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Posts com a Tag leandrinho

segunda-feira, 13 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 22:18

ESCOLHIDO O VENCEDOR DA CAMISA AUTOGRAFADA DO BRASIL

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Bem, rapaziada, conforme prometi, no começo desta semana eu iria divulgar o vencedor do concurso cultural que premiou o felizardo com a camisa autografada do Brasil (foto). Os autógrafos são dos quatro brasileiros que atuam na NBA e que defenderam nosso selecionado nos Jogos Olímpicos de Londres: Nenê, Leandrinho, Varejão e Splitter.

Como eu disse a vocês, a ideia foi da Netshoes, que me procurou propondo a promoção. Eles e eu concordamos que o melhor para o concurso seria que vocês mandassem frases, impressões, poemas, o que vocês quisessem falar sobre o nosso selecionado. Vocês tiveram liberdade para criar.

Por haver um vínculo muito forte entre mim e vocês, passei a bola para os editores do iG. Pedi para que eles escolhessem o vencedor, o autor da manifestação mais emocionante sobre a seleção brasileira de basquete masculino.

Disseram-me que não foi uma tarefa das mais fáceis. Segundo eles (e eu concordo, pois li todas as mensagens), havia material farto, o que dificultou a escolha.

No final, depois de terem selecionado três mensagens (não me disseram quais), eles optaram pelo escrito do parceiro Marcos Gordinho. A mensagem vencedora foi esta que reproduzo abaixo:

Em cada passe “és belo”, em cada defesa “és forte”, em cada drible “impávido”, em cada toco “colosso”, a cada desafio “verás que um filho teu não foge a luta”, seleção de filhos da “pátria amada BRASIL”!!!

Parabéns, pois ao Marcos Gordinho. A Netshoes vai entrar em contato com você para enviar a camisa autografada do Brasil através do e-mail.

E eu quero aproveitar para agradecer a Netshoes pela ideia e por ter escolhido esse blog para fazer a promoção. E não se esqueçam: se vocês quiserem encontrar produtos da NBA, entrem no site da Netshoes (clique aqui).

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 19:51

PROSSEGUE PROMOÇÃO QUE VAI DAR UMA CAMISA DA SELEÇÃO BRASILEIRA

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Bem, o Brasil está fora dos Jogos Olímpicos, mas concordamos: nosso selecionado deu um passo e tanto. Depois de 16 anos vendo tudo pela televisão, acabamos em quinto lugar.

Houve erros, claro. Mas houve também muitos acertos. E concordamos, pela manifestação da maioria, que estamos no caminho certo e que com acertos aqui e ali continuaremos progredindo.

Por isso, não vamos nos deprimir. O momento, embora não seja de euforia, é um bom momento. Não há motivo para tristeza.

E por conta disso imagino que vocês ainda estejam interessados na camisa da seleção autografada (foto). A promoção vai prosseguir até o final desta semana. Continuem mandando frases, impressões, poemas, o que vocês quiserem falar sobre o nosso selecionado.

Estarei, ao lado dos editores do iG, analisando o conteúdo e no começo da próxima semana estarei divulgando o nome do vencedor.

Lembrem-se que a camisa é uma cortesia da Netshoes, que conseguiu que os quatro brasileiros que estão na NBA a autografassem: Nenê, Leandrinho, Varejão e Splitter.

E não se esqueçam: se vocês quiserem encontrar produtos da NBA, entrem no site da Netshoes (clique aqui).

Continuo, pois, observando a verve criativa desta rapaziada de valor que frequenta o botequim.

Mãos à obra!, volto a dizer.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012 Seleção Brasileira | 23:02

QUER GANHAR UMA CAMISA DO BRASIL AUTOGRAFADA? PARTICIPE DO CONCURSO

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Rapaziada, este blog nunca fez qualquer promoção nestes quase cinco anos em que nos encontramos juntos, emparceirados. Mas muitos de vocês têm me pedido isso.

Fui procurado pelo pessoal da Netshoes e surgiu a oportunidade. Eles me cederam uma camisa do Brasil autografada, conforme mostra a foto acima. Cederam-me exatamente para fazermos este concurso. E eu achei muito bacana.

