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segunda-feira, 6 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 21:28

BRASIL x ARGENTINA, QUARTA-FEIRA, 16H DE BRASÍLIA. ENTREM, O BOTEQUIM ESTÁ ABERTO!

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A organização dos Jogos Olímpicos acaba de divulgar: o Brasil pega a Argentina nesta quarta-feira, 16h, horário de Brasília. Amanhã eu confirmo, mas a chance de passarmos esse jogo em 3D é boa. Tudo vai depender dos ingleses, pois são eles quem determinam o que será gerado para o planeta em 3D. Cruzem, pois os dedos!

Amanhã eu digo a vocês se vamos ou não transmitir a partida em 3D. Se a resposta for positiva, quem puder ir a um dos cinemas da Rede Cinépolis espalhados pelo Brasil, vai poder acompanhar a partida em três dimensões (é simplesmente es-pe-ta-cu-lar!) e apreciar os comentários deste amigo que vos escreve neste momento.

ENTREGADA

Dito isso, vejo pela manifestação de vocês (a maioria, claro) que a Espanha entregou o jogo (foto Reuters Splitter x Gasol) ou, pra não ser tão incisivo, que ela não se comportou como devia. E mais: mal tinha chegado em casa e o celular tocou: era o Zé Boquinha.

Viu o jogo?, perguntou-me ele. Disse que não, pois estava trabalhando e me deliciando com o atletismo em 3D, neste trabalho espetacular da Rede Record com a Cinépolis. Os espanhóis entregaram, não é mesmo? Pelo menos eu fiquei com essa impressão vendo a partida de esgueio — disse ao Zé. Ele respondeu que ficou com esta impressão, mas ressaltou: o Brasil jogou com o time reserva um bom tempo e o Nenê não entrou em quadra. E completou: mas no final da partida, os caras (espanhóis) erravam bandeja, faziam falta de ataque, achei muito esquisito — completou Zé Boca. Se eles armaram, o Brasil caiu direitinho, complementou ele.

Discutimos mais umas coisas aqui e outras ali; no final ele me cobrou: você me deve uma pizza! E eu respondi: será o maior prazer pagá-la. Semana que vem, quando as Olimpíadas se encerrarem, propus ao Zé Boca. Fechado, respondeu ele, que mora em Campinas e não em São Paulo, assim como eu.

VERGONHA

Agora eu digo a vocês o que eu acho: acho lamentável um time se comportar desta maneira. É uma estratégia, alguém pode retrucar. Sim, é uma estratégia, mas é também uma trapaça. É vergonhoso um time fugir do outro. Campeão que é campeão não escolhe adversário. Os mais fracos, aqueles que não acreditam em suas forças, esses procuram artimanhas, como a Espanha parece ter feito lendo os comentários de vocês e ainda com a impressão do Zé Boquinha viva na minha memória.

E como a maioria de vocês, eu também vou torcer feito um louco para a França, para que a Espanha quebre a cara. O que os espanhóis fizeram foi pensar no futuro sem viver o presente. Ou seja: já se imaginam na semifinal sem ter jogado ainda com os franceses. Que esse comportamento ibérico redobre a vontade de ganhar de Tony Parker, Boris Diaw, Nicholas Batum e seus parceiros, que eles falem mais alto do que Pau Gasol e seus comparsas.

RIVAL

Já o Brasil terá pela frente a Argentina. Muitos dos parceiros deste botequim estão animados. O estado de euforia se dá, segundo percebo, pelo jogo que o Brasil fez diante da Argentina em Foz do Iguaçu e pela surra que os EUA deram nos argentinos há pouco em Londres: 126-97 (foto Fiba Westbrook dando uma enterrada espetacular no último quarto).

Lá em Foz, o Brasil pegou uma Argentina sem Manu Ginobili. E a Argentina que enfrentou os EUA há pouco foi uma Argentina sem Pablo Prigioni e “desinteressada” pelo resultado, pois não havia como mudar o chaveamento, a menos que eles ganhassem dos EUA — o que eu acho que eles não estavam se importando neste momento. Portanto, não dá para traçarmos estratégias com base nestes dois cotejos.

O que sabemos é que o emocional será um componente deste jogo a ser levado muito em conta. O Brasil não pode entrar na catimba dos caras. Se eles se sentirem em inferioridade, vão apelar, usar estratégias para tentar desestabilizar nossos jogadores. Infelizmente, todos nós sabemos, nossos nervos ficam em frangalhos por qualquer coisa. E quando são os argentinos a nos provocar, a situação piora ainda mais por conta da rivalidade.

Desta forma, como disse, jogar com serenidade e tranquilidade será fundamental.

TÁTICA

Quanto ao jogo em si, temos que aproveitar nossos homens grandes, que são maiores e melhores do que os argentinos. Nosso jogo tem que se concentrar ali. Certamente eles responderão com uma defesa zona a maior parte do tempo, a nos provocar para os arremessos longos. Se eles caírem, ótimo; se não caírem, teremos problemas.

Temos que torcer para que Marcelinho Huertas esteja inspirado. E que não se canse. E que Larry Taylor mantenha um nível aceitável de jogo para descansar Huertas e não deixar a peteca cair quando estiver em quadra. Dependemos demais de Huertas.

Temos, obviamente, que ter cuidados extremados com o jogo deles. Cuidar de Manu Ginobili será fundamental. Alex Garcia terá essa missão. Vejo, no entanto, que Alex tem se mostrado um tanto afoito em alguns momentos do jogo. Isso não pode acontecer, pois Alex será importante para o nosso selecionado em quadra e não no banco, carregado em faltas. Ele terá a missão de vigiar Manu.

Enquanto isso, Huertas terá que marcar Pablo Prigioni. A defesa de Marcelinho é boa, mas não é o forte de seu jogo. Nosso armador conhece bem Prigioni, com quem já jogou no basquete espanhol e a quem já marcou inúmeras vezes. A vitalidade está a nosso favor; a experiência está a favor deles. Prigioni, não só pela idade, é um cara mais rodado que Marcelinho. Ele já viveu está situação várias vezes. Huertas respira sua primeira Olimpíada.

