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Posts com a Tag Michael Jordan

terça-feira, 25 de setembro de 2012 NBA | 18:36

AS CRAVADAS EM CIMA DE PATRICK EWING E O ANIVERSÁRIO DE SCOTTIE PIPPEN

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A princípio pode soar como uma baita sacanagem pra cima desse que é um dos maiores pivôs da história do basquete mundial. Mas uma coisa tem que ser dita: Patrick Ewing era um “bobão” quando tentava evitar uma enterrada.

Como vocês vão constatar o vídeo abaixo, a galera fazia Ewing de gato e sapato quando o encarava dentro do garrafão. A enterrada derradeira do vídeo, eleita obviamente a melhor de todas, é realmente espetacular.

O assunto me veio à mente ontem, quando eu postei o vídeo do Hakeem (vocês sabiam que no princípio era Akeem e depois ele mudou para Hakeem?). Tem um monte de enterradas de The Dream na fuça de Ewing.

PRIMAVERAS

Há pouco, olhando os TTs, vi Ben Osborne, repórter da “SLAM”, dizer que sua enterrada favorita de todos os tempos é exatamente esta última do vídeo em cima de Patrick Ewing. E sabem por que ele até postou uma foto (que reproduzo)? Porque é uma cravada de Scottie Pippen em cima do ex-pivô do New York. Scottie Pippen, o aniversariante do dia. Osborne homenageia Pip por conta de seus 47 anos.

Pippen é o Coutinho do basquete. Ele foi para Michael Jordan o que Coutinho foi para Pelé. Era impossível imaginar um sem o outro.

Claro que a relação de MJ com Pip foi mais duradoura e nada tumultuada, ao contrário do relacionamento entre Pelé e Coutinho. Este era cascudo, vivia brigando com Pelé. Cortaram relações. Coutinho é um cara amargurado. No filme do centenário do Santos foi o único que não participou, pois exigiu grana para isso.

Pip nunca foi assim. Pip adorava MJ. Nunca se incomodou em ganhar menos do que o Pelé do basquete, porque sabia exatamente qual era a sua posição dentro da franquia.

Por isso, achei muito estranho quando ele, ano passado, declarou que LeBron James poderia se tornar o maior jogador de basquete de todos os tempos. Primeiro, que isso não deverá se concretizar, pois assim como jamais aparecerá outro Pelé, jamais aparecerá outro Michael Jordan. Segundo, mesmo que se fosse verdade, em nome da amizade entre eles, Pip jamais deveria ter dito o que disse.

JORNALZINHO

Assim como MJ, vi Pippen ao vivo em 16 oportunidades. Ele era espetacular. Assim como era difícil falar com MJ, era difícil falar com ele. Pip gozava do mesmo prestígio de MJ. A mídia o requeria com a mesma intensidade.

Lembro-me que certa vez, em Chicago, depois de uma partida, eu estava no vestiário. Fiz uma pergunta a ele. Eu segurava um gravador com a mão direita e na esquerda tinha uma edição do “NBA News”, um jornalzinho mensal que a NBA distribuía gratuitamente para os jornalistas. Pip respondeu a pergunta e olhou para o jornal. E perguntou para mim: “Onde eu acho um desses?” Eu disse: na sala de imprensa, mas pelo que vi, não tem mais. E ele apenas balbuciou: “Hum…”

Randy Brown, que era o armador reserva do Chicago naquela época, viu a cena. Virou-se para mim e disse: “Pip quer o jornal”. Eu disse: mas eu só tenho esse! Ele insistiu: “Mas ele quer”. E eu entreguei-o a Pippen, que agradeceu, sorrindo.

Nunca mais vou me esquecer desse acontecido. Vejam que há dois momentos nessa história. A reverência e o respeito de Brown a Pippen e a minha capitulação. Mas não havia como negar aquele jornalzinho a este que me deu muitas alegrias ao longo dos tempos.

Pip, feliz aniversário, meu velho! Mas não se esqueça: Michael Jordan era, é e sempre será o maior de todos.

MUNDO QUE GIRA

Vejam vocês aonde eu fui parar. Estava falando que Ewing era um “bobão”, pois cansou de levar cravadas na fuça e acabei desembocando no aniversário de Scottie Pippen porque ele foi o responsável pelo maior “in your face” em cima de Ewing.

O vídeo está aí. Creio que vocês vão curti-lo.

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sábado, 22 de setembro de 2012 NBA | 01:06

E SE MICHAEL JORDAN NÃO FOSSE JOGAR BEISEBOL?

