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Posts com a Tag Juan Carlos Navarro

sábado, 1 de outubro de 2011 Basquete europeu, NBA, outras | 15:49

O PRIMEIRO TÍTULO DE MARCELINHO HUERTAS E O EXEMPLO DE JUAN CARLOS NAVARRO

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Marcelinho Huertas ganhou há pouco seu primeiro título com a camisa 9 do Barcelona. Bateu na final da Supercopa da Espanha sua ex-equipe, o Caja Laboral, por 82-73.

O paulistano anotou dez pontos e deu três assistências nos 30:21 minutos em que esteve em quadra. Aí eu vejo que ele teve 10 em valoração.

Por favor, se alguém puder me explicar o que isso significa, eu agradeço.

A valoração de Huertas (foto Liga ACB) foi a terceira melhor do Barça, que conquistou sua terceira Supercopa consecutiva. Ficou atrás do pivô nigeriano Boniface Ndong (24 de valoração; 12 pontos e dez rebotes) e de Juan Carlos Navarro, que teve 26.

Continuo curioso para saber o que isso significa e como é que se chega a esse número.

Valoração à parte, Navarro jogou pra burro. Anotou 27 pontos e 3/5 nas bolas de três. Foi eleito merecidamente o MVP do torneio.

Mas Huertas não ficou atrás. Com um mês de casa, joga como se estivesse no Barcelona há muito tempo. É um tormento para o adversário com seu basquete rápido e inteligente.

Agora leiam o que o jornalista Daniel Barranquero escreveu sobre Marcelinho no site da ACB: “Huertas faz cestas como se masca chicletes”.

Sensacional, não é mesmo?

NBA

Juan Carlos Navarro jogou apenas uma temporada na NBA: 2007/08. Participou das 82 partidas que o seu Memphis Grizzlies fez durante a fase de classificação. O time, no entanto, não chegou aos playoffs: foi o terceiro pior da competição.

“La Bomba”, como é chamado pelos companheiros, começou devagar, mas aos poucos foi se encontrando com a camisa 2 do Memphis. Ao final da temporada, teve médias de 11 pontos por jogo e quase 26 minutos em quadra.

Jogava ao lado de Pau Gasol e muitos acreditavam que isso pudesse deixá-lo à vontade para fazer seu jogo decolar.

Navarro não foi mal, longe disso, tanto que anotou ao longo do campeonato 156 bolas de três, duas a menos do que Kerry Kittles cravou na temporada 1996/97, estabelecendo o recorde para um “rookie”. O espanhol ainda entrou para o segundo time dos novatos e esteve no “All-Star Weekend” atuando pelo time dos “rookies” contra os sophomores.

Recrutado originalmente pelo Washington Wizards em 2002, “La Bomba” preferiu continuar no Barcelona por mais cinco anos. Ao final deste período, anunciou que iria para a NBA, mas seus direitos eram do Memphis, que o tinha negociado com o Washington.

Mas depois de uma temporada na terra de Elvis Presley, Navarro voltou para a Espanha onde assinou novo contrato de cinco anos com o Barça. Contrato este que estará vencendo ao final da temporada 2012-13.

Navarro está feliz em Barça e na Espanha. Adora jogar os torneios da ACB e a Euroliga.

Ele não precisa da NBA para ser feliz. Ele se realiza na Europa.

Vejo o caso de Navarro e ele me remete ao futebol. Neymar se realiza no Santos. No momento, ele não precisa da Europa para se completar.

Quando digo realizar, falo em bola e não em dinheiro. Mas mesmo em se tratando de dinheiro Neymar ganha aqui no Brasil quase o que o Real Madrid está oferecendo a ele por um contrato que ainda não foi assinado.

Navarro deve ganhar um bom dinheiro na Espanha. Não faço a menor ideia do valor. Na NBA, ele teria tudo para ganhar boa grana também, mas não sei se seria muito maior do que ele ganha no Barça.

