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quinta-feira, 20 de setembro de 2012 NBA | 01:43

CHRIS PAUL DIZ QUE PREFERIU SER TROCADO COM O CLIPPERS AO INVÉS DO LAKERS

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Vixi, vocês viram o que eu vi? Ou melhor: vocês leram o que eu li? Em entrevista ao magazine “GQ”, Chris Paul disse que preferiu ser trocado com o Clippers ao invés do Lakers. E explicou: “Eles tinham as melhores peças. Além disso, ser campeão com o Clippers será fabuloso”.

Uau.

Segundo CP3, ser campeão com o Clips será inesquecível. Terá um gostinho muito mais saboroso do que colocar um anel no dedo sendo jogador do Lakers.

CP3 tem razão: ganhar com quem corre por fora, ganhar vestindo os trajes da Cinderela ou cruzar a linha final galopando sobre um animal listrado tem mesmo um gosto diferenciado. Ser campeão com o Chicago é mais deleitoso do que ser campeão com o Lakers. Ser campeão com o San Antonio é mais prazeroso do que ser campeão com o Boston. Ser campeão com o Miami é igualmente incomparável. Como foi inesquecível ter sido campeão com o Dallas e será inacreditável ser campeão com o OKC se alguém um dia o for.

Ganhar títulos em franquias tradicionais, que investem os tubos, que têm dinheiro a rodo, que gastam sem dor na consciência, que não se importam com a Luxury Tax é muito mais fácil. O caminho se abre. O dinheiro torna tudo mais fácil. É quase que obrigação ganhar títulos com essas franquias.

Ser campeão com times que correm à margem é escrever o nome na história usando tintas vibrantes. É colocá-los no mapa da NBA. Como Michael Jordan fez com o Chicago, Tim Duncan com o San Antonio e Dirk Nowitzki com o Dallas. É certo que a reunião de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh tornou a missão do Miami mais fácil, mas Carmelo Anthony, Amar’e Stoudemire e Chauncey Billups não conseguiram com a camisa do New York. Por isso, ser campeão com o Miami é muito mais significativo do que com o Lakers ou o Boston.

É claro que ser campeão com o Lakers e com o Boston tem um sabor delicioso. Lógico que sim! Pergunte aos jogadores que foram campeões por lá. Mas esses times representam para a NBA o que Barcelona e Real Madrid representam para o campeonato espanhol. É legal ser campeão com a camisa de um deles? Claro que é. Mas é muito mais significativo ser campeão com a camisa do Sevilla ou do Valência.

É verdade que o Boston deu uma caída. E se formos considerar isso (e devemos!), podemos dizer que o campeonato da NBA não é o espanhol: é, isto sim, uma espécie de campeonato alemão. Lá é o Bayern de Munique e outro. A NBA é praticamente o Lakers e um outro qualquer.

O time californiano tem 16 títulos. Um a menos do que o Boston. Mas tem 15 vice-campeonatos. Ou seja: chegou a 31 finais em 66 anos de existência da liga norte-americana. É quase: ano sim, ano não, Lakers na final. Por isso eu digo que o Lakers é a maior franquia da história da NBA.

Voltando ao tema inicial de nossa conversa, Chris Paul ganhou pontos consideráveis comigo. Ele dá pinta de que quer  desafios ao invés do caminho mais fácil. O dinheiro do Lakers transforma o caminho da equipe menos espinhoso do que as demais.

Vejam o caso do OKC: eles vivem um dilema, pois pretendem renovar com James Harden, mas não sabem se terão dinheiro para isso. E a franquia tem até 31 de outubro para fazê-lo. Caso contrário, o barbudo se transforma em agente livre restrito. Ou seja: ele poderá receber propostas de outras franquias e o OKC tem o direito de igualá-las. Mas se não tiver dinheiro, como fazê-lo? Aparece um time e dá a Harden um contrato de quatro anos e quase US$ 100 milhões, mas será que o OKC terá dinheiro para isso?

Esse cenário não existe para o Lakers. O time vai gastar US$ 130 milhões nesta temporada. Esse dinheiro não existe em Oklahoma City.

Vejam só o que vai acontecer com o Lakers na temporada 2014-15: apenas um jogador tem contrato com o Lakers, Steve Nash. Ele vai receber US$ 9,7 milhões. Mas se Dwight Howard renovar seu acordo, vai pegar nessa temporada algo em torno de US$ 22,3 milhões. Ou seja: com apenas dois jogadores o Lakers estará torrando nada menos do que US$ 32 milhões.

E dizem que Kobe renovará nesta temporada pela indecente quantia de US$ 33 milhões. Se isso ocorrer mesmo, o Lakers terá comprometido US$ 65 milhões com apenas três jogadores! E numa época em que a Luxury Tax estará cobrando US$ 1,50 de penalidade por US$ 1,00 gasto além do salary cap, que será de US$ 58 milhões. Vejam: com apenas três jogadores o Lakers estará estourando o cap! E alguém liga para isso? Nenhum pouco!

Então, quando CP3 vem a público e diz que ser campeão com o Clips seria incrível, ele tem razão. Isso porque ser campeão com o Lakers (eu adiciono) chega a ser blasé, pois é tudo mais fácil.

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012 NBA | 11:32

LEBRON JAMES FOI O JOGADOR DA NBA QUE MAIS FATUROU NA TEMPORADA PASSADA

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Pra descontrair, já que a semana de trabalho começa hoje, segunda-feira, publico a lista dos dez jogadores de basquete mais bem pagos do planeta. A lista refere-se à temporada passada, é bom frisar. Foi divulgada pela revista norte-americana “Forbes”, a bíblia da economia.

Coloco os vencimentos de seus respectivos times e dos patrocinadores.

LeBron James (foto), como vocês vão conferir, foi o jogador mais bem pago da NBA. Ele levou uma vantagem de apenas US$ 700 mil em relação a Kobe Bryant. Mas nesta temporada ele deverá ser ultrapassado, pois KB, que ganhou US$ 20,3 milhões do Lakers no último campeonato (20% de seu salário foram cortados por conta do locaute, que diminuiu a temporada de 82 para 62 jogos), vai amealhar neste US$ 27,8 milhões, enquanto que LBJ receberá do Miami US$ 17,5 milhões. Ou seja, US$ 10,3 milhões a menos.

