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quarta-feira, 26 de setembro de 2012 Basquete europeu, NBA, Seleção Brasileira | 10:10

NENÊ DEVE PERDER TODA A PRÉ-TEMPORADA DO WASHINGTON

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Nenê deve ficar de fora da pré-temporada do Washington. Motivo: seu crônico problema na planta do pé (não me lembro se no direito ou no esquerdo ou mesmo se nos dois pés).

Infelizmente, Nenê Hilário tem neste o seu maior adversário. Seus movimentos e seu tempo de quadra se reduzem dramaticamente por conta da enfermidade. Não fosse assim, seguramente seu desempenho seria outro.

Ele poderia ser mais eficiente na NBA. Poderia ter sido ainda mais eficiente nos Jogos Olímpicos.

Aliás, o problema se agravou por conta de ele ter disputado as Olimpíadas. A informação é do presidente da franquia, Ernie Grunfeld. O problema veio logo depois da estreia brasileira nos Jogos, diante da Austrália. Partida encerrada e Nenê (foto) começou a sentir dores. Foi assim até o término da competição.

“Nenê não teve muito tempo para descansar nas férias por conta de seu compromisso com a seleção do Brasil”, disse Grunfeld. “Portanto, nós teremos que ser muito, mas muito cautelosos mesmo com ele. Vamos aos poucos, até termos certeza de que ele está 100%”.

Nenê perdeu dez partidas consecutivas do Washington na temporada passada exatamente por causa desta enfermidade. Voltou no final da fase de classificação, quando jogou todas as cinco partidas derradeiras. Detalhe: cinco vitórias.

Nos 11 confrontos de Nenê com a camisa 42 do Wizards, o time da capital dos EUA fez uma campanha de 7-4. As vitórias foram obtidas por uma margem de 10,3 pontos por jogo. E seus números com o Washington são: 14,5 pontos e 7,5 rebotes. Detalhe: em menos de 27 minutos por jogo.

Nenê joga muito. Acho que seu fã-clube deve ter aumentado aqui no Brasil depois que ele participou das Olimpíadas de Londres e foi, ao lado de Marcelinho Huertas, nosso principal jogador.

Nenê joga muito. Na NBA de hoje, ele fica atrás apenas de Dwight Howard e de Andrew Bynum. Os demais ele ou coloca no bolso ou duela de igual para igual. Dentre os que ele coloca no bolso e passa um zíper está Tyson Chandler, que tem um enorme e inexplicável número de admiradores no Brasil.

Vamos torcer para que Nenê se recupere rapidamente. Já estou com o meu League Pass adquirido. Esta vai ser uma temporada entusiasmante. E desgastante. Vou me acabar de tanto ver jogos. E minha atenção estará voltada para Washington, Cleveland, Houston, Boston e San Antonio. E para o Miami e o Lakers, é claro.

Gostaria de centrar minhas atenções para outro time caso Leandrinho Barbosa assine contrato. O que, convenhamos, parece cada vez mais difícil de acontecer. Infelizmente.

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 00:23

UMA ANÁLISE SOBRE A NOSSA PARTICIPAÇÃO EM LONDRES. LEIAM E OPINEM

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Bem, vamos ao jogo. Não apenas ao jogo, mas a tudo. Como sempre faço, li todas as mensagens. Concordo com muito do que foi dito; discordo de outro tanto.

Acho que, pra começar, é importante deixar claro o seguinte: a Argentina é mais time que o Brasil. É mais time porque joga fácil. Faz o mesmo jogo o tempo todo e não se desespera, ao contrário do Brasil que quando fica atrás no marcador começa a forçar o jogo, especialmente com bolas de três.

É mais time porque joga junto há muito tempo. Por conta disso, é um time entrosado e confiante. E experiente. Já viveu essa situação muitas vezes. E até ouro olímpico tem.

É mais time porque conta com dois jogadores que o Brasil não tem: Luis Scola e principalmente Manu Ginobili. Como alguém disse aqui, Manu é um “franchise player”. E é mesmo. “Franchise player” desequilibra, atemoriza, confunde, rege. Manu faz tudo isso. Não temos esse jogador. Marcelinho Huertas é quem mais se aproxima deste conceito, mas, neste momento, está muito longe de ser esse jogador. E não acredito que um dia será. Mas o que Huertas faz é digno de se tirar o chapéu. Temos um dos melhores armadores do mundo, disso ninguém duvida.

Nosso último “franchise player” foi Oscar Schmidt; queiram ou não aqueles que não gostam do Mão Santa. Ele era esse jogador. Ele ganhava jogos, atemorizava os adversários, confundia a zaga adversária e regia o time em quadra. Ah, não marcava ninguém. Primeiro, que isso não é bem assim: Oscar não era um primor defendendo, mas sabia esconder essa deficiência. Segundo, perfeito era Michael Jordan, Magic Johnson etc e tal. Dirk Nowitzki não marca ninguém, mas é um terror na frente. Não preciso ir longe: Scola não marca ninguém, mas é trator no ataque.

Portanto, desde Oscar não temos esse jogador. Repito: queiram ou não aqueles que não o apreciam. Oscar é dos poucos jogadores reconhecidos e reverenciados nos EUA mesmo sem jamais ter jogado por lá. Falo isso não de ler, mas de ouvir as pessoas falaram. Até motorista de táxi sabia quem era Oscar quando eu dizia que era do Brasil. Falavam do Pelé e do Oscar.

Voltando ao jogo, muito se falou sobre os lances livres. Rubén Magnano, depois da partida, apontou seu dedo para este fundamento. Disse que não se corrige esse defeito com apenas 45 dias de treino. Isso tem que ser corrigido no andar da carruagem; ou seja, em todo o ano letivo.

Tenho dúvidas se o Brasil perdeu por conta dos lances livres. Claro que se eles tivessem caído num percentual maior talvez fosse preciso vencer. Mas mesmo nas vitórias nosso aproveitamento é esse. O fato é que não sabemos bater lance livre — e por N motivos. Desde a mecânica do arremesso que não é correta (e aqui a gente aponta o dedo para os treinadores na base) até a parte emocional (aqui não há o que se fazer).

Mais importante do que os lances livres, a meu ver, é a falta de um jogador que defina. Por que Varejão ficou tanto tempo no banco? Ora, porque ele não define. Varejão funciona maravilhosamente bem ao lado de LeBron James, Kobe Bryant ou Oscar Schmidt. Mas num time onde não há esse jogador, ele precisa ajudar no ataque.

Alguém pode dizer: Nenê fez apenas sete pontos. Verdade; muito pouco. Nenê justifica sua baixa produtividade ofensiva por conta dos 12 rebotes e por ter subtraído o jogo de Scola, que anotou 17 pontos, quando normalmente faz 30 quando joga contra o Brasil.

