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Posts com a Tag NBA

sexta-feira, 13 de abril de 2012 NBA | 19:09

NBA VENDE NEW ORLEANS POR US$ 338 MILHÕES

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O New Orleans Hornets já tem dono: Tom Benson, proprietário do New Orleans Saints, time de futebol americano, comprou a franquia da NBA, que vinha administrando-a desde dezembro de 2010. Preço: US$ 338 milhões. O negócio, no entanto, ainda não foi anunciado oficialmente, mas o martelo já foi batido, pois o “board” da entidade, reunido nesta sexta-feira, aprovou a compra.

“Nossa expectativa é tornar o Hornets em um dos melhores times da liga”, disse Benson. “Caso contrário, não o compraria”. Se ele quiser mesmo tornar a equipe competitiva, a primeira medida a ser tomada é demitir Dell Demps, o gerente geral da franquia que fez aquela barbaridade envolvendo CP3, Lakers e Houston, corretamente vetada pela NBA na época. E, claro, avaliar um pouco mais o trabalho de Monty Williams, o treinador. E saber de Chris Kaman, por exemplo, se ele está afim ou não de continuar com o time. O mesmo para Eric Gordon, que não jogou esta temporada por conta de contusão, mas que jamais mostrou disposição em vestir a regata do Hornets.

“Nova Orleans é um dos tesouros do nosso país”, disse o comissário David Stern. “Felizmente, conseguimos encontrar o proprietário certo”.

Tomara que Stern tenha razão. Eu, se fosse o comissário, iria um pouco mais longe para tornar esse tesouro bem mais atraente e cobiçado. Procuraria a família Miller, proprietária do Utah Jazz, e diria o seguinte: vamos mudar de nome, pois Jazz tem tudo a ver com New Orleans e nada a ver com Utah. Se vocês quiserem Hornets, tudo bem; se quiserem um novo nome, procurem um; fiquem à vontade. Aliás, por que não Salt? Utah Salt; ou então Utah Saline. Qualquer coisa, menos Jazz. Jazz é propriedade de New Orleans.

Mas, delírios à parte (e eu sei que é delírio tentar mudar o nome de uma franquia), Benson adquiriu o Saints há três décadas e tornou competitiva a franquia futebolística da cidade. Mesmo enfrentando as barreiras inerentes a um mercado pequeno, em 2009 o Saints atingiu o apogeu ao ganhar o Super Bowl.

Benson espera fazer o mesmo com o Hornets (queria dizer Jazz). Quanto tempo isso vai demorar? Não sei; o que sei é que agora, com um dono, o New Orleans será outro e não mais um saco de pancadas como vem sendo.

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domingo, 25 de dezembro de 2011 NBA | 11:49

É HOJE: COMEÇA A TEMPORADA 2011-12 DA NBA!

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Rapaziada, espero que a ceia de Natal de vocês tenha sido farta e que a harmonia esteve presente em seus lares. E, claro, que Papai Noel tenha sido generoso também.

Pra mim ele foi: deu-me de presente a temporada 2011-12 da NBA, que começa exatamente neste dia de Natal.

E começa com cinco jogos enfileirados. Por isso, poderemos assistir a todos.

Se vocês ainda não montaram a agenda para este domingo precioso, eu os ajudo. E conto a vocês, inclusive, onde poderão assistir aos confrontos. Os horários são os de Brasília:

New York x Boston (15h) — transmissão ao vivo pelo Canal Space
Dallas x Miami (17h30) — transmissão ao vivo pelo canal 130 da Sky
Lakers x Chicago (20h) — transmissão ao vivo pelo “NBA League Pass”
Oklahoma City x Orlando (23h) — transmissão ao vivo pela ESPN
Golden State x Clippers (1h30) — transmissão ao vivo pelo “NBA League Pass”

Importante: o “NBA League Pass” estará disponível a TODOS até o dia 9 de janeiro. A partir desta data, apenas os assinantes poderão acessar o canal. Outra coisa: o “League Pass” transmite TODOS os jogos do campeonato. Há link para TODAS as partidas. Clique aqui e entre no site do LP para se cadastrar e ver as contendas de hoje.

Se você ainda não leu o post que eu escrevi com minhas previsões para esta temporada, clique aqui. E deixe sua opinião também, pois ela é muito importante para o funcionamento deste botequim.

Sendo assim, bom domingo a todos; e Feliz Natal!

