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segunda-feira, 24 de setembro de 2012 NBA | 20:58

HAKEEM ACREDITA QUE O MIAMI PODE VENCER TRÊS DOS PRÓXIMOS CINCO CAMPEONATOS

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Hakeem Olajuwon tem falado pelos cotovelos. E ele pode falar. Aliás, quando The Dream fala a gente para e ouve. Hakeem jogou muita bola.

Lembro-me de uma visita dele ao Brasil. Não me lembro do ano (êta memória!). Ele veio a São Paulo numa daquelas promoções não sei se da NBA ou de algum fabricante de material esportivo (de novo!).

Impressionava não apenas pelo tamanho, mas por emanar um fluido de sabedoria; sabedoria esportiva. E pela fala pausada, tranquila com que respondia a todos. Foi educado e atencioso com toda a mídia.

Lembro-me da visita de Kareem Abdul-Jabbar ao Brasil em 1994 (o ano agora eu me lembro). Kareem era bem diferente de Hakeem. Kareem era introspectivo, na dele. Não se esforçava nenhum pouco para ser agradável às pessoas. Mas, assim como Hakeem, tinha uma auréola em torno de sua cabeça, com o formato de uma bola de basquete.

Não, ambos não são santos. São seres humanos. Mas sempre pareceram divindades em quadra (foto).

PREVISÃO

Falo de Hakeem porque ele está falando pelos cotovelos. Depois de ter dito que os dois títulos conquistados por ele e pelo Houston foram merecidíssimos e que nem mesmo o Chicago de Michael Jordan teria roubado-lhes a glória, o nigeriano naturalizado norte-americano disse o seguinte para quem quiser ouvir: “O Miami pode ganhar três dos próximos cinco campeonatos da NBA”.

E agora, José? O que vocês me dizem?

JUSTIFICATIVAS

A previsão de Hakeem se dá por conta da presença de LeBron James. O ex-pivô do Houston treinou LBJ no verão passado.

King James foi atrás de um sonho: do sonho de ser campeão da NBA. Primeiro deixou o Cleveland e se juntou a Dwyane Wade e Chris Bosh em Miami. A decepção da perda do título para o Dallas fez LeBron dar o segundo passo: procurar Hakeem Olajuwon, pois ele queria realizar o sonho de ser campeão e de repetir Magic Johnson como um jogador completo, que pode jogar nas cinco posições com a mesma intensidade.

LBJ procurou Hakeem para que ele o ensinasse a jogar no “low post”, de costas para a cesta. Hakeem fazia isso com perfeição. Seu “fade-away jump” era espetacular. Seu “spin move” não ficava atrás. E os passes eram igualmente perfeitos. Patrick Ewing sofreu demais com isso nas finais da NBA de 1995. David Robinson sofreu a vida inteira. A mecânica dos movimentos de Kareem era perfeita.

LBJ aprendeu o macete do movimento e nos playoffs e na final da temporada passada ele encheu o picuá de tanto pontuar e dar assistências no “low post”.

Por conta disso, por conta de ver em quadra um jogador mais maduro e mais perfeito em seus movimentos, Hakeem não se surpreendeu com o título do Miami na temporada passada. “Nessa (temporada), ela estará mais à vontade ainda”, disse Olajuwon.

Mas não é apenas a questão técnica e tática que faz Hakeem apostar no Miami. Vejam o que ele falou: “Eu acho que vai ser muito mais fácil para ele. Toda aquela pressão, das pessoas perguntando ‘OK, ele pode fazer isso?’, isso agora é passado”.

Ou seja: LBJ já tem um anel no dedo e aquela obrigação de ter de provar que, “sim, eu posso”, já não existe mais. “O objetivo dele em quadra agora é outro”, disse Hakeem. “Ele não tem mais nada a provar para as pessoas. O que ele vai fazer agora é tirar proveito disso”.

E tirar proveito disso é continuar perseguindo o sonho de ganhar mais anéis. “Essa meta é muito realista”, disse Hakeem, respondendo a si mesmo quando conjecturou a possibilidade de LBJ ganhar três, quatro, cinco anéis ao longo da carreira. “De fato, isso é assustador”, completou.

SONHO?

E agora, José? O que vocês me dizem?

É apenas um devaneio de Hakeem?

DIVIRTAM-SE

Nos três vídeos abaixo, vejam na sequência: 1) Hakeem Olajuwon e todo seu arsenal. No começo tem muitas jogadas no “low post”; 2) LeBron James nesta mesma situação contra o Charlotte; 3) ideam diante do Chicago.

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sábado, 22 de setembro de 2012 NBA | 01:06

E SE MICHAEL JORDAN NÃO FOSSE JOGAR BEISEBOL?

