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domingo, 1 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 18:50

GRUPO DA SELEÇÃO FEMININA É COMPLICADO NOS JOGOS DE LONDRES

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O Brasil de saias tomou ciência neste domingo de sua chave nas Olimpíadas de Londres. E é pedreira. Nossas oponentes serão Austrália, Rússia, Grã-Bretanha, França e Canadá. Esses dois últimos selecionados entram na festa por conta do Pré-Olímpico Mundial.

De um grupo de seis equipes, quatro avançam para a fase seguinte. Nosso time não tem time pra ganhar da Austrália e nem da Rússia. Teremos que fazer duas vitórias diante de Grã-Bretanha, França e Canadá.

Teoricamente dá pra vencer as anfitriãs. Mas, é sempre bom lembrar, as britânicas são treinadas por Tom Maher, o homem que montou o primeiro timaço australiano e que deu um novo perfil ao basquete das meninas oceânicas e que hoje é referência mundial. É experiente e conhece a matéria. Aliás, se você não sabe, Maher era o técnico favorito de Paula para assumir a seleção. Ela disse isso a Hortência, quando a Rainha ligou para Magic perguntando quem ela indicaria para assumir o cargo. Hortência gostou, ligou para Maher e recebeu um não de resposta, não sem antes um agradecimento pelo convite. Maher estava compromissado com os britânicos, por isso não pôde dizer sim.

Mas, passado à parte, voltemos ao presente: vamos dar vitória ao Brasil neste confronto? Vamos. Faltaria então um triunfo ainda. Ou diante da França ou diante do Canadá. Dá pra ganhar das duas seleções? Claro que dá. As canadenses são freguesas de caderneta e as francesas passam por reformulação. Mas o problema é que o nosso time não é confiável. Falta uma jogadora que decida. Uma jogadora que coloque a bola debaixo do braço e pense o jogo. E pensando define a partida. Iziane Castro não tem esse perfil e Érika de Souza também não. Adrianinha Moisés está veterana e as demais são jovens ainda e imaturas por conta disso.

Érika, aliás, apresentou-se à seleção com dentes cariados segundo me disseram. Dentes cariados que estão incomodando nossa pivô. Dentes cariados e fora de forma. Encontrei com Magic Paula na última quarta-feira. Contei a ela do meu temor por nossas meninas. E perguntei a ela o que ela achava. Ela mostrou-se igualmente preocupada. Falei dos dentes cariados da Érika (foto) e do fato de ela estar fora de forma. Ele não se mostrou surpresa.  “Na Europa, não se treina”, disse-me ela. Aí eu emendei: e fora de forma fica difícil pra ela jogar e fazer a diferença. No que Paula respondeu, na lata, como se fosse uma assistência na medida para mais dois pontos: “A Érika não define jogo”.

Reflitam.

Mas vamos voltar aos confrontos contra francesas e canadenses. Meu xará, Fabio Balassiano, escreveu em seu blog (clique aqui) que vencer as francesas é importante não apenas por causa da vaga, mas porque trata-se do jogo de estreia do Brasil. Estreando com o pé direito a pressão diminui. Em caso de derrota, o Brasil deverá somar mais duas, porque na sequência vêm  Rússia e Austrália. Em seguida apareceriam as canadenses e nossas moças teriam que vencer para não serem eliminadas. E aí a pressão seria grande demais e o risco de perder aumentaria, pois não é fácil trabalhar com os nervos em frangalhos.

O Brasil, já disse, é melhor que francesas e canadenses. Mas esse melhor tem que ser mostrado na quadra. Se nossas moças vacilarem, disputaremos do 9º ao 12º lugar; o que não seria surpresa nenhuma para mim.

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sábado, 22 de outubro de 2011 Basquete europeu, Seleção Brasileira | 16:41

CBB REVELA PROJETO DE REPATRIAR NOSSAS JOGADORAS VISANDO LONDRES-12

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O melhor da rodada deste sábado do basquete feminino no Pan de Guadalajara foi a notícia publicada no iG dando conta da intenção de Érika de Souza e Iziane Castro de voltarem a jogar no Brasil. Iziane quer montar um time em São Luís, no Maranhão.

