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segunda-feira, 17 de setembro de 2012 NBA | 17:40

MIAMI CONTRATA HARRELLSON E SE APRONTA PARA ENFRENTAR O LAKERS QUE NÃO SE PREPARA PARA O MIAMI

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Aquele pivô de Kentucky que jogou a temporada passada pelo New York e que eu não me lembrava do nome é o Josh Harrellson (foto). Pois bem: Harrellson acabou de assinar contrato com o Miami.

Agora são três os brutamontes do time do sul da Flórida: Joel Anthony (2,06m e 111 kg), Dexter Pittman (2,11m e 130 kg) e Josh Harrellson (2,08m e 125 kg).

O três vão se revezar na pancadaria pra cima de Dwight Howard. Isso foi ensinado por Phil Jackson nos tempos de Chicago Bulls. O tricolor de Illinois nunca teve um pivô decente. Quando o time enfrentava principalmente o New York Knicks de Patrick Ewing os três sempre saíam com seis faltas. Mas desgastavam demais Ewing.

O único pivô que pode competir de igual para igual com D12 é Andrew Bynum, que não é do Miami, mas sim do Philadelphia. Tyson Chandler também não se intimida diante do novo Super-Homem de Los Angeles, mas ele é do New York e não do Heat.

Assim, Pat Riley, o homem que pensa o basquete no Miami, deve ter concluído: preciso de mais um brutamonte para ajudar no trabalho de contensão a Dwight.

Serão 18 faltas à disposição. Isso pode significar um tempo de jogo. Ou mais. A missão dos três será machucar D12.

Começa com Anthony; carregou em faltas? Entra Pittman; carregou em faltas? Entra Harrellson; carregou em faltas? Volta Anthony; ficou pendurado? Volta Pittman; ficou pendurado? Retorna Harrellson; ficou pendurado? Anthony retorna; saiu eliminado? É a vez de Pittman; foi excluído? É com Harrellson; cometeu a sexta falta? Bem, quando isso acontecer, Dwight estará com o corpo dolorido.

Vai ser assim em pelo menos quatro jogos. Vai dar certo?

Nos tempos de Chicago sempre deu. E Patrick Ewing era muito mais jogador do que D12. Ewing, além de forte, tinha recursos. Era bom pra burro. Dwight é forte, mas seus atributos técnicos deixam a desejar.

O Miami não dorme no ponto. Pelos seus movimentos, ele espera mesmo encontrar com o Lakers na decisão do título.

REVERSO

O time de Los Angeles, todavia, não dá mostras de se preparar para enfrentar o Miami. Em seu elenco tem apenas Metta World Peace para marcar o melhor jogador de basquete do planeta. Quando MWP tiver que descansar ou estiver enrolado com as faltas, quem é que vai controlar LeBron James (foto)?

Os torcedores amarelinhos falaram em Devin Ebanks. Tomam como referência seu trabalho diante de Kevin Durant nas semifinais do Oeste na temporada passada.

Mas eu pergunto: quanto terminou a série? Resposta: 4-1 para o Oklahoma City. Qual foi a média de pontos de KD neste embate? Resposta: 26,8. Qual foi sua média na temporada regular? Resposta: 28,0. Conclusão: MWP e Ebanks não subtraíram nada do jogo de KD. Pergunto: o que leva os torcedores do Lakers achar que os dois vão conter LBJ?

LBJ é mais jogador que KD, queiram os fãs de KD ou não.

O Lakers tem que se preparar para LeBron James. Caso contrário, se o time chegar à final da próxima temporada diante do Miami, poderá sucumbir.

Exatamente porque não soube se preparar para King James, ao contrário do Miami, que está mais do que preparado para enfrentar o Lakers e suas estrelas.

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domingo, 16 de setembro de 2012 NBA | 14:08

BILL RUSSEL AGORA ELOGIA O MIAMI, QUE DEVERÁ TER O LAKERS COMO ADVERSÁRIO NA FINAL DA PRÓXIMA TEMPORADA

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Bill Russell, depois de ter rasgado elogios a Joakim Noah, a quem ele considera um dos jogadores que o fazem assistir atentamente a uma partida da NBA, Russell, dizia eu, agora falou sobre o Miami. Disse que o time do sul da Flórida está usando uma estratégia semelhante à de seu Boston Celtics. Seu Boston que na verdade era também do técnico Red Auerbach (ambos na foto acima), o grande mentor daquele esquadrão que formou a maior dinastia da história da NBA.

O C’s de Russell, se você não sabe ou se esqueceu, ganhou nada menos do que 11 títulos. Era uma máquina de jogar basquete. Quer dizer: segundo a visão deste que para muitos é o segundo maior jogador da história da NBA (atrás apenas, obviamente, de Michael Jordan), o Heat está no caminho certo.

E no que consiste a tática do Miami? Contratar veteranos para gravitarem ao lado de seu núcleo, composto pelos Três Magníficos: LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh. Mas ele alertou: é preciso contratar os jogadores corretos; caso contrário, se eles não se engajarem no projeto (como costuma dizer Wanderley Luxemburgo), tudo se rui.

Há pelos menos três grandes jogadores permeando os Três Magníficos: Shane Battier (que completará sua segunda temporada), Ray Allen (campeão em 2008 com o C’s) e Rashard Lewis (um vice-campeonato com o Orlando em 2009).

O Miami está realmente muito forte. E pelo que vejo, parece-me o único time capaz de competir com o Lakers de Kobe Bryant, Pau Gasol e Dwight Howard em pé de igual; ou melhor, vejo o Heat num patamar acima em relação ao Lakers e isso se deve à presença de um jogador: LeBron James.

LBJ superou o trauma de “morrer na praia”. Ganhou o anel de campeão na temporada passada, conquistou sua segunda medalha olímpica em Londres e está cheio de moral. E de saúde também. É, sem dúvida alguma, o grande jogador da NBA na atualidade.

Sinceramente? Acho mesmo muito difícil que algum jogador da NBA no momento consiga suplantá-lo. Nem mesmo Kobe, que tenta provar que não está no ocaso de sua carreira.

A adição de D12, todavia, dará nova vida ao Lakers; e igualmente a Kobe e a Gasol também. Os dois irão se beneficiar de sua imponência no garrafão ofensivo. E no defensivo, D12, todos nós sabemos, é uma máquina de defender.

Aqui pode estar o calcanhar de Aquiles do Miami em relação ao Lakers. CB1, ao que tudo indica, será o pivô do time nos playoffs. Erik Spoelstra vai usar pivôs de ofício durante a fase de classificação, mas quando os playoffs chegarem, ele deverá passar Bosh para o pivô, usando LBJ, Battier e Lewis como ala de força (LBJ nem tanto), como, aliás, ele fez no campeonato passado.

Com isso, eu fico aqui matutando: CB1 terá forças para atacar o garrafão do Lakers com D12 lá dentro? Acho difícil; é como dar murros em ponta de faca, perdoem-me o clichê, mas ele é bem apropriado à situação. E o que CB1 tem que fazer? Abrir; ou seja: jogar aberto, tirar D12 de sua zona de conforto, obrigá-lo a correr. D12 é ágil, mas não sei se ágil o suficiente para marcar CB1 fora do garrafão.

