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sábado, 29 de setembro de 2012 NBA | 00:46

NBA QUER PUNIR O ‘FLOPPING’ E CAMINHA PARA A ‘FUTEBOLIZAÇÃO’ DA LIGA

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A mídia norte-americana noticia que a NBA vai punir o “flopping”. Ou seja: a simulação. Ou, se você preferir, o teatro.

Traçando um similar com o nosso futebol, seria o que fazem Neymar e Valdívia. Embora Neymar tenha diminuído dramaticamente o “cai-cai” (ele toma porrada mesmo!), o chileno do Palmeiras ainda insiste no “flopping”.

Quem seriam os caras a serem atingidos pela medida? Anderson Varejão está entre eles. E, dizem, encabeça a lista. Eu não vejo assim. Pra mim, o “flopper gangster” da NBA é Manu Ginobili (foto). Mas como o argentino tem grande nome na liga e conta com três anéis, além de jogar no San Antonio, o bucha estoura pro lado do Varejão.

Derek Fisher é outro “flopper”. Luis Scola também. Idem para Shane Battier. Querem mais? Raja Bell, Blake Griffin, Paul Pierce e Kevin Martin. A lista não é grande.

O mestre da simulação foi Vlade Divac. O sérvio era irritante. Quando jogava pelo Sacramento e duelava com o Lakers, o pessoal de Los Angeles ia à loucura com Divac.

Por falar nele, lembro-me que em 2004 eu entrei em um “Johnny Rockets” que fica na Promenade, Santa Monica (Los Angeles), e ele estava lá, sentado em um dos bancos giratórios onde é possível debruçar-se sobre o balcão. Estava só. Bebia uma Coca-Cola. Jogava no Sacramento na época, mas morava em Los Angeles. Entre, vi-o e fui ter com ele. Apresentei-me; disse que era do Brasil. Disse que era amigo de Oscar Schmidt. Contava eu que, com isso, fosse quebrar o gelo. Enganei-me. Divac não deu a menor bola pra mim ou para a minha história. Minha mulher tirou um retrato meu com Divac, eu agradeci e fui comer o meu hambúrguer.

Sujeitinho metido, disse minha mulher. Eu concordei.

Mas voltando à nossa história, dizia que a NBA vai criar regras para proibir o “flopping”. E o que isso significa? Significa que os árbitros terão mais poderes. Sim, pois o “flopping” é algo que pode ser interpretativo. Pra você pode ter sido; pra mim não.

Acho péssimo isso. A NBA está trilhando um caminho perigoso. Ela está se futebolizando — se é que existe esse termo — com certeza não existe, mas eu tomo a liberdade para essa licença poética.

A TNT já tem comentarista de arbitragem. Steve Javie, árbitro aposentado, é o Arnaldo Cesar Coelho da emissora a cabo norte-americana. Ridículo; nunca gostei disso. Arbitragem é algo que tem que passar despercebido, a menos que o erro seja grotesco. E se for, tem que ser abominado.

A NBA nunca teve isso e abre um sério precedente, pois está expondo a arbitragem de maneira covarde, como acontece no Brasil e no mundo do futebol com essas repetições em câmera lenta, onde tudo é falta, pois em câmera lenta tudo parece mesmo ser falta. Onde o tal do “tira-teima” condena um auxiliar num lance de centímetros. Covardia, como disse.

Agora vem essa história do “flopping”. A simulação nunca causou mal algum ao jogo. Nunca decidiu campeonato. Pra que fazer isso? Pra que dar esse poder ao árbitro, que, na verdade, só irá enterrá-lo aos olhos da opinião pública?

Sim, pois, como disse, o “flopping” é interpretativo. E se é interpretativo, pra mim pode ter sido e pra você não. Então, pra que isso? O que a NBA quer de fato? Quer criar polêmica? Quer, com isso, aumentar sua exposição na mídia e na boca dos torcedores?

Realmente, não gosto. Realmente, não aprovo.

É a futebolização da NBA.

Péssimo!

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terça-feira, 21 de agosto de 2012 basquete brasileiro | 22:43

VENEZUELA VAI SEDIAR A COPA AMÉRICA DO ANO QUE VEM. O BRASIL? DORME, COMO SEMPRE

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É impressionante a falta de ambição (para dizer o mínimo) da CBB (leia-se Carlos Nunes, seu presidente) em tentar massificar o basquete em nosso país. Sim, massificar, pois hoje o basquete sobrevive por conta da NBA. Pegamos carona na maior liga de basquete do planeta e ela acaba por inspirar a garotada para tentar um lugar ao sol usando a bola laranja para isso. Sim, pois o NBB ainda engatinha e embora tenha uma direção 200 vezes mais competente do que a CBB (que tem um produto melhor; leia-se: seleção brasileira), não consegue a mesma visibilidade por conta de anos negros do nosso basquete nas mãos do Gerasime “Grego” Bozikis, que afundou a modalidade, abrindo um espaço para que o vôlei crescesse e ocupasse o lugar que era do basquete num passado que já se faz perder em nossa memória.

Disse tudo isso porque acabei de saber que a Venezuela vai sediar a Copa América do ano que vem. O campeonato é classificatório para o Mundial de 2014 na Espanha. Os EUA não vão participar do torneio porque são os atuais campeões mundiais e, por causa disso, têm vaga assegurada na competição.

Quatro serão os países classificados para o Mundial. É claro que o Brasil estará entre eles, mesmo jogando na Cochinchina. Jogar em casa não será aliado para que possamos obter vaga. Jogar em casa, neste caso, volto a dizer, significa chamar a atenção de todos: mídia e principalmente dos torcedores — e principalmente dos jovens, aqueles que podem ser no futuro nossos representantes em Mundiais e Olimpíadas e/ou consumidores de uma modalidade que anda raquítica em termos de popularidade.

Nosso torcedor está carente de uma competição dessas. Há quanto tempo o Brasil não é sede de um torneio de porte no masculino? Eu já nem me lembro mais. Pesquiso e descubro: 1984, em São Paulo. Pode?

O que acontece com nossos dirigentes? Ou melhor: o que acontece com Carlos Nunes? Por que tamanha indiferença? Por que esse descaso com o nosso basquete? O que ele entende por administrar bem a modalidade? Administrar bem a modalidade significa, entre outras coisas, popularizá-la, abrir espaço para ela na mídia e no coração dos torcedores.

Já pensaram a Copa América sendo disputada por aqui? Já imaginaram o espaço que o basquete conseguiria na mídia? Na grande mídia, essa mídia que martela a cabeça do torcedor, que influencia, que forma opinião. Já pensaram a Arena HSBC no Rio servindo de palco para o evento? Já imaginaram o Brasil fazendo a final contra a Argentina, mesmo uma Argentina sem Manu Ginobili e Luis Scola?

Será que a CBB não consegue ver isso? Será que a CBB não consegue dimensionar o fato?

Lamentável.

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terça-feira, 7 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 21:45

A VITÓRIA DAS MENINAS DO VÔLEI E O JOGO DE AMANHÃ CONTRA A ARGENTINA

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Agora em casa, mas muito cansado; “working like a dog”. Feliz, todavia. Com o trabalho e com o momento olímpico. Olimpíadas deveriam ter de dois em dois anos, vocês não acham? Eu acho.

