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quarta-feira, 26 de setembro de 2012 Basquete europeu, NBA, Seleção Brasileira | 10:10

NENÊ DEVE PERDER TODA A PRÉ-TEMPORADA DO WASHINGTON

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Nenê deve ficar de fora da pré-temporada do Washington. Motivo: seu crônico problema na planta do pé (não me lembro se no direito ou no esquerdo ou mesmo se nos dois pés).

Infelizmente, Nenê Hilário tem neste o seu maior adversário. Seus movimentos e seu tempo de quadra se reduzem dramaticamente por conta da enfermidade. Não fosse assim, seguramente seu desempenho seria outro.

Ele poderia ser mais eficiente na NBA. Poderia ter sido ainda mais eficiente nos Jogos Olímpicos.

Aliás, o problema se agravou por conta de ele ter disputado as Olimpíadas. A informação é do presidente da franquia, Ernie Grunfeld. O problema veio logo depois da estreia brasileira nos Jogos, diante da Austrália. Partida encerrada e Nenê (foto) começou a sentir dores. Foi assim até o término da competição.

“Nenê não teve muito tempo para descansar nas férias por conta de seu compromisso com a seleção do Brasil”, disse Grunfeld. “Portanto, nós teremos que ser muito, mas muito cautelosos mesmo com ele. Vamos aos poucos, até termos certeza de que ele está 100%”.

Nenê perdeu dez partidas consecutivas do Washington na temporada passada exatamente por causa desta enfermidade. Voltou no final da fase de classificação, quando jogou todas as cinco partidas derradeiras. Detalhe: cinco vitórias.

Nos 11 confrontos de Nenê com a camisa 42 do Wizards, o time da capital dos EUA fez uma campanha de 7-4. As vitórias foram obtidas por uma margem de 10,3 pontos por jogo. E seus números com o Washington são: 14,5 pontos e 7,5 rebotes. Detalhe: em menos de 27 minutos por jogo.

Nenê joga muito. Acho que seu fã-clube deve ter aumentado aqui no Brasil depois que ele participou das Olimpíadas de Londres e foi, ao lado de Marcelinho Huertas, nosso principal jogador.

Nenê joga muito. Na NBA de hoje, ele fica atrás apenas de Dwight Howard e de Andrew Bynum. Os demais ele ou coloca no bolso ou duela de igual para igual. Dentre os que ele coloca no bolso e passa um zíper está Tyson Chandler, que tem um enorme e inexplicável número de admiradores no Brasil.

Vamos torcer para que Nenê se recupere rapidamente. Já estou com o meu League Pass adquirido. Esta vai ser uma temporada entusiasmante. E desgastante. Vou me acabar de tanto ver jogos. E minha atenção estará voltada para Washington, Cleveland, Houston, Boston e San Antonio. E para o Miami e o Lakers, é claro.

Gostaria de centrar minhas atenções para outro time caso Leandrinho Barbosa assine contrato. O que, convenhamos, parece cada vez mais difícil de acontecer. Infelizmente.

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terça-feira, 11 de setembro de 2012 basquete brasileiro, NBA | 11:32

LEANDRINHO TREINA NO FLAMENGO PARA MANTER A FORMA. TALVEZ FIQUE POR LÁ MESMO

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Leandrinho está treinando no Flamengo (foto Site Oficial). O site oficial do clube diz: “De férias após as Olimpíadas de Londres, o jogador não quer perder o ritmo e seguirá a programação de treinamentos dos rubro-negros, na Gávea”. E Leandrinho complementa: “Muito bom voltar ao Flamengo e relembrar os bons momentos que vivi aqui no ano passado. Sou sempre muito bem recebido por aqui e tenho grande amigos no time”.

A situação de LB, como venho abordando aqui, é dramática. O tempo passa e ele não arruma time. Dramática e misteriosa. Toda matéria que lemos sobre ele é elogiosa. LB tem espaço e nome na liga. Mas não assina com ninguém.

Por quê?

A explicação que eu encontro é que Dan Fegan, seu agente, foi com muita sede ao pote. Mais do que isso: não conseguiu costurar acordo para encaixar LB no Lakers, por exemplo.

Fegan, na negociação de Dwight Howard com os amarelinhos, poderia ter condicionado a ida de LB para Los Angeles. Não conseguiu; ou nem tentou.

Como mencionei, talvez Fegan tenha sido guloso demais. Imaginou um contrato semelhante ou maior do que os mais de US$ 7 milhões que o brasileiro ganhou na última temporada. Como se sabe, os agentes ficam com 4% do acordo assinado. Quanto maior o contrato, maior o faturamento.

Não apareceu (até o momento) nenhum clube disposto a pagar isso — e nem vai aparecer. Primeiro porque esse dinheiro não está mais disponível em nenhuma franquia; segundo, porque todos os times têm no momento a faca e o queijo na mão. Ou seja, dirão a Fegan: é pegar ou largar.

Como já disse aqui, não é apenas LB que vive situação dramática. Há outros free-agents desempregados. Derek Fisher, pra mim, é o principal deles. Cinco anéis de campeão, líder nato, Fish (foto) ainda é muito bom de bola; e nada. Tracy McGrady não me comove, pois ele é um ex-jogador em atividade e se arrumar alguma coisa será nessas franquias em desespero, atrás de um sonho que não virá e da venda de tíquetes, pois T-Mac ainda ostenta um bom nome entre os fãs.

Leio que Mehmet Okur deve voltar para a Europa. É outro que também está sem time. Mas se voltar para o Velho Mundo deverá assinar com o Real Madrid, que ofereceu € 3 milhões (cerca de US$ 3,8 milhões) por um contrato de um ano.

Enquanto isso, LB apenas treina no Flamengo. Nem oferta ele recebeu, ao que tudo indica.

Ano passado, na época do locaute, apurei dia desses, LB recebeu R$ 150 mil mensais. E nem foi o clube da Gávea quem pagou o jogador: foi o banco BMG. Se a proposta for reapresentada, LB assinaria um contrato para receber R$ 1,8 milhão, o que daria cerca de US$ 890 mil. Menos do que o US$ 1,35 milhão do mínimo veterano e menos do que o US$ 1,95 milhão que o Lakers poderia oferecer usando a mid level exception.

