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segunda-feira, 1 de outubro de 2012 NBA, outras | 23:26

NA NBA TÉCNICO NÃO GANHA MAIS QUE JOGADOR. NO FUTEBOL BRASILEIRO, SIM

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Tom Thibodeau assinou na tarde desta segunda-feira um novo contrato com o Chicago. Serão US$ 20 milhões por um acordo de quatro anos.

Isso vai dar a Thibs US$ 5 milhões por temporada. Por mês, US$ 416,67. Em nossa moeda, o salário anual do treinador do Bulls (foto) equivale a R$ 10,13 milhões. Se dividirmos por 12, teremos cerca de R$ 850 mil por mês.

Muricy Ramalho é o técnico mais bem pago do Brasil: renovou recentemente com o Santos por mais um ano em troca de R$ 750 mil e quando Neymar não joga, o aproveitamento da equipe é apenas 25,0% — melhor apenas do que o do Atlético-GO, lanterninha do campeonato, que tem 24,0%. Luís Felipe Scolari recebia do Palmeiras R$ 700 mil por mês. Pediu demissão há algumas semanas, pois não conseguia tirar o time da zona do rebaixamento. Tite (exceção neste deserto de competência) teve seu salário reajustado pelo Corinthians e receberá R$ 550 mil mensais. Wanderley Luxemburgo fatura R$ 520 mil do Grêmio e não ganha um campeonato importante desde 2004, quando foi campeão brasileiro com o Santos. Completando esse “top 5”, aparece Dorival Júnior, técnico do Flamengo, que recebe R$ 450 mil e não faz o time deslanchar: no returno, o rubro-negro é o 19º colocado.

Os salários de Muricy e Felipão se aproximam ao de Thibs. E olha que existe um abismo, uma distância colossal, entre os faturamentos da NBA e do futebol brasileiro.

Além disso, enquanto no basquete o técnico tem uma importância considerável, no futebol ela é muito pequena. No basquete, os treinadores podem tirar e colocar jogadores de acordo com a conveniência da partida, têm à disposição sete pedidos de tempo, mais os tempos da televisão, têm a seu favor o fato de a quadra ser bem menor do que o campo de futebol, o que permite uma interação maior entre treinadores e atletas. No futebol isso não existe. Os técnicos podem trocar apenas três jogadores, não têm os pedidos de tempo a seu favor e o campo é gigantesco se comparado com uma quadra de basquete.

Muricy (foto) mesmo costuma dizer que a importância de um treinador é de 25% no rendimento de um time de futebol. Se é tão pequena assim (e o depoimento é de um treinador que tem quatro títulos brasileiros e uma Libertadores), por que nossos cartolas pagam tanto para um treinador?

Aqui no Brasil, treinador ganha mais que a estrela do time. Vejam o caso de Neymar. O Santos paga a ele R$ 500 mil. Os outros R$ 2,5 milhões vêm de patrocinadores. Ou seja: Muricy ganha mais do que Neymar! Valdívia, maior salário do Palmeiras, ganha R$ 600 mil. Ou seja: Felipão também faturava mais do que a estrela da companhia. No Grêmio, Kléber é o maior salário: R$ 400 mil, R$ 120 mil a menos do que Luxemburgo.

Na NBA, nenhum treinador ganha mais do que a estrela do time.

Se Thibs vai ficar com US$ 5 milhões nesta temporada, Derrick Rose, o astro da franquia, tem garantido US$ 16,4 milhões. No Oklahoma City, Scott Brooks também acabou de renovar o contrato: US$ 16 milhões por quatro temporadas; US$ 4 milhões por campeonato trabalhado, enquanto que Kevin Durant, o melhor jogador do time, ganha US$ 16,6 milhões por ano. No Lakers, Mike Brown recebe US$ 4,5 milhões e Kobe Bryant US$ 27,8 milhões. Querem mais? Pois não: Doc Rivers ganha por ano do Boston US$ 7 milhões e Paul Pierce, maior salário do time, vai amealhar US$ 16,7 milhões; Gregg Popovich vai faturar US$ 6 milhões do San Antonio, já Manu Ginobili ficará com US$ 14,1 milhões.

Na Europa, treinadores também não ganham mais do que os astros. Tito Villanueva não recebe mais do que Messi; nem mesmo Pep Guardiola tinha um salário maior do que o argentino. Idem para Mourinho em relação a Cristiano Ronaldo no Real Madrid. Não sei quanto ganha Roberto DiMateo, mas eu duvido que ele fatura mais do que Frank Lampard.

Enquanto isso, aqui no Brasil…

Tudo errado, minha gente. Escrevi esse post para mostrar outra das aberrações do futebol brasileiro, embora o nosso botequim seja um botequim de basquete. Mas o fiz traçando um paralelo com o basquete e principalmente com a NBA. Os cartolas brasileiros ainda não perceberam que técnico não entra em campo. Na Europa todos sabem disso; na NBA também.

Os treinadores no basquete, como disse, têm uma importância muito maior do que no futebol. Mesmo assim, eles não entram em quadra. E no futebol, onde a relação dos “professores” com o jogo é muito menor, aí é que eles têm que ganhar menos mesmo.

Nossos cartolas, lamentavelmente, ainda não se aperceberam disso. E lesam os combalidos cofres de suas respectivas agremiações pagando verdadeiras barbaridades para quem tem uma influência muito pequena no espetáculo.

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domingo, 24 de junho de 2012 NBA | 13:46

O PROBLEMA DO LAKERS ATENDE PELO NOME DE KOBE BRYANT?

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Um artigo publicado na edição deste domingo do “L.A. Times” chamou demais a minha atenção. A minha e a de quem leu. E se você não leu, eu dou uma resumida. O título do artigo é: “Kobe Bryant is the problem, not the solution for Lakers”. Traduzindo: KB é o problema e não a solução para o Lakers.

O autor, T.J. Simers, diz com todas as letras que Kobe não é mais o jogador de outrora e que sua presença no time do Lakers é um empecilho para que os velhos tempos de glória sejam retomados. Diz que acreditar em Kobe é iludir-se ou se deixar levar por um “otimismo exagerado”.

E lembra que seu contrato, embora curto (dois anos), é milionário: Kobe tem para receber nada menos do que US$ 58,3 milhões. Por isso mesmo, dificilmente o time conseguiria envolvê-lo em uma troca. Uma troca?!?!?! Isso mesmo, Simers crê que este seria o melhor caminho o Lakers reconstruir sua franquia e rapidamente transformá-la em competitiva.

E mostra números.

Diz que os 43,0% de aproveitamento nos arremessos nesta temporada é o mais baixo desde que ele ganhou a titularidade do time, já com sua segunda temporada em andamento.

Lembra também que essa história de que Kobe é “clutch” não é mais uma verdade. Usa como amparo o site 82games.com, que é adorado por muitos “nbamaníacos” mundo afora, inclusive no Brasil. Segundo o site, nesta última temporada, considerando-se os cinco minutos finais de uma partida e prorrogações disputadas, Kobe tem um aproveitamento de 32,7% de seus arremessos. Isso o coloca numa vexatória 109ª posição no ranking. E compara: quando a bola é dada a Andrew Bynum, o pivô do Lakers, “down the stretch”, exibe uma performance de 82,0%. E isso o coloca em primeiro lugar no ranking.

Ainda versando sobre o mesmo tema (Kobe seria mesmo um “clutch player”?), o mesmo site mostra que o aproveitamento dos arremessos de três de KB nesse período final das partidas é de míseros 21,4%, o que o acomoda numa modesta 73ª posição no ranking.

