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quinta-feira, 6 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Basquete europeu | 20:20

O EQUÍVOCO CORINTIANO

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Oscar Schmidt (foto) será homenageado neste sábado (8) pelo Corinthians. Vai deixar para a posteridade suas mãos no concreto da Calçada da Fama Alvinegra.

Homenagem justa, mas precipitada. Sim, pois pelo que informa o Corinthians através de sua assessoria de imprensa, o nosso Mão Santa será o primeiro jogador da história do basquete corintiano a eternizar suas mãos.

Por que o Corinthians erra? Porque o primeiro jogador de basquete da história do Corinthians a ter suas mãos perpetuadas deveria ser Wlamir Marques e não Oscar Schmidt. Ninguém jogou mais ou foi mais importante para o Corinthians do que Wlamir.

Oscar não tem culpa, mas trata-se de uma gafe imperdoável da diretoria corintiana.

Vocês sabem do meu apreço e da minha admiração por Oscar Schmidt, mas ele não jogou mais e nem foi mais importante para o Corinthians do que Wlamir. Wlamir foi o maior jogador não só da história corintiana, mas do nosso basquete também.

Bicampeão Mundial com a seleção brasileira, duas medalhas de bronze em Olimpíadas e oito vezes campeão paulista pelo time corintiano, numa época em que o Campeonato Paulista era o torneio mais importante disputado no Brasil. Numa época em que o Paulista era o atual NBB. E, é importante ressaltar, naquele tempo nossos principais jogadores atuavam por aqui e ostentavam o status de melhores do mundo ao lado de americanos e soviéticos.

HISTÓRIA

Wlamir Marques (foto) jogou muito com a camisa 5 do Corinthians. Muitos foram os jogos inesquecíveis do nosso ala, mas um deles é considerado pelo próprio Wlamir como o jogo de sua vida com o fardamento alvinegro.

Ele aconteceu no dia 5 de julho de 1965. Local: Parque São Jorge. Adversário: Real Madrid. Foi um amistoso e no final deu Corinthians: 118-109.

ADVERSÁRIO

O Real Madrid tinha acabado de conquistar o bicampeonato europeu, que na época era chamado de Copa dos Campeões, hoje em dia batizado de Euroliga. Os merengues venceram o CSKA de Moscou na decisão.

Na primeira partida, realizada no dia 8 de abril, na capital da então União Soviética, o time da casa fez 88-81. Nada menos do que 15 mil pessoas compareceram ao Palácio dos Esportes de Moscou.

Cinco dias depois, os dois times voltaram a se enfrentar. O palco foi o acanhado Frontón “Fiesta Alegre” de Madrid, com capacidade para apenas três mil pessoas.

Pequenino, mas um caldeirão. Empurrado por três mil inflamados madrilenhos, o Real venceu facilmente por 76-62 e ganhou o campeonato pelo resultado agregado: 157-150.

Emiliano Rodriguez, um ala de 1,87m de altura, foi o grande destaque do Real no jogo decisivo. Marcou 24 pontos e foi o cestinha da peleja.

Mas muito contribuiu também para o título o desempenho do pivô norte-americano naturalizado espanhol Clifford Luyk. Na primeira partida, em Moscou, Luyk, do alto de seus 2,02m de altura, cravou nada menos do que 30 pontos e foi o cestinha do confronto.

Moncho Monsalve, que dirigiu a seleção brasileira antes de Rubén Magnano asumir o comando, fazia parte do Real Madrid. Mas, lesionado, não entrou em quadra em nenhuma das duas partidas.

(Na foto, lance da partida entre Real e Kisa-Toverit Helsinki, da Finlândia, vencida pelos espanhóis por 97-51.)

CARDÁPIO

Depois de conquistar o bicampeonato europeu, o Real Madrid presenteou seus jogadores com uma excursão pela América do Sul. Chegou a São Paulo para apenas uma partida, esta contra o Corinthians, em São Paulo.

Antes de desembarcar em terras tupiniquins, os madrilenhos fizeram três jogos na Argentina, dois no Chile e um no Uruguai. Trouxeram na bagagem, além de todo o fardamento de jogo, o pivô Bob Burgess contundido. Burgess tinha se machucado na vitória diante do União Espanhola do Chile.

O Corinthians acabara de conquistar o Campeonato Paulista. Manteve-se invicto durante todo o segundo turno. Era considerado pelos espanhóis como o maior adversário desta excursão pela América meridional.

Os espanhóis, no entanto, chegaram ao Brasil com a faixa carimbada. Isso porque perderam o primeiro jogo da excursão (mostrando nítido cansaço da viagem) para o Obras Sanitárias da Argentina.

PREOCUPAÇÃO

Wlamir Marques era dúvida para a partida contra o Real Madrid. Estava com uma alergia nos olhos fruto de um remédio que tomara um dia antes do jogo para combater um resfriado.

No dia da partida, à tarde, o médico do Corinthians foi até a casa de Wlamir e aplicou-lhe uma injeção antialérgica. Pra azar dos espanhóis, o medicamento foi eficaz: o inchaço desapareceu e Wlamir pôde jogar.

Entrou em quadra e barbarizou: marcou nada menos do que 40 pontos. Isso mesmo, 40 pontos no bicampeão europeu numa época em que não havia a linha dos três pontos.

Sua pontuação foi fundamental para que o Corinthians vencesse por 118-109.

Mas o jogo não foi eletrizante apenas por conta da atuação de Wlamir. Emiliano Rodriguez, considerado o melhor jogador europeu e que foi decisivo na final diante do CSKA, lembram-se?, foi um feroz adversário.

Rodriguez se destacou não apenas pelos 30 pontos anotados, mas principalmente por ter anulado um de nossos maiores jogadores: Rosa Branca. O brasileiro, em noite não muito feliz, não pontuava e nem conseguia conter o espanhol.

Apesar da grande atuação de Rodriguez, o cestinha do Real Madrid foi Clifford Luyk, a outra estrela do time merengue, que também foi decisivo na final europeia. Luyk anotou 33 pontos.

Moncho, recuperado da contusão, desta vez jogou. Terminou a partida com 15 pontos.