De todo o modo, Nenê tinha que ser nestes Jogos Olímpicos o que Dwight Howard é na NBA. Não tem nenhum pivô nestas Olimpíadas com o tamanho dele. Nenê tinha que se impor mais em quadra quando o assunto é o ataque. Tecnicamente Marc Gasol é melhor que Nenê, mas Gasol é flácido, não tem a força que Nenê tem. Na NBA, há alguns pivôs tecnicamente melhores do que D12, mas ele se impõe por conta de seu tamanho, de sua força, tamanho e força que Nenê também tem e deveria tirar proveito e não tira. Mas aqui não há o que fazer, pois Nenê não é esse cara que a gente gostaria que ele fosse. A seu modo, contribui demais com o time. Se fosse como a gente queria, ele estaria hoje no Lakers e não no Washington.

Outra coisa: Leandrinho, a meu ver, não merece as críticas que recebe. Como eu disse aqui, ele não se esconde. Procura sempre o jogo. Tenta definir. Faz o que pode, mas, infelizmente, o que pode não é suficiente, pois ele tem limitações. Mas, repito, é o único, ao lado de Huertas, a tentar definir.

Li alguns parceiros falarem em renovação. Respeito a opinião, mas quase caí de costas. Renovar??? Logo agora que temos um time? Custou a ser formado e quando conseguimos formar vamos jogar na lata do lixo todo o trabalho feito? Podem reparar: todo time campeão não é formado do dia para a noite. Ele tem um tempo de maturação. Ele trabalha junto por muito tempo até começar a colher frutos.

Michael Jordan foi campeão pela primeira vez com 28 anos. Ganhou seu último título aos 35. Manu tem 35 anos, Kobe Bryant tem 34 anos e Pau Gasol está com 32. Kevin Garnett tem 37 e Dirk Nowitzki tem os mesmos 34 de Kobe. E por aí vai.

Por isso, discordo de quem acha que Leandrinho, 30, não terá condições de jogar os Jogos do Rio com 34 anos. O mesmo para Nenê, que tem os mesmos 30 anos de LB. Varejão também está com 30. Alex Garcia tem 32, mas é um touro de forte e esbanja energia e saúde. Veterano está Marcelinho Machado, 37.

Repito: o time está pronto. Vamos enxertá-lo com jogadores jovens e que parecem ter muito futuro, como Scott Machado, que deve ocupar a vaga de Larry Taylor ou Raulzinho Neto, Fabrício Melo, que entra no lugar de Caio Torres, Rafael Hettsheimer, que também tem lugar no time e entra na vaga de Guilherme Giovannoni, que pode jogar como ala na vaga de Marcelinho Machado.

Enfim, não se pode mandar todo mundo embora da noite para o dia. Repito: o time está pronto e daqui para frente poderemos colher frutos melhores. E ter o seguinte elenco pensando no Mundial da Espanha, daqui a dois anos:

Marcelinho Huertas
Scott Machado
Leandrinho Barbosa
Alex Garcia
Marquinhos Vieira
Guilherme Giovannoni
Rafael Hettsheimer
Anderson Varejão
Nenê Hilário
Tiago Splitter
Fabrício Mello

Vejam que falta um jogador. Esse jogador tem que ser um ala de preferência. Infelizmente, não temos ninguém aparecendo na base. Temos que torcer para que haja um moleque nos EUA, jogando no “high school” ou no “college”. Lamentavelmente, não conseguimos produzir um jogador para esta posição.

Quanto a Magnano, ele não é perfeito. Tem limitações e agora que estamos próximos de seu trabalho vemos que elas não são poucas. As mais graves, a meu ver, são sua dificuldade de mexer no time e ver o jogo. Na Argentina, ele tinha em Sergio Hernandez seu principal auxiliar. E outros assistentes também.

É sabido que os argentinos são melhores treinadores do que os brasileiros. E não apenas no basquete. Há exceções, é claro, como Bernardinho e Zé Roberto Guimarães no vôlei. Mas eles são melhores do que a gente no futebol e no basquete, por exemplo.

Por isso, Magnano pode estar sentindo falta de alguém mais a seu lado. Fernando Duro pode não estar sendo suficiente. Zé Neto é um treinador que tem tudo para crescer na profissão. Por isso, tem que tirar proveito de estar ao lado de Magnano. Mas tem que começar a mostrar serviço também e ter voz ativa na comissão. E ajudar Magnano, de modo a não deixá-lo a cometer equívocos que ele cometeu nestas Olimpíadas.

Acho que é isso. Espero pelas manifestações de vocês e seguir debatendo o nosso basquete. Vivemos um grande momento. Não podemos desperdiçá-lo. Mesmo com a eliminação nos Jogos Olímpicos.

Ah, sim, ficamos em quinto lugar. Posição espetacular pra quem ficou três ciclos olímpicos vendo tudo pela televisão.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 21:28

BRASIL x ARGENTINA, QUARTA-FEIRA, 16H DE BRASÍLIA. ENTREM, O BOTEQUIM ESTÁ ABERTO!

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A organização dos Jogos Olímpicos acaba de divulgar: o Brasil pega a Argentina nesta quarta-feira, 16h, horário de Brasília. Amanhã eu confirmo, mas a chance de passarmos esse jogo em 3D é boa. Tudo vai depender dos ingleses, pois são eles quem determinam o que será gerado para o planeta em 3D. Cruzem, pois os dedos!

Amanhã eu digo a vocês se vamos ou não transmitir a partida em 3D. Se a resposta for positiva, quem puder ir a um dos cinemas da Rede Cinépolis espalhados pelo Brasil, vai poder acompanhar a partida em três dimensões (é simplesmente es-pe-ta-cu-lar!) e apreciar os comentários deste amigo que vos escreve neste momento.

ENTREGADA

Dito isso, vejo pela manifestação de vocês (a maioria, claro) que a Espanha entregou o jogo (foto Reuters Splitter x Gasol) ou, pra não ser tão incisivo, que ela não se comportou como devia. E mais: mal tinha chegado em casa e o celular tocou: era o Zé Boquinha.

Viu o jogo?, perguntou-me ele. Disse que não, pois estava trabalhando e me deliciando com o atletismo em 3D, neste trabalho espetacular da Rede Record com a Cinépolis. Os espanhóis entregaram, não é mesmo? Pelo menos eu fiquei com essa impressão vendo a partida de esgueio — disse ao Zé. Ele respondeu que ficou com esta impressão, mas ressaltou: o Brasil jogou com o time reserva um bom tempo e o Nenê não entrou em quadra. E completou: mas no final da partida, os caras (espanhóis) erravam bandeja, faziam falta de ataque, achei muito esquisito — completou Zé Boca. Se eles armaram, o Brasil caiu direitinho, complementou ele.

Discutimos mais umas coisas aqui e outras ali; no final ele me cobrou: você me deve uma pizza! E eu respondi: será o maior prazer pagá-la. Semana que vem, quando as Olimpíadas se encerrarem, propus ao Zé Boca. Fechado, respondeu ele, que mora em Campinas e não em São Paulo, assim como eu.