O mesmo site mostra que Kobe aparece em 12º lugar no aproveitamento de lances livres no apagar das luzes de uma partida. Mas Simers faz um adendo: Kobe é o quarto jogador que mais arremessou na temporada passada, tendo ficado atrás apenas de Carmelo Anthony, Kevin Durant e Kyrie Irving.

O jornalista vai na contramão daqueles que pedem a demissão de Mike Brown, achando ser ele o responsável pela debacle dos amarelinhos na última temporada. Lembra que o atual treinador do Lakers pegou o bonde andando, ou melhor, um barco à deriva, pois o time vinha de uma varrida diante do Dallas na última temporada, tinha perdido em Lamar Odom um importante jogador e que, ainda por cima, não teve tempo para treinar por conta do locaute. Não, Coach Brown, segundo Simers, não é o culpado de nada do que ocorre no Lakers.

Lembra também que essa insistência dos torcedores em ter Dwight Howard é algo que não vai funcionar. Segundo ele (eu nunca li isso), D12 disse que não quer jogar com Kobe. Por quê? Ora, porque nos últimos cinco minutos de jogo a bola estará quase sempre nas mãos de KB e muito pouco nas mãos de qualquer outro jogador — incluindo D12. Isso criaria um atrito entre eles e quem iria sentir os efeitos dessa briga seria o time.

Enfim, esse é o quadro que Simers pinta usando cores berrantes, chamativas, para a situação do Lakers. Ele aponta o dedo, sem hesitar, para Kobe Bryant. E faz previsões nada otimistas para o futuro do time, pois não há como o Lakers se livrar de KB por conta de seu contrato milionário.

Você concorda com isso?

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terça-feira, 22 de maio de 2012 NBA | 13:13

OKC ELIMINA O LAKERS, QUE TERÁ MUITO O QUE FAZER NESTE VERÃO NORTE-AMERICANO

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Era esperado. Confesso que contava com uma série um pouco mais longa, mas não foi surpreendente esse 4-1 que o Oklahoma City enfiou no Lakers nas semifinais do Oeste. Com a vitória de ontem por 106-90, dentro de casa, o OKC se classificou para as finais da conferência e agora terá pela frente o San Antonio, o grande favorito da maioria.

Pelas manifestações aqui no botequim, muitos de vocês acharam que a série só não foi mais longe porque o Lakers pecou nos detalhes. Eu diria que o Lakers vacilou nos momentos decisivos. O time californiano não teve poder de fogo “down the strecht”. Num confronto tão igual, saber jogar o último quarto era decisivo. O Lakers não soube; o Thunder sim.

Além disso, Kobe Bryant jogou praticamente sozinho a série ofensivamente falando. Ficou tudo em seus ombros. Ontem ele anotou 42 pontos. Terminou o embate diante do OKC com média de 31,2 pontos. Pau Gasol, outra arma do Lakers, teve comprometedores 12,0 tentos de média, enquanto que Andrew Bynum foi um pouco melhor: 16,6. Ou seja: os dois juntos não chegaram à pontuação média de Kobe. Assim, fica difícil bater um oponente tão forte como o Thunder.

A dupla de pivôs do Lakers foi a grande decepção do time nestes playoffs, especialmente nesta série diante do OKC. Podem ter certeza: Mitch Kupchak de tudo fará para trocá-los neste verão norte-americano. Se não conseguir trocar os dois, talvez abra mão do contrato de Bynum para sobrar algum em caixa e fazer alguma contratação impactante. O ideal seria pegar Deron Williams. Mas duvido que D-Will saia do Brooklyn neste momento. O bairro nova-iorquino está na moda; fala-se mais nele do que em Manhattan, onde fica o Knicks. Sem contar que o faltariam uns US$ 6 milhões para que o Lakers ao menos equipare o que D-Will vai ganhar nesta temporada com o Nets.

Falo na contratação de Deron porque o Lakers precisa de um armador pra ontem. É claro que agora que a série acabou e o Lakers foi eliminado, fica mais fácil falar. Mas, convenhamos, reforçar-se com o armador reserva de um dos piores times da liga é dose pra mamute. Num primeiro momento, achei boa a contratação de Ramon Sessions. Com o passar dos jogos e o afunilamento do campeonato, viu-se que Sessions não passa mesmo de um armador reserva de um time como o atual Cleveland.

Tão importante quanto ter um condutor em quadra para ajudar Kobe nesta missão é ter um comandante fora dela. Mike Brown não funcionou. Ele chegou a Los Angeles com o carimbo de desaprovação de Kobe Bryant. E quando o principal jogador do time não vai com a cara do treinador, não tem jeito. Mike Brown, embora tenha assinado um contrato de quatro anos, penso eu, não deverá comandar o time na próxima temporada. Se isso se confirmar, eu pergunto: quem viria para o seu lugar?

Jerry Sloan? Ótimo nome. Brian Shaw? Ótima aposta. Um dos irmãos Van Gundy? Nem pensar. Tentar seduzir novamente Mike Krzyzewski? Duvido que ele deixe o comando de Duke. Phil Jackson? Seria um sonho.

O Lakers tem muito a fazer a partir de agora. Tem que trocar seus dois pivôs e arrumar um treinador de verdade. E tem que encontrar um parceiro para Kobe dentro de quadra. E outro jogador para ajudar a fechar o triângulo. Este pode ser num nível um pouco inferior, mas tem que ser contratado também.

FINAL DO OESTE

Quanto ao OKC, também há muito o que fazer pela frente. Sim, pois o time terá que enfrentar agora a coqueluche da NBA no momento, o San Antonio Spurs. Para a esmagadora maioria, o grande favorito ao título desta temporada porque tem três jogadores extraordinários, dois times em seu elenco e um treinador que é considerado por muitos como o melhor treinador da NBA na atualidade, cotado para substituir o Coach K no comando do time dos EUA depois dos Jogos Olímpicos de Londres.

Mas o Thunder tem uma segunda unidade muito interessante também. Quando Scott Brooks coloca em quadra Derek Fisher, James Harden, Nick Collison, Daequan Cook e Nazr Mohammed não há comprometimento no jogo do time. Mas, é bom dizer, esses cinco nunca estão em quadra ao mesmo tempo. Sempre tem um titular com eles, ou Kevin Durant ou Russell Westbrook — sem contar que Harden, embora vindo do banco é um titular, como provam seus 30 minutos de média por partida.

Por falar nos minutos, Durant está com média de 40 por jogo e West quase 36. Se comparado com os Três Tenores do San Antonio, vemos que Tim Duncan joga 36 minutos, Tony Parker pouco mais de 37 e Manu Ginobili, 28.

Vantagem do SAS? Não, pois embora o “Big Three” do OKC jogue mais tempo, ele é muito mais jovem; portanto, não há desgaste a mais. E nestes playoffs, diga-se, o OKC jogou apenas um jogo a mais que o Spurs. Ou seja: tudo igual.

E os “matchups” deste confronto, como ficariam? Quem leva a melhor, Parker ou Westbrook? O OKC teria antídoto para Manu? E Timmy, será marcado por quem? Resposta: Manu, claro, será marcado por Thabo Sefolosha, que terá o apoio de Harden. Timmy será problema de Kendrick Perkins, bom marcador, diga-se.

Agora eu inverto a pergunta: Quem marcará Westbrook? Acho que ele travará um duelo interessante com Parker; não dá para dizer que vai se dar melhor. Harden? Manu será o vigia, claro, contando com apoio de Kawhi Leonard e Danny Green. E Durant, quem marcará? Green? Leonard? Manu? Stephen Jackson? Boris Diaw, deslocado para a missão? Vejo dificuldades para o SAS marcar Durantula. Disse que vejo “dificuldade” e não que o SAS não conseguirá marcar.