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O site Hoopsworld faz um “what if” que a gente já cansou de discutir aqui neste botequim: se Michael Jordan não tivesse deixado o basquete para brincar de jogar beisebol na segunda divisão da MLB, o Houston teria vencido dois campeonatos? Ou então: se MJ ficasse com o Bulls, teria conquistado oito ao invés de seis anéis?

Eu já dei minha resposta: sim. Se MJ não tivesse parado com o basquete para se aventurar no beisebol (o que diziam na época é que esta seria uma homenagem dele ao pai, assassinado meses antes, que gostaria muito de vê-lo como jogador de beisebol e não de basquete), o Chicago teria enfileirado oito títulos.

A diferença do Chicago para os outros times era grande demais. No segundo Three Peat o time melhorou ainda mais com a contratação de Dennis Rodman, e com um Toni Kukoc mais experiente e a chegada de Ron Harper, que era a grande estrela do Cleveland e que desembarcou em Chicago vindo como FA depois de três temporadas em Ohio.

Mas Kukoc chegou no ano em que MJ parou. Neste mesmo ano aportaram Steve Kerr, Bill Wennington e Luc Longley, que fizeram parte do segundo Three Peat. No ano seguinte, o time perdeu Horace Grant para o Orlando. Mas o núcleo estava intacto. Ou seja: ele, Scottie Pippen, John Paxson, BJ Armstrong, Bill Cartwright. O time estava lá e tinha ganhado um baita reforço em Kukoc.

Hakeem Olajuwon (foto marcando Shaquille O’Neal na final de 95), para muitos o maior pivô da história da NBA na era moderna, bicampeão com o Houston, discorda veementemente daqueles que cravam no sim, como eu. Diz Hakeem: “Qualquer pessoa que tem noção de basquete, que entende o jogo, sabe que teríamos vencido de qualquer maneira (…) As pessoas não dão crédito ao Orlando, que bateu o Chicago com Jordan”. Ou seja: o Orlando, na opinião de Hakeem, foi o legítimo representante do Leste.

Mas aqui é preciso um esclarecimento: Hakeem se refere ao segundo ano, quando MJ voltou no meio da temporada regular. Voltou com a camisa 45 (lembram-se?) e foi batido pelo Orlando nas semifinais dos playoffs por 4-2. Quando a série foi liquidada, Nick Anderson (foto marcando MJ), ala do Magic, declarou: “Esse Jordan 45 não tem nada a ver com o Jordan 23”. Ou seja: aquele MJ, ainda fora de forma, não era o verdadeiro MJ. Isso responde a Hakeem.

Se aquele fosse o MJ 23, o Orlando de Shaquille O’Neal, Penny Hardaway, Horace Grant e Nick Anderson não teria eliminado o Chicago. Tanto que no ano seguinte, com o mesmo time da temporada anterior e ainda mais experiente, o Orlando foi surrado pelo Chicago na final da conferência por 4-0. E MJ disse a Anderson depois da série: “O 23 está de volta”.

Hakeem disse também que o grande problema do Rockets era o Seattle e não o Chicago. “Quando a gente enfrentava o Chicago, eles sabiam que perderiam não só para nós, mas para o San Antonio também”.

No caso do San Antonio eu me lembro; no caso do Houston eu tenho dúvidas. Sempre que o Chicago jogava em San Antonio, invariavelmente perdia. David Robinson se transformava em um monstro e fechava completamente o garrafão. Lembro-me de uma ocasião em que ele deu um toco espetacular em cima de MJ. Ataque do Bulls do lado direito da câmera de televisão, Jordan na meia direita, cortando Vinnie Del Negro, indo para a enterrada e The Admiral fazendo como o velho Dikembe Mutombo.

Sim, o Bulls tinha sérios problemas contra o SAS de Robinson, Del Negro, Doc Rivers, Moses Malone e Sean Elliot quando o jogo era no Texas. Mas não me lembro de o Houston criar problemas para o Chicago.

E aquele SAS só parava diante do Rockets. David Robinson tinha traumas diante de Hakeem. O pivô do Rockets humilhava o oponente; sempre. Lembro-me que eu gostava de Robinson e torcia para que ele suplantasse Olajuwon. Mas não tinha jeito. O Houston passou pelo San Antonio por 4-2 naquela final do Oeste.

O jogo do SAS se encaixava com o jogo do Bulls, mas não tinha respostas para os problemas que o Houston apresentava. Talvez se a final fosse contra o Spurs o Bulls pudesse ter problemas; talvez; mas diante do Houston, jamais.

Hakeem limitou-se a falar da final de 1995. Na matéria, ele não fala sobre 94. Deveria. O Chicago de 94 parou no New York, que fez a final diante do Houston. Os texanos venceram por 4-2. Não teriam vencido se MJ lá estivesse. O NYK fez 4-3 diante do Indiana do menino Reggie Miller e do experiente Byron Scott e foi para a final enfrentar o Houston que tinha feito 4-1 no Utah de John Stockton e Karl Malone.