Ainda estou com o jogo do vôlei feminino entre Brasil e Rússia na cabeça. Estávamos, eu e toda a galera da Record que trabalha no cinema 3D; estávamos, dizia, todos nós no Switcher vendo o jogo. Quando nossas meninas abriram 13-10 no tiebreak concordamos: o jogo já era.

Mas aí as russas fizeram uma corrida de 4-0 e levaram o marcador para 14-13. Vi a viola em cacos. Reinaldo Gottino, que apresenta e narra espetacularmente nossos eventos, comentou dia desses: “Muitas de nossas derrotas vêm por conta do nosso emocional. Muitas vezes perdemos para nós mesmos, mais do que para os nossos adversários”.

Essa observação do Gottino veio-me à mente assim que as russas tomaram a dianteira. Pensei cá com meus botões: perdemos; e mais uma vez para a Rússia! Lembrei-me de Atenas-04.

Mas nossas meninas foram guerreiras. Mais do que isso: souberam controlar os nervos. Deram um show, uma aula de como se deve comportar num momento desses. Não deixaram nenhum filminho passar por suas cabeças. Focaram apenas no jogo; focaram apenas na vitória, pois era isso o que elas queriam.

Do lado de fora, esse magnífico Zé Roberto Guimarães dando força pra elas, tratando-as como filhotas, comportando-se como paizão que é o que de fato ele é para elas num momento como esses. Ler o jogo, pensar no jogo, escrever o jogo era importante. Mas, como Gottino disse, nosso adversário não estava na quadra. Não era a Rússia. Nosso grande adversário naquele momento éramos nós mesmos. Ou seja: eram nossos traumas. Das meninas do vôlei e de todo o esporte brasileiro. Sempre foi assim, com raras exceções.

E nesta noite londrina, nossas meninas, comandadas por Zé Roberto e sua comissão, foram exceções.

Perdiam, como contei acima, para a Rússia de 14-13, depois de uma corrida de pontos de 4-0 das adversárias. Tiveram que aguentar nada menos do que seis “match points”. Suportaram porque foram não apenas guerreiras; suportaram porque estavam com os nervos no lugar e não em frangalhos, como eu imaginei que eles ficariam quando a Rússia abriu 14-13.

Tiveram que lidar com nada menos do que seis “match points”. Até que veio a virada espetacular. A contenda estava em 19-18 para as gélidas, espigadas e lindas meninas do leste europeu, de olhos azuis hipnotizantes. Saque delas; o Brasil não podia errar. Não errou; aliás, não errou mais.

Aí foi a vez de a nossa seleção fazer uma pequena corrida de 3-0.

Primeiro, com um ataque de fundo da Sheila (no saque russo), empatamos a partida em 19 pontos. Depois, no saque recheado de veneno da Fernanda Garay, recuperamos a dianteira no marcador: 20-19. Finalmente, em outro saque da Fê, uma vez mais repleto de malícia, elas foram obrigadas a nos devolver a bola do jeito que a gente queria, na medida para ser executada: cortada precisa da Fabiana, que nos levou à loucura.

Brasil 21-19 Rússia; Brasil 3 setes a 2. Brasil nas semifinais dos Jogos Olímpicos.

As meninas pulavam, se abraçavam, mas a cena mais espetacular foi do Zé Roberto: ele mandou às favas o protocolo, a compostura, e deu um peixinho espetacular (foto Getty Images). Se pudesse, eu teria feito o mesmo.

Foi, talvez, um dos momentos mais espetaculares destas Olimpíadas. Adrenalina lá em cima, a gente, no Switcher da Record, torcendo feito malucos, certo de que iríamos perder novamente para o emocional.

Não perdemos; vencemos.

Amanhã, diante da Argentina, tem que ser assim.

NERVOS 1

Por mais que a gente controle o jogo de Manu Ginobili e Luis Scola e faça o nosso fluir, temos que ter os nervos no lugar. Eles são mestres na arte da provocação. Manu é um “flop gangster”; Scola em menor proporção. Temos que lidar mais com isso do que com o jogo em si.

A Argentina é um baita time. Acho mesmo que um tanto melhor que o nosso, mas podemos vencer. Para isso, temos que nos comportar como nossas meninas, que não se deixaram vencer pelo emocional e com ele controlado puderam dobrar as russas.

Rubén Magnano não é brasileiro. Não deve ter se comovido com a vitória do nosso vôlei feminino. Mas ele deveria mostrar o quinto e decisivo set para nossos jogadores. Mostrar e fazer com que nossos atletas percebam o quão importante é o emocional num jogo tão igual como será este de amanhã diante da Argentina.

CONSTATAÇÃO

Os mais jovens talvez tenham ouvido falar; os mais velhos devem ter visto Ivan Lendl (foto) jogar. O então tenista tcheco, que ganhou oito títulos do Grand Slam e liderou o ranking da ATP por um bom tempo, costumava dizer que não existe diferença técnica entre os 50 melhores do mundo no ranking da ATP. A diferença está no mental.

Quem tem mais força mental consegue vencer. Consegue executar suas jogadas, desequilibrar o adversário e fechar as partidas.

Concordo: num nível desses, agora a partir das quartas-de-final, à exceção dos EUA e da Austrália, eu acho que as demais equipes são muito parelhas. Tática e tecnicamente.

Por isso, o mental poderá ser decisivo.

Que os nossos marmanjos se contagiem pelo que nossas meninas fizeram nesta terça-feira diante das russas.

TÁTICA

No texto que escrevi no dia 13 de julho passado, quando o Brasil bateu a Argentina na bola e no tapa em Foz do Iguaçu, fiz algumas observações sobre a partida. Uma delas eu reproduzo abaixo:

Não conseguimos marcar o “pick’n’roll” argentino, que quase sempre favorecia Luis Scola. Isso é o básico do basquete hoje em dia. É preciso, pois, treinar mais a defesa nesta jogada. Com troca ou sem troca? Magnano decide.

Marcar o P&R argentino é fundamental. A questão da troca é um problema. Se fizermos, poderemos proporcionar situação de “mismatch” para a Argentina e isso não é bom. Se optarmos pelo não, nosso armador tem que ser rápido a ponto de não deixar o armador deles em situação favorável para a bandeja.

Mas aí entra um fator que eu acho importante: a cobertura. A galera do “weak side” tem que estar esperta, para ajudar o armador de modo a fazer com que não haja a troca para não haver o “mismatch” e Scola arremessar à vontade.

Este é um ponto fundamental da partida de amanhã.

O outro é subtrair o jogo de Manu Ginobili. No confronto do Super 4 de Buenos Aires, quando os árbitros argentinos meteram a mão no time brasileiro, Alex Garcia estava controlando Manu. Aí os desprezíveis apitadores argentinos carregaram AG de falta, ele foi para o banco e tudo ficou mais fácil para os caras ganharem a contenda.