Aqui pode estar a chave deste confronto.

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segunda-feira, 7 de maio de 2012 NBA | 16:09

LAKERS VENCE, PODERIA TER PERDIDO, MAS SE COMPORTOU COMO TIME GRANDE

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Perder é do jogo. Não dá para ganhar todas as noites, dizia Michael Jordan. Não dá mesmo.

Escrevi outro dia que o Lakers decepcionou na derrota para o Denver, na última sexta-feira. Alguns parceiros não entenderam e disseram que o Nuggets é um bom time e que se fortalece dentro de casa. Discordo das duas opiniões: não acho o Denver um bom time e dentro de casa, na fase regular, perdeu 13 e venceu 20, o que não é lá uma campanha de arrancar suspiros.

Mas o que eu queria dizer quando disse que o Lakers decepcionou foi que perder daquela maneira chamou a atenção. Como mencionei acima, perder é do jogo e realmente não dá para ganhar todas as noites. Mas quando você enfrenta um time mais fraco, mesmo perdendo, tem que vender caro a vitória para seu frágil oponente. Na sexta-feira passada, o Lakers ficou atrás o jogo inteiro e foi dobrado com facilidade: 99-84. Deixou-se nivelar por baixo.

Ontem o Lakers venceu. Poderia ter perdido, tudo bem, é do jogo, como eu disse. Mas venceu por 92-88. Venceu porque comportou-se como Lakers. Não como um Lakers campeão, é bom que se diga, mas como um time que na sua história sempre foi reconhecido por jamais se entregar ao oponente antes de a buzina derradeira soar.

CRÍTICA

Muitos parceiros criticam Steve Blake dizendo que ele não tem nível para jogar no Lakers. Blake, ontem, fez a cesta final do time angelino, a pouco mais de 20 segundos do encerramento da partida. Alguns podem dizer: os que criticaram Blake terão que engolir cada palavra dita. Discordo: os que criticaram Blake criticaram com razão e Blake terá que fazer muito mais do que fez para que as críticas cessem, em que pese Kobe Bryant ter dito que Blake já tinha feito isso pelo Lakers no passado. Eu não me lembro.

ESPANTO

Kobe Bryant (foto Getty Images) fez 22 pontos, teve um bom aproveitamento nos chutes (10-25, 40,0%), mas bateu apenas um lance livre nos 38:41 minutos em que esteve em quadra. Bateu e errou. Nossa, que estranho…

ACHADO

Jordan Hill foi uma daquelas descobertas que todo time gostaria de fazer nos momentos decisivos. Ninguém dava nada por ele. Mas Mike Brown deu moral pra ele, minutos de quadra e Hill não está decepcionando. Terminou a partida com 12 pontos e 11 rebotes, único jogador do Lakers em quadra a ter um “double-double”.

SEGREDO

Pra mim, o segredo da vitória do Lakers foi o controle do garrafão. No jogo passado, permitiu que o oponente pegasse 54 rebotes e ficou com os outros 44 que sobraram. Ontem a história foi diferente: venceu o duelo por 48-38. E JaVale McGee voltou a jogar o que dele se espera: oito pontos e quatro rebotes. Kenneth Faried jogou como um “rookie” que ele é: seis pontos e sete rebotes.

REPITO

Como disse acima, perder faz parte do contexto, mas há maneiras de perder e de se perder. No jogo de sexta-feira, Faried e McGee pegaram juntos 30 dos 54 rebotes do Denver. E fizeram 28 pontos. Ontem ambos anotaram 14 pontos e pegaram 11 rebotes. Isso é se comportar como um time grande.

PNEU?

O New York venceu o Miami por apenas dois pontinhos: 89-87. Mas poderia ter perdido. Dwyane Wade errou a bola derradeira a dois segundos do final. Uma bola de três que deu bico. Se fosse LeBron James que tivesse perdido… o mundo caía.

LBJ tem suportado mais a pressão final. Mostrou isso no jogo passado quando marcou 17 pontos e foi o responsável direto pela vitória do Miami em pleno Madison Square Garden. Ontem, anotou nove.

Se continuar assim, o Heat pode esfregar as mãos com mais intensidade. As chances de ganhar o campeonato aumentam. O que não pode é tudo ficar nas costas de D-Wade. LBJ tem que jogar nos finais o mesmo que joga no meio das partidas.

HUMILHAÇÃO

Carmelo Anthony (fotoAP) terminou a partida como cestinha ao ter anotado 41 pontos. Meteu uma bola de três importante no final do jogo. Perdeu dois de três lances livres. Seu papel de protagonista termina com a seguinte menção: levou um toco humilhante de Dwyane Wade. Já havia acontecido no jogo passado quando LeBron James fez o mesmo e absurdamente a arbitragem assinalou falta. Desta vez, não teve como proteger Melo.

BOM DA HISTÓRIA

Com a vitória de ontem, abre-se a possibilidade de Jeremy Lin voltar na quinta partida da série. Já pensou? Linsanity de volta às quadras. É tudo o que eu e a maioria queremos. E talvez ocorra mesmo, pois o NYK está sem Iman Shumpert (machucado) e ontem perdeu Baron Davis.

DUO

Dois outros jogos fecharam a rodada de ontem. Em Boston, o Celtics bateu com muita facilidade o Atlanta por 101-79. E na Filadélfia o Sixers passou pelo Chicago por 89-82.

Em Massachusetts, Rajon Rondo voltou a comandar o time com 20 pontos e 16 assistências. Na Pensilvânia, o Phillies aproveitou-se do fato de o Bulls ter jogado sem Derrick Rose e Joakim Noah e fez o que dele se esperava.

CONTAGEM

Com a rodada de ontem, as séries ficaram assim:

Sixers 3-1 Bulls (próximo confronto amanhã em Chicago)
Heat 3-1 Knicks (próximo confronto quarta-feira em Miami)
Celtics 3-1 Hawks (próximo confronto amanhã em Atlanta)
Lakers 3-1 Nuggets (próximo confronto amanhã em LA)

Análises: não haverá reviravolta em nenhum desses quatro embates.

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sábado, 7 de abril de 2012 NBA | 13:10

CHICAGO E SAN ANTONIO: OS GRANDES VENCEDORES DA RODADA DE SEXTA-FEIRA

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O Chicago ganhou sem jogar; o San Antonio ganhou jogando. A rodada desta sexta-feira foi excelente para essas duas equipes.

Descansando, após bater o Boston em seu United Center, o Bulls viu seu rival nacional Oklahoma City perder para o Pacers, em Indiana, por 103-98. Logo depois, saboreou a derrota de seu maior oponente regional, o Miami, que em casa tomou 97-82 do Memphis.

Já o San Antonio teve que fazer a lição de casa e não encontrou qualquer dificuldade para isso. Atropelou o raquítico New Orleans por 128-103 e somou sua 10ª vitória consecutiva.

Com isso, mudança na tabela geral de classificação da NBA: o Chicago segue em primeiro lugar com uma campanha de 43-13 (76,8%), mas o OKC não é mais o vice-líder. O primeiro time a puxar a fila depois do Bulls é agora o San Antonio: 39-14 (73,6%). O OKC passa para a ser o segundo no Oeste e o terceiro no geral com um recorde de 40-15 (72,7%).

SURPRESA 1

Em que pese o ótimo trabalho realizado pelo técnico Frank Vogel (um dos melhores para mim nesta temporada) e do bom elenco dos indianos, eu não esperava pelo triunfo. Até porque o Thunder vinha de duas derrotas seguidas e na minha cabeça não entrava uma terceira. Mas ela veio e é inédita. É a primeira vez neste torneio que o time da terra dos tornados enfileira três revezes.