As bolas de três dos caras são um problema também. Marcar Carlos Delfino é obra para Marquinhos Vieira. Ele é maior e se encaixar uma boa marcação, pode subtrair um pouco do volume ofensivo de Delfino, bem como a Andres Nocioni, que não vive o melhor momento de sua carreira, mas que é um cara rodado e bom de bola também.

Finalmente, Luis Scola. Essa cara adora jogar contra o Brasil. Contra o Brasil seu jogo cresce demais. Adora ultrapassar a barreira dos 30 pontos. Fazer uma defesa “matchup” talvez seja uma boa, com o “front court” marcando zona, diminuindo os espaços de Scola no garrafão, e o “back court” marcando individualmente. Ou então, uma marcação “box one”, com apenas Alex marcando Ginobili individualmente.

São ideias; ideias que a gente tem pensando assim, rapidamente, no jogo. A estratégia está sendo engendrada neste momento por Rubén Magnano e sua comissão técnica. Temos uma boa vantagem nesse ponto, pois Magnano conhece bem a Argentina, pois foi ele quem criou esse time espetacular, medalha de ouro em Atenas 2004.

Mas vamos nos falando com o correr das horas. Certamente vocês terão ideias também. Certamente vocês vão traçar planos e estratégias. E eu vou querer ler. A todos, sem exceção.

Isso vai fazer as horas passarem. E nos ajudará a pegar no sono.

Que venham “Los Hermanos”!

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domingo, 22 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 16:42

BRASIL BATE AUSTRÁLIA POR 16 PONTOS DE DIFERENÇA EM JOGO PARA DAR MORAL AO GRUPO

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O Brasil acabou de vencer a Austrália por 87-71. Infelizmente, nenhuma emissora de tevê a cabo mostrou a partida. Tiago Splitter foi o cestinha do time brasileiro com 17 pontos. Nenê Hilário e Marquinhos Vieira fizeram 12 cada um. E Anderson Varejão pegou 13 rebotes. Clique aqui e veja o “box score”.

A vitória foi muito importante para dar moral ao grupo. Afinal, os australianos serão nosso primeiro adversário em Londres. E tem aquela história de que não conseguimos ganhar dos oceânicos.

Uma pena que o jogo não tenha sido mostrado. Foi o último amistoso da nossa seleção antes do debute.

Animador!

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segunda-feira, 9 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 13:16

DEU ZEBRA NOVAMENTE NO BASQUETE: NIGÉRIA ESTÁ EM LONDRES. COMO FICARAM OS GRUPOS?

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Definidos os últimos três selecionados masculinos que vão participar dos Jogos Olímpicos. E mostrando uma vez mais que eu basquete também há zebras a Nigéria tomou uma das vagas que seriam dos europeus. Ninguém em sã consciência poderia imaginar que os africanos fossem eliminar Macedônia, Grécia e finalmente República Dominicana.

O jogo chave que determinou o trajeto dos nigerianos foi contra a Grécia. No último arremesso do jogo, uma bola de três atirada por Vasileios Spanoulis teve endereço errado por conta de uma falta escandalosa do armador nigeriano Ade Dagunduro. O grego teria à disposição três arremessos e se encestasse dois deles a Grécia, e não a Nigéria, teria avançado na competição. Mas, é certo, a gente não sabe se Spanoulis iria acertar os três tiros. Mas o que também é certo é que a falta deveria ter sido marcada e não foi.

Outra partida que mereceu asterisco na competição envolveu também os nigerianos. Foi no turno de classificação, quando eles venceram a Lituânia por 86-80 num confronto onde os lituanos se comportaram de maneira duvidosa, perdendo uma partida que desclassificou a Venezuela, anfitriã do torneio. Os europeus estavam injuriados com os sul-americanos por conta de desentendimento no jogo da noite anterior, partida que teve de tudo, até sopapos.

De todo o modo, na disputa pelo terceiro posto, aquela que indicou o derradeiro classificado para Londres, os africanos foram extremamente competentes e eliminaram os dominicanos. O jogo foi ontem à noite e o placar final mostrou 88-73, sem que ninguém ousasse fazer qualquer observação nesta pugna.

Ike Diogu (foto Fiba), ex-companheiro de Tiago Splitter no San Antonio, foi o grande nome da partida: 25 pontos e dez rebotes. Al Horford, o destaque dos caribenhos, não foi bem: 12 pontos e sete rebotes. Brigou mais com as faltas (4) do que com os africanos.

Bem, dito isso, parabéns aos nigerianos e, agora, bola pra frente. Definidos os 12 classificados, os grupos também foram confirmados.

GRUPO A
EUA
Argentina
França
Lituânia
Tunísia
Nigéria

GRUPO B
Brasil
Espanha
Rússia
Grã-Bretanha
Austrália
China

No grupo A, a lógica manda aposta na classificação dos europeus e dos argentinos, com os africanos do lado de fora. Mas depois do que aconteceu neste Pré-Olímpico, alguém ousa apostar todas suas fichas nestes classificados? Eu não me atrevo.

Os nigerianos estão embalados, empolgados, confiantes. Podem muito bem voltar a surpreender. E por que não tomar vaga de Argentina ou França? Ou mesmo da Lituânia. Agora, se eles vencerem os EUA, aí é sinal e que o mundo vai mesmo acabar em 21 de dezembro próximo, como sugere o calendário dos Maias.

Se der a lógica, teremos a seguinte classificação no Grupo A:
1º EUA
2º França
3º Lituânia
4º Argentina

No grupo brasileiro apareceram os russos. Alguém perguntou: dá pra ganhar? Claro que dá, mas dá pra perder também. Pra não fugir à resposta, eu digo: o Brasil tem tudo para vencer qualquer um dos adversários do grupo, menos a Espanha. A não ser que o Brasil incorpore a Nigéria e sapeque os espanhóis também.

