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Posts com a Tag Nenê Hilário

quarta-feira, 26 de setembro de 2012 Basquete europeu, NBA, Seleção Brasileira | 10:10

NENÊ DEVE PERDER TODA A PRÉ-TEMPORADA DO WASHINGTON

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Nenê deve ficar de fora da pré-temporada do Washington. Motivo: seu crônico problema na planta do pé (não me lembro se no direito ou no esquerdo ou mesmo se nos dois pés).

Infelizmente, Nenê Hilário tem neste o seu maior adversário. Seus movimentos e seu tempo de quadra se reduzem dramaticamente por conta da enfermidade. Não fosse assim, seguramente seu desempenho seria outro.

Ele poderia ser mais eficiente na NBA. Poderia ter sido ainda mais eficiente nos Jogos Olímpicos.

Aliás, o problema se agravou por conta de ele ter disputado as Olimpíadas. A informação é do presidente da franquia, Ernie Grunfeld. O problema veio logo depois da estreia brasileira nos Jogos, diante da Austrália. Partida encerrada e Nenê (foto) começou a sentir dores. Foi assim até o término da competição.

“Nenê não teve muito tempo para descansar nas férias por conta de seu compromisso com a seleção do Brasil”, disse Grunfeld. “Portanto, nós teremos que ser muito, mas muito cautelosos mesmo com ele. Vamos aos poucos, até termos certeza de que ele está 100%”.

Nenê perdeu dez partidas consecutivas do Washington na temporada passada exatamente por causa desta enfermidade. Voltou no final da fase de classificação, quando jogou todas as cinco partidas derradeiras. Detalhe: cinco vitórias.

Nos 11 confrontos de Nenê com a camisa 42 do Wizards, o time da capital dos EUA fez uma campanha de 7-4. As vitórias foram obtidas por uma margem de 10,3 pontos por jogo. E seus números com o Washington são: 14,5 pontos e 7,5 rebotes. Detalhe: em menos de 27 minutos por jogo.

Nenê joga muito. Acho que seu fã-clube deve ter aumentado aqui no Brasil depois que ele participou das Olimpíadas de Londres e foi, ao lado de Marcelinho Huertas, nosso principal jogador.

Nenê joga muito. Na NBA de hoje, ele fica atrás apenas de Dwight Howard e de Andrew Bynum. Os demais ele ou coloca no bolso ou duela de igual para igual. Dentre os que ele coloca no bolso e passa um zíper está Tyson Chandler, que tem um enorme e inexplicável número de admiradores no Brasil.

Vamos torcer para que Nenê se recupere rapidamente. Já estou com o meu League Pass adquirido. Esta vai ser uma temporada entusiasmante. E desgastante. Vou me acabar de tanto ver jogos. E minha atenção estará voltada para Washington, Cleveland, Houston, Boston e San Antonio. E para o Miami e o Lakers, é claro.

Gostaria de centrar minhas atenções para outro time caso Leandrinho Barbosa assine contrato. O que, convenhamos, parece cada vez mais difícil de acontecer. Infelizmente.

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012 NBA | 13:45

LEANDRINHO PODE ACABAR AO LADO DE VAREJÃO OU NENÊ NA PRÓXIMA TEMPORADA DA NBA

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Samara Felippo, mulher de Leandrinho Barbosa, postou na manhã desta sexta-feira em seu Twitter uma foto intitulada: “Meus amores, minhas felicidades…”

O retrato (que reproduzo), provavelmente fruto da sensibilidade de Samara, é belíssimo. Mostra LB e a filha, Alicia, flagrados de costas, com um rio a frente deles, em uma cena bucólica. Parecem estar no Brasil. Os três vivem naquele instante momento idílico; levam a vida que todos pedimos a Deus.

A vida que todos pedimos a Deus, todavia, é intangível. A realidade é outra, bem diferente. E nela, entre outras coisas, a gente tem que trabalhar.

HORIZONTE

LB está desempregado no momento. Na temporada passada ele fez US$ 7,6 milhões jogando pelo Toronto e Indiana. Claro que ele sonha com algo semelhante ou até mesmo um pouquinho mais.

O único time da NBA, nesta temporada, que pode oferecer o mesmo que LB ganhou ou até mesmo um pouco mais é o Cleveland, além do Phoenix, que poderia igualar o que o brasileiro faturou no certame anterior.

O Cavs tem US$ 11,15 milhões para torrar, pois sua folha de pagamento para esta temporada está em US$ 46,88 milhões, sendo que o “cap” é de US$ 58,04 milhões. Acontece que o time de Anderson Varejão acabou de pinçar do universitário o ala-armador Dion Waiters, que veio como quarta escolha da primeira rodada, jogador produto de Syracuse e que muitos falam maravilhas. E o time ainda tem C.J. Miles. Difícil, mas não impossível, pois LB poderia funcionar apenas como desafogo do time em momentos chaves do jogo. Neste caso, não creio que o Cavs daria a ele os mesmos US$ 7,6 milhões da temporada passada.

Quanto ao Phoenix, a franquia tem Shannon Brown e acabou de contratar Wesley Johnson (ex-Wolves). LB deixou amigos e as abertas no Arizona, mas não vejo muita chance de ele voltar ao Suns, especialmente se Dan Fegan, seu agente, bater o pé nos US$ 7,6 milhões. Por menos, creio que pode dar samba. Mas quanto seria este “menos”?

Entre os times que já estouraram o “cap”, mas que podem usar a “Mid-Level Exception”, o Washington é a melhor possibilidade para LB. O Wizards é o único time da NBA que pode usar a totalidade da MLE: US$ 5 milhões.

O Washington, porém, acabou de selecionar na terceira posição da primeira rodada Bradley Beal (Florida), que joga exatamente na posição de Leandrinho e é tido como uma das maiores promessas deste recrutamento. Mas a gente bem sabe que o brasuca sempre funcionou vindo do banco. Há, portanto, espaço para ele na capital dos EUA. E seria uma boa vê-lo ao lado de Nenê Hilário. Acho que Leandrinho cairia como uma luva no Wizards.

