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sábado, 9 de junho de 2012 NBA | 13:33

DOC RIVERS PERDE O SONO PARA TENTAR CONTER LEBRON JAMES

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LeBron James é a preocupação do Boston; LeBron James é a esperança do Miami. Nas mãos e no emocional de King James está a sorte dessas duas equipes, que vão decidir, a partir das 21h30 de Brasília, o título do Leste e, consequentemente, o segundo finalista desta temporada.

Doc Rivers perdeu horas de sono e de repouso. Dormir e repousar agora pra quê? Não faz sentido. O momento é de estudo, de traçar planos, de encontrar a melhor maneira de segurar LBJ (foto Getty Images).

“Vocês verão quando o jogo começar”, disse Rivers em resposta a uma pergunta sobre se algo diferente será feito nesta noite para conter LeBron James. “Não vamos fazer muita coisa (diferente), mas temos que defender melhor. Aliás, não fizemos muito do que tínhamos planejado para marcá-lo (no jogo passado). Essa é a primeira coisa que temos que mudar”.

O maior problema do jogo passado, segundo Doc, não foram os 45 pontos de LeBron, mas sim como ele conseguiu fazer 45 pontos. “Se LeBron fez 45 pontos e perdeu sete, oito arremessos, aí fica difícil vencer”, disse o treinador do Boston. “Mas se ele precisar de 45 arremessos para fazer 45 pontos, aí nós temos uma chance de vencer”.

LBJ esteve impecável no primeiro tempo. Anotou 30 pontos e errou apenas dois de seus 14 arremessos. No segundo, marcou outros 15 pontos e acertou sete de seus 12 arremessos. Terminou o confronto com 19-26; ou seja: 73,1% de aproveitamento. Errou apenas sete arremessos durante todo o jogo. Muita coisa.

Na série, LBJ está com média de 34,0 pontos. Apenas em uma oportunidade nesta série o Boston segurou LeBron abaixo dos 30. Foi no jogo quatro, quando o ala do Miami foi excluído da contenda, já na prorrogação, por ter cometido seis faltas. Na ocasião, LBJ marcou 29 pontos. E o Boston venceu. Mas isso também não significa muito, pois na outra vitória, em Miami, no quinto jogo deste embate, LBJ anotou 30 pontos; um a mais. É, apenas um pontinho a mais. Talvez não deixar LBJ superar a marca dos 30 pontos seja decisivo no jogo desta noite.

“Acho que a gente ainda não o marcou como devemos marcá-lo”, finalizou Rivers.

Doc não dá pistas, não sabemos quem ou como será feita a marcação em LeBron James. O que sabemos é que Paul Pierce não tem cacife para isso. “The Truth” tem sido uma mentira até agora na tentativa de conter LBJ. Tanto não tem conseguido que, além dos números mostrarem isso, as faltas que ele comete também são um indicativo de sua falência defensiva. Em três dos seis jogos desta série Pierce foi excluído do jogo com seis faltas.

Portanto, num primeiro momento, esse cara não pode ser Pierce. Ele pode até ajudar, mas não pode ser o único e nem o principal defensor do Boston. E, pra piorar, PP não consegue machucar LBJ ofensivamente falando. O ala do Boston tem sido um fiasco na série, com média de apenas 17,8 pontos e um aproveitamento de 33,6% de seus arremessos.

Alguém sugeriu Brandon Bass. O biotipo de Bass é bem semelhante ao de LBJ. Têm o mesmo tamanho (2,03m), mas o ala-pivô do Celtics é mais leve: 113 quilos contra 116 de LeBron. Essa diferença de peso poderia indicar um ligeiro favorecimento a Bass, mas não é bem assim. Esses três quilos a mais não são de gordura, mas de massa muscular, o que torna LBJ mais forte do que Bass. Mais forte e mais ágil, pois enquanto LeBron é um jogador de múltiplas, que corre por todos os cantos da quadra, o jogo de Bass é limitado ao garrafão basicamente, onde movimenta-se muito pouco e a defesa é feita sem muita necessidade de locomoção. Bass pode ajudar na marcação, claro, mas não pode ser a primeira opção. Pode fazer isso quando LBJ jogar como ala de força, o que ele tem feito muito nesta série.

Rajon Rondo é um tremendo defensor, mas ele leva muita desvantagem em relação a LeBron por causa do seu tamanho. Rajon mede apenas 1,85; tem quase 20 cm a menos. Numa situação dessas (“mismatch”), LBJ levaria Rajon para o “low post” e tiraria proveito disso. Ou pontuando ou fazendo o passe em caso de dobra na marcação. Com esta segunda opção, alguém sobraria livre para um arremesso curto, longo ou mesmo para uma bandeja. E LeBron, todos nós sabemos, tem ótimo passe.

Mickael Pietrus surge, para mim, como a melhor alternativa. Com ele em quadra, Ray Allen passaria para o banco e Pierce marcaria Dwyane Wade. O francês é mais agressivo, tem melhor jogo de pernas e mãos nervosas. Eu começaria o jogo desta maneira. Com o desenrolar, faria as modificações necessárias para: 1) descansar Pietrus; 2) responder a possíveis alterações táticas do Miami, que deverão ocorrer.

Essa marcação a LBJ, claro, não pode ser individualizada o tempo todo. A zona que o Boston tem usado nesta série tem que ser requisitada, especialmente se as bolas de LeBron não caírem e ele procurar o jogo de aproximação com a cesta. Essa marcação a LBJ tem que ser feita sempre me maneira agressiva, de modo a tirá-lo de seu espaço preferido, de seu conforto, empurrando-o para os cantos da quadra de modo a vir a dobra numa situação em que o passe será feito de maneira dificultosa.