Nem mesmo os 44 pontos marcados por Kevin Durant (dois deles numa enterrada espetacular em cima de Roy Hibbert como mostra a foto AP) foram suficientes para que o time fizesse as pazes com a vitória. Observo que não tenho acompanhado tanto o OKC no torneio, mas me chamou a atenção o fato de o técnico Scott Brooks ter aberto mão de Serge Ibaka em praticamente todo o segundo tempo. Ibaka deixou a quadra quando faltavam 5:39 minutos para o final do terceiro quarto e não voltou mais. Tinha sete tocos no jogo e estava bem na partida.

Com seus 2,08m de altura, seria o marcador ideal para Danny Granger “down the strecht”, pois além de mais alto, o congolês naturalizado espanhol é ágil e bom marcador. Granger, 2,03m, deitou e rolou no quarto final ao anotar 13 pontos e foi o responsável por evitar a virada do OKC, que chegou estar atrás em 24 pontos e nos minutos finais da contenda baixou a diferença para três pontos. Mas não; Brooks deixou Durant marcando Granger e o efeito não foi o desejado.

Essa disposição do oponente fez com que Vogel tirasse de quadra David West e jogasse com quatro jogadores abertos e um pivô (Hibbert), como estava o Thunder (apenas Kendrick Perkins), o que acabou por deixar Leandrinho Barbosa em quadra durante todo o quarto derradeiro; ou seja, quando o jogo foi definido.

Embora estivesse presente ao fato, LB pouco foi acionado. Ainda está se adaptando ao esquema de sua nova equipe e, por conta disso, é visível seu desconforto em alguns momentos da partida. De qualquer maneira, colaborou com importantes nove pontos.

SURPRESA 2

A segunda surpresa da noite ficou por conta não da vitória do Memphis, mas sim pelo péssimo basquete apresentado pelo Miami. O time do sul da Flórida fez sua pior partida na temporada, indiscutivelmente.

Seu primeiro tempo foi um desastre. Por conta dele o time não teve como vencer. Anotou apenas 32 pontos (mais baixa pontuação de um período nesta temporada) e os dez erros cometidos no primeiro quarto colaboraram para que não houvesse fluência ofensiva. Além disso, neste mesmo quarto, quando conseguiu arremessar, entortou o aro: 6-16 (37,5%). O responsável por isso foi Dwyane Wade, que fez 1-8 (11,1%) em seus nove primeiros arremessos.

Ao final da contenda, outros números chamaram a atenção, como o baixo aproveitamento de três do time das praias: 4-18 (22,2%). E Noris Cole, um rookie que tem ajudado muito a equipe vindo do banco, acabou zerado: 0-5. E se você quer saber, nos últimos três jogos, o desempenho de Cole é o seguinte nos arremessos: 0-10! Anotou apenas dois pontos nessa tríade de pelejas, frutos de dois lances livres. Se puxarmos mais um jogo, teremos um quadro tão aterrador quanto: 2-21 (8,7%).

Já o Memphis (Marc Gasol e Zach Randolph na foto AP) foi uma maquininha de jogar basquete. Esteve na frente o tempo todo, chegou a abrir 21 pontos de diferença e nada menos do que sete de seus jogadores terminaram o confronto com um duplo-dígito na pontuação: Rudy Gay (17), Mike Conley (15), Marreese Speights (15), Zach Randolph (14), Gilbert Arenas (12), Marc Gasol (10) e OJ Mayo (10).

Arenas veio do banco e acertou quatro de seus cinco petardos de três. Se mantiver a cabeça no lugar, se não pirar durante os playoffs, se não quiser brincar de bandido e mocinho, o Agente Zero poderá ser elemento importante para o time da terra de Elvis Presley. Quem sabe, aprontar na fase decisiva, repetindo o ano passado, quando eliminou o primeiro colocado San Antonio Spurs.

Ah, sim: o Memphis colocou um ponto final em uma sequência de 17 vitórias seguidas do Miami em sua American Airlines Arena.

NORMALIDADE

Não vi o jogo do San Antonio. Por isso, nada posso dizer sobre a partida. A não ser que o time triturou o pobrezinho do New Orleans.

O alvinegro texano tem mais 13 contendas até o final da fase de classificação. Sete em casa e meia dúzia fora. Mas atenção: nenhum desses jogos é fora da conferência. Além disso, como já sabemos, não terá mais que enfrentar o Oklahoma City, com quem fez três jogos e venceu dois. Ou seja: o SAS tem 14 derrotas e o OKC 15. Se o OKC quiser o primeiro lugar no Oeste, tem que torcer por duas derrotas do adversário, pois, se terminarem empatados, os texanos levam a melhor no critério de desempate.

Para facilitar a vida do San Antonio, o Thunder fará seis de suas 11 partidas restantes fora de casa. E haverá uma sequência de cinco pelejas em quadra alheia: Minnesota, Clippers, Phoenix, Sacramento e Lakers. Sei não, acho que o SAS termina em primeiro no Oeste.

Antes de mudar de tópico, um registro: Tiago Splitter jogou exatos 11:28 minutos.

TOLICE

Andrew Bynum não anda bem da bola. Já cantei essa aqui no botequim, informado que fui por um jornalista italiano que encontrei no jogo do Knicks contra o Orlando, em Nova York. Ontem, na derrota do Lakers para o Houston, em Los Angeles, por 112-107, ele foi expulso pela segunda vez nas últimas duas semanas. Na anterior, foi exatamente contra o Rockets, no Texas, por ter discutido com a arbitragem. Ontem, logo depois de ter feito mais dois pontos, no começo do último quarto, por ter falado um monte “trash words” para o banco de reserva texano.

Bynum (foto Getty Images) foi embora mais cedo e não falou com a mídia. Mike Brown, o treinador amarelinho, disse que está tudo sob controle e que administra a situação internamente.

Mas, como disse há alguns posts, Bynum não vai com a cara do técnico. Debocha dele, não atende seus apelos. E faz o que bem entende em quadra.

O clima com os companheiros, diga-se, é bom; não há qualquer problema. Mas o problema é o treinador. Os dois não se afinaram.

E Kobe Bryant, que deveria ajudar na condução do processo, não demonstra ter forças para isso. Bynum parece não respeitar o status de líder do time adquirido por Kobe com o passar dos tempos e dos títulos.

Uma pena para o Lakers, que poderia ter somado mais uma vitória. E numa noite onde Metta World Peace deitou e rolou com seus 23 pontos (maior pontuação da temporada), onde Matt Barnes foi importante com seus 13 rebotes (quatro deles ofensivos) e pela dinâmica de Josh McRoberts em momentos importantes da partida.

Tudo isso foi jogado no lixo por conta do destempero de Andrew Bynum.

AUSÊNCIAS

Nenê Hilário não voltou ao Washington como se imaginava. Anderson Varejão não jogou contra o Toronto, como se esperava.

Sei não…

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quinta-feira, 8 de março de 2012 NBA | 16:07

LAKERS E BOSTON SEGUEM HUMILHANDO SEUS TORCEDORES

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A rodada de ontem fugiu do roteiro. Será que a NBA foi vítima da tempestade solar que afeta a Terra neste momento? Claro que não; bobagens à parte, alguns jogos chamaram a atenção.

Falo com destaque apenas do Lakers. Afinal, o time californiano preocupa.