Então, pra que deixar o conforto do lar, o carinho dos amigos e parentes para jogar na NBA? Só se este for realmente o desejo de Navarro; mas não é. Por isso, “La Bomba” voltou para a Espanha.

Se Neymar tiver o mesmo pensamento de Navarro, ele não deixará o Santos.

Portanto, que o exemplo de Navarro seja seguido não apenas pela joia santista, mas também pelo seu companheiro Paulo Henrique Ganso, pelo são-paulino Lucas e pelos colorados Leandro Damião e Oscar. E também por outros moleques que estarão aparecendo futuramente.

Jogar futebol na Europa tem um preço que pode ser caro demais. Jogar na NBA também. Há os que estão dispostos a pagar por isso e começa a aparecer, mesmo que timidamente, os que não estão dispostos.

Estou muito curioso para ver o que o futuro vai nos revelar.

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011 Basquete europeu | 19:02

HUERTAS COMANDA BARCELONA NA VITÓRIA SOBRE REAL MADRID

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O Barcelona bateu o Real Madrid por 74-70 e classificou-se para a final da Supercopa da Espanha. Vai pegar o Caja Laboral, que venceu o Bizkaia Bilbao por 93-88.

A 3:30 minutos do final da contenda, o time catalão perdia por 65-60. Foi então que Marcelinho Huertas tomou o controle do jogo e comandou uma corrida de 10-0 (ele fez quatro pontos), colocando o Barça na frente em 70-65, a 14 segundos do final da partida.

O jogo acabou em 74-70, como disse, mas a corrida de 10-0 foi fundamental. Como fundamental foi Huertas, que está na capa da edição eletrônica do jornal madrilenho “Marca”. E eu reproduzo a foto para vocês.

Juan Carlos Navarro fez dez de seus 12 pontos neste quarto final e ao lado de Huertas foi a sensação da partida. Huertas acabou com 13 pontos, mas o cestinha do Barça foi o esloveno Erazem Lorbek: 15 tentos.

Como escrevi no meu Twitter (@FRSormani) ao final da partida: nem no basquete o Real Madrid consegue bater o Barcelona. Que coisa! Ah, sim, importante: Rudy Fernandez, contundido, desfalcou os merengues.

A final será amanhã, às 13h, com transmissão ao vivo do BandSports.

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011 Sem categoria | 18:28

ESPANHA RECEPCIONA SEUS HERÓIS. O BRASIL? ORA, SOMOS BURROS DEMAIS PARA PENSAR NISSO

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Afeito ao futebol, o brasileiro, de um modo geral, está se lixando para outros esportes. Disse de um modo geral; não generalizei.

Felizmente, aqui neste botequim, nós gostamos de futebol, é verdade, mas gostamos (e muito) de basquete. E se eu me propuser a falar da quase classificação do nosso time de tênis em Kazan, na Rússia, pela Copa Davis, sei que muita gente vai falar sobre esse assunto e dar opiniões distintas.

Por isso, aliás, eu gosto deste botequim: somos ecléticos. Nossos horizontes são amplos, não temos visão míope quando o assunto é esporte.

Tim-tim pra nós — esta rodada é por minha conta, Labica!

Bem, digo isso porque estava acompanhando a recepção da seleção espanhola pelas ruas de Madri na tarde desta segunda-feira. A Espanha, todos nós sabemos, mas não custa lembrar, foi bicampeã europeia ontem, na Lituânia, ao bater na final a França. Com o resultado, ao lado dos franceses, garantiu-se nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem.

Uma recepção de gala, como comprova uma das fotos que eu “surrupiei” do jornal “Marca” e posto aqui em uma das paredes do nosso botequim para que vocês babem com a consciência esportiva dos espanhóis.

Recepção de gala: ruas cheias, torcedores inflamados, os heróis espanhóis sendo festejados com devida justiça. Um povo culto esportivamente falando, que sabe dimensionar o tamanho da conquista do time dos irmãos Gasol, de Juan Carlos “La Bomba” Navarro, de Rudy Fernandez, do novato Serge Ibaka, e dos veteranos José Calderón e Ricky Rubio.