Se der a lógica, teremos a seguinte disposição no Grupo B:
1º Espanha
2º Rússia
3º Brasil
4º Austrália

Mas gostaria de fazer uma observação: não ficaria surpreso em caso de troca de lugares entre australianos e britânicos. A Austrália não me convence tanto e a Grã-Bretanha jogará em casa, não se esqueçam. E virá liderada por Luol Deng, ala espetacular do Chicago, que cresceu demais de produção na última temporada da NBA.

Em caso de acontecer tudo o que eu imagino que vá acontecer, o Brasil terá que fazer ao menos três vitórias na próxima fase se quiser brigar por medalha. Dos EUA não dá pra ganhar, mas se encaixar um bom jogo contra França e Lituânia, vence. Da Argentina eu estou contando com vitória; isso eu nem discuto. Se o Brasil não vencer a Argentina, aí esquece, não deverá brigar por medalha.

Em que pese a genialidade de Manu Ginobili, não gostei do que vi da Argentina nos últimos jogos. Não brilhou no Pré-Olímpico de Mar del Plata, ganhou do Brasil na última sexta-feira numa partida em que nosso selecionado não pôde contar com Nenê Hilário e Marquinhos Vieira e contou para isso com o auxílio da arbitragem, um escândalo que fez corar até o mais milongueiros dos milongueiros.

O que acabei de escrever é tudo suposição, evidentemente. Palpite puro. E palpitar é sempre gostoso. E vocês, vão palpitar ou não?

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sexta-feira, 29 de junho de 2012 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 00:53

BRASIL BATE A GRÉCIA E SALDO DO TORNEIO DE SÃO CARLOS FOI POSITIVO

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O torneio de São Carlos não foi nenhuma brastemp. Valeu mesmo pelo jogo desta quinta-feira diante da Grécia. Os outros dois, frente a Nova Zelândia e Nigéria, serviram para mostrar que diante de galinhas mortas o Brasil vai treinar e não jogar. Ou seja: não vai se complicar quando esbarrar com esses adversários fracos, o que acostumava acontecer num passado não muito distante. Contra os gregos, nosso selecionado teve que trabalhar pra valer, caso contrário poderia perder. A vitória de 78-71 mostra isso.

Mas é certo também que Rubén Magnano, nosso magnífico treinador, estava mais preocupado em ver o comportamento do time e dos jogadores do que com o resultado. Por isso, ele rodiziou muito novamente. Isso, é claro, tira um pouco o ritmo de jogo da equipe. Mas foi importante para colocar em quadra algumas formações que poderão ser úteis no futuro.

Nenê Hilário com Guilherme Giovannoni; Gui com Tiago Splitter; Marcelinho Huertas com Larry Taylor; Raulzinho Neto com Marcelinho Machado; Marcelinho com Marquinhos Vieira; Larry e Marquinhos. Etc e tal.

Enfim, Magnano movimentou muito o time, mas deu pra ver que Nenê vai jogar ao lado de Anderson Varejão. Deu pra ver que Guilherme será mesmo um ala de força e não um ala, como jogou muito tempo na seleção nas mãos de Lula Ferreira. E deu pra ver duas coisas que me deixaram empolgadíssimo: 1) Nenê está completamente à vontade e integrado ao grupo brasileiro. Seu QI de basquete é altíssimo e os demais irão tirar proveito disso. Magnano deve estar vibrando com o que está vendo de Nenê; 2) Finalmente temos um ala, o que não ocorria desde os tempos de Rogério Klafke. Marquinhos está confiante e jogando pra burro! Terminou este torneio com média de 15,3 pontos por jogo e foi o cestinha da competição. Está pontuando de tudo quanto é canto da quadra. E com seus 2,07m de altura, vai ajudar muito na batalha pelos rebotes.

Some-se a isso o fato de que Marcelinho Machado solidificou seu lugar no nosso selecionado. Virá sempre do banco e do banco pode adicionar muitos pontos para nosso time. Na vitória diante dos gregos, MM anotou 22 pontos, tendo feito 5-6 nas bolas de três. Esse é o seu principal papel: entrar em quadra e machucar o adversário com essas bolas.

A preocupar: 1) O jogo de Larry Taylor. Até agora, nada. Nem de longe parece aquele jogador atrevido, insinuante, do Bauru. Vamos dar um pouco de tempo a ele. Mas que ele reaja rapidamente, senão, seu processo de naturalização terá sido em vão; 2) Raulzinho Neto, quando pressionado, perdeu bolas bobas. Isso pode ter um preço alto nas Olimpíadas. Em outras palavras: Huertas pode ficar exaurido em Londres se não tiver um substituto.

Pra finalizar: nossa defesa continua soberba, muito embora, que eu tenha reparado, não vi o Brasil pressionar a saída de bola da Grécia em nenhum momento, como ocorreu nos dois cotejos anteriores. De qualquer maneira, segurar a Grécia em 71 pontos foi muito bom. E o nosso ataque melhora a cada apresentação. A movimentação melhora a cada partida, nesta quinta já deu pra ver alguns “pick’n’roll” e os corta-luzes têm funcionado mais e mais. E Nenê e Splitter seguem sendo nossos dois homens para jogar no “low post”.

E pra finalizar mesmo: tudo isso sem colocar em quadra Leandrinho Barbosa. Quando ele estiver apto, a tendência é melhorar ainda mais.

Vamos agora para a Argentina jogar o Super 4. E enfrentar “Los Hermanos”. O que é sempre muito bom, seja pela tradição, seja pela qualidade da esquadra vizinha.

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terça-feira, 26 de junho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 23:26

BRASIL VENCE NOVA ZELÂNDIA E DEIXA CLARO QUE MUITO AINDA TEM QUE SER FEITO

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O Brasil venceu há pouco a Nova Zelândia por 73-49. Foi o primeiro jogo desta fase de preparação para os Jogos Olímpicos de Londres no torneio quadrangular que está sendo disputado em São Carlos, interior paulista. O adversário era fraquíssimo, mas deu pra ver que o nosso selecionado ainda tem muito o que fazer. E nem poderia ser diferente.