Conversei por e-mail com Trapizomba, que mora em Los Angeles, para saber o que LB teria como gasto caso fosse para o Lakers. Trapizomba me disse que o leão californiano abocanha 10% do salário. “O maior problema são as taxas federais, em 39%. Isso é o que mata, mas é para todo o país”, completou Trapizomba.

Só de impostos Leandrinho deixaria para os cofres governamentais USS 195 mil para a Califórnia e US$ 760,5 mil para o governo federal, o que totalizaria US$ 955,5 mil. Ou seja: do total de US$ 1,95 milhão, LB receberia, na verdade, US$ 994,5 mil.

Mas não se esqueçam: em Los Angeles LB teria que alugar um imóvel, o que não aconteceria em caso de jogar no Flamengo (ele tem apartamento no Rio) ou mesmo se for jogar em outro time brasileiro, que daria moradia de graça para ele.

Morar na Califórnia é caríssimo. Tenho um amigo, Guto Guimarães, bauruense como eu, que vive em Tucson, pertinho de Phoenix. Não perdia um jogo do Suns na época do Leandrinho. Ele me contou, certa vez, que um amigo americano, brincando, disse: “Vendo minha casa aqui em Tucson e vou morar em um trailer na Califórnia”. Guto contou que o cara tem uma baita casa no Arizona. Fez a brincadeira para dizer ao Guto que morar na Califórnia é para poucos.

Trapizomba não soube me dizer quanto LB gastaria com aluguel de um imóvel em LA. Mas pelo que pesquisei pela internet, ele gastaria algo em torno de US$ 2,5 mil por mês, o que daria US$ 30 mil por ano.

Então, os US$ 994,5 mil cairiam para 964,5 mil, que traduzidos para nossa moeda seria algo em torno de R$ 1,95 milhão. Divididos em 12 parcelas teríamos R$ 162,5 mil.

Ou seja: praticamente a mesma grana para jogar no Flamengo — isso se o time carioca fizer uma oferta semelhante a feita na temporada passada. Ou, quem sabe, de repente em outra equipe de ponta do NBB.

Some-se a tudo isso o fato de que Samara Felippo, mulher de Leandrinho, atriz da Rede Record, em entrevista dada ao iG em 18 de julho passado, disse com todas as letras o seguinte: “Não quero morar nos EUA. Minha rotina lá é chata. Não é minha cultura, não é onde está minha família ou meus amigos. Ás vezes, a questão de não dominar a língua me irrita”.

E se Samara ficar por aqui boa parte da temporada (gravações da novela “Balacobaco”), Alicia, filha de LB, fica também. E o jogador é muito apegado à menina, que tem três anos. E ela, claro, adora o pai, como mostra a  foto (Instagram/Reprodução), onde Alicia tenta abraçar o pai vendo-o em entrevista na televisão.

Vocês querem saber o que eu acho? Se não aparecer nenhuma oferta milionária (e não deve aparecer mesmo, pois este é o cenário atual na NBA), LB tentará um acordo com o Flamengo ou com algum clube brasileiro — ou então tentará a Europa, o que é mais difícil, pois ele jamais atuou por lá. Ele ficaria uma temporada fora da NBA e enquanto isso Dan Fegan trabalharia no sentido de reencaixá-lo em alguma equipe da NBA na outra temporada. Ou assinaria um contrato com uma cláusula liberando-o imediatamente para algum time da liga norte-americana em caso de acerto.

Este é o cenário que eu vejo. Não consigo enxergar outro.

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012 NBA | 10:20

AINDA SEM TIME, LEANDRINHO DESPENCA NO RANKING DA ESPN GRINGA

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Enquanto Scott Machado acerta sua vida na NBA, Leandrinho Barbosa segue com sua carreira indefinida. É o único dos brasileiros sem contrato, pois seu acordo com o Indiana expirou e até o momento nem o Pacers e nem qualquer outra equipe manifestou desejo em adquiri-lo.

Pra piorar, no levantamento anual que o site da ESPN gringa faz, ranqueando os 500 jogadores da NBA, Leandrinho despencou. Caiu do 150º lugar para o 183º. Leandrinho aparece em uma foto vestindo o uniforme da seleção brasileira (que reproduzo ao lado), pois, como disse, ele está sem clube. Ao lado do retrato, seus números na última temporada: em 64 partidas disputadas, anotou uma média de 11,1 pontos, pegou 2,0 rebotes e deu 1,5 assistência. Os dois últimos quesitos não contam, o que conta é a pontuação (razoável) e o aproveitamento nos arremessos (muito bom): 42,5%.

Abaixo há um comentário de um internauta cujo apelido é Shadow Goblin. Disse ele: “Leandrinho em 183º no NBArank? Tem realmente muito tempo que ele foi eleito o melhor homem sexto da liga? Ainda um sólido pontuador”.

Dia desses, um parceiro aqui no botequim disse pra todos nós ter visto um fórum no site da NBA sobre Leandrinho no Lakers. E a reação foi muito positiva por parte dos torcedores amarelinhos.

LB tem ainda um bom nome na liga. Por que ele não assinou até agora com ninguém intriga. Será mesmo falta de interesse das equipes ou as equipes só oferecem o mínimo (US$ 1,35 milhão) para ele? E se a segunda alternativa for a correta, será que ele não está assinando com ninguém por iniciativa própria ou será que seu agente, Dan Fegan, está esperando algo melhor? Afinal, é sempre bom lembrar, LB faturou mais de US$ 7 milhões na temporada passada.

Pouco antes de a seleção embarcar para Londres e disputar os Jogos Olímpicos, quebrando um jejum de 16 anos, houve um evento da NBA aqui em São Paulo. Conversei com LB e perguntei sobre seu futuro. Ele me disse que havia uns sete times interessados nele. “Não sabia que tinha tanta gente assim interessada em mim”, disse ele à época.

O que aconteceu com aquele interesse? Adormeceu? Ou será que é mesmo questão de grana curta?

A gente realmente não sabe.