Portanto, o blog, em parceria com a Netshoes vai dar uma camiseta do Brasil autografada pelos quatro brasileiros que estão na seleção e que jogam na NBA: Nenê, Varejão, Leandrinho e Splitter. E se você quiser encontrar os produtos da NBA é só clicar aqui.

E no que vai propor o concurso? Simples: aquele que escrever a frase mais transada sobre a seleção brasileira leva a camisa. A comissão julgadora será formada pelo pessoal do iG (editor e seus assistentes) e eu próprio.

Fico no aguardo.

Portanto, mãos à obra!

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012 NBA | 16:16

MIAMI E OKC PERDEM E NÃO HÁ MAIS INVICTOS NA NBA

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Não há mais invictos na NBA. Os dois últimos caíram ontem à noite. Primeiro foi o Miami, que perdeu surpreendentemente para o Atlanta (100-92) em casa; depois quem se rendeu foi o Oklahoma City, que em terras inimigas foi batido pelo Dallas.

Disse surpreendente em relação ao revés do Miami porque o Atlanta, embora reconheçamos tenha um bom time, não passa de um bom time. E jogando fora de casa, contra um dos favoritos ao título, não imaginava que a equipe do sul da Flórida fosse perder.

Mas um olhar mais atento ao desempenho do Heat na competição nos revela que o time não está justificando tantos holofotes. Venceu brilhantemente o Dallas fora de casa em seu debute no torneio, numa época em que o Mavs ainda estava de ressaca pelo título conquistado. De lá pra cá, fez uma boa vitória, em casa, diante de um Boston desfalcado de Paul Pierce, e só voltou a convencer quando pegou, diante dos fãs, uma galinha morta chamada Charlotte (129-90), lembrando que quando jogou no galinheiro alheio suou para vencer (96-95).

Definitivamente, o Miami ainda não está no ponto. E nem poderia ser diferente. Os times têm que estar no ponto quando os playoffs chegarem.

Mas, sinceramente, eu esperava mais do Heat nesse início de campeonato. Acho que LeBron James também (foto AP).

Já o OKC perdeu uma partida perdível. Ou seja: foi derrotado pelo atual campeão da NBA por 100-87. Portanto, nada de anormal — ao contrário do que aconteceu com o Miami.

Se olharmos em retrospecto para a campanha do Thunder, não vamos encontrar nenhum jogo precioso, mas o time somou vitórias diante de oponentes de respeito: Orlando, Dallas e Phoenix, todos em casa, e Minnesota e Memphis, fora.

Se a bola que o Miami joga merece reflexão, o desempenho do OKC agrada.

RECUPERAÇÃO

Ricardo Camilo, um dos mais antigos frequentadores deste botequim, que nos últimos dias a gente o tem reparado taciturno e sorumbático, jogou ontem a toalha por conta do desempenho de seu Dallas neste campeonato. Mas foi precipitado, pois o confronto da noite contra o Oklahoma City nem havia sido disputado.

Aliás, vale repetir o teor da mensagem do Ricardo:

Sormani,

Já teve algum campeão que ficou de fora dos playoffs no ano seguinte ou o Dallas será o 1º a ter essa “honra”?

Depois do que eu vi ontem, desisti completamente: aquilo não é um time, é um catadão digno de pelada no parque. Ninguém defende, o ataque é cada um por si, o garrafão é uma piada, só faltam estender um tapete vermelho para os adversários.

Se não bastassem os 17 desperdícios de posse, Rick Carlisle teve a “brilhante” ideia de colocar Dirk Nowitzki pra marcar Kevin Love, ou seja, um jogador fraco defensivamente para marcar o melhor atleta do adversário, “genial”.

Outra coisa que vou custar a entender: pq renovaram o contrato do (Brian) Cardinal? Se havia um jogador do elenco do ano passado que era descartável (pode ser cruel, mas a palavra é essa), era exatamente Cardinal e não os 4 que saíram. Além deste amor gigantesco por (Rodrigue) Beaubois.

O que começa errado termina errado. Agora inventaram o tal de Yi Jianlian, mais um chinês alto e bichado, acho que seria mais barato renovar com (Tyson) Chandler que manter Cardinal, (Brendan) Haywood e (Ian) Mahinmi, e contratar Sean Willians e Yi Jianlian.

