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sexta-feira, 21 de setembro de 2012 NBA | 00:13

DOC RIVERS DIZ NÃO SE IMPORTAR COM O LAKERS E ESTIMULA O ÓDIO DO BOSTON AO MIAMI

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“Honestamente, eu não me importo com o Lakers… Eu olho diretamente para o Miami (…) Eu quero que eles (jogadores do Boston) os odeiem (jogadores do Heat). Eu quero que eles os vençam. Esse tem que ser o nosso foco”.

A frase, recortada, é do técnico Doc Rivers (foto). Ele já começou a preparar o C’s para esta temporada. Não apenas com treinos técnicos e táticos, mas mentalmente também. E esse tem que ser o trabalho de um treinador. Trabalhar todos os aspectos de um jogo. A gente bem sabe que uma partida de basquete, futebol, ou seja o que for, não se ganha apenas com treinamentos táticos e técnicos. O mental é componente importatíssimo, especialmente quando você vai forjar o caráter de uma equipe.

Ao contrário do resto do planeta, os americanos torcem de maneira diferente; civilizada eu diria. Lá não há os problemas que existem no resto do planeta quando o assunto são os torcedores de futebol.

Se José Mourinho viesse a público e dissesse que espera de seus jogadores ódio ao Barcelona, seria condenado violentamente. O mesmo para Alex Ferguson em relação ao sentimento de seus atletas quanto ao rival Manchester City. Já pensou Tite dizer que está alimentando a cólera em seu elenco ao São Paulo? E Abelão fizesse o mesmo quando o assunto fosse os confrontos contra o Flamengo? Idem para os duelos paranaenses, mineiros, gaúchos, baianos e pernambucanos.

Não dá; nem pensar. Na Europa, o treinador seria multado. Aqui no Brasil, criticado pela mídia, nada além disso, pois vivemos no paraíso da impunidade.

Na América do Norte, o maior problema que a polícia tem é conter a felicidade exacerbada de fãs na comemoração de um título. Derrotas, eliminações e perdas de campeonatos não resultam em nada; absolutamente em nada.

Nos EUA, não existem (pra sorte deles) torcidas organizadas. Essa mazela social e esportiva, além de impedir a convivência pacífica entre os fãs, deu forma às mais variadas manifestações de violência dentro e principalmente fora dos campos de futebol. Lá, eu dizia, por não haver essa praga não há que se garantir um percentual de assentos nos ginásios para torcedores adversários. Ninguém deixa sua cidade em bandos, escoltados pela polícia, para ir torcer no ginásio adversário. Se algum torcedor quiser ver seus times do coração fora de sua praça (ou se for torcedor de time de fora de sua cidade), ele compra ingressos normalmente (via internet) e senta onde o tíquete determina. Senta, vê o jogo, torce e não é molestado em nenhum momento sequer. Se for, é só chamar a segurança que ela põe pra fora do ginásio o animal que tenta inibir os sentimentos do torcedor oponente.

Por isso, Doc Rivers pode vir a público e dizer que está estimulando o ódio de seu elenco em relação ao Miami. Isso não se transfere jamais para as arquibancadas. Doc, aliás, disse já ter feito isso na temporada passada. E o resultado foi visto nos playoffs do Leste, quando o C’s foi caminhando, caminhando, caminhando e chegou à final da conferência. E, nela, vendeu caro o título ao Miami, entregando-o apenas no último e derradeiro confronto.

Mas, como disse acima, não é apenas estimulando a ira que Doc vai fazer do Boston uma ameaça ao reinado do Miami. O time tem que jogar também. É como aquela piada da mãe que foi ver o filho, lutador de boxe, numa luta decisiva. Ela sentou-se e viu que a seu lado havia um padre. O filho estava tomando uma surra e ela, desesperada, virou-se para o padre e disse: “Padre, por favor, reze para o meu filho sair dessa enrascada!” No que o padre respondeu: “Sim, eu rezo, mas seria bom se ele começasse a lutar também”.

Muitos entendem que o alviverde de Massachusetts está melhor nesta do que na temporada passada. Se não há mais Ray Allen, há o instinto matador de Jason Terry. Ele pode não ter a mão tão certeira quanto a de Allen, mas o mental de Terry é mais forte. Além disso, Jet não se incomoda nem um pouquinho sequer em sair do banco durante os jogos, papel que Doc Rivers tinha reservado a Ray-Ray e este não gostou nadinha, nadinha. Os dois “guards” do Celtics são Rajon Rondo (foto) e Avery Bradley. Jet entrará para o descanso de ambos e estará em quadra “down the stretch”, com certeza.

Além disso, há Courtney Lee também, que ajudará a formar um quarteto de “guards” para machucar o Miami e quem a aparecer pela frente. De que modo? Tirando o “front court” adversário de sua zona de conforto.

Na temporada passada, foi exitosa (desculpem o neologismo) a mudança de posição de Kevin Garnett. Por conta da contusão de Jermaine O’Neal e da falta de boas opções, Doc passou KG da ala de força para o pivô. E foi um sucesso. KG saía da área pintada e trazia consigo o pivô adversário, abrindo espaço para o jogo não apenas de Brandon Bass, que tornou-se o PF titular, mas também e principalmente do pessoal do “back court”.

Doc fará o mesmo nesta temporada. Abrirá não apenas KG, mas Bass também. E os armadores encontrarão espaços para infiltrar e pontuar. Dos quatro armadores do Boston, apenas Bradley não teve um duplo dígito de média na pontuação na temporada passada. Mas, não se esqueçam, ele foi entrando aos poucos no time por conta da lesão de Allen. Nesta temporada, com mais tempo de quadra, seguramente atingirá a meta.

Outro aspecto importante nessa tática é fazer os pixotes sofrerem faltas. Além de eles normalmente serem eficientes na linha fatal, bater lances livres, várias vezes, é tudo o que Rivers quer, pois, com isso, ele conseguirá posicionar sua defesa para o ataque adversário.

E não se esqueçam que Jeff Green está de volta depois da cirurgia no coração. Será o descanso que Paul Pierce tanto vai precisar nesta temporada. Um reserva que pode desempenhar o papel de titular quando Doc bem entender. Bola pra isso Green tem. E pode fazer um 2 e um 4 numa boa também. Um “swing player” dos bons!

