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sexta-feira, 14 de setembro de 2012 NBA | 00:24

BILL RUSSELL RASGA ELOGIOS A JOAKIM NOAH

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Não podia deixar passar batido a declaração de Bill Russell, para muitos o segundo maior jogador da história da NBA, homem que mais títulos conquistou: 11 ao todo. Russell, que foi submetido há dias a uma cirurgia cardíaca e felizmente passa muito bem, disse que um dos jogadores que mais lhe dão prazer dever jogar é Joakim Noah. Segundo ele, o pivô do Chicago é subestimado e as pessoas deveriam olhá-lo com mais atenção.

E Bill sabe do que fala, pois era igualmente jogador da posição quando escreveu seu nome na história da NBA usando a camisa 6.Aliás, LeBron James, quando aposentou o número23 em homenagem a Michael Jordan, passou a usar esse número em consideração a Bill Russell.

“Joakim é um dos meus jogadores favoritos”, disse Russell, que emendou uma crítica a Tom Thibodeau e seus assistentes: “O Bulls não aproveita algumas de suas habilidades. Ele não é apenas um grande reboteiro, mas é principalmente um excelente passador. E um grande passador de bola é mais importante para um time no ataque do que um bom arremessador”.

Bom, feito o registro, o que eu posso dizer pra finalizar nosso rápido bate-papo é que Bill Russell toca num tema que é recorrente neste botequim quando o assunto é a visão ofensiva de Thibs. O atual treinador do Chicago domina a matéria quando o assunto é defesa, mas quando ela versa sobre o ataque Thibs deixa muito a desejar.

Por conta disso, recentemente, sugeri que a franquia contrate Mike D´Antoni para treinar o ataque. Até porque o Bulls deve ficar sem Derrick Rose praticamente toda esta temporada ou então a sua totalidade.

Ainda é tempo; D´Antoni segue desempregado. Sua vinda para o Chicago seria muito importante. Thibs não está com nada quando o assunto é atacar.

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quinta-feira, 24 de maio de 2012 NBA, outras | 10:27

BASQUETE NÃO É UMA CIÊNCIA EXATA. BOSTON E PHILADELPHIA MOSTRAM ISSO

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Basquete não é uma ciência exata como muitos jornalistas desinformados gostam de pregar quando vão dar exemplos do tipo: “Ah, se futebol fosse igual basquete, onde o melhor sempre ganha…” Estamos, claro, cansados de ler e ouvir essas patacoadas. Sabemos que não é assim. No basquete tem zebra (e várias) e digo que mesmo em melhor de sete surpresas podem acontecer.

Escrevo isso porque estou de olho nesta série entre Boston e Philadelphia (foto Getty Images). O Sixers, a gente bem sabe, só está onde está porque pegou um Chicago estropiado. Derrick Rose se lesionou no primeiro jogo e Joakim Noah no terceiro de uma série que teve seis embates. Não fossem as contusões e o Bulls teria passado pelo Phillies talvez em cinco jogos. A lógica dizia isso.

O Boston está penando contra um adversário que se classificou em oitavo lugar numa conferência reconhecidamente mais fraca e que passou adiante na competição pelos motivos expostos acima. Então, eu pergunto: que chances o C’s teria diante do Miami, por exemplo, numa provável final do Leste? Eu ouso responder: se o time do sul da Flórida se classificar para a decisão da conferência, a chance do Celtics é contar com um bloqueio de LeBron James.

Ontem eu conversei por telefone com Zé Boquinha, comentarista dos canais ESPN. Disse-me ele: “Se o LeBron jogar o que sabe e o que pode, ninguém segura o Miami”. Aí eu disse que concordava e que tinha até proposto no blog que se isso realmente acontecer, LBJ coloca muitos anéis nos dedos e, por conta disso, eu o colocaria na seleção da NBA de todos os tempos no lugar de Larry Bird. “Não há menor dúvida disso: LeBron tem muito mais recursos do que Bird. O problema é que ele não tem os colhões que Bird tinha”.

Assim como Zé Boquinha, eu também acho o Miami um time fortíssimo. Mas o Boston não é — pelo menos não demonstrou até o momento. O C’s é um time muito irregular e que até agora não conseguiu fechar uma série diante de um adversário que só está na festa porque entrou de penetra. E não vai aqui nenhum menosprezo ao Philadelphia, apenas uma constatação dos fatos. Ou alguém aqui ousaria colocar o Sixers como favorito na série diante do Bulls ou mesmo ao título da conferência? Creio que ninguém levantaria o braço neste botequim.

Mas o Sixers está vivo aproveitando-se das brechas que surgem. Primeiro, as lesões do Bulls; agora, a irregularidade do Boston. O sétimo e último jogo deste confronto será amanhã. Não acredito que alguém vai levantar o braço e dizer que aposta no Sixers. Dizer que “acha” que o Sixers leva não vale. Tem que cravar, colocando grana na parada, pois se não houver grana na parada, não há perda, e apostar assim é fácil, pois se errar fica por isso mesmo. Quero ver alguém entrar num site de apostas e colocar grana no Sixers, grana alta, daquelas que machucam o bolso se for perdida.

Pois é disso que eu falo. Desde que começou este enfrentamento, não apareceu ninguém, que eu me lembre, apostando no Sixers. E mesmo assim, o Boston está penando diante deste adversário bem mais frágil. Então, eu volto a perguntar: que chances teria o Boston diante de um Miami numa provável final do Leste?

As chances do Boston seriam as mesmas de o Philadelphia eliminá-lo sábado à noite e a mesma do Indiana diante do Miami. Elas existem, a gente bem sabe disso, porque o basquete, ao contrário do que muitos jornalistas desinformados gostam de pregar, tem zebra sim senhor. Mesmo em uma série melhor de sete, eu acrescento, lembrando o título do Dallas na temporada passada, que pra mim, que não sou desinformado, foi uma surpresa muito grande. Pra mim e pra muitos, diga-se. Basta fazer uma busca na internet e ler os artigos de jornalistas sobre a decisão do título do ano passado.

E por conta da zebra, o Sixers pode chegar à final e o Pacers também. E por conta da zebra, o Boston pode bater o Miami se ambos decidirem o título. E por conta da zebra, o Celtics pode ser campeão da NBA num cotejo diante de San Antonio ou Oklahoma City.

Ao contrário do que muitos jornalistas desinformados gostam de pregar, o basquete tem zebra. E agora ela deu pra dar as caras em séries melhor de sete, o que até então era impensável.

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segunda-feira, 7 de maio de 2012 NBA | 16:09

LAKERS VENCE, PODERIA TER PERDIDO, MAS SE COMPORTOU COMO TIME GRANDE

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Perder é do jogo. Não dá para ganhar todas as noites, dizia Michael Jordan. Não dá mesmo.

Escrevi outro dia que o Lakers decepcionou na derrota para o Denver, na última sexta-feira. Alguns parceiros não entenderam e disseram que o Nuggets é um bom time e que se fortalece dentro de casa. Discordo das duas opiniões: não acho o Denver um bom time e dentro de casa, na fase regular, perdeu 13 e venceu 20, o que não é lá uma campanha de arrancar suspiros.

Mas o que eu queria dizer quando disse que o Lakers decepcionou foi que perder daquela maneira chamou a atenção. Como mencionei acima, perder é do jogo e realmente não dá para ganhar todas as noites. Mas quando você enfrenta um time mais fraco, mesmo perdendo, tem que vender caro a vitória para seu frágil oponente. Na sexta-feira passada, o Lakers ficou atrás o jogo inteiro e foi dobrado com facilidade: 99-84. Deixou-se nivelar por baixo.

Ontem o Lakers venceu. Poderia ter perdido, tudo bem, é do jogo, como eu disse. Mas venceu por 92-88. Venceu porque comportou-se como Lakers. Não como um Lakers campeão, é bom que se diga, mas como um time que na sua história sempre foi reconhecido por jamais se entregar ao oponente antes de a buzina derradeira soar.

CRÍTICA

Muitos parceiros criticam Steve Blake dizendo que ele não tem nível para jogar no Lakers. Blake, ontem, fez a cesta final do time angelino, a pouco mais de 20 segundos do encerramento da partida. Alguns podem dizer: os que criticaram Blake terão que engolir cada palavra dita. Discordo: os que criticaram Blake criticaram com razão e Blake terá que fazer muito mais do que fez para que as críticas cessem, em que pese Kobe Bryant ter dito que Blake já tinha feito isso pelo Lakers no passado. Eu não me lembro.