Agora, é evidente que Erik Spoelstra está preparado em caso de o Boston tentar e conseguir subtrair o jogo de LeBron James. Sua melhor alternativa é D-Wade, mas Chris Bosh também será muito usado. Sem falar nos tiros longos de Mario Chalmers, James Jones, Shane Battier e Mike Miller. Lembre-se que LeBron estará sendo marcado com o que o Boston tem de melhor e muitas vezes em dobras. Isso, consequentemente, trará certo alívio na marcação dos demais jogadores do Heat.

Enfim, teremos uma grande partida esta noite. Daquelas imperdíveis, em que a patroa vai esbravejar porque é sábado à noite, mas que ela tem que entender que o embalo será mesmo dentro de casa, com tevê ligada, um tira-gosto ao alcance da mão e uma cerveja geladinha.

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sexta-feira, 8 de junho de 2012 NBA | 12:16

LEBRON JAMES ANIQUILA O BOSTON E DECISÃO DO LESTE FICA PARA ESTE SÁBADO EM MIAMI

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Por que LeBron James não joga sempre assim? Porque é impossível jogar sempre assim. OK, concordo, mas por que LeBron não joga 90% do tempo assim? Essa é uma boa questão.

Se LBJ quer mesmo entrar para a história da NBA como um dos maiores de todos os tempos, ele tem que jogar 90% das partidas neste nível. Os grandes fizeram isso. Michael Jordan era assim. Bill Russell, dizem, era assim. Kareem Abdul-Jabbar era assim. Wilt Chamberlain, atestam, era assim também. Bem como Magic Johnson, Larry Bird e mais recentemente Kobe Bryant eram assim.

King James (foto AP) pode justificar a alcunha. Tem potencial físico e técnico para isso. Já disse aqui várias vezes que se ele jogar tudo o que seu potencial físico e técnico lhe permite, o ala do Miami Heat entra na minha seleção de todos os tempos na vaga que atualmente pertence a Larry Bird.

Mas LBJ não joga sempre assim. Os motivos, a maioria diz (eu entre ela), são de fundo emocional. É psicológico; é doença dos nervos.

LeBron acabou com o jogo ontem à noite em Boston. Com seus 45 pontos e 15 rebotes aniquilou o Celtics empatando a série final do Leste em 3-3, levando a decisão da conferência para amanhã à noite, em Miami. A vitória do Heat por 98-79 foi incontestável. Doc Rivers, técnico do C’s, jogou a toalha quando apenas um terço do último quarto tinha se transcorrido, mandando à quadra os reservas para poupar os titulares já pensando no jogo deste sábado.

O alviverde de Massachusetts não encontrou em nenhum momento resposta para o jogo agressivo de LBJ. Tentou marcá-lo com Paul Pierce; não deu certo. Buscou ajuda com Mickael Pietrus, também não surtiu efeito. Ninguém consegue marcar LeBron se ele jogar do jeito que jogou ontem à noite. Anotem aí: não tem ninguém na NBA capaz de marcar LBJ se ele jogar neste nível.

Virei fã de carteirinha de Kevin Durant. O ala do Oklahoma City é, pra mim, hoje em dia o melhor jogador de basquete do planeta. É o melhor jogador de basquete do planeta porque LeBron não sustenta esse nível de ontem. Se sustentar, coloca Durantula no posto abaixo. A diferença entre eles, com os dois jogando tudo o que podem jogar, não é gigantesca, mas é considerável.

No jogo de ontem, Doc Rivers, como sempre, mandou Paul Pierce marcar LeBron. Pierce não é um grande marcador. É molão, tem braços pesados e um corpanzil que o impede de fechar os espaços do adversário, pois falta-lhe agilidade. Marcado por Pierce, LBJ anotou 33 de seus 45 pontos.

Quando Doc mandava Pierce para o banco para descansar, a espinhosa missão passava para as mãos de Mickael Pietrus. Diante do francês James marcou dez pontos. (E os dois restantes foram feitos já no final da partida vigiado que foi por Marquis Daniels.)

Os números indicam que Pietrus é melhor marcador e deveria ser o jogador indicado para essa missão? Acho que sim, mas devemos observar que: 1) Pierce marcou LBJ 30:44 minutos dos 44:49 que o ala do Miami ficou em quadra; 2) Pietrus vigiou-o por 9:33 minutos apenas. O tempo restante ele foi marcado por Rajon Rondo ou Marquis Daniels.

Pietrus, a meu ver, é mais ágil, tem mãos nervosas e gosta mais do contato corporal. Além disso, sabe fechar os espaços melhor do que Pierce. Essa facilidade pode ser explicada por conta da forma física dos dois: enquanto Pierce pesa 106 quilos, Pietrus quando sobe na balança ela indica 97 quilos. Além disso, embora tenha 1,98m de altura contra 2,01m de Pierce, o francês tem mais impulsão do que o americano. Seria, a meu ver, mais indicado para tentar evitar os “mid-range” e os “jumpers” de longa distância de LBJ, que mede 2,03m.

Mas o problema é que se Rivers trocar Pierce por Pietrus, o Boston perde: a) liderança em quadra; b) pontuação; c) força no final da partida.

A saída, a meu ver, seria trocar Ray Allen por Mickael Pietrus. Com isso, Pierce passaria a marcar Dwyane Wade. E Ray-Ray, convenhamos, não está jogando mais naquele nível que enlouquecia defesas adversárias. Vindo do banco, poderia ser de utilizado como arma vindo do banco, descansado, talvez melhorando seu rendimento em quadra.

Discutimos tudo isso pra tentar encontrar uma medida para conter LeBron James. Doc Rivers e seus assistentes vão ter que queimar a pestana para resolver esta equação. Mas se LBJ jogar como jogou ontem em Boston, este problema talvez não tenha solução.

