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Posts com a Tag James Harden

quinta-feira, 20 de setembro de 2012 NBA | 01:43

CHRIS PAUL DIZ QUE PREFERIU SER TROCADO COM O CLIPPERS AO INVÉS DO LAKERS

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Vixi, vocês viram o que eu vi? Ou melhor: vocês leram o que eu li? Em entrevista ao magazine “GQ”, Chris Paul disse que preferiu ser trocado com o Clippers ao invés do Lakers. E explicou: “Eles tinham as melhores peças. Além disso, ser campeão com o Clippers será fabuloso”.

Uau.

Segundo CP3, ser campeão com o Clips será inesquecível. Terá um gostinho muito mais saboroso do que colocar um anel no dedo sendo jogador do Lakers.

CP3 tem razão: ganhar com quem corre por fora, ganhar vestindo os trajes da Cinderela ou cruzar a linha final galopando sobre um animal listrado tem mesmo um gosto diferenciado. Ser campeão com o Chicago é mais deleitoso do que ser campeão com o Lakers. Ser campeão com o San Antonio é mais prazeroso do que ser campeão com o Boston. Ser campeão com o Miami é igualmente incomparável. Como foi inesquecível ter sido campeão com o Dallas e será inacreditável ser campeão com o OKC se alguém um dia o for.

Ganhar títulos em franquias tradicionais, que investem os tubos, que têm dinheiro a rodo, que gastam sem dor na consciência, que não se importam com a Luxury Tax é muito mais fácil. O caminho se abre. O dinheiro torna tudo mais fácil. É quase que obrigação ganhar títulos com essas franquias.

Ser campeão com times que correm à margem é escrever o nome na história usando tintas vibrantes. É colocá-los no mapa da NBA. Como Michael Jordan fez com o Chicago, Tim Duncan com o San Antonio e Dirk Nowitzki com o Dallas. É certo que a reunião de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh tornou a missão do Miami mais fácil, mas Carmelo Anthony, Amar’e Stoudemire e Chauncey Billups não conseguiram com a camisa do New York. Por isso, ser campeão com o Miami é muito mais significativo do que com o Lakers ou o Boston.

É claro que ser campeão com o Lakers e com o Boston tem um sabor delicioso. Lógico que sim! Pergunte aos jogadores que foram campeões por lá. Mas esses times representam para a NBA o que Barcelona e Real Madrid representam para o campeonato espanhol. É legal ser campeão com a camisa de um deles? Claro que é. Mas é muito mais significativo ser campeão com a camisa do Sevilla ou do Valência.

É verdade que o Boston deu uma caída. E se formos considerar isso (e devemos!), podemos dizer que o campeonato da NBA não é o espanhol: é, isto sim, uma espécie de campeonato alemão. Lá é o Bayern de Munique e outro. A NBA é praticamente o Lakers e um outro qualquer.

O time californiano tem 16 títulos. Um a menos do que o Boston. Mas tem 15 vice-campeonatos. Ou seja: chegou a 31 finais em 66 anos de existência da liga norte-americana. É quase: ano sim, ano não, Lakers na final. Por isso eu digo que o Lakers é a maior franquia da história da NBA.

Voltando ao tema inicial de nossa conversa, Chris Paul ganhou pontos consideráveis comigo. Ele dá pinta de que quer  desafios ao invés do caminho mais fácil. O dinheiro do Lakers transforma o caminho da equipe menos espinhoso do que as demais.

Vejam o caso do OKC: eles vivem um dilema, pois pretendem renovar com James Harden, mas não sabem se terão dinheiro para isso. E a franquia tem até 31 de outubro para fazê-lo. Caso contrário, o barbudo se transforma em agente livre restrito. Ou seja: ele poderá receber propostas de outras franquias e o OKC tem o direito de igualá-las. Mas se não tiver dinheiro, como fazê-lo? Aparece um time e dá a Harden um contrato de quatro anos e quase US$ 100 milhões, mas será que o OKC terá dinheiro para isso?

Esse cenário não existe para o Lakers. O time vai gastar US$ 130 milhões nesta temporada. Esse dinheiro não existe em Oklahoma City.

Vejam só o que vai acontecer com o Lakers na temporada 2014-15: apenas um jogador tem contrato com o Lakers, Steve Nash. Ele vai receber US$ 9,7 milhões. Mas se Dwight Howard renovar seu acordo, vai pegar nessa temporada algo em torno de US$ 22,3 milhões. Ou seja: com apenas dois jogadores o Lakers estará torrando nada menos do que US$ 32 milhões.

E dizem que Kobe renovará nesta temporada pela indecente quantia de US$ 33 milhões. Se isso ocorrer mesmo, o Lakers terá comprometido US$ 65 milhões com apenas três jogadores! E numa época em que a Luxury Tax estará cobrando US$ 1,50 de penalidade por US$ 1,00 gasto além do salary cap, que será de US$ 58 milhões. Vejam: com apenas três jogadores o Lakers estará estourando o cap! E alguém liga para isso? Nenhum pouco!

Então, quando CP3 vem a público e diz que ser campeão com o Clips seria incrível, ele tem razão. Isso porque ser campeão com o Lakers (eu adiciono) chega a ser blasé, pois é tudo mais fácil.

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012 NBA | 13:45

LEANDRINHO PODE ACABAR AO LADO DE VAREJÃO OU NENÊ NA PRÓXIMA TEMPORADA DA NBA

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Samara Felippo, mulher de Leandrinho Barbosa, postou na manhã desta sexta-feira em seu Twitter uma foto intitulada: “Meus amores, minhas felicidades…”

O retrato (que reproduzo), provavelmente fruto da sensibilidade de Samara, é belíssimo. Mostra LB e a filha, Alicia, flagrados de costas, com um rio a frente deles, em uma cena bucólica. Parecem estar no Brasil. Os três vivem naquele instante momento idílico; levam a vida que todos pedimos a Deus.

A vida que todos pedimos a Deus, todavia, é intangível. A realidade é outra, bem diferente. E nela, entre outras coisas, a gente tem que trabalhar.

HORIZONTE

LB está desempregado no momento. Na temporada passada ele fez US$ 7,6 milhões jogando pelo Toronto e Indiana. Claro que ele sonha com algo semelhante ou até mesmo um pouquinho mais.

O único time da NBA, nesta temporada, que pode oferecer o mesmo que LB ganhou ou até mesmo um pouco mais é o Cleveland, além do Phoenix, que poderia igualar o que o brasileiro faturou no certame anterior.

O Cavs tem US$ 11,15 milhões para torrar, pois sua folha de pagamento para esta temporada está em US$ 46,88 milhões, sendo que o “cap” é de US$ 58,04 milhões. Acontece que o time de Anderson Varejão acabou de pinçar do universitário o ala-armador Dion Waiters, que veio como quarta escolha da primeira rodada, jogador produto de Syracuse e que muitos falam maravilhas. E o time ainda tem C.J. Miles. Difícil, mas não impossível, pois LB poderia funcionar apenas como desafogo do time em momentos chaves do jogo. Neste caso, não creio que o Cavs daria a ele os mesmos US$ 7,6 milhões da temporada passada.

Quanto ao Phoenix, a franquia tem Shannon Brown e acabou de contratar Wesley Johnson (ex-Wolves). LB deixou amigos e as abertas no Arizona, mas não vejo muita chance de ele voltar ao Suns, especialmente se Dan Fegan, seu agente, bater o pé nos US$ 7,6 milhões. Por menos, creio que pode dar samba. Mas quanto seria este “menos”?