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domingo, 2 de setembro de 2012 Sem categoria | 13:03

CARDÁPIO VARIADO NESTE DOMINGO. MAS TEM VIRADO À PAULISTA

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A rapaziada vive perguntando: “Sormani, e o Leandrinho, nada ainda?”.

Nada ainda.

E não é apenas LB que está sem time. Há um grupo de “free agents” desempregado que chama a atenção. São eles:

Mickael Pietrus
Kenyon Martin
Derek Fisher
Tracy McGrady
Michael Redd
Josh Howard
Gilbert Arenas
Leandrinho Barbosa

Howard está treinando com o New York, conforme eu disse ontem. Pietrus recebeu uma proposta para ganhar o mínimo (US$ 1,35 milhão) do Milwaukee, mas disse não. Sobre os demais, nada foi divulgado.

O que esses jogadores (leia-se “agentes”) esperam é que times como o próprio Milwaukee e Washington, que ainda têm um pouco de “carvão” pra gastar, façam uma proposta superior ao mínimo. Ou então que eles dispensem algum jogador e um desses agentes livres possa entrar na vaga.

E nós, por aqui, continuamos torcendo para que LB consiga arrumar um time. E que seja um bom time, não um Toronto da vida.

NEW LOOK

Nesta terça-feira Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire vão dar uma de modelo. Os dois vão desfilar com os novos uniformes do New York para esta temporada. As modificações não foram consideráveis; foram sutis. Mas uma coisinha ou outra mudou, como a faixa na lateral da camisa e do calção. Confiram na foto abaixo:

Se vocês não sabem, as cores oficiais do Knicks são laranja, azul e branco. As cores oficiais da cidade de Nova York. Apenas entre os anos de 1979-83 é que o vermelho foi introduzido no uniforme. E abolido; e depois esquecido. Má ideia, é claro.

MENTALIDADE

Ainda New York: Carmelo Anthony espera que o time tenha a mesma mentalidade vencedora da seleção dos EUA que conquistou o ouro olímpico em Londres. Segundo ele, sua presença e a de Tyson Chandler (outro que esteve em Londres) irão contagiar o grupo.

E mais: há Jason Kidd, que foi companheiro de Melo nos Jogos de Pequim, em 2008. Kidd jamais foi derrotado com a camisa dos EUA em competições oficiais. Melo, ao contrário, ficou com o bronze nos Jogos de Atenas, em 2004.

Kidd, Raymond Felton e Marcus Camby foram adicionados ao Knicks para esta temporada. Mike Woodson, o treinador, espera que esse trio e o Big Three formado por Melo-Stats-Chandler façam do NYK um contendor de peso no Leste.

O que eu acho? O Miami ainda continua favorito ao título na conferência.

PREVISÃO

Na minha previsão, antes de a bola subir, os oito que vão se classificar para os playoffs nesta conferência serão, na ordem:

1º Miami
2º Boston
3º NYK
4º Philadelphia
5º Indiana
6º Brooklyn
7º Atlanta
8º Washington

Nas quartas-de-final teremos:
Miami x Washington = Miami
Boston x Atlanta = Boston
NYK x Brooklyn (NYC vai pegar fogo!) = NYK
Sixers x Indiana = Sixers

Nas semifinais veremos:
Miami x Sixers = Miami
Boston x NYK = Boston

E a final da conferência será novamente entre Miami e Boston. E o Heat ganhará seu terceiro título consecutivo do Leste.

Apenas palpite.

CHICAGO

Muitos podem se perguntar: e o Chicago? Chicago? Hum… Acho que o Bulls não se classifica para os playoffs, pois o que se comenta na cidade dos ventos é que Derrick Rose vai ficar toda essa temporada do lado de fora.

Meu amigo Luis Avelãs, um português engraçadíssimo que conheci em 1996 quando das finais entre Chicago e Seattle, discorda veementemente de minha opinião. Ele, como eu, é torcedor do Bulls. Mas ele é fanático ao extremo.

Pelo Twitter, disse a Avelãs que estou bem desanimado com o tricolor de Illinois. Falei que o Bulls não tem time para encarar Miami, Lakers e OKC, no que ele, prontamente, replicou: “Tem sim. Agora o banco tem soluções para tudo. E há (Kirk) Hinrich para pensar o jogo”.

Avelãs, que trabalha como jornalista no jornal “Record” de Lisboa e também como comentarista em uma TV de Portugal para os jogos da NBA, complementou: “Quando Rose voltar, só paramos com o anel”. Ou seja: quando D-Rose estiver completamente recuperado (próxima temporada) ele crê piamente que o Chicago voltará a ser campeão.

Concorda?

Eu não; ainda acho que o Bulls precisa de outro “alpha dog” — se é que é possível dois “alpha dogs” em uma matilha. O que quero dizer — e vocês sabem o que eu quero dizer — é que, sozinho, D-Rose não vai fazer do Bulls novamente campeão.

SNIF! SNIF!

Desesperado, vendo que solitário não poderia ganhar outro anel e continuar sua quixotesca luta de tentar ser melhor do que Michael Jordan, Kobe Bryant foi ter com Jimmy Buss, filho de Jerry, dono do Lakers. Kobe foi ter com Jimmy, que é quem dá as cartas no Lakers hoje em dia, foi ter com Jimmy e dizer a ele que a franquia precisa de outro “alpha dog”. Kobe disse que apenas ele e Pau Gasol não tinham mais condições para bater, primeiro, o Oklahoma City de Kevin Durant, Russell Westbrook, e, depois, o Miami de LeBron James (sim, em primeiro lugar), Dwyane Wade e Chris Bosh.

A nova ordem da NBA, o novo desenho da liga, diz que times campeões precisam de trios. O Boston mostrou isso em 2008 com seu Big Three formado por Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen. Agora é o Miami quem mostra com LBJ, D-Wade e CB1.

Kobe, que é mais esperto do que eu, você e o zelador do meu condomínio, todos nós juntos, sacou isso e foi ter com Jimmy Buss. E Jimmy fez mais uma vez a vontade do menino obstinado, que quer porque quer (como diz Galvão Bueno) ganhar mais um título para ao menos se igualar a MJ. Sim, pois, como sabemos, Kobe quer mais anéis para se igualar, ultrapassar e deixar comendo poeira Michael Jordan. Sim, pois, como sabemos, Kobe não joga pelo simples prazer de jogar. Ele joga porque ele come, bebe e dorme Michael Jordan.