Aquele playoff do Oeste foi um playoff esquisito, pois não contou com a presença do Lakers. Os californianos eram um time sem identidade, que contava com um James Worthy em final de carreira e cujo quinteto titular era apenas razoável: Nick Van Exel, George Lynch, Doug Christie (que meu filho chamava de “triste”), Elden Campbell e Vlade Divac.

Mas não é do Lakers que falamos. Falamos do Houston. E volto a dizer: se MJ não tivesse deixado o basquete para brincar de jogar beisebol, o Bulls teria enfileirado oito títulos. E se ele não abandonasse em 1998, depois do segundo Three Peat, talvez fossem nove. Até porque aquele campeonato foi mais curto por causa do locaute. MJ, aos 36 anos, teria suportado numa boa.

A gente fala sempre em oito títulos. Na verdade, poderiam ter sido nove. E Hakeem e o Houston não teriam vencido nenhum. E o primeiro campeonato do San Antonio talvez não tivesse vindo.

Michael Jordan era realmente fenomenal. E aquele time dirigido por Phil Jackson era imbatível numa série melhor de sete. Não vi o Boston de Bill Russell jogar. Dos times que vi em ação, nenhum se comparou ao Chicago.

Nove títulos; isso mesmo, nove títulos. Não foram nove porque Jordan tinha umas manias que a gente nunca conseguiu entender.

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terça-feira, 14 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 19:24

CONFIRA O RANKING DOS ‘DREAM TEAMS’ DESDE BARCELONA-92

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Depois que os EUA ganharam a medalha de ouro nos Jogos de Londres, vale a pena a gente avaliar o que Kobe Bryant disse sobre esse time e o Dream Team de Barcelona-92. O que disse exatamente Kobe?

Num primeiro momento, que o time atual venceria o DT. Depois, pressionado pela opinião pública, que o condenou com veemência, recuou e desdisse o que disse. Ou melhor: disse que disse que o time atual, numa série melhor de sete, talvez vencesse uma partida e não acabaria sendo varrido.

Mas vamos fazer o seguinte? Vamos deixar pra lá Kobe Bryant.

O que eu quero propor é: em que lugar se situaria esse time de Londres num ranking envolvendo apenas os selecionados compostos por jogadores da NBA?

Domingo, almoçando com meu filho e tendo meu netinho a nos distrair por conta de suas traquinagens, a gente concluiu que o time atual não é nem o segundo melhor de todos os tempos desde que os profissionais passaram a competir nas Olimpíadas.

Vocês querem saber como ficaria o ranking, certo? Desde Barcelona, não se esqueçam, já foram seis selecionados. De acordo com a minha avaliação, eles ficam assim situados:

6º) EUA-2004 — Em sexto e último lugar, claro, pois foi o único time de profissionais que não conseguiu conquistar a medalha de ouro olímpica. O time, se olhado agora, era extraordinário, mas estava repleto de garotos, entre eles LeBron James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony. Os três tinham acabado de jogar sua primeira temporada na NBA e não tinham qualquer experiência profissional e muito menos internacional. Sobrou tudo nas costas de Tim Duncan, Allen Iverson e Stephon Marbury, que não aguentaram o rojão. E Larry Brown, que comandou o time, acabou sucumbindo por conta de um projeto muito mal montado por parte da USA Basketball.

5º) EUA-2000 — Esse time por pouco não foi batido pela Lituânia nas semifinais. O armador Sarunas Jasikevicius, na época jogador do Barcelona e que mais tarde passou por Golden State e Indiana, mandou uma bola de três, no estouro do cronômetro, que bateu no aro. Se tivesse entrado, o placar teria sido de 86-85 para os lituanos e não 85-83 para os norte-americanos. Eu vi tudo, ao vivo, lá no ginásio, bem de perto, com a mão na cabeça, certo de que aquela bola entraria. Aquele jogo foi emblemático, pois deixou claro para o mundo que os profissionais da NBA poderiam ser batidos. Esse time tinha jogadores de qualidade bem discutível, como Vin Baker, Antonio McDyess e Shareef Abdur-Rahim, muito embora contasse com Vince Carter, Kevin Garnett, Gary Payton, Jason Kidd, Tim Hardaway e Alonzo Mourning.

4º) EUA-2012 — Esse time que foi campeão em Londres não fica nem entre os três melhores desde que os profissionais passaram a competir. Foi campeão de forma invicta, mas mostrou dificuldades. Venceu a Lituânia na fase de classificação por apenas cinco pontos (99-94) e na final, diante da Espanha, o jogo foi muito parelho e acabou com a vitória dos EUA por apenas sete pontos: 107-100. Claro que faltaram aos norte-americanos jogadores como Dwight Howard, Dwyane Wade, Chris Bosh e Derrick Rose. Se todos estivessem em terras da Rainha, certamente o nível da equipe seria outro. Talvez ficasse em terceiro lugar no ranking de todos os tempos envolvendo os profissionais nos Jogos Olímpicos. Foi a primeira Olimpíada de Kevin Durant, que terminou o torneio como segundo melhor cestinha da competição com média de 19,5 pontos por jogo (o líder foi o australiano Pat Mills, do San Antonio, com 21,2). Foi também a Olimpíada de LeBron James, o melhor jogador do time norte-americano. Kobe Bryant também deu sua contribuição, mas em um nível inferior aos dois mencionados.