Amanhã é preciso que Alex tome cuidado. Manu é estrela de primeira grandeza. Goza de privilégios. Quando faz faltas elas não são marcadas; quando não sofre faltas, elas são apitadas.

Manu adora a infiltração da direita para o meio, finalizando com a canhota, sua mão favorita. Adora o “trap” para o arremesso de três. Tudo isso tem que ser muitíssimo bem vigiado. Sei que não é fácil, mas tem que ser feito se quisermos vencer.

NERVOS 2

E, é claro, que saibamos nos comportar como nossas meninas nos momentos de apuros numa partida de basquete. Que tendem a ser muitos.

NERVOS 3

Minhas mãos já estão suadas.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 21:28

BRASIL x ARGENTINA, QUARTA-FEIRA, 16H DE BRASÍLIA. ENTREM, O BOTEQUIM ESTÁ ABERTO!

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A organização dos Jogos Olímpicos acaba de divulgar: o Brasil pega a Argentina nesta quarta-feira, 16h, horário de Brasília. Amanhã eu confirmo, mas a chance de passarmos esse jogo em 3D é boa. Tudo vai depender dos ingleses, pois são eles quem determinam o que será gerado para o planeta em 3D. Cruzem, pois os dedos!

Amanhã eu digo a vocês se vamos ou não transmitir a partida em 3D. Se a resposta for positiva, quem puder ir a um dos cinemas da Rede Cinépolis espalhados pelo Brasil, vai poder acompanhar a partida em três dimensões (é simplesmente es-pe-ta-cu-lar!) e apreciar os comentários deste amigo que vos escreve neste momento.

ENTREGADA

Dito isso, vejo pela manifestação de vocês (a maioria, claro) que a Espanha entregou o jogo (foto Reuters Splitter x Gasol) ou, pra não ser tão incisivo, que ela não se comportou como devia. E mais: mal tinha chegado em casa e o celular tocou: era o Zé Boquinha.

Viu o jogo?, perguntou-me ele. Disse que não, pois estava trabalhando e me deliciando com o atletismo em 3D, neste trabalho espetacular da Rede Record com a Cinépolis. Os espanhóis entregaram, não é mesmo? Pelo menos eu fiquei com essa impressão vendo a partida de esgueio — disse ao Zé. Ele respondeu que ficou com esta impressão, mas ressaltou: o Brasil jogou com o time reserva um bom tempo e o Nenê não entrou em quadra. E completou: mas no final da partida, os caras (espanhóis) erravam bandeja, faziam falta de ataque, achei muito esquisito — completou Zé Boca. Se eles armaram, o Brasil caiu direitinho, complementou ele.

Discutimos mais umas coisas aqui e outras ali; no final ele me cobrou: você me deve uma pizza! E eu respondi: será o maior prazer pagá-la. Semana que vem, quando as Olimpíadas se encerrarem, propus ao Zé Boca. Fechado, respondeu ele, que mora em Campinas e não em São Paulo, assim como eu.

VERGONHA

Agora eu digo a vocês o que eu acho: acho lamentável um time se comportar desta maneira. É uma estratégia, alguém pode retrucar. Sim, é uma estratégia, mas é também uma trapaça. É vergonhoso um time fugir do outro. Campeão que é campeão não escolhe adversário. Os mais fracos, aqueles que não acreditam em suas forças, esses procuram artimanhas, como a Espanha parece ter feito lendo os comentários de vocês e ainda com a impressão do Zé Boquinha viva na minha memória.

E como a maioria de vocês, eu também vou torcer feito um louco para a França, para que a Espanha quebre a cara. O que os espanhóis fizeram foi pensar no futuro sem viver o presente. Ou seja: já se imaginam na semifinal sem ter jogado ainda com os franceses. Que esse comportamento ibérico redobre a vontade de ganhar de Tony Parker, Boris Diaw, Nicholas Batum e seus parceiros, que eles falem mais alto do que Pau Gasol e seus comparsas.

RIVAL

Já o Brasil terá pela frente a Argentina. Muitos dos parceiros deste botequim estão animados. O estado de euforia se dá, segundo percebo, pelo jogo que o Brasil fez diante da Argentina em Foz do Iguaçu e pela surra que os EUA deram nos argentinos há pouco em Londres: 126-97 (foto Fiba Westbrook dando uma enterrada espetacular no último quarto).

Lá em Foz, o Brasil pegou uma Argentina sem Manu Ginobili. E a Argentina que enfrentou os EUA há pouco foi uma Argentina sem Pablo Prigioni e “desinteressada” pelo resultado, pois não havia como mudar o chaveamento, a menos que eles ganhassem dos EUA — o que eu acho que eles não estavam se importando neste momento. Portanto, não dá para traçarmos estratégias com base nestes dois cotejos.

O que sabemos é que o emocional será um componente deste jogo a ser levado muito em conta. O Brasil não pode entrar na catimba dos caras. Se eles se sentirem em inferioridade, vão apelar, usar estratégias para tentar desestabilizar nossos jogadores. Infelizmente, todos nós sabemos, nossos nervos ficam em frangalhos por qualquer coisa. E quando são os argentinos a nos provocar, a situação piora ainda mais por conta da rivalidade.

Desta forma, como disse, jogar com serenidade e tranquilidade será fundamental.

TÁTICA

Quanto ao jogo em si, temos que aproveitar nossos homens grandes, que são maiores e melhores do que os argentinos. Nosso jogo tem que se concentrar ali. Certamente eles responderão com uma defesa zona a maior parte do tempo, a nos provocar para os arremessos longos. Se eles caírem, ótimo; se não caírem, teremos problemas.

Temos que torcer para que Marcelinho Huertas esteja inspirado. E que não se canse. E que Larry Taylor mantenha um nível aceitável de jogo para descansar Huertas e não deixar a peteca cair quando estiver em quadra. Dependemos demais de Huertas.

Temos, obviamente, que ter cuidados extremados com o jogo deles. Cuidar de Manu Ginobili será fundamental. Alex Garcia terá essa missão. Vejo, no entanto, que Alex tem se mostrado um tanto afoito em alguns momentos do jogo. Isso não pode acontecer, pois Alex será importante para o nosso selecionado em quadra e não no banco, carregado em faltas. Ele terá a missão de vigiar Manu.

Enquanto isso, Huertas terá que marcar Pablo Prigioni. A defesa de Marcelinho é boa, mas não é o forte de seu jogo. Nosso armador conhece bem Prigioni, com quem já jogou no basquete espanhol e a quem já marcou inúmeras vezes. A vitalidade está a nosso favor; a experiência está a favor deles. Prigioni, não só pela idade, é um cara mais rodado que Marcelinho. Ele já viveu está situação várias vezes. Huertas respira sua primeira Olimpíada.

As bolas de três dos caras são um problema também. Marcar Carlos Delfino é obra para Marquinhos Vieira. Ele é maior e se encaixar uma boa marcação, pode subtrair um pouco do volume ofensivo de Delfino, bem como a Andres Nocioni, que não vive o melhor momento de sua carreira, mas que é um cara rodado e bom de bola também.