Até hoje, quando se conversa com Wlamir e o enredo se envereda pelo passado, ele faz questão de mencionar esse confronto. “Foi o maior jogo de minha carreira com a camisa do Corinthians”, diz Wlamir.

Ninguém duvida.

(Na foto, Amaury, Wlamir, Renê, Ubiratan e Rosa Branca.)

COMPARAÇÃO

Wlamir Marques gastou dez anos de sua carreira jogando pelo Corinthians. Ganhou oito títulos paulista, como vimos anteriormente. Repito: quando o Campeonato Paulista era o campeonato mais importante do Brasil.

Oscar Schmidt atuou apenas dois anos com a camisa do alvinegro do Parque São Jorge. Venceu o Brasileiro de 1996. Na época, o Brasileiro era, como hoje, o campeonato mais importante do país.

EPÍLOGO

Oscar Schmidt merece todas as homenagens que se faça a ele neste país. É um dos gigantes da história do basquete brasileira. As críticas que se fazem a ele, a meu ver, são injustas. Mas isso são outros quinhentos e no futuro a gente pode até discutir a questão.

A introdução do Mão Santa na Calçada da Fama Alvinegra é uma justiça que se faz a ele.

Mas ao justiçar um de seus grandes expoentes do basquete, o Corinthians comete uma grande injustiça com Wlamir Marques.

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domingo, 17 de janeiro de 2010 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 11:00

DECISÃO INDISCUTÍVEL

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A CBB oficializou ontem a contratação de Rubén Magnano. Excelente!

O selecionado brasileiro será dirigido por um dos melhores treinadores de basquete do planeta. Alguém duvida?

Magnano, se você não sabe, foi vice-campeão Mundial (2002) e campeão Olímpico (2004). Levou a sua Argentina para este patamar que a gente tanto quer chegar.

MAGNANOFoi exatamente a seleção de Magnano que ganhou pela primeira vez de um time profissional dos EUA, no Mundial referido, em Indianápolis. Na ocasião, chegou à decisão do título, mas foi dobrada pela ex-Iugoslávia por 84-77, na prorrogação.

Dois anos depois, atingiu o topo do mundo ao vencer uma competição muito mais importante: a Olimpíada de Atenas. Venceu na final a Itália por 84-69.

Antes disso, na semifinal, voltou a ganhar um jogo oficial dos profissionais dos EUA, ao bater o time dirigido pelo técnico Larry Brown por 89-81. Time que contava com Tim Duncan, LeBron James, Carmelo Anthony, Carlos Boozer, Allen Iverson, Carlos Boozer e Dwayne Wade.

Magnano, como se vê, de bobo não tem nada. Claro que ele teve em suas mãos uma geração de ouro, seguramente a melhor da história do basquete argentino.

Em Atenas estavam Manu Ginobili, Andres Nocioni, Carlos Delfino, Luis Scola, Fabricio Oberto, Pepe Sanchez, Ruben Wolkowski e Walter Hermann, todos jogadores que brilham ou brilharam na NBA.

O contrato do argentino com a CBB vai até o final do Pré-Olímpico de 2012. Terá a difícil missão de levar o time brasileiro a uma Olimpíada, o que não ocorre desde os Jogos de Atlanta, em 1996.

Se obtiver sucesso, renova com a CBB por mais quatro anos, visando os Jogos do Rio, em 2016.

Ao contrário de Moncho Monsalve, o espanhol que tirou o basquete brasileiro do marasmo e tornou-o competitivo novamente, Magnano vai ficar no Brasil praticamente o ano inteiro. Pelo menos é o que informa a CBB.

Por aqui vai estar e terá também a missão de ensinar a nossos jovens treinadores conceitos de basquete. Importante, pois não temos visto mais aparecer jogadores com qualidades a ponto de brigar com as feras internacionais.

Seguramente, fruto do mau ensinamento da base. Mesmo os que brilham no momento, como o trio que joga na NBA, mostram deficiências gritantes em fundamentos importantes.

Quando Nenê Hilário, Anderson Varejão e Leandrinho Barbosa arremessam é nítido o jeito desajeitado do trio. Barbosa já foi até motivo de brincadeiras e matérias especiais nos EUA.

Defensivamente, nossos jogadores não sabem se comportar em quadra. Quando o fazem é por puro instinto e força de vontade — exemplo: Varejão.

Por que isso ocorre? Porque quem os ensinou, quando garotos, na verdade não ensinou coisa nenhuma.

Magnano terá a missão de ajudar, portanto, na formação de técnicos nas categorias de base, pois eles participarão de clínicas ministradas pelo argentino. Muito bom.

Muito bom é pouco; diria ótimo, excelente!

Ontem, sábado, dia 16 de fevereiro, o basquete masculino brasileiro deu um passo importantíssimo. Tem tudo para dar certo.

A menos que o boicote, em todas as áreas (e aqui incluo jornalistas e gente que usa a mídia para se manifestar), seja grande demais e inviabilize o trabalho deste que é, repito, um dos maiores treinadores de basquete do planeta.

MONCHO

Como disse acima, Moncho Monsalve tirou o basquete brasileiro do marasmo. Muitos vão recriminar a atitude do presidente Carlos Nunes por isso.

De fato, o espanhol fez um grande trabalho. Mas não há como criticar a atual administração da CBB pela não renovação de contrato com Moncho.

Como já disse aqui neste botequim, é o mesmo que você ter sido dirigido por Mike Brown e, findado o contrato com o treinador, aparece a oportunidade de contratar Phil Jackson.

Por melhor que tenha sido o trabalho de Brown, P-Jax é o “the best”.

Rubén Magnano pode não ser o “the best”, mas está entre os melhores, como já disse.

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010 basquete brasileiro, NBA, Seleção Brasileira | 15:05

A TÁTICA DA CBB

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Rubén Magnano

Rubén Magnano à frente da seleção argentina

Notícia publicada no jornal “O Globo” dá conta de que a CBB abriu negociação com o técnico argentino Rubén Magnano, campeão olímpico com a Argentina em 2004. Quem informou foi o próprio presidente da entidade, Carlos Nunes.

Já disse várias vezes neste botequim que a prioridade tem que ser a renovação de Moncho Monsalve. Já disse também que não sinto muita vontade por parte da CBB que o espanhol continue à frente do grupo.