Entre os times que já estouraram o “cap”, mas que podem usar a “Mid-Level Exception”, o Washington é a melhor possibilidade para LB. O Wizards é o único time da NBA que pode usar a totalidade da MLE: US$ 5 milhões.

O Washington, porém, acabou de selecionar na terceira posição da primeira rodada Bradley Beal (Florida), que joga exatamente na posição de Leandrinho e é tido como uma das maiores promessas deste recrutamento. Mas a gente bem sabe que o brasuca sempre funcionou vindo do banco. Há, portanto, espaço para ele na capital dos EUA. E seria uma boa vê-lo ao lado de Nenê Hilário. Acho que Leandrinho cairia como uma luva no Wizards.

O Milwaukee tem US$ 4,35 milhões também da MLE. E aqui igualmente pode ser uma boa parada para LB. Embora conte com Monta Ellis, o brasileiro poderia perfeitamente vir do banco (que é o seu cartão de visita, nunca é demais lembrar) e ajudar no rodízio de descanso de Ellis e servir como arma letal nos finais e momentos importantes das partidas, quando o Bucks precisar de pontos.

Outros dois times que podem usar a MLE para contratar Leandrinho são o Denver e o Oklahoma City. Ambos têm para gastar US$ 3,3 milhões. O Denver conta com Wilson Chandler e, principalmente, Corey Brewer — este um empecilho para a contratação de LB. No OKC não há espaço para Barbosa, pois o vice-campeão da NBA tem Thabo Sefolosha e James Harden. Isso sem falar que Scott Brooks usa às vezes Russell Westbrook como “shooting guard”.

De resto, o que sobra são times com merreca pra oferecer pra LB — a menos que eu tenho deixado passar alguma franquia que ainda tem dinheiro em caixa.

Sacramento, Portland e Philadelphia têm US$ 2,57 milhões. Mas é duro registrar na carteira de trabalho um salário 60% menor do que na temporada anterior.

CONCORRÊNCIA

LB não é o único “shooting guard” disponível no mercado. Isso tem que ser levado em conta também por ele e por seu agente.

Mickael Pietrus está sem contrato, o mesmo para Marquis Daniels, seu ex-companheiro de Boston. Pietrus pode ser visto como ala, mas eu o vejo mais como ala-armador por conta de seus tiros de três e de seu tamanho (1,98m).

O veterano Michael Redd também está igualmente à procura de emprego. Não fossem seus joelhos debilitados, estaria empregado e nem seria adversidade para LB.

Outros “shooting guards” desempregados são Chris Douglas-Roberts e Maurice Evans. Mas estes dois Leandrinho coloca-os no bolso.

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domingo, 19 de agosto de 2012 NBA | 15:06

RENOVAÇÃO DE IBAKA COM OKC PODE SER A PONTA DE UM ICEBERG DE PROBLEMAS

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O Oklahoma City renovou o contrato de Serge Ibaka (foto) por mais quatro anos em troca de US$ 48 milhões. Eu contei isso a vocês no post de ontem. Os torcedores ficaram eufóricos, mas os dirigentes estão apreensivos.

Isso porque, com a renovação do congolês naturalizado espanhol, o OKC tem comprometido nada menos do que US$ 42,35 milhões com apenas três jogadores: Ibaka, Kevin Durant e Russell Westbrook. E se formos adicionar a esse número o salário de Kendrick Perkins, ele pula para US$ 50,65 milhões.

Essa quantia está apenas US$ 7,39 milhões abaixo do “salary cap” desta temporada, que é de US$ 58,04 milhões. Ou seja: o OKC compromete gorda quantia de seu “cap” com apenas quatro jogadores.

E aí entra uma questão que tem tirado o sono dos dirigentes, como eu disse acima: haverá dinheiro para renovar com James Harden?

O ala-armador do Thunder tem contrato garantido até o final da próxima temporada, mas neste ano derradeiro ele será um “qualifying offer” que (até onde eu entendo esse troço do “QO” no novo CBA), o jogador escolhe se aceita ou não o último ano do contrato. Se aceitar, Harden (foto abaixo) tem direito a um aumento na ordem de 125%. Isso elevaria seu salário dos atuais US$ 7,63 milhões para US$ 17,1 milhões para a próxima temporada. E ele se tornaria um agente livre restrito, ou seja, o OKC tem o direito de igualar qualquer oferta feita a ele.

O problema é que com esses US$ 17,1 milhões, o “cap” do Thunder no ano que vem ficaria absurdamente elevado, pois somando essa quantia aos US$ 50,65 milhões já gastos com KD, West, Ibaka e Perkins, ela chegaria a US$ 67,75 milhões. Isso com apenas cinco jogadores!

A pergunta que se faz é: o OKC conseguirá fazer frente a essas despesas?

Oklahoma City, como se sabe, é um “small market”.  Não tem a força de Nova York, Los Angeles, Chicago e até mesmo Miami. O preço de um tíquete por lá é bem mais barato do que em NYC ou LA. O valor que a TV local paga pela exclusividade dos jogos da equipe no cabo é infinitamente inferior do que o Lakers fatura. E como Oklahoma City é uma cidade com apenas 1,2 milhão de habitantes em sua região metropolitana e como o time não tem a popularidade de um Lakers, Chicago ou Boston, o faturamento na venda de produtos licenciados é bem menor se comparado com as grandes franquias. Além disso, a grana levantada com a venda do “naming rights” para a Chesapeake Energy, que batizou a arena local, é de cerca de US$ 3 milhões por ano, uma merreca se comparado com os US$ 20 milhões anuais que o Nets vai ganhar da Barclays.

E tem mais; sim, tem mais: tem a “Luxury Tax”, que é a penalidade que uma franquia paga por estourar o “salary cap”. A partir da próxima temporada (2013-14), ela será de US$ 1,50 a mais por cada (desculpem a cacofonia) US$ 1,00 que exceder o “cap”. Como vimos, com apenas cinco jogadores o OKC já estoura o teto salarial em US$ 9,71 milhões. Só com eles o Thunder teria que pagar US$ 14,56 milhões de multa. Mas há um bônus de acordo com o CBA que permite uma franquia ultrapassar o “cap” em US$ 14 milhões sem ter que pagar a “Luxury Tax”. Desta forma, dá para o OKC renovar com Harden sem ter que pagar qualquer penalidade por isso.

Ma se formos levar em conta o complemento do grupo, essa quantia, que está em US$ 67,75, pode chegar a US$ 90 milhões. Como uma franquia começa a pagar a “Luxury Tax” a partir de US$ 72 milhões, esses US$ 90 milhões pulam para US$ 117 milhões, se eu não errei nas contas.

Volto a perguntar: o OKC tem como fazer frente a essa gastança toda? A realidade do Thunder, como vimos acima, não é das melhores.

Sam Presti, o GM do Thunder, é um gênio. Montou um timaço do nada, apenas recrutando jogadores do “college” ou do exterior. Mas à medida que o tempo passa, o time se valoriza e a gastança começa.

Lembro-me de um amigo que ganhou uma grana de herança do avô. Ele pegou o dinheiro e comprou uma BMW. Pagou-a à vista.