O que mais me preocupou foi o ataque. Não consegui ver quase nada. Um corta-luz aqui, outro ali, bola pro Nenê no “low post” e acho que mais nada. A maioria dos nossos pontos veio de contra-ataques e de erros dos neo-zelandeses. Contra adversários mais fortes, será mais difícil contra-atacar e pontuar por conta dos erros, pois o nível do jogo será outro.

A defesa foi bem, mas eu observo: marcar os oceânicos não me parece tarefa que requer muito esforço nem mesmo de equipes medianas que disputaram o último NBB. Ter limitado o adversário a apenas 49 pontos não me chama tanto a atenção assim.

Prefiro focar mais no ataque: 73 pontos numa equipe débil dessas, isto sim, preocupa. Claro que nosso treinador, Rubén Magnano, mexeu muito e corretamente no time. Deu chance pra todo mundo. Isso pode ter tirado um pouco da dinâmica da equipe. Normal, portanto. De todo o modo, repito, esperava mais.

Magnano pouco utilizou Nenê e Varejão juntos. Atuaram, se tanto, cinco minutos. Na minha avaliação, ambos têm que ser parceiros mais tempo. Nenê é excelente nos bloqueios e, com eles, Varejão, exímio reboteiro, enche o picuá de pegar ressaltos.

Por este jogo, Magnano deixou claro que Varejão vai ser um ala de força e não pivô, como ele joga no Cleveland. Acho que nosso treinador poderia inverter os dois quando eles atacam. Quem sabe ele não faça isso no futuro?

Quanto às atuações individuais, o destaque da partida ficou por conta de Nenê. Seu QI de basquete é altíssimo. Ele vê o jogo em sua extensão. Pega rebotes, dá tocos, pontua, dá assistências, faz corta-luz. Terminou o confronto com nove pontos, cinco rebotes, quatro assistências e dois tocos. Tudo isso em 22:49 minutos.

Marquinhos Vieira (foto CBB) foi o cestinha brasileiro com 14 pontos. Pelo que tenho visto, será mesmo o titular da ala brasileira. Ele é pontuador e com seus 2,07m ajuda demais no “front-court” quando o assunto são os rebotes.

No geral, nosso selecionado não foi bem nas bolas de três (qual a novidade?), ao ter acertado apenas cinco de suas 19 bolas (26,3%). Outro problema foram os lances livres (qual a novidade?): 12-20 (60,0%).

PROBLEMAS

Três jogadores brasileiros ficaram de fora desta vitória diante da Nova Zelândia. Tiago Splitter, porque uniu-se ao grupo tarde demais por conta do nascimento de seu primeiro filho; Marcelinho Huertas, que chegou tardiamente à fase de treinos porque estava disputando (e ganhando) as finais da Liga ACB da Espanha; e Leandrinho Barbosa.

O caso de LB chama a atenção porque todo mundo sabe que ele não tem contrato com nenhum clube da NBA desde que o Indiana foi eliminado pelo Miami nas semifinais da Conferência Leste. Leandrinho, minha gente, está desempregado no momento! Por isso, seu seguro é mais delicado — e mais custoso. Leandrinho está nesta situação há mais de um mês. Como é que a CBB não resolveu essa pendenga ainda? Magnano precisa dele para treinar o time.

Lamentável, pra dizer o mínimo.

NIGÉRIA

O adversário brasileiro nesta quarta-feira é a Nigéria, que nesta terça-feira perdeu para a Grécia. Agora, sentem-se porque senão vocês vão cair de costas. O jogo está marcado para as 21h30 (Brasília). Ou seja: 20 minutos antes de Corinthians x Boca Juniors, que será exibido ao vivo para o Brasil pela Rede Globo.

O Brasil estará de olho nesta partida. Os corintianos torcendo feito loucos; os demais, secando. É o evento da noite. É o evento deste século para os brasileiros, queiram ou não. Muito mais do que qualquer uma das três Copas do Mundo disputadas neste novo milênio.

Por que, então, a rodada desta quarta-feira não foi antecipada para as 17h? O primeiro jogo entre Nova Zelândia e Grécia começaria neste horário, seguido de Brasil x Nigéria, às 19h. Por que não assim?

Realmente, a incapacidade dos nossos dirigentes é tão assombrosa que eles poderiam criar um curso e ganhar dinheiro com isso. Afinal de contas, somos mesmos um bando de tontos.

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sexta-feira, 18 de maio de 2012 Jogos Olímpicos de Londres | 17:45

UM BATE-PAPO COM MAGNANO E O TIME TITULAR DO BRASIL NOS JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES

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Conversei com Rubén Magnano por alguns minutos, ontem, depois da entrevista coletiva, onde ele anunciou os 13 jogadores que vão brigar por 12 vagas visando os Jogos de Londres. Treze jogadores e, se alguém se destacar no Sul-Americano, entra também nesta lista e engrossa-a.

Magnano (foto), que renovou seu contrato por mais um ciclo olímpico (e eu achei isso sensacional) não entra em dividida. Ou seja, não é polêmico. Responde a tudo e a todos sem se comprometer. Alguém perguntou a ele se a ira de muitos torcedores e a repercussão negativa por conta dos pedidos de dispensa de Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa teriam mexido com eles. Magnano disse: “Não sei, como eu posso responder por eles? Você tem que fazer a pergunta a eles”. Ou seja: não conjecturou; e com isso evitou tirar do guarda-roupas uma saia justa.

Eu faria o mesmo. Por estar nesta profissão há mais de três décadas, sei exatamente como um entrevistado deve se comportar diante do(s) entrevistador(es). Estes adoram jogar cascas de bananas para entrevistados, especialmente os deslumbrados. Mas isso são outros quinhentos.

