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quinta-feira, 3 de maio de 2012 NBA, outras | 11:37

INDIANA RECUPERA O MANDO DE QUADRA AO ATROPELAR O ORLANDO NA FLÓRIDA

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Quando o Indiana perdeu em casa a primeira partida da série para o Orlando, muitos disseram neste botequim terem ficado decepcionados com o resultado, pois esperavam mais do terceiro colocado do Leste. Até porque enfrentava o sexto, e esse sexto jogava sem seu principal jogador — e um dos principais da atual geração — o pivô Dwight Howard. Disse na época: o Pacers vai beliscar uma vitória na Flórida e vai se classificar na série.

Dito e feito; ontem o Indiana ganhou do Orlando fora de casa, fez 2-1 no confronto e pulou na frente pela primeira vez nesta contenda. Ganhou é pouco para dizer o que o time do técnico Frank Vogel fez: o Indiana machucou demais o Orlando ao vencer por uma vantagem de 23 pontos: 97-74.

O diferencial em favor do Pacers foi a atuação Roy Hibbert (foto AP). Disse outro dia que o desempenho ofensivo do pivô era de corar seu mais fanático seguidor, pois mesmo diante de um baixote como Glen Davis, ele tinha dificuldades para pontuar. Ontem, ao contrário, contribuiu com 18 pontos e fez o que dele se espera na série: encestou oito bolas, quase que o dobro das cinco acertadas nos dois confrontos anteriores.

Marcar é preciso, mas atacar também. Um jogador com status de “all-star”, que é um dos pilares da equipe, não pode se limitar apenas a defender quando tem pela frente uma clara situação de “mismatch”; ou seja: vantagem brutal em relação ao seu marcador, no caso de altura. Hibbert mede 2,18m enquanto que Davis tem apenas 2,06m. Hibbert é pivô, Davis é um ala-pivô que está no pivô porque D12 está fora do campeonato por conta da cirurgia nas costas.

Desta forma, espera-se que além de Danny Granger e sua mão calibrada, Hibbert também faça a diferença. Que Hibbert tenha sempre um duplo dígito na pontuação e que ela esteja mais perto das duas dezenas e não da simples dezena.

Basquete é um jogo de ataque e defesa. Os melhores times, os melhores jogadores, são aqueles que combinam as duas coisas. Não adianta só defender e pouco produzir no ataque, como também não adianta apenas pontuar e comprometer na defesa.

Apenas alguns puderam se dar ao luxo de ser um “descompensado” em quadra. Não é o caso de Hibbert.

RECUPERAÇÃO

Quando o Los Angeles Clippers venceu o Memphis no primeiro confronto da série, fiquei pensando cá com os meus botões: o time angelino pulou à frente, mas esta série é complicada, muito igual. Não sei se o Grizzlies vai recuperar o mando de quadra, convicção que tive no confronto entre Indiana e Orlando. Mas esta é uma série aberta.

Os dois times são muito parelhos e mesmo o time da terra de Elvis Presley mostrando dificuldades para suplantar um oponente que é dirigido por Vinnie Del Negro e que perdeu uma de suas principais peças, o ala Caron Butler, mesmo com o time da terra de Elvis Presley tendo jogado os dois primeiros jogos em casa, mesmo assim eu acho que em LA tudo pode acontecer. O Clips pode vencer as duas partidas; o oposto também pode ocorrer; bem como cada time obter uma vitória.

Não é “muretar”, é simplesmente constatar que esta série é muito parelha mesmo e é difícil ter alguma convicção. Talvez seja a série mais parelha destes playoffs.

Ontem a vitória ficou com o time da casa: 105-98. O.J. Mayo foi o destaque do Grizzlies com seus 20 pontos, dez deles no quarto final. Foram 20 pontos vindo do banco de reservas, compensando o baixo aproveitamento de Marc Gasol, que anotou míseros oito tentos e sete ressaltos. O espanhol, aliás, vem tendo uma série apagada. Soma média de 11,0 pontos e 6,5 rebotes. Estou atento a isso, pois Marc é um dos caras que têm que fazer a diferença neste embate para que o Grizzlies avance na competição.

A jogada da noite foi a seguinte: sozinho, em um contra-ataque, Tony Allen enterrou (não fez mais que a obrigação) e soltou um grito à la John Weissmuller. Parecia que tinha feita a enterrada da temporada, num grau de dificuldade monstruoso. Na jogada seguinte, tomou uma cravada de DeAndre Jordan que ultrapassou a humilhação. Allen ficou feito cachorro em dia de mudança, sem saber pra onde ir e o que fazer. Deu pena.

ATROPELAMENTO

Alguém anotou a placa do caminhão em cores preta e branca, que atropelou um fusquinha colorido com chapa de Salt Lake City?

Os que viram o tal caminhão alvinegro disseram que ele pegou a I-10 em direção ao Oeste. Testemunhas dão conta de que ele passou pelo Estado de New Mexico. A última informação é que ele está na fronteira com o Arizona e, ao que tudo indica, está rumando para Utah.

O serviço ainda não está completo.

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