ESPANTO

Kobe Bryant (foto Getty Images) fez 22 pontos, teve um bom aproveitamento nos chutes (10-25, 40,0%), mas bateu apenas um lance livre nos 38:41 minutos em que esteve em quadra. Bateu e errou. Nossa, que estranho…

ACHADO

Jordan Hill foi uma daquelas descobertas que todo time gostaria de fazer nos momentos decisivos. Ninguém dava nada por ele. Mas Mike Brown deu moral pra ele, minutos de quadra e Hill não está decepcionando. Terminou a partida com 12 pontos e 11 rebotes, único jogador do Lakers em quadra a ter um “double-double”.

SEGREDO

Pra mim, o segredo da vitória do Lakers foi o controle do garrafão. No jogo passado, permitiu que o oponente pegasse 54 rebotes e ficou com os outros 44 que sobraram. Ontem a história foi diferente: venceu o duelo por 48-38. E JaVale McGee voltou a jogar o que dele se espera: oito pontos e quatro rebotes. Kenneth Faried jogou como um “rookie” que ele é: seis pontos e sete rebotes.

REPITO

Como disse acima, perder faz parte do contexto, mas há maneiras de perder e de se perder. No jogo de sexta-feira, Faried e McGee pegaram juntos 30 dos 54 rebotes do Denver. E fizeram 28 pontos. Ontem ambos anotaram 14 pontos e pegaram 11 rebotes. Isso é se comportar como um time grande.

PNEU?

O New York venceu o Miami por apenas dois pontinhos: 89-87. Mas poderia ter perdido. Dwyane Wade errou a bola derradeira a dois segundos do final. Uma bola de três que deu bico. Se fosse LeBron James que tivesse perdido… o mundo caía.

LBJ tem suportado mais a pressão final. Mostrou isso no jogo passado quando marcou 17 pontos e foi o responsável direto pela vitória do Miami em pleno Madison Square Garden. Ontem, anotou nove.

Se continuar assim, o Heat pode esfregar as mãos com mais intensidade. As chances de ganhar o campeonato aumentam. O que não pode é tudo ficar nas costas de D-Wade. LBJ tem que jogar nos finais o mesmo que joga no meio das partidas.

HUMILHAÇÃO

Carmelo Anthony (fotoAP) terminou a partida como cestinha ao ter anotado 41 pontos. Meteu uma bola de três importante no final do jogo. Perdeu dois de três lances livres. Seu papel de protagonista termina com a seguinte menção: levou um toco humilhante de Dwyane Wade. Já havia acontecido no jogo passado quando LeBron James fez o mesmo e absurdamente a arbitragem assinalou falta. Desta vez, não teve como proteger Melo.

BOM DA HISTÓRIA

Com a vitória de ontem, abre-se a possibilidade de Jeremy Lin voltar na quinta partida da série. Já pensou? Linsanity de volta às quadras. É tudo o que eu e a maioria queremos. E talvez ocorra mesmo, pois o NYK está sem Iman Shumpert (machucado) e ontem perdeu Baron Davis.

DUO

Dois outros jogos fecharam a rodada de ontem. Em Boston, o Celtics bateu com muita facilidade o Atlanta por 101-79. E na Filadélfia o Sixers passou pelo Chicago por 89-82.

Em Massachusetts, Rajon Rondo voltou a comandar o time com 20 pontos e 16 assistências. Na Pensilvânia, o Phillies aproveitou-se do fato de o Bulls ter jogado sem Derrick Rose e Joakim Noah e fez o que dele se esperava.

CONTAGEM

Com a rodada de ontem, as séries ficaram assim:

Sixers 3-1 Bulls (próximo confronto amanhã em Chicago)
Heat 3-1 Knicks (próximo confronto quarta-feira em Miami)
Celtics 3-1 Hawks (próximo confronto amanhã em Atlanta)
Lakers 3-1 Nuggets (próximo confronto amanhã em LA)

Análises: não haverá reviravolta em nenhum desses quatro embates.

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sábado, 5 de maio de 2012 NBA | 12:20

BOSTON E LAKERS: DUAS DECEPÇÕES DA RODADA DE ONTEM DA NBA

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Houve um tempo, não muito distante dos dias atuais, em que a gente afirmava categoricamente que este é melhor que aquele e ponto final. O fato de este ser melhor que aquele significava que este seria o vencedor diante daquele. Não haveria surpresa alguma.

Hoje esta ordem parece ter sido subvertida. Digo “parece” porque ainda não estou totalmente convencido de que realmente há uma nova tendência no mundo do basquete profissional norte-americano, uma tendência, digamos, importada do futebol, quando vemos, por exemplo, o Guarani disputando a final do Campeonato Paulista.

Vejamos o que aconteceu na rodada de ontem dos playoffs da NBA: de três jogos, dois tiveram resultado surpreendente, contestando o bom senso. Quando digo bom senso, não quero dizer que houve insensatez nos resultados dessas duas partidas que iremos abordar brevemente. Quando falo em falta de bom senso, quero dizer que o placar final dessas duas partidas foi surpreendente. Portanto, nada tem a ver com insensatez.

Quando a gente viu que o Atlanta continuaria sem Al Horford e Zaza Pachulia (seus dois principais pivôs) e que não contaria também com Josh Smith, um dos pilares da franquia, o que o bom senso mandava dizer? Ora, mandava dizer que jogando sem esses três jogadores e no TD Garden de Boston, o time não teria a menor chance diante do Celtics, Celtics que teria de volta Ray Allen, um dos “Big Three”. Isso sem falar no peso da camisa, que é desigual. Tudo conspirava para uma vitória tranquila do time da casa.

Quando a gente viu que o Lakers abriu 2-0 na série diante do Denver e teria que jogar no Colorado, mesmo assim, o bom senso indicava que o time iria somar sua terceira vitória, ou pelo menos jogaria de igual para igual, pois o Nuggets não passa de um time aplicado, carente ainda de identidade e personalidade de vencedor — nem vou falar em personalidade de campeão, porque não me entra na cabeça a possibilidade de o Denver ser campeão ao menos da Conferência Oeste.

Mas como há uma subversão da ordem esportiva, subversão essa que teve seu apogeu no campeonato passado, quando o Dallas bateu o Miami na final e levantou o troféu, como há uma subversão da ordem esportiva, de repente o Denver ganha o campeonato e ninguém vai conseguir explicar coisa alguma. Claro que muitas pessoas vão se apegar nos números e nas estatísticas para tentar explicar o Denver campeão. Vão analisar a série como se estivessem analisando um jogo de vídeo game, aproveitando-se de números que dizem respeito apenas a jogos de vídeo game e que nada têm a ver com o que acontece em quadra, quando seres humanos estão competindo.

Ontem em Boston, o Celtics penou para ganhar de um Atlanta desfalcado de seus principais jogadores. De um Atlanta que não passa de um time mediano e que é dirigido por um técnico que cumpre apenas seu segundo ano de trabalho e que ainda é um “rookie”. Larry Drew pode vir a ser um dos maiores desde sempre, mas ainda não é. O Boston, como disse, penou para ganhar de um adversário fracote. Teve que levar o jogo para a prorrogação contra um adversário que improvisou um ala-armador (Joe Johnson) para marcar o principal jogador do oponente (Paul Pierce, um ala maior e mais forte).

O Celtics venceu por 90-84, mas a mim não convenceu. A mim apenas decepcionou. Claro que eu esperava mais. Esperava pelo deslanchar dessa equipe, de modo a imaginarmos um esquadrão que venha causar algum estrago no Miami numa provável final de conferência. Mas não foi o que vimos.

O Boston abriu 2-1 na série. Mas decepcionou.

Em Denver, o Lakers também decepcionou. Passou o jogo todo atrás, correndo feito criança perdida pela mão da mãe. Correu, correu, correu, mas não encontrou nada. O aproveitamento do time nos arremessos foi uma desgraça: 29-78 (37,2%). Kobe Bryant (foto AP), o principal jogador do time, estava, uma vez mais, com a mão descalibrada: 7-23 (30,4%). Ainda por cima, cometeu seis erros. Além disso, o banco contribuiu com apenas nove pontos. Um vexame. A humilhação torna-se ainda maior ao constatarmos que os reservas do Denver ajudaram com 39!

