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sexta-feira, 18 de maio de 2012 NBA | 12:48

MIAMI: FIM DE UM SONHO?

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Mais uma temporada indo para o espaço? E se for mesmo, o que isso significará? Fim de um projeto que tinha tudo para decolar? Que tinha tudo para transformar em anéis a reunião de três grandes jogadores e transformar o Miami em um time inesquecível na rica história da NBA?

A resposta nós não temos ainda. Mas que tudo caminha para desembocar em um final trágico, decepcionante, frustrante, isso tem. A derrota de ontem do Heat para o Pacers, em Indianápolis, não foi apenas um revés de jogo, daqueles que acontecem porque estamos em semifinal de playoffs e nesta fase a tendência é de jogos equilibrados. A derrota de ontem por 94-75 foi emblemática em quase todos os sentidos.

O time voltou a mostrar fragilidade em quadra. Voltou a mostrar debilidade de um de seus principais jogadores. E, mais do que isso, Dwyane Wade, o atleta em questão, teve uma reação explosiva com o técnico Erik Spoelstra daquelas que indicam que há muito mais coisas entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia pode imaginar. Brigas de jogo ocorrem, mas o jeito que D-Wade tratou e desafiou Spo deixou claro que o técnico não goza de prestígio e respeito junto aos jogadores.

Aliás, desde que esse time se juntou no sul da Flórida, muitos têm cantado essa bola. Muitos disseram que Spo não tinha estofo para dirigir e comandar um time com D-Wade, LeBron James e Chris Bosh (fotoAP). E por ser jovem demais, seria tratado como tal. Ontem foi D-Wade; ano passado foi LBJ (lembram-se?) que desafiou a autoridade do treinador ao dar uma ombrada violenta em Spo num pedido de tempo.

Sempre achei que com Spo ou com outro qualquer o Miami seria campeão. Sempre achei que a importância de um treinador é limitada, pois ele não entra em quadra. Sempre achei que um time com três craques, cercados por bons coadjuvantes teria tudo para ganhar vários anéis. Cheguei a prever quatro anéis para esse time levando-se em conta o contrato de cinco anos que eles firmaram com a franquia.

Começo a achar que me enganei. Mas por que eu me enganei? Creio que isso tem a ver, claro, com os jogadores e com o treinador. Esses jogadores do Miami me parecem fracos de caráter. Não aguentam um tranco forte e não conseguem se reagrupar na adversidade. E o treinador, além de não ter muito conhecimento da matéria, não consegue motivar o grupo, pois o grupo não acredita nele.

Mas só o treinador e os jogadores são os culpados? Claro que não. Pat Riley, presidente da franquia, o homem que arquitetou esse time, tem grande culpa no cartório. Ele está lá dentro, sabe o que acontece dentro do vestiário do time. E não faz nada para mudar a situação. A impressão que dá é que Riley tornou-se um turrão. Não quer dar o braço a torcer, por exemplo, na questão do treinador. Sim, pois quando Spo foi escolhido por ele para comandar o time, alguns ficaram surpresos, outros riram, e uma minoria achou que seria mesmo interessante apostar em um novo técnico.

Isso não está dando certo. Todo mundo está vendo. Menos Pat Riley? Claro que não; ele está vendo. Mas, como disse, ele parece ter se transformado em um homem turrão, que ao invés de tornar-se sábio com o passar dos anos, com a idade que avança, está se tornar um obtuso. E, por conta disso, não tenta consertar o que precisa ser consertado.

Quanto ao relacionamento entre os jogadores, não consigo detectar mau relacionamento entre eles. Nada li a respeito. Então, o problema parece mesmo estar com o treinador. Só pode ser isso. O que mais seria? Salários atrasados? Brincadeira, né?, isso não existe na NBA. Desfalque de Chris Bosh? Pode ser, claro, pois o Miami não é um time forte no garrafão e CB1 segura essa onda sozinho faz tempo. A saída dele do time fragilizou o setor.

Ontem, por exemplo, o Pacers pegou 52 rebotes contra 36 do Heat. Roy Hibbert, um jogador comum, pegou nada menos do que 18. E ainda marcou 19 pontos. David West, apesar de não ter cravado um “double-double” como Hibbert, transformou-se no xerife do time nesta série. Fala grosso e ninguém retruca. Fala grosso, bate o pé e os forasteiros de Miami saem correndo. Com Bosh, provavelmente, seria bem diferente.

Ok, concordamos então que Bosh faz falta. Mas atribuir à ausência dele a corrida desconcertante que o Pacers fez no segundo tempo de ontem (51-32) é tentar tapar o sol com a peneira. Atribuir à ausência de Bosh o momento em que o Miami vive é mesmo tentar tapar o sol com a peneira. Há muito mais do que isso.

D-Wade não rende. Mas não rende por quê? Boa pergunta. Talvez esteja externando seu descontentamento com Spo, algo que ele estava tentando conter, mas que agora, vendo que a debacle será inevitável, já não faz questão de esconder. Wade parece viver no mundo da lua. Ontem, por exemplo, terminou o primeiro tempo zerado. Acabou a partida com cinco pontos (2-13), cinco rebotes e apenas uma mísera assistência.

LeBron faz o que pode. Mas sozinho não vai levar o time a lugar nenhum. Além disso, o que ele pode fazer não é tudo o que a equipe precisa. LBJ sente claramente a pressão dos finais das partidas e isso é um grande problema.

CB1 está fora lesionado, D-Wade se rebelou, LBJ briga sozinho. No meio disso tudo está o grupo. Os jogadores, aqueles que deveriam ser o suporte para que os Três Magníficos brilhassem e conquistassem títulos, esses jogadores estão assustados. A gente vê isso com muita clareza. E assustados o que eles podem fazer? Muito pouco. Ontem, Mario Chalmers fez 25 pontos. Mas Shane Battier zerou, Udonis Haslem zerou, Noris Cole zerou, Dexter Pittman zerou e Mike Miller e James Jones combinaram para apenas oito pontos. Patético.

A pressão da mídia e dos torcedores do Miami é grande demais neste momento. Muitos lá, como cá neste botequim, pedem a intervenção de Pat Riley, como ele fez em 2006 ao demitir Stan Van Gundy, assumir o time e levá-lo ao título. Mas na época Riley (foto AP) tinha 61 anos. Hoje está com 67. Diz não ter mais energia para dirigir uma equipe durante toda uma temporada.

Mas nós não estamos nos playoffs? Pois é, a temporada ficou quase que todinha para trás. Riley teria que assumir o time e dirigi-lo em alguns poucos jogos. Mas, como disse, ele parece ter se transformado em um turrão. Não vai fazer isso, pois fazer isso seria assinar atestado de burrice.

Será mesmo que é isso o que ele pensa? Mas não seria burrice maior não intervir no time neste momento?

MARES TRANQUILOS

Enquanto isso, o San Antonio segue firme e forte em sua série diante do Clippers. Venceu ontem por 105-88. Pegou mais rebotes (35-32; Blake Griffin pegou apenas um!), mais rebotes ofensivos (6-1), marcou mais pontos no garrafão (50-18), cometeu menos erros (11-18; Chris Paul cometeu oito!) e fez mais pontos de contra-ataque (15-9).

O SAS vai muito bem, obrigado. Esse parece mesmo estar na final do Oeste. E, ao que tudo indica, será mesmo diante do Oklahoma City.

A menos que o Lakers reaja. E se for reagir, que trate de começar esta noite.

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quarta-feira, 16 de maio de 2012 NBA | 11:57

MONSTRO DEVORA LEBRON MAIS UMA VEZ E MIAMI PERDE DO INDIANA

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Coitado do LeBron James. Hoje o dia será difícil para ele. O Miami perdeu para o Indiana por 78-75, dentro de casa, viu a série empatar em 1-1 e LBJ terá de carregar o fardo da derrota.

