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sábado, 29 de setembro de 2012 NBA | 00:46

NBA QUER PUNIR O ‘FLOPPING’ E CAMINHA PARA A ‘FUTEBOLIZAÇÃO’ DA LIGA

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A mídia norte-americana noticia que a NBA vai punir o “flopping”. Ou seja: a simulação. Ou, se você preferir, o teatro.

Traçando um similar com o nosso futebol, seria o que fazem Neymar e Valdívia. Embora Neymar tenha diminuído dramaticamente o “cai-cai” (ele toma porrada mesmo!), o chileno do Palmeiras ainda insiste no “flopping”.

Quem seriam os caras a serem atingidos pela medida? Anderson Varejão está entre eles. E, dizem, encabeça a lista. Eu não vejo assim. Pra mim, o “flopper gangster” da NBA é Manu Ginobili (foto). Mas como o argentino tem grande nome na liga e conta com três anéis, além de jogar no San Antonio, o bucha estoura pro lado do Varejão.

Derek Fisher é outro “flopper”. Luis Scola também. Idem para Shane Battier. Querem mais? Raja Bell, Blake Griffin, Paul Pierce e Kevin Martin. A lista não é grande.

O mestre da simulação foi Vlade Divac. O sérvio era irritante. Quando jogava pelo Sacramento e duelava com o Lakers, o pessoal de Los Angeles ia à loucura com Divac.

Por falar nele, lembro-me que em 2004 eu entrei em um “Johnny Rockets” que fica na Promenade, Santa Monica (Los Angeles), e ele estava lá, sentado em um dos bancos giratórios onde é possível debruçar-se sobre o balcão. Estava só. Bebia uma Coca-Cola. Jogava no Sacramento na época, mas morava em Los Angeles. Entre, vi-o e fui ter com ele. Apresentei-me; disse que era do Brasil. Disse que era amigo de Oscar Schmidt. Contava eu que, com isso, fosse quebrar o gelo. Enganei-me. Divac não deu a menor bola pra mim ou para a minha história. Minha mulher tirou um retrato meu com Divac, eu agradeci e fui comer o meu hambúrguer.

Sujeitinho metido, disse minha mulher. Eu concordei.

Mas voltando à nossa história, dizia que a NBA vai criar regras para proibir o “flopping”. E o que isso significa? Significa que os árbitros terão mais poderes. Sim, pois o “flopping” é algo que pode ser interpretativo. Pra você pode ter sido; pra mim não.

Acho péssimo isso. A NBA está trilhando um caminho perigoso. Ela está se futebolizando — se é que existe esse termo — com certeza não existe, mas eu tomo a liberdade para essa licença poética.

A TNT já tem comentarista de arbitragem. Steve Javie, árbitro aposentado, é o Arnaldo Cesar Coelho da emissora a cabo norte-americana. Ridículo; nunca gostei disso. Arbitragem é algo que tem que passar despercebido, a menos que o erro seja grotesco. E se for, tem que ser abominado.

A NBA nunca teve isso e abre um sério precedente, pois está expondo a arbitragem de maneira covarde, como acontece no Brasil e no mundo do futebol com essas repetições em câmera lenta, onde tudo é falta, pois em câmera lenta tudo parece mesmo ser falta. Onde o tal do “tira-teima” condena um auxiliar num lance de centímetros. Covardia, como disse.

Agora vem essa história do “flopping”. A simulação nunca causou mal algum ao jogo. Nunca decidiu campeonato. Pra que fazer isso? Pra que dar esse poder ao árbitro, que, na verdade, só irá enterrá-lo aos olhos da opinião pública?

Sim, pois, como disse, o “flopping” é interpretativo. E se é interpretativo, pra mim pode ter sido e pra você não. Então, pra que isso? O que a NBA quer de fato? Quer criar polêmica? Quer, com isso, aumentar sua exposição na mídia e na boca dos torcedores?

Realmente, não gosto. Realmente, não aprovo.

É a futebolização da NBA.

Péssimo!

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sábado, 10 de dezembro de 2011 Sem categoria | 12:52

FATOS QUE MUDAM O CASO DA CONTRATAÇÃO DE CHRIS PAUL PELO LAKERS

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Leio na manhã deste sábado que Lakers, Houston e New Orleans vão melhorar a proposta de modo que ela seja melhor para o Hornets. Ops! Se os times estão fazendo isso é porque a proposta inicial não era boa para o time da Louisiana, concordam?