A fragilidade do Lakers foi tamanha e incontestável a ponto do trapalhão JaVale McGee, talvez impulsionado pelos gritos de Pam, a mãe, do lado de fora da quadra, essa fragilidade californiana foi tamanha que McGee fez nada menos do que 16 pontos e 15 rebotes.

O Denver venceu a partida por 99-84.

E o Lakers também decepcionou. E a série agora está 2-1 a seu favor.

INSENSATEZ

Na Filadélfia, o Sixers também penou para ganhar do Chicago por 79-74. Achei que não conseguiria. No quarto final o Bulls chegou a abrir 14 pontos de vantagem. Mas o tempo foi passando, passando e o Philadelphia foi encostando, encostando e o Chicago não tinha a quem recorrer, pois Derrick Rose, seu melhor jogador e um dos melhores da atualidade, não jogará mais esta temporada e, por isso, não estava em quadra.

Pressionado, foi fraquejando, fraquejando e cedeu a vitória ao Sixers. O time ficou desorientado nos minutos finais ao ver sua vantagem escapar pelos dedos, a ponto de Luol Deng, um dos mais experientes do time, tentar um arremesso de três a 20 segundos do estouro do cronômetro, num lance sem o menor cabimento. O Sixers, com isso, abriu 2-1 na série e se mantiver o mando, vence o confronto por 4-2.

Alguém disse aqui que o Chicago passaria pelo Philadelphia nesta série mesmo sem D-Rose. Duvidei. O Bulls é um time sem identidade, um time completamente diferente daquele time da fase de classificação, que mesmo sem D-Rose vencia. Mas vencia porque sabia que quando os playoffs chegassem, Rose estaria ao lado de todos, pegaria um a um pela mão e os guiaria para as vitórias. Agora, sem esta liderança, os jogadores não estão suportando a pressão e estão desnorteados. C.J. Watson e Kyle Korver saíram zerados de quadra e são o melhor exemplo deste cenário de conturbação. E conturbada também estava a cabeça de Tom Thibodeau. O técnico deixou em quadra um Joakim Noah que não tinha a menor condição de jogar e, pior do que isso, correndo o risco de ver agravada a sua situação. Depois de torcer violentamente o tornozelo esquerdo, Noah deveria ter ido para o vestiário iniciar naquele momento o tratamento do tornozelo lesionado. Mas Thibs deu provas, uma vez mais, que não tem bom senso. Neste caso, falo de insensatez.

RECORDE

O Boston decepcionou, mas Rajon Rondo não. O armador alviverde (foto Getty Images) tornou-se ontem o primeiro jogador na história dos playoffs da NBA a marcar 17 pontos, 14 rebotes, 12 assistências e quatro desarmes. Foi o sétimo jogo de playoff de Rajon que ele cravou um “triple-double”.

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sexta-feira, 20 de abril de 2012 NBA | 12:02

MIAMI MUDA CARÁTER DO TIME PARA GANHAR O TÍTULO DESTA TEMPORADA

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O Miami venceu o Chicago por 83-72. Mais uma vez o Bulls jogou sem Derrick Rose e o Heat, vale dizer, claro que sim, o Heat jogou sem Chris Bosh.

O Miami venceu Chicago jogando de um jeito que ele não costuma jogar: o Heat comportou-se como um time sujo em muitos momentos do jogo. Eu pergunto: pra quê?

O Miami venceu o Chicago e pode vencê-lo novamente, dentro ou fora de casa — ou em qualquer lugar —, pois tem um time muito forte. Não é precisa ser desleal para ganhar do Chicago.

Eu me pergunto: de quem foi essa ideia de se mudar o caráter da equipe? O Miami nunca foi um time assim.

Realmente, não consigo entender por que James Jones deu uma baita porrada em Joakim Noah, por que Dwyane Wade fez o mesmo com Richard Hamilton e por que LeBron James, covardemente, quase nocauteou o nanico John Lucas III.

Ou melhor, eu acho que entendo: a ideia é intimidar o Chicago, porque talvez o pessoal do sul da Flórida não tenha tanta confiança assim no seu jogo. O Heat quer intimidar o Bulls para no caso de não conseguir o primeiro lugar no Leste ter de fazer mais jogos fora de casa e por perceber que em Chicago vai ser difícil vencer, pois não venceu em duas oportunidades nesta temporada, mesmo com o Bulls jogando desfalcado de D-Rose.

O Miami mandou o seguinte recado ao Chicago: se não der na bola, vai ser no pau.

O problema todo para o Chicago é: como responder a isso?

O Chicago não tem um jogador sujo. Os caras jogam bola, são sangue bom, são do bem. Num passado houve Charles Oakley, Horace Grant e Dennis Rodman. Mais recentemente Kurt Thomas. Hoje não há ninguém. Carlos Boozer, Omer Asik e Noah são “softs”. Taj Gibson é o mais “esquentadinho”, mas é só “esquentadinho”, não sabe ser sujo, pois não é sujo.

Não sei se Chicago e Miami farão a final do Leste. Se fizerem, podem ter certeza, o Chicago vai levar muito bofetões, assim como o Miami levou do Dallas na final da temporada passada e perdeu o campeonato na bola e no tapa.

Os árbitros são mais permissivos com o jogo viril nos playoffs, todos nós sabemos disso. E sempre nos lembramos da frase de Michael Jordan que tornou-se um aforismo. Dizia MJ: “Nos playoffs você separa os homens dos meninos”.

Uma pena; eu não gosto disso. Gosto de ver o jogo ser jogado — e que o melhor vença. Como o Miami venceu na final do Leste do ano passado, jogando limpamente, mostrando que tinha mais time que o Chicago.

DEFESA

Jogando bola, e não dando porrada, o Miami fez uma defesa espetacular pra cima do Chicago ontem em sua American Airlines Arena. Depois de ter sido frouxo no início da partida, permitindo ao Bulls encestar dez de seus 14 primeiros arremessos (71,4%), o Heat apertou a marcação e limitou o adversário a 15-56 (26,8%) em seus chutes. Nas bolas de três, o aproveitamento do Bulls foi este: 2-16 (12,5%).

O Miami foi uma fortaleza defensiva nos três últimos quartos. No primeiro, perdeu por 27-23. Nos três últimos fez 56-45. Tudo isso jogando bola — e não dando porrada.

Alguém pode dizer: as porradas tiraram o Chicago do eixo, pois os jogadores ficaram emputecidos com as porradas que estavam levando e perderam o foco.

Pode ser.

CONTA

O Miami precisa de mais uma derrota do Chicago para terminar em primeiro lugar na Conferência Leste; desde, é claro, que vença todos os seus jogos finais.

O Bulls tem mais três cotejos pela frente: em casa, Dallas e Cleveland; fora, o Indiana. A situação não é tranquila. Derrick Rose volta nos confrontos diante do Pacers e do Cavs. Mas ele não está bem, todos nós vimos. O fato é que o Chicago pode ser batido em mais um desses três confrontos.

O Heat precisa vencer seus próximos quatro compromissos. Em casa o time pega na sequência Washington e Houston; fora encerra o campeonato enfrentando Boston e Washington. O time texano poderia oferecer resistência, mas está fora dos playoffs e, por conta disso, desanimado. Não creio que vença. O maior problema do Miami está no Celtics. O jogo será fora de casa e o C’s não é como o Chicago. O C’s baixa o porrete também. E o C’s não gosta do Miami.

Portanto, quero ver como é que o machões do Miami vão se comportar em Boston. Sim, pois o covarde se comporta assim: bate nos indefesos e afina para os mais fortes. Foi assim na final da NBA do ano passado, quando DeShawn Stevenson só faltou enfiar o dedo no rabo de LeBron James, que tudo aceitou, passivamente, como um fraco que foi, embaraçando seus companheiros (e consequentemente o time) e comprometendo o resultado final: o título da temporada.

Portanto, meus amigos, vamos aguardar pelos próximos capítulos. Como tenho dito, o torneio está emocionante. E não é em pontos corridos.

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terça-feira, 17 de abril de 2012 NBA | 11:13

IMPRESSIONA OS ATROPELAMENTOS DO SAN ANTONIO NA RETA FINAL DA NBA

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Impressiona o jeito que o San Antonio vem ganhando. Nos últimos confrontos ele não tem vencido, ele tem atropelado seus adversários. Claro que não dá pra fazer isso toda hora. Entre um espancamento e outro há uma vitória apertada ou mesmo uma derrota surpreendente, como aconteceu diante do Lakers, no Texas. Mas de um modo geral o Spurs vem jogando tudo e mais um pouco.