Os vídeos e seu tom de voz, por exemplo, não me deixam mentir.

PUTZ

Acabei falando do Lakers novamente!

Mas não há como não falar desta que é a maior franquia da história da NBA. E a única que rivaliza com times de futebol.

Gostaria mesmo que um dia alguém fizesse uma pesquisa em nível mundial para comprovar o que eu sinto. Se alguém perguntar: pra que time você torce?, acho que o Lakers vai aparecer entre os cinco primeiros.

Na minha opinião vão aparecer, pela ordem:

1º Barcelona
2º Real Madrid
3º Lakers
4º Manchester Utd
5º New York Yankees

Concordam?

GREETINGS

Bom domingo a todos!

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012 NBA | 13:45

LEANDRINHO PODE ACABAR AO LADO DE VAREJÃO OU NENÊ NA PRÓXIMA TEMPORADA DA NBA

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Samara Felippo, mulher de Leandrinho Barbosa, postou na manhã desta sexta-feira em seu Twitter uma foto intitulada: “Meus amores, minhas felicidades…”

O retrato (que reproduzo), provavelmente fruto da sensibilidade de Samara, é belíssimo. Mostra LB e a filha, Alicia, flagrados de costas, com um rio a frente deles, em uma cena bucólica. Parecem estar no Brasil. Os três vivem naquele instante momento idílico; levam a vida que todos pedimos a Deus.

A vida que todos pedimos a Deus, todavia, é intangível. A realidade é outra, bem diferente. E nela, entre outras coisas, a gente tem que trabalhar.

HORIZONTE

LB está desempregado no momento. Na temporada passada ele fez US$ 7,6 milhões jogando pelo Toronto e Indiana. Claro que ele sonha com algo semelhante ou até mesmo um pouquinho mais.

O único time da NBA, nesta temporada, que pode oferecer o mesmo que LB ganhou ou até mesmo um pouco mais é o Cleveland, além do Phoenix, que poderia igualar o que o brasileiro faturou no certame anterior.

O Cavs tem US$ 11,15 milhões para torrar, pois sua folha de pagamento para esta temporada está em US$ 46,88 milhões, sendo que o “cap” é de US$ 58,04 milhões. Acontece que o time de Anderson Varejão acabou de pinçar do universitário o ala-armador Dion Waiters, que veio como quarta escolha da primeira rodada, jogador produto de Syracuse e que muitos falam maravilhas. E o time ainda tem C.J. Miles. Difícil, mas não impossível, pois LB poderia funcionar apenas como desafogo do time em momentos chaves do jogo. Neste caso, não creio que o Cavs daria a ele os mesmos US$ 7,6 milhões da temporada passada.

Quanto ao Phoenix, a franquia tem Shannon Brown e acabou de contratar Wesley Johnson (ex-Wolves). LB deixou amigos e as abertas no Arizona, mas não vejo muita chance de ele voltar ao Suns, especialmente se Dan Fegan, seu agente, bater o pé nos US$ 7,6 milhões. Por menos, creio que pode dar samba. Mas quanto seria este “menos”?

Entre os times que já estouraram o “cap”, mas que podem usar a “Mid-Level Exception”, o Washington é a melhor possibilidade para LB. O Wizards é o único time da NBA que pode usar a totalidade da MLE: US$ 5 milhões.

O Washington, porém, acabou de selecionar na terceira posição da primeira rodada Bradley Beal (Florida), que joga exatamente na posição de Leandrinho e é tido como uma das maiores promessas deste recrutamento. Mas a gente bem sabe que o brasuca sempre funcionou vindo do banco. Há, portanto, espaço para ele na capital dos EUA. E seria uma boa vê-lo ao lado de Nenê Hilário. Acho que Leandrinho cairia como uma luva no Wizards.

O Milwaukee tem US$ 4,35 milhões também da MLE. E aqui igualmente pode ser uma boa parada para LB. Embora conte com Monta Ellis, o brasileiro poderia perfeitamente vir do banco (que é o seu cartão de visita, nunca é demais lembrar) e ajudar no rodízio de descanso de Ellis e servir como arma letal nos finais e momentos importantes das partidas, quando o Bucks precisar de pontos.

Outros dois times que podem usar a MLE para contratar Leandrinho são o Denver e o Oklahoma City. Ambos têm para gastar US$ 3,3 milhões. O Denver conta com Wilson Chandler e, principalmente, Corey Brewer — este um empecilho para a contratação de LB. No OKC não há espaço para Barbosa, pois o vice-campeão da NBA tem Thabo Sefolosha e James Harden. Isso sem falar que Scott Brooks usa às vezes Russell Westbrook como “shooting guard”.

De resto, o que sobra são times com merreca pra oferecer pra LB — a menos que eu tenho deixado passar alguma franquia que ainda tem dinheiro em caixa.

Sacramento, Portland e Philadelphia têm US$ 2,57 milhões. Mas é duro registrar na carteira de trabalho um salário 60% menor do que na temporada anterior.

CONCORRÊNCIA

LB não é o único “shooting guard” disponível no mercado. Isso tem que ser levado em conta também por ele e por seu agente.

Mickael Pietrus está sem contrato, o mesmo para Marquis Daniels, seu ex-companheiro de Boston. Pietrus pode ser visto como ala, mas eu o vejo mais como ala-armador por conta de seus tiros de três e de seu tamanho (1,98m).

O veterano Michael Redd também está igualmente à procura de emprego. Não fossem seus joelhos debilitados, estaria empregado e nem seria adversidade para LB.

Outros “shooting guards” desempregados são Chris Douglas-Roberts e Maurice Evans. Mas estes dois Leandrinho coloca-os no bolso.

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sábado, 18 de agosto de 2012 basquete brasileiro, NBA | 11:21

BRASIL OU EUROPA PODE SER A MELHOR OPÇÃO PARA LEANDRINHO BARBOSA

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O velho Trapizomba fez um questionamento a respeito da situação do Leandrinho Barbosa que motivou este post. Perguntou ele: “Sormani, quanto é que um time do NBB poderia oferecer ao Barbosa? Dependendo do valor (e eu sei que brasileiro adora pagar o que não tem…), se for próximo de 1,5 milhão de doletas, não seria uma opção nem tão ruim voltar ao Brasil? Acabaria com a sua carreira na NBA, mas pela grana valeria a pena?”