Darko Milicic, recém-contratado do Wolves, o brasuca Fab Melo, o também novato Jared Sullinger e o veterano Chris Wilcox vão ajudar KG e Bass. E eu espero que Melo saiba aproveitar as chances que irão aparecer. Num primeiro momento, o primeiro reserva a entrar em quadra será Milicic.

O C’s, eu já disse isso, pra mim fará a final do Leste contra o Miami. Não acredito que o New York o faça e muito menos o Brooklyn Nets. E o Chicago sem Derrick Rose não terá forças também. O Boston é um time maduro, experiente. Conhece o caminho das pedras. É assíduo frequentador das finais. E, além disso, consegue mexer com o emocional do Miami. Paul Pierce não se intimida com LeBron James. Jet sabe o que fazer diante de Dwyane Wade. E Chris Bosh vai sofrer nas mãos de KG.

Este é o time que vai incomodar o Miami. Mas enquanto a bola não sobe, acho que o Boston, apesar de toda a sua ira e de sua competência tática e técnica, não passará de um incômodo para o time do sul da Flórida. Vai vender novamente caro o título do Leste; mas venderá. Isso, volto a dizer, antes de a bola subir.

Portanto, vamos aguardar. Pra encerrar, eu grito: volta NBA, volta logo!

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sábado, 7 de julho de 2012 NBA | 18:01

JASON TERRY NO BOSTON E RAY ALLEN NO MIAMI. BOM PARA OS DOIS

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O Boston trocou Ray Allen por Jason Terry. O Miami contratou Ray Allen. Se formos levar em conta a idade, Jet, com 35, tem dois anos a menos do que Ray-Ray. Muda alguma coisa? Claro que muda, pois, nesta idade, dois anos fazem boa diferença. Isso sem falar do fato de que Allen acabou de fazer uma cirurgia no tornozelo e não sabe se ele estará tinindo como antes. Em contrapartida, Jet não tem em seu currículo (ao que me lembre) nenhuma contusão que mereça um grifo.

Na quadra, o Boston não deverá sentir tanto a mudança. Jet pode não ter a mão calibrada de Allen, mas é também um terror para as defesas adversárias com seus chutes longos, especialmente nos finais das partidas. Aliás, Terry tem um aproveitamento nas bolas de três de exatos 38% ao longo da carreira que já dura 13 temporadas. Seu melhor momento foi na temporada 2006-07 quando encestou 43,8% de seus tiros. Allen tem um desempenho bem melhor: 45,2% nos 16 anos em que desfila seu talento nas quadras da NBA. Na temporada retrasada, com 44,4%, teve sua performance na liga.

E é bom frisar: Ray-Ray é o recordista de bolas de três encestadas na história da NBA.

Dito isso, de resto, não vejo qualquer diferença entre eles. Até na personalidade ambos se parecem: são ranzinzas, ranhetas ou cascudos se você preferir. Gostam do jogo falado, provocado, gostam de encarnar no adversário. E não se escondem “down the stretch”. Ambos são “clutchers”. Jogo está difícil? Pode jogar na mão deles que eles podem resolver a parada. Desta forma, não vejo prejuízo algum do C’s nessa troca.

O que fica é que agora tudo é história em Boston. O “Big Three”, que na temporada 2007-08 levou o Celtics a um título depois de 21 anos, já não existe mais. Ray Allen resolveu se mandar e deixou para trás Kevin Garnett e Paul Pierce. Mas é sempre bom frisar: Allen ficou P da vida ao saber da contratação de Jet, pois, no entender dele, seu personagem na próxima temporada da NBA seria um personagem menor, sem muito destaque, daqueles que nem Oscar de coadjuvante ganharia.

Danny Ainge, gerente geral do C’s, ofereceu US$ 12 milhões para Ray-Ray por duas temporadas e prometeu a ele uma conversa sobre seu papel no time. Allen agradeceu, disse não e acertou com o Miami.

Acertou com o Heat para ganhar… a metade do salário! Ou seja: US$ 3 milhões por temporada num contrato igualmente de dois anos. Isso era o que o Miami tinha pra oferecer, dinheiro esse fruto da “mini mid-level exception”.  E por que Allen fez isso? Quer outro anel; foi o que ele disse. Ou seja: se ele acha que em Miami ele pode ganhar um anel e em Boston não, eu fico pensando: o cara estava lá dentro, conhece o time e sabe muito bem das possibilidades dele; quer dizer: na avaliação de Ray Allen, o Heat é mais time que o Celtics. Uau.

Tem gente perguntando: Allen será titular no Miami? Esse negócio de titular e reserva em time de basquete, já disse, é muito relativo. Ray-Ray pode muito bem começar no time reserva e terminar as partidas. Exatamente como ocorreu com Shane Battier em muitos jogos da temporada passada. Allen pode ver Mario Chalmers, Dwyane Wade, LeBron James, Shane Battier e Chris Bosh sendo apresentados pelo “public announcer” (locutor) do ginásio do Miami ou do adversário. O que conta mesmo são os minutos jogados e em que momento eles foram concedidos. Allen pode começar no banco, mas se tiver média entre 30 e 35 minutos por jogo e estiver em quadra nos momentos decisivos, pra mim ele é titular.

Agora, alguém pode perguntar: isso acontecerá? Eu respondo: tenho dúvidas; pelo menos num primeiro momento. Acho que Ray-Ray terá função específica. E qual seria? De entrar nos jogos para machucar a defesa adversária. E isso será feito em um tempo muito inferior ao mencionado acima. E, sim, ele poderá estar em quadra nos momentos decisivos, mas será daqueles jogadores que entram depois de um pedido de tempo e que, por conta disso, estavam no banco de reservas.

Posso estar enganado, mas com 37 anos, uma cirurgia no tornozelo que não se sabe se deu certo, acho que no começo assim deve pensar Erik Spoelstra sobre o papel de Allen no time. Com o passar do time, se ele mostrar-se ativo, lépido, saudável, ele poderá mudar este cenário. Mas sair jogando, acho difícil. No lugar de quem ele entraria? Na vaga de Battier? Se isso ocorrer, o Miami fica frágil fisicamente e perde em estatura também, pois Allen (1,96m) tem sete centímetros a menos que Battier (2,03m).

De todo o modo, gostei dessas mudanças. O Boston com Jet e o Miami com Allen.