O Milwaukee tem US$ 4,35 milhões também da MLE. E aqui igualmente pode ser uma boa parada para LB. Embora conte com Monta Ellis, o brasileiro poderia perfeitamente vir do banco (que é o seu cartão de visita, nunca é demais lembrar) e ajudar no rodízio de descanso de Ellis e servir como arma letal nos finais e momentos importantes das partidas, quando o Bucks precisar de pontos.

Outros dois times que podem usar a MLE para contratar Leandrinho são o Denver e o Oklahoma City. Ambos têm para gastar US$ 3,3 milhões. O Denver conta com Wilson Chandler e, principalmente, Corey Brewer — este um empecilho para a contratação de LB. No OKC não há espaço para Barbosa, pois o vice-campeão da NBA tem Thabo Sefolosha e James Harden. Isso sem falar que Scott Brooks usa às vezes Russell Westbrook como “shooting guard”.

De resto, o que sobra são times com merreca pra oferecer pra LB — a menos que eu tenho deixado passar alguma franquia que ainda tem dinheiro em caixa.

Sacramento, Portland e Philadelphia têm US$ 2,57 milhões. Mas é duro registrar na carteira de trabalho um salário 60% menor do que na temporada anterior.

CONCORRÊNCIA

LB não é o único “shooting guard” disponível no mercado. Isso tem que ser levado em conta também por ele e por seu agente.

Mickael Pietrus está sem contrato, o mesmo para Marquis Daniels, seu ex-companheiro de Boston. Pietrus pode ser visto como ala, mas eu o vejo mais como ala-armador por conta de seus tiros de três e de seu tamanho (1,98m).

O veterano Michael Redd também está igualmente à procura de emprego. Não fossem seus joelhos debilitados, estaria empregado e nem seria adversidade para LB.

Outros “shooting guards” desempregados são Chris Douglas-Roberts e Maurice Evans. Mas estes dois Leandrinho coloca-os no bolso.

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 00:23

UMA ANÁLISE SOBRE A NOSSA PARTICIPAÇÃO EM LONDRES. LEIAM E OPINEM

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Bem, vamos ao jogo. Não apenas ao jogo, mas a tudo. Como sempre faço, li todas as mensagens. Concordo com muito do que foi dito; discordo de outro tanto.

Acho que, pra começar, é importante deixar claro o seguinte: a Argentina é mais time que o Brasil. É mais time porque joga fácil. Faz o mesmo jogo o tempo todo e não se desespera, ao contrário do Brasil que quando fica atrás no marcador começa a forçar o jogo, especialmente com bolas de três.

É mais time porque joga junto há muito tempo. Por conta disso, é um time entrosado e confiante. E experiente. Já viveu essa situação muitas vezes. E até ouro olímpico tem.

É mais time porque conta com dois jogadores que o Brasil não tem: Luis Scola e principalmente Manu Ginobili. Como alguém disse aqui, Manu é um “franchise player”. E é mesmo. “Franchise player” desequilibra, atemoriza, confunde, rege. Manu faz tudo isso. Não temos esse jogador. Marcelinho Huertas é quem mais se aproxima deste conceito, mas, neste momento, está muito longe de ser esse jogador. E não acredito que um dia será. Mas o que Huertas faz é digno de se tirar o chapéu. Temos um dos melhores armadores do mundo, disso ninguém duvida.

Nosso último “franchise player” foi Oscar Schmidt; queiram ou não aqueles que não gostam do Mão Santa. Ele era esse jogador. Ele ganhava jogos, atemorizava os adversários, confundia a zaga adversária e regia o time em quadra. Ah, não marcava ninguém. Primeiro, que isso não é bem assim: Oscar não era um primor defendendo, mas sabia esconder essa deficiência. Segundo, perfeito era Michael Jordan, Magic Johnson etc e tal. Dirk Nowitzki não marca ninguém, mas é um terror na frente. Não preciso ir longe: Scola não marca ninguém, mas é trator no ataque.

Portanto, desde Oscar não temos esse jogador. Repito: queiram ou não aqueles que não o apreciam. Oscar é dos poucos jogadores reconhecidos e reverenciados nos EUA mesmo sem jamais ter jogado por lá. Falo isso não de ler, mas de ouvir as pessoas falaram. Até motorista de táxi sabia quem era Oscar quando eu dizia que era do Brasil. Falavam do Pelé e do Oscar.

Voltando ao jogo, muito se falou sobre os lances livres. Rubén Magnano, depois da partida, apontou seu dedo para este fundamento. Disse que não se corrige esse defeito com apenas 45 dias de treino. Isso tem que ser corrigido no andar da carruagem; ou seja, em todo o ano letivo.

Tenho dúvidas se o Brasil perdeu por conta dos lances livres. Claro que se eles tivessem caído num percentual maior talvez fosse preciso vencer. Mas mesmo nas vitórias nosso aproveitamento é esse. O fato é que não sabemos bater lance livre — e por N motivos. Desde a mecânica do arremesso que não é correta (e aqui a gente aponta o dedo para os treinadores na base) até a parte emocional (aqui não há o que se fazer).

Mais importante do que os lances livres, a meu ver, é a falta de um jogador que defina. Por que Varejão ficou tanto tempo no banco? Ora, porque ele não define. Varejão funciona maravilhosamente bem ao lado de LeBron James, Kobe Bryant ou Oscar Schmidt. Mas num time onde não há esse jogador, ele precisa ajudar no ataque.

Alguém pode dizer: Nenê fez apenas sete pontos. Verdade; muito pouco. Nenê justifica sua baixa produtividade ofensiva por conta dos 12 rebotes e por ter subtraído o jogo de Scola, que anotou 17 pontos, quando normalmente faz 30 quando joga contra o Brasil.

