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terça-feira, 21 de agosto de 2012 NBA, outras | 19:36

LÁ COMO CÁ É TUDO IGUAL: SELEÇÃO LESA TIMES E FICA POR ISSO MESMO

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Lá como cá é tudo igual. Explico: por conta dos Jogos Olímpicos, o Clippers perdeu Chris Paul para o “training camp”, que começa no dia 29 de setembro próximo.

CP3 (foto) rompeu os ligamentos do dedão da mão direita durante a preparação do time norte-americano para os Jogos de Londres. Postergou a cirurgia para não perder a competição e hoje entrou na faca. Vai ficar dois meses em recuperação. E que se dane o Clips, que pagará a ele nesta temporada US$ 17,77 milhões.

CP3 vai perder o período de preparação e, com isso, não vai treinar com os novos companheiros, como Lamar Odom, Grant Hill, Ronnie Turiaf, Ryan Hollins e Jamal Crawford. Ou seja: perderá importante tempo para buscar entrosamento e decifrar as novas jogadas que serão criadas por conta da mudança da equipe.

Lá como cá, disse eu, é tudo igual. Jogador vai pra seleção, que não paga nem um centavo sequer ao time e ainda por cima o devolve machucado.

Aqui é assim também quando o assunto é esta desagradável seleção brasileira de futebol. Um porre; não tem nada mais inconveniente do que este selecionado que não para de jogar e arrebenta os times durante a temporada.

Vejam o caso do Neymar: o Santos o empresta gratuitamente à seleção, quando a seleção deveria pagar pelos dias que fica com o jogador. Não paga nada e ainda o entrega arrebentado. E o Santos pagará a Neymar nesta temporada R$ 36 milhões, que se traduzido em moeda norte-americana teremos algo em torno de US$ 18 milhões; ou seja, o mesmo salário de CP3 no Clips.

E não me venham com essa de que não é o Santos quem paga a totalidade deste salário. Verdade, o clube paga um terço disso, os outros dois terços vêm de receitas criadas pelo clube e não por nenhum benfeitor.

Além disso, neguinho que não torce para o Santos (ou para o São Paulo se o exemplo for o Lucas; ou para o Inter, se o exemplo for o Leandro Damião), neguinho não torce para qualquer um desses times ainda fica enchendo o saco se o jogador não atua bem. Ora, vão todos plantar batatas!

Lucas, Damião e Neymar (foto) não são da seleção. Eles pertencem a seus clubes, que os emprestam à seleção, que não paga nada, devolve jogador baleado e os caras ainda têm que ouvir encheção de saco de torcedor de outro clube que fica criticando os caras porque eles não ganharam a medalha de ouro olímpica!

É o que eu sempre digo: não está satisfeito, devolve os jogadores para seus clubes. Lá eles fazem muita falta.

Agora o mesmo se passa em LA com CP3. Vejam o prejuízo que o Clips vai ter ao perder seu armador por dois meses!

Com certeza o início da competição estará comprometido. Os caras vão ter que se entrosar jogando. As jogadas serão conhecidas à medida que o tempo passa.

E quem pagará por isso? Ninguém.

Dane-se o Clips, como danem-se o Santos, o São Paulo e o Inter.

Como tenho dito na Rádio Jovem Pan: bem que essa frescura de seleção poderia acabar. O ideal seria reunir os caras dois meses antes do Mundial e ponto final. Mas não, fica uma chupinhação de quatro anos, lesando clubes e torcedores.

O Atlético Mineiro faz uma campanha maravilhosa nesse primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Mas o Santos, o São Paulo e o Inter não puderam contar com seus principais jogadores durante quase todo esse turno inicial. Então eu pergunto: essa liderança do Galo realmente reflete a realidade?

Na NBA vai ocorrer o mesmo. Certamente o Clips vai perder jogos por conta disso tudo que eu disse acima. Aí eu volto a perguntar: será que seria assim se a lesão de CP3 não tivesse ocorrido?

Olimpíadas são muito legais, Copa do Mundo de futebol é muito legal também. Mas os times são muito mais importantes do que os selecionados.

Por isso eu discordo de David Stern quando ele propõe o limite de idade de 23 anos para o torneio de basquete. Se eu fosse a NBA, não liberaria os jogadores e faria os EUA disputarem as Olimpíadas novamente com os jogadores universitários.

Os profissionais custam muito dinheiro às franquias. Essa lesada que elas sofrem, a mim, é um escândalo.

Claro que Stern e a NBA não querem isso. Eles querem seus jogadores enfrentando a molecada do resto do planeta e eles ganhando (como vão ganhar) a medalha de ouro. E o mundo dizendo que o futuro da NBA será sensacional por causa da medalha de ouro olímpica conquistada pela molecada norte-americana.

Repito: uma vergonha, uma chupinhação e uma encheção que não têm fim.

Lá e cá.

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012 NBA | 13:47

PORTLAND, UM TIME E SEU TRAUMA

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Durante a transmissão do jogo Atlanta x Miami, Charles Barkley mandou o seguinte: “O Portland é o melhor time da NBA no momento”.

Foi com esta frase na cabeça que eu assisti ao combate entre Portland e Lakers. E gostei muito do que vi.

Não sei se o Portland é o melhor time da NBA, mas que está entre os melhores, neste momento, isso está. Na vitória de ontem diante do Lakers, em seu Rose Garden (20.444 torcedores, lotação completa), por 107-96, o Blazers comportou-se como um time que tem sérias pretensões neste campeonato.

A harmonia de seu jogo chamou a atenção. Marcou e atacou com a mesma precisão. As bolas longas do Lakers, por exemplo, foram muito bem vigiadas, tanto que o time da Califórnia errou todos os seus 11 arremessos. Kobe, que terminou com 30 pontos, fez 0-4 e só não foi pior que Steve Blake, que fez 0-5.

Tão importante quanto marcar fora foi a defesa no jogo interior. Andrew Bynum, que vinha sendo um terror para seus adversários, entrou no segundo tempo com 14 pontos e 7-7 nos arremessos. Vinha dominando completamente Marcus Camby.

Foi então que o técnico Nate McMilan, um especialista em defesa (faz parte do “staff” da seleção dos EUA, cuidando exatamente deste aspecto do jogo), tirou Camby e colocou o veterano Kurt Thomas, 39 anos, o jogador mais velho em atividade na NBA. Faltavam 3:19 para o final do quarto quando Thomas (foto) entrou e limitou Bynum, a partir daí, a apenas cinco pontos apenas, sendo que três deles foram através de lances livres.

Aliás, a defesa do Portland neste período foi espetacular, o alicerce para a vitória que se consumou ao final da contenda. O Blazers venceu o período por 32-18 e limitou o Lakers a 5-20 (25,0%) de seus arremessos.

Controlado Bynum e os chutes de longa distância, o Portland concentrou sua atenção no jogo ofensivo. Como Bynum é um jogador lento, os anfitriões passaram a explorar o “fast break”.

Foram 11 pontos de contra-ataque durante todo o jogo, nove deles no terceiro quarto, que, como vimos, foi o período em que o Blazers venceu a partida.

Além de formar um conjunto interessante, o Portland tem jogadores não menos.

LaMarcus Aldridge é a referência do time. Não chega a ser um “franchise player”, mas o cara impõe respeito. Terminou a partida com 28 pontos e dez rebotes. Na temporada, tem média de 23,2 pontos por jogo.

Gerald Wallace (foto abaixo), que chegou na temporada passada, é outro jogador muito importante. Não tem a mídia de muitos outros, mas é extremamente eficiente.

Deixou a quadra com 31 pontos, dez deles no terceiro período. Marcou Kobe no final e controlou a estrela adversária. Tem 17,2 pontos de média na temporada.

O jogo de transição, que levou o Lakers à loucura no terceiro quarto, foi comandado pelo armador Raymond Felton. Rápido, preciso nas infiltrações e nas assistências, Felton tem médias de 12,0 pontos e 7,5 assistências na temporada.

Descoberto pelo aposentado treinador Jerry Sloan, Wesley Matthews é outra preciosidade do time do Oregon. Você sabia que Wesley não foi draftado? Ele apareceu em dois “summer camps” em 2009, jogando pelo Sacramento e depois pelo Utah. Sloan, depois do que viu, ofereceu um contrato para o jogador.