Não se sabe ainda como será o faturamento de ambos nesta temporada quando o assunto for publicidade. LBJ fatura mais do que Kobe. Achou estranho? Pois é, King James ganhou US$ 8 milhões a mais do que seu rival por conta de seus patrocinadores. O ala do Miami, o melhor jogador de basquete do planeta no momento, tem como principais patrocinadores a Nike, McDonald’s, Coca-Cola e State Farms. Kobe, por causa da acusação de estupro em 2003, no Colorado (da qual foi inocentado), perdeu alguns patrocínios importantes, como o do McDonald’s e Gatorade.

Abaixo, a lista da “Forbes” com os dez milionários da NBA:

1º LeBron James: US$ 53 milhões — US$ 13 mi (salário) — US$$ 40 mi (publicidade)

2º Kobe Bryant: US$ 52,3 milhões — US$ 20,3 mi (salário) — US$ 32 mi (publicidade)

3º Dwight Howard: US$ 25,6 milhões — US$ 14,6 mi (salário) — US$ 11 mi (publicidade)

4º Kevin Durant: US$ 25,5 milhões — US$ 12,5 mi (salário) — US$ 13 mi (publicidade)

5º Dwyane Wade: US$ 24,7 milhões — US$ 12,7 mi (salário) — US$ 12 mi (publicidade)

6º Carmelo Anthony: US$ 22,9 milhões — US$ 14,9 mi (salário) — US$ 8 mi (publicidade)

7º Amar’e Stoudemire: US$ 22,7 milhões — US$ 14,7 mi (salário) — US$ 8 mi (publicidade)

8º Kevin Garnett: US$ 21,1 milhões — US$ 17,1 mi (salário) — US$ 4 mi (publicidade)

9º Chris Paul: US$ 19,2 milhões — US$ 13,2 mi (salário) — US$ 6 milhões (publicidade)

10º Tim Duncan: US$ 19,1 milhões — US$ 17,1 mi (salário) — US$ 2 mi (publicidade)

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domingo, 19 de agosto de 2012 NBA | 15:06

RENOVAÇÃO DE IBAKA COM OKC PODE SER A PONTA DE UM ICEBERG DE PROBLEMAS

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O Oklahoma City renovou o contrato de Serge Ibaka (foto) por mais quatro anos em troca de US$ 48 milhões. Eu contei isso a vocês no post de ontem. Os torcedores ficaram eufóricos, mas os dirigentes estão apreensivos.

Isso porque, com a renovação do congolês naturalizado espanhol, o OKC tem comprometido nada menos do que US$ 42,35 milhões com apenas três jogadores: Ibaka, Kevin Durant e Russell Westbrook. E se formos adicionar a esse número o salário de Kendrick Perkins, ele pula para US$ 50,65 milhões.

Essa quantia está apenas US$ 7,39 milhões abaixo do “salary cap” desta temporada, que é de US$ 58,04 milhões. Ou seja: o OKC compromete gorda quantia de seu “cap” com apenas quatro jogadores.

E aí entra uma questão que tem tirado o sono dos dirigentes, como eu disse acima: haverá dinheiro para renovar com James Harden?

O ala-armador do Thunder tem contrato garantido até o final da próxima temporada, mas neste ano derradeiro ele será um “qualifying offer” que (até onde eu entendo esse troço do “QO” no novo CBA), o jogador escolhe se aceita ou não o último ano do contrato. Se aceitar, Harden (foto abaixo) tem direito a um aumento na ordem de 125%. Isso elevaria seu salário dos atuais US$ 7,63 milhões para US$ 17,1 milhões para a próxima temporada. E ele se tornaria um agente livre restrito, ou seja, o OKC tem o direito de igualar qualquer oferta feita a ele.

O problema é que com esses US$ 17,1 milhões, o “cap” do Thunder no ano que vem ficaria absurdamente elevado, pois somando essa quantia aos US$ 50,65 milhões já gastos com KD, West, Ibaka e Perkins, ela chegaria a US$ 67,75 milhões. Isso com apenas cinco jogadores!

A pergunta que se faz é: o OKC conseguirá fazer frente a essas despesas?

Oklahoma City, como se sabe, é um “small market”.  Não tem a força de Nova York, Los Angeles, Chicago e até mesmo Miami. O preço de um tíquete por lá é bem mais barato do que em NYC ou LA. O valor que a TV local paga pela exclusividade dos jogos da equipe no cabo é infinitamente inferior do que o Lakers fatura. E como Oklahoma City é uma cidade com apenas 1,2 milhão de habitantes em sua região metropolitana e como o time não tem a popularidade de um Lakers, Chicago ou Boston, o faturamento na venda de produtos licenciados é bem menor se comparado com as grandes franquias. Além disso, a grana levantada com a venda do “naming rights” para a Chesapeake Energy, que batizou a arena local, é de cerca de US$ 3 milhões por ano, uma merreca se comparado com os US$ 20 milhões anuais que o Nets vai ganhar da Barclays.

E tem mais; sim, tem mais: tem a “Luxury Tax”, que é a penalidade que uma franquia paga por estourar o “salary cap”. A partir da próxima temporada (2013-14), ela será de US$ 1,50 a mais por cada (desculpem a cacofonia) US$ 1,00 que exceder o “cap”. Como vimos, com apenas cinco jogadores o OKC já estoura o teto salarial em US$ 9,71 milhões. Só com eles o Thunder teria que pagar US$ 14,56 milhões de multa. Mas há um bônus de acordo com o CBA que permite uma franquia ultrapassar o “cap” em US$ 14 milhões sem ter que pagar a “Luxury Tax”. Desta forma, dá para o OKC renovar com Harden sem ter que pagar qualquer penalidade por isso.

Ma se formos levar em conta o complemento do grupo, essa quantia, que está em US$ 67,75, pode chegar a US$ 90 milhões. Como uma franquia começa a pagar a “Luxury Tax” a partir de US$ 72 milhões, esses US$ 90 milhões pulam para US$ 117 milhões, se eu não errei nas contas.

Volto a perguntar: o OKC tem como fazer frente a essa gastança toda? A realidade do Thunder, como vimos acima, não é das melhores.