Sabem por quê? Porque ele cometeu o pecado de ter errado seus três últimos lances livres (dois deles a 54 segundos do final, com o placar em 76-75 para o Indiana) e de não ter pontuado nos últimos 4:30 minutos. E mais. De ter feito seu último arremesso a 3:40 minutos do final e de não ter aparecido como opção de chute na última bola, que ficou nas mãos de Mario Chalmers.

Muitos se perguntam: não foi erro do técnico Erik Spoelstra ter desenhado a jogada final para o arremesso de Chalmers? Vamos pensar: sem Chris Bosh, sobraram Dwyane Wade e LBJ dos Três Magníficos. Como LeBron (foto AP) tem bloqueio mental nos finais das partidas, sobra, portanto, apenas D-Wade. O planeta sabe disso. Então, Spo deve ter pensado: os caras vão dobrar, triplicar em cima de Wade. Desenho a jogada para Chalmers decidir, porque LBJ não tem estofo emocional para aguentar a responsabilidade do último lance e, consequentemente, a chance de dar errado é grande demais.

Deu errado de qualquer maneira. O tiro de Chalmers bateu no aro. Mas Chalmers arremessou, a meu ver, por conta deste cenário.

Não é perseguição (como muitos acreditam) e nem má vontade (como outros tantos pensam). São apenas números que desenham a realidade dos fatos. Não tenho culpa; eu e nem ninguém. Quem criou esse monstro foi LeBron James.

RESUMO

E o incrível dessa história toda é que LeBron anotou dez pontos no quarto final. Um a menos do que D-Wade. Poderia, se não sofresse esse bloqueio criativo nos momentos de pressão, ter feito 15, quem sabe 20 pontos e saído nos braços da galera e sob os holofotes da mídia.

DESVIO

Mas quem saiu foi David West, a quem LeBron marcou muito bem. Sem CB1, LBJ fez o papel de ala de força e deu conta do recado, pois é um dos melhores marcadores da NBA na atualidade, tem força e recursos técnicos para tanto. Mesmo assim West encontrou espaço para marcar 16 pontos e apanhar dez rebotes.

Mas seu ponto alto foi a maturidade mostrada no final da partida.

Quando o jogo acabou, Leandrinho Barbosa correu para abraça-lo. O abarcamento foi contido por conta de West (foto Getty Images). Na sequência, ele, vendo os companheiros pulando na quadra da American Airlines Arena, fazia sinal para todos irem para o vestiário. Lá, escondido de tudo e de todos, eles poderiam celebrar. Mas contidamente.

“Não ganhamos nada ainda”, disse West depois da contenda. “A série é longa e tem muita coisa pela frente. Foi apenas uma vitória”.

CONCORDÂNCIA

Estou de acordo com David West. A série é longa e o Miami tem todas as condições de beliscar uma vitória em Indianápolis. Este confronto deve terminar em sete partidas. Se não for em sete, em menos de seis não será.

BOLA CHEIA

Leandrinho Barbosa fez uma excelente partida. Ficou em quadra o quarto final e foi designado por Frank Vogel para marcar D-Wade. E ainda anotou quatro pontos (lembrem que LeBron fez dez e D-Wade 11). Mas foi no terceiro quarto seu grande momento, quando roubou uma bola de LBJ, correu para a bandeja, protegeu o arremesso do toco de LeBron e fez mais dois pontos para os visitantes.

Leandrinho terminou a partida com oito pontos. Mais do que isso: deixou claro que quando o bicho pega, ele está pronto para estar em quadra, sendo opção de arremesso, de armador e marcador.

LB nos deixou orgulhosos!

FÁCIL

No outro jogo da noitada, o San Antonio confirmou o que dele se esperava: venceu o Los Angeles Clippers por 108-92. O time texano precisou de dois quartos para liquidar a fatura: o segundo e o terceiro. Nesses dois períodos, fez uma corrida de 58-43 e deixou claro para os visitantes que “boi em terra estranha é vaca”.

PLANEJAMENTO

Gregg Popovich usou e abusou de Tim Duncan. Os 34:51 minutos em que ele esteve em quadra parecem, num primeiro momento, um exagero para quem 36 anos. Mas alguém pode retrucar: mas o planejamento não previa exatamente isso? Poupar os “vovôs” do San Antonio na fase regular para que eles estivessem com a saúde em dia nos playoffs?

Sim, exatamente isso. Ontem Popovich precisou de Timmy (foto AP) mais tempo em quadra. E ele não negou fogo: 26 pontos e dez rebotes. Desses 26 tentos, 14 deles saíram nos segundo e terceiros quartos, os dois períodos, como vimos, que o SAS nocauteou o Clips.

Esses 26 pontos de Timmy significaram, também, a maior pontuação de um jogador na partida. Tim Duncan, 36 anos, como vinho, cada vez melhor.

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segunda-feira, 14 de maio de 2012 NBA | 01:11

CLIPPERS SURPREENDE E ELIMINA MEMPHIS NO TENNESSEE. LEBRON ARREBENTA NO ÚLTIMO QUARTO E MIAMI PASSA PELO INDIANA

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Caríssimos.

É preciso ter coragem para apostar ou cravar em resultados ou times vencedores na NBA atual. Eu não sei o que ocorre. Às vezes eu acho que os jogadores são fracos mentalmente. Em outras horas eu acho o oposto: são poderosos e por conta disso não se intimidam com nada e ninguém.

O fato é que ando meio que sem coragem para apostar ou cravar em resultados ou times. Depois que o Memphis foi a Los Angeles e empatou a série em 3-3, não me entrava na cabeça que o time, embalado pela vitória revigorante e salvadora, pudesse, dois dias depois, jogar em casa, no conforto do lar, diante de seu séquito de seguidores e acabasse derrotado. Um vexame. Lembrou-me Portugal diante da Grécia na Euro-2004. Por mais que tenha sido uma façanha Felipão ter levado os nossos irmãos portugueses à final, perder em casa para a Grécia foi imperdoável. O mesmo vale para o Grizz. Depois de tudo o que aconteceu em LA, perder dois dias depois diante de 18.119 torcedores, foi inacreditável. Os fãs ficaram arrasados no Dia das Mães. Os jogadores do Grizz acabaram com o domingo desta pobre gente. Imperdoável.

Imperdoável também foram as performances de Rudy Gay e Zach Randolph no quarto final. Gay jogou 8:59 minutos e saiu zerado de quadra. Z-Bo jogou 56 segundos a menos e fez apenas dois pontos e pegou um mísero rebote. Tony Allen, aquele que é marrento sem poder ser, foi outro que saiu zerado de quadra. Mike Conley, o armador do time, não deu nenhuma assistência nos 12 minutos finais. Não deu porque os caras estavam com a mão fora da forma ou por que seus passes foram óbvios e inconclusivos? Vocês que me digam. O.J. Mayo jogou 8:10 minutos e fez só um desprezível ponto.

Enquanto isso, do outro lado da quadra, a segunda unidade do Clippers teve atuação irretocável. Nada menos do que 25 dos 27 pontos anotados pelo time californiano no período saíram das mãos dessa gente valente. Nick Young fez nove pontos, Kenyon Martin anotou sete, Eric Bledsoe cravou seis e Mo Williams contribuiu com três. Reggie Evans saiu zerado do período, mas pegou sete rebotes. Ah, K-Mart pegou cinco ressaltos também.

Chris Paul, o responsável pelos dois únicos pontos dos titulares neste período final, acabou a partida com 19 pontos, nove rebotes e quatro assistências. Esse é o CP3 que a gente conhece.

Quanto ao jogo como um todo, alguém consegue explicar isso? Memphis: 0-13 nas bolas de três! Ridículo.

Por conta disso tudo, caríssimos, a gente consegue explicar o marcador favorável ao Clips em 82-72. Mas eu pergunto: alguém teria jogador suas fichas no Clips? Acho que apenas os mais fanáticos torcedores alvirrubros. De resto, creio que todos apostaram na classificação do Memphis.

Por isso, eu repito: é preciso ter coragem para apostar ou cravar em resultados ou times vencedores na NBA atual. Não me perguntem mais nada, pois ando sem coragem. Pelo menos neste domingo à noite.