Na temporada passada, já atuou pelo Blazers. Nesta, continua a pavimentar sua estrada dentro da liga. No jogo de ontem, foram 16 importantes pontos (3-4 nas bolas de três). Na temporada, está com 15,5 pontos de média.

Do banco vem Jamal Crawford. Foi ativo especialmente no segundo tempo, quando marcou 13 de seus 17 pontos, oito deles no quarto final. Jamal provoca estragos na defesa adversária, esta é a sua especialidade. Tem 14,2 pontos de média neste início de competição.

Outro reserva de destaque é o francês Nicolas Batum. Ontem esteve discreto, anotou apenas dois pontos, mas tem sido muito eficiente na temporada: é outro que tem um duplo dígito de média no torneio, com exatos dez tentos por partida disputada.

Também durante o confronto entre Atlanta e Miami, Charles Barkley, que fez parte do “Dream Team” dos Jogos Olímpicos de Barcelona-92, eleito um dos 50 maiores jogadores da história da NBA, mandou outra: “O mais difícil num jogo de basquete é o arremesso. Esse é o aspecto mais complicado do jogo”.

Pois bem, um time que tem nada menos do que seis jogadores com duplo dígito de média, que conta com uma defesa eficiente e que tem em seu ginásio um dos mais quentes da liga, é de fato um contendor de respeito nesta temporada.

O meu temor em relação ao Portland é que a história dos últimos anos se repita novamente: entra sempre como uma das forças do Oeste, mas nunca chega. Nem final de conferência disputa.

E por que isso ocorre? Não sei dizer. Desconfio que tenha a ver com o emocional, algo relativo a confiança, pois o time é bom e mete medo nos adversários.

Mas o fato é que nunca chega.

DECISIVO

Sem contar com Dwyane Wade e LeBron James, contundidos, o que se esperava era uma vitória do Atlanta diante do Miami. Mas ela não veio.

Depois de três prorrogações, o Heat bateu o Hawks por 116-109 para surpresa geral da nação. Sim, pois o Atlanta tinha vencido o Miami, no começo da semana, no sul da Flórida, enfrentando um time completinho da silva. No dia seguinte, vendeu por um preço exorbitante a vitória ao Chicago, dentro do United Center.

Então, nada mais lógico do que a vitória de uma equipe que jogou completa diante de um time cocho.

Mas ela não veio, como vimos. E não veio principalmente por conta de um jogador: Chris Bosh.

O ala-pivô do Miami deixou a quadra exausto. Anotou 33 pontos e pegou 13 rebotes. Deu ainda cinco assistências e dois tocos.

Seu grande momento foi no final do tempo regular, quando o Atlanta vencia a partida por 93-90. CB1 (foto) recebeu a bola de Mario Chalmers e mesmo bem marcado por Marvin Williams, arremessou de três e levou o jogo para a primeira prorrogação.

Bosh mostrou ontem o Bosh dos tempos de Toronto. E mostrou ser um “clutch player”, algo que LeBron James não é.

LBJ, aliás, foi eleito o jogador da semana da Conferência Leste. São os jornalistas que votam.

Como já disse aqui, a mídia norte-americana é manipuladora. Ela quer transformar LBJ em um jogador inesquecível. Ele foi eleito o melhor da atualidade em votações realizadas por dois sites importantes: ESPN e SLAM. Foram jornalistas que votaram, volto a frisar.

LBJ precisa, no entanto, provar em quadra que é merecedor desta distinção. Precisa ser um jogador decisivo nos momentos importantes das partidas e ganhar um anel.

Aliás, a brincadeira que se faz é que deste ano não passa: LBJ vai ganhar um anel. Ele tornou-se noivo da mãe de seus dois filhos e o casamento está marcado para o verão norte-americano.

As alianças já foram compradas.

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011 NBA | 18:45

RICHARD HAMILTON NÃO É DWIGHT HOWARD, MAS PODE SER BASTANTE ÚTIL AO CHICAGO

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O Chicago contratou na noite de ontem o ala-armador Richard “Rip” Hamilton. O ex-jogador do Detroit Pistons vai receber US$ 10 milhões por duas temporadas, sendo que o Chicago tem a opção de fazer valer mais uma, pela qual terá de pagar US$ 5,15 milhões.

Não era exatamente o jogador que eu imaginava que o time deveria adquirir para melhorar sua qualidade e tentar chegar novamente à final da NBA. Mas Hamilton (foto) pode ser muito útil para o sistema de Tom Thibodeau e também para o armador Derrick Rose.

“Minhas assistências vão aumentar”, disse um entusiasmado D-Rose, assim que soube da contratação de Hamilton. De fato, o armador do Bulls tem tudo para se ver em melhor posição no ranking das assistências nesta temporada.

Rip é cestinha, mas não é fominha; diga-se. Tanto assim que em suas 12 temporadas na NBA, em apenas duas delas ele igualou ou ultrapassou a barreira dos 20 pontos por jogo.

A primeira vez que isso ocorreu foi no campeonato de 2001-02, com a camisa do Washington, quando anotou exatos 20 tentos de média. No torneio de 2005-06, a média subiu um tiquinho de nada: 20,1 pontos.

Como disse, Rip está há 12 temporadas na NBA. Não é mais uma criança. Completará 34 anos em fevereiro próximo.

Seu biótipo, no entanto, o favorece. Ele é “levezinho”, como o centroavante Liedson, do Corinthians. Por parecer uma folha de papel, jamais judiou de suas articulações, o que ocorre com frequência com os brutamontes.

Portanto, acho que ele ainda pode continuar a ser aquele jogador rápido, ágil, dos tempos de Washington e Detroit, que usava a velocidade e os corta-luzes dos pivôs para se livrar da marcação e fazer seus arremessos. E quando a bola chegava em suas mãos, o arremesso vinha imediatamente, ainda em movimento, para não dar a menor chance de recuperação para o oponente.

Não me lembro de nenhuma contusão grave em sua carreira. Mas vejo que nas duas últimas temporadas ele jogou um total de 101 contendas, assim distribuídas: 46 em 2009-10 e 55 no torneio passado. Nesta última temporada, é bom registrar, viu sua média de pontos cair para apenas 14,1 pontos por cotejo, número esse não inferior apenas à sua primeira temporada, quando anotou 9,0 pontos por jogo.

Como disse anteriormente, Hamilton pode ser muito útil para o sistema de Tom Thibodeau e também para o armador Derrick Rose. Mesmo aos 34 anos.

QUINTETO

Com a contratação de Richard Hamilton, é inegável que o Chicago ganhará em experiência. Nem é preciso falar sobre isso. O que eu quero dizer é que com a contratação de Rip, é inegável também que o Bulls terá mais uma alternativa de ataque.

Com ele em quadra, muito da pressão sairá dos ombros de Derrick Rose. A partir de agora, na última bola, por exemplo, dá pra confundir o adversário. Ano passado, o mundo sabia que ela cairia nas mãos de D-Rose e ele teria que decidir, pois seus companheiros não mostravam colhões para ter a última bola nas mãos.

Como ficará o time? Fácil resposta:

Derrick Rose
Richard Hamilton
Luol Deng
Carlos Boozer
Joakim Noah

Esse deve ser o time que sairá jogando. Como eu montaria? Fácil resposta: Taj Gibson no lugar de Carlos Boozer.

Mesmo experiente, forte pra burro, cara de mau, Booz afinou bonito na série diante do Indiana, nos playoffs passados. Em muitos momentos dos confrontos, os jogadores do Pacers partiram pra ignorância na tentativa de igualar o jogo na base da violência. E Booz parecia um vira-lata acuado.

E com a bola nas mãos deixou muito a desejar. Na marcação também foi deficiente, tanto que Thibs, nos momentos cruciais, sempre colocava Taj em quadra.

PROJEÇÃO

Até aonde pode chegar o Chicago? Essa é a pergunta que muitos se fazem.

Bem, o Miami segue intacto em suas principais peças. E ainda adicionou Shane Battier (foto), um Meta World Peace sem grife: marca super bem.

O New York ganhará consistência defensiva com a chegada de Tyson Chandler. Com ele, o garrafão do Knicks será mais respeitado.