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O site Hoopsworld faz um “what if” que a gente já cansou de discutir aqui neste botequim: se Michael Jordan não tivesse deixado o basquete para brincar de jogar beisebol na segunda divisão da MLB, o Houston teria vencido dois campeonatos? Ou então: se MJ ficasse com o Bulls, teria conquistado oito ao invés de seis anéis?

Eu já dei minha resposta: sim. Se MJ não tivesse parado com o basquete para se aventurar no beisebol (o que diziam na época é que esta seria uma homenagem dele ao pai, assassinado meses antes, que gostaria muito de vê-lo como jogador de beisebol e não de basquete), o Chicago teria enfileirado oito títulos.

A diferença do Chicago para os outros times era grande demais. No segundo Three Peat o time melhorou ainda mais com a contratação de Dennis Rodman, e com um Toni Kukoc mais experiente e a chegada de Ron Harper, que era a grande estrela do Cleveland e que desembarcou em Chicago vindo como FA depois de três temporadas em Ohio.

Mas Kukoc chegou no ano em que MJ parou. Neste mesmo ano aportaram Steve Kerr, Bill Wennington e Luc Longley, que fizeram parte do segundo Three Peat. No ano seguinte, o time perdeu Horace Grant para o Orlando. Mas o núcleo estava intacto. Ou seja: ele, Scottie Pippen, John Paxson, BJ Armstrong, Bill Cartwright. O time estava lá e tinha ganhado um baita reforço em Kukoc.

Hakeem Olajuwon (foto marcando Shaquille O’Neal na final de 95), para muitos o maior pivô da história da NBA na era moderna, bicampeão com o Houston, discorda veementemente daqueles que cravam no sim, como eu. Diz Hakeem: “Qualquer pessoa que tem noção de basquete, que entende o jogo, sabe que teríamos vencido de qualquer maneira (…) As pessoas não dão crédito ao Orlando, que bateu o Chicago com Jordan”. Ou seja: o Orlando, na opinião de Hakeem, foi o legítimo representante do Leste.

Mas aqui é preciso um esclarecimento: Hakeem se refere ao segundo ano, quando MJ voltou no meio da temporada regular. Voltou com a camisa 45 (lembram-se?) e foi batido pelo Orlando nas semifinais dos playoffs por 4-2. Quando a série foi liquidada, Nick Anderson (foto marcando MJ), ala do Magic, declarou: “Esse Jordan 45 não tem nada a ver com o Jordan 23”. Ou seja: aquele MJ, ainda fora de forma, não era o verdadeiro MJ. Isso responde a Hakeem.

Se aquele fosse o MJ 23, o Orlando de Shaquille O’Neal, Penny Hardaway, Horace Grant e Nick Anderson não teria eliminado o Chicago. Tanto que no ano seguinte, com o mesmo time da temporada anterior e ainda mais experiente, o Orlando foi surrado pelo Chicago na final da conferência por 4-0. E MJ disse a Anderson depois da série: “O 23 está de volta”.

Hakeem disse também que o grande problema do Rockets era o Seattle e não o Chicago. “Quando a gente enfrentava o Chicago, eles sabiam que perderiam não só para nós, mas para o San Antonio também”.

No caso do San Antonio eu me lembro; no caso do Houston eu tenho dúvidas. Sempre que o Chicago jogava em San Antonio, invariavelmente perdia. David Robinson se transformava em um monstro e fechava completamente o garrafão. Lembro-me de uma ocasião em que ele deu um toco espetacular em cima de MJ. Ataque do Bulls do lado direito da câmera de televisão, Jordan na meia direita, cortando Vinnie Del Negro, indo para a enterrada e The Admiral fazendo como o velho Dikembe Mutombo.

Sim, o Bulls tinha sérios problemas contra o SAS de Robinson, Del Negro, Doc Rivers, Moses Malone e Sean Elliot quando o jogo era no Texas. Mas não me lembro de o Houston criar problemas para o Chicago.

E aquele SAS só parava diante do Rockets. David Robinson tinha traumas diante de Hakeem. O pivô do Rockets humilhava o oponente; sempre. Lembro-me que eu gostava de Robinson e torcia para que ele suplantasse Olajuwon. Mas não tinha jeito. O Houston passou pelo San Antonio por 4-2 naquela final do Oeste.

O jogo do SAS se encaixava com o jogo do Bulls, mas não tinha respostas para os problemas que o Houston apresentava. Talvez se a final fosse contra o Spurs o Bulls pudesse ter problemas; talvez; mas diante do Houston, jamais.