Finalmente, Luis Scola. Essa cara adora jogar contra o Brasil. Contra o Brasil seu jogo cresce demais. Adora ultrapassar a barreira dos 30 pontos. Fazer uma defesa “matchup” talvez seja uma boa, com o “front court” marcando zona, diminuindo os espaços de Scola no garrafão, e o “back court” marcando individualmente. Ou então, uma marcação “box one”, com apenas Alex marcando Ginobili individualmente.

São ideias; ideias que a gente tem pensando assim, rapidamente, no jogo. A estratégia está sendo engendrada neste momento por Rubén Magnano e sua comissão técnica. Temos uma boa vantagem nesse ponto, pois Magnano conhece bem a Argentina, pois foi ele quem criou esse time espetacular, medalha de ouro em Atenas 2004.

Mas vamos nos falando com o correr das horas. Certamente vocês terão ideias também. Certamente vocês vão traçar planos e estratégias. E eu vou querer ler. A todos, sem exceção.

Isso vai fazer as horas passarem. E nos ajudará a pegar no sono.

Que venham “Los Hermanos”!

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quinta-feira, 12 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 11:32

NENÊ VOLTOU! REFLEXÃO SOBRE A ARBITRAGEM NO JOGO DESTA NOITE CONTRA A ARGENTINA

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Não consegui ver o jogo do Brasil ontem contra a Espanha B do jeito que eu queria. Comentava a partida do Corinthians contra o Botafogo na Jovem Pan. Então, era um olho no futebol e outro no basquete.

O que chamou a atenção foi que nosso selecionado venceu com muita facilidade (101-68) um adversário que vendeu caro a vitória à Argentina no Super 4 de Buenos Aires, semana passada. Os argentinos fizeram 93-81; ou seja, venceram por apenas 12 pontos de diferença e em vários momentos do jogo houve equilíbrio.

Ontem o Brasil foi soberano praticamente do começo ao fim do jogo, salvo um aperto ibérico aqui e outro bem lá adiante.

Esqueçam os 23 pontos de Marcelinho Machado (Foto Colin Foster/Divulgação), os 15 de Leandrinho Barbosa ou os 14 de Guilherme Giovannoni. O que mais importou na partida de ontem não foi nem sequer o placar dilatado (33 pontos de vantagem). O que mais importou na contenda desta quarta-feira que já é passado foi a presença de Nenê Hilário em quadra.

O pivô do Washington Wizards, que não atuou no torneio argentino por conta da contusão no pé, ontem voltou a jogar. Não ficou tanto tempo em quadra assim; foram 17:33 minutos. Mas deu pra ver que ele vai jogar, que ele vai estar em Londres. Ótimo! A mim, pelo menos, ficou esta impressão. Nenê correu, pegou rebotes, fez bloqueios, deu assistências e pontuou. Pra deixar mais fácil o entendimento: foram quatro pontos, quatro rebotes e duas assistências. Mais do que tudo isso, ele jogou!

E com Nenê em quadra o jogo é outro. Já disse e repito: seu QI de basquete é muito superior ao dos demais, à exceção de Marcelinho Huertas. Com Nenê em quadra o adversário passa a olhar nosso selecionado de outra maneira. Com Nenê em quadra, nossos jogadores sentem-se mais confiantes e protegidos. Nenê tem poderes pra fazer tudo isso.

Portanto, mais importante do que os 25 pontos de MM, dos 15 de LB e dos 14 de Gui Giovannoni, bem como os oito rebotes de Tiago Splitter, muito mais importante do que isso foram os 17:33 minutos de Nenê Hilário com a camisa 13 do Brasil.

IMPERDÍVEL 1

Hoje o bicho vai pegar; hoje tem a argentina pela frente. E queremos a Argentina completa, com Pablo Prigioni e Manu Ginobili.

21h de Brasília, no SporTV. Imperdível. E como hoje não é sexta-feira, não precisamos driblar o mau humor da patroa.

IMPERDÍVEL 2

O trio que apitou o jogo do Brasil contra a Argentina no Super 4 de Buenos Aires era argentino. A atuação dos três foi repugnante. Eles apitaram com a camisa da Argentina por debaixo do uniforme. Foi uma vergonha. Tivessem sido imparciais, como a profissão exige, como o bom caráter manda, como a lealdade ordena, o Brasil poderia ter vencido o jogo. Mesmo sem Nenê Hilário e Marquinhos Vieira. E dentro de um Luna Park lotado.

Hoje a CBB, que organiza o Super 4 de Foz do Iguaçu (PR), deveria dar o troco. Não acredito que faça; mas deveria. Deveria responder na mesma moeda. Ou seja: escalar árbitros brasileiros e nem sequer pensar em colocar o argentino Alejandro Ramallo para fazer parte do trio.

Arbitragem brasileira nos moldes da arbitragem argentina, semana passada, em Buenos Aires. Em outras palavras: carregar Luis Scola em faltas logo no primeiro quarto e fazer o mesmo com Manu Ginobili, exatamente como eles fizeram com Alex Garcia, que marcava Manu e teve que deixar o jogo ainda no primeiro quarto por conta das infrações. E marcar faltas, faltas e mais faltas contra os argentinos, como eles fizeram lá. Levar o Brasil para a linha do lance livre, escandalosamente, como eles fizeram lá em favor da Argentina.

E se o jogo estiver apertado no fim, fazer o Brasil ganhar, como eles fizeram lá com a Argentina, que ganhou por causa da arbitragem.

Vocês me conhecem muito bem e sabem que eu não gosto disso. Que eu abomino a trapaça e nem gosto de falar de arbitragem, pois sei que arbitrar é muito difícil. Mas, repito, a arbitragem da semana passada foi uma vergonha. Portanto, é legítimo o Brasil se valer da “Lei do Talião”; ou seja: olho por olho, dente por dente. Há limites para tudo na vida.

O jogo de hoje tem que ser imperdível.

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segunda-feira, 9 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 13:16

DEU ZEBRA NOVAMENTE NO BASQUETE: NIGÉRIA ESTÁ EM LONDRES. COMO FICARAM OS GRUPOS?

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Definidos os últimos três selecionados masculinos que vão participar dos Jogos Olímpicos. E mostrando uma vez mais que eu basquete também há zebras a Nigéria tomou uma das vagas que seriam dos europeus. Ninguém em sã consciência poderia imaginar que os africanos fossem eliminar Macedônia, Grécia e finalmente República Dominicana.

O jogo chave que determinou o trajeto dos nigerianos foi contra a Grécia. No último arremesso do jogo, uma bola de três atirada por Vasileios Spanoulis teve endereço errado por conta de uma falta escandalosa do armador nigeriano Ade Dagunduro. O grego teria à disposição três arremessos e se encestasse dois deles a Grécia, e não a Nigéria, teria avançado na competição. Mas, é certo, a gente não sabe se Spanoulis iria acertar os três tiros. Mas o que também é certo é que a falta deveria ter sido marcada e não foi.

Outra partida que mereceu asterisco na competição envolveu também os nigerianos. Foi no turno de classificação, quando eles venceram a Lituânia por 86-80 num confronto onde os lituanos se comportaram de maneira duvidosa, perdendo uma partida que desclassificou a Venezuela, anfitriã do torneio. Os europeus estavam injuriados com os sul-americanos por conta de desentendimento no jogo da noite anterior, partida que teve de tudo, até sopapos.