Boa pergunta. E a resposta é sim, valeria a pena voltar ao Brasil pela grana.

Vamos pegar a calculadora…

O mínimo por temporada para um veterano na NBA é de US$ 1,35 milhão. Isso daria algo em torno de R$ 2,7 milhões. Divididos por 12 meses, teríamos R$ 225 mil. Muito dinheiro? Sim, para o basquete brasileiro é muito dinheiro, mas a gente bem sabe que o Flamengo, que repatriou LB na época do locaute, fez uma parceria com o Banco BMG e assinou um contrato com o jogador com duração até o final da greve na NBA (Foto Alexandre Vidal/Fla Imagem/Divulgação).

A informação que eu tenho é que LB ganhou R$ 200 mil por mês do time rubro-negro. Só que esses R$ 200 mil eram limpinhos da silva. Não incidiu imposto algum em cima desse dinheiro, pois a gente bem sabe que atleta neste país não paga imposto, principalmente jogador de futebol.

Na NBA, todos os salários são taxados pelo IR. Os contratos são vigiados pelo governo e lá não tem choro e nem vela. Nos EUA não tem esse negócio de receber por fora. US$ 1,35 milhão, dependendo do Estado, pode levar uma abocanhada do leão do IR de até 35%. Mas pode ser de 25%, dependendo de onde o jogador estiver, pois lá existem impostos estaduais e federais.

Vamos supor que a taxação seja a mínima: 25%. Nesse caso, haveria um desconto de US$ 337,5 mil do salário de US$ 1,35 milhão. Ou seja: o jogador receberia líquido 1,01 milhão. Isso daria algo em torno de R$ 2,02 milhões por temporada, que se dividido por 12 representaria cerca de R$ 168,7 mil por mês.

Em outras palavras, se for para receber o mínimo na NBA, LB poderia arrumar mais dinheiro no Brasil numa operação semelhante a que foi feita no ano passado envolvendo Flamengo e BMG, quando o jogador amealhou R$ 200 mil mensais. Isso significa R$ 31,2 mil a mais por mês se comparado com o salário mínimo da NBA; R$ 374,4 mil a mais no total, o que representaria uma espécie de 13º salário.

Desta forma, se LB receber apenas propostas pelo mínimo na NBA, de repente ele pode faturar mais aqui no Brasil. Isso sem falar na Europa, que embora esteja em crise ainda tem dinheiro para oferecer a atletas, principalmente do calibre de LB, que tem um bom nome e enriqueceria qualquer time e qualquer liga da qual ele participasse.

Não se esqueçam que Marcelinho Huertas ganha € 2 milhões livres por temporada do Barcelona, algo em torno de R$ 4,9 milhões. Sim, eu sei, Huertas tem uma riquíssima história escrita no basquete europeu (principalmente no espanhol) e que, por conta disso, sempre será mais valorizado do que LB, que jamais atuou na Europa.

Portanto, em termos financeiros, LB pode faturar mais voltando para o Brasil ou mesmo indo para a Europa.

Aí entraria outro aspecto da abordagem do Trapizomba. Disse ele: “(Isso) acabaria com a sua carreira na NBA”.

Não creio. Há jogadores que deixam os EUA e vão para o exterior e voltam. LB tem uma história na liga profissional norte-americana. Ela não é pequena e nem tímida. Ele já foi eleito o melhor reserva da temporada e ao lado de Steve Nash, no Phoenix, barbarizou defesas adversárias. Ele pode fazer esse movimento, de ida e volta.

De repente, se nada de bom aparecer neste momento, talvez seja mesmo interessante dar uma guinada na carreira. Não acho que isso representaria um retrocesso e nem um declínio.

Como diz o velho ditado, às vezes você tem que dar um passo para trás para dar dois para frente.

RENOVAÇÃO

Mais um jogador que arruma a vida: Serge Ibaka. O ala de força assinou um novo contrato com o Oklahoma City. Ele será de quatro anos e por esse novo acordo o congolês naturalizado espanhol vai receber US$ 48 milhões…

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012 NBA | 00:10

A LISTA DE TRANSFERÊNCIA É GRANDE. MAS TEM UM JOGADOR QUE EU PROCURO, PROCURO E NÃO ACHO

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Abro a internet e vejo: Dwight Howard foi para o Lakers; Andrew Bynum pro Philadelphia; Andre Iguodala pro Denver; Carlos Delfino assinou com o Houston; Joe Johnson foi parar no Brooklyn; Jason Terry acertou com o Boston; Kyle Korver com o Atlanta e o mesmo fizeram Devin Harris, DeShawn Stevenson e Lou Williams; Ben Gordon agora está no Charlotte e chegou acompanhado de Brendan Haywood; Kirk Hinrich foi para o Chicago e pouco tempo depois chegou Marco Belinelli; Elton Brand e O.J. Mayo foram para o Dallas; Jeremy Lin está no Houston; Ray Allen e Rashard Lewis assinaram com o Miami; Samuel Dalembert desembarcou em Milwaukee; Brandon Roy voltou a jogar e agora com a camisa do Minnesota ao lado de Andrei Kirilenko; Jason Kidd foi para o New York e jogará como armador ao lado de Raymond Felton e terão a companhia do veterano Kurt Thomas; Michael Beasley foi para o Phoenix junto com Luis Scola; Kyle Lowry desarrumou as malas em Toronto assim como Landry Fields; Trevor Ariza e Emeka Okafor acertaram com o Washington… Ufa! E tem muito mais. Outros jogadores, menos famosos e com menos destaque, já se arrumaram.

Leio e releio toda a lista dos que mudaram de time por conta de troca ou por serem free agents. A lista não é pequena. Gasto um bom tempo lendo-a. Procuro, procuro e procuro. E não acho.

Sabem quem eu procuro? Leandrinho Barbosa.