Esta nova notícia merece também nova interpretação. Penso ser legítimo por parte da entidade querer melhorar o nível do treinador.

Se o seu time é treinador por Mike Brown e você tem a oportunidade de contratar Phil Jackson, por que não contratá-lo? Deve-se contratá-lo e não há por que ser criticado por isso.

Não há como comparar a qualidade de do espanhol com o argentino. É certo que não se pode deixar de reconhecer o trabalho de Moncho junto ao grupo e ao basquete brasileiro.

Mas Magnano é campeão olímpico e vice mundial. Montou esse time argentino que vem encantando o planeta há alguns anos.

Suas credenciais são indiscutíveis. É assim que eu o vejo.

Neste caso, não há como condenar o presidente da CBB.

Este é um cenário.

Por outro lado, na mesma entrevista, Nunes diz que não sabe se o argentino vai aceitar o convite.

Que loucura!!! As negociações engatinham e Nunes sai falando aos quatro ventos?

E se não der certo? Como Moncho vai reagir a essa notícia? Vai se sentir traído? Espanhol, sangue quente, pode muito bem chutar o pau da barraca e mandar todo mundo às favas.

Este é o outro cenário.

Fico me perguntando: se o acordo ainda está em fase embrionária e existe uma grande possibilidade de Magnano não aceitar, será que a cúpula da CBB não estaria usando o argentino para irritar o espanhol para que este mande todo mundo às favas?

Se verdade, seria simplesmente desprezível.

Moncho Monsalve em ação no comando da seleção brasileira na Copa América deste ano

Moncho Monsalve no comando da seleção brasileira na Copa América deste ano, aqui em jogo contra a Argentina

DE MOLHO

Assim estou. Marcus Vinícius, velho parceiro do nosso botequim, testemunhou minha condição precária quando segunda-feira passada eu comentei pela Rádio Jovem Pan a goleada do Palmeiras sobre o Rio Branco do Acre por 4-1.

“Um caco”, assim ele me definiu. E sinto-me desta maneira mesmo.

Em função dos remédios, tenho sono o dia inteiro. Durmo quando posso, tentando tapeá-lo para estar em forma para ver alguns jogos da NBA.

Mas o sono tem vencido esta peleja. Espero reverter o quadro brevemente.

Por isso, nada vi da rodada passada da maior liga de basquete do planeta. Nada vi é maneira de dizer; claro que vi, pois já dei uma olhada em vários sites e vi highlights de partidas importantes.

Especialmente a cesta derradeira de Rajon Rondo diante do Miami, na Flórida. Que vacilo de Mario Chalmers!

O jogo estava nas mãos do Heat, pois, afinal, faltava menos de um segundo para a buzinada final. Mesmo assim, o Celtics conseguiu empatar e levar a contenda para a prorrogação. E ganhou por 112-106.

Só os grandes conseguem isso; só os campeões desafiam o improvável.

Assim é o Boston, o Cleveland, o Lakers…

Mas o Lakers perdeu para o Clippers! Verdade, perdeu (102-91), mas, como sempre digo, há zebras no basquete e não dá para se vencer todas as noites.

A derrota significou também o fim de um tabu de nove partidas sem perder para o primo pobre angelino. O bom nessa derrota foi que Andrew Bynum voltou a jogar bem: 15 pontos e 14 rebotes.

Voltou a fazer um “double-double” depois de 24 partidas!

Quanto aos brasileiros, Anderson Varejão deixou vitorioso a quadra de sua Q Arena na goleada do Cleveland diante do Washington por 121-98. Wizards que jogou pela primeira vez sem Gilbert Arenas depois que a NBA o suspendeu merecidamente por tempo indeterminado.

Foram 12 pontos, oito rebotes, três assistências, um roubo e um toco do capixaba. Boa atuação, sem dúvida. LeBron James foi o cestinha do time com 23 pontos, mas os míseros sete marcados por Mo Williams chamou a atenção.

Mas voltemos aos brasileiros, pois Leandrinho Barbosa também jogou. Bem, ele gostaria, mas Alvin Gentry deixou-o em quadra por apenas 17 minutos, dez a menos que Varejão.

O paulistano fez apenas nove pontos na vitória do Suns sobre o Houston por 118-110. De restou, zerou em todos os outros fundamentos.

Sobre Leandrinho não há mais o que se falar.

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009 NBA, Seleção Brasileira | 14:26

ZEBRA COM NOME EM DALLAS

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Tim Thomas x Anderson Varejão em Dallas

Varejão x Tim Thomas em Dallas

Dirk Nowitzki tem média de 26 pontos por jogo. Ontem, ao abrir as portas de seu American Airlines Center para o Cleveland, o Dallas apresentou seu elenco para o jogo entre ambos e nele não constava o alemão.

Contundido no cotovelo direito, Dirk foi visto sim, mas em trajes civis, ao lado dos jogadores reservas do Mavs. Desfalque e tanto.

Ainda mais quando o adversário chega capitaneado por LeBron James e com o status de um dos melhores times da liga no momento.

Dá pra vencer sem Nowitzki?

Rick Carslile e todo o grupo, evidentemente, acreditavam na vitória. Afinal, ninguém entra em quadra derrotado.

E essa história de que em basquete não há zebras, e que surpresas não acontecem, é história pra boi dormir e é papo furado de quem fala sem conhecimento de causa.

Pois bem, e a zebra aconteceu ontem no American Airlines Center.

Não só o Dallas venceu o Cleveland (102-95), como Tim Thomas, um veterano ala de força que perambula pela liga há 13 temporadas, tornou-se o nome do jogo, com 22 pontos marcados, quatro a menos do que Nowitzki.

Alguém poderia imaginar que isso fosse acontecer? Eu, sinceramente, esperava por uma vitória do ?Cleveland.

Mas como em basquete também há zebras, ela deu o ar da graça ontem à noite em Dallas.

DEFESA

Algo, por exemplo, que Steve Nash não sabe do que se trata. Mas não é do canadense que eu quero falar — vamos deixá-lo em seu canto.

Falo de defesa para dizer que o Dallas bateu o Cavs na defesa. Sim, pois LeBron James, embora tenha anotado 25 pontos, cravou apenas dois no quarto decisivo, quando tudo se define.