Sam Presti, o GM do Thunder, é um gênio. Montou um timaço do nada, apenas recrutando jogadores do “college” ou do exterior. Mas à medida que o tempo passa, o time se valoriza e a gastança começa.

Lembro-me de um amigo que ganhou uma grana de herança do avô. Ele pegou o dinheiro e comprou uma BMW. Pagou-a à vista.

Veio a primeira revisão e meu amigo quase caiu de costas. Na segunda, quase foi à falência. Não houve terceira: ele vendeu o carro.

Será que o OKC vai ter um dia que abrir mão de seus jogadores por inadimplência? Se tiver, será uma pena. E isso deixará claro que o campeonato da NBA é mesmo um campeonato espanhol, onde apenas dois ou três têm grana pra gastar, enquanto que os outros se divertem apenas chupando pirulito.

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terça-feira, 24 de julho de 2012 Basquete europeu, Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 23:51

EUA MUDAM SISTEMA E GOLEIAM A ESPANHA NO ÚLTIMO TESTE ANTES DAS OLIMPÍADAS

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Deixe-me contar a vocês, meus grandes amigos de botequim: estarei comentando alguns eventos olímpicos para a Record em cinema 3D. Eles serão exibidos na rede Cinépolis. Por conta disso e por estar também na Rádio Jovem Pan, como vocês bem sabem, passei esta terça-feira trabalhando. Na rádio e na Record; na Record, gravando pilotos para o dia da estreia das Olimpíadas, na sexta-feira, quando estaremos exibindo a cerimônia de abertura. Estarei o tempo todo ao lado do narrador e apresentador Reinaldo Gottino, meu velho e grande amigo. Tudo sob a batuta do igualmente amigo e excelente Johnny Martins, que vai comandar todo o esquema, com apoio inestimável do Fernando Simões.

Desta forma, não pude ver ao vivo o embate entre Espanha e EUA. E o que fiz eu? Gravei o jogo. Acabei de ver a contenda há alguns minutos. E fiquei impressionado com o que vi.

Primeiro, ao ver o baile que a Espanha estava dando no selecionado norte-americano até mais ou menos dois terços do primeiro quarto. Os da terra do Tio Sam estavam atordoados. Mas foi só o Coach K tirar de quadra o trapalhão Tyson Chandler (que esconde sua limitação com a desculpa que sabe defender), foi só Chandler sair de quadra (dizem que foi por causa da terceira falta, mas eu opto pela questão técnica), Foi só Chandler dar lugar a Carmelo Anthony, para os EUA começarem a jogar basquete.

Até então, com quatro jogadores em quadra e enfrentando um adversário poderosíssimo como é a Espanha, os EUA levavam nítida desvantagem. Melo entrou, foi para o pivô e teve a companhia de LeBron James no jogo interior. Mas quando atacava, Melo jogava aberto, com LBJ fazendo as vezes do pivô. Melo deitou e rolou: fez 23 de seus 27 pontos no primeiro tempo (o resto do time norte-americano anotou 25 nesta etapa inicial), meteu 5-6 nas bolas de três e a diferença em favor dos espanhóis, que beirou a casa decimal, foi para o espaço.

Os ibéricos ainda terminaram o primeiro quarto na frente em 23-21. Mas foram para o vestiário atrás em 48-40. Tudo, repito, por causa do jogo ofensivo de Carmelo Anthony.

Óbvio que a defesa foi muito importante: os EUA apertaram a marcação e dificultaram a ação ofensiva da Espanha, que não encontrava mais a mesma facilidade do início do jogo para fazer seus arremessos.

Com a casa em ordem, mas com Kevin Durant zerado no jogo, veio o terceiro quarto. KD (foto), então, resolveu encestar bolas daqui e dali. Anotou nada menos do que dez pontos nos 3:30 minutos iniciais deste período final e comandou o marcador que ficou em favor dos norte-americanos em 21 pontos.

Aí foi a vez de Sergio Scariolo, técnico italiano que comanda a Espanha, mostrar que também conhece o jogo: mudou, quase que na metade do terceiro quarto, a defesa espanhola de individual para zona e com isso freou o ímpeto ofensivo dos americanos. Essa diferença de 21 pontos caiu para 12. E quando todo mundo esperava que a reação continuasse, veio o quarto período e com ele os espanhóis ressuscitaram a defesa individual. E isso favoreceu os EUA.

A diferença de 12 pontos foi aumentando, aumentando e quando a buzina soou pela última vez ela estava na casa dos 22. A vitória dos EUA por 100-78 acabou sendo incontestável porque a Espanha bobeou. Não encontrou resposta para o jogo ofensivo dos EUA sem um homem centralizado e abriu mão da defesa zona quando ela estava desconcertando o adversário.

A Espanha, das grandes seleções que enfrentaram os EUA, foi a única que tomou cem pontos. O Brasil permitiu 80 e a Argentina 86. Como se vê nosso selecionado foi quem melhor segurou os norte-americanos. E jogando em Washington, ao contrário dos espanhóis, que atuaram em casa.

É certo que os EUA jogaram pra vencer. Eles nunca jogam sem se importar com o marcador. Terminaram esta fase preparatória com um recorde de 5-0. Mas, creia, Coach K não mostrou todas as suas cartas.

A Espanha também fez o mesmo. Marc Gasol, por exemplo, continuou do lado de fora, poupado que foi por causa de uma contusão no ombro.

Outros destaques do jogo: LeBron James, 25 pontos e sete assistências; Pau Gasol, 19 pontos, cestinha dos espanhóis.

Depois deste embate eu continuo confiante de que o Brasil pode mesmo aprontar nestas Olimpíadas.

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domingo, 8 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 13:27

EUA DEFINEM O TIME QUE VAI A LONDRES. MELHOR QUE O DE PEQUIM?

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A USA Basketball anunciou ontem os 12 jogadores que estarão em Londres. Anthony Davis, pivô de Kentucky, melhor jogador do “college”, campeão nacional e draft número 1 em junho passado, ficou de fora. O futuro jogador do New Orleans torceu o tornozelo em um treino com o Hornets e viu frustrado seu sonho de participar pela primeira vez dos Jogos Olímpicos.

A entidade anunciou os três nomes restantes: James Harden, Andre Iguodala e Blake Griffin.

“Acho que a gente montou um grande time”, disse Carmelo Anthony. “Juntamos todas as peças que precisávamos. Agora é uni-las e transformá-las em um time. Acho que somos o melhor time das Olimpíadas”.