Veio a primeira revisão e meu amigo quase caiu de costas. Na segunda, quase foi à falência. Não houve terceira: ele vendeu o carro.

Será que o OKC vai ter um dia que abrir mão de seus jogadores por inadimplência? Se tiver, será uma pena. E isso deixará claro que o campeonato da NBA é mesmo um campeonato espanhol, onde apenas dois ou três têm grana pra gastar, enquanto que os outros se divertem apenas chupando pirulito.

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quinta-feira, 26 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 22:43

SIM, A SELEÇÃO ATUAL DOS EUA GANHA DO DREAM TEAM. NA GRANA

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Paulo Cobos, editor-adjunto do caderno de esportes da “Folha de S. Paulo” provou na edição desta quinta-feira do jornal paulistano que Kobe Bryant tem razão. Esta seleção dos EUA ganha do Dream Team de Barcelona. Não na bola, mas na grana.

Ele fez um levantamento minucioso, levantamento este que mostrou o seguinte: a média salarial do DT era de míseros US$ 3 milhões; a do selecionado atual é de US$ 16,2 milhões. Ou seja, 440% a mais.

Alguém pode argumentar: e a inflação, não conta? Conta, claro que conta. Se aplicarmos a inflação do período, que de acordo com os índices do governo norte-americano foi de 63%, a média salarial do DT pularia para risíveis US$ 4,9 milhões.

Isso prova o quê? Que os jogadores atuais são melhores e por isso são mais bem pagos? Claro que não; isso prova que a NBA nas mãos de David Stern (queiram ou não) mudou da água para o vinho. Ou seja: de uma liga pobre transformou-se em uma liga riquíssima, milionária.

Stern, queiram ou não, mudou a cara da NBA não apenas na questão financeira. Ele fez da liga norte-americana uma liga conhecida em todo o planeta. Ele globalizou a NBA.

Tanto que uma pesquisa feita pelo jornal “O Globo”, há uma semana, se tanto, revelou que o basquete é o esporte que mais vai chamar a atenção dos torcedores brasileiros nestes Jogos Olímpicos de Londres. Por causa da nossa seleção? Um pouco sim; mas muito por conta da seleção dos EUA e dos jogadores que atuam na NBA e que se espalham pelas outras seleções (inclusive a brasileira) que vão participar do torneio.

Mas voltando ao tema dos salários, sem contar o vencimento de Anthony Davis, que, pelo que vi, ainda não assinou com o New Orleans, o contracheque mais vexatório da atual seleção dos EUA é do ala-armador James Harden, do Oklahoma City. O barbudo do Thunder vai receber nesta temporada US$ 5,82 milhões. Cobos lembrou bem que este salário, se comparado com os salários dos jogadores do DT, só é inferior ao de Larry Bird. O ala do C’s, ao final da temporada que antecedeu os Jogos de Barcelona (lembro eu agora), ganhou US$ 7,07 milhões.

Tem mais: esses US$ 5,82 milhões de Harden superam o que Michael Jordan também recebeu quando ele e o Chicago comemoraram o segundo título de campeão. MJ ganhou naquela temporada (lembro eu agora) US$ 3,25 milhões. Quer saber quanto Magic Johnson ganhou? Pois não: US$ 2,5 milhões.

Mas tem mais: Kobe Bryant vai receber na próxima temporada a estratosférica quantia de US$ 27,84 milhões. Isso significa 80% dos salários somados de todos os jogadores daquele que é considerado por quase todo o planeta o maior time de basquete de todos os tempos. Inacreditável!

O DT de Barcelona foi uma equipe imbatível; ou melhor, só não foi quando a questão for a grana.

Essa do Cobos eu gostei.

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domingo, 8 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 13:27

EUA DEFINEM O TIME QUE VAI A LONDRES. MELHOR QUE O DE PEQUIM?

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A USA Basketball anunciou ontem os 12 jogadores que estarão em Londres. Anthony Davis, pivô de Kentucky, melhor jogador do “college”, campeão nacional e draft número 1 em junho passado, ficou de fora. O futuro jogador do New Orleans torceu o tornozelo em um treino com o Hornets e viu frustrado seu sonho de participar pela primeira vez dos Jogos Olímpicos.

A entidade anunciou os três nomes restantes: James Harden, Andre Iguodala e Blake Griffin.

“Acho que a gente montou um grande time”, disse Carmelo Anthony. “Juntamos todas as peças que precisávamos. Agora é uni-las e transformá-las em um time. Acho que somos o melhor time das Olimpíadas”.

Exagero? Não creio. Aliás, os estadunidenses creem que esse time é melhor do que aquele que ganhou o ouro em Pequim, há quatro anos. Vocês concordam? Boa pergunta.

O time que irá a Londres é esse:

ARMADORES
Deron Williams
Chris Paul
Russell Westbrook

ALAS-ARMADORES
Kobe Bryant
James Harden

ALAS
LeBron James
Carmelo Anthony
Kevin Durant
Andre Iguodala

ALAS-PIVÔS
Kevin Love
Blake Griffin

PIVÔ
Tyson Chandler

Em Pequim o time tinha D-Will, CP3, Jason Kidd, Kobe, Dwyane Wade, Michael Redd, LBJ, Melo, Tayshaun Prince, Chris Bosh, Carlos Boozer e Dwight Howard.

Dá pra comparar?

Os que dizem não justificam-se usando os seguintes argumentos:

a) Kobe era quatro anos mais jovem;
b) D12 é muito mais jogador que Chandler;
c) D-Wade era mais jogador que Harden;
d) Jason Kidd é um dos maiores armadores desde sempre.

Os que dizem sim se apegam no seguinte:

a) LBJ será o maior jogador de basquete pós era Michael Jordan e esta será a Olimpíada dele;
b) CP3 é mais jogador que J-Kidd;
c) Durantula é mais jogador que Tayshaun e será igualmente um dos maiores de todos os tempos;
d) Blake Griffin é muito melhor que CB1 e Booz.

Alguém consegue vislumbrar algo mais pra lá ou pra cá? Você, cara parceiro de botequim, se alinha em qual das tendências?

Eu, antes que perguntem, acho o seguinte: D12 e D-Wade não têm similaridades na seleção atual, mas a seleção atual tem Durant e um LBJ mais maduro. Assim, mesmo com o mediano Chandler (duvido que ele tenha muito tempo de quadra) e com Harden no lugar de D-Wade, KD e o LBJ de hoje fazem muita diferença em favor do time atual. Mesmo contando com um Kobe quatro anos mais velho. Mais velho, é bom dizer, mais velho e melhor, como vinho (desculpem o clichê). Além disso, os armadores de hoje pontuam, ao contrário de J-Kidd.

Desta forma, mesmo com todos os desfalques, o time dos EUA de hoje é espetacular e melhor do que o de Pequim.

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quarta-feira, 20 de junho de 2012 NBA | 01:41

COMANDADO POR MARIO CHALMERS, MIAMI VOLTA A VENCER E PÕE MÃO E MEIA NA TAÇA

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O Miami está a uma vitória da conquista do título. Venceu o Oklahoma City por 104-98 e tem uma mão e meia na taça. Jamais, em toda a história da NBA, um time saiu de uma desvantagem de 1-3 para ganhar o campeonato. O score é este: 30-0. Nem mesmo conseguiu levar a série para o sétimo jogo; no máximo no sexto.