Feliz 2013 Dallas!

Respondi a Camilo: tenha calma, a casa será arrumada.

E acho que a faxina começou a ser feita ontem à noite. O time já mostrou outro basquete. A principal mudança se deu na defesa: compactada, pressionando sempre o homem da bola e ótima movimentação dos jogadores que estavam no lado fraco, impedindo, com isso, que alguém aparecesse livre para pontuar.

O resultado desta mudança de atitude os números nos contam como foi. O aproveitamento do OKC nos arremessos de um modo geral foi ruim: 40,3% (31-77). Mas os tiros longos, aqueles que valem três pontos, esses foram muito pior: 26,3% (5-19).

O Dallas parece ter encontrado o caminho perdido. Por conta disso, eu não tenho a menor receio em dizer que o time estará nos playoffs desta temporada, temor esse que, tenho certeza, deve ter diminuído no coração do nosso bravo parceiro Ricardo Camilo.

PERDA

Manu Ginobili fraturou a mão esquerda. Os doutores que examinaram o caso, logo após o incidente, disseram que ele ficará de fora pelo menos um mês, embora o jogador faça um exame mais apurado nesta terça-feira.

Uma perda e tanto. Como postei ontem no meu Twitter (@FRSormani) durante a partida, Manu joga demais! E joga mesmo.

Não há substituto para ele no elenco e na NBA são poucos os jogadores que podem fazer o mesmo trabalho que ele faz: precisão nos arremessos e passes, defesa forte, liderança e aporrinhar adversários e arbitragem.

A gente não pode se esquecer que este campeonato tem 66 partidas na fase de classificação e não as 82 habituais. Neste janeiro, o time fará 17 partidas. Ou seja: 25% do “schedule”.

É bom o SAS se cuidar, pois a Conferência Oeste, ao contrário do que muitos imaginam, não é nenhuma barbada. Está muito equilibrada e o Minnesota está de olho numa vaga no grupo de elite.

SURPRESA

Ontem falamos de Ricky Rubio. Deitamos elogios ao armador espanhol e dissemos que o jogo contra o San Antonio seria o melhor da noitada.

Para surpresa geral na nação, Luke Ridnour, o armador titular e que sempre cede seus minutos para Rubio jogar, foi o grande nome da vitória do Wolves sobre os texanos por 106-96.

Luke anotou 19 pontos e deu nove assistências em 36 minutos. Por conta disso, deixou apenas 24 minutos para o espanhol jogar. E o ibérico foi uma decepção: seis pontos e três assistências.

Ah, sim, alguém pode dizer: como Ridnour foi o melhor em quadra se Kevin Love marcou 24 pontos e pegou 15 rebotes? Esses números do ala-pivô do amor são corriqueiros e já não chamam mais tanta a atenção.

Aliás, sobre Kevin vou falar qualquer dia dessas, mais detalhadamente.

INFLAMAÇÃO

No pé esquerdo. Por conta disso Nenê não atuou na vitória de ontem do Denver diante do Milwaukee por 91-86. Deve voltar no confronto destaque quarta diante do Sacramento.

Sem Nenê, dois outros brasileiros estiveram em quadra na noite de ontem, segunda-feira. Primeiro foi Leandrinho Barbosa, que anotou uma dezena de pontos na vitória de seu Toronto sobre o Knicks, em plena Nova York, por 90-85. Tiago Splitter atuou com a camisa 22 do San Antonio na derrota diante do Wolves, derrota que foi mencionada anteriormente. Splitter veio do banco e anotou 12 pontos e pegou três rebotes apenas. Está mostrando evolução a cada dia que passa.

ENGODO?

O New York perdeu para o Toronto. Muitos parceiros deste botequim estão esperando muito do Knicks neste campeonato.

Não faço parte deste coro.

Mas do Knicks eu ainda vou falar; mas mais para frente.

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011 Sem categoria | 12:02

MAGNANO VOLTA A FRISAR: “AS PORTAS NÃO ESTÃO FECHADAS PARA NINGUÉM”

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O técnico Rubén Magnano esteve no programa “Juca Entrevista” da ESPN Brasil no último sábado. Falou sobre muitas coisas, mas, claro, o mais importante tema quando o assunto é seleção brasileira são os Jogos Olímpicos de Londres, ano que vem.