Hakeem limitou-se a falar da final de 1995. Na matéria, ele não fala sobre 94. Deveria. O Chicago de 94 parou no New York, que fez a final diante do Houston. Os texanos venceram por 4-2. Não teriam vencido se MJ lá estivesse. O NYK fez 4-3 diante do Indiana do menino Reggie Miller e do experiente Byron Scott e foi para a final enfrentar o Houston que tinha feito 4-1 no Utah de John Stockton e Karl Malone.

Aquele playoff do Oeste foi um playoff esquisito, pois não contou com a presença do Lakers. Os californianos eram um time sem identidade, que contava com um James Worthy em final de carreira e cujo quinteto titular era apenas razoável: Nick Van Exel, George Lynch, Doug Christie (que meu filho chamava de “triste”), Elden Campbell e Vlade Divac.

Mas não é do Lakers que falamos. Falamos do Houston. E volto a dizer: se MJ não tivesse deixado o basquete para brincar de jogar beisebol, o Bulls teria enfileirado oito títulos. E se ele não abandonasse em 1998, depois do segundo Three Peat, talvez fossem nove. Até porque aquele campeonato foi mais curto por causa do locaute. MJ, aos 36 anos, teria suportado numa boa.

A gente fala sempre em oito títulos. Na verdade, poderiam ter sido nove. E Hakeem e o Houston não teriam vencido nenhum. E o primeiro campeonato do San Antonio talvez não tivesse vindo.

Michael Jordan era realmente fenomenal. E aquele time dirigido por Phil Jackson era imbatível numa série melhor de sete. Não vi o Boston de Bill Russell jogar. Dos times que vi em ação, nenhum se comparou ao Chicago.

Nove títulos; isso mesmo, nove títulos. Não foram nove porque Jordan tinha umas manias que a gente nunca conseguiu entender.

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quinta-feira, 20 de setembro de 2012 NBA | 01:43

CHRIS PAUL DIZ QUE PREFERIU SER TROCADO COM O CLIPPERS AO INVÉS DO LAKERS

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Vixi, vocês viram o que eu vi? Ou melhor: vocês leram o que eu li? Em entrevista ao magazine “GQ”, Chris Paul disse que preferiu ser trocado com o Clippers ao invés do Lakers. E explicou: “Eles tinham as melhores peças. Além disso, ser campeão com o Clippers será fabuloso”.

Uau.

Segundo CP3, ser campeão com o Clips será inesquecível. Terá um gostinho muito mais saboroso do que colocar um anel no dedo sendo jogador do Lakers.

CP3 tem razão: ganhar com quem corre por fora, ganhar vestindo os trajes da Cinderela ou cruzar a linha final galopando sobre um animal listrado tem mesmo um gosto diferenciado. Ser campeão com o Chicago é mais deleitoso do que ser campeão com o Lakers. Ser campeão com o San Antonio é mais prazeroso do que ser campeão com o Boston. Ser campeão com o Miami é igualmente incomparável. Como foi inesquecível ter sido campeão com o Dallas e será inacreditável ser campeão com o OKC se alguém um dia o for.

Ganhar títulos em franquias tradicionais, que investem os tubos, que têm dinheiro a rodo, que gastam sem dor na consciência, que não se importam com a Luxury Tax é muito mais fácil. O caminho se abre. O dinheiro torna tudo mais fácil. É quase que obrigação ganhar títulos com essas franquias.

Ser campeão com times que correm à margem é escrever o nome na história usando tintas vibrantes. É colocá-los no mapa da NBA. Como Michael Jordan fez com o Chicago, Tim Duncan com o San Antonio e Dirk Nowitzki com o Dallas. É certo que a reunião de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh tornou a missão do Miami mais fácil, mas Carmelo Anthony, Amar’e Stoudemire e Chauncey Billups não conseguiram com a camisa do New York. Por isso, ser campeão com o Miami é muito mais significativo do que com o Lakers ou o Boston.

É claro que ser campeão com o Lakers e com o Boston tem um sabor delicioso. Lógico que sim! Pergunte aos jogadores que foram campeões por lá. Mas esses times representam para a NBA o que Barcelona e Real Madrid representam para o campeonato espanhol. É legal ser campeão com a camisa de um deles? Claro que é. Mas é muito mais significativo ser campeão com a camisa do Sevilla ou do Valência.

É verdade que o Boston deu uma caída. E se formos considerar isso (e devemos!), podemos dizer que o campeonato da NBA não é o espanhol: é, isto sim, uma espécie de campeonato alemão. Lá é o Bayern de Munique e outro. A NBA é praticamente o Lakers e um outro qualquer.