Com todo respeito que o Washington merece, que seus torcedores idem, mas perder para o antepenúltimo colocado do campeonato é humilhante. Alguém pode escolher o adjetivo “vergonhoso” para atenuar. Não importa; o fato é que time que quer ganhar o campeonato não pode perder para o Washington, ainda mais vindo de uma derrota para o Detroit, outro nanico do campeonato.

O que acontece com o Lakers?

Ontem, o time chegou a estar na frente por 21 pontos de diferença (76-55) no terceiro quarto. Mas deixou um time fraquíssimo como o Wizards fazer uma corrida de 51-25 e vencer a partida.

A fraca atuação de Kobe Bryant (foto AP) explica boa parte do insucesso angelino. Kobe fez 30 pontos, é verdade, mas teve um aproveitamento muito ruim nos arremessos: 9-31 (29,0%). Se tivesse acertado 43%, que é sua média na temporada, teria adicionado pelo menos mais dez pontos aos seus números e o Lakers venceria a partida por 111-106.

Mike Brown, o treinador angelino, criticou as decisões tomadas por Kobe no segundo tempo. Brown, aliás, já tinha criticado Kobe depois da derrota para o Detroit.

Disse Brown: “Ele (Kobe) fez alguns arremessos precipitados, de longa distância, o que possibilitou rebotes para os adversários e cestas fáceis (contra-ataque)”.

Por falar em rebotes, o Lakers foi um desastre neste fundamento: perdeu o duelo por 51-42. Nos rebotes ofensivos o placar foi 17-9. E nos pontos de contra-ataques o Wizards fez 26-18.

Quer mais? Pois não: o Wizards fez 52-36 nos pontos dentro do garrafão.

Enfim, se procurarmos, vamos encontrar outros defeitos no jogo californiano. Mas o principal, pra mim, é: o time perdeu a vibração e parece não meter mais medo em ninguém.

Algo de errado acontece dentro do grupo. O quê? Não sei.

O que eu sei é que depois da derrota para o Detroit não se imaginava que algo pior poderia vir.

E veio.

RODADA

Não foi apenas o Lakers que machucou seus torcedores. O Boston, o maior rival do time da Califórnia, fez o mesmo. Foi humilhado pelo Philadelphia ao perder por 103-71 e, com isso, envergonhou seus torcedores. Isso mesmo, foram 32 pontos de vantagem para o Sixers… O fato é que o C’s, assim como o Lakers, também não mete medo em mais ninguém… Rajon Rondo voltou a acertar o cravo: cinco pontos apenas e míseros seis arremessos contra o aro adversário. Disse e repito: se o Boston pensa em reconstruir a franquia em torno de Rajon, quebra a cara… Foi no bico do corvo, mas foi: o Miami venceu o Atlanta por 89-86. LeBron James fez 31 pontos, mas seu nome não aparece na estatística do jogo dos 5:07 minutos até o final da partida. Não houve tentativa de arremesso, não houve rebote, não houve falta, não houve desarme, não houve toco, não houve… O confronto estava 87-86 para o Heat e os dois últimos pontos do time do sul da Flórida foram marcados por Dwyane Wade, batendo um par de lance livre… Era para ter sido um confronto de brasileiros, mas não foi. Anderson Varejão continua se recuperando, mas seu Cleveland foi a Denver e venceu o Nuggets por apenas um pontinho: 100-99. Nenê Hilário jogou pelo Denver e anotou 13 pontos, cinco rebotes, dois roubos de bola e uma assistência… O Denver é outro que desaponta. Nenê fez uma má escolha ao renovar com o Nuggets… Os dois outros brasileiros que participaram da rodada foram Tiago Splitter e Leandrinho Barbosa. No Texas, Splitter jogou míseros 18:08 minutos e mesmo assim marcou dez pontos na vitória do seu San Antonio sobre o New York por 118-105. No Canadá, LB foi um dos destaques da surpreendente vitória do Toronto sobre o Houston por 116-98. Leandrinho anotou 15 pontos em 25:59 minutos em quadra… E novamente apoiado por uma grande torcida, o Chicago foi a Milwaukee e venceu o Bucks por 106-104. Derrick Rose cravou 30 pontos (8-22) e deu 11 assistências. Por dois rebotes não marcou um “triple-double”. O melhor armador da NBA na atualidade.

AGRADECIMENTOS

Aos tontos que seguem mandando mensagens agressivas achando que eu me importo com isso. Além de não me importar, repito: elas aumentam os “cliques” do blog e o tornam um dos mais acessados do iG. Por favor: continuem mandando. Ah, e se o Dallas for campeão novamente, combinem uma vez mais, via Orkut, de entupir a caixa de mensagem do blog como fizeram no ano passado, quando bati o recorde de acessos desde que reabri este botequim, há quase cinco anos. E fui cumprimentado por isso.

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domingo, 29 de janeiro de 2012 NBA | 13:32

LAKERS: UM TIME PATÉTICO

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O Lakers é hoje um time patético. Patético principalmente quando se apresenta fora de seu Staples Center. A derrota de ontem diante do Bucks, em Milwaukee, foi mais uma prova inconteste da debilidade da equipe de Kobe Bryant quando está “on the road”.

A derrota por 100-89 foi mais uma num cartel de fracassos. A campanha do time angelino fora de casa mostra apenas uma vitória e sete derrotas. E a única vitória veio na prorrogação, diante do Utah, em Salt Lake City.

Há, é verdade, que se dar um grande desconto para o Lakers. E não é desculpa, é fato: o time mudou de treinador e não houve pré-temporada decente, de modo a fazer a equipe entender os novos conceitos do técnico Mike Brown, que foi contratado para substituir o aposentado Phil Jackson.

Além disso, o sensível Lamar Odom, um dos principais jogadores da equipe, foi negociado porque ele ficou magoado pelo fato de a franquia envolvê-lo em uma troca que acabou fracassando.

E, finalmente, a cesta de atletas que chegaram a Los Angeles não tinha nenhum que arrancou suspiros nem mesmo do mais fanático torcedor.

O Lakers hoje não é nem sombra mesmo do Lakers da temporada passada, que foi varrido pelo Dallas nas semifinais dos playoffs. O Lakers de hoje é um time sem identidade ofensiva, pois seu treinador parece só rezar na cartilha defensiva.

E o Lakers desta década e meia que ficou para trás, todos nós sabemos, era um time que ganhou cinco campeonatos e perdeu duas outras finais por se caracterizar forte no ataque e não na defesa.

Hoje, como disse, Mr. Brown tenta mudar a identidade da equipe. O Lakers tem a sétima melhor defesa da liga neste campeonato, mas seu ataque é digno de pilhérias, mesmo contando com o melhor jogador de basquete do planeta. O Lakers é apenas o 22º ataque mais competente do torneio!

Nas 20 partidas disputadas até agora, o time ultrapassou a barreira dos cem pontos em apenas uma oportunidade: vitória diante do Houston por 108-99. Nem mesmo na partida frente ao Jazz, que houve uma prorrogação que aumentou a contenda em cinco minutos, o Lakers conseguiu atingir a contagem centenária.

Faz 13 partidas que o Lakers joga abaixo dos cem pontos. Isso nunca havia ocorrido desde que o relógio dos 24 segundos foi introduzido na temporada 1953-54.

E ontem foi mais grave ainda, pois o adversário jogou desfalcado de dois titulares. O pivô Andrew Bogut quebrou o tornozelo e o ala Stephen Jackson estava suspenso.

O “front court” do Bucks foi formado por nanicos. O ala-pivô Drew Gooden, 2,08m, fez o papel de pivô, enquanto que Luc Mbah a Moute, um ala de 2,02m foi um dos alas-pivô ao lado de Ersan Ilyasova, 2,07m.