Magnano não contou nenhuma novidade. Disse o de sempre, mas é sempre bom a gente frisar o pensamento do treinador argentino que brilhantemente comanda a seleção brasileira e que depois de 16 anos classificou nosso selecionado para as Olimpíadas.

“Não quero ficar preso por minhas palavras”, disse Magnano (foto Gaspar Nóbrega-CBB/Divulgação), quando indagado pelo jornalista Juca Kfouri (comandante do programa) sobre o grupo que ele pretende levar a Londres. Magnano não quer dizer algo contundente neste momento que venha fechar questão e depois, por um problema ou outro, se ver refém de suas palavras.

“Não vou fechar a porta para nenhum jogador brasileiro”, voltou a frisar. “Todo jogador que tem passaporte brasileiro tem possibilidade de jogar pelo Brasil. Então, hoje, não estão fechadas as portas para ninguém”.

E voltou a frisar: “É certo que eu vou fazer minhas avaliações. Técnicas, físicas e de comprometimento. E vou tomar a minha decisão. Como faço sempre (…) Espero ser suficientemente inteligente para que a minha decisão seja o melhor para o basquete do Brasil”.

Quanto a questão de o grupo que foi a Mar del Plata ter vaga cativa nos Jogos londrinos, Magnano alertou, como sempre tem alertado: “Pode acontecer muita coisa em seis meses, muita coisa. Eu te falo por experiência pessoal de minha vida. Por isso eu não posso dizer sim e garantir esses 12 caras. Não, não, não. Por isso eu falei anteriormente que espero ser suficientemente inteligente para que a minha decisão seja a melhor para o basquete do Brasil. É o que eu vou fazer. Se der certo, melhor; se não der certo… Não posso fechar a equipe agora”.

Inteligente; sábio, eu corrijo, pois esta palavra tem mais força. Pra que ficar comprando briga a pouco menos de um ano da competição? Pra que ficar criando conflitos a pouco menos de um ano da competição?

Nada disso; Magnano quer dar tempo ao tempo. Quer esperar. Quer ver o comprometimento dos jogadores. Quer ouvir declarações, depoimentos, posicionamentos; quer ver qual o grau de desejo dos jogadores em vestir a camisa da seleção.

Depois, como disse, vai tomar sua decisão.

O que eu acho que vai acontecer? Bem, se todos, digo TODOS, os jogadores se mostrarem dispostos a jogar pela seleção, Magnano vai convocar os melhores.

Nenê e Leandrinho estarão no grupo, podem ter certeza. Mas se nosso treinador não sentir comprometimento de quem quer que seja, pode ser o nosso melhor jogador, ele não será convocado.

Sábio, como disse.

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 18:10

IZIANE DEVE OU NÃO SER CONVOCADA PARA LONDRES?

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Iziane Castro virou a bola da vez. Depois da conquista da vaga pelo time feminino para os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem, o que se discute é: deve-se convocar ou não Iziane?

Boa pergunta.

O passado condena Iziane. Ela pisou feio na bola quando do Pré-Olímpico Mundial em 2008, na Espanha. Numa partida contra Belarus, jogando mal, nossa ala foi sacada do time pelo então treinador, Paulo Bassul. Com o andamento da porfia, o técnico brasileiro achou que era o momento de Iziane voltar. Inexplicável e inesperadamente ela disse: “Não volto”.

O resto da história todos nós conhecemos, mas se você não conhece ou não se lembra, eu conto…

Bassul ficou, obviamente, P da vida. Sentiu-se ultrajado e desrespeitado por uma jogadora que nunca tinha feito (como ainda não fez) nada pelo nosso basquete. E mesmo que tivesse feito, ela não tinha o direito de se comportar como se comportou. Desrespeitou também suas companheiras e pisou nas cores da nossa camisa.

Bassul, corretamente, afastou-a do grupo. O Pré nem tinha acabado e Iziane já estava em Atlanta, no EUA, onde mora. O Brasil se classificou. Veio a Olimpíada de Pequim e Iziane, corretamente, ficou de fora.