O time californiano tem 16 títulos. Um a menos do que o Boston. Mas tem 15 vice-campeonatos. Ou seja: chegou a 31 finais em 66 anos de existência da liga norte-americana. É quase: ano sim, ano não, Lakers na final. Por isso eu digo que o Lakers é a maior franquia da história da NBA.

Voltando ao tema inicial de nossa conversa, Chris Paul ganhou pontos consideráveis comigo. Ele dá pinta de que quer  desafios ao invés do caminho mais fácil. O dinheiro do Lakers transforma o caminho da equipe menos espinhoso do que as demais.

Vejam o caso do OKC: eles vivem um dilema, pois pretendem renovar com James Harden, mas não sabem se terão dinheiro para isso. E a franquia tem até 31 de outubro para fazê-lo. Caso contrário, o barbudo se transforma em agente livre restrito. Ou seja: ele poderá receber propostas de outras franquias e o OKC tem o direito de igualá-las. Mas se não tiver dinheiro, como fazê-lo? Aparece um time e dá a Harden um contrato de quatro anos e quase US$ 100 milhões, mas será que o OKC terá dinheiro para isso?

Esse cenário não existe para o Lakers. O time vai gastar US$ 130 milhões nesta temporada. Esse dinheiro não existe em Oklahoma City.

Vejam só o que vai acontecer com o Lakers na temporada 2014-15: apenas um jogador tem contrato com o Lakers, Steve Nash. Ele vai receber US$ 9,7 milhões. Mas se Dwight Howard renovar seu acordo, vai pegar nessa temporada algo em torno de US$ 22,3 milhões. Ou seja: com apenas dois jogadores o Lakers estará torrando nada menos do que US$ 32 milhões.

E dizem que Kobe renovará nesta temporada pela indecente quantia de US$ 33 milhões. Se isso ocorrer mesmo, o Lakers terá comprometido US$ 65 milhões com apenas três jogadores! E numa época em que a Luxury Tax estará cobrando US$ 1,50 de penalidade por US$ 1,00 gasto além do salary cap, que será de US$ 58 milhões. Vejam: com apenas três jogadores o Lakers estará estourando o cap! E alguém liga para isso? Nenhum pouco!

Então, quando CP3 vem a público e diz que ser campeão com o Clips seria incrível, ele tem razão. Isso porque ser campeão com o Lakers (eu adiciono) chega a ser blasé, pois é tudo mais fácil.

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domingo, 16 de setembro de 2012 NBA | 14:08

BILL RUSSEL AGORA ELOGIA O MIAMI, QUE DEVERÁ TER O LAKERS COMO ADVERSÁRIO NA FINAL DA PRÓXIMA TEMPORADA

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Bill Russell, depois de ter rasgado elogios a Joakim Noah, a quem ele considera um dos jogadores que o fazem assistir atentamente a uma partida da NBA, Russell, dizia eu, agora falou sobre o Miami. Disse que o time do sul da Flórida está usando uma estratégia semelhante à de seu Boston Celtics. Seu Boston que na verdade era também do técnico Red Auerbach (ambos na foto acima), o grande mentor daquele esquadrão que formou a maior dinastia da história da NBA.

O C’s de Russell, se você não sabe ou se esqueceu, ganhou nada menos do que 11 títulos. Era uma máquina de jogar basquete. Quer dizer: segundo a visão deste que para muitos é o segundo maior jogador da história da NBA (atrás apenas, obviamente, de Michael Jordan), o Heat está no caminho certo.

E no que consiste a tática do Miami? Contratar veteranos para gravitarem ao lado de seu núcleo, composto pelos Três Magníficos: LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh. Mas ele alertou: é preciso contratar os jogadores corretos; caso contrário, se eles não se engajarem no projeto (como costuma dizer Wanderley Luxemburgo), tudo se rui.

Há pelos menos três grandes jogadores permeando os Três Magníficos: Shane Battier (que completará sua segunda temporada), Ray Allen (campeão em 2008 com o C’s) e Rashard Lewis (um vice-campeonato com o Orlando em 2009).

O Miami está realmente muito forte. E pelo que vejo, parece-me o único time capaz de competir com o Lakers de Kobe Bryant, Pau Gasol e Dwight Howard em pé de igual; ou melhor, vejo o Heat num patamar acima em relação ao Lakers e isso se deve à presença de um jogador: LeBron James.

LBJ superou o trauma de “morrer na praia”. Ganhou o anel de campeão na temporada passada, conquistou sua segunda medalha olímpica em Londres e está cheio de moral. E de saúde também. É, sem dúvida alguma, o grande jogador da NBA na atualidade.