Defesa, talvez o principal alicerce do basquete, que ajudou o Dallas a bater o Cleveland e que Steve Nash não faz a menor idéia do que se trata.

Mas vamos deixá-lo em paz, até porque, com a bola nas mãos e atacando, poucos têm a lucidez e a inteligência do armador do Phoenix.

VAREJÃO

O brasuca foi bem na derrota de ontem. Marcou 13 pontos e pegou oito rebotes.

Mas poderia ter marcado um pouco melhor Tim Thomas nos momentos em que o surpreendente jogador do Dallas esteve sob seus olhares.

De qualquer maneira, desculpa-se isso também, pois, afinal de contas, como vimos, ontem foi o dia da zebra em Dallas.

E contra ela ninguém pode.

DEFINIÇÃO

Leio na internet que a CBB prorrogou uma vez mais a decisão de renovar ou não o contrato de Moncho Monsalve. O treinador abriu as portas de sua casa, em Múrcia, na Espanha, e recebeu André Alves, diretor técnico da CBB, e Vanderlei Mazzuchini, diretor das seleções masculinas.

Falaram sobre o planejamento visando o Mundial do ano que vem na Turquia, discutiram os Jogos Olímpicos de Londres em 2012 e quando o assunto chegou à Olimpíada do Rio de Janeiro, em 16, a conversa emperrou.

Isso porque a CBB quer traçar um planejamento até a Olimpíada brasileira. Moncho, como se sabe, pretende aposentar-se ao final dos Jogos de Londres.

Por causa disso, Alves e Mazzuchini pegam o avião esta noite, chegam amanhã ao Brasil e dizem ao presidente Carlos Nunes que Moncho não poderá dirigir a equipe nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Eu pergunto: e daí?

Moncho pode muito bem cumprir o ciclo por ele imaginado e preparar José Neto, que é seu auxiliar, para assumir o comando da equipe quando o espanhol se aposentar.

Simples, não é mesmo?

Por que algumas pessoas teimam em procurar pelo em ovo?

TRISTE

Não vi o jogo, mas leio também na internet que o pau quebrou ao final da partida entre Paulistano e Pinheiros, no ginásio do Jardim Europa (Pinheiros).

A briga envolveu dirigentes do Pinheiros e integrantes da comissão técnica do Paulistano.

Que coisa, hein! Sempre a mesma história: ninguém sabe perder. O brasileiro é um povo incapaz de lidar com perdas, frustrações esportivas.

Sinceramente, não tenho a menor vontade ou motivação para assistir a cenas desse tipo.

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 NBA, Seleção Brasileira | 17:43

A VITÓRIA DO LAKERS E A INDECISÃO DA CBB

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Algumas considerações sobre a vitória do Lakers sobre o Milwaukee, na prorrogação, por 107-106.

1) Os lances livres perdidos pelo turco Ersan Ilyasova, a 58 segundos do final, com o Bucks na frente em 106-102, pesaram muito;

APTOPIX Lakers Bucks Basketball2) A marcação equivocada de uma falta em cima de Kobe Bryant, no ataque seguinte, “feita” por Ilyasova, seguida de um lance livre de bonificação, pesou muito;

3) A inteligente decisão de Phil Jackson em mandar cobrar o lateral no campo do Lakers e consequentemente dar mais espaço para Kobe articular o ataque que culminou com a cesta decisiva (foto AP) pesou muito;

4) A falta de inteligência tática do técnico Scott Skiles em não fazer uma dobra na marcação de Kobe pesou muito;

5) A falta de inteligência no técnico Scott Skiles em deixar um jogador baixo (Charlie Bell) marcando Kobe e facilitando o arremesso do jogador do Lakers, pesou muito.

Cinco itens — entre eles, um erro da arbitragem. Pergunto: o Lakers ganhou por causa de um erro da arbitragem ou foram vários os fatores que levaram o Milwaukee à derrota?

Cartas à redação.

MONCHO

Leio na mídia que o presidente Carlos Nunes ainda não definiu o futuro do técnico Moncho Monsalve. Realmente, a situação é incompreensível.

Por que Nunes, presidente da CBB, demora tanto para tomar uma decisão que, aparentemente, parece óbvia? Por que ele reluta em assinar um novo contrato com Moncho?

Seria porque o espanhol foi um achado de seu antecessor, Gerasime Bozikis? Se verdade, seria um grande absurdo, pois Nunes estaria se colocando à frente dos interesses do nosso basquete.

Não acredito que possa ser isso, pois é de uma falta de inteligência desgastante. E não creio que o atual presidente da CBB tenha esse tipo de limitação.

Então, alguma coisa acontece; o que é então?

Dizem que Moncho tem um temperamento difícil. E daí? Os jogadores não aprovam o trabalho dele? Os jogadores não se dão bem com ele?

Quem é que vai ter que conviver diuturnamente com Moncho, Carlos Nunes ou os atletas? Os atletas, é claro.

Então, se Nunes não gosta do jeitão de Moncho, paciência. Engula-se o homem em prol do crescimento do nosso basquete. Como disse os interesses da modalidade se sobrepõem aos interesses do presidente da entidade.

Quantos não são os exemplos de pessoas que não se davam bem, mas que se suportavam por causa do objetivo comum? Vários.

E eu sempre gosto de citar o caso envolvendo Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar. Em 1994, Kareem esteve no Brasil para um “camp” patrocinado por uma fábrica de materiais esportivos.

Na entrevista à imprensa, um jornalista perguntou ao ex-pivô do Lakers sobre Magic Johnson, que tinha acabado de anunciar ao mundo ser portador do vírus HIV. Kareem respondeu: “Nunca fui amigo do Magic, a gente jogava juntos, só isso. Não sei como ele está”.

Apesar dessa distância, eles se deram superbem em quadra e ganharam quatro anéis.

Então, por que o presidente Carlos Nunes reluta em assinar com Moncho Monsalve?

Não consigo encontrar outro motivo, pois o trabalho do treinador espanhol é inquestionável. Nenhuma mente sã há de vir a público dizer que nosso selecionado está no caminho errado.

Só louco diria uma coisa dessas.

