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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012 NBA | 13:47

PORTLAND, UM TIME E SEU TRAUMA

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Durante a transmissão do jogo Atlanta x Miami, Charles Barkley mandou o seguinte: “O Portland é o melhor time da NBA no momento”.

Foi com esta frase na cabeça que eu assisti ao combate entre Portland e Lakers. E gostei muito do que vi.

Não sei se o Portland é o melhor time da NBA, mas que está entre os melhores, neste momento, isso está. Na vitória de ontem diante do Lakers, em seu Rose Garden (20.444 torcedores, lotação completa), por 107-96, o Blazers comportou-se como um time que tem sérias pretensões neste campeonato.

A harmonia de seu jogo chamou a atenção. Marcou e atacou com a mesma precisão. As bolas longas do Lakers, por exemplo, foram muito bem vigiadas, tanto que o time da Califórnia errou todos os seus 11 arremessos. Kobe, que terminou com 30 pontos, fez 0-4 e só não foi pior que Steve Blake, que fez 0-5.

Tão importante quanto marcar fora foi a defesa no jogo interior. Andrew Bynum, que vinha sendo um terror para seus adversários, entrou no segundo tempo com 14 pontos e 7-7 nos arremessos. Vinha dominando completamente Marcus Camby.

Foi então que o técnico Nate McMilan, um especialista em defesa (faz parte do “staff” da seleção dos EUA, cuidando exatamente deste aspecto do jogo), tirou Camby e colocou o veterano Kurt Thomas, 39 anos, o jogador mais velho em atividade na NBA. Faltavam 3:19 para o final do quarto quando Thomas (foto) entrou e limitou Bynum, a partir daí, a apenas cinco pontos apenas, sendo que três deles foram através de lances livres.

Aliás, a defesa do Portland neste período foi espetacular, o alicerce para a vitória que se consumou ao final da contenda. O Blazers venceu o período por 32-18 e limitou o Lakers a 5-20 (25,0%) de seus arremessos.

Controlado Bynum e os chutes de longa distância, o Portland concentrou sua atenção no jogo ofensivo. Como Bynum é um jogador lento, os anfitriões passaram a explorar o “fast break”.

Foram 11 pontos de contra-ataque durante todo o jogo, nove deles no terceiro quarto, que, como vimos, foi o período em que o Blazers venceu a partida.

Além de formar um conjunto interessante, o Portland tem jogadores não menos.

LaMarcus Aldridge é a referência do time. Não chega a ser um “franchise player”, mas o cara impõe respeito. Terminou a partida com 28 pontos e dez rebotes. Na temporada, tem média de 23,2 pontos por jogo.

Gerald Wallace (foto abaixo), que chegou na temporada passada, é outro jogador muito importante. Não tem a mídia de muitos outros, mas é extremamente eficiente.

Deixou a quadra com 31 pontos, dez deles no terceiro período. Marcou Kobe no final e controlou a estrela adversária. Tem 17,2 pontos de média na temporada.

O jogo de transição, que levou o Lakers à loucura no terceiro quarto, foi comandado pelo armador Raymond Felton. Rápido, preciso nas infiltrações e nas assistências, Felton tem médias de 12,0 pontos e 7,5 assistências na temporada.

Descoberto pelo aposentado treinador Jerry Sloan, Wesley Matthews é outra preciosidade do time do Oregon. Você sabia que Wesley não foi draftado? Ele apareceu em dois “summer camps” em 2009, jogando pelo Sacramento e depois pelo Utah. Sloan, depois do que viu, ofereceu um contrato para o jogador.

Na temporada passada, já atuou pelo Blazers. Nesta, continua a pavimentar sua estrada dentro da liga. No jogo de ontem, foram 16 importantes pontos (3-4 nas bolas de três). Na temporada, está com 15,5 pontos de média.