Como se costuma dizer no futebol, matematicamente a série ainda está aberta. Mas do jeito que se encontra o cenário, é muito difícil que o Miami deixe escapar a oportunidade na próxima quinta-feira. Está embalado, com moral elevado; e confiante. Confiança, costumam dizer os entendidos do esporte, é uma palavrinha mágica para se fazer de um jogador e de um time campeões. O Miami está transbordando confiança. E joga em casa, diante de seus torcedores, inflamados. E joga no conforto do lar, sabedor de que se não fechar a série neste próximo jogo, terá duas partidas fora de casa. Vai entrar em quadra como se fosse o sétimo jogo, como disse Dwyane Wade depois da partida.

O OKC, por seu lado, não se comporta como um time. No jogo desta terça-feira, Russell Westbrook foi o destaque com seus 43 pontos. Encestou 20 bolas, igualando o feito de Michael Jordan, nas finais de 1993, e de Shaquille O’Neal, em 2000. Em compensação, Kevin Durant voltou a desaparecer no último quarto: anotou apenas seis pontos, bem marcado que foi especialmente por LeBron James, que deixou o jogo, no finalzinho (foto Reuters), por conta, ao que parece, de cãibras. E James Harden, novamente, desapontou em que pese os dez rebotes: anotou apenas oito pontos (2-10). De Harden não se esperam rebotes; de Harden se esperam pontos, pois ele é um pontuador. Nos dois últimos jogos, no sul da Flórida, ele anotou 13 pontos. Sua média no campeonato foi de 16,6 pontos. Decepciona.

Decepciona assim como KD desapontou a mim, apesar de seus 28 pontos. Passou o primeiro tempo marcando os armadores do Miami, Mario Chalmers e Norris Cole. Tática de Scott Brooks para poupá-lo das faltas. Uma vergonha; jogador do nível, do status dele, não pode aceitar isso. Se repetir a dose no jogo desta quinta-feira, poderá ficar marcado por ser um molengão na marcação, um fraco que precisa ser escondido pelos companheiros. Como se dizia no interior de São Paulo quando lá eu morava em minha infância e adolescência, isso é coisa de “pozinho”. Não sabe do que se trata? Explico: coisa de menininha. Durant não pode deixar que isso se repita no próximo jogo. Tem que marcar LBJ do começo ao fim do jogo, como fez a partir do terceiro quarto, quando Harden ficou carregado em faltas. Durantula tem que marcar LBJ ou D-Wade. Esta é a sua missão nestas finais.

O Miami, em contrapartida, foi um time. Quatro jogadores tiveram um duplo dígito na pontuação. Embora LBJ tenha feito 26 pontos, 12 assistências e nove rebotes (quase um “triple-double”), embora D-Wade tenha voltado a jogar bem com seus 25 pontos e embora Chris Bosh tenha ajudado uma vez mais com seus 13 pontos, o nome do time e do jogo foi Mario Chalmers. O armador anotou inacreditáveis 25 pontos Sua atuação foi tão importante que a pontuação conjunta de KD e RW0, que combinaram para 71 pontos (56,9% de aproveitamento), contra 51 de LBJ e D-Wade (46,2%), acabou não sendo impactante.

Como disse Magic Johnson depois do jogo, Chalmers não foi importante por ter feito 25 pontos, mas sim quando ele fez a maioria desses 25 pontos. Dois deles foram emblemáticos e definiram o marcador: a 44,6 segundos do final, com o Miami sem LeBron em quadra, Chalmers fez uma infiltração espetacular e elevou o placar a 101-96, quando o OKC pressionava e o ataque do Heat mostrava-se vacilante.

O Miami jogou do começo ao fim como se fosse o sétimo jogo. E, por favor, não culpem RW0 pela derrota por conta da falta que ele fez em Chalmers a 13 segundos do final com o placar em 101-98 para o Miami. O Heat tinha apenas mais cinco segundos de posse de bola e West fez falta em Chalmers, achando que o relógio, depois do pulo-bola de Udonis Haslem e Thabo Sefolosha, tinha voltado aos 24 segundos. “Foi um vacilo meu”, admitiu West depois do jogo. Não foi; foi um vacilo de todos, especialmente do banco, do treinador, que deveria ter alertado a todos.

Enfim, esses vacilos acontecem. Mas, volto a dizer, não foi por causa dele que o OKC perdeu. O OKC perdeu porque, volto a dizer, o Miami jogou o quarto jogo da série como se fosse o sétimo.

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domingo, 17 de junho de 2012 NBA, outras | 12:47

MIAMI TENTA A PARTIR DESTA NOITE CONTRARIAR ESTATÍSTICA DA NBA

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Às 21h de Brasília a bola sobe para o terceiro jogo da série melhor de sete entre Miami e Oklahoma City. Desta vez — e nos dois outros jogos também —, o confronto será no sul da Flórida. Se o Heat, diante de seus fãs, vencer essas três contendas, faz 4-1 no embate e sagra-se campeão pela segunda vez em sua curta carreira como franquia da NBA.

Não é fácil. Desde que o formato 2-3-2 foi adotado, em 1985, em apenas duas ocasiões o time da casa venceu as três partidas: o Detroit em 2004 e o próprio Miami dois anos depois. E ambos os times ganharam o campeonato. Ou seja, em 26 ocasiões, em apenas duas delas o time da casa venceu seus três compromissos. Percentualmente: 7,7%.

Como disse, não é fácil. Mesmo dentro de casa. Em finais, não existe grande disparidade técnica entre as equipes e do mesmo jeito que se perde em casa, ganha-se fora. O OKC, creiam, estatisticamente está vivo; estatística e tecnicamente, pois o time é muito forte.

MUDANÇAS

Como disse no texto de ontem, o Thunder precisa fazer alguns ajustes no seu time. O principal deles passa por sacar Kendrick Perkins do time. Ele tem que ser opção de banco, para o descanso de companheiros ou mesmo para alguma mudança tática durante o cotejo. Perkins como titular, como foi explicado no post passado, não está funcionando.

A saída de Perkins, a mim, significaria a entrada de James Harden, passando Kevin Durant para a ala de força quando o time estivesse defendendo. Desta forma, os chutes de três de Shane Battier seriam marcados, pois, como bem disse nosso parceiro Rodolfo, “com Perkins em quadra, a defesa de Battier fica com o (Serge) Ibaka, que fica mais preocupado em fechar o garrafão para as infiltrações de (Dwyane) Wade e LeBron (James) e em dar tocos, e acaba esquecendo Battier livre na linha dos três pontos”. Perfeito.

Some-se a disso o fato de que Durant, RW0 e Harden (foto Getty Images) jogaram juntos, nestes dois primeiros jogos, apenas 10:14 minutos dos 96 disponíveis. Ou seja, 10,5% do tempo. Isso foi limitado por problemas de faltas, mas também tem a ver com decisões de Brooks. Um equívoco. Os três, tidos como o sustentáculo da equipe, têm que estar juntos, em quadra, o maior tempo possível.

Outro dado importante para mandar Perkins para o banco: com um time mais baixo (com Perkins de fora), o OKC venceu o Miami por 127-103.

Vendo esta situação eu me lembro de uma frase do falecido presidente Vicente Matheus, que governou o Corinthians durante muitos anos, distribuídos em oito mandatos. Dizia Matheus: “Técnico não ganha jogo; mas perde”.