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quarta-feira, 6 de junho de 2012 NBA | 11:38

BOSTON VENCE EM MIAMI E COLOCA UM PÉ NA FINAL DA NBA

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Sinceramente? Acho que esta série acabou. Depois da vitória de ontem em Miami, diante do Heat por 94-90, pra mim o Celtics tem a faca e o queijo na mão para vencer novamente amanhã à noite, em Boston, e ir para a sua terceira final nos últimos cinco anos.

Mas o San Antonio não vive a mesma situação e eu disse que a série ainda não está findada? A diferença do Miami para o SAS é grande. Enquanto o time texano é forte mentalmente, tem jogadores experientes, com vários anéis de campeão no dedo, e um treinador que dispensa comentários quanto aos seus conhecimentos do jogo, o Miami é o oposto. É um time fraco mentalmente, seus jogadores não têm tanta experiência assim, apenas dois têm apenas um anel de campeão, e seu treinador não tem o respeito do grupo.

Diante de um quadro desses, fica difícil bater um adversário que não é o Indiana Pacers. O Boston é o Boston. Vencê-lo diante de seus fãs é muito difícil. O torcedor do Boston é um torcedor cevado com títulos. Muitos viram pouco; mas poucos já viram muito. E esses poucos contaram para muitos como esse time venceu ao longo de sua história, sendo o maior campeão da história da NBA.

Pressionar a arbitragem é com os torcedores do C’s. Eles sabem como fazer isso. Pressionar o time adversário é com eles também. E incentivar o time, do começo ao fim, é uma prática que eles tanto adoram, pois o amor pelo time é grande demais.

É esse o clima que o Miami vai encontrar amanhã em Boston. O TD Garden estará uma vez mais com todos os seus 18.624 lugares tomados por torcedores eufóricos. Em quadra, eles verão um time não eufórico, mas confiante, pois ontem no sul da Flórida foi dado o passo mais importante do time até agora nestes playoffs.

A NBA tem nos revelado surpresas ao longo dos últimos tempos. A maior delas foi o título conquistado pelo Dallas na temporada passada. Costumo dizer que depois que o Dallas foi campeão qualquer coisa pode acontecer. A NBA dos últimos tempos tem até contrariado a máxima de que em sete jogos o melhor vence. Por conta disso, eu digo que se o imponderável der as caras amanhã em Boston, o Miami vence e leva novamente para sua American Airlines Arena a decisão do título do Leste. O imponderável, repito, e não LeBron James e Dwyane Wade. É nele, agora, que o Miami tem que se apegar.

GIGANTE

Novamente Kevin Garnett foi um gigante em quadra. Defendeu seu garrafão com unhas e dentes, feito um leão ferido. E no ataque, esteve igualmente soberbo. Anotou 26 pontos. Pegou 11 rebotes. E no final da partida encestou dois lances livres a 8,8 segundos do final com uma frieza que apenas os campeões costumam mostrar neste momento. Eu disse “campeões”, não se esqueçam. Por isso KG derruba esses arremessos e LeBron James, por exemplo, não consegue. KG é um campeão, LBJ ainda não é. Talvez venha a ser no futuro. Mas quando será este futuro? Ele está próximo ou ainda distante?

COMPLEMENTOS

Kevin Garnett não jogou sozinho. Teve ótimos complementos. O melhor deles, como tem sido nos últimos tempos, foi Rajon Rondo. O armador do Boston deu 13 assistências, complementadas por sete pontos e seis rebotes. Mickael Pietrus fez 13 pontos e ajudou pra burro. Suas duas bolas de três, no último quarto, ajudaram a aniquilar o Miami. E Paul Pierce (foto Getty Images) foi importante por conta também de uma bola de três, igualmente nos estertores. Ele, que vinha muito mal nos arremessos, não afinou, e diante de LeBron James disparou o tiro certeiro, a 52,9 segundos do final do jogo vitorioso.

ESTATÍSTICA

A NBA informa que apenas 16% dos times em desvantagem em 2-3 na série conseguiram revertê-la. Pouco, convenhamos. 84% deles seguem em diante. Neste caso, torna-se campeão da conferência e vai disputar o título da temporada.

MIAMI

O que dizer do Miami? Magic Johnson, depois da partida, comentou na ESPN que o Heat não parece um time. Quando há um pedido de tempo, cada um vai para um lado. O Boston, não; o Boston está sempre agrupado, os jogadores sentindo o jogo, querendo vencer.

Parece que falta ao Miami um líder. Não sei se dentro ou fora da quadra. Mas falta-lhe um líder. E onde arrumar esse líder? Se as vitórias aparecerem, ele estará inserido neste contexto.

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segunda-feira, 4 de junho de 2012 NBA | 12:26

LEBRON JAMES E DWYANE WADE FALHAM E BOSTON VENCE MIAMI NO TEMPO EXTRA

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O Miami teve o jogo nas mãos em duas oportunidades. A primeira delas, no final do tempo normal; a segunda, no final da prorrogação. Em ambas o time vacilou. E o resultado disso foi uma derrota por 93-91 que poderia ter sido vitória e o decreto do final desta série. Tivesse vencido e aberto 3-1 neste confronto, babau; dificilmente o Boston teria estofo para vencer duas partidas no sul da Flórida. Mas a vitória não veio.

Não veio porque no final do tempo normal, com a partida empatada em 89 pontos, numa jogada toda enrolada, LeBron James fez um passe meia-boca para Udonis Haslem tentar o último arremesso. Ele saiu, mas todo torto, e, claro, nem aro deu. No final da prorrogação, com o C’s na frente em dois pontos (93-91), foi Dwyane Wade quem tentou o tiro que daria a vitória ao Heat. Bateu no aro e caiu do lado de fora. Vitória do Boston. E a primeira derrota do Miami em sua história em uma prorrogação de uma contenda de playoffs.