Exagero? Não creio. Aliás, os estadunidenses creem que esse time é melhor do que aquele que ganhou o ouro em Pequim, há quatro anos. Vocês concordam? Boa pergunta.

O time que irá a Londres é esse:

ARMADORES
Deron Williams
Chris Paul
Russell Westbrook

ALAS-ARMADORES
Kobe Bryant
James Harden

ALAS
LeBron James
Carmelo Anthony
Kevin Durant
Andre Iguodala

ALAS-PIVÔS
Kevin Love
Blake Griffin

PIVÔ
Tyson Chandler

Em Pequim o time tinha D-Will, CP3, Jason Kidd, Kobe, Dwyane Wade, Michael Redd, LBJ, Melo, Tayshaun Prince, Chris Bosh, Carlos Boozer e Dwight Howard.

Dá pra comparar?

Os que dizem não justificam-se usando os seguintes argumentos:

a) Kobe era quatro anos mais jovem;
b) D12 é muito mais jogador que Chandler;
c) D-Wade era mais jogador que Harden;
d) Jason Kidd é um dos maiores armadores desde sempre.

Os que dizem sim se apegam no seguinte:

a) LBJ será o maior jogador de basquete pós era Michael Jordan e esta será a Olimpíada dele;
b) CP3 é mais jogador que J-Kidd;
c) Durantula é mais jogador que Tayshaun e será igualmente um dos maiores de todos os tempos;
d) Blake Griffin é muito melhor que CB1 e Booz.

Alguém consegue vislumbrar algo mais pra lá ou pra cá? Você, cara parceiro de botequim, se alinha em qual das tendências?

Eu, antes que perguntem, acho o seguinte: D12 e D-Wade não têm similaridades na seleção atual, mas a seleção atual tem Durant e um LBJ mais maduro. Assim, mesmo com o mediano Chandler (duvido que ele tenha muito tempo de quadra) e com Harden no lugar de D-Wade, KD e o LBJ de hoje fazem muita diferença em favor do time atual. Mesmo contando com um Kobe quatro anos mais velho. Mais velho, é bom dizer, mais velho e melhor, como vinho (desculpem o clichê). Além disso, os armadores de hoje pontuam, ao contrário de J-Kidd.

Desta forma, mesmo com todos os desfalques, o time dos EUA de hoje é espetacular e melhor do que o de Pequim.

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terça-feira, 3 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 17:35

EUA DEFINEM NOVE DOS 12 JOGADORES QUE IRÃO A LONDRES

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Os EUA começam a definir o time que vai disputar os Jogos de Londres. Ontem, segunda-feira, o presidente da USA Basketball, Jerry Colangelo, afirmou que nove dos 12 jogadores que vão defender o título olímpico dos EUA já foram definidos. A saber:

REMANESCENTES DE PEQUIM
LeBron James
Kobe Bryant
Carmelo Anthony
Chris Paul
Deron Williams

REMANESCENTES DA TURQUIA
Kevin Durant
Russell Westbrook
Kevin Love
Tyson Chandler

Segundo o “chairman” da entidade norte-americana, os outros três jogadores serão definidos na próxima sexta-feira. Brigam pelas vagas seis jogadores: Blake Griffin, Andre Iguodala, Rudy Gay, James Harden, Eric Gordon e Anthony Davis. Sim, Anthony Davis.

O pivô do New Orleans Hornets, atual melhor jogador do basquete universitário, campeão da NCAA com Kentucky, lesionou o tornozelo recentemente. Mas Colangelo disse que ele continua nos planos.  Se for convocado e não se recuperar, ainda dará tempo de fazer o corte.

Alguém sentiu falta de Lamar Odom? Ele abandonou o barco ontem. Deixou a todos perplexos, pois Lamar, até segunda-feira, estava no grupo e dizia que jogaria em Londres.

Com Lamar de fora, aumentou para sete os desfalques do selecionado norte-americano. Primeiro foi Chauncey Billups; depois, Dwight Howard. E na sequência foram abandonando o barco — por lesão, é bom que se diga — Derrick Rose, LaMarcus Aldridge, Dwyane Wade e Chris Bosh.

“Estou muito confiante”, disse Colangelo sobre o time olímpico apesar dos desfalques. Ao analisar as três vagas restantes, declarou: “Se precisarmos de um arremessador, tem James Harden. Precisamos de um defensor? Temos Andre Iguodala. E Rudy Gay é versátil. Ele jogou de pivô pra gente no Mundial da Turquia”.

É por aí mesmo. Achar que os EUA vão ter problemas por conta destes desfalques é normal. Mas achar que os EUA vão perder o ouro olímpico por causa destas ausências, não é normal.

O time titular é espetacular. E qual seria o time titular?

Chris Paul ou Deron Williams na armação? Kevin Durant vai ficar no banco de LeBron James ou será o ala de força? Ou o contrário? Tyson Chandler será titular no pivô ou Coach K vai com Kevin Love?

Aí entra outra questão pra gente discutir: Blake Griffin, pra mim, está dentro. Os EUA já perderam D12 e CB1. Está apenas com Chandler e Love pra jogar no garrafão. Mesmo que Carmelo faça um pivô na defesa por zona, ainda assim eu acho que vai faltar pelo menos mais um jogador. Por isso eu cravo em Griffin.

Sobrariam, pois, duas vagas. Creio que Rudy tem grande chance. A outra? Davis, com Iguodala de sobreaviso.

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sexta-feira, 22 de junho de 2012 NBA | 02:26

COM ATRASO DE UM ANO, MIAMI É O CAMPEÃO DA NBA

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Miami é o campeão da NBA. O título veio com um ano de atraso, mas veio. O Heat era para ter sido campeão na temporada passada. Perdeu para o Dallas por N motivos que não vale mais a pena a gente ficar debatendo.

A tunda aplicada em cima do Oklahoma City por 121-106 confirmou que o time do sul da Flórida é de fato o melhor da NBA neste momento. Fechou a série em 4-1; poderia ter varrido o OKC se não tivesse bobeado no primeiro jogo. Rajon Rondo postou em seu Twitter: “A verdadeira final foi entre Miami e Boston”. Concordo com ele. O Thunder não foi páreo para o Heat.

