outro.

Não vai ser fácil vencer em Denver – mas não é impossível de jeito nenhum. Como disse o técnico George Karl depois da partida, esta será uma série longa.

Não tem nada definido – assim como na série do Leste.

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