Aí eu me lembro que há uma semana, ou seja, na segunda-feira da semana passada, nossos bravos jogadores chegaram à noite de Mar del Plata com a vaga olímpica na bagagem. Vaga olímpica, diga-se, que não vinha desde 1996.

Festa para nossos heróis? Que nada, eles voltaram separadamente: um tanto desembarcou em São Paulo, outro tanto no Rio de Janeiro.

Nos aeroportos, apenas a mídia, familiares e amigos. Torcedores? Nenhum.

Por que isso aconteceu? Ora, porque a CBB, hum… não programou nada! Nadinha de nada. Não fez nem uma vagabunda homenagem para os nossos heróis de Mar del Plata; homenagens, aliás, que eles mereciam.

Reconheço que o estardalhaço feito pelos espanhóis não teria cabimento aqui no Brasil, pois, como disse, somos um povo burro esportivamente falando. Mas uma homenagem, pequena que fosse, isso a CBB poderia ter feito.

Nem mesmo “cavar” uma visita ao Palácio do Planalto o presidente Carlos Nunes, da CBB, conseguiu. Nem ele e nem seu silencioso departamento de marketing.

Algumas sugestões para o marketing da CBB: 1) A CBB poderia ter marcado a chegada para uma das capitais, São Paulo ou Rio, e lá ter feito a homenagem, conclamando os torcedores para recepcionar nossos jogadores; 2) Ou mesmo para as duas cidades, interligadas, onde os jogadores pudessem interagir no momento da comemoração, como numa teleconferência; 3) Visita a Brasília, como disse, para que o grupo fosse recepcionado pela presidente Dilma Rousseff; 4) Desfile de jogadores, neste domingo, em São Paulo, no Pacaembu, antes do clássico Corinthians x Santos e, no Rio, no Engenhão, antes de Botafogo x Flamengo; 5) E por aí vai.

É só pensar. É só botar a cabeça pra funcionar.

Mas não, a CBB e seu departamento de marketing nada fizeram para capitalizar até este momento, um momento que chega a ser histórico.

O que mais se falou depois da conquista da vaga foi se Nenê e Leandrinho deveriam ser chamados para atuar em Londres, no ano que vem. E a CBB, vendo esta discussão na mídia e em vários fóruns na internet, nada fez para reverter a situação.

Ela está calada, como se nada tivesse acontecido.

Infelizmente, somos mesmo um povo burro quando se trata de esportes.

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domingo, 18 de setembro de 2011 Basquete europeu | 19:23

ESPANHA: UM TIME IMBATÍVEL? PERTO DISSO…

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Não dá para ganhar da Espanha. E a Espanha é o único selecionado que pode ameaçar o reinado dos EUA, desde que os norte-americanos contem com Kobe Bryant, LeBron James e Dwyane Wade. Se os estadunidenses aparecerem com um selecionado sem essas estrelas, corre o risco de colocar a prata no peito.

Não dá mesmo pra ninguém da Europa ganhar da Espanha. Na metade do terceiro quarto da final da Euroleague, bem que a França tentou reagir. Encurtou uma desvantagem que estava em 13 pontos, baixou-a para seis, depois que Joakim Noah acertou um “jump shot” (60-54).

Mas aí apareceu o MVP do torneio. Juan Carlos Navarro acertou uma pedrada de três; depois, Tony Parker perdeu a posse de bola e no contra-ataque espanhol José Calderón fez mais dois e a diferença voltou para 11 pontos.

Não tem jeito; não dá mesmo para ganhar da Espanha. Os ibéricos foram um time poderoso. Têm Navarro, Calderón, Ricky Rubio. Quer mais? Têm os irmãos Gasol, Pau e Mark, além de Serge Ibaka. Não está satisfeito ainda? Pois não: que tal Rudy Fernandez?

Um timaço; uma baita seleção. Venceu a França na decisão da Euro por 98-85 e foi bi europeu com muitos méritos.