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 NBA | 16:20

SÃO PAULO, BOSTON, CELTICS E A RODADA DE ONTEM DA NBA

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A NBA voltou finalmente. E o trânsito, aqui em São Paulo, piora a cada dia que passa. E eu, como muitos, sou vítima dele. Perco horas preciosas sentado no carro. Isso torra a paciência, sem falar do serviço, que atrasa.

Mas paciência; não há mesmo muito pra se fazer. São Paulo é uma cidade vibrante, mas caótica. São Paulo é uma cidade para alguns — e não para todos. Conheço muita gente que daria mundos e fundos para ir embora daqui. E conheço alguns que gostariam de estar aqui.

São Paulo te oferece muitas coisas. Ela te abre portas, proporciona lazer como poucas, sua rede hospitalar é a melhor da América Latina, seus restaurantes, seus cinemas, seus teatros, seus museus e suas galerias, seus parques. Mas o tributo que ela cobra é grande demais.

Como disse, seu trânsito é caótico, a insegurança nas ruas é grande por conta da violência e de motoristas bêbados. E é uma cidade impessoal — o que é terrível para muitos.

São Paulo não é uma cidade para se envelhecer. São Paulo é uma cidade para crescer.

FUTURO

Digo tudo isso porque somente agora, quase 16h, eu pude me debruçar na internet para abrir este botequim e tentar falar da rodada de ontem.

Falar, por exemplo, que impressiona a inanição do Boston. Seu jogo diante do Cleveland, desfalcado de Anderson Varejão, foi constrangedor. Venceu nos segundos finais (86-83), com as regras do jogo debaixo do braço, fazendo faltas para evitar um chute de três que poderia levar para a prorrogação uma partida que deveria ter sido resolvida com facilidade no tempo normal.

Rajon Rondo, que começou muito bem a temporada, pontuando de todos os cantos da quadra, dando assistências, pegando rebotes e roubando bolas, voltou a ser aquele Rajon Rondo da mão torta. Ele simplesmente zerou; errou todos os seis tiros e, talvez por conta disso, nem se aventurou nas bolas de três.

Mostrou-se inseguro no final da partida. Era visível.

Aí eu fico pensando: será que vale a pena reconstruir a franquia ao redor de Rajon Rondo? Sinceramente, acho que não. Ele não tem personalidade e nem jogo para isso.

Em outras palavras, o Boston parece estar em uma sinuca de bico. Não consigo visualizar futuro promissor a curto prazo para a franquia.

Leio que o time alviverde está interessado em Leandrinho Barbosa. LB é um jogador de grande valia. Mas ele é peça de uma engrenagem. Vai ajudar demais no descanso de Ray Allen e em finais de partida (como a de ontem) estará em quadra ao lado de Allen e Paul Pierce para ajudar a confundir o adversário e ganhar confrontos.

Mas, como disse, Leandrinho é mais um que chega. E o Boston precisa de um cara para fazer o time crescer a seu redor.

Quem é esse cara?

Dwight Howard.

Infelizmente para o Celts, D12 disse que não quer jogar em Boston. Ora, por que não? O que há de errado com a franquia? O frio da cidade? Pode ser; mas um marmanjo forte pra burro e grande pra chuchu como Dwight não pode ter medo de frio.

Um cara com as dimensões de D12 tem que pensar grande, tem que pensar na carreira, tem que pensar em anéis. E ele pode se realizar em Boston. Pode ganhar anéis e entrar para a história da NBA como um dos maiores de todos os tempos.

Mas não, parece que ele não quer isso. O que ele quer então?

Quer o New Jersey? Nets!!!

Alguém falou em Golden State? Warriors!!!

Ah, quer o Dallas. Aí sim, uma franquia competitiva.

Mas, com todo respeito que os texanos merecem, não dá pra comparar o Mavs com o C’s. Eu, se fosse jogador, uma das camisas que gostaria de vestir era do Boston. Ela tem história, tem cheiro de vitória, te leva para a glória.

Realmente, não consigo entender algumas pessoas.

HISTÓRIA

Já estive em Boston em três oportunidades. Gostei muito do que vi. A cidade é espetacular. Adorei ter vivido por lá mesmo que rapidamente.

Boston é uma cidade vibrante, mas não é caótica. Boston é uma cidade com uma rede hospitar espetacular — e não é insegura. Boston tem seus museus, suas galerias, seus restaurantes, uma escola de música espetacular e uma maratona que ajuda a dar fama à cidade.

E sua atmosfera é carregada de sabedoria, pois do outro lado do Charles River fica Cambridge, cidade que abriga duas das maiores universidades do planeta: Harvard e o MIT (Massachusetts Institute of Technology).

Boston é uma cidade para se nascer, crescer, viver e morrer.

Em que pese o frio que realmente congela os ossos.

RODADA

Deu nos nervos a irregularidade do Chicago na vitória diante do New Orleans por 99-95. O time pediu o tempo inteiro para perder. Só não perdeu porque era o Hornets. Só não perdeu porque tem Derrick Rose, que ao contrário de LeBron James adora ser desafiado… A surpresa da rodada ficou por conta do Dallas, que apanhou em casa do New Jersey por 93-92. Fez uma recuperação muito boa no final da partida, mas no final, a jogada final foi risível. Dirk Nowitzki e Jason Kidd se enrolando com a bola e Jason Terry (um “clutch player”) esperando que a bola caísse em suas mãos. Mas J-Kidd, o cara da mão-de-pau, mandou um tijolo na tabela e o Nets venceu… O Toronto quase cenceu o Houston, no Texas. Mas como era o Toronto, ficou no quase: 88-85 para o Rockets. Que coisa, o que falta para esse time vencer partidas desse tipo? Já flertou com a vitória nesses confrontos em várias oportunidades, mas quase sempre saiu cabisbaixo da quadra. Leandrinho Barbosa fez 11 pontos… Não vi a vitória do Minnesota sobre o Clippers, em Los Angeles. Mas vejo que Kevin Love jogou apenas 25 minutos. Alguém pode me dizer o que aconteceu com o ala-pivô do amor?

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domingo, 5 de fevereiro de 2012 NBA | 12:47

NOVAMENTE SOBERBO, VAREJÃO É DESTAQUE DO CAVS NA VITÓRIA DIANTE DO MAVS

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Uma pena que o Cleveland não é um time competitivo a ponto de brigar pelo título, mas para muitos de nós, brasileiros, que torcemos por nossos representantes, está dando gosto de ver o Cavs jogar. Ontem, hospedando o atual campeão da NBA, o time do brasileiro Anderson Varejão venceu por 91-88 com um final espetacular.