Já se falou em “lobby” dos nossos treinadores, pressionando Nunes para a saída de Moncho. Não creio, pois Nunes já adiantou, também, que se Moncho não renovar o novo treinador será um europeu.

Então, volto a perguntar: qual é o problema? Por que esse contrato não é assinado?

Cartas à redação.

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009 NBA, Seleção Brasileira | 18:42

O CASO DO ESLOVENO E DO SAS

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O jogo no Vale do Sol foi o que mais me chamou a atenção na rodada de ontem à noite da NBA.

Primeiro, porque o San Antonio voltou a perder; segundo, porque Goran Dragic fez uma observação após a partida, que, como disse, chamou-me a atenção.

Vamos, pois, por partes, falar desta vitória do Phoenix sobre o San Antonio por 116-104.

AMEAÇA

O San Antonio é hoje o oitavo colocado na Conferência Oeste. Está à beira do abismo.

Tem jogado mal, não mostra reação, o entrosamento parece inexistir; enfim, dá pinta de que esta temporada está indo para o espaço. Tenho pena de Tim Duncan.

Ontem, o velho Timmy fez 34 pontos, pegou 14 rebotes e deu três tocos. Jogou praticamente sozinho.

As outras estrelas da companhia, Tony Parker, Manu Ginobili e Richard Jefferson, anotaram juntas 26 pontos e tiveram um aproveitamento de 8-26 em seus arremessos.

O alvinegro texano tem dez derrotas até o momento. Digo até o momento porque outras mais virão se o time não mudar de atitude.

Oklahoma City, com aquela molecadinha comandada por Kevin Durant, vem logo atrás, babando, com 11 derrotas. New Orleans, Clippers e Sacramento têm 13.

Descarto o Hornets e o Kings. Mas o San Antonio tem que ficar esperto com o Los Angeles, pois quando Blake Griffin puder jogar, a equipe certamente vai engatar uma terceira, jogar uma quarta marcha e até o final da fase de classificação estará em quinta.

E eu fico em dúvida quanto ao desempenho do San Antonio. Do jeito que está, ouso dizer que esta temporada o time corre sério risco de não se classificar para os playoffs.

(IN)COMPETÊNCIASpurs Suns Basketball

Quanto a Goran Dragic, o esloveno destacou-se demais na vitória de ontem do Suns. Marcou 18 pontos, tendo acertado sete de seus nove arremessos.

Sua média, até a partida de ontem, era de 6.4 pontos. Melhorou 300%.

Esqueça os 28 pontos de Amaré Stoudemire (foto AP) e os 25 de Steve Nash. O nome do jogo foi Dragic.

Vejam o que Tim Duncan declarou após a partida: “Steve e Amaré fizeram o normal deles. Jogaram bem. Quem fez a diferença foi Dragic”.

E sabem a que se deve essa melhora? O esloveno responde:

“Meu técnico da Sérvia está em Phoenix há quatro dias. Nós trabalhamos muito o meu arremesso. Antes [da chegada do treinador sérvio], quando eu chutava, o arco não era tão alto. Hoje, ele melhorou. O arco está mais alto”.

Como assim? Precisou vir um técnico da Sérvia para notar que o arremesso de Dragic estava defeituoso?

E o que faz todo o staff técnico do time? O que fazem Alvin Gentry, Dan Majerle, Bill Cartwright, John Schumate e Igor Kokoskov?

Das duas uma: ou eles são desatentos — e por isso mesmo incompetentes — ou eles ignoram o esloveno — o que é muito pior.

Triste, vocês não acham?

NOITADA

Destaque para os 42 pontos de Kobe Bryant na vitória do Lakers sobre o Chicago por 96-87. E só, porque o basquete que o Los Angeles jogou beirou o ridículo.

Venceu porque o adversário era o Chicago. Se jogar o que jogou ontem esta noite contra o Milwaukee, perde!

Podem escrever o que estou falando.

No Bulls, realce para os 20 rebotes de Joakim Noah. Um guerreiro.

Lakers Bulls BasketballDerrick Rose (na foto AP cumprimentando Kobe) jogou como gente grande neste clássico. Ótimo, são esses jogos que ajudam também a separar meninos dos homens.

Quanto ao Cleveland, a vitória sobre o New Jersey (99-89) foi a oitava consecutiva em casa. É isso mesmo, o dever de casa deve ser feito sempre.

LeBron James anotou 23 pontos, sete assistências e seis rebotes. Dentro da normalidade.

Fiquei chateado com o desempenho de Anderson Varejão: quatro pontos e apenas cinco rebotes. Pior: só 19 minutos em quadra. As faltas não deixaram que o capixaba jogasse mais tempo — e consequentemente pontuasse e fisgasse mais ressaltos.

Já o Miami bateu o Toronto por 115-95. Michael Beasley — anotem aí o nome desse muleke — marcou 28 pontos e pegou 11 rebotes. Beasley e Mario Chalmers são fatores que devem fazer Dwyane Wade renovar com o Heat.

MUNDIAL

Como todos sabem, o Brasil ficou no grupo dos EUA. Além dos norte-americanos, Croácia, Eslovênia, Irã e Tunísia.

Nosso selecionado estréia no dia 28 de agosto, um sábado, contra o Irã. No dia seguinte vem a Tunísia, depois os EUA, na sequência, Eslovênia e Croácia.

Não me parece nenhum bicho de sete cabeças. Claro que os EUA ficarão em primeiro, mas dá para brigar com croatas e eslovenos pelo segundo lugar.

Ora, por que não? Desde que não se demita o técnico Moncho Monsalve — a impressão que me dá é que a CBB está procurando um jeito de demitir o espanhol — e com Nenê Hilário, Anderson Varejão e Leandrinho Barbosa em quadra, claro que dá.

E seria importante não ficar em quarto lugar, pois, neste caso, provavelmente o Brasil pegaria a Argentina. Não temos time, no momento, para encarar “Los Hermanos”.

Classificar em quarto lugar significa ser eliminado nas oitavas. Para quem não sabe, depois da fase de grupos, no sistema do um contra todos, as etapas seguintes serão em mata-mata: oitavas, quartas, semifinais e final (mais a decisão do terceiro lugar).