3º) EUA-2008 — Esse selecionado foi batizado como “Redeem Team”. Ou seja, o time da redenção. Isso porque ele teve a missão de resgatar o ouro olímpico e o orgulho norte-americano. Jerry Colangelo, presidente da USA Basketball, como disse acima, manteve o técnico Mike Krzyzewski, que não conseguiu levar o time ao título do Mundial do Japão, dois anos antes, pois foi derrotado pela Grécia por 101-95. Foi, aliás, a única derrota do Coach K à frente do selecionado norte-americano. Em Pequim, os EUA ganharam o ouro olímpico novamente de forma invicta, comandado em quadra por Kobe Bryant, que teve a coadjuvá-lo LeBron James, Carmelo Anthony, Dwyane Wade e Dwight Howard. Na entrevista coletiva depois do jogo contra a Grécia (92-69), eu, sentadinho numa das poltronas da sala de imprensa, ouvi Chris Paul dizer: “A gente se sente como se fossemos os Beatles”. Foi exatamente assim que aquele time foi tratado em Pequim: como uma banda de rock do calibre dos ingleses de Liverpool. E mereceu toda a paparicação.

2º) EUA-1996 — Indiscutivelmente esse foi o segundo melhor time. Dá só uma olhada na galera que esteve em Atlanta: Charles Barkley, Scottie Pippen, David Robinson, Karl Malone, John Stockton (todos remanescentes do time de Barcelona), Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Reggie Miller, Grant Hill, Gary Payton, Anfernee Hardaway e Mitch Richmond. Como vimos, nada menos do que cinco jogadores desse grupo fizeram parte do Dream Team de 1992. Só isso já faz desse grupo um grupo espetacular. Mas adicione a ele Shaq e Hakeem e pronto: ninguém colocará em dúvida que este é mesmo o segundo melhor selecionado dos EUA desde que os profissionais passaram a competir nos Jogos Olímpicos. Venceu os adversários por uma média de 32 pontos. Foi treinado por Lenny Wilkens. Como os jogos foram realizados no Georgia Dome, nada menos do que um total de 258.106 torcedores assistiram a todos os oito cotejos da equipe no torneio, o que deu uma média de 32.2633 pagantes por partida.

1º) DREAM TEAM — Contrariando o título, esse é o único selecionado que pode ser chamado de “Dream Team”. Dizer o que mais sobre um time que tinha Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird? O que dizer de um time que foi guindado ao Hall da Fama de Massachusetts? O que dizer de um time que 12 dos 11 jogadores acabaram no mesmo salão da fama de Springfield? Não há mais nada a falar sobre ele. Quem viu, viu; quem não viu, que se divirta com documentários e vídeos. Ao vivo, no entanto, foi simplesmente espetacular.

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sexta-feira, 22 de junho de 2012 NBA | 02:26

COM ATRASO DE UM ANO, MIAMI É O CAMPEÃO DA NBA

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Miami é o campeão da NBA. O título veio com um ano de atraso, mas veio. O Heat era para ter sido campeão na temporada passada. Perdeu para o Dallas por N motivos que não vale mais a pena a gente ficar debatendo.

A tunda aplicada em cima do Oklahoma City por 121-106 confirmou que o time do sul da Flórida é de fato o melhor da NBA neste momento. Fechou a série em 4-1; poderia ter varrido o OKC se não tivesse bobeado no primeiro jogo. Rajon Rondo postou em seu Twitter: “A verdadeira final foi entre Miami e Boston”. Concordo com ele. O Thunder não foi páreo para o Heat.

Quando esse time foi montado, no verão de 2010, fui um dos poucos (senão o único) que apostou que ele ganharia não apenas um, mas alguns campeonatos. Falei em três, talvez quatro. Muitos rebateram minhas previsões. Disseram que o time não tinha um técnico, que faltava um armador, que não havia pivôs e que a fogueira das vaidades iria arder até o final do contrato de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh e, consequentemente, iria consumir a todos.