De todo o modo, na disputa pelo terceiro posto, aquela que indicou o derradeiro classificado para Londres, os africanos foram extremamente competentes e eliminaram os dominicanos. O jogo foi ontem à noite e o placar final mostrou 88-73, sem que ninguém ousasse fazer qualquer observação nesta pugna.

Ike Diogu (foto Fiba), ex-companheiro de Tiago Splitter no San Antonio, foi o grande nome da partida: 25 pontos e dez rebotes. Al Horford, o destaque dos caribenhos, não foi bem: 12 pontos e sete rebotes. Brigou mais com as faltas (4) do que com os africanos.

Bem, dito isso, parabéns aos nigerianos e, agora, bola pra frente. Definidos os 12 classificados, os grupos também foram confirmados.

GRUPO A
EUA
Argentina
França
Lituânia
Tunísia
Nigéria

GRUPO B
Brasil
Espanha
Rússia
Grã-Bretanha
Austrália
China

No grupo A, a lógica manda aposta na classificação dos europeus e dos argentinos, com os africanos do lado de fora. Mas depois do que aconteceu neste Pré-Olímpico, alguém ousa apostar todas suas fichas nestes classificados? Eu não me atrevo.

Os nigerianos estão embalados, empolgados, confiantes. Podem muito bem voltar a surpreender. E por que não tomar vaga de Argentina ou França? Ou mesmo da Lituânia. Agora, se eles vencerem os EUA, aí é sinal e que o mundo vai mesmo acabar em 21 de dezembro próximo, como sugere o calendário dos Maias.

Se der a lógica, teremos a seguinte classificação no Grupo A:
1º EUA
2º França
3º Lituânia
4º Argentina

No grupo brasileiro apareceram os russos. Alguém perguntou: dá pra ganhar? Claro que dá, mas dá pra perder também. Pra não fugir à resposta, eu digo: o Brasil tem tudo para vencer qualquer um dos adversários do grupo, menos a Espanha. A não ser que o Brasil incorpore a Nigéria e sapeque os espanhóis também.

Se der a lógica, teremos a seguinte disposição no Grupo B:
1º Espanha
2º Rússia
3º Brasil
4º Austrália

Mas gostaria de fazer uma observação: não ficaria surpreso em caso de troca de lugares entre australianos e britânicos. A Austrália não me convence tanto e a Grã-Bretanha jogará em casa, não se esqueçam. E virá liderada por Luol Deng, ala espetacular do Chicago, que cresceu demais de produção na última temporada da NBA.

Em caso de acontecer tudo o que eu imagino que vá acontecer, o Brasil terá que fazer ao menos três vitórias na próxima fase se quiser brigar por medalha. Dos EUA não dá pra ganhar, mas se encaixar um bom jogo contra França e Lituânia, vence. Da Argentina eu estou contando com vitória; isso eu nem discuto. Se o Brasil não vencer a Argentina, aí esquece, não deverá brigar por medalha.

Em que pese a genialidade de Manu Ginobili, não gostei do que vi da Argentina nos últimos jogos. Não brilhou no Pré-Olímpico de Mar del Plata, ganhou do Brasil na última sexta-feira numa partida em que nosso selecionado não pôde contar com Nenê Hilário e Marquinhos Vieira e contou para isso com o auxílio da arbitragem, um escândalo que fez corar até o mais milongueiros dos milongueiros.

O que acabei de escrever é tudo suposição, evidentemente. Palpite puro. E palpitar é sempre gostoso. E vocês, vão palpitar ou não?

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terça-feira, 5 de junho de 2012 NBA | 11:48

OKLAHOMA CITY BATE SAN ANTONIO NO TEXAS E ASSUME A DIANTEIRA NA FINAL DO OESTE

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O San Antonio é tão forte quanto o Oklahoma City para ir ao ginásio do adversário e fazer com ele o que ele fez em seu AT&T Center: ganhar uma partida. É apenas isso que o Spurs precisa para empatar a série (3-2 no momento para o OKC), confirmar o sétimo jogo em seus domínios e tentar, nele, ganhar o título da Conferência Oeste e brigar pelo anel de campeão desta temporada.

Mas não vai ser fácil. O OKC, em sua Chesapeake Energy Arena, 18.203 lugares, é um time difícil de ser dobrado. Nestes playoffs, ainda não perdeu em casa e é o único time a manter a invencibilidade diante dos fãs nesta fase decisiva do campeonato. O SAS perdeu-a nesta noite passada e Miami e Boston já foram derrotados em seus domínios.

Portanto, a derrota de ontem por 108-103 (a bola final de Stephen Jackon não valeu) significou também a perda da invencibilidade do time texano em casa nos playoffs. Se ele ganhar o título desta temporada, não será mais de maneira invicta, como muitos chegaram a supor.

INÍCIO

A impressão inicial era de que o San Antonio não perderia. Abriu uma vantagem de 11-5 logo de cara e via no Oklahoma City um time perdido em quadra, que não conseguia encaixar seus ataques e não defendia com a eficiência habitual. Mas à medida que o tempo foi passando e as bolas do OKC começaram a cair. Com isso, os nervos retomaram o lugar de sempre. E com isso, a segurança reapareceu e o talento dos jogadores foi frutificando naturalmente.

Volto a frisar: o domínio do SAS durou apenas cinco minutos. Pouco para se decretar o vencedor de uma partida. Mas, repito, o que me dava essa impressão era o fato de que o OKC estava com os nervos em frangalhos no começo do jogo. O time errou nada menos do que seus sete primeiros arremessos. Demorou quase quatro minutos para o Thunder pontuar. E, ainda por cima, Serge Ibaka deixou o jogo prematuramente com duas faltas cometidas. Por prematuramente vamos ler 45 segundos. Isso mesmo, o congolês naturalizado espanhol jogou apenas 45 segundos no primeiro quarto.

Ibaka de fora, bolas que não caíam, o time foi se sustentando na defesa. Os cinco primeiros pontos do SAS foram feitos de lance livre. Isso porque os texanos também não estavam acertando o cesto adversário: errou seus três primeiros arremessos, sendo que o quarto nem no aro chegou porque Tim Duncan tomou um toco de Nick Collison, que entrou na vaga de Ibaka.

O jogo estava nervoso, ruim, cheio de erros e com raros acertos. Aos poucos, como disse acima, os nervos não apenas do OKC voltaram ao lugar de sempre, mas do SAS também.

Com isso, passamos a ver basquete.

TÁTICA

O Spurs começou o jogo de ontem com uma modificação no seu “lineup”. Ao invés de Danny Green o técnico Gregg Popovich (foto Getty Images) colocou Manu Ginobili. Certamente, Popovich não queria correr riscos logo de cara, risco do tipo ficar atrás no marcador e não ter pernas para recuperar-se no jogo. Não deu certo. Não deu porque com 5:18 para o final do quarto inicial, Popovich tirou o argentino de quadra, pensando, claro, em suas pernas envelhecidas. O SAS vencia por 15-10. Sem Ginobili, o OKC fez uma corrida de 13-4, tomou a dianteira em 23-19. Manu voltou a 1:16 minuto do final deste primeiro quarto. Não adiantou nada, pois o Thunder seguiu na dianteira do jogo.