VERGONHA

Agora eu digo a vocês o que eu acho: acho lamentável um time se comportar desta maneira. É uma estratégia, alguém pode retrucar. Sim, é uma estratégia, mas é também uma trapaça. É vergonhoso um time fugir do outro. Campeão que é campeão não escolhe adversário. Os mais fracos, aqueles que não acreditam em suas forças, esses procuram artimanhas, como a Espanha parece ter feito lendo os comentários de vocês e ainda com a impressão do Zé Boquinha viva na minha memória.

E como a maioria de vocês, eu também vou torcer feito um louco para a França, para que a Espanha quebre a cara. O que os espanhóis fizeram foi pensar no futuro sem viver o presente. Ou seja: já se imaginam na semifinal sem ter jogado ainda com os franceses. Que esse comportamento ibérico redobre a vontade de ganhar de Tony Parker, Boris Diaw, Nicholas Batum e seus parceiros, que eles falem mais alto do que Pau Gasol e seus comparsas.

RIVAL

Já o Brasil terá pela frente a Argentina. Muitos dos parceiros deste botequim estão animados. O estado de euforia se dá, segundo percebo, pelo jogo que o Brasil fez diante da Argentina em Foz do Iguaçu e pela surra que os EUA deram nos argentinos há pouco em Londres: 126-97 (foto Fiba Westbrook dando uma enterrada espetacular no último quarto).

Lá em Foz, o Brasil pegou uma Argentina sem Manu Ginobili. E a Argentina que enfrentou os EUA há pouco foi uma Argentina sem Pablo Prigioni e “desinteressada” pelo resultado, pois não havia como mudar o chaveamento, a menos que eles ganhassem dos EUA — o que eu acho que eles não estavam se importando neste momento. Portanto, não dá para traçarmos estratégias com base nestes dois cotejos.

O que sabemos é que o emocional será um componente deste jogo a ser levado muito em conta. O Brasil não pode entrar na catimba dos caras. Se eles se sentirem em inferioridade, vão apelar, usar estratégias para tentar desestabilizar nossos jogadores. Infelizmente, todos nós sabemos, nossos nervos ficam em frangalhos por qualquer coisa. E quando são os argentinos a nos provocar, a situação piora ainda mais por conta da rivalidade.

Desta forma, como disse, jogar com serenidade e tranquilidade será fundamental.

TÁTICA

Quanto ao jogo em si, temos que aproveitar nossos homens grandes, que são maiores e melhores do que os argentinos. Nosso jogo tem que se concentrar ali. Certamente eles responderão com uma defesa zona a maior parte do tempo, a nos provocar para os arremessos longos. Se eles caírem, ótimo; se não caírem, teremos problemas.

Temos que torcer para que Marcelinho Huertas esteja inspirado. E que não se canse. E que Larry Taylor mantenha um nível aceitável de jogo para descansar Huertas e não deixar a peteca cair quando estiver em quadra. Dependemos demais de Huertas.

Temos, obviamente, que ter cuidados extremados com o jogo deles. Cuidar de Manu Ginobili será fundamental. Alex Garcia terá essa missão. Vejo, no entanto, que Alex tem se mostrado um tanto afoito em alguns momentos do jogo. Isso não pode acontecer, pois Alex será importante para o nosso selecionado em quadra e não no banco, carregado em faltas. Ele terá a missão de vigiar Manu.

Enquanto isso, Huertas terá que marcar Pablo Prigioni. A defesa de Marcelinho é boa, mas não é o forte de seu jogo. Nosso armador conhece bem Prigioni, com quem já jogou no basquete espanhol e a quem já marcou inúmeras vezes. A vitalidade está a nosso favor; a experiência está a favor deles. Prigioni, não só pela idade, é um cara mais rodado que Marcelinho. Ele já viveu está situação várias vezes. Huertas respira sua primeira Olimpíada.

As bolas de três dos caras são um problema também. Marcar Carlos Delfino é obra para Marquinhos Vieira. Ele é maior e se encaixar uma boa marcação, pode subtrair um pouco do volume ofensivo de Delfino, bem como a Andres Nocioni, que não vive o melhor momento de sua carreira, mas que é um cara rodado e bom de bola também.

Finalmente, Luis Scola. Essa cara adora jogar contra o Brasil. Contra o Brasil seu jogo cresce demais. Adora ultrapassar a barreira dos 30 pontos. Fazer uma defesa “matchup” talvez seja uma boa, com o “front court” marcando zona, diminuindo os espaços de Scola no garrafão, e o “back court” marcando individualmente. Ou então, uma marcação “box one”, com apenas Alex marcando Ginobili individualmente.

São ideias; ideias que a gente tem pensando assim, rapidamente, no jogo. A estratégia está sendo engendrada neste momento por Rubén Magnano e sua comissão técnica. Temos uma boa vantagem nesse ponto, pois Magnano conhece bem a Argentina, pois foi ele quem criou esse time espetacular, medalha de ouro em Atenas 2004.

Mas vamos nos falando com o correr das horas. Certamente vocês terão ideias também. Certamente vocês vão traçar planos e estratégias. E eu vou querer ler. A todos, sem exceção.

Isso vai fazer as horas passarem. E nos ajudará a pegar no sono.

Que venham “Los Hermanos”!

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 21:32

CULPAR LARRY PELA DERROTA É UM GRANDE EQUÍVOCO. MAGNANO VOLTOU A COMETER ERROS

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Bom, agora mais calmo, vamos falar um pouco mais do jogo. Antes que eu me esqueça: VTC, c@*&$#!*!

Bem, li os comentários todos (como sempre faço) e concordo com muita coisa que foi dita, mas uma delas eu discordo e acho uma injustiça: culpar o Larry Taylor pela derrota sob o argumento de que se ele tivesse feito os dois lances livres o Brasil poderia ter vencido.

Eu fico me perguntando: por que algumas pessoas culpam o Larry e não fazem o mesmo com Marcelinho Huertas? Nosso armador, afinal de contas, cometeu uma andada a 39 segundos do final e se o Brasil tivesse pontuado naquele ataque poderia ter vencido a partida.

Mas não é uma coisa e nem outra. Errar faz parte do jogo. O que não se pode admitir é o erro grotesco, como uma bandeja perdida num contra-ataque, uma enterrada mal dada que dá aro e a bola não entra, tomar um “back door” no final da partida etc. E, principalmente, se esconder.

Larry errou os dois lances livres, mas, na sequência, o ala Alexey Shved fez o mesmo. Só pra lembrar: foi Shved quem acertou a bola de três que empatou o jogo em 72 pontos a 26 segundos do final, no ataque seguinte ao erro de Huertas. Huertas que fez a cesta que colocou o Brasil na frente em 74-72. Estão vendo?

Ou seja, não teve erro algum. O Brasil jogou bem, embora tenha feito apenas 56% nos lances livres (10-18).