O tempo passou, Grego deixou o comando da CBB, Carlos Nunes assumiu e Hortência Marcari tornou-se diretora das seleções femininas do Brasil. Sua primeira missão: conversar com Iziane e convencê-la a voltar a vestir a camisa da seleção brasileira.

Iziane, no entanto, não desceu de seu pedestal e nem retirou a máscara da arrogância. Disse a Hortência: “Com o Bassul eu não jogo”.

E nesse cabo de força, a corda de Bassul era mais frágil e esgarçou. O treinador foi demitido por Hortência. Com isso, Iziane voltou.

História lembrada; história contada. Voltemos ao presente.

Como disse, Iziane é agora a bola da vez, como Nenê e Leandrinho foram num passado recente.

Deve-se convocá-la ou não para os Jogos de Londres?

Eu respondo: claro que não!

Afinal de contas, a jogadora em nenhum momento desde o episódio de Madri veio a público e desculpou-se pelo que fez. Não pediu desculpas a Bassul, às suas companheiras, aos torcedores e à história do nosso basquete, que, aliás, foi edificada também por Hortência.

Depois de mostrado arrependimento e se desculpado, Iziane (foto Fiba) poderia perfeitamente dizer: “Mas com Bassul eu não jogo mais”. Direito dela, ninguém pode roubar isso de qualquer pessoa: o livre arbítrio.

Mas não, Iziane não se desculpou e voltou por cima. O que ficou dessa história toda? Que Iziane derrubou um treinador. E não foi um treinador qualquer: foi o treinador da seleção brasileira!

Por isso, senhoras e senhores, eu não convocaria Iziane. Ela não mostrou em momento algum arrependimento do que fez. Pior de tudo: creio que ela não se envergonha do que fez. Talvez deva achar que o que fez não foi nada demais.

Neste país não existe prisão perpétua. Portanto, ninguém pode pagar pelo resto da vida por algo errado que tenha feito; nem Iziane.

Mas o fato de ela não ter se desculpado a torna uma delinquente recalcitrante. Ela continua, por isso mesmo, sendo julgada todos os dias.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 00:41

MAGNANO MANDA RECADO A LEANDRINHO E NENÊ

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Na tarde desta quarta-feira, Rubén Magnano conversou com o repórter Victorino Chermont, do SporTV, em Córdoba, na Argentina, cidade onde vive. Perguntado sobre Nenê, Leandrinho e Varejão, o treinador da seleção brasileira respondeu:

“Vamos precisar de todos os jogadores que têm verdadeiro compromisso com a seleção. Eu, de minha parte, como treinador, tenho a última decisão sobre a formação da equipe. Vou fazer tudo de melhor para a seleção nacional. Nenhum nome, nem o meu, está acima do nome da seleção nacional. Depois farei minha avaliação e tomarei minha decisão”.

A frase inicial é emblemática: jogadores que têm verdadeiro compromisso com a seleção.

Será que Magnano (Foto AP com Marcelinho Huertas) mandou um recado para Nenê e Leandrinho? Vamos esquecer Varejão, pois o capixaba só não foi a Mar del Plata porque ainda está seriamente lesionado no tendão de Aquiles do pé direito.

Leandrinho dá mostras de estar extremamente arrependido de ter pedido dispensa e disse que quer ir a Londres. “Se o Rúben quiser que eu limpe o chão, eu limpo”, brincou o armador.

De Denver não se houve nada. Nenê está quieto, provando uma vez mais que seu mutismo é talvez seu maior adversário fora das quadras na tentativa de esclarecer situações e conquistar o coração dos torcedores brasileiros.

Se realmente Magnano mandou recado para os dois, ele agora deve estar esperando algum sinal de Nenê, alguma manifestação do pivô brasileiro.

Se Nenê continuar indiferente, calado, Magnano pode interpretar essa postura como falta de comprometimento. E jogador sem comprometimento, estará fora dos planos dele.

Com essa atitude, Magnano, espertamente, passou a bola pra os dois.

Leandrinho já soube o que fazer com ela. Agora a bola ela está nas mãos de Nenê.