No primeiro lance, a impressão que dá é que a jogada foi armada para a definição de Haslem. Com o corte da meia esquerda para o meio e a marcação dobrada (leia-se Kevin Garnett), Haslem ficaria livre. E foi o que aconteceu. Mas a marcação não dobrou, ela triplicou. LBJ teve dificuldade para fazer o passe e KG se recuperou. Deu no que deu.

No segundo lance, a jogada foi mesmo armada para um tiro de três. Tanto que D-Wade, se tivesse projetado seu corpo à frente no corpo de Marquis Daniels, que o marcava, poderia ter cavado a falta para os dois lances livres. Mas ele preferiu a finta e o tiro de três que não foi certeiro.

Quanto ao jogo, chamou a atenção a debacle do Celtics no segundo tempo. Depois de um primeiro tempo primoroso, quando marcou 61 pontos e abriu 18 de vantagem, o time sumiu na etapa final. Anotou apenas 28 e quase viu escapar entre os dedos uma vitória que parecia tranquila. O time, que na etapa inicial teve um aproveitamento de 48,9% (22-45) em seus arremessos (43,8% nas bolas de três; 7-16), definhou no período final. Fez 12-24 (35,3%) nos tiros de um modo geral e 2-8 (25,0%) nos lançamentos de três pontos.

Qual foi o motivo dessa queda? A defesa do Miami, quando o Boston fazia o corta-luz para Rajon Rondo, dobrava no armador alviverde, dificultando a finalização da jogada. Tanto assim que no primeiro tempo Rajon (foto Getty Images) teve dez assistências, fundamento este cortado pela metade na etapa final. No improviso na maior parte do tempo, os ataques que eram proveitosos no primeiro tempo deixou de sê-lo no segundo.

Kevin Garnett voltou a ser um gigante. Anotou 17 pontos e pegou 14 rebotes. Além disso, foi o dono do garrafão defensivo. Com ele em quadra LeBron e D-Wade não conseguiram infiltrar para bandejas ou enterradas. Com KG fora, isso foi possível.

Paul Pierce fez 23 pontos, mas pela terceira vez nesta série deixou o jogo mais cedo. Isso é problema. Ontem o time venceu, mas poderia ter perdido.

O Miami segue sentindo falta de Chris Bosh. O ala-pivô, um dos Três Magníficos, está se recuperando de uma distensão no abdômen. Com ele de fora, em muitas oportunidades o Heat joga com quatro abertos (LBJ ou Shane Battier como ala de força) e Udonis Haslem no pivô. Com esta formação, a estatística do jogo mostra que o Celtics teve 17 segundas oportunidades de pontuar, recorde da franquia nestes playoffs. O bom da história é que CB1 pode voltar na próxima partida, marcada para amanhã, em Miami.

LBJ (29) e D-Wade (20) foram novamente os cestinhas. Assim como Paul Pierce, LeBron deixou o jogo mais cedo. Foi a primeira vez, diga-se, desde que se transferiu para a franquia da Flórida, que LeBron deixou uma partida com seis faltas. Fez falta nos instantes finais da prorrogação? Pode ser, mas do jeito que LBJ se limita nos momentos decisivos, talvez não tenha feito tanta falta assim. Se bem que, a bem da verdade — e sejamos justos —, no final do tempo normal ele acertou uma bola de três que empatou o jogo em 89 definitivos pontos e cavou a falta de ataque de KG, que deu ao Miami (e a ele, no caso) a chance de definir a partida no tempo regulamentar.

Pra finalizar, Haslem merece ser citado por conta de seus 12 pontos e 17 rebotes. Com CB1 de volta (se voltar mesmo), o Miami cresce e Haslem terá oportunidade de descansar mais, o que não tem acontecido nesta série porque Joel Anthony e Rony Turiaf (ontem nem jogou) têm sido figuras praticamente nulas.

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sábado, 2 de junho de 2012 NBA | 12:44

BOSTON JOGA MUITO, VENCE MIAMI E MOSTRA QUE ESTÁ MAIS VIVO DO QUE NUNCA

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O Boston fez como o Oklahoma City: não deixou a peteca cair. Uma derrota ontem diante do Miami, em casa, e a série teria acabado. Não do ponto de vista matemático, claro, mas do ponto de vista histórico (nunca um time reverteu uma série final em 0-3) e principalmente emocional. A vitória de 101-91, portanto, além de justa, dá-nos a certeza de que este confronto ainda vem capitaneado por um grande ponto de interrogação.

O jogo no garrafão foi fundamental para a vitória do C’s. O alviverde de Massachusetts pegou 44 rebotes contra 32 do time do sul da Flórida. E anotou 58 de seus 101 pontos lá dentro, próximo à cesta, enquanto que o oponente ficou nos 46. E foi definido também na energia defensiva dos jogadores do Boston. Os caras correm de lá pra cá; de cá pra lá. Não deram espaços para o adversário. Sempre que vinha um corta-luz, havia a troca ou mesmo a recuperação de quem era bloqueado.

O Miami sente demais a falta de Chris Bosh. O jogo fica muito sobrecarregado para Udonis Haslem e LeBron James, que tem jogado muito como ala de força. Até mesmo Shane Battier vem sendo usado nesta posição por Erik Spoelstra. Rony Turiaf continua mal nesta decisão; o mesmo vale para Joel Anthony.

O Boston tem que se aproveitar disso. Tem que usar e abusar de Kevin Garnett. KG anotou 24 pontos e pegou 11 rebotes no jogo de ontem e além de jogar muito, até flexão fez em quadra, oito no total, para dizer que não tinha sentido o humilhante tombo que levou de Haslem numa disputa de bola. Não precisava. KG é veterano; isso é coisa de “rookie”. Talvez a marra tenha guiado seu intelecto. Bobagem, repito. O lance valeu apenas para a TV e o YouTube.