Sinceramente? Acho mesmo muito difícil que algum jogador da NBA no momento consiga suplantá-lo. Nem mesmo Kobe, que tenta provar que não está no ocaso de sua carreira.

A adição de D12, todavia, dará nova vida ao Lakers; e igualmente a Kobe e a Gasol também. Os dois irão se beneficiar de sua imponência no garrafão ofensivo. E no defensivo, D12, todos nós sabemos, é uma máquina de defender.

Aqui pode estar o calcanhar de Aquiles do Miami em relação ao Lakers. CB1, ao que tudo indica, será o pivô do time nos playoffs. Erik Spoelstra vai usar pivôs de ofício durante a fase de classificação, mas quando os playoffs chegarem, ele deverá passar Bosh para o pivô, usando LBJ, Battier e Lewis como ala de força (LBJ nem tanto), como, aliás, ele fez no campeonato passado.

Com isso, eu fico aqui matutando: CB1 terá forças para atacar o garrafão do Lakers com D12 lá dentro? Acho difícil; é como dar murros em ponta de faca, perdoem-me o clichê, mas ele é bem apropriado à situação. E o que CB1 tem que fazer? Abrir; ou seja: jogar aberto, tirar D12 de sua zona de conforto, obrigá-lo a correr. D12 é ágil, mas não sei se ágil o suficiente para marcar CB1 fora do garrafão.

Por isso, se o Miami, em uma provável final de NBA contra o Lakers, quiser machucar o time californiano, CB1 terá que ser esperto ofensivamente.

Mas e defensivamente? Bosh não tem a menor condição de marcar Dwight.

O Miami procura Susan desesperadamente; isto é, tenta encontrar outro pivô para ajudar Joel Anthony e Dexter Pittman, os dois únicos de ofício com contrato com a franquia. Falou-se naquele pivô de Kentucky que jogou a temporada passada pelo New York e que agora eu não me lembro o nome. Há Udonis Haslem, corajoso, mas ele é uma migalhinha perto de D12.

Portanto, como disse, o calcanhar de Aquiles do Miami está em encontrar soluções para driblar a presença de Dwight Howard. Gasol não é tão problemático assim, pois CB1 e Udonis vão brigar de igual para igual com ele. E Kobe será vigiado por LeBron e Battier.

Vamos inverter a análise? Vamos analisar o quadro do ponto de vista do Lakers?

Quem vai conter LBJ? Metta World Peace? Boa resposta; MWP é forte, valente e seu jogo mental é muito interessante. Não chega a ser um Dennis Rodman, pois ele, no calor de um embate, às vezes costuma perder as estribeiras. E quando isso acontece, ele prejudica o time. The Worm não fazia isso. Por isso também, para mim, ele é o maior PF que vi jogar e o maior na história da NBA. Minha opinião; ponto final; ninguém vai mudá-la. Portanto, não gastem saliva.

Voltando ao embate entre MWP e LBJ, o velho Ron-Ron pode ajudar a minar King James. Kobe? Nem pensar; Black Mamba tem que vigiar D-Wade. Por falar em Dwyane, será ele o encarregado de marcar Steve Nash? É… tem Nash também, como eu me esqueci? Quem vai marcá-lo? LBJ? LBJ não é onipresente — nenhum ser humano é, apenas Deus.

Portanto, se LBJ for marcar Kobe, alguém terá que grudar em Nash. Ou será que Spo vai deixar Shane em cima de KB e LBJ na cola do canadense? É, pode ser uma alternativa.

Mas voltando a LeBron, eu pergunto: e quando MWP cansar ou ficar carregado com faltas? O que fazer? Não há o que fazer, pois o Lakers não tem ninguém mais no elenco capaz de marcar LBJ. Nem Kobe. Kobe é bom para marcar D-Wade, esses shooting guards. Vigiar alas ele tem dificuldades, pois: 1) não tem tamanho; 2) está em declínio físico.

Se D12 é um problema para o Miami, LBJ será um tormento para o Lakers.

Enfim, rapaziada, neste domingo de muito sol, cerveja gelada, eu apenas comecei a conversar. Espero que vocês deem sequência ao assunto. Aguardo ansiosamente pelas mensagens.

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terça-feira, 11 de setembro de 2012 NBA | 11:54

SLAM ELEGE OS 500 MAIORES JOGADORES DE TODOS OS TEMPOS NA NBA. ADIVINHA QUEM FICOU EM PRIMEIRO?

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A “SLAM”, uma espécie de bíblia do basquete dos EUA, acabou de postar um ranking com os 500 maiores jogadores da história da NBA. Clique aqui e veja o ranking completo.