Kyrie Irving (foto AP), draft número 1 desta temporada, foi decisivo nos segundos finais com duas bandejas que nocautearam as pretensões dos texanos. E Jason Terry, que esteve infalível nas finais do ano passado diante do Miami, mostrou-se débil nos momentos decisivos e não conseguiu impulsionar, ao lado de seu companheiro, o alemão Dirk Nowitzki, seu Mavs à vitória.

Anderson Varejão esteve soberbo. Anotou 17 pontos e pegou 17 rebotes. Nos últimos quatro jogos, o capixaba pegou 61 rebotes, o que dá uma média de 15,3 por partida, desempenho este que o colocaria em primeiro lugar entre os reboteiros do campeonato, uma vez que Dwight Howard, o líder neste fundamento, tem 15,1 por partida.

Varejão, no entanto, tem mesmo 11,9 ressaltos de média nesta temporada, posicionando-se em quarto lugar. Mas quando o assunto são os rebotes ofensivos (ontem ele pegou sete), Andy, como é carinhosamente chamado em Cleveland, é o número 1, com média de 4,6.

Uma pena que o Cleveland não é um time competitivo a ponto de brigar pelo título, mas que eu virei fã de carteirinha do time, isso virei. Quando olho pro “schedule” da NBA e vejo uma peleja do Cavs agendada, é lá que eu deposito meu olhar que torna-se contemplativo quando a bola está nas mãos de Kyrie Irving e Anderson Varejão.

CLASSIFICAÇÃO

O Cleveland ainda está fora do G8 do Leste. É o nono colocado, com uma campanha de 9-13 (40,9%). O oitavo colocado é o Milwaukee Bucks, com 10-13 (43,5%).

Para sorte do Cavs, o Bucks, mesmo jogando em casa, foi triturado pelo Chicago Bulls em seu Bradley Center: 113-90.

INVASÃO

Eu tinha 19 anos quando a fiel torcida corintiana invadiu o Maracanã na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1976 e viu o Corinthians eliminar o favorito Fluminense nos pênaltis.

A invasão corintiana ao então maior estádio do mundo foi algo emocionante. Os que lá estiveram contam que 60% do Maracanã estava vestido em preto e branco. Inesquecível.

A Rede Globo, que já dominava o país na preferência dos telespectadores, mostrava flashs a cada 15 minutos exibindo a caravana corintiana que tomou conta da Via Dutra, transformando-a em uma avenida ligando São Paulo ao Rio de Janeiro.

Conto isso porque ontem, em Milwaukee, deu-se o mesmo: creio que a torcida do Bulls era maior que a do Bucks na mesma proporção: 60-40.

Maior e barulhenta.

A cada cesta do Chicago o Bradley Center parecia que iria vir a baixo por conta da vibração dos torcedores tricolores. E quando Derrick Rose pegava a bola, não importa se batendo lance livre ou não, os torcedores gritavam: “MVP, MVP, MVP”.

Chicago fica a 120 quilômetros de Milwaukee. De carro, confortavelmente, apreciando o Lago Michigan a seu lado direito, gasta-se uma hora e meia, no máximo.

Isso facilitou a ida de alguns torcedores da Cidade dos Ventos até o município vizinho. Mas muitos dos torcedores que estiveram no Bradley Center eram mesmo moradores de Wisconsin e que torcem para o Bulls.

Quanto ao jogo, o placar não retrata o que de fato ocorreu. Os 23 pontos poderiam ter batido nos 30, 35 que não seria exagero algum.

D-Rose novamente foi a estrela da contenda: 26 pontos, 13 assistências e sete rebotes. Tudo isso em 35:03 minutos. Ou seja: o atual MVP da NBA ficou um quarto todo no banco de reservas. Se tivesse acrescido mais uns cinco, seis minutos a seu jogo, quem sabe pudesse ter obtido um “triple-double”.

TUNDA

Por falar em massacre, o Denver foi a Portland e foi arrasado pelo Trail Blazers: 117-97. As bolas de três e LaMarcus Aldridge acabaram com o time do Colorado.

Foram nada menos do que 15 bolas certeiras em 33 arremessadas, o que deu um aproveitamento de 45,5%. Nicolas Batum estava com a macaca, como se costuma dizer quando alguém faz algo fora do convencional. O francês acertou cravou 9-15 (60,0%). Inacreditável!

Quanto a LaMarcus, 26 foram seus pontos totais, que se somados aos nove rebotes obtidos e as cinco assistências distribuídas o transformam no melhor jogador em quadra.

O Denver foi uma pálida amostra do time competitivo que vem sendo nesta temporada. Nenê Hilário, infelizmente, jogou mal pra burro: quatro pontos e dois rebotes. Foi completamente engolido por Aldridge. Em palavras populares, o paulista de São Carlos não viu a cor da bola.

SOVA

Ainda no campo das surras, o San Antonio recebeu o líder da NBA, o Oklahoma City e não tomou conhecimento: 107-96. Kevin Durant, um dos expoentes da NBA na atualidade, foi muito bem marcado pela zaga texana: 22 pontos (9-19, 47,4%).

O nome do jogo foi Tony Parker. O armador francês cravou 42 pontos, sua melhor marca na temporada. Fez 16 e seus 29 arremessos, o que deu um excelente aproveitamento de 55,2%. Desempenho, diga-se, de pivô, aqueles pirulões que por jogarem perto da cesta e serem imensos aproveitam-se disso para mais acertar do que errar.

Tiago Splitter? Cinco pontos e cinco rebotes. Um tanto tímido, eu diria.

ASG

Ontem, durante a transmissão da partida entre Cleveland e Dallas, Austin Carr, comentarista da tevê do Cavs, disse acreditar que Roy Hibbert seja o pivô escolhido para ir ao “All-Star Game” do dia 26 próximo, em Orlando.

Seus números (13,7 pontos e 9,7 rebotes) não diferem muito dos números de Anderson Varejão, que também pleiteia uma vaga no jogo das estrelas. O que penderá a favor de Hibbert, segundo Carr, é o desempenho do Indiana no campeonato.

Mesmo com a derrota de ontem diante do Orlando (85-81), em casa, o Pacers coloca-se em quarto lugar no Leste (16-7, 69,6%), mesma posição no geral da NBA.