Vamos entrar no assunto de uma vez, pois sei que vocês estão querendo falar sobre a nossa seleção. Abaixo os tópicos que considerei mais importante da nossa conversa:

NENÊ E LEANDRINHO — “Conversei com ambos antes do Pré-Olímpico. Fui a Denver e falei com o Nenê e a Toronto para falar com Leandrinho. E nunca mais”.

Foi a resposta que ele me deu quando perguntei se havia conversado com ambos. Ou seja: faz um tempão. Perguntei para saber se eles aceitariam a convocação, de modo a evitar constrangimentos, como o jogador ser convocado e pedir dispensa logo em seguida. Assim é que é feito nos EUA: Jerry Colangelo, presidente da USA Basketball, liga para os jogadores e pergunta se eles querem jogar pela seleção. Se não quiserem, nem os convoca. Por isso, quando a lista americana é anunciada, ninguém pede dispensa, pois foi consultado antes da convocação.

SCOTT MACHADO E FAB MELO — “Machado pediu dispensa do Sul-Americano porque está participando de ‘try-outs’ nos EUA, pois espera ser recrutado pela NBA. Machado é um tremendo armador, tem estilo de jogo dos armadores europeus. Melo foi convocado, mas não nos deu qualquer resposta. Não sabemos nada dele”.

Ou seja: Machado poderia estar no grupo que vai brigar por 12 vagas para Londres, mas por causa do draft da NBA ele recusou a seleção neste momento. Mas, pelo que Magnano falou, ele tem futuro em nosso selecionado. Quanto a Fab Melo, o desapontamento pelo mutismo do jogador é muito grande. Sinceramente, acho que esse cara é problema. Pelo histórico dele em Syracuse e agora por nem sequer dar um telefonema ou mandar um e-mail para agradecer a convocação. Poderia ter feito isso, dizer que está de olho na NBA faz os mesmos “try-outs” de Machado e, por isso, não pode atender a convocação neste momento. Uma pena, pois Melo parece ser promissor.

SITUAÇÃO DE VAREJÃO — “Ele me disse que a recuperação está indo muito bem. Está no Rio de Janeiro no momento se cuidando. Creio que não haverá qualquer problema com ele. De todo o modo, a gente sabe que a franquia (Cleveland) costuma pressionar para que o jogador não atue pela seleção de seu país, especialmente num caso como o de Varejão que se contundiu muito nos últimos dois anos. Mas ninguém falou nada com a gente. No entanto, a gente sabe que eles pressionam o agente do atleta e o próprio jogador”.

Eu perguntei se Magnano havia conversado com algum médico de Varejão e ele me disse que não. Nem ele e nem a CBB. Achei estranho. Eu, no lugar dele, estaria em contato todos os dias com o médico que cuida de Varejão.

FAVORITOS A MEDALHAS — “Espanha e EUA estão em um nível acima. O patamar deles é outro. Abaixo há algumas seleções que se destacam, como Austrália e França. O Brasil está um pouco abaixo, mas não muito, de modo que temos condições de brigar de igual para igual com todos eles. Eu, quando entro em uma competição, entro com expectativa alta. Não chego para os meus jogadores e digo: vamos brigar do quinto ao oitavo lugares. Isso acomoda os jogadores”.

Magnano não citou nominalmente a Argentina, mas, certamente, sabe que seus irmãos de sangue estão entre os favoritos. Concordo com ele, à exceção da Austrália. Sinceramente, não creio que os da Oceania vão fazer belo papel em Londres. Por belo papel eu entendo brigar por medalha.

LEANDRINHO — “Há jogadores que quando vêm do banco rendem mais do que quando saem jogando. Na Argentina, quando eu era o treinador, o (Luis) Scola vinha do banco, pois os titulares eram (Fabricio) Oberto e (Rubén) Wolkowski. Não sei se esse é o caso do Leandrinho”.

Magnano respondeu a pergunta que fiz sobre esta situação que LB vive na NBA e ela não seria proveitosa também para a nossa seleção.

TIME TITULAR — “Não está longe disso”.

Foi a resposta que Magnano me deu quando eu disse a ele que usaria Leandrinho vindo do banco e que meu quinteto titular seria:

Marcelinho Huertas
Alex Garcia
Marquinhos Vieira
Nenê Hilário
Anderson Varejão

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terça-feira, 6 de março de 2012 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 20:28

UMA LUZ SOBRE OS PRÉ-OLÍMPICOS, AS OLIMPÍADAS E AS CHANCES DO BRASIL

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A NBA está a todo o vapor e o NBB também. É claro que neste botequim o papo versa mais sobre o torneio norte-americano, mas há os que gostam também da competição nacional.

A NBA está a todo o vapor e o NBB também, mas no final de julho próximo começam as Olimpíadas. Alguns parceiros perguntam sobre datas e seleções classificadas. Perguntam também sobre os Pré-Olímpicos, masculinos e femininos.

Vamos, pois, clarear a situação.

O torneio masculino começa no dia 29 de julho e termina em 12 de agosto. No feminino, a bola sobe pela primeira vez um dia antes; ou seja, em 28 de julho, com a decisão da medalha de ouro marcada para 11 de agosto.

Os dois torneios são compostos de 12 seleções cada.

Do lado dos marmanjos, nove selecionados já garantiram vaga em Londres, restando, pois, três vagas. Vamos aos classificados:

Grã-Bretanha (sede)
EUA (campeão mundial)
Argentina (América)
Brasil (América)
Espanha (Europa)
França (Europa)
Austrália (Oceania)
China (Ásia)
Tunísia (África)

De 2 a 8 de julho, em Caracas, Venezuela, será disputado o Pré-Olímpico Mundial dos homens. Doze países estarão brigando pelas três últimas vagas. São eles: Grécia, Lituânia, Macedônia, Rússia, República Dominicana, Porto Rico, Venezuela, Coreia do Sul, Jordânia, Angola, Nigéria e Nova Zelândia.