DUREZA

O Miami teve problemas diante do Indiana. Venceu por 95-86, mas o resultado não espelha bem o que ocorreu em quadra. A diferença poderia ter sido menor. O Miami teve problemas diante do Indiana porque um de seus Três Magníficos se contundiu. Chris Bosh teve uma distensão no músculo abdominal e por conta disso jogou apenas o primeiro tempo. Traduzindo em tempo de quadra foram 15:48 minutos. Fez falta.

Agora sabem o que é engraçado? O primeiro tempo, o tempo em que CB1 esteve em quadra, foi exatamente o período em que o Indiana se deu melhor e venceu por 48-42. Alguém se atreve a explicar? Eu ouso: o responsável por tudo isso foi LeBron James. LBJ, se você viu o jogo e não reparou, marcou nada menos do que 26 de seus 32 pontos no segundo tempo, 16 deles no quarto final. Nove de seus 15 rebotes também vieram nesta segunda metade do jogo. Jogou o período embalado pelo troféu de MVP recebido antes de a partida começar (foto Getty Images).

Caríssimos, seguinte: se LBJ jogar essa bola até o final da série e o Miami puder contar com CB1 (é dúvida para o segundo confronto) e Dwayne Wade jogar o seu normal, não tem pra ninguém. E na final da conferência, idem; não importa quem seja o adversário, Boston ou Philadelphia.

Aí o Heat vai para a final. O que acontecerá?

Como eu disse acima, é preciso ter coragem para apostar ou cravar em resultados ou times vencedores na NBA atual. Eu já ousei dizer que se LBJ jogar essa bola que ele jogou no segundo tempo, CB1 se recuperar da lesão e D-Wade jogar o seu normal, o Miami ganha a conferência. Minha audácia termina por aqui.

Agora vamos falar um tiquinho do Indiana: não dá para encarar um time como o Miami com dois de seus melhores pontuadores marcando, juntos, 13 pontos. Sim, foi isso o que fizeram Danny Granger (7) e Paul George (6). Ambos fizeram 2-15. Inacreditável. Granger foi engolido por LBJ (olha ele novamente!) e George foi vítima de alguns zagueiros do Miami, entre eles D-Wade.

Granger disse que se cansou porque teve que marcar LeBron. De fato, LBJ é um “cavalo” de forte. Não é moleza marcá-lo. Que Frank Vogel encontre uma solução para o problema. Se não encontrar, King James sairá coroado de quadra deste confronto.

E ousou dizer: o Miami talvez varrerá o Indiana.

E não me perguntem mais nada, pois meu atrevimento fica por aqui.

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sábado, 12 de maio de 2012 NBA | 17:02

LEBRON JAMES FOI MESMO O MVP DESTA TEMPORADA?

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LeBron James foi eleito o MVP da temporada regular da NBA (foto Getty Images). Bem, pra começo de conversa, quero deixar clara a minha opinião: o MVP que conta é o das finais. Esse da fase de classificação é importante até a página nove. Sim, pois se o cara brilha na “regular season” e depois murcha nos playoffs, é claro que ele não pode ser considerado o melhor jogador da temporada. O melhor da temporada é aquele que brilha quando separa-se os homens dos meninos.

Mas, de todo o modo, é um prêmio aguardado. E a pergunta que vocês querem que eu responda é: foi justo ou não?

Bem, antes de mais nada, quero deixar claro também o que penso sobre LeBron James. Pra mim, LBJ é o jogador que tem tudo para figurar no quinteto dos maiores de todos os tempos da NBA, ocupando a vaga que no meu time é de Larry Bird. Meu quinteto desde sempre (os que me acompanham sabem) é formado por Magic Johnson, Michael Jordan, Larry Bird, Bill Russell e Wilt Chamberlain. Mas LBJ, repito, pode entrar nesse time na vaga de Bird.

King James é um jogador completo tecnicamente falando. É o único desta geração que pode jogar em todas as posições. E joga não para quebrar o galho. Joga com qualidade e naturalidade. Já disse outras vezes e repito: a seu modo, LeBron é como Magic Johnson. Magic, assim como LeBron, jogava em todas as posições.

A história de Earvin no último jogo da final disputada no primeiro ano de sua carreira — isso mesmo, como “rookie” — é inesquecível e uma das páginas mais lindas da história do basquete mundial. Vale a pena relembrarmos.

Era o ano da graça de 1980. Kareem Abdul-Jabbar tinha sido eleito o MVP da temporada regular e era a figura central do Lakers. Tinha sido rejuvenescido pela chegada de Magic Johnson a Los Angeles. Kareem havia conquistado o título de campeão com o Milwaukee ao lado de Oscar Robertson na temporada 1970-71, quando o Bucks bateu na final o Baltimore Bullets (atual Washington Wizards) por 4-0. Kareem foi eleito o MVP das finais. Três anos depois, voltou novamente à decisão da NBA. A final diante do Boston foi no pau, decidida apenas no último jogo. E o Celtics sagrou-se campeão ao vencer o jogo derradeiro por 102-87. Foi o último campeonato de Big O, que se aposentaria ao final daquela temporada, entristecido pela perda do título, é claro. Kareem tornou-se estrela solitária na franquia de Wisconsin, que na ocasião jogava pela Conferência Oeste. Não aguentou o tranco. Jogou apenas mais um campeonato com o Bucks e foi para Los Angeles para trajar-se com a camisa 33 do Lakers. Foram mais três anos de seca; nem em final da liga Kareem conseguiu levar o Lakers.

Foi então que Earvin Johnson Jr chegou a Los Angeles.

O Lakers fez a segunda melhor campanha daquela temporada com um recorde de 60-22, atrás apenas do Boston, que marcou 61-21. Por conta de ter sido o melhor do Oeste, o Lakers já entrou direto nas semifinais da conferência (era assim que funcionava naquela época). Pegou o Phoenix e venceu o confronto por 4-1. Na final do Oeste, bateu o Seattle (atual Oklahoma City) pelo mesmo marcador. Do outro lado, o Philadelphia de Dr J, Darryl Dawkins, Mo Cheeks (auxiliar de Scott Brooks no OKC) e Lionel Hollins (técnico do Memphis) dobrou o Boston do também novato Larry Bird, Cedric Maxwell, David Cowens, Nate Archibald e do já veterano Pete Maravich por 4-1. Com isso, foi à final da NBA.

No primeiro jogo do “NBA Finals”, em LA, o Lakers fez 109-102. Kareem anotou 33 pontos. No segundo, também na Califórnia, o Sixers venceu: 107-104. Kareem cravou 38 insuficientes pontos. A série mudou-se então para a Pensilvânia e no primeiro jogo em terra estranha o Lakers recuperou o mando de quadra a bater o Phillies por 111-101. Kareem fez 33 pontos. Veio o jogo cinco e o Sixers empatou o confronto em 2-2 ao bater o Lakers por 105-102. Kareem estabeleceu 23 pontos e foi superado por Magic, com 28. O confronto voltou para a Califórnia e no jogo cinco o Lakers pulou à frente em 3-2 vencendo a contenda no inesquecível Forum de Inglewood por 108-103. Kareem marcou nada menos do que 40 pontos e acumulava média de 33,4 pontos por jogo nas finais.

Aconteceu, então, o que ninguém esperava: Kareem torceu o tornozelo durante a partida. Saiu de quadra por alguns minutos, mas voltou no último quarto, quando marcou 14 pontos. O preço disso tudo, todavia, foi cobrado no dia seguinte, quando o pivô do Lakers apresentou-se com o tornozelo do tamanho de uma bola de basquete. A sexta partida da série seria realizada dois dias depois na casa do adversário, uma sexta-feira à noite. Kareem ficou em Los Angeles e não viajou com o time. Não tinha a menor condição de colocar o pé no chão; quanto mais de jogar.