Sobre a má sorte de Leandrinho, no final da partida, quando ele escorregou, significou, sem querer, a melhor defesa que o Brasil poderia fazer no arremessador russo, no caso Vitaly Fridzon (foto Reuters). Teoricamente, se ele arremessa parado, com LB na frente dele, a chance de a bola entrar era muito maior do que do jeito que ele arremessou, completamente desequilibrado, no canto da quadra, quase sem ângulo. A chance de aquela bola entrar era de uma em mil. Entrou.

Pode parecer que estou de marcação com Rubén Magnano (foto EFE), mas ele cometeu alguns erros importantes no final do jogo. Um deles foi tirar o Larry do jogo. Só por que ele errou os dois lances livres? Isso é comportamento de técnico de categoria de base. Larry estava bem na partida, confiante. Ele colocou Huertas, que tinha ido para o banco a 4:15 minutos para o final do terceiro quarto e não tinha mais voltado. Ou seja: estava completamente frio, sem ritmo. Huertas ficou nada menos do que 15:17 minutos do lado de fora. E na primeira bola que ele pegou, andou.

Além disso, Larry estava muito bem no jogo, confiante. Estávamos vendo em quadra o mesmo Larry Taylor do Bauru. Aquele jogador sem confiança que vestiu a camisa do Brasil em várias partidas tinha desaparecido. Por que, então, tirá-lo do jogo? Só por causa de dois lances? Alguém disse que LT tinha cometido sua quinta falta quando saiu. Não procede: Larry deixou a partida com quatro faltas.

Outro erro grave a meu ver: Magnano gastou seu último tempo antes do arremesso russo. Se não tivesse pedido, o Brasil faria a reposição de bola no meio da quadra e teria exatos quatro segundos para trabalhar uma jogada e arremessar. E quem sabe ganhar a partida. Outro erro de técnico de categoria de base.

Por outro lado, o Brasil só está jogando o que joga por conta do trabalho de Magnano. Ele fez o “upgrade” no nosso selecionado que nenhum dos treinadores brasileiros conseguiu e nem mesmo o espanhol Moncho Monsalve. O Brasil, hoje, tem uma das melhores defesas do planeta. O Brasil, hoje, é visto pelos adversários como um time forte e candidato a medalha nestes jogos. Ganhou esse status por conta do trabalho de Magnano.

Mas ele tem cometido erros do lado de fora que nos surpreendem. Para um treinador do nível dele, esses erros surpreendem e comprometem.

Alguns deles Magnano está corrigindo. Por exemplo: Marcelinho Machado tem perdido gradativamente seu tempo de quadra. O ideal, do jeito que ele está jogando, é colocá-lo apenas em situações de tranquilidade para a equipe, pois MM está comprometendo o time. Quem sabe, aos poucos, ele não recupera a confiança? Sim, MM, pra mim, parece-me um jogador sem confiança no momento.

No jogo desta quinta contra a Rússia, MM jogou apenas 5:51 minutos e contribuiu com apenas um ponto. Mais: com ele em quadra o Brasil perdeu por 16-4; sem ele o Brasil fez 70-59 na Rússia.

De resto, sinceramente, nada a acrescentar ou reclamar. Apenas a elogiar. E três elogios:

1) Alex Garcia tem defendido como gente grande que é. Foi muito bem no trabalho contra Andrei Kirilenko, como tinha feito em cima de Luol Deng;
2) Nenê Hilário está um monstro na defesa. Foram dez rebotes nesta partida, embora desta vez não tenha havido nenhum toco. Mas sua presença intimidadora no garrafão brasileiro tem colocado neguinho pra correr. E isso é muito bom. Precisa, no entanto, ser mais efetivo no ataque. Nenê sabe que pode fazer mais do que está fazendo;
3) Leandrinho Barbosa: foram novamente 16 pontos (cestinha do time). Tem ajudado muito. E tem selecionado melhor seus arremessos. Precisa, todavia, melhorar um pouquinho mais nas bolas de três. Neste jogo ele fez 2-7 (28,5%).

DIA RUIM

Marcelinho Huertas, nosso melhor jogador ao lado de Nenê Hilário, Marcelinho, um dos melhores armadores do mundo, desta vez não jogou no nível dele, aquele nível de excelência que o mundo conhece. Foram apenas oito pontos e seus “flots” não caíam de jeito nenhum. E também não conseguiu criar espaços para os companheiros pontuarem.

Acontece.

Como dizia Michael Jordan, não dá para jogar bem todas as noites. Na próxima, certamente, Huertas voltará a seu nível de excelência.

CONTA

Se o Brasil bater a China e a Espanha e os espanhóis vencerem a Rússia, haverá um tríplice empate. Neste caso o saldo de cestas vai definir o campeão do Grupo B. Portanto, o Brasil ainda pode terminar esta fase de classificação em primeiro lugar.

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terça-feira, 31 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 21:24

NOSSOS PROBLEMAS: ATAQUE INEFICIENTE, FALTA DE AJUDA DOS ALAS E MARCAÇÃO DEFICIENTE NA ZONA DOS TRÊS

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Bem, agora mais calmo, em condições de falar melhor sobre o jogo. Li atentamente (como faço sempre) os comentários de vocês e concordamos (pelo menos a maioria): o Brasil foi um time sofrível contra a Grã-Bretanha e se não mudar o comportamento não terá vida longa neste torneio.

Qual foi o nosso grande pecado? O ataque, claro. E a gente tem alertado para isso há algum tempo. O defeito não foi corrigido e agora estamos colhendo frutos desta falta de atenção.

Passamos uma vida jogando no ataque e nos esquecemos da defesa. Com o advento do cabo e a globalização, passamos a tomar um contato mais íntimo com o basquete praticado no resto do mundo, especialmente nos EUA.

Quando os jogos da NBA começaram a ser exibidos pela Bandeirantes, com Luciano do Valle e Alvaro José dando um show e a gente se deliciando, víamos e ouvíamos os torcedores norte-americanos gritarem: “Defense, defense, defense”.

Ao mesmo tempo em que víamos e ouvíamos os americanos, alguns jornalistas ficavam repetindo clichês de jogadores e técnicos americanos. Coisas do tipo: “Ataque vende bilhetes, defesa ganham campeonatos”.

Aí a gente concluiu que os americanos adoram a defesa e que sem defesa não se chega a lugar algum. Bobagem: americano gosta do jogo como um todo. Quando o time não tem a bola, quer que defenda; quando tem, quer vê-lo pontuando. Tudo na mesma proporção.

E o basquete tem que ser assim: ataque e defesa equilibrados. Rubén Magnano (Foto CBB), nosso treinador, disse em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, em janeiro passado, que ele curte demais a defesa, mas reconhece que o jogo é 50% para cada lada: ataque e defesa.

Verdade: não se faz um time campeão apenas com defesa como não faz apenas com ataque.

Equilíbrio: esta é a palavra chave.