E olha que os franceses formam um selecionado igualmente poderoso. Olhem o time francês: Tony Parker, Florent Pietrus (irmão mais velho de Mickael Pietrus, do Orlando Magic, que não participou deste Pré-Olímpico), Nicolas Batum, Boris Diaw e Joakim Noah. À exceção de Pietrus, os outros quatros jogam e se destacam na NBA.

Foi um legítimo vice-campeão. Igualmente um timaço; uma baita seleção.

Mas não dá para ganhar da Espanha.

DESTAQUES

Juan Carlos Navarro foi o cestinha do jogo com 27 pontos, seguido por Tony Parker, com 26. O reboteiro da partida foi Pau Gasol: dez. Serge Ibaka justificou o apelido de “Rei dos Tocos”: foram cinco nesta final. Boris Diaw deu sete assistências e terminou na frente de todos. José Calderón fez quatro desarmes e foi o ladrão do jogo.

Agora um destaque negativo: lembram-se que eu falei que Parker perdeu uma bola que possibilitou um contra-ataque aos espanhóis, que fizeram mais dois pontos e levaram a vantagem para 11 pontos? Pois é: o francês foi o jogador que mais erros cometeu no confronto: cinco.

Voltemos aos destaques positivos; um, na verdade: os lances livres cobrados pelos espanhóis. Foram 24, com 22 encestados, o que deu um excelente aproveitamento de 91.7%.

Que os nossos jogadores (especialmente Tiago Splitter) vejam e revejam este jogo e se atenham a este fundamento: lance livre. Foi uma aula espanhola.

PRÊMIOS

A seleção do campeonato, escolhida pelos jornalistas que cobriram o evento, foi esta: Tony Parker (França), Juan Carlos Navarro (Espanha), Bo McCalebb (Macedônia), Andrei Kirilenko (Rússia) e Pau Gasol (Espanha).

O troféu de MVP, como já disse, acabou nas mãos de Navarro, apelidado “La Bomba”. Nem precisa explicar, convenhamos.

PRÉ-MUNDIAL

Ainda bem que o Brasil se livrou desse abacaxi. Serão três vagas para 12 selecionados que vão participar do Pré-Mundial, entre junho e julho do ano que vem, em local ainda não definido.

Rússia, Macedônia, Lituânia e Grécia vão representar os povos do Velho Continente. Um desses três vai sobrar. Acho que sobra a Grécia.

Rússia, Macedônia e Lituânia devem se classificar para os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem. Não acredito que nenhuma outra seleção no planeta tenha condições de roubar uma dessas vagas.

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011 Basquete europeu | 18:15

ESPANHA E FRANÇA SE CLASSIFICAM PARA AS OLIMPÍADAS

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Os dois classificados da Europa para os Jogos Olímpicos de Londres acabaram de ser conhecidos na tarde desta sexta-feira: Espanha e França.

No primeiro jogo do dia, os espanhóis despacharam a Macedônia vencendo por 92-80. No cotejo subsequente, os franceses fizeram o mesmo com a Rússia ganhando por 79-71.

No primeiro confronto, o ala-armador Juan Carlos Navarro (Foto Fiba) jogou uma barbaridade. Fez 35 pontos tendo acertado cinco de nove bolas de três (55.6%). Nas bolas duplas, 8/14 (57.1%). Isso deu um aproveitamento total de 13/23 (56.5%).

Desses 35 pontos, 19 foram feitos no terceiro quarto, quando o jogo começou no pau. Este foi o quarto que definiu a partida, que ao final do primeiro tempo terminou com os macedônios na frente em 45-44.

Com estas quase duas dezenas de pontos de Navarro (ex-Memphis Grizzlies), os ibéricos fecharam o terceiro quarto na frente em 71-62 e no decisivo administraram bem a vantagem obtida para vencer e se classificar para Londres.