“Estávamos prestes a embarcar no voo para a Filadélfia quando fomos informados que Cap (como Kareem era chamado pelos companheiros) não viajaria”, contou Magic em seu livro “Minha Vida”. Paul Westhead, técnico do Lakers, chamou Earvin de lado, no aeroporto internacional de Los Angeles, e disse ao seu novato armador: “Vamos precisar de um pivô”. E Magic, sem titubear, disse ao treinador: “Não tem problema, joguei de pivô na universidade”. Westhead não tinha procurado Magic para dizer a ele que ele tinha que jogar de pivô. Westhead queria era dividir sua preocupação com Magic, que embora novato já era um líder do time e já dava mostras de seu alto QI de basquete. Mas Magic, sem vacilar, respondeu que jogaria de pivô.

Ao entrar no avião, Magic sentou-se na poltrona que era reservada para Kareem. A primeira do lado esquerdo da aeronave. Ela tinha mais espaço para que as longas pernas de Kareem não sofressem tanto. De repente, Magic levantou-se, virou-se para os apreensivos companheiros, que estavam mais atrás e disse: “Não tenham medo. E.J. está aqui”. Todos riram.

No dia seguinte, à noite, na quadra do Spectrum, os companheiros de Magic tiveram que engolir a risada debochada. Magic Johnson realizou talvez sua maior partida como jogador profissional na NBA. Com seus 42 pontos, 15 rebotes e sete assistências, conduziu o Lakers ao título na vitória de 123-107, calando o ginásio da Filadélfia.

Magic era assim. Jogava de amador, fazia um armador que arremessava, atuava de ala quando preciso, de ala de força (encerrou sua carreira no Lakers jogando nesta posição na temporada 1995-96) e até de pivô, como vimos.

Contei essa inesquecível e maravilhosa história uma vez mais pra dizer que LeBron James pode fazer isso que Magic fez. LBJ já atuou em todas as posições com a camisa do Cleveland e do Miami. Mas falta a LeBron exatamente uma partida como essa que Magic fez contra o Philadelphia na final de 1980. Ele ainda não o fez não porque não tenha condições técnicas e físicas para isso. King James ainda não fez uma partida dessas porque falta-lhe preparo mental. Depois de encolher-se em várias oportunidades nesta temporada em momentos decisivos de algumas partidas, LBJ começou a mudar o curso dessa história. De uns tempos até esta parte, o camisa 6 do Miami não tem se curvado ao peso da decisão, não tem se curvado à pressão que naturalmente recai sobre os grandes jogadores. Mas, como disse, em muitos momentos desta temporada ele “pipocou” nos finais de partidas e foi até alvo de caçoadas por parte de alguns jornalistas, muitos deles ex-jogadores, diga-se.

Kevin Durant jamais pipocou. Tony Parker também. Durant capitaneou o Oklahoma City a uma grande campanha. No final é que o time não suportou a correria do San Antonio e acabou cedendo seu primeiro posto ao time de Parker.

O francês fez uma temporada exemplar. Esqueçam os números. Nem vou dizer que ele teve médias de 18,3 pontos e 7,7 assistências. Nem vale a pena mencionar que o Parker ficou em quadra 32 minutos comandando o time enquanto Tim Duncan e Manu Ginobili descansavam a maior parte do tempo por causa da idade avançada. Nem vou dizer que ele chefiou uma trupe de garotos e deu-lhes confiança e experiência. E nem vou dizer que em muitos jogos decisivos, foi ele, e não Timmy e nem Manu, que levou a equipes às vitórias. Tony Parker jogou muito e em momento algum murchou ou fraquejou.

KD terminou sua terceira temporada como cestinha da NBA. Desta feita com exatos 28 pontos de média. Deu a impressão de que iria perder a disputa para Kobe Bryant. Mas não perdeu. Ao contrário de Parker, KD não tem um elenco de apoio onde se possam ler os nomes de Duncan e Ginobili. Seu elenco de apoio é mesmo um elenco de apoio, constituído por dois nomes que saltam aos olhos: Russell Westbrook e James Harden. Mas no OKC, quem dá as ordens é Durant. No OKC, quem tem sempre a missão de separar homens de meninos é exatamente KD. Seu fardo é muito mais pesado que o de Parker, que tem a comandá-lo um homem exigente e experiente, que moldou um time que pode entrar para a história da NBA sendo uma espécie de divisor de águas (e sobre isso eu falo mais pra frente). Gregg Popovich é muito mais técnico do que Scott Brooks, que está completando apenas sua quarta temporada. A expertise de Popovich, Brooks não tem. Por isso mesmo, muitas vezes é KD quem ajuda a resolver os problemas. Prato pronto no OKC não existe.

Por tudo isso, muito dividido entre Durant e Parker, eu acabei me decidindo por Kevin Durant. Pra mim ele foi o melhor jogador desta temporada regular. Parker foi o segundo melhor jogador. LeBron James? O terceiro. Ótima posição. Bronze para LBJ, mas ouro, de jeito nenhum.

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quinta-feira, 10 de maio de 2012 NBA | 16:32

MIAMI ELIMINA NEW YORK E CONFIRMA SER A PRINCIPAL FORÇA DO LESTE

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Aconteceu ontem em Miami o que já era para ter acontecido no domingo. O Heat passou pelo New York (106-97) e colocou um ponto final na série. Com o resultado, está nas semifinais do Leste e terá o “encardido” Indiana pela frente, série que começa no próximo domingo em Miami.

Do Pacers a gente fala depois; do embate diante do Knicks falamos agora.

Bem que tentamos ver uma nesga de luz neste confronto, de modo a imaginar que o New York pudesse oferecer alguma resistência. Mas não teve jeito: o Miami é muito mais time e isso ficou claro em todos os embates, mesmo na derrota de domingo passado.

Tudo bem que o NYK perdeu seus dois principais armadores, Jeremy Lin e Baron Davis. Mas Mike Bibby entrou bem no jogo de ontem e mostrou que poderia e deveria ter sido mais usado por Mike Woodson nesta série. O grande problema do time nova-iorquino, no entanto — e volto a dizer —, é a individualidade de alguns jogadores. Carmelo Anthony, Amar´e Stoudemire e — pasmem! — até mesmo um cara mediano como J.R. Smith formam um trio onde o ego é inflado demais, a ponto de não sobrar qualquer espaço para que seus companheiros consigam respirar. Jogar ao lado deles é sufocante.

Melo arremessou ontem 31 bolas. Neste confronto, teve média de 25 chutes por partida. J.R., vindo do banco — e com menos minutos em quadra do que Melo — atirou 15 bolas ontem. Na série, pouco mais de 15 por cotejo. Quer dizer: os dois juntos arremessam cerca de 40 bolas por peleja. O Knicks chutou em média pouco mais de 73 por embate. Resumindo a história para não me tornar chato: Melo e J.R. foram responsáveis por quase 55% dos arremessos da equipe. E os demais? Ficaram chupando o dedo, é claro.

Envolver os companheiros. É isso o que um grande jogador faz. É isso o que um grande treinador determina.

Claro que Melo não pode ser equiparado a J.R., ele é muito melhor, mas muito melhor mesmo. Ele não é caso perdido e nem causa perdida. Com um treinador de verdade ele pode ser muito útil ao time.

Que tal Phil Jackson?

NOJENTO

Quanto a Amar’e Stoudemire, o que dizer de um ser humano que faz o que ele fez a Shane Battier? Stat deve se achar o rei da cocada preta. E não passa e nem nunca passou de um jogador nota 6,5. Em seu melhor momento atingiu a nota sete.

FORÇA

Falem o que quiser, mas time que tem LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh é muito forte. Ou melhor: é fortíssimo. Time que tem LBJ, D-Wade e CB1 é forte candidato ao título. Ou melhor: é fortíssimo candidato ao título.

Esqueçam o técnico, esqueçam a falta de pivôs e nem se fiem nessa história de que o time não tem armador. Os três podem resolver essa questão em quadra.