De todo o modo, Nenê tinha que ser nestes Jogos Olímpicos o que Dwight Howard é na NBA. Não tem nenhum pivô nestas Olimpíadas com o tamanho dele. Nenê tinha que se impor mais em quadra quando o assunto é o ataque. Tecnicamente Marc Gasol é melhor que Nenê, mas Gasol é flácido, não tem a força que Nenê tem. Na NBA, há alguns pivôs tecnicamente melhores do que D12, mas ele se impõe por conta de seu tamanho, de sua força, tamanho e força que Nenê também tem e deveria tirar proveito e não tira. Mas aqui não há o que fazer, pois Nenê não é esse cara que a gente gostaria que ele fosse. A seu modo, contribui demais com o time. Se fosse como a gente queria, ele estaria hoje no Lakers e não no Washington.

Outra coisa: Leandrinho, a meu ver, não merece as críticas que recebe. Como eu disse aqui, ele não se esconde. Procura sempre o jogo. Tenta definir. Faz o que pode, mas, infelizmente, o que pode não é suficiente, pois ele tem limitações. Mas, repito, é o único, ao lado de Huertas, a tentar definir.

Li alguns parceiros falarem em renovação. Respeito a opinião, mas quase caí de costas. Renovar??? Logo agora que temos um time? Custou a ser formado e quando conseguimos formar vamos jogar na lata do lixo todo o trabalho feito? Podem reparar: todo time campeão não é formado do dia para a noite. Ele tem um tempo de maturação. Ele trabalha junto por muito tempo até começar a colher frutos.

Michael Jordan foi campeão pela primeira vez com 28 anos. Ganhou seu último título aos 35. Manu tem 35 anos, Kobe Bryant tem 34 anos e Pau Gasol está com 32. Kevin Garnett tem 37 e Dirk Nowitzki tem os mesmos 34 de Kobe. E por aí vai.

Por isso, discordo de quem acha que Leandrinho, 30, não terá condições de jogar os Jogos do Rio com 34 anos. O mesmo para Nenê, que tem os mesmos 30 anos de LB. Varejão também está com 30. Alex Garcia tem 32, mas é um touro de forte e esbanja energia e saúde. Veterano está Marcelinho Machado, 37.

Repito: o time está pronto. Vamos enxertá-lo com jogadores jovens e que parecem ter muito futuro, como Scott Machado, que deve ocupar a vaga de Larry Taylor ou Raulzinho Neto, Fabrício Melo, que entra no lugar de Caio Torres, Rafael Hettsheimer, que também tem lugar no time e entra na vaga de Guilherme Giovannoni, que pode jogar como ala na vaga de Marcelinho Machado.

Enfim, não se pode mandar todo mundo embora da noite para o dia. Repito: o time está pronto e daqui para frente poderemos colher frutos melhores. E ter o seguinte elenco pensando no Mundial da Espanha, daqui a dois anos:

Marcelinho Huertas
Scott Machado
Leandrinho Barbosa
Alex Garcia
Marquinhos Vieira
Guilherme Giovannoni
Rafael Hettsheimer
Anderson Varejão
Nenê Hilário
Tiago Splitter
Fabrício Mello

Vejam que falta um jogador. Esse jogador tem que ser um ala de preferência. Infelizmente, não temos ninguém aparecendo na base. Temos que torcer para que haja um moleque nos EUA, jogando no “high school” ou no “college”. Lamentavelmente, não conseguimos produzir um jogador para esta posição.

Quanto a Magnano, ele não é perfeito. Tem limitações e agora que estamos próximos de seu trabalho vemos que elas não são poucas. As mais graves, a meu ver, são sua dificuldade de mexer no time e ver o jogo. Na Argentina, ele tinha em Sergio Hernandez seu principal auxiliar. E outros assistentes também.

É sabido que os argentinos são melhores treinadores do que os brasileiros. E não apenas no basquete. Há exceções, é claro, como Bernardinho e Zé Roberto Guimarães no vôlei. Mas eles são melhores do que a gente no futebol e no basquete, por exemplo.

Por isso, Magnano pode estar sentindo falta de alguém mais a seu lado. Fernando Duro pode não estar sendo suficiente. Zé Neto é um treinador que tem tudo para crescer na profissão. Por isso, tem que tirar proveito de estar ao lado de Magnano. Mas tem que começar a mostrar serviço também e ter voz ativa na comissão. E ajudar Magnano, de modo a não deixá-lo a cometer equívocos que ele cometeu nestas Olimpíadas.

Acho que é isso. Espero pelas manifestações de vocês e seguir debatendo o nosso basquete. Vivemos um grande momento. Não podemos desperdiçá-lo. Mesmo com a eliminação nos Jogos Olímpicos.

Ah, sim, ficamos em quinto lugar. Posição espetacular pra quem ficou três ciclos olímpicos vendo tudo pela televisão.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 17:56

BRASIL GANHOU DA ESPANHA. MAS ESTA VITÓRIA FOI MESMO UMA VITÓRIA?

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Não pude ver o jogo. No momento em que o Brasil batia a Espanha por 88-82, eu me deliciava com o atletismo em 3D, nesta espetacular parceria da Record com a Rede Cinépolis em todo o Brasil.

Mas pude ver, por exemplo, que Nenê Hilário não jogou. E pude observar que a Espanha parou de pontuar no final.

Os times jogaram para vencer ou para perder? Lembrando sempre que o vencedor desta contenda, se passar pelas quartas-de-final, necessariamente pegará os EUA — a menos que haja uma zebra imensa no torneio, o que eu não acredito.

Nenê tem problema crônico no pé (fasciti plantar) e Rubén Magnano deve ter aproveitado a oportunidade para deixá-lo de fora. E essa seca de pontos espanhóis no final chamou-me a atenção, mesmo não tendo visto o jogo.

Portanto, deixo pra vocês opinarem neste momento. Mais tarde, como sempre faço, estarei de volta. Tentanto entender este resultado com base em relatos e no box score

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 21:32

CULPAR LARRY PELA DERROTA É UM GRANDE EQUÍVOCO. MAGNANO VOLTOU A COMETER ERROS

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Bom, agora mais calmo, vamos falar um pouco mais do jogo. Antes que eu me esqueça: VTC, c@*&$#!*!