“Já temos até patrocinador fechado, mas não posso revelar a empresa”, disse Iziane. “Se tudo der certo, durante o recesso na WNBA jogo no Brasil e pelo Maranhão”.

Iziane corteja Érika. Ela quer que sua companheira de Atlanta Dream, da WNBA, continue a seu lado, jogando no Maranhão. ‘’É muito tempo fora do país, são dez anos já”, disse Érika. “E tem também a seleção; seria muito bom poder ter as principais jogadoras próximas para preparar bem o time para a disputa dos Jogos Olímpicos’’, completou Érika.

Pra complementar esta notícia alvissareira, Magic Paula (está dando um show nos comentários pela Rede Record) disse que a CBB tem um projeto de repatriar todas as nossas meninas. A entidade quer que elas fiquem no Brasil no ano que vem, ano dos Jogos Olímpicos de Londres.

Se conseguir, não só os nossos torneios internos ganham força, como a seleção também. Ênio Vecchi, que tem se revelado um excelente treinador de moças, poderá reunir com mais frequência as jogadoras, trocar figurinhas com elas e montar um projeto em busca de uma medalha.

Tenho dito que nossa realidade é a disputa do nono ao 12º lugar em Londres se tudo caminhar normalmente e talvez do 5º ao 8º lugar se jogarmos nosso melhor basquete.

Mas se o projeto da CBB vingar e pudermos treinar pra valer e entrosar o grupo, acho que o Brasil pode montar uma seleção para brigar pelo bronze.

Caramba!, que notícia boa! Bem que poderia dar certo.

PRIMITIVISMO

O jogo de nada valeu. Ou melhor: valeu para colocar nossas reservas em atividade.

Quem menos jogou foi a ala Silvia Gustavo: 13:13 minutos. Depois, a pivô Carina de Souza: 14:22 minutos.

Ninguém atingiu os 20 minutos em quadra. Quem mais tempo trabalhou foi a armadora Babi Queiróz: 19:20 minutos. Depois veio nossa pirulona Érika de Souza: 19:01 minutos.

Nada menos do que seis jogadoras tiveram duplo dígito na pontuação: Érika (22 pontos, cestinha do time e do jogo), Gilmara Justino (19), Iziane Castro (12), Damiris do Amaral e Jaqueline Silvestre (11 cada uma) e Tássia Carcavalli (10).

Érika pegou 15 rebotes e cravou novo “double-double”. Clarissa capturou 11 ressaltos.

Babi chamou a atenção para as nove assistências e três roubadas de bola.

Houve, no entanto, defeitos: tomamos muitos pontos de um adversário primitivo e as bolas de três não caíram como deveriam: 4/15 (27%). Palmira Marçal, que mostrou mão calibrada no primeiro jogo diante das canadenses, foi mal desta vez: 1/6 (17%).

Não vou falar que limitamos as caribenhas a 20% (11/55) do total de seus arremessos e nem vou mencionar que elas erraram todas as suas três bolas triplas. Não vale a pena, pois, como disse, elas praticam um basquete primitivo.

A organização do Pan-Americano tem que olhar com atenção para isso. Um time como a Jamaica não pode participar desta competição.

O placar final (Brasil 116 x 34 Jamaica) diz como foi o jogo—se é que podemos chamar aquilo de jogo.

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domingo, 26 de setembro de 2010 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 21:58

PASSADO, PRESENTE E FUTURO

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O Brasil começa nesta segunda-feira a disputa da segunda fase do Mundial da República Tcheca. Faz parte do Grupo F, ao lado de Espanha, Coreia do Sul, Rússia, República Tcheca e Japão.

Como se vê, um grupo com seis equipes. Quatro se classificam e aí começam as quartas de final. O Brasil já entra com duas derrotas, pois perdeu para Espanha e Coreia e a única vitória obtida foi descartada, uma vez que aconteceu diante de Mali, que foi eliminada da competição.