Rebati dizendo que com um time desses, com LBJ, D-Wade e CB1, não era preciso ter exatamente um Phil Jackson para conduzi-lo, que os jogadores, em quadra, resolveriam a parada. Claro que não foi bem assim, pois o trabalho de Erik Spoelstra, o tempo mostrou, é muito bom. Eu mesmo cheguei a duvidar, nesta temporada, acho que na série contra o Boston, da capacidade de Spo, mas o tempo mostrou que a minha primeira impressão era a correta. Muitos criticam o Miami por conta do “isolation” e da falta de “screens” e “pick’n’roll”.  De fato, o Heat não joga do jeito que muitos gostariam. O Heat faz a bola correr de mão em mão no ataque, mas ela sempre acaba nas mãos de quem está bem posicionado para o arremesso. De fato, alguns “picks” seriam importantes para facilitar a vida de LBJ e D-Wade. Quem sabe na próxima temporada?

Quanto a falta de armadores e pivôs, disse que apenas a seleção dos EUA era perfeita de cabo a rabo. Afirmei que D-Wade e principalmente LeBron James dariam conta de armar o jogo e que Mario Chalmers seria de grande valia. Foi a partir de então que eu comecei a defender a tese de que o futuro do basquete não teria lugar para armadores de ofício. O mesmo vale para os pivôs. Lembrei que CB1 seria o dono do garrafão do Miami e que Udonis Haslem lá estava para ajudar e muito. E que mais um grandalhão resolveria a parada.

Sobre a fogueira das vaidades, isso jamais ocorreu. A química, principalmente, entre LBJ e D-Wade sempre foi perfeita. Nunca houve um senão entre eles. Eles convivem como se fossem irmãos. E o discurso de Wade, depois do jogo, no pódio, confirma tudo isso: ele admitiu, uma vez mais, ter aberto mão do status de líder e dono do time, em favor de LeBron, para ganhar outro anel. Simples, sem vaidade alguma, reconhecendo que LBJ é mesmo o cara.

E CB1, o menos brilhante dos Três Magníficos, sempre foi um apoio para os dois. E em muitas situações segurou a onda, especialmente quando LBJ e D-Wade estavam mal.

Hoje, um ano mais velho, um ano mais experiente, com seus ferimentos cicatrizados, o Miami foi conduzido ao topo do pódio. E conduzido por LeBron James, que finalmente ganhou seu primeiro campeonato, depois de ter batido na trave em duas oportunidades, uma delas com o Cleveland. Com seu troféu de MVP das finais na mão, perguntado por Stuart Scott, da ESPN, qual a diferença entre o LeBron do ano passado para o LeBron deste ano, ele foi claro como a água: “Ano passado eu jogava com ódio, tentando provar uma série de coisas para as pessoas. Mas eu percebi que não tenho que provar nada a ninguém. Passei a jogar com amor”.

LBJ de fato sobrou neste campeonato como um todo. Se na fase de classificação Kevin Durant rivalizou com ele, nestas finais não teve pra ninguém. E mostrou na quadra, jogando, ou melhor, calou na quadra, jogando, seus críticos que insistiam que ele sofria de “bloqueio mental” nos finais das partidas. E sofria mesmo. Curou-se; hoje isso é passado. Curou-se; jogando e não vociferando. LBJ Anotou seu oitavo “triple-double” em playoffs, o primeiro nesta temporada, diga-se, ao cravar 26 pontos, 13 assistências e 11 rebotes. Iguala-se a Tim Duncan, James Worthy Larry Bird e Magic Johnson (duas vezes) que anotaram TD no último jogo das finais.

E tem mais: LBJ tornou-se também o terceiro jogador na história da NBA a liderar o time campão no “NBA Finals” em pontos, rebotes e assistências. Juntou-se a Tim Duncan e Magic Johnson.

Tornou-se também o décimo jogador na história da NBA a ganhar o MVP durante a fase de classificação e nas finais. Está agora ao lado de Tim Duncan, Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Magic Johnson, Moses Malone, Kareem Abdul-Jabbar, Willis Reed, Larry Bird (duas vezes) e Michael Jordan (quatro vezes).

Digo uma vez mais: se o futuro vier do jeito que o presente se mostra, LBJ entrará para o rol dos maiores jogadores de todos os tempos da NBA. Digo uma vez mais: coloco-o no meu quinteto favorito na vaga de Larry Bird, ao lado de Magic Johnson, Michael Jordan, Bill Russell e Wilt Chamberlain.

LBJ joga muito. Domina todos os fundamentos do basquete. Por isso mesmo, pode jogar em todas as posições. É forte como um touro; sua saúde é de ferro. Vai ser dominante por alguns anos. Quando a idade começar a cobrar tributos, vamos ver como ele vai se renovar, como ele vai reconstruir seu jogo. Vamos ver se ele será capaz de se reinventar, como Michael Jordan e Kobe Bryant fizeram.

Quanto ao jogo, ele foi na verdade uma clínica. Se você preferir, uma aula de basquete. O Miami dominou o OKC de cabo a rabo. Além de LeBron, há que se destacar os 20 pontos e oito rebotes de D-Wade; os 24 pontos e 11 ressaltos (quatro de ataque) de CB1; os 11 pontos de Shane Battier e os dez de Mario Chalmers, que deu ainda sete assistências. Mas o cara que ajudou a fazer a diferença foi Mike Miller. Vindo do banco, anotou 23 pontos e acertou sete de seus oito tiros de três.