Por isso, se o Miami, em uma provável final de NBA contra o Lakers, quiser machucar o time californiano, CB1 terá que ser esperto ofensivamente.

Mas e defensivamente? Bosh não tem a menor condição de marcar Dwight.

O Miami procura Susan desesperadamente; isto é, tenta encontrar outro pivô para ajudar Joel Anthony e Dexter Pittman, os dois únicos de ofício com contrato com a franquia. Falou-se naquele pivô de Kentucky que jogou a temporada passada pelo New York e que agora eu não me lembro o nome. Há Udonis Haslem, corajoso, mas ele é uma migalhinha perto de D12.

Portanto, como disse, o calcanhar de Aquiles do Miami está em encontrar soluções para driblar a presença de Dwight Howard. Gasol não é tão problemático assim, pois CB1 e Udonis vão brigar de igual para igual com ele. E Kobe será vigiado por LeBron e Battier.

Vamos inverter a análise? Vamos analisar o quadro do ponto de vista do Lakers?

Quem vai conter LBJ? Metta World Peace? Boa resposta; MWP é forte, valente e seu jogo mental é muito interessante. Não chega a ser um Dennis Rodman, pois ele, no calor de um embate, às vezes costuma perder as estribeiras. E quando isso acontece, ele prejudica o time. The Worm não fazia isso. Por isso também, para mim, ele é o maior PF que vi jogar e o maior na história da NBA. Minha opinião; ponto final; ninguém vai mudá-la. Portanto, não gastem saliva.

Voltando ao embate entre MWP e LBJ, o velho Ron-Ron pode ajudar a minar King James. Kobe? Nem pensar; Black Mamba tem que vigiar D-Wade. Por falar em Dwyane, será ele o encarregado de marcar Steve Nash? É… tem Nash também, como eu me esqueci? Quem vai marcá-lo? LBJ? LBJ não é onipresente — nenhum ser humano é, apenas Deus.

Portanto, se LBJ for marcar Kobe, alguém terá que grudar em Nash. Ou será que Spo vai deixar Shane em cima de KB e LBJ na cola do canadense? É, pode ser uma alternativa.

Mas voltando a LeBron, eu pergunto: e quando MWP cansar ou ficar carregado com faltas? O que fazer? Não há o que fazer, pois o Lakers não tem ninguém mais no elenco capaz de marcar LBJ. Nem Kobe. Kobe é bom para marcar D-Wade, esses shooting guards. Vigiar alas ele tem dificuldades, pois: 1) não tem tamanho; 2) está em declínio físico.

Se D12 é um problema para o Miami, LBJ será um tormento para o Lakers.

Enfim, rapaziada, neste domingo de muito sol, cerveja gelada, eu apenas comecei a conversar. Espero que vocês deem sequência ao assunto. Aguardo ansiosamente pelas mensagens.

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segunda-feira, 20 de agosto de 2012 basquete universitário norte-americano, NBA | 19:02

P&R, PRINCETON OFFENSE: É O LAKERS SE PREPARANDO PARA SER CAMPEÃO NOVAMENTE

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Trapizomba está animadíssimo da silva com o futuro. Afinal, com as contratações de Steve Nash e Dwight Howard, o Lakers se reforçou dramaticamente segundo a maioria e segundo esta mesma maioria o time californiano tem o melhor esquadrão da NBA neste momento.

Trapizomba manda mensagens quase todos os dias e numa de suas últimas missivas ele escreveu lá pelas tantas: “Dwight Freaking Howard (é assim que a gente chama ele, depois da troca, que alguns acham vergonhosa… hm…[eu achei vergonhosa, ele deve estar se referindo a mim; tudo bem]), o melhor pivô no “pick-n-roll”, irá jogar com o melhor armador no “PnR”: Steve Freaking Nash”.

Não sei de onde ele tirou que D12 é o melhor pivô no “P&R” e que Nash é o melhor armador para esse tipo de jogada. Acho que o time que melhor faz isso é o San Antonio, usando Manu Ginobili com Tim Duncan. Mas, é claro, Nash e D12 nunca jogaram juntos e agora em LA podem mesmo fazer o melhor “P&R” do planeta. Acho, volto a dizer, que podem, mas fico com um pé atrás, pois não me lembro de D12 fazer o “P&R” porque o Orlando era o rei das bolas de três e D12, por conta, disso, reclamou dos companheiros e principalmente de Stan Van Gundy, pois, segundo ele, sua função no time era apenas a de pegar rebotes.

Lá pelas tantas Trapizomba também disse: “Rola o boato de que o Lakers implementará a ‘Princeton Offense’, o que eu discordo. Tendo SFN e DFH no mesmo time, deixa a festa rolar. Temos tb o já memorável KFB e PFG. O pau comerá, com certeza”.

Neste momento da conversa, Salerme, outro grande parceiro deste botequim, botou o copo na mesa e pediu um aparte: “Acho que o mais importante no caso do Lakers é o que você (Trapizomba) colocou: o melhor pivô no ‘PnR’ achando o melhor armador. Não tem como não ser uma combinação fatal. Agora, usar a ‘Princeton Offense’ talvez seja uma forma de movimentar o ataque para que o Black Mamba também tenha jogo. Lembro que Gasol também é eficiente no ‘PnR’, qualquer outro time da liga com SFN (Nash), DFH (D12) e PFG (Gasol) viveria só de ‘PnR’; mas com Black Mamba no time, o ataque tem que ser mais que isso. E, pelo que tenho lido, a ‘Princeton Offense’ não irá matar o ‘PnR’, mas garantirá movimentação para que o time tenha ainda jogadas de isolações e ‘low post’, que têm sido o forte do Lakers há alguns anos. Enfim, acho que a utilização da ‘Princeton Offense’ irá abrir o leque ofensivo do time”.

Aqui eu concordo com Trapizomba. Não que a “Princeton Offense” não possa dar certo no Lakers. Claro que pode, pois quatro dos cinco titulares são jogadores habilidosos, rápidos e inteligentes. Aliás, inteligência é fundamental para o uso da “Princeton Offense”. Minha dúvida recai sobre D12. Ele não tem tanta habilidade e seu arremesso não é lá essas coisas. E também tenho dúvidas quanto a capacidade de entendimento dele desta jogada, que para terminar em uma bandeja (o que dificilmente acontece), favorecendo-o, ele terá que se movimentar corretamente por cerca de 15 segundos, que é o tempo que normalmente dura a jogada. Aliás, a “Princeton Offense” usa demais o pivô e o ala-pivô, que frequentemente aparecem para fazer o corta-luz, mas as finalizações se destinam mais ao ala do que ao pivô por conta do posicionamento mais distante do garrafão.