É claro que o basquete é diferente do futebol e a participação do treinador é muito mais importante e notada. Mas os três são experientes e craques de bola. Podem resolver no jogo qualquer dificuldade que surja. Aliás, acho que vocês sabem, P-Jax acredita que o amadurecimento de um jogador se dá também quando eles, em quadra, sozinhos, sem pedido de tempo, conseguem sair do buraco. Muitas vezes, ele deixava de pedir tempo exatamente para ver como os jogadores reagiam; e consequentemente amadureciam. King James, D-Wade e CB1 já passaram por poucas e boas desde que se juntaram em Miami na temporada passada. Podem, perfeitamente, sair de muitas ciladas que deverão aparecer até o final da temporada sem a mão tutora de um treinador.

Quanto a falta de pivôs e um armador de ofício, digo que a falta de homenzarrões não me preocupa, pois pode-se perfeitamente ganhar o jogo de outra maneira. O basquete te dá muitas variantes para construir vitórias e evitar derrotas. E a questão da armação, vocês bem sabem o que eu penso sobre o assunto. LBJ é o armador do Miami sem ser da posição. Mas é inteligente, forte, hábil e rápido.

No Oklahoma City, Russell Westbrook e James Harden são os condutores do time em quadra e não foram feitos na mesma forma de Jason Kidd e Rajon Rondo. Mesmo no Boston, nos finais das partidas, é Paul Pierce quem fica com a bola nas mãos. Funciona assim também no San Antonio, onde Manu Ginobili desempenha este papel “down the strecht” e, convenhamos, Tony Parker foi moldado na mesma forma de Westbrook. E mais: um dos melhores armadores da NBA na atualidade, Derrick Rose, não é bem um armador na extensão da palavra. E não se esqueçam: quando Chris Paul pontua, dá poucas assistências.

Portanto, caros amigos, o Miami é muito forte sim senhor. Entra como favorito nesta série diante do Indiana. Entra como favorito; não disse que vai vencer.

ADIADO

O Memphis não tomou conhecimento do Clippers e venceu por 92-80. Não vi o jogo. Por isso, se alguém quiser o microfone para comentá-lo, fique à vontade. Mas constatei pelo “box score” que a vitória do Grizzlies foi construída nas costas de seus dois pivôs titulares: Zach Randolph e Marc Gasol.

Os dois juntos anotaram 42 dos 92 pontos da equipe (45,6%). Z-Bo cravou um “double-double” ao marcar 19 pontos e dez rebotes. Marc ainda deve nos ressaltos, mas melhorou na pontuação.

O Grizz está nas mãos dos dois também. Jogar tudo nas costas de Rudy Gay é cruel e injusto demais.

Pra encerrar: a chance do Clips é vencer o confronto desta sexta-feira, em Los Angeles. Se não o fizer, o Memphis ficará com a faca e o queijo nas mãos para encerrar a série como vitorioso.

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segunda-feira, 7 de maio de 2012 NBA | 16:09

LAKERS VENCE, PODERIA TER PERDIDO, MAS SE COMPORTOU COMO TIME GRANDE

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Perder é do jogo. Não dá para ganhar todas as noites, dizia Michael Jordan. Não dá mesmo.

Escrevi outro dia que o Lakers decepcionou na derrota para o Denver, na última sexta-feira. Alguns parceiros não entenderam e disseram que o Nuggets é um bom time e que se fortalece dentro de casa. Discordo das duas opiniões: não acho o Denver um bom time e dentro de casa, na fase regular, perdeu 13 e venceu 20, o que não é lá uma campanha de arrancar suspiros.

Mas o que eu queria dizer quando disse que o Lakers decepcionou foi que perder daquela maneira chamou a atenção. Como mencionei acima, perder é do jogo e realmente não dá para ganhar todas as noites. Mas quando você enfrenta um time mais fraco, mesmo perdendo, tem que vender caro a vitória para seu frágil oponente. Na sexta-feira passada, o Lakers ficou atrás o jogo inteiro e foi dobrado com facilidade: 99-84. Deixou-se nivelar por baixo.

Ontem o Lakers venceu. Poderia ter perdido, tudo bem, é do jogo, como eu disse. Mas venceu por 92-88. Venceu porque comportou-se como Lakers. Não como um Lakers campeão, é bom que se diga, mas como um time que na sua história sempre foi reconhecido por jamais se entregar ao oponente antes de a buzina derradeira soar.

CRÍTICA

Muitos parceiros criticam Steve Blake dizendo que ele não tem nível para jogar no Lakers. Blake, ontem, fez a cesta final do time angelino, a pouco mais de 20 segundos do encerramento da partida. Alguns podem dizer: os que criticaram Blake terão que engolir cada palavra dita. Discordo: os que criticaram Blake criticaram com razão e Blake terá que fazer muito mais do que fez para que as críticas cessem, em que pese Kobe Bryant ter dito que Blake já tinha feito isso pelo Lakers no passado. Eu não me lembro.

ESPANTO

Kobe Bryant (foto Getty Images) fez 22 pontos, teve um bom aproveitamento nos chutes (10-25, 40,0%), mas bateu apenas um lance livre nos 38:41 minutos em que esteve em quadra. Bateu e errou. Nossa, que estranho…

ACHADO

Jordan Hill foi uma daquelas descobertas que todo time gostaria de fazer nos momentos decisivos. Ninguém dava nada por ele. Mas Mike Brown deu moral pra ele, minutos de quadra e Hill não está decepcionando. Terminou a partida com 12 pontos e 11 rebotes, único jogador do Lakers em quadra a ter um “double-double”.

SEGREDO

Pra mim, o segredo da vitória do Lakers foi o controle do garrafão. No jogo passado, permitiu que o oponente pegasse 54 rebotes e ficou com os outros 44 que sobraram. Ontem a história foi diferente: venceu o duelo por 48-38. E JaVale McGee voltou a jogar o que dele se espera: oito pontos e quatro rebotes. Kenneth Faried jogou como um “rookie” que ele é: seis pontos e sete rebotes.

REPITO

Como disse acima, perder faz parte do contexto, mas há maneiras de perder e de se perder. No jogo de sexta-feira, Faried e McGee pegaram juntos 30 dos 54 rebotes do Denver. E fizeram 28 pontos. Ontem ambos anotaram 14 pontos e pegaram 11 rebotes. Isso é se comportar como um time grande.

PNEU?

O New York venceu o Miami por apenas dois pontinhos: 89-87. Mas poderia ter perdido. Dwyane Wade errou a bola derradeira a dois segundos do final. Uma bola de três que deu bico. Se fosse LeBron James que tivesse perdido… o mundo caía.

LBJ tem suportado mais a pressão final. Mostrou isso no jogo passado quando marcou 17 pontos e foi o responsável direto pela vitória do Miami em pleno Madison Square Garden. Ontem, anotou nove.

Se continuar assim, o Heat pode esfregar as mãos com mais intensidade. As chances de ganhar o campeonato aumentam. O que não pode é tudo ficar nas costas de D-Wade. LBJ tem que jogar nos finais o mesmo que joga no meio das partidas.

HUMILHAÇÃO

Carmelo Anthony (fotoAP) terminou a partida como cestinha ao ter anotado 41 pontos. Meteu uma bola de três importante no final do jogo. Perdeu dois de três lances livres. Seu papel de protagonista termina com a seguinte menção: levou um toco humilhante de Dwyane Wade. Já havia acontecido no jogo passado quando LeBron James fez o mesmo e absurdamente a arbitragem assinalou falta. Desta vez, não teve como proteger Melo.

BOM DA HISTÓRIA

Com a vitória de ontem, abre-se a possibilidade de Jeremy Lin voltar na quinta partida da série. Já pensou? Linsanity de volta às quadras. É tudo o que eu e a maioria queremos. E talvez ocorra mesmo, pois o NYK está sem Iman Shumpert (machucado) e ontem perdeu Baron Davis.

DUO

Dois outros jogos fecharam a rodada de ontem. Em Boston, o Celtics bateu com muita facilidade o Atlanta por 101-79. E na Filadélfia o Sixers passou pelo Chicago por 89-82.