Como passamos uma vida atacando e defendendo pouco e com a aposentadoria de Oscar Schmidt e Marcel Souza e a falta de reposição desse tipo de jogador, nosso basquete entrou em declínio. Não conseguíamos atacar mais com a mesma eficiência dos tempos do Mão Santa e do Doutor Ponikwar — e não sabíamos defender, pois nunca nos preocupamos com isso.

Qual foi a saída? Fortalecermo-nos na defesa, concluiu-se, pois faltavam-nos bons alas. Ótima escolha.

Só que isso nos fez esquecer o ataque. Hoje, uma década depois desta mudança de mentalidade, que começou com Hélio Rubens, passou por Moncho Monsalve e desembocou em Rubén Magnano, atingimos um ótimo estágio defensivo. Mas, como disse o nosso parceiro Ricardo Camilo, não sabemos mais atacar!

Nosso time é um time desorganizado no ataque. A bola cai nas mãos do Marcelinho Huertas e ele que se vire. Não tem um corta-luz para ele (aliás, tem, mas é muito pouco), não se faz um “pick’n’roll”, não há uma jogada trabalhada com nossos pivôs e nem mesmo para que nossos arremessos de longe sejam feitos com tranquilidade. O que se vê é apenas a troca de passes de lá pra cá e de cá pra lá, lembrando o velho “passing game”. Muito pouco.

Vendo os jogos do nosso selecionado, parece que atacamos de improviso na maioria das vezes. E o resultado foi visto nesta partida contra a Grã-Bretanha.

O nosso selecionado fez apenas quatro pontos no primeiro quarto! Pode? Sim, pode; tanto pode que fez apenas quatro pontos. O aproveitamento no período foi de 2-20 nos arremessos (10,0%), sendo que nas bolas de três o desempenho foi de 0-8.

Este, para mim, é o maior problema do nosso time no momento: a inanição ofensiva.

Nossos alas precisam ajudar mais. Leandrinho Barbosa (foto Reuters), Alex Garcia, Marcelinho Machado e Marquinhos Vieira fizeram apenas 19 pontos nesta vitória por 67-62 diante dos britânicos. Ou seja: anotaram só 28,3% dos pontos do time.

Nosso desafogo ofensivo fica por conta dos “floaters” de Huertas (14,0 pontos de média por jogo neste torneio olímpico) e do surgimento de algum inesperado jogador que esteja com a mão quente. Na vitória diante da Austrália, apesar dos erros no final, Leandrinho anotou 16 importantes tentos. Neste jogo diante dos donos da casa, Tiago Splitter (foto Getty Images) cravou nada menos do que 21, lembrando, diga-se, o jogador dos tempos do Caja Laboral.

Nenê Hilário tem que desempenhar esse papel também. Ele tem sido um gigante na defesa, pegando rebotes e dando tocos (é o líder neste fundamento na competição com média de 2,5 por partida). Mas Nenê tem que ser mais eficiente ofensivamente falando. Um jogador do nível dele não pode fazer apenas quatro pontos contra a Grã-Bretanha. Tem que ter um duplo dígito na pontuação sempre. No mínimo dez, como fez diante da Austrália.

Falta a Nenê, infelizmente, a audácia de Splitter. O catarinense não vacila em ir para a cesta; o paulista titubeia muito. No jogo desta terça, em várias situações Nenê estava sendo marcado por um jogador menor (“mismatch”). Mesmo assim, ele não ia para a cesta, preferia o passe. Já disse aqui que Nenê tem um QI altíssimo de basquete, mas ele tem que saber usá-lo para si também. Muitas vezes ele, no “post”, vai para a cesta, mas ao invés de completar a jogada, como faz Splitter, dá o passe. Isso faz com que seu jogo fique óbvio. O adversário sabe que Nenê dificilmente vai completar a jogada com cesta. Portanto, passam a marcar o companheiro e não Nenê.

É verdade, eu concordo; já disse, é verdade, eu concordo: quando Nenê pega a bola, a marcação quase sempre dobra, às vezes triplica. E neste caso o melhor mesmo é fazer o passe para não perder a bola. Mas em outras situações ele está no mano-a-mano e nem assim ele tenta a cesta. E mesmo com marcação dupla, com agilidade e força que tem, ele pode tirar proveito pontuando e sofrendo falta, por exemplo.

Volto a dizer: Nenê tem sido um gigante na defesa (6,5 rebotes de média e muito trabalho de bloqueio para facilitar o ressalto para outro jogador), mas ele tem que ter um duplo dígito na pontuação. Está com 7,0 pontos de média — e eu acho pouco para o cartaz que ele tem, pela potência que ele tem e pelo jogo que ele tem.

Se Nenê for eficiente no ataque como costuma ser na NBA, nosso jogo vai crescer naturalmente.

E Marcelinho Huertas, que tem uma média de 9,0 assistências por jogo vai deixar o segundo posto no ranking deste fundamento nas Olimpíadas e passará para o primeiro lugar. E com sobras.

Finalmente, as bolas de três, que têm nos levado à loucura. Fizemos apenas 5 das 37 bolas arremessadas, o que dá um percentual de acerto de vergonhosos 14,0%. Nossos jogadores mostraram o seguinte depois de duas contendas:

Marcelinho Machado: 1/9 (11,1%)
Leandrinho Barbosa: 1/9 (11,1%)
Marquinhos Vieira: 2/6 (33,3%) – todas neste jogo contra a GB
Alex Garcia: 1/2 (50,0%) – todas no jogo frente a Austrália
Guilherme Giovannoni: 0/3 (0%) – todas contra a GB
Marcelinho Huertas: 0/7 (0%)
Raulzinho Neto: 0/1 (0%)

As bolas de três fazem parte da característica do nosso basquete. Há um abuso, concordamos todos, mas é cultural, está no caráter do jogador brasileiro. Não tem como mudar isso. O que se pode fazer é atenuar e melhorar o desempenho. Só que isso não está sendo visto nestas Olimpíadas. O que se vê na seleção, também se vê no NBB: um festival de bolas de três e a maioria delas esmagando o aro adversário.

Bolas de três se bem usadas, desnorteiam o adversário. É uma arma excelente. Mas para ser bem aproveitada, tem que ser treinada. Mas não é isso o que se tem visto até este momento em nosso selecionado.

E já que estamos falando em bolas triplas, se não estamos encestando, estamos dando mole para os adversários. Nesta partida contra a GB, eles sobreviveram graças aos tiros longos. Foram 7/19 (36,8%). É preciso marcar esses tiros de longa distância com a mesma eficiência com que estamos marcando o perímetro e o garrafão. Caso contrário, no jogo contra a Espanha, que tem o melhor desempenho neste fundamento (18/40; 45,0%), a vaca vai mesmo para o brejo.

Bem, como vimos, há muito que se fazer. Mas, como alguém disse certa vez, fica mais fácil corrigir os erros com vitórias do que com derrotas. Que assim seja então. Aliás, é bom o Brasil corrigi-los rapidamente, pois o torneio é curto e não há tempo a perder.