E o que se esperava? Esperava-se que o Lakers pudesse ganhar o jogo ali, no garrafão, com Pau Gasol (2,13m) e Andrew Bynum (2,13m) atropelando tudo e a todos. Mas ambos negaram fogo.

Gasol (foto AP) anotou apenas 12 pontos, frutos de um ridículo aproveitamento de 6-18 (33,3%), e Bynum ficou em um não menos silencioso 15 pontos (6-10, 60,0%).

Some-se a um técnico débil quando o assunto é a ofensiva e aos dois pivôs (principalmente Gasol) que tiveram uma noite opaca, o fato de que a segunda unidade do Lakers é simplesmente ridícula. Enquanto o banco do Milwaukee adicionou 37 pontos ao placar final, os reservas do Lakers contribuíram com 24.

O Lakers está atualmente na nona posição na Conferência Oeste com um desempenho de 11-9 (55,0%). No geral, cai para a 15ª colocação.

A situação é preocupante.

Que o time se classifica para os playoffs eu não tenho dúvidas. O que eu duvido é que esse mesmo time possa fazer algo de proveitoso na fase aguda da competição.

Ao que tudo indica, será um ano pra ser esquecido.

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 NBA | 11:07

LAKERS: É O FIM DA LINHA PARA UM TIME CAMPEÃO?

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É o fim da linha para um time que ganhou dois títulos nos últimos três anos? Kobe Bryant começa a sentir o peso da idade? Ou tudo não passa de uma questão de ajustar a equipe com os novos métodos do técnico Mike Brown?

Eu fico com a terceira opção: o Lakers vive um momento de transição de um estilo de trabalho para outro. Saiu Phil Jackson e seus triângulos ofensivos e entrou Brown, um homem que prefere dar ênfase à parte defensiva.

O fato é que o Lakers perdeu sua força ofensiva, especialmente nos quartos decisivos. Na derrota de ontem diante do Indiana, em seu Staples Center, por 98-96 (a terceira consecutiva), mais uma vez o time ficou devendo ofensivamente falando.

Alguém pode estranhar tal afirmação, pois 96 pontos são muitos pontos. Se acaba na casa dos 70, 80, vá lá, mas 96!

Fui dar uma olhada no relato do “LA Times” sobre a partida. E o jornal angelino apontou o dedo exatamente para este problema.

Segundo o “Times”, há 11 partidas o Lakers não consegue ultrapassar a barreira dos 100 pontos. Pior marca desde a temporada 2003-04, quando o time ficou 12 jogos abaixo da contagem centenária.

Brian Shaw, um dos assistentes de P-Jax, homem cotado para assumir o cargo com a aposentadoria do Mestre Zen, trabalha hoje como um dos auxiliares de Frank Vogel, treinador do Indiana. Ele viu bem de perto a secura do Lakers.

Para ele, Pau Gasol posicionou-se mal ofensivamente. Ficou muito longe da cesta.

“Se você tem dois grandalhões (Gasol e Andrew Bynum) que são uma fortaleza de seu time, você precisa tê-los perto da cesta”, disse Shaw. “Algumas vezes Pau fica posicionado na linha dos três. Então, eu acho que tudo é uma questão de tempo para que todos consigam se ajustar”.

Gasol fez apenas oito pontos, 4-12 (33,3%). Foi a segunda vez em quatro partidas que o espanhol fez míseros oito pontos.

Kobe Bryant (foto AP), que terminou a partida com 33 tentos (precisou de 30 arremessos para chegar à marca), foi um desastre no quarto final: 1-6 (16,7%). Neste período, o Lakers fez 7-23 (30,4%), enquanto que o Indiana cravou 8-17 (47,1%).

E a 1:30 minuto do final, vencendo por 94-93, Gasol, Matt Barnes e Derek Fisher falharam ao tentar a cesta. Muita coisa pra quem pretendia vencer a partida.

O problema do Lakers, no momento, parece mesmo se concentrar no quarto derradeiro, quando o time tem arriado. O Lakers já fez 18 partidas até agora no campeonato. Apenas o Bulls fez tantos jogos quanto o Lakers. Mas o Los Angeles fez 11 dos 18 confrontos em casa, enquanto que o Chicago apresentou-se 11 vezes fora de casa.

E mais: o Chicago tem jogado sem Derrick Rose nos últimos quatro jogos (ele já perdeu cinco no total), enquanto que o Lakers não teve que abrir mão de Kobe Bryant em nenhum momento nesta competição.

E o Chicago é o líder do campeonato (15-3), enquanto que o Lakers é o décimo colocado no Oeste (10-8, fora da zona dos playoffs) e o 16º no geral.

Justifica? Pode ser, mas os números do Chicago mostram que o problema do Lakers não é apenas questão de falta de pernas.

O problema do Lakers, como eu já disse aqui e o “LA Times” também mostra, é a falta de imaginação ofensiva. E isso para um time que tem Kobe Bryant é simplesmente inaceitável.

NÚMEROS

O Lakers tem a sexta melhor defesa do campeonato. Sofreu uma média de apenas 90,5 pontos por jogo. O problema é que seu ataque fez só 92,3 tentos por partida até o momento.

Nos últimos dois títulos conquistados, sob o comando de Phil Jackson, um treinador que sempre privilegiou o ataque, o Lakers fez 106,9 pontos em 2008-09 (sofreu 99,3) e 101,7 no ano seguinte (levou 97,0).

Como eu disse, a questão é de adaptação ao novo esquema do técnico Mike Brown. Quando tudo estiver ajustado, o time vai render mais do que rende no momento.

E certamente deixará esta zona na tabela de classificação que tanto constrange seu torcedor.

DÚVIDA

Não vi o jogo do Miami contra o Milwaukee. Mas vi que o time perdeu, em casa, por 91-82.

Fui correndo olhar o “box score”, certo de que Dwyane Wade tinha jogado e isso explicaria a derrota do Miami. Mas constatei que D-Wade não jogou.

O que aconteceu então? Por que o Heat não venceu?

PLANTANDO

Leandrinho Barbosa segue jogando bem com a camisa do Toronto Raptors. Fez ontem 19 pontos na derrota de sua equipe para o Clippers, em Los Angeles, por 103-91.

Foi o cestinha do time.

Leandrinho Barbosa (foto Getty Images) segue jogando bem com a camisa do Toronto Raptors. Pena que é com a camisa do Toronto Raptors.

Mas tudo bem; o paulistano segue plantando para colher no futuro. A continuar assim, ao final desta temporada vai arrumar coisa muito melhor.

E a seleção brasileira, certamente, vai se aproveitar disso nos Jogos Olímpicos de Londres.

Leandrinho, indiscutivelmente, é outro jogador.

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 NBA | 12:28

EM NOITE DE GALA DE LEBRON JAMES, MIAMI VENCE LAKERS E MANTÉM TABU

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Foi o terceiro embate entre Lakers e Miami desde que o Miami dos “Três Magníficos” foi criado. E o Lakers perdeu pela terceira vez consecutiva. O Lakers jamais ganhou do Miami de LeBron James.

Na temporada passada, o primeiro encontro foi marcado para o dia de Natal. Em Los Angeles; final: Miami 96-80 Lakers. Naquela tarde californiana, LBJ barbarizou anotando um “triple-double”: 27 pontos, 11 rebotes e 10 assistências. Kobe, por seu turno, não foi nada bem: 17 pontos apenas, com um aproveitamento de 6-16 nos arremessos (1-3 nas bolas triplas).