Estes 12 países foram divididos em quatro grupos com três componentes cada. A saber:

Grupo A
Grécia
Jordânia
Porto Rico

Grupo B
Lituânia
Nigéria
Venezuela

Grupo C
República Dominicana
Coreia do Sul
Rússia

Grupo D
Angola
Macedônia
Nova Zelândia

As equipes se enfrentam dentro do grupo e os dois primeiros colocados se classificam para a fase quartas de final. Os quatro vencedores avançam para as semifinais e os vencedores, além de decidirem o título, garantem vaga para as Olimpíadas. Quem ficar com a medalha de bronze (disputa do terceiro lugar) garante-se também em Londres.

Do lado das moças, os selecionados já garantidos em Londres são sete. Vamos a eles:

Grã-Bretanha (sede)
EUA (campeão mundial)
Brasil (América)
Rússia (Europa)
Austrália (Oceania)
China (Ásia)
Angola (África)

De 25 de junho a 1º de julho será disputado o Pré-Olímpico Mundial das mulheres. Local: Ankara, Turquia. Doze seleções estarão brigando por cinco vagas. São elas: Croácia, República Tcheca, França, Turquia, Argentina, Canadá, Porto Rico, Japão, Coreia do Sul, Mali, Moçambique e Nova Zelândia.

Esta dúzia de seleções estará dividida em quatro grupos de três:

Grupo A
Japão
Porto Rico
Turquia

Grupo B
Argentina
República Tcheca
Nova Zelândia

Grupo C
Croácia
Coreia do Sul
Moçambique

Grupo D
Canadá
França
Mali

Os selecionados se enfrentam dentro de seus respectivos grupos e os dois primeiros colocados se garantem nas quartas de final. As quatro equipes que passarem para a fase semifinal carimbam passaporte para Londres. Os outros quatro times, derrotados nas quartas, disputarão a última vaga.

BRASIL

Muito se fala das possibilidades brasileiras. Medalha?

Bem, no masculino, se todos os nossos jogadores se dispuserem a jogar (falo principalmente dos quatro que jogam na NBA, Anderson Varejão, Nenê Hilário, Tiago Splitter e Leandrinho Barbosa), o Brasil deve disputar do quinto ao oitavo lugar.

Agora, caso o técnico Rubén Magnano consiga extrair o máximo de cada um de nossos atletas e algum dos selecionados favoritos (EUA, Espanha, França e Argentina) der uma patinada, o Brasil pode brigar pela medalha de bronze.

Se eu fosse Magnano escalaria este quinteto titular:

Marcelinho Huertas (foto Reuters)
Alex Garcia
Marquinhos Vieira
Nenê Hilário
Anderson Varejão

Atribuiria a Leandrinho o mesmo papel que lhe cabe desde que chegou à NBA: ser o nosso sexto homem, vindo do banco, bagunçando as defesas adversárias com sua velocidade e seus arremessos de três. E Splitter seria o descanso perfeito para Varejão e Nenê.

No feminino as coisas andam meio complicadas. Enio Vecchi, que fez um ótimo trabalho no Pré-Olímpico das Américas, disputado em Neiva (Colômbia), não teve seu contrato renovado com a CBB. Hortência Marcari, responsável pelos selecionados femininos, optou trocá-lo por Luis Cláudio Tarallo.

A bem da verdade, Hortência nunca escondeu de ninguém que Tarallo era seu técnico favorito. Num primeiro momento, no entanto, o treinador não pôde aceitar o convite, que acabou no colo de Vecchi.

As chances do Brasil são mínimas para não dizer nenhuma. Nosso time pode brigar, na melhor das hipóteses, por um quinto lugar. Medalha, acho muito difícil, pois há seleções muito mais fortes, como os EUA, Rússia, Austrália e China.

Além de ter um treinador novo, o Brasil ainda conta com a indefinição de Iziane Castro (foto Fiba). A ala brasileira deve ir para o Seattle Storm, da WNBA, e se isso acontecer ela só teria condições de se apresentar 15 dias antes do torneio de Londres. O mesmo vale para a nossa pivô Érika de Souza, que deve jogar novamente pelo Atlanta Dream.

Eu abriria este precedente, pois nosso selecionado não pode abrir mão das duas. Com elas será bem difícil; sem elas será impossível brigar por um lugar honroso.

Se eu fosse Tarallo escalaria o seguinte quinteto titular:

Adrianinha Pinto
Palmira Marçal
Iziane Castro
Damiris Amaral
Érika de Souza

Por que Palmira? Sei que muitos devem estar se perguntando. Porque ela defende muito e num torneio como esse você tem que ter uma jogadora com este caráter.

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011 Sem categoria | 23:51

SEM O ‘NBB LEAGUE PASS’ RECORRO AO BOX SCORE PARA FALAR DO LÍDER PINHEIROS

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Não vi o jogo — acho que poucos viram. Infelizmente, não temos à disposição o “NBB League Pass”. Se tivéssemos, seguramente os fãs do basquete brasileiro e do basquete de uma maneira geral assistiriam Flamengo x Pinheiros na noite desta segunda-feira.

O SporTV transmitiu o debute do Brasília, atual campeão do NBB, diante do Joinville, em Santa Catarina. Vi partes do confronto; a diferença entre times era grande e a vitória por 82-70 não traduziu muito o que aconteceu em quadra.

Mas eu queria mesmo era ter assistido Flamengo x Pinheiros. Um jogaço, pelo que indica o resultado final: vitória dos paulistas por 89-84, mesmo em solo carioca.

Volto a dizer: este confronto deveria marcar a abertura do campeonato, com transmissão ao vivo pela Rede Globo na manhã de domingo dentro de seu Esporte Espetacular. Campeão carioca x campeão paulista. Que apelo!

Infelizmente, pouquíssimas pessoas puderam ver este clássico do basquete brasileiro, que foi disputado no acanhado ginásio do Tijuca, que exibe vaidosamente seu novo piso, que de fato ficou muito bonito.

Agora, deparo-me com o seguinte desafio: como falar sobre o que não se viu? Difícil.