Do banco vem Jamal Crawford. Foi ativo especialmente no segundo tempo, quando marcou 13 de seus 17 pontos, oito deles no quarto final. Jamal provoca estragos na defesa adversária, esta é a sua especialidade. Tem 14,2 pontos de média neste início de competição.

Outro reserva de destaque é o francês Nicolas Batum. Ontem esteve discreto, anotou apenas dois pontos, mas tem sido muito eficiente na temporada: é outro que tem um duplo dígito de média no torneio, com exatos dez tentos por partida disputada.

Também durante o confronto entre Atlanta e Miami, Charles Barkley, que fez parte do “Dream Team” dos Jogos Olímpicos de Barcelona-92, eleito um dos 50 maiores jogadores da história da NBA, mandou outra: “O mais difícil num jogo de basquete é o arremesso. Esse é o aspecto mais complicado do jogo”.

Pois bem, um time que tem nada menos do que seis jogadores com duplo dígito de média, que conta com uma defesa eficiente e que tem em seu ginásio um dos mais quentes da liga, é de fato um contendor de respeito nesta temporada.

O meu temor em relação ao Portland é que a história dos últimos anos se repita novamente: entra sempre como uma das forças do Oeste, mas nunca chega. Nem final de conferência disputa.

E por que isso ocorre? Não sei dizer. Desconfio que tenha a ver com o emocional, algo relativo a confiança, pois o time é bom e mete medo nos adversários.

Mas o fato é que nunca chega.

DECISIVO

Sem contar com Dwyane Wade e LeBron James, contundidos, o que se esperava era uma vitória do Atlanta diante do Miami. Mas ela não veio.

Depois de três prorrogações, o Heat bateu o Hawks por 116-109 para surpresa geral da nação. Sim, pois o Atlanta tinha vencido o Miami, no começo da semana, no sul da Flórida, enfrentando um time completinho da silva. No dia seguinte, vendeu por um preço exorbitante a vitória ao Chicago, dentro do United Center.

Então, nada mais lógico do que a vitória de uma equipe que jogou completa diante de um time cocho.

Mas ela não veio, como vimos. E não veio principalmente por conta de um jogador: Chris Bosh.

O ala-pivô do Miami deixou a quadra exausto. Anotou 33 pontos e pegou 13 rebotes. Deu ainda cinco assistências e dois tocos.

Seu grande momento foi no final do tempo regular, quando o Atlanta vencia a partida por 93-90. CB1 (foto) recebeu a bola de Mario Chalmers e mesmo bem marcado por Marvin Williams, arremessou de três e levou o jogo para a primeira prorrogação.

Bosh mostrou ontem o Bosh dos tempos de Toronto. E mostrou ser um “clutch player”, algo que LeBron James não é.

LBJ, aliás, foi eleito o jogador da semana da Conferência Leste. São os jornalistas que votam.

Como já disse aqui, a mídia norte-americana é manipuladora. Ela quer transformar LBJ em um jogador inesquecível. Ele foi eleito o melhor da atualidade em votações realizadas por dois sites importantes: ESPN e SLAM. Foram jornalistas que votaram, volto a frisar.

LBJ precisa, no entanto, provar em quadra que é merecedor desta distinção. Precisa ser um jogador decisivo nos momentos importantes das partidas e ganhar um anel.

Aliás, a brincadeira que se faz é que deste ano não passa: LBJ vai ganhar um anel. Ele tornou-se noivo da mãe de seus dois filhos e o casamento está marcado para o verão norte-americano.

As alianças já foram compradas.

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domingo, 18 de setembro de 2011 Basquete europeu | 19:23

ESPANHA: UM TIME IMBATÍVEL? PERTO DISSO…

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Não dá para ganhar da Espanha. E a Espanha é o único selecionado que pode ameaçar o reinado dos EUA, desde que os norte-americanos contem com Kobe Bryant, LeBron James e Dwyane Wade. Se os estadunidenses aparecerem com um selecionado sem essas estrelas, corre o risco de colocar a prata no peito.