Ontem o SAS aniquilou o Golden State, na Baía de São Francisco por 120-99. Uma farra; todo mundo jogou. E dada a facilidade do confronto, Gregg Popovich poupou ao máximo seus Três Tenores, tanto que o jogador que menos atuou foi Tim Duncan, 11:18 minutos. Depois vieram Tony Parker, 14:32 minutos, e Manu Ginobili, 14:35 minutos. Ou seja: os Três Tenores foi corretamente preservado (na foto AP, Ginobili e Duncan). E, diga-se, nenhum deles jogou o segundo tempo. Entre uma conversa e outra no banco de reservas, espiaram a partida.

Mesmo assim, o massacre foi impiedoso, embora o time tenha sido ajudado, diga-se, pelo fato de os três melhores jogadores do adversário, Stephen Curry, David Lee e Andrew Bogu, não terem jogado. Mas o fato é que o SAS se aproveitou disso para deitar e rolar. Nada menos do que seis jogadores atingiram o duplo dígito na marcação, entre eles o brasileiro Tiago Splitter, que anotou 15 pontos. O cestinha do time foi Gary Neal, 17 tentos, aliás o jogador que mais tempo ficou em quadra, 25:06 minutos.

Como disse, impressiona o jeito que o San Antonio vem ganhando. Neste mês de abril foram sete vitórias e apenas duas derrotas. Deste septeto de triunfos, apenas o adquirido em Boston, frente ao Celtics, foi apertado: 87-86. Os demais foram todos com uma diferença superior a dez pontos.

O SAS mantém o segundo lugar na liga. Tem 16 derrotas, uma a mais que o Chicago, o puxador da fila. Como disse há alguns dias, o alvinegro texano não pode terminar empatado com o Bulls se quiser ficar em primeiro lugar na classificação geral. Isso porque ele perde no confronto direto, pois no único jogo disputado entre eles neste torneio, no dia 29 de fevereiro passado, o tricolor de Illinois venceu por 96-89.

O San Antonio tem mais sete jogos até o final da temporada regular, quatro fora e três em casa. Desses confrontos derradeiros, há duas pedreiras: Lakers esta noite, em Los Angeles (23h30 de Brasília, imperdível) e novamente Lakers em seu AT&T Center, na sexta-feira, 22h30, idem.

Por falar em imperdível, esses dois confrontos são “perdíveis”, pois o San Antonio tem dificuldades diante do Lakers. Se passar incólume por este duo de contendas, acaba em primeiro lugar na classificação geral.

LAMENTÁVEL

Isso porque o Chicago perdeu surpreendentemente para o Washington, em seu United Center, por 87-84. Lamentável é o adjetivo que encontro no momento para definir o confronto do ponto de vista do Bulls. Não dá para perder para o Wizards, um dos piores times do campeonato e que, uma vez mais, jogou sem Nenê Hilário.

O brasileiro, aliás, ficou no banco de reservas. Estava uniformizado, mas foi economizado. Sim, economizado, pois o paulista de São Carlos, pelos relatos lidos na mídia eletrônica norte-americana, não tem nada no momento que o impeça de jogar. Mas ele não está jogando.

E mesmo assim o Chicago perdeu. Perdeu depois de ter entrado o último quarto com uma vantagem de 11 pontos. Mas Joakim Noah (foto AP) se encarregou de comprometer o time em quadra, pois cometeu cinco dos 17 erros da equipe na partida, o último deles, diga-se, risível, estragando a jogada final armada por Tom Thibodeau que poderia ter redundado em cesta e ter levado a partida para a prorrogação.

Tudo bem, Derrick Rose não jogou; idem para Luol Deng. Tudo bem, os dois principais jogadores do time não puderam entrar em quadra. Mas para vencer o Washington até mesmo com Brian Scalabrine como titular seria possível. Mas não foi. Nem mesmo com os 22 pontos de Richard Hamilton, que está começando a entrar em ritmo de jogo, o que será importante para o futuro do time na competição.

Por falar nisso, com a derrota, como vimos acima, o Bulls tem agora uma a mais que o San Antonio na briga pela liderança geral da competição. Pode perder mais um confronto que assim mesmo continua no topo — desde, é claro, que o SAS vença todos os seus restantes.

Se ao SAS ainda faltam sete contendas para o fim da fase de classificação, cinco são os jogos que separam o Chicago do final do campeonato: três fora e dois em casa. Há duas pedreiras em quadra inimiga: Miami, nesta quinta-feira (21h) e Indiana na quarta-feira da semana que vem (20h). Sem contar que o Dallas, atual campeão da NBA, visitará o Bulls neste sábado (21h).

PLAYOFFS

Por fala na fase decisiva, com a vitória de ontem diante do Oklahoma City em casa por 92-77 o Clippers classificou-se matematicamente para os playoffs o que não acontecia desde a temporada 2005-06. A vitória do Clips tem a ver muito mais com o jogo opaco de Kevin Durant e principalmente Russell Westbrook do que com seus próprios méritos, que me perdoem os torcedores angelinos.

Depois de um primeiro tempo muito bom, quando anotou 19 pontos (6-10, 60,0%), Kevin Durant (foto Getty Images) foi um desastre na etapa final. No terceiro quarto, mesmo jogando os 12 minutos, fez 0-5 e saiu zerado do período. No derradeiro, jogou 7:16 minutos e fez cinco pontos; 1-3 nos arremessos de quadra (33,3%) e 3-4 nos lances livres (75,0%). Com isso, totalizou seus 24 pontos. Resumo: no segundo tempo KD fez 1-8 nos arremessos, o que não é normal.

Russell Westbrook, que ao lado de KD vem barbarizando defesas adversárias, este sim, comprometeu: terminou a partida com apenas nove pontos! Todos esses míseros pontos foram marcados no primeiro tempo, pois o armador do OKC saiu zerado de quadra no segundo.

Taí a explicação pela derrota. Kevin Durant e Russell Westbrook anotam, juntos, uma média de 51,9 pontos por partida. Ontem fizeram 33. Ou seja: quase 20 pontos a menos. O Clips venceu o jogo por 15 de diferença. Se a dupla do OKC tivesse jogado o seu normal, o Thunder teria vencido mais uma — que me perdoem os fãs do Clips.

O OKC tem mais cinco jogos até o final da fase de classificação; os três próximos fora e os dois últimos em casa. Pega o Lakers em Los Angeles. Tem que ganhar todos e torcer por duas derrotas de Chicago e San Antonio para ficar em primeiro lugar na classificação geral. Não é fácil, mas também não é impossível.

RODADA

Não, não tenho mais nada pra falar da rodada. Deixo o resto pra vocês. Aliás, eu gostaria que alguém me contasse sobre a vitória do Utah sobre o Dallas por 123-121 com direito a três prorrogações. Ricardo Camilo, provavelmente, dará corda para sua língua ferina e vai nos dizer o que aconteceu. Aliás, o resultado deixa o Mavs em situação difícil, pois está com uma derrota a menos do que Phoenix e Houston, com seu rival texano na nona posição. A sorte do atual campeão da NBA é que o Rockets perdeu em casa para o Denver por 105-102. Aliás, alguém viu esse jogo?

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segunda-feira, 16 de abril de 2012 NBA | 17:02

ANDREW BYNUM SEGUE IMPACTANDO O LAKERS

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Dado o adiantado da hora, pouca coisa resta-me a dizer sobre a rodada de ontem. É assunto que caduca, mas não ainda por completo, de modo que vale algumas observações.

E vou fazer linkando com um fato novo para falar uma vez mais de Andrew Bynum. Ele foi eleito nesta segunda-feira o melhor jogador da semana que passou pela Conferência Oeste. E com justiça; liderou o Lakers em uma campanha de 4-0. Teve médias de 21,8 pontos e 16,3 rebotes. Como já disse aqui, Bynum está jogando muito: assumiu o papel de regente da orquestra com Kobe Bryant do lado de fora, contundido.

Bynum faz neste momento o que dele sempre se esperou. Acontece que ele não jogava com essa mesma desenvoltura por conta, muito provavelmente, da presença inibidora de Kobe. Com o ala-armador em quadra, sobram menos bola para Andy e quando ele as tinha, não partia para a cesta como faz agora. Consequentemente, seu jogo não era tão vistoso como neste momento.