Com KG em quadra e o Miami jogando com quatro abertos e apenas um no pivô, o Boston fez 115-87 no Heat. Esta situação foi vista em 55 minutos desses três primeiros jogos. Portanto, o C’s tem que continuar usando e abusando de KG e o Miami não pode querer marcá-lo com apenas um grandalhão. Há que se aumentar o tempo de quadra de Turiaf e Anthony ao menos para que eles possam dificultar o trabalho de KG.

Lembro-me do Chicago de Michael Jordan. Nunca teve grandes pivôs. Mas os que lá jogavam, jogavam apenas para sobrecarregar o jogo do pivô adversário. Eram três contra um cara bom do adversário. Era assim que o Bulls subtraía o jogo de Patrick Ewing, por exemplo. Era assim que o Chicago diminuía a produção de Alonzo Mourning. E é assim que o Miami tem que fazer em mais momentos da partida.

Ao lado de Rajon Rondo, KG (foto AP) segura a onda do Boston nesta série. Isso porque Paul Pierce, se jogou muito ontem como mostram seus 23 pontos, não tem sido regular na série. É preciso que “The Truth” encontre um jeito de se manter num mesmo nível do começo ao fim para que o C’s consiga manter novamente seu mando de quadra e surpreender na Flórida na partida seguinte.

Ah, sim, vale registrar, claro: Ray Allen, aos pouquinhos, vem melhorando e contribuindo mais. E vale falar agora do jogo de Rajon: 21 pontos, dez assistências e seis rebotes. É inacreditável a melhora nos arremessos de média e longa distância de Rajon. Vale matéria. Não vi em nenhum site nenhuma matéria neste sentido. Como foi que Rondo melhor tanto seus arremessos? Treinou no verão? Se sim, com quem treinou? Quantas horas por dia? Quantos dias por semana? Mudou o posicionamento da mão no ato do arremesso? Enfim, como é que um jogador melhora tanto seu desempenho de um ano para o outro? E não apenas nos arremessos com a bola em movimento. Os arremessos com a bola parada, o tal do lance livre, esses também tiveram uma melhora dramática.

Li dia desses, acho que na coluna do Sam Smith, que o Boston ainda pensa em trocar Rajon. Não entendo. Por quê? O que acontece? Será que o cara é tão ruim assim de vestiário? O problema é outro? Qual seria? Não compreendo. É certo que Danny Ainge sempre vem a público dizer que isso não é verdade. Temos que acreditar no cara. Aliás, isso parece a novela da venda do Neymar para o futebol europeu. Agora houve uma trégua nessa história, mas quando a metade do ano chegar, janela europeia aberta, novamente as notícias da venda de Neymar ganharão destaque na mídia nacional e estrangeira. Com Rajon é assim também: fim de temporada e o nome do armador do Boston aparece entre os “negociáveis” do Celtics.

Se o Boston quer mesmo negociá-lo, uma troca que me parece boa seria por Chris Bosh. CB1 daria uma sobrevida a KG e Rajon faria o jogo de LBJ e Dwyane Wade crescer dramaticamente. Que tal?

Por falar em LBJ, ontem King James anotou 34 pontos. Junte-se a eles oito rebotes e cinco assistências. Coloque também mais duas roubadas de bola e dois tocos. Voltou a jogar muito. Tem sido o cara do Miami nesta série até o momento, com médias de 33,3 pontos, 10,3 rebotes, 5,0 assistências e 2,0 tocos. Um gigante.

Voltando a falar do jogo, além da soberania defensiva do Boston e da força de seu garrafão, a contenda foi resolvida na somatória dos segundo e terceiro quartos. Nestes dois períodos, o C’s fez um placar de 55-36 e liquidou a fatura.

E pra quem achava que o time iria sentir as pernas cansadas por conta dos dois primeiros jogos; pra quem achava que Rajon não iria produzir tanto por ter jogado 53 minutos na noite anterior; pra quem achava isso e aquilo e diminuía o Celtics, o que eu digo é: o Boston está vivo. E a série está mais viva do que nunca.

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quinta-feira, 31 de maio de 2012 NBA | 13:03

MIAMI VENCE BOSTON, ABRE 2-0 NA SÉRIE E CANDIDATA-SE A FINALISTA DESTA TEMPORADA

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Agora ficou difícil para o Boston; mas não impossível. Vencer quatro dos últimos cinco jogos restantes, não é mole não. Ainda mais em um time que tem uma defesa forte. Não se pegue pelo placar de ontem. Na fase de classificação, o Miami teve a quinta defesa menos vazada com média de 87,0 pontos contra por jogo. Enquanto isso, o Boston foi apenas o 10º melhor ataque, com média 89,0.

Mas, quanto ao jogo de ontem, a derrota do Boston por 115-111 (com direito a uma prorrogação) poderia ter sido uma vitória. No primeiro tempo (eu sei que tinha ainda muito tempo) o time abriu 15 pontos (47-32). No segundo, quando o Miami reagiu, passou oito pontos na frente (81-73 a seis segundos do final do terceiro período), o C’s fez uma corrida espetacular de 19-8, pulou na frente no marcador em 94-89, isso a pouco mais de três minutos do final. Parecia ter o controle técnico e emocional do jogo. Não tinha. Deixou o Heat encostar novamente, pular na frente em quatro pontos. Mas encontrou forças para reagir e empatar a partida, levando-a à prorrogação.

O problema todo, durante a prorrogação, é que Paul Pierce não pôde jogar. Fez sua sexta falta a 47 segundos do final do tempo normal e deixou o time na mão. Pierce é fundamental para o sucesso do Boston, especialmente “down the stretch”, quando ele corriqueiramente põe a bola debaixo do braço e quase sempre se dá bem e, consequentemente, o Celtics também. Mas não foi o caso do jogo de ontem. Com seis faltas, viu tudo do banco de reservas e nada pôde fazer.