Em Massachusetts, Rajon Rondo voltou a comandar o time com 20 pontos e 16 assistências. Na Pensilvânia, o Phillies aproveitou-se do fato de o Bulls ter jogado sem Derrick Rose e Joakim Noah e fez o que dele se esperava.

CONTAGEM

Com a rodada de ontem, as séries ficaram assim:

Sixers 3-1 Bulls (próximo confronto amanhã em Chicago)
Heat 3-1 Knicks (próximo confronto quarta-feira em Miami)
Celtics 3-1 Hawks (próximo confronto amanhã em Atlanta)
Lakers 3-1 Nuggets (próximo confronto amanhã em LA)

Análises: não haverá reviravolta em nenhum desses quatro embates.

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sexta-feira, 4 de maio de 2012 NBA | 12:29

KNICKS E MAVS ESTÃO COM UM PÉ FORA DOS PLAYOFFS. PHIL JACKSON EM NOVA YORK?

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O campeonato acabou para New York e Dallas. Ambos voltaram a perder e agora estão em desvantagem de 0-3 em suas respectivas séries. Em toda a história da NBA, nunca um time conseguiu sair de uma situação dessas. Tabus foram feitos para serem quebrados, dizem por aí. Pode ser, mas, sinceramente, pego a mesma onda da mídia em todo o planeta: o campeonato acabou mesmo para New York e Dallas.

E cada um sai de um jeito melancólico. O Knicks batendo o recorde de maior número de derrotas consecutivas na história da NBA (somou sua 13ª ontem) e o Mavs, como atual campeão, correndo o risco de ser varrido na primeira rodada, o que, convenhamos, não é nada legal para quem ostenta o status de campeão do mundo, como os americanos gostam de dizer.

RECORDE

Ao perder ontem para o Miami por 87-70 o time nova-iorquino somou seu 13ª revés, como disse. O recorde negativo anterior era do Memphis, que ficou 12 contendas em playoffs sem saber o que era vencer. E mais: se perder novamente, no domingo, será a terceira varrida consecutiva do time da “Big Apple” em playoffs. Outro recorde para o livro de recordes da NBA.

FOMINHAS

O Knicks esbarrou em seus próprios problemas e em um adversário que, queiram ou não, é um dos mais fortes destes playoffs. Os erros do NYK saltaram aos olhos, pois numa noite onde LeBron James teve mais erros e faltas do que cestas feitas, nem assim foi possível aproveitar-se dessa debilidade para conseguir sua primeira vitória. Não foi possível porque Carmelo Anthony beira o insuportável. Fez 7-23 nos arremessos (30,4%) e não se mancou que o jogo era outro. J.R. Smith, outro fominha contumaz da NBA, que também dá nos nervos, fez 5-18 (27,7%) e igualmente não teve “semancol”.

Os dois juntos arremessaram 41 bolas. O Knicks chutou ao todo 69. Ambos atiraram 59,4% das laranjinhas que o NYK mandou contra a cesta adversária. Se estivessem com a mão quente, tudo bem: bola pra eles porque ambos vão decidir a partida. Mas não foi o caso. Em quadra, alucinados, perdidos, olhando apenas para o próprio umbigo, esqueceram-se que o basquete é um esporte coletivo e que o jogo tinha que passar por outras mãos.

No banco, o técnico Mike Woodson nada fez. Ao contrário: deu corda para ambos deixando-os praticamente o tempo todo em quadra. Melo jogou 43:13 minutos; J.R. atuou 38:58. Uma vergonha o comportamento do treinador.

Desta maneira, não tinha mesmo como ganhar. Nem mesmo numa noite onde LeBron James teve um aproveitamento ruim nos arremessos: 9-21 (42,8%). Num comparativo, nos dois confrontos anteriores, LBJ fez 18-32 (56,2%).

O jogo foi definido no segundo tempo, quando o Miami fez 51-30, placar este que frutificou no último quarto, numa corrida espetacular de 29-14.

Como no ano passado, o Heat é o time a ser batido nos playoffs do Leste.

MÁQUINA

Em Dallas, a surpresa da rodada. Pelos dois jogos feitos em Oklahoma City, não dava pra imaginar que o Mavs fosse levar uma tunda do Thunder. O placar de 95-79 poderia ter sido muito mais expressivo se os visitantes não poupassem os anfitriões. A diferença chegou a bater na casa dos 24 pontos. O final do jogo, dada a facilidade, virou um constrangedor “garbage time”.

O OKC foi um exemplo de como se deve jogar basquete. Cinco jogadores tiveram duplo dígito na pontuação (Kevin Durant, 31; Russell Westbrook, 20; e com dez pontos apareceram Serge Ibaka, James Harden e Derek Fisher), forçou o adversário a cometer 15 erros (oito foram os equívocos do Thunder), roubou 11 bolas (seis foram os desarmes do Mavs), deu sete tocos na partida (quatro saíram das mãos de Ibaka) e limitou o adversário a um aproveitamento modesto nos arremessos: 34,2% no total (26-76), sendo 31,8% nos triplos (7-22).

Tudo o que o OKC não tinha conseguido jogar diante de seus fãs ele jogou ontem à noite nas barbas da torcida adversária. E aquela impressão que a gente tinha de que o time ainda é inexperiente e carece de mais rodagem para ser um campeão de conferência, aquela impressão parece que é mesmo apenas uma impressão. Pelo que jogou ontem na vitória diante do atual campeão da NBA, o OKC deixa claro que vai mesmo brigar pelo título do Oeste.

A menos que tudo não passe de outra impressão.

FUTURO

A mídia americana diz que só há uma maneira de o New York se reencontrar: contratar Phil Jackson . P-Jax, como se sabe, está aposentado. Poupança gorda, escrevendo um livro, pescando, morando no meio do mato. O treinador mais zen de toda a história do esporte mundial não procura holofotes. Mas é um cara competitivo. E todo cara competitivo não se contenda em competir com o vizinho pra ver quem fisga mais peixes.

P-Jax pode voltar. A saúde, dizem, está ótima. E dirigir o Knicks é algo que o atrai barbaramente. Afinal de contas, foi em Nova York que ele conquistou seus dois anéis de campeão da NBA como jogador. O segundo deles, P-Jax nem conta como ganho, pois, contundido, ficou de fora a maior parte da temporada. Talvez ele queira compensar isso.

E tentar arrumar o passado recebendo por isso US$ 40 milhões em três anos de contrato, convenhamos, é tentador.

Tomara que seja verdade e isso se concretize. Ver P-Jax de volta seria espetacular. Em Nova York seria um “blockbuster”.

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terça-feira, 1 de maio de 2012 NBA | 11:47

FICOU DIFÍCIL, MAS O DALLAS AINDA ESTÁ VIVO NA SÉRIE DIANTE DO OKC

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Novamente uma grande partida. Novamente derrotado. A situação do Dallas ficou difícil depois de perder ontem à noite para o Oklahoma City por 102-99, no finzinho do jogo, como ocorreu na primeira partida.

A história diz que apenas 22% dos times que estavam atrás em 0-2 conseguiram dar a volta por cima. O Houston campeão da NBA em 1995 entre eles. Na época, o técnico do Rockets, Rudy Tomjanovic, deu uma declaração que tornou-se um mais maiores aforismos do esporte: “Jamais subestime o coração de um campeão”. E o Houston deu a volta por cima e foi campeão da NBA.

O Dallas, claro, se apega nisso. Mas muito mais que em palavras, o Dallas acredita que isso é possível por causa do ótimo basquete que vem jogando. Perdeu os dois confrontos em Oklahoma como poderia ter vencido. O time do técnico Rick Carlisle tem conseguido frear Kevin Durant. Ontem, a estrela do OKC deixou a quadra com 26 pontos, mas 14 deles vieram da linha do lance livres. KD teve um aproveitamento muito ruim em seus arremessos: 5-17 (29,4%).

Shawn Marion e Vince Carter se revezaram na marcação a Durant e tiveram grande desempenho. Esperam repetir a dose na próxima quinta-feira, com a série se transferindo para o Texas.