Quanto aos demais, o Boston está numa apatia preocupante. Aliás, preocupante parece ser o estado de saúde de Jeff Green. Ele não participou dos quatro treinos que o time fez nesta temporada e a direção do Boston não dá detalhes.

Mas vamos seguir com nossa análise. O Boston, como vimos, segue passivo. O Atlanta não tem estofo para incomodar ninguém além da primeira rodada dos playoffs. O Orlando segue um ponto de interrogação, pois não se sabe o que vai acontecer com Dwight Howard.

Ah, sim, tem o Indiana, que eu acabei de dizer que comportou-se mal nos playoffs passados. Agora reforçado com David West e George Hill, o time está bem mais forte e espero que jogue bola ao invés de dar porradas. E o técnico Frank Vogel foi efetivado merecidamente no cargo (aliás, ele não é a cara do Bassul?).

Portanto, neste momento, creio que os melhores do Leste são, nesta ordem:

1) Miami Heat
2) Chicago Bulls
3) New York Knicks
4) Boston Celtics (em respeito ao Big Three)
5) Indiana Pacers
6) ?
7) ?
8) ?

Rapidinhas

Jamal Crawford assinou um contrato de dois anos com o Portland Trail Blazer e vai receber um total de US$ 10 milhões… Carl Landry renovou com o New Orleans por mais uma temporada; US$ 8,75 milhões… Reggie Williams é jogador do Golden State, que vai usá-lo por uma temporada, pagando um total de US$ 5 milhões.

LEAGUE PASS

Rapaziada, seguinte: eu ainda não assinei o NBA League Pass. Vou esperar pelo final de dezembro, quando o meu cartão de crédito fecha a conta. Assim, a assinatura cairá na fatura de fevereiro. Em tempos bicudos, a gente tem que ser esperto.

Digo isso porque muitos de vocês estão me perguntando o que fazer em caso de dificuldade para assinar o pacote. E eu não sei responder.

O que sugiro é procurar um amigo ou familiar que costuma fazer compras pela internet. Essa pessoa saberá como resolver essa questão.

O que eu me lembro é que nas duas temporadas passadas não houve qualquer dificuldade para assinar o pacote.

A única coisa que eu posso dizer é que uma conexão com dois mega é suficiente para garantir qualidade de transmissão. Menos que isso haverá comprometimento da imagem.

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011 NBA | 18:39

DERON WILLIAMS DIZ QUE CHANCE DE FICAR NO NEW JERSEY É DE 90%

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A principal notícia desta segunda-feira vem de New Jersey: Deron Williams afirmou que a chance de ele renovar com o Nets é de 90%. Bem, se isso realmente acontecer, jogar no New Jersey passa a ser muito interessante.

D-Will, vocês sabem a minha opinião, é um dos melhores armadores da NBA. Do nível de Chris Paul. Ele consegue fazer o time jogar e jogar também. Ao contrário deste velho Jason Kidd, por exemplo, que quando faz o time jogar, ele mesmo não consegue jogar — e o oposto neste caso é verdadeiro.

Rumores dão conta de que o Nets estão de olho em Nenê Hilário. Se D-Will (foto) assinar um longo contrato, vale a pena o brasileiro fazer o mesmo.

Quatro anos, ganhando uma bolada. E num time que pode ser muito competitivo, pois teria D-Will, Anthony Morrow, Travis Outlaw, Nenê e Brook Lopez. No banco ainda tem o Jordan Farmar.

O “cap” do Nets, hoje, está em US$ 39,8 milhões. A franquia ainda pode utilizar a cláusula da anistia para dispensar Johan Petro, que ganha US$ 3,2 milhões. A folha de pagamento cairia para US$ 36,6 milhões.

Como o teto para esta temporada foi estipulado em US$ 58 milhões e os times ainda contam com uma bonificação de US$ 13 milhões sem ter de entrar no “Luxury Tax”, o New Jersey poderia oferecer o máximo para Nenê. Algo em torno de US$ 16 milhões por temporada, num contrato total de US$ 64 milhões por quatro anos.

E sobraria grana para o time continuar investindo. Poderia oferecer contratos para Caron Butler, Jamal Crawford e Jason Richardson, por exemplo. Ou se preferir um mais jovem, Thaddeus Young.

Como disse, a principal notícia desta segunda-feira.

TEXAS

Nenê, todavia, na tarde desta segunda-feira (enquanto escrevo este texto) está reunido com executivos do Houston Rockets. O encontro é em Denver, segundo informações do jornal “Houston Chronicle”.

Participam da reunião o técnico Kevin McHale e o gerente geral da franquia, Daryl Morey. Os texanos procuram um “big guy” para substituir Yao Ming, que, infelizmente, aposentou-se por conta de sérias lesões nos pés.

Vamos ficar no aguardo de informações. Se algo importante surgir, eu conto pra vocês.

CALIFÓRNIA

Agora, Lakers. Os amarelinhos de Los Angeles não param. Três jogadores estão na alça de mira da franquia: Dwight Howard, Chris Paul e Andre Iguodala.

Pelos três, o Lakers estaria oferecendo Andrew Bynum (CP3), Pau Gasol (DH) e Lamar Odom (Iguodala). Claro que mais uma coisinha aqui, outra ali, pra fechar a conta.

Seria realmente espetacular se isso acontecer. Mas o New Orleans disse que quer não apenas qualidade, mas também quantidade. Portanto, apenas Bynum é muito pouco. E pegar draft do Lakers é pegar coisa nenhuma, pois o time estará sempre entre os melhores e seu recrutamento é sempre alto.

O Orlando talvez aceite Gasol pelo Super-Homem, pois ele corre o risco de ficar com as mãos abanando.

Quanto a Lamar por Iguodala, o Sixers estaria trocando um jogador de 27 anos por um de 32. Estaria trocando um jogador que não cria problemas por um veterano que não sabe se foca sua atenção nas quadras ou no “reality show” que faz com a mulher.

ARIZONA

De Phoenix vem a notícia de que o Suns vão dispensar Vince Carter. O contrato de “Vinsanity” possibilita à franquia exercer ou não seu último ano.

Dispensando Carter (foto), o Phoenix economizaria exatos US$ 18 milhões.

E se exercer a cláusula da anistia, pode dispensar Josh Childress e economizar outros US$ 6 milhões.

Isso daria um total de US$ 24 milhões. Caramba, dinheiro pra ninguém botar defeito. Dinheiro pra contratar Dwight Howard e Chris Paul.

Até porque Steve Nash está no bico do corvo. E, dizem, poderia até mesmo assinar com o Miami à procura de um anel, o que ele não conseguiu em sua brilhante carreira.

TIC-TAC

Enfim, é esperar. É olhar para o relógio e aguardar o passar das horas pra ver se algo surge.

Lembrando sempre que na manhã desta segunda-feira os times foram autorizados pela NBA a conversar com jogadores. Mas propostas, mesmo, apenas a partir do dia 9.

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011 NBA | 17:20

ESPECULAÇÕES COMEÇAM NA NBA: NENÊ PODE IR PARA O GOLDEN STATE OU INDIANA

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Os agentes livres desta temporada só vão poder conversar com equipes a partir do dia 9 de dezembro. Antes disso, nada feito. Portanto, os times terão apenas 16 dias para montar seus elencos.

Lá nos EUA é igual aqui no Brasil: a mídia adora especular. Os rumores, portanto, começam a ganhar corpo e já se fala sobre quem fica, quem sair e pra a aonde vai.

Nenê Hilário (foto), por exemplo, que figura na maioria das listas como o principal “free-agent” desta temporada, pode: 1) Renovar com o Denver; 2) Assinar com o Golden State; 3) Ir para o Indiana.

Desses três times, acho que Nenê deveria assinar com o Denver. Mas se fosse ele procuraria uma equipe melhor. Os três não são dignos, neste momento, de seu basquete.

O Indiana, dizem, se não fisgar Nenê correrá atrás de Paul Millsap, do Utah Jazz. Duas outras opções do Pacers: Carl Landry (New Orleans) e David West (New Orleans).

Já o Golden State, se não conseguir o são-carlense, vai atrás de: 1) Marc Gasol (Memphis); 2) Tyson Chandler (Dallas); 3) DeAndre Jordan (Clippers); 4) Sam Dalembert (Sacramento).