Aparentemente, o negócio foi muito bom para o NOH. Eu mesmo escrevi isso. Mas vejam só o que aconteceu nessa troca: o New Orleans assumiria US$ 31 milhões em salários com Luis Scola, Kevin Martin, Goran Dragic e Lamar Odom, e cederia apenas Chris Paul, cujo salário é de US$ 16,3 milhões.

Ou seja: para uma franquia claramente deficitária, que não conseguiu até o momento vender o “naming rights” de seu ginásio e que nem dono tem porque ninguém quer comprá-la por conta do prejuízo, o negócio, do ponto de vista financeiro, foi péssimo.

E eu pergunto: o New Orleans consegue arrecadar o suficiente para arcar com sua folha de pagamento? Pelo que se viu na temporada passada, não.

Nosso parceiro Trapizomba, torcedor do Lakers e morador de Culver City, Los Angeles, mandou-me um link de um artigo do jornalista Larry Coon, do site da ESPN norte-americana. Coon desce a lenha no comportamento de David Stern, o comissário da NBA que vetou o negócio dizendo que este foi danoso ao NOH — e pelos números a gente vê que foi mesmo.

Vejam bem: Stern em nenhum momento disse que vetou o negócio porque o Lakers sairia fortalecido no acordo. Ele disse que vetou o negócio porque ele não foi bom para o New Orleans e o New Orleans pertence à NBA.

No artigo, Coon confirma que os argumentos de Dan Gilbert, dono do Cleveland Cavaliers, são verdadeiros: o Lakers pegaria CP3 e iria economizar US$ 40 milhões em salários.

Esquisito, vocês não acham? Eu acho.

Quando a gente compra algo valioso, não dá pra sair com dinheiro no bolso; se sai é porque tem algo errado. Quando a gente compra algo valioso, a gente se endivida, seja na compra de uma casa, de um carro ou de um terreno há muito cobiçado. Ou de uma joia para a mulher amada.

Se o Lakers pegou Chris Paul e ainda economizou US$ 40 milhões, tem, repito, coisa errada. Dan Gilbert, no e-mail (e não carta) enviado a Stern, lembra o caso da contratação de Pau Gasol, negócio este na época condenado por todos (menos pelos torcedores do Lakers), mas que fez o time de Los Angeles receber “dezenas de milhões de dólares em salário adicional e em Luxury Tax”.

É certo que não houve nada de errado na troca da última quinta-feira. Já disse isso e faço questão de frisar. Tudo limpo aos olhos da lei vigente na NBA.

Mas que é muito esquisito, isso é.

Vejam o caso do Houston. Embora o Rockets tenha aberto mão de US$ 22,7 milhões em salários e assumido US$ 18,7 milhões do Pau Gasol, a diferença é pequena para justificar o desmanche de um time, que ainda perdeu um draft para o New Orleans.

Vejam que o Houston abriria mão de dois jogadores valiosos de seu time titular: Luis Scola e Kevin Martin.

Com o quebra-cabeça sendo montado (mas ainda incompleto), começo a pensar que a NBA deveria investigar o dono do Houston, Leslie Alexander, e seu gerente geral, Daryl Morey. Bem como Dell Demps, manager do NOH.

Acordo que, volto a repetir, aos olhos da lei é legítimo. Mas, pelo que vemos, foi imoral, pois acabou por beneficiar apenas uma equipe: o Lakers.

Por isso, até que novos fatos e elementos apareçam, a conclusão que chego é que ele foi muito bem vetado pela NBA.

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 NBA | 01:56

PRESSIONADA POR DONOS DE EQUIPES PEQUENAS, NBA VETA IDA DE CHRIS PAUL PARA O LAKERS

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A troca envolvendo Lakers, New Orleans e Houston melou mesmo. A NBA, claramente pressionada pelos donos das equipes pequenas, capitulou à pressão e vetou o negócio.

E por que vetou?

Porque, segundo esses donos de franquias menores, se a NBA aprovasse a troca estaria ignorando o locaute que durou cinco meses e que ocorreu exatamente para evitar que a NBA se transforme num campeonato espanhol. Ou seja: os grandes cada vez maiores, os pequenos cada vez menores.