Na vitória de ontem do Lakers sobre o Dallas, com direito a uma prorrogação (112-108), AB foi o jogador do time californiano que mais bolas arremessou durante a partida: 24. E teve os seguintes números: 23 pontos e 16 rebotes. Novamente o melhor em quadra.

Mas a vida do pivô do Lakers não foi fácil como pode-se imaginar. O primeiro quarto foi bem complicado, pois o Dallas marcou-o com rigor. Brendan Haywood cumpriu bem o seu papel, auxiliado quase sempre por Dirk Nowitzki e às vezes também por Shawn Marion e Vince Carter (foto Getty Images). Rara não foram as oportunidades em que se via três jogadores em cima do pivô do Lakers. Por causa disso, ele anotou apenas dois pontos, frutos de um desempenho horroroso de 1-8 nos arremessos.

Aí entra um aspecto do jogo de Bynum que precisa ser amadurecido — e o treinador tem papel preponderante nisso. Com marcação dupla, às vezes tripla, Bynum tem que rodar a bola. Haverá sempre um ou dois jogadores desmarcados. E o Lakers tem que ter jogadas preparadas para esta situação. Não sei se o time as tem ou se Bynum não soube como executá-las. O fato é que ele terminou esse quarto com zero assistência. E o restante do jogo, com apenas duas. Muito pouco para quem sofre marcação intensa como essa.

Portanto, Mike Brown que trate de mostrar melhor o jogo para Bynum. Ao se transformar em uma máquina de fazer pontos, a marcação em cima do grandalhão vai ser sempre assim: dupla, às vezes tripla. Se ele for habilidoso e inteligente para enxergar o jogo, o time pode tirar proveito disso.

E ele também.

ESTATÍSTICA

Marc Gasol, com 3,2 assistências por partida, é o líder neste fundamento entre os pivôs. Joakim Noah vem em segundo com 2,5. Bynum é apenas o nono colocado, com 1,4 por confronto.

TRIO

O Miami visitou o New York e fez uma grande partida. Venceu por 93-85 e seu Trio Magnífico fez o seguinte: anotou 73 pontos (78,5%), pegou 33 rebotes de um total de 47 amealhados pela equipe (70,2%), deu oito das 14 assistências distribuídas durante a contenda (57,1%). Ou seja: quando os três estão afinados, dificilmente o Miami perde.

Individualizando esses números temos o seguinte: LeBron James anotou 29 pontos, dez rebotes e três assistências; Dwyane Wade fez 28 pontos, nove rebotes e quatro assistências; e Chris Bosh marcou 16 pontos, 14 rebotes e uma assistência.

Nenhum outro jogador do Heat teve duplo dígito em qualquer fundamento. Como eu disse, quando os três estão afinados, dificilmente o Miami perde, porque seus números são suficientes para levar o time à vitória.

INDIVIDUALIDADE

O cestinha do jogo foi Carmelo Anthony com 42 pontos. Nenhuma novidade, não é mesmo? Sem Jeremy Lin e principalmente Amar’e Stoudemire em quadra, Melo não tem a preocupação de ter de passar a bola para outro companheiro. A bola é minha e não dou pra ninguém! Essa é a mensagem que o ala nova-iorquino passa em quadra.

Melo arremessou nada menos do que 27 bolas durante o jogo. O resto do time, à exceção do outro fominha, JR Smith, arremessou 31. JR chutou 15 e ao lado de Melo foi o único jogador com duplo dígito nos arremessos.

Neste mês de abril, Melo (foto Getty Images) chutou uma média de 23,9 bolas por partida, quando sua média na carreira é de 19,2. Em duas oportunidades neste mês ele atirou 31 bolas: na derrota diante do Indiana e na vitória frente ao Chicago.

Melo é um artilheiro nato, mas é fominha demais. Assim de cabeça, rapidamente, lembro-me de Allen Iverson como outro grande fominha da história da NBA. Iverson encerrou a carreira com média de 21,8 arremessos por partida. Michael Jordan, o maior jogador de todos os tempos e cestinha da NBA em médias de pontos na regular season e nos playoffs, teve 22,9 de média durante sua carreira na NBA, enquanto que Kobe Bryant tem 19,6.

O New York briga pela última vaga para os playoffs com o Milwaukee. Tem 29 derrotas contra 31 do adversário. Stats está para voltar. Vamos ver como vai ficar. Como Amar’e em quadra, Melo não vai poder ser peladeiro como ele tem sido. Terá que distribuir mais o jogo. Seus números, consequentemente, tendem a cair.

Só resta saber se o Knicks vai tirar proveito disso.

ASG

Foi só o New Orleans ser vendido para a NBA contemplar a cidade e o novo proprietário com a sede do “All-Star Weekend” de 2014. Será o 63º evento da história.

Sediar um ASG não conta apenas do ponto de vista esportivo. Há um impacto grande na economia local.

Em 2011, em Los Angeles, onde estive credenciado, a receita foi de US$ 85 milhões em três dias. US$ 60 milhões vieram de torcedores que moravam fora de LA. Os outros US$ 25 milhões foram frutos dos angelinos. No ASG deste ano, em Orlando, o dinheiro gerado foi da ordem de US$ 100 milhões e a cidade estimou em 60 mil os torcedores que vieram de fora para ver o acontecimento que culminou com o jogo entre os selecionados do Leste contra o do Oeste.

Em 2010, no entanto, quando o ASW teve o Cowboy Stadium como palco, estádio do time de futebol Dallas Cowboys, o impacto foi sem precedentes na história do evento. O público recorde em uma partida de basquete foi de 108.713 torcedores. Por conta da grandiosidade do estádio, o ASW movimentou nada menos do que US$ 268,5 milhões.

A NBA acerta ao tomar essa atitude. O investimento feito por Tom Benson, novo dono da franquia, foi de US$ 338 milhões. A liga tem que agraciá-lo e paparicá-lo neste momento.

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sexta-feira, 6 de abril de 2012 NBA | 14:38

A SITUAÇÃO DO CHICAGO É BOA, MAS PODE MELHORAR AINDA MAIS

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O Bulls fez um segundo tempo espetacular e dobrou o Boston ontem à noite em Chicago por 93-86. Chegou a estar atrás em 13 pontos na etapa inicial, mas apoiado no jogo ofensivo de Luol Deng, que marcou 18 de seus 26 tentos no período final, e em uma defesa forte, que diminuiu o volume de jogo do adversário e subtraiu 12 pontos nos últimos 24 minutos (49-38 no 1º tempo para o Celtics), o tricolor de Illinois conquistou sua 43ª vitória e manteve-se na liderança não apenas do Leste, mas de toda a NBA também.

O Chicago vinha de duas derrotas consecutivas: a tunda levada em Oklahoma City diante do Thunder por 92-78 e o inesperado revés frente ao Houston, em casa, por 99-93. A agenda mostrava que o próximo compromisso era diante do Boston, um time que cresce nesta segunda metade do campeonato (dos últimos dez jogos tinha uma campanha de 7-3 e enfileirou cinco vitórias seguidas neste trajeto) e que tem uma camisa poderosa e jogadores experientes, que gostam desse tipo de partida. Um time, é verdade, que vinha de uma derrota diante do San Antonio (87-86), doída, pois Paul Pierce poderia ter marcado a cesta no segundo final que daria vitória ao alviverde de Massachusetts, mas que consegue sempre se reagrupar nos momentos mais difíceis — e este era um deles.

Se perdesse para o C’s, o Bulls somaria sua terceira derrota seguida. Mas ela não veio. Aliás, a última vez que o Chicago enfileirou mais de duas derrotas foi na temporada 2009-10, quando perdeu dez jogos seguidos sob a gestão do medíocre Vinnie Del Negro. E naquela época, lembram-se?, Tom Thibodeau era assistente técnico do Boston Celtics.

Aliás, foi exatamente nesta temporada 09-10 que o Boston ganhou do Bulls pela última vez em Chicago. Foi no dia 12 de dezembro, uma surra aplicada pelo Celtics por 106-80. Nesta mesma temporada, no dia 13 de abril, o Chicago bateu o Boston por 101-93 em seu United Center e de lá para cá foram mais quatro vitórias. Ou seja: o C’s não vence o Bulls em Chicago há cinco contendas.

Mas voltando ao jogo de ontem, há que se dar crédito não apenas a Luol, mas também a Carlos Boozer e Joakim Noah (foto AP). Booz deixou a quadra do United Center com 12 pontos e 14 rebotes, enquanto que o franco-americano não ficou atrás: 19 pontos, nove rebotes e três tocos.