Sendo assim, pra vocês entenderem, a classificação do Grupo F no momento é a seguinte:

1)    Rússia – 2 vitórias / 0 derrota
2)    Espanha – 2 vitórias / 0 derrota
3)    República Tcheca – 1 vitória / 1 derrota
4)    Coreia do Sul – 1 vitória / 1 derrota
5)    Brasil – 0 vitória / 2 derrotas
6)    Japão – 0 vitória / 2 derrotas

Para o Brasil passar à próxima fase, teria que vencer seus três próximos confrontos. Se isso ocorrer, não precisa de calculadora na mão. Estará classificado. Se vencer duas partidas, terá de torcer para uma combinação de resultados para seguir adiante na competição.

Portanto, ganhar da Rússia, nesta segunda-feira, às 15h15 de Brasília, é fundamental. Mas seria possível?

Já disse aqui que trata-se de uma missão quase que impossível, pois nosso selecionado está perdido em quadra. Perdido porque nosso treinador, o espanhol Carlos Colinas, até agora tem se mostrado ingênuo e imaturo e porque algumas de nossas jogadoras não estão jogando nada.

Entre elas, já mencionei, Adrianinha e Iziane. Helen, que podia ser a solução para boa parte de nossos problemas, está cansada por carregar o peso da idade nas costas. O mesmo vale para a pivô Kelly, veterana, pesadona, mas inteligente.

Uma pena. Se elas estivessem bem, física, técnica e mentalmente, o Brasil poderia ter vencido seus três jogos na fase de classificação. A Coreia mostrou sua debilidade ao precisar de uma prorrogação para vencer Mali e a Espanha não me encantou nos jogos que vi.

Voltemos às nossas meninas…

Adrianinha e Iziane podem entrar no campeonato, como não? Claro que podem. Se isso ocorrer, o jogo da Helen cresce naturalmente, pois a pressão sobre a veterana armadora e ala-armadora diminuirá bastante. Além disso, pegará jogadoras cansadas pelo sufoco que Adrianinha daria nelas.

Com Adrianinha, Helen e Iziane jogando o que elas podem jogar, nosso time crescerá demais. Dá pra pensar em vitórias sobre Japão (principalmente) e República Tcheca, mesmo jogando em casa e com a força da torcida.

Por que não sonhar com vitórias sobre estas duas seleções?

Quanto a Rússia, aí o bicho pega. Por isso era importante ter vencido a Coreia na fase de classificação. Se tivesse ganhado aquela partida, mesmo perdendo para as russas o Brasil se classificaria com triunfos diante das sul-coreanas e tchecas.

Em 1994, como bem lembrou Magic Paula, o time foi se acertando durante a competição. Foi campeão com duas derrotas no lombo: Tchecoslováquia e China.

Neste Mundial, a derrota para a Coreia pesou demais. Nos números e psicologicamente. Nossas meninas não conseguiram até agora se livrar deste passado.

Se quiser seguir adiante, é importante deixar no passado o que a ele pertence.

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segunda-feira, 29 de março de 2010 basquete brasileiro, outras | 20:29

ADEUS, MR. NÓGGY

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Falar de Armando Nogueira é desnecessário. Seu trabalho fala por ele. Seus amigos mais íntimos falarão sempre por ele. A história perpetuará seus feitos.

Tive a honra e o orgulho de trabalhar com Mr. Nóggy, que era como Magic Paula o chamava em Sydney, quando fizemos, juntos, a Olimpíada de 2000. Jamais vou esquecê-lo, especialmente das conversas que tivemos, falando de esporte — e não apenas de futebol — e de outros assuntos.

Armando era um homem riquíssimo, de cultura vasta e visão abrangente.

Lembro-me, certa vez, quando trocávamos impressões sobre jazz em um restaurante no Rio de Janeiro. Ele me disse que uma de suas canções favoritas era “I Wish I Knew” (Mack Gordon/Harry Warren). Mas com John Coltrane, tema que consta no disco “Ballads”, lançado em 1962.

Para vocês terem uma idéia da dimensão da figura de Armando Nogueira, conto uma última historinha: quando a gente se encontrou pela primeira vez, nos estúdios do SporTV, no Rio, ao vê-lo estendi-lhe a mão e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, talvez travado pelo momento histórico, ele, ao retribuir meu gesto, falou:

“Tudo bem, Sormani?”

Ele sabia quem eu era!

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