O segundo clássico veio no dia 10 de março, desta vez no sul da Flórida. Final: Miami 94-88 Lakers. Naquela noite, LBJ teve novamente uma atuação destacada, ficando próximo de um novo “triple-double”: 19 pontos, nove assistências e oito rebotes. Kobe anotou 24 pontos, mas teve aproveitamento de 8-21 nos arremessos, o que provocou ira nele, que ficou em quadra depois da partida treinando arremessos por cerca de uma hora.

E ontem, finalmente, o terceiro encontro entre eles. Novamente noturno e no sul da Flórida. Final: Miami 98-87 Lakers.

Um pequeno tabu, que pode ser quebrado na próxima partida entre ambos, no dia 4 de março, desta vez em Los Angeles. Até lá, os californianos terão que curtir esta derrota, em cotejo que LeBron James (foto Getty Images), uma vez mais, barbarizou pra cima de Kobe Bryant.

MENSAGEM

O Miami entrou todo de negro. Uniforme novo, impactante, belíssimo. Como belíssima foi a atuação de LeBron James: 31 pontos, oito rebotes oito assistências e quatro roubos de bola.

E ele ainda estava gripado; quase não jogou. No treino de arremessos da manhã, LBJ não apareceu: ficou em casa repousando, resguardando-se para o jogo da noite, que ele não queria perder por nada neste mundo.

Foi a noite da redenção. Foi a noite que LBJ escolheu para responder a seus críticos. Foi a noite que LBJ escolheu para dizer a seus detratores: “Aguardem-me”.

Esta foi a mensagem depois do jogo que ele nos deu.

COMPARAÇÃO

LBJ foi comparado por Kobe com Oscar Robertson. Kobe nunca viu Big O jogar. Nem eu. Kobe ouvir falar de Big O; eu também. Por ter ouvido falar e estar vendo LBJ jogar, Kobe chegou à conclusão que LeBron pode ser comparado com Big O.

Talvez esta seja mesmo a melhor comparação.

Eu vi Magic Johnson jogar. Já cheguei a dizer aqui que o jogo dos dois se assemelha porque é baseado em todos os fundamentos e não apenas em um só.

Mas Magic era mágico; LeBron não é. Talvez Big O não fosse mágico, mas era genial. Como LBJ, em muitas ocasiões (como ontem, por exemplo), se mostra genial.

Big O (foto) terminou a carreira com médias de 25,7 pontos, 9,5 assistências e 7,5 rebotes. LBJ acumula médias, até o momento, de 27,7 pontos, 7,1 rebotes e 7,0 assistências.

Números que quase se assemelham.

(Abro este parêntese para dizer que Oscar Robertson é único jogador na história da NBA a ter um “triple-double” de média em uma temporada. Foi em 1961-62, quando, com a camisa do Milwaukee, ele anotou 30,8 pontos, 12,5 rebotes e 11,4 assistência. Fecho aqui o parêntese.)

CONFIANÇA

LBJ parece ter recuperado a confiança. Se isso realmente aconteceu e se ele mantiver esse nível até o final da competição, o Miami recupera o status de favorito ao título e LeBron pode sonhar em um dia ocupar uma cadeira na academia dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos.

Mas vamos dar tempo ao tempo e ver como será daqui para frente.

CARÁTER

Kobe Bryant pisou no impecável parquete da American Airlines Arena (20.004 pagantes) como o cestinha da temporada até o momento. Por conta disso e de seu basquete magnífico, o técnico Erik Spoelstra designou Shane Battier para vigiar seus passos.

É importante dizer que Battier é um marcador duro, mas é legal. Dos marcadores de Kobe, é dos poucos que não descem maldosamente o braço no ala-armador do Lakers tentando intimidá-lo e desestabilizá-lo.

E de maneira limpa, jogando basquete, Battier permitiu a Kobe 24 pontos. Não é pouco, é verdade, mas o aproveitamento foi de apenas 38,1% de seus arremessos (8-21), o mesmo aproveitamento que irritou-o em março do ano passado.

COMPORTAMENTO

Como disse, Shane Battier é um cara leal. Bem diferente, por exemplo, de Metta World Peace, que sempre foi sujo ao marcar Kobe. Diferente de Matt Barnes, que também sempre foi desleal quando enfrentou KB.

Aliás, o Lakers reuniu três cafajestes em seu elenco: World Peace, Barnes e Josh McRoberts.

Vocês viram a cotovelada covarde que ele deu em LeBron James no final do primeiro quarto? Deveria ter sido expulso, mas não foi.

Aliás, não foi surpresa pra mim a atitude de McRoberts. Ele veio do Indiana, um time com um bando de animais que nos playoffs da temporada passada passou toda a série dando bordoadas nos jogadores do Chicago tentando ganhar no braço uma série que era impossível ganhar na bola.

ELEGÂNCIA

Ao final do jogo, suando em bicas, LeBron James foi entrevistado por Craig Sager, o espalhafatoso repórter da TNT.

Pediu uma toalha para o pessoal do banco de reservas. Enxugava o rosto para apresentar-se dignamente diante das câmeras e para não respingar seu suor em Sager. São poucos os jogadores que fazem isso.

Mesmo entrevistados por mulheres, a maioria não se dá ao trabalho de se enxugar em sinal de respeito. LeBron, ao contrário, preocupa-se com isso, pois preocupa-se com o próximo.

Na entrevista, falando sobre Kobe Bryant, disse que ganhar dele tem sempre um sabor especial. Sabem por quê? Disse LBJ: “Porque Kobe é um dos maiores jogadores de todos os tempos e o maior da atualidade”.

CARÁTER

No segundo quarto, LeBron James tentou evitar um lateral bola e este esforço custou-lhe cair em um torcedor que estava acomodado em uma cadeira de pista da primeira fileira. LBJ rapidamente segurou a cadeira e não deixou o espectador espatifar-se no chão, correndo o risco de bater a cabeça no solo e, Deus nos livre, ocorrer um traumatismo craniano.

A cena foi espetacular pelo cuidado mostrado por LBJ, que mais tarde foi informado por Craig Sager ser David P. Samson, presidente do Miami Marlins, time de beisebol, rival do New York Yankees, time do coração de LBJ.

Nova demonstração de caráter de LBJ.

(Aqui eu abro outro parêntese para dizer que nestas situações Metta World Peace costuma mergulhar nos torcedores, pouco se importando com o que posso acontecer com eles. Dito isso, fecho o parêntese.)

QUEDA

Depois de anotar, respectivamente, 48 pontos (Phoenix), 40 (Utah), 42 (Cleveland) e 42 (Clippers) e ter um desempenho de 61-121 (50,4%), nos dois últimos jogos Kobe Bryant fez 15-43 (34,9%).

Nos dois últimos jogos, KB (foto Getty Images) somou apenas 38 pontos.

O JOGO

Além da partida espetacular de LeBron James e da marcação ferrenha de Shane Battier em cima de Kobe Bryant, outros fatores determinaram a vitória do Miami sobre o Lakers.