Na minha avaliação, o nosso selecionado já tinha que estar mostrando um basquete melhor neste momento. Do jeito que caminha, vai atingir o ápice quando a competição tiver acabado. Aí, como se diz no interior, “Inês é morta”.

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segunda-feira, 30 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 11:34

LEANDRINHO NÃO MERECE AS CRÍTICAS QUE RECEBE. MAGNANO SIM

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Muita gente está criticando Leandrinho Barbosa e o técnico Rubén Magnano depois da vitória do Brasil sobre a Austrália por 75-71.Investe-se contra LB por ele ter forçado o jogo no final; quanto a Magnano, por ele ter mexido mal e em tempo errado na equipe.

Sobre LB eu já me manifestei em algumas respostas: naquele momento o jogo de Marcelinho Huertas não fluía mais. O Brasil não conseguia mais pontuar e a Austrália se aproximava (como se aproximou) pergiosamente. Era preciso mudar a cara do jogo. Mais do que isso: era preciso que alguém assumisse o jogo.

A gente vive reclamando que não temos esse jogador. Que os nossos principais atletas que atuam na NBA são coadjuvantes. E que Huertas, no Barcelona, também não decide. Pois bem, quando esse jogador aparece a gente reclama. Como dizem por aí, a gente reclama de tudo!

LB vestiu seu uniforme de NBA, pegou a bola e partiu para esta missão. O Brasil, com o Leandrinho, usou naquele momento o “isolation” que os norte-americanos tanto gostam e que os apreciadores do basquete tático tanto reclamam. Deu-se bem em um ataque e fracassou em outro. E aí cometeu su único pecado ao fazer uma falta de ataque em Joe Ingles. Repito: este foi seu único erro, pois o “airball” é do jogo. A mesma intolerância que Magnano teve com LB (substituiu-o por Marcelinho Machado) o argentino não teve com MM.

E aqui eu começo a escrever o segundo capítulo dessa história, que a gente poderia batizar de:

SURPRESA

Sim, foi surpreendente o comportamento de Rubén Magnano no jogo de ontem. Escalou mal a equipe, mudou mal a equipe e foi muito tolerante com Marcelinho Machado. Muitos estão criticando o ala do Flamengo, mas o maior culpado foi nosso treinador, que deixou-o em quadra por intermináveis e perigosos 15:16 minutos. Ao ver que MM estava com a mão fria (2-10 nos arremessos; 1-8 nas bolas de três), Magnano deveria ter sacado o jogador da partida. Mas fez o contrário: deixou-o no jogo e, pior do que isso, incentivou-o a mandar aqueles tijolos contra a tabela australiana. MM não tem culpa de nada. Em quadra todos nós sabemos que seu jogo é aquele. Em quadra, quando ele recebe a bola, faz o que fez. E se não está fazendo bem, que saia do jogo. Mas jogador nenhum, em qualquer parte do planeta ou da história, vai se virar para o treinador de dizer: !”Coach, tire-me do jogo, pois não estou jogando nada”.

CONCLUSÃO

Leandrinho Barbosa assumiu o jogo e não pode ser criticado por isso. Deveria ser criticado se se escondesse. Rubén Magnano não teve um comportamento digno de seu invejável status que o coloca entre os melhores do planeta na atualidade. Merece, pois, ser criticado.

Mas foi apenas o primeiro jogo depois de um hiato de 16 anos. Magnano teve que lidar com ansiedade e nervosismo de nosso time. Deve ter sido contagiado.

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domingo, 29 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 09:32

APESAR DOS ERROS, BRASIL VENCE A AUSTRÁLIA

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O Brasil começou com o pé direito os Jogos Olímpicos. Venceu num sufoco danado a Austrália, que não é nenhuma brastemp. Mas vamos dar um desconto: foi a estreia nas Olimpíadas; e depois de 16 anos. A vitória por 75-71 certamente dá moral ao grupo. O próximo jogo será na próxima terça-feira, diante da Grã-Bretanha, às 12h45 de Brasília. O Brasil tem tudo para fazer sua segunda vitória na competição.

A corrida de 16-4 no início do terceiro quarto (Leandrinho Barbosa teve papel importantíssimo neste momento) foi fundamental para a vitória brasileira. Com ela, o nosso selecionado chegou a abrir uma vantagem de 13 pontos e nunca mais perdeu o controle do jogo. A vantagem caiu para dois pontos no finalzinho da partida (73-71), mas nosso time conseguiu pontuar graças a dois lances livres cobrados por Marcelinho Huertas, frutos de uma defesa errada da Austrália, quando um de seus jogadores colocou o pé na bola e deu ao Brasil a chance de ter a jogada derradeira.

Quanto ao jogo, algumas observações:

1) O Brasil exigiu demais de seus armadores. Marcelinho Huertas (foto Gaspar da Nóbrega/Inovafoto/Divulgação) e Larry Taylor tiveram sempre a missão de armar o jogo, principalmente Huertas. Penso que esse trabalho deva ser feito também por outro jogador em quadra e não fique concentrado apenas nas mãos do armador. Isso, além de cansá-lo, deixa óbvio e mais fácil a defesa adversária;

2) Alex Garcia é tido como nosso principal marcador. Mas não vem marcando bem há algum tempo. No amistoso contra a Argentina, em Buenos Aires, vigiando Manu Ginobili cometeu três faltas no primeiro tempo. O vilão de então foi a arbitragem; hoje não havia quem culpar. Alex cometeu duas de suas três faltas no primeiro tempo quando passou a marcar Patrick Mills, o armador australiano, por determinação de Magnano, pois Marcelinho Huertas não podia se cansar porque, como disse acima, sempre que esteve em quadra teve que armar o jogo;

3) Marcelinho Machado foi um desastre no jogo. Péssimo nos arremessos (1-8 nas bolas de três) e no final do jogo tomou um “back door” ridículo que propiciou à Austrália encostar em dois pontos como foi dito acima;

4) A Austrália fez bem o “pick’n’roll” e o corta-luz. Sempre que isso ocorria o Brasil (por determinação de Magnano, creio eu) fazia a troca. Isso criou o “mismatch” e os australianos aproveitaram para pontuar ou então ficar com o rebote de ataque;

5) A marcação pressão dos australianos surpreendeu os brasileiros. A contrapartida não aconteceu;

6) Nenê foi muito mal usado por Magnano. Ao lado de Huertas, ele é o nosso principal jogador. No final da partida, com tudo indefinido, ele não poderia ter ficado no banco de reservas.

O Brasil venceu a Austrália depois de quatro jogos com derrotas. Venceu porque é melhor. Perdia porque era pior. Como disse, a Austrália não é nenhuma brastemp. Nos tempos de ouro do nosso basquete e na época de Oscar Schmidt e Marcel Souza, eles dificilmente venciam. Portanto, essa história de que o nosso jogo não encaixa com o jogo deles eu não engulo. Volto a dizer: o Brasil ganhou porque é mais time. E sempre que tiver mais time que a Austrália, vai vencer.