Não dá mesmo pra ninguém da Europa ganhar da Espanha. Na metade do terceiro quarto da final da Euroleague, bem que a França tentou reagir. Encurtou uma desvantagem que estava em 13 pontos, baixou-a para seis, depois que Joakim Noah acertou um “jump shot” (60-54).

Mas aí apareceu o MVP do torneio. Juan Carlos Navarro acertou uma pedrada de três; depois, Tony Parker perdeu a posse de bola e no contra-ataque espanhol José Calderón fez mais dois e a diferença voltou para 11 pontos.

Não tem jeito; não dá mesmo para ganhar da Espanha. Os ibéricos foram um time poderoso. Têm Navarro, Calderón, Ricky Rubio. Quer mais? Têm os irmãos Gasol, Pau e Mark, além de Serge Ibaka. Não está satisfeito ainda? Pois não: que tal Rudy Fernandez?

Um timaço; uma baita seleção. Venceu a França na decisão da Euro por 98-85 e foi bi europeu com muitos méritos.

E olha que os franceses formam um selecionado igualmente poderoso. Olhem o time francês: Tony Parker, Florent Pietrus (irmão mais velho de Mickael Pietrus, do Orlando Magic, que não participou deste Pré-Olímpico), Nicolas Batum, Boris Diaw e Joakim Noah. À exceção de Pietrus, os outros quatros jogam e se destacam na NBA.

Foi um legítimo vice-campeão. Igualmente um timaço; uma baita seleção.

Mas não dá para ganhar da Espanha.

DESTAQUES

Juan Carlos Navarro foi o cestinha do jogo com 27 pontos, seguido por Tony Parker, com 26. O reboteiro da partida foi Pau Gasol: dez. Serge Ibaka justificou o apelido de “Rei dos Tocos”: foram cinco nesta final. Boris Diaw deu sete assistências e terminou na frente de todos. José Calderón fez quatro desarmes e foi o ladrão do jogo.

Agora um destaque negativo: lembram-se que eu falei que Parker perdeu uma bola que possibilitou um contra-ataque aos espanhóis, que fizeram mais dois pontos e levaram a vantagem para 11 pontos? Pois é: o francês foi o jogador que mais erros cometeu no confronto: cinco.

Voltemos aos destaques positivos; um, na verdade: os lances livres cobrados pelos espanhóis. Foram 24, com 22 encestados, o que deu um excelente aproveitamento de 91.7%.

Que os nossos jogadores (especialmente Tiago Splitter) vejam e revejam este jogo e se atenham a este fundamento: lance livre. Foi uma aula espanhola.

PRÊMIOS

A seleção do campeonato, escolhida pelos jornalistas que cobriram o evento, foi esta: Tony Parker (França), Juan Carlos Navarro (Espanha), Bo McCalebb (Macedônia), Andrei Kirilenko (Rússia) e Pau Gasol (Espanha).

O troféu de MVP, como já disse, acabou nas mãos de Navarro, apelidado “La Bomba”. Nem precisa explicar, convenhamos.

PRÉ-MUNDIAL

Ainda bem que o Brasil se livrou desse abacaxi. Serão três vagas para 12 selecionados que vão participar do Pré-Mundial, entre junho e julho do ano que vem, em local ainda não definido.

Rússia, Macedônia, Lituânia e Grécia vão representar os povos do Velho Continente. Um desses três vai sobrar. Acho que sobra a Grécia.

Rússia, Macedônia e Lituânia devem se classificar para os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem. Não acredito que nenhuma outra seleção no planeta tenha condições de roubar uma dessas vagas.

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011 Basquete europeu | 18:15

ESPANHA E FRANÇA SE CLASSIFICAM PARA AS OLIMPÍADAS

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Os dois classificados da Europa para os Jogos Olímpicos de Londres acabaram de ser conhecidos na tarde desta sexta-feira: Espanha e França.