Finalmente, não há como não mencionar Pat Riley. Presidente da franquia, ele foi o mentor desse time e o homem que apostou em Erik Spoelstra. Sofreu um bocado no ano passado quando o Heat perdeu para o Dallas. Teve que ouvir um monte. Que montou mal o time e que apostou no técnico errado. Esta era a questão que mais o incomodava: Spo. O tempo mostrou que ele estava certo. Spo fez um grande trabalho. Liderar um time com três estrelas não é fácil. Ele sofreu no primeiro ano. Amadureceu no segundo e tornou-se melhor. E mais: segundo quem o circunda, Spo está sempre aberto a aprender. E tem que ser assim mesmo, pois tem apenas 42 anos. Phil Jackson ganhou seu primeiro campeonato aos 46 anos.

Veio com um ano de atraso, mas veio. O Miami é o legítimo campeão da NBA. O futuro promete ser promissor. Se ele vai ganhar mais dois ou três campeonatos, como previ, realmente não dá para saber. Até porque do outro lado surgiu um time que quando eu fiz a previsão dos títulos do Heat, esse time ainda não existia. Falo, obviamente, do Oklahoma City Thunder.

FUTURO

O futuro, já disse aqui, tende a colocar esses dois times frente a frente em outras finais. O OKC pagou pela inexperiência. Aliás, o time da terra dos tornados vem dando um passo de cada vez, como nos ensinou Michael Jordan em seu livro “Nunca Deixe de Tentar” (Editora Sextante, traduzido para o português).

Em 2010, em seu primeiro playoff, perdeu na primeira rodada para o Lakers. Ano passado, perdeu a final do Oeste para o Dallas. Este ano, perdeu a final para o Miami. Ano que vem, quem sabe, possa ganhar o título? Não tem ninguém com contrato encerrando. Portanto, o grupo será o mesmo para a próxima temporada. O mesmo, mas mais velho e mais experiente.

E virá com a faca nos dentes, com sangue nos olhos, tentando conquistar o que não conseguiu: o título de campeão.

A entrada dos jogadores no vestiário foi comovente. Kevin Durant, assim que pegou o corredor rumo aos aposentos do time, apareceu com lágrimas nos olhos. Quando viu a mãe e o irmão, abraçou-os e chorou feito criança. Kendrick Perkins, um título de campeão em 2008 com o Boston, veio logo atrás, chorando também. Idem para Serge Ibaka.

Ano passado, foram Chris Bosh, LeBron James e Dwyane Wade que choraram. Hoje eles sorriem. Amanhã, quem sabe, o riso possa ser ouvido no vestiário do OKC.

ESCLARECIMENTO

Depois do jogo, no ótimo debate que a ESPN promove, Jon Barry afirmou que não importa quantos anéis LeBron James venha conquistar, talvez fique nesse apenas, ele disse, para completar: eu o coloco no mesmo nível dos grandes jogadores, no mesmo nível de Michael Jordan.

A seu lado, Magic Johnson quase caiu da cadeira. Falou algo que os demais riram e eu não consegui entender (alguém entendeu?). E completou: “Nós vimos Michael Jordan dominar seis finais, três vezes seguidas em duas oportunidades. LeBron James não está no mesmo território de Michael Jordan. Kevin Durant também não. Nem mesmo Kobe Bryant está no nível de Michael Jordan”.

Desculpem-me os torcedores do Miami. Sei que a festa é de vocês. Mas este final era necessário.

FESTA

Dá-lhe Miami!

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quarta-feira, 20 de junho de 2012 NBA | 16:56

LEBRON GARANTE PRESENÇA NO JOGO DE AMANHÃ. CONFIRA DADOS DE SEU DESEMPENHO NESTES PLAYOFFS

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LeBron James está bem. Quer dizer, ele está bem melhor do que estava ontem, mas é certo que não está cem por cento. Apareceu para a sessão de mídia desta tarde e disse que vai aproveitar o dia de hoje e boa parte de amanhã para se recuperar. Nada de se exercitar.

Disse agora há pouco: “Eu me sinto bem melhor se comparado com ontem à noite. Sinto ainda um pouco de dor, mas estarei recuperado para o jogo de amanhã à noite”.

Ótimo!

Também acho que LBJ não vai ficar de fora num momento desses. Ele tudo fará para jogar, pois sabe muito bem que a chance maior do Miami ganhar esse título reside na partida de amanhã. Se a série voltar para Oklahoma City, o psicológico estará a favor do Thunder, que pode surpreender e fazer história na NBA, sendo o primeiro time a sair de um 1-3 nas finais e ser campeão. Sempre lembrando que a estatística mostra 30-0 para quem abriu 3-1, caso do Miami.