O magazine levou em consideração jogadores que tenham atuado ao menos cinco anos na NBA. Levou em conta média de pontos, assistências, rebotes, desarmes, tocos, minutos jogados, percentual de acerto dos arremessos no geral, de três, de lances livres e o que eles batizaram de “win share” (percentual de vitórias obtidas por partidas disputadas) e “win share/48” (percentual de vitórias obtidas por minutos jogados). Os dados são do site Basketball Reference.

Adianto os dez primeiros:

1º Michael Jordan
2º Wilt Chamberlain
3º Bill Russell
4º Shaquille O’Neal
5º Oscar Robertson
6º Magic Johnson
7º Kareem Abdul-Jabbar
8º Tim Duncan
9º Larry Bird
10º Kobe Bryant

Aguardo ansiosamente pelas mensagens.

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sábado, 8 de setembro de 2012 NBA | 21:23

MICHAEL E EARVIN: QUEM VIU, VIU

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Que privilégio! Cheryl Miller, uma das maiores jogadoras de todos os tempos, ao lado dos dois maiores jogadores que eu vi jogar: Michael Jordan e Magic Johnson (foto Getty Images). Ambos estiveram na cerimônia que introduziu no Hall da Fama de Massachussets legendas do basquete norte-americano, como Jamaal Wilkes (ex-companheiro de Magic) e Reggie Miller (ex-inimigo de Jordan).

Michael Jordan e Magic Johnson. Esses dois nomes soam forte demais desde sempre; impactam. Ambos escreveram belíssimas páginas da história do basquete mundial, em particular da NBA.

Afortunados os que os viram em ação; infelizes os que não puderam vê-los ao vivo.

A internet e os DVDs reparam parte do estrago àqueles que não tiveram esse privilégio. Mas em VT a emoção nunca é a mesa. Ver ao vivo, observar a história sendo escrita, ver esses dois gênios mudarem o jogo, isso a internet e os DVDs não mostram. Mas atenua, certamente que atenua.

Sinto-me um privilegiado. Mike and Earvin. Os dois maiores jogadores que eu vi em ação.

Inesquecíveis.

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012 NBA | 22:36

LEBRON JAMES LIDERA VENDA DE CAMISAS NO BRASIL

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A Netshoes, que administra no Brasil a loja NBA.com, divulgou na tarde desta quinta-feira algumas informações interessantes. Pena que não sejam números, pois, tudo leva a crer, atende a imposição da liga norte-americana de basquete, que é refratária a esta questão: grana.

Os dados divulgados são estes, todos relativos ao mercado brasileiro:

1) A camisa de LeBron James é a mais vendida;
2) Michael Jordan também aparece entre os que mais vendem camisas;
3) Entre os brasileiros, o favorito dos fãs é Anderson Varejão;
4) Os produtos relacionados com o Lakers são os mais vendidos;

Uma pena que a Netshoes não divulgue os números. Fiquei curioso; acredito que vocês também.

ANÁLISE

Mesmo sem sabermos os números, esses dados nos permitem algumas análises:

a) Se o Miami bisar o título nesta próxima temporada, LBJ superar Kobe Bryant na preferência dos torcedores é questão de (pouco) tempo. Mas é importante frisar: quando a NBA passou a régua na temporada passada, Kobe liderou a venda de camisas;
b) MJ é eterno, queiram ou não;
c) Será que se a camisa de Marcelinho Huerta estivesse à venda superaria a de Varejão?
d) Queiram ou não, o Lakers é o time mais popular do planeta. O carisma dos amarelinhos rivaliza com times de futebol. Eu fico me perguntando: qual o time que tem mais torcedores no planeta: Real Madrid ou Lakers? Barcelona ou Lakers? Manchester United ou Lakers? Milan ou Lakers? Flamengo ou Lakers? Corinthians ou Lakers?…

DIVIRTAM-SE

Sim, divirtam-se, porque eu já me diverti. E agradeço à colaboração do William Barreto, que me segue no Twitter (@FRSormani):

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012 NBA | 23:37

PESQUISA INDICA MAGIC JOHNSON COMO O MAIOR JOGADOR DA HISTÓRIA DO LAKERS

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Pra vocês terem uma ideia da grandeza de Magic Johnson, o site RealGM postou uma enquete perguntando quem foi o maior jogador da história do Lakers. Nela aparecem os nomes de Magic, Kobe Bryant, Kareem Abdul-Jabbar, Jerry West, Shaquille O’Neal e Elgin Baylor.