Bem, li os comentários todos (como sempre faço) e concordo com muita coisa que foi dita, mas uma delas eu discordo e acho uma injustiça: culpar o Larry Taylor pela derrota sob o argumento de que se ele tivesse feito os dois lances livres o Brasil poderia ter vencido.

Eu fico me perguntando: por que algumas pessoas culpam o Larry e não fazem o mesmo com Marcelinho Huertas? Nosso armador, afinal de contas, cometeu uma andada a 39 segundos do final e se o Brasil tivesse pontuado naquele ataque poderia ter vencido a partida.

Mas não é uma coisa e nem outra. Errar faz parte do jogo. O que não se pode admitir é o erro grotesco, como uma bandeja perdida num contra-ataque, uma enterrada mal dada que dá aro e a bola não entra, tomar um “back door” no final da partida etc. E, principalmente, se esconder.

Larry errou os dois lances livres, mas, na sequência, o ala Alexey Shved fez o mesmo. Só pra lembrar: foi Shved quem acertou a bola de três que empatou o jogo em 72 pontos a 26 segundos do final, no ataque seguinte ao erro de Huertas. Huertas que fez a cesta que colocou o Brasil na frente em 74-72. Estão vendo?

Ou seja, não teve erro algum. O Brasil jogou bem, embora tenha feito apenas 56% nos lances livres (10-18).

Sobre a má sorte de Leandrinho, no final da partida, quando ele escorregou, significou, sem querer, a melhor defesa que o Brasil poderia fazer no arremessador russo, no caso Vitaly Fridzon (foto Reuters). Teoricamente, se ele arremessa parado, com LB na frente dele, a chance de a bola entrar era muito maior do que do jeito que ele arremessou, completamente desequilibrado, no canto da quadra, quase sem ângulo. A chance de aquela bola entrar era de uma em mil. Entrou.

Pode parecer que estou de marcação com Rubén Magnano (foto EFE), mas ele cometeu alguns erros importantes no final do jogo. Um deles foi tirar o Larry do jogo. Só por que ele errou os dois lances livres? Isso é comportamento de técnico de categoria de base. Larry estava bem na partida, confiante. Ele colocou Huertas, que tinha ido para o banco a 4:15 minutos para o final do terceiro quarto e não tinha mais voltado. Ou seja: estava completamente frio, sem ritmo. Huertas ficou nada menos do que 15:17 minutos do lado de fora. E na primeira bola que ele pegou, andou.

Além disso, Larry estava muito bem no jogo, confiante. Estávamos vendo em quadra o mesmo Larry Taylor do Bauru. Aquele jogador sem confiança que vestiu a camisa do Brasil em várias partidas tinha desaparecido. Por que, então, tirá-lo do jogo? Só por causa de dois lances? Alguém disse que LT tinha cometido sua quinta falta quando saiu. Não procede: Larry deixou a partida com quatro faltas.

Outro erro grave a meu ver: Magnano gastou seu último tempo antes do arremesso russo. Se não tivesse pedido, o Brasil faria a reposição de bola no meio da quadra e teria exatos quatro segundos para trabalhar uma jogada e arremessar. E quem sabe ganhar a partida. Outro erro de técnico de categoria de base.

Por outro lado, o Brasil só está jogando o que joga por conta do trabalho de Magnano. Ele fez o “upgrade” no nosso selecionado que nenhum dos treinadores brasileiros conseguiu e nem mesmo o espanhol Moncho Monsalve. O Brasil, hoje, tem uma das melhores defesas do planeta. O Brasil, hoje, é visto pelos adversários como um time forte e candidato a medalha nestes jogos. Ganhou esse status por conta do trabalho de Magnano.

Mas ele tem cometido erros do lado de fora que nos surpreendem. Para um treinador do nível dele, esses erros surpreendem e comprometem.

Alguns deles Magnano está corrigindo. Por exemplo: Marcelinho Machado tem perdido gradativamente seu tempo de quadra. O ideal, do jeito que ele está jogando, é colocá-lo apenas em situações de tranquilidade para a equipe, pois MM está comprometendo o time. Quem sabe, aos poucos, ele não recupera a confiança? Sim, MM, pra mim, parece-me um jogador sem confiança no momento.

No jogo desta quinta contra a Rússia, MM jogou apenas 5:51 minutos e contribuiu com apenas um ponto. Mais: com ele em quadra o Brasil perdeu por 16-4; sem ele o Brasil fez 70-59 na Rússia.

De resto, sinceramente, nada a acrescentar ou reclamar. Apenas a elogiar. E três elogios:

1) Alex Garcia tem defendido como gente grande que é. Foi muito bem no trabalho contra Andrei Kirilenko, como tinha feito em cima de Luol Deng;
2) Nenê Hilário está um monstro na defesa. Foram dez rebotes nesta partida, embora desta vez não tenha havido nenhum toco. Mas sua presença intimidadora no garrafão brasileiro tem colocado neguinho pra correr. E isso é muito bom. Precisa, no entanto, ser mais efetivo no ataque. Nenê sabe que pode fazer mais do que está fazendo;
3) Leandrinho Barbosa: foram novamente 16 pontos (cestinha do time). Tem ajudado muito. E tem selecionado melhor seus arremessos. Precisa, todavia, melhorar um pouquinho mais nas bolas de três. Neste jogo ele fez 2-7 (28,5%).

DIA RUIM

Marcelinho Huertas, nosso melhor jogador ao lado de Nenê Hilário, Marcelinho, um dos melhores armadores do mundo, desta vez não jogou no nível dele, aquele nível de excelência que o mundo conhece. Foram apenas oito pontos e seus “flots” não caíam de jeito nenhum. E também não conseguiu criar espaços para os companheiros pontuarem.

Acontece.

Como dizia Michael Jordan, não dá para jogar bem todas as noites. Na próxima, certamente, Huertas voltará a seu nível de excelência.

CONTA

Se o Brasil bater a China e a Espanha e os espanhóis vencerem a Rússia, haverá um tríplice empate. Neste caso o saldo de cestas vai definir o campeão do Grupo B. Portanto, o Brasil ainda pode terminar esta fase de classificação em primeiro lugar.