“Não é verdade que proprietários (de franquias) vetaram o negócio”, disse Mike Graves, porta-voz da NBA. “O negócio, aliás, nunca foi discutido no Conselho de Governadores (Board of Governors). A liga se recusou a fazer a troca por questões de basquete”.

Como dona do New Orleans, a NBA tem de fato o poder de se opor à negociação. Mas olhando sob a ótica do time da Louisiana, o negócio não foi ruim para o Hornets; muito pelo contrário.

Esse negócio, na verdade, foi ruim para o Houston, que ficou apenas com Pau Gasol e perdeu Luis Scola, Kevin Martin e Goran Dragic, além de sua segunda escolha no draft do ano que vem que veio via New York Knicks.

Então, por que vetar a negociação?

Repito: exatamente porque os donos das franquias pequenas pressionaram. E eu acho que eles têm razão: a NBA tem mesmo que evitar que seu campeonato se transforme num espanhol da vida.

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011 NBA | 22:49

CHRIS PAUL ACERTA COM O LAKERS. PRÓXIMO SERÁ DWIGHT HOWARD

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Ainda não é oficial, mas vamos tratar como tal: Chris Paul é do Lakers. CP3 desembarcará em Los Angeles numa troca envolvendo não apenas o New Orleans, mas também o Houston Rockets.

Ficou assim: o Lakers mandou Pau Gasol e Lamar Odom para o NOH. Mas Gasol seria mandado para o Houston, que enviaria para o Hornets Luis Scola, Kevin Martin e Goran Dragic.

Quem sai ganhando? Claro que o Lakers. Pega um dos melhores armadores da liga no momento e seu passo seguinte vai ser contratar Dwight Howard.

De que maneira? Mandando Andrew Bynum para a terra do Mickey Mouse. Não vale? Esquece, vai ser assim, porque o Lakers parece criança mimada: tudo o que ele quer ele consegue.

O time angelino ficará es-pe-ta-cu-lar!

Chris Paul
Kobe Bryant
?
?
Dwight Howard

Quem serão essas interrogações? Não importa. Com esses três jogadores no time, os demais serão apenas decoração do bolo.

Quanto ao New Orleans, ficou bem na fita, como se diz atualmente.

Goran Dragic
Kevin Martin
Lamar Odom
David West
Luis Scola

Coloquei West porque com um time desses é possível que ele renove com o New Orleans. E ainda tem o pivô Emeka Okafor, que num time bem montado pode render bem mais do que rende.

Houston? Bem, o sonho de Nenê jogar no Rockets foi para o espaço? De jeito nenhum: o time texano poderá fazer um garrafão interessante com Gasol e Nenê.

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terça-feira, 16 de março de 2010 NBA | 17:14

BROOKS ACABOU COM O DENVER

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Há uma marchinha carnavalesca que diz: “Recordar é viver, eu ontem sonhei com você”. Torcedores de futebol, quando seu time do coração atropela o adversário e um jogador se destaca, modificam a letra, que fica: “Recordar é viver, Fulano de Tal acabou com você”.

Quem gosta de futebol e frequenta os estádios conhece a referida marchinha.

Ontem, no Toyota Center de Houston, torcedores do Denver bem que poderiam ter deixado o ginásio cantando: “Recordar é viver, Carmelo acabou com você”.

Poderiam, mas Aaron Brooks não deixou.

Com uma cesta dupla a 2.9 segundos do final da partida, o armador do Rockets escapou da marcação de Anthony Carter e mandou o arremesso preciso, que colocou o time da casa dois pontos na frente, em 125-123, que acabou sendo o placar definitivo.

Isso não ocorreu, mas os fãs do Houston poderiam ter deixado o ginásio cantando: “Recordar é viver, Aaron Brooks acabou com você”.

E acabou mesmo. Não apenas pela cesta mencionada e que definiu a partida, mas pelo conjunto da obra.

Brooks (Foto AP) anotou 31 pontos e foi um tormento para a defesa do time colorado. Não bastasse este baixinho, outro, de nome Kevin Martin, marcou 29 pontos e também não encontrou freio por parte do adversário.

Quer mais? O grandalhão argentino Luis Scola fez 23 e ajudou a equipe texana a vencer uma partida que, perto do fim, parecia que teria o destino das Montanhas Rochosas. Os três juntos somaram 83 pontos; ou seja, fizeram 66.4% dos tentos do Houston.