O que será de LB? Vai se acertar com algum time na NBA ou acabará no NBB?

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terça-feira, 31 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 21:24

NOSSOS PROBLEMAS: ATAQUE INEFICIENTE, FALTA DE AJUDA DOS ALAS E MARCAÇÃO DEFICIENTE NA ZONA DOS TRÊS

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Bem, agora mais calmo, em condições de falar melhor sobre o jogo. Li atentamente (como faço sempre) os comentários de vocês e concordamos (pelo menos a maioria): o Brasil foi um time sofrível contra a Grã-Bretanha e se não mudar o comportamento não terá vida longa neste torneio.

Qual foi o nosso grande pecado? O ataque, claro. E a gente tem alertado para isso há algum tempo. O defeito não foi corrigido e agora estamos colhendo frutos desta falta de atenção.

Passamos uma vida jogando no ataque e nos esquecemos da defesa. Com o advento do cabo e a globalização, passamos a tomar um contato mais íntimo com o basquete praticado no resto do mundo, especialmente nos EUA.

Quando os jogos da NBA começaram a ser exibidos pela Bandeirantes, com Luciano do Valle e Alvaro José dando um show e a gente se deliciando, víamos e ouvíamos os torcedores norte-americanos gritarem: “Defense, defense, defense”.

Ao mesmo tempo em que víamos e ouvíamos os americanos, alguns jornalistas ficavam repetindo clichês de jogadores e técnicos americanos. Coisas do tipo: “Ataque vende bilhetes, defesa ganham campeonatos”.

Aí a gente concluiu que os americanos adoram a defesa e que sem defesa não se chega a lugar algum. Bobagem: americano gosta do jogo como um todo. Quando o time não tem a bola, quer que defenda; quando tem, quer vê-lo pontuando. Tudo na mesma proporção.

E o basquete tem que ser assim: ataque e defesa equilibrados. Rubén Magnano (Foto CBB), nosso treinador, disse em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, em janeiro passado, que ele curte demais a defesa, mas reconhece que o jogo é 50% para cada lada: ataque e defesa.

Verdade: não se faz um time campeão apenas com defesa como não faz apenas com ataque.

Equilíbrio: esta é a palavra chave.

Como passamos uma vida atacando e defendendo pouco e com a aposentadoria de Oscar Schmidt e Marcel Souza e a falta de reposição desse tipo de jogador, nosso basquete entrou em declínio. Não conseguíamos atacar mais com a mesma eficiência dos tempos do Mão Santa e do Doutor Ponikwar — e não sabíamos defender, pois nunca nos preocupamos com isso.

Qual foi a saída? Fortalecermo-nos na defesa, concluiu-se, pois faltavam-nos bons alas. Ótima escolha.

Só que isso nos fez esquecer o ataque. Hoje, uma década depois desta mudança de mentalidade, que começou com Hélio Rubens, passou por Moncho Monsalve e desembocou em Rubén Magnano, atingimos um ótimo estágio defensivo. Mas, como disse o nosso parceiro Ricardo Camilo, não sabemos mais atacar!

Nosso time é um time desorganizado no ataque. A bola cai nas mãos do Marcelinho Huertas e ele que se vire. Não tem um corta-luz para ele (aliás, tem, mas é muito pouco), não se faz um “pick’n’roll”, não há uma jogada trabalhada com nossos pivôs e nem mesmo para que nossos arremessos de longe sejam feitos com tranquilidade. O que se vê é apenas a troca de passes de lá pra cá e de cá pra lá, lembrando o velho “passing game”. Muito pouco.

Vendo os jogos do nosso selecionado, parece que atacamos de improviso na maioria das vezes. E o resultado foi visto nesta partida contra a Grã-Bretanha.

O nosso selecionado fez apenas quatro pontos no primeiro quarto! Pode? Sim, pode; tanto pode que fez apenas quatro pontos. O aproveitamento no período foi de 2-20 nos arremessos (10,0%), sendo que nas bolas de três o desempenho foi de 0-8.

Este, para mim, é o maior problema do nosso time no momento: a inanição ofensiva.

Nossos alas precisam ajudar mais. Leandrinho Barbosa (foto Reuters), Alex Garcia, Marcelinho Machado e Marquinhos Vieira fizeram apenas 19 pontos nesta vitória por 67-62 diante dos britânicos. Ou seja: anotaram só 28,3% dos pontos do time.

Nosso desafogo ofensivo fica por conta dos “floaters” de Huertas (14,0 pontos de média por jogo neste torneio olímpico) e do surgimento de algum inesperado jogador que esteja com a mão quente. Na vitória diante da Austrália, apesar dos erros no final, Leandrinho anotou 16 importantes tentos. Neste jogo diante dos donos da casa, Tiago Splitter (foto Getty Images) cravou nada menos do que 21, lembrando, diga-se, o jogador dos tempos do Caja Laboral.

Nenê Hilário tem que desempenhar esse papel também. Ele tem sido um gigante na defesa, pegando rebotes e dando tocos (é o líder neste fundamento na competição com média de 2,5 por partida). Mas Nenê tem que ser mais eficiente ofensivamente falando. Um jogador do nível dele não pode fazer apenas quatro pontos contra a Grã-Bretanha. Tem que ter um duplo dígito na pontuação sempre. No mínimo dez, como fez diante da Austrália.

Falta a Nenê, infelizmente, a audácia de Splitter. O catarinense não vacila em ir para a cesta; o paulista titubeia muito. No jogo desta terça, em várias situações Nenê estava sendo marcado por um jogador menor (“mismatch”). Mesmo assim, ele não ia para a cesta, preferia o passe. Já disse aqui que Nenê tem um QI altíssimo de basquete, mas ele tem que saber usá-lo para si também. Muitas vezes ele, no “post”, vai para a cesta, mas ao invés de completar a jogada, como faz Splitter, dá o passe. Isso faz com que seu jogo fique óbvio. O adversário sabe que Nenê dificilmente vai completar a jogada com cesta. Portanto, passam a marcar o companheiro e não Nenê.