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terça-feira, 31 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 21:24

NOSSOS PROBLEMAS: ATAQUE INEFICIENTE, FALTA DE AJUDA DOS ALAS E MARCAÇÃO DEFICIENTE NA ZONA DOS TRÊS

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Bem, agora mais calmo, em condições de falar melhor sobre o jogo. Li atentamente (como faço sempre) os comentários de vocês e concordamos (pelo menos a maioria): o Brasil foi um time sofrível contra a Grã-Bretanha e se não mudar o comportamento não terá vida longa neste torneio.

Qual foi o nosso grande pecado? O ataque, claro. E a gente tem alertado para isso há algum tempo. O defeito não foi corrigido e agora estamos colhendo frutos desta falta de atenção.

Passamos uma vida jogando no ataque e nos esquecemos da defesa. Com o advento do cabo e a globalização, passamos a tomar um contato mais íntimo com o basquete praticado no resto do mundo, especialmente nos EUA.

Quando os jogos da NBA começaram a ser exibidos pela Bandeirantes, com Luciano do Valle e Alvaro José dando um show e a gente se deliciando, víamos e ouvíamos os torcedores norte-americanos gritarem: “Defense, defense, defense”.

Ao mesmo tempo em que víamos e ouvíamos os americanos, alguns jornalistas ficavam repetindo clichês de jogadores e técnicos americanos. Coisas do tipo: “Ataque vende bilhetes, defesa ganham campeonatos”.

Aí a gente concluiu que os americanos adoram a defesa e que sem defesa não se chega a lugar algum. Bobagem: americano gosta do jogo como um todo. Quando o time não tem a bola, quer que defenda; quando tem, quer vê-lo pontuando. Tudo na mesma proporção.

E o basquete tem que ser assim: ataque e defesa equilibrados. Rubén Magnano (Foto CBB), nosso treinador, disse em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, em janeiro passado, que ele curte demais a defesa, mas reconhece que o jogo é 50% para cada lada: ataque e defesa.

Verdade: não se faz um time campeão apenas com defesa como não faz apenas com ataque.

Equilíbrio: esta é a palavra chave.

Como passamos uma vida atacando e defendendo pouco e com a aposentadoria de Oscar Schmidt e Marcel Souza e a falta de reposição desse tipo de jogador, nosso basquete entrou em declínio. Não conseguíamos atacar mais com a mesma eficiência dos tempos do Mão Santa e do Doutor Ponikwar — e não sabíamos defender, pois nunca nos preocupamos com isso.

Qual foi a saída? Fortalecermo-nos na defesa, concluiu-se, pois faltavam-nos bons alas. Ótima escolha.

Só que isso nos fez esquecer o ataque. Hoje, uma década depois desta mudança de mentalidade, que começou com Hélio Rubens, passou por Moncho Monsalve e desembocou em Rubén Magnano, atingimos um ótimo estágio defensivo. Mas, como disse o nosso parceiro Ricardo Camilo, não sabemos mais atacar!

Nosso time é um time desorganizado no ataque. A bola cai nas mãos do Marcelinho Huertas e ele que se vire. Não tem um corta-luz para ele (aliás, tem, mas é muito pouco), não se faz um “pick’n’roll”, não há uma jogada trabalhada com nossos pivôs e nem mesmo para que nossos arremessos de longe sejam feitos com tranquilidade. O que se vê é apenas a troca de passes de lá pra cá e de cá pra lá, lembrando o velho “passing game”. Muito pouco.

Vendo os jogos do nosso selecionado, parece que atacamos de improviso na maioria das vezes. E o resultado foi visto nesta partida contra a Grã-Bretanha.

O nosso selecionado fez apenas quatro pontos no primeiro quarto! Pode? Sim, pode; tanto pode que fez apenas quatro pontos. O aproveitamento no período foi de 2-20 nos arremessos (10,0%), sendo que nas bolas de três o desempenho foi de 0-8.

Este, para mim, é o maior problema do nosso time no momento: a inanição ofensiva.

Nossos alas precisam ajudar mais. Leandrinho Barbosa (foto Reuters), Alex Garcia, Marcelinho Machado e Marquinhos Vieira fizeram apenas 19 pontos nesta vitória por 67-62 diante dos britânicos. Ou seja: anotaram só 28,3% dos pontos do time.

Nosso desafogo ofensivo fica por conta dos “floaters” de Huertas (14,0 pontos de média por jogo neste torneio olímpico) e do surgimento de algum inesperado jogador que esteja com a mão quente. Na vitória diante da Austrália, apesar dos erros no final, Leandrinho anotou 16 importantes tentos. Neste jogo diante dos donos da casa, Tiago Splitter (foto Getty Images) cravou nada menos do que 21, lembrando, diga-se, o jogador dos tempos do Caja Laboral.

Nenê Hilário tem que desempenhar esse papel também. Ele tem sido um gigante na defesa, pegando rebotes e dando tocos (é o líder neste fundamento na competição com média de 2,5 por partida). Mas Nenê tem que ser mais eficiente ofensivamente falando. Um jogador do nível dele não pode fazer apenas quatro pontos contra a Grã-Bretanha. Tem que ter um duplo dígito na pontuação sempre. No mínimo dez, como fez diante da Austrália.

Falta a Nenê, infelizmente, a audácia de Splitter. O catarinense não vacila em ir para a cesta; o paulista titubeia muito. No jogo desta terça, em várias situações Nenê estava sendo marcado por um jogador menor (“mismatch”). Mesmo assim, ele não ia para a cesta, preferia o passe. Já disse aqui que Nenê tem um QI altíssimo de basquete, mas ele tem que saber usá-lo para si também. Muitas vezes ele, no “post”, vai para a cesta, mas ao invés de completar a jogada, como faz Splitter, dá o passe. Isso faz com que seu jogo fique óbvio. O adversário sabe que Nenê dificilmente vai completar a jogada com cesta. Portanto, passam a marcar o companheiro e não Nenê.