Mais do GSW: o time da Bay Area quer Brandon Roy (Portland).

Por falar no pivô haitiano naturalizado canadense, o New York também estaria interessado em Dalembert. Miami e Houston também teriam demonstrado vontade de contratá-lo.

O que eu acho? Furo n’água; Dalembert é preguiçoso, não vale o investimento.

Dois baixinhos que estarão livres no mercado são Jamal Crawford (Atlanta) e J.J. Barea (Dallas). O Lakers, dizem, namora os dois. Jamal, no entanto, pode voltar para o New York.

Uma coisa é certa: Crawford não fica na Geórgia.

Por falar em Lakers, o time de Los Angeles espera tirar proveito da nova lei de anistia do CBA que permite aos times cortar um de seus jogadores sem que esse contrato fique atrelado ao “salary cap”.

Rashard Lewis (Washington) e Baron Davis (Cleveland) são fortíssimos candidatos a serem dispensados por conta de seus altos salários. Rashard tem o segundo maior pagamento da NBA na atualidade (US$ 22,1 milhões por temporada, atrás apenas de Kobe Bryant, US$ 25,2 milhões), enquanto que Baron Davis não fica atrás (US$ 13,9 milhões).

Tudo indica que Washington e Cleveland vão dispensar os dois. Neste caso, eles ficariam com uma mão na frente e outra atrás. Ou seja: na rua da amargura.

Davis faz sentido, pois o time de Los Angeles precisa mesmo de um armador, pois Derek Fisher está velho. Mas para o lugar de Rashard há Lamar Odom. A menos que Lewis seja efetivado finalmente em sua verdadeira posição: ala.

Com a irregularidade e as maluquices de Ron Artest (ou Metta World Peace?), faz sentido.

Mas parece que o Lakers quer mesmo um ala de força. Tanto assim que os rumores também levam Andre Kirilenko para LA.

Por falar nesta nova lei de anistia da NBA, Gilbert Arenas é outro que deverá receber um pé nos fundilhos. Ele tem contrato que garante a ele US$ 62,4 milhões nos próximos três anos. Acho difícil que o Orlando não o dispense.

NA MÃO

Os times europeus que fizeram investimentos e estardalhaços ao contratar jogadores na NBA agora estão numa situação complicada.

Deron Williams (foto) deixará o Besiktas da Turquia e voltará para o New Jersey. Nicolas Batum dará adeus ao Nancy da França e voltará para o Portland. Omri Casspi fará o mesmo com o Maccabi Tel Aviv e regressará ao Cleveland, mesma atitude tomará Boris Diaw em relação ao JSA Bordeaux aterrissando em Charlotte. Danilo Galinari voltará imediatamente ao Denver depois de ter tido o gosto de jogar novamente na Itália (Olimpia Milano). E por falar em Denver, outro reforço do time colorado será Ty Lawson, que estava no Zalgiris Kaunas da Lituânia. Andrei Kirilenko, como vimos, não mais jogará pelo CSKA de Moscou, mas ainda não tem futuro definido na NBA.

Tyreke Evans nem chegou a vestir a camisa do Roma italiano: terá de regressar ao Sacramento com o fim do locaute.

Um jogador, no entanto, está inclinado a ficar na Europa: Rudy Fernandez. O ala, que acertou com o Dallas no final da temporada passada, joga agora no Real Madrid.

Rudy está feliz na capital espanhola. Por conta disso, os dirigentes merengues vão conversar com Mark Cuban e tentar convencê-lo a dispensar o jogador, usando exatamente a nova lei de anistia da NBA.

Não será fácil, pois Rudy é ótimo jogador e o Dallas o quer de qualquer maneira. Rudy, aliás, foi um pedido do técnico Rick Carlisle.

EPÍLOGO

Vamos aguardar pelos próximos passos. Muitas novidades vão surgir; muitas especulações ocorrerão.

É a vida voltando ao normal; felizmente.

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domingo, 3 de julho de 2011 NBA | 22:53

O COMPROMETIMENTO DOS TIMES COM O ‘SALARY CAP’

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Embora a NBA esteja em locaute neste momento e a gente nem saiba ainda se teremos ou não a próxima temporada, muito se pergunta sobre reforços e muito se questiona a respeito dos free-agents.

Nenê pode ir para o Boston? Caberia no Lakers? E que tal no Miami? E Marc Gasol, pode ir para Los Angeles juntar-se ao irmão? E J.J. Barea, pode jogar no Heat, seu rival na decisão do último campeonato? Que tal David West no New Jersey? E Tyson Chandler, vai pra onde?

Há outros free-agents no mercado que despertam interesse em times da NBA, como Richard Jefferson, Jason Richardson, Jamal Crawford, Wilson Chandler, DeShawn Stevenson, Caron Butler, Grant Hill, Tayshaun Prince, Samuel Dalembert, entre outros.

Mas como estão os times neste momento? Quem pode de fato contratar?

O “Salary Cap” da última temporada foi de US$ 57,04 milhões. Com a “Luxury Tax” (LT), podia-se chegar a US$ 70,30 milhões.

O comprometimento dos times com a folha de pagamento levando-se em conta a temporada 2011/12 é este:

Denver: US$ 29,660,238 – pode investir US$ 28,383,762
Sacramento: US$ 30,239,949 – pode investir US$ 27,804,051
Indiana: US$ 37,637,644 – pode investir US$ 20,406,356
New Jersey: US$ 40,921,102 – pode investir US$ 17,122,898
New Orleans: US$ 44,481,930 – pode investir US$ 13,562,070
Clippers: US$ 45,419,032 – pode investir US$ 12,624,968
Washington: US$ 45,884,529 – pode investir US$ 12,159,471
Toronto: US$ 47,129,132 – pode investir US$ 10,914,868
Charlotte: US$ 47,631,491 – pode investir US$ 10,412,509
Detroit: US$ 47,862,792 – pode investir US$ 10,181,208
Houston: US$ 48,383,963 – pode investir US$ 9,660,307
Minnesota: US$48,539,139 – pode investir US$ 9,504,861
Golden State: US$ 49,168,672 – pode investir US$ 8,875,328
Milwaukee: US$ 51,551,140 – pode investir US$ 6,492,860
Oklahoma City: US$ 53,314,231 – pode investir US$ 4,729,769
Philadelphia: US$ 54,117,265 – pode investir US$ 3,926,735
Memphis: US$ 55,225,383 – pode investir US$ 2,818,617
Cleveland: US$ 55,623,737 – pode investir US$ 2,420,263
Utah: US$ 57,017,627 – pode investir US$ 26,373
New York: US$ 60,610,763 – excedeu o “cap” em US$ 2,566,763 mas está abaixo da LT
Dallas: US$ 61,718,348 – excedeu o “cap” em US$ 3,674,348 mas está abaixo da LT
Boston: US$ 64,377,513 – excedeu o “cap” em US$ 6,333,513 mas está abaixo da LT
Chicago: US$ 64,429,940 – excedeu o “cap” em US$ 6,385,940 mas está abaixo da LT
Miami: US$ 65,575,553 – excedeu o “cap” em US$ 7,531,553 mas está abaixo da LT
Phoenix: US$ 65,831,176 – excedeu o “cap” em US$ 7,787,176 mas está abaixo da LT
Atlanta: US$ 66,496,237 – excedeu o “cap” em US$ 8,452,237 mas está abaixo da LT
San Antonio: US$ 73,096,214 – excedeu o “cap” em US$ 15,052,214 e está acima da LT
Portland: US$ 73,423,562 – excedeu o “cap” em US$ 15,379,562 e está acima da LT
Orlando: US$ 76,215,248 – excedeu o “cap” em US$ 18,171,248 e está acima da LT
Lakers: US$ 91,113,227 – excedeu o “cap” em US$ 33,069,227 e está acima da LT

Com base nisso, vemos que San Antonio, Portland, Orlando e Lakers só podem reforçar seus times se fizerem trocas ou pagarem multas para dispensar jogadores.

New York, Boston, Dallas, Chicago, Miami, Phoenix e Atlanta ainda podem investir, desde que se utilizem a “Luxury Tax”. Ou seja: pra cada dólar ultrapassado, paga-se a mesma quantia de multa. Quer dizer: se uma franquia investe US$ 10 milhões em um jogador, paga US$ 10 milhões para a NBA de multa.