No primeiro jogo do dia, os espanhóis despacharam a Macedônia vencendo por 92-80. No cotejo subsequente, os franceses fizeram o mesmo com a Rússia ganhando por 79-71.

No primeiro confronto, o ala-armador Juan Carlos Navarro (Foto Fiba) jogou uma barbaridade. Fez 35 pontos tendo acertado cinco de nove bolas de três (55.6%). Nas bolas duplas, 8/14 (57.1%). Isso deu um aproveitamento total de 13/23 (56.5%).

Desses 35 pontos, 19 foram feitos no terceiro quarto, quando o jogo começou no pau. Este foi o quarto que definiu a partida, que ao final do primeiro tempo terminou com os macedônios na frente em 45-44.

Com estas quase duas dezenas de pontos de Navarro (ex-Memphis Grizzlies), os ibéricos fecharam o terceiro quarto na frente em 71-62 e no decisivo administraram bem a vantagem obtida para vencer e se classificar para Londres.

Vale destacar — como não? — os 17 rebotes de Pau Gasol, ala-pivô do Los Angeles Lakers. Seu irmão, Mark, que atua no Memphis Grizzlies, apanhou outros dez e os dois foram responsáveis por 27 dos 47 rebotes da Espanha; ou seja: 57.4%.

Pau ainda contribuiu com 22 pontos e Mark com 11.

Serge Ibaka, o rei dos tocos atualmente na NBA, deu apenas um nesta partida. O ala-pivô do Oklahoma City Thunder, no entanto, ajudou no marcador com 11 tentos.

Do lado da Macedônia, Bo MacCalebb, nascido em New Orleans (EUA), mas naturalizado macedônio (como a gente quer fazer com Larry Taylor), anotou 25 pontos. MacCalebb, aliás, foi o condutor da espetacular campanha da Macedônia neste Pré-Olímpico que está sendo disputado na Lituânia.

Os macedônios, é bom dizer, foram os responsáveis pela eliminação dos anfitriões ao vencerem a partida por 67-65 na última quarta-feira. MacCalebb, armador do Montepaschi Siena, da Itália, foi o cestinha da partida com 23 pontos.

Tony Parker e Nicolas Batum foram peças-chaves para que a França vencesse a Rússia. O armador do San Antonio Spurs marcou 22 pontos. Foi determinante no primeiro e último quartos, quando anotou 18 tentos.

Batum (Foto Fiba), apenas 23 anos e jogador do Portland Trail Blazers, cravou no total 19 pontos. Fez bonito no último quarto, quando anotou sete pontos, três rebotes e uma assistência.

Os russos ficaram praticamente entregues a Andrei Kirilenko. O ala do Utah Jazz anotou 21 pontos, mas cometeu o pecado de fazer uma falta boba quando faltavam 6:55 minutos para o final do terceiro quarto, sua terceira na partida, e o marcador mostrando igualdade em 40 pontos.

David Blatt, norte-americano que dirige os russos, foi obrigado a sacar Kirilenko de quadra. Devolveu o ala ao jogo quando faltava 1:25 minuto para o final deste quarto. Mas os franceses já tinham feito o estrago que pretendiam fazer: abriram uma vantagem de oito pontos (53-45), vantagem esta que foi muito bem administrada até o final da partida.

Espanha e França farão a final da Eurobasket neste domingo, 15h de Brasília (BandSports e ESPN Brasil). E, como disse, estão nas Olimpíadas de Londres, no ano que vem. Unem-se a Grã-Bretanha (país-sede), EUA (campeão Mundial), Brasil e Argentina (qualificados na América do Sul), Austrália (campeã da Oceania) e Tunísia (campeão africano), todos já garantidos nos Jogos Olímpicos de Londres no ano que vem.

Temos, portanto, oito seleções já qualificadas. As outras quatro sairão: uma do Pré da Ásia e três do Pré-Mundial, que o Brasil felizmente escapou.