Tudo isso sem Derrick Rose, que não atua há 12 partidas consecutivas e que perdeu 22 jogos dos 56 disputados pelo time neste campeonato. Aliás, desses 22 confrontos ausentes, a campanha do time é de 15-7. Ou seja, um aproveitamento de 68,1%. Com D-Rose em quadra, a campanha é de 28-6, aproveitamento de 82,3%.

Quer dizer: há para onde crescer. Quando o atual MVP da liga voltar, o Chicago ficará mais forte ainda. Mas ficará mais forte ainda não apenas por conta da presença marcante de seu armador, mas também pelo fato de que, sem ele, outros jogadores, especialmente Luol Deng, ganharam maturidade e estofo para as grandes partidas. Luol, mas também Boozer, que vem fazendo um campeonato muito superior ao passado, pois tem assumido mais responsabilidades em quadra e tem se tornado marcante em jogos importantes. E Noah também merece destaque pelo trabalho que tem feito.

D-Rose, Luol, Booz e Noah. Quatro jogadores sólidos, sendo que um deles é gênio. Quatro jogadores sólidos e um treinador diferenciado, que é reverenciado e respeitado pelos próprios companheiros de profissão, a ponto de Stan Van Gundy ter dito que Thibs tem que ganhar pelo segundo ano consecutivo o troféu de “Coach of the Year”.

O campeonato está espetacular. O Oklahoma City é fortíssimo, capitaneado pela dupla Kevin Durant/Russell Westbrook; o Miami é invejado por muitos por contar com os Três Magníficos: Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh; o San Antonio com seus Três Tenores (Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker), mais um técnico que conhece o caminho das pedras é temido e com razão; e há também times que não podem ser desprezados por conta de suas camisas e por estarem acostumados a decidir, como Boston e Lakers.

O campeonato não está mesmo espetacular?

GOOD NEWS!

Derrick Rose volta a vestir a camisa 1 do Chicago neste domingo diante do New York Knicks. O jogo está marcado para as 14h de Brasília e, por conta disso, torna-se imperdível.

“Estou morrendo de vontade de jogar, mas temos que ser inteligentes”, disse D-Rose após o treino de ontem; treinos, no plural, desculpem-me, pois ele participou dos trabalhos de arremessos pela manhã e do aquecimento antes da partida diante do Boston. “Mais dois dias de descanso farão bem a mim”, completou.

Dois dias; ou seja: sexta e sábado. Como o jogo diante do Knicks é domingo, então D-Rose volta a jogar neste domingo.

Excelente notícia não apenas para o Chicago, mas também para o campeonato, que ganha mais força ainda. Ganha mais força porque os oponentes não vão querer deixar o Bulls escapulir. Miami, OKC e San Antonio perseguem o Bulls porque querem acabar a fase de classificação em primeiro lugar para terem vantagens quando os playoffs chegarem.

Mas o campeonato não está mesmo espetacular?

QUEDA DE BRAÇO

Ontem estourou na mídia norte-americana a surreal entrevista de Stan Van Gundy na qual ele acusa Dwight Howard (ambos em foto AP) de tramar com executivos da franquia sua demissão.

“Minha fonte não são jornalistas, é gente lá de dentro”, disse Van Gundy. Por lá de dentro entenda-se gente dos escritórios da franquia; gente que tem contato com o poder.

Enquanto Van Gundy falava com a mídia, D12 apareceu, deu um abraço no treinador e perguntou se havia algum tipo de preocupação dele em relação a ele, Howard. Disse-o com seu sorriso marcante e cativante, no que Van Gundy, cara amarrada, respondeu na frente de todos: “Nossa única preocupação aqui deveria ser em ganhar partidas”.

O forfé (corruptela do francês “forfait”, cuja pronúncia é exatamente forfé) acabou por aí. À noite, o Orlando entrou em quadra no seu Amway Center e perdeu vergonhosamente para o New York por 96-80. D12 jogou e marcou vergonhosos oito pontos e pegou vergonhosos oito rebotes.

Vergonhosa, aliás, é a postura de Van Gundy, um fraco apegado ao emprego e que parece não ter vergonha na cara. Primeiro, que ele deveria ter resolvido essa questão no escritório dele, conversando, pessoalmente, com o jogador, e não levar o caso para a mídia. Segundo, que se comprovada a história (vamos colocar no condicional porque Van Gundy acusa e não mostra provas), o treinador deveria afastar o jogador pelo resto do campeonato e pedir para a franquia não renovar seu contrato, pois trata-se de um mau caráter, concordam? Terceiro, que se a franquia não atendesse seu pedido, ele deveria pegar o boné e se mandar.

ESTALEIRO

Dois brasucas estão do lado de fora das quadras neste momento: Anderson Varejão e Nenê Hilário. Quem mais preocupa é Varejão.

O capixaba quebrou a munheca direita no dia 2 de fevereiro diante do Milwaukee (foto). Os doutores do Cleveland disseram à época que o jogador iria se recuperar num período de quatro a seis semanas. Atingimos a nona semana e nada de Varejão voltar.

Esta é a segunda temporada consecutiva que Varejão tem problemas sérios. Na passada, ele lesionou o tornozelo no dia 7 de janeiro numa partida contra o Golden State, o que acabou por fazer com que ele perdesse o restante da temporada; ou seja, 47 partidas. Nesta, já são 27 jogos seguidos sem entrar em quadra.

A lesão da temporada passada deixou Varejão de fora do Pré-Olímpico de Mar del Plata. Se continuar assim, sem previsão de volta, começo a ficar preocupado quanto a presença do jogador nas Olimpíadas de Londres, que começam no final de julho.

Muito tempo? Sim, muito tempo; mas se a lesão for mais grave do que se imagina e Varejão tiver que entrar na faca, adeus viola. Ele não joga as Olimpíadas.

Nenê está com um problema no pé e não joga há três partidas. Mas nesta temporada ele já perdeu 20 confrontos. Isso não ocorria desde há quatro temporadas, quando ele ficou de fora por conta do tumor testicular.

Notícias de Washington nos dão conta de que Nenê volta esta noite no embate diante do New Jersey. Vamos cruzar os dedos e torcer para que isso realmente ocorra e que Nenê engate uma sequência de jogos de modo a nos mostrar que está com a saúde em dia.

Caso contrário, do jeito que ele encara a carreira, se houver algum problema, por menor que seja, que o faça a ter dúvidas sobre sua participação em Londres, ele seguramente vai optar por não participar dos Jogos Olímpicos.

E se isso acontecer, se o Brasil não puder contar com Varejão e Nenê nas Olimpíadas, nossa participação poderá ser constrangedora.

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domingo, 25 de março de 2012 NBA | 02:51

A VITÓRIA DO CHICAGO E UMA CONVERSA DESCONTRAÍDA COM LUOL DENG

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CHICAGO — Cheguei há pouco do United Center. Escrevo agora do quarto do hotel, que está bem quentinho. Lá fora faz frio. Não chega a ser um frio danado, principalmente em se tratando da cidade dos ventos. Quando voltava do ginásio para o hotel, vi que um termômetro marcava 51 graus Fahrenheit. Traduzindo para Celsius dá algo em torno de 11 graus. Mas o vento é que pega. Quando ele dá as caras parece que as temperaturas despencam para algo próximo de zero grau.

Cheguei há pouco do United Center ainda sob o impacto da vitória conquistada pelo Chicago diante do Toronto. Vi a viola em cacos em vários momentos. Primeiro, porque o time canadense jogava bem; segundo, porque Joakim Noah foi expulso na segunda metade do segundo quarto; terceiro, porque o Bulls não conseguia pegar rebotes; quarto porque Kyle Korver estava entortando o aro canadense; quinto, porque James Johnson, aquele mesmo que era do Chicago e não jogava nada, estava inspiradíssimo, acertando tudo e mais um pouco.

Com um cenário desses, dei-me por satisfeito por ver o cotejo ir para a prorrogação, graças à imperfeição de um arremesso de três do italiano Andrea Bargnani, que segurou o placar no tempo normal em 94 pontos.