Alguém pode estar boiando nessa história e querendo saber do que se trata a tal da “Princeton Offense”.  A jogada foi criada por Franklin “Cappy” Capoon na longínqua década de 1930, quando dirigiu a Universidade de Princeton. Pete Carril, que foi técnico em Princeton de 1967 a 1996, foi quem aperfeiçoou-a, mas de um jeito que hoje em dia muitos dizem que foi ele quem a inventou. Pode ser usada contra defesas em zona ou individual. Foi criada para favorecer jogadores menos atléticos, que era o caso dos atletas de Princeton, uma escola que jamais foi o objetivo de qualquer jogador que tinha em mente uma bolsa de estudo para jogar e mais tarde acabar na NBA.

Ela consiste na movimentação alucinada dos jogadores, basicamente no perímetro e/ou atrás da linha dos três pontos, longe do garrafão, de modo que não dá para dizer quem é quem na jogada. Posição é o menos importante nesse sistema. Não há armador, alas ou pivô. Todos têm que se movimentar, normalmente agrupados. Todos têm que estar aptos para passar, driblar e arremessar. A movimentação constante visa, evidentemente, criar situações de “mismatch”, ou seja, de vantagem do atacante sobre o defensor e, consequentemente, a possibilidade do arremesso desmarcado (que é o que quase sempre ocorre) ou uma bandeja ou enterrada sem a incômoda presença do marcador (dificilmente termina assim).

Além de cansar a defesa adversária por conta da movimentação dos atacantes, a jogada confunde também, pois vários são os corta-luzes executados (como disse), de modo que o marcador que cai no “screen” de repente não faz a menor ideia de onde se encontra, criando o “mismatch”. Em muitas situações, ele termina com um arremesso atrás da linha dos três. E o Lakers tem em Nash, Kobe, MWP e até mesmo em Gasol jogadores com ótimo aproveitamento neste fundamento.

A função de D12 nesta jogada seria, basicamente, fazer corta-luz e apanhar rebotes se as bolas longas ou mesmo os “mid-range” não entrarem. São poucas as situações de “P&R” com o pivô, usando, neste caso, muito mais o ala de força, que pode se aproveitar também de um “back door”.

Aí eu pergunto: vocês acham que Dwight vai ficar feliz ao ouvir de Mike Brown que o Lakers vai usar a “Princeton Offense”? Ele, Dwight, que tanto resmungou, como disse acima, dos tiros de três na época do Orlando, que acabava por destinar a ele esse mesmo papel de apanhador de rebotes?

Duvido; que me perdoe o Salerme. Nesta, eu estou com o velho Trapizomba.

Abaixo, dois vídeos que eu selecionei na internet com a “Princeton Offense”.

AGRADECIMENTOS

Trapizomba tem sido um grande parceiro deste botequim desde que ele foi aberto. Relaciona-se muito bem com todos os “pau d’águas” desta casa, especialmente com os torcedores do Lakers, como ele. Fez uma sólida amizade com o Salerme, que conheceu o Trapizomba neste botequim. Salerme já esteve em LA, onde mora Trapizomba, e juntos foram ao Staples ver os amarelinhos jogar.

Comunicam-se frequentemente. Outros também já trocaram figurinhas com o Trapizomba. E como eu gosto de observar essa troca de figurinhas, acabo também a) por aprender; b) encontrar temas para este blog.

Obrigado a todos mais uma vez pela grande contribuição.

CALENDÁRIO

Risco no calendário os dias quando vou dormir. Não vejo a hora de esta temporada começar. Quero muito ver o Lakers em ação. É o time do momento.

Isso vai me custar boas horas de sono por causa do maldito fuso horário. Mas o que fazer? O Lakers vai me fazer perder boas horas de sono; o Dallas jamais.

Aliás, qual foi o legado que o Mavs deixou depois de ter sido campeão da NBA? Nenhum.

Ganhei horas de sono ao não me preocupar com o time texano. Ganharei aprendizado vendo o Lakers jogar — assim espero, pois vou dormir menos horas por noite.

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terça-feira, 15 de maio de 2012 NBA | 11:37

PRENÚNCIO DE VARRIDA EM OKLAHOMA?

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Assim que acabou o massacre do Oklahoma City diante do Lakers (119-90), antes de desligar o computador, fui dar uma olhada na caixa de mensagens do blog. Encontrei uma que me chamou a atenção. Veio do nosso parceiro Marcão. Dizia ela: “nooooooooooooooossa, LAL vai ser varriiiiiiiiiiiiiidooooooooooooo!!!!!!!”

Foi mesmo este o sentimento que nos invadiu a todos depois da debacle californiana em terras de ventos muitíssimos fortes, que provocam destruição e levam desolação a muitas pessoas. No caso de ontem, o tornado vitimou o Lakers, deixando a todos, jogadores, comissão técnica, dirigentes, proprietários e torcedores desorientados, aturdidos, desamparados.

A pergunta que se faz no momento é: o Lakers tem time para encarar o OKC? O Lakers tem time para reverter o que aconteceu ontem à noite?

Num primeiro momento, eu diria que não. O Lakers não encontrou resposta para nenhuma das armadilhas propostas pelo adversário.

Ontem, por exemplo, Kobe Bryant fez o que deveria ter feito no último jogo da série contra o Denver: saiu logo de cara marcando Russell Westbrook (foto AP). Não conseguiu. Foi tragado pelo armador “sooner”. Westbrook marcou 27 pontos, deu nove assistências, pegou sete rebotes, fez dois desarmes e cometeu apenas um erro. Prova inconteste da incapacidade de Kobe na partida de ontem. Mas, sejamos justos, Metta World Peace também foi destacado para vigiar Russell em alguns poucos momentos e igualmente foi devorado pelo camisa 0 do Thunder.

Por falar em MWP, o ala do Lakers chegou cheio de prosa e energia a Oklahoma City. Imaginava ter vigor e estofo técnico para marcar Kevin Durant e disse que não iria se importar com os gritos do lado de fora da quadra. Também foi derrotado neste embate. MWP foi engolido por KD, que marcou 25 pontos, pegou oito rebotes e deu quatro assistências.

Os dois, Kobe e MWP pouco contribuíram também do ponto de visto ofensivo. O velho Ron-Ron marcou 12 pontos (4-10), mas Kobe voltou a ter uma atuação pífia com a bola nas mãos. Anotou 20 pontos, mas errou 11 de seus 18 arremessos. Não fez nenhum desarme. Ou seja, não impactou o jogo de Westbrook, como já vimos, e nem machucou o adversário como se esperava.

Mas vamos deixar os números de lado, pois deles já falamos um pouco — e creio ter sido o suficiente. Vamos falar do que a gente viu e os nossos olhos não nos traíram: o Lakers de ontem, se for o Lakers da série, será varrido pelo OKC. Em momento algum ofereceu a mínima resistência. Foi vítima do jogo veloz e bem pensado do adversário. Foi presa fácil de seus grandes jogadores. E, pior, quando James Harden estava em quadra, o Lakers não tinha ninguém para marcá-lo, pois Kobe ficou em Westbrook e MWP em Durant. Disse “ficou”, pois o que os dois fizeram não foi nada além de “estar perto”. Uma coisa, rapaziada, é marcar Ty Lawson, outra é marcar Westbrook; uma coisa é marcar Danilo Gallinari, outra é marcar Durant.