Quando esse time foi montado, no verão de 2010, fui um dos poucos (senão o único) que apostou que ele ganharia não apenas um, mas alguns campeonatos. Falei em três, talvez quatro. Muitos rebateram minhas previsões. Disseram que o time não tinha um técnico, que faltava um armador, que não havia pivôs e que a fogueira das vaidades iria arder até o final do contrato de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh e, consequentemente, iria consumir a todos.

Rebati dizendo que com um time desses, com LBJ, D-Wade e CB1, não era preciso ter exatamente um Phil Jackson para conduzi-lo, que os jogadores, em quadra, resolveriam a parada. Claro que não foi bem assim, pois o trabalho de Erik Spoelstra, o tempo mostrou, é muito bom. Eu mesmo cheguei a duvidar, nesta temporada, acho que na série contra o Boston, da capacidade de Spo, mas o tempo mostrou que a minha primeira impressão era a correta. Muitos criticam o Miami por conta do “isolation” e da falta de “screens” e “pick’n’roll”.  De fato, o Heat não joga do jeito que muitos gostariam. O Heat faz a bola correr de mão em mão no ataque, mas ela sempre acaba nas mãos de quem está bem posicionado para o arremesso. De fato, alguns “picks” seriam importantes para facilitar a vida de LBJ e D-Wade. Quem sabe na próxima temporada?

Quanto a falta de armadores e pivôs, disse que apenas a seleção dos EUA era perfeita de cabo a rabo. Afirmei que D-Wade e principalmente LeBron James dariam conta de armar o jogo e que Mario Chalmers seria de grande valia. Foi a partir de então que eu comecei a defender a tese de que o futuro do basquete não teria lugar para armadores de ofício. O mesmo vale para os pivôs. Lembrei que CB1 seria o dono do garrafão do Miami e que Udonis Haslem lá estava para ajudar e muito. E que mais um grandalhão resolveria a parada.

Sobre a fogueira das vaidades, isso jamais ocorreu. A química, principalmente, entre LBJ e D-Wade sempre foi perfeita. Nunca houve um senão entre eles. Eles convivem como se fossem irmãos. E o discurso de Wade, depois do jogo, no pódio, confirma tudo isso: ele admitiu, uma vez mais, ter aberto mão do status de líder e dono do time, em favor de LeBron, para ganhar outro anel. Simples, sem vaidade alguma, reconhecendo que LBJ é mesmo o cara.

E CB1, o menos brilhante dos Três Magníficos, sempre foi um apoio para os dois. E em muitas situações segurou a onda, especialmente quando LBJ e D-Wade estavam mal.

Hoje, um ano mais velho, um ano mais experiente, com seus ferimentos cicatrizados, o Miami foi conduzido ao topo do pódio. E conduzido por LeBron James, que finalmente ganhou seu primeiro campeonato, depois de ter batido na trave em duas oportunidades, uma delas com o Cleveland. Com seu troféu de MVP das finais na mão, perguntado por Stuart Scott, da ESPN, qual a diferença entre o LeBron do ano passado para o LeBron deste ano, ele foi claro como a água: “Ano passado eu jogava com ódio, tentando provar uma série de coisas para as pessoas. Mas eu percebi que não tenho que provar nada a ninguém. Passei a jogar com amor”.

LBJ de fato sobrou neste campeonato como um todo. Se na fase de classificação Kevin Durant rivalizou com ele, nestas finais não teve pra ninguém. E mostrou na quadra, jogando, ou melhor, calou na quadra, jogando, seus críticos que insistiam que ele sofria de “bloqueio mental” nos finais das partidas. E sofria mesmo. Curou-se; hoje isso é passado. Curou-se; jogando e não vociferando. LBJ Anotou seu oitavo “triple-double” em playoffs, o primeiro nesta temporada, diga-se, ao cravar 26 pontos, 13 assistências e 11 rebotes. Iguala-se a Tim Duncan, James Worthy Larry Bird e Magic Johnson (duas vezes) que anotaram TD no último jogo das finais.

E tem mais: LBJ tornou-se também o terceiro jogador na história da NBA a liderar o time campão no “NBA Finals” em pontos, rebotes e assistências. Juntou-se a Tim Duncan e Magic Johnson.

Tornou-se também o décimo jogador na história da NBA a ganhar o MVP durante a fase de classificação e nas finais. Está agora ao lado de Tim Duncan, Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Magic Johnson, Moses Malone, Kareem Abdul-Jabbar, Willis Reed, Larry Bird (duas vezes) e Michael Jordan (quatro vezes).

Digo uma vez mais: se o futuro vier do jeito que o presente se mostra, LBJ entrará para o rol dos maiores jogadores de todos os tempos da NBA. Digo uma vez mais: coloco-o no meu quinteto favorito na vaga de Larry Bird, ao lado de Magic Johnson, Michael Jordan, Bill Russell e Wilt Chamberlain.

LBJ joga muito. Domina todos os fundamentos do basquete. Por isso mesmo, pode jogar em todas as posições. É forte como um touro; sua saúde é de ferro. Vai ser dominante por alguns anos. Quando a idade começar a cobrar tributos, vamos ver como ele vai se renovar, como ele vai reconstruir seu jogo. Vamos ver se ele será capaz de se reinventar, como Michael Jordan e Kobe Bryant fizeram.

Quanto ao jogo, ele foi na verdade uma clínica. Se você preferir, uma aula de basquete. O Miami dominou o OKC de cabo a rabo. Além de LeBron, há que se destacar os 20 pontos e oito rebotes de D-Wade; os 24 pontos e 11 ressaltos (quatro de ataque) de CB1; os 11 pontos de Shane Battier e os dez de Mario Chalmers, que deu ainda sete assistências. Mas o cara que ajudou a fazer a diferença foi Mike Miller. Vindo do banco, anotou 23 pontos e acertou sete de seus oito tiros de três.

Finalmente, não há como não mencionar Pat Riley. Presidente da franquia, ele foi o mentor desse time e o homem que apostou em Erik Spoelstra. Sofreu um bocado no ano passado quando o Heat perdeu para o Dallas. Teve que ouvir um monte. Que montou mal o time e que apostou no técnico errado. Esta era a questão que mais o incomodava: Spo. O tempo mostrou que ele estava certo. Spo fez um grande trabalho. Liderar um time com três estrelas não é fácil. Ele sofreu no primeiro ano. Amadureceu no segundo e tornou-se melhor. E mais: segundo quem o circunda, Spo está sempre aberto a aprender. E tem que ser assim mesmo, pois tem apenas 42 anos. Phil Jackson ganhou seu primeiro campeonato aos 46 anos.