Do outro lado da quadra, chupando dedo ficou Carmelo Anthony. Não foi visto fazendo beicinho, mas poderia, pois marcou nada menos do que 45 pontos e deixou a quadra derrotado.

Saiu cabisbaixo porque… sei lá porque. Tudo funcionou muito bem. O Denver, além dos 45 pontos de Melo, contou com 17 de Chauncey Billups, 17 de J.R. Smith, 15 de Nenê Hilário e 12 de Aaron Aflalo.

Vejam: nada menos do que seis jogadores do Nuggets tiveram um duplo dígito na pontuação, sendo que um deles chega na casa dos 45 pontos.

Mas o time perdeu; e eu não encontro explicação.

Melo, seguramente, também gostaria de encontrá-la, pois entra para a história desta temporada como o segundo jogador a anotar 45 pontos e ser derrotado. O outro foi Monta Ellis, do Golden State.

Recorde negativo.

SUFOCO

Por falar em Golden State, o Lakers pulou miudinho para deixar a Bay Area de São Francisco vitorioso. Se o Houston passou pelo Denver por apenas dois pontos de vantagem, o Los Angeles ganhou por três: 124-121.

Mas quase que o jogo foi para a prorrogação. No segundo derradeiro, Monta Ellis arremessou uma bola de três, de frente para a cesta, mas a laranjinha pulou caprichosamente três vezes no aro angelino e caiu do lado de fora.

Kobe Bryant anotou 29 pontos. Entrou para a história ao igualar a marca de Magic Johnson como o segundo jogador da franquia que mais venceu com a camisa do time de Los Angeles: 670 triunfos (Kareem Abdul-Jabbar, com 743 vitórias, é o líder).

Mas deixou a quadra emburrado. Provavelmente por causa de um escorregão que sofreu no final da partida e quase comprometeu a vitória do time, ou talvez insatisfeito com os nove erros cometidos na partida, ou, quem sabe, incomodado por ter perdido um lance livre a 8.6 segundos do final, impossibilitando o time de abrir quatro pontos de vantagem, o que liquidaria a contenda.

Finalmente, foi grosseiro com a bela repórter da ESPN ao final do jogo. Foi econômico em toda a entrevista e no final, perguntado sobre as lições que ele e o time tiraram de um jogo tão intrincado, KB respondeu que nenhuma, pois o Lakers não vai encontrar o Golden State nos playoffs.

Grosseiro com a repórter e desrespeitoso com o oponente, vocês não acham?

É preciso saber frustrar-se, ainda mais quando se trata de um atleta, que tem que estar preparado para vencer e ser vencido.

QUINA

Nada menos do que cinco jogadores do Lakers estão com problemas nos dedos, o que está tirando o sono do técnico Phil Jackson.

Kobe Bryant, todos que acompanham a temporada sabem, está com o indicador da mão direita quebrado,

Lamar Odom torceu o indicador e o médio numa partida contra o Phoenix em dezembro passado. Ainda sente incômodos.

Shannon Brown está com o dedão da mão direita lesionado fruto igualmente de uma torção.

O mesmo acontece com Ron Artest, mas o problema é na outra mão.

Finalmente, Jordan Farmar também torceu um dedo, o mínimo da mão esquerda.

Talvez isso explique, em parte, a dificuldade que o time tem encontrado para dobrar oponentes frágeis (como o Golden State) e ter perdido para adversário não menos (Charlotte e Miami).

RODADA

Os outros resultados da rodada de ontem foram:

Philadelphia 84-94 New York
Boston 119-93 Detroit
Utah 112-89 Washington
Clippers 100-108 New Orleans

RETORNO

Leandrinho Barbosa retorna esta noite depois de quase dois meses ausente das quadras — sete semanas para ser mais preciso. Será diante do Minnesota, no US Airways Center, em pleno deserto do Arizona.

O paulistano, que fez uma cirurgia na mão direita, poderia ter voltado na sexta-feira passada ou mesmo no domingo. Mas ainda não se sentia bem e pediu ao técnico Alvin Gentry para adiar seu retorno.

Marcou para esta noite, mas contrariou a previsão dos médicos, que falavam entre quatro e seis semanas.

“Está tudo bem”, garantiu o brasuca. “Estou muito feliz com o resultado [da cirurgia] e não podia mais esperar para voltar”.