Costumo dizer que quando você está bem e pega um time fraco, você varre o adversário. Quando você está mal, pega um time fraco e vence no bico do corvo. Foi o que aconteceu na série contra o Denver. Eu disse desde o início que esta era uma série para o Lakers golear, não disse varrer; mas golear. O time angelino, no entanto, só liquidou-a no sétimo jogo, numa clara demonstração de que não estava bem. Muitos pensaram ser o Nuggets o responsável pelos sete jogos, muitos disseram que o time colorado é que mostrou qualidades, isso e aquilo. Não foi nada disso: foi o Lakers que se enrolou, dada a sua fragilidade, diante de um oponente que, sempre disse, está ainda em formação, à procura de uma identidade e que tem apenas jogadores medianos.

Ontem, diante de um time pronto, com três jogadores extraordinários, foi batido em apenas três quartos. Voltemos aos números: neste terceiro período, o Thunder fez 39-24, tendo acertado 12 de seus 17 arremessos, o que significou um aproveitamento extraordinário de (70,6%). A diferença final foi de 29 pontos; chegou a 35 no terceiro quarto. Se Scott Brooks, treinador do OKC, não tivesse transformado o último quarto em “garbage period”, esta diferença poderia ter sido de mais de 40; quem sabe 50 — não exagero. A diferença do Lakers para o OKC foi gigantesca.

Jogo acabado, Pau Gasol e Andrew Bynum (o único que se salvou com seus 20 pontos e 14 rebotes) ficaram alguns minutos sentados no banco de reservas conversando. Provavelmente, tentando entender de onde veio a ventania que varreu a todos os californianos. Tentando encontrar abrigo para suportá-la se ela voltar a varrer a tudo e a todos. Do jeito que foi ontem, é isso mesmo o que o Lakers tem que fazer: encontrar abrigo para não ser varrido, porque não sobrará pedra sobre pedra.

ALERTA

No entanto, é sempre bom deixar claro três coisas:
1) Cada jogo é um jogo e o seguinte pode ser diferente do primeiro;
2) A camisa do Lakers é poderosa demais para não ser levada em conta;
3) Kobe Bryant pode não ser o velho Black Mamba, mas ainda é um jogador com veneno letal.

Amanhã tem mais: 22h30 de Brasília. Imperdível. Poderemos saber o que significou o jogo de ontem.

SURPRESA?

O Philadelphia surpreendeu ontem o Celtics ao vencê-lo em Boston por 82-81. Na verdade, o placar foi de 82-78. A cesta derradeira de Kevin Garnett, no estouro do cronômetro, foi fruto de um arremesso desmarcado, com os jogadores do Sixers se abraçando em quadra por conta da vitória.

Terminou a série? Claro que não. Este é um confronto que me lembra Indiana x Orlando. O Magic venceu em Indianápolis e muitos disseram que o Pacers havia decepcionado. Eu disse: rapaziada, playoff é assim mesmo. Há combates onde se perde em casa, recupera-se fora dela e outros que ao se perder em casa perde-se a série. Não acredito ser esta a fórmula deste confronto. Do mesmo jeito que o Sixers venceu em Massachusetts, o C’s pode ganhar na Pensilvânia.

Importante: foi a primeira do Sixers em Boston desde o jogo sete das finais da Conferência Leste de 1982.

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domingo, 13 de maio de 2012 NBA | 11:45

LAKERS EVITA VEXAME E BOSTON SAI NA FRENTE NA SÉRIE DIANTE DO SIXERS

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Bem, vamos bem rapidinho, pois hoje é Dia das Mães e não há tempo a perder. O Lakers se classificou às duras penas diante de um Denver à procura de identidade e entrosamento. E o Boston, também às duras penas, passou pelo Philadelphia, o que eu cheguei a achar que não aconteceria, um Philadelphia que só está onde está porque pegou um Chicago arrebentado e disso por pouco não se aproveitou.

Em Boston, Rajon Rondo (Foto AP) foi novamente um gigante. Fez um “monster game”, como dizem os americanos. Anotou seu oitavo “triple-double” em playoffs ao atingir marcas de 17 assistências, 13 pontos e 12 rebotes. No quarto final, com a bola nas mãos, bem no finalzinho do jogo, foi um terror para o Sixers ao ter marcado seis pontos e dado cinco assistências. Mas não foi apenas Rajon: Kevin Garnett esteve igualmente notável. Fez 29 pontos, sua maior pontuação desta temporada. Adicione mais 11 rebotes à estatística e o pacote ficará completo.

Rajon e KG, os responsáveis pelo marcador de 92-91 em favor do Celtics e o 1-0 nesta série semifinal do Leste.

Em Los Angeles, o Lakers penou, mas passou. Pau Gasol foi o cara do jogo: 23 pontos e 17 rebotes. Tivesse feito isso na maioria dos jogos desta série e o Lakers teria varrido o Denver. Mas não se apegue apenas Gasol: Metta World Peace foi genial. Depois de 20 dias distante das quadras por causa da suspensão de sete partidas (deu uma cotovelada em James Harden), MWP impactou o time no ataque e principalmente na defesa. Anotou 15 pontos, pegou cinco rebotes e fez quatro desarmes. Depois do jogo, perguntado sobre a recepção que espera ter em Oklahoma City nesta série (Harden joga no OKC), MWP respondeu: “Não estou preocupado com isso. Estou preocupado em jogar basquete”. Que assim seja. Sem sujeira, jogo limpo. A gente sabe que ele é capaz de fazer isso.

Gasol e MWP, os responsáveis pela vitória de 96-87 diante do Denver, vitória esta que finalizou a série em 4-3 para o Lakers. Surpreendente, mas assim foi.

(Andrew Bynum fez 16 pontos e pegou 18 rebotes. Dele eu falo mais pra frente. Jogador que me decepcionou nesta série por conta de sua soberba, preguiça, indolência e relaxo.)

RECLAMOS

Os fãs de Kobe Bryant vão reclamar. E Kobe, não teve participação importante na vitória do Lakers? Não fez uma cesta de três que desafogou o time no minuto final do jogo? Não fez isso e aquilo? Como sempre, os fãs de Kobe vão reclamar. Nem todos, é claro, a maioria. E essa maioria faz um barulho danado. Mas eu, como MWP, não estou preocupado com isso. MWP está preocupado em trabalhar. Eu também.

Kobe cometeu um grande pecado no jogo: ter deixado Ty Lawson nas mãos de Steve Blake. Talvez tenha sido determinação de Mike Brown. Se foi, Kobe, líder que é, dono do time que é, deveria ter dito: coach, negativo: de Ty cuido eu.

Kobe só foi marcar Lawson no último quarto. Até então o armador do Denver tinha feito um estrago na defensiva californiana com seus 24 pontos. O terceiro quarto terminou com o Lakers na frente em apenas um ponto: 69-68. Ty tinha anotado 13 pontos e ajudado o Nuggets a fazer uma corrida espetacular no período, quando o time saiu de um déficit de 16 pontos.

Foi então que KB resolveu arregaçar as mangas e ir ao trabalho. Passou a marcar o armador do Nuggets. Sabem quantos pontos Ty Lawson marcou no último quarto? Zero; isso mesmo, zero ponto.