Apostar em Ginobili foi uma tática correta. Com ele em quadra desde o início, o SAS torna-se um time muito mais poderoso — e experiente. Neste momento do campeonato, como dizia Michael Jordan, começa a se separar homens de meninos. E Danny Green ainda é um menino. Manu não é.

Mas Manu já dá ares de estar mesmo sentindo o peso da idade. Embora tenha jogado 38:26 minutos, sua produção diminui no momento decisivo da partida, o que era natural.

No primeiro quarto, com as pernas lubrificadas pelo tônico da juventude, Manu, em 7:58 minutos, fez sete pontos (2-3). No segundo quarto, ainda vigoroso, em 8:53 minutos anotou os mesmos sete pontos (2-4). No terceiro, voltando do descanso do intervalo, Ginobili jogou 9:35 minutos e teve seu melhor momento: 13 pontos (5-6). Mas no último quarto, tendo que suportar os 12 minutos totais, mostrou-se cansado: marcou sete pontos, é verdade, mas fez 2-8 nos arremessos.

Manu está às portas de completar 35 anos (28 de julho próximo). A planificação de Popovich para seus dois veteranos (Tim Duncan tem 36 anos) foi perfeita. Mas quando eles têm que sair do habitual, do dia-a-dia, o preço cobrado pode ser caro, como foi ontem, quando o time perdeu seu primeiro jogo nestes playoffs e está agora em desvantagem no marcador, tendo que jogar a próxima partida fora de casa e vencer para não ser eliminado.

Como disse no começo de nossa conversa, o SAS é tão forte quanto o OKC para fazer o que o OKC fez com ele SAS em pleno Texas. O SAS tem forças para ir a Oklahoma e vencer. Vencer, recuperar o mando de quadra e no último jogo tentar triunfar novamente para chegar à sua quinta final de NBA.

Seria um prêmio e tanto para uma geração que nos encantou a todos neste tempo que, inexoravelmente, vai ficando para trás.

TRIO

Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden combinaram para 70 dos 108 pontos do Oklahoma City. Foram os três únicos jogadores a ter duplo dígito na marcação. West foi muito mal nos arremessos (9-24), mas deu nada menos do que 12 assistências, o que acabou por compensar — e muito — seu baixo aproveitamento nos chutes. KD e Harden, ao contrário, foram profícuos nos tiros: 10-19 para Durantula e 6-11 para o barbudo.

Quando não era um, era outro. Não é fácil marcar um time assim. São três caras para se tentar anular. E quando se consegue (um pouco), como no jogo passado, vem a turma do fundão e ajuda. Ontem, Serge Ibaka não conseguiu jogar por causa das faltas, mas participou com nove pontos. Kendrick Perkins fez só quatro pontos, mas pegou dez rebotes, muito embora tenha deixado o confronto mais cedo por causa das seis faltas. Se Derek Fisher não pontuou tanto assim (seis), Daequan Cook fez oito, duas bolas de três no segundo quarto que foram importante para frear uma reação que o SAS ameaça fazer.

Se no jogo passado Durantula (foto AP) foi o homem do último quarto, ontem foi a vez de James Harden. O barbudão marcou nada menos do que 12 pontos e fez 3-3 nas bolas triplas. A última delas, a 28 segundos do final, com o placar em 103-101 para o OKC, foi fundamental para a vitória dos forasteiros. “A jogada foi desenhada para Kevin definir, mas ele não conseguiu sair da marcação, o tempo foi passando e eu senti confiança para arremessar e arremessei”, disse Harden depois da partida.

Arremessou e encestou.

ALERTA

Derek Fisher, as câmeras mostraram, assim que terminou a partida, reuniu o grupo em quadra e falou algumas palavras. Todos ouviram atentamente. Não deu pra saber o que ele disse, mas deve ter dito: rapaziada, foi só um jogo. O mais importante é o próximo. Se perdermos, de nada valerá o que fizemos hoje aqui.

Fish, pra quem não sabe, tem cinco anéis de campeão.

PRÊMIO

Se o título para o SAS seria um prêmio para uma geração espetacular, o troféu de campeão teria o mesmo efeito para uma moçada que está mostrando o seu valor. Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden formam a base da futura geração do basquete norte-americano e, consequentemente, da NBA.

Como disse Gregg Popovich, Durant é o melhor jogador de basquete do planeta na atualidade.

E é mesmo.

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domingo, 3 de junho de 2012 NBA | 13:28

KEVIN DURANT ATROPELA O SAN ANTONIO NO ÚLTIMO QUARTO E OKC EMPATA A SÉRIE EM 2-2

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Foi o jogo de Kevin Durant; ou melhor, foi o quarto de KD. O último. Ele marcou nada menos do que 18 de seus 36 pontos neste período e liquidou com a defesa do San Antonio. E esses 18 tentos significaram também recorde na carreira do ala em se tratando de último quarto de um jogo de playoff.

O jogo estava duro, disputado, no pau, com o SAS no espelho retrovisor do OKC, procurando uma brecha pra tomar a dianteira. Mas Durantula não deixou. Sozinho, com seu talento, sem esquema tático nenhum, apenas a expressão pura de seu talento, nada além disso, ele foi lá e resolveu. Pedia a bola. Recebia. Driblava. Arremessava. E pontuava.

Kevin Durant (foto Getty Images) ganhou o jogo para o Oklahoma City Thunder. A vitória de 109-103 tem que ser atribuída a ele.

TÁTICA

Gregg Popovich armou uma tática muitíssimo interessante para tentar surpreender o OKC. Apertou a marcação em Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden, contando que os outros não dariam conta do recado. Mas eles deram.

Serge Ibaka esteve soberbo. Marcou nada menos do que 26 pontos e acertou 11 de seus 11 arremessos. Kendrick Perkins fez 15 pontos! Isso mesmo, 15 pontos; dá pra acreditar? E os oito de Nick Collison foram igualmente importantes. Os três combinaram para 49 pontos, acabando com a estratégia de Popovich.

Nos três primeiros quartos, KD, West e Harden fizeram, juntos, 26 pontos. Ibaka, Perkins e Collison tinham 43.

Mas aí veio o último quarto…

PERIGO 1

Russell Westbrook está rateando nesta final de conferência. Nos quatro primeiros jogos tem média de apenas 15,2 pontos. Mas o ruim da história é o seu aproveitamento: 34,3%; 24-70.

Na série contra o Lakers, o aproveitamento de West foi de 48,5% e diante do Dallas foi de 45,3%.

Sinal de alerta tem que estar ligado. Se West melhorar seu aproveitamento, o OKC pode surpreender o SAS fora de casa. Caso contrário, fica difícil.

HISTÓRIA

Aos mais jovens eu conto uma rápida história.