Recorro ao box score para tentar entender como o Pinheiros venceu a peleja. Ele sugere que o ala Marquinhos Vieira foi o nome do jogo e a mola propulsora da equipe do Jardim Europa: 29 pontos.

Aproveitamento muito bom nos tiros de três pontos: 5/11 (45%). Nas bolas duplas, 4/9 (44%). Agora atentem ao detalhe: Marquinhos arremessos mais bolas de três do que de dois.

Velho e desgraçado vício desta geração: as bolas de três!

Marquinhos tem 2,06m e uma envergadura extraordinária. Deveria aproveitar-se deste presente que a natureza lhe deu e explorar mais os arremessos de meia distância; afinal de contas, quanto mais próximo da cesta, mas fácil fica de encestar.

A mim isso parece lógico; mas não é para nossos jogadores.

Leandrinho Barbosa (na foto NBB sendo marcado por Marquinhos) foi o cestinha do Flamengo, que não pôde contar novamente com Marcelinho Machado, suspenso. LB anotou 20 pontos para o time rubro-negro.

Queria falar muito mais sobre o jogo, mas não me atrevo. Prefiro reservar algumas linhas, a partir de agora, ao cotejo de Bauru, onde o time da casa estreou no NBB e venceu o Vila Velha do Espírito Santo por 91-77.

E por que falar sobre este jogo? Porque o norte-americano Larry Taylor, que tenta a naturalização brasileira, anotou simplesmente um “triple-double”: 10 pontos, 10 rebotes e 12 assistências.

Leio no relato do site do NBB (desta vez os resultados apareceram na coluna ao lado direito da home, que bom!) que Taylor é chamado de “alienígena”. Não sabia; gostei do apelido.

“Eu estava com muita energia e estava com um gosto ruim na boca pela eliminação no Paulista”, disse Larry (foto NBB), depois da partida. “Queria muito começar bem este NBB e acho que tive uma boa atuação hoje”.

Boa atuação? Ora, Larry, deixe de ser modesto: assim como Marquinhos no Rio de Janeiro, você foi o cara do Bauru na Cidade Sem Limites (apelido de Bauru, vocês sabiam?).

Demais resultados desta rodada de segunda-feira:

Tijuca 63-81 Paulistano
Franca 87-81 Araraquara
Uberlândia 87-82 Limeira
São José 68-65 Minas

No site do NBB a classificação não está atualizada. Dá pra acreditar? Mas a gente sabe que o líder do campeonato é o Pinheiros, com dois jogos e duas vitórias.

A próxima rodada está marcada para quinta-feira à noite. Teremos a chance de ver Larry Taylor em ação, pois o SporTV anuncia a transmissão de Bauru x Joinville. Legal, gostei.

Se bem que teremos Minas x Flamengo e Paulistano x Franca, enquanto que o líder Pinheiros recebe o Uberlândia.

Puxa vida, agora que eu percebi: tem jogos atraentes no campeonato!

Vamos lá, rapaziada; vamos tirar a bunda da poltrona e vamos para os ginásios. O campeonato promete empolgar — e ao vivo é sempre mais emocionante.

Já que não temos cão, vamos à caça com gato mesmo. Se bobear, acho que poderemos voltar com o embornal repleto.

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sábado, 19 de novembro de 2011 basquete brasileiro | 19:08

UM JOGO APENAS NA GLOBO VAI MESMO AJUDAR O BASQUETE CRESCER?

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O amigo e companheiro de profissão Marcelo Laguna, que mantém aberto um movimentado botequim bem aqui ao lado e batizado “Espírito Olímpico”, apareceu neste boteco e encontrou-nos de porre. Boa parte já estava de ressaca, tudo por conta do locaute da NBA.

Mesmo encontrando-nos em estado deplorável, ele fez um comentário que depois de refletido deixou-me em dúvida: será que a transmissão de apenas um jogo do NBB pela Globo vai ajudar a massificar o esporte no Brasil?

Hoje começou o NBB. Dois cotejos foram marcados para o Rio de Janeiro.

Às 10h da manhã deste sábado o Pinheiros, atual campeão paulista, visitou o Tijuca e sapecou incontestáveis 104-71. Shamell Stallworth (foto João Pires/NBB) e Marquinhos Vieira, os dois alas do time de São Paulo, anotaram juntos 48 pontos; 24 tentos para cada um. Foram os destaques do prélio que marcou a abertura do NBB.

Na sequência, também no ginásio do Tijuca, o Flamengo, campeão carioca, recuperou-se espetacularmente e venceu o Paulistano por 88-78. Mesmo sem contar com Marcelinho Machado, que se achava suspenso. Venceu graças ao talento de Leandrinho Barbosa (26 pontos) e do norte-americano David Jackson (20 tentos).

Como disse acima, o NBB começou hoje. Puxa vida, por que a Globo não passou o jogo do Flamengo? Afinal de contas, hoje a bola subiu pela primeira vez na competição de basquete mais importante do país.

A Globo poderia ter passado o jogo do Flamengo, o time de maior torcida no Brasil. E seu adversário deveria ter sido o Pinheiros e não o Paulistano, pois os dirigentes do NBB poderiam ter vendido para a emissora o duelo entre os campeões cariocas e paulistas. Este seria o mote da transmissão.

Chamadas com alguns dias de antecedência durante a programação da Globo, matérias no Globo Esporte, idem para o jornal “O Globo”. Com uma cobertura dessas, outros órgãos de comunicação iriam se sensibilizar também com a partida e o jogo, a abertura do NBB, ganharia um destaque ainda maior do que ganhou.

E o confronto entre os campeões do Rio e de São Paulo poderia ter sido jogado na Arena HSBC, com grande público, ao invés do acanhado ginásio do Tijuca. Poderia ter sido jogado na manhã do domingo, como a Globo bem gosta, para rechear o seu Esporte Espetacular. Leandrinho (foto João Pires/NBB) x Marquinhos, duelo de dois craques da seleção brasileira.