Por conta disso, desta falta de sensibilidade, de liderança, não posso colocar Kobe como um dos responsáveis pela classificação do Lakers. O que eu posso dizer é que Kobe quase foi o responsável pela eliminação do Lakers ao ter se omitido em quadra quanto a marcação de Lawson. Tivesse ele continuado seu preguiçoso trabalho e Ty poderia ter levado o Denver à surpreendente vitória e consequente eliminação do Lakers nestes playoffs.

CONGRATS

A todas as Mamães dos frequentadores deste botequim eu mando um beijo carinhoso e um abraço caloroso. E que todas tenham um dia muito feliz.

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sexta-feira, 27 de abril de 2012 NBA | 20:14

CONFIRA OS FAVORITOS PARA OS PLAYOFFS DA NBA

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Times classificados, cruzamentos definidos, nada melhor do que a gente “palpitar”. Quem vai levar a melhor? Haverá surpresas? Sempre há, nós bem sabemos disso. Ano passado, por exemplo, o San Antonio, segunda melhor campanha da liga (como agora), foi surpreendido e ficou no meio do caminho ao perder para o Memphis logo na primeira rodada. Acontecerá de novo?

Não se esqueça: os playoffs começam amanhã. Sem mais delongas, vamos aos confrontos:

LESTE

CHICAGO x PHILADELPHIA
Dono da melhor campanha entre os 30 times que disputaram o campeonato na fase inicial, o Bulls é favorito neste embate diante do Sixers. Na temporada regular, o time da cidade dos ventos venceu a série por 2-1. A vitória do Phillies aconteceu exatamente na primeira etapa do campeonato, quando o time chegou a ser vice-líder da conferência. Depois, caiu dramaticamente e falou-se até em complô de alguns jogadores para derrubar o técnico Doug Collins. Mesmo com Derrick Rose ainda sem o melhor de sua forma e sem o ritmo de jogo ideal, o Bulls deve passar. Placar: Chicago 4-1 Philadelphia.

MIAMI x NEW YORK
O Heat é favorito, mas o Knicks tem que ser olhado com atenção. Afinal de contas, time que tem Carmelo Anthony, Amar’e Stoudemire e um defensor como Tyson Chandler, não pode ser ignorado de jeito nenhum. Mas o fato é que o Miami, quando põe suas cartas na mesa, elas são melhores: Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh. Temporada passada, quando os playoffs chegaram, o time do sul da Flórida se transformou e só perdeu o pique na final diante do Dallas. Durante a fase de classificação, o Heat fez 3-0. Mas nestes playoffs a série será mais disputada. Placar: Miami 4-2 New York.

INDIANA x ORLANDO
Na temporada regular, com Dwight Howard em quadra, o Magic fez 3-1 no Pacers. Sem D12 o Orlando não oferecerá resistência ao Indiana, e disso deve se aproveitar o pivô Roy Hibbert. O Orlando é um time sem identidade quando não conta com Howard. Além disso, o técnico Stan Van Gundy perdeu o comando da equipe. Já o Indiana, com a adição de Leandrinho Barbosa, melhorou seu arsenal. Além disso, George Hill passou a jogar melhor na segunda metade da temporada e não seria surpresa vê-lo em quadra mais tempo do que Darren Collison. Placar: Indiana 4-1 Orlando.

BOSTON x ATLANTA
O Celtics terminou em quarto lugar, mas o Atlanta teve melhor campanha. O C’s ficou em quarto por conta do regulamento da NBA, que determina o seguinte: o vencedor de uma divisão não pode ficar abaixo do quarto lugar. No Leste deu, pela ordem, Chicago, Miami, Indiana, Atlanta e Boston nas cinco primeiras posições. Mas o Celtics passou para o quarto lugar por ter vencido a Divisão do Atlântico. Mas por ter melhor campanha, o Hawks terá vantagem de quadra. Na fase de classificação, o Boston fez 2-1. Mesmo em desvantagem de mando, o alviverde de Massachussets é favorito diante de um time que não deverá contar com um de seus principais jogadores: Al Horford, lesionado, está de fora. Placar: Boston 4-1.

OESTE

SAN ANTONIO x UTAH
Segundo melhor time na fase de classificação da NBA, o San Antonio talvez seja a equipe a ser batida nesta reta final. Seus Três Tenores estão intactos e o elenco de apoio é irrepreensível. O SAS funciona como uma máquina muitíssimo bem azeitada. Quem entra não deixa o ritmo cair. O Utah classificou-se na “bacia das almas”. Na temporada regular, perdeu a série por 3-1. A única vitória veio quando Gregg Popovich resolveu poupar suas principais estrelas. Caso contrário, o Spurs teria varrido o Jazz. Placar: San Antonio 4-1 Utah.

OKLAHOMA CITY x DALLAS
Esta é a série mais intrigante destes playoffs. O Dallas capengou na fase regular por conta de ter perdido jogadores importantes. Enquanto isso, o Thunder encantou a todos a maior parte da competição, com seu duo formado por Kevin Durant e Russell Westbrook muitas vezes não deixando pedra sobre pedra em muitos confrontos realizados. Na fase de classificação deu OKC por 3-1. Lavada novamente? É impossível, no entanto, a gente não se lembrar da frase do técnico Rudy Tomjanovic: “Jamais subestime o coração de um campeão”. Isso será suficiente para igualar a série e, quem sabe, fazer do Dallas o vencedor? Poucos acreditam. Não estou entre eles. Placar final: Oklahoma City 4-2.

LAKERS x DENVER
Em que pese o fato de o Lakers ter tido altos e baixos durante a competição e não poder contar com Metta World Peace nesta série por conta da suspensão de sete partidas (a menos que haja um sétimo jogo), o time é favorito. Na fase regular o Lakers venceu o confronto por 3-1. Kobe Bryant está descansado e focado nos playoffs. Andrew Bynum e Pau Gasol formam um dos melhores garrafões da NBA na atualidade. Denver mudou de feição e busca nova identidade. Por conta disso, não deve ser páreo para o Lakers. Placar: Lakers 4-1 Denver.

MEMPHIS x CLIPPERS
O time de Los Angeles chegou a ser sensação no começo da temporada. Com o passar do tempo, o time caiu de produção, especialmente depois da saída de Chauncey Billups (contundido, não jogará mais esta temporada) e da irregularidade de Caron Butler, que tanto pode marcar 30 pontos numa partida quanto sair de quadra com um simples dígito na pontuação. Na fase regular venceu o duelo por 2-1. Mas o Memphis é um time que cresce nesta fase do campeonato. E mais: ao contrário do ano passado, quando não pôde contar com Rudy Gay (contundido), desta vez ele estará em quadra. Série muito equilibrada e o fator quadra poderá determinar o vencedor. Placar: Memphis 4-3 Clippers.

EPÍLOGO

Como se vê, não consegui detectar nenhuma zebra em curso. De todo o modo, se o Dallas passar pelo OKC, ela terá dado o ar da graça.

Como eu costumo dizer, depois que o Dallas foi campeão, tudo pode acontecer na NBA. Até mesmo o Dallas voltar a ser campeão.