Em compensação, a noite de Rajon Rondo. O armador do Boston teve uma das atuações mais espetaculares desta temporada e, fico pensando, a mais pomposa destes playoffs. Foram 44 pontos (recorde na carreira não importa a fase do campeonato, com desempenho de 16-24), dez assistências e oito rebotes. Como pontuou demais, deu pouca assistência; normal. Agora atentem para o fato: Rajon jogou o tempo todo. Ou: ficou em quadra os 53 minutos que durou a partida! Isso, diga-se, jamais tinha ocorrido em sua carreira. E na prorrogação, marcou todos os 12 pontos do Boston.

Aliás, por falar em Rajon, um lance foi muito comentado. A 1:35 minutos do final, com o placar igualado em 105 pontos, o armador do Boston tentou uma bandeja, passando por debaixo da cesta, e foi claramente acertado no rosto por Dwyane Wade. Ninguém marcou falta. Se marcada, Rondo teria ido à linha do lance livre. Ele estava com a mão quente (10-12), poderia ter colocado o C’s na frente. As reclamações dos jogadores, comissão técnica e torcedores do Boston foram grandes. E justificáveis, pois houve falta. Mas atribuir a derrota a esse lance é tentar, a meu ver, tapar o sol com a peneira. Como tenho dito, os árbitros são seres humanos e erram. Mas erram para os dois lados. No terceiro quarto, Mario Chalmers fez uma cesta do jeito que Rajon queria fazer e foi claramente atingido por Greg Stiemsma. A arbitragem nada marcou. Deveria ter marcado. Isso acontece, é do jogo. Atribuir a derrota a esse lance é se esquecer que Kevin Garnett perdeu uma bola no ataque seguinte, desarmado que foi por Chalmers. É se esquecer que o mesmo KG, malucamente, arremessou uma bola de três a 46 segundos do final e que deu “air-ball”. Esses dois lances foram comprometedores. Então, eu pergunto: por que apenas imputar à arbitragem a derrota de ontem? Não entro nessa.

Voltando ao tema “Rajon Rondo”, os 53 minutos dele em quadra são frutos do fato de que o Boston está sem Avery Bradley, que se contundiu e não joga mais nesta temporada. Com isso, Doc Rivers exigiu o máximo de Rajon. Ele correspondeu, todos vimos. Mas fica a pergunta: haverá sequelas físicas para o próximo jogo? Vamos aguardar — tomara que não.

LeBron James também se destacou na partida. Anotou 34 pontos, pegou dez rebotes e deu sete assistências. No final do tempo normal, errou o arremesso que poderia ter evitado a prorrogação. Muitos disseram que ele afinou. Não, LBJ não afinou e nem pipocou. LeBron simplesmente errou o arremesso, como muitos erram também. O importante foi que ele não se omitiu. Foi pro pau. Não deu certo, mas não se escondeu.

Udonis Haslem, disse ontem no Twitter (@FRSormani), durante a partida, que a ausência de Chris Bosh tem sido benéfica pra ele. Parece que Udonis está reencontrando parte daquele basquete de qualidade que ele jogou durante muito tempo no Miami, tendo, inclusive, sido figura de destaque na conquista do título de 2006. No confronto de ontem, anotou 13 pontos e pegou 11 rebotes, quatro deles ofensivos. Isso tudo vindo do banco.

Aliás, por falar em banco, isso fez a diferença também no jogo de ontem. Os reservas do Heat anotaram nada menos do que 25 pontos, enquanto que os do C’s contribuíram com apenas sete.     E aqui entra novamente em cena Avery Bradley. Com ele no time, os 13 pontos de Ray Allen durante o jogo teriam sido computados para os reservas.

Amanhã tem mais. 21h30 de Brasília, agora em Boston. A pressão será enorme pra cima do C’s. Não pode perder seus dois próximos jogos como mandante. Se perder um deles, babau.

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terça-feira, 29 de maio de 2012 NBA | 12:55

MIAMI VENCE FÁCIL, MAS NÃO SE DEIXE ENGANAR: O BOSTON JOGA MAIS DO QUE JOGOU ONTEM

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O Miami fez 1-0 na série ao bater o Boston, ontem à noite, no sul da Flórida, por 93-79. Não se deixe levar pelo placar e nem pelo domínio do Heat em ¾ do jogo. A série tem tudo para ser igual — e consequentemente longa. No que eu me pego para afirmar isso? Pelo histórico dos times, pela rivalidade, pela qualidade dos elencos.

É certo que o Miami é um time bem mais jovem e com um vigor muito maior. Mas num confronto desses, tudo se iguala, porque o mental tem uma importância grande demais. Os jogadores do Boston, quando veem pela frente LeBron James e Dwyane Wade se revitalizam e deixam no vestiário o peso da idade.

Mas ontem não foi assim.

LeBron teve uma atuação destacável. Foram 32 pontos (13-22). No primeiro quarto, ele marcou 13 e o Boston 11. E tem mais: ao longo da contenda, ele amealhou 13 rebotes. E em 43:53 minutos em quadra, a maior parte do tempo com a bola nas mãos, LBJ cometeu apenas três erros. Ah, sim, como eu podia esquecer! Deu três tocos no jogo, o último deles em cima de Rajon Rondo, como se estivesse defrontando um juvenil dada a ingenuidade do armador do Boston na jogada.

Por falar nos tocos, o Miami atropelou: 11-1. Isso mesmo, o C’s deu apenas um toco em toda a partida! E estamos falando de playoffs, onde a intensidade do jogo é muito maior. O que aconteceu com o Celtics?