Repito: não me parece um bicho de sete cabeças, desde que não se demita Moncho e o Brasil entre em quadra com o que tem de melhor.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009 basquete brasileiro, NBA | 13:03

DECLARAÇÃO CONFUSA

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Lendrinho e Thiago Splitter

Lendrinho e Thiago Splitter na seleção brasileira

Li em “O Estado de S.Paulo” desta quinta-feira entrevista com Leandrinho Barbosa. Nela, ele diz que vai fazer de tudo para que Nenê Hilário esteja no Mundial do ano que vem na Turquia.

Disse Leandrinho: “Nenê seria uma grande ajuda e ele sabe. É um dos pontos fortes do basquete brasileiro. Nós estamos tentando convencê-lo a participar do Mundial”.

Confesso que não consigo entender o que Leandrinho quis dizer. Afinal, Nenê não atendeu as duas últimas convocações do técnico Moncho Monsalve por estar doente.

Na primeira oportunidade, retirou um tumor testicular; na segunda, quebrou o braço.

Ao fazer uma afirmação dessas, Leandrinho dá a entender que Nenê não esteve na seleção porque não quis. E isso não é verdade.

Pior: deixa Nenê em uma situação difícil junto aos torcedores, pois muita gente realmente acredita que Nenê não vestiu a camisa 13 da seleção porque não quis. E isso não é verdade.

Creio que Leandrinho não quis dizer o que disse.

Seguramente, ele quis dizer algo do tipo: vamos todos torcer para que o destino não pregue outra peça em Nenê para que ele se junte finalmente ao grupo, pois precisamos dele demais.

Sim, acho que foi isso o que Leandrinho quis dizer.

MONCHO

O presidente da CBB, Carlos Nunes, estará na Europa acompanhando o sorteio dos Mundiais masculino e feminino que ocorrerão ano que vem na Turquia e República Tcheca, respectivamente.

Aproveitará a viagem para visitar Moncho Monsalve. O espanhol passou por uma cirurgia na coluna e recupera-se bem — felizmente.

Ainda segundo “O Estado de S.Paulo”, Nunes disse que Moncho tem um “gênio impossível” e que isso pode pesar no momento da renovação do contrato do ibérico, que encerra-se no final deste mês.

O que Nunes quer dizer com isso? — pergunto novamente.

É certo que Nunes é o patrão (por ser o presidente da CBB) e Moncho o empregado. Mas o relacionamento entre eles é pouco e não deve ser decisivo no momento de se decidir o futuro.

O relacionamento de Moncho é intenso com os jogadores, isto sim. São eles é que têm que avaliar a convivência com o treinador.

Se Moncho é bom para os jogadores, é bom para a seleção. Consequentemente, é bom para o basquete brasileiro.

E a avaliação dos atletas quanto ao espanhol é excelente: nota 10. Os basqueteiros querem a permanência dele à frente do grupo.

É isso o que conta — o resto é perfumaria.

Lou Williams tenta superar Marquis Daniels, Shelden Williams e Eddie House

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NBA

A rodada de ontem da maior liga de basquete do planeta confirmou que: 1) O Boston continua “on fire”; 2) O Denver também; 3) O Lakers está um pouco abaixo de ambos.

O melhor de tudo, pelo menos para nós, brasileiros, é a bola que Nenê Hilário vem jogando. No triunfo de ontem diante do New Jersey, do outro lado do Rio Hudson, por 122-94, o são-carlense marcou 16 pontos, pegou nove rebotes, deu quatro assistências e três tocos.

E mais: 5-6 nos arremessos de quadra.

Suas médias no campeonato: 14.6 pontos e 9.6 rebotes. Seu percentual de aproveitamento nos arremessos é de 60%: 24-40. Muito bom.

Nenê confirma o que todos nós sabemos: é o melhor jogador brasileiro de basquete na atualidade.

Leandrinho tem razão: vamos todos torcer para que o destino não pregue outra peça em Nenê para que ele se junte finalmente à seleção, pois precisamos dele demais.

CANSAÇO

O primeiro parágrafo do texto do site da NBA que relata a vitória do Boston sobre Wolves, em Minneapolis, é muito bom. Traduzo-o para vocês:

“Suas pernas foram a razão pela qual o Celtics quase perdeu pela primeira vez. Suas cabeças foram a razão pela qual isso não aconteceu”.

Ou seja: o Boston teve dificuldades para defender porque faltaram pernas para seus principais jogadores, pois, todos sabemos, Kevin Garnett, Paul Pierce, Ray Allen e Rasheed Wallace não são mais crianças.

Mas a inteligência tática do quarteto e a compreensão que eles têm do jogo acabou evitando o primeiro revés da temporada.

Depois de 48 minutos de bola pingando aqui e ali, lá e acolá, o Celtics somou sua sexta vitória na competição: 92-90.

REENCONTRO

Ron Artest e Trevor Ariza reencontraram pela primeira vez suas ex-equipes. 18.291 torcedores lotaram o Toyota Center em Houston.

Estavam curiosos para ver como os dois se sairiam. No final, viram o óbvio: o desfile de Kobe Bryant em quadra.

O melhor jogador de basquete do planeta marcou 41 pontos e liderou o Lakers em mais uma vitória no torneio: 103-102. Mas não foi fácil; uma prorrogação foi necessária para se definir o vencedor.

E quem foi o “key factor” para que o Lakers vencesse o tempo extra por apenas um pontinho (11-10)? Sim, ele, “Black Mamba”.

Kobe marcou oito pontos e evitou a segunda derrota dos angelinos na temporada. Sua performance possibilitou, isto sim, o quarto triunfo na competição.

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 21:26

MONCHO ESTÁ DE MOLHO

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Moncho Monsalve está de molho. Fez uma cirurgia na coluna e o tempo de recuperação é de quatro meses.

Outubro, novembro, dezembro, janeiro… Quer dizer, na pior das hipóteses o espanhol estará de volta ao batente no final de fevereiro.

MONCHOTempo suficiente para armar o time visando o Mundial do ano que vem na Turquia. Está nas mãos dele, pois o presidente da CBB, Carlos Nunes, em entrevista ao SporTV, declarou: “Em time que está ganhando não se mexe. Os atletas já se manifestaram a favor de ele ficar, mas o Moncho sempre coloca que precisa estar em perfeitas condições físicas para trabalhar”.