Que ótimo, pois, como ele mesmo disse, os playoffs estão aí e o Suns espera que Barbosa esteja com a saúde em dia. Todos sabem, saudável Leandrinho é um tormento para os adversários.

“Sinto-me recuperado”, afirmou. “Vou jogar como sempre joguei: agressivamente e tudo o mais”.

Esta noite vamos conferir; boa sorte a este outro brasuca que tão bem nos representa na NBA.

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 NBA | 19:40

T-MAC É DO KNICKS!

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Escrevo este post às 20h. Há duas horas as negociações foram fechadas para esta temporada. Ainda é possível que pipoque mais alguma coisa aqui e ali, mas nada de vulto.

O mais importante é que o New York conseguiu o que tanto queria: Tracy McGrady. Foi numa baita troca envolvendo, além do Houston, também o Sacramento.

O negócio final ficou assim: o Knicks pega além de T-Mac o armador espanhol Sergio Rodriguez. Mandou para o Houston Jordan Hill e Jarred Jeffries. Para o Kings despachou o mico Larry Hughes.

Além de Hughes, o time da capital da Califórnia pegou também Carl Landry e Joey Dorsey, ambos do Houston. Dois bons jogadores, diga-se

O que significa tudo isso?

McGrady em ação McGrady em ação

 

Bem, a gente tem que entender que essas trocas nada mais são do que um jogo de xadrez. O Knicks, ao livrar-se de Hill e Jeffries, vai economizar quase US$ 10 milhões do “cap” da próxima temporada.

Apenas Eddy Curry, Danilo Gallinari, Wilson Chandler e Tony Douglas terão contrato em vigência com o time da Big Apple. Os quatro vão consumir cerca de US$ 20 milhões.

O “cap” para a próxima temporada não deve chegar a US$ 60 milhões (nesta, ele é de US$ 57.7 milhões). Há também a “Luxury Tax”, que deve ser no valor de US$ 10 milhões, o que aumentaria o “cap” para cerca de US$ 70 milhões.

Quer dizer: se não estou errado nas contas, o New York poderá gastar US$ 50 milhões na próxima temporada. Mas acontece que uma franquia não pode oferecer este valor, por exemplo, para apenas um jogador.

Há regras que proíbem isso. O acordo da NBA com a associação dos jogadores diz que atletas com seis anos ou menos de profissionalismo não podem pegar mais do que 25% do total do “salary cap”; os que têm de sete a nove anos de experiência estão limitados a 30%; e os que têm mais de nove anos de NBA podem amealhar 35% do “cap”.

Mas eles também não podem ultrapassar um determinado valor. Quer dizer, há que se esperar que a NBA defina o valor do “salary cap” da próxima temporada para saber exatamente quanto é que um time vai poder oferecer para um jogador.

De todo o modo, o New York, se tiver mesmo US$ 50 milhões para gastar, pode reservar US$ 30 milhões para duas estrelas. Por que não LeBron James e Dwyane Wade? Ou ‘Bron e Chris Bosh?

Os outros US$ 20 milhões seriam gastos para rechear o time. Por exemplo: renovar o contrato de David Lee, que termina ao final desta temporada, bem como o de Nate Robinson — que na verdade quer mais é sair de Nova York, mas com um cenário desses o baixinho pode até ficar.

Enfim, como disse, trata-se de um jogo de xadrez. E eu duvido que T-Mac apareça na próxima temporada vestindo a camisa do New York.

Quanto a Houston e Sacramento, o time texano deu uma ótima melhorada, especialmente ao pegar Kevin Martin. E o Kings terá à disposição, ao final da temporada, US$ 13.6 milhões do contrato de Hughes, que não vale nem 10% deste valor.

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NBA, Seleção Brasileira | 12:39

TROCAS, E VEM MAIS POR AÍ

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O Cleveland conseguiu reforçar seu garrafão como tanto queria. Não conseguiu, todavia, o objeto de seu desejo: Amaré Stoudemire. Acertou com Antwan Jamison.

Amaré tem mais presença de garrafão, mas, a meus olhos, Jamison é mais jogador. Conhece mais detalhadamente os fundamentos do basquete.

Fruto, claramente, de seu estudo em North Carolina. Por isso mesmo, creio que será mais útil do que Stoudemire. Posso estar errado, mas não creio.