É verdade, eu concordo; já disse, é verdade, eu concordo: quando Nenê pega a bola, a marcação quase sempre dobra, às vezes triplica. E neste caso o melhor mesmo é fazer o passe para não perder a bola. Mas em outras situações ele está no mano-a-mano e nem assim ele tenta a cesta. E mesmo com marcação dupla, com agilidade e força que tem, ele pode tirar proveito pontuando e sofrendo falta, por exemplo.

Volto a dizer: Nenê tem sido um gigante na defesa (6,5 rebotes de média e muito trabalho de bloqueio para facilitar o ressalto para outro jogador), mas ele tem que ter um duplo dígito na pontuação. Está com 7,0 pontos de média — e eu acho pouco para o cartaz que ele tem, pela potência que ele tem e pelo jogo que ele tem.

Se Nenê for eficiente no ataque como costuma ser na NBA, nosso jogo vai crescer naturalmente.

E Marcelinho Huertas, que tem uma média de 9,0 assistências por jogo vai deixar o segundo posto no ranking deste fundamento nas Olimpíadas e passará para o primeiro lugar. E com sobras.

Finalmente, as bolas de três, que têm nos levado à loucura. Fizemos apenas 5 das 37 bolas arremessadas, o que dá um percentual de acerto de vergonhosos 14,0%. Nossos jogadores mostraram o seguinte depois de duas contendas:

Marcelinho Machado: 1/9 (11,1%)
Leandrinho Barbosa: 1/9 (11,1%)
Marquinhos Vieira: 2/6 (33,3%) – todas neste jogo contra a GB
Alex Garcia: 1/2 (50,0%) – todas no jogo frente a Austrália
Guilherme Giovannoni: 0/3 (0%) – todas contra a GB
Marcelinho Huertas: 0/7 (0%)
Raulzinho Neto: 0/1 (0%)

As bolas de três fazem parte da característica do nosso basquete. Há um abuso, concordamos todos, mas é cultural, está no caráter do jogador brasileiro. Não tem como mudar isso. O que se pode fazer é atenuar e melhorar o desempenho. Só que isso não está sendo visto nestas Olimpíadas. O que se vê na seleção, também se vê no NBB: um festival de bolas de três e a maioria delas esmagando o aro adversário.

Bolas de três se bem usadas, desnorteiam o adversário. É uma arma excelente. Mas para ser bem aproveitada, tem que ser treinada. Mas não é isso o que se tem visto até este momento em nosso selecionado.

E já que estamos falando em bolas triplas, se não estamos encestando, estamos dando mole para os adversários. Nesta partida contra a GB, eles sobreviveram graças aos tiros longos. Foram 7/19 (36,8%). É preciso marcar esses tiros de longa distância com a mesma eficiência com que estamos marcando o perímetro e o garrafão. Caso contrário, no jogo contra a Espanha, que tem o melhor desempenho neste fundamento (18/40; 45,0%), a vaca vai mesmo para o brejo.

Bem, como vimos, há muito que se fazer. Mas, como alguém disse certa vez, fica mais fácil corrigir os erros com vitórias do que com derrotas. Que assim seja então. Aliás, é bom o Brasil corrigi-los rapidamente, pois o torneio é curto e não há tempo a perder.

Na minha avaliação, o nosso selecionado já tinha que estar mostrando um basquete melhor neste momento. Do jeito que caminha, vai atingir o ápice quando a competição tiver acabado. Aí, como se diz no interior, “Inês é morta”.

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domingo, 29 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 09:32

APESAR DOS ERROS, BRASIL VENCE A AUSTRÁLIA

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O Brasil começou com o pé direito os Jogos Olímpicos. Venceu num sufoco danado a Austrália, que não é nenhuma brastemp. Mas vamos dar um desconto: foi a estreia nas Olimpíadas; e depois de 16 anos. A vitória por 75-71 certamente dá moral ao grupo. O próximo jogo será na próxima terça-feira, diante da Grã-Bretanha, às 12h45 de Brasília. O Brasil tem tudo para fazer sua segunda vitória na competição.

A corrida de 16-4 no início do terceiro quarto (Leandrinho Barbosa teve papel importantíssimo neste momento) foi fundamental para a vitória brasileira. Com ela, o nosso selecionado chegou a abrir uma vantagem de 13 pontos e nunca mais perdeu o controle do jogo. A vantagem caiu para dois pontos no finalzinho da partida (73-71), mas nosso time conseguiu pontuar graças a dois lances livres cobrados por Marcelinho Huertas, frutos de uma defesa errada da Austrália, quando um de seus jogadores colocou o pé na bola e deu ao Brasil a chance de ter a jogada derradeira.

Quanto ao jogo, algumas observações:

1) O Brasil exigiu demais de seus armadores. Marcelinho Huertas (foto Gaspar da Nóbrega/Inovafoto/Divulgação) e Larry Taylor tiveram sempre a missão de armar o jogo, principalmente Huertas. Penso que esse trabalho deva ser feito também por outro jogador em quadra e não fique concentrado apenas nas mãos do armador. Isso, além de cansá-lo, deixa óbvio e mais fácil a defesa adversária;

2) Alex Garcia é tido como nosso principal marcador. Mas não vem marcando bem há algum tempo. No amistoso contra a Argentina, em Buenos Aires, vigiando Manu Ginobili cometeu três faltas no primeiro tempo. O vilão de então foi a arbitragem; hoje não havia quem culpar. Alex cometeu duas de suas três faltas no primeiro tempo quando passou a marcar Patrick Mills, o armador australiano, por determinação de Magnano, pois Marcelinho Huertas não podia se cansar porque, como disse acima, sempre que esteve em quadra teve que armar o jogo;

3) Marcelinho Machado foi um desastre no jogo. Péssimo nos arremessos (1-8 nas bolas de três) e no final do jogo tomou um “back door” ridículo que propiciou à Austrália encostar em dois pontos como foi dito acima;

4) A Austrália fez bem o “pick’n’roll” e o corta-luz. Sempre que isso ocorria o Brasil (por determinação de Magnano, creio eu) fazia a troca. Isso criou o “mismatch” e os australianos aproveitaram para pontuar ou então ficar com o rebote de ataque;

5) A marcação pressão dos australianos surpreendeu os brasileiros. A contrapartida não aconteceu;

6) Nenê foi muito mal usado por Magnano. Ao lado de Huertas, ele é o nosso principal jogador. No final da partida, com tudo indefinido, ele não poderia ter ficado no banco de reservas.