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quarta-feira, 25 de abril de 2012 NBA | 19:56

BRIGA PELA ARTILHARIA DO CAMPEONATO MOVIMENTA AS DUAS ÚLTIMAS RODADAS DA NBA

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Kobe Bryant quer destronar Kevin Durant. Não que o ala-armador do Lakers tenha perdido o cetro e a coroa de melhor jogador da NBA para o ala do Oklahoma City. Kobe quer ser o cestinha desta temporada, feito este que não escapou de Durant nos dois últimos campeonatos.

Kobe, que liderou praticamente todo o campeonato, ocupa atualmente a segunda posição, com uma média de 27,86 pontos por jogo. Kevin tem aproveitamento de 27,96 tentos. A diferença, aparentemente, é pequena. Mas, na verdade, não é tão pequena assim.

Durant tem um total de 1.818 pontos no campeonato em 65 partidas disputadas. Bryant está com 1.616, mas atuou menos: 58 jogos.

O OKC entra em quadra esta noite para enfrentar o Denver. Neste mês de março passado, KD teve média de 29,0 pontos. Se repetir a dose neste confronto diante do Nuggets, pula para 27,98 pontos. Nesse caso, Kobe teria que marcar 36 pontos no confronto de amanhã diante do Kings, em Sacramento, para atingir a média de exatos 28 pontos e terminar em primeiro lugar.

A vantagem de Kobe é jogar no dia seguinte e saber de quantos pontos ele vai precisar marcar para ser o cestinha da temporada.

Durant, aliás, pode nem entrar em quadra e permanecer com a média atual e torcer para Kobe não chegar aos 36 pontos diante de seu rival californiano. Mesmo que o Thunder perca, não perde mais o segundo lugar na conferência e nem o terceiro geral. Além disso, Scott Brooks, o treinador, daria uma folga para o seu principal jogador, que, diga-se, participou de todos os jogos do time no campeonato até o momento.

Lembro-me da temporada 1993-94, quando Shaquille O’Neal e David Robinson disputavam a artilharia do campeonato. No jogo final do San Antonio contra o Clippers, em Los Angeles, Robinson marcou 71 pontos. Mas foi uma vergonha. Os jogadores do SAS não jogavam. Eles pegavam a bola e passavam para o pivô o tempo todo, de modo a ele conseguir a maior pontuação possível. Isso fez com que Shaq tivesse que marcar nada menos do que 68 pontos diante do New Jersey. Os jogadores do Lakers (e o próprio Shaq) se negaram a fazer uma palhaçada igual a dos jogadores do San Antonio.

Sendo assim, David Robinson terminou a temporada como cestinha do campeonato com uma média de 29,8 pontos contra 29,3 de Shaq, que na partida diante do New Jersey marcou 32.

Kobe, como disse, tem essa vantagem: saber quantos pontos terá que fazer para superar Durant. Mas eu não creio que ele e o time do Lakers se prestem àquele papel que Robinson e o SAS se prestaram. Se repetir o caminho, a mim será uma grande decepção. Kobe não precisa disso.

GANCHO

Metta World Peace foi suspenso por sete partidas. A maioria achou pouco. Eu também. A pena é branda perto do que ele fez. Ela só vai ter sentido se o Lakers cair fora na primeira rodada dos playoffs, sentindo demais a ausência de MWP.

Caso contrário, terminou em pizza.

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segunda-feira, 23 de abril de 2012 NBA | 11:39

KOBE E DOIS JOGADORES ESQUECIDOS FAZEM LAKERS RESSURGIR E BATER O OKC

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O Lakers aproveitou a chance derradeira. Fez o jogo que ele tanto precisava fazer para mostrar ao mundo da NBA que ele está vivo. Mandou um recado a todos: rapaziada, fique com a barba de molho, pois o campeão voltou — acho excelente este cântico cunhado pela torcida do São Paulo.

Sim, o campeão voltou. Vencer do jeito que o Lakers venceu o Oklahoma City, ontem à tarde, em Los Angeles, por 114 a 106, com direito a duas prorrogações, é de entusiasmar e amedrontar. Entusiasmar seus torcedores; amedrontar seus adversários.

O Lakers chegou a estar 18 pontos atrás. No último quarto, 17. E o que aconteceu para que este cenário devastador, de tragédia, mudasse completamente a ponto de levar o Lakers a uma vitória extraordinária? Simples: dois jogadores; dois jogadores vindos do banco surgiram do nada e aplicaram uma peça nos garotos de Oklahoma City. Seus nomes? Jordan Hill e Devin Ebanks.

Hill já tinha mostrado que o domingo poderia ser dele no segundo quarto, quando entrou pela primeira vez na partida. Jogou 8:53 minutos e marcou seis pontos e quatro rebotes. Neste período, Ebanks teve uma aparição tímida, de apenas 1:37 minutos, tendo contribuído com apenas dois rebotes. Mas Hill não; Hill tinha deixado claro para o treinador Mike Brown que ele poderia e deveria ser usado.

E foi o que o mister do Lakers fez no segundo tempo e na prorrogação. Hill e Ebanks tiveram muitos minutos, mas muitos minutos mesmo e foram as surpresas dos amarelinhos, que ontem jogaram de branco porque aos domingos os amarelinhos sempre jogam de branco.

REPÚDIO

Vocês que me acompanham sabem muito bem que eu não sou alinhado com a malandragem, com a trapaça e com o mau-caratismo. Desprezo a violência, física e verbal. Por conta disso, não gosto de jogador e técnico que se comportam assim. Acho desprezível. Por conta disso, bato abertamente em Blake Griffin, que pra mim é um jogador sujo. Por conta disso, desprezei a vitória do Miami sobre o Chicago. Por conta disso, nunca fui fã do Detroit Pistons de época dos Bad Boys, comandado em quadra por Isiah Thomas, Bill Laimbeer e Dennis Rodman.

Ron Artest é um cara assim: sujo e mau caráter. Perdeu milhões de dólares por causa de uma suspensão de 86 jogos em 2004 quando vestia a camisa do Indiana Pacers. Naquela noite, quis se engraçar com Ben Wallace, na época pivô do Detroit, mas tomou uma invertida. Apanhou e ficou quieto. Afinou. Depois, foi descontar sua frustração em cima da torcida. E foi suspenso.

Artest foi aposentado no começo desta temporada e surgiu Metta World Peace. Estávamos vendo uma nova personalidade em quadra. Até que veio o jogo de ontem…

PERSONALIDADE

O que dizer da atitude de Metta World Peace? As imagens dizem tudo. A agressão foi um ato de covardia. MWP teve comportamento de Artest: foi cafajeste em toda a extensão da palavra. E mau caráter.

O que se pergunta é: por que MWP (foto Getty Images) se transformou novamente em Artest? Artest lutava contra Artest, tanto lutava que decidiu pelo desaparecimento de Artest. Criou Metta World Peace. MWP parece lutar desesperadamente contra essa outra personalidade, violenta, que às vezes vêm à tona e estraga tudo de bom que deve existir por trás desse cara de músculos salientes e atitudes atrevidas.