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011 Sem categoria | 16:36

RUBÉN MAGNANO DIZ QUE HAVERÁ MODIFICAÇÕES NO GRUPO QUE VAI A LONDRES

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“Não é questão de querer. O que eu vou fazer é o melhor para o Brasil. Aqui não há sentimentalismo, aqui não tem nome próprio. Aqui existe gente comprometida com a seleção nacional. Sobre a declaração do Alex, isso é muito pessoal. Eu respeito o que disse o Alex, mas temos que ver o que é melhor para o Brasil, não para o Magnano, não para o Alex. O melhor para o Brasil.”

Rubén Magnano em entrevista ao repórter Cícero Mello, da ESPN Brasil e da Rádio Estadão/ESPN, sobre a questão do aproveitamento de Nenê, Leandrinho e Varejão nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem.

“Acho que se recuperarmos alguns jogadores e continuarmos com esta base, pode-se fazer um trabalho interessante (nos Jogos Olímpicos)”

Magnano deixando claro que haverá modificações no grupo que conquistou a vaga em Mar del Plata para as Olimpíadas do ano que vem. Resposta dada igualmente ao repórter Cícero Mello da ESPN Brasil e da Rádio Estadão/ESPN.

A íntegra da entrevista segue abaixo. Para ouvir, basta clicar no link:

Entrevista Rubén Magnano a Cícero Mello



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segunda-feira, 12 de setembro de 2011 basquete brasileiro, NBA, Sem categoria | 17:45

PERSONALIDADES OPINIAM SOBRE O CASO NENÊ-LEANDRINHO

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Conversei nesta segunda-feira com algumas personalidades do nosso basquete sobre o assunto que mais gera polêmica no momento: convocar ou não Nenê e Leandrinho para os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem.

A pergunta que fiz foi: você convocaria os dois? Vejam o que eles disseram:

OSCAR SCHMIDT (ex-jogador) – “Claro que não! Em 1995, o Ary Vidal me fez voltar à seleção juntamente com o Israel e o Maury. Conseguimos a vaga para os Jogos Olímpicos de Atlanta com as calças nas mãos. Aí os dois não foram chamados para as Olimpíadas. Eu fui egoísta, pensei apenas no fato de que iria disputar minha quinta Olimpíada, mas eu não deveria ter ido. Falei um monte para o Ary, que é meu amigo, mas não deveria ter ido. Convocar agora Nenê e Leandrinho é uma bofetada na cara dos jogadores que conquistaram a vaga em Mar del Plata. E tem mais: sabe o que eu fiquei sabendo? Que o Leandrinho estava na balada na hora do jogo. Ou seja: nem se interessou em ver a partida. Claro que com o Nenê a nossa foto é outra, mas ele também não merece ser convocado”.

HORTÊNCIA MARCARI (ex-jogadora e atual dirigente da CBB) – “Não convocaria, porque no momento mais importante, mais crucial, que mais precisou, eles não foram. Há uma diferença do caso deles do caso da Iziane, que está com um contrato terminando com seu time na WNBA e em meio a um campeonato. Nenê e Leandrinho estão de férias. Os outros jogadores da NBA estão disputando o Pré-Olímpico na Europa. Por que eles não vieram? Gosto muito do Leandrinho, quero o bem dele, mas pergunto: ele não estava machucado? Mas aí eu o vejo treinando no Flamengo, batendo bola e pronto pra jogar. Não entendi. Temos que ir bem nas Olimpíadas? Lógico que sim. É óbvio que os dois são importantes. Mas quem tem que decidir isso é o Magnano. Ele é inteligente e experiente. A decisão que ele tomar nós na CBB vamos acatar. E não tem que ouvir o grupo: o Magnano é quem tem que decidir. O grupo, pode ter certeza, quer ser campeão”.

MARCEL SOUZA (ex-jogador) – “Fácil, convocaria os dois sim. Porque não tem reserva de mercado para o sucesso. Convoco e deixo a bomba nas mãos dos dois. Pra termos chances de medalha nas Olimpíadas temos que levar nossos melhores jogadores. Só por que eles não foram ao Pré-Olímpico? Imagina o Brasil com mais três jogadores de nível. No basquete moderno, um jogador não pode ficar em quadra 40 minutos, como aconteceu com o Alex e o Huertas na final contra a Argentina. Então, você tem que ter opção para isso. Temos que jogar as Olimpíadas no estilo do Barcelona, campeão da ACB. Eu acompanhei todo o campeonato. Entre no site e veja: quem jogou mais, jogou 19 minutos por partida. A média ficou entre 14, 15, 16 minutos. Ninguém teve 25 minutos. É assim que tem que ser, pois hoje em dia o basquete é no pau! E pra se fazer isso tem que ter opção”.