O Brasil venceu a Austrália depois de quatro jogos com derrotas. Venceu porque é melhor. Perdia porque era pior. Como disse, a Austrália não é nenhuma brastemp. Nos tempos de ouro do nosso basquete e na época de Oscar Schmidt e Marcel Souza, eles dificilmente venciam. Portanto, essa história de que o nosso jogo não encaixa com o jogo deles eu não engulo. Volto a dizer: o Brasil ganhou porque é mais time. E sempre que tiver mais time que a Austrália, vai vencer.

Números do jogo:

1) Huertas foi o único jogador em quadra com um “double-double”: 15 pontos e dez assistências;

2) Leandrinho foi nosso cestinha com 16 pontos, seguido de Huertas com 15;

3) Nenê e Splitter foram nossos melhores reboteiros: sete ressaltos pra cada um;

4) Por falar em rebotes, perdemos o duelo por 41-38. Isso é preocupante, pois o tamanho de nossos jogadores é uma das vantagens do nosso selecionado em relação aos rivais nestas Olimpíadas.

Começamos com vitória. E isso era fundamental. O primeiro passo foi dado. Que venha o seguinte. Um de cada vez, como dizia Michael Jordan.

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quinta-feira, 12 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 11:32

NENÊ VOLTOU! REFLEXÃO SOBRE A ARBITRAGEM NO JOGO DESTA NOITE CONTRA A ARGENTINA

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Não consegui ver o jogo do Brasil ontem contra a Espanha B do jeito que eu queria. Comentava a partida do Corinthians contra o Botafogo na Jovem Pan. Então, era um olho no futebol e outro no basquete.

O que chamou a atenção foi que nosso selecionado venceu com muita facilidade (101-68) um adversário que vendeu caro a vitória à Argentina no Super 4 de Buenos Aires, semana passada. Os argentinos fizeram 93-81; ou seja, venceram por apenas 12 pontos de diferença e em vários momentos do jogo houve equilíbrio.

Ontem o Brasil foi soberano praticamente do começo ao fim do jogo, salvo um aperto ibérico aqui e outro bem lá adiante.

Esqueçam os 23 pontos de Marcelinho Machado (Foto Colin Foster/Divulgação), os 15 de Leandrinho Barbosa ou os 14 de Guilherme Giovannoni. O que mais importou na partida de ontem não foi nem sequer o placar dilatado (33 pontos de vantagem). O que mais importou na contenda desta quarta-feira que já é passado foi a presença de Nenê Hilário em quadra.

O pivô do Washington Wizards, que não atuou no torneio argentino por conta da contusão no pé, ontem voltou a jogar. Não ficou tanto tempo em quadra assim; foram 17:33 minutos. Mas deu pra ver que ele vai jogar, que ele vai estar em Londres. Ótimo! A mim, pelo menos, ficou esta impressão. Nenê correu, pegou rebotes, fez bloqueios, deu assistências e pontuou. Pra deixar mais fácil o entendimento: foram quatro pontos, quatro rebotes e duas assistências. Mais do que tudo isso, ele jogou!

E com Nenê em quadra o jogo é outro. Já disse e repito: seu QI de basquete é muito superior ao dos demais, à exceção de Marcelinho Huertas. Com Nenê em quadra o adversário passa a olhar nosso selecionado de outra maneira. Com Nenê em quadra, nossos jogadores sentem-se mais confiantes e protegidos. Nenê tem poderes pra fazer tudo isso.

Portanto, mais importante do que os 25 pontos de MM, dos 15 de LB e dos 14 de Gui Giovannoni, bem como os oito rebotes de Tiago Splitter, muito mais importante do que isso foram os 17:33 minutos de Nenê Hilário com a camisa 13 do Brasil.

IMPERDÍVEL 1

Hoje o bicho vai pegar; hoje tem a argentina pela frente. E queremos a Argentina completa, com Pablo Prigioni e Manu Ginobili.

21h de Brasília, no SporTV. Imperdível. E como hoje não é sexta-feira, não precisamos driblar o mau humor da patroa.

IMPERDÍVEL 2

O trio que apitou o jogo do Brasil contra a Argentina no Super 4 de Buenos Aires era argentino. A atuação dos três foi repugnante. Eles apitaram com a camisa da Argentina por debaixo do uniforme. Foi uma vergonha. Tivessem sido imparciais, como a profissão exige, como o bom caráter manda, como a lealdade ordena, o Brasil poderia ter vencido o jogo. Mesmo sem Nenê Hilário e Marquinhos Vieira. E dentro de um Luna Park lotado.

Hoje a CBB, que organiza o Super 4 de Foz do Iguaçu (PR), deveria dar o troco. Não acredito que faça; mas deveria. Deveria responder na mesma moeda. Ou seja: escalar árbitros brasileiros e nem sequer pensar em colocar o argentino Alejandro Ramallo para fazer parte do trio.

Arbitragem brasileira nos moldes da arbitragem argentina, semana passada, em Buenos Aires. Em outras palavras: carregar Luis Scola em faltas logo no primeiro quarto e fazer o mesmo com Manu Ginobili, exatamente como eles fizeram com Alex Garcia, que marcava Manu e teve que deixar o jogo ainda no primeiro quarto por conta das infrações. E marcar faltas, faltas e mais faltas contra os argentinos, como eles fizeram lá. Levar o Brasil para a linha do lance livre, escandalosamente, como eles fizeram lá em favor da Argentina.

E se o jogo estiver apertado no fim, fazer o Brasil ganhar, como eles fizeram lá com a Argentina, que ganhou por causa da arbitragem.

Vocês me conhecem muito bem e sabem que eu não gosto disso. Que eu abomino a trapaça e nem gosto de falar de arbitragem, pois sei que arbitrar é muito difícil. Mas, repito, a arbitragem da semana passada foi uma vergonha. Portanto, é legítimo o Brasil se valer da “Lei do Talião”; ou seja: olho por olho, dente por dente. Há limites para tudo na vida.

O jogo de hoje tem que ser imperdível.

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