Mas vamos particularizar novamente a conversa. LBJ encontrou em Dwyane o parceiro ideal. O ala-armador do Heat fez 22 pontos no jogo, mas dez deles no último quarto. Mas o melhor no jogo de D-Wade (foto AP) foi o fato de que ele bateu seis lances livres e acertou todos. Ele que vinha claudicante neste fundamento.

Os dois, calculadora em mãos, fizeram 54 dos 93 pontos do time. Ou seja: 58,1%. Encestaram de tudo quanto é canto dentro do arco dos três, pois fora dele LBJ teve 0-3 e Dwyane 0-1. Mas dentro do arco dos três, como dizia, os dois foram um tormento para a zaga alviverde. Em determinado momento do segundo tempo, Doc Rivers mudou a defesa. Passou a marcar zona, tentando evitar os pontos próximos à cesta. Não deu certo. E além de não dar, expôs Kevin Garnett, que chegou a ser humilhado pelos dois, especialmente por D-Wade.

O Miami fez nada menos do que 42 de seus 93 pontos dentro do garrafão. Percentualmente, o Heat marcou 45,1% deles “in the paint”. E olha que o Miami está jogando sem Chris Bosh. Se tivesse, seria muito pior; tudo indica.

E o que isso significa? Significa que o Boston tem que cuidar de seu garrafão nos próximos jogos. Melhorar a defesa. Se quiser marcar zona novamente, que se marque, mas que seja uma zona melhor, mais compactada e agressiva. A zona do Celtics no jogo de ontem lembrou a zona feita por muitos times brasileiros: marcação feita apenas para o descanso dos jogadores.

Além disso, Paul Pierce e Ray Allen precisam jogar mais. Os dois fizeram juntos apenas 18 pontos. Ray-Ray (seis pontos) foi uma catástrofe: 1-7 nos arremessos, sendo que nas bolas de três foi 1-4. Agora atentem para isso: nos lances livres, 3-7. Isso mesmo, 42,8% para um jogador que tem 90% de aproveitamento ao longo da carreira.

Vejam só o desempenho do quinteto titular do Celtics no jogo:
– Paul Pierce: 5-18
– Brandon Bass: 4-11
– Ray Allen: 1-7
– Rajon Rondo: 8-20
– Kevin Garnett: 9-16

KG foi quem se salvou. Somou 23 pontos e pegou dez rebotes. Mas brigou com as faltas (cometeu cinco) e por isso jogou 30:41 minutos.

Mas, sozinho, KG não foi levar o Celtics à decisão do título. Os outros precisam jogar o seu normal e não se deixar levar pela marcação adversária. Rajon, por exemplo, não fez nem sequer um “double-double”: 16 pontos, nove rebotes e sete assistências. Aparentemente, bons números, mas as sete assistências são poucas para o papel que ele desempenha em quadra.

Amanhã tem mais. Novamente em Miami. 21h30 de Brasília. O que eu disse para o Oklahoma City vale para o Boston: se o Heat vencer novamente, a situação do C’s ficará dramática na série.

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sexta-feira, 25 de maio de 2012 NBA | 12:00

D-WADE E LEBRON ANIQUILAM INDIANA E LEVAM MIAMI À FINAL DO LESTE

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Mesmo sem Chris Bosh e seu substituto imediato, Udonis Haslem, o Miami eliminou o Indiana em 4-2 com a vitória de ontem à noite em Indianápolis por 105-93. Venceu porque conta com dois dos melhores jogadores da atualidade: Dwyane Wade e LeBron James. Quando os dois jogam em alto nível, como têm jogado ultimamente, fica difícil para qualquer adversário.

Depois de se ver em desvantagem na série em 2-1, o Heat fez três vitórias consecutivas e liquidou o adversário. E liquidou por causa, repito, de seus Dois Magníficos. Neste trio de vitórias, Dwayne marcou 99 pontos e LBJ 98. Os dois combinaram para 197 tentos, o que deu uma média de 65,7 por partida. Nestes três jogos, o Miami fez um total de 321 pontos, o que deu uma média de 107 por contenda disputada. Ou seja, D-Wade e LBJ fizeram 61,4% dos pontos da equipe.

Ontem, ambos anotaram 69 tentos. Mas 41 deles saíram da mão de D-Wade. Wade jogou muito. Estava inspiradíssimo. Driblava feito Neymar e ninguém conseguia contê-lo. Marcação individual era moleza. Na dupla, não teve dificuldades. E nas poucas vezes em que três jogadores foram para cima dele, D-Wade encontrou solução para o problema armado pelo adversário.

O que chama atenção também foi a performance do ala-armador do Miami. Dwyane fez 17-25, o que deu um extraordinário aproveitamento de 68,0%. Boa parte desses pontos veio de infiltrações, que foram desenhadas depois de dribles à la Messi, deixando adversários para trás e saindo de ciladas armadas pela frente.

D-Wade teve uma das maiores atuações individuais desta temporada. Será que não foi a maior? Se alguém se lembrar de um desempenho deste naipe neste campeonato, por favor, conte-nos. Mas tem que ser em jogo assim, importante, contra adversário difícil, que marca bem. Jogo moleza, contra os Torontos e Sacramentos da vida não conta.

O jogo ofensivo do Miami, ontem, privilegiou isso, com isolações e corta-luzes sem pick’n’roll (até porque os pivôs, os grandalhões do Miami não têm muito intimidade com a cesta), que deixaram o caminho livre para Dwyane pontuar. E ele pontuou de tudo quanto é jeito e de tudo quanto é canto da quadra. Só não arriscou bolas de três. Nem precisava, pois entrar no garrafão do Indiana estava uma moleza.