Enquanto isso, como vimos, o Cavs está em nono lugar na conferência e em 20º no geral.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 NBA | 17:56

UMA RODADA CHEIA DE EQUÍVOCOS, MAS COM DESTAQUES TAMBÉM

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Foi uma rodada de equívocos. E equívocos que custaram ou poderiam ter custado vitórias.

Em Miami, Derrick Rose perdeu dois lances livres a 22 segundos do final da partida (anteriormente havia acertado 12 seguidos), que teriam dado ao Chicago a primeira liderança na partida em 95-94 e quem sabe a vitória.

Depois foi a vez de LeBron James (foto “Chicago Tribune”) falhar como D-Rose falhou: errou dois lances livres a 17 segundos do soar definitivo da estridente buzina da American Airlines Arena. O placar continuou inalterado: Miami na frente em 94-93.

D-Rose voltou a falhar quando o marcador estampava 95-93 para o Heat. A três segundos do final, perdeu o controle da bola e fez um tiro curto que deu bico.

Esses equívocos deram a vitória ao Miami por 97-93.

Em Dallas, foi Matt Bonner quem bobeou. Com o San Antonio atrás em um ponto apenas (101-100), deu um bloqueio mental em Bonner, que deve ter se esquecido o que Gregg Popovich traçou no pedido de tempo. Ele se embananou com a bola e ficou impossível Daniel Green acertar o arremesso, já que ele estava desequilibrado e o cronômetro ia zerar.

Essa bobeira de Bonner fez com que o Mavs ganhasse uma partida que dava pinta de que ele perderia.

Já em Denver, diante de seus fanáticos torcedores, o Nuggets perdeu ótima oportunidade para somar outra vitória. A 47 segundos do final, Nenê deu uma enterrada na fuça de DeAndre Jordan e levou o marcador a 105-104 para seu time.

O ginásio veio abaixo, mas o Denver não conseguiu capitalizar essa emoção. Não pontuou mais até o final do jogo, somando erros de arremessos e um de Nenê, que fez uma falta tola em Chauncey Billups.

Mas o mais incrível aconteceu em Boston. O Celtics tinha 11 pontos de vantagem (87-76) a 4:24 minutos da última buzinada e sabem o que aconteceu? Mesmo com o “Big Three” em quadra, o Celts não pontuou mais.

Consequentemente, assistiu o Cavs fazer uma corrida de 12-0 e ganhar a peleja. Foram seis pontos de Kyrie Irving, quatro de Anderson Varejão e mais dois de Alonzo Gee.

Paul Pierce cometeu um erro e falhou em dois arremessos nesse período. Dois também foram os chutes tortos de Ray Allen. E Kevin Garnett andou e cometeu seu erro também e nem sequer conseguiu fazer um arremesso.

Incrível, esse confronto em Boston foi o mais emocionante da noite pela corrida incrível que o Cavs fez. Mas se alguém eleger a partida de Dallas onde os reservas do San Antonio (entre eles Tiago Splitter) tiraram e quase venceram a partida, que teve até prorrogação, eu entendo perfeitamente.

Foi, de qualquer maneira, um domingo marcante, daqueles que a gente fica pensando: já pensou se o locaute não tivesse acabado? O que seria de nós agora?

RODADA

Em que pese os erros finais de Derrick Rose e LeBron James, os dois foram os melhores em quadra no jogo de ontem em Miami. D-Rose acabou o duelo com 34 pontos; LBJ, com 35.

Em Boston, Varejão deixou escapar um “double-double”. Anotou 18 pontos e coletou nove rebotes. Mas fez novamente um partidaço. O lance final, com ele pegando um ressalto, Antawn Jamison errando o arremesso, depois ele (Varejão) roubando a bola de Brandon Bass, o que acabou por propiciar a cesta da vitória, foi algo de nos encher de orgulho.

Em Dallas, Tim Duncan, Tony Parker e Richard Jefferson não estavam sendo páreo para os titulares do Mavs. Ficaram atrás 18 pontos no terceiro quarto. Foi então que Gregg Popovich fez entrar a chamada segunda unidade e ela quase levou o SAS à vitória.

Popovich manteve os reservas até o final da partida e em toda a prorrogação. Foi leal aos seus jogadores e lealdade é objeto raro de se encontrar hoje em dia. Por isso, Pop, como é chamado, cresceu demais no meu conceito.

Tiago Splitter acabou o jogo com oito pontos e sete rebotes, mas foi um guerreiro em quadra. Mas o destaque do jogo foi Jason Terry e seus 34 pontos, com uma bola certeira que empatou o jogo no tempo regulamentar e o levou à prorrogação.

Nenê anotou 18 e pegou nove rebotes na derrota do seu Nuggets, mas o herói (ou seria vilão?) da noite foi Chauncey Billups, nascido em Denver e homenageado antes de começar o jogo. Mr. Big Shot foi anunciado como se estivesse com a camisa do Denver e não do Clippers. E sabem como ele agradeceu: anotando 32 pontos!

O Lakers venceu sua segunda partida fora de casa, diminuindo um pouco o prejuízo, uma vez que perdeu sete vezes. A vitória de ontem diante do Minnesota por 106-101 era para ter sido mais tranquila. Não foi porque o time anda capengando, como sabemos.

Kobe Bryant fez 35 pontos e pegou 14 rebotes! Inquestionavelmente, o melhor em quadra.

Mas não dá para não mencionar Kevin Love. O ala-pivô do amor, mesmo tendo pela frente Pau Gasol e Andrew Bynum, conseguiu pegar 13 rebotes. Além disso, anotou 33 pontos.

Pergunto: esse cara tem limite?

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domingo, 12 de junho de 2011 NBA | 13:57

DALLAS, NADA A TEMER

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Pela primeira vez em 31 anos de história da franquia o Dallas entra em quadra com a chance de ser campeão da NBA. Na outra única ocasião em que disputou o título, exatamente contra o Miami, em 2006, o Mavs abriu 2 a 0 na série, mas tomou uma virada de 4 a 2 e perdeu o campeonato.

Agora, ao contrário da decisão passada, é o Dallas que joga com a possibilidade de levantar o troféu. E o tempero é o mesmo de cinco anos atrás: o jogo é na quadra do adversário. Naquele 20 de junho de 2006, o Heat é que era o visitante, o Heat é que tinha 3 a 2 a seu favor. Agora é o Mavs quem se encontra nesta situação.