Moncho (foto AP) é forte, um batalhador. Tem apenas 64 anos; vai tirar de letra essa cirurgia.

Portanto, não há com o que se preocupar. Que Nunes trate logo de renovar o contrato do ibérico, que vence em 25 de novembro próximo.

E nesse tempo de convalescença, Moncho com certeza estará traçando os planos para o Mundial de Turquia.

Até onde ele poderá levar nossa seleção?

DEPENDE

Depende do quê?

Depende se Nenê, por exemplo, estará com o grupo. Com ele no elenco, o time brasileiro fica muito mais forte; não há como negar isso.

Moncho Monsalve, com o são-carlense à disposição, tem a opção de montar o time com Varejão na ala, Splitter como ala de força e Nenê no pivô.

Eu não gosto desta formação. O time perde nos arremessos longos (Varejão não é um especialista) e fica mais lento.

De todo o modo, o Miami vem fazendo isso nesta temporada de amistosos da NBA. Eric Spoelstra tem escalado o time assim.

Ora com Michael Beasley, Udonis Haslem e Jermaine O’Neal juntos; ora com Joel Anthony na vaga de Jermaine O’Neal.

Pode funcionar, muitos garantem isso. Mas eu não gosto – pelos motivos expostos.

Mas voltando ao time brasileiro, com Nenê no elenco nosso “frontcourt” fica bem mais forte. O jogador do Denver é um dos melhores da posição no planeta.

Sem ele, nossas possibilidades diminuem.

Diria que com Nenê a gente disputa de quinto a oitavo; sem ele, de nono a décimo segundo lugar.

BICUDA

Ainda na entrevista ao SporTV, Carlos Nunes disse que Hortência tem feito das tripas coração para convencer Iziane a voltar à seleção. Mas a jogadora, turrona como ela só, remói o passado e não consegue deixar lá o que lá pertence.

Disse Nunes sobre o caso: “Do lado do Paulo Bassul, já está tudo certo. Não existe veto nenhum. A Iziane não veio [para a Copa América] porque não quis”.

Todos os esforços estão sendo feitos no sentido de ela voltar a conversar com Bassul e trabalhar com a seleção. Mas enquanto ela não enterrar o passado, vai ser difícil.

Penso que mais do que conversar com Hortência, o que Iziane deveria fazer era conversar com um psicanalista.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 18:39

A QUEM INTERESSA A QUEDA DE BRAÇO?

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As críticas públicas de Vanderlei Mazzuchini, diretor da CBB, em relação ao técnico Moncho Monsalve não trazem nada de bom e positivo para a seleção brasileira.

Pergunto-me: pra que isso?

O que Vanderlei quer provar? Que ele manda mais que Moncho? Será que manda mesmo?

Numa queda de braço entre ele e o treinador, a quem os jogadores apoiariam? Não seria Moncho (foto CBB) o preferido? Penso que sim.

Afinal, o espanhol ganhou (até onde sabemos) a simpatia do grupo. Todos gostam dele. Todos o respeitam. O que ele diz é lei.

Assim, numa possível queda de braço entre o dirigente e o treinador, creio que os jogadores baterão o pé pedindo a permanência de Moncho. Isso, claro, caso o espanhol não engula o que Vanderlei declarou para a mídia aqui em São Paulo.

Dessa maneira, o que o presidente Carlos Nunes faria numa situação dessas? Apoiaria Vanderlei? Duvido.

Sem desmerecer o trabalho de Vanderlei, Moncho, se sair, fará muito mais falta. Depois de anos mergulhado na escuridão, o basquete brasileiro ressurgiu e resgatou o respeito dos adversários.

E quem foi o responsável por isso? Moncho Monsalve.

Eu, se fosse o ex-jogador da seleção brasileira, não compraria essa briga. A menos que por trás dessas declarações haja algo a mais e a mando de alguém mais importante.

Não, não quero crer que isso seja possível ou verdade. Esqueçamos, por favor, o que eu disse no parágrafo anterior.

Mas vamos esperar pelos próximos capítulos para ver para onde essa novela vai se enveredar. De novembro, quando o contrato de Moncho com a CBB se encerra, não passa.

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segunda-feira, 7 de setembro de 2009 basquete brasileiro, NBA, Seleção Brasileira | 11:15

BRASIL CAMPEÃO COM BASQUETE MODERNO

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Não me venham com essa história de que o título não vale nada, que o que interessava mesmo era a vaga para o Mundial da Turquia. A decisão diante de Porto Rico, ontem à noite, na casa do adversário, tem um significado muito grande.

Afinal, os porto-riquenhos, diante de 10 mil fanáticos torcedores, jogaram pra valer. Buscaram a vitória do começo ao fim do jogo, pois queriam o título de qualquer maneira.

Perder em casa é vergonhoso e vexatório. Por isso os caribenhos correram feito uns loucos atrás do triunfo.

Não conseguiram.

Leandrinho e Tiago Splitter/ReutersNão conseguiram porque o Brasil jogou muito; não foi perfeito, mostrou defeitos, especialmente a falta de um jogador decisivo nos momentos cruciais da partida, mas jogou muito.

Calou o superlotado Coliseu Roberto Clemente como há muito não fazia. Até mesmo a geração de Oscar e Marcel tinha dificuldades diante dos porto-riquenhos.

Éramos invariavelmente batidos, não importava a quadra. Mesmo com Oscar e Marcel jogando, como frisei.

O Brasil tornou-se um freguês de caderneta dos caribenhos. Mas ontem a história foi diferente.

Nosso selecionado venceu uma partida que muitos não acreditavam ser possível. E não apenas por tremermos diante dos rivais (na fase de classificação Porto Rico foi o único time a bater o Brasil [86-82]), mas também porque muitos sempre tiveram um pé atrás em relação ao que viam.

Depois da única derrota na competição, algumas pessoas disseram: “Tá vendo? Foi só pegar uma seleção mais forte que perdeu”.

Perdeu, mas perdeu por um placar satisfatório (mesmo com a derrota ficou em primeiro lugar na fase de classificação). Perdeu sem contar com Leandrinho Barbosa, seu melhor jogador nesta Copa América.