MAGIC PAULA (ex-jogadora) – “Não convocaria. A convocação deles quebraria a harmonia do grupo. Além disso, eu nunca vi um treinador ter os 12 jogadores na mão. Em toda a história do basquete brasileiro, nem no masculino e nem no feminino, eu nunca vi um treinador dominar o grupo como o Magnano fez com esse time. Ninguém estava com o saco cheio de estar no banco. Esse time funciona coletivamente. Alguém pode dizer que ele conseguiria o mesmo com Nenê e Leandrinho. Mas eu acho que não vale a pena chamá-los, pois eles são coadjuvantes em seus times na NBA. Perderam a capacidade de decidir o jogo, perderam a capacidade de liderar. Veja o caso do Marcelinho Huertas: estou impressionada com ele. Esses caras da NBA não têm isso que o Huertas tem”.

ZÉ BOQUINHA (comentarista da ESPN Brasil) – “O momento é de muita euforia. Não podemos decidir nada com paixão, com o coração. Agora é o momento de curtir a conquista da vaga. Vamos dar um tempo. Daqui seis meses, sem paixão, sem euforia, toma-se uma decisão. Mas, analisando os fatos, o que a gente tem que dizer é que o Leandrinho sempre esteve à disposição; o Nenê é que vinha arrastado. Além disso, quando todos estiveram juntos, sempre houve confusão, pois não havia liderança. Veja que nesse grupo não tem isso. Ao mesmo tempo, eu penso: temos que ser profissionais, não podemos abrir mão de nossas estrelas. Uma coisa é ganhar a vaga para as Olimpíadas, outra coisa é jogar as Olimpíadas”.

LULA FERREIRA (ex-treinador da seleção) – “A única pessoa que pode falar sobre o assunto é o Rubén Magnano. Somente ele sabe exatamente o que aconteceu no pedido de dispensa do Nenê e do Leandrinho. Ele tem os motivos reais das ausências. O que a gente ouve falar nem sempre é o que de fato aconteceu. Mas eu digo que uma decisão dessas tem que estar acima de vaidades pessoais. Ela tem que ser tomada para o bem do nosso basquete. Rubén tem que formar o melhor time no seu entender. Não estou com isso dizendo que se tem que levar os dois, pois nem sempre os melhores jogadores formam o melhor time”.

CLÁUDIO MORTARI (ex-treinador da seleção brasileira) – “O momento não favorece os dois, mas temos um ano pela frente, pra pensar. De repente, as coisas caminham de um jeito que a gente não esperava. Temos que saber como o elenco reagiu à negativa do Nenê e do Leandrinho. Isso é importante. Mais ainda: precisamos saber como essa conquista repercutiu no grupo. Portanto, agora, temos que raciocinar, ter cautela. E, acima de tudo, procurar saber quais são as verdades nesse caso todo”.

DANILO CASTRO (comentarista do BandSports) – “Eu perguntaria para o grupo. A opinião dos jogadores é muito importante. Tecnicamente o Nenê e o Leandrinho acrescentam? Claro que sim. Mas se eu convocá-los o grupo pode rachar? Temos que saber isso. Veja que os jogadores estão muito unidos. Você viu o corte de cabelo deles? Isso demonstra união. A opinião dos jogadores tem que ter o peso maior nesse caso. O Magnano precisa ouvir o Marcelinho Huertas, o Machado, Tiago Splitter, Guilherme Giovanni e o Alex Garcia”.

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010 NBA | 18:42

MOMENTO PARA REFLETIR

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Fiquei lendo as manifestações de muitos parceiros deste botequim até agora. Algumas me chamaram demais a atenção. Não foi a maioria; uma minoria, eu diria; mas elas representam o que talvez a maioria dos nossos frequentadores pensa.

Vamos por partes.