ESTILO

Russell Westbrook está no olho do furacão. Ou, se você preferir, na berlinda. Tudo por conta de seu estilo agressivo, de seu olhar fixo na cesta adversária. Ou, se você preferir, pelo seu estilo “fominha” de ser.

Nestes dois primeiros jogos finais, RW0 arremessou 50 bolas contra a cesta do Miami. Quatro a mais do que LeBron James, oito a mais do que Kevin Durant (cestinha das três últimas temporadas da NBA) e dois a menos do que James Harden, Thabo Sefolosha, Serge Ibaka e Derek Fisher juntos.

West arremessou 25 bolas no primeiro jogo e mais 25 no segundo. Dado interessante e importante: quando ele chuta 25 bolas em uma partida (incluindo os playoffs), o OKC tem um recorde de 7-7. Quando arremessa menos de 25, o recorde é de 53-16.

“Não vou mudar meu estilo de jogo, não importa o que as pessoas achem e não importa o que vocês (jornalistas) achem”, disse Westbrook na sessão de mídia de ontem à tarde, já em Miami. “O que eu vou continuar fazendo é dar 110% de mim em todos os jogos, como sempre fiz”.

Além de sacar Perkins do time, Scott Brooks precisa ter uma conversa séria com Westbrook. Não para pedir para ele arremessar menos, mas para pedir para ele ler com mais atenção as partidas.

TRANQUILIDADE

Enquanto o OKC queima a pestana para resolver seus problemas, o Miami navega em mares tranquilos.

LeBron James, apesar da queda de produção nos últimos quartos, tem tido um desempenho notável não apenas neste “NBA Finals”, mas em todos os playoffs também. Neles, LBJ tem médias de 30,8 pontos, 9,5 rebotes, 5,0 assistências e 2,0 desarmes. Diante do OKC, suas médias são 31,0 pontos, 8,5 rebotes, 4,5 assistências e 2,5 roubos de bola.

A performance de Dwyane Wade no segundo jogo diante do Thunder foi de lembrar o velho D-Wade. Anotou 24 pontos, com um aproveitamento de 10-20 nos arremessos. Ajudou também com mais seis rebotes e cinco assistências.

E Chris Bosh confirmou também neste segundo embate que não tem qualquer limitação física por conta da lesão muscular no abdômen. Foi titular pela primeira vez desde que saiu do departamento médico e jogou por 40:23 minutos. Marcou 16 pontos e pegou 15 rebotes, sete deles no ataque.

Se esses três jogadores atuarem em um nível de excelência, por mais que os três do OKC joguem no seu máximo, na somatória do desempenho o trio do Miami leva a melhor, pois é melhor, apesar da grandeza de Kevin Durant. Se isso acontecer, o Miami pode (repito: pode) fazer três vitórias em casa.

Isso tudo, no entanto, é teoria e teoria se encaixa bem no papel. Na quadra são outros quinhentos.

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sábado, 16 de junho de 2012 NBA | 14:21

KENDRICK PERKINS COMPROMETE OKLAHOMA CITY NESTE ‘NBA FINALS’.

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O mundo está criticando Russell Westbrook por conta de seu desempenho no segundo jogo da série contra o Miami. Quem puxa a fila é Magic Johnson. Comentei o tema ontem (se você não leu, clique aqui). Meu xará Fabio Balassiano também fala com propriedade sobre o assunto. Vai igualmente na linha de Magic (clique aqui).

Embora ambos não tenham dito taxativamente que West foi o responsável pela derrota, atribuíram a ele boa dose de culpa pelo revés. Eu, no entanto, vejo a questão sob outro prisma. Creio que a discussão não deva ser feito em cima do armador do OKC, que tem médias de 27,0 pontos, 9,0 assistências e 8,0 rebotes nestas finais. Quase um “triple-double”. A discussão, a meu ver, tem que ser em cima de outro jogador que, discretamente, tem comprometido o Thunder. E nos dois jogos. Seu nome? Kendrick Perkins.

O pivô do OKC (foto Getty Images) tem sido um desastre até o momento na série final da NBA. Nesta decisão, tem médias de 4,0 pontos, 7,5 rebotes e 0,0 assistência. Com ele em quadra, o OKC perde para o Miami. E isso tem ocorrido por conta dos inícios dos prélios.

No primeiro quarto do jogo 1 desta série final, o Heat fez 24-15 com Perkins no jogo. Ele saiu a 2:44 minutos (jogou 9:16 minutos) do final. No segundo quarto, atuou 6:01 minutos e o OKC fez 17-13. No terceiro, Perkins jogou mais 9:25 minutos e quando saiu, a 2:34 minutos do final, o OKC tinha feito 19-17. No último quarto, com o OKC na frente em 74-73, Perkins não jogou. E o Thunder fez 31-21 para fechar a partida em 105-94. Resumo da ópera: com Perkins jogando o Miami venceu o OKC por 54-51, sendo que o quarto inicial foi o responsável por essa debacle.

No segundo jogo o cenário foi devastador. O Miami iniciou com um 21-6 até Scott Brooks tirar Perkins de quadra, a 3:40 do final (atuou por 8:20 minutos). Ficou todo o segundo no banco, que terminou empatado em 28 pontos. No terceiro, Perkins jogou 11:03 minutos e o OKC fez 22-21. No último período, ele só entrou a sete segundos do final, quando LeBron James bateu os dois lances livres que confirmaram a vitória do Miami. Nele, igualmente sem Perkins, o OKC venceu o Heat por 29-22. Ou seja: no segundo jogo, com Kendrick em quadra, o Heat venceu o Thunder por 42-28.

O que mais compromete, como disse, são os inícios dos jogos. Nos dois confrontos realizados até agora, o Miami fez 45-21. No primeiro embate, o Thunder encontrou fôlego para reverter o marcador; no segundo, faltou ar.

Por que Perkins compromete? Porque não faz absolutamente nada no ataque. É peso morto.

No primeiro jogo, no quarto inicial, quando o Miami fez a tal da corrida em 24-15 com Perkins jogando 9:16 minutos, o pivô do OKC zerou na pontuação e pegou três rebotes defensivos. No segundo, nos 8:20 minutos em que participou da partida no quarto inicial, novamente não pontuou, embora tenha pegado seis rebotes (três deles ofensivos).

Como digo sempre, jogador tem que pontuar. Jogador que não pontua, não adianta. Limita a ação ofensiva de seu time, pois o adversário tem que marcar quatro ao invés de cinco jogadores.  Costuma flutuar em cima dele, facilitando a dobra nos outros quatros atletas.

O Miami não tem pivô. Às vezes joga com Chris Bosh e Udonis Haslem juntos. Em outras situações, com um dos dois e LeBron James ou Shane Battier como ala de força. Mesmo assim, Perkins não consegue tirar proveito de seu tamanho e de sua força diante dos “baixinhos” do Miami. Terminou o primeiro jogo com apenas quatro pontos; no segundo, repetiu a dose. E no jogo 2, não foi de grande valia nem na defesa, que, dizem, é seu forte. O Heat fez 48-32 nos pontos no garrafão.