Isso porque os europeus Lituânia, Rússia, Grécia e Macedônia estarão na competição, que contará com República Dominicana, Porto Rico e Venezuela representando as Américas.

Ainda bem, não acham?

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domingo, 28 de março de 2010 NBA | 15:55

REFLEXÃO EM UM DIA MORNO

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A rodada de ontem foi uma das mais esquisitas desta temporada. Não houve nem um jogo sequer onde houvesse disputa. Foi tudo goleada.

Faltou emoção nas cinco quadras utilizadas.

Na capital dos EUA, o Washington recebeu o Utah e perdeu por 103-87. Foram apenas 3:53 minutos de emoção e disputa. Quando Mike Miller acertou uma bola de três e levou o marcador em 13-6, foi o máximo que os anfitriões conseguiram de vantagem na partida.

Houve disputa até o final do primeiro quarto, vencido pelos visitantes por 23-21. Mas bastou meia fatia do segundo quarto para que o Jazz abrisse vantagem no marcador e não perdesse mais o controle do jogo.

Chegou a abrir 22 pontos de frente, mas fechou nos 16 mencionados acima.

A diferença entre os times é gritante. Destaque do jogo? Pois não: Mehmet Okur (Foto AP), 22 pontos e 11 rebotes.

(Fico pensando na seleção turca, jogando em seus domínios, com Memo, Hedo Turkoglu, Ersan Ilyasova… Sei não, EUA e Espanha que se cuidem, pois os turcos podem chegar à final do campeonato deixando uma dessas duas seleções para trás.)

Outra contenda desnivelada ocorreu em Chicago. Não porque o Bulls seja um time de primeira linha; longe disse. Foi desequilibrada porque o adversário era o New Jersey.

Não preciso falar mais nada — se bem que o Chicago conseguiu a façanha de perder para o Nets nesta competição. E mais: o New Jersey vinha de duas vitórias consecutivas, frente a Sacramento e Detroit, algo que não tinha ocorrido nesta temporada.

Mas a empolgação durou pouco; a trinca de vitórias não veio.

Também, pudera, numa noite onde Jannero Pargo faz 27 pontos, fica mesmo impossível ganhar do Chicago. Saindo como titular apenas pela quinta vez nesta temporada, Pargo, na verdade, era a terceira opção do técnico (?) Vinnie Del Negro.

Sim, pois Jannero entrou no time na vaga do contundido James Johnson, que estava como titular porque o dono da posição, Luol Deng, encontra-se igualmente lesionado.

Sorte de Pargo; sorte do Bulls; azar do Nets.

Aliás, é bom frisar, era o jogo que o Chicago precisava para se recuperar da humilhante derrota sofrida para o Miami, também no United Center, por 103-74. Nets: adversário perfeito para quem quer se recuperar na competição — embora o Bulls também saiba desempenhar esse papel com maestria.

Já em New Orleans o Portland chegou a abrir 26 pontos de vantagem, não tomando conhecimento do Hornets e de seus torcedores. Aproveitou-se, claramente, da falta de ritmo de jogo de Chris Paul, que retorna após um longo período de inatividade (quase dois meses ou 25 partidas).

CP3 fez apenas sete pontos. Pouco perto de sua média, que é de quase 20. Não conseguiu levar o time à vitória; consequentemente o New Orleans está matematicamente eliminado dos playoffs.

Mas falemos do Blazers, a sensação de momento da NBA. Os 112-101 significaram o 12º. triunfo nos últimos 15 jogos. Neste mês de janeiro, tombou apenas duas vezes, diante do Denver e do Phoenix. De resto, foram nove vitórias.

O time, como disse recentemente, é muito interessante. André Miller é experiente e está jogando bem. Brandon Roy dispensa comentários, o mesmo para LaMarcus Aldridge. E protegendo o garrafão, Marcus Camby desempenha muito bem o papel de xerife.