Os que podem investir neste momento, sem ter que apelar à “Luxury Tax” (mas se quiserem também podem), são: Denver, Sacramento, Indiana, New Jersey, New Orleans, Clippers, Washington, Toronto, Charlotte, Detroit, Houston, Minnesota, Golden State, Milwaukee, Oklahoma City, Philadelphia, Memphis, Cleveland e Utah.

Isso tudo, é claro, levando-se em conta o “Salary Cap” da temporada passada. Como vai ser daqui para frente, ninguém sabe ainda.

Mas, se um acordo ocorrer, muitos acreditam que pouca coisa vai mudar. Portanto, dá para se ter uma ideia do que os times podem fazer.

Dos jogadores mencionados, Nenê, por exemplo, abriu mão de um salário de US$ 11,4 milhões para testar o mercado. Pode, é claro, acertar com o próprio Denver.

Mas vejam, por exemplo, que o Miami não tem como oferecer o mesmo dinheiro para Nenê no momento. A menos que o brasileiro faça o “sign and trade”, ou seja, assine com o Denver e o Nuggets faça uma troca com o Heat para ficar com o jogador.

Chandler tem um contrato de US$ 12,6 milhões com o Dallas. Marc Gasol, US$ 4,5 milhões com o Memphis. David West, US$ 8,3 milhões com o New Orleans.

De momento, então, vocês já têm uma ideia do comprometimento da folha salarial das equipes. Usem a imaginação e tentem resolver os problemas de seus times do coração.

Se houver alguma dúvida quanto a salário de jogador, é só perguntar.

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sábado, 7 de maio de 2011 NBA | 12:36

A HISTÓRIA DE UM E DE OUTRO

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A matéria enviada pela agência de notícias Associated Press diz o seguinte em seu primeiro parágrafo: “Finalmente o verdadeiro Chicago apareceu nos playoffs”. Eu abriria o texto de maneira diferente: “Finalmente o verdadeiro Derrick Rose apareceu nos playoffs”.

É certo que o texto da AP continua e diz: “Naturalmente, Derrick Rose liderou o time”. Mas eu continuaria: “Naturalmente, quem ganhou com isso foi o Chicago, que venceu e recuperou a vantagem de quadra”.

Alguém pode dizer: “Sormani, a ordem dos fatores não altera o produto”. Altera sim; o Chicago depende de D-Rose, como todos os grandes times dependem de um grande jogador. Se ele não joga, por mais que o coletivo funcione, não tem como ser campeão.

D-Rose jogou uma barbaridade ontem em Atlanta. Foi o responsável pela vitória de 99 a 82, que poderia ter sido muito mais acachapante. Poderia ter passado a barreira dos 20 pontos. Aliás, passou, chegou em 22, mas o time aliviou no final e o Hawks tirou um pouco a diferença.

D-Rose mostrou por que foi eleito o MVP da temporada. Anotou 44 pontos — seu recorde não apenas em playoffs, mas em toda a carreira. Teve um ótimo aproveitamento: 16-27 (59,2%). Desse total, foram 4-7 (57,1%) nas bolas de três e 8-9 (88,9%) nos lances livres. Em pontos, foram assim dispostos:

Garrafão — 12 pontos
Meia distância — 12 pontos
Linha dos três — 12 pontos
Lance livre — oito pontos
Total — 44 pontos

Ou seja: não tinha o que fazer. Flutua? Ele acerta de meia e longa distância. Aperta? Ele infiltra. Congestiona o garrafão? Rápido do jeito que ele é, comete-se falta e ele vai para a linha do lance livre.

Foi uma atuação gigantesca.

No primeiro quarto ele fez 17 dos 29 pontos do Chicago. No segundo, apenas quatro, mas atuou 6:53 minutos. No terceiro, foi responsável, em pontos ou assistências, por 20 dos 24 tentos que o time anotou. E no quarto derradeiro fez dez dos 19 pontos que do Bulls.

O jogo de ontem foi o terceiro seguido que D-Rose arremessou 27 bolas contra o aro adversário. Mas nos dois primeiros, ele combinou para 21 acertos, o que deu um aproveitamento de 38,9%. Ontem, como vimos, subiu para 59,2%.

“É duro marcá-lo”, disse Jeff Teague, que vinha tendo sucesso na empreitada. “Quando suas bolas caem, ele é o MVP”, concluiu.

Teague sabe do que fala, pois, dos 44 pontos, 26 foram feitos enquanto ele marcava o armador do Chicago. Aliás, os pontos foram assim dispostos diante de seus marcadores:

Jeff Teague — 26 pontos (11-18)
Jamal Crawford — seis pontos (2-2)
Demais marcadores — 12 pontos (3-7)

Jon Greenberg, que escreve para o site da ESPN, no meio do texto em que exalta D-Rose escreveu algo que eu usarei para fechar o meu texto:

“Rose adicionou (aos seus pontos) sete assistências, cinco rebotes e cinco sorrisos”. Sim, D-Rose voltou a sorrir (Foto AP). E estando feliz é um jogador difícil de ser marcado.

Ele mostrou isso ontem à noite na Philips Arena.

OBSERVAÇÕES

O Chicago venceu a batalha no garrafão: apanhou 47 rebotes contra 34 do Atlanta. Joakim Noah pegou 15 e foi o reboteiro do time, seguido por Taj Gibson com 11. Josh Smith pegou 13 para o Hawks e nenhum outro jogador do time da casa chegou ao duplo dígito nos ressaltos.

Kyle Korver voltou a derrubar suas bolas de três. Foram 3-4. Terminou a partida com 11 pontos. Quando seus tiros acertam o alvo, alivia muito a pressão em cima de Derrick Rose e, consequentemente, do time. E Gibson, que pegou 11 rebotes, como vimos, anotou 13 pontos. Foi o único jogador do Bulls a ter um “double-double” no embate.

A marcação do Chicago foi tão eficiente que o Atlanta conseguiu arremessar apenas seis bolas de três. Encestou só uma, com Joe Johnson, o que deu um aproveitamento de 16,7%. Por falar em J.J. ele anotou apenas dez pontos (4-12). Jamal Crawford, o outro artilheiro do time, fez 7 (3-7).

Os dois combinaram para 17 pontos, com um aproveitamento de 36,8% (7-19). Na vitória do Hawks no jogo 1 da série, em Chicago, por 103 a 95, os dois foram responsáveis por 56 pontos da equipe. Tiveram um aproveitamento de 58,8% (20-34).

Josh Smith foi o melhor jogador do Atlanta. Mas a torcida está no pé dele. Foi vaiado em muitos momentos do jogo quando errava seus tiros. Acabou a partida com 7-14 (50,0%).

No total, nesta série diante do Chicago, atingiu o alvo só em 14 de seus 39 arremessos, o que dá um percentual de acerto de apenas 35,9%. Muito baixo para quem joga como ala-pivô e fica muito tempo perto da cesta.

No jogo de ontem, os lances livres também comprometeram o desempenho do time: 15-25 (60,0%). Josh foi o principal responsável pela debacle: 3-8 (37,5%).

CONCLUSÃO

A série está aberta, mas é evidente que depois da vitória de ontem o Chicago ganha uma força moral muito grande. No confronto diante do Indiana o time só conseguiu jogar bem a última partida, mas ela foi no seu United Center. Ontem o time jogou uma enormidade fora de casa.

FIM DA LINHA

Só um milagre. Sim, só um milagre fará do Lakers um time finalista na Conferência do Oeste.

No confronto de ontem diante do Dallas, teve o jogo nas mãos. No final, voltou a falhar.

Derek Fisher teve grande responsabilidade na derrota. A falta que ele fez em Jason Terry no final do jogo e o passe errado que ele deu para Lamar Odom, longo em seguida, foram lamentáveis. Um jogador com a experiência dele não pode fazer a falta que fez e nem errar um passe como ele errou.

A falta foi cometida com Terry acuado na lateral da quadra e com três segundos para estourar o tempo de posse de bola. O Dallas tinha 93 a 91 e sobrariam 15 segundos para o Lakers atacar para tentar empatar ou vencer com uma bola de três.

O passe mal dado foi um lateral após pedido de tempo (Terry acertou os dois lances livres e levou o placar para 95 a 91). A bola voltou para o Dallas e com 16 segundos para o final da partida.