FUTURO

Assim como no futuro, a meu ver, vão desaparecer os armadores obtusos, aqueles que acham que sua função é primeiro servir para depois pontuar (não existe ordem nenhuma durante uma partida. O armador tem que sentir o jogo e ver o que tem que ser feito: ou pontuar ou armar. O desenho do embate é que vai dizer isso. O que o armador tem que ter é sensibilidade para fazer a leitura correta do jogo), assim como no futuro vão desaparecer os armadores obtusos, esses pivôs que não sabem atacar, que apenas marcam, tenderão a desaparecer também.

Volto a dizer: jogador que não sabe o que fazer com a bola nas mãos não serve. É como relógio que atrasa: não adianta. Jogador de basquete, como está sempre no ataque e na defesa (ao contrário do futebol), tem que saber jogar no ataque e na defesa. Defender é importante; atacar também. Mas jogador que está na NBA e que participa de time que está na final da liga, tem que saber fazer as duas coisas. Perkins não consegue. Faz apenas corta-luz e briga por rebotes. Muito pouco.

O Miami ataca sempre com cinco jogadores. Os que estão em quadra sabem pontuar. O Heat não tem um jogador desses, como Perkins, que não sabe o que fazer quando tem a bola nas mãos e tem o dever de encestá-la, pois o horizonte se abre a ele.

Para valer a pena um jogador desses jogando, ele tem que fazer coisas extraordinárias. Ano passado, o limitado Tyson Chandler (foto Getty Images) defendeu muito. Ajudou nos “screens” e pontuou algumas vezes aproveitando-se do “pick’n’roll”. Mas o que Chandler fez mesmo foi compensar sua inabilidade ofensiva com muita defesa. Perkins, até o momento, não consegue ser o Tyson Chandler do OKC. Como vimos, pois com ele em quadra o Miami está à frente no marcador.

Desta forma, se eu fosse Scott Brooks, começaria o jogo deste domingo (21h de Brasília) com Kendrick Perkins no banco. Sairia com West, Thabo Sefolosha, James Harden, KD e Serge Ibaka. Colocaria Nick Collison no rodízio quando o Miami escalar Chris Bosh e Udonis Haslem ao mesmo tempo. E usaria Derek Fisher no rodízio dos alas. Faria como o Miami, que usa basicamente sete jogadores: Mario Chalmers, Dwyane Wade, Shane Battier, LeBron James, Chris Bosh, Udonis Haslem e Norris Cole.

O Heat parece ter achado sua formação ideal. Quase venceu o primeiro jogo destas finais e ganhou o segundo. O OKC tem que fazer o mesmo. Caso contrário, pode se complicar na busca do título inédito depois do novo batismo.

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sexta-feira, 15 de junho de 2012 NBA | 12:34

MIAMI FAZ MUDANÇAS, VENCE O OKLAHOMA CITY E EMPATA A SÉRIE FINAL DA NBA EM 1-1

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O Miami venceu o Oklahoma City por 100-96 na noite desta quinta-feira que passou. Empatou a série em 1-1. Poderia ter aberto 2-0. Jogou muito no primeiro confronto deste “NBA Finals” e entregou a vitória aos anfitriões, como bom visitante, no fim, exaurido e mal planejado. Na verdade, exaurido porque foi mal planejado. Ontem, a história teve outro desfecho porque o esquema foi mais bem engendrado.

Erik Spoelstra, o treinador do Miami que é odiado na mesma proporção de LeBron James, ontem acertou em suas decisões. Primeiro, porque colocou seus reservas para jogar. Com isso, poupou os titulares. Segundo, porque deve ter batido o pau na mesa e dito: vamos trabalhar jogadas, fazer “screens” e “pick’n’roll”, de modo a facilitar a vida de vocês mesmos.

Ninguém me tira da cabeça que esse jeito “peladeiro” de jogar do Miami é fruto das exigências de LeBron James. LBJ não jogou no “college”. Foi direto do “high school” para a NBA. O basquete universitário, além de ensinar fundamentos, disciplina o jogador. Ensina táticas do jogo para ele.

Jogadores que se dedicam ao basquete da NCAA têm fundamentos e leem a partida. Os demais gostam do jogo de playground, que é vistoso, mais agradável de ser visto, mas que quando encurralado dificilmente encontra soluções para arapucas armadas. Vejam a diferença entre Tim Duncan e LeBron. Timmy jogou quatro anos em Wake Forest. Se fosse deslumbrado como muitos que pulam para a NBA com apenas uma temporada no universitário, talvez não fosse esse jogador completo que a gente se acostumou a ver e a admirar.

Ontem, Spo bateu o pau na mesa, imagino eu. Imagino, pois não privei da intimidade do vestiário do Heat e nem vi os treinamentos. Mesmo se lá estivesse, não teria visto, pois os treinos são fechados para a mídia. Apenas os 15 minutos finais são liberados. Os jornalistas ficam na sala de imprensa, dentro do ginásio, e os quatro cantos que são acesso à quadra são obstaculizados por cortinas pretas. Ouve-se tudo, mas não se vê nada.

Mas, dizia eu, ocorreu ontem com o Miami o que não vinha ocorrendo até então: o jogo solidário, de ajuda ofensiva. Uma cesta a pouco menos de um minuto para o final do jogo foi emblemática: LBJ faz o “screen” (corta-luz) em cima de Thabo Sefolosha e Wade, desmarcado, infiltra e faz o passe em ponte-aérea para a enterrada de Chris Bosh, que levou o placar a 98-91 para o Heat.

O uso do banco, já disse, foi igualmente importante. Não do banco como um todo, mas sim de Norris Cole. O “rookie” jogou 13:17 minutos. Aparentemente pouco. Mas com ele em quadra Spo pôde descansar melhor sua dupla LBJ-Wade. Com Mike Miller, usado no confronto anterior, isso não foi possível por conta de Miller ser um ala. O Heat precisa de Norris, porque com ele Spo pôde descansar LBJ usando D-Wade e Shane Battier e Battier e LBJ como duplas nas alas. E ainda deixá-lo em quadra junto com Mario Chalmers, que faz um ala de arremesso e isso possibilita o descanso de Battier. James Jones também foi importante neste apoio com seus 5:35 minutos. Enfim, com Norris (principalmente) ficou mais fácil poupar as estrelas do time. Aqui pode estar a chave de um possível sucesso do Miami nestas finais.

Outro aspecto importante do jogo vitorioso do Miami foi o desempenho de Shane Battier. O “faz-tudo” do Heat (que posição ele joga?, diga-me?) está em todos os cantos da quadra. Ora marcando o armador; ora o ala-armador. Muitas vezes é visto vigiando o ala, para logo em seguida estar grudado no ala de força. Só não foi notado ainda marcando Kendrick Perkins. Mas se for preciso…

Além de ser um cão feroz na defesa do Heat, Battier tem sido importantíssimo no ataque. Suas bolas de três começaram a cair no momento exato. Ou seja: nestas finais. Ele tem 9-13 nas bolas de três nestas duas partidas contra o OKC, o que dá um excelente percentual de aproveitamento de 69,2%. Num comparativo, na final do Leste diante do Boston, Battier acertou 35,0% (14-40); na semifinal frente ao Indiana, 27,3% (6-22); e na primeira rodada, contra o New York, 31,8% deles (7-22).

Quando Battier foi contratado, no começo desta temporada, disse aqui neste botequim que o Miami se reforçava dramaticamente. Muitos disseram: que é isso? Esse cara não é isso tudo. É sim. Produto da Universidade de Duke, cunhado por Coach K, Battier conhece os fundamentos do jogo. Assim como Timmy, Shane ficou em Duke quatro anos. Ganhou um título universitário em 2001. “Sou daqueles jogadores que ninguém se importa”, disse ele no intervalo da primeira partida. “Gosto disso, pois, quando ninguém espera, eu meto minhas bolas de três”.

