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terça-feira, 21 de agosto de 2012 NBA, outras | 19:36

LÁ COMO CÁ É TUDO IGUAL: SELEÇÃO LESA TIMES E FICA POR ISSO MESMO

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Lá como cá é tudo igual. Explico: por conta dos Jogos Olímpicos, o Clippers perdeu Chris Paul para o “training camp”, que começa no dia 29 de setembro próximo.

CP3 (foto) rompeu os ligamentos do dedão da mão direita durante a preparação do time norte-americano para os Jogos de Londres. Postergou a cirurgia para não perder a competição e hoje entrou na faca. Vai ficar dois meses em recuperação. E que se dane o Clips, que pagará a ele nesta temporada US$ 17,77 milhões.

CP3 vai perder o período de preparação e, com isso, não vai treinar com os novos companheiros, como Lamar Odom, Grant Hill, Ronnie Turiaf, Ryan Hollins e Jamal Crawford. Ou seja: perderá importante tempo para buscar entrosamento e decifrar as novas jogadas que serão criadas por conta da mudança da equipe.

Lá como cá, disse eu, é tudo igual. Jogador vai pra seleção, que não paga nem um centavo sequer ao time e ainda por cima o devolve machucado.

Aqui é assim também quando o assunto é esta desagradável seleção brasileira de futebol. Um porre; não tem nada mais inconveniente do que este selecionado que não para de jogar e arrebenta os times durante a temporada.

Vejam o caso do Neymar: o Santos o empresta gratuitamente à seleção, quando a seleção deveria pagar pelos dias que fica com o jogador. Não paga nada e ainda o entrega arrebentado. E o Santos pagará a Neymar nesta temporada R$ 36 milhões, que se traduzido em moeda norte-americana teremos algo em torno de US$ 18 milhões; ou seja, o mesmo salário de CP3 no Clips.

E não me venham com essa de que não é o Santos quem paga a totalidade deste salário. Verdade, o clube paga um terço disso, os outros dois terços vêm de receitas criadas pelo clube e não por nenhum benfeitor.

Além disso, neguinho que não torce para o Santos (ou para o São Paulo se o exemplo for o Lucas; ou para o Inter, se o exemplo for o Leandro Damião), neguinho não torce para qualquer um desses times ainda fica enchendo o saco se o jogador não atua bem. Ora, vão todos plantar batatas!

Lucas, Damião e Neymar (foto) não são da seleção. Eles pertencem a seus clubes, que os emprestam à seleção, que não paga nada, devolve jogador baleado e os caras ainda têm que ouvir encheção de saco de torcedor de outro clube que fica criticando os caras porque eles não ganharam a medalha de ouro olímpica!

É o que eu sempre digo: não está satisfeito, devolve os jogadores para seus clubes. Lá eles fazem muita falta.

Agora o mesmo se passa em LA com CP3. Vejam o prejuízo que o Clips vai ter ao perder seu armador por dois meses!

Com certeza o início da competição estará comprometido. Os caras vão ter que se entrosar jogando. As jogadas serão conhecidas à medida que o tempo passa.

E quem pagará por isso? Ninguém.

Dane-se o Clips, como danem-se o Santos, o São Paulo e o Inter.

Como tenho dito na Rádio Jovem Pan: bem que essa frescura de seleção poderia acabar. O ideal seria reunir os caras dois meses antes do Mundial e ponto final. Mas não, fica uma chupinhação de quatro anos, lesando clubes e torcedores.

O Atlético Mineiro faz uma campanha maravilhosa nesse primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Mas o Santos, o São Paulo e o Inter não puderam contar com seus principais jogadores durante quase todo esse turno inicial. Então eu pergunto: essa liderança do Galo realmente reflete a realidade?

Na NBA vai ocorrer o mesmo. Certamente o Clips vai perder jogos por conta disso tudo que eu disse acima. Aí eu volto a perguntar: será que seria assim se a lesão de CP3 não tivesse ocorrido?

Olimpíadas são muito legais, Copa do Mundo de futebol é muito legal também. Mas os times são muito mais importantes do que os selecionados.

Por isso eu discordo de David Stern quando ele propõe o limite de idade de 23 anos para o torneio de basquete. Se eu fosse a NBA, não liberaria os jogadores e faria os EUA disputarem as Olimpíadas novamente com os jogadores universitários.

Os profissionais custam muito dinheiro às franquias. Essa lesada que elas sofrem, a mim, é um escândalo.

Claro que Stern e a NBA não querem isso. Eles querem seus jogadores enfrentando a molecada do resto do planeta e eles ganhando (como vão ganhar) a medalha de ouro. E o mundo dizendo que o futuro da NBA será sensacional por causa da medalha de ouro olímpica conquistada pela molecada norte-americana.