Miami na final do Leste. Fica agora à espera da decisão entre Boston e Philadelphia, que amanhã à noite fazem o sétimo e derradeiro confronto em Boston. O Heat, com isso, terá dois dias a mais de descanso em relação ao Celtics, por exemplo, um time mais velho e com pernas não tão leves assim.

Favorito para esta decisão?

Se der Philadelphia, as chances do Miami são maiores. O Boston é mais complicado por conta da rivalidade e da experiência de seus jogadores. Além disso, o jogo interior do C’s é intenso e sem Bosh as dificuldades aumentam, mesmo com Joel Anthony se esforçando demais para não deixar a peteca cair. Aliás, diga-se, o jogo defensivo do canadense na vitória de ontem foi muito bom. Segurou Roy Hibbert em 12 pontos (apenas oito bolas arremessadas em quase 40 minutos de jogo) e não o deixou pegar mais do que oito rebotes. Vai ter que ser assim contra o C’s, de Kevin Garnett e desse interessante “rookie” chamado Greg Stiemsma, que ajuda bem no descanso de KG. Isso sem falar em Brandon Bass, que tem feito uma série muito boa diante do Sixers.

Dos 89,8 pontos por jogo nesta série diante do Sixers, o Boston marcou 34,3 dentro do garrafão. Ou seja: quase 40% dos pontos do Celtics são feitos próximo à cesta. Por aí o Celtics pode machucar o Miami.

Mas vamos aguardar. O Heat já está na final. Amanhã saberemos contra quem ele vai jogar.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012 NBA | 16:23

TYSON CHANDLER, MELHOR DEFENSOR DA TEMPORADA, NÃO ESTÁ NO QUINTETO DOS MELHORES MARCADORES

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Essa é boa e eu não posso deixar de contar pra vocês. Tyson Chandler, eleito o melhor defensor desta temporada, não está no quinteto dos melhores marcadores desta temporada.

Pode?

Sim, pode; tanto pode que isso aconteceu.

Então eu pergunto: onde está o erro? Na escolha de Chandler como melhor defensor pelos jornalistas ou a opção dos técnicos por Dwight Howard para o melhor quinteto?

Risível.

Eu eu me divirto.

O quinteto titular dos melhores defensores é este:

Chris Paul (Clippers)
Tony Allen (Memphis)
LeBron James (Miami)
Serge Ibaka (Oklahoma City)
Dwight Howard (Orlando)

Ah, sim, Serge Ibaka, que pra mim foi o melhor marcador desta temporada, está no quinteto titular.

Eu me divirto.

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segunda-feira, 21 de maio de 2012 NBA | 00:48

LEBRON JAMES E DWYANE WADE ACABAM COM INDIANA E MIAMI EMPATA A SÉRIE EM 2-2

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O Miami bateu o Indiana fora de casa por 101-93 e empatou a série em 2-2. Com isso, recuperou a vantagem de quadra. Há mais três partidas disponíveis, sendo que duas deles serão no sul da Flórida.

O Miami bateu o Pacers em Indiana neste domingo graças a seus dois principais jogadores: LeBron James e Dwyane Wade (foto AP). Os dois combinaram para 70 pontos e anotaram nada menos do que 69% dos pontos do Heat.

LBJ beirou a perfeição. Só não foi perfeito porque ficou a uma assistência de um “triple-double”. King James justificou o apelido ao anotar 40 pontos, 18 rebotes e nove assistências. Roubou ainda duas bolas e deu igual número de tocos. Creio ter sido a melhor apresentação de um jogador nestes playoffs. Se alguém se lembrar de outra, por favor, conte-nos para que possamos cotejá-las e discutir a questão.

D-Wade teve os seguintes números: 30 pontos, nove rebotes e seis assistências. Seu desempenho no terceiro quarto, quando o Miami iniciou sua corrida rumo à vitória, foi espetacular. Wade fez 14 pontos, tendo acertado todos os seus arremessos, sendo que um deles foi triplo. Sua performance no período só não foi perfeita porque ele fez 1-3 nos lances livres.

Detalhe: LBJ e D-Wade fizeram 38 pontos seguidos. Foi a partir de 2:30 para o final do segundo quarto até 1:50 para o fim do terceiro. Um show.

Mas, como disse acima, nem sempre foi assim. O Miami perdeu o primeiro tempo por 54-46. Chegou a estar 11 pontos atrás. No segundo (terceiro quarto), o Pacers abriu dez pontos (61-51), mas não conseguiu controlar a volúpia do “Big Two”. LBJ marcou 21 pontos e pegou 13 rebotes na etapa final. D-Wade anotou 22 (10-13) e deu cinco assistências. Os dois, é bom que se diga também, contaram com valiosa colaboração de Udonis Haslem, que no último quarto, na hora do aperto, mesmo com o supercílio aberto por conta de uma cotovelada de Louis Amundson, anotou oito importantíssimos pontos.

A série está 2-2. O próximo confronto será na terça-feira, em Miami. A partida seguinte, a sexta, volta a ser jogada no Bankers Life Fieldhouse, na quinta-feira. E a derradeira, se preciso, novamente na Flórida, no sábado.

Acho que a série será mesmo longa. Creio que teremos um sétimo jogo. A menos que este “Big Two” jogue as duas próximas partidas neste elevado nível técnico. Se assim for, por mais que o Indiana se esforce, não terá como controlá-los e, consequentemente, ao Miami.

DECEPÇÃO

Os dois grandalhões do Indiana desapontaram. Se enrolaram com as faltas, é verdade (cada um cometeu cinco), mas quando estiveram em quadra não foram efetivos. David West anotou apenas oito pontos e pegou só seis rebotes. Roy Hibbert fez dez pontos e capturou nove rebotes. Os dois, juntos, marcaram 18 pontos e 15 rebotes. Comprometeram o time.

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