Portanto, quando Mavs e Heat pisarem na quadra da American Airlines Arena de Miami, às 21h de Brasília, poderemos ver o último jogo desta temporada, pois o Dallas tem chance de ser campeão da NBA.

E elas são muito boas.

CONTROVÉRSIA

Um aspecto importante deste “NBA Finals” é que o falastrão do Mark Cuban, dono do Dallas, está de bico fechado. E por que é importante? Porque Cuban não está mais na alça de mira da NBA. E o que isso tem a ver?
Conto a seguir.

RETALIAÇÃO?

Mark Cuban (foto AP) se notabilizou por falar pelos cotovelos. Pagou multas e mais multas para a liga, algumas altíssimas. Colocava em cheque a credibilidade da competição, falava mal dos árbitros e de David Stern e também humilhava adversários.

Após a derrota para o Miami, em 2006, Cuban, do alto de sua passionalidade, declarou que as faltas marcadas em cima de Dwyane Wade, especialmente nas infiltrações, eram “faltas fantasmas”.

Em março deste ano, às portas da aposentadoria e durante a série do Lakers contra o Miami, Phil Jackson disse ter tido a impressão de que a NBA retaliou Cuban e prejudicou o Dallas naquela decisão.

Não gosto de falar de arbitragem. Vocês que me acompanham sabem disso. Prefiro discutir o jogo. Mas esse episódio, mais a declaração de P-Jax, merecem citação.

Pelo menos agora, com Cuban “pianinho”, se é que existe algo por trás dos bastidores, o Dallas não tem nada a temer.

“MATCH POINT”

Como disse o repórter João Henrique Olegário em seu texto de apresentação do jogo, o Dallas tem um “match point” esta noite. Não pode desperdiçá-lo. Se deixar para a última partida, ficará bem difícil.

Para o Mavs, o jogo é hoje. Tem que aproveitar o momento que lhe é todinho favorável. O time está encorpado psicológica e tecnicamente. O Miami, ao contrário, está esquelético nesses dois quesitos.

TORCIDA

Barulho de torcida não vai intimidar o Dallas. O time texano já fez vitória não só em Miami, mas também em Portland, Los Angeles e Oklahoma City.

Além do mais, o torcedor do Heat está mais para torcedor brasileiro de time de futebol do que para torcedor argentino. Na adversidade, fica calado, apavorado, temendo a derrota, roendo as unhas, rezando, escondendo a cara atrás das mãos espalmadas ou de um cartaz ou uma bandeira. Portanto, não ajuda em nada.

Sendo assim, se o Dallas conseguir abrir vantagem, afastará o torcedor do caminho. Se o oposto ocorrer, aí o torcedor entra em ação, se empolga, começa a gritar e empurra o time, pressiona a arbitragem e o adversário.

Fosse o torcedor do Miami um torcedor com o perfil do torcedor argentino, aí sim o Heat poderia dizer que teria um “sexto jogador” em relação ao adversário. O argentino sabe torcer, empurra o time o tempo todo, pressiona o adversário e a arbitragem. Jamais desiste; apenas quando o jogo termina.

Como se sabe, é duro jogar na Argentina. E vale pra todos os esportes.

TÓPICOS

Mas voltando ao jogo após essa digressão que eu achei necessária, não acredito que ele será diferente dos demais: será decidido no final, pois os dois confrontantes têm se mostrado muito parelhos.

E o que ambos têm que fazer para vencer? Algumas coisas.

No caso do Dallas, que tem a chance de ser campeão:

1) Não deixar Dwyane Wade aumentar seu volume de jogo;
2) Manter LeBron James nesse patamar ridículo;
3) Impedir que Chris Bosh melhore seu percentual de acerto nos arremessos;
4) Evitar que o Miami pegue rebotes ofensivos;
5) Tyson Chandler tem que manter o nível do jogo passado.

No caso do Miami, que tem a missão de evitar o título do Dallas:

1) Tirar Dirk Nowitzki do jogo no último quarto;
2) Melhorar a marcação em Jason Terry;
3) Manter Shawn Marion fora do jogo, como fez na partida passada;
4) Continuar eficiente nos rebotes ofensivos;
5) Evitar que J.J. Barea jogue o que jogou no confronto passado.

Alguém se lembra de algo mais?

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terça-feira, 7 de junho de 2011 NBA | 12:29

A BOLA DA VEZ É O DALLAS

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Na sexta-feira passada demonstrei toda a minha preocupação em relação ao futuro do Miami nesta série final. Hoje, falando do jogo de logo mais à noite, vejo o confronto com outros olhos: é o Dallas quem, agora, me preocupa.

E não precisa matutar tanto para se chegar a essa conclusão. A série está 2 a 1 para o Heat e teremos ainda quatro partidas, repartidas igualmente entre Dallas e Miami, sendo que as duas finais serão na Flórida.

Ou seja: se o Mavs não vencer esta noite, dificilmente fará três vitórias consecutivas, pois adicione-se à dificuldade o fato de que dois dos três jogos serão em Miami. Portanto, se o Dallas quiser se manter vivo na série, tem que ganhar esta noite de qualquer maneira.

Dá para vencer? Claro que dá, mas alguns ajustes Rick Carlisle terá que fazer em sua equipe. E terá que lutar contra a história também, pois desde que o sistema 2-3-2 foi adotado, em 1985, nas 11 ocasiões onde o confronto estava empatado em 1 a 1, quem ganhou o terceiro embate foi campeão.

FARDO

O maior adversário do Dallas esta noite talvez seja o desconforto da situação. O Miami viveu pressão no domingo, mas ele sabia que teria três jogos para vencer um.

O Dallas, ao contrário, tem este confronto de logo mais e talvez mais nada, como expliquei acima. Por isso, a pressão é grande demais. Muito maior do que a pressão encontrada pelo Miami no último domingo.

CORREÇÕES

Falei que o Dallas tem que fazer alguns ajustes para vencer esta noite. O principal deles: trancar o garrafão e não deixar Dwyane Wade chegar à cesta 1) com infiltrações; 2) usando o “back door”.

Nos dois caos, a ajuda tem que ser rápida. Se vacilar, rápido que é, D-Wade executa.

Jason Kidd tem vigiado Wade o máximo que pode. Mas o máximo dele não tem sido suficiente, pois ele tem sido batido por conta da habilidade e agilidade do jovem oponente. D-Wade é craque.