Veio com um ano de atraso, mas veio. O Miami é o legítimo campeão da NBA. O futuro promete ser promissor. Se ele vai ganhar mais dois ou três campeonatos, como previ, realmente não dá para saber. Até porque do outro lado surgiu um time que quando eu fiz a previsão dos títulos do Heat, esse time ainda não existia. Falo, obviamente, do Oklahoma City Thunder.

FUTURO

O futuro, já disse aqui, tende a colocar esses dois times frente a frente em outras finais. O OKC pagou pela inexperiência. Aliás, o time da terra dos tornados vem dando um passo de cada vez, como nos ensinou Michael Jordan em seu livro “Nunca Deixe de Tentar” (Editora Sextante, traduzido para o português).

Em 2010, em seu primeiro playoff, perdeu na primeira rodada para o Lakers. Ano passado, perdeu a final do Oeste para o Dallas. Este ano, perdeu a final para o Miami. Ano que vem, quem sabe, possa ganhar o título? Não tem ninguém com contrato encerrando. Portanto, o grupo será o mesmo para a próxima temporada. O mesmo, mas mais velho e mais experiente.

E virá com a faca nos dentes, com sangue nos olhos, tentando conquistar o que não conseguiu: o título de campeão.

A entrada dos jogadores no vestiário foi comovente. Kevin Durant, assim que pegou o corredor rumo aos aposentos do time, apareceu com lágrimas nos olhos. Quando viu a mãe e o irmão, abraçou-os e chorou feito criança. Kendrick Perkins, um título de campeão em 2008 com o Boston, veio logo atrás, chorando também. Idem para Serge Ibaka.

Ano passado, foram Chris Bosh, LeBron James e Dwyane Wade que choraram. Hoje eles sorriem. Amanhã, quem sabe, o riso possa ser ouvido no vestiário do OKC.

ESCLARECIMENTO

Depois do jogo, no ótimo debate que a ESPN promove, Jon Barry afirmou que não importa quantos anéis LeBron James venha conquistar, talvez fique nesse apenas, ele disse, para completar: eu o coloco no mesmo nível dos grandes jogadores, no mesmo nível de Michael Jordan.

A seu lado, Magic Johnson quase caiu da cadeira. Falou algo que os demais riram e eu não consegui entender (alguém entendeu?). E completou: “Nós vimos Michael Jordan dominar seis finais, três vezes seguidas em duas oportunidades. LeBron James não está no mesmo território de Michael Jordan. Kevin Durant também não. Nem mesmo Kobe Bryant está no nível de Michael Jordan”.

Desculpem-me os torcedores do Miami. Sei que a festa é de vocês. Mas este final era necessário.

FESTA

Dá-lhe Miami!

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quarta-feira, 20 de junho de 2012 NBA | 01:41

COMANDADO POR MARIO CHALMERS, MIAMI VOLTA A VENCER E PÕE MÃO E MEIA NA TAÇA

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O Miami está a uma vitória da conquista do título. Venceu o Oklahoma City por 104-98 e tem uma mão e meia na taça. Jamais, em toda a história da NBA, um time saiu de uma desvantagem de 1-3 para ganhar o campeonato. O score é este: 30-0. Nem mesmo conseguiu levar a série para o sétimo jogo; no máximo no sexto.

Como se costuma dizer no futebol, matematicamente a série ainda está aberta. Mas do jeito que se encontra o cenário, é muito difícil que o Miami deixe escapar a oportunidade na próxima quinta-feira. Está embalado, com moral elevado; e confiante. Confiança, costumam dizer os entendidos do esporte, é uma palavrinha mágica para se fazer de um jogador e de um time campeões. O Miami está transbordando confiança. E joga em casa, diante de seus torcedores, inflamados. E joga no conforto do lar, sabedor de que se não fechar a série neste próximo jogo, terá duas partidas fora de casa. Vai entrar em quadra como se fosse o sétimo jogo, como disse Dwyane Wade depois da partida.

O OKC, por seu lado, não se comporta como um time. No jogo desta terça-feira, Russell Westbrook foi o destaque com seus 43 pontos. Encestou 20 bolas, igualando o feito de Michael Jordan, nas finais de 1993, e de Shaquille O’Neal, em 2000. Em compensação, Kevin Durant voltou a desaparecer no último quarto: anotou apenas seis pontos, bem marcado que foi especialmente por LeBron James, que deixou o jogo, no finalzinho (foto Reuters), por conta, ao que parece, de cãibras. E James Harden, novamente, desapontou em que pese os dez rebotes: anotou apenas oito pontos (2-10). De Harden não se esperam rebotes; de Harden se esperam pontos, pois ele é um pontuador. Nos dois últimos jogos, no sul da Flórida, ele anotou 13 pontos. Sua média no campeonato foi de 16,6 pontos. Decepciona.

Decepciona assim como KD desapontou a mim, apesar de seus 28 pontos. Passou o primeiro tempo marcando os armadores do Miami, Mario Chalmers e Norris Cole. Tática de Scott Brooks para poupá-lo das faltas. Uma vergonha; jogador do nível, do status dele, não pode aceitar isso. Se repetir a dose no jogo desta quinta-feira, poderá ficar marcado por ser um molengão na marcação, um fraco que precisa ser escondido pelos companheiros. Como se dizia no interior de São Paulo quando lá eu morava em minha infância e adolescência, isso é coisa de “pozinho”. Não sabe do que se trata? Explico: coisa de menininha. Durant não pode deixar que isso se repita no próximo jogo. Tem que marcar LBJ do começo ao fim do jogo, como fez a partir do terceiro quarto, quando Harden ficou carregado em faltas. Durantula tem que marcar LBJ ou D-Wade. Esta é a sua missão nestas finais.