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011 NBA | 22:30

NBA DIVULGA OS JOGOS QUE SERÃO TRANSMITIDOS AO VIVO PARA O BRASIL PELA TV A CABO

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A NBA divulgou em seu site os jogos que serão transmitidos ao vivo para o Brasil pelos canais a cabo ESPN e Space. Pelo que o site da entidade dá a entender, apenas esses dois canais transmitirão as contendas para o nosso país.

Clique aqui e confira toda a programação. No site da NBA, eles tomaram o cuidado para colocar os jogos com horários de Brasília. Não precisa, portanto, fazer a conversão.

No dia 25 de dezembro, quando o campeonato começa, dos cinco confrontos programados dois serão exibidos ao vivo: New York x Boston (15h), pelo Canal Space, e às 23h Oklahoma City x Orlando, pela ESPN.

Como tenho sugerido aos parceiros deste botequim, a melhor opção, para quem pode pagar, é assinar o pacote “NBA League Pass”. Todos os jogos estão disponíveis e em HD para quem tem uma conexão de no mínimo dois mega.

Clique aqui e entre no site do “League Pass”.

Por US$ 159,99 você pode assinar o pacote com todos os jogos. O valor em real vai ser o referente ao câmbio do dia. Hoje, segunda-feira, por exemplo, ele sai a R$ 297,55. É possível pagar este pacote em até cinco parcelas de US$ 32,00 (R$ 59,51).

Se você prefere acompanhar apenas seu time do coração, o pacote sai mais em conta: US$ 119,99 (R$ 223,16). Neste caso, não há o parcelamento.

Importante: o “League Pass” estará de graça do dia 25 até o dia 9 de janeiro. Portanto, é só experimentar pra ver se vale a pena.

De cara eu digo: vale. A gente se enlouquece com TODOS os jogos ao vivo. É só escolher.

Portanto, as nossas opções são essas. E, felizmente, não são poucas.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011 NBA | 17:23

‘INTERNATIONAL NBA LEAGUE PASS’ DEVERÁ SER LANÇADO…

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Pra acalmar a galera sobre o “NBA League Pass”: mandei um e-mail há pouco para a Sharon DeLima, brasileira que trabalha no escritório da NBA em Nova York e que atende a mídia brasuca.

Perguntei a ela sobre o “League Pass” e a resposta eu reproduzo abaixo:

Oi Fabio,

Estou super bem, e você?

Pois é, estamos animados e numa correria só para o começo da temporada. A respeito do “League Pass Internacional”, acredito que vamos anunciar as novidades deste ano na semana que vem. Assim que tiver mais detalhes, te informo imediatamente.

Se precisar de algo mais, não hesite em me contatar.

Um grande abraço,

Sharon DeLima

Portanto, rapaziada, assim que eu receber o e-mail da Sharon eu conto tudinho pra vocês.

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011 Sem categoria | 23:11

NBA DIVULGA A TABELA: TEMPORADA REGULAR TERMINA EM 26 DE ABRIL

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Promessa é dívida: segue o link do site da NBA com toda a tabela da temporada regular e os jogos da “pré-season”. Não se esqueçam: o time que aparece em primeiro lugar é o visitante.

Por exemplo: Boston @ New York significa Boston at New York; ou seja, Boston em Nova York.

Portanto, quem estava esperando a tabela para marcar viagem nestas férias para os EUA e aproveitar para ver uns jogos, é só se debruçar no “schedule” e armar a “trip” (caramba, me senti agora com 18 anos…).

O campeonato começa em 25 de dezembro, dia da Natal, com os cinco jogos que a gente já sabe, mas que não custa lembrar:

New York x Boston (15h)
Dallas x Miami (17h30)
Lakers x Chicago (20h)
Oklahoma City x Orlando (23h)
Golden State x Clippers (1h30)

Os horários são de Brasília, não se esqueçam.

Outra coisa: o “All-Star Game”, que está marcado para Orlando, acontecerá no final de semana dos dias 24, 25 e 26 de fevereiro.

E não se esqueça: cada time fará 66 ao invés dos 82 jogos na fase de classificação.

Estarei em Nova York no final de março, começo de abril. Ou melhor: vou marcar a viagem de acordo com o melhor da tabela. E vocês, planejam algo?