Números do jogo:

1) Huertas foi o único jogador em quadra com um “double-double”: 15 pontos e dez assistências;

2) Leandrinho foi nosso cestinha com 16 pontos, seguido de Huertas com 15;

3) Nenê e Splitter foram nossos melhores reboteiros: sete ressaltos pra cada um;

4) Por falar em rebotes, perdemos o duelo por 41-38. Isso é preocupante, pois o tamanho de nossos jogadores é uma das vantagens do nosso selecionado em relação aos rivais nestas Olimpíadas.

Começamos com vitória. E isso era fundamental. O primeiro passo foi dado. Que venha o seguinte. Um de cada vez, como dizia Michael Jordan.

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domingo, 22 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, NBA, Seleção Brasileira | 13:15

O DEPOIMENTO DE SCOLA E AS CHANCES DO BRASIL NOS JOGOS OLÍMPICOS

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Vejam só o que Luis Scola falou sobre o favoritismo que a esmagadora maioria das pessoas dá a EUA e Espanha, cotados para fazer a final olímpica. Disse Scola:

“Não sei por que as pessoas dizem que EUA e Espanha são invencíveis. Não sinto que seja o caso. Sei que estão muito bem, mas ninguém é invencível. Sei que estão um patamar acima dos demais, mas falta uma semana para os Jogos. A Espanha jogou partidas complicadas que poderia ter perdido e os EUA poderiam ter perdido para o Brasil”.

Que tal?

Eu acho que os EUA estão mesmo em outra realidade. A Espanha quer entrar nela. Os demais estão em um mesmo nível, mas em um patamar abaixo de Espanha e uns quatro ou cinco dos EUA.

Por isso, acho que tanto faz acabar em segundo ou terceiro no Grupo B. O importante é não terminar em quarto para, com isso, evitar um confronto contra os EUA nas quartas-de-final.

Agora, o bom de acabar em primeiro não é pelo fato de enfrentar o quarto do outro grupo. Tanto faz, pois, como disse acima, todos são parelhos. Tanto faz pegar França, Lituânia ou Argentina. O bom de acabar em primeiro lugar é que, neste caso, um cruzamento contra os EUA aconteceria apenas na final do campeonato olímpico. Em terceiro isso também acontece (evitar os EUA), mas o moral não é o mesmo de se terminar em primeiro.

Por isso, seria muito legal nosso selecionado acabar no topo do Grupo B, muito embora, repito, essa tarefa seja muito difícil, pois a Espanha está em um nível superior ao nosso.

O Brasil estreia contra a Austrália. Esse jogo é chave. Vencendo, o Brasil ganha moral, pois os australianos têm nos pregado peças ao longo dos últimos confrontos. Pega na sequência a Grã-Bretanha, e deve vencer. Depois vem a Rússia. Os russos terão duas molezas logo de cara: Grã-Bretanha e China. Por isso é bom chegar também com duas vitórias neste confronto para não jogar pressionado. Ganhando esta partida, o adversário seguinte é a China. E aí viria o jogo derradeiro contra a Espanha pelo Grupo B.

Assim como Scola, eu acho que a Espanha vive realidade diferente da nossa, mas não é tão diferente assim a ponto de torná-la imbatível. Uma vitória diante dos ibéricos é difícil, muito difícil, mas não impossível. Ainda mais se o Brasil chegar para o embate com zero derrota. E aí um novo triunfo seria espetacular, o quinto e derradeiro nesta fase de grupos.

Você acha que estou empolgado, é isso? Então, conto-lhe um fato importante e significativo: a revista “Sports Illustrated”, a bíblia esportiva dos EUA, colocou o Brasil em terceiro lugar no ranking dos favoritos ao título olímpico. Atrás apenas de EUA e Espanha.

Segundo o magazine, o Brasil mistura muito bem experiência, tamanho e um excelente trabalho técnico desempenhado por Rubén Magnano. E comparam o argentino com Pete Carrill, ex-treinador de Princeton, atual assistente técnico do Sacramento Kings. Carrill sabia, como poucos, fazer seus jogadores se movimentar em quadra, misturando corta-luz, pick’n’roll, back door, enfim, ações ofensivas que desequilibravam a defesa adversária. Mas o gibi ressalta que o jogo do Brasil é um jogo mais rápido e nossos jogadores são mais talentosos do que os garotos que Carrill treinava no “college”.

“Os jogadores brasileiros sabem como se movimentar sem a bola e sabem encontrar os companheiros desmarcados, o que possibilita ao time cestas fáceis, usando muito o ‘back door’ que acabam em bandejas ou enterradas”.

Mas a “Sports Illustrated” adverte para algo que estamos carecas de saber: a falta de um reserva para Marcelinho Huertas. E lembra do amistoso da segunda-feira passada, quando os EUA, com Huertas em quadra, esteve sempre atrás no marcador. Sem ele os norte-americanos nos induziram a erros e passaram à frente no placar.

Por conta disso, ou seja, pelo reconhecimento internacional que o Brasil adquiriu desde que Magnano assumiu o nosso selecionado, imaginar uma vitória sobre a Espanha e a liderança no Grupo B não é nenhum devaneio. É, isto sim, algo factível.

E se isso ocorrer, só teríamos os EUA pela frente em uma final olímpica. Magnano conhece esse caminho. Nossos jogadores ainda não, mas estão prontos para esse desafio.

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sábado, 21 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 18:29

BRASIL PERDEU PARA A FRANÇA, MAS NOSSO SELECIONADO ESCONDEU O JOGO E APROVEITOU PRA TREINAR

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O Brasil perdeu para a França por 78-74. Poderia ter vencido. Não importa; o que importa é que o técnico Rubén Magnano rodiziou seu time como deveria fazer. Mais do que isso: escondeu o jogo.

Não há motivo algum para se jogar tudo o que se pode neste momento. O que interessa é jogar tudo o que se pode nas Olimpíadas. A França deve ter feito o mesmo. Os franceses ganharam porque jogaram em casa, talvez; se fosse no Brasil, muito provavelmente os brasileiros teria vencido; ou não.

Não importa, como eu disse.

O que valeu foi ter colocado Larry Taylor para jogar. E colocá-lo diante de Tony Parker. Isso valeu descanso para Marcelinho Huertas, que ficou um bom tempo no banco. É consenso, Huertas não pode jogar 40 minutos por partida. Se tiver que fazer isso, o Brasil poderá se comprometer no torneio londrino.

Valeu ter visto e comprovado que Leandrinho Barbosa funciona melhor vindo do banco, pois ele saiu como titular e não produziu o que produz quando entra com a bola pingando e bagunça a defesa adversária.

Ver que Guilherme Giovannoni será muito importante para nossa seleção, vindo do banco (como Leandrinho) para adicionar qualidade e muita luta, e bolas de três para mudar a feição do time. E ajudar no descanso dos nossos pirulões, pois ele joga como ala de força e não como ala, como alguns pensam.