O Miami, em contrapartida, foi um time. Quatro jogadores tiveram um duplo dígito na pontuação. Embora LBJ tenha feito 26 pontos, 12 assistências e nove rebotes (quase um “triple-double”), embora D-Wade tenha voltado a jogar bem com seus 25 pontos e embora Chris Bosh tenha ajudado uma vez mais com seus 13 pontos, o nome do time e do jogo foi Mario Chalmers. O armador anotou inacreditáveis 25 pontos Sua atuação foi tão importante que a pontuação conjunta de KD e RW0, que combinaram para 71 pontos (56,9% de aproveitamento), contra 51 de LBJ e D-Wade (46,2%), acabou não sendo impactante.

Como disse Magic Johnson depois do jogo, Chalmers não foi importante por ter feito 25 pontos, mas sim quando ele fez a maioria desses 25 pontos. Dois deles foram emblemáticos e definiram o marcador: a 44,6 segundos do final, com o Miami sem LeBron em quadra, Chalmers fez uma infiltração espetacular e elevou o placar a 101-96, quando o OKC pressionava e o ataque do Heat mostrava-se vacilante.

O Miami jogou do começo ao fim como se fosse o sétimo jogo. E, por favor, não culpem RW0 pela derrota por conta da falta que ele fez em Chalmers a 13 segundos do final com o placar em 101-98 para o Miami. O Heat tinha apenas mais cinco segundos de posse de bola e West fez falta em Chalmers, achando que o relógio, depois do pulo-bola de Udonis Haslem e Thabo Sefolosha, tinha voltado aos 24 segundos. “Foi um vacilo meu”, admitiu West depois do jogo. Não foi; foi um vacilo de todos, especialmente do banco, do treinador, que deveria ter alertado a todos.

Enfim, esses vacilos acontecem. Mas, volto a dizer, não foi por causa dele que o OKC perdeu. O OKC perdeu porque, volto a dizer, o Miami jogou o quarto jogo da série como se fosse o sétimo.

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terça-feira, 19 de junho de 2012 NBA | 11:27

LEBRON: ‘ESTOU ME LIXANDO SE VAMOS SER CAMPEÕES JOGANDO UM BASQUETE FEIO’

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Jogadores e o técnico Erik Spoelstra foram bombardeados ontem pelos jornalistas. Motivo: os erros cometidos pelo time e o baixo aproveitamento nos arremessos no terceiro jogo da série. O jogo em questão foi vencido pelo Miami por 91-85, o que colocou o time do sul da Flórida na frente desta disputa pelo título da temporada em 2-1. Mas foram nove equívocos mostrados no último quarto (um deles, de Dwyane Wade, quase complicou a vitória) e um aproveitamento nos arremessos, ao longo de todo o cotejo, de apenas 37,8%.

“Nesta altura do campeonato, nem sempre os jogos vão ser bonitos”, disse o técnico Erik Spoelstra na sessão de mídia de ontem em Miami.

“À medida que a série caminha, fica cada vez mais difícil pra gente fazer as coisas que nós estamos acostumados a fazer”, adicionou Dwyane Wade.

LeBron James (foto AP) foi absolutamente sincero: “Estou me lixando para a maneira com que vamos vencer. Pode ser uma vitória de 32-31. Não importa como vamos chegar a quatro vitórias”.

O fato é que são dois times com os nervos à flor da pele; não apenas o Miami. A série caminha e não sabemos ainda se estamos perto do fim. O Heat ainda tem vivo na memória a debacle do ano passado diante do Dallas. O OKC lida pela primeira vez com o fato de estar disputando um título da NBA.

Exigir jogos de alto nível técnico do começo ao fim da série, penso eu, é exigir demais de seres humanos. Afinal de contas, como tenho dito aqui, não estamos tratando de partidas de videogames, como, aliás, muitos analisam hoje em dia um jogo de basquete. Os que assim o fazem deixam de lado talvez o componente mais importante de uma decisão: o emocional.

Por isso, quando me perguntam por que hoje eu penso assim e ontem eu pensava assado, eu respondo: porque lidamos com seres humanos e não com bonequinhos de videogames.

FALTAS

O problema das faltas em excesso de Kevin Durant tem tirado o sono não apenas do próprio jogador, mas de todo o OKC também. Segundo o técnico Scott Brooks, KD é um jogador muito agressivo. Por muito agressivo entenda-se, creio eu, um jogador que não consegue controlar seus impulsos quando tem que defender LeBron James.

Das 12 faltas cometidas por Durantula nestas finais, seis delas (a metade) foram em cima de LBJ. Será que Brooks vai tirar KD desta missão para evitar que ele volte a ficar boa parte do jogo no banco de reservas? Tirar Durant da marcação de LBJ e deixar a missão para Thabo Sefolosha?

Eu não acho que isso deva ocorrer. Um grande jogador também é conhecido por seu poder defensivo e não apenas ofensivo. Um grande jogador é conhecido por seu poder ofensivo, não apenas defensivo.

É o que eu tenho dito há anos aqui neste botequim: equilíbrio; ataque e defesa equilibrados. Este é o principal componente de um grande jogador. Ele tem que conhecer a arte de atacar e defender.

Michael Jordan era assim; Kobe Bryant é assim. LeBron James caminha para isso; Kevin Durant precisa encontrar esse caminho.

HISTÓRIA

Desde que em 1985 o formato 2-3-2 foi adotado, de 27 séries disputadas, em 13 delas o confronto abriu em 3-1. Dos últimos 12 vencedores, 11 ficaram com o título. O que isso quer dizer? Que o jogo desta noite pode determinar o campeão desta temporada.

Se der Miami, o moral do OKC vai lá pra baixo. O Thunder teria que fazer três vitórias seguidas em um adversário mais experiente e que tem uma das melhores defesas da NBA e um trio, no papel, melhor que o seu. Se der Miami, o moral de seus jogadores vai lá pra cima e, impulsionado também pela empolgação dos torcedores, a chance de vencer o quinto jogo da série, em casa, é grande demais.

Se der OKC, o moral de seus jogadores eleva-se às alturas. Afinal, empata a série em 2-2 e terá recuperado o mando de quadra. E terá recuperado também o psicológico da série. Precisaria fazer duas vitórias para chegar ao título, sendo que dois jogos serão em Oklahoma. Se der OKC, o moral dos jogadores do Miami praticamente desaparece, pois o time se veria pressionado a vencer o quinto jogo em casa e ainda teria que buscar nova vitória em território alheio.