Digamos que eu tenha pegado pesado em relação ao Dallas. Quem me conhece pessoalmente sabe que eu sou dado a hipérboles. Sou um ser hiperbólico — se é que existe esta palavra.

Ao dizer tudo o que disse do Mavs, eu apenas quis frisar que o time não me passa confiança e que não aposto nem um centavo sequer nele pelos motivos que eu expus. Jason Kidd é veterano de pernas cansadas que não sabe arremessar. Seu reserva é ruim. Dirk Nowitzki é um belíssimo jogador, mas nos momentos cruciais ele nega fogo. Jason Terry é fominha como Carmelo Anthony e não sabe diferenciar o momento do arremesso do momento do passe. E Tyson Chandler, repito, eu acho horroroso.

Fiz questão de deixar claro, no entanto, que não tenho visto o Mavs jogar. Fiz uma análise dos números e do passado desses jogadores. Alguém disse que Chandler está jogando muito bem. Prometo, vou olhar, mas tenho muitas dúvidas de que vou ver algo diferente. Ninguém pode mudar tanto de uma temporada para outra. Em todo o caso…

Isso é uma coisa.

A outra coisa foram ataques gratuitos a jogadores brasileiros. Alguns foram mencionados — outros não. Mas não importa.

O que me chamou a atenção foram algumas manifestações — não apenas neste post, mas em outros também — de alguns de vocês que se dizem inconformados pelo fato de eu não falar mal dos brasileiros na NBA. E não vou mesmo falar mal deles!

Eles, para mim, são vencedores. Deixaram um mundo para trás. Deixaram casa, família, amigos, costumes, cultura e tradição. E foram desafiar o desconhecido.

Quem morou fora do Brasil sabe do que eu falo. Nós, brasileiros, não somos muito bem vistos. Tratam-nos (nem todos, é verdade) como os nordestinos são tratados lamentavelmente no sudeste e no sul do país. Discriminam-nos como os nordestinos são discriminados nestas regiões; felizmente, é bom que se diga, há uma parcela da população que não se comporta desta maneira abominável, desprezível. Nem aqui e nem lá.

Mas de uma maneira geral, é assim que é.

Foi neste mundo que os nossos brasucas foram viver. Onde a maioria discrimina, onde se fala uma língua incompreensível, onde se come uma comida com gosto amargo, onde se esbarra em gente distante, que não tem o “calor humano” que ajuda a nos caracterizar.

No trabalho, num primeiro momento, chega-se e não se sabe do que se trata. O técnico fala, não se sabe o que ele quis dizer; o companheiro de time brinca, não se sabe o que ele quis dizer; fala-se “boa noite” para o porteiro, ele responde algo e você não faz ideia do que se trata.

Chega em casa, cansado, liga a televisão. Não se entende nem uma palavra sequer. Vai à mercearia comprar alguma coisa e surge a dúvida, não tem para quem perguntar, porque não se sabe perguntar e nem entender a resposta.

Tudo isso junto traz solidão. Solidão deprime. Depressão é horrível.

Eles venceram tudo isso. Estão na liga e são chamados pelo nome. Estão na NBA e lá conquistaram seu espaço. Têm o reconhecimento de todos: técnicos e jogadores adversários, técnicos e jogadores do mesmo time. E da mídia também.

Eles podem não ser um Kobe Bryant ou um LeBron James — e não são mesmo. Mas não são umas geringonças que boa parte dos frequentadores deste botequim acha que eles são.

Não vou falar mal dos brasileiros do jeito que muitos querem que eu fale. Isso, jamais! Pois, como disse, eles são vencedores, são guerreiros, transformaram-se em heróis para mim. É lógico que não ficaram imunes às críticas por conta disso. Já critiquei todos eles.

Já disse que Nenê precisa ir mais nos rebotes, que Varejão tem que ser mais audacioso com a bola nas mãos, que Leandrinho tem que usar mais seus longos braços para roubar bolas.

Já critiquei-os. Quem está comigo neste boteco desde que ele foi aberto sabe disso.

Mas se alguém espera que um dia eu me levante neste botequim para falar mal gratuitamente de qualquer um dos nossos brasucas, que eu vá ridicularizá-los como alguns fazem, pode tirar o cavalo da chuva. Se alguém quer ler algo desse tipo, que bata em outra porta.

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