Vale destacar — como não? — os 17 rebotes de Pau Gasol, ala-pivô do Los Angeles Lakers. Seu irmão, Mark, que atua no Memphis Grizzlies, apanhou outros dez e os dois foram responsáveis por 27 dos 47 rebotes da Espanha; ou seja: 57.4%.

Pau ainda contribuiu com 22 pontos e Mark com 11.

Serge Ibaka, o rei dos tocos atualmente na NBA, deu apenas um nesta partida. O ala-pivô do Oklahoma City Thunder, no entanto, ajudou no marcador com 11 tentos.

Do lado da Macedônia, Bo MacCalebb, nascido em New Orleans (EUA), mas naturalizado macedônio (como a gente quer fazer com Larry Taylor), anotou 25 pontos. MacCalebb, aliás, foi o condutor da espetacular campanha da Macedônia neste Pré-Olímpico que está sendo disputado na Lituânia.

Os macedônios, é bom dizer, foram os responsáveis pela eliminação dos anfitriões ao vencerem a partida por 67-65 na última quarta-feira. MacCalebb, armador do Montepaschi Siena, da Itália, foi o cestinha da partida com 23 pontos.

Tony Parker e Nicolas Batum foram peças-chaves para que a França vencesse a Rússia. O armador do San Antonio Spurs marcou 22 pontos. Foi determinante no primeiro e último quartos, quando anotou 18 tentos.

Batum (Foto Fiba), apenas 23 anos e jogador do Portland Trail Blazers, cravou no total 19 pontos. Fez bonito no último quarto, quando anotou sete pontos, três rebotes e uma assistência.

Os russos ficaram praticamente entregues a Andrei Kirilenko. O ala do Utah Jazz anotou 21 pontos, mas cometeu o pecado de fazer uma falta boba quando faltavam 6:55 minutos para o final do terceiro quarto, sua terceira na partida, e o marcador mostrando igualdade em 40 pontos.

David Blatt, norte-americano que dirige os russos, foi obrigado a sacar Kirilenko de quadra. Devolveu o ala ao jogo quando faltava 1:25 minuto para o final deste quarto. Mas os franceses já tinham feito o estrago que pretendiam fazer: abriram uma vantagem de oito pontos (53-45), vantagem esta que foi muito bem administrada até o final da partida.

Espanha e França farão a final da Eurobasket neste domingo, 15h de Brasília (BandSports e ESPN Brasil). E, como disse, estão nas Olimpíadas de Londres, no ano que vem. Unem-se a Grã-Bretanha (país-sede), EUA (campeão Mundial), Brasil e Argentina (qualificados na América do Sul), Austrália (campeã da Oceania) e Tunísia (campeão africano), todos já garantidos nos Jogos Olímpicos de Londres no ano que vem.

Temos, portanto, oito seleções já qualificadas. As outras quatro sairão: uma do Pré da Ásia e três do Pré-Mundial, que o Brasil felizmente escapou.

Isso porque os europeus Lituânia, Rússia, Grécia e Macedônia estarão na competição, que contará com República Dominicana, Porto Rico e Venezuela representando as Américas.

Ainda bem, não acham?

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009 Basquete europeu, NBA | 17:09

ESPANHA, O MELHOR TIME DO MUNDO?

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Fosse eu consumido pelas páginas do livro “Mil e Uma Noites” e lá me deparasse com a lâmpada maravilhosa, imediatamente eu a esfregaria e assim que o gênio aparecesse e dissesse: “Sou o gênio da lâmpada e obedecerei à pessoa que a estiver segurando”, eu diria: construa a maior, melhor e mais bonita arena de basquete do mundo, pegue os 12 melhores jogadores norte-americanos de basquete e coloque-os de um lado da quadra; do outro, ponha a seleção da Espanha.

Sim, este seria o meu pedido para o gênio da lâmpada. Tudo o que eu queria ver nesse momento era um novo embate entre espanhóis e norte-americanos, medindo forças para ver quem é o melhor selecionado do planeta na atualidade.