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segunda-feira, 18 de junho de 2012 NBA | 11:43

PERKINS E IBAKA REAGEM E OKC MOSTRA QUE PODE VENCER EM MIAMI

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Não houve necessidade alguma de Scott Brooks sacar Kendrick Perkins do time. A mudança veio com o próprio jogador. Mais ativo e atento no ataque, o pivô do Oklahoma City anotou oito pontos no primeiro tempo (igualou a pontuação dos dois jogos anteriores), pegou sete rebotes (quatro deles no ataque) e, com isso, o Thunder não se viu encaixotado pelo Miami no início da partida (como havia acontecido nos dois jogos anteriores). Levou o jogo no pau até o soar definitivo da buzina.

E mais: Serge Ibaka marcou mais em cima Shane Battier, esquecendo-se um pouco da ajuda a Perkins no garrafão. E o resultado foi que Battier, ao invés dos 17 pontos que fez em cada um dos dois jogos anteriores, anotou nove. No primeiro jogo da final arremessou quatro bolas de três; no segundo, cinco. Ontem, só duas.

A mudança de comportamento desses dois jogadores fez com que o OKC disputasse em pé de igualdade a partida do começo ao fim, ao contrário do que ocorreu nos dois jogos anteriores, quando o Thunder foi um desastre nos dois quartos iniciais. Um pivô que entrou em quadra com o ego machucado depois de ter lido e ouvido críticas a respeito de sua produtividade ofensiva. Um ala de força envergonhado por estar perdendo a batalha diante de um jogador que atua improvisado na posição.

Isso, apenas isso, repito, fez o OKC mudar da água para o vinho. Ontem, finalmente, pudemos ver um Thunder bem mais próximo daquele Thunder que passou por cima de Dallas, Lakers e San Antonio e chegou com méritos a esta final.

Perdeu, é verdade, perdeu por 91-85, mas deixou claro que pode recuperar o mando de quadra em um dos dois próximos jogos em Miami. O Heat vai ter que fazer ajustes para não passar o sufoco que passou ontem à noite, quando chegou a ficar dez pontos atrás no marcador durante o terceiro quarto.

Ótimo! A série estará garantida.

NÚMEROS

Ontem Russell Westbrook não arremessou 25 bolas contra a cesta adversária. Foram 18. Sete a menos. Mesmo assim o OKC perdeu. Kevin Durant arremessou 19 bolas, uma a menos do que no jogo um e três a menos do que no jogo dois. Mesmo assim, o OKC perdeu.

E por que perdeu? Muito pode ser explicado pelo baixo aproveitamento do OKC nos lances livres: 15-254 (62,5%). Enquanto isso, o Miami fez 31-35 (88,6%).

Mas tem mais: Kevin Durant jogou 6:19 minutos no terceiro quarto. Jogou menos do que o habitual porque cometeu sua quarta falta a 5:41 minutos do final. O OKC vencia a partida por 60-54. Daquele momento até o final, o Heat fez uma corrida de 15-7, recuperou-se no jogo, fechou o terceiro período na frente em 69-67 e entrou embalado no último quarto, vencendo-o por 22-18, fechando a partida em 91-85.

Foi o segundo jogo consecutivo que Durantula tem problemas com as faltas. Isso é grave, pois o OKC precisa dele em quadra e não sentado no banco de reservas, carregado de faltas.

COLAPSO

A falência do OKC no jogo se dá exatamente a partir da saída de Kevin Durant do jogo a 5:41 minutos do final do terceiro quarto. Somando esse tempo aos 12 minutos do quarto derradeiro, o Thunder teve um desempenho muito ruim. Além de ter perdido a vantagem de dez pontos no marcador (64-54, atingido logo depois de KD ir para o banco), a equipe anotou apenas 21 pontos em 16:30 minutos, com um aproveitamento de 7-25 nos arremessos (28,0%). Além disso, cometeu sete erros nesse espaço de tempo.

Convenhamos, não dá para vencer com um desempenho desses no momento crucial da partida, por mais que Kendrick Perkins e Serge Ibaka tenham mudado seus comportamentos.

MAGINÍFICOS

Novamente os Três Magníficos do Miami brilharam.

Novamente LeBron James (foto Getty Images) voltou a se destacar. LBJ marcou 29 pontos e foi o cestinha do time e do jogo. Pegou incríveis 14 rebotes, cinco deles de ataque.

Novamente Dwyane Wade jogou num nível que dele se espera. Fez 25 pontos, quatro a menos que LBJ, e ajudou ainda com seus sete rebotes e sete assistências. Nos dois últimos jogos, ou seja, nas duas últimas vitórias do Miami, D-Wade acumula médias de 24,5 pontos, 6,5 rebotes e 6,0 assistências. Números consistentes.

Novamente Chris Bosh voltou a mostrar que a contusão no abdômen é fato que pertence ao passado. Ontem foram dez pontos (3-12, esse foi o problema) e 11 rebotes, quatro deles ofensivos. Teve ainda dois tocos. Jogou 37:06 minutos. Nos dois últimos cotejos, quando recuperou o status de titular do time, CB1 ficou em quadra uma média de 39:04 minutos.

Os três juntos anotaram 64 dos 91 pontos do Miami. Ou seja, 70,3%.

EXTRA

No jogo passado, vitória em Oklahoma City, o banco do Miami fez oito pontos. Ontem, dobrou a pontuação. O maior responsável por isso foi James Jones, que ajudou com meia dúzia. Jones tem entrado aos poucos no time e tem correspondido. Em OKC foram apenas 5:35 minutos; ontem, 12:14. A continuar assim, merecerá mais minutos no jogo de amanhã, o que possibilitará a LBJ e D-Wade entrarem mais descansados no último quarto, quando tudo se resolve na maioria dos casos. E ontem, descansado, LBJ jogou os 12 minutos finais em cima KD e limitou o ala do OKC a apenas quatro pontos, ele que tinha marcado 17 no primeiro jogo e 16 no segundo.

XADREZ

Esta série final tem sido como um jogo de xadrez. Erik Spoelstra tem sido mais esperto que Scott Brooks, pois mexe melhor suas peças. Ontem, o técnico do OKC deu sinais de que não está derrotado.

Aguardemos, pois, pelos próximos capítulos.

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