Veio o tempo extra e vi a viola em cacos novamente. Parecia que não ia dar para os 21.841 torcedores que ocuparam todas as confortáveis poltronas do United Center irem para casa nesta noite fria de sábado vibrando com mais uma vitória. Mas um par de lances livres desperdiçado por Gary Forbes foi a salvação do Chicago. Esse par de lances livres desperdiçado e a cesta derradeira de Luol Deng, no estouro do cronômetro (na foto AP, o jogador comemorando a cesta vitoriosa).

O trio de árbitros foi checar se o lance valeu ou não e enquanto ele tomava a decisão “Rock’n’Roll Part II”, com Gary Glitter, estourava os tímpanos vindos dos potentes alto-falantes do ginásio chicaguense, que voltei a pisar depois de 14 anos. A decisão foi tomada, a vitória confirmada e os torcedores explodiram de alegria.

Os jogadores rumaram para o vestiário e desta vez eu não ouvi “Sweet Home Chicago”, tema do filme “The Blues Brothers”, que sempre embalava os torcedores quando o Chicago vencia ou ganhava campeonatos no final da década de 1990. Eu presenciei esta cena várias vezes entre 1996 e 1998.

Não há mais Michael Jordan e nem Scottie Pippen. A vez agora é de Derrick Rose e Luol Deng. D-Rose não jogou neste sábado, uma vez mais, mas Luol estava lá para levar o time a mais uma vitória: 102-101, no estouro do cronômetro.

Não há mais Michael Jordan e nem Scottie Pippen. Não há campeonatos ganhos depois de 1998, mas esse time tem cheiro de campeão.

VESTIÁRIO

Fui ao vestiário do Bulls depois da partida. Está igualzinho, nada mudou desde os tempos de MJ e Pip. Apenas os nomes dos jogadores acima dos armários é que são outros.

Entrando nos aposentados do Chicago, o primeiro armário que aparece é de Brian Scalabrine. Contíguo a ele está o de Luol Deng, seguido pelo de Richard Hamilton.

A sequência é interrompida pela porta que leva aos chuveiros, onde a mídia não tem acesso. Depois vêm os guarda-roupas de Joakim Noah, Ronnie Brewer e CJ Watson.

A sala chega a seu final e vira-se, portanto, à direita, onde está o quadro-branco, que no passado a gente chamava de quadro-negro, porque era negro e não branco como hoje. Ele é grande, mas tinha algumas poucas anotações feitas pelo técnico Tom Thibodeau, que estavam num canto baixo esquerdo e que me chamaram a atenção.

Thibs anotou o seguinte durante o intervalo da partida:

50-55 (resultado do primeiro tempo, que mostrou vitória canadense);
Reb: 16-26 (nova vantagem do Toronto);
FG: 51,2% (foi o aproveitamento do Raptors na etapa inicial);
3PT: 1-10 (10,0%) – 1-4 (25,0%) – péssimo aproveitamento do Bulls;
FT: 5-8 – 12-14 (Thibs sublinhou os 14 lances cobrados pelos visitantes).

A palestra do intervalo, como vimos, versou sobre isso. E como é que ficaram esses números ao final do confronto? Vejamos:

102-101 (vitória do Bulls);
Reb: 44-58 (o Chicago não se recuperou);
FG: 44,8% (o aproveitamento do Raptors baixou);
3PT: 3-23 (13,0%) – 3-14 (21,4%) – pouca coisa mudou;
FT: 20-25 – 17-26 (o Bulls se recuperou).

Ou seja: como vemos, o Chicago continuou no segundo tempo e no tempo extra jogando um basquete irreconhecível. Por isso venceu na bacia das almas um time que normalmente ele venceria por uma vantagem de dois dígitos. E venceu com uma cesta no estouro do cronômetro.

“Não fizemos uma grande partida”, disse Luol, no vestiário, sentando em uma cadeira, os dois pés num balde de plástico azul cheio de gelo. E de gelo eram também as duas bolsas que estavam, uma na munheca esquerda, a machucada, e a outra no joelho do mesmo lado. Havia outra bolsa de gelo, estava me esquecendo, esta na canela direita do camisa 9 do Bulls.

Em outras palavras, ele estava estropiado depois da contenda. Mas feliz pela vitória.

APOSENTOS

Mas vamos continuar nossa visita ao vestiário do Bulls. Como disse acima, depois do armário de CJ a parede termina, vem o quadro-branco e depois mais três guarda-roupas: Omer Asik, Taj Gibson e Carlos Boozer. A sequência é quebrada por conta de outra porta, esta que leva até o escritório dos treinadores e o apartamento de Tom Thibodeau. A entrada da mídia, assim como nos banheiros onde estão os chuveiros, é proibida.

Depois há mais dois aposentos: Kyle Korver e Jimmy Butler. Nova quebrada à direta e vemos os armários de John Lucas III e Derrick Rose.

Todos os jogadores estavam no vestiário, com duas exceções: Rip Hamilton e D-Rose. Derrick viu a partida do banco do Bulls, mas assim que acabou ele picou a mula. A ausência do armador eu senti demais, pois queria ver o filho de Chicago pela primeira vez com a camisa 1 do Bulls. Não vi, pois Thibs resolveu poupá-lo novamente.

“Ele tem dor nas costas, no quadril, nas pernas, em todos os lugares”, disse-me uma senhora de uns 60 e poucos anos, que fez o meu credenciamento, assim que cheguei ao United Center, respondendo minha pergunta sobre a participação ou não de Derrick na partida. “Não vai jogar”, informou-me a gentil sexagenária, que em seguida passou-me a senha para eu poder acessar a internet do “Press Box” (onde fiquei, sentado na poltrona 25 da primeira fila).

Falando assim, dá impressão que o lugar era extraordinário: “Press Box”, o nome impressiona. Mas o tal do “Press Box” fica quase no teto do ginásio. Mas deu pra ver tudo, não posso reclamar de nada. E a cesta de Luol foi feita exatamente no lado onde eu me encontrava.

GENTIL

Quando o jogo acabou, peguei o elevador e desci até os aposentos do Bulls. O vestiário demorou para ser aberto. Quando entrei, vi Luol do jeito que eu contei sete parágrafos acima. Ele deu uma entrevista para a televisão de Chicago e depois pediu um tempo para os jornalistas: “Estou muito cansado; deixe-me relaxar, tomar um banho e depois a gente se fala”.

A tropa da mídia atendeu e entendeu o pedido de Luol, que ficou sentado por quase 15 minutos. E do jeito que eu contei oito parágrafos acima: os dois pés num balde de plástico azul cheio de gelo; uma bolsa de gelo na munheca esquerda, a machucada, outra no joelho do mesmo lado e a terceira na canela direita.

Falou ao celular com alguém. Levantou-se depois de 15 minutos e começou a tirar a camisa 9. Não conseguia. Ficou todo arqueado, fazendo um esforço maior do que fez para derrubar a bola final. Com a ajuda de um jornalista, ele finalmente teve êxito em seu intento. Agradeceu a ajuda e depois tirou o short enorme, com o logo do Bulls nas laterais, em vermelho, contrastando com o branco do calção. Em baixo dele os jogadores usam outro, esse térmico, preto, com proteção nas laterais e que vão quase que ao joelho também. Luol pegou uma toalha, enrolou-a na cintura e com muito cuidado tirou o calção térmico. Todos os jogadores fazem assim. Ninguém fica pelado na frente dos jornalistas, até porque há mulheres dentro do vestiário.

Luol foi para o banho e voltou depois de dez minutos. Com a toalha enrolada na cintura. O ritual, agora, foi outro: o sudanês naturalizado britânico colocou uma cueca. Depois, de costas para todos, foi colocando uma calça de jeans azul-escuro. Tirou a toalha da cintura. Vestiu uma camiseta branca e em cima dela colocou uma camisa xadrez de alguns tons de azul, combinando com a calça. Em seguida, passou um creme na cabeça. Penteou os poucos cabelos e os fiapos de barba também. Passou a toalha pelo rosto, virou-se e atendeu finalmente toda a mídia.

MINHA VEZ

Escutei pacientemente Luol falar com todos os jornalistas. Quando eles se foram, cheguei perto do camisa 9 e disse que era brasileiro e que gostaria de falar com ele.

“Pois não”, respondeu-me. Abaixo, a entrevista que fiz com Luol Deng.

SIMPATIA

Antes de contar a vocês sobre o que versou nossa conversa, deixe-me dizer uma coisa: Luol é um baita dum boa-praça. Brincalhão, ele sempre coloca uma pitada de humor nas respostas e deixa a conversa sempre em tom agradabilíssimo. Não há tensão em momento algum. E quando ele sente que exagerou na brincadeira, pede desculpas ao repórter, que as aceita, porque é impossível zangar-se com Luol Deng.