Jamison faz um ala de força e um ala numa boa. Quebra o galho como pivô se preciso — mas não será, pois há gente demais para esta missão dentro do elenco do Cavs.

Jogando de ala, o técnico Mike Brown pode deslocar LeBron para a armação — e nesta posição ele rende muito também. E o resultado é que o time fica fortíssima nos rebotes: ´Bron, Jamison, Varejão e Shaq, por exemplo, com Mo na posição 1.

Zydrunas Ilgauskas foi embora. É agora jogador do Washington, que passou, como vimos, Jamison para o Cavs.

O Wizards vai fazer o “buyout” com Zy? Não se tem notícia sobre isso, pelo menos no momento. Se fizer e Zy voltar ao Cleveland, o Cavs vai ficar mais forte ainda, mas, como já disse, Brown teria que distribuir o tempo para cinco grabdalhões: Zy, Shaq, Varejão, Hickison e Leon Powe.

Vamos aguardar.

O armador Sebastian Telfair saiu do Clippers e aporta no Cavs. Sim, pois o negócio envolveu três equipes.

Além dele, Al Thornton deixou também o time de Los Angeles e desembarca na capital dos EUA. Já o Wizards mandou para o Clippers o ala/pivô Drew Gooden.

Sobre ao Washington, já disse, a franquia está limpando seu “cap” para reconstrução da mesma. E com tanto dinheiro em caixa, poderá partir para uma contratação de peso e cercar esse jogador de atletas de nível e transformar o Wizards novamente em um time competitivo.

Importante: pegou o primeiro “draft” do Cavs deste ano. Tá certo que não estará entre os primeiros recrutamentos, mas “draft” é “draft”.

Com a ida de Jamison para o Cleveland, todo mundo está dizendo que agora Stoudemire vai para o Miami, que mandaria para o Phoenix, entre outros, o armador Mario Chalmers.

Pergunto: pra quê? Se o Phoenix quer tirar proveito do Amaré, pegar um armador? O time já não conta com Goran Dragic?

Preciso pensar mais neste possível negócio.

Outra transação que estaria praticamente certa é a ida de Tracy McGrady para o Sacramento, que daria para o Houston Kevin Martin. Também preciso pensar melhor nesse negócio.

Martin é jovem e tem um potencial incrível. T-Mac é veterano, de vidro e afina nos momentos decisivos. Por que, então, esse negócio?

DA CHINA

Bem, a meu ver, um dos melhores negócios quem fez foi o Chicago. Mandou para o Milwaukee o fraquíssimo John Salmons e pegou Francisco Elson e Kurt Thomas

Esqueça os dois jogadores do Bucks. Pense, você torcedor do Bulls, que não se verá mais em quadra Salmons e, mais do que isso, o Chicago, com o fim do contrato de Elson e Thomas ao final desta temporada, terá cerca de US$ 20 milhões em caixa!!!

Com esse dinheiro, dá pra concretizar o sonho de se contratar Dwyane Wade, que é filho de Chicago. Derrick Rose, D-Wade, Luol Deng, Taj Gibson e Joakim Noah. Olha, dá pra voltar a sonhar.

Alguém falou aí em LeBron James? Esquece, ´Bron não sairá do Cleveland. Alguma coisa me diz isso.

Mas vamos aguardar.

RODADA

Indiana 87-90 San Antonio
Orlando 116-91 Detroit
Washington 108-99 Minnesota
Toronto 102-109 Memphis
New Jersey 84-87 Miami
New York 109-115 Chicago
New Orleans 90-98 Utah
Milwaukee 99-127 Houston
Clippers 92-110 Atlanta

TREINADOR

O site “Eurobasket” noticia que o técnico espanhol Carlos Colinas vai dirigir a seleção brasileira feminina. E já no Mundial da República Tcheca.

Hortência, diretora das seleções femininas, nega a notícia.

O que eu acho? Desculpem-me, mas eu nunca ouvi falar do Sr. Colinas.

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terça-feira, 3 de novembro de 2009 NBA | 12:38

TABELA MAL FEITA

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Iverson em açaõ pelo time de Memphis

Iverson em ação pelo time de Memphis

Mais uma rodada sem molho. A NBA deveria prestar mais atenção na elaboração da tabela. Não tem cabimento um sábado e uma segunda-feira (ou seja, dois em três dias seguidos) serem permeados por partidas desinteressantes.