Pois é, parece que a ficha ainda não caiu do lado do OKC. Battier tem que ser marcado. Ele tem uma média de 17,0 pontos nestas finais contra 7,1 diante do Boston, 3,8 frente ao Indiana e 6,0 contra o NYK. Battier surge do nada aos olhos atentos do “staff” técnico do Thunder, que não imaginava ter que se preocupar com ele. O OKC concentra suas forças — corretamente — em LBJ e D-Wade. Mas isso não pode significar o esquecimento dos demais. E é o que vem ocorrendo no caso de Battier. Os números, como vimos, mostram isso.

“Ele tem sido muito importante para o nosso time”, disse LBJ sobre Battier. “Shane está chutando muito bem da linha dos três. Está fazendo jogadas tanto ofensivamente como defensivamente. Vamos precisar dele, pois esta série vai ser apertada”.

Vai mesmo. Por isso, é bom dizer que nada está perdido. A série tende a ser longa, como eu disse. O time da terra dos tornados perdeu seu primeiro jogo nestes playoffs diante de seus apaixonados torcedores, mas pode se recuperar no sul da Flórida. É muito difícil ganhar três partidas seguidas mesmo dentro de casa. E se isso ocorrer, o Miami faria uma corrida de 4 vitórias a zero diante do OKC. Não é fácil; não acredito.

O principal ajuste que o Thunder precisa fazer, aos meus olhos, é entrar mais rapidamente no jogo. Nas duas primeiras partidas, o Miami abriu grande vantagem no primeiro quarto. Na primeira, o OKC conseguiu se recuperar; na segunda, não teve jeito. Se isso voltar a ocorrer em Miami, nesses três próximos jogos, diante de sua inflamada torcida, pode ser fatal.

No primeiro embate, o Heat chegou a estar 13 pontos na frente no primeiro tempo. Fez 10-2, depois 20-10, pra em seguida marcar 24-13. No segundo quarto, abriu 37-24.

Ontem, o Miami fez incríveis 18-2 a 4:39 minutos do final do primeiro quarto. No início do segundo, 33-17. A pouco mais de dois minutos do fechamento da cortina no primeiro tempo, a vantagem pulou para 17 pontos: 51-34.

Ao contrário do primeiro confronto, quando no intervalo a vantagem do Miami era de apenas sete pontos (54-47), ontem ela era de 12 (55-43). O desgaste do OKC foi grande no primeiro embate e maior ainda no de ontem. Por isso, não teve forças para a reação final, que quase veio. A nove segundos do final da partida, Kevin Durant tentou um arremesso da zona morta canhota, marcado por LeBron James. O placar marcava 98-96 para o Miami. A bola não caiu. KD reclamou de falta, mas a arbitragem nada marcou. LBJ pegou o rebote e sofreu falta. Cobrou seus dois últimos lances livres na partida e mandou o marcador para definitivos 100-96.

LBJ terminou o jogo com 32 pontos, oito rebotes e cinco assistências. Converteu todos os 12 lances livres cobrados. No último quarto, anotou seis pontos. Um a menos do que no quarto final do primeiro cotejo. Kevin Durant marcou 16, um a menos do que nos 12 minutos finais do jogo inicial desta série decisiva. Desta vez o dedo não será apontado para LBJ; afinal, o Miami venceu. Venceu porque ontem Dwyane Wade foi mais companheiro de LeBron do que no primeiro jogo. Ontem Wade deixou 24 pontos na redinha do OKC, contra 19 da primeira partida. Foi fundamental porque Battier voltou a marcar os mesmos 17 pontos do jogo inicial e Chris Bosh, corretamente escalado como titular (este foi outro dos acertos de Spo), marcou 16 pontos e ainda ajudou com 15 rebotes.

Ou seja: LeBron tem mesmo que assumir o controle do jogo e do time. Mas, como muitos parceiros disseram, é fundamental que ele encontre eco nos companheiros, principalmente em Dwyane Wade.

NÚMEROS

Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden combinaram para 80 pontos, enquanto que LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh fizeram juntos 72. Nos rebotes, o trio do OKC pegou 15 e o do Miami ficou com 29. Nas assistências, foram 10 do Thunder contra 11 do Heat.

Se o banco do OKC colaborou com 23 pontos (21 deles de James Harden), os reservas do Miami adicionaram apenas oito. Em compensação, os titulares do Thunder anotaram 73 pontos e os do Heat cravaram 92.

IRA

Magic Johnson disse ter ficado desapontado com Russell Westbrook (foto Getty Images). O armador do OKC (que para os tradicionalistas não é armador de ofício e sim um armador de arremesso) fez 27 pontos, pegou oito rebotes e deu sete assistências. Como reclamar de um desempenho desses? Simples: West foi muito mal nos arremesso: 10-26 (38,4%). E muitas vezes forçou o jogo, com arremessos desnecessários e infiltrações infrutíferas. A reclamação de Earvin procede, embora West tenha cometido apenas dois erros durante a partida.

Aliás, faço apenas esta singela observação, pois quem sou eu para discordar deste que é o maior jogador da história talvez do maior time da história da NBA?

Eu, hein!

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terça-feira, 12 de junho de 2012 NBA | 09:39

UMA FINAL DE EMOCIONAR, COMO HÁ MUITO NÃO SE VIA NA NBA

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Desde que Michael Jordan deixou o Chicago eu nunca me emocionei tanto com uma final como agora. Em que pesem os dois confrontos decisivos entre Lakers e Boston, confronto que tem muita história, é verdade; mas que, convenhamos, foram encontros onde havia apenas uma estrela dessas de iluminar uma galáxia — Kobe Bryant —, pois o Big Three do C’s não tinha a mesma intensidade — nem juntando Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen — e por isso não terá os nomes de seus componentes gravados em ouro no panteão da NBA. Em que pesem os quatro títulos do San Antonio, capitaneados por Tim Duncan, este sim, uma dessas criaturas que dão asas à imaginação e nos ajudam a forjar seres mitológicos; mas que, convenhamos, foi ofuscado pelo basquete blasé do SAS, que a poucos teóricos encantou, pois era um basquete europeizado, travado, tático, chato de se ver, pois não estamos numa sala de aula de educação física e sim tentando nos divertir. Em que pesem os três títulos do Lakers conduzidos em quadra por Shaquille O’Neal, na verdade um MMA que sabia jogar basquete; e que, convenhamos, nunca encantou pela beleza do jogo.

Agora teremos dois gigantes em quadra medindo forças. Um duelo de titãs — se me permitem — como há muito não se via. Dois seres midiáticos — cada um a seu modo —, fazendo um combate maniqueísta, talvez o mais maniqueísta combate da história da NBA desde sempre.

Um catalisando a cólera da maioria, representando o mal, odiado não sei bem por quê; ou melhor, sei sim; odiado porque escolheu um caminho que para muitos era o caminho mais fácil, dos fracos, dos trapaceiros, dos charlatões, mas que, na verdade, é o único caminho conhecido para se chegar ao olimpo. Um caminho que se abriu para outros de maneira seminal, pois eles não foram jogados pelo destino em um labirinto. Bill Russell não precisou buscar seu Dwyane Wade; Kareem Abdul-Jabbar também não. Nem Magic Johnson, Larry Bird, Michael Jordan, Tim Duncan, Shaquille O’Neal e Kobe Bryant. O Dwyane Wade deles estava lá o tempo todo, bem a seus lados. O destino quis assim; o destino sorriu-lhes.