Repito: uma vergonha, uma chupinhação e uma encheção que não têm fim.

Lá e cá.

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sábado, 1 de outubro de 2011 Basquete europeu, NBA, outras | 15:49

O PRIMEIRO TÍTULO DE MARCELINHO HUERTAS E O EXEMPLO DE JUAN CARLOS NAVARRO

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Marcelinho Huertas ganhou há pouco seu primeiro título com a camisa 9 do Barcelona. Bateu na final da Supercopa da Espanha sua ex-equipe, o Caja Laboral, por 82-73.

O paulistano anotou dez pontos e deu três assistências nos 30:21 minutos em que esteve em quadra. Aí eu vejo que ele teve 10 em valoração.

Por favor, se alguém puder me explicar o que isso significa, eu agradeço.

A valoração de Huertas (foto Liga ACB) foi a terceira melhor do Barça, que conquistou sua terceira Supercopa consecutiva. Ficou atrás do pivô nigeriano Boniface Ndong (24 de valoração; 12 pontos e dez rebotes) e de Juan Carlos Navarro, que teve 26.

Continuo curioso para saber o que isso significa e como é que se chega a esse número.

Valoração à parte, Navarro jogou pra burro. Anotou 27 pontos e 3/5 nas bolas de três. Foi eleito merecidamente o MVP do torneio.

Mas Huertas não ficou atrás. Com um mês de casa, joga como se estivesse no Barcelona há muito tempo. É um tormento para o adversário com seu basquete rápido e inteligente.

Agora leiam o que o jornalista Daniel Barranquero escreveu sobre Marcelinho no site da ACB: “Huertas faz cestas como se masca chicletes”.

Sensacional, não é mesmo?

NBA

Juan Carlos Navarro jogou apenas uma temporada na NBA: 2007/08. Participou das 82 partidas que o seu Memphis Grizzlies fez durante a fase de classificação. O time, no entanto, não chegou aos playoffs: foi o terceiro pior da competição.

“La Bomba”, como é chamado pelos companheiros, começou devagar, mas aos poucos foi se encontrando com a camisa 2 do Memphis. Ao final da temporada, teve médias de 11 pontos por jogo e quase 26 minutos em quadra.

Jogava ao lado de Pau Gasol e muitos acreditavam que isso pudesse deixá-lo à vontade para fazer seu jogo decolar.

Navarro não foi mal, longe disso, tanto que anotou ao longo do campeonato 156 bolas de três, duas a menos do que Kerry Kittles cravou na temporada 1996/97, estabelecendo o recorde para um “rookie”. O espanhol ainda entrou para o segundo time dos novatos e esteve no “All-Star Weekend” atuando pelo time dos “rookies” contra os sophomores.

Recrutado originalmente pelo Washington Wizards em 2002, “La Bomba” preferiu continuar no Barcelona por mais cinco anos. Ao final deste período, anunciou que iria para a NBA, mas seus direitos eram do Memphis, que o tinha negociado com o Washington.

Mas depois de uma temporada na terra de Elvis Presley, Navarro voltou para a Espanha onde assinou novo contrato de cinco anos com o Barça. Contrato este que estará vencendo ao final da temporada 2012-13.

Navarro está feliz em Barça e na Espanha. Adora jogar os torneios da ACB e a Euroliga.

Ele não precisa da NBA para ser feliz. Ele se realiza na Europa.

Vejo o caso de Navarro e ele me remete ao futebol. Neymar se realiza no Santos. No momento, ele não precisa da Europa para se completar.

Quando digo realizar, falo em bola e não em dinheiro. Mas mesmo em se tratando de dinheiro Neymar ganha aqui no Brasil quase o que o Real Madrid está oferecendo a ele por um contrato que ainda não foi assinado.

Navarro deve ganhar um bom dinheiro na Espanha. Não faço a menor ideia do valor. Na NBA, ele teria tudo para ganhar boa grana também, mas não sei se seria muito maior do que ele ganha no Barça.

Então, pra que deixar o conforto do lar, o carinho dos amigos e parentes para jogar na NBA? Só se este for realmente o desejo de Navarro; mas não é. Por isso, “La Bomba” voltou para a Espanha.

Se Neymar tiver o mesmo pensamento de Navarro, ele não deixará o Santos.

Portanto, que o exemplo de Navarro seja seguido não apenas pela joia santista, mas também pelo seu companheiro Paulo Henrique Ganso, pelo são-paulino Lucas e pelos colorados Leandro Damião e Oscar. E também por outros moleques que estarão aparecendo futuramente.

Jogar futebol na Europa tem um preço que pode ser caro demais. Jogar na NBA também. Há os que estão dispostos a pagar por isso e começa a aparecer, mesmo que timidamente, os que não estão dispostos.

Estou muito curioso para ver o que o futuro vai nos revelar.

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