E, mais importante de tudo, ver Marquinhos Vieira em ação. Nossa ala, uma de nossas esperanças na seleção, está de volta. Cheguei a ficar preocupado com a contusão. Num primeiro momento achei que era uma lesão muscular. Depois ele, Marquinhos, veio a público para dizer que tinha sido uma porrada na bacia. Alívio; Marquinhos está aí e fará um bem terrível ao time.

Pontos negativos: Marcelinho Machado novamente deixou a desejar; o Brasil continua com dificuldade para marcar o pick’n’roll (contra a Argentina isso ficou evidente) e o corta-luz (hoje Parker deixou e rolou na zaga brasileira).

Acho que é isso. Alguém tem algo a mais para adicionar ao meu falatório?

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terça-feira, 17 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, NBA, Seleção Brasileira | 17:54

SAÍDA DE MARCELINHO HUERTAS DO BARCELONA PARA A NBA NÃO É TÃO COMPLICADA ASSIM

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A mídia norte-americana e os fãs do basquete se derreteram em elogios a Marcelinho Huertas (foto AFP) depois do jogo de ontem à noite do Brasil contra os EUA. E não foi para menos; afinal de contas, o armador brasileiro deu um banho de bola em cima dos armadores norte-americanos na derrota diante dos EUA por 80-69, em Washington, com a presença ilustre do presidente Barack Obama em uma das cadeiras de pista do ginásio Verizon Center.

Marcelo Huertas encara Carmelo Anthony no jogo EUA x Brasil

O Brasil perdeu, mas Huertas venceu sua batalha particular. Além de ter feito um “double-double” ao anotar 11 pontos e 13 assistências. O jornalista John Schuhmann, que escreve para o site da NBA, postou em seu Twitter na hora do almoço desta terça-feira o seguinte: “O Brasil marcou 79 pontos por 40 minutos com Huertas em quadra e 39 pontos por 40 minutos com ele no banco”. E acrescentou: “O Brasil teve vantagem de três pontos (60-57) com Huertas em quadra e uma desvantagem de 14 (9-23) com ele no banco”.

Chris Sheridan, do site sheridanhoops.com, mencionou os 29 anos de Marcelinho e afirmou que o valor de sua multa com o Barcelona (clube onde o brasileiro joga e tem ainda mais três anos de contrato) é de € 7 milhões. “Ele me disse isso”, afirmou Sheridan, referindo-se a uma conversa que teria tido com Marcelinho depois da partida.

Conversei há pouco com Vinícius Fontana, dono da Basket Brasil, que trabalha para a U1st, empresa europeia que agencia Huertas na Espanha. Vinícius me informou que o valor mencionado por Sheridan não é verdadeiro. “É muito menos do que isso”, afirmou. “É algo em torno de € 2 milhões”. Esse dinheiro, convertido para o dólar americano seria próximo a US$ 2,5 milhões.

Como a NBA libera aos clubes o pagamento de no máximo US$ 500 mil para se quebrar um contrato de um atleta no exterior, Huertas teria que pagar do próprio bolso cerca de US$ 2 milhões para deixar o Barcelona e jogar em alguma equipe da NBA.

Isso, aparentemente, inviabilizaria o negócio, mas Vinícius alertou: “O que os times costumam fazer é colocar esse valor no contrato do jogador”.

O fato de Marcelinho não ter sido draftado ajuda-o neste processo de uma possível transferência para a NBA neste momento. Ele não cai na regra salarial dos “rookies” que foram recrutados no “NBA Draft”, segundo informou Vinícius. Marcelinho chegaria à liga norte-americana como “free agent”. E para esse tipo de jogador não há regras limitando o salário.

Huertas ganha atualmente € 2 milhões livres de impostos por temporada no Barcelona. Ou seja, US$ 2,5 milhões. Mas, como disse, esse dinheiro é livre de impostos. Nos EUA, um salário de US$ 2,5 milhões é taxado em torno de 40%. Sendo assim, US$ 2,5 milhões significam, na verdade, US$ 1,5 milhão.

Para Marcelinho deixar o Barcelona e ir para a NBA ele teria que receber uma oferta de uns US$ 7 milhões por temporada, que descontados sobrariam US$ 4,2 milhões, que traduzidos para o euro daria algo em torno de € 3,4 milhões. Aí valeria a pena, pois haveria um ganho salarial.

Mas, não se esqueçam, os US$ 2,5 milhões da multa teriam que ser diluídos neste salário. Digamos que Huertas aceite um contrato de três anos com alguma equipe da NBA, mesmo tempo que resta para encerrar seu compromisso com o Barça. Esse contrato teria que ser de no mínimo US$ 25 milhões. Menos do que isso, como disse, não compensa.

“Para o Marcelinho deixar o Barcelona e ir para a NBA não pode ser pelo mesmo salário”, disse Vinícius. “Se houver empate de salários, ele opta por permanecer na Espanha”. O sonho de jogar na NBA, que todo garoto tem, segundo Vinícius, Huertas não tem mais.

E não é apenas o dinheiro que vai contar nesse caso. “Ele não deixaria o Barcelona, um dos times tops da Europa, onde é titular e adorado pela torcida para ser banco em uma equipe da NBA”, afirmou Vinícius, que adicionou: “Marcelinho não abandonaria uma cidade como Barcelona para passar frio em Minnesota ou Toronto”.

Pois bem, é sempre assim: toda vez que Huertas enfrenta o selecionado norte-americano ou um time da NBA, as especulações aparecem. Infelizmente pra gente que curte a liga profissional da América do Norte isso nunca se confirmou. “New York, Dallas e Portland já sondaram, mas nunca houve uma proposta concreta”, disse Vinícius.

Eu mesmo já contei a vocês que conversei com Marcelinho em 2010, em Nova York, quando a seleção brasileira se preparava para o Mundial da Turquia. Na época, ele jogava pelo Caja. E me disse que gostaria muito de jogar na NBA e falou: “O Tiago Splitter está tentando convencer o pessoal do San Antonio a me contratar”. Mas não rolou nada.

Marcelinho, no final daquela temporada deixou o Caja e foi para o Barcelona. Hoje, tirá-lo da Espanha custa um dinheiro, pelo que vimos. Dinheiro que, naquela época, não era nem a metade do que é hoje.

Vale pagar esta quantia para Marcelinho? Claro que vale! Huertas é hoje não apenas um dos melhores armadores da Europa, mas sim um dos melhores armadores do mundo. Na NBA ele iria fazer crescer qualquer equipe. E ele não teria dificuldade por conta da língua, pois, quando adolescente, Huertas morou um ano nos EUA quando estudou no “high school” (nosso ensino médio).

No começo eu achava impossível. Hoje acho que não chega a tanto. Se o Brasil brilhar em Londres, como todos esperamos, e Marcelinho for o maestro do nosso selecionado, o sonho de vê-lo com a camisa de um time da NBA seguramente vai se tornar realidade.

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