O outro, catalisando apenas bons fluidos, o amor dos fãs; de todos, diga-se. E nem há porque ser diferente, pois este outro encarna ou é a personificação do bem. Porque é bom moço, tem um jeitão “low profile” que torna-o tão midiático quanto seu oposto, pois ele é o contraponto que as histórias de mocinho e bandido tanto precisam. Tem uma mãezona que está sempre a seu lado, bem vestida, gordinha e simpática, que ele trata com tanto carinho, que enche de beijos sempre que o jogo acaba e ele acaba com o jogo. O outro; bem, o outro tem uma mãe complicada, que já foi parar na polícia e que, dizem, até “affair” já teve com companheiro de time.

É o confronto destas duas personalidades que cria a rivalidade e nos traz o enredo da história ideal, daquelas de nos amarrar na cadeira e não nos deixar levantar nem pra ir ao banheiro. Um não vive sem o outro. Um precisa do outro. É como Yan-Ying, essas duas forças que se complementam e trazem o equilíbrio à vida. No caso da NBA, muito dinheiro em caixa, traduzido na forma de venda de bilhetes, suvenires, audiência na NBA em todo o planeta e o que mais a gente puder imaginar. É o diagrama perfeito.

A partir de hoje teremos, pois, o duelo de dois jogadores extraordinários. Um duelo que não me emocionava desde que Michael Jordan livrou-se de Bryon Russell e derrubou aquela bola milagrosa no estouro do cronômetro e deu ao Bulls seu sexto título de campeão da NBA.

LeBron James, o ser odiado, é hoje o jogador mais completo da NBA. Pontua, pega rebotes, dá assistências, faz desarmes, dá tocos. Um time inteiro num cara só. Kevin Durant, o ser amado, é hoje o melhor jogador da NBA. “Clutch”, decisivo “down the stretch”, uma máquina de fazer pontos.

Os dois serão o alvo dos holofotes da mídia, da retina dos fãs em todo o planeta a partir desta noite. Estarão nesta condição por mais que existam Dwyanes, Chrisses, Russells e Jameses. Se o “script” não falhar, um dos dois vai definir este combate. E se o “script” não falhar, no sétimo e derradeiro jogo. E como numa história onde o ingrediente perfeito não pode faltar, os dois jogam na mesma posição, o que indica que ambos estarão se vigiando do começo ao fim desta campanha.

Quem ganhará esta queda de braço? Quando escuto e/ou leio essa pergunta logo me vem à mente a escultura “O Pensador” (foto), de Auguste Rodin. Essa pergunta, tivesse sido feita ao francês que viveu no século 19, ele teria respondido com sua mais famosa obra: um homem imerso em pensamento, tentando decifrar questões relativas ao saber, tentando encontrar respostas para questões enigmáticas. Questões como esta: quem vai vencer esse duelo? Durant ou James?

Alguém tem a resposta? Eu não tenho — e nem me atrevo, pois tentar responder é tentar adivinhar. E aqui eu não estou para adivinhar. LeBron James e Kevin Durant são daqueles jogadores que não podem ser analisados como jogadores de videogames, como muitos tentam analisar o basquete, como se o emocional não fizesse parte do jogo e ele fosse restrito a desenhos e números. Coisa de adolescente imaginar que é assim que funciona. Uma decisão é muito mais do que números e pranchetas. Apenas os mais velhos sabem disso; os jovens não, pois sofrem de uma doença que apenas a idade cura.

COMPARAÇÕES

LeBron pode subtrair Durant? Durant pode subtrair LeBron? LeBron é mais forte e mais ágil, mas Durant tem o equilíbrio que todo campeão necessita, e que ainda não vemos completamente em LeBron, que é mais experiente que Durant, diga-se.

O Oklahoma City pode subtrair LeBron? O Thunder tem mais alternativas do que o Miami em sua tentativa de conter LBJ. Além de Durant, Thabo Sefolosha e Nick Collison terão essa missão. Não creio que Ibaka o fará, pois o Miami joga praticamente sem pivô e, por isso, Kendrick Perkins poderá ficar sem muita função nesta série, o que transformaria Ibaka no grandalhão mais utilizado e, desta forma, jogando mais no pivô do que na marcação a LBJ.

O Miami pode subtrair Durant? O Heat tem menos alternativas. Além de LeBron, o único com cacife para isso é Shane Battier. James Jones não tem estofo para isso — nem mesmo creio em Dwayne Wade. Vai ser mesmo LeBron e Battier, apenas os dois, mas isso não quer dizer que não possam cumprir a missão.

Quem tem o melhor complemento? No papel, o Miami, pois Dwyane Wade e Chris Bosh são dois campeões olímpicos. Wade já foi campeão da NBA e até MVP da final já ganhou. Russell Westbrook e James Harden são dois meninos tentando ser homens, embora tenham personalidade de gente grande. Mas se Wade e Bosh são mais experientes e melhores, o Oklahoma City funciona melhor como time se comparado ao Miami.

Quem tem o melhor banco?  Se formos considerar James Harden reserva, claro que o OKC tem mais banco, pois de lá ainda vem a experiência de Derek Fisher e o auxílio inestimável de Nick Collison. O Miami responde com quem? Udonis Haslem? Muito pouco. Mesmo que Haslem seja titular e Chris Bosh saia do banco, é igualmente pouco, pois os demais jogadores não são exatamente jogadores que um treinador gostaria de puxar para mudar o cenário de uma partida. Norris Cole é um “rookie” que não cresceu como Kawhi Leonard. James Jones é instável no jogo e no emocional. Joel Anthony e Ronny Turiaf são esquentadores de banco. E Mike Miller pode tanto acertar sete bolas de três como errar todas. Teoricamente, o banco do OKC é melhor. Mas melhor o suficiente para impactar o jogo? Essa é a questão.

COACHES

22h de Brasília. É a partir desta hora que tudo vai começar. É a partir desta hora que a decisão começará a ser jogada e resolvida, muito mais na quadra do que no banco, pois, pelo segundo ano consecutivo, os treinadores não ocupam espaço exagerado na mídia. Pelo segundo ano consecutivo, pouco se fala deles. Prefiro assim. Sou do tempo em que se associava o time ao jogador e não ao treinador. O basquete é tático, muito mais do que o futebol. O treinador é figura importante, mas não mais do que o jogador. O basquete permite interferências e dá ao treinador muitos poderes, mas ele não entra em quadra. O jogador é quem decide. E numa decisão, como disse, o emocional, a parte mental, eles contam muito.

O confronto desta temporada, uma temporada que quase não foi jogada por conta do locaute, este confronto será definido na quadra, portanto — assim o vejo. E quando ele se encerrar, não estaremos falando de treinadores, mas sim dos jogadores. Que assim seja — sempre —, pois eles são as verdadeiras estrelas do espetáculo.

PERGUNTA

LeBron James ou Kevin Durant? Não sei.

O que sei é que desde Michael Jordan eu nunca me emocionei tanto com uma final da NBA como agora.

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