Em solo texano, pressionado pelo barulho da torcida, com a arbitragem mais permissiva quanto ao contato na marcação, o Dallas crê que Durant não vá visitar tantas vezes a linha do lance livre. Consequentemente, esperam que o rendimento ofensivo do jogador caia. E se isso ocorrer, a chance de empatar a série é grande, pois o OKC teria que se socorrer novamente de Russell Westbrook (foto AP), que ontem anotou 29 pontos e no primeiro jogo 28 e é o cestinha do Thunder neste confronto com média de 28,5 contra 25,5 de KD. E uma andorinha, como se sabe, não faz verão, até porque James Harden não fez até agora um jogo de estardalhaço, o que teria que acontecer se KD for controlado por Marion e Carter, o que não parece ser impossível.

LÓGICA

Nos outros dois jogos da rodada deu a lógica. O Indiana se recuperou da derrota na primeira partida diante do Orlando e empatou a série em 1-1 ao vencer o time da Flórida por 93-78.

Leandrinho Barbosa terminou o cotejo com dez pontos. Mas, mais importante do que a pontuação, foi o fato de que o técnico Frank Vogel acreditou no brasileiro e deixou-o em quadra praticamente todo o quarto final.

Roy Hibbert vem tendo dificuldades para pontuar diante de Glen Davis. Chama a atenção, pois a diferença de altura é grande. No entanto, o pivô do Pacers faz um grande trabalho defensivo. Se tem apenas seis pontos de média nos dois confrontos, exibe orgulhosamente 13,0 rebotes e 5,5 tocos.

Por falar no “baleinha”, Davis aloprou o Pacers no primeiro tempo, ao anotar 14 pontos e oito rebotes. Hibbert mudou o comportamento na etapa final e limitou o adversário a quatro pontos e dois rebotes. Aí está o segredo do sucesso da vitória do Indiana.

A série muda agora para Orlando. Serão dois jogos. Acredito que o Indiana vença um deles e recupere o mando de quadra.

Em Miami, o Heat passou novamente pelo New York. Desta vez com um pouco mais de dificuldade: 104-94.

A nota que merece destaque ficou por conta do chilique que Amar’e Stoudemire teve depois da partida: irritado com mais uma derrota, ele deu um murro na caixa de vidro que protegia um extintor de incêndio. Consequência: cortou a mão e teve que levar vários pontos. Resultado: é dúvida para o jogo de quinta-feira. Stats deixou a American Airlines Arena com o braço em uma tipoia (foto AP).

Quanto ao jogo, o Miami segue soberano em relação ao NYK. O time funciona como um time. Não há ninguém fazendo 30 pontos, como foi o caso de Carmelo Anthony, que, diga-se, recuperou-se da má jornada na primeira partida. No Heat, Dwyane Wade fez 25 pontos, Chris Bosh 21, LeBron James 19 (que partida LBJ jogou!), Mario Chalmers 13 e com 11 apareceram, do banco, Mike Miller e Shane Battier. Ou seja: nada menos do que seis jogadores do Heat tiveram duplo dígito na pontuação.

Ao contrário do Dallas, que a meu ver ainda está vivo na série, não creio que o New York vá fazer parte do contingente de 22% de times que um dia viraram uma série em 0-2 para seguir em frente na competição.

A menos que…

Deixa pra lá.

PERGUNTA

Por que Tyson Chandler não consegue ficar em quadra? Por que ele passa tanto tempo no banco de reservas?

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domingo, 29 de abril de 2012 NBA | 13:16

DALLAS DEU AS CARAS E MIAMI MOSTROU UMA VEZ MAIS QUE PLAYOFFS É COM ELE MESMO

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Vamos lá, bem rápido, porque a jornada começa logo mais às 14h de Brasília com o embate entre San Antonio e Utah. E se você não está por entro da agenda dominical, anote aí: depois do confronto no Texas teremos Lakers x Denver (16h30), Atlanta x Boston (20h) e fechando a rodada Memphis x Clippers (22h30).

Da rodada de ontem, excetuando a vitória do Chicago diante do Philadelphia (103-91), do qual eu já falei o que tinha que falar, muitos podem ter se impressionado com o atropelamento do Miami diante do New York. Claro que os 100-67 chamam a atenção, pois a vitória do Heat foi por uma margem de 33 pontos. Limitou seu oponente a míseros 67 pontos, um oponente que tem em suas fileiras Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire, duas máquinas de fazer pontos. Mas a gente já disse aqui (e outros parceiros também) que o Miami em playoffs se transforma. Foi assim na temporada passada. Começou deste jeito nesta.

Muitos podem ter se impressionado com o atropelamento do Miami diante do New York, mas o jogo que foi emblemático para mim aconteceu em Oklahoma City, onde o Thunder venceu o atual campeão da NBA por apenas um ponto: 99-98. Para muitos, o Dallas teve a sua chance nesta série. Não soube pegar o cavalo selado. Penso diferente. Pra mim, o Dallas deixou bem claro ao OKC que esta série será longa e que se os garotos do estado dos tornados não abrirem os olhos eles vão aprontar e promover uma “zebra” nesta série dos playoffs. Coloquei zebra entre parênteses porque não dá pra dizer que vitória de campeão deva ser tratada com surpreendente. Campeão é campeão, por mais que o Dallas tenha perdido algumas peças importantes, entre elas seu xerifão, Tyson Chandler, seu bandoleiro-mor, DeShawn Stevenson, e seu garoto de recados J.J. Barea. Mesmo com tudo isso, lá ainda estão Dirk Nowitzki, Jason Kidd, Shawn Marion e Jason Terry. E o coração de um campeão.

Chamou a atenção neste jogo o péssimo aproveitamento de Kevin Durant durante a partida. Claro que isso será colocado debaixo do tapete; é sujeira que muitos não vão querer olhar. O que vai se observar é que KD fez a bola derradeira (foto AP), saiu de quadra nos braços da torcida, não sem antes ter dados entrevistas e, anteriormente a isso, ter sido abraçado por seus companheiros. Mas, repito, KD jogou muito abaixo do que pode jogar. Fez 10-27 nos arremessos (37,0%), sendo que nas bolas de três o aproveitamento foi mais vexatório ainda: 1-6 (16,7%). Visitou apenas cinco vezes a linha do lance livre (4-5; 80,0%), o que mostra que seu jogo não teve a agressividade de outrora.

Que fique claro: o baixo aproveitamento de Durant não veio apenas de uma jornada infeliz. O desempenho criticável tem a ver com Shawn Marion, jogador que, para muitos, está no páreo para ser eleito o melhor zagueiro desta temporada. Não chego a tanto, mas que The Matrix se notabilizou nesta temporada pela sua defesa, isso ninguém discute. E isso sentiu na pele, ontem, Kevin Durant.

Portanto, se o OKC quiser superar o Dallas, que Durant encontre o melhor de seu jogo e não se deixe enganar do jeito que se deixou por Marion. Afinal de contas, o Thunder não joga esta série diante de qualquer time. O OKC joga esta série diante do campeão da NBA.

Campeão que foi cunhado temporada passada diante de um Miami que amarelou na final; ou melhor, porque LeBron James afinou na série decisiva. Ontem foi diferente? Não, ontem não foi diferente, porque ano passado, nesta época, nos playoffs do Leste, LBJ jogou muita bola. O problema dele parece estar depositado nas finais da NBA. Ontem o filme seguiu seu roteiro e teve em LeBron seu personagem principal. O ala do Miami jogou muita bola e comandou o time em quadra, especialmente na corrida de 32-2 feita em nove minutos, envolvendo o segundo e o terceiro quartos, quando LBJ marcou 15 de seus 32 pontos. Esses 32 tentos foram frutos de aproveitamento incrível de 10-14 nos arremessos, o que deu um percentual de espetaculares 71,4%.

Além disso, King James ajudou na marcação, anulando Carmelo Anthony, um pastiche em quadra. Melo fez apenas 11 pontos (3-15 nos chutes; 20,0%).