O resultado, até este momento, mostra o seguinte:

1º Magic: 41,0%
2º Kobe: 36,4%
3º Kareem: 14,1%
4º Shaq: 4,2%
5º West: 3,6%
6º Baylor: 0,6%

Como todos sabemos, a maioria dos eleitores que acessa a internet é formada de gente que pouco ou nada viu do basquete esplendoroso de Magic Johnson. Mas a grandeza de seu jogo, a sua exuberância em quadra e o seu carisma diante de todos, tudo isso faz sua imagem transcender.

E olha que seu contendor é ninguém menos do que Kobe Bryant. Um jogador que tem uma identificação incrível com a franquia, uma identificação que Magic sempre teve, diga-se. Kobe é a cara do Lakers neste século. É queridíssimo pelos torcedores. É tão querido e idolatrado que muitos cometem o despautério de compará-lo a Michael Jordan; e outro tanto a heresia de dizer que ele é superior a MJ.

Pois bem, é desse jogador que Magic Johnson está levando vantagem. Esta vantagem deveria maior se a velha guarda pudesse pegar um computador e votar. A velha guarda não é muito chegada em computador, vocês bem sabem. E agora, com a tendência de se recuperar as velhas máquinas de escrever, aí é que a velha guarda não vai mesmo colocar as mãos no computador.

Então, volto a dizer: se o pessoal da antiga participasse mais ativamente desta enquete, a vantagem de Magic seria muito maior. E ele não seria ameaçado de jeito nenhum em sua hegemonia como o melhor jogador desde sempre da história do Lakers.

Não sei como vai terminar essa pesquisa. Espero que Kobe não o ultrapasse, pois vi os dois em ação e sei do que falo. Mas se isso acontecer, não será surpresa alguma, pois, como disse acima, é a molecada que vota, gente que viu pouco do basquete e acha que a história do Lakers se limita a Kobe Bryant, que merece todo o respeito pelo que tem feito pela franquia, mas que, até este momento, não pode nem sequer pensar em ser comparado a Magic Johnson.

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terça-feira, 28 de agosto de 2012 NBA | 19:08

SAIBA QUAIS SÃO OS DEZ JOGADORES QUE MAIS FATURARAM NA HISTÓRIA DA NBA

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O site da NBCSports postou um ranking que vai dar o que falar e que vai comprovar o que eu tenho dito aqui: A NBA tem que ser dividia em duas partes, antes de David Stern e depois de David Stern.

O ranking é com os salários dos jogadores ao longo de suas carreiras. Alertado pelo Gustavo Malaquias e pelo Salerme, esse ranking, volto a dizer, mostra quais são os jogadores que mais ganharam dinheiro na história da NBA. Apenas das franquias; não inclui publicidade.

O ranking é este:

1º) Kevin Garnett — US$ 328.562.398,00
2º) Shaquille O’Neal — US$ 292.198.327,00
3º) Kobe Bryant — US$ 279.738.062,00
4º) Tim Duncan — US$ 224.709.155,00
5º) Dirk Nowitzki — US$ 204.063.985,0
6º) Joe Johnson — US$ 198.647.490,00
7º) Jason Kidd — US$ 193.855.468,00
8º) Ray Allen — US$ 181.127.360,00
9º) Chris Webber — US$ 178.230.218,00
10º) Paul Pierce — US$ 169.486.218,00

Você está sentindo falta de Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird, certo? Pois bem, Jordan faturou ao longo de sua carreira com o Chicago e dois anos com o Washington um total de US$ 90.235.000,00. Magic amealhou ridículos US$ 18.042.860,00 e Bird menos ainda: US$ 16.270.000,00.

Por que isso acontece? Porque a NBA movimenta hoje muito mais dinheiro do que no passado. Por isso eu disse que a liga tem que ser dividida em duas partes. Stern é o grande responsável por esta abundância de dinheiro que existe no basquete profissional norte-americano.

Michael entrou na NBA na mesma época em que David Stern foi guindado ao cargo de comissário da liga. Aproveitou-se muito pouco da genialidade e da capacidade administrativa de Stern, pois este império não foi construído do dia para a noite. Magic e Bird, coitados, passaram seus dias de glória longe da administração David Stern.

Por conta dessa genialidade administrativa de Stern, a gente vê barbaridades salariais. Por exemplo: Joe Johnson. O atual ala-armador do Brooklyn Nets aparece em sexto lugar na lista dos dez maiores milionários da história da NBA. Ray Allen, que não é nenhuma brastemp, e que está na história por conta de ser recordista em bolas de três encestadas e por ter ganhado (até o momento) um anel com o Boston, está na oitava posição. Mesmo Dirk Nowitzki, pra mim, é uma aberração figurar na quinta posição. Mas ele ainda ganhou um campeonato, levando nas costas o Dallas, tudo bem — mas não é para tanto! Mas pior do eu ele é Chris Webber: o que fez Web para aparecer na nona posição?