MWP leiloou seu único anel de campeão. Queria dinheiro para doá-lo a instituições que trabalham e pesquisam o comportamento humano do ponto de vista mental. Em outras palavras, instituições que se preocupam e querem entender melhor os desvios de personalidade no ser humano, que muitas vezes criam histórias aterrorizantes, daquelas que a gente vê pipocar no noticiário. Artest se preocupava com isso, porque sabia que dentro dele, lá no fundo, existe um cara assim. E esse cara ele quer sufocar, matar — para não morrer.

Esse cara é Ron Artest. Ontem ele reapareceu. Deve ter envergonhando Metta World Peace. Deve tê-lo levado às lágrimas. Deve tê-lo feito acordar nesta manhã de segunda-feira e ido buscar rapidamente o consolo e o entendimento no divã de seu psicanalista.

No fundo, eu consigo ver um cara bom dentro de Artest. Esse cara é Metta World Peace.

PUNIÇÃO

Independente do esforço de Metta World Peace em se transformar num ser humano melhor, ele não pode passar incólume ao fato de ontem. MWP tem que ser punido — e com rigor.

Apenas a suspensão de uma partida é muito pouco. MWP tem que pegar uma suspensão pesada. Gesto assim vai ajudá-lo na busca de uma pessoa melhor. Afagar sua cabeça e deixar que tudo isso acabe com uma suspensão branda só vai atrapalhá-lo.

ALTERNATIVA 1

O resultado da recaída de Metta World Peace abriu brecha para o surgimento de Devin Ebanks. Antes de a temporada começar, disse nesse botequim que via qualidades em Ebanks pelos jogos que assisti na pré-temporada diante do Clippers. Mike Brown, todavia, não tinha o mesmo pensamento meu. Tanto que Ebanks mal entrou em quadra nesta temporada.

Ontem, foi jogado às feras. Teve de marcar simplesmente Kevin Durant, um dos melhores jogadores de sua geração e, para muitos, o futuro sucessor de Kobe Bryant. E conseguiu.

No primeiro tempo de jogo, marcado por MWP e Matt Barnes, KD fez 21 pontos. No segundo tempo, com Ebanks em sua cola, Durant anotou 12. Foi reduzido quase que a metade. Na primeira prorrogação, KD zerou, mas na segunda, mostrou a Ebanks que ele, embora tenha muito talento defensivo, ainda terá que queimar muita lenha para anulá-lo completamente: KD anotou simplesmente nove pontos, todos os nove pontos do OKC neste último tempo-extra. Mas foram insuficientes.

O Lakers venceu e Ebanks também. Marcou muito bem a Durant e deixou claro para o treinador que quando o time precisar de seus préstimos, de seu talento defensivo, é só chamá-lo que ele estará pronto. E em playoffs, defesa é artigo cobiçado por todos.

ALTERNATIVA 2

Com Andrew Bynum atrapalhado em quadra (tomou dois tocos humilhantes de Serge Ibaka em uma mesma jogada), sendo eficiente apenas nos tocos (distribuiu cinco nos 28:57 minutos em que jogou), o que fez Mike Brown? Passou Pau Gasol para o pivô e deixou Jordan Hill como ala de força. E deu certo.

Assim que terminou o terceiro quarto, com o OKC na frente em 77-61, o treinador angelino mandou a quadra o seguinte quarteto: Steve Blake, Ramon Sessions, Devin Ebanks, Jordan Hill e Pau Gasol. Com 8:08 de bola pingando, Brown colocou Kobe Bryant na vaga de Sessions. O Lakers perdia por 81-68. Com esse quinteto, Blake, Kobe, Ebanks, Hill e Gasol (foto Getty Images), o Los Angeles fez uma corrida de 23-10, empatou o jogo em 91 pontos e levou-o à prorrogação. Hill contribuiu no segundo tempo com seis pontos e seis rebotes, terminando o tempo regulamentar com 12 pontos e dez ressaltos.

Vieram as duas prorrogações e Hill adicionou mais dois pontos e cinco rebotes, terminando a partida com 14 pontos e 15 rebotes. Ao lado de Gasol, foi o dono do garrafão do Lakers “down the strecht”. E deixou claro para a franquia que vale a pena apostar em seu jogo sempre que Bynum se deixar levar pela soberba.

Corretamente Mike Brown deixou seu pivô titular no banco todo o último quarto e as duas prorrogações.

MARCAÇÃO

Gostei de ver Kobe Bryant ontem. Não pelos seus 26 pontos, oito assistências e seis rebotes. O que eu gostei foi de vê-lo marcando em cima Russell Westbrook nos momentos derradeiros da partida.

Kobe não é mais nenhuma criança, precisa de repouso para aguentar principalmente os playoffs. Mas tem momentos em que ele, líder que é, tem que chegar para o treinador e dizer: estou pronto para a batalha; deixa que de Westbrook cuido eu.

Foi o que ele fez. Westbrook foi um desastre na partida: 3-22 nos arremessos (13,6%). Salvou-se pelas dez assistências.

ENCANTO

Sobre o Oklahoma City, o que dizer? Nada, simplesmente nada, pois eu só tive olhos ontem para ver o Lakers jogar.

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sábado, 21 de abril de 2012 Jogos Olímpicos de Londres | 12:10

SAN ANTONIO É O BARCELONA DA NBA

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O San Antonio é o Barcelona da NBA. Hoje, ninguém ganha do alvinegro texano. O Spurs atropela seus adversários como o time espanhol. É impiedoso como a equipe catalã. Domina o jogo com os grenás fazem, sufocando, aos poucos, seus oponentes. O San Antonio é mesmo o Barcelona da NBA.

Como aconteceu com o Barça, isso não surgiu do nada; não caiu do céu. O San Antonio é o que é hoje por conta de um planejamento (com o qual eu discordo em alguns pontos, já disse aqui) elaborado pelo técnico Gregg Popovich e sua comissão técnica. E o maior segredo dele é a rotação de seus jogadores.

No jogo de ontem, em San Antonio, quando trucidou novamente o Lakers, desta vez por 121-97 (na última terça-feira, em Los Angeles, venceu por 112-91), quem mais tempo ficou em quadra foi Tony Parker. O armador francês jogou 27:46 minutos. Tim Duncan e Manu Ginobili, que completam os Três Tenores (foto AP), atuaram, respectivamente, 26:03 e 25:00 minutos. Os outros sete jogadores (Kawhi Leonard, Tiago Splitter, Danny Green, Matt Bonner, Stephen Jackson, Gary Neal e Boris Diaw), que participaram da contenda dentro do sistema de rotação do time, ficaram em quadra em média pouco mais de 20 minutos.

Ou seja: o San Antonio utilizou nada menos do que dez jogadores durante a partida, mantendo-os em quadra praticamente o mesmo tempo. O Lakers usou sete, sendo que quatro dos cinco titulares (entre eles Kobe Bryant, que voltava ao time depois de sete partidas de fora por causa de uma lesão na perna direita) jogaram em média 30 minutos.