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011 Sem categoria | 17:47

A FARRA DOS TIMES MILIONÁRIOS ACABOU, QUE O DIGA O LOS ANGELES LAKERS

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O novo CBA (Collective Bargaining Agreement), ou o contrato entre times e jogadores, atinge em cheio as franquias milionárias. De agora em diante, essas franquias perdulárias, como Lakers, New York, Dallas e Miami, por exemplo, vão pular miudinho se quiserem manter o padrão de excelência nos gastos para terem equipes competitivas. Ou então, vão ter que fechar a torneira, pois, como disse, o novo CBA atinge em cheio esses gastões da NBA.

Vamos pegar o caso do Lakers, o time mais popular nos EUA, no Brasil e no mundo.

A folha de pagamento (“payroll”) do time californiano, para esta temporada, já é de US$ 91 milhões. Isso para um elenco (“roster”) que tem 11 jogadores até o momento.

Como se sabe, todas as equipes trabalham com 15 atletas durante a temporada. Isso sem falar nos imprevistos que surgem e obrigam as equipes a fazerem contratações emergenciais para preencher o grupo caso um desses 15 jogadores se contunda.

Além desses US$ 91 milhões, o Lakers pagará outros US$ 21 milhões em multa (“Luxury Tax”) por ter extrapolado o teto salarial (“Salary Cap”) e o bônus de cerca de US$ 14 milhões que um time pode exceder o “cap” sem ser penalizado pela “Luxury Tax”.

Isso, repito, para 11 jogadores.

Digamos que o Lakers contrate mais quatro jogadores por US$ 1,3 milhão cada um, que é o mínimo a ser pago para um atleta. Isso dará um total de US$ 5,2 milhões. Esta mesma quantia o time pagará de multa pelos motivos explicados acima.

Ou seja: a folha de pagamento do Lakers pularia para US$ 96,2 milhões e a franquia ainda teria que pagar multa de US$ 26,2 milhões.

Ou seja: nesta temporada, o Lakers gastaria US$ 122,4 milhões.

Com o novo CBA, nos próximos dois anos tudo segue como está: US$ 1,00 de multa para cada US$ 1,00 gasto.

No terceiro ano do contrato (temporada 2013-14), tudo muda. E é aí que o bicho vai pegar para Lakers e outras franquias milionárias e que não pensavam duas vezes no momento de ir às compras.

Ficará assim:

1) US$ 1,50 para cada US$ 1,00 gasto com a “Luxury Tax” até a quantia de US$ 5 milhões;
2) US$ 1,75 para cada US$ 1,00 de US$ 5 milhões a US$ 10 milhões;
3) US$ 2,50 para cada US$ 1,00 de US$ 10 milhões a US$ 15 milhões;
4) US$ 3,25 para cada US$ 1,00 de US$ 15 milhões a US$ 25 milhões.

Exemplificando, na temporada 2013-14, além dos US$ 96,2 milhões da folha de pagamento, o Lakers pagaria um adicional de US$ 85,1 milhões referentes a multa com a “Luxury Tax” por ter ultrapassado o limite permitido.

Ou seja: o Lakers pagará de multa quase que outra folha de pagamento! Somando os dois montantes, o time californiano teria um gasto total de US$ 181,3 milhões por temporada!

O Lakers arrecada isso?

O time acabou de fechar um contrato com a Time Warner de US$ 3 bilhões por 20 anos de exclusividade em transmissão de seus jogos para o Estado da Califórnia. Isso dá US$ 150 milhões por temporada. Some-se a isso outros US$ 30 milhões, que é o dinheiro vindo das transmissões em nível nacional (ABC, ESPN e TNT).

Isso dá um total de US$ 180 milhões.

Segundo a revista de economia “Forbes”, a média de renda do New York Knicks na temporada passada foi de US$ 2 milhões por partida. Em Los Angeles o average é semelhante.

Como cada time faz 41 jogos em casa durante a temporada regular, isso daria algo em torno de US$ 82 milhões de bilheteria. Sem contar os playoffs — mas é bom não contar, pois não se sabe se um time vai ou não se classificar.

Somando esses valores ordinários, temos US$ 262 milhões para o Lakers por temporada. Mas, como disse, faltam as bilheterias dos playoffs e a venda de suvenires, que eu não sei quanto é — mas não acredito que seja muito, pois tudo o que se arrecada basicamente é dividido igualmente entre as 30 equipes.

A grosso modo, digamos que com os suvenires e os playoffs o Lakers chegue a US$ 300 milhões por temporada.

Sobrariam US$ 118,7 milhões.