Tim Duncan, há alguns anos, tinha trauma de ir à linha de lance livre. Era muito ruim seu aproveitamento. Seu pior momento foi na temporada 2003-04: 59,9%. Foi aí que começou seu bloqueio. Mas Timmy, persistente que é, não parava de treinar. Por isso, na temporada seguinte o desempenho melhorou: 67,0%. Mas continuava ruim. Em 05-06, caiu novamente: 62,9%. Os treinamentos não estavam surtindo efeito. Ou será que era o pavor de ir à linha de lance livre que o incomodava? Em 06-07 ele fez 63,7%. Foi então que Timmy mudou seu posicionamento na linha fatal: fechou os pés, encontrando os bicos, formando um ângulo de uns 45 graus. Posicionamento horrível do ponto de vista estético. Mas ele começou a acertar os lances livres. Seu melhor momento foi no campeonato seguinte, quando teve aproveitamento de 73,0%. De lá pra cá, fica mais ou menos em torno disso.

História contada, voltemos ao presente. No jogo de ontem, Timmy foi muito mal na linha do lance livre: 3-7 (42,8%). Desempenho digno de DeAndre Jordan ou Reggie Evans.

Por conta disso, acho que Scott Brooks poderia tentar um “Hack-a-Shaq” em cima de Tim Duncan no próximo jogo em San Antonio se o OKC estiver em desvantagem ou vendo sua vantagem ser ameaçada. Se o desempenho de ontem foi fruto de novo trauma, a tática pode surtir efeito.

SHOW

A cada jogo que passa eu fico mais fã de Kawhi Leonard. O “rookie”, descoberta do GM R.C. Bufford, fez 17 pontos. E ajudou na marcação de Kevin Durant, anulando o ala do OKC em boa parte do jogo. No final, não obteve sucesso, pois KD fez o que fez, como sabemos. Mas não foi apenas Kawhi quem fracassou no final: Durantula foi marcado também por Manu Ginobili e Stephen Jackson.

Mas, volto a dizer, sou fã de carteirinha de Kawhi, 15ª escolha no draft passado.

PERIGO 2

Tiago Splitter foi novamente um fiasco. Jogou apenas 5:34 minutos. Saiu zerado de quadra. Perdeu tempo de quadra para DeJuan Blair, que jogou 9:36. Nos dois primeiros jogos da série, Blair esquentou o banco o tempo todo.

Se o catarinense não melhorar, será ele — e não Blair — a esquentar o banco do SAS nos próximos jogos.

E tinha gente neste botequim que dizia que Splitter era melhor que Nenê e Varejão.

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sexta-feira, 1 de junho de 2012 NBA | 01:53

OKLAHOMA CITY SURRA SAN ANTONIO E QUEBRA INVENCIBILIDADE DE 20 JOGOS DO ADVERSÁRIO

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Foi na defesa que o Oklahoma City parou o San Antonio na vitória por 102-82. Limitou os texanos a apenas 39,5% de seus arremessos; induziu-os a incríveis 21 erros; Thabo Sefolosha, que não vinha bem na série, tirou a barriga da miséria ao roubar seis bolas dos adversários, além de ter subtraído muito do jogo de Tony Parker; isso tudo sem falar que o OKC trancou o garrafão e permitiu ao SAS apenas 24 pontos, sendo que nos dois jogos anteriores o Spurs tinha anotado, respectivamente, 50 e 42 pontos. E pra finalizar, nos dez jogos feitos até então pelo SAS nestes playoffs, o time tinha uma média de 104,1 pontos por jogo. Nesta quinta-feira anotou apenas 82, como vimos.

Foi na defesa, como disse, mas é claro que não adianta nada defesa forte e ataque estéril. O próprio Sefolosha (foto Getty Images), que ao roubar seis bolas do adversário igualou o recorde da franquia, foi à frente e anotou 19 pontos. Com uma contribuição valiosa e inesperada dessas, Kevin Durant não precisou fazer mais do que 22 pontos. Isso porque Serge Ibaka também ajudou na pontuação e cravou nada menos do que 14 tentos na cesta adversária. Por conta disso também os dez pontos de Russell Westbrook foram suficientes, bem como os 15 pontos de James Harden.

O fato é que o OKC deu uma aula de basquete. Você esperava por isso? Eu não. Vejam: não estou dizendo que não esperava por uma vitória do Thunder; o que eu disse é que não esperava por uma goleada dessas. O placar final da partida, já vimos,  foi 102-82; 20 pontos de diferença. Mas ela chegou a 27, maior diferença da série, diga-se, pois no segundo jogo deste confronto, no Texas, o SAS abriu 22.

No começo de tudo, cheguei a pensar que o Spurs fosse abrir 3-0 neste confronto. O time fez um ótimo primeiro quarto, vencido 24-22. Tudo estava indo bem até que começou o segundo período. Nele, o Oklahoma City fez 32-17 e nunca mais perdeu a vantagem criada.

Tim Duncan, que no jogo passado teve um baixo aproveitamento nos arremessos (2-11), nesta quinta-feira fez 5-15. Ou seja: nos dois últimos jogos, Timmy teve um pobre desempenho 7-26 (26,9%). Foi controlado por Kendrick Perkins, Ibaka, Nick Collison e pela marcação dobrada. Isso tudo ele já enfrentou na vida e na maioria das vezes conseguiu se livrar. Está sendo mais difícil agora. Timmy precisa acordar, caso contrário ficará complicado eliminar o OKC. Nesta partida ele jogou só 26:01 minutos. Espertamente, vendo que a vaca tinha ido pro brejo, Gregg Popovich mandou-o para o banco. No primeiro tempo, Duncan jogou 18:16 minutos. No segundo 7:45, tudo no terceiro quarto, pois no último nem em quadra entrou. Fez certo Popovich, pois, como disse, Timmy é importantíssimo para o sucesso do SAS.

Mas nem tudo foi ruim para o grandalhão do SAS. O bom da história desta quinta-feira foram os cinco tocos que ele deu na partida. Com eles, Timmy passou a ser o jogador que mais tocos deu em toda a história da NBA considerando-se os jogos de playoffs. Chegou a marca de 477, um toco a mais do que Kareem Abdul-Jabbar, até então o líder neste fundamento nesta fase decisiva do campeonato.

Agora, por falar em pivô, o nosso Tiago Splitter não esteve bem. Apenas um ponto e dois rebotes. Nenhum toco, nenhum desarme; mas dois erros. Cometeu rapidamente três faltas e foi para o banco. Por conta disso, jogou só 5:44 minutos no primeiro tempo. Voltou no terceiro quarto e atuou mais 4:15. No último, não jogou. Quem jogou foi DeJuan Blair, que nem em quadra entrou nos dois primeiros cotejos. Blair marcou dez pontos e pegou seis rebotes. Mas não se impressione: ele jogou o “garbage time”; ou seja, enfrentou a baba do OKC. Além disso, o QI de basquete de Splitter é muito superior ao de Blair. E nas jogadas montadas por Popovich para favorecer principalmente a genialidade de Manu Ginobili, Splitter tem papel importante, como já disse, especialmente no corta-luz e também no “pick’n’roll”. Agora, Splitter precisa abrir os olhos, pois se continuar improdutivo como neste terceiro prélio cai em desgraça com o treinador.