No jogo de ontem, Camby pegou 14 rebotes. Sua média no torneio é de quase 12. Isso sem falar nos dois tocos que ele costuma dar por partida.

Miller, Roy, Aldridge e Camby. E o outro que fecha o quinteto? Trata-se de Nicolas Batum. Pouco se fala dele, mas o francês tem se mostrado eficiente.

Tem um aproveitamento de 54.5% de seus arremessos no geral, sendo que nas bolas de três ele é de 43.5%. Q    uer dizer: normalmente, não desperdiça as laranjinhas que lhe são passadas.

(Fico pensando nesse time francês no Mundial da Turquia, com Batum, Tony Parker, Ronny Turiaf, Mickael Petrus… sei não, os caras vão dar trabalho pra muita gente, se bobear…)

O Lakers foi o time que ganhou com a menor diferença. Passou pelo Houston, no Texas, por 109-101. Mas não se deixe levar pelo placar final: o time de Los Angeles chegou a estar 21 pontos na frente.

No último quarto, com os 21 pontos de vantagem mencionados acima, fiquei torcendo para que Kobe Bryant chegasse ao “triple-double”. Black Mamba estava com um duplo dígito na pontuação, tinha nove rebotes e oito assistências.

E, como disse, um quarto pela frente. Mas ele não veio. Não veio porque Phil Jackson, a 5:53 minutos do final tirou o camisa 24 de quadra e não o colocou mais.

E nem havia motivo para isso, pois a partida estava em 98-83 para o Los Angeles. Bryant (Foto Reuters) tinha conseguido mais um rebote e uma assistência. Terminou o prélio com 17 pontos, 10 rebotes e nove assistências.

Agora, destaque mesmo foi Pau Gasol. Depois de ter sido chamado de afinão por P-Jax (não exatamente nessas palavras), o espanhol colocou seu sangue latino na panela, deixou-o esquentando e quando chegou no ponto foi para a quadra. Resultado: 30 pontos.

E calou a boca do treinador, não com ameaças ou baixarias do tipo, mas jogando bola, na quadra. É assim que se faz; é assim que se dá exemplo.

Gostei.

Finalmente, ajustei-me no sofá de sala para ver os moleques do Golden State. Sabe o que aconteceu? Vi os vovôs do Dallas. Resultado: 111-90 para os texanos, sem choro e nem vela.

Como no jogo em Washington, este de Oakland teve alguma emoção até a metade do primeiro quarto. Dali para frente o Mavs tomou conta do encontro e não teve pra ninguém.

Se Jannero Pargo surpreendeu a todos em Chicago com seus 27 pontos (o máximo nesta temporada), na Califórnia o “rookie” Rodrigue Beaubois fez o mesmo: 40 pontos! Como Pargo, sua melhor performance com a camisa 3 do Dallas.

(Fico pensando nesse time francês no Mundial da Turquia, com Parker, Batum, Turiaf, Petrus e também Beaubois… sei não, os caras vão dar trabalho pra muita gente, se bobear…)

CONCLUSÃO

Rapaziada, preste atenção: o Mundial da Turquia será muito complicado. Há grandes seleções, encabeçadas pelos EUA e Espanha. Os turcos são fortes e jogando em casa tornam-se mais fortes ainda. Os gregos têm tradição e a Itália vem com Danilo Gallinari, Andrea Bargnani e Marco Belinelli. Isso sem falar na França. E não se esqueçam da Argentina.

Quer dizer: rapidamente, citei sete seleções que, a meu ver, são mais poderosas do que a brasileira. Assim, por favor, vamos com calma com essa história de que o Brasil vai chegar às semifinais do Mundial.

Como dizia a avó de todos nós, “quanto mais alto, maior o tombo”.

Nossa meta é estar entre os dez primeiros. Se conseguirmos tal feito, excelente, pois no Mundial passado, no Japão, o Brasil ficou em 17º. lugar. Não se esqueçam disso.

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