Mas há outros gastos que a gente não está computando, como aluguel do Staples Center, pagamento de funcionários, seguros que os times fazem para os jogadores. Isso sem falar que os times, em sua maioria (incluindo o Lakers), alugam jatinhos para fazer suas viagens durante a temporada. Dois terços das equipes da NBA têm contrato com a Delta Airlines. E a temporada sai por volta de US$ 3 milhões.

Quanto sobraria? Difícil dizer; mas eu acho que menos de US$ 100 milhões por temporada. Ou seja: o Lakers estaria gastando dois terços de seu faturamento e Jerry Buss estaria embolsando apenas um terço.

Será que ele toparia uma coisa dessas? Pagar em multa outra folha de pagamento? Fica difícil também responder; vai depender do sentimento dele em relação ao dinheiro e ao Lakers.

O fato é que, com o novo CBA, a farra dos times milionários acabou.

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domingo, 27 de novembro de 2011 NBA | 19:26

DE ACORDO COM A TABELA, TIMES NÃO VISITARÃO TODAS AS CIDADES DA NBA

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Novidades quanto a tabela da NBA.

Segundo o site da ESPN dos EUA, o campeonato vai de 25 de dezembro até 26 de abril. Dos 66 jogos programados, 48 serão dentro da conferência, enquanto que 18 confrontos colocarão frente a frente times de conferências diferentes.

E mais: equipes não visitarão todas as cidades da liga.

Por mês, dois jogos a mais do que normalmente acontecia. Além disso, em uma ocasião equipes farão três jogos seguidos, mas não mais do que em três oportunidades.

Finalmente: o tempo de descanso entre as fases dos playoffs será menor.

Paciência; melhor assim do que ficarmos chupando o dedo, convenhamos.

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sábado, 26 de novembro de 2011 Sem categoria | 19:35

DETALHES DO NOVO ACORDO ENTRE NBA E JOGADORES COMEÇAM A SER REVELADOS

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Alguns detalhes do novo acordo entre NBA e jogadores (Collective Bargaining Agreement [CBA]) começam a aparecer. Vamos a eles:

1) Divisão do BRI (Basketball Related Income) — Os jogadores devem ficar com algo em torno de 49% a 51% dependendo do valor arrecadado na temporada. Pra quem não sabe, BRI é tudo o que a liga arrecada em uma temporada, como venda de direito de transmissão para TV, rádio e internet, souvenires, propagandas;

2) Tempo máximo dos contratos — Para os jogadores que se encaixam na Lei Larry Bird, cinco anos; para os demais, quatro anos;

3) Salário máximo — Apenas um jogador por equipe pode ganhar o teto salarial, que é de 30% do “salary cap”;

4) Mid-level Exception — Salário inicial de US$ 5 milhões apenas se o contrato tiver quatro anos de duração.

5) Luxury Tax — Times que excederem o teto em US$ 4 milhões ou mais poderão usar apenas US$ 3 milhões do MLE em contrato de quatro anos de duração;

6) Salário dos Rookies — Não haverá redução;

7) Salários mínimos — Também continuam como no contrato passado. Terão aumento de 85% nos primeiros dois anos;

8) Escrow Pool — Continua como estava: 10% dos salários dos jogadores serão bloqueados para serem usados em caso de estouro do BRI;

9) Free-agents — Times terão agora apenas três dias para cobrir ou não a proposta recebida por um de seus jogadores.

Se aparecer algo mais relevante, eu conto. Portanto, estejam atentos, pois o botequim não fecha.

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011 Sem categoria | 20:35

ELITISMO DA NBA É TAMBÉM RESPONSÁVEL PELO LOCAUTE

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Trapizomba, um dos mais antigos parceiros deste botequim, morador de Los Angeles e torcedor fanático do Lakers, mandou-me mensagem esta manha dizendo o seguinte:

“Uma coisa eu não entendo: se os caras se entendessem hoje e a temporada começasse amanhã, será que os torcedores dos times menos abastados (small-markets) continuariam a ser espectadores? Talvez em OKC, mas e nos outros lugares? Minnesota está prestes a formar um bom time, mas deve demorar uns dois, três anos. Cleveland? Depois de todo esse stress, eles devem abandonar de vez o basquete. Bucks? Nunca tiveram uma base de torcedores sólida. O Utah Jazz estará à venda em breve. Será que para os donos não seria melhor aliviar SÓ UM POUQUINHO e não arriscar perder quem realmente sustenta a NBA?”