Charlotte x New Jersey: que atrativo(s) tem esse confronto? Comecei a ver o cotejo; mudei rapidamente. Por curiosidade – e dever profissional – busquei o resultado final: vitória dos anfitriões por 79-68.

Importante: o New Jersey está invicto nesta temporada; não ganhou de ninguém até agora.

Escanteei Nets e Cats e passei a ver New York x New Orleans. O Hornets não é nem de longe aquele esquadrão de há duas temporadas.

Dá pena ver Chris Paul jogando neste time. Esperava mais do New Orleans com Emeka Okafor, mas nada mudou em relação ao time que tinha Tyson Chandler.

Sei não, acho até que piorou. Chandler, embora tecnicamente inferior a Okafor, tem garra e não apatia, característica do ex-pivô do Charlotte.

O final foi um tanto emocionante, disputado. Paul, quase que sozinho, fez uma reviravolta na partida e levou o Hornets ao triunfo. Mas não deu: vitória do Knicks por 117-111.

Utah x Houston foi o embate mais atraente da rodada. E com final surpreendente: do jeito que o Jazz vem jogando, acho que vou quebrar a cara, pois o time não chega nos playoffs de jeito nenhum.

O Rockets calou a EnergySolutions Arena com suas bolas de três: 10-19. Em contrapartida, os caseiros estiveram com a mão deformada: 3-11.

Isso realmente fez a diferença.

O “rookie” Chase Budinger veio do banco, jogou 22 minutos e anotou 17 pontos. Foi sua melhor performance como profissional com a camisa texana.

Se mantiver este desempenho, pode ser ótima alternativa para Rick Adelman neste período sem Tracy McGrady. Segundo os doutores do Houston, T-Mac deve retornar no final de dezembro.

Tomara que sim, pois é muito legal vê-lo em quadra; é quase a excelência do jogo. Pena que ele não consiga contagiar seus companheiros.

Clippers x Minnesota confesso que eu nem vi. Nem mesmo a curiosidade em assistir Jonny Flynn me fez sintonizar este confronto.

Bem, fui informado e informo vocês (se é que vocês ainda não sabem) que o primo pobre de Los Angeles conseguiu sua primeira vitória no campeonato: 93-90.

Chris Kaman, 25 pontos e 11 rebotes, levou o moto-rádio pra casa. Destaque também para os 15 rebotes de Marcus Camby.

Finalmente, Sacramento x Memphis. Vi a contenda para ver Allen Iverson pela primeira vez com a camisa do Grizzlies.

AI saiu do banco, jogou apenas 18 minutos. Tem que ser assim mesmo, devagarzinho, respeitando o peso da idade e as dores pelo corpo cansado de tanta labuta.

Seus números: 11 pontos em 18 minutos; 5-9 nos tiros de quadra e nenhum lance livre batido – o que mostra bem como ele foi econômico; uma assistência, mas zerou nos rebotes, desarmes e tocos; cometeu dois erros e fez duas faltas.

Iverson disse não ter tido qualquer problema quanto a contusão; problema foi entender o jogo do técnico Lionel Hollins. “Deem uma olhada nas estatísticas e vejam que eu não fui um sexto homem”, disse o jogador depois da partida.

Calma; o cenário será outro daqui a algumas rodadas. Iverson vai adicionar qualidade ao time do Tennessee.

Mas o destaque do jogo ficou por conta do armador Kevin Martin: 48 pontos!!!

Deveria ter aberto nosso papo com isso, mas confesso que até agora não consigo acreditar que isso aconteceu. É verdade que houve duas prorrogações e que Martin jogou 52 minutos; mesmo assim, é ponto pra dedéu.

O jogo terminou com a vitória do Kings por 127-116. Foi também a primeira do time californiano na competição.

FINALMENTE

Até que enfim uma rodada imperdível. Vejam os jogos desta noite: Cleveland x Washington; Indiana x Denver; Philadelphia x Boston; Detroit x Orlando; Miami x Phoenix; Chicago x Milwaukee; Oklahoma City x Lakers; Dallas x Utah; Portland x Atlanta.

Pergunto: a NBA não poderia ter separado dois desses jogos e tê-los colocado na rodada de ontem?

Como disse,  a NBA deveria ter prestado mais atenção na elaboração da tabela.

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