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domingo, 18 de setembro de 2011 Basquete europeu | 19:23

ESPANHA: UM TIME IMBATÍVEL? PERTO DISSO…

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Não dá para ganhar da Espanha. E a Espanha é o único selecionado que pode ameaçar o reinado dos EUA, desde que os norte-americanos contem com Kobe Bryant, LeBron James e Dwyane Wade. Se os estadunidenses aparecerem com um selecionado sem essas estrelas, corre o risco de colocar a prata no peito.

Não dá mesmo pra ninguém da Europa ganhar da Espanha. Na metade do terceiro quarto da final da Euroleague, bem que a França tentou reagir. Encurtou uma desvantagem que estava em 13 pontos, baixou-a para seis, depois que Joakim Noah acertou um “jump shot” (60-54).

Mas aí apareceu o MVP do torneio. Juan Carlos Navarro acertou uma pedrada de três; depois, Tony Parker perdeu a posse de bola e no contra-ataque espanhol José Calderón fez mais dois e a diferença voltou para 11 pontos.

Não tem jeito; não dá mesmo para ganhar da Espanha. Os ibéricos foram um time poderoso. Têm Navarro, Calderón, Ricky Rubio. Quer mais? Têm os irmãos Gasol, Pau e Mark, além de Serge Ibaka. Não está satisfeito ainda? Pois não: que tal Rudy Fernandez?

Um timaço; uma baita seleção. Venceu a França na decisão da Euro por 98-85 e foi bi europeu com muitos méritos.

E olha que os franceses formam um selecionado igualmente poderoso. Olhem o time francês: Tony Parker, Florent Pietrus (irmão mais velho de Mickael Pietrus, do Orlando Magic, que não participou deste Pré-Olímpico), Nicolas Batum, Boris Diaw e Joakim Noah. À exceção de Pietrus, os outros quatros jogam e se destacam na NBA.

Foi um legítimo vice-campeão. Igualmente um timaço; uma baita seleção.

Mas não dá para ganhar da Espanha.

DESTAQUES

Juan Carlos Navarro foi o cestinha do jogo com 27 pontos, seguido por Tony Parker, com 26. O reboteiro da partida foi Pau Gasol: dez. Serge Ibaka justificou o apelido de “Rei dos Tocos”: foram cinco nesta final. Boris Diaw deu sete assistências e terminou na frente de todos. José Calderón fez quatro desarmes e foi o ladrão do jogo.

Agora um destaque negativo: lembram-se que eu falei que Parker perdeu uma bola que possibilitou um contra-ataque aos espanhóis, que fizeram mais dois pontos e levaram a vantagem para 11 pontos? Pois é: o francês foi o jogador que mais erros cometeu no confronto: cinco.

Voltemos aos destaques positivos; um, na verdade: os lances livres cobrados pelos espanhóis. Foram 24, com 22 encestados, o que deu um excelente aproveitamento de 91.7%.

Que os nossos jogadores (especialmente Tiago Splitter) vejam e revejam este jogo e se atenham a este fundamento: lance livre. Foi uma aula espanhola.

PRÊMIOS

A seleção do campeonato, escolhida pelos jornalistas que cobriram o evento, foi esta: Tony Parker (França), Juan Carlos Navarro (Espanha), Bo McCalebb (Macedônia), Andrei Kirilenko (Rússia) e Pau Gasol (Espanha).

O troféu de MVP, como já disse, acabou nas mãos de Navarro, apelidado “La Bomba”. Nem precisa explicar, convenhamos.

PRÉ-MUNDIAL

Ainda bem que o Brasil se livrou desse abacaxi. Serão três vagas para 12 selecionados que vão participar do Pré-Mundial, entre junho e julho do ano que vem, em local ainda não definido.

Rússia, Macedônia, Lituânia e Grécia vão representar os povos do Velho Continente. Um desses três vai sobrar. Acho que sobra a Grécia.

Rússia, Macedônia e Lituânia devem se classificar para os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem. Não acredito que nenhuma outra seleção no planeta tenha condições de roubar uma dessas vagas.

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011 Basquete europeu | 18:15

ESPANHA E FRANÇA SE CLASSIFICAM PARA AS OLIMPÍADAS

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Os dois classificados da Europa para os Jogos Olímpicos de Londres acabaram de ser conhecidos na tarde desta sexta-feira: Espanha e França.