Se o raciocínio do Trapizomba estiver correto, então os donos das equipes menores estão corretos também em não ceder nem um milímetro sequer. Se seus torcedores vão abandonar seus times porque o campeonato começou atrasado por causa do locaute, é porque esses times não têm razão de existir.

E eles não têm razão de existir não é porque os fãs locais não gostem de basquete. É porque esses times são saco de pancadas e os fãs querem ter o prazer de vencer também e um dia poder gritar: “É campeão!”.

Eu fui às duas finais em Salt Lake City no final da década de 1990. O envolvimento da comunidade com o Jazz na decisão contra o Chicago Bulls era impressionante.

Salt Lake City é conhecida por ter a arena mais barulhenta da NBA. Phil Jackson nunca gostou de jogar lá.

Veja o caso de San Antonio: um mercado pequeno que cresceu barbaramente porque o time ganhou quatro campeonatos.

Quer dizer: se há competitividade, a comunidade se envolve. E esse envolvimento da comunidade faz com que um time deixe de pertencer à categoria “smal-markets”. Mais do que isso: a categoria “small-markets” deixaria de existir.

Não seria interessante?

Se o Lakers passar a ser um time sem vitórias, o Staples Center ficará às moscas, tenha certeza disso.

Esta filosofia de que apenas os ricos podem ser bem-sucedidos, de que apenas os times baseados nos grandes mercados podem ser competitivos vem norteando a NBA e é uma das razões deste locaute.

Atualmente, apenas os ricos têm chance de ganhar. É só ver os campeões e olhar suas folhas de pagamento.

Acho que seria muito mais emocionante e conveniente para a NBA se todos competissem em pé de igualdade.

Foi este, aliás, o princípio que norteou a criação do “salary cap” na temporada 1984-85. E o valor determinado pela NBA para o “cap” era um valor que TODAS as equipes podiam atingir.

Só que este princípio foi desvirtuado com o passar do tempo por causa das exceções criadas pela pressão dos jogadores, que queriam ganhar mais e mais, uma vez que a NBA, nas mãos de David Stern, passou a ser uma liga extremamente milionária.

Com as exceções criadas (e as franquias têm culpa nisso), a gente viu na temporada passada um time como o Lakers liderar os gastos com US$ 94,7 milhões e o campeão Dallas Mavericks torrar outros US$ 86,6 milhões, quando o teto salarial era de US$ 58 milhões.

O teto, na verdade, é uma ficção; é história pra boi dormir.

O resultado deste desvirtuamento é que para ganhar campeonatos não basta ser competente. É preciso ser competente e milionário. Ganha campeonatos na NBA quem tem o maior “budget”, como vimos.

Isso merece reflexão.

É como casar com uma mulher e descobrir que ela se apaixonou, de fato, pelo seu dinheiro e não pelo seu caráter.

REUNIÃO

NBA e jogadores voltam a se reunir nesta sexta-feira. O jornalista Marc Stein, da ESPN, postou em seu Twitter que Miami, Orlando, Phoenix, Boston e Lakers são as equipes que estão pressionando para que o acordo ocorra neste final de semana. Faz sentido: eles pertencem ao grupo dos “times ricos”. Dinheiro, pra eles, não é problema.

Só achei estranho a presença do Phoenix.

BOTA

O ala-armador Tyreke Evans, do Sacramento Kings, assinou contrato nesta quinta-feira com o Roma. Volta imediatamente para os EUA se o locaute acabar.

Se tudo der certo, ele não terá o gostinho de vestir a camisa do time romano. E os torcedores locais ficarão chupando os dedos.

Torço para que isso ocorra — não que eu tenha alguma implicância com os romanos. Vocês me entendem, claro.

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011 Sem categoria | 00:40

HÁ MUITO O QUE SE FAZER PARA O NBB CONQUISTAR O TORCEDOR DA NBA

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Muitos parceiros deste botequim entendem que com o locaute na NBA e o provável cancelamento de toda a temporada é chegado o momento de o nosso basquete se aproveitar.

Não é bem assim; gostaria que fosse, mas não é bem assim.

A maioria dos torcedores que vibra com a NBA entende que NBA e o basquete são coisas diferentes. Faço parte desse time.

Para mim, NBA é algo que transcendeu o basquete. Quando a gente vê uma partida da NBA, sabe que é da NBA. Se a gente, ao zapear pelos canais a cabo se depara com um jogo que não é da NBA, não consegue identificar logo de cara. Pode ser Euroliga, Espanhol, NBB, universitário norte-americano, qualquer coisa, mas não é a NBA.