Além disso, no papo com a mídia de há pouco, LBJ confidenciou que já conversou três vezes nestes playoffs com Hakeem Olajuwon. King James recorre a este que foi um dos maiores jogadores da história da NBA para que ele lhe dê dicas sobre como jogar no pivô e também para falar sobre aspectos mentais do jogo. Por estar atuando como ala-pivô em alguns momentos das partidas e por estar sendo marcado em várias ocasiões por James Harden, que é bem mais baixo (2,03m contra 1,96m), LBJ tem usado a alternativa de jogar de costas para a cesta (“low post”). Quer, é claro, se aproveitar mais desse “mismatch” e pontuar mais do que vem pontuando.

Dando uma olhadela na internet encontrei alguns dados interessantes sobre LBJ. Vamos a eles:

1) Se LBJ marcar 29 ou mais pontos no jogo de amanhã, une-se a Michael Jordan, Allen Iverson e Hakeem Olajuwon como os únicos jogadores a anotar mais de 700 pontos em jogos de playoffs e “NBA Finals” de uma mesma temporada. Está atualmente com 671 pontos;

2) Apenas dois jogadores tiveram médias de 30 pontos, nove rebotes e cinco assistências após a temporada regular: Oscar Robertson (1963) e LeBron James duas vezes (2009 e neste campeonato);

3) No jogo de ontem, King James marcou ou deu assistências a 55 dos 104 pontos do Miami;

4) Desde Larry Bird em 1986 que um jogador não crava 26 pontos, 12 assistências e nove rebotes em um jogo da final;

5) LeBron está a uma partida de sagrar-se campeão da NBA. Isso aos 27 anos de idade. Michael Jordan tinha 28 quando ganhou seu primeiro anel;

6) LBJ já amealhou três prêmios de MVP da temporada regular. Aos 27 anos, MJ tinha apenas um;

7) LeBron é o primeiro jogador na história da NBA a marcar pelo menos 650 pontos, 200 rebotes e 100 assistências na fase decisiva de um único campeonato. Esse número tende a se modificar depois do jogo de amanhã.

Um parceiro, que agora eu não me lembro o nome, disse: LBJ já tem 27 anos e se ganhar o campeonato, com essa idade não conquistará outros quatro títulos igualando-se a Kobe Bryant. Respondi a ele exatamente o item cinco. LBJ pode ganhar perfeitamente este e mais outros quatro campeonatos. Ele é forte como um touro. Jamais teve uma lesão séria. E bola pra isso ele tem. Seu grande problema tem sido o aspecto mental, mas ele tem demonstrado nesses playoffs estar superando com categoria o problema.

LBJ não tem nenhum anel ainda de campeão. Mas poderá ultrapassar Kobe e igualar MJ.

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sexta-feira, 15 de julho de 2011 NBA, Seleção Brasileira | 13:58

AO CONTRÁRIO DO BRASIL, ESPANHA NATURALIZA JOGADOR

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Serge Ibaka teve seu pedido de naturalização espanhola concedido pelo governo. Deu entrada no processo no ano passado. Com o sim, ele vai defender a Espanha no Eurobasket.

Assim como o norte-americano Larry Taylor, que tenta se naturalizar brasileiro, Ibaka jogou apenas três anos na liga ACB. Depois disso, foi para o Oklahoma City.

Ou seja, assim como Taylor, Ibaka (foto Getty Image) morou apenas três anos no país que ele solicita naturalização. Assim como Taylor, ele pediu a naturalização não apenas por motivos esportivos, mas sentimentais também.

“Hoje é um dia muito feliz para mim”, disse o ala-pivô nascido no Congo, que tem nos tocos seu principal cartão de visita. “Ter a oportunidade de devolver a este país tudo o que me foi dado me dá muito orgulho. Eu quero agradecer todas as instituições envolvidas pela ajuda que me deram para que este momento fosse possível. Agora, só espero poder ajudar a seleção em tudo o que puder”.

Atual vice-campeã olímpica, a Espanha não quer perder o status de potência do basquete mundial. Nem que para isso ela tenha que recorrer a naturalização de jogadores.

Os EUA, maior potência do basquete mundial, fez o mesmo quando naturalizou Hakeem Olajuwon, que já tinha jogado nas categorias de base da seleção da Nigéria, onde nasceu. Com a camisa 15 da seleção norte-americana, Hakeem conquistou o ouro no s Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996.

O Brasil tenta o mesmo; ou seja, melhorar seu nível. E eu acho que age de maneira correta. Uma pena que nossas instituições não tenham se sensibilizado com tão nobre causa.

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sábado, 8 de janeiro de 2011 NBA | 19:35

KOBE, O MAIOR CESTINHA DA HISTÓRIA?