Por conta disso, a cobertura tem que acontecer. O Dallas pouco usou a marcação zona no terceiro jogo. Tem que usar mais se quiser conter D-Wade. E a questão do “back door” é exatamente a mesma: na zona, a cobertura tem que aparecer rapidamente.

Wade é o grande problema do Miami, pois LeBron James não tem sido eficaz ofensivamente “down the stretch”. Ele tem se preocupado com a marcação e tem contido muito bem Jason Terry, como fez no último jogo.

LBJ tem zerado o adversário nos momentos decisivos, a ponto de Dirk Nowitzki ter reclamado do companheiro maior eficiência, pois, segundo o alemão (e a gente está cansado de dizer aqui), não dá para ele aguentar o tranco sozinho.

Como resolver isso? Jet tem que procurar os espaços, fugir de LBJ. E o corta-luz tem que funcionar, para segurar o defensor floridense e dar um respiro ao ala-armador do Dallas.

A questão do rebote é problema para o Dallas. O Miami tem levado vantagem. Brendan Haywood fará testes antes do jogo desta noite.

Haywood é mais reboteiro que Chandler. E ajuda a descansar o titular. Ian Mahinnmi, que tentou ajudar Chandler no último confronto, é na verdade um ala de força. E seu basquete, com todo o respeito que ele merece, é ridículo. Não dá pra contar com ele.

Ah, sim, Peja Stojakovic precisa jogar só um pouquinho. Se ele jogar, nossa, será de grande valia. Por enquanto, tem sido de mil e uma inutilidades. Em três jogos, fez apenas dois pontos; tem 1-5 nos arremessos, sendo que nas bolas de três ele fez 0-4.

Se o Dallas fizer essas correções, tem grande chance de vencer.

MIAMI

E quanto ao Miami? Bem, quanto ao Miami, é só Dwyane Wade continuar inspirado, LeBron James controlando Jason Terry nos momentos decisivos, o time seguir vencendo a batalha dos rebotes, Mario Chalmers manter seu desempenho vindo do banco e Chris Bosh melhorar um pouquinho seu aproveitamento ofensivo.

Se tudo isso acontecer, a chance de ganhar novamente é grande demais.

FRASE

“Nós somos muito teimosos”, disse Jason Kidd ontem depois do treino. E tem que ser mesmo; se o time admitir que não dá, é melhor nem entrar em quadra.

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quinta-feira, 2 de junho de 2011 NBA | 11:30

MIAMI E DALLAS NÃO DEVEM MUDAR NADA

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O segundo jogo é hoje. O Miami está inteiro e deu seu primeiro passo rumo ao título. O Dallas não está inteiro e ainda não saiu do lugar.

O cenário, aparentemente, é favorável ao Heat. Joga em casa, seus torcedores estão animados e o time idem, pois saiu na frente e não tem que ficar correndo atrás da recuperação. Protegeu seu primeiro mando de quadra.

E ainda por cima, seus principais jogadores estão saudáveis. A exceção é Mike Miller, um de seus reservas vitais, que tem uma lesão no ombro. Mas ele disse que não é problema; ótimo.

Aliás, por falar em reservas, eu me pergunto: como é que alguém pode dizer que o banco do Heat não é bom? Udonis Haslem, Mario Chalmers e Miller não são bons? E ainda tem o James Jones que Erik Spoelstra, inexplicavelmente pra mim, não colocou em quadra no primeiro confronto da final.

Mas eu dizia que os principais jogadores do Miami estão saudáveis. O mesmo não acontece com o Dallas.

Dirk Nowitzki, a alma do time texano, está com uma contusão no dedo da mão esquerda. Mas preocupa? No máximo até a página 1.

O alemão rompeu um ligamento do dedo em questão, é verdade (foto AP). Vai ter que usar uma tala no local, segundo informou os doutores do Mavs, é verdade.

Por que então a preocupação é somente até a página 1? Porque Dirk é destro e o dedo lesionado é canhoto; e porque Kobe Bryant tem um problema semelhante (e na mão boa, a direita) e joga assim há duas temporadas sem ter seu volume de jogo diminuído.

Os grandes jogadores são assim, lidam muito bem com a adversidade. E Dirk está neste rol especial.

Bem, vamos então virar a página e falar do jogo.

O que o Dallas tem que fazer para vencer? Continuar com sua defesa zona no garrafão e individual nos dois homens de fora. Ou seja: uma “matchup”.

Com isso, seguiria protegendo e congestionando seu garrafão. É mais fácil pontuar com o beiço no aro do que de longa distância, concordam? Fechar o garrafão, dificultar as infiltrações de LeBron James e, principalmente, Dwyane Wade é fundamental para o Dallas. E, como já disse, ao mesmo tempo congestiona a área de ação de Chris Bosh.

Não deu certo no primeiro jogo porque o Heat encestou 11 bolas de três, embora a marcação de fora tenha sido boa. Jason Kidd, Jason Terry e DeShawn Stevenson fizeram um bom trabalho. Tanto fizeram que Mike Bibby, um dos especialistas do Heat, errou seus quatro tiros de longa distância.

Mas os demais encestaram porque são bons de bola e conseguiram encontrar espaço para isso, principalmente LeBron, que fez 4-5.

Além disso, o Mavs tem que continuar com sua ótima transição ataque-defesa. No primeiro jogo, o Miami fez apenas sete pontos de contra-ataque, uma das forças da equipe e o jeito que os floridenses mais conseguem lances-livres.

Quanto ao Miami, é seguir marcando Dirk, como fez no primeiro jogo, e deixá-lo na casa dos 30 pontos. Se ele chegar ou passar dos 40, o Dallas vence e empata a série. Esta é a tática correta, usada na primeira partida e que tem que ser mantida em todo o confronto.

Esse negócio de diminuir o volume dos demais e esquecer o pontuador eu não engulo. De que adianta segurar J-Kidd na casa dos dez pontos e J-Terry em uma dúzia de pontos se Dirk fizer 50 pontos?

Portanto, é seguir cansando o alemão. Começa com Joel Anthony, passa por Udonis Haslem, ligeiramente por Chris Bosh e, se precisar (no primeiro jogo não precisou), até mesmo LeBron, que eu achava que iria marcar Nowitzki e não marcou. Revezando a marcação, você cansa o marcado e os marcadores descansam.

Creio que teremos novamente um jogo de muita defesa. Não acredito em placar alto, centenário. Acredito em percentual de aproveitamento baixo. As duas defesas deram provas no primeiro jogo de que são eficientes.