É verdade, eu concordo; já disse, é verdade, eu concordo: quando Nenê pega a bola, a marcação quase sempre dobra, às vezes triplica. E neste caso o melhor mesmo é fazer o passe para não perder a bola. Mas em outras situações ele está no mano-a-mano e nem assim ele tenta a cesta. E mesmo com marcação dupla, com agilidade e força que tem, ele pode tirar proveito pontuando e sofrendo falta, por exemplo.

Volto a dizer: Nenê tem sido um gigante na defesa (6,5 rebotes de média e muito trabalho de bloqueio para facilitar o ressalto para outro jogador), mas ele tem que ter um duplo dígito na pontuação. Está com 7,0 pontos de média — e eu acho pouco para o cartaz que ele tem, pela potência que ele tem e pelo jogo que ele tem.

Se Nenê for eficiente no ataque como costuma ser na NBA, nosso jogo vai crescer naturalmente.

E Marcelinho Huertas, que tem uma média de 9,0 assistências por jogo vai deixar o segundo posto no ranking deste fundamento nas Olimpíadas e passará para o primeiro lugar. E com sobras.

Finalmente, as bolas de três, que têm nos levado à loucura. Fizemos apenas 5 das 37 bolas arremessadas, o que dá um percentual de acerto de vergonhosos 14,0%. Nossos jogadores mostraram o seguinte depois de duas contendas:

Marcelinho Machado: 1/9 (11,1%)
Leandrinho Barbosa: 1/9 (11,1%)
Marquinhos Vieira: 2/6 (33,3%) – todas neste jogo contra a GB
Alex Garcia: 1/2 (50,0%) – todas no jogo frente a Austrália
Guilherme Giovannoni: 0/3 (0%) – todas contra a GB
Marcelinho Huertas: 0/7 (0%)
Raulzinho Neto: 0/1 (0%)

As bolas de três fazem parte da característica do nosso basquete. Há um abuso, concordamos todos, mas é cultural, está no caráter do jogador brasileiro. Não tem como mudar isso. O que se pode fazer é atenuar e melhorar o desempenho. Só que isso não está sendo visto nestas Olimpíadas. O que se vê na seleção, também se vê no NBB: um festival de bolas de três e a maioria delas esmagando o aro adversário.

Bolas de três se bem usadas, desnorteiam o adversário. É uma arma excelente. Mas para ser bem aproveitada, tem que ser treinada. Mas não é isso o que se tem visto até este momento em nosso selecionado.

E já que estamos falando em bolas triplas, se não estamos encestando, estamos dando mole para os adversários. Nesta partida contra a GB, eles sobreviveram graças aos tiros longos. Foram 7/19 (36,8%). É preciso marcar esses tiros de longa distância com a mesma eficiência com que estamos marcando o perímetro e o garrafão. Caso contrário, no jogo contra a Espanha, que tem o melhor desempenho neste fundamento (18/40; 45,0%), a vaca vai mesmo para o brejo.

Bem, como vimos, há muito que se fazer. Mas, como alguém disse certa vez, fica mais fácil corrigir os erros com vitórias do que com derrotas. Que assim seja então. Aliás, é bom o Brasil corrigi-los rapidamente, pois o torneio é curto e não há tempo a perder.

Na minha avaliação, o nosso selecionado já tinha que estar mostrando um basquete melhor neste momento. Do jeito que caminha, vai atingir o ápice quando a competição tiver acabado. Aí, como se diz no interior, “Inês é morta”.

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domingo, 29 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 09:32

APESAR DOS ERROS, BRASIL VENCE A AUSTRÁLIA

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O Brasil começou com o pé direito os Jogos Olímpicos. Venceu num sufoco danado a Austrália, que não é nenhuma brastemp. Mas vamos dar um desconto: foi a estreia nas Olimpíadas; e depois de 16 anos. A vitória por 75-71 certamente dá moral ao grupo. O próximo jogo será na próxima terça-feira, diante da Grã-Bretanha, às 12h45 de Brasília. O Brasil tem tudo para fazer sua segunda vitória na competição.

A corrida de 16-4 no início do terceiro quarto (Leandrinho Barbosa teve papel importantíssimo neste momento) foi fundamental para a vitória brasileira. Com ela, o nosso selecionado chegou a abrir uma vantagem de 13 pontos e nunca mais perdeu o controle do jogo. A vantagem caiu para dois pontos no finalzinho da partida (73-71), mas nosso time conseguiu pontuar graças a dois lances livres cobrados por Marcelinho Huertas, frutos de uma defesa errada da Austrália, quando um de seus jogadores colocou o pé na bola e deu ao Brasil a chance de ter a jogada derradeira.

Quanto ao jogo, algumas observações:

1) O Brasil exigiu demais de seus armadores. Marcelinho Huertas (foto Gaspar da Nóbrega/Inovafoto/Divulgação) e Larry Taylor tiveram sempre a missão de armar o jogo, principalmente Huertas. Penso que esse trabalho deva ser feito também por outro jogador em quadra e não fique concentrado apenas nas mãos do armador. Isso, além de cansá-lo, deixa óbvio e mais fácil a defesa adversária;

2) Alex Garcia é tido como nosso principal marcador. Mas não vem marcando bem há algum tempo. No amistoso contra a Argentina, em Buenos Aires, vigiando Manu Ginobili cometeu três faltas no primeiro tempo. O vilão de então foi a arbitragem; hoje não havia quem culpar. Alex cometeu duas de suas três faltas no primeiro tempo quando passou a marcar Patrick Mills, o armador australiano, por determinação de Magnano, pois Marcelinho Huertas não podia se cansar porque, como disse acima, sempre que esteve em quadra teve que armar o jogo;

3) Marcelinho Machado foi um desastre no jogo. Péssimo nos arremessos (1-8 nas bolas de três) e no final do jogo tomou um “back door” ridículo que propiciou à Austrália encostar em dois pontos como foi dito acima;

4) A Austrália fez bem o “pick’n’roll” e o corta-luz. Sempre que isso ocorria o Brasil (por determinação de Magnano, creio eu) fazia a troca. Isso criou o “mismatch” e os australianos aproveitaram para pontuar ou então ficar com o rebote de ataque;

5) A marcação pressão dos australianos surpreendeu os brasileiros. A contrapartida não aconteceu;

6) Nenê foi muito mal usado por Magnano. Ao lado de Huertas, ele é o nosso principal jogador. No final da partida, com tudo indefinido, ele não poderia ter ficado no banco de reservas.