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A rodada de sexta-feira teve alguns atrativos. O principal deles foi Kobe Bryant. O ala-armador anotou 25 pontos na vitória do Lakers sobre o New Orleans (101 a 97) e chegou a 26.720 pontos na carreira. Ultrapassou Oscar Robertson e ocupa neste momento a nona posição entre os maiores cestinhas da história da NBA.

Com mais 226 pontos ele ultrapassa Hakeem Olajuwon, que tem 26.946 tentos. Em dez jogos isso deve ser resolvido. Final deste mês deverá ocorrer e, assim, Kobe pularia para a oitava posição. Até o fim da fase de classificação deve superar também Elvin Hayes (27.313) e Moses Malone (27.409). Deve fechar este campeonato com cerca de 28 mil pontos. Isso levando-se em conta a média de tentos que ele vem fazendo, algo em torno de 25 pontos. Acabaria a temporada na sexta posição.

Ano que vem, já aos 33 anos, deve passar a perna em Shaquille O’Neal (28.504). E fincaria o pé na quinta posição, terminando 2011/12 com cerca de 30 mil pontos, sempre, é bom frisar, levando-se em conta a média de pontos de Kobe, que, repito, estou estimando em 25 por partida.

Bem e depois? Bem, daqui a duas temporadas, 2012/13, aos 34 anos, Kobe (foto Getty Image) teria que ultrapassar Wilt Chamberlain, o quarto maior cestinha da história da NBA e que tem 31.419 pontos. Precisaria de mais 1.500 tentos, e tomando por base esta média de 25 por jogo KB faria em uma temporada 2.050 pontos. Com isso, aos 34 anos, repito, daqui a duas temporadas, repito, KB terminaria o campeonato com algo em torno de 32.500 pontos.

E o que isso significaria? Isso significaria que em três temporadas Kobe ultrapassaria também Michael Jordan, que tem 32.292 pontos. Ou seja: aos 34 anos KB pode se tornar o terceiro maior cestinha da história da NBA.

Dá pra chegar? Claro que sim! Como disse, Kobe tem hoje 32 anos. Com 35, Jordan ganhou seu último título com a camisa 23 do Chicago. E jogando em altíssimo nível.

Kobe joga fácil mais três anos, talvez quatro ou cinco. Se jogar mais cinco, chega aos 37. E chega, a meu ver, em alto nível. Kobe é inteligente, conhece o jogo, não tem um histórico de contusões graves e se cuida. Conhece os limites do corpo. Sabe como cuidá-lo.

Se jogar até os 37 anos, pode adicionar mais 6.000 pontos aos seus 32.500 que teria aos 34 anos. Chegaria a 38.500. Ultrapassaria Karl Malone, que encerrou a carreira com 36.928 pontos e é o atual segundo colocado na lista dos maiores cestinhas da NBA e ultrapassaria também Kareem Abdul-Jabbar, o maior de todos os tempos, que acumulou ao longo de sua carreira 38.387 pontos.

Seria possível. Jogar até os 38 anos eu acho que sim; ter média de 25 pontos por jogo eu acho muito difícil.

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terça-feira, 23 de novembro de 2010 NBA | 14:06

QUEM É O MELHOR ARMADOR DA NBA?

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O canal de basquete deste iG postou nesta terça-feira uma matéria interessantíssima sobre a nova safra de armadores da NBA. Deron Williams, Chris Paul, Derrick Rose, Rajon Rondo, Russell Westbrook e até o novato John Wall foi analisado.

Vale a pena ler; clique aqui.

A discussão é intensa. Semana passada, num jogo transmitido ao vivo pela TNT norte-americana, Jeff Van Gundy e Mark Jackson, os dois comentaristas da emissora, colocaram Deron como o melhor armador da NBA na atualidade. A maioria, eu sei, crava em Chris Paul.

Mas que o assunto é palpitante, isto é. Como diz a matéria, escrita pelo repórter Luís Araújo, havia no passado a tendência de que time forte tinha que ter um pivô dominante.

O Lakers da época de Minneapolis, que ganhou cinco títulos, ganhou escorado no pivô George Mikan. O Boston campeoníssimo tinha em Bill Russell sua grande estrela. O Lakers de Magic Johnson tinha Kareem Abdul-Jabbar.

No NBA Draft de 1984, Hakeem Olajuwon foi recrutado em primeiro lugar, seguido de Sam Bowie. Eram dois pivôs fortíssimos do basquete universitário. Na terceira posição, sem a possibilidade de recrutar um grandalhão, o Chicago pegou Michael Jordan.

Não sei se esta tendência desapareceu, mas que ela diminuiu, ah, diminuiu. Hoje os principais jogadores da nova geração jogam como armadores. Os armadores, creio eu, serão as estrelas da liga quando Kobe Bryant deixar as quadras.

Em que pese a presença de Kevin Durant e LeBron James.

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