Navarro faz a infiltração

Navarro, La Bomba, faz a infiltração

É verdade que as duas seleções se enfrentaram na final dos Jogos de Pequim no ano passado. Os norte-americanos venceram por 118-107. O jogo foi apertado, os espanhóis venderam caro a vitória.

Hoje o momento é outro. Vejo o selecionado ibérico mais azeitado e ajeitado do que no ano passado. O time funciona perfeitamente, como se ao gênio da lâmpada fosse pedido para criar o melhor time de basquete do planeta.

Foi o que se viu na vitória de ontem diante da Sérvia por 85-63, na final do Euro 2009. Os sérvios, é bom que se diga, formam um time cheio de predicados e muito bem preparado física e taticamente. Mas não foram cunhados pelas mãos do gênio da lâmpada.

A Espanha, sim.

MASSACRE

O cronômetro do ginásio de Katowice mostrava que apenas dois minutos separam o final do primeiro quarto do descanso que antecede o início do segundo. Ao lado do relógio do tempo o placar estampava: Espanha 20-7 Sérvia.

Pau Gasol tinha feito quatro dessas duas dezenas de pontos. Outros 12 tentos saíram de arremessos certeiros de Juan Carlos Navarro, Rudy Fernandez, Ricky Rubio e Jorge Garbajosa.

Os outros quatro pontos saíram das mãos poderosas de Raul Lopez e Navarro.

Aquele início devastador decretou o campeão. Os balcânicos jamais conseguiram igualar o jogo. Aceitaram, resignadamente, seu papel de coadjuvantes na decisão.

Ao final do primeiro quarto, 15 era a vantagem de pontos da Espanha: 24-9. Ao final do primeiro tempo, 23 era a vantagem de pontos da Espanha: 52-29.

No segundo tempo, os espanhóis apenas administraram e fecharam a partida em 85-63, ganhando pela primeira vez o título europeu, acabando com uma incômoda história de que o time fraquejava em decisões.

Sim, pois nas seis anteriores o time fora derrotado.

MVP

Pau Gasol foi o nome do jogo: 18 pontos, 11 rebotes e três tocos. Merecidamente foi eleito o melhor jogador do torneio.

Seus números finais: 18.7 pontos, 8.3 rebotes e 2.2 tocos.

Pau Gasol, um Gigante

Pau Gasol, um gigante

Um gigante – literalmente.

Kobe Bryant, no conforto do lar, em Newport Beach, Califórnia, deve ter adorado o que viu. Esfregou, certamente, as mãos e pensou no que vem pela frente.

Gasol, com certeza, chegará exaurido pela contundente campanha espanhola, mas seu estado anímico compensará qualquer cansaço que por ventura apareça à sua frente.

RECORDE

Pau Gasol tornou-se o primeiro jogador europeu a ganhar, no mesmo ano, a NBA e o Eurobasket, torneio disputado sob a égide da Fiba.

Michael Jordan e Scottie Pippen venceram a NBA em 1992 e em seguida o ouro olímpico em Barcelona. Quatro anos depois, Pip repetiu a dose ao confiscar a NBA e o ouro dos Jogos de Atlanta.

A Olimpíada, assim como o Euro, também é amparada pela Fiba.

Gasol, Pip e MJ; todos na mesma prateleira.

ILUSÃO

O início ruim da Espanha no Euro-2009 nada mais foi do que uma grande fantasia. O time ibérico estava se acomodando.

Quando tudo se assentou, não houve time que resistisse ao estrondoso basquete mostrado pelo time do técnico Sergio Scariolo, italiano de Brescia, cidade que fica na região da Lombardia, norte da Itália.

Scariolo exerceu grande papel na formação desse time. Deu a ele uma segurança defensiva como há muito não se via em um time de basquete.

Defesa, sempre ela.

CONGRATS

A gente parabeniza a Espanha pelo título, mas o presente quem ganhou fomos nós, amantes do basquete.

Ah se eu encontrasse Aladim. Pediria que ele me concedesse apenas um pedido.

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