O Brasil venceu a Austrália depois de quatro jogos com derrotas. Venceu porque é melhor. Perdia porque era pior. Como disse, a Austrália não é nenhuma brastemp. Nos tempos de ouro do nosso basquete e na época de Oscar Schmidt e Marcel Souza, eles dificilmente venciam. Portanto, essa história de que o nosso jogo não encaixa com o jogo deles eu não engulo. Volto a dizer: o Brasil ganhou porque é mais time. E sempre que tiver mais time que a Austrália, vai vencer.

Números do jogo:

1) Huertas foi o único jogador em quadra com um “double-double”: 15 pontos e dez assistências;

2) Leandrinho foi nosso cestinha com 16 pontos, seguido de Huertas com 15;

3) Nenê e Splitter foram nossos melhores reboteiros: sete ressaltos pra cada um;

4) Por falar em rebotes, perdemos o duelo por 41-38. Isso é preocupante, pois o tamanho de nossos jogadores é uma das vantagens do nosso selecionado em relação aos rivais nestas Olimpíadas.

Começamos com vitória. E isso era fundamental. O primeiro passo foi dado. Que venha o seguinte. Um de cada vez, como dizia Michael Jordan.

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domingo, 22 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 16:42

BRASIL BATE AUSTRÁLIA POR 16 PONTOS DE DIFERENÇA EM JOGO PARA DAR MORAL AO GRUPO

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O Brasil acabou de vencer a Austrália por 87-71. Infelizmente, nenhuma emissora de tevê a cabo mostrou a partida. Tiago Splitter foi o cestinha do time brasileiro com 17 pontos. Nenê Hilário e Marquinhos Vieira fizeram 12 cada um. E Anderson Varejão pegou 13 rebotes. Clique aqui e veja o “box score”.

A vitória foi muito importante para dar moral ao grupo. Afinal, os australianos serão nosso primeiro adversário em Londres. E tem aquela história de que não conseguimos ganhar dos oceânicos.

Uma pena que o jogo não tenha sido mostrado. Foi o último amistoso da nossa seleção antes do debute.

Animador!

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sexta-feira, 13 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 00:04

UMA NOITE INESQUECÍVEL: BATEMOS A ARGENTINA NA BOLA E NO TAPA

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Não foi um jogo tecnicamente brilhante. Não foi porque, infelizmente, mais uma vez, a Argentina tentou bagunçar o jogo porque ela sentia que não tinha condições, na bola, de bater o Brasil. Eles sempre fazem isso, não importa a modalidade: jogo está apertado? Vamos bagunçá-lo.

Não deu certo desta vez. Não deu certo porque eles apanharam no tapa e depois na bola. Foi muito bom. Tem que ser sempre assim. Nossa arma para o jogo é a bola; se a deles é o tapa, que assim seja. E a presença intimidadora de Nenê Hilário foi muito importante para que os argentinos enfiassem a viola no saco e ficassem quietinhos. O tranco que Nenê deu em Juan Ignacio Jasen, no momento em que Leo Gutierrez grudou no pescoço de Marcelinho Machado, foi espetacular. Abriu-se um clarão. Luis Scola, branco feito lua cheia em céu estrelado, apavorado com a força descomunal de Nenê, pedia calma ao são-carlense.  O outro Gutierrez, o Juan, o pivô, colocou a mão em Nenê e tomou um soco no braço.

A partir daí, tudo se acalmou. Marcelinho e Gutierrez foram expulsos. Melhor, claro, para o Brasil, pois o gringo é muito bom de bola. O tiro, desta vez, saiu pela culatra, porque além de apanharem, eles ainda perderam um jogador importante.

Quanto ao jogo, vitória indiscutível. O Brasil sobrou em relação à Argentina e fez jus aos 91-75. Foi um passeio, especialmente no último quarto, quando nosso selecionado venceu por 25-14. Neste quarto, Tiago Splitter (Foto Collin Foster/CBB) jogou o que jogava em seus inesquecíveis tempos de basquete espanhol.  Splitter foi o cestinha brasileiro com 19 pontos. Pegou ainda oito rebotes, três deles no ataque.  Anderson Varejão veio a seguir com 17 pontos e formou ótima dupla com o catarinense. Marcelinho Huertas, eleito o MVP do Super 4 de Foz do Iguaçu (ah, sim, o Brasil foi o campeão!), foi responsável por 14 pontos e sete assistências. Disparado nosso melhor jogador na atualidade.

Mas a maior surpresa mesmo ficou por conta do norte-americano Larry Taylor. Naturalizado brasileiro, o armador nascido em Chicago fez 16 pontos e finalmente justificou toda a expectativa em cima dele. Finalmente jogou o basquete que sempre jogou com a camisa do Bauru. Fez 2-3 nas bolas de três. Mais do que pontuar, Larry foi importante na marcação também, especialmente porque Rubén Magnano, corretamente, poupou Alex Garcia, que ainda sente dores no tornozelo direito. Que não tenha sido apenas uma atuação passageira, que tenha sido uma atuação pra encorpar Larry e dar confiança a ele. Até este jogo, LT está inseguro, era nítido.

Voltemos a falar de Nenê: não foram apenas pernadas a três por quatro. Ele jogou também. Não como a gente sabe que ele pode jogar, mas colaborou com quatro pontos e quatro rebotes. E um tocaço em cima de Scola (que a estatística não computou), no primeiro tempo, que foi de regozijar. Mas o mais importante é que Nenê jogou 20:56 minutos. Ontem foram quase 18. É nítido que ele ainda não está no melhor de sua forma. Mas é assim mesmo que tem que ser: na raça, com muita garra, com dedo em riste para a dor, dizendo a ela: não, você não vai me superar, você não vai me vencer, eu quero ir a Londres jogar as Olimpíadas, experiência que será inesquecível, para eu contar para meus filhos e meus netos, que dinheiro nenhum no mundo paga.