No primeiro jogo do dia, os espanhóis despacharam a Macedônia vencendo por 92-80. No cotejo subsequente, os franceses fizeram o mesmo com a Rússia ganhando por 79-71.

No primeiro confronto, o ala-armador Juan Carlos Navarro (Foto Fiba) jogou uma barbaridade. Fez 35 pontos tendo acertado cinco de nove bolas de três (55.6%). Nas bolas duplas, 8/14 (57.1%). Isso deu um aproveitamento total de 13/23 (56.5%).

Desses 35 pontos, 19 foram feitos no terceiro quarto, quando o jogo começou no pau. Este foi o quarto que definiu a partida, que ao final do primeiro tempo terminou com os macedônios na frente em 45-44.

Com estas quase duas dezenas de pontos de Navarro (ex-Memphis Grizzlies), os ibéricos fecharam o terceiro quarto na frente em 71-62 e no decisivo administraram bem a vantagem obtida para vencer e se classificar para Londres.

Vale destacar — como não? — os 17 rebotes de Pau Gasol, ala-pivô do Los Angeles Lakers. Seu irmão, Mark, que atua no Memphis Grizzlies, apanhou outros dez e os dois foram responsáveis por 27 dos 47 rebotes da Espanha; ou seja: 57.4%.

Pau ainda contribuiu com 22 pontos e Mark com 11.

Serge Ibaka, o rei dos tocos atualmente na NBA, deu apenas um nesta partida. O ala-pivô do Oklahoma City Thunder, no entanto, ajudou no marcador com 11 tentos.

Do lado da Macedônia, Bo MacCalebb, nascido em New Orleans (EUA), mas naturalizado macedônio (como a gente quer fazer com Larry Taylor), anotou 25 pontos. MacCalebb, aliás, foi o condutor da espetacular campanha da Macedônia neste Pré-Olímpico que está sendo disputado na Lituânia.

Os macedônios, é bom dizer, foram os responsáveis pela eliminação dos anfitriões ao vencerem a partida por 67-65 na última quarta-feira. MacCalebb, armador do Montepaschi Siena, da Itália, foi o cestinha da partida com 23 pontos.

Tony Parker e Nicolas Batum foram peças-chaves para que a França vencesse a Rússia. O armador do San Antonio Spurs marcou 22 pontos. Foi determinante no primeiro e último quartos, quando anotou 18 tentos.

Batum (Foto Fiba), apenas 23 anos e jogador do Portland Trail Blazers, cravou no total 19 pontos. Fez bonito no último quarto, quando anotou sete pontos, três rebotes e uma assistência.

Os russos ficaram praticamente entregues a Andrei Kirilenko. O ala do Utah Jazz anotou 21 pontos, mas cometeu o pecado de fazer uma falta boba quando faltavam 6:55 minutos para o final do terceiro quarto, sua terceira na partida, e o marcador mostrando igualdade em 40 pontos.

David Blatt, norte-americano que dirige os russos, foi obrigado a sacar Kirilenko de quadra. Devolveu o ala ao jogo quando faltava 1:25 minuto para o final deste quarto. Mas os franceses já tinham feito o estrago que pretendiam fazer: abriram uma vantagem de oito pontos (53-45), vantagem esta que foi muito bem administrada até o final da partida.

Espanha e França farão a final da Eurobasket neste domingo, 15h de Brasília (BandSports e ESPN Brasil). E, como disse, estão nas Olimpíadas de Londres, no ano que vem. Unem-se a Grã-Bretanha (país-sede), EUA (campeão Mundial), Brasil e Argentina (qualificados na América do Sul), Austrália (campeã da Oceania) e Tunísia (campeão africano), todos já garantidos nos Jogos Olímpicos de Londres no ano que vem.

Temos, portanto, oito seleções já qualificadas. As outras quatro sairão: uma do Pré da Ásia e três do Pré-Mundial, que o Brasil felizmente escapou.

Isso porque os europeus Lituânia, Rússia, Grécia e Macedônia estarão na competição, que contará com República Dominicana, Porto Rico e Venezuela representando as Américas.

Ainda bem, não acham?

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