1) Ao final do primeiro tempo, o Heat vencia por 52-37 e tinha acertado nada menos do que 8-13 nas bolas de três;
2) O desempenho de Matt Barnes na partida foi comprometedor. Além de não conseguir marcar LBJ, fez apenas três pontos, fruto de uma bola longa. Terminou a partida com 1-6 nos arremessos;
3) Derek Fisher, uma vez mais, comprometeu o time: dois pontos (1-5) e uma assistência;
4) Os pivôs titulares do Lakers salvaram-se. Juntos, Pau Gasol (26) e Andrew Bynum (15) anotaram 41 dos 87 pontos do time angelino; juntos, pegaram 20 dos 38 rebotes da equipe (12 de Bynum, que foi o único jogador do Lakers e da partida a cravar um “double-double”);
5) As bolas de três dos californianos não encontraram a cesta como eles pretendiam: 6-20 (30,0%);
6) Em contrapartida, o desempenho do Miami nos tiros longos foi muito bom: 9-18 (50,0%);
7) No duelo dos bancos de reservas, o Miami venceu por 24-17 e nos rebotes foi 15-6;
8) Os lances livres continuam a tirar o sono do técnico Erik Spoelstra: 13-18 (72,2%); 8)

CURIOSIDADES

O Miami venceu seu quinto jogo sem Dwyane Wade; não perdeu nenhum com ele do lado de fora… O jogo foi resolvido nos três primeiros quartos, quando o Miami fez 77-56 e permitiu ao time um aproveitamento de apenas 37,9% de seus arremessos… A campanha do Lakers fora de casa é de 1-5. A única vitória foi conquistada diante do Utah, na prorrogação, por 90-87… Eddy Curry jogou com a camisa do Miami pela primeira vez: seis pontos e três rebotes em seis minutos… Leiam este parágrafo do relato do jogo feito pelo jornal “LA Times”: “The Lakers locker room was quiet after de game, but there were fireworks at halftime, couch Mike Brown loudly telling players to trust their defense. The problem, however, is the offense”… Do lado de fora, vendo a partida, lado-a-lado estiveram Pat Riley e Magic Johnson. Ah, tempos inesquecíveis do “Showtime”, um basquete que encantava mesmo aqueles que não se ligavam tanto na modalidade. E no banco de reservas do Miami, outro componente daquele time: Bob McAdoo, hoje assistente de Erik Spoelstra.

RECADO

Mensagens agressivas serão mandadas direto pra lixeira. Como vocês bem sabem, uma das bandeiras deste botequim é preservar a cordialidade e a amizade entre nós. Discutam, discordem, provoquem se for o caso, mas não percam a compostura jamais.

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 Sem categoria | 11:41

A DUPLA DA FLÓRIDA E A NOVA VITÓRIA DO CLIPPERS SOBRE O LAKERS

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Ontem, durante o prélio entre Orlando e Miami, conversando com alguns parceiros deste botequim que me acompanhavam pelo Twitter (@FRSormani), eu disse: Glen “Baleinha” Davis fará uma dupla interessante com Dwight Howard.

Pelo que vimos na peleja que foi disputada na cidade do Mickey Mouse, acho que vou acertar no meu prognóstico. Baleinha veio do banco e em 23:46 minutos anotou 18 pontos, a maior parte deles no terceiro quarto, quando o Magic venceu o Heat por 34-24 e descontou um déficit de 14 tentos ao final do primeiro tempo (56-42), para terminar o período atrás em apenas quatro pontos (80-76).

Veio o quarto derradeiro e empurrado por 19.045 torcedores, o Orlando fez 28-20 e venceu a partida por 104-100. Ninguém imaginava que isso pudesse ocorrer, especialmente depois de um primeiro tempo primoroso do pessoal do sul da Flórida.

DUPLA

Volto ao tema: Dwight Howard é pura força e emoção. Glen Davis, embora banhudo, tem mais técnica e pensa mais o jogo.

Um complementará o outro; D12 e Big Baby.

A pergunta que fica é: por quanto tempo eles vão jogar juntos?

RELATO

Certo que eu persigo o Lakers (como a maioria dos torcedores amarelinhos que frequentam este botequim), nosso internacional parceiro Trapizomba mandou-me suas impressões sobre nova vitória do Clippers sobre o Lakers, agora por 108-103.

Valho-me dela, pois não vi a partida. Disse Traps:

“Sormani, antes de escrever o próximo post sobre a “aula” (ele ficou irritado porque no post de anteontem eu coloquei no título que o Clippers tinha dado uma aula no Lakers) que o Clips deu no Lakers, algumas ressalvas:

1) Blake Griffin fez a festa a partir do final do segundo quarto, quando (Josh) McRoberts marcava ele. Depois foi a vez de Troy Murphy (horroroso) marcar ele. Enquanto (Pau) Gasol estava em quadra, Griffin não foi bem, claro;

2) Mike Brown estava testando as formações, ficou óbvio. (Devin) Ebanks foi muito bem enquanto jogou, mas MB sacou-o do time no fim do segundo quarto e ele não mais voltou. Claramente, ganhar o jogo não era a prioridade, claro. Testar sim. Acho que depois de hoje, ele assegurou um lugar nos “starters”. Aliás, o (Andrew) Goudelock me decepcionou. Mas também era o primeiro jogo dele na NBA, deve ser f***;

3) Darius Morris nem sequer jogou hoje;

4) Etc, etc, etc….

Não quero parecer ranzinza, mas se eu fosse torcedor dos Clips não ficaria tão empolgado. CP3 é o bicho, mas Griffin ainda preocupa. O “grande” momento dele, no começo do terceiro quarto, foi porque Troy Murphy estava marcando ele. E Troy é coisa feia de se ver…

Hoje gostei de ver o Ebanks. Foi um alívio ver que ele continua evoluindo.

Do lado dos Clips (tirando o CP3, claro), gostei do (Caron) Butler, como sempre acertando os seus arremessos.

Abs.

HIGHLIGHTS

Não vi, como disse, esta nova vitória do Clippers sobre o Lakers. Apenas os melhores momentos pelo site da NBA.

Algumas observações:

1) Kobe Bryant não jogou por conta de uma lesão leve nos ligamentos do punho direito, fruto de uma queda depois de um toco humilhante que ele levou de DeAndre Jordan na partida de segunda-feira;

2) Por falar em DeAndre, novamente ele foi o bicho quando o assunto foram os “pregos”. Foram três no jogo de ontem, um deles, pra cima de Andrew Bynum, foi espetacular;

3) Apesar do toco (faz parte do jogo, só leva quem está lá dentro), Bynum foi muito bem na partida: 26 pontos e 11 rebotes;

4) Bynum só não foi o cestinha da partida porque Blake Griffin anotou 30 pontos. E Traps, pelo que vi nos “highlights” do site da NBA, os mais expressivos foram anotados quando Pau Gasol estava em quadra.

RIVALIDADE

Queiram ou não os torcedores do Lakers, mas está nascendo uma rivalidade entre as duas equipes da cidade. O Clips fez 2-0 nos confrontos desta fase amistosa. Durante a temporada teremos mais três jogos: 14 e 25 de janeiro e em 4 de abril.

Vamos fazer um minibolão? Quanto vocês acham que vai acabar esta série? Importante: dois jogos serão com mando do Clips. Ou seja: o primo pobre terá mais torcida.

Meu palpite, então: 2-1 para o Clips.

Aguardo o de vocês.

BRASUCAS

Não vi as partidas em que os brasileiros estiveram em quadra. Ou melhor, vi trechos do jogo do San Antonio contra o Houston, que terminou com a apertada vitória do alvinegro por 97-95.

Tiago Splitter veio do banco, jogou apenas 16 minutos, tempo para marcar seis pontos e pegar dois rebotes. Continuo com mau pressentimento de que esta temporada será a passada para Splitter.

Em Boston, na vitória do time da casa por 81-73, Leandrinho Barbosa não entrou em quadra com a camisa do Toronto. Pelo que vi no “box score”, foi por decisão do treinador.

FRUSTRAÇÃO

Dois jogos bem fracos na noite desta quinta-feira:

Atlanta x Charlotte (22h30)
Phoenix x Denver (0h)

Acho que vou colocar a leitura em dia.

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