Aliás, pra ser sincero, desta lista escapam Shaq, Kobe e Timmy. Nem mesmo KG (foto). Garnett em primeiro lugar é simplesmente ridículo. O que ele fez para ter ganhado tanto dinheiro assim? Aliás, ele passou Shaq por conta de seu último contrato com o Boston, que vai render-lhe US$ 34 milhões em três temporadas.

Entre os primeiros devem aparecer os fora-de-série, os gênios, os mitos. Dos dez, repito, Shaq, Kobe e Timmy podem fazer parte do panteão dos maiores de todos os tempos da NBA e consequentemente entre os milionários da história da liga. Os demais, que me desculpem eles próprios e os fãs, entre os dez, jamais!

Trapizomba adora imputar a David Stern culpa por tudo o que acontece de ruim na NBA. Neste caso, ele tem razão: não fosse por Stern, não veríamos uma lista desta de jeito nenhum.

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012 NBA | 00:33

FUTURO SERÁ DE JOGADORES DE MÚLTIPLAS FUNÇÕES COMO MIAMI E A SELEÇÃO DOS EUA MOSTRARAM

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A discussão ainda é tímida nos EUA, mas pode aumentar ao final da próxima temporada se o Lakers não for campeão e o Miami bisar o feito. E qual é a discussão? Se de fato tamanho é documento.

Depois que o Miami foi campeão jogando sem pivô, com LeBron James e Shane Battier fazendo o papel do ala de força sem serem ala de força e com Chris Bosh jogando no pivô sem ser pivô, agora foi a vez de a seleção dos EUA mostrar isso nos Jogos Olímpicos.

O selecionado norte-americano levou apenas Tyson Chandler para Londres. Mas pouco usou-o. Usou-o, aliás, como o Miami usou Joel Anthony e Ronnie Turiaf. Ou seja: colocou-os em quadra apenas em casos extremos.

Miami e a seleção dos EUA trocaram os brutamontes por jogadores talentosos, rápidos e versáteis. O Miami superou o Oklahoma City de Kendrick Perkins e Serge Ibaka, enquanto que os EUA bateram a Espanha do mesmo Ibaka e dos irmãos Gasol.

E por que o Lakers pode contrariar essa tendência? Porque acabou de apostar em um pivô de ofício: Dwight Howard. Se o time californiano ganhar o título desta temporada e D12 tiver papel importante, se for dominante e decisivo para a conquista, poderá abafar essa discussão que começa a ganhar corpo.

Quem frequenta esse botequim sabe o que eu penso. Sabe que estou cantando essa bola há algum tempo. Jogador com função limitada em quadra estará em desuso num futuro não muito distante. Mesmo que o Lakers ganhe o campeonato e D12 seja decisivo ao lado de Kobe Bryant, ainda manterei minha opinião de que o basquete moderno reservará espaço apenas para os jogadores de múltiplas funções em quadra.

Sempre menciono a situação dos armadores. Esse tipo de jogador, que foge da cesta, que se engana ao achar que sua função única é organizar o jogo, esse jogador também tenderá a desaparecer no futuro. Organizar o jogo os talentosos e versáteis também o farão. Vejam o caso do próprio Miami, que usa LeBron na armação, ele e Dwyane Wade, reservando a Mario Chalmers e Noris Cole, os dois armadores do time, espaço mais reduzido.

Rajon Rondo cresceu dramaticamente de produção na temporada passada por quê? Exatamente porque entendeu que esse negócio de fazer três pontos e dar 17 assistências não é muito produtivo. Jogador tem que pontuar, dar assistência e pegar rebotes, tudo isso num nível semelhante, com intensidade, como fazia Magic Johnson no passado e agora Rajon faz no presente. Ele e LeBron James.

Por que LBJ está sendo olhado e cotado para ser o maior jogador depois da era Michael Jordan? Exatamente por conta disso, exatamente porque ele faz de tudo em quadra e com muita intensidade: pontua, dá assistência, pega rebotes, defende, ataca e joga em quatro posições — talvez nas cinco se for preciso. É o exemplo mais bem acabado do jogador talentoso, rápido e versátil.

A discussão, como disse, ainda é tímida, mas creio que será amplificada com o tempo. Pois acredito piamente que o futuro será dos jogadores talentosos, rápidos e versáteis.

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