Mas, infelizmente, isso não aconteceu. A partida de abertura do NBB não foi para a tela da Globo. Para a tela da Globo irá apenas a partida decisiva.

Então eu volto a pensar na proposta reflexiva do Laguna: será que a transmissão de apenas um jogo do NBB pela Globo (o decisivo) vai mesmo ajudar a massificar o esporte?

Nada tenho contra a final ser jogada em apenas uma partida; já disse isso e mantenho minha impressão. Mas eu continuo me questionando: será mesmo que a transmissão de apenas um jogo pela Globo vai ajudar no crescimento do basquete?

A direção do NBB deveria procurar novamente a direção de esportes da emissora carioca e discutir a questão.

Como disse, a Globo é parceira do NBB. Não entrou no negócio para perder dinheiro. Segundo apurei, o dinheiro dado pela rede televisiva é repassado para os participantes. Algo em torno de R$ 3 milhões no total, por temporada, que divididos entre os 15 participantes dá R$ 200 mil para cada um deles.

Pouco? Concordo, não é muito, mas é melhor do que nada; e é melhor do que ter que pagar R$ 30 mil por partida exibida na Record News, por exemplo. E a proposta do BandSports, não se esqueçam, era transmitir jogos no canal fechado (nada da Band aberta) e nenhum dinheiro envolvido na questão.

A Globo paga. Paga e quer receber no mínimo o que foi investido.

Mas para receber o investido, ela tem que vender bem as placas de publicidade, que é seu ganha-pão nesse acordo. Para que as placas peguem um bom preço, há que se ter interesse por elas, interesse esse que somente acontecerá se o basquete brasileiro voltar a tocar os nossos corações. E para ele voltar a fazer nossos corações pulsarem mais forte ele tem que estar na boca do povo. E para o basquete brasileiro estar na boca do povo a Globo não pode escondê-lo: ela tem que mostrá-lo; ela tem cevar os torcedores, é preciso “viciar” os torcedores, como somos “viciados” por futebol — guardadas as devidas proporções, é claro.

Por isso, é extremamente pertinente a proposta do Laguna para que reflitamos se apenas um jogo do NBB (o decisivo) poderá realmente ajudar o basquete a alcançar o tão sonhado “upgrade”. Eu comecei esse post em dúvida; encerro-o achando que não: apenas um jogo é muito pouco para levar o basquete brasileiro um, dois ou três degraus acima.

Não há necessidade alguma de se mexer na final do campeonato, repito. Mas a Globo tem que mostrar mais jogos. Alguns poucos da fase de classificação e outros tantos dos playoffs.

Seria bom pra ela e principalmente para o basquete brasileiro.

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011 Sem categoria | 23:43

PINHEIROS É CAMPEÃO PAULISTA E TÍTULO VOLTA PARA CAPITAL DEPOIS DE 25 ANOS

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O Pinheiros conquistou há pouco o título desta temporada ao bater o São José, no Vale do Paraíba, por 82-79. Com o resultado, fez 3-1 na série melhor de cinco e leva para São Paulo um título que estava ausente da metrópole havia 25 anos.

O Pinheiros conquistou há pouco o título de campeão paulista e não fez mais que a obrigação. Pelo que gasta e pela estrutura que tem, tinha mesmo que ser campeão. Isso, todavia, não tira o mérito da equipe do Jardim Europa: o Pinheiros lutou muito para chegar aonde chegou.

Mérito de seus dirigentes, especialmente do diretor de esportes do clube, Fernando Rossi, um apaixonado pelo basquete que debruçou sobre o projeto como uma criança se entrega ao mimo recém-conquistado.

Rossi arquitetou esse time e essa comissão técnica. Contei aqui, há poucos dias, que ele se inspirou no modelo da NBA para edificar a estrutura da equipe. E deu certo.

Que sirva de exemplo para outras equipes. Que sirva de exemplo porque, bem organizado, pode-se ganhar campeonatos, conquistar o coração dos torcedores e a simpatia dos patrocinadores.

O Pinheiros era mesmo muito melhor que o São José, um time valente que não se entregou jamais. Vendeu caro a vitória ao tricolor pinheirense; vendeu caro o título ao adversário.

O final da partida, uma vez mais, foi emocionante. Cheguei a achar que o quinto jogo aconteceria, especialmente depois que Mateus Costa acertou uma bola de três a quatro segundos do final do jogo, deixando o Pinheiros na frente em apenas um ponto: 80-79.

Mas a experiência do time paulistano (ops!) falou mais alto e a vitória acabou se acomodando com o melhor time.

Shamell Stallworth, ala-armador do Pinheiros, foi o grande destaque do jogo. O norte-americano anotou 26 pontos, sete rebotes e três assistências. Marquinhos Vieira, ala da seleção brasileira, merece igualmente menção: 16 pontos e quatro rebotes.

Do lado joseense, Murilo Becker foi um tormento para os adversários. O pivô cravou um “double-double” ao marcar 26 pontos e dez rebotes. Matheus, que mencionei acima, também não ponde ser esquecido: 20 pontos e seis bolas de três que atingiram o alvo.

RECADO

O Campeonato Paulista acabou. Vem agora o NBB. Os organizadores deveriam cuidar melhor de seus campeonatos.

Como a gente tem dito aqui e alguns parceiros deste botequim também têm mencionado, a embalagem é fundamental para que o telespectador, que zapeia de canal pra lá e pra cá, pare para assistir o jogo.

E, com o tempo, o basquete tire esse telespectador da poltrona e o leve ao ginásio.

Por falar nisso, nossos ginásios precisam de uma boa maquiagem, de cabo a rabo. Até mesmo a bola do jogo podia voltar a ser laranja, como sempre foi. Essa, toda colorida, é feia demais.

Enfim, nosso basquete tem que se aproveitar do momento, que é bom. Mas para tirar proveito disso é preciso investir, pois ninguém conquista a garota dos sonhos parecendo um maltrapilho.

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