Quando os EUA enfrentavam a extinta URSS ou a igualmente defunta Iugoslávia, seus grandes adversários, os jogos eram no pau enquanto os adversários tinham fôlego. De repente, os treinadores americanos tiravam de quadra o quinteto que iniciava a partida e um novo time entrava no jogo. O adversário não conseguia fazer o mesmo por falta de jogadores do nível semelhante. Este sempre foi um dos grandes segredos dos selecionados norte-americanos em competições internacionais, especialmente Olimpíadas: a rotatividade de seus jogadores. Com o passar do tempo, havia o desgaste natural dos inimigos. E os americanos, ao contrário, estavam intactos do ponto de vista físico. O cronômetro tiquetaqueava, tiquetaqueava, e os EUA davam o bote final, aliando o vigor físico à indiscutível qualidade técnica.

Ontem o San Antonio fez o mesmo diante do Lakers. Ontem, vírgula, o Spurs tem feito isso. Bruno Pongas, nosso parceiro e meu companheiro jornalista, mostrou isso com muita clareza numa mensagem pregada na porta deste botequim há alguns dias. Os oponentes não conseguem fazer o mesmo, pois não contam com um elenco tão homogêneo e de grande qualidade como é o grupo texano.

O SAS é o retrato mais bem definido do basquete norte-americano desde seus primórdios: quinteto titular forte, composto de três estrelas que desequilibram, e elenco poderoso, possibilitando ao treinador usar os 12 jogadores se assim o desejar. Como disse, ninguém tem isso. Nem Lakers, nem Chicago, nem Miami, nem Oklahoma City.

O San Antonio é o grande favorito ao título desta temporada. Mas, é sempre bom frisar, o fato de ser favorito não significa que vá ganhar. O imponderável não pode ser desprezado jamais.

O Barcelona era favorito para ganhar o título espanhol; pode perdê-lo para o Real Madrid. O Barcelona era favorito para ganhar a Champions League; pode ser eliminado pelo Chelsea na semana que vem.

Mas como eu acho que não tem time no mundo para vencer os espanhóis, acredito que eles darão à volta por cima na Champions. E se houvesse umas três rodadas a mais no espanhol, o Barça faria o mesmo no torneio doméstico, um campeonato que foi deixado de lado pelo pessoal da Catalunha, que pensa em igualar e depois ultrapassar seu grande rival em conquistas da Champions.

O San Antonio não disputa duas competições ao mesmo tempo. O SAS disputa apenas a Champions League do basquete, que é o campeonato da NBA (ou seria o contrário, a Champions é a NBA do futebol?). Seu jogo impressiona, a maneira com que aniquila seus oponentes também; exatamente como faz o Barcelona. O San Antonio é mesmo o Barça do basquete: vence e não deixa a menor sombra de dúvidas sobre quem é o melhor no campo de jogo.

OLIMPÍADAS

Perguntado se teria interesse em participar dos Jogos Olímpicos de Londres na vaga de Dwight Howard, Andrew Bynum disse que não. Motivo: nas férias, vai tratar dos joelhos na Alemanha, com o mesmo médico que vem cuidando de Kobe Bryant.

“Eu preciso me preocupar com minhas pernas quando a temporada acabar”, disse Bynum. “Planejei algumas coisas para os meus joelhos… Tenho que tratá-los e vou para o exterior cuidar deles”.

Portanto, se a USA Basketball quiser um novo pivô para a vaga de D12, como disse ontem, há duas alternativas: Roy Hibbert e Kendrick Perkins.

RECADO

Se alguém quiser saber mais sobre a rodada de ontem basta acessar o site da NBA ou da ESPN gringa. Os dois são ótimos. Isso aqui é um blog e não um site noticioso. Se alguém quiser comentar algo sobre outras partidas, é só postar a mensagem.

PERGUNTA

Se eu tivesse dito que torcia para o San Antonio, quantos diriam que eu escrevi o post acima com o coração de torcedor?

FOTO DO DIA

Vale o registro este retrato tirado pela AP de Metta World Peace se aquecendo para o jogo de ontem. Uma pintura. A sensibilidade do artista (que infelizmente não teve o nome revelado pela agência noticiosa) não aflora a todo o instante neste pessoal de grande valor que fem registros fotográficos que deixam jogos e atletas para a posteridade. Não aflora a todo o instante porque se isso ocorresse encontraríamos Robert Doisneau a cada esquina dobrada.

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 NBA | 10:44

MEGA TROCA PODE COLOCAR DWIGHT HOWARD NO LAKERS E GASOL E BYNUM NO ORLANDO

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A notícia que pipocou na noite de ontem em Orlando dá conta de que na próxima quinta-feira a NBA bate o martelo e acontecerá o seguinte: o Orlando cede ao Lakers Dwight Howard, Hedo Turkoglu e Jameer Nelson e recebe Pau Gasol e Andrew Bynum. E o Toronto, o terceiro time envolvido na troca, cede José Calderón para o time da Flórida e recebe um jogador do Lakers, que deve ser Metta World Peace.

O que eu acho? Acho excelente para Orlando e Lakers.

O Orlando resolve sua dor de cabeça que estava se tornando uma enxaqueca, daquelas que não há remédio e acupuntura que resolvam. E remonta sua equipe com o garrafão do Lakers, que ganhou recentemente dois campeonatos, um deles exatamente em cima do Magic.

O time do Orlando ficaria:

José Calderón
JJ Reddick
Jason Richardson (Quentin Richardson)
Pau Gasol
Andrew Bynum

E ainda teria no banco, para ajudar durante a partida, Ryan Anderson, que vem fazendo uma temporada muito boa.

Time para brigar por semifinal no Leste e, se o Chicago perder o fôlego e bobear, para fazer final contra o Miami. Ganhar, no entanto, são outros quinhentos.

O Lakers pega o jogador que ele tanto queria: D12. E recebe um armador de muito bom nível, posição carente no elenco. E Turkoglu não é essa porcaria que muitos parceiros deste botequim dizem. Trata-se de um bom ala, que em muitos momentos decisivos desafoga o time com seus tiros longos

O time do Lakers ficaria:

Jameer Nelson
Kobe Bryant
Hedo Turkoglu
Josh McRoberts
Dwight Howard

Alguém pode torcer o nariz para McBobs. Aí eu respondo do jeito que eu sempre respondo: não dá para um time ter cinco jogadores de seleção. Em alguma posição você é deficiente. O Miami, por exemplo, não tem um pivô do mesmo nível dos demais.

O Lakers ficará carente na ala de força, mas McBobs poderá fazer um rodízio com Troy Murphy e não comprometer tanto assim. Sem contar que D12, praticamente sozinho, tomará conta do garrafão.

Será time para brigar pelo título do Oeste com o Oklahoma City. Se o Lakers se entrosar, contando com Kobe e D12, com a camisa que tem, com a força de sua torcida e de sua história, pode ganhar a conferência.

Gostei.

Tomara que isso de fato ocorra. Vamos, pois, ficar no aguardo da próxima quinta-feira, quando, repito, dizem que a NBA baterá o martelo aprovando as trocas.

Ah, sim, quanto ao Toronto… Nasceu pra ser apenas coadjuvante.

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