Bem, foi apenas mais um jogo. Jogo excelente para o Oklahoma City e péssimo para o San Antonio. Tem muito mais ainda pela frente. A série já garantiu pelo menos cinco partidas. O time texano chora a derrota e a perda de invencibilidade de 20 jogos. Está mordido, ferido. E cutucar times desse gabarito nunca é bom. Por outro lado eu pergunto: o que deveria fazer o OKC? Perder o jogo? Claro que não; o OKC fez o que tinha que ser feito: surrou o todo-poderoso SAS e deixou claro que se for para entregar esta série, não será de mão-beijada.

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quarta-feira, 30 de maio de 2012 NBA, outras | 13:03

SAN ANTONIO FAZ 2-0 NA SÉRIE E DÁ SINAL DE QUE ELA PODE SER CURTA

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Estou começando a achar que a série será curta. O San Antonio passou pelo Oklahoma City com relativa facilidade. A vitória por 120-111 colocou o SAS na frente em 2-0 e, se bobear, poderemos ver o time texano roubando uma vitória do OKC no estado dos tornados e resolver a parada na quinta partida. Já vi manifestações de torcedores falando em varrida. Acho exagero; mas estou começando a achar que a série será curta. Posso estar enganado.

Se no primeiro jogo foi Manu Ginobili quem colocou a bola debaixo do braço e levou o time à vitória, desta vez foi outro estrangeiro, Tony Parker, o dono do jogo. O francês anotou nada menos do que 34 pontos e deu oito assistências. Tomou uma porrada de Russell Westbrook, ainda no primeiro tempo, daquelas porradas que o cara diz que vai na bola, mas aproveita e desce o braço, e que por isso deveria ter tomado uma técnica e não tomou, mas eu dizia que o armador do Spurs apanhou do armador do Thunder e não falou nada. Não passou recibo. Apenas cerrou os dentes e desandou a jogar mais ainda. Gosto de jogador assim: responde na bola as bordoadas que leva.

Foram 34 pontos e oito assistências. O aproveitamento foi incrível: 16-21 (76,2%). E sabem o que é assustador? Que, como disse, Parker (foto AP) é armador e fez a maioria de seus arremessos à meia-distância.

Mas Manu voltou a jogar bem. Aliás, durante o jogo, postei em meu Twitter (@frsormani) que considero Ginobili o maior estrangeiro a ter pisado em uma quadra da NBA. Alguns retrucaram dizendo que foi Hakeem Olajuwon, mas eu respondi dizendo que Hakeem jogou as Olimpíadas de Atlanta-96 com a camisa dos EUA e fez o “college” na Houston University. Teve formação americana. O mesmo vale pra Tim Duncan, que embora tenha nascido nas Ilhas Virgens, jogos Atenas-04 pelos EUA, estudou em Wake Forest e é americano e ninguém pode negar. Os que retrucaram com Drazen Petrovic e Dirk Nowitzki retrucaram bem. Os que falaram em Steve Nash, eu respondi que Nash, assim como Hakeem e Timmy, fez o “college” na universidade de Santa Clara, Califórnia e tem igualmente formação americana.

Manu jogou bem, eu estava dizendo antes desta digressão. Do banco veio e do banco trouxe 20 pontos (7-8 nos lances livres). Ajudou com mais quatro assistências. Timmy, completando o trio de tenores do SAS, desafinou: 11 pontos, com um aproveitamento de 2-11 nos arremessos. E ele é grandalhão e joga perto da cesta.

Mas vejam, mesmo com seu xerife jogando mal, o SAS ganhou. E ganhou, como disse, com relativa tranquilidade. Aí eu pergunto: imagina se ele joga bem também! Teria sido uma lavada? Quem sabe…

Quanto ao OKC, mesmo com Kevin Durant marcando 31 pontos, James Harden anotando 30 e 27 de Russell Westbrook, o time ficou na rabeira do placar o tempo todo, como eu disse. Se a gente considerar que esses três são titulares, o banco do Thunder colaborou com 12 pontos: dois de Thabo Sefolosha (reseva e não titular) e dez de Derek Fisher. Se considerarmos que Manu é titular no SAS, o banco texano respondeu com 28, pois neles eu acrescento os dez de Danny Green, que na verdade é reserva, pois nos momentos cruciais é o argentino quem está em quadra. Então, pra mim, ele é titular e não Green.

E não tem ninguém na NBA no momento que se aproveita melhor dos “pick’n’roll” e corta-luz do que Manu. Sua afinação com Tiago Splitter, por exemplo, é espetacular. E o brasileiro tem se aproveitado desta situação, pois muitas vezes a bola sobra pra ele. Além dos pontos (foram oito), ele tem melhorado o passe (foram três assistências).

Aliás, por falar em Tiago Splitter, não há como não mencionar o “Hack-a-Shaq” do Oklahoma City; ou melhor, de Scott Brooks. Já disse aqui: acho a prática nojenta. Mas se ela for aplicada contra Gregg Popovich, eu acho válido. Popovich precisa provar um pouco de seu veneno. Como disse no Twitter ontem no momento da partida tudo o que for feito contra Popovich eu aprovo. Não gosto dele, já disse aqui. Ele é genial, mas é gênio do mal. É adepto do “Hack-a-Shaq”, manda os caras jogarem sujo (“We need to get more nasty, play with more fiber and take it to these guys”, disse ele no primeiro jogo). Não gosto de gente assim. Popovich, pra mim, não é um desportista na extensão da palavra. Não gosto dele como não gosto do José Mourinho. Mourinho, assim como Popovich, é genial; mas é gênio do mal. Não aprovo as práticas do português. Minha natureza reprova esse tipo de procedimento. Quem acha isso válido, respeito, mas não sou assim.

O “Hack-a-Shaq” foi feito em cima de Tiago Splitter. O brasileiro fez 6-12 nos lances livres. O aproveitamento de 50% é ruim. Isso fez com que ele jogasse apenas 11:20 minutos. E aqui pode residir um problema para o SAS: o descanso de Timmy. Ele tem 36 anos e se a série se alongar (o que eu já estou duvidando, como disse), ele pode ter problemas. Ontem atuou por 36:18 minutos. Na primeira partida foram exatos 35 minutos. Só pra comparar, na série diante do Utah foram 30 minutos e subiu para 34 contra o Clippers. E na fase de classificação, 28 minutos. Claro que ele foi poupado na fase regular pra que Popovich tirasse o couro dele agora. Mas fica uma ponta de preocupação.

Por isso, Tiago Splitter tem que melhorar seu desempenho nos lances livres para ajudar a ele e ao time. Se não o fizer, atrapalhará no descanso de Timmy e pouco estará em quadra nestes playoffs.

Acho que é isso. Será que faltou alguma coisa? Ah, sim: o OKC tem que resolver a questão do “pick’n’roll” e do corta-luz do SAS. Se não o fizer, vai ser surrado neste confronto. E, pra encerrar mesmo: o SAS somou sua 20ª vitória consecutiva. Está invicto nos playoffs depois de dez partidas. Joga mesmo muuuuuuuita bola nestes playoffs.

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