Agora, pra finalizar, algumas observações:

1) Precisamos jogar mais com os pivôs. Nosso ataque está muito viciado nas bolas de três;
2) Jogamos mal contra a defesa zona da Argentina. É preciso encontrar alternativa para esse tipo de jogo, pois os selecionados europeus sabem e vão usar muito esse tipo de defesa;
3) Não conseguimos marcar o “pick’n’roll” argentino, que quase sempre favorecia Luis Scola. Isso é o básico do basquete hoje em dia. É preciso, pois, treinar mais a defesa nesta jogada. Com troca ou sem troca? Magnano decide;
4) Fomos batidos nos rebotes (27-24) por um time mais baixo. Isso é problema e tem que ser corrigido;
5) Lances livres: temos que ter um aproveitamento, como time, de uns 85%. Contra a Argentina foi de 74% (26-35). O ideal era ter ficado em 30-35.

Acho que é isso. Gostei, de uma maneira geral, do que vi. Afinal de contas, como disse acima, vencemos a Argentina. Na bola e no tapa. E não tem nada melhor do que isso.

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quinta-feira, 12 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 11:32

NENÊ VOLTOU! REFLEXÃO SOBRE A ARBITRAGEM NO JOGO DESTA NOITE CONTRA A ARGENTINA

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Não consegui ver o jogo do Brasil ontem contra a Espanha B do jeito que eu queria. Comentava a partida do Corinthians contra o Botafogo na Jovem Pan. Então, era um olho no futebol e outro no basquete.

O que chamou a atenção foi que nosso selecionado venceu com muita facilidade (101-68) um adversário que vendeu caro a vitória à Argentina no Super 4 de Buenos Aires, semana passada. Os argentinos fizeram 93-81; ou seja, venceram por apenas 12 pontos de diferença e em vários momentos do jogo houve equilíbrio.

Ontem o Brasil foi soberano praticamente do começo ao fim do jogo, salvo um aperto ibérico aqui e outro bem lá adiante.

Esqueçam os 23 pontos de Marcelinho Machado (Foto Colin Foster/Divulgação), os 15 de Leandrinho Barbosa ou os 14 de Guilherme Giovannoni. O que mais importou na partida de ontem não foi nem sequer o placar dilatado (33 pontos de vantagem). O que mais importou na contenda desta quarta-feira que já é passado foi a presença de Nenê Hilário em quadra.

O pivô do Washington Wizards, que não atuou no torneio argentino por conta da contusão no pé, ontem voltou a jogar. Não ficou tanto tempo em quadra assim; foram 17:33 minutos. Mas deu pra ver que ele vai jogar, que ele vai estar em Londres. Ótimo! A mim, pelo menos, ficou esta impressão. Nenê correu, pegou rebotes, fez bloqueios, deu assistências e pontuou. Pra deixar mais fácil o entendimento: foram quatro pontos, quatro rebotes e duas assistências. Mais do que tudo isso, ele jogou!

E com Nenê em quadra o jogo é outro. Já disse e repito: seu QI de basquete é muito superior ao dos demais, à exceção de Marcelinho Huertas. Com Nenê em quadra o adversário passa a olhar nosso selecionado de outra maneira. Com Nenê em quadra, nossos jogadores sentem-se mais confiantes e protegidos. Nenê tem poderes pra fazer tudo isso.

Portanto, mais importante do que os 25 pontos de MM, dos 15 de LB e dos 14 de Gui Giovannoni, bem como os oito rebotes de Tiago Splitter, muito mais importante do que isso foram os 17:33 minutos de Nenê Hilário com a camisa 13 do Brasil.

IMPERDÍVEL 1

Hoje o bicho vai pegar; hoje tem a argentina pela frente. E queremos a Argentina completa, com Pablo Prigioni e Manu Ginobili.

21h de Brasília, no SporTV. Imperdível. E como hoje não é sexta-feira, não precisamos driblar o mau humor da patroa.

IMPERDÍVEL 2

O trio que apitou o jogo do Brasil contra a Argentina no Super 4 de Buenos Aires era argentino. A atuação dos três foi repugnante. Eles apitaram com a camisa da Argentina por debaixo do uniforme. Foi uma vergonha. Tivessem sido imparciais, como a profissão exige, como o bom caráter manda, como a lealdade ordena, o Brasil poderia ter vencido o jogo. Mesmo sem Nenê Hilário e Marquinhos Vieira. E dentro de um Luna Park lotado.

Hoje a CBB, que organiza o Super 4 de Foz do Iguaçu (PR), deveria dar o troco. Não acredito que faça; mas deveria. Deveria responder na mesma moeda. Ou seja: escalar árbitros brasileiros e nem sequer pensar em colocar o argentino Alejandro Ramallo para fazer parte do trio.

Arbitragem brasileira nos moldes da arbitragem argentina, semana passada, em Buenos Aires. Em outras palavras: carregar Luis Scola em faltas logo no primeiro quarto e fazer o mesmo com Manu Ginobili, exatamente como eles fizeram com Alex Garcia, que marcava Manu e teve que deixar o jogo ainda no primeiro quarto por conta das infrações. E marcar faltas, faltas e mais faltas contra os argentinos, como eles fizeram lá. Levar o Brasil para a linha do lance livre, escandalosamente, como eles fizeram lá em favor da Argentina.

E se o jogo estiver apertado no fim, fazer o Brasil ganhar, como eles fizeram lá com a Argentina, que ganhou por causa da arbitragem.

Vocês me conhecem muito bem e sabem que eu não gosto disso. Que eu abomino a trapaça e nem gosto de falar de arbitragem, pois sei que arbitrar é muito difícil. Mas, repito, a arbitragem da semana passada foi uma vergonha. Portanto, é legítimo o Brasil se valer da “Lei do Talião”; ou seja: olho por olho, dente por dente. Há limites para tudo na vida.

O jogo de hoje tem que ser imperdível.

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