A diferença entre as equipes, ontem, foi quilométrica. Ela é grande, mas não tão grande assim. Mas muito do que se viu ontem em quadra tem a ver também com a lamentável contusão de Iman Shumpert. Uma lesão semelhante à de Derrick Rose. Iman não joga mais esta temporada. Ele era o cara que teria a responsabilidade de controlar Dwyane Wade, pois Shumpert tem mãos ágeis, excelente jogo de pernas e um senso de marcação incrível. Embora novato, fará muita falta ao time daqui para frente.

Quanto ao confronto entre Indiana e Orlando, muitos estão dizendo que o Pacers decepcionou ao perder por 81-77. De fato, decepcionou, pois esperávamos uma vitória. Mas a série não chegou ao fim. Creio que o time do brasileiro Leandrinho Barbosa belisca uma vitória na Flórida e recupera a vantagem. Por falar em Leandrinho… Três pontos. Atuação apagadíssima. Mas pior do que ele foi Danny Granger e sua lamentável andada na última bola do jogo. Se a jogada derradeira de Granger foi lastimável, o mesmo não se pode dizer de Jason Richardson. O ala-armador do Magic foi “clutch” no final da partida com seus seis pontos oriundos de dois arremessos triplos, levando o Orlando a vantagem de 78-77 quando perdia por 77-72 a 2:39 do final da contenda.

J-Rich fez o que Granger não conseguiu fazer.

Hoje, como disse, tem muito mais.

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sexta-feira, 27 de abril de 2012 NBA | 20:14

CONFIRA OS FAVORITOS PARA OS PLAYOFFS DA NBA

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Times classificados, cruzamentos definidos, nada melhor do que a gente “palpitar”. Quem vai levar a melhor? Haverá surpresas? Sempre há, nós bem sabemos disso. Ano passado, por exemplo, o San Antonio, segunda melhor campanha da liga (como agora), foi surpreendido e ficou no meio do caminho ao perder para o Memphis logo na primeira rodada. Acontecerá de novo?

Não se esqueça: os playoffs começam amanhã. Sem mais delongas, vamos aos confrontos:

LESTE

CHICAGO x PHILADELPHIA
Dono da melhor campanha entre os 30 times que disputaram o campeonato na fase inicial, o Bulls é favorito neste embate diante do Sixers. Na temporada regular, o time da cidade dos ventos venceu a série por 2-1. A vitória do Phillies aconteceu exatamente na primeira etapa do campeonato, quando o time chegou a ser vice-líder da conferência. Depois, caiu dramaticamente e falou-se até em complô de alguns jogadores para derrubar o técnico Doug Collins. Mesmo com Derrick Rose ainda sem o melhor de sua forma e sem o ritmo de jogo ideal, o Bulls deve passar. Placar: Chicago 4-1 Philadelphia.

MIAMI x NEW YORK
O Heat é favorito, mas o Knicks tem que ser olhado com atenção. Afinal de contas, time que tem Carmelo Anthony, Amar’e Stoudemire e um defensor como Tyson Chandler, não pode ser ignorado de jeito nenhum. Mas o fato é que o Miami, quando põe suas cartas na mesa, elas são melhores: Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh. Temporada passada, quando os playoffs chegaram, o time do sul da Flórida se transformou e só perdeu o pique na final diante do Dallas. Durante a fase de classificação, o Heat fez 3-0. Mas nestes playoffs a série será mais disputada. Placar: Miami 4-2 New York.

INDIANA x ORLANDO
Na temporada regular, com Dwight Howard em quadra, o Magic fez 3-1 no Pacers. Sem D12 o Orlando não oferecerá resistência ao Indiana, e disso deve se aproveitar o pivô Roy Hibbert. O Orlando é um time sem identidade quando não conta com Howard. Além disso, o técnico Stan Van Gundy perdeu o comando da equipe. Já o Indiana, com a adição de Leandrinho Barbosa, melhorou seu arsenal. Além disso, George Hill passou a jogar melhor na segunda metade da temporada e não seria surpresa vê-lo em quadra mais tempo do que Darren Collison. Placar: Indiana 4-1 Orlando.

BOSTON x ATLANTA
O Celtics terminou em quarto lugar, mas o Atlanta teve melhor campanha. O C’s ficou em quarto por conta do regulamento da NBA, que determina o seguinte: o vencedor de uma divisão não pode ficar abaixo do quarto lugar. No Leste deu, pela ordem, Chicago, Miami, Indiana, Atlanta e Boston nas cinco primeiras posições. Mas o Celtics passou para o quarto lugar por ter vencido a Divisão do Atlântico. Mas por ter melhor campanha, o Hawks terá vantagem de quadra. Na fase de classificação, o Boston fez 2-1. Mesmo em desvantagem de mando, o alviverde de Massachussets é favorito diante de um time que não deverá contar com um de seus principais jogadores: Al Horford, lesionado, está de fora. Placar: Boston 4-1.

OESTE

SAN ANTONIO x UTAH
Segundo melhor time na fase de classificação da NBA, o San Antonio talvez seja a equipe a ser batida nesta reta final. Seus Três Tenores estão intactos e o elenco de apoio é irrepreensível. O SAS funciona como uma máquina muitíssimo bem azeitada. Quem entra não deixa o ritmo cair. O Utah classificou-se na “bacia das almas”. Na temporada regular, perdeu a série por 3-1. A única vitória veio quando Gregg Popovich resolveu poupar suas principais estrelas. Caso contrário, o Spurs teria varrido o Jazz. Placar: San Antonio 4-1 Utah.

OKLAHOMA CITY x DALLAS
Esta é a série mais intrigante destes playoffs. O Dallas capengou na fase regular por conta de ter perdido jogadores importantes. Enquanto isso, o Thunder encantou a todos a maior parte da competição, com seu duo formado por Kevin Durant e Russell Westbrook muitas vezes não deixando pedra sobre pedra em muitos confrontos realizados. Na fase de classificação deu OKC por 3-1. Lavada novamente? É impossível, no entanto, a gente não se lembrar da frase do técnico Rudy Tomjanovic: “Jamais subestime o coração de um campeão”. Isso será suficiente para igualar a série e, quem sabe, fazer do Dallas o vencedor? Poucos acreditam. Não estou entre eles. Placar final: Oklahoma City 4-2.

LAKERS x DENVER
Em que pese o fato de o Lakers ter tido altos e baixos durante a competição e não poder contar com Metta World Peace nesta série por conta da suspensão de sete partidas (a menos que haja um sétimo jogo), o time é favorito. Na fase regular o Lakers venceu o confronto por 3-1. Kobe Bryant está descansado e focado nos playoffs. Andrew Bynum e Pau Gasol formam um dos melhores garrafões da NBA na atualidade. Denver mudou de feição e busca nova identidade. Por conta disso, não deve ser páreo para o Lakers. Placar: Lakers 4-1 Denver.

MEMPHIS x CLIPPERS
O time de Los Angeles chegou a ser sensação no começo da temporada. Com o passar do tempo, o time caiu de produção, especialmente depois da saída de Chauncey Billups (contundido, não jogará mais esta temporada) e da irregularidade de Caron Butler, que tanto pode marcar 30 pontos numa partida quanto sair de quadra com um simples dígito na pontuação. Na fase regular venceu o duelo por 2-1. Mas o Memphis é um time que cresce nesta fase do campeonato. E mais: ao contrário do ano passado, quando não pôde contar com Rudy Gay (contundido), desta vez ele estará em quadra. Série muito equilibrada e o fator quadra poderá determinar o vencedor. Placar: Memphis 4-3 Clippers.

EPÍLOGO

Como se vê, não consegui detectar nenhuma zebra em curso. De todo o modo, se o Dallas passar pelo OKC, ela terá dado o ar da graça.

Como eu costumo dizer, depois que o Dallas foi campeão, tudo pode acontecer na NBA. Até mesmo o Dallas voltar a ser campeão.

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