Quando digo isso, não me refiro apenas ao jogo. Refiro-me também à embalagem.

Se formos nos ater ao jogo, a NBA é um jogo dinâmico, de transição. É na NBA se vê o tal do “isolation game”, ou seja, o ápice do espetáculo, quando o craque, o gênio, vai enfrentar o pobre do marcador e vai colocá-lo no bolso, finalizando a jogada em grande estilo.

Se formos nos ater à embalagem, aí é covardia. Os ginásios, as quadras, os uniformes, os jogadores, a bola, o telão central, as placas de publicidade em torno da quadra que ficam mudando a cada dois, três minutos, o banco de reservas que fica posicionado em frente às câmeras de televisão, de modo que os treinadores não “sujam” a quadra, pois estão sempre projetados para fora dela, as “cheerleaders”. Enfim, como disse, é covardia (na foto, Staples Centre de Los Angeles).

O basquete do resto do mundo não tem nada disso. O basquete no resto do mundo é tático, amarrado, feio de se ver, especialmente na Europa. Não à toa, o San Antonio Spurs, o mais europeu dos times da NBA, é também o mais detestado. A maioria dos parceiros deste botequim já manifestou isso. Quando a TV anuncia que vai mostrar um jogo ao vivo do SAS, muitos torcem o nariz, pois é um time que não encanta.

Se na NBA o jogo é dos jogadores, na Europa é mais dos treinadores (como no universitário norte-americano). Gosto mais de ver o show dos atletas com suas jogadas mirabolantes do que o show dos treinadores e suas pranchetas.

Aqui no Brasil, que jogo praticamos? Aqui no Brasil o jogo carece de uma identidade. O que somos realmente?

Somos, talvez, um híbrido do que se pratica nos EUA e na Europa. Mas isso não quer dizer que aqui se pratica um jogo diferente e por isso mesmo atraente.

Nossa falta de identidade gera um jogo às vezes difícil de assistir, pois, muitas vezes, torna-se uma pelada. Jogadores alucinados em quadra, arremessando sem parar atrás da linha dos três pontos, arremessos imprecisos, especialmente os “mid-range jumpers”, lances livres que teimam em não cair. Isso sem falar nas defesas capengas.

Além disso, no resto do planeta, incluindo o Brasil, a embalagem dos jogos deixa muito a desejar. E olha que a Europa poderia apresentar algo melhor. Dinheiro para isso há, não como na NBA, mas há. Aqui temos de enfrentar a dura realidade da ditadura do futebol, que não deixa nem migalha para as demais modalidades esportivas.

Ao mesmo tempo, parece-me que falta também imaginação aos europeus e brasileiros. Alguém de visão que comande o departamento de marketing de modo a deixar os campeonatos mais atraentes.

Os ginásios na Europa precisam de um “banho de loja”. São como seres molambentos que não encantam ninguém. O piso é um horror, todo poluído; dentro e fora das linhas de jogo. As tabelas estão infestadas de propagandas, parecendo mulher que vai para a rua cheia de bóbis na cabeça (na foto, ginásio do Real Madrid).

Isso sem falar nos uniformes dos times, que são feios por natureza e que ficam ainda mais feios por conta do exagero de publicidade.

Aqui no Brasil o cenário não é muito diferente. Mas a diferença nos coloca para baixo e não para cima.

E a bola? Agora ficou colorida; como disse, parece bola de foca.

Por tudo isso, agora falando apenas do Brasil, se a gente quer tirar proveito do provável cancelamento da NBA, há que se investir. Contar que os torcedores ficarão carentes e, por isso, vão migrar para o NBB, a meu ver, parece-me ingenuidade. Não creio que isso ocorrerá.

É certo que falta dinheiro, como já disse. O Vitória, por exemplo, acabou de pedir afastamento do NBB. A tabela estava pronta e tudo o mais. Mas os capixabas não aguentaram o tranco. Uma pena.

É certo que falta dinheiro, mas, como disse anteriormente, nessas horas que se vê quem é competente. Agora é que o departamento de marketing da liga tem que trabalhar dobrado e mostrar criatividade.

A brecha parece estar surgindo. Se vamos aproveitá-la eu não sei, mas se alguém insistir para eu responder, eu digo: não, não vamos aproveitá-la, pois não vejo ninguém mover nem uma palha sequer para mudar o status quo, que, como vimos, não é nada bom.

Gostaria de ter escrito algo diferente pra vocês, mas, infelizmente, não tem como.

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