PINGUE-PONGUE

iG— Luol, queria falar com você sobre os Jogos Olímpicos. Em algum momento você pensa sobre a competição?
Luol — Não consigo, pois estou completamente focado na NBA. Neste momento não tem jeito.

iG — Mas como está o selecionado britânico?
Luol — Temos um bom time e vamos dar trabalho. Pode ter certeza disso.

iG — Os EUA formam o melhor time do planeta…
Luol — Certamente…

iG — Pois é, são favoritos ao título. Quem você considera os maiores oponentes ao time norte-americano?
Luol — Us (nós em português).

iG — Risos
Luol — Você ri por quê?

iG — Você está falando sério?
Luol — Ok, há várias seleções em condições de chegar à decisão do título, como a Espanha e a França. Acho que a França tem um time bem interessante.

iG — Você coloca a Espanha mesmo sem Ricky Rubio e agora com a possível ausência de Rudy Fernandez?
Luol — A Espanha tem excelentes jogadores e mesmo sem Ricky e Rudy continuam formando um grande time e em condições de chegar à decisão da medalha de ouro.

iG — E o Brasil, com os jogadores que atuam na NBA, como você vê o Brasil?
Luol — Há grande jogadores no time brasileiro e eu o coloco também entre os times que vão competir bem nas Olimpíadas.

Certamente Luol iria dizer que Tunísia também tem um grande time e que vai brigar no torneio masculino de basquete. Por conta disso, resolvei perguntar sobre a NBA.

iG — Esta temporada é finalmente a temporada do Chicago ou o Miami continua como favorito no Leste?
Luol — Miami é o favorito. Nós seguimos trabalhando para derrotá-lo, mas eles são os atuais campeões da conferência, têm grandes jogadores. Por isso, são os favoritos.

iG — E do outro lado, no Oeste?
Luol — OKC está muito bem, mas a gente não pode se esquecer do San Antonio, Dallas e do Lakers também.

Alguns jornalistas encostaram novamente e entraram na conversa. E o papo gostoso e descontraído que eu levava com Luol terminou por aqui.

Gostaria de reencontrá-lo futuramente em duas situações: na final da NBA e nas Olimpíadas de Londres. Não sei se será possível.

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domingo, 18 de março de 2012 NBA | 13:11

LEANDRINHO ASSISTE DERROTA DO INDIANA E NENÊ FAZ EXAMES MÉDICOS NO WASHINGTON

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Leandrinho Barbosa esteve ontem no Bankers Life Fieldhouse em trajes civis. Acompanhou a derrota de seu novo time, o Indiana, para o New York por 102-88; uma goleada.

Ficou ao lado de Lou Amundson (foto “Indianapolis Star”), com quem jogou no Phoenix e com quem pedalava pelas ruas da cidade. Amundson, assim como LB, ia para os treinos da equipe de bicicleta.

“Nem consegui dormir direito (de sexta-feira para sábado)”, disse Leandrinho aos repórteres depois da partida de ontem. “Fiquei pensando o tempo todo em como será (jogar pelo Pacers), se os jogadores e os treinadores vão me receber bem”.

Mas não há com o que se preocupar. Ontem pela manhã, ao visitar a equipe durante o treino de arremessos, LB foi muitíssimo bem recebido pelos seus futuros companheiros. “Estou muito feliz”, garantiu ele. “Esse time é muito bom e estará nos playoffs. Estou ansioso em poder ajudar”.

E para ajudar, LB tem que assimilar o sistema de jogo do Pacers. Hoje é dia de folga para os jogadores, menos para Leandrinho. Ele estará no Fieldhouse para uma aula intensiva para aprender os movimentos do time em quadra. Com isso, estará apto a estrear na próxima terça-feira, em casa, diante do LA Clippers.

“Ele estará ao lado de um de nossos assistentes para aprender rapidamente nossas movimentações”, disse o técnico Frank Vogel. “Assistirá a vários vídeos e verá também, no quadro-negro, todas jogadas ofensivas e defensivas do nosso time. Acho que não haverá problema de ele assimilar tudo isso rapidamente”.

Também acho que não. Não vejo a hora de terça-feira chegar.

NENÊ

O voo de Denver para Washington sofreu atraso e por conta disso Nenê chegou à capital dos EUA apenas no começo da noite de ontem. Para ser preciso, o pivô brasileiro desembarcou às 19h locais.

Fez todos os exames. Os resultados serão revelados neste domingo. Não deverão apontar surpresa alguma, pois Nenê vinha jogando pelo Denver.

Por falar em jogar, cabe um esclarecimento. Ao contrário daqueles que afirmam que Nenê é um jogador que fica mais do lado de fora do que em quadra, depois que ele se curou do câncer testicular seu desempenho foi o seguinte:

1) Temporada 2008-09 — Jogou 77 das 82 partidas possíveis. Nos playoffs, atuou em todos os 16 confrontos do Denver;
2) Temporada 2009-10 — Entrou em quadra em todos os 82 jogos da equipe. Nos playoffs, jogou cinco das seis partidas do time;
3) Temporada 2010-11 — Participou de 75 partidas na fase regular e todos os cinco cotejos do time nos playoffs.

Ou seja: na fase de classificação, dos 246 jogos possíveis Nenê atuou em 234, perdendo apenas 12 (95,1%). E nos playoffs, perdeu apenas uma das 27 pelejas disputadas.

Nesta temporada sim; nesta temporada Nenê se machucou e perdeu 15 das 45 cotendas do Denver por conta das lesões.

Portanto, tomar a parte pelo todo demonstra que a mídia está a) mal informada; b) age de má fé.

RODADA

Bem, mas vamos falar da rodada de ontem. E abrimos com a vitória do New York sobre o Indiana, fora de casa, por 102-88, como vimos. Foi o terceiro triunfo seguido do Knicks sem Mike D’Antoni, agora com o comando de Mike Woodson. Woodson, se você não sabe, foi o cara que montou esse time do Atlanta. Não conseguiu, no entanto, fazer o “upgrade” para tornar o Hawks uma equipe de alto calibre, a ponto de disputar uma final de conferência… E Jeremy Lin (fotoAP), que muitos deram como acabado especialmente com a saída de D’Antoni, teve uma partida espetacular: 19 pontos, sete assistências e seis rebotes. Oito de seus tentos foram marcados num “rush” do NYK de 17-4, no último quarto, que determinou a vitória da equipe… O Chicago teve problemas para vencer o Philadelphia em seu United Center por 89-90. O primeiro tempo da equipe foi ruim (perdeu por 44-38). No segundo, resolveu seus problemas defensivos (sofreu apenas 36 pontos) e venceu; venceu uma vez mais sem Derrick Rose… Mas contou novamente com um bom basquete de Joakim Noah: 13 pontos e 11 rebotes. Também por conta do franco-americano o Bulls venceu a batalha pelos rebotes por 53-39… CJ Watson, 20 pontos, outro que merece destaque… E no Sixers, os holofotes se derramaram em cima de Jrue Holiday: 30 pontos… Em Dallas, num dos clássicos do Texas, o San Antonio se revezou com o Mavs no marcador em boa parte do jogo. Não teve estofo, no entanto, para vencer a partida: 106-99 para os anfitriões… Enganei-me quanto ao tempo de Tiago Splitter. Em nosso papo de ontem, disse que ele estaria em quadra os 18 minutos habituais. Na verdade Tiago atuou 18:52 minutos. Por isso, tenho que me desculpar perante o técnico Gregg Popovich… Splitter marcou 15 pontos e pegou seis rebotes. Já pensaram se ele jogasse dez minutos a mais?… Dirk Nowitzki foi o cestinha do confronto com 27 pontos, mas agradou-me bem mais os 14 pontos (4-5 nas bolas de três) e as dez assistências de Jason Kidd… Mas todos estiveram mesmo de olho em Stephen Jackson, recém-adquirido pelo SAS. Jackson jogou 17 minutos e marcou cinco pontos. Foi seu primeiro jogo com a camisa alvinegra desde as finais de 2003, quando o Spurs foi campeão.

NOVIDADES?

Gilbert Arenas, mais magro e com os joelhos em dia, treina com o Memphis nesta segunda-feira. Deve assinar contrato com a equipe do Tennessee.

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