O que fez a diferença para o Miami foi o fato de ele ter dois jogadores que sabem fechar uma partida, enquanto que o Dallas tem apenas um.

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quarta-feira, 1 de junho de 2011 NBA | 11:46

QUADRO CONHECIDO

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Definitivamente, não há muito mistério no jogo de ontem. Ele foi marcado pelas defesas. O aproveitamento dos dois times foi ridículo: 38,8% do Miami contra 37,3% do Dallas.

Praticamente, não houve diferença. Os dois sistemas, zona (Mavs) e individual (Heat), foram eficientes.

Mas a zona do Dallas evitou o jogo interior do Miami; em contrapartida, o time da casa aproveitou-se disso para acertar nada menos do que 11 bolas de três das 24 atiradas, o que deu um aproveitamento de 45,8%, o que foi muito bom.

Será que vale a pena continuar com essa tática? Acho que sim, pois a mão dos jogadores do Miami pode não estar calibrada no próximo jogo e as bolas de três podem não cair. Se mudar a tática e pressionar o jogo exterior, o interior ficará frágil e Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh vão deitar e rolar.

Portanto, eu, se fosse Rick Carlisle, seguiria apostando na defesa zona.

Mas teve mais:

1) Os Três Magníficos do Miami Heat mais uma vez fizeram a diferença: anotaram 65 dos 92 pontos do time. Já o trio do Dallas (Dirk Nowitzki, Jason Terry e Jason Kidd) combinou para 48 pontos;

2) O Miami foi mais eficiente nos rebotes. Os floridenses ficaram com 46 ressaltos, enquanto que os texanos apanharam dez a menos. Mais do que isso: 16 desses 46 rebotes do Miami foram ofensivos, enquanto que o Dallas amealhou apenas seis;

3) O banco do Miami foi muito mais produtivo. Placar: 27 a 17. E na briga pelos rebotes, os reservas do Miami pegaram 15 e os do Dallas ficaram com oito;

4) Se o Dallas apresentou Shawn Marion como grata surpresa, com seus 16 pontos e dez rebotes, o Miami respondeu com Mario Chalmers, que anotou 12 pontos, e com a dupla Mike Miller e Udonis Haslem, que pegou 11 rebotes.

Como se vê, os anfitriões tiveram sempre resposta para os visitantes. Seja no sistema de jogo apresentado pelos texanos ou nas suas individualidades.

Agora, o mais importante: o time da Flórida tem dois jogadores que sabem fechar uma partida, Wade e James. Já o Dallas tem apenas um: Nowitzki.

No último quarto, que o Miami entrou na frente em 65 a 61, o alemão fez dez pontos. D-Wade fez sete e LBJ cinco. Ou seja: eles dividiam o cansaço, enquanto Dirk não tinha a quem apelar.

Sim, porque neste último quarto J-Terry zerou e J-Kidd só não zerou também porque acertou uma bola de três no estouro do cronômetro, com o jogo já decidido e sem marcação.

E além dos 12 pontos da dupla, o Miami ainda contou com mais cinco de Chris Bosh.

Foi só o primeiro jogo. A série, como se convencionou dizer, devera mesmo ser longa.

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terça-feira, 24 de maio de 2011 NBA | 12:05

DALLAS CARIMBA O PASSAPORTE PARA A FINAL

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It’s over! Esta é a expressão que os americanos gostam de usar quando tudo se acabou. E acabou mesmo. O Dallas, embora precise de mais uma vitória, está na final da NBA.

A vitória de ontem frente ao Oklahoma City não só colocou os texanos em grande posição na série, como humilhou os contendores adversários. O Thunder chegou a abrir 15 pontos de vantagem (99 a 84) a 5:05 minutos do final da partida. Não teve bola e nem colhões para segurar o resultado.

Não teve competência e nem maturidade, pois nestes 5:05 minutos, fez apenas dois pontos! Atirou seis bolas de dois pontos e encestou apenas uma; arremessou três triplas e errou todas; e os dois lances livres cobrados não foram convertidos.

Em contrapartida, o Dallas foi exuberante. Atingiu seu apogeu no final do jogo, no momento certo. Fez 3-4 nas bolas duplas; 1-1 nas triplas; e 8-10 nos lances livres.

Entrou com moral na prorrogação. Sim, prorrogação, pois esta corrida de 17 a 2 do Mavs deixou o jogo empatado no tempo normal em 101 pontos.

No tempo extra, com moral elevado, como disse, os texanos massacraram os de Oklahoma. Fizeram 11 a 4 e fecharam a partida em 112 a 105.

Dirk Nowitzki cravou 40 pontos. Mesmo muito bem marcado por Nick Collison. Mas os grandes jogadores se revelam neste momento: não aceitam a marcação, encontram brecha e conseguem jogar.

O alemão está mesmo disposto a calar seus críticos — eu entre eles. Mostra um jogo de gente grande, que cresce nos momentos decisivos, ao contrário do que ocorria anteriormente, o que valheu-lhe merecidamente o apelido de “amarelão”.

Jason Terry veio do banco e adicionou 20 pontos; Jason Kidd outros 17 — e uma cesta de três na prorrogação que foi de fundamental importância para a vitória do Mavs.

PERGUNTAS

O Oklahoma City foi melhor nos arremessos de quadra (46,7% contra 43,2%), pegou mais rebotes (55 a 33), deu mais assistências (23 a 16) e perdeu o jogo

Por que isso aconteceu?

RESPOSTA

O volume de jogo do Dallas foi muito maior. Bateu mais lances livres (39 a 25), arremessou mais bolas de três (25 a 13), desarmou mais (15 a 9) e cometeu menos erros (13 a 25).

Concordam que isso explica? Não? Ah, sim, o desempenho de Kevin Durant e Russell Westbrook não agradou mesmo.

KD cometeu nove erros no jogo e teve uma performance de 9-22 nos arremessos. RW cometeu seis erros e teve um desempenho de 7-22 nos arremessos.

Como se vê, os dois principais jogadores da franquia cometeram 15 dos 25 erros da equipe. É nessa hora que a gente separa os homens dos meninos — disse, certa vez, Michael Jordan.

O OKC é um time para o futuro. Suas crianças precisam crescer.

Quando elas atingirão a maturidade? Ao que tudo indica nas próximas temporadas, muito embora ainda haja uma remotíssima chance de elas mostrarem que já são homens.

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