Um desastre.

VERDADE SEJA DITA

Ok, Fish foi muito mal, mas a atuação de Kobe Bryant foi vergonhosa. Ele não pegou na bola nos minutos finais. Como disse ontem, ele tinha que jogar no seu limite máximo para o Lakers vencer e reverter a série.

Não jogou. Arremessou apenas 16 bolas durante o jogo, 11 a menos do que Derrick Rose na vitória do Chicago diante do Atlanta. Líder do time, melhor jogador da franquia, esperança de todos, atleta que pretende desbancar Michael Jordan e ser o maior de todos os tempos não pode ter uma atuação tão desprovida de alma e coração como Kobe teve ontem à noite.

No primeiro quarto, fez duas faltas e jogou só 6:27 minutos. Anotou dois pontos, frutos de seu único arremesso no período.

No segundo quarto, jogou 11:56 minutos e anotou sete pontos, tendo atirado três bolas contra a cesta do Dallas. Bateu também um lance livre e acertou-o.

Jogou todo o terceiro quarto e arremessou seis bolas, tendo acertado três. Acabou o tempo com seis pontos e não visitou a linha do lance livre nenhuma vez.

Finalmente, no último quarto, jogou 7:35 minutos (por decisão de Phil Jackson, diga-se) e voltou a arremessar seis bolas contra a cesta do Dallas; acertou duas e anotou quatro pontos. Não bateu nenhum lance livre.

Agora, atentem a isso: Kobe (Foto AP) entrou no último quarto quando faltavam 7:35 minutos para o final. O Lakers vencia por 79 a 71. Acertou um arremesso de dois pontos a 5:46 do final e outro a 4:33. Depois disso, ele ficou 4:18 minutos seu chutar nem uma bola sequer contra a cesta do Dallas!!!

Depois de ter feito dois pontos a 4:33, ele voltou a arremessar a 15 segundos do final e tomou um toco de Jason Kidd. Três segundos depois, mandou uma bola de três que não chegou ao destino desejado.

A 4:33 minutos do final, quando acertou seu último chute, colocou o Lakers na frente em 87 a 81. Depois disso, como relatei, foram 4:18 minutos sem arremessar!!!

E o Dallas tirando a vantagem; e o Dallas tirando a vantagem. E deu no que deu.

Como disse, verdade seja dita, Fish foi mal no final, mas a derrota de ontem tem que ser creditada na conta de Kobe Bryant. Ele foi omisso no jogo quando o time mais precisou dele.

Seus números finais: 17 pontos. Fez 8-16 nos arremessos, mas 0-3 nas bolas de três e bateu apenas um lance livre na partida! Uma vergonha!

GASOL

O espanhol foi outra vergonha do Lakers. Tudo bem que marcar Dirk Nowitzki é tarefa das mais difíceis. Mas pontuar contra o alemão é das tarefas mais fáceis; o germânico parece jogador brasileiro defendendo. Ou seja: não marca ninguém.

Mesmo diante de um adversário desses, Gasol fez apenas 12 pontos, 5-13 nos arremessos. Conseguiu ir à linha do lance livre em apenas três oportunidades.

Até tapa no peito ele tomou de Phil Jackson, mas não adiantou.

“Soft”, realmente, muito “soft”.

PERGUNTA

Quem é mais “soft”? Pau Gasol ou Carlos Boozer?

DALLAS

Vamos ao Dallas, afinal, o time texano é, ao lado do Memphis, a sensação da Conferência Oeste.

Jason Kidd voltou a fazer um grande trabalho defensivo em cima de Kobe Bryant. J-Kidd conhece Kobe, não o teme, gosta de enfrentá-lo. Vem colocando Kobe no bolso nesta série.

Dirk Nowitzki (Foto AP), nem precisa dizer, é o homem deste confronto. Ontem, 32 pontos, sendo que teve um aproveitamento de 12-19 nos arremessos (63,1%). E ainda pegou nove rebotes.

Pegou nove rebotes, fez 32 pontos e botou o dedo na fuça de Pau Gasol e disse pro espanhol: “Você é soft!” Claro que ele não disse isso, é apenas um devaneio de minha parte para ilustrar a defesa que o germânico tem feito em cima de Gasol.

Tyson Chandler, coitado, vara-pau do jeito que é, magrinho e fraquinho, tem feito das tripas coração para conter Andrew Bynum. Obteve sucesso apenas no primeiro jogo. Ontem, Bynum fez 21 pontos e pegou dez rebotes. Foi o melhor jogador do Lakers.

Mas Chandler luta como um guerreiro, é de emocionar o seu esforço. Com ele, tem subtraído alguma coisa do jogo de Bynum, com certeza.

J-Kidd, Dirk e Chandler. Mas o cara do Dallas ontem foi Peja Stojakovic. Alguém em sã consciência podia imaginar que o veterano sérvio, que estava praticamente aposentado, viesse do banco e anotasse 15 pontos em momentos cruciais?

Realmente, não há como perder quando:

1) Seu melhor jogador continua em alta;
2) O melhor jogador do time adversário é omisso;
3) Vem um cara aposentado do banco e faz 15 pontos.

CONCLUSÃO

O Lakers está virtualmente. Mas ainda existe um fio de esperança — porque é o Lakers.

Se o time da Califórnia vencer o próximo jogo e repetir a dose em Los Angeles, a série ficaria em 3 a 2 para o Dallas. E a pressão aumentaria dramaticamente para os texanos.

Sim, pois eles se veriam na obrigação de ganhar o sexto jogo em casa, pois, caso contrário, a decisão voltaria para LA.

É isso que o Lakers tem que fazer; é isso que o Dallas tem que evitar.

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sexta-feira, 6 de maio de 2011 NBA | 12:54

AS CHAVES DOS CONFRONTOS DESTA NOITE

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Depois de um dia de descanso, a NBA está de volta. E dois favoritos ao título entram em quadra para tentar reverter a situação.

Às 20h de Brasília, o Chicago vai a Atlanta disposto a vencer um dos dois próximos jogos marcados para a Geórgia para, com isso, recuperar a vantagem de quadra. Às 22h30, com transmissão ao vivo pela ESPN, o Lakers leva seu drama ao Texas e tenta vencer pelo menos um jogo para não ser eliminado.

Quais são as chaves destes dois confrontos? Vamos a elas:

ATLANTA x CHICAGO

ATLANTA
1) Jeff Teague – Tem que manter o nível de marcação a D-Rose. Sua tática de “flutuar” e exigir do adversário os arremessos tem surtido efeito. Além disso, tem levado o adversário a cometer erros, como no jogo passado, quando D-Rose se equivocou em oito oportunidades;
2) J.J. – Não pode oscilar como nos dois primeiros jogos. Na primeira partida, vencida pelo Atlanta, teve um excelente desempenho nos arremessos: 12-18 (66,7%). Na derrota, sua performance baixou para 46,7% (7-15);
3) Jamal – Eleito o melhor reserva da temporada passada, Crawford foi um desastre na partida derrotada: 2-10 (20,0%). Em contrapartida, na vitória, fez 22 pontos (8-16; 50,0%). Portanto, se ele não aparecer para o jogo, vai ficar difícil para o Atlanta;
4) Josh Smith – Não vem fazendo uma boa série. Nos dois confrontos, acumulou média de 10,5 pontos e seis rebotes. Nos arremessos, 7-25 (28,0%). Muito pouco para quem joga dentro do garrafão. Tem que melhorar;
5) Rebotes – O Atlanta está apanhando do Chicago neste fundamento. Nos dois jogos, pegou uma média de 38,5 e possibilitou ao adversário 43,6. Caiu se comparado com a fase de classificação, quando pegou 45,3 por jogo e limitou o oponente a 43,0. O problema, como se vê, se resume a seus próprios rebotes;
6) Tocos – Vem muito bem neste fundamento, pois tem uma média de nove por jogo, contra 6,1 na fase de classificação. Fundamento que ajuda demais na defesa e no moral do time;
7) Kirk Hinrich – Faz muita falta, pois sem ele Teague fica sobrecarregado e Jamal tem que jogar fora de sua posição em alguns momentos do jogo.