O Brasil mudou; o basquete do Brasil mudou. Não vê quem não quer.

DEFESA

A defesa brasileira – isso mesmo, a defesa! – quem diria! – foi gigante em quadra. Limitou os porto-riquenhos a míseros 60 pontos, contra 82.2 pontos de média durante a competição.

Nossa zaga subtraiu nada menos do que 22.2 pontos do rival! Muita coisa. Isso foi fruto, evidentemente, da diminuição do aproveitamento do time caribenho nos seus arremessos.

Vejamos: nos nove jogos anteriores, os anfitriões tinham uma média de acerto de 53.4% nas bolas de dois pontos – ontem foi de 41.3%; nas bolas de três (o carro-chefe de Porto Rico), o percentual de bolas certas era de 40.7%; ontem foi de miseráveis 23.8%.

Não à toa, depois da partida, na coletiva de imprensa, Moncho Monsalve, nosso treinador, declarou: “A vitória não significa nada para mim, mas muito para eles, que deram tudo neste torneio com uma grande defesa, que foi nossa principal arma”.

ATAQUE

Se nossa defensiva tirou nota dez, nossa ofensiva deixou a desejar nos momentos cruciais.

Esqueça que este foi o jogo em que menos pontuamos. Isso é verdade.

Mas tem a ver com nosso novo estilo de jogo, de valorização da bola, troca de passe, aproveitamento quase total dos 24 segundos para encontrar o melhor momento para arremessar, o espaço procurado, fruto do cansaço imposto à defensiva oponente.

O que me preocupou foi que, no final do jogo, quando Porto Rico tirou uma diferença de 16 pontos e baixou-a para dois, não apareceu nenhum jogador para pegar a bola e dizer: “O jogo é meu, deem a bola para mim que eu resolvo”.

Já disse aqui que Leandrinho tem que ser para o Brasil o que Kobe Bryant é para o Lakers. Nos momentos chaves, decisivos, ele tem que resolver a parada.

Quando Leandrinho fez uma cesta dupla a 6:32 minutos do final da partida, colocando o Brasil na frente em 55-42, ele não só viu os porto-riquenhos fazerem uma corrida de 18-6, como errou todos seus tiros contra a cesta adversária.

Foram duas três bolas erradas de dois pontos e duas equivocadas de três. Ou seja: 0/5 nos arremessos finais.

Isso preocupa.

COLETIVIDADE

Brasil campeão da Copa América/ReutersÉ por essas e por outras que eu tenho dito: se não jogarmos coletivamente, estaremos perdidos. Sim, pois se formos depender da individualidade, ela simplesmente não existe.

Vejam o caso de Marcelinho Machado, cestinha do último campeonato brasileiro e defendido por muitos parceiros deste botequim: em 19 minutos em quadra (quase um tempo de jogo), arremessou apenas quatro bolas contra o aro porto-riquenho, pois não conseguiu sair da marcação adversária.

Agora vem o pior: errou todos os quatro arremessos! Saiu zerado de quadra!

Falhou em uma bola de dois pontos e em todas as três triplas arremessadas.

E mais: ao final do primeiro tempo, ao invés de deixar o cronômetro correr e arremessar no segundo derradeiro (ou mesmo morrer com a bola nas mãos), Machado precipitou-se como um juvenil (ele tem 34 anos!) e atirou uma desnecessária bola de três a cinco segundos do final.

Errou.

Pior: Larry Ayuso acertou uma cesta dupla e baixou a diferença que era de dez para oito pontos, encerrando o primeiro tempo em 36-28 para o Brasil.

Rapaziada, não é marcação contra Marcelinho. Ele não é esse jogador decisivo que alguns imaginam que ele seja. Ele é grande num campeonato pequeno.

Entre os grandes, se apequena – sempre foi assim. Isso é fato – não vê quem não quer.

Por isso mesmo defendi aqui nesse botequim a limitação de tempo dele em quadra. Nos jogos anteriores importantes, Moncho Monsalve fez isso; ontem ele pisou na bola e deixou Machado em quadra mais tempo do que deveria.

Erro e tanto do espanhol, que quase nos custou a vitória – e consequentemente o título.

DESTAQUES

O argentino Luis Scola foi eleito o MVP da Copa América; ridículo. Na minha opinião, o galardão tem que ir sempre para um jogador do time campeão.

Meu favorito, até ontem, era Anderson Varejão. Mas o capixaba, na partida decisiva, não manteve o nível.

Daria o troféu para Leandrinho Barbosa, que mesmo falhando no momento crucial, terminou a partida de ontem com 24 pontos. Isso, apesar de ter tido um aproveitamento de 1/8 nas bolas de três (12.5%).

Deixo registrado o meu protesto.

FICA!

Moncho Monsalve fica ou não fica? Como já disse aqui, vai depender da grana (ele reclama que ganha pouco; comenta-se que recebe mensalmente oito mil euros, bem abaixo do que treinadores recebem na Europa).

Ele quer mais do que isso – e merece. Mas será que dá para a CBB pagar?

Nossa entidade não nada em dinheiro. Seria preciso encontrar um parceiro para bancar financeiramente a permanência do espanhol aqui no Brasil.

Outro ponto importante: ele quer vir menos para cá. Como assim? Menos do que já vem?

Se vier menos quase não estará entre nós! Esse é um ponto que a CBB não pode abrir mão.

Sim, pois a confederação deveria entregar a Moncho todas as categorias e fazê-lo ensinar a nossos treinadores o basquete moderno.

E daria, por sugestão do Bruno Camargo, clínicas nas principais cidades brasileiras, ensinando, como disse o basquete moderno a todos. Quem sabe assim, num futuro não muito distante, nossos técnicos estariam no mesmo patamar dos demais.

Este é um ponto onde a CBB não deve abrir mão de jeito nenhum. Moncho tem que vir mais para o Brasil. Se possível, morar aqui.

Seria apenas um ano, até o Mundial da Turquia. Tempo para ele sentir a vida aqui em nosso país.

Como se vê, a situação é fácil.

Mas a entidade tem que encontrar uma solução. Carlos Nunes, o presidente, e seus parceiros, têm que botar o cérebro para funcionar.

Afinal, Moncho mostrou que é o cara.

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