CHICAGO
1) D-Rose – Está com 24,5 pontos de media, mas com 38,8% de aproveitamento nos arremessos. Tem que começar a encestar de média e longa distância até para evitar o desgaste físico das infiltrações. Precisa também diminuir os erros: no jogo passado, cometeu oito, como vimos;
2) Luol – O sudanês naturalizado britânico fez dois ótimos jogos diante do Hawks. Está com 17,5 pontos e 9,0 rebotes de média. Tem que continuar assim para aliviar a pressão em D-Rose;
3) Boozer – O ala-pivô tem que melhorar sua performance. Está com aproveitamento de 43,5% nos arremessos. Muito pouco para quem joga debaixo da cesta. No jogo passado, mesmo com o Bulls vencendo, ele fez 4-12;
4) C.J. Watson – Há que ser mais aproveitado. Para isso, tem que melhorar seu desempenho em quadra. No jogo passado, atuou apenas oito minutos. Se não produzir, não tem como se dar descanso a D-Rose;
5) Kyle Korver – Tem que melhorar seu desempenho nos arremessos. Não está conseguindo se livrar da marcação adversária. No jogo passado, fez 1-9 no total de arremessos, sendo que nas bolas de três teve um desempenho de 1-5;
6) Defesa – No primeiro jogo da série, vencido pelo Atlanta, o time da Geórgia teve um aproveitamento de 51,3% de seus arremessos; no segundo, vencido pelo Bulls, caiu para 33,8%. O Chicago tem que segurar o adversário neste patamar;
7) Garrafão – Este duelo é fundamental no confronto. No jogo passado, o Bulls levou a melhor em 58-39.

DALLAS x LAKERS

DALLAS
1) Dirk Nowitzki – O alemão faz uma série excelente. Está com uma média de 27,4 pontos por jogo e um desempenho de 46% nos arremessos. Para o sucesso do Dallas, é fundamental que ele continue assim;
2) J-Kidd – O veterano armador do Dallas cometeu nove erros nos dois combates diante do Lakers; média de 4,5 por partida. Tem se atrapalhado com a bola em momentos importantes. Há que se evitar isso. Experiente e ótimo marcador, tem que ser destacado para seguir os passos de Kobe Bryant nos momentos chaves do jogo;
3) J.J. Barea – O armador porto-riquenho surpreende neste confronto diante do Lakers. Está com dez pontos de média por jogo e 4,5 assistências. Tem mostrado um jogo consistente e o resultado é que tem ficado cerca de 16 minutos em quadra por partida, o que ajuda (e muito) no descanso de J-Kidd;
4) Chandler – Tem travado um duelo interessantíssimo com Andrew Bynum. Limitou o jogo do oponente no primeiro embate da série: oito pontos e cinco rebotes. É importante para o Dallas que Chandler controle Bynum;
5) Brendan Haywood – Seus números não impressionam, mas ele tem sido fundamental para o descanso de Tyson Chandler. Quando entra no jogo, tem defendido muito bem;
6) Defesa – O Mavs fez um excelente trabalho defensivo na última vitória. Segurou o Lakers em 81 pontos, quando a média do time na fase de classificação foi de 101,5. Além disso, o time angelino tinha um aproveitamento de 46,3% de seus chutes na fase regular e nesta série caiu para 41,9%;
7) 3 pontos – O rendimento do Lakers caiu nos arremessos principalmente por conta da ótima defesa dos chutes longos que o Mavs vem fazendo. Na fase de classificação, os californianos encestavam em média 35,2% de suas bolas de três; nesta série, caiu para 17,9%;

LAKERS
1) Confiança – É fundamental para o Lakers reverter esta série não perder a confiança. Se deixar de acreditar que é possível reverter, esquece;
2) Conversa – Andrew Bynum disse que o time não tem conversado em quadra. Se não houver comunicação, fica difícil, principalmente na defesa;
3) Ron-Ron – Foi expulso merecidamente no jogo passado depois de dar um tapa no rosto de J.J. Barea. Resultado: acabou suspenso por uma partida pela NBA. Vai fazer muita falta, pois, embora não defenda como na temporada passada, ainda assim pode criar armadilhas para os oponentes;
4) Matt Barnes – Sem Artest, terá papel fundamental na partida desta noite. É a chance de provar que o Lakers fez um bom investimento ao contratá-lo;
5) Defesa – Há que se defender Nowitzki. É difícil? Sim, claro que é, mas não é impossível. Lamar Odom tem se dado melhor do que Pau Gasol. Tem que ganhar mais minutos em quadra para esta missão;
6) Pontaria – Dois reservas desapontam até o momento: Shannon Brown e principalmente Steve Blake. Brown está com média de seis pontos, mas não acertou nenhuma bola de três até o momento. Blake está zerado no confronto embora tenha jogado quase que 19 minutos em média por partida;
7) Kobe – Não tem jeito: se não jogar no limite máximo de seu jogo, vai ficar difícil. Black Mamba é a chave deste confronto para o Lakers. Além disso, se sobrar a bola final, tem que derrubar; não pode falhar. Segundo levantamento do site da ESPN dos EUA, Kobe falhou em suas últimas cinco tentativas nesta temporada.

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sábado, 23 de abril de 2011 NBA | 11:30

PAUL PIERCE, O HOMEM QUE CALA O GARDEN

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Rajon Rondo teve uma atuação impressionante olhando os números, olhando o “box score”. Foram nada menos do que 15 pontos, 11 rebotes e um recorde em playoffs de 20 assistências.

Mas o cara do jogo foi Paul Pierce (Foto Getty Images). Quem viu a contenda, quem conhece a história do relacionamento entre The Truth e o Garden nova-iorquino sabe do que falo.

As manchetes hoje nos EUA retratam em letras garrafais a atuação de Pierce. Ele jogou não apenas contra o Knicks, mas também contra a ira da torcida nova-iorquina.

Os 19.763 torcedores que estiveram no Madison Square Garden lá chegaram com sangue nos olhos e ira no coração. E o alvo era Paul Pierce, um jogador que tem aniquilado os sonhos do Knicks sempre que coloca seus pés na arena mais famosa do mundo.

“Foi muito intimidante no começo”, disse Pierce sobre os gritos que vinham das poltronas. “Esta é uma torcida que bota medo. Quando eles gritavam ‘Let’s Go Knicks’, foi um dos gritos mais altos que eu já ouvi em toda a minha vida”.

E repetiu: “No começo, foi muito intimidante”.

Atrás do banco do Celtics havia um grupo especial. Sempre que The Truth pra lá se encaminhava ele ouvia um monte, os mais variados tipos de palavrões. E quando ele se encaminhava para a linha do lance livre, os insultos aumentavam, vinham em uníssono, em um coro formado por todos que estavam no ginásio.

“O mental é muito importante”, disse Pierce sobre este adversário que não tinha nome e nem feição. “O que eu procuro fazer é imaginar que os gritos são de incentivo. Procuro imaginar que estou em casa. É tudo uma questão mental. Você pode alimentar isso desta forma ou pode deixar isso te assustar e ficar nervoso. Você tem que psicologicamente encontrar maneiras de captar esta energia a seu favor. Isso é o que eu tento fazer, especialmente em situações como essas”.

E foi o que Paul Pierce fez; esteve quase que perfeito. Errou apenas cinco de seus 19 arremessos (73,7%), sendo que desses 19 tiros, oito foram de três e seis acertaram o alvo (75,0%). Visitou a linha do lance livre em quatro oportunidades e não errou de endereço em nenhuma delas.

Acabou a partida com 38 pontos numa das mais impressionantes performances de playoffs que o Madison Square Garden já assistiu em playoffs.

Das 20 assistências que Rajon Rondo deu, oito aconteceram graças à mão calibrada de Paul Pierce, o nome do jogo.

DUPLA

Paul Pierce foi espetacular porque enfrentou a marcação adversária e a ira da torcida nova-iorquina, a mais fanática da NBA, que eu costumo comparar com a torcida do Corinthians. Não é fácil enfrentar o Corinthians no Pacaembu, como não é fácil enfrentar o New York no Madison Square Garden.

Mas a gente não pode fechar os olhos para o que Ray Allen fez também. Foram 32 pontos. Foi, também, a primeira vez na era do “Big Three” que os dois combinaram para mais de 30 pontos cada um.

Nas duas primeiras partidas desta série, Allen tinha feito 7-9 nos arremessos de três. Ontem, foi 8-11 (72,7%). No geral, Allen fez 11-18 (61,1%).

Das 20 assistências que Rajon Rondo deu, como vimos, oito aconteceram graças a mão calibrada de Paul Pierce, o nome do jogo. E outras oito foram abençoadas por causa da mão certeira de Allen.

Que dupla: Pierce e Allen anotaram 70 dos 113 pontos do Boston (61,9% dos pontos). Pierce e Allen foram responsáveis por 16 das 20 assistências de Rajon Rondo.

RODADA

Os dois outros jogos da rodada foram empolgantes, mas a atuação de Paul Pierce deixou-me inebriado. Assisti o Atlanta abrir 2 a 1 na série diante do Orlando e vi o Lakers fazer o mesmo diante do New Orleans e recuperar o mando de quadra.

Mas nada que se comparasse à atuação de Paul Pierce.

O jogo de Atlanta chamou a atenção também pela confusão armada por Dwight Howard e esquentada por Jason Richardson. DH adora arrumar confusões com jogadores estrangeiros, já perceberam?

Espero que seja apenas coincidência.

Já falei aqui em xenofobia por parte dele, mas quero crer que eu esteja enganado. Ele já brigou com Nenê Hilário, Anderson Varejão, Pau Gasol, que eu me lembre, assim, rapidamente. E ontem com Zaza Pachulia.

Acho que é coincidência; espero que seja. Caso contrário, seria lamentável.

Ah, sim, a bola de três que Jamal Crawford derrubou no final da partida aniquilou o Orlando. Se não tivesse o cristal, ela passaria longe do aro. Mas ela bateu no cristal e caiu na cesta do Magic, derretendo as esperanças de vitória do time da Flórida.

A estatística mostra que o time que joga em casa e faz 2 a 1 na série ganhou 70% dos confrontos. As chances do Atlanta, portanto, são boas.

Quanto ao Lakers, eu realmente esperava por isso. Conversando com parceiros deste botequim, sempre disse: o Lakers vai a New Orleans e recupera o mando de quadra.

Não deu outra. Liderando por Kobe Bryant e seus 30 pontos, o Lakers jamais teve sua vitória ameaçada. Foi como no jogo do Miami contra o Philadelphia: o adversário ameaça encostar, mas não encosta. Não tem time pra isso.

É série para acabar 4 a 1 para o Lakers. Falei em 4 a 0 – e errei novamente em meus prognósticos. Desculpem-me.

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sexta-feira, 7 de maio de 2010 NBA | 13:39

UMA SÉRIE QUE ESTÁ NO PAPO

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Não imagino uma série em 4-0 para o Orlando, mas que o time da Flórida vai ganhar, disso eu não tenho dúvida. O jogo de ontem à noite me deixou essa certeza. O Atlanta fazia uma grande partida, mas quando chegou o momento de separar os homens dos meninos, o Magic mostrou-se grande.

O Hawks levou o jogo de igual para igual até o começo do último quarto. Chegou a liderar o marcador por vários momentos da partida. Virou o primeiro tempo com oito pontos de vantagem: 57-49. Mas foi entrar o quarto derradeiro, como disse, e uma chuva de bolas triplas do Orlando devastou tudo o que o Atlanta tinha plantado até então.

O aguaceiro não foi longo, mas foi intenso enquanto durou. Foram quatro bolas de três. A primeira delas caiu quando o jogo marcava 90-87 para o Orlando. Vince Carter encestou: 93-87. Quando Mickael Pietrus embiroscou a segunda, mandou o placar para 98-87. Depois foi a vez de Rashard Lewis acertar a sua: 104-89. Finalmente, Jameer Nelson deixou sua marca: 107-89.

Dezoito pontos de vantagem com o cronômetro mostrando que faltavam ainda 4:28 minutos para o final da contenda. Muito jogo pela frente, mas nada mais havia para se fazer em quadra. O Hawks estava depenado. Deixou escapar uma grande oportunidade para empatar a série e dar uma certa graça ao confronto.

Mas, como disse, não conseguiu porque ainda não adquiriu maturidade para ganhar esses tipos de enfrentamento. O placar final da partida foi 112-98 para o time da Flórida, que abre 2-0 de vantagem na série, que agora muda de endereço: os dois próximos jogos serão na Geórgia, o primeiro deles marcado para amahã, às 18h de Brasília.


QUARTETO

Fantástico; isso mesmo, quarteto fantástico esse do Orlando formado por Jameer Nelson, Vince Carter, Rashard Lewis e Dwight Howard (Foto Getty Images). Este último não foi mencionado no tópico acima pois não faz dos chutes de três sua arma favorita. Pivô, uma fortaleza de músculos, DH, ou Super-Homem, como ele mesmo se autodefiniu, joga dentro do garrafão, beiço grudado ao aro.

Este super-homem de carne e osso vinha mal nestes playoffs. Foi assim na primeira rodada, diante do Charlotte, e também no jogo inicial desta série diante do Atlanta. Tinha médias de exatos 12 pontos e 9.8 rebotes. Mas ontem à noite tudo foi diferente: 29 pontos e 17 rebotes. E com eles, a volta do sorriso amplo, largo, uma de suas marcas registradas.

Seus dois companheiros de “frontcourt” se destacaram igualmente na pontuação: Lewis marcou 20 e Carter, 24.

O outro fantástico deste quarteto, o baixinho Jameer Nelson, deixou, como Rashard, duas dezenas de pontos nas redes adversárias.

Pra encerrar a conversar: os quatro, juntos, fizeram 93 dos 112 pontos do Orlando. Ou seja: 83% da pontuação.

PERDIDO

O Atlanta foi um time nos três primeiros quartos e outro completamente diferente no final, quando foi derrotado por 28-15. Mas foi uma corrida de 19-2, movida pelas bolas de três citadas anteriormente que acabou com o Hawks. O time perdia por apenas um ponto (88-87) depois que Al Horfor acertou seus dois lances livres, isso a 10:30 minutos para o final da partida.

O time da Geórgia, a partir de então, anotou apenas dois pontos (Joe Johnson, 7:01 do fim do jogo) em 6:25 minutos. Impossível vencer um oponente tão forte como o Orlando, fora de casa, com um apagão desses.

Com 24 pontos e dez rebotes, o dominicado Al Horford disse, talvez para si mesmo, depois da partida, o seguinte: ‘Vamos pra casa e ganhar”. É, não tem jeito. Se o Atlanta quiser se manter vivo neste enfrentamento tem que vencer pelo menos um jogo. Se perder a dupla de partidas, o Orlando faz 4-0 e varre o oponente nestas semifinais e garante-se, pelo segundo ano consecutivo, nas finais do Leste.

INANIÇÃO

Jamal Crawford terminou a partida com 23 pontos. Olhando assim, friamente, parece que ele foi bem. Afinal de contas, mencionei o quarteto do Orlando e o pessoal da Flórida fez mais ou menos isso em quadra. Acontece que Jamal, uma das armas mais importantes do Atlanta, negou fogo no último quarto; sim, o quarto derradeiro que devastou o time da Geórgia.

Crawford, eleito merecidamente o melhor reserva desta temporada, fez apenas quatro pontos no último quarto. Frutos de dois lances convertidos e de uma cesta de média distância.

Mas sabe qual foi o aproveitamento dele nestes últimos 12 minutos em questão? 1-6.

FARTURA

Vince Carter, assim como o Orlando, foi muito mal no primeiro tempo. Acertou apenas um de seus míseros cinco tiros. Terminou a primeira metade do jogo com apenas quatro pontos—os dois outros foram acertos de lances livres.

Veio o segundo período e tudo mudou: VC teve o excelente desempenho de 8-11, anotou mais 20 pontos e foi um dos destaques da partida. Deixou a quadra entrevistado e aplaudido pelos 17.461 torcedores que foram à Amway Arena.

FRASES

— Demos um grande passo nesta série — Stan Van Gundy, treinador do Orlando Magic.

— Não jogamos nosso baquete no primeiro tempo, mas o nosso arsenal estava conosco — Vince Carter.

— Eles fizeram o dever de casa, quero ver como eles vão se comportar